PLEXO LOMBO-SACRAL

Os nervos lombares são cinco pares de nervos espinhais derivados da medula espinhal localizados entre a nona vértebra torácica e a porção inferior da décima primeira. Cada um se divide em um nervo espinhal típico. As divisões primárias posteriores dividem-se em (1) ramos mediais, que inervam os músculos multífidos da espinha (os três inferiores enviam também pequenos ramos sensitivos para a pele e região sacral), e (2) ramos laterais; dentre eles os três superiores fornecem ramos para os músculos sacroespinhais adjacentes e se tornam os nervos glúteos superiores cutâneos. Os dois ramos laterais inferiores são pequenos e terminam nos músculos sacro-espinhais. As divisões primárias anteriores dos nervos lombares juntamente com aquelas dos nervos sacral e coccígeo formam o plexo lombo-sacral, no qual se encontram os nervos principais da cintura pélvica e membro superior. Um número variável de ramos comunicantes reúne os nervos lombares e tronco simpático. Pequenos ramos recorrentes inervam a dura espinhal. O Plexo Lombar

O plexo lombar, localizado no interior do músculo psoas, é a porção superior do plexo lombo-sacral. É geralmente formado pelas divisões anteriores dos três primeiros nervos lombares e parte do quarto, e em 50% dos casos ele recebe uma contribuição do último nervo torácico.

Os nervos L1,L2 e L4 dividem-se em superior e inferior. O ramo superior de L1 forma os nervos ílio-hipogástrico e ílio-inguinal. O ramo inferior de L1 une-se ao ramo superior de L2 para formar o nervo gênito-femoral. O ramo inferior de L4 une-se a L5 para formar o tronco lombo-sacral. O ramo inferior de L2, todos de L3 e o ramo superior de L4 dividem-se, cada um deles, em divisão anterior, menor, e divisão posterior. As três divisões anteriores unem-se para formar o nervo obturatório. As três divisões posteriores unem-se para formar o nervo femoural, e as duas superiores fornecem ramos que formam o nervo cutâneo lateral da coxa. Os ramos motores colaterais inervam o músculo quadrado lombar e intertransversais a partir de L1 e L4, e o músculo psoas a partir de L2 e L3. Distribuição dos ramos terminais O nervo ílio-hipogástrrico (T12,L1) passa lateralmente em torno da crista ilíaca entre os músculos transverso e oblíquo interno e divide-se em um ramos ilíaco (lateral) que se dirige à pele da parte lateral superior da coxa e num ramo hipogástrico (anterior) que desce anteriormente para a pele que recobre a sínfise. O nervo ílio-inguinal (L1) segue um curso ligeiramente inferior ao ílio-hipogástrico, com o qual pode se comunicar, e é distribuído à pele da parte medial superior da coxa e à raiz do pênis e escroto ou monte púbico e lábio maior. O nervo gênito-femoral (L1,L2) emerge da superfície anterior do músculo psoas, caminha obliquamente para baixo sobre a superfície deste músculo e divide-se em ramo genital, em direção ao músculo cremaster suprindo a pele do escroto ou lábios vaginais, e ramo femoral, para a pele da parte supeior média da coxa. O nervo cutâneo lateral da coxa passa obliquamente cruzando o músculo ilíaco e sob o ligamento de Poupart para se dividir em vários ramos distribuídos à pele do lado antero-lateral da coxa. O tronco lombo-sacral (L4,L5) desce para a pelve, onde entra na formação do plexo sacral. Lesões do Plexo Lombar As lesões da medula espinhal e cauda eqüina podem comprometer fibras destes nervos. As lesões não-fatais do plexo lombar são raras por causa da sua localização profunda, porém podem ser decorrentes de fraturas, ferimentos por arma de fogo, tuberculose das vértebras, abscesso do músculo psoas e pressão decorrentes de tumores pélvicos (incluindo o útero grávido). Características clínicas de acordo com o nervo comprometido:

terceiro e quarto nervos lombares. “pé chato”. Lesões que Afetam o Nervo Femoral As lesões do nervo femoral freqüentemente comprometem também nervo obturatório. Os sintomas compreendem insensibilidade. aneurismas da artéria femoral e neurite. Características clínicas: . pressão exercida pelas fáscias. ílio-hipogástrico e gênito-femoral. Devem ser consideradas lesões da medula espinhal. Os ramos sensitivos compreendem os ramos cutâneos anteriores da coxa para a superfície ântero-medial da coxa e o nervo safeno para o lado medial da perna e pé. abscessos do músculo psoas. Nervo cutâneo lateral da coxa.1. entretanto. É mais comum em homens de meia idade e pode ocorrer como primeiro sinal de um tumor da medula lombar. O Nervo Femoral (Crural Anterior) O nervo femoral ó o maior ramo do plexo lombar. emerge da borda lateral do músculo psoas. ferimentos a bala e por armas brancas (especialmente em tempos de querra). A lesão destes nervos por si só tem pouca importância. 2. formigamento e dor sobre a superfície externa e anterior da coxa. como por exemple a neurite. lesão durante e redução de luxação congênita do quadril. apesar de terem sido incriminadas várias entidades patológicas. A dor referida na sua distribuição ocorre em doenças da pelve renal e ureter. fraturas da pelve e porção superior do fêmur. logo acima do ligamento de Poupart. espondilite e pressão exercida por roupas apertadas. As lesões periféricas podem ser resultantes de tumores pélvicos. desce abaixo deste ligamento entrando no trígono femoral lateral à artéria femoral. a perda da sensibilidade ou dor em sua distribuição pode ter valor na localização de lesões da medula espinhal e lesões nas raízes. obesidade. Nervo ílio-inguinal. onde se divide em ramos terminais. pectíneo e quadríceps femoral. A lesão tem importância clínica porque este nervo é freqüentemente sede de parestesia e ocasionalmente dor (meralgia parestésica de Roth). mais marcada quando se deambula ou se permanece de pé. Ele se origina das três divisões posteriores do plexo. Os ramos motores acima do ligamento inguinal inervam os músculos sartório. uso de fórceps durante o parto. A causa é desconhecida. que são derivadas do segundo. acotovelamento do nervo quando ele deixa a pelve. pressão exercida durante intervenções cirúrgicas prolongadas quando as coxas são fortemente abduzidas. particularmente o diabetes melittus. cauda eqüina e plexo lombar.

Freqüentemente não é significante a perda sensitiva. O andar é difícil (impossível no comprometimento bilateral) e os pacientes utilizamse de marchas pseuso-escavante. 2. o nervo obturatório divide-se em ramos anterior e posterior. Sintomas motores. Lesões atróficas. No canal. Emergindo da borda medial do músculo psoas. Lesões que afetam o nervo obturatório: O nervo obturatório pode ser comprometido pelos mesmos processos que afetam o nervo femoral.Estas dependem do nível do comprometimento. Lesões parciais. Não são incomuns a pressão exercida pelo útero grávido e lesão durante o trabalho de parto complicado. A rotação externa e a adução da coxa são prejudicadas e é difícil cruzar as pernas. é rara a paralisia isolada. A atrofia desenvolve-se na superfície anterior da coxa. O Nervo Obturatório O nervo obturatório origina-se do plexo lombar através das três divisões anteriores do plexo. próximo ao rebordo pélvico. Os ramos motores da divisão anterior inervam os músculos adutor longo. Lesões da coxa podem comprometer somente ramos isolados do nervo femoral. curto e o músculo grácil. A dor ocorre com as lesões irritativas e freqüentemente é mais acentuada no joelho. 1. Os ramos sensitivos do ramo anterior do nervo fornecem inervação para a articulação do quadril e uma pequena área de pele sobre a parte interna média da coxa. que são derivadas do segundo. O andar para trás é mais fácil. A paralisia do músculo ílio-psoas determina a incapacidade de flexionar a coxa sobre o tronco. Na paralisia do quadríceps estão ausentes tanto a extensão da perna quanto o reflexo patelar. ele passa lateral aos vasos hipogástricos e ureter e desce através do canal obturatório em direção ao lado medial da coxa. como por exemplo o nervo safeno isoladamente ou ramos para o músculo quadríceps. A síndrome de Howship-Romberg é causada pela pressão exercida sobre o nervo obturatório . freqüentemente tornando mais firmes suas coxas com a ajuda de suas mãos. Os ramos motores da divisão posterior inervam os músculos obturatório externo e adutor magno. Distúrbios sensitivos. 3. A sensibilidade é perdida na distribuição cutânea do nervo femoral. terceiro e quarto nervos lombares. a flexão da coxa estará enfraquecida. 4. Se o ilíaco isoladamente estiver paralisado.

para o plexo lombo-sacral. As divisões primárias anteriores aparecem nos forames sacrais anteriores e contribuem. inervam a pele do cóccix. Os Nervos Sacrais Os nervos sacrais são cinco pares de nervos espinhais derivados de segmentos da medula espinhal. As três superiores dividemse em dois conjuntos de ramos: ramos mediais. que são distribuídos para os músculos multífidos. com a quinta divisão emergindo entre o sacro e o cóccix. localizados em posição oposta aos corpos das vértebras 12a torácica e primeira lombar. Os ramos brancos (parassinpáticos. que se tornam nervos glúteos mediais e inervam a pele da parte medial do glúteo máximo. terceiro e quarto nervos sacrais para as vísceras pélvicas e abdominais inferiores.por hérnia do obturador (rara). Os ramos cinzentos (simpáticos) reúnem-se a cada nervo sacral a partir do tronco simpático. Os pequenos ramos meníngicos recorrentes dirigem-se para trás em direção à dura espinhal. via plexo hipogástrico. neste caso) passam do segundo. com a divisão posterior do nervo coccígeo. que se irradia para baixo do lado interno da coxa e frequentemente é mais acentuada na altura do joelho. em parte. As duas divisões primárias posteriores. e ramos laterais. As quatro divisões primárias posteriores superiores passam através dos forames sacrais posteriores. O Plexo Sacral . O principal sintoma é dor. Este acha-se descrito abaixo.

juntamente com partes do segundo e terceiro nervos sacrais. e vários ramos colaterais são formados pelo plexo. Ramos Colaterais das Divisões Posteriores O nervo glúteo superior (L4. L5. os vasos hipogástricos e o ureter. A divisão posterior de S3. Cada uma das cinco raízes do plexo divide-se numa divisão anterior e posterior. (na coxa. os nervos tibial e fibular estão fundidos formando o nervo isquiático). juntamente com ramos das divisões anteriores de S2 e S3 contribuem para o plexo pudendo.S3) reúnem-se para formar o nervo tibial. S1) passa acima do músculo piriforme. As quatro divisões superiores posteriores juntam-se para formar o nervo fibular comum.S1. Em frente a ele estão o colo pélvico.A porção sacral do plexo lombo-sacral localiza-se fazendo face ao músculo piriforme sobre a parede posterior da pelve. Geralmente origina-se através de cinco raízes do plexo. onde inerva os músculos glúteo médio e mínimo e o músculo tensor da fáscia lata. formadas pelas divisões primárias anteriores do quinto nervo e parte do quarto nervo lombar (tronco lombo-sacral) e o primeiro.L5. que é o nervo isquiático. através do forame isquiático maior em direção às nádegas.S2) passa abaixo do músculo piriforme.S2. em direção ao músculo piriforme deixa fibras de S1 e . Todas as cinco divisões anteriores (L4. O nervo glúteo inferior (L5.S1. através do forame isquiático maior. Um ramo terminal principal.

Nervo glúteo inferior (L5. pressão exercida pela cabeça do feto ou trauma de fórceps durante o parto. Os nervos glúteos inferiores estendem-se para a região glútea lateral inferior. Pode-se testar a força do abdutor contra a abdução passiva. a contração das nádegas é assimétrica. Os ramos perineais dirigem-se para a pele da superfície medial superior da coxa e para a pele do escroto ou lábio maior. S2 e das divisões anteriores de S2 e S3.S2). ou neurites tóxicas ou infecciosas.S1 e S2). A interrupção completa é seguida por perda sensitiva em sua distribuição. S1. apesar de raras vezes isoladamente. . Lesado mais freqüentemente do que o glúteo superior.L5 e S1) e para os músculos obturatório interno e gêmeo superior (vindos de L5. A paralisia dos músculos glúteos médio e mínimo enfraquece a abdução da perna.S2. S2. tuberculose e tumores malignos da pelve. Características clínicas de acordo com os nervos comprometidos: O nervo isquiático acha-se discutido separadamente. Nas lesões unilaterais.S1). O nervo glúteo medial inferior (cutâneo perfurante.S3) atravessa o ligamento sacro-tuberalo e se distribui para a região glútea medial inferior. Lesões do Plexo Sacral Leões da medula espinhal e da cauda eqüina podem comprometer esses nervos. para a porção posterior da coxa em direção ao lado medial. A paralisia do músculo glúteo máximo e fraqueza conseqüente do poder de extensão do quadril torna difícil para o paciente elever-se de uma posição sentada ou correr. 2. 1. A lesão do plexo propriamente dita é infrequente.L5. Nervo glúteo superior (L4. O nervo cutâneo posterior da coxa (isquiático menor) se contitui num ramo colateral com raízes oriundas das divisões anterior e posterior de S1. luxações. 3. pular e subir escadas. Nervo cutâneo posterior da coxa (isquiático menor). e os ramos cutâneos da coxa. ferimentos por armas de fogo e brancas. A dor em sua distribuição pode ocorrer com lesões parciais e irritativas do plexo ou das raízes. Raramente comprometido de maneira isolada. que interfere com a deambulação e determina a inclinação da pelve para o lado oposto quando o paciente repousa sobre o membro afetado. Os ramos colaterais das divisões anteriores estendemse para os músculos quadrado femoral e gêmeo inferior (vindos de L4. porém pode resultar de fraturas pélvicas.

onde ele termina nos nervos tibial e fibular comum. c. Lesões que afetam a nervo isquiático: A lesão do nervo isquiático pode resultar de uma hérnia de disco intervertebral (núcleo pulposo protuído). fraturas da pelve. formado por todas as cinco divisões anteriores. por chumbo. Características clínicas: A) Sinais Motores a. exceto para as porções do arco do pé e do maléolo interno. Os ramos da coxa inervam os músculos do jarrete. bem como mononeurite devido à osteoartrite da coluna vertebral ou articulação casro-ilíaca. Luxações do quadril ou tentativa à redução das mesmas. causando uma marcha escarvante e incapacidade para se permanecer em pé sobre os calcanhares ou dedos.O Nervo Isquiático O nervo isquiático é o maior nervo do corpo. e para o músculo adutor magno. Paralisia dos músculos do jarrete – a flexão da perna é perdida (ou enfraquecida em lesões parciais. e desce entre o trocanter maior do fêmur e a tuberosidade isquiática ao longo da superfície posterior da coxa para o espaço poplíteo. tumores. e o nervo tibial. Ele consiste em dois nervos reunidos por uma mesma bainha: o nervo fibular comum. ou lesão na mãe decorrente de compressão exercida pelo feto ou pelo fórceps. ferimentos por armas de fogo ou brancas. Podem ocorrer polineurites alcoólicas. que freqüentemente poupam os músculos semitendinoso e semimenbranoso). Um ramo do tronco fibular comum inerva a cabeça curta do músculo bíceps femoral. Perda do reflexo aquileu e do reflexo plantar. A dor causálgica acha-se freqüentemente presente com lesões irritativas ou parciais particularmente do tronco tibial. formado pelas quatro divisões posteriores superiores do plexo sacral. Os ramos do tronco tibial passam para os músculos semitendinoso e semimembranoso. B) Distúrbios Sensitivos. O nervo deixa a pelve através do forame isquiático maior. lesão no parto sobre a criança através de tração sobre as pernas. freqüentemente abaixo do músculo piriforme. b. A sensibilidade é perdida sobre a face externa da perna e todo o pé. É impossível correr. Paralisia de todos os músculos da perna e pé. a cabeça curta do bíceps femoral. ou injeções de drogas no nervo ou próximo a ele. . arsênio ou infecciosa.

A dor acha-se ao longo do trajeto do nervo isquiático quando este é estirado através de flexão da coxa sobre o abdome e estendendo-se a perna na altura do joelho. onde ele se curva para a frente entre o fibular longo e o osso dividindo-se em três ramos terminais. Com o calcanhar da extremidade dolorosa colocado sobre o joelho oposto. o maléolo externo e o lado lateral do pé e do quinto dedo. a dor do joelho do lado afetado acha-se somente discretamente e pode ser abaixado em direção ao leito sem ocorrer dor ou rotação da pelve. que se junta ao nervo cutâneo medial da sura (do nervo tibial) para formar o nervo sural. F) Sinal “F-ab-re-e” de Patrick (de doença da articulação do quadril). inervando a pele da superfície dorsal inferior da perna. A atrofia dos músculos comprometidos ocorre. O Nervo Fibular Comum (poplíteo externo) – L4. ele é um componente do nervo isquiático até a porção superior da fossa poplítea. abdução e rotação externa eextensão simultaneantente (F-ab-re-e). O nervo fibular comum dificilmente sofre maiores prejuízos. Freqüentemente é vista hiperqueratose plantar. ou de lesão parcial a ambos. É comum o edema da perna e pé. Na coxa. D) Alterações vasomotoras e tróficas. E) Lesões parciais.S1. Em resumo. As lesões parciais produzem paralisia dissociada de prejuízo maior tanto para o tronco tibial quanto para o fibular comum. o paciente tornase incapaz de estender totalmente o joelho por causa de dor. Lesões leves à sola do pé podem causar ulcerações que se reparam lentamente. o joelho afetado permanece elevado e não pode ser abaixado em direção ao leito sem ocorrer dor. a dor ocorre na tentativa de flexão. Quando sentado em uma cadeira. Na dor isquiática. descendo ao longo da borda posterior do músculo bíceps femoral. com a pele estando seca e descolorida.S2 O nervo fibular comum é formado por fusão das quatro divisões posteriores do plexo sacral e desta maneira deriva suas fibras dos dois seguimentos lombares inferiores e dos dois seguimentos sacrais superiores da medula espinhal. G) Sinal de Lasègue (de doença do nervo isquiático). cruzando diagonalmente o dorso do joelho em direção à porção externa superior da perna próximo à cabeça da fíbula. porém ela pode ser mascarada com edema. .C) Lesões atróficas. Aqui ele inicia seu curso independente. Os ramos emitidos na fossa poplítea são sensitivos e compreendem os ramos articulares superior e inferior para a articulação do joelho e o nervo cutâneo lateral da sura.L5.

os músculos envolvidos atrofiam-se. parte do hálux e lados adjacentes do segundo ao quinto dedos até as segundas falanges. Leve extensão do pé pode acompanhar a flexão vigorosa dos dedos. incapacidade para se abduzir e everter o pé ou para se permanecer em pé sobre o calcanhar afetado. Os ramos terminais dirigem-se para a pele dos lados adjacentes dos dois primeiros dedos e para o músculo extensor curto dos dedos e articulação adjacente. compressão ou acotovelamento prolongado. A lesão periférica pode resultar de trauma direto (especialmente na região do colo da fíbula) ou de fraturas da perna. e marcha escarvante (o paciente eleva alto o joelho e o pé fica suspenso flexionado e aduzido). extensor longo dos dedos. Distúrbios motores. Raramente a dor acha-se presente e. Movimentos suplementares. desce pelo compartimento anterior da perna. se estiver. ramos cutâneos para a porção ântero-inferior da perna e ramos cutâneos terminais para o dorso do pé. freqüentemente é leve. As alterações vasomotoras e tróficas não são acentuadas. A paralisia dos músculos extensores. A sensibilidade é perdida sobre o dorso do pé e face externa da perna. O nervo fibular profundo (tibial anterior). sentar-se com os joelhos cruzados durante muito tempo ou compressão das pernas em posição de repouso.Os três ramos terminais são o recorrente articular e os nervos fibulares superficial e profundo. A neurite primária tem uma predileção especial por este nervo. . Ramos motores dirigem-se para o tibial anterior. Lesões que afetam o nervo fibular comum: As lesões do nervo isquiático e do plexo sacral podem comprometer as fibras do nervo fibular comum. O nervo fibular superficial desce ao longo do septo intermuscular para fornecer ramos motores para os músculos fibulares longo e curto. O nervo articular recorrente acompanha a artéria tibial anterior recorrente. resultando em “pé-caído”. 4. A extensão leve dos dedos pode ocorrer quando há relaxamento súbito dos flexores. Os ramos articulares inervam as articulações tíbio-fibulares inferior e do tornozelo. abdutores do pé causa incapacidade para se extender (dorsifletir) o pé ou falanges proximais dos dedos. Lesões atróficas. inervando as articulação tíbio-fibular e do joelho e um ramo para o músculo tibial anterior. 3. extensor longo do hálux e fibular terceiro. Distúrbios sensitivos. Características clínicas: 1. 2.

S1. recebendo. Lesões que afetam o nervo tibial: . superfície plantar dos 1 ½ dedos laterais e para as falanges distais destes dedos. que inerva a pele da parte dorso-lateral da perna e face lateral do pé. A porção do tronco tibial abaixo da fossa poplítea era antigamente denominada nervo tibial posterior. flexor curto do hálux e primeiro lumbrical. flexor longo dos dedos do pé e flexor longo do hálux. O nervo sural é um nervo sensitivo adequado para biópsia a fim de se determinar diagnóstico patológico em pacientes com neuropatias e atrofias nervosas O Nervo Tibial (poplíteo interno) L4. fibras dos dois segmentos lombares inferiores e dos três segmentos sacrais superiores da medula espinhal. 6. como por exemplo. Os ramos articulares passam para as articulações do joelho e tornozelo. O nervo tibial forma o maior componente do nervo isquiático na coxa. tibial posterior. ponta a partir do qual seus ramos terminais.L5. Estas são infrequentes. elas produzem paralisia dissociada. O nervo plantar medial envia fibras motoras para o músculo flexor curto dos dedos. aquela porção dentro da fossa era denominada nervo poplíteo interno.S3 O nervo tibial é formado por todas as cinco divisões anteriores do plexo sacral. poplíteo. exceto para aqueles inervados pelo nervo plantar medial. O nervo planter lateral (comparável ao nervo ulnar da mão e braço) envia ramos motores para todos os pequenos músculos do pé. plantar. perda de atividade do músculo tibial anterior isoladamente ou somente dos extensores dos dedos.5. reúne-se ao nervo cutâneo lateral da sura. Lesões parciais. A biópsia do nervo sural pode ser realizada sob anestesia local. o nervo cutâneo medial da sura. e ramos sensitivos para a face medial da planta do pé. desta maneira. cerca de 1 cm acima do maléolo lateral. nervos plantares medial e lateral. superfícies plantares dos três e meio dedos mediais e para as falanges distais dos mesmos dedos. Biópsia. sóleo. e ramos sensitivos para as porções laterais da planta do pé. abdutor do hálux. Um ramo sensitivo. continuam em direção ao pé. Há dois ramos terminais (bem como numerosos ramos pequenos articulares não mensionados). Ramos do Nervo Tibial Propriamente dito Ramos motores estendem-se para os músculos gastrocnêmio. ramo do fibular comum para formar o nervo sural (safeno externo). Ele inicia seu curso próprio na porção superior da fossa poplítea e desce verticalmente através deste espaço e da face da perna para a superfície dorso-medial do tornozelo.

O pé torna-se edemaciado. As lesões da região posterior da perna poupam a inervação dos músculos desta região. A paralisia tibial isolada freqüentemente é devida à lesão no ou embaixo do pescoço poplíteo. Nas lesões parciais podem ocorrer paralisias dissociadas. A perda de sensibilidade e dor envolvendo a porção medial anterior do pé e o hálux adjacente podem ser devidas à compressão do nervo plantar medial. 6. Distúrbios sensitivos. calcanhares e dedos. Síndrome do túnel do tarso. Sinais motores. Alterações vasomotoras e tróficas. logo acima da margem do retináculo . Incapacidade para se obter a flexão plantar. 3. 4. Ocorre atrofia da região posterior da perna e dos músculos do pé. fatigante e freqüentemente dolorosa. Movimentos suplementares. e a ação sem oposição dos flexores dorsais pode produzir “pé-em-garra”. nas superfícies laterais do calcanhar e nas superfícies plantares dos dedos e falanges distais. descolorido e frio. como por exemplo decorrente de ferimentos por armas de fogo ou brancas. incapacidade de se permanecer em pé na ponta dos dedos. Estas são comuns. abduzir (separar) ou aduzir os dedos. Flexão plantar débil pelo fibular longo. A lesão do nervo tibial é muito menos comum do que o a lesão do nervo fibular devido à sua localização mais profunda e curso mais protegido. Características clínicas: 1. 7. Lesões parciais. 5. a adução ou inversão do pé.As lesões do plexo sacral e nervo isquiático freqüentemente comprometem fibras do nervo tibial. Freqüentemente a dor está presente. Ulceras tróficas podem ocorrer sobre os maléolos. incapacidade para se flexionar. O reflexo aquileu encontra-se ausente. Pancadas leves sobre o maléolo medial. Pode ser mascarada por edema. São freqüentemente vistas alterações ungueais e hipotricose. A sensibilidade é perdida na planta do pé (exceto na borda interna). O pé pode tornar-se deformado devido à fibrose da articulação tíbio-tarsal. A dor de natureza causálgica grave é comum com as lesões incompletas e irritativas. A deambulação é difícil. a elevação do pé freqüentemente resulta em contratura do tibial anterior. 2. de tal maneira que a perda motora acha-se limitada aos músculos do pé. acidentes automobilísticos ou fraturas da perna. Lesões atróficas.

Neste ponto ele se divide em (1) nervos retais inferiores para o esfíncter anal externo e pele adjacente. (2) nervos perineais.L1. O nervo dorsal do pênis obliquamente através do diafragma uro-genital. este nervo é pequeno e inerva o clitóris.L2. Ramos do Plexo Pudendo Os ramos motores estendem-se do quarto nervo sacral para os músculos coccígeo. o paciente deve estar sentado na beira da mesa de exame. onde reentre a porção inferior da pelve.L3). O examinador fixa a pelve do paciente. Os nervos perineais têm um ramo profundo. A secção cirúrgica do retináculo flexor e a mobilização do nervo comprimido pode ser necessária para alívio sintomático satisfatório.L1.L3). Para examinar este músculo. Músculo ílio-psoas (ramos procedentes de T12. Exame da força muscular: Não existem provas específicas para determinar a força muscular de cada raiz. fornece um ramo para o corpo cavernoso do pênis e passa para frente para inervar a pele do dorso do pênis. O nervo pudendo (pudico) de S2-S4 acompanha a artéria pudenda interna através do forame e cruzando a espinha isquiática. colocando a mão sob a crísta ilíaca e solicitando-lhe que levante a coxa acima da borda da mesa.L4).L3.L4) e o grupo dos adutores (L2. Agora o examinador coloca a outra mão sob a porção femoral distal do joelho do . Na mulher. e uma ramo superficial. visto que a maioria do S2 e S3 passa para o plexo sacral e os dois últimos nervos espimhais são relativamente pequenos. O quarto nervo sacral é o componente principal. que atravessa o diafragma urogenital (após dar ramos para os músculos elevador e esfíncter do ânus) para inervar os músculos dos compartimentos perineais e alguns ramos sensitivos para a uretra. elevador do ânus e esfíncter externo do ânus. Plexo Pudendo Os plexos pudendo e coccígeo são as porções mais caudais do plexo lombo-sacral e forncem nervos para as estruturas perineais. via forame isquiático menor e canal de Alcock. o músculo quadríceps (L2. e (3) nervo dorsal do pênis. Os músculos que examinamos são geralmente o ílio-psoas (T12. na parede lateral da fossa ísquioretal. As raízes do plexo são oriundas das divisões primárias anteriores dos quatro nervos sacrais inferiores e do nervo coccígeo. O músculo ílio-psoas é o principal flexor da coxa.L2.L3.flexor podem produzir parestesias na área afetada. com as pernas pendentes. que se divide em nervos escrotais posteriores ou labiais posteriores.

mas também a algum abscesso afetando o próprio músculo. enquanto o examinador lhe oferece resistência logo acima do tornozelo. Durante o exame a mão que fixa a coxa do paciente procura palpar o quadríceps. de modo que a diminuição discreta da força muscular em relação ao lado oposto já pode ser sinal de algum problema neurológico. ou se ele dá preferência a uma das pernas. Em seguida. Esta dificuldade relativa aos últimos 10º de extensão.paciente. O paciente assume o decúbito dorsal ou lateral e o examinador lhe pede então que afaste as pernas colocando as mãos sob as faces internas do joelho e pedindo-lhe que uma as pernas contra a resistência das mãos. A fraqueza do músculo ílio-psoas pode ainda ser devida à cirurgia da articulação do joelho e quadril. solicitando-lhe que levante mais a coxa. Da mesma forma como o quadríceps. .L3. nervo femoral. O paciente é intimado a extender o joelho. Este déficit relativo à extensão acompanha freqüentemente a fraqueza muscular do quadríceps. A transição do movimento de flexão para o de extensão deve ser suave. o paciente costuma acusar dor durante o exame do mesmo. O músculo ílio-psoas recebe inervação a partir de vários níveis. o paciente não consegue realizar os últimos 10º de extensão do joelho por mais que ele se esforce. Em alguns casos. O exame manual da força muscular do quadríceps exige que o examinador fixe a coxa do paciente. com os joelhos em extensão completa. Convém lembrar que a fraqueza do músculo quadríceps pode também ser devida a diminuição reflexa da força muscular em conseqüência da cirurgia da articulação do joelho ou a rutura no interior da própria massa muscular. saindo da posição de cócoras. Observa cuidadosamente se ele se matem bem ereto. colocando uma das mãos imediatamente acima do joelho. Determine a maior resistência que o paciente é capaz de vencer.L3. em tal caso. repita o exame em relação ao músculo íliopsoas e compare a força muscular dos dois lados. os adutores da coxa são examinados em conjunto.L4). Músculo quadríceps (L2. enquanto ele procura opor resistência a este movimento. o assim chamado atraso da extensão. às vezes.L4) – Nervo obturador. o paciente só consegue realizar a extensão de forma suave até os últimos 10º terminando o movimento com grande esforço e com várias interrupções. decorre do fato de os últimos 10 a 15º de extensão do joelho exigir força muscular pelo menos 50% superior à necessária para o resto do movimento (segundo Jaqueline Perry). O examinador determina a maior resistência que o paciente é capaz de vencer. Grupo dos Músculos Adutores da Coxa (L2. Para avaliar a capacidade funcional do músculo quadríceps o examinador pede ao paciente que se coloque de pé. A fraqueza muscular do ílio-psoas pode não somente ser devida à patologia nervosa.

de modo que seu diagnóstico se torna mais fácil. Para examinar aq força do músculo tibial anterior. o paciente é intimado a andar sobre os calcanhares. sobretudo L4). fazendo saliênca entre este ponto e o seu local de inserção. além disso. Os pacientes com paralisia dos músculos tibiais não conseguem executar esta prova funcional de flexão dorsal com inversão. Pesquisa dos Reflexos Reflexo patelar – o reflexo patelar é o reflexo tendinoso profundo do qual participam mos nervos oriundos das raízes espinhas (L2. O examinador procura então forçar a flexão plantar e a eversão do pé. com uma das pernas cruzada sob o joelho oposto.L3 e L4. com os pés desviados para dentro (supinação). se bem que ele ainda possa estar presente nos casos de seccionamento completo da raiz espinhal de L4. o paciente deverá estar sentado na beira da mesa de exame. L5 e S1 são representados por músculos. tibial anterior – L4 ( nervo peronal profundo). O examinador palpa a depressão das partes moles que existem de cada lado do tendão com o objetivo de localiza-lo corretamente. a não ser nas doenças primárias do músculo ou das raízes nervosas ou nas afecções das pontas anteriores da medula. o examinador procura palpar o músculo tibial anterior. O examinador apóia a perna do paciente e coloca o seu polegar de tal maneira que o paciente é obrigado a colocar seu pé em flexão dorsal e inversão para poder alcança-lo. Para pesquisar o reflexo patelar. em comparação com o exame da força muscular. L4. O tendão do músculo tibial anterior tornase visível no ponto em que o mesmo cruza a parte ântero-interna do tornozelo. Outro método consiste em faze-lo sentar numa cadeira. Nestas posições. dermátomos e reflexos isolados. para examinar a capacidade funcional deste músculo. visto não existirem os músculos exclusivos para cada nível. Em seguida procura . costumam apresentar pé-caído ou marcha escarvante. ou deitado no leito com o joelho apoiado e em flexão discreta. se bem que receba também a inervação do segmento L5. Para fins clínicos o reflexo patelar pode ser considerado um reflexo do segmento L4. O músculo tibial anterior é inervado principalmente pelo segmento L4.A pesquisa da sensibilidade e o exame dos diversos dermátomos constituem um método mais exato para avaliação dos níveis neurológicos T12. o tendão da patela é distendido e mantido em posição ideal. exercendo pressão contra a cabeça e a diáfise do primeiro osso metartasiano. Além disto.L2 e L3. embora muito enfraquecido visto ser inervado também a partit de L2 e L3. Quase nunca este reflexo chega a ser completamente abolido. com as pernas pendentes. não existem reflexos representativos. o paciente senta sob a borda da mesa de exame. Nível Neurológico de L4 M.L1. durante este exame.

Apóie o pé colocando uma das mãos em torno do calcanhar e aplique seu polegar de maneira a obrigar o paceinte colocar o primeiro pododáctilo em flexão dorsal a fim de poder alcança-lo. às intervenções cirúrgicas sobre o joelho ou na presença de derrame articular. acima de seu ponto de inserção na extremidade proximal da última falange do grande podáctilo. ao nível da articulação do joelho. a crista anterior da tíbia forma a linha divisória entre o dermátomo L4. diminuído ou abolido. aplicando um golpe rápido sobre o tendão. que se localiza na face externa. 2.Extensor longo e curto dos pododáctilos. o reflexo patelar pode estar abolido ou diminuído em seguida aos traumatismos do músculo quadríceps. Exame da sensibilidade O dermátomo de L4 corresponde à face interna do membro inferior estendendo-se até a borda interna do pé. do lado externo do m. O tendão deve tornar-se nitidamente visível. Oponha resistência a este movimento de flexão dorsal aplicando o polegar sobre o leito ungueal do grande pododáctilo e os . Na perna. situado na face interna. nem em inversão ou eversão. Esta manobra é repetida no membro oposto. extensor longo do primeiro pododáctoli – L5 (ramo profundo do nervo peroneal).M. Nível Neurológico L5 Exame da Força Muscular 1. Assim. Faça o paciente sentar na beira da mesa para o exame manual da força muscular do longo extensor do primeiro pododáctilo. e o dermátomo L5. isto é. 3. A articulação do joelho constitui a linha divisória entre o dermátomo L3 (em cima) e dermátomo L4 (em baixo). Para lembrar o nível neurológico deste reflexo lembre-se que são quatro os músculos que compõem o quadríceps e que o reflexo patelar é inervado por L4. O tendão do músculo longo extensor do primeiro pododáctilo passa adiante do tornozelo. sendo o reflexo classificado como normal. Este reflexo pode estar prejudicado por afecções não neurológicas. com os pés em posição neutra. por exemplo. M. tibial anterior. Faça o paciente entrelaçar os dedos das duas mãos e em seguida tentar separa-las caso seja difícil desencadear o reflexo.Extensor longo do primeiro pododáctlio.desencadear o reflexo. aumentado. médio glúteo. o examinador faz o paciente caminhar sob os calcanhares. Para examinar a capacidade funcional deste músculo. com um movimento rápido e preciso do punho.

você estará examinando tanto o curto extensor do grande pododáctilo como o extensor longo. O músculo tibial posterior fornece um reflexo relativo ao nível L5.dedos sobre o terço anterior da planta do pé e puxe o grande pododáctilo para baixo. A perna deve estar completamente abduzida. de modo a examinar exclusivamente o m. ao nível do joelho. Músculo extensor longo e curto dos pododáctilos – nervo peroneal profundo. médio glúteo – nervo glúteo superior. antes de se aplicar resistência contra a face lateral da coxa. logo acima da sua inserção na tuberosidade do osso . Examine a função do músculo longo extensor dos pododáctilos. O examinador procura resistir a este movimento. é preciso aplicar a resistência em um ponto distal em relação à articulação interfalangiana. portanto. O examinador fixa a pelve do paciente com uma das mãos e lhe pede que realize a abdução da perna. procure desencadear o reflexo do m. exercendo pressão sobre o dorso dos pododáctilos e procurando forças a flexão plantar dos mesmos. após ter realizado os exames da força muscular e da sensibilidade. intimando o paciente a caminhar sobre os calcanhares. este reflexo é difícil de ser obtido. aplique um golpe com o martelo de reflexos sobre o tendão do m. como o exame do músculo longo extensor do primeiro pododáctilo. longo extensor do grande pododáctilo. porém na prática. abrindo-se a seguir em leque e inserido em várias tiras isoladas nas faces dorsais das seguintes e últimas falanges dos quatro últimos pododáctilos. O tendão do músculo longo extensor dos pododáctilos deve ser visível no dorso do pé. tibial posterior junto ao bordo interno do pé. O músculo glúteo médio é examinado com o paciente em decúbito lateral. Se você tiver dúvida a respeito da integridade do nível L5. M. tibial posterior. Pesquisa dos reflexos Não existe reflexo de pesquisa fácil para o nível neurológico L5. Convém lembrar que a fratura do grande pododáctilo ou outro traumatismo recente se manifestam através de aparente diminuição da força muscular do músculo extensor longo do grande podedáctilo. Os pododáctilos praticamente não devem ceder. mantendo a metade anterior do pé em posição de ligeira eversão e flexão dorsal. a fim de evitar a troca de músculos capaz de ocorrer quando a coxa se encontra fletida. É importante manter a coxa em posição neutra durante a realização da prova. O exame físico é realizado com o paciente sentado na beira da mesa de exame. O examinador segura o tornozelo do paciente colocando uma das mãos em torno do calcanhar e mantendo o polegar da sua outra mão em posição tal que o paciente seja obrigado a extender os pododáctilos para poder alcança-lo. onde ele cruza adiante do entalhe do tornozelo. Quando o polegar cruza a articulação interfalangiana.

3. os músculos peroneais se destacam logo acima do ponto onde eles contornam o maléolo externo. portanto. Por conseguinte. Estes músculos são evertores do tornozelo e do pé. Músculo gastrocnêmio e solear. Nestas condições. para examina-los. A capacidade funcional dos músculos peroneais pode ser examinada em conjunto.navicular. o exame manual da força muscular não fornece resultados fiéis em relação a este grupo de músculos. A crista da tíbia separa os dermátomos de L5 e L4. o paciente deverá ser intimado a caminhar sobre a borda interna do pé. recebe a sua inervação sensitiva da raiz L5. exercendo pressão com a palma da sua mão. Músculo grande glúteo. passando por cima e por baixo do tubérculo do perôneo (o músculo curto por cima e o músculo longo por baixo) em direção aos respectivos locais de insersão. seja obrigado a colocar o seu pé em eversão com flexão plantar. Músculos peroneais longo e curto. sobre a cabeça e a diáfise do quinto osso metatarsianpo. O examinador opõe resistência a este movimento de flexão plantar e eversão. O exame manual dos músculos peroneais exige que o paciente esteja sentado na beira da mesa de exame. Exame da sensibilidade O dermatómo de L5 corresponde a face externa da perna e o dorso do pé. Para melhor distinção entre os dermátos de L4 e L5. 2. em direção ao maléolo interno. Este grupo muscular é muito mais forte que todos os músculos do braço e antibraço combinados o que torna difícil a identificação da paresia discreta. S2 – nervo tibial. Convém ter o cuidado de não aplicar pressão sobre os pododáctilos. o examinador palpa a crista da tíbia do joelho para baixo. é preferível observa-lo em . Toda a área localizada para fora da crista tibial. Músculos peroneais longo e curto – nervo fibular superficial. inclusive o dorso do pé. pois estes poderiam movimentar-se. Músculos gastrocnêmio e solear – S1. O examinador fixa o tornozelo do paciente segurando o pé ao nível do calcanhar e colocando a outra mão em posição tal que o paciente para alcançala com o pequeno pododáctilo. Normalmente. Nível Neurológico S1 Exame da força muscular 1. observa-se um discreto movimento de inversão do pé.

Estes pacientes deverão. aplica-lhe um golpe com a extremidade romba do martelo de reflexo desencadeando normalmente um rápido movimento involuntário de flexão . O examinador solicita ao paciente que caminhe sobre as pontas dos pés. os músculos da panturrilha serão obrigados a suportar quase que 2 ½ vezes o peso do corpo. O tendão é ligeiramente distendido graças à dorsiflexão discreta do pé. mediante pressão exercida de cima para baixo. O paciente deve fletir o joelho a fim de relaxar os músculos posteriores da coxa. Para o exame correto da força muscular recomenda-se colocar o paciente em decúbito ventral sobre a mesa de exame com as coxas fletidas sobre a beira da mesa e as pernas pendentes. o examinador pede ao paciente para saltar alternadamente sobre aos pernas. Músculo grande glúteo – S1 – n. do qual participa o músculo tríceps sural. Existe paresia dos músculos da panturrilha. O reflexo aquileu é um reflexo tendinoso profundo. O reflexo aquileu costuma estar praticamente abolido quando a raiz espinhal S1 for seccionada. o examinador solicita ao paciente que passe da posição sentada para a posição de pé. permanecer apoiados sobre um só pé e se colocar sobre a ponta do pé. A sua intervensão provém predominantemente dos nervos correspondentes ao nível medular S1. de modo a excluir a participação destes músculos no movimento de extensão da coxa. em vez disto. com as pernas pendentes. com a finalidade de fixar a pelve. a outra mão deve ficar livre para poder palpar o músculo grande glúteo. Exame dos reflexos Reflexo aquileu. deste modo. Para a pesquisa do reflexo aquileu deve o paciente estar sentado na beira da mesa de exame. É obvio que esta parte do exame funcional não pode ser realizada pelos pacientes idosos ou por aqueles que referem dores na coluna. Se esta prova for normal. Para realizar a prova funcional do músculo grande glúteo. durante cinco vezes consecutivas. grande glúteo. sobre a face posterior da zoxa imediatamente acima do joelho e avaliando o tônus do grande glúteo pela palpação enquanto esta prova está sendo executada. glúteo inferior. quando o paciente desce sobre a planta inteira do pé ou quando não consegue realizar esta prova. em seguida. O examinador aplica o seu polegar e indicador nas depressões das partes moles que existem de cada lado do tendão de Aquiles. A incapacidade para realizar esta prova indica diminuição da força dos músculos da panturrilha. sem fazer uso das mãos.funcionamento. O examinador apóia o antebraço sobre a crista ilíaca do paciente. juntamente com o m. a diminuição acentuada da força muscular o impedirá de fazelo corretamente. com a finalidade de localiza-lo corretamente. Agora o examinador pede ao paciente que extenda a coxa apondo resistência opondo resistência a este movimento de extensão. apoiando-se sobre o solo apenas com as cabeças dos metatarsianos e com os pododáctilos.

em divisão anterior. e é distribuído à pele da parte medial superior da coxa e à raiz do pênis e escroto ou monte púbico e lábio maior. todos de L3 e o ramo superior de L4 dividem-se. O nervo cutâneo lateral da coxa passa obliquamente cruzando o músculo ilíaco e sob o ligamento de Poupart para se dividir em vários ramos distribuídos à pele do lado antero-lateral da coxa. cada um deles. ílio-hipogástrico e gênito-femoral. Os ramos motores colaterais inervam o músculo quadrado lombar e intertransversais a partir de L1 e L4. A lesão destes nervos por si só tem pouca importância. Nervo ílio-inguinal. O ramo inferior de L2. O ramo inferior de L1 une-se ao ramo superior de L2 para formar o nervo gênito-femoral. As lesões não-fatais do plexo lombar são raras por causa da sua localização profunda. e em 50% dos casos ele recebe uma contribuição do último nervo torácico. e ramo femoral. em direção ao músculo cremaster suprindo a pele do escroto ou lábios vaginais. e divisão posterior. com o qual pode se comunicar. abscesso do músculo psoas e pressão decorrentes de tumores pélvicos (incluindo o útero grávido). As três divisões anteriores unem-se para formar o nervo obturatório. para a pele da parte supeior média da coxa. Características clínicas de acordo com o nervo comprometido: 1. caminha obliquamente para baixo sobre a superfície deste músculo e divide-se em ramo genital. Os nervos L1.L2) emerge da superfície anterior do músculo psoas. porém podem ser decorrentes de fraturas. em alguns casos convém facilitar o reflexo. procurando separa-los (ou junta-los) no momento em que for aplicado o golpe sobre o tendão. a perda da sensibilidade ou dor em sua distribuição pode ter valor na localização de lesões da medula espinhal e lesões nas raízes. Para lembrar que o reflexo Aquileu é um reflexo de S1 procure associar este reflexo com “ponto fraco de Aquiles”. As três divisões posteriores unem-se para formar o nervo femoural.L5) desce para a pelve. tuberculose das vértebras. . A dor referida na sua distribuição ocorre em doenças da pelve renal e ureter. e o músculo psoas a partir de L2 e L3. onde entra na formação do plexo sacral. Lesões do Plexo Lombar As lesões da medula espinhal e cauda eqüina podem comprometer fibras destes nervos. Distribuição dos ramos terminais O nervo ílio-hipogástrrico (T12. localizado no interior do músculo psoas.L2 e L4 dividem-se em superior e inferior. O ramo inferior de L4 une-se a L5 para formar o tronco lombo-sacral. O ramo superior de L1 forma os nervos ílio-hipogástrico e ílio-inguinal. menor. O nervo ílio-inguinal (L1) segue um curso ligeiramente inferior ao ílio-hipogástrico.L1) passa lateralmente em torno da crista ilíaca entre os músculos transverso e oblíquo interno e divide-se em um ramos ilíaco (lateral) que se dirige à pele da parte lateral superior da coxa e num ramo hipogástrico (anterior) que desce anteriormente para a pele que recobre a sínfise. O Plexo Lombar O plexo lombar. pede-se ao paciente que entrelace os dedos das mãos. é a porção superior do plexo lombosacral. É geralmente formado pelas divisões anteriores dos três primeiros nervos lombares e parte do quarto. O nervo gênito-femoral (L1. O tronco lombo-sacral (L4. e as duas superiores fornecem ramos que formam o nervo cutâneo lateral da coxa. entretanto.plantar do pé. ferimentos por arma de fogo.

A paralisia do músculo ílio-psoas determina a incapacidade de flexionar a coxa sobre o tronco. O Nervo Femoral (Crural Anterior) O nervo femoral ó o maior ramo do plexo lombar. formigamento e dor sobre a superfície externa e anterior da coxa. As lesões periféricas podem ser resultantes de tumores pélvicos. obesidade. Sintomas motores. terceiro e quarto nervos lombares. “pé chato”. A causa é desconhecida. pressão exercida durante intervenções cirúrgicas prolongadas quando as coxas são fortemente abduzidas. aneurismas da artéria femoral e neurite. Lesões que Afetam o Nervo Femoral As lesões do nervo femoral freqüentemente comprometem também nervo obturatório. Os ramos motores da divisão anterior inervam os músculos adutor longo. Distúrbios sensitivos. 1. terceiro e quarto nervos lombares. Devem ser consideradas lesões da medula espinhal. Lesões atróficas. A sensibilidade é perdida na distribuição cutânea do nervo femoral.2. onde se divide em ramos terminais. Se o ilíaco isoladamente estiver paralisado. Lesões da coxa podem comprometer somente ramos isolados do nervo femoral. particularmente o diabetes melittus. No canal. próximo ao rebordo pélvico. Os ramos motores da divisão posterior inervam os músculos obturatório externo e adutor magno. Os ramos motores acima do ligamento inguinal inervam os músculos sartório. apesar de terem sido incriminadas várias entidades patológicas. Os ramos sensitivos compreendem os ramos cutâneos anteriores da coxa para a superfície ântero-medial da coxa e o nervo safeno para o lado medial da perna e pé. Emergindo da borda medial do músculo psoas. emerge da borda lateral do músculo psoas. que são derivadas do segundo. freqüentemente tornando mais firmes suas coxas com a ajuda de suas mãos. A lesão tem importância clínica porque este nervo é freqüentemente sede de parestesia e ocasionalmente dor (meralgia parestésica de Roth). o nervo obturatório divide-se em ramos anterior e posterior. O andar é difícil (impossível no comprometimento bilateral) e os pacientes utilizam-se de marchas pseuso-escavante. desce abaixo deste ligamento entrando no trígono femoral lateral à artéria femoral. curto e o músculo grácil. fraturas da pelve e porção superior do fêmur. mais marcada quando se deambula ou se permanece de pé. lesão durante e redução de luxação congênita do quadril. 3. abscessos do músculo psoas. O andar para trás é mais fácil. Na paralisia do quadríceps estão ausentes tanto a extensão da perna quanto o reflexo patelar. espondilite e pressão exercida por roupas apertadas. como por exemple a neurite. É mais comum em homens de meia idade e pode ocorrer como primeiro sinal de um tumor da medula lombar. Nervo cutâneo lateral da coxa. logo acima do ligamento de Poupart. que são derivadas do segundo. pectíneo e quadríceps femoral. Características clínicas: Estas dependem do nível do comprometimento. A atrofia desenvolve-se na superfície anterior da coxa. cauda eqüina e plexo lombar. 2. A dor ocorre com as lesões irritativas e freqüentemente é mais acentuada no joelho. 4. ferimentos a bala e por armas brancas (especialmente em tempos de querra). a flexão da coxa estará enfraquecida. pressão exercida pelas fáscias. Os ramos . O Nervo Obturatório O nervo obturatório origina-se do plexo lombar através das três divisões anteriores do plexo. uso de fórceps durante o parto. ele passa lateral aos vasos hipogástricos e ureter e desce através do canal obturatório em direção ao lado medial da coxa. Lesões parciais. Os sintomas compreendem insensibilidade. como por exemplo o nervo safeno isoladamente ou ramos para o músculo quadríceps. Ele se origina das três divisões posteriores do plexo. acotovelamento do nervo quando ele deixa a pelve.

inervam a pele do cóccix. As três superiores dividem-se em dois conjuntos de ramos: ramos mediais. . com a quinta divisão emergindo entre o sacro e o cóccix. As quatro divisões primárias posteriores superiores passam através dos forames sacrais posteriores. que se irradia para baixo do lado interno da coxa e frequentemente é mais acentuada na altura do joelho. localizados em posição oposta aos corpos das vértebras 12a torácica e primeira lombar. Não são incomuns a pressão exercida pelo útero grávido e lesão durante o trabalho de parto complicado. e ramos laterais. O principal sintoma é dor. Freqüentemente não é significante a perda sensitiva. Lesões que afetam o nervo obturatório: O nervo obturatório pode ser comprometido pelos mesmos processos que afetam o nervo femoral. A rotação externa e a adução da coxa são prejudicadas e é difícil cruzar as pernas. A síndrome de Howship-Romberg é causada pela pressão exercida sobre o nervo obturatório por hérnia do obturador (rara). com a divisão posterior do nervo coccígeo. As duas divisões primárias posteriores. Os Nervos Sacrais Os nervos sacrais são cinco pares de nervos espinhais derivados de segmentos da medula espinhal. que são distribuídos para os músculos multífidos.sensitivos do ramo anterior do nervo fornecem inervação para a articulação do quadril e uma pequena área de pele sobre a parte interna média da coxa. é rara a paralisia isolada. que se tornam nervos glúteos mediais e inervam a pele da parte medial do glúteo máximo.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful