Álgebra Linear Página 1

Engenharias – Ciclo Básico

UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA - UVA
CAMPUS BARRA




















Álgebra Linear
Sistemas Lineares
Resumo teórico e exercícios
Módulo II














Prof. Ms. Nelson Damieri Gomes
i
Rio de Janeiro
Ago/2011
Álgebra Linear Página 2
Engenharias – Ciclo Básico

Sistemas Lineares

1. Equação Linear
Toda equação da forma b x a ... x a x a
n n
= + + +
2 2 1 1
é denominada equação linear, em que:

n
a ,.., a , a
2 1
são coeficientes

n
x ,..., x , x
2 1
são as incógnitas
b é um termo independente
Exemplos:
a) 5 3 2
3 2 1
= + ÷ x x x é uma equação linear de três incógnitas.
b) 1 ÷ = + ÷ + t z y x é uma equação linear de quatro incógnitas.
Observações:
1º) Quando o termo independente b for igual a zero, a equação linear denomina-se equação linear
homogênea. Por exemplo: 0 5 = + y x .
2º) Uma equação linear não apresenta termos da forma
2 1
2
1
x . x , x etc., isto é, cada termo da equação
tem uma única incógnita, cujo expoente é sempre 1.
As equações 3 2 3
2
2
1
÷ = + x x e 2 4 = + z y . x não são lineares.
3º) A solução de uma equação linear a n incógnitas é a seqüência de números reais ou ênupla
( )
n
,..., , o o o
2 1
, que, colocados respectivamente no lugar de
n
x ,..., x , x
2 1
, tornam verdadeira a
igualdade dada.
4º) Uma solução evidente da equação linear homogênea 0 3 = + y x é a dupla ( ) 0 0, .
Vejamos alguns exemplos:

1º exemplo: Dada a equação linear 2 4 = + ÷ z y x , encontrar uma de suas soluções.
Resolução: Vamos atribuir valores arbitrários a x e y e obter o valor de z.

0
2
=
=
y
x
¬
6
2 0 4 2
÷ =
= + ÷
z
z .

Resposta: Uma das soluções é a tripla ordenada (2, 0, -6).
2º exemplo: Dada a equação 5 2 3 = ÷ y x , determinar para que a dupla (-1, ) seja solução da
equação.
Resolução: ( ) o , 1 ÷ ¬
o =
÷ =
y
x 1
¬
( )
4 8 2
5 2 3
5 2 1 . 3
÷ = · = ÷
= ÷ ÷
= ÷ ÷
o o
o
o

Resposta: = – 4
Álgebra Linear Página 3
Engenharias – Ciclo Básico


Exercícios Propostos:
1. Determine m para que ( ) 2 , 1 , 1 ÷ ÷ seja solução da equação 6 2 = ÷ + z y mx .
Resp: -1
2. Dada a equação 1
3 2
÷ = +
y x
, ache para que ( ) 1 , + o o torne a sentença verdadeira.
Resp: -8/5

2. Sistema linear.
Denomina-se sistema linear de m equações nas n incógnitas
n
x x x ,..., ,
2 1
todo sistema da forma:
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
= + + +
= + + +
= + + +
n n mn m m
n n
n n
b x a x a x a
b x a x a x a
b x a x a x a
...
...
...
...
...
2 2 1 1
2 2 2 22 1 21
1 1 2 12 1 11
n n
b b b a a a
' 2 ' 1 ' 1 12 11
,..., , , ,..., , ÷ são números reais.
Se o conjunto ordenado de números reais ( )
n ' 2 ' 1 '
,..., , o o o satisfizer a todas as equações do sistema,
será denominado solução do sistema linear.

Observações:
1ª) Se o termo independente de todas as equações do sistema for nulo, isto é, 0
2 1
= = = =
n ' '
b ... b b ,
o sistema linear será dito homogêneo. Veja o exemplo:
¦
¹
¦
´
¦
= + ÷
= + +
= ÷ +
0 3 2 5
0 4
0 2
z y x
z y x
z y x

Uma solução evidente do sistema linear homogêneo é x = y = z = 0.
Esta solução chama-se solução trivial do sistema homogêneo. Se o sistema homogêneo admitir outra
solução em que as incógnitas não são todas nulas, a solução será chamada solução não-trivial.
2ª) Se dois sistemas lineares, S
1
e S
2
, admitem a mesma solução, eles são ditos sistemas
equivalentes. Veja o exemplo:
( ) { } 2 1
4 2
5 3
1
÷ = ¬
¹
´
¦
= ÷
÷ = +
, S
y x
y x
: S
( ) { } 2 1
1
3
2
2
3
2
÷ = ¬
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
÷ =
+ ÷
= +
, S
y x
y
x
: S
Como os sistemas admitem a mesma solução {(1, -2)}, S
1
e S
2
são equivalentes.
Álgebra Linear Página 4
Engenharias – Ciclo Básico


Exercícios Propostos:
1. Seja o sistema
¦
¹
¦
´
¦
÷ = + + ÷
= + ÷
= ÷ +
2
5 2
0 3 2
3 2 1
3 2 1
3 2 1
1
x x x
x x x
x x x
: S .
a) Verifique se (2, -1, 1) é solução de S.
b) Verifique se (0,0,0) é solução de S.
Resp: a) é b) não é

2. Seja o sistema:
¹
´
¦
+ = ÷
÷ = +
3 2
9 3
2
k y x
k y x
. Calcule k para que o sistema seja homogêneo.
Resp: k = -3

3. Calcular m e n de modo que sejam equivalentes os sistemas:
¹
´
¦
= +
= ÷
5 2
1
y x
y x
e
¹
´
¦
= +
÷ = ÷
2
1
my nx
ny mx

Resp: m = 0 e n = 1

3. Expressão matricial de um sistema de equações lineares.
Dentre suas variadas aplicações, as matrizes são utilizadas na resolução de um sistema de
equações lineares.
Seja o sistema linear:
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
= + + +
= + + +
= + + +
n n mn m m
n n
n n
b x a ... x a x a
...
...
b x a ... x a x a
b x a ... x a x a
2 2 1 1
2 2 2 22 1 21
1 1 2 12 1 11

Utilizando matrizes, podemos representar este sistema da seguinte forma:

(
(
(
(
(
(
¸
(

¸

mn m m
n
n
a a a
a a a
a a a
...
... ... ... ...
... ... ... ...
...
...
2 1
2 22 21
1 12 11
.
(
(
(
(
(
(
¸
(

¸

n
x
x
x
...
...
2
1
=
(
(
(
(
(
(
¸
(

¸

n
b
b
b
...
...
2
1

| | |
matriz constituída matriz coluna matriz coluna
pelos coeficientes constituída pelas dos termos
das incógnitas incógnitas independentes

Álgebra Linear Página 5
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Observe que se você efetuar a multiplicação das matrizes indicadas irá obter o sistema dado.
Se a matriz constituída pelos coeficientes das incógnitas for quadrada, o seu determinante é dito
determinante do sistema.
Exemplo:
Seja o sistema:
¦
¹
¦
´
¦
= ÷ +
÷ = + ÷
= ÷ +
8 2 7
1 6 3 4
0 5 2
3 2 1
3 2 1
3 2 1
x x x
x x x
x x x
.
Ele pode ser representado por meio de matrizes, da seguinte forma:
(
(
(
¸
(

¸

÷ =
(
(
(
¸
(

¸

(
(
(
¸
(

¸

÷
÷
÷
8
1
0
.
2 1 7
6 3 4
1 5 2
3
2
1
x
x
x


Exercícios Propostos:
1. Expresse matricialmente os sistemas:
a)
¹
´
¦
= ÷
= +
0 3
5 2
y x
y x




b)
¦
¹
¦
´
¦
= ÷ + ÷
= +
÷ = + +
2 5 3
0
1 2
c b a
c a
c b a




2. A expressão matricial de um sistema S é:
(
¸
(

¸
÷
=
(
¸
(

¸

(
¸
(

¸
÷
7
4
1 3
5 2
b
a
. . Determine as equações de S.

Álgebra Linear Página 6
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4. Classificação dos sistemas lineares
Os sistemas lineares são classificados, quanto ao número de soluções, da seguinte forma:


5. Regra de Cramer
A regra de Cramer consiste num método para se resolver um sistema linear.
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
= + + +
= + + +
= + + +
n n mn m m
n n
n n
b x a .. x a x a
...
...
b x a .. x a x a
b x a .. x a x a
2 2 1 1
2 2 2 22 1 21
1 1 2 12 1 11
: sistema o Seja
Vamos determinar a matriz A dos coeficientes das incógnitas:
(
(
(
(
(
(
(
(
¸
(

¸

=
mn m m
n
n
a ... a a
...
...
...
a ... a a
a ... a a
A
2 1
2 22 21
1 12 11

Vamos determinar agora a matriz A
x1
, que se obtém a partir da matriz A, substituindo-se a coluna
dos coeficientes de x
1
pela coluna dos termos independentes.
(
(
(
(
(
(
(
(
¸
(

¸

=
mn m n
n
n
x
a ... a b
...
...
...
a ... a b
a ... a b
A
2
2 22 2
1 12 1
1

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Pela regra de Cramer:
A det
A det
x
x1
1
=
De maneira análoga podemos determinar os valores das demais incógnitas:
(
(
(
(
(
(
(
(
¸
(

¸

=
mn n m
n
n
x
a ... b a
...
...
...
a ... b a
a ... b a
A
1
2 2 21
1 1 11
2

A det
A det
x
x2
2
= ·
(
(
(
(
(
(
(
(
¸
(

¸

=
n m m
xn
b ... a a
...
...
...
b ... a a
b ... a a
A
2 1
2 22 21
1 12 11

A det
A det
x
xn
n
= ·
Generalizando, num sistema linear o valor da incógnita x
1
é dado pela expressão:
A det
A det
x
i
i
=
÷
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
tes. independen termos dos coluna pela
x de es coeficient dos colunas as
se - do substituin A de obtida matriz a é A
sistema. do incompleta matriz a é A
i
i

Vejamos alguns exemplos.
1º Exemplo: Resolver o sistema
¹
´
¦
÷ = +
= ÷
2 5
7 2
y x
y x
.
Resolução: 11
5 1
1 2
= ¬
(
¸
(

¸
÷
= A det A
33
5 2
1 7
1 1
= ¬
(
¸
(

¸

÷
÷
= A det A
11
2 1
7 2
2 2
÷ = ¬
(
¸
(

¸

÷
= A det A
3
11
33
1
= = =
A det
A det
x 1
11
11
2
÷ =
÷
= =
A det
A det
y
Resposta: ( ) { } 1 3 ÷ = , S
2º Exemplo: Resolver o sistema
¹
´
¦
= ÷ ÷
= +
2
5
y x
y x
.
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Resolução: 0
1 1
1 1
= ¬
(
¸
(

¸

÷ ÷
= A det A
7
1 2
1 5
÷ = ¬
(
¸
(

¸

÷
=
x x
A det A
7
2 1
5 1
= ¬
(
¸
(

¸

÷
=
y y
A det A
0
7 ÷
= =
A det
A det
x
x
impossível
0
7
= =
A det
A det
y
y
impossível
Resposta: | = S
3º Exemplo: Resolver o sistema
¦
¹
¦
´
¦
= + +
= + ÷
= ÷ +
1
10 5 4 3
0 2
3 2 1
3 2 1
3 2 1
x x x
x x x
x x x
.
Resolução:
1º) Cálculo do determinante da matriz incompleta.
12 6 5 4 3 10 4
1 1 1
5 4 3
1 2 1
÷ = ÷ ÷ ÷ ÷ + ÷ = ¬
(
(
(
¸
(

¸

÷
÷
= A det A

2º) Cálculo do determinante das incógnitas.
24 20 0 4 10 10 0
1 1 1
5 4 10
1 2 0
1 1
÷ = ÷ + ÷ ÷ + = ¬
(
(
(
¸
(

¸

÷
÷
= A det A
12 0 5 10 3 0 10
1 1 1
5 10 3
1 0 1
2 2
= + ÷ + ÷ + = ¬
(
(
(
¸
(

¸
÷
= A det A
0 6 10 0 0 20 4
1 1 1
10 4 3
0 2 1
3 3
= ÷ ÷ + + + ÷ = ¬
(
(
(
¸
(

¸

÷ = A det A

3º) Cálculo das incógnitas.
2
12
24
1
1
=
÷
÷
= =
A det
A det
x
1
12
12
2
2
÷ =
÷
= =
A det
A det
x
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0
12
0
3
3
=
÷
= =
A det
A det
x
Resposta: ( ) { } 0 1 2 , , S ÷ = Sistema Possível e Determinado.

Exercícios Propostos:
1. Solucione os sistemas a seguir, utilizando a regra de Cramer.
a)
¹
´
¦
÷ = ÷
= +
4 3 2
5 2
y x
y x

Resp: {(1,2)}

b)
¹
´
¦
= +
= ÷
9 3
1 4 3
y x
y x

Resp: {(3,2)}

2. Calcule os valores de x, y e z nos sistemas:
a)
¦
¹
¦
´
¦
= ÷ +
= + ÷
= ÷ +
3 2 3 3
9 3 2
2 2
z y x
z y x
z y x

Resp: {(1,2,3)}

b)
¦
¹
¦
´
¦
= ÷ ÷
= ÷ ÷
= ÷ +
0 3
0 5
0 10
z y
z x
y x

Resp: {(6,4,1)}

3. Resolva as equações matriciais:
a)
|
|
.
|

\
|
÷
=
|
|
.
|

\
|
|
|
.
|

\
|
÷ 13
9
3 1
1 2
y
x
.
Resp:
|
|
.
|

\
|
5
2


b)
|
|
|
.
|

\
|
=
|
|
|
.
|

\
|
|
|
|
.
|

\
|
÷ 8
2
2
1 1 5
6 3 2
7 4 1
z
y
x
.
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Resp:
|
|
|
.
|

\
|
÷1
2
1

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6. Discussão de um sistema linear

Seja o sistema linear de n equações a n incógnitas.
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
= + + +
= + + +
= + + +
n n nn n n
n n
n n
b x a ... x a x a
...
...
b x a ... x a x a
b x a ... x a x a
2 2 1 1
2 2 2 22 1 21
1 1 2 12 1 11

Discutir o sistema é saber se ele é possível, impossível ou determinado.
Utilizando a regra de Cramer, temos:
A det
A det
x ,...,
A det
A det
x ,
A det
A det
x
n
n
= = =
2
2
1
1


Possível e Determinado ¬ 0 = A det
Possível e Indeterminado ¬
¦
¹
¦
´
¦
= = = =
=
0
0
2 1 n
A det ... A det A det
e
A det

Impossível ¬
¦
¹
¦
´
¦
=
=
0 um menos pelo
0
n
A det
e
A det

Vejamos alguns exemplos:

1º) Exemplo: Discutir o sistema
¹
´
¦
= ÷
= +
1
2 3
y x
my x
.
Resolução: Vamos calcular o valor dos determinantes:
m A det
m
A ÷ ÷ = ¬
(
¸
(

¸

÷
= 3
1 1
3

m A det
m
A ÷ ÷ = ¬
(
¸
(

¸

÷
= 2
1 1
2
1 1

1
1 1
2 3
2 2
= ¬
(
¸
(

¸

= A det A
Fazendo: 3 0 3 0 ÷ = ¬ = ÷ ÷ ¬ = m m A det
2 0 2 0
1
÷ = ¬ = ÷ ÷ ¬ = m m A det
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Resposta: SPD 3 ÷ = ¬ m (sistema possível e determinado)
SPI m -/ ¬ (sistema possível e indeterminado), pois det A
2
= 1 para qualquer valor de m
SI 3 ÷ = ¬ m (sistema impossível)
2º) Exemplo: Determinar m, de modo que o sistema
¦
¹
¦
´
¦
= ÷ + ÷
= + +
= ÷
4
0
2
z y x
z my x
y x
seja incompatível.
Resolução: 1
1 1 1
1 1
0 1 1
÷ ÷ = ¬
(
(
(
¸
(

¸

÷ ÷
÷
= m A det m A
6 2
1 1 4
1 0
0 1 2
÷ ÷ = ¬
(
(
(
¸
(

¸

÷
÷
= m A det m A
x x

4
1 4 1
1 0 1
0 2 1
÷ = ¬
(
(
(
¸
(

¸

÷ ÷
=
y y
A det A

6 6
4 1 1
0 1
2 1 1
+ = ¬
(
(
(
¸
(

¸

÷
÷
= m A det m A
z z

Fazendo: 1 0 1 0 ÷ = ¬ = ÷ ÷ ¬ = m m A det
3 0 6 2 0 ÷ = ¬ = ÷ ÷ ¬ = m m A det
x

1 0 6 6 0 ÷ = ¬ = + ¬ = m m A det
z

Para m = –1, teremos:
0
4
÷ = x (impossível)
0
4
÷ = y (impossível)

0
0
= z (indeterminado).
Resposta: SI 1 ÷ = ¬ m

3º) Exemplo: Verificar se o sistema
¹
´
¦
= +
= ÷
0
0 2 3
y x
y x
é determinado ou indeterminado.
Resolução: Vamos calcular o valor dos determinantes:
5 det
1 1
2 3
=
(
¸
(

¸
÷
= A A 0 det
1 0
2 0
=
(
¸
(

¸
÷
=
x x
A A 0 det
0 1
0 3
=
(
¸
(

¸

=
y y
A A
Como 0 5 det = = A , o sistema é determinado.
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Vamos achar a solução:
0
5
0
det
det
= = =
A
A
x
x
e 0
5
0
det
det
= = =
A
A
y
y

( ) { } 0 , 0 = S
Resposta: O sistema é determinado e ( ) { } 0 , 0 = S .
Observação:
Todo sistema homogêneo é sempre possível, pois admite a solução (0, 0,.., 0) chamada solução
trivial.
Observe que para um sistema homogêneo teremos sempre 0 det ,..., 0 det , 0 det
2 1
= = =
n
A A A
Portanto, para a discussão de um sistema linear homogêneo, é suficiente o estudo do determinante dos
coeficientes das incógnitas.
Determinado 0 det = ¬ A
Indeterminado 0 det = ¬ A

4º)Exemplo: Calcular o valor de a para que o sistema
¹
´
¦
= +
= +
0
0
ay ax
y ax
tenha soluções diferentes da trivial.

Resolução: Neste caso, o sistema deve ser indeterminado, e teremos 0 det = A .
( ) 1 ou 0 0 1 . 0 ² det
1
= = ¬ = ÷ ¬ = ÷ = ¬
(
¸
(

¸

= a a a a a a A
a a
a
A
Resposta: { } 1 , 0

Exercícios Propostos:
1. Discuta os sistemas:
a)
¹
´
¦
= ÷
= +
m y x
y mx 2

b)
¹
´
¦
= +
= +
2
1
y x
y kx

c)
¦
¹
¦
´
¦
= + +
= + +
= ÷ +
q pz y x
z y x
z y x
4
6
10 3 7


2. Classifique, quanto ao número de soluções, os seguintes sistemas homogêneos.
a)
¹
´
¦
= + ÷
= ÷
0 8 6
0 4 3
2 1
2 1
x x
x x

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b)
¦
¹
¦
´
¦
= + +
= + +
= + +
0 3
0 4 2 2
0
z y x
z y x
z y x

c)
¦
¹
¦
´
¦
= +
= ÷ ÷
= + +
0 4
0 3
0 2
y x
z y x
z y x


3. Determine a e b para que o sistema
¹
´
¦
= +
= +
b y x
ay x
4 4
12 6
seja indeterminado.
4. Calcule os valores de a para que o sistema
¹
´
¦
= ÷
= +
0 4
1 2 3
y ax
y x
seja compatível e determinado.

5. Dê os valores de a para que o sistema
¦
¹
¦
´
¦
÷ = + ÷
= + +
÷ = + ÷
5 4 2
2
z y ax
a z y x
az y
seja compatível e determinado.
6. Dê o valor de a para que o sistema
¦
¹
¦
´
¦
= + + +
= ÷ + ÷
= + +
0 5 4
0 2
0 2
az y x
a z y x
y ax
seja impossível.
7. Determine o valor de k para que o sistema
¦
¹
¦
´
¦
÷ = ÷
= ÷
= ÷
k x y
z x
y z
3 3 2
2 2 4
1 4 3
seja indeterminado.
8. Ache m para que o sistema
¦
¹
¦
´
¦
= + +
= ÷ +
= + ÷
0 2 3
0 5 4
0 3 2
z my x
z y x
z y x
tenha soluções próprias.
9. Qual o valor de p para que o sistema
¦
¹
¦
´
¦
= ÷
= + +
= ÷ +
2
0
4
y x
z py x
z y px
admita uma solução única?
10. (Fuvest-SP) Para quais valores de k o sistema linear
¦
¹
¦
´
¦
÷ = +
= + ÷
= + +
2
3 2 3
1
kz y
z y x
z y x
é compatível e
determinado?

Álgebra Linear Página 15
Engenharias – Ciclo Básico




Respostas exercícios propostos:

1. Discussão de um Sistema Linear.
1. a) SPD se 1 ÷ = m SI se m = –1
b) SPD se 1 = k SI se k = 1
c) SPD se 1 ÷ = p ; SPI se p = –1 e q = 8; SI se p = –1 e 8 = q

2. a) indeterminado.
b) indeterminado.
c) determinado

3. a = 6 e b = 8
4. 6 ÷ = a
5. { } 1 e 4 = ÷ = e a a / R a
6. 1 ou 4 = ÷ = a a
7. k = 5
8.
13
3
= m
9. { } 1 ÷ = e p / R p
10.
)
`
¹
¹
´
¦
= e
4
1
k / R k



7. Escalonamento de Sistemas Lineares

Considerando um sistemas genérico m x n, dizemos que ele está escalonado quando os
coeficientes a
ij
, com i > j , são todos nulos.
Exemplos:
¦
¹
¦
´
¦
=
= +
= + ÷
8 4
1 2 3
7 5 2
z
z y
z y x

¹
´
¦
÷ = +
= + +
4 5 4
11 7 2 3
z y
z y x

¹
´
¦
= +
= + + +
10 5 4
9 2
t z
t z y x


Classificação e resolução de sistemas lineares escalonados

¦
¹
¦
´
¦
=
= ÷
÷ = + ÷
10 5
0 2 4
6 2 3
z
z y
z y x

Sistema 3 x 3 já escalonado (número de equações = número de incógnitas)
Da 3ª equação tiramos z = 2
Da 2ª equação, fazendo z = 2, tiramos y = 1
Fazendo y =1 e z = 2 na 1ª equação tiramos x = -2
Álgebra Linear Página 16
Engenharias – Ciclo Básico

Podemos concluir que o sistema é possível e determinado, com S={(-2,1,2)}

¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
=
= +
= + ÷
= ÷ + ÷
9 0
3 2 5
6 4 2
1 3 2 9
w
w z
w z y
w z y x

Sistema 4 x 4 já escalonado.
A 4ª equação permite dizer que o sistema é impossível, logo S = C


¹
´
¦
= ÷
= + +
0 6 3
0
z y
z y x

Sistema 2 x 3 já escalonado (número de equações < número de incógnitas)
Quando um sistema escalonado tem mais incógnitas que equações e pelo menos um coeficiente
não nulo em cada equação, ele é possível e indeterminado. A variável que não aparece no
começo das equações é chamada variável livre. Nesse exemplo z é a variável livre. Fazemos z =
k, com k eR, para descobrir a solução geral do sistema.
Da 2ª equação, temos k y z y 2 0 6 3 = ¬ = ÷ .
Usando z = k e y = 2k, temos k x k k x 3 0 2 ÷ = ¬ = + + .
Portanto, o sistema é possível e indeterminado e sua solução geral é (-3k, 2k, k).


¹
´
¦
= +
= ÷ + ÷
1 3 2
2 2
t z
t z y x

Aqui o sistema é possível e indeterminado (está escalonado e tem 2 equações e 4 incógnitas) e
duas são variáveis livres (y e t).
Fazemos R e R com , t e y e | e o | = o = .
Substituindo nas equações:
4
3 5 2
3 5 2 4
4 2 3 1 2 4 2
2
3 1
2
2
3 1
3 1 2 1 3 2
+ | + o
= ¬ + | + o = ¬
¬ + | + | + ÷ o = ¬ = | ÷
| ÷
+ o ÷
| ÷
= ¬ | ÷ = ¬ = | +
x x
x x
z z z

Solução geral: |
.
|

\
|
|
| ÷
o
+ | + o
, , ,
2
3 1
4
3 5 2


Exercício:
Classifique e resolva os sistemas lineares escalonados:
Álgebra Linear Página 17
Engenharias – Ciclo Básico

a)
¦
¹
¦
´
¦
÷ =
= ÷
= + ÷
6 2
1 2
0 3 2
z
z y
z y x


b)
¹
´
¦
= ÷
= + ÷
0
2 2 3
z y
z y x

c)
¹
´
¦
= ÷
= + ÷ +
0
2 2
d c
d c b a


8. Processo para escalonamento de um sistema linear
Para escalonar um sistema linear e depois classificá-lo e resolvê-lo, alguns procedimentos podem
ser feitos:
1º Eliminamos uma equação que tenha todos os coeficientes e o termo independente nulos.
Por exemplo: 0x + 0y + 0z = 0 pode ser eliminada, pois todos os termos de números reais são
soluções:
2º Podemos trocar a posição das equações. Exemplo:
¹
´
¦
= ÷
= +
¬
¹
´
¦
= +
= ÷
6 2 3
1 4
1 4
6 2 3
y x
y x
y x
y x

3º Podemos multiplicar todos os termos de uma equação pelo mesmo número real diferente
de zero:
10 2 2 6 5 3 = + ÷ ¬ = + ÷ z y x z y x
Podemos multiplicar os 2 membros de uma equação por um mesmo número real diferente de
zero e somarmos aos membros correspondentes da outra equação. Regra de Chio de
matrizes = 10ª propriedade. Exemplo:
( )
¹
´
¦
= ÷
= + ÷
¬
¹
´
¦
+ . = + ÷
÷ · = + ÷
4 3
7 4 2
25 9 5 3
3 7 4 2
z y
z y x
z y x
z y x

4º Se no processo de escalonamento obtivermos uma equação com todos os coeficientes
nulos e o termo independente diferente de zero, esta equação é suficiente para afirmar que o
sistema é impossível., isto é, S = C.

Exemplo 1:
( )
( )
¦
¹
¦
´
¦
÷ = ÷
= +
= + +
¦
¹
¦
´
¦
+ . = ÷
÷ · = +
= + +
¬
¦
¹
¦
´
¦
= +
= ÷
= + +
¬
¦
¹
¦
´
¦
+ . ÷ = + ÷ ÷
+ + . = + +
· ÷ · = + +
32 16
13 5
7 2
7 3
3 13 5
7 2
13 5
7 3
7 2
8 2 5 3
21 7 2
3 2 7 2
z
z y
z y x
z y
z y
z y x
z y
z y
z y x
z y x
z y x
z y x

O sistema obtido está escalonado e é equivalente ao sistema dado. Podemos agora resolver:
Álgebra Linear Página 18
Engenharias – Ciclo Básico

1 7 2 3 2
3 13 2 5
2
16
32
÷ = ¬ = + · +
= ¬ = · +
= =
x x
y y
z

Sistema possível e determinado, com S = {(-1,3,2)}
Exemplo 2:
( ) ( )
¬
¦
¹
¦
´
¦
= + +
÷ = + ÷
= ÷ +
¬
¦
¹
¦
´
¦
+ . = ÷ +
+ + . = + ÷
÷ · ÷ · = ÷ +
) inar lim e ( z y x
z y
z y x
z y x
z y x
z y x
0 0 0 0
8 4 7
3 2
6 2 4 2
1 3
2 3 3 2

¹
´
¦
÷ = + ÷
= ÷ +
8 4 7
3 2
z y
z y x

Sistema possível e indeterminado (escalonado e 2 x 3). Variável livre: z.
7
4 8
8 4 7
o +
=
¬ ÷ = o + ÷ ¬ o =
y
y z

7
5
3
7
4 8
2
o ÷
= ¬ = o ÷
|
.
|

\
| o +
· + x x
Solução geral: |
.
|

\
|
o
o + o ÷
, ,
7
4 8
7
5

Exercícios propostos:
1) Escalone, classifique e resolva os sistemas lineares abaixo:
a)
¦
¹
¦
´
¦
= +
= + ÷
= + +
0 2
8 3 3
1 3 2
z y
z y x
z y x

Resp: Sistema possível e determinado, com S = {(1,-1,2)}

b)
¹
´
¦
= + +
= ÷ +
5 2 3 2
2
z y x
z y x

Resp: Sistema possível e indeterminado, com S = {(1+5k, 1-4k, k)}

c)
¹
´
¦
= + +
= + +
0 3 2
3
z y x
z y x

Resp: Sistema possível e indeterminado, com S = {(9-2k, k-6, k)}

9. Exercícios de aprofundamento e revisão
Álgebra Linear Página 19
Engenharias – Ciclo Básico

1. (FMU – SP) O valor de a para que o sistema
¹
´
¦
= ÷
= +
54 3
18 2
ay x
y x
seja possível e indeterminado é:
a) -6 b) 6 c) 2 d) -2 e) 3/2
Resp: a)
2. (FGV – SP) O sistema
¦
¹
¦
´
¦
= ÷
= + +
= ÷ +
0 14
0 4 2
0 3 2
z x
z y x
z y x
é:
a) determinado.
b) Impossível
c) Determinado e admite como solução (1, 1, 1).
d) Indeterminado.
e) N.D.A.
Resp: d)
3. (UFRN) A solução do sistema
¦
¹
¦
´
¦
= + +
= ÷ +
= + +
13 2 3
5 2 4
6
z y x
z y x
z y x
é:
a) (-2, 7, 1) b) (4, -3, 5) c) (0, 1, 5) d) (2, 3, 1) e) (1, 2, 3)
Resp: e)
4. (Osec – SP) O sistema linear
¦
¹
¦
´
¦
= + +
= + +
= + ÷
7 2 4
9 4 3 2
2 2
z y x
z y x
z y x
:
a) admite solução única;
b) admite infinitas soluções;
c) admite apenas duas soluções;
d) não admite solução;
e) N.D.A.
Resp: b)
5. (Efoa – MG) O sistema de equações
¹
´
¦
= +
= +
0
5 5
y bx
y ax
, terá uma única solução se:
a) b a 5 =
b) 0 5 = + b a
c) 0 5 = ÷ b a
d) 0 5 = ab
e) 0 5 = ab
Resp: c)
Álgebra Linear Página 20
Engenharias – Ciclo Básico

6. (Faap – SP) Para que o sistema linear
¹
´
¦
= +
= ÷
1 5 2
7
y x
by ax
admita uma única solução, é necessário
que:
a)
5
2b
a
÷
=
b)
5
2b
a
÷
=
c)
2
5b
a
÷
=
d)
5
2b
a =
e)
2
5b
a
÷
=
Resp: a)
7. (FCC – BA) O sistema linear
¹
´
¦
= +
= +
1
2
y x a
a y x
é impossível se e somente se:
a) 1 = a e 1 ÷ = a b) 1 = a ou a = –1 c) 1 = a d) 1 ÷ = a e) R ae
Resp: d)
8. (FEI – SP) Se x = A, y = B e z = C são as soluções do sistema
¦
¹
¦
´
¦
= +
= +
= ÷
10 4
4
3
z y
z x
y x
, então ABC
vale:
a) -5 b) 8 c) -6 d) -10 e) 5
Resp: c)
9. (UFRS) O sistema sobre R
¦
¹
¦
´
¦
÷ = + ÷ ÷
= ÷ ÷
÷ = + ÷
11 11 4
2
1 3 2
z y x
b z y x
z y x
, terá solução apenas se o valor de b for
igual a:
a) 6 b) 4 c) 1 d) -11 e) -12
Resp: b)
10. (Mack – SP) O sistema
¹
´
¦
= +
= +
2 4
2
my x
k y x
é indeterminado. Então k + m vale:
a) 1/2 b) 1 c) 3/2 d) 2 e) 3
Resp: e)
Álgebra Linear Página 21
Engenharias – Ciclo Básico

11. (UFSC) Para qual valor de m o sistema
¦
¹
¦
´
¦
= ÷
= ÷ ÷
= ÷ ÷
0 2 3
0 2
0 2
y x
z my x
z y mx
admite infinitas soluções?
a) m = 0 b) 0 = m c) m = 2 d) m = 10 e) m = 1
Resp: c)
12. (FCC – BA) O sistema
¹
´
¦
= +
= ÷
0
0
2
ky x
y x k
nas incógnitas x e y:
a) é impossível se 1 ÷ = k
b) admite apenas a solução trivial se k = 1
c) é possível e indeterminado se k = -1
d) é impossível para todo k real
e) admite apenas a solução trivial para todo k real.
Resp: c)
13. (Cesgranrio) O sistema
¦
¹
¦
´
¦
= +
= + ÷
= ÷ +
b y x
z ay x
z y ax
1
0
tem uma infinidade de soluções. Então, sobre os
valores dos parâmetros a e b, podemos concluir que:
a) a = 1 e b arbitrário.
b) a = 1 e 0 = b
c) a = 1 e b = 1
d) a = 0 e b = 1
e) a = 0 e b = 0
Resp: d)
14. (Fuvest – SP) O sistema linear:
¦
¹
¦
´
¦
= ÷ ÷
= + +
= ÷ o +
3
1
0 2
z y x
z y x
z y x
não admite solução se for igual a:
f) 0 b) 1 c) -1 d) 2 e) -2
Resp: e)
Álgebra Linear Página 22
Engenharias – Ciclo Básico

Bibliografia

÷ NETO, Aref Antar. Noções de Matemática. Vol 1. Ed. Moderna.
÷ IEZZI, G. Matemática vol.1 e 3. São Paulo: Atual,1995
÷ BOLDRINI, José Luiz. Álgebra Linear. São Paulo. Ed. Harbra.
÷ STEINBRUCH, A. e WINTERLE, P. ÁLGEBRA LINEAR. 2ª edição. São Paulo: Pearson Education,
1987.





















i
O autor é graduado em Matemática e Engenharia Elétrica, com mestrado em Engenharia de Produção pela UFF, exercendo a função de
professor concursado da SEE do RJ, na área de Matematica; professor das disciplinas de Matemática Financeira, Fundamento de Matemática
Elementar, Álgebra Linear, Geometria Analítica e Cálculo I, Cálculo II e Calculo III, Instalações Elétricas e Instalações Prediais dos cursos de
Engenharia de Civil, Engenharia de Produção, Engenharia de Petróleo, Ciências da computação e Superior de Tecnologia em Informática,
bem como orientador de TCC e supervisor de Estágio Supervisionada dos cursos de Engenharia da UNISUAM. Professor de Matemática
Financeira, Matemática I, Matemática Aplicada, Pesquisa Operacional e orientador do módulo Qualidade, dos Trabalhos de Conclusão de
Cursos de Administração e Ciências Contábeis, da UNIABEU. Coordenador da graduação em Matemática da UNIABEU. Coordenador e
supervisor de Estagio do curso de Licenciatura em Matemática, da UNIABEU. Professor de matemática I, Matemática II, Estatística I e II e
Cálculos Financeiros da faculdade Internacional Signorelli. Autor do material didático em EAD do curso de Administração nas disciplinas
Matemática I, Matemática II e Cálculos Financeiros, da faculdade Internacional Signorelli. Professor de Matemática Básica, Calculos I, II e II,
CVGA e álgebra Linear da Universidade Veiga de Almeida. Professor do módulo de Matemática Financeira do MBA em Gestão Financeira da
UNIABEU. Professor convidado do LATEC – UFF para o módulo de Manutenção Produtiva Total – TPM – do MBA de Gestão Estratégica de
Manutenção. 28 anos de experiência no mercado como professor e 24 anos de atuação como Engenheiro Sênior de empresas de porte como:
Banco do Brasil, Rede Globo e Siemens. Consultor na área de desenvolvimento de projetos de Instalações e sistemas de gerenciamento de
Manutenção.

Sistemas Lineares
1. Equação Linear
Toda equação da forma a1 x1  a2 x2  ...  an xn  b é denominada equação linear, em que:

a1 , a2 ,.., an são coeficientes
x1 , x2 ,..., xn são as incógnitas
b é um termo independente Exemplos: a) 2 x1  3x2  x3  5 é uma equação linear de três incógnitas. b) x  y  z  t  1 é uma equação linear de quatro incógnitas. Observações: 1º) Quando o termo independente b for igual a zero, a equação linear denomina-se equação linear homogênea. Por exemplo: 5 x  y  0 . 2º) Uma equação linear não apresenta termos da forma x1 , x1 .x2 etc., isto é, cada termo da equação tem uma única incógnita, cujo expoente é sempre 1. As equações 3x1  2 x2  3 e 4 x.y  z 
2 2

2 não são lineares.

3º) A solução de uma equação linear a n incógnitas é a seqüência de números reais ou ênupla 1 , 2 ,..., n  , que, colocados respectivamente no lugar de x1 , x2 ,..., xn , tornam verdadeira a igualdade dada. 4º) Uma solução evidente da equação linear homogênea 3x  y  0 é a dupla 0,0 . Vejamos alguns exemplos:

1º exemplo: Dada a equação linear

4 x  y  z  2 , encontrar uma de suas soluções.
2.4  0  z  2

Resolução: Vamos atribuir valores arbitrários a x e y e obter o valor de z.

x2

y0
2º exemplo: Dada a equação equação. Resolução:  1,   =–4

z  6

Resposta: Uma das soluções é a tripla ordenada (2, 0, -6).

3x  2 y  5 , determinar
x  1 y 

para que a dupla (-1,

) seja solução da

3. 1  2  5  3  2  5  2  8    4

Resposta:

Álgebra Linear Engenharias – Ciclo Básico

Página 2

S1 e S2.. x2 ..2 x y   1  3  Como os sistemas admitem a mesma solução {(1. ..  a m1 x1  a m 2 x 2  . 2ª) Se dois sistemas lineares. ache 2 3 para que  .. b'1 . eles são ditos sistemas equivalentes.  '2 . admitem a mesma solução. o sistema linear será dito homogêneo..  1 torne a sentença verdadeira.  'n  satisfizer a todas as equações do sistema. S1 e S2 são equivalentes.. b'n são números reais.. a1n .. b1  b' 2  ..1..  b' n  0 .2 2 x  y  4 y  3x  2  2  S2 :   S  1... 2..  a mn x n  bn  Se o conjunto ordenado de números reais  '1 .  a x  b 22 2 2n n 2  21 1   a11.2 seja solução da equação Resp: -1 2. ..  a1n x n  b1 a x  a x  . isto é. xn todo sistema da forma: a11 x1  a12 x 2  . Veja o exemplo:  x  3 y  5 S1 :   S  1.. Dada a equação Resp: -8/5 mx  y  2 z  6 . Observações: 1ª) Se o termo independente de todas as equações do sistema for nulo. será denominado solução do sistema linear..... Álgebra Linear Engenharias – Ciclo Básico Página 3 ... Determine m para que  1.. x y   1 .... Se o sistema homogêneo admitir outra solução em que as incógnitas não são todas nulas. Esta solução chama-se solução trivial do sistema homogêneo. Veja o exemplo: 2 x  y  z  0  x  y  4z  0 5 x  2 y  3z  0  Uma solução evidente do sistema linear homogêneo é x = y = z = 0... a solução será chamada solução não-trivial. a12 .. -2)}. Denomina-se sistema linear de m equações nas n incógnitas x1 . b'2 . Sistema linear.Exercícios Propostos: 1.

..0... b) Verifique se (0. Seja o sistema linear: a11x1  a12 x2  . Seja o sistema S1 :  x1  2 x 2  x3  5 ..  ...     . Seja o sistema:  3x  y  k 2  9 ... -1.0) é solução de S..... ..  x1  x   2  . a1n  .. a m1  a12 a 22 ......     . Calcular m e n de modo que sejam equivalentes os sistemas:  x  y  1 mx  ny  1 e  2 x  y  5 nx  my  2 Resp: m = 0 e n = 1 3..  a1n xn  b1 a x  a x  . am2 .....  x  x  x  2 2 3  1 a) Verifique se (2.. .   . a 2 n   . Dentre suas variadas aplicações. Calcule k para que o sistema seja homogêneo. podemos representar este sistema da seguinte forma:  a11 a  21  .  am1 x1  am 2 x2  . Resp: a) é b) não é 2...Exercícios Propostos: 2 x1  3x 2  x3  0  1.   xn    =  b1  b   2  .  a x  b 22 2 2n n 2  21 1  . Expressão matricial de um sistema de equações lineares...  amn xn  bn  Utilizando matrizes. 1) é solução de S. .. a mn   ..  b n     matriz constituída pelos coeficientes das incógnitas  matriz coluna constituída pelas incógnitas  matriz coluna dos termos independentes Álgebra Linear Engenharias – Ciclo Básico Página 4 .. as matrizes são utilizadas na resolução de um sistema de equações lineares....   ..... x  2 y  k  3 Resp: k = -3 3..

Se a matriz constituída pelos coeficientes das incógnitas for quadrada. Determine as equações de S. Exemplo: 2 x1  5 x 2  x3  0  Seja o sistema: 4 x1  3 x 2  6 x3  1 . o seu determinante é dito determinante do sistema. A expressão matricial de um sistema S é: 2  5 a   4 3 1  . da seguinte forma: 2 5  1  x1   0  4  3 6 .Observe que se você efetuar a multiplicação das matrizes indicadas irá obter o sistema dado. x    1    2   7 1  2   x 3   8       Exercícios Propostos: 1.b    7  . Expresse matricialmente os sistemas: a)  2 x  y  5 x  3 y  0 2a  b  c  1  c 0 b) a  3a  5b  c  2  2.      Álgebra Linear Engenharias – Ciclo Básico Página 5 . 7 x  x  2 x  8 2 3  1 Ele pode ser representado por meio de matrizes.

 a x  b 22 2 2n n 2  21 1  Seja o sistema : . Ax1    .. a1n  ... da seguinte forma: 5.. a 2 n        .. que se obtém a partir da matriz A. amn   Álgebra Linear Engenharias – Ciclo Básico Página 6 ..... a mn   Vamos determinar agora a matriz Ax1..4... a2 n        ......  a m1 x1  a m 2 x 2  .  bn am 2  .. a11 x1  a12 x 2  . Classificação dos sistemas lineares Os sistemas lineares são classificados... substituindo-se a coluna dos coeficientes de x1 pela coluna dos termos independentes.  .  a mn x n  bn  Vamos determinar a matriz A dos coeficientes das incógnitas:  a11 a  21  . a1n  ...  b1 a12 b a 22  2  . A  . ...  a m1  a12 a 22 am2 ..  .. quanto ao número de soluções.  a1n x n  b1 a x  a x  .... Regra de Cramer A regra de Cramer consiste num método para se resolver um sistema linear...

b1  .Pela regra de Cramer: x1  det Ax1 det A De maneira análoga podemos determinar os valores das demais incógnitas:  a11 b1 a  21 b2  .  Vejamos alguns exemplos.  a m1  a12 a22 am 2 ..1 2º Exemplo: Resolver o sistema  x  y  5 .. Ax 2    ... amn    a11 a  21  ..  .  x  5 y  2 2  1   det A  11 1 5  Resolução: A    7  1 A1     det A1  33  2 5  2 7  A2     det A2  11 1  2  x det A1 33  3 det A 11 y det A2  11   1 det A 11 Resposta: S  3... 1º Exemplo: Resolver o sistema  2 x  y  7 .... b2    det Axn   xn  det A    ..... Axn    .. num sistema linear o valor da incógnita x 1 é dado pela expressão: A é a matriz incompleta do sistema.se det Ai  xi    i det A  as colunas dos coeficient es de x i  pela coluna dos termos independentes.. a1n  .  x  y  2 Página 7 Álgebra Linear Engenharias – Ciclo Básico .... A é a matriz obtida de A substituindo .. bn   Generalizando.  . a2 n    det Ax2   x2  det A    .....  am1 bn  .

x1  x2  Álgebra Linear Engenharias – Ciclo Básico det A1  24  2 det A  12 det A2 12   1 det A  12 Página 8 .  0 2  1 A1  10  4 5   det A1  0  10  10  4  0  20  24   1 1 1   1 0  1 A2  3 10 5   det A2  10  0  3  10  5  0  12   1 1 1    1 2 0  A3  3  4 10  det A3  4  20  0  0  10  6  0   1 1 1    3º) Cálculo das incógnitas. x  x  x  1 3  1 2 Resolução: 1º) Cálculo do determinante da matriz incompleta. 1 2  1 A  3  4 5   det A  4  10  3  4  5  6  12   1 1 1   2º) Cálculo do determinante das incógnitas.Resolução: A   1 1   det A  0  1  1 5 1  Ax     det Ax  7 2  1  1 5 Ay     det Ay  7   1 2 x det Ax  7 impossível  det A 0 y det Ay det A  7 impossível 0 Resposta: S    x1  2 x2  x3  0  3º Exemplo: Resolver o sistema 3 x1  4 x2  5 x3  10 .

2)} 2. Solucione os sistemas a seguir. y e z nos sistemas: x  2 y  z  2  a) 2 x  y  3 z  9 3x  3 y  2 z  3  Resp: {(1. Resolva as equações matriciais: a) 2 1   x  9    1  3 .4. utilizando a regra de Cramer.0 Sistema Possível e Determinado. y    2   5 1  1  z   8       Álgebra Linear Engenharias – Ciclo Básico Página 9 .2)} b) 3x  4 y  1  x  3 y  9 Resp: {(3. Exercícios Propostos: 1.2.1)} 3. a) x  2 y  5  2 x  3 y  4 Resp: {(1.1.3)}  x  y  10  0  b)  x  z  5  0 y  z  3  0  Resp: {(6. Calcule os valores de x. y     13           Resp:   5  2    1 4 7   x   2      b)  2 3 6 .x3  det A3 0  0 det A  12 Resposta: S  2.

1   Resp:  2   1   Álgebra Linear Engenharias – Ciclo Básico Página 10 .

. xn  det A det A det A Possível e Determinado  det A  0 det A  0   e det A  det A  .  a x  b 22 2 2n n 2  21 1  ....  a1n x n  b1 a x  a x  .. Utilizando a regra de Cramer. temos: x1  det An det A1 det A2 ..  det A  0 1 2 n  det A  0   e pelo menos um det A  0 n  Possível e Indeterminado Impossível Vejamos alguns exemplos: 1º) Exemplo: Discutir o sistema  3x  my  2 .. x  y  1 Resolução: Vamos calcular o valor dos determinantes: 3 m  A   det A  3  m 1  1 2 m  A1     det A1  2  m 1  1 3 2 A2     det A2  1 1 1 Fazendo: det A  0  3  m  0  m  3 det A1  0  2  m  0  m  2 Álgebra Linear Engenharias – Ciclo Básico Página 11 . impossível ou determinado.. ......  a nn x n  bn  Discutir o sistema é saber se ele é possível. a11 x1  a12 x 2  ..  a n1 x1  a n 2 x 2  .. x2  . Discussão de um sistema linear Seja o sistema linear de n equações a n incógnitas.6..

o sistema é determinado. teremos: x   4 (impossível) 0 4 y   (impossível) 0 z Resposta: SI  m  1 0 (indeterminado).Resposta: SPD  m  3 (sistema possível e determinado) SPI  m (sistema possível e indeterminado). Álgebra Linear Engenharias – Ciclo Básico Página 12 . pois det A2 = 1 para qualquer valor de m  SI  m  3 (sistema impossível) x  y  2  2º) Exemplo: Determinar m.  x  y  0 0  2  Ax    det Ax  0 0 1  3 0 Ay    det Ay  0 1 0 Resolução: Vamos calcular o valor dos determinantes: 3  2 A  det A  5 1 1  Como det A  5  0 . 0 3º) Exemplo: Verificar se o sistema 3x  2 y  0 é determinado ou indeterminado. de modo que o sistema  x  my  z  0 seja incompatível.  x  y  z  4   1 1 0   Resolução: A  1 m 1   det A  m  1    1 1  1   2  1 0  Ax  0 m 1   det Ax  2m  6   4 1  1   1 2 0 Ay   1 0 1   det Ay  4    1 4  1    1  1 2 Az   1 m 0  det Az  6m  6     1 1 4   Fazendo: det A  0  m 1  0  m  1 det Ax  0  2m  6  0  m  3 det Az  0  6m  6  0  m  1 Para m = –1.

1 Exercícios Propostos: 1. Classifique. det A2  0. é suficiente o estudo do determinante dos coeficientes das incógnitas. a 1  A   det A  a ²  a  0  a. Observe que para um sistema homogêneo teremos sempre det A1  0. 0) chamada solução trivial. Discuta os sistemas: a) mx  y  2  x  y  m kx  y  1  x  y  2 b) 7 x  y  3z  10  c)  x  y  z  6 4 x  y  pz  q  2.0 Resposta: O sistema é determinado e S  0. det An  0 Portanto. pois admite a solução (0. Observação: Todo sistema homogêneo é sempre possível. os seguintes sistemas homogêneos..Vamos achar a solução: x det Ax 0  0 det A 5 e y det Ay det A  0 0 5 S  0... quanto ao número de soluções. ax  ay  0 Resolução: Neste caso..a  1  0  a  0 ou a  1 a a  Resposta: 0. e teremos det A  0 .. o sistema deve ser indeterminado.0 . 0. para a discussão de um sistema linear homogêneo.. Determinado  det A  0 Indeterminado  det A  0 4º)Exemplo: Calcular o valor de a para que o sistema  ax  y  0 tenha soluções diferentes da trivial.. a) 3x1  4 x 2  0   6 x1  8 x 2  0 Página 13 Álgebra Linear Engenharias – Ciclo Básico .

4 x  y  az  5  0  6. Calcule os valores de a para que o sistema  3x  2 y  1 seja compatível e determinado. 3x  my  2 z  0   px  y  z  4  Qual o valor de p para que o sistema  x  py  z  0 admita uma solução única? x  y  2  8. 7. ax  2 y  4 z  5  ax  y  2  0  Dê o valor de a para que o sistema 2 x  y  z  a  0 seja impossível.  y  az  2  Dê os valores de a para que o sistema  x  y  z  a seja compatível e determinado. 4 x  4 y  b 3. x  y  z  1  10.x  y  z  0  b) 2 x  2 y  4 z  0  x  y  3z  0  x  y  2z  0  c)  x  y  3 z  0 x  4 y  0  6 x  ay  12 seja indeterminado. (Fuvest-SP) Para quais valores de k o sistema linear 3 x  y  2 z  3 é compatível e  y  kz  2  determinado? Álgebra Linear Engenharias – Ciclo Básico Página 14 . 9. 2 y  3 x  3  k  2 x  y  3 z  0  Ache m para que o sistema  x  4 y  5 z  0 tenha soluções próprias. 3z  4 y  1  Determine o valor de k para que o sistema 4 x  2 z  2 seja indeterminado. Determine a e b para que o sistema  4. ax  4 y  0 5.

k  R / k   4  8. tiramos y = 1 Fazendo y =1 e z = 2 na 1ª equação tiramos x = -2 Álgebra Linear Engenharias – Ciclo Básico Página 15 . a  4 ou a  1 7. a) indeterminado. a) SPD se m  1 SI se m = –1 b) SPD se k  1 SI se k = 1 c) SPD se p  1 . b) indeterminado. p  R / p  1 1  10. SPI se p = –1 e q = 8. Exemplos: x  2 y  5z  7   3 y  2z  1  4z  8  3x  2 y  7 z  11  4 y  5 z  4  x  2 y  z  t  9  4 z  5t  10  Classificação e resolução de sistemas lineares escalonados 3x  2 y  z  6  4 y  2z  0 1º   5 z  10  Sistema 3 x 3 já escalonado (número de equações = número de incógnitas) Da 3ª equação tiramos z = 2 Da 2ª equação. k = 5 3 13 9. Escalonamento de Sistemas Lineares Considerando um sistemas genérico m x n. a  6 5. a = 6 e b = 8 4. SI se p = –1 e 2. m 7. c) determinado q8 3. dizemos que ele está escalonado quando os coeficientes aij. com i > j . fazendo z = 2. 1. a  R / a  4 e a  1 6. são todos nulos.Respostas exercícios propostos: 1. Discussão de um Sistema Linear.

Substituindo nas equações: 2 z  3  1  2 z  1  3  z  2x    1  3 2 1  3    2  4 x  2  1  3  2  4  2 2  5  3  4 x  2  5  3  x  4 Solução geral:  1  3   2  5  3 . com k  R. 4º  2 x  y  z  t  2 2 z  3t  1  Aqui o sistema é possível e indeterminado (está escalonado e tem 2 equações e 4 incógnitas) e duas são variáveis livres (y e t). o sistema é possível e indeterminado e sua solução geral é (-3k.Podemos concluir que o sistema é possível e determinado. Portanto. com S={(-2. temos x  2k  k  0  x  3k . temos 3 y  6 z  0  y  2k .2)} 9 x  2 y  3 z  w  1  y  2 z  4w  6  2º  5 z  2w  3   0w  9  Sistema 4 x 4 já escalonado.  4 2   Exercício: Classifique e resolva os sistemas lineares escalonados: Álgebra Linear Engenharias – Ciclo Básico Página 16 . k).1.com   R e   R . ele é possível e indeterminado. Da 2ª equação. 2k. Fazemos y   e t  . Fazemos z = k. . logo S =  3ª  x  y  z  0  3y  6z  0 Sistema 2 x 3 já escalonado (número de equações < número de incógnitas) Quando um sistema escalonado tem mais incógnitas que equações e pelo menos um coeficiente não nulo em cada equação. A 4ª equação permite dizer que o sistema é impossível. A variável que não aparece no começo das equações é chamada variável livre. Usando z = k e y = 2k. Nesse exemplo z é a variável livre. para descobrir a solução geral do sistema. .

Exemplo: 3x  2 y  6  x  4 y  1   x  4 y  1 3x  2 y  6 3º Podemos multiplicar todos os termos de uma equação pelo mesmo número real diferente de zero: 3x  y  z  5  6 x  2 y  2 z  10 Podemos multiplicar os 2 membros de uma equação por um mesmo número real diferente de zero e somarmos aos membros correspondentes da outra equação. alguns procedimentos podem ser feitos: 1º Eliminamos uma equação que tenha todos os coeficientes e o termo independente nulos. isto é.. pois todos os termos de números reais são soluções: 2º Podemos trocar a posição das equações. Processo para escalonamento de um sistema linear Para escalonar um sistema linear e depois classificá-lo e resolvê-lo. Exemplo 1:  x  2 y  z  7   2  2 x  7 y  z  21    3x  5 y  2 z  8  x  2 y  z  7  y  5 z  13    16 z  32  x  2 y  z  7 x  2 y  z  7      3y  z  7   y  5 z  13   3  y  5 z  13    3y  z  7   3 O sistema obtido está escalonado e é equivalente ao sistema dado. Exemplo:  x  2 y  4 z  7   3  x  2 y  4 z  7   y  3z  4 3x  5 y  9 z  25    4º Se no processo de escalonamento obtivermos uma equação com todos os coeficientes nulos e o termo independente diferente de zero. Por exemplo: 0x + 0y + 0z = 0 pode ser eliminada. Regra de Chio de matrizes = 10ª propriedade. S =  . Podemos agora resolver: Álgebra Linear Engenharias – Ciclo Básico Página 17 . esta equação é suficiente para afirmar que o sistema é impossível.2 x  y  3 z  0  a)  2y  z 1  2 z  6  b)  3x  2 y  z  2 yz 0  c)  a  2b  c  d  2 cd 0  8.

com S = {(1.2)} Exemplo 2:  x  2 y  z  3   3   3x  y  z  1 2 x  4 y  2 z  6  x  2 y  z  3    7 y  4 z  8   2 x  2 y  z  3      7 y  4 z  8  0 x  0 y  0 z  0 ( e lim inar )   Sistema possível e indeterminado (escalonado e 2 x 3). z    7 y  4  8  8  4 y 7 5  8  4  x  2  3 x  7  7  Solução geral:   5   8  4  . Exercícios de aprofundamento e revisão Álgebra Linear Engenharias – Ciclo Básico Página 18 . k)} c)  x  y  z  3 2 x  3 y  z  0 Resp: Sistema possível e indeterminado. com S = {(9-2k.  7  7  Exercícios propostos: 1) Escalone.32 2 16 y  5  2  13  y  3 x  2  3  2  7  x  1 z Sistema possível e determinado. 1-4k.2)} b)  x  y  z  2 2 x  3 y  2 z  5 Resp: Sistema possível e indeterminado.-1. Variável livre: z. classifique e resolva os sistemas lineares abaixo: 2 x  3 y  z  1  a) 3 x  3 y  z  8 2 y  z  0  Resp: Sistema possível e determinado. k)} 9. com S = {(1+5k. . k-6. com S = {(-1.3.

Resp: d) x  y  z  6  3. (Efoa – MG) O sistema de equações  a) b) c) d) e) ax  5 y  5 . terá uma única solução se: bx  y  0 a  5b a  5b  0 a  5b  0 5ab  0 5ab  0 Resp: c) Álgebra Linear Engenharias – Ciclo Básico Página 19 . b) admite infinitas soluções.1. 1) e) (1. Resp: b) 5. 3) Resp: e) x  y  2z  2  4. 3. b) Impossível c) Determinado e admite como solução (1.D. d) não admite solução.A. (UFRN) A solução do sistema 4 x  2 y  z  5 é:  x  3 y  2 z  13  a) (-2. e) N. 1.A. 2. (Osec – SP) O sistema linear 2 x  3 y  4 z  9 : x  4 y  2z  7  a) admite solução única. -3. 7. d) Indeterminado.D. 1) b) (4. (FMU – SP) O valor de a para que o sistema  a) -6 b) 6 c) 2  x  2 y  18 seja possível e indeterminado é: 3x  ay  54 d) -2 e) 3/2 Resp: a) 2 x  3 y  z  0  2. e) N. (FGV – SP) O sistema  x  2 y  4 z  0 é:  x  14 z  0  a) determinado. c) admite apenas duas soluções. 1. 5) c) (0. 5) d) (2. 1).

(FEI – SP) Se x = A. (UFRS) O sistema sobre R 2 x  y  z  b . (Mack – SP) O sistema a) 1/2 2 x  y  k é indeterminado.6. (FCC – BA) O sistema linear  a) x  y  a 2 a x  y  1 é impossível se e somente se: c) a  1 d) a  1 e) a  R Resp: d) a  1 e a  1 b) a  1 ou a = –1 x  y  3  8. (Faap – SP) Para que o sistema linear  que: a) ax  by  7 admita uma única solução. Então k + m vale:  4 x  my  2 b) 1 c) 3/2 d) 2 e) 3 Resp: e) Álgebra Linear Engenharias – Ciclo Básico Página 20 . y = B e z = C são as soluções do sistema  x  z  4 . então ABC  y  4 z  10  vale: a) -5 b) 8 c) -6 d) -10 e) 5 Resp: c)  x  2 y  3z  1  9. terá solução apenas se o valor de b for  x  4 y  11z  11  igual a: a) 6 b) 4 c) 1 d) -11 e) -12 Resp: b) 10. é necessário 2 x  5 y  1 a a a a a  2b 5  2b 5  5b 2 2b 5  5b 2 Resp: a) b) c) d) e) 7.

(FCC – BA) O sistema  nas incógnitas x e y:  x  ky  0 a) é impossível se k  1 b) admite apenas a solução trivial se k = 1 c) é possível e indeterminado se k = -1 d) é impossível para todo k real e) admite apenas a solução trivial para todo k real. (UFSC) Para qual valor de m o sistema  x  my  2 z  0 admite infinitas soluções? 3x  2 y  0  a) m = 0 b) m0 c) m = 2 d) m = 10 e) m = 1 Resp: c) k 2 x  y  0 12. (Cesgranrio) O sistema  x  ay  z  1 tem uma infinidade de soluções. b) a = 1 e b0 c) a = 1 e b = 1 d) a = 0 e b = 1 e) a = 0 e b = 0 Resp: d)  x  y  2 z  0  14.mx  2 y  z  0  11. (Fuvest – SP) O sistema linear:  x  y  z  1 não admite solução se x  y  z  3  f) 0 b) 1 c) -1 d) 2 e) -2 for igual a: Resp: e) Álgebra Linear Engenharias – Ciclo Básico Página 21 . podemos concluir que: a) a = 1 e b arbitrário. Resp: c) ax  y  z  0  13. Então. sobre os x  y  b  valores dos parâmetros a e b.

Matemática II. ÁLGEBRA LINEAR. Moderna. São Paulo: Atual. A. Ed. STEINBRUCH. Álgebra Linear. Fundamento de Matemática Elementar. dos Trabalhos de Conclusão de Cursos de Administração e Ciências Contábeis. Professor do módulo de Matemática Financeira do MBA em Gestão Financeira da UNIABEU. da UNIABEU. da faculdade Internacional Signorelli. Professor de matemática I. Rede Globo e Siemens. São Paulo. Engenharia de Petróleo. Estatística I e II e Cálculos Financeiros da faculdade Internacional Signorelli. Professor de Matemática Financeira. i O autor é graduado em Matemática e Engenharia Elétrica. Geometria Analítica e Cálculo I. com mestrado em Engenharia de Produção pela UFF.Bibliografia     NETO. 2ª edição. Autor do material didático em EAD do curso de Administração nas disciplinas Matemática I. Ciências da computação e Superior de Tecnologia em Informática. G. Matemática Aplicada. Pesquisa Operacional e orientador do módulo Qualidade. Engenharia de Produção. 28 anos de experiência no mercado como professor e 24 anos de atuação como Engenheiro Sênior de empresas de porte como: Banco do Brasil. IEZZI. Cálculo II e Calculo III. Harbra. 1987. exercendo a função de professor concursado da SEE do RJ. Calculos I. São Paulo: Pearson Education. Consultor na área de desenvolvimento de projetos de Instalações e sistemas de gerenciamento de Manutenção. na área de Matematica. professor das disciplinas de Matemática Financeira. Professor de Matemática Básica.1995 BOLDRINI. Álgebra Linear. Aref Antar. Coordenador da graduação em Matemática da UNIABEU. e WINTERLE. Álgebra Linear Engenharias – Ciclo Básico Página 22 . bem como orientador de TCC e supervisor de Estágio Supervisionada dos cursos de Engenharia da UNISUAM.1 e 3. Ed. José Luiz. Matemática vol. II e II. da UNIABEU. P. Matemática I. Instalações Elétricas e Instalações Prediais dos cursos de Engenharia de Civil. CVGA e álgebra Linear da Universidade Veiga de Almeida. Matemática II e Cálculos Financeiros. Coordenador e supervisor de Estagio do curso de Licenciatura em Matemática. Noções de Matemática. Vol 1. Professor convidado do LATEC – UFF para o módulo de Manutenção Produtiva Total – TPM – do MBA de Gestão Estratégica de Manutenção.

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