Aula: 01 Temática: A Deficiência Auditiva

Em

nossa

primeira

aula

abordaremos

o

conceito,

a

classificação de deficiência auditiva, causas da surdez e diagnóstico . Entende-se por deficiência auditiva a incapacidade total ou parcial da audição, ou seja, a diminuição da capacidade de percepção normal dos sons, sendo considerado deficiente auditivo aquele cuja audição não é funcional na vida comum (surdo) e parcialmente deficiente auditivo aquele cuja audição ainda é funcional fazendo ou não uso de prótese auditiva (hipoacústico). Classifica-se um indivíduo parcialmente deficiente quando ele: • É portador de surdez leve, ou seja, apresenta perda auditiva de quarenta decibéis. Isto significa que a voz fraca ou distante não é percebida e que nem todos os fonemas são distinguidos. É confundido como desatenção e este problema não impede a aquisição normal da linguagem, mas haverá dificuldade na leitura e escrita e problemas de articulação. • É portador de surdez moderada, ou seja, apresenta perda auditiva de quarenta a setenta decibéis. É necessário falar com certa intensidade para que o deficiente ouça. Poderá haver atraso de linguagem e alterações articulatórias bem como problemas linguísticos.v Classifica-se um indivíduo deficiente auditivo total quando ele: • É portador de surdez severa, apresentando perda de setenta a noventa decibéis. Poderá até adquirir linguagem, mas será mais demorada e dependerá de muita estimulação e orientação dos pais. A aquisição será mais facilitada se o indivíduo tiver boa percepção visual.

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• É portador de surdez profunda, apresentando perda de mais de noventa decibéis. É possível que adquira linguagem oral, mas com muito estímulo desde bebê.

No passado, costumava-se pensar que o deficiente auditivo tinha também um déficit de inteligência, mas com a inclusão dos deficientes auditivos no âmbito escolar, provou-se que a não aprendizagem era decorrente da falta de estímulos e incentivo aos estudos. Este progresso ocorreu quando foram desenvolvidas as línguas de sinais. O conceito é dado de acordo com o grau de perda auditiva que é calculado através da intensidade necessária de amplificação de um som de modo que seja percebido pela pessoa deficiente. Essa amplificação é medida em decibéis.

A deficiência auditiva pode ser de origem congênita ou adquirida. É considerada congênita quando as causas são: • Hereditariedade ou desordens genéticas, • Viroses maternas como sarampo, rubéola, • Doenças tóxicas, como: toxicoplasmose e sífilis, • Ingestão de medicamentos ototóxicos durante a gravidez, • Drogas, alcoolismo, • Fator Rh • Carências alimentares, • Pressão alta, diabetes, • Exposição à radiação...dentre outros. É considerada adquirida quando as causas são: • Infecção hospitalar,

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• Anóxia, • Meningite, • Remédios ototóxicos • Sífilis, • Sarampo, caxumba, • Exposição a ruídos muito altos, • Traumatismos cranianos...dentre outros. Acredita-se que a cada mil nascimentos, uma criança nasce com surdez profunda, por isso a prevenção é de extrema importância. Em respeito à prevenção, deveriam ser feitas campanhas de vacinação, exames pré-nupciais, pré-natal, boas condições de parto e higiene, melhores condições de nutrição e programas de orientação às gestantes e mães. Em relação à prevenção do deficiente auditivo, deveria haver atendimento fonoaudiológico e médico, estimulação precoce e ingresso a Educação Infantil. O diagnóstico do indivíduo com deficiência auditiva pode ser proveniente de diversos exames, dentre eles: exame do ouvido, exame otorrinolaringológico, audiometria com reforço visual e variadas técnicas de avaliação da audição.

A família é uma importante aliada para o diagnóstico precoce. Ela deve ficar atenta desde os primeiros meses de vida do bebê. O bebê desde muito cedo reage às vozes dos familiares, à músicas, à sons do ambiente, aos sons dos brinquedos, aos sons da televisão. Caso o bebê não demonstre reação a essas situações, é importante procurar auxílio médico. Quanto à criança, é importante notar a distância que ela assiste à televisão e a altura do som, se ela só se reporta a alguém quando está de frente, se apresenta problemas na escola, se não atende quando é chamada, se apresenta problemas na fala, enfim qualquer comportamento diferenciado que possa significar algum distúrbio.

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UNIMES VIRTUAL . pois dependendo da situação é a escola que notará possíveis problemas com a criança. É importante ressaltar que a escola também tem um papel fundamental.É importante salientar que qualquer diagnóstico feito precocemente é fundamental para um bom desenvolvimento educacional. cabendo a ela indicar o profissional adequado e às vezes. indicar também uma escola especializada. social e psicológico da criança e que poderá proporcionar a ela uma vida normal.

• Atraso na fala (após dois anos de idade). • Aparenta ter atraso no desenvolvimento neurológico e ou motor. UNIMES VIRTUAL . Após o nascimento. da escola e do professor. Como dito anteriormente os pais devem fazer exames pré-nupciais e a mulher deve vacinar-se contra rubéola. os pais devem ficar atentos ao desenvolvimento da criança.Aula: 02 Temática: O papel da família. os pais devem vacinar seu filho contra meningite. fogos de artifício. dar medicamentos sob supervisão médica e procurar um médico sempre que necessário. fazer o acompanhamento pré-natal correto. mesmo sob todos os cuidados. • Fala de modo incompreensível. sarampo e caxumba. evitar a companhia de pessoas com doenças contagiosas e tomar medicamentos sob supervisão médica. • Está sempre distraída ou desatenta. para o acompanhamento correto e necessário e para a integração do indivíduo na sociedade. a mulher deve alimentar-se bem. sarampo e outras doenças e deve também estar atenta ao fator Rh de seu sangue. O primeiro passo importante a ser dado está antes mesmo da gravidez. como música alta. é necessário que haja uma parceria com a escola e a sociedade. na vida do deficiente auditivo. Entretanto. Já estando grávida. • Não atende quando chamada. gritaria. Os principais indícios de uma criança com deficiência auditiva são: • Não reage ao barulho de porta batendo ou outros ruídos fortes. do professor e da escola Nesta aula iremos estudar sobre a importância da família. pois são eles que perceberão precocemente a surdez do filho. A família é peça fundamental para a descoberta da deficiência. Mas para que ocorra tudo isso de forma eficaz.

UNIMES VIRTUAL .Caso a criança apresente um ou mais desses indícios é recomendável procurar um médico. os pais devem estar sempre disponíveis a atender as necessidades de seu filho e colaborar no ambiente familiar com o que lhes é proposto pelos profissionais. Os pais também podem procurar as associações de surdos existentes em várias comunidades. Essa assistência engloba primeiramente os serviços fonoaudiológico. podendo proporcionar a ela um progresso e uma melhor qualidade de vida. É importante ressaltar também que é necessário o acompanhamento psicológico aos pais. já que várias atividades devem ser feitas continuamente. comunidade. escola e demais profissionais. para que eles saibam lidar melhor com a deficiência de seu filho e para que possam também conversar sobre suas angústias. Estes atendimentos trabalharão precocemente com a deficiência da criança. Nessas comunidades também há a interação de indivíduos deficientes auditivos. Buscando essa melhora na qualidade de vida da criança. os pais devem procurar uma assistência adequada para o acompanhamento dessa criança. Após a criança ser diagnosticada como deficiente auditiva. reuniões periódicas e diversões entre os participantes. educacional e psicológico. confraternizações. onde são oferecidos palestras e acompanhamento profissional à criança e inclusive aos pais. Se houver a integração família. dúvidas. onde são realizadas festas. Devido a isso. médico. os benefícios proporcionados à criança serão bem mais positivos e desenvolvidos precocemente. pois só se consegue um progresso havendo um acompanhamento. os pais devem interagir ativamente com esses profissionais.

Deve receber os profissionais que auxiliam o aluno fora do ambiente escolar.O papel da escola e do professor Primeiramente vejamos o que a escola pode fazer em relação aos professores e à família. o professor deve estar atento às solicitações e procurar obedecer às regras e critérios da escola. Criar cursos de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) para os pais de crianças surdas. instrutores surdos. de acordo com suas necessidades. A escola deve oferecer espaço para os professores produzirem e exporem suas idéias. agentes comunitários e membros da comunidade para motivar as famílias de surdos. Em relação à família. Deve conhecer e respeitar as normas vigentes da escola e respeitar todos que nela estão. irmãos e familiares a importância de utilizar a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS na comunicação com a criança surda. Em relação à escola. Deve confiar no trabalho dos professores e estimulá-los a novos conhecimentos. Formar conselho participativo com a presença de surdos. E principalmente. na medida do possível. Organizar grupo de pais com a finalidade de refletir e compartilhar vivências e sentimentos que possam promover a educação do filho respeitando e valorizando-o. Fazer cursos de aperfeiçoamento para estar sempre atualizado às novas idéias educacionais. Deve ser solicita e ajudar. UNIMES VIRTUAL . Transmitir aos pais. Deve estar disposto a fazer o trabalho proposto e procurar sempre melhorar. Deve permitir a integração dos professores com a família e demais profissionais envolvidos com os alunos. a escola deve propiciar uma ambiente agradável e acolhedor. Passemos agora para o papel do professor. Também deve atender às dúvidas pertinentes e assessorá-los quando necessário. professores. a escola deve abrir suas portas para atendê-la.

o professor deve respeitar suas habilidades e capacidades. Proporcionar uma relação saudável. escola e professor. reuniões e encontros que houver. UNIMES VIRTUAL .Em relação à família. deve conversar com ele e se achar conveniente. Em relação ao aluno. A escola. Deve sanar suas dúvidas. Manter a família informada sobre as atividades. Se notar algum comportamento anormal. Proporcionar o desenvolvimento de habilidades. explicar o conteúdo quantas vezes for necessário. propiciem ao aluno um bom processo educacional. Procurar deixá-la a par do que ocorre com seu filho e das atividades que ele participa. deve relatar para a família. Caso já conheça LIBRAS. encaminhá-lo para algum especialista. Pesquisar sobre a deficiência auditiva e tudo acerca desse assunto. nesse momento deve respeitar o trabalho do professor para que as decisões sejam conjuntas e ambos. Respeitar a linguagem dele e aprendê-la para que possam conversar. Se suspeitar de algo diferente no comportamento ou em alguma função. Criar um espaço de integração dentro da classe. o professor deve atendê-la sempre que solicitado e procurá-la sempre que julgar necessário. aprimorar o conhecimento e ampliar o vocabulário.

e passa a ter linguagem receptiva quando “lembra”. jogos simbólicos. Os objetivos da estimulação são: • Proporcionar à criança experiências significativas que favoreçam a compreensão e recepção linguística.Aula: 03 Temática: Estimulação da linguagem Nessa aula veremos a história da educação especial no nosso país e o quão importante é a estimulação da linguagem. • Despertar na criança a necessidade de se expressar. etc). A criança surda adquire linguagem interior ao relacionar a experiência que está vivendo com a verbalização de uma pessoa (pai. uma vez que ele não ouve e por isso precisa estabelecer essas relações. mãe. O trabalho de linguagem com o deficiente auditivo parte do princípio de estabelecer relações com suas ações e as dos outros. Quanto antes a estimulação for feita mais rápida será a aquisição da linguagem e mais benefícios trará para a vida do indivíduo deficiente auditivo. A estimulação deverá ser feita com a Língua Portuguesa oral e com a Língua de Sinais. A estimulação para ter ótimos resultados deverá ser iniciada entre zero e três anos de idade. de se comunicar com outra pessoa. professor. desenho e fala. a simbolização. Vamos começar com a estimulação em Língua Portuguesa. decodifica a mensagem UNIMES VIRTUAL . a abstração etc é que proporcionarão essa interpretação do que é falado. A estimulação em Língua Portuguesa oral seria para proporcionar à criança interação interpessoal e social e habilitá-la a desempenhar tarefas comunicativas. Vejamos então a estimulação por partes. a seriação. O educando precisa tornarse capaz de desenvolver a linguagem através de imitações. As operações mentais como a intuição.

sua respiração. mobilidade e propriocepção (consciência corporal) da região fonoarticulatória. UNIMES VIRTUAL . sensibilidade. compreende o que a outra pessoa está falando. o professor deve preparar a criança para a emissão. o professor deverá desenvolver: a identificação dos sons. parte-se para a estimulação do desenvolvimento da fala. o professor deverá estimulá-la incessantemente. imagens e fala. Como a criança balbucia como uma criança ouvinte é nessa etapa que o professor apresentará diversos estímulos e atividades para que o balbucio continue e vá se desenvolvendo. ou seja.verbal de alguém. Para que o aluno aprenda a Língua Portuguesa. A linguagem expressiva é quando a criança emite fonemas. Após a estimulação continuada do balbucio. para que ela não perca a motivação decorrente da deficiência auditiva. Nessa etapa. Quando a criança começar a emitir balbucios. Essa linguagem receptiva se desenvolve através da leitura orofacial. desenvolvendo o controle de tensão e relaxamento. ritmos. palavras e frases.

Felizmente. podendo ou não associar esses diferentes meios de comunicação. mas através de algumas pesquisas realizadas nessa área podemos ter uma visão geral da história dos surdos e de suas perspectivas. A história da educação do deficiente auditivo data de cerca de 400 anos atrás. mas ainda eram considerados inferiores e ficavam restritos aos seus lares por vergonha da família. no século XVI. A surdez era confundida como uma inferioridade de inteligência e na verdade o indivíduo com pouca estimulação não se desenvolvia psicologicamente e nem socialmente nos padrões normais. criando diferentes metodologias de ensino. Os primeiros educadores de surdos surgiram na Europa. língua de sinais. sendo que nos seus primórdios havia pouca compreensão a respeito da deficiência e os indivíduos eram colocados em asilos. as quais utilizavam-se da língua auditiva-oral nativa. Ele UNIMES VIRTUAL . A exclusão existe desde a Antigüidade. Até mesmo o filósofo Aristóteles considerava os surdos incapazes de ter participação social e de viverem em comunidade.Aula: 04 Temática: História da Educação dos Deficientes Auditivos no Brasil É impossível determinar como e onde surgiu o primeiro surdo. datilologia (alfabeto manual de LIBRAS) e outros códigos visuais. Com o passar dos séculos. Há povos que sacrificavam pessoas devido a sua deficiência e os surdos eram grandes alvos. os surdos foram adquirindo alguns direitos. O abade L´Épée foi um dos grandes responsáveis por esse avanço. esse conceito foi modificado e percebeu-se que o indivíduo pode aprender a se comunicar utilizando a língua dos sinais ou a própria língua falada. No século XVII surge a língua de sinais e a sua utilização no processo de ensino.

simultaneamente. no dia 26 de setembro de 1857. o Imperial Instituto de Surdos-Mudos. Huet formou-se professor na França e veio morar no Brasil em 1855. Ele começou alfabetizando sete crianças utilizando o método do abade Charles-Michel de l´Épée. fundador da primeira escola para deficientes auditivos em Paris. privilegiando a comunicação e não apenas a língua. A Comunicação Total consistia no uso de todos os recursos lingüísticos. Passou-se a acreditar que a única forma desejável de comunicação do deficiente auditivo era através da fala e que qualquer forma de gesticulação deveria ser evitada.Pedro II ele fundou. orais ou visuais. Apoiado por D.reuniu surdos dos arredores de Paris e criou a primeira escola pública para surdos e também a precursora no uso da língua de sinais. devido aos avanços tecnológicos que facilitavam o aprendizado da fala pelo surdo. Essa foi a primeira escola a aplicar a língua de sinais na metodologia de ensino. Nesse período também houve o aparecimento do ensino bilíngüe e da Comunicação Total. Ano Brasil. obtendo êxito qualitativo e quantitativo e permitindo que os deficientes auditivos participassem da sociedade igualmente. A partir do século XVIII. Ele nasceu na França em 1822 e aos 12 anos ficou surdo. a língua de sinais passou a ser difundida. principal personagem da história da educação dos deficientes auditivos é um francês chamado Hernest Huet. hoje chamado de Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). Porém. a língua de sinais foi proibida. Felizmente. Isso ocorreu na década de 1960. UNIMES VIRTUAL . essa idéia foi abolida permitindo que os deficientes auditivos fizessem uso novamente da Língua de Sinais e da estimulação oral. na segunda metade do século XIX.

seção I que trata sobre a educação. vigente nos dias atuais. Na década de 1980. direito de todos e dever do Estado e da família. explicada anteriormente. será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade.O Bilinguismo consiste no ensino da Língua de Sinais como a primeira língua para que os deficientes auditivos possam comunicar-se com a comunidade surda e a Língua Portuguesa como a segunda língua. 205. o Bilingüismo passou a ser difundido. A educação. Na década de 1970. pois é a língua oficial do país. UNIMES VIRTUAL . encontramos o seguinte: Art. a partir das pesquisas da professora lingüista Lucinda Ferreira Brito sobre a Língua Brasileira de Sinais e da professora Eulália Fernandes sobre a educação dos surdos. Atualmente essas três filosofias educacionais ainda persistem paralelamente no Brasil. com a visita de Ivete Vasconcelos. visando ao pleno desenvolvimento da pessoa. chegou ao Brasil a filosofia da Comunicação Total. No capítulo III. educadora de surdos da Universidade Gallaudet (EUA). A legislação e o deficiente auditivo Começaremos primeiramente pela Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Mas de acordo com o artigo 208. pois requer um ensino diferenciado. No artigo 206. parágrafo III. os portadores de necessidades especiais têm direito a atendimento especializado na rede regular de ensino. e que é dever do Estado e da família proporcioná-la. A educação do deficiente auditivo é considerada como Educação Especial. pois garante a eles a oferta da Língua Brasileira de Sinais. relativos à Educação Especial. na escola ou através de serviços especializados. destacaremos alguns pontos importantes. entende-se que as condições de acesso e permanência devem ser iguais.A partir dessa citação.LIBRAS. técnicas. lê-se: I .como condição de língua nativa UNIMES VIRTUAL . que beneficia os deficientes auditivos.394/96) que rege os princípios da Educação Nacional. No artigo 59. Com esse parágrafo. sem exceção. III atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência. parágrafo I. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional passou a vigorar acrescida do artigo 26-B. De acordo com o artigo 58 da LDB. tanto na escola regular como na escola de educação especial. lê-se que os sistemas de ensino devem assegurar métodos. preferencialmente na rede regular de ensino. Reportando-se para a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. recursos apropriados e específicos para atender aos indivíduos com necessidades especiais. torna-se claro que a educação é direito de todos. esse atendimento educacional poderá ser feito em classes.

incluindo o transporte interestadual semi-urbano. em seus níveis médio e superior (Licenciaturas).em todas as etapas e modalidades da educação básica. Além disso. trem ou barco. Partamos agora para os benefícios assegurados pela lei ao indivíduo com deficiência auditiva. A lei nº 10. que têm renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo têm o direito de adquirir o Passe Livre do Governo Federal. Existem ainda dois projetos de lei que visam: oferecer a legenda em LIBRAS em filmes nacionais e teatros e a instituição do dia 26 de setembro como o dia nacional do surdo. por viagem. Os deficientes auditivos comprovadamente carentes. substituir a modalidade escrita da língua Portuguesa. ou seja. O passe livre dá direito ao deficiente utilizar gratuitamente transporte coletivo interestadual convencional por ônibus. O Passe Livre do Governo Federal não vale para o transporte urbano ou intermunicipal dentro do mesmo estado. As empresas são obrigadas a reservar duas vagas. A lei garante também que os deficientes auditivos devem receber atendimento e tratamento adequados em instituições públicas. de Fonoaudiologia e de Magistério. nas redes pública e privada. em empresas concessionárias de serviços públicos de assistência à saúde.436/02 reconhece a LIBRAS. como meio legal de comunicação e expressão e garante que ela deve ser usada e difundida. para os portadores do passe livre. a LIBRAS não pode UNIMES VIRTUAL . nem para viagens em ônibus executivo e leito. A LIBRAS deve ser incluída nos cursos de formação de Educação Especial.

pois é nela que é realizada toda a estimulação necessária para um bom rendimento escolar no futuro. farão a integração de todos os alunos. permitindo que as diferenças se tornem imperceptíveis. por exemplo: os programas de interesse da turma. pois assim todos os alunos participam. Enquanto os professores não aprenderem a língua de sinais é necessário contar com o apoio de adultos surdos que façam a intermediação dentro das escolas. preconiza-se que sejam os mesmo da Educação Regular.Aula: 05 Temáticas: A Escola Regular versus a Escola Especial O objetivo principal da educação dos deficientes auditivos é proporcionar a eles o desenvolvimento de sua linguagem. A escola também deve UNIMES VIRTUAL . prejudicando a compreensão do que é ensinado. As aulas deverão sempre conter uma linguagem atual e discutir assuntos do dia-a-dia. principalmente na alfabetização e anos iniciais do Ensino Fundamental o aluno surdo tem um ritmo de aprendizagem um pouco mais lento. devido aos bloqueios na comunicação. é importante o professor fazer uso das atividades e recursos visuais. se possível bilíngüe. respeitando o ritmo de aprendizagem e interesses. Esses bloqueios na comunicação geralmente significam que o aluno não teve estimulação suficiente em Língua Portuguesa oral ou na Língua de Sinais. Nos anos seguintes. A escolarização de alunos surdos deve seguir as séries e níveis da educação básica e superior. podendo ser feitas as estratégias e adaptações necessárias. as músicas. Além disso. Quanto aos currículos. Por isso é importante que o professor se comunique em língua de sinais e em Língua Portuguesa. Alunos e professores precisam fazer as adaptações cabíveis para que o processo ensino-aprendizagem não sofra falhas. Deve-se dar uma atenção especial à Educação Infantil.

Na educação da criança surda. com estratégias especiais para o aprendizado da Língua Portuguesa. que possibilitam ao aluno outra forma de expressão e comunicação possibilitando novas formas de relacionamento com o mundo. Essa integração é possível e oportuna. o trabalho a ser desenvolvido com os alunos deficientes auditivos tem por meta o desenvolvimento da Linguagem. mas sim cobrar mais firmemente a questão da comunicação em Língua Portuguesa falada e/ou escrita. se faz necessária a presença de diversos profissionais para que o desenvolvimento seja melhor. para atendimento individualizado. Vejamos então a integração do deficiente auditivo nas escolas regular e especial.Enfim. Dentre eles: um fonoaudiólogo. para que ele tenha êxito e progresso. O ideal seria que não houvessem especificidades no currículo educacional do aluno surdo. Conforme estudado na aula sobre legislação. UNIMES VIRTUAL . Segundo a Política Nacional de Educação Especial. a escola deve oferecer aos educandos portadores de necessidades especiais. proporcionando uma complementação curricular específica em Língua Portuguesa desde a Educação Infantil. a integração do aluno com necessidades especiais em salas regulares é prevista por lei. o professor de Educação Física e o professor de Artes. modos e condições de vida diária os mais semelhantes possíveis às formas e condições de vida da sociedade.oferecer currículos específicos.

mas complementa especificamente para o aluno surdo. • Haja participação da família no processo educacional. • Tenha até 25 alunos na classe. com professores itinerantes ou intérprete de LIBRAS. A escola de educação especial viabiliza para o aluno que ainda não tem condições de freqüentar uma escola regular. sendo que na escola regular ele estará em contato direto com ouvintes. Para a integração do aluno surdo nas classes regulares é necessário que: • Haja estruturação quanto aos recursos da escola. pois é direito dele. Essas são algumas recomendações para que o trabalho com os alunos seja eficaz e para ser evitada qualquer situação constrangedora. o aluno surdo pode e deve freqüentar uma escola regular. • A escola conheça sua forma de comunicação. • Haja complementação curricular nas classes de recursos. uma educação embasada na proposta curricular da educação básica. • A idade cronológica dele seja compatível com a idade média da classe. Ele poderá ter auxílio nas classes especiais ou de recursos de estimulação extra em Língua Portuguesa. • O educando tenha razoável domínio da Língua Portuguesa (falada e/ou escrita). incluindo o integrado. A escola especial deve priorizar o ensino da Língua Portuguesa falada e/ou escrita para que o aluno passe a freqüentar a escola regular. Ele deverá aprender a Língua Portuguesa. A responsabilidade da escola especial é grande considerando que a maioria dos UNIMES VIRTUAL .A ESCOLA REGULAR Como já é sabido. ESCOLA ESPECIAL A educação proferida na Escola de Educação Especial para deficientes auditivos visa a futura integração do aluno em classe regular.

lembrando sempre de alguns detalhes como: falar de forma clara e na direção do aluno. primeiramente. E quanto aos professores? Bem. Deve agir de forma normal.deficientes auditivos apresenta muita dificuldade na Língua Portuguesa. Comecemos pelo professor da escola regular. em círculo. como procura agir com os demais alunos. tendo em mente que o aluno. dispor as mesas. se possível. manter-se atualizado. falar pausadamente. se julgar necessário. se não estiver. portanto. também é portador de muita capacidade. apesar de portador de necessidades especiais. a formação dele já o permite trabalhar com os alunos especiais e. perceber se ele está atento e. chamá-lo através de um gesto convencional. utilizar recursos visuais. deve se livrar de preconceitos e procurar ajudar esse aluno de forma simples e direta. estimular a participação dele. O professor da escola regular. ele apresenta uma postura diferenciada do professor de escola regular. UNIMES VIRTUAL . mas ele deve proporcionar ao aluno a maior quantidade de estímulos possíveis para que esse aluno progrida de escola. Cabe à escola especial também oferecer o ensino de LIBRAS para aqueles que não se comunicam através dela. vejamos os papéis dos professores dentro de cada escola. Em relação ao professor da escola especial. solicitar ajuda de intérprete e de outros profissionais.

é detectar alguma falha que houve no processo. UNIMES VIRTUAL . um exame. ao ler. ou seja. • Devido às dificuldades em ler. por sua perda auditiva.Aula: 06 Temática: Avaliação da aprendizagem e o embasamento pedagógico A avaliação é parte integrante do processo ensino- aprendizagem. A avaliação requer preparo técnico e grande capacidade de observação dos profissionais envolvidos. necessariamente. A avaliação não precisa ser. Outra função é a classificatória. o aluno poderá confundir o significado das palavras. podendo ser uma promoção ou uma reclassificação no conteúdo dado. não se pode permitir que o desempenho lingüístico interfira de maneira negativa na performance acadêmica desse aluno que já possui. A avaliação deve englobar também todo um processo educacional. tanto em relação ao aluno quanto ao professor. uma defasagem lingüística no que se refere à Língua Portuguesa (falada e/ou escrita). o aluno fica com um vocabulário pobre e não domina as estruturas mais simples da Língua Portuguesa. que visa a classificação do aluno. A principal função da avaliação é a diagnóstica. Na avaliação da aprendizagem do aluno surdo. o professor deverá estar ciente que: • A dificuldade de escrever em Língua Portuguesa tem uma causa e que. Ao avaliar um aluno deficiente auditivo. proporcionando ao aluno diversos instrumentos para avaliá-lo.

mas tomar ciência deles para tirar as dúvidas do educando posteriormente. se possível. de um intérprete. os erros que apresentam em Língua Portuguesa. • No momento da avaliação. Isso não quer dizer que se devam aceitar os erros. • • • A avaliação do conhecimento desses alunos seja diferenciada. UNIMES VIRTUAL . Haja mais relevância em relação ao conteúdo. Utilizam a estrutura da LIBRAS para expressarem por escrito suas idéias. Inclusive porque em se tratando de deficientes auditivos. Ao avaliar o conhecimento do aluno surdo. os professores devem ser orientados para que: • O aluno possa fazer uso do dicionário e. o professor deve levar em conta o conhecimento que ele possui. artigos próprios da forma deles falarem. A forma de linguagem seja avaliada com mais flexibilidade.• Alunos deficientes auditivos não conhecem o processo de formação das palavras e não usam preposições. Na avaliação da aprendizagem do aluno surdo. possibilitando a ele uma melhor qualidade de vida e pleno exercício da cidadania. ao aspecto cognitivo da linguagem. sem valorizar os erros da estrutura formal da Língua Portuguesa. à coerência e seqüência lógica das idéias. o mais importante é estabelecer uma relação entre o que ele realmente sabe e verificar se ele aplica os conhecimentos adquiridos em seu dia-a-dia. não devem indicar o quanto eles sabem de fato.

se a dificuldade apareceu em um assunto ou aparece em vários. as dificuldades escolares serão percebidas pelos professores que estão em contato com o aluno continuamente e por algumas horas por dia. Os profissionais que poderão ajudar em caso de dificuldades educacionais são: • • Psicólogo (muitas vezes os problemas são de ordem emocional). Perceber se as dificuldades estão concentradas em um único conteúdo ou em vários. que irá julgá-lo. A primeira atitude do professor seria avaliar as dificuldades do aluno. Investigada a natureza das dificuldades. Quando as dificuldades aparecem em vários contextos. Quantos antes forem percebidas as dificuldades. Necessitando de maiores explicações. • • UNIMES VIRTUAL . os pais deverão ser chamados e o aluno deverá ser encaminhado para um ou mais profissionais. Ao 5º. se o problema surgiu em alguma avaliação ou durante as aulas. Psicopedagogo Fonoaudiólogo. Os alunos surdos poderão apresentar dificuldades escolares ao longo dos estudos.Trabalhando com dificuldades de aprendizagem. a próxima atitude seria encaminhar o caso para a coordenação e/ou direção da escola. Como a escola poderá auxiliá-los? Primeiramente. podem indicar uma dificuldade mais séria de aprendizagem ou outra alteração e precisará ser melhor investigada pela equipe técnica-pedagógica (psicóloga. no caso dos professores de anos iniciais (1º.fonoaudióloga etc). Médico oftalmologista (problemas de visão) e otorrinolaringologista. (profissional que auxilia diretamente em dificuldades de aprendizagem).Ano). mais fácil será a intervenção.

a equipe escolar e a família estarem sempre atentos a qualquer anormalidade em relação à criança.Depois que o aluno foi encaminhado. Com o passar dos anos. Existem ainda centros que fazem atendimento clínico gratuito às crianças que necessitam. Por isso uma equipe multidisciplinar formada por psicólogo. onde estudantes do último ano e profissionais recém-formados atendem pessoas por um baixo custo. especialmente crianças especiais. indicando uma síndrome. às vezes pode significar um quadro neurológico. se a criança apresentar alguma dificuldade de aprendizagem e for logo ajudada. diagnosticado e direcionado para um profissional competente. Tratando-se de alunos deficientes auditivos é comum apresentarem dificuldades de aprendizagem devido à comunicação. formando assim uma equipe multidisciplinar. a escola e a família devem trabalhar em parceria com esse profissional. entre outros é imprescindível para um ótimo resultado. que acrescentaram esses profissionais em seu quadro e às universidades que criaram as clínicasmodelo. Enfim. Lembramos que a parceria escola-família-equipe multidisciplinar é fundamental para o progresso do aluno. Por esse motivo é importante o professor. uma alteração de comportamento ou desenvolvimento e que necessita até de acompanhamento psiquiátrico e neurológico. UNIMES VIRTUAL . devido às empresas de planos de saúde. poderá sanar essas dificuldades sem grandes comprometimentos. Às vezes o aluno apresenta alguma dificuldade de ordem orgânica e necessitará de um acompanhamento mais rigoroso e duradouro. A dificuldade que o professor julga simples. tornou-se mais fácil o acesso a esses profissionais. fonoaudiólogo e psicopedagogo.

O método surgiu por volta de 1907 e foi criado para atender primeiramente crianças especiais e depois todas as crianças. veremos nessa aula. já que é um material resistente e são coloridos. Por isso. a atenção. lúdicas e bem amparadas visualmente. que o mesmo material pode ser usado tanto na Educação Infantil quanto em séries mais avançadas. também estudamos que as aulas precisam ser motivadoras. sensorial. no qual trabalhei por alguns anos e fiquei apaixonada. adquire boa percepção visual e pensando em educação. A criança aprende com material concreto todos os conceitos que vimos até agora. A criadora do método Montessori foi a médica italiana Maria Montessori. para sanar dúvidas ou ampliar conceitos. Vejamos agora alguns exemplos de materiais de estimulação: UNIMES VIRTUAL . Ela criou muitos materiais sobre diversos conteúdos.O deficiente auditivo. mas mesmo assim torna o material bastante atraente. um breve resumo de como surgiu este método e descreveremos alguns materiais. Maria Montessori pensava que as crianças aprendiam melhor no concreto. O método a que me refiro é o Método Montessori. O método permite a introspecção. A concepção dos materiais é tão genial. explicarei sobre um método de ensino que engloba o prazer com a estimulação visual sendo eficaz nesses dois quesitos. a concentração sendo lúdico. com material colorido e principalmente tátil. fácil e prazeroso e os educandos tornam-se mais concentrados. por razões óbvias. O aprendizado torna-se mais divertido. Devido a isso. principalmente através da estimulação sensorial. Os materiais são de madeira. As cores não têm o propósito de enfeitar e sim de ensinar. de acordo com as fases de desenvolvimento da criança e ela estava certa.

pareamento de sons. frisas da natureza. caixa dos cheiros perigosos (álcool. • • • História.. Estimulação gustativa: caixa dos sabores. ditado mudo. livrinho das vogais e das consoantes. de limpeza. Alfabetização: alfabeto móvel. fina e óculo-manual. • • Exemplos de alguns materiais utilizados em Matemática. • Ciências. lavar a boneca. tabelas de substantivos. material dourado. Geografia e Alfabetização: • Matemática: conjunto das barras vermelhas. Ciências. frisas. cantinho dos seres vivos e não vivos. dos vegetais. acetona. Estimulação visual. Alguns exemplos de cantinhos: lavar louça. que atualmente são exigidos em Educação Especial sob a nomenclatura Atividades da Vida Diária (AVD). diagramas. UNIMES VIRTUAL .• • • Estimulação tátil: pareamento de lixas. • Língua Portuguesa: caixa de símbolos gramaticais. lavar roupa. saquinho das vogais e das consoantes.. caixa dos tentos. Os cantinhos servem para ensinar as crianças sobre as atividades da vida e todos eles trabalham com a coordenação motora global.). também fazem parte do método Montessori os cantinhos de Vida Prática. História. Os materiais descritos acima são alguns materiais dentre vários que existem. Além desses materiais. Geografia: material de relevo. frisas. cantinho dos dinossauros. Estimulação olfativa: tubo dos cheirinhos. caixa do senso cromático. quadro de botões. frisa do Big Bang. Língua Portuguesa. textura de tecidos. conjunto das barras azuis e vermelhas. Estimulação auditiva: chocalhos. cantinho das rochas. caixa dos fusos.

sabe que as crianças aprendem mais facilmente e se tornam mais atentas.Esse método sem dúvida é pioneiro apesar de alguns educadores considerá-lo tradicional. Vale a pena conhecê-lo! UNIMES VIRTUAL . Quem trabalha ou trabalhou com ele.

A capacitação profissional do surdo deve ser refletida de acordo com a educação. A família também tem importante função em relação à profissão. É essa idéia que começa a amadurecer em contato com outras crianças. expressão artística e educação voltados para o meio ambiente e saúde e iniciação ao mundo do trabalho. Aprender algum ofício e executá-lo com prazer seria a melhor aprendizagem para o trabalho. Por exemplo. mas a verdadeira capacitação não deve ser focada no treino. a situação econômica. esporte. É importante salientar que na escola.Aula: 07 Temática: Capacitação profissional do deficiente auditivo. existe o artigo 59. as crianças vão recebendo informações que vão amadurecendo certos conceitos. política e social que o mundo vive e a oferta de emprego atual. sociabilidade. muitas crianças dizem o que querem ser quando crescer. A educação voltada para a capacitação profissional do deficiente auditivo deve se preocupar com a maneira que ela será dada. Treinar é um termo muito simples. porém na real condição do saber. formando conceitos cada vez mais definidos sobre o seu futuro incluindo os conceitos de criatividade. fazendo e não imitando. autonomia e potencial. O indivíduo deve saber o que está aprendendo. Se pensarmos nos deficientes auditivos amparados pela Educação Especial. A iniciação para o trabalho começa desde cedo na escola. Essas atividades começarão a colocar o aluno em contato com o mundo profissional. mecanicamente. Essa sim seria a verdadeira capacitação. Na escola é importante que sejam oferecidas atividades de lazer. § IV da Lei nº 9. Mas focaremos a escola.394/96 que diz que “os sistemas de ensino assegurarão aos educando com UNIMES VIRTUAL .

os cursos oferecidos pelas escolas e explicação sobre cada curso. Como a independência econômica e a sensação de ser produtivo são importantes. SENAC. as normas regentes no mundo do trabalho e promover palestras com profissionais a fim de que a escolha seja correta e efetiva. opções profissionais. visando à sua efetiva integração na vida em sociedade. O governo tem dado mais oportunidades. Uma proposta seria conversar com empresários da comunidade sobre as leis de amparo ao deficiente e suas potencialidades. habilidade. SESC. Em relação a essa preocupação. a escola e os próprios deficientes através de reuniões. mas também orientar a respeito de legislação.” Essa lei ampara os deficientes em relação ao aprendizado para o trabalho. como: SESI. documentos. poderão decidir juntos o que podem fazer para melhorar essa realidade. preconceito e desconhecimento das potencialidades por parte das empresas. UNIMES VIRTUAL . aptidão e interesse em determinada área. a família. A capacitação profissional não se resume só a oferecer cursos aos alunos. direitos e deveres. mas ainda há muito que se fazer. a escola juntamente com os pais. SENAI. educação especial para o trabalho.necessidades especiais. Resta apenas que as escolas propiciem essa capacitação aos educandos. deveria buscar parceria junto às escolas técnicas existentes na comunidade. capacidade. Outra preocupação existente é em relação à baixa procura de pessoas deficientes no mercado de trabalho que está relacionado à falta de informação. Escolas Técnicas Federais e empresas que oferecem vagas de estágio. A escolha da profissão vai depender do grau de escolaridade. hábitos e atitudes frente à situação de trabalho.

universidades e associações. Ensino Fundamental. atualmente existem várias empresas que contratam deficientes auditivos empregando-os em diversas funções. exceto aquelas que exigem habilidades auditivas. pois: • • Ele se concentra muito em um ambiente de trabalho. os deficientes têm trabalhado em cursos de LIBRAS. aos serviços bancários e administrativos. Ensino Médio e Ensino Superior fazendo as vezes de intérprete e auxiliando os educandos na aquisição e aprendizado de LIBRAS. Enriquece o grupo funcional. Muitos deficientes auditivos que conseguiram atingir níveis mais elevados de ensino são professores e trabalham em rede pública nas classes de recursos ou em escolas de Educação Especial. Como auxiliares em escolas. às funções docentes. contratar um deficiente auditivo é válido. • • Descobrem-se talentos e potenciais diversificados. vários deficientes têm sido contratados como docentes em escolas. UNIMES VIRTUAL . atualmente. Os surdos são capazes de exercer qualquer função. atividades de Estimulação Precoce. altas Os surdos têm desempenhado muito bem as funções relacionadas aos serviços gráficos. entre outras. à digitação (na informática). sobre algumas profissões que os deficientes auditivos têm exercido na sociedade. Atualmente.Veremos. auxiliando as crianças na aquisição de LIBRAS em classes de Educação Infantil. Ele valoriza o emprego devido à dificuldade de inserção no mercado de trabalho. Felizmente. Para uma empresa. a seguir.

Neste site é possível encontrar muitas outras funções.. UNIMES VIRTUAL .Alguns exemplos das funções são: Ajudante carga. • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Arquivista Artista plástico Auxiliar administrativo Carpinteiro Cartazista Cobrador Costureira Digitador Engenheiro Escritor Fiscal Gráfico Mecânico Motorista Operador Ourives Pintor Projetista Serralheiro Soldador • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Artesão Ascensorista Bombeiro Carregador Carregador Conferencista Desenhista Embalador Escriturário Escultor Fotógrafo Marceneiro Montador Nutricionista Orçamentista Pedreiro Programador Sapateiro Serviços gráficos Técnico de contabilidade de cozinha.. de Arquiteto • • Esses são alguns exemplos de profissões retiradas do site da Federação Nacional de Educação aos Surdos (FENEIS).

Aula: 08 Temática: Curiosidades Nessa aula veremos algumas curiosidades acerca de deficientes auditivos conhecidos. Helen aprendeu a ler e escrever pelo método do Braille e a falar por imitação das vibrações da garganta de Anne. Dedicou a sua vida a pesquisas sobre surdos. era filho de pai surdo e casou-se com uma moça surda. professor de surdos. ficou surdo aos 12 anos depois de contrair sarampo. o professor francês estudado na primeira unidade. Na época ele falava francês. compositor alemão. tendo apenas o tato e sob a supervisão de Anne Sullivan. • Alexander Grahm Bell (1874. Dotada de uma inteligência excepcional. ficou surdo aos 46 anos de idade. • Ludwig van Beethoven (1770. UNIMES VIRTUAL . juntamente com seu pai. alemão e português e depois de surdo aprendeu ainda espanhol e língua de sinais. Sua história virou filme: O milagre de Anne Sullivan. o inventor do telefone.1828). surda e muda desde bebê. contraiu uma doença séria e desconhecida e ficou temporariamente paralítico. parcialmente cego e totalmente surdo. pintor espanhol.1827). • Helen Keller (1880-1968) cega. • Francisco de Goya (1746. sites interessantes e sobre a deficiência auditiva: DEFICIENTES AUDITIVOS FAMOSOS: • Hernest Huet. Ao lado de Anne viajou por vários países do mundo promovendo campanhas para melhorar a condição de vida dos deficientes visuais e auditivos. professora. mas mesmo assim ainda compôs até a sua morte cerca de 44 obras musicais na total surdez. escritora e advogada de cegos.1922). ela se tornou educadora.

UNIMES VIRTUAL .com.org.ines.093 patentes. compositor tcheco. (Northern e Downs.brinquelibras.cervantesvirtual.com (site espanhol que mostra aulas de literatura em Língua de Sinais Espanhola) CURIOSIDADES DEFICIÊNCIA AUDITIVA: INTERESSANTES ACERCA DA • Aproximadamente 90% das crianças portadoras de deficiência auditiva de graus severo e profundo são filhos de pais ouvintes.libras. o inventor da lâmpada.br (site sobre diversas deficiências) www.000 de crianças abaixo de 18 anos têm algum grau de deficiência auditiva.defnet.org.surdo. compositor francês.br (site da Federação Nacional de Educação aos Surdos) www. • Aproximadamente 1.br (site do Instituto Nacional de Educação de Surdos) www. SITES: www.br ( com brinquedos em LIBRAS) www.com. italiano. também compôs músicas surdo.000.• Smetana (1824-1884). São atribuídas a ele 1.1931). • Thomas Alva Edison (1847. contraiu sífilis e ficou surdo. ficou surdo quando levou um tapa na orelha.br (site sobre LIBRAS) www.org.org. • Fauré (1845-1924).feneis.br (site interessante sobre deficiência auditiva) www. Compôs músicas surdo. 1991) • Mais de 4% das crianças consideradas de alto risco são diagnosticadas como portadoras de deficiência auditiva de graus moderado a profundo.

o aumento foi de 26%. É o TDD (Telecomunication Device for Deaf. A sigla em Língua Portuguesa é TTS (Terminal Telefônico para Surdos). só havia 344 pessoas surdas nas universidades brasileiras. das quais 796. • Em 1940. Os dados são da National Health Interview Survey. podem se comunicar com outras pessoas escrevendo suas mensagens num teclado e visualizando em um display as mensagens que lhe são enviadas.344 com até 24 anos. UNIMES VIRTUAL . É um sistema de comunicação telefônica digital onde os surdos.500 aparelhos TDD ou TTS em locais públicos em todo o Estado de São Paulo pela empresa de comunicação Telefônica. facilitando a integração da comunidade surda aos meios de comunicação. época que marcou o auge do Heavy Metal e do Punk.1% das crianças nascem com deficiência auditiva severa e profunda. Entre 46 e 64 anos.Aparelho de telecomunicações para surdos). o que impede a aquisição normal da linguagem através do sentido da audição. foram instalados 1. O objetivo da campanha era educar e conscientizar a população para os problemas de deficiência auditiva. • No censo escolar de 2003. • Em novembro de 1997 foi realizada a primeira Semana Nacional de Prevenção à Surdez. • Aproximadamente 0. Em seguida. O closed caption é um sistema de legendas dos programas televisivos.75 milhões de pessoas surdas no Brasil. • A maioria dos televisores possui o dispositivo chamado closed caption. de moderada a profunda. • O aumento da poluição sonora nas últimas décadas também tem sido muito prejudicial. • Até dezembro de 2006. Estatísticas levantadas entre 1971 e 1990.• Estima-se que 42 milhões de pessoas são portadoras de algum tipo de deficiência auditiva. • O Censo Demográfico de 2000 contou 5. • Existe um telefone para surdos. surgiram as primeiras próteses auditivas portáteis de caixa. vieram as retroauriculares. mostraram que o número de pessoas entre 18 e 44 anos com problemas relacionados à audição aumentou 17%.

2 horas 100db.20db Murmúrio .30 minutos 110db.15 minutos 115db.1 hora 105db.8 horas 90db. os técnicos usam um aparelho chamado decibelímetro.7 minutos TABELA DE DECIBÉIS: Casa sossegada .30 Música baixa – 40 Conversa em tom normal – 60 Televisão – 65 Restaurante – 70 Tráfego intenso – 80 Esquina movimentada .120 Avião a jato decolando – 130 Tiro – 140 UNIMES VIRTUAL .4 horas 95db.93 Existe uma série de bonecas Barbie (americanas) que sinalizam “I love you”! Música em fone de ouvido no volume máximo-110 Buzina – 110 Britadeira – 110 Show em estádio – 120 Grito de uma cacatua .• Para medir o grau dos ruídos. • A exposição prolongada a ruídos superiores a 85 decibéis provoca perda gradativa da audição. • Estará comprometendo a audição quem ficar exposto a esse ruído pelo tempo descrito abaixo: 85 db.

por exemplo. As línguas de sinais não seguem os movimentos sócio-geográficos das línguas faladas. As línguas de sinais em diversos países. mas as Línguas de Sinais entre eles são completamente diferentes. proporcionará a ela um bom desenvolvimento UNIMES VIRTUAL . desenvolvemse ao longo de muitos anos e sofrem alterações no vocabulário em todas as gerações. Mas não basta apenas conhecer os sinais. A LIBRAS apresenta níveis lingüísticos como fonologia. em Porto Rico utiliza-se a Língua de Sinais Americana. assim como no Brasil. Muitos estudiosos já perceberam que expor a criança desde bem cedo ao ensino da língua de sinais. há também variações regionais como regionalismos e dialetos.Aula: 09 Temática: Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) A Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) é reconhecida legalmente como meio de comunicação e expressão entre as comunidades de pessoas surdas no Brasil. Como qualquer língua. pois em LIBRAS a combinação de frases é diferente. além das variações entre países. incluindo ainda as gírias. A LIBRAS baseou-se primeiramente na Língua de Sinais Francesa. Ela surgiu naturalmente e é de grande importância entre os deficientes auditivos. na LIBRAS. Enquanto nas línguas oral-auditivas existem as palavras. então para haver comunicação é necessário também conhecer a gramática. que é uma língua áudio-viso-gestual. morfologia. onde em ambos os países a língua oficial é o Inglês. Existem países que seguem a língua de sinais de outros países. apesar da língua oficial do país ser o espanhol. sintaxe e semântica. existem os sinais. Outro exemplo é a Inglaterra e os Estados Unidos. apresentando semelhanças entre as línguas de sinais européias e a norte-americana.

A língua de sinais foi produzida dentro das comunidades surdas de cada país e devido a isso é considerada como um idioma. bem como o aprendizado de uma língua escrita. vamos conhecer um pouco sobre as variações lingüísticas. resultando um melhor desempenho acadêmico e social. mas sua origem remonta à mesma época ou a épocas anteriores àquelas em que foram sendo desenvolvidas as línguas orais. A Língua de Sinais Americana (ASL) difere. e foram se aprimorando com o passar dos anos. assim como as línguas orais. Não se sabe quando as línguas de sinais foram criadas. A língua de sinais tem um caráter natural e vai sendo ensinada e modificada de geração em geração. Para que isso seja melhor explicado. UNIMES VIRTUAL . elas foram criadas para suprir a necessidade de comunicação e por esse fato devem ser respeitadas e difundidas. da Língua de Sinais Francesa (LSF) e assim ocorre com todos os países. As línguas de sinais são criações espontâneas. Alguns pesquisadores relacionam esse fato ao perceberem que o bebê humano desenvolve a coordenação motora dos membros antes de se tornar capaz de coordenar o aparelho fonoarticulatório. Cada país possui a sua forma de linguagem de sinais que difere de um país ao outro. assim como gírias. Nenhuma língua é inferior ou superior a outra. por exemplo. Há também as variações regionais dentro de um mesmo país. ou seja. uma palavra pode ser sinalizada de uma forma em São Paulo e de outra forma no Rio de Janeiro.lingüístico.

São exemplos de sinais icônicos: avião. ou seja. Por exemplo. São exemplos de sinais arbitrários: depressa. árvore. Para praticar a língua de sinais utiliza-se gesto. na palavra conversar. visão e espaço. Não existe uma relação entre significado e sinal. telefone. mas. Estes foram alguns exemplos das variações lingüísticas em LIBRAS.Pode ser considerada uma variação regional quando os sinais variam de uma região para outra no mesmo país. ou seja. Mas também existem os sinais arbitrários. com o passar dos anos. a mão receptora pode estar aberta ou fechada. livro. qualquer que seja sua complexidade. muitas pessoas pensam que a LIBRAS é uma representação fiel do referente. perdoar. Por exemplo. é representada por um sinal. casa. Os sinais também podem sofrer mudanças históricas. Devido a isso. UNIMES VIRTUAL . Mas não é sempre assim. namorado. de que são desenhos no ar daquilo a que se refere. que reproduzem a imagem do referente ou que fazem alusão a ele. borboleta. um sinal pode sofrer alterações de acordo com as gerações. sem modificar o sentido do sinal. e isso serve de exemplo porque qualquer palavra. a palavra verde é simbolizada de formas diferentes no Rio de Janeiro. em São Paulo e em Curitiba. Entendamos agora alguns exemplos de iconicidade e arbitrariedade nos sinais. que são aqueles que não mantém relação de semelhança alguma com o referente. Existem sinais icônicos. ou seja. É considerada variação social quando se varia a configuração das mãos e ou do movimento. por que. Estes sinais se assemelham muito com a forma ou com o uso atribuído a esses referentes.

Vejamos agora, um pouco da estrutura gramatical em LIBRAS. A estrutura gramatical é organizada em três parâmetros principais que são: a configuração da mão, o movimento e o ponto de articulação. Configuração da mão é o desenho da mão durante a realização do sinal. Segundo pesquisas, existem em LIBRAS quarenta e três configurações diferentes das mãos, sendo que 26 destas são as representações das letras. Ponto de articulação é o local do corpo onde será realizado o sinal. O sinal pode ser indicado, por exemplo: na boca, na barriga, no peito. Durante a realização do sinal, a mão se desloca no espaço. Isso é denominado movimento. Existem várias direções do movimento. Um movimento pode ser unidirecional quando se movimenta em uma única direção. Pode ser bidirecional quando se movimenta para duas direções podendo usar uma ou ambas as mãos. E também pode ser multidirecional quando explora várias direções. Ainda detalhando os movimentos, eles podem ser retilíneos (movimentos retos), helicoidais (espiral), circulares, semicirculares, sinuosos (curvilíneo) ou angular (zigue-zague). A realização dos sinais pode ser com a mão dominante ou por ambas as mãos. A posição da palma da mão poderá ser para cima, para baixo, para o lado, para a frente. A mão poderá entrar em contato com o corpo de diversas formas, com um toque ou um risco, por exemplo.

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Aula: 10 Temática: Língua de Sinais Brasileira II

A comunicação em LIBRAS não se baseia só em gestos manuais, mas também em expressão facial ou o movimento do corpo. São estes que tornarão a sentença mais completa e mais compreensível. As expressões facial e corporal é que traduzirão alegria, ódio, tristeza, nojo, amor, dando mais sentido e compreensão ao que se quer dizer. Por exemplo, se alguém gesticular algo calmamente tem uma conotação diferente se esse mesmo gesto for feito de forma brusca e séria. As expressões facial e corporal também são usadas para dar conotação à frase a fim de torná-la uma pergunta, uma afirmação, uma negação, ou uma dúvida. É importante ressaltar que fazer as expressões facial e corporal é de extrema importância já que não existem esses sinais em LIBRAS. Se você disser a frase “Você comeu restaurante”, precisará dar conotação diferente dependendo do sentido da frase.

Por exemplo: • • • • • • Se for uma pergunta, deverá fazer uma expressão de questionamento. Se for uma afirmação, deverá fazer uma expressão positiva. Se for uma exclamação, deverá fazer uma expressão de alegria. Se for uma dúvida, deverá fazer uma expressão de desconfiança. Se for uma negação, deverá fazer uma expressão negativa. Se for uma interrogação negativa, deverá associar as duas expressões.

Agora, vamos entender um pouco sobre a estrutura sintática de LIBRAS. A LIBRAS tem uma gramática diferenciada da Língua Portuguesa,

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ou seja, não obedece aos critérios gramaticais, pois como já sabemos é uma comunicação diferenciada. A ordem dos sinais na elaboração das sentenças obedece a uma regra própria que reflete a forma como o deficiente processa suas idéias e percebe visual e espacialmente a realidade. Usando como exemplo a frase acima “Você comeu restaurante”, percebe-se que para torná-la mais correta seria adequado usar “Você comeu no restaurante.”, mas em LIBRAS não se usam preposições nem contrações porque está incorporado ao verbo. Outro exemplo é que se eu digo em LIBRAS “presente eu dar irmão”, eu quero dizer “Eu dei um presente pro meu irmão”. Se eu digo “nome você” (expressão interrogativa), quero perguntar “Qual é o seu nome?”. Se eu digo “porque isto” (expressão interrogativa), quero perguntar “para que serve isso?”.

Em LIBRAS não se usam preposições, contrações, artigos e conjunções porque estão incorporados ao sinal. É comum usar os chamados classificadores em uma frase. Os classificadores estabelecem um tipo de concordância, pois através de recursos corporais explicam melhor uma ação, um objeto ou o ser como um todo. Se eu quiser me referir a um objeto que caiu, eu posso gesticular o objeto caindo, ou se quero dizer que a porta bateu, posso gesticular a porta batendo. Se quiser dizer que a bola é grande, posso gesticular a bola e encher a boca de ar para simbolizar a bola grande. Esses são alguns exemplos, pois existem muitos outros gestos que englobam uma única ação. Formação de palavras

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• • • Existem vários tipos de movimentos. por isso é muito comum em LIBRAS. artigos. pessoa. • A seguir. mãe. vamos recapitular alguns tópicos importantes antes de prosseguir: Em LIBRAS não se usam preposições. usar os processos de derivação e composição. Tijolo: retângulo construção Cédula: retângulo dinheiro UNIMES VIRTUAL . Existem muitas palavras que não têm um gesto específico.Iniciaremos agora uma parte muito interessante em LIBRAS que se trata da formação de palavras. Relembrados esses tópicos. ponto de articulação e movimento. os recursos corporais são usados a todo o momento. Palavras compostas: zebra: cavalo listras (LIBRAS) açougueiro: homem vender carne (LIBRAS) calmante: pílula calma (LIBRAS) pediatra: médico criança(LIBRAS) Pode-se usar também um sinal convencional com outro indicando a forma do objeto especificado. As expressões corporal e facial é que darão sentido à frase. A LIBRAS não é formada só por gestos. prossigamos com a formação das palavras. • • Existem sinais icônicos e arbitrários. alguns exemplos: Palavras simples: café. cantar. Um sinal é composto de configuração de mão. contrações e conjunções nas frases. Mas antes.

usa-se um sinal por categoria ou grupo e o sinal variados. Meios de transporte: carro variados Animais: leão variados Em LIBRAS não existe gênero do substantivo.ano/ dois . Homem primo: primo Mulher primo: prima Geralmente os adjetivos (qualidades) aparecem na frase após o substantivo referido.COMER Beber sem parar: BEBER .Quando quer indicar uma categoria. Por exemplo: Comer sem parar: COMER . Há plural na LIBRAS quando se indica a quantidade ou usa-se repetidamente os sinais.: Mergulhar/ mergulhador/ mergulho Doce/ adocicado/ dulcificar/ adoçar/ edulcorar/ guloseima UNIMES VIRTUAL .BEBER .semana Quando quer intensificar uma ação. Menina bonita. basta acrescentar o substantivo e o sinal indicativo do sexo (homem ou mulher).COMER . então quando quiser identificar quanto ao gênero. Muito . Ex.dia/ três . ou os advérbios de modo.BEBER Existem sinais que apesar de terem uma única forma. têm vários significados. usa-se a repetição exagerada. muito ou rápido. feliz e esperta.

pois variam de acordo com o contexto e porque partem de uma idéia criada pelos deficientes auditivos. Além das gírias. UNIMES VIRTUAL .Em LIBRAS faz-se também o uso de gírias que não podem ser traduzidas para a Língua Portuguesa. criados para conversas entre jovens e pessoas íntimas. há também os gestos informais para determinadas palavras.

de lugares. onde soletra-se todas as letras. é necessário soletrar pausadamente. Muitas palavras em LIBRAS são simbolizadas pelas letras e não por sinais. formando as palavras com nitidez. fundador da primeira escola para deficientes auditivos em Paris e também é o precursor no uso da língua de sinais. Outras usam-se as iniciais. e para vocábulos inexistentes na língua de sinais. Pode ser usado também para descrever algo a que se tem dúvida. Ele é usado apenas para soletrar nomes de pessoas. Para fazer uso dele. é o caso de MARÇO. o abade Sicard. endereços.Aula: 11 Temática: Alfabeto Manual de LIBRAS O alfabeto manual foi criado pelo abade Charles-Michel de l´Épée no século XVI. de rótulos. Segue abaixo o alfabeto manual de LIBRAS: UNIMES VIRTUAL . O alfabeto manual é a soletração de letras e numerais com as mãos. O método da linguagem por meio de sinais foi desenvolvido e aperfeiçoado pelo seu sucessor. como julho que soletra-se JUL.

Fonte: http://www1.br/pwcidadao/default. UNIMES VIRTUAL .com.dicionariolibras.prefpoa. lembre-se que ele tem algumas utilidades.php?p_secao=45 Numerais em LIBRAS Fonte: http://www.br Agora que você tem o alfabeto.com. mas para a conversação é utilizada a Língua de Sinais.

Cinderela Surda. . nome e editora.O que há de errado comigo? Editora Moderna. Editora Vetor. . . Editora Scipione. Editora Artmed. . . Editora Ulbra.Aula: 12 Temática: Livros e filmes que abordam a Deficiência Auditiva Estão relacionados abaixo alguns livros que abordam o tema Deficiência Auditiva.Surdez e Deficiência Auditiva: a Trajetória da Infância à Idade Adulta. • Psicologia: . • Infanto/Juvenil: -Nós falamos com as mãos. . Editora Memórias Futuras. Editora Scipione. O propósito dessa lista é facilitar o trabalho futuro com os alunos portadores ou não de deficiência auditiva. Editora Saraiva. .Rapunzel Surda. uma vez que será possível trabalhar as diferenças em classes regulares de ensino e não somente em classes especiais.O enigma dos chimpanzés. UNIMES VIRTUAL .Deficiência Auditiva: Como evitar e cuidar.Editora Manole. -Linguagem e surdez. • Medicina e saúde: . Eles foram separados por: classificação. Editora Ulbra . Editora Artmed.Estimulação Auditiva: Uma lição de vida: Guia de orientação familiar.Conviver com a surdez.Surdez.Cambalhota o pequeno palhaço.Audição em crianças. . Editora Atheneu. Casa do Psicólogo.

um olhar sobre as diferenças. No início Ledds vê Sarah como um desafio à sua didática.A Surdez.Surdez e bilingüismo. piper Laurie. Philip Bosco.Atividades ilustradas em sinais da LIBRAS. Com William Hurt. e uma moça deficiente auditiva chamada Sarah (Marlee Matlin). (4 indicações para o Oscar) Este filme conta a história de amor de John Leeds (William Hurt). • LIBRAS: . Gênero Drama • Adorável professor.Construção de sentidos na escrita do aluno surdo. Editora Imprensa Oficial SP Filmes que abordam a Deficiência Auditiva: • Filhos do silêncio. Editora Plexus. Editora Mediação. Editora EDUNISC. . um professor de Educação Especial. -Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilingüe da Língua de Sinais.A invenção da surdez. mas o romance torna-se tão passional.• Didático e Educação: . Editora Revinter. Editora Mediação.EUA. . Quando UNIMES VIRTUAL .EUA. enquanto se dedica na composição de sua sinfonia. Editora Senac Distrito Federal. 1986. . 1995 Em 1964. . o jovem compositor Glenn Holland (Richard Dreyfuss) decide dar aulas de música. que rompe a barreira do silêncio que os separa. Allison Gompf.Comunicação por Língua Brasileira de Sinais. Marlee Matlin (melhor atriz).

Com Holly Hunter (melhor atriz). mimandoa. Lições que vão além do que ambas podia imaginar. Andrew Prine. Sam Neil. Ada deixa a Escócia acompanhada de sua filha e de seu amado piano para viver em um lugar completamente diferente. Patty Duke (melhor atriz coadjuvante). Com Anne Bancroft (melhor atriz). que sempre sentiram pena da filha.1993 (8 indicações para o Oscar) No século XIX. Jay Thomas.nasce o filho do professor Holland. Harvey Keitel. uma persistente professora cuja maior luta foi a de ajudar uma menina cega e surda a adaptar-se ao mundo que a rodeava. 1962 (5 indicações para o Oscar) Baseado na vida real de Helen Keller. Anos mais tarde. Gênero Drama • O milagre de Anne Sullivan. Gênero Drama • O piano. é abordado durante o filme. George (Harvey Keitel). Austrália e França. Com Richard Dreyfuss. Glenne Headly. Ada (Holly Hunter) vive as dificuldades de ser muda e cuidar de sua filha. Inga Swenson. Depois de um casamento arranjado com Stewart (Sam Neil). William H.EUA. Macy. Para ter o instrumento de volta. O inevitável confronto com os pais de Helen. A mulher sofre com a adaptação no novo lar e seu tormento só aumenta quando Stewart vende o piano para o vizinho. Olympia Dukakis. Gênero Drama Biográfico UNIMES VIRTUAL . Anna Paquin (melhor atriz coadjuvante). resolve organizar um concerto para deficientes auditivos. o filme conta a comovente história de Anne Sullivan. uma garotinha irriquieta chamada Flora (Anna Paquin). enfronhada nas matas da exótica Nova Zelândia. Ada passa a dar aulas de piano para George. Mas a vida lhe reserva uma surpresa extraordinária.Nova Zelândia. sem nunca lhe terem ensinado algo concreto. Victor Jory. ele descobre que o menino é deficiente auditivo. quando aceita a surdez de seu filho.

1993 UNIMES VIRTUAL .Bélgica.EUA.França.EUA.Itália. 2004 Tortura silenciosa. 1992 O filme surdo de Beethoven. 1973 Querido Frankie.Assista também aos seguintes filmes: • • • • • • • • A música e o silêncio. 1999 Tudo em família. 1998 Deaf Smith e Johnny Ears. 2006 O país dos surdos.Inglaterra.Alemanha. 1996 The dancer.França.

São Paulo: Companhia das Letras. Última atualização: terça. 2004. Caminhos pedagógicos da Educação Especial. SOUZA. Karin Lílian et al. 1997. Rio de Janeiro: Ed. K.A criança em idade pré-escolar. ► Campus► R_COM_LBS0_T16_1► Recursos► Bibliografia REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS STROBEL. Vozes. 1994.. Marcelo. Gislene de Campos. B.com. Teresa Maria M. Ática.394/96. 2002. GADOTTI. 18:16 http://campus10. 6ed.. OLIVEIRA. 2002. DUARTE. Paulo Nathanael P. 8ed. Aspectos lingüísticos da língua brasileira de sinais.). Ática. Rosa G. Moacir. Como estender a nova LDB:lei nº 9. 11 outubro 2011.php?id=19840 19/10/2011 .R_COM_LBS0_T16_1: Bibliografia Página 1 de 2 ◄ Seguir para. São Paulo:Ed. 1995. BORGES.unimesvirtual. Rio de Janeiro: Ed. São Paulo: Ed. O guia dos curiosos. São Paulo: Pioneira.(orgs. Psicomotricidade: educação e reeducação num enfoque pedagógico. Vozes. Curitiba: Secretaria de Estado de Educação. GAIO.br/eduead/mod/resource/view. História das idéias pedagógicas. 1998. Roberta e MENEGHETTI.

com.R_COM_LBS0_T16_1: Bibliografia Página 2 de 2 Você acessou como Ubaldo Ridney de Jesus Rizzaldo Junior (R_Emu R216) (Sair) R_COM_LBS0_T16_1 http://campus10.br/eduead/mod/resource/view.php?id=19840 19/10/2011 .unimesvirtual.

Perguntas e Respostas sobre a Lei de Cotas Fonte: site Ministério do Trabalho http://campus10. No que diz respeito ao mercado de trabalho. a legislação estabeleceu a obrigatoriedade de as empresas com cem (100) ou mais empregados oferecerem uma parcela de suas vagas para pessoas com deficiência através da Lei 8. ► Campus► R_COM_LBS0_T16_1► Livros► Cotas para deficientes Sumário Cotas para deficientes Cotas para deficientes Reserva Legal de Cargos ou Lei de Cotas Lei 8.213/91 ou Lei de Cotas completa 18 anos O Brasil está entre os países que mais legislações possuem em benefício às pessoas com deficiência.php?id=19909 19/10/2011 .com.br/eduead/mod/book/view. Este ano ela completa 18 anos e apesar de entrar na "maioridade". por diversos motivos. mais conhecida como Lei de Cotas..R_COM_LBS0_T16_1: Cotas para deficientes (Cotas para deficientes) Página 1 de 6 ◄ Seguir para.213/91. muitas empresas ainda não conseguiram preencher essas vagas. que vão desde a falta de prédios adaptdados até a falta de profissionais com a qualificação exigida.unimesvirtual..

. hoje. qualquer situação que implique tratamento diferenciado.. 2% II . Adota-se...... sociedades e fundações que admitem trabalhadores como empregados (art.. 4% IV .... enfim...... 2º........R_COM_LBS0_T16_1: Cotas para deficientes (Cotas para deficientes) Página 2 de 6 Por que se adota o termo pessoa portadora de deficiência ou pessoa com deficiência? A denominação utilizada para se referir às pessoas com alguma limitação física....de 201 a 500 ..... ter 100 (cem) ou mais empregados.. incorporou a expressão "pessoa portadora de deficiência"... p.....000 . mas também acolhe os idosos. Romeu Kazumi.. da CLT)... Vida independente: história. Utilizavam-se expressões como "inválidos". associações.......... Esta é a denominação internacionalmente mais freqüente. utilizase o número de empregados da empresa ou do estabelecimento? Tanto para verificar se a empresa está obrigada a ter portadores de deficiência no seu quadro.. conforme demonstra Romeu Kazumi Sassaki. as gestantes. Quantas pessoas com deficiência a empresa precisa manter contratadas? A cota depende do número geral de empregados que a empresa tem no seu quadro. movimento...de 100 a 200 empregados . estão com a pessoa ou na pessoa... A expressão "pessoa com necessidades especiais" é um gênero que contém as pessoas com deficiência. "excepcionais" e "pessoas deficientes"..... liderança. 93 da Lei nº 8. na seguinte proporção.unimesvirtual..3 -------------------------------------------------------------------------------3 SASSAKI. também. "incapazes".. 1236......1 Para cálculo da cota de empregados com deficiência.. 2003. que se aplica na legislação ordinária..213/91: I .com.... 3% III ...php?id=19909 19/10/2011 .de 501 a 1.. conceito.. como para fixar o percentual dos cargos a serem http://campus10.. 5% A instituição sem fins lucrativos está obrigada a preencher um percentual de seus cargos com pessoas com deficiência? Sim.. visto que as deficiências não se portam..de 1.... Todas elas demonstram uma transformação de tratamento que vai da invalidez e incapacidade à tentativa de nominar a característica peculiar da pessoa.. conforme se fez ao longo de todo este texto...... reabilitação....... o que tem sido motivo para que se use. a expressão "pessoas com necessidades especiais" ou "pessoa especial"..... Igualmente se abandona a expressão "pessoa portadora de deficiência" com uma concordância em nível internacional. emprego e terminologia... por influência do Movimento Internacional de Pessoas com Deficiência........br/eduead/mod/book/view. São Paulo: Revista Nacional de Reabilitação. sem estigmatizá-la........... mental ou sensorial assume várias formas ao longo dos anos. 4.. até que a Constituição de 1988...001 em diante ... a forma "pessoa com deficiência".. § 1º.. mais recentemente. pois essa obrigação atinge a todas as pessoas jurídicas de direito privado como sociedades empresariais.... isto é... conforme estabelece o art.

sendo esta uma decisão interna da empresa. amputação ou ausência de membro. acarretando o comprometimento da função física. hemiplegia. Para melhor entendimento.php?id=19909 19/10/2011 . I. membros com deformidade congênita ou adquirida. § 1º. § 2º da Instrução Normativa nº 20/01). apresentando-se sob a forma de paraplegia. triplegia.com. o número de empregados a serem contratados deve ser arredondado para cima (art. monoparesia. tetraparesia. § 4º da Instrução Normativa nº 20/01). . recomenda-se a distribuição proporcional entre os diversos estabelecimentos. monoplegia. c/c Decreto nº 3. . nanismo. 5º.296/04. qualquer que seja a fração. deve ser utilizado o número de empregados da totalidade de estabelecimentos da empresa no Brasil (art.perda parcial das funções motoras dos membros inferiores. • Paraparesia • Monoplegia • Monoparesia • Tetraplegia http://campus10. art. art. Tipos de deficiência Deficiência física É a alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano. seguem-se algumas definições: • Amputação . paralisia cerebral.298/99. §1º. . 4º.perda total ou parcial de um determinado membro ou segmento de membro. No interior do País. tetraplegia. Os empregados com deficiência devem ser distribuídos proporcionalmente entre os estabelecimentos da empresa? Não há exigência legal para tal. ostomia.br/eduead/mod/book/view.perda total das funções motoras de um só membro (inferior ou superior). I). Como são tratadas as frações no cálculo da cota? As frações de unidade resultante da aplicação do percentual sobre a base de cálculo darão lugar a mais um trabalhador. hemiparesia. 10.perda total das funções motoras dos membros inferiores e superiores. triparesia. ou seja. . da Instrução Normativa nº 20/01). "a". muitas vezes não há empresas locais com 100 (cem) empregados e as filiais de empresas com sedes em outras cidades são as únicas chances de inserção no trabalho das pessoas com deficiência que lá residem (art. com base no respeito às comunidades locais. exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções (Decreto nº 5. Entretanto. paraparesia.R_COM_LBS0_T16_1: Cotas para deficientes (Cotas para deficientes) Página 3 de 6 preenchidos. 10.perda total das funções motoras dos membros inferiores.unimesvirtual.perda parcial das funções motoras de um só membro (inferior ou superior). • Paraplegia . 10.

intervenção cirúrgica que cria um ostoma (abertura. aferida por audiograma nas freqüências de 500Hz.05 no melhor olho.perda parcial das funções motoras dos membros inferiores e superiores.R_COM_LBS0_T16_1: Cotas para deficientes (Cotas para deficientes) Página 4 de 6 • Tetraparesia . • Hemiparesia .296/04. tendo como conseqüência alterações psicomotoras.298/99. Ressaltamos a inclusão das pessoas com baixa visão a partir da edição do Decreto nº 5.deficiência acentuada no crescimento.unimesvirtual. parcial ou total. É importante ter em mente que o conceito de deficiência inclui a in capacidade relativa. • Nanismo Deficiência auditiva É a perda bilateral. parcial ou total.05 no melhor olho. •Baixa Visão . 5º. podendo ou não causar deficiência mental.296/04. conceitua-se como deficiência visual: • •Cegueira .lesão de uma ou mais áreas do sistema nervoso central.perda total das funções motoras de um hemisfério do corpo (direito ou esquerdo). II). As http://campus10. •Os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60°. "b". • Triplegia • Triparesia • Hemiplegia . . art. ostio) na parede abdominal para adaptação de bolsa de fezes e/ou urina. 1. Deficiência visual De acordo com o Decreto nº 3. processo cirúrgico que visa à construção de um caminho alternativo e novo na eliminação de fezes e urina para o exterior do corpo humano (colostomia: ostoma intestinal. §1º.perda total das funções motoras em três membros. • Ostomia • Paralisia Cerebral . .000Hz (Decreto nº 5. com a melhor correção óptica. de 41 decibéis (dB) ou mais.perda parcial das funções motoras de um hemisfério do corpo (direito ou esquerdo).296/04.php?id=19909 19/10/2011 . 2.3 e 0.perda parcial das funções motoras em três membros. 4º.298/99 e o Decreto nº 5. Esclarecemos que a pessoa com deficiência pode desenvolver atividades laborais desde que tenha condições e apoios adequados às suas características. •Ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores.000Hz.000Hz e 3. com a melhor correção óptica.na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0.significa acuidade visual entre 0. c/c Decreto nº 5.br/eduead/mod/book/view. I. . para o desempenho da atividade dentro do padrão considerado normal para o ser humano.com. art. urostomia: desvio urinário). .

com. art.296/04.Certificado Fonte: www. com as alterações dadas pelo art. atestando enquadramento legal do(a) empregado(a) para integrar a cota.habilidades sociais. 5º.298/99. (Decreto nº 5. tais como: • a. que pode ser emitido por médico do trabalho da empresa ou outro médico. Parte I. e.cuidado pessoal. percepção das cores e intolerância à luminosidade. ou implantes de lentes intraoculares.lazer.296/04.trabalho. não conseguem ter uma visão nítida.unimesvirtual. f. alterado pelo Decreto nº 5.298/99.296/04.R_COM_LBS0_T16_1: Cotas para deficientes (Cotas para deficientes) Página 5 de 6 pessoas com baixa visão são aquelas que. b.br/eduead/mod/book/view. §1º. g. Decreto nº 3.br/lei-de-cotas-deficientes. de acordo com as definições estabelecidas na Convenção nº 159 da OIT. 3º e 4º. As pessoas com baixa visão podem ter sensibilidade ao contraste. 1. O laudo deverá especificar o tipo de deficiência e ter autorização expressa do(a) empregado(a) para utilização do mesmo pela empresa. e h.comunicação. art. conceitua-se como deficiência múltipla a associação de duas ou mais deficiências. arts.habilidades acadêmicas.com. tornando pública a sua condição. com manifestação antes dos 18 anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas.298/99. c.php?id=19909 19/10/2011 . • b. Deficiência múltipla De acordo com o Decreto nº 3. Deficiência mental De acordo com o Decreto nº 3. art.surdo. d. mesmo usando óculos comuns. conceitua-se como deficiência mental o funcionamento intelectual significativamente inferior à média. 4º. 70 do Decreto nº 5. de Reabilitação Profissional emitido pelo INSS. dependendo da patologia causadora da perda visual.utilização dos recursos da comunidade. e Decreto nº 3. "d". Como é feita a comprovação da deficiência? A condição de pessoa com deficiência pode ser comprovada por meio de: • a. I).298/99.Laudo médico.saúde e segurança. lentes de contato.html http://campus10. I.

R_COM_LBS0_T16_1: Cotas para deficientes (Cotas para deficientes) Página 6 de 6 Você acessou como Ubaldo Ridney de Jesus Rizzaldo Junior (R_Emu R216) (Sair) R_COM_LBS0_T16_1 http://campus10.unimesvirtual.br/eduead/mod/book/view.php?id=19909 19/10/2011 .com.

2. de 24 de abril de 2002. CAPÍTULO III DA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE LIBRAS E DO INSTRUTOR DE LIBRAS Art. o curso de Pedagogia e o curso de Educação Especial são considerados cursos de formação de professores e profissionais da educação para o exercício do magistério. da Constituição.br/eduead/mod/resource/view. aferida por audiograma nas freqüências de 500Hz. inciso IV. § 2o A Libras constituir-se-á em disciplina curricular optativa nos demais cursos de educação superior e na educação profissional. nas diferentes áreas do conhecimento.php?id=19904 19/10/2011 .R_COM_LBS0_T16_1: Decreto No.626. parcial ou total.Libras. § 1o Todos os cursos de licenciatura. de 19 de dezembro de 2000. 3o A Libras deve ser inserida como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores para o exercício do magistério.unimesvirtual. DECRETO Nº 5. no ensino médio e na educação superior deve ser realizada em nível superior. 18 da Lei no 10.436.000Hz. em nível médio e superior. de quarenta e um decibéis (dB) ou mais. e o art. em curso de graduação de licenciatura plena em Letras: Libras ou em Letras: Libras/Língua Portuguesa como segunda língua. do Distrito Federal e dos Municípios. o curso normal superior. e o art.098. considera-se pessoa surda aquela que.098. de instituições de ensino. 18 da Lei no 10.000Hz e 3. 18 da Lei no 10. http://campus10. e no art. por ter perda auditiva.626 de 22 de dezembro de 2005.Libras. públicas e privadas. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. 2o Para os fins deste Decreto. Parágrafo único.. 1. As pessoas surdas terão prioridade nos cursos de formação previstos no caput. no uso das atribuições que lhe confere o art.com.. e tendo em vista o disposto na Lei no 10.436. Regulamenta a Lei no 10. que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais . DE 22 DE DEZEMBRO DE 2005. Parágrafo único. Art. de 19 de dezembro de 2000. de 24 de abril de 2002.626 de 22 de dezembro de 2005. o curso normal de nível médio. de 19 de dezembro de 2000. de 24 de abril de 2002. 4o A formação de docentes para o ensino de Libras nas séries finais do ensino fundamental. 1o Este Decreto regulamenta a Lei no 10. e nos cursos de Fonoaudiologia. CAPÍTULO II DA INCLUSÃO DA LIBRAS COMO DISCIPLINA CURRICULAR Art. DECRETA: CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art.000Hz. 5. manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais . 5. do sistema federal de ensino e dos sistemas de ensino dos Estados.436. a partir de um ano da publicação deste Decreto. compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais. ► Campus► R_COM_LBS0_T16_1► Recursos► Decreto No. Considera-se deficiência auditiva a perda bilateral.098. 84. Página 1 de 7 ◄ Seguir para.

cursos de formação continuada promovidos por instituições de ensino superior. viabilizando a formação bilíngüe.R_COM_LBS0_T16_1: Decreto No. Página 2 de 7 Art.br/eduead/mod/resource/view. § 3o O exame de proficiência em Libras deve ser realizado por banca examinadora de amplo conhecimento em Libras. § 1o Nos casos previstos nos incisos I e II. ela poderá ser ministrada por profissionais que apresentem pelo menos um dos seguintes perfis: I . em que Libras e Língua Portuguesa escrita tenham constituído línguas de instrução. 7o. e III . § 1o Admite-se como formação mínima de docentes para o ensino de Libras na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental. II .instrutor de Libras. Art. referida no caput. desde que o certificado seja convalidado por pelo menos uma das instituições referidas nos incisos II e III.unimesvirtual. constituída por docentes surdos e lingüistas de instituições de educação superior. a formação ofertada em nível médio na modalidade normal. os sistemas e as instituições de ensino da educação básica e as de educação superior devem incluir o professor de Libras em seu quadro do magistério. pelo Ministério da Educação e instituições de educação superior por ele credenciadas para essa finalidade. § 1o A formação do instrutor de Libraspode ser realizada também por organizações da sociedade civil representativa da comunidade surda. caso não haja docente com título de pós-graduação ou de graduação em Libras para o ensino dessa disciplina em cursos de educação superior. com pós-graduação ou formação superior e com certificado obtido por meio de exame de proficiência em Libras.professor de Libras. obtido por meio de exame promovido pelo Ministério da Educação. § 2o As pessoas surdas terão prioridade nos cursos de formação previstos no caput. usuário dessa língua com curso de pós-graduação ou com formação superior e certificado de proficiência em Libras. 9o A partir da publicação deste Decreto. Art. § 1o O exame de proficiência em Libras deve ser promovido. III . usuário dessa língua com formação de nível médio e com certificado obtido por meio de exame de proficiência em Libras. as pessoas surdas terão prioridade para ministrar a disciplina de Libras. § 2o A certificação de proficiência em Libras habilitará o instrutor ou o professor para a função docente. a partir da publicação deste Decreto. § 2o A partir de um ano da publicação deste Decreto. 5o A formação de docentes para o ensino de Libras na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental deve ser realizada em curso de Pedagogia ou curso normal superior. 8o O exame de proficiência em Libras. que viabilizar a formação bilíngüe. deve ser realizada por meio de: I . as instituições de ensino médio que oferecem cursos de formação para o magistério na modalidade normal e as instituições de educação superior que oferecem cursos de Fonoaudiologia ou de http://campus10.professor ouvinte bilíngüe: Libras . em nível médio. Art.cursos de educação profissional. referido no art.cursos de formação continuada promovidos por instituições credenciadas por secretarias de educação. deve avaliar a fluência no uso. anualmente. 7o Nos próximos dez anos.Língua Portuguesa. promovido pelo Ministério da Educação. o conhecimento e a competência para o ensino dessa língua. 6o A formação de instrutor de Libras. II . promovido pelo Ministério da Educação. 5.626 de 22 de dezembro de 2005. Art. § 2o As pessoas surdas terão prioridade nos cursos de formação previstos no caput.com.php?id=19904 19/10/2011 .

Pedagogia e Letras. em oitenta por cento dos cursos da instituição. III .unimesvirtual.prover as escolas com: a) professor de Libras ou instrutor de Libras. à informação e à educação nos processos seletivos. Art. obrigatoriamente.para formação de professores surdos e ouvintes. principalmente as que ofertam cursos de Educação Especial. As instituições de educação superior. bem como nos cursos de licenciatura em Letras com habilitação em Língua Portuguesa. 11. desde a educação infantil. em vinte por cento dos cursos da instituição. a partir de um ano da publicação deste Decreto. e IV . desde a educação infantil até à superior. devem viabilizar cursos de pósgraduação para a formação de professores para o ensino de Libras e sua interpretação.626 de 22 de dezembro de 2005. programas específicos para a criação de cursos de graduação: I . III .com. o ensino da Libras e também da Língua Portuguesa. Página 3 de 7 formação de professores devem incluir Libras como disciplina curricular. Parágrafo único. § 1o Para garantir o atendimento educacional especializado e o acesso previsto no caput. como segunda língua para pessoas surdas. Fonoaudiologia.Língua Portuguesa. O ensino da modalidade escrita da Língua Portuguesa. de nível médio e superior. 13. como segunda língua para surdos. b) tradutor e intérprete de Libras . II .dez anos. como segunda língua para alunos surdos. a partir da publicação deste Decreto. as instituições federais de ensino devem: I .promover cursos de formação de professores para: a) o ensino e uso da Libras.Língua Portuguesa. nas atividades e nos conteúdos curriculares desenvolvidos em todos os níveis. As instituições federais de ensino devem garantir.ofertar.br/eduead/mod/resource/view. nos cursos de Fonoaudiologia e nos cursos de Tradução e Interpretação de Libras . 12. etapas e modalidades de educação. As instituições de educação superior devem incluir a Libras como objeto de ensino. para a educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental. e c) o ensino da Língua Portuguesa. Parágrafo único. como segunda língua para pessoas surdas. que viabilize a educação bilíngüe: Libras Língua Portuguesa como segunda língua. c) professor para o ensino de Língua Portuguesa como segunda língua para pessoas surdas. O processo de inclusão da Libras como disciplina curricular deve iniciar-se nos cursos de Educação Especial. às pessoas surdas acesso à comunicação. em sessenta por cento dos cursos da instituição.de licenciatura em Letras: Libras ou em Letras: Libras/Língua Portuguesa. em cem por cento dos cursos da instituição.de formação em Tradução e Interpretação de Libras . deve ser incluído como disciplina curricular nos cursos de formação de professores para a educação infantil e para os anos iniciais do ensino fundamental.até sete anos. 14. III . Art. II . obrigatoriamente.php?id=19904 19/10/2011 . e d) professor regente de classe com conhecimento acerca da singularidade lingüística manifestada pelos alunos surdos.Língua Portuguesa. II . CAPÍTULO IV DO USO E DA DIFUSÃO DA LIBRAS E DA LÍNGUA PORTUGUESA PARA O ACESSO DAS PESSOAS SURDAS À EDUCAÇÃO Art.até cinco anos. O tema sobre a modalidade escrita da língua portuguesa para surdos deve ser incluído como conteúdo nos cursos de Fonoaudiologia. Art. Pedagogia e Letras. ampliando-se progressivamente para as demais licenciaturas. b) a tradução e interpretação de Libras . nos seguintes prazos e percentuais mínimos: I . http://campus10.Língua Portuguesa. pesquisa e extensão nos cursos de formação de professores para a educação básica. 10. O Ministério da Educação promoverá.até três anos. 5. Art.R_COM_LBS0_T16_1: Decreto No.

a partir da publicação deste Decreto. valorizando o aspecto semântico e reconhecendo a singularidade lingüística manifestada no aspecto formal da Língua Portuguesa. direção da escola e familiares.cursos de formação continuada promovidos por instituições de ensino superior e instituições credenciadas por secretarias de educação. Nos próximos dez anos. o uso e a difusão de Libras entre professores. na correção das provas escritas. CAPÍTULO V DA FORMAÇÃO DO TRADUTOR E INTÉRPRETE DE LIBRAS . http://campus10. II .Língua Portuguesa.disponibilizar equipamentos. em salas de recursos.áreas de conhecimento. Para complementar o currículo da base nacional comum. com habilitação em Libras . V . e III . também. municipal e do Distrito Federal buscarão implementar as medidas referidas neste artigo como meio de assegurar atendimento educacional especializado aos alunos surdos ou com deficiência auditiva. alunos.adotar mecanismos de avaliação coerentes com aprendizado de segunda língua. acesso às novas tecnologias de informação e comunicação. por meio de ações integradas entre as áreas da saúde e da educação. 18.cursos de educação profissional. resguardado o direito de opção da família ou do próprio aluno por essa modalidade. Art. a formação de tradutor e intérprete de Libras . VIII . Art. funcional e instrumental. VII . no ensino médio e na educação superior.atividades ou complementação curricular específica na educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental.Língua Portuguesa. Página 4 de 7 IV .desenvolver e adotar mecanismos alternativos para a avaliação de conhecimentos expressos em Libras. como segunda língua para alunos surdos. como disciplinas curriculares.com. como: I .apoiar. VI . nos anos finais do ensino fundamental.LÍNGUA PORTUGUESA Art. na comunidade escolar.R_COM_LBS0_T16_1: Decreto No. A definição de espaço para o desenvolvimento da modalidade oral da Língua Portuguesa e a definição dos profissionais de Fonoaudiologia para atuação com alunos da educação básica são de competência dos órgãos que possuam estas atribuições nas unidades federadas. A modalidade oral da Língua Portuguesa. desde que devidamente registrados em vídeo ou em outros meios eletrônicos e tecnológicos.Língua Portuguesa.626 de 22 de dezembro de 2005. 16.Língua Portuguesa deve efetivar-se por meio de curso superior de Tradução e Interpretação. Parágrafo único.br/eduead/mod/resource/view. em nível médio.garantir o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos surdos. desde a educação infantil. cuja função é distinta da função de professor docente.cursos de extensão universitária. funcionários. § 3o As instituições privadas e as públicas dos sistemas de ensino federal. A formação do tradutor e intérprete de Libras .unimesvirtual. na educação básica.Língua Portuguesa. Art. o ensino de Libras e o ensino da modalidade escrita da Língua Portuguesa. deve ser ofertada aos alunos surdos ou com deficiência auditiva. nas salas de aula e. § 2o O professor da educação básica. em turno contrário ao da escolarização. inclusive por meio da oferta de cursos. aprovado em exame de proficiência em tradução e interpretação de Libras . e II . preferencialmente em turno distinto ao da escolarização.php?id=19904 19/10/2011 . devem ser ministrados em uma perspectiva dialógica. 17. 15. bilíngüe. bem como recursos didáticos para apoiar a educação de alunos surdos ou com deficiência auditiva. pode exercer a função de tradutor e intérprete de Libras . 5. deve ser realizada por meio de: I . estadual.

Art. estadual.R_COM_LBS0_T16_1: Decreto No. 22.Língua Portuguesa. municipal e do Distrito Federal buscarão implementar as medidas referidas neste artigo como meio de assegurar aos alunos surdos ou com deficiência auditiva o acesso à comunicação. 20. A formação de tradutor e intérprete de Libras pode ser realizada por organizações da sociedade civil representativas da comunidade surda.escolas e classes de educação bilíngüe. As instituições privadas e as públicas dos sistemas de ensino federal. e III . 21. para atuação no ensino fundamental.unimesvirtual. por meio da organização de: I .php?id=19904 19/10/2011 . Art. Art. para atuação em cursos e eventos.no apoio à acessibilidade aos serviços e às atividades-fim da instituição de ensino.626 de 22 de dezembro de 2005. 5. na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental. 19. desde que o certificado seja convalidado por uma das instituições referidas no inciso III. II . promovido pelo Ministério da Educação. de nível superior. as instituições federais de ensino devem incluir. o Ministério da Educação ou instituições de ensino superior por ele credenciadas para essa finalidade promoverão. as instituições federais de ensino da educação básica e da educação superior devem incluir. promovido pelo Ministério da Educação. O exame de proficiência em tradução e interpretação de Libras . lingüistas e tradutores e intérpretes de Libras de instituições de educação superior. § 1o O profissional a que se refere o caput atuará: I .br/eduead/mod/resource/view. à informação e à educação de alunos surdos. Parágrafo único. com competência e fluência em Libras para realizar a interpretação das duas línguas. em todos os níveis. http://campus10. caso não haja pessoas com a titulação exigida para o exercício da tradução e interpretação de Libras . e com aprovação em exame de proficiência. III . II . a partir da publicação deste Decreto. com professores bilíngües.nas salas de aula para viabilizar o acesso dos alunos aos conhecimentos e conteúdos curriculares. com competência e fluência em Libras para realizar a interpretação das duas línguas. à informação e à educação. Nos próximos dez anos. para viabilizar o acesso à comunicação. Página 5 de 7 Parágrafo único. e com aprovação em exame de proficiência.profissional surdo. de nível médio. etapas e modalidades.nos processos seletivos para cursos na instituição de ensino. com competência para realizar a interpretação de línguas de sinais de outros países para a Libras. § 2o As instituições privadas e as públicas dos sistemas de ensino federal. anualmente.profissional ouvinte. em seus quadros. de maneira simultânea e consecutiva. CAPÍTULO VI DA GARANTIA DO DIREITO À EDUCAÇÃO DAS PESSOAS SURDAS OU COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA Art. A partir de um ano da publicação deste Decreto.com. exame nacional de proficiência em tradução e interpretação de Libras . profissionais com o seguinte perfil: I .profissional ouvinte. de maneira simultânea e consecutiva. As instituições federais de ensino responsáveis pela educação básica devem garantir a inclusão de alunos surdos ou com deficiência auditiva. em seus quadros. Parágrafo único. municipal e do Distrito Federal buscarão implementar as medidas referidas neste artigo como meio de assegurar aos alunos surdos ou com deficiência auditiva o acesso à comunicação. estadual. para atuação em instituições de ensino médio e de educação superior. Nos próximos dez anos.Língua Portuguesa. a partir da publicação deste Decreto. à informação e à educação. o tradutor e intérprete de Libras Língua Portuguesa.Língua Portuguesa deve ser realizado por banca examinadora de amplo conhecimento dessa função. em todas as atividades didático-pedagógicas. constituída por docentes surdos. abertas a alunos surdos e ouvintes.

devem proporcionar aos alunos surdos os serviços de tradutor e intérprete de Libras Língua Portuguesa em sala de aula e em outros espaços educacionais. devem garantir. II .R_COM_LBS0_T16_1: Decreto No. de educação básica e superior. atendimento precoce e do encaminhamento para a área de educação. A partir de um ano da publicação deste Decreto. de sua opção ou preferência pela educação sem o uso de Libras. VII . A programação visual dos cursos de nível médio e superior. na modalidade de educação a distância. na perspectiva da inclusão plena das pessoas surdas ou com deficiência auditiva em todas as esferas da vida social. por meio de ações integradas com a área da http://campus10.acompanhamento médico e fonoaudiológico e terapia fonoaudiológica. § 4o O disposto no § 2o deste artigo deve ser garantido também para os alunos não usuários da Libras. III . VI . 5. estadual. § 2o As instituições privadas e as públicas dos sistemas de ensino federal. municipal e do Distrito Federal buscarão implementar as medidas referidas neste artigo como meio de assegurar aos alunos surdos ou com deficiência auditiva o acesso à comunicação. abertas a alunos surdos e ouvintes. § 2o Os alunos têm o direito à escolarização em um turno diferenciado ao do atendimento educacional especializado para o desenvolvimento de complementação curricular. Página 6 de 7 II .php?id=19904 19/10/2011 .com. nos diversos níveis de complexidade e especialidades médicas.ações de prevenção e desenvolvimento de programas de saúde auditiva. para os anos finais do ensino fundamental. Art. o Sistema Único de Saúde .seleção. pelos pais e pelos próprios alunos.atendimento em reabilitação por equipe multiprofissional. ensino médio ou educação profissional. 25. de modo a reproduzir as mensagens veiculadas às pessoas surdas.realização de diagnóstico.br/eduead/mod/resource/view.Língua Portuguesa. cientes da singularidade lingüística dos alunos surdos. quando indicado. deve dispor de sistemas de acesso à informação como janela com tradutor e intérprete de Libras . à informação e à educação. § 1o São denominadas escolas ou classes de educação bilíngüe aquelas em que a Libras e a modalidade escrita da Língua Portuguesa sejam línguas de instrução utilizadas no desenvolvimento de todo o processo educativo. Art. adolescentes e jovens matriculados na educação básica.tratamento clínico e atendimento especializado. CAPÍTULO VII DA GARANTIA DO DIREITO À SAÚDE DAS PESSOAS SURDAS OU COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA Art.unimesvirtual. IV . conforme prevê o Decreto no 5. As instituições federais de ensino.Língua Portuguesa e subtitulação por meio do sistema de legenda oculta. de 2 de dezembro de 2004. 24. com utilização de equipamentos e tecnologias de informação.626 de 22 de dezembro de 2005. V . prioritariamente aos alunos matriculados nas redes de ensino da educação básica. bem como equipamentos e tecnologias que viabilizem o acesso à comunicação. efetivando: I .SUS e as empresas que detêm concessão ou permissão de serviços públicos de assistência à saúde. preferencialmente os de formação de professores. com docentes das diferentes áreas do conhecimento. adaptação e fornecimento de prótese auditiva ou aparelho de amplificação sonora. a atenção integral à sua saúde. bem como com a presença de tradutores e intérpretes de Libras .atendimento fonoaudiológico às crianças. 23. respeitando as especificidades de cada caso. § 3o As mudanças decorrentes da implementação dos incisos I e II implicam a formalização. à informação e à educação.296. § 1o Deve ser proporcionado aos professores acesso à literatura e informações sobre a especificidade lingüística do aluno surdo.escolas bilíngües ou escolas comuns da rede regular de ensino.

concessão ou permissão de serviços públicos de assistência à saúde buscarão implementar as medidas referidas no art. § 1o O disposto neste artigo deve ser garantido também para os alunos surdos ou com deficiência auditiva não usuários da Libras. municipal. Última atualização: terça. os órgãos da administração pública estadual. de acordo com as necessidades terapêuticas do aluno.626 de 22 de dezembro de 2005. IX . 12:37 Você acessou como Ubaldo Ridney de Jesus Rizzaldo Junior (R_Emu R216) (Sair) R_COM_LBS0_T16_1 http://campus10. do Distrito Federal e as empresas privadas que detêm autorização. 3o da Lei no 10. Página 7 de 7 educação.com. § 2o O Poder Público. como meio de assegurar. aos alunos surdos ou com deficiência auditiva matriculados nas redes de ensino da educação básica. e X .R_COM_LBS0_T16_1: Decreto No. VIII . 15 fevereiro 2011. por profissionais capacitados para o uso de Libras ou para sua tradução e interpretação. nos diversos níveis de complexidade e especialidades médicas. prioritariamente. acesso à Libras e à Língua Portuguesa.orientações à família sobre as implicações da surdez e sobre a importância para a criança com perda auditiva ter.apoio à capacitação e formação de profissionais da rede de serviços do SUS para o uso de Libras e sua tradução e interpretação. desde seu nascimento.br/eduead/mod/resource/view. a atenção integral à sua saúde.php?id=19904 19/10/2011 . de 2002. 5.unimesvirtual.atendimento às pessoas surdas ou com deficiência auditiva na rede de serviços do SUS e das empresas que detêm concessão ou permissão de serviços públicos de assistência à saúde.436.

Em história da Educação Especial. suas causas e diagnóstico.Resumo da Unidade I Nessa unidade estudamos sobre: a deficiência auditiva. Uma estimulação precoce propiciará condições de fala à criança. Em o papel da família. da escola e do professor. deve ser realizada desde os primeiros meses de vida. procurando uma ser solícita em relação à outra. doenças durante a gravidez e outros fatores) ou adquirida (doenças. conforme explicado. cabendo a ela. aos poucos foram surgindo outras escolas. A estimulação da linguagem. voltando a ser usada na década de 1960. Essa estimulação será trabalhada na escola e também em casa. lesões ou acidentes). Vimos também que a língua de sinais foi proibida na segunda metade do século XIX. vimos que a primeira instituição que surgiu foi em 1857 quando um francês surdo veio ao Brasil para morar. suas causas e diagnóstico. da Educação do deficiente auditivo no Brasil e a relacionada ao deficiente. A relação entre escola e família é muito importante nesse momento. legislação UNIMES VIRTUAL . fornecendo a ele todo o amparo e estimulação que lhe é permitido. Em seguida abordamos a deficiência auditiva. estudamos que a deficiência auditiva pode ser congênita (hereditária. o papel da família. da escola e do professor foi abordado que o apoio da família ao deficiente é fundamental. O diagnóstico de deficiência auditiva deverá ser dado por um médico otorrinolaringologista depois de serem feitos vários exames. A escola e o professor passarão a fazer parte da vida do deficiente desde a sua entrada na escola. Em relação à Educação Especial do Deficiente Auditivo. história da Educação Especial . lemos que as primeiras escolas de Educação Especial surgiram em meados de 1800 e que após essa data. orientar seu filho e direcioná-lo a atendimentos especializados desde o diagnóstico.

UNIMES VIRTUAL . estudamos que atualmente os deficientes auditivos estão amparados pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) nº 9.E por fim. onde estão relacionados seus direitos educacionais.394/96.

UNIMES VIRTUAL . profissões e curiosidades. capacitação profissional do deficiente auditivo. pois esse método associa a aprendizagem com material concreto e construção do conhecimento. Ao avaliar um aluno o professor deve levar em consideração o que ele realmente aprendeu e a sua potencialidade. avaliação da aprendizagem. Em embasamento pedagógico. Em objetivos e características da educação do deficiente auditivo foi aprendido e revisto que o principal objetivo da educação é proporcionar o desenvolvimento da linguagem e ensino bilíngue e que os educandos têm o direito de frequentar todas as séries da Educação Básica. embasamento pedagógico. Em avaliação da aprendizagem. Quando foi abordado o tema Escola Regular versus Escola Especial foi comparado o benefício de ambas instituições. vimos os diferentes tipos de avaliação e que em relação aos deficientes auditivos. pois devido à dificuldade em linguagem. fizemos um breve estudo sobre o método Montessori. A integração escola/ família/ profissionais é de extrema importância para que as dificuldades sejam sanadas. essa parte estará sempre deficitária. Os educandos surdos podem freqüentar ambas as escolas de acordo com as suas dificuldades e limitações. O professor diante de um aluno com dificuldades de aprendizagem deve primeiro notar que tipo de dificuldade ele apresenta para depois encaminhar o caso para a coordenação ou direção e depois para algum profissional qualificado. dificuldades de aprendizagem. a avaliação não deve enfatizar regras gramaticais e nem conceitos.Resumo da Unidade II Nessa unidade foram estudados os seguintes assuntos: objetivos e características da educação. escola regular versus escola especial.

terminamos a unidade com curiosidades sobre deficientes auditivos famosos. Finalmente.Em capacitação profissional. sites interessantes e curiosidades que abordam o tema deficiência auditiva. UNIMES VIRTUAL . estudamos sobre a importância do aprendizado de um ofício e vimos uma lista com profissões que podem ser praticadas por deficientes auditivos.

na LIBRAS não se usam artigos. mas por expressão corporal e facial. Nas aulas seguintes. Alguns filmes foram descritos a respeito da história. Vários deles concorreram ao Oscar e diversas outras premiações. Estudamos também que a língua de sinais não é formada só por gestos. UNIMES VIRTUAL . Ou seja. abordamos a formação de palavras e pudemos perceber que na LIBRAS a formação de frases é bem diferente da formação na Língua Portuguesa. se a pessoa estiver fazendo uma negativa. Começamos a unidade. Como a formação das frases é a mesma. Por exemplo. eles foram classificados quanto ao gênero para facilitar o interesse. você só entende o sentido ao olhar para a expressão facial da pessoa.Resumo da Unidade III Nessa unidade abordamos os seguintes conteúdos: Introdução a LIBRAS. atores e gênero. explicando um pouco sobre a origem da LIBRAS que baseou-se na Língua de Sinais Francesa. As últimas aulas da unidade III tiveram uma conotação lúdica e foram abordados os temas filmes e livros sobre o tema deficiência auditiva. Em relação aos livros. alfabeto manual de LIBRAS e os numerais. a expressão do rosto será negativa e assim por diante. Aprendemos também o alfabeto e os numerais em LIBRAS. A ordem das palavras numa frase também é alterada. O alfabeto foi criado pelo francês L´Épée. formação de palavras. filmes e livros que abordam a deficiência auditiva. preposições e contrações.

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DECRETO Nº 6.571, DE 17 DE SETEMBRO DE 2008. Dispõe sobre o atendimento educacional especializado, regulamenta o parágrafo único do art. 60 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e acrescenta dispositivo ao Decreto no 6.253, de 13 de novembro de 2007 O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, e tendo em vista o disposto no art. 208, inciso III, ambos da Constituição, no art. 60, parágrafo único, da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e no art. 9o, § 2o, da Lei no 11.494, de 20 de junho de 2007, DECRETA: Art. 1o A União prestará apoio técnico e financeiro aos sistemas públicos de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na forma deste Decreto, com a finalidade de ampliar a oferta do atendimento educacional especializado aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, matriculados na rede pública de ensino regular. § 1º Considera-se atendimento educacional especializado o conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos organizados institucionalmente, prestado de forma complementar ou suplementar à formação dos alunos no ensino regular. § 2o O atendimento educacional especializado deve integrar a proposta pedagógica da escola, envolver a participação da família e ser realizado em articulação com as demais políticas públicas. Art. 2o São objetivos do atendimento educacional especializado: I - prover condições de acesso, participação e aprendizagem no ensino regular aos alunos referidos no art. 1º; II - garantir a transversalidade das ações da educação especial no ensino regular; III - fomentar o desenvolvimento de recursos didáticos e pedagógicos que eliminem as barreiras no processo de ensino e aprendizagem; e IV - assegurar condições para a continuidade de estudos nos demais níveis de ensino. Art. 3o O Ministério da Educação prestará apoio técnico e financeiro às seguintes ações voltadas à oferta do atendimento educacional especializado, entre outras que atendam aos objetivos previstos neste Decreto: I - implantação de salas de recursos multifuncionais; II - formação continuada de professores para o atendimento educacional especializado; III - formação de gestores, educadores e demais profissionais da escola para a educação inclusiva; IV - adequação arquitetônica de prédios escolares para acessibilidade; V - elaboração, produção e distribuição de recursos educacionais para a acessibilidade; e VI - estruturação de núcleos de acessibilidade nas instituições federais de educação superior.

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R_COM_LBS0_T16_1: Decreto No. 6.571 de 17 de setembro de 2008.

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§ 1o As salas de recursos multifuncionais são ambientes dotados de equipamentos, mobiliários e materiais didáticos e pedagógicos para a oferta do atendimento educacional especializado. § 2o A produção e distribuição de recursos educacionais para a acessibilidade incluem livros didáticos e paradidáticos em braile, áudio e Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS, laptops com sintetizador de voz, softwares para comunicação alternativa e outras ajudas técnicas que possibilitam o acesso ao currículo. § 3o Os núcleos de acessibilidade nas instituições federais de educação superior visam eliminar barreiras físicas, de comunicação e de informação que restringem a participação e o desenvolvimento acadêmico e social de alunos com deficiência. Art. 4o O Ministério da Educação disciplinará os requisitos, as condições de participação e os procedimentos para apresentação de demandas para apoio técnico e financeiro direcionado ao atendimento educacional especializado. Art. 5o Sem prejuízo do disposto no art. 3o, o Ministério da Educação realizará o acompanhamento e o monitoramento do acesso à escola por parte dos beneficiários do benefício de prestação continuada, em colaboração com os Ministérios da Saúde e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. Art. 6o O Decreto no 6.253, de 13 de novembro de 2007, passa a vigorar acrescido do seguinte artigo: “Art. 9o-A. Admitir-se-á, a partir de 1o de janeiro de 2010, para efeito da distribuição dos recursos do FUNDEB, o cômputo das matriculas dos alunos da educação regular da rede pública que recebem atendimento educacional especializado, sem prejuízo do cômputo dessas matrículas na educação básica regular. Parágrafo único. O atendimento educacional especializado poderá ser oferecido pelos sistemas públicos de ensino ou pelas instituições mencionadas no art. 14.” (NR) Art. 7o As despesas decorrentes da execução das disposições constantes deste Decreto correrão por conta das dotações próprias consignadas ao Ministério da Educação. Art. 8o Este Decreto entra em vigor na data da sua publicação. Brasília, 17 de setembro de 2008; 187º da Independência e 120º da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Fernando Haddad
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Educação no Brasil: a História das rupturas

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Educação no Brasil: a História das rupturas
José Luiz de Paiva Bello 2001 Introdução A História da Educação Brasileira não é uma História difícil de ser estudada e compreendida. Ela evolui em rupturas marcantes e fáceis de serem observadas. A primeira grande ruptura travou-se com a chegada mesmo dos portugueses ao território do Novo Mundo. Não podemos deixar de reconhecer que os portugueses trouxeram um padrão de educação próprio da Europa, o que não quer dizer que as populações que por aqui viviam já não possuíam características próprias de se fazer educação. E convém ressaltar que a educação que se praticava entre as populações indígenas não tinha as marcas repressivas do modelo educacional europeu. Num programa de entrevista na televisão o indigenísta Orlando Villas Boas contou um fato observado por ele numa aldeia Xavante que retrata bem a característica educacional entre os índios: Orlando observava uma mulher que fazia alguns potes de barro. Assim que a mulher terminava um pote seu filho, que estava ao lado dela, pegava o pote pronto e o jogava ao chão quebrando. Imediatamente ela iniciava outro e, novamente, assim que estava pronto, seu filho repetia o mesmo ato e o jogava no chão. Esta cena se repetiu por sete potes até que Orlando não se conteve e se aproximou da mulher Xavante e perguntou por que ela deixava o menino quebrar o trabalho que ela havia acabado de terminar. No que a mulher índia respondeu: "- Porque ele quer." Podemos também obter algumas noções de como era feita a educação entre os índios na série Xingu, produzida pela extinta Rede Manchete de Televisão. Neste seriado podemos ver crianças indígenas subindo nas estruturas de madeira das construções das ocas, numa altura inconcebivelmente alta. Quando os jesuítas chegaram por aqui eles não trouxeram somente a moral, os costumes e a religiosidade européia; trouxeram também os métodos pedagógicos. Este método funcionou absoluto durante 210 anos, de 1549 a 1759, quando uma nova ruptura marca a História da Educação no Brasil: a expulsão dos jesuítas por Marquês de Pombal. Se existia alguma coisa muito bem estruturada em termos de educação o que se viu a seguir foi o mais absoluto caos. Tentou-se as aulas régias, o subsídio literário, mas o caos continuou até que a Família Real, fugindo de Napoleão na Europa, resolve transferir o Reino para o Novo Mundo. Na verdade não se conseguiu implantar um sistema educacional nas terras brasileiras, mas a vinda da Família Real permitiu uma nova ruptura com a situação anterior. Para preparar terreno para sua estadia no Brasil D. João VI abriu Academias Militares, Escolas de Direito e Medicina, a Biblioteca Real, o Jardim Botânico e, sua iniciativa mais marcante em termos de mudança, a Imprensa Régia. Segundo alguns autores o Brasil foi finalmente "descoberto" e a nossa História passou a ter uma complexidade maior. A educação, no entanto, continuou a ter uma importância secundária. Basta ver que, enquanto

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Eles não se limitaram ao ensino das primeiras letras. Humanidades e Retórica. o Ratio Studiorum. Metafísica. tendo como mestre o Irmão Vicente Rodrigues. Comandados pelo Padre Manoel de Nóbrega. Pernambuco e Bahia). Irmão Vicente tornou-se o primeiro professor nos moldes europeus. mas a educação continua a ter as mesmas características impostas em todos os países do mundo. em 1570. Todas as escolas jesuítas eram regulamentadas por um documento.Educação no Brasil: a História das rupturas Página 2 de 11 nas colônias espanholas já existiam muitas universidades. mas se observarmos bem. meio e fim bem demarcado e facilmente observável. Os períodos foram divididos a partir das concepções do autor em termos de importância histórica. já era composta por cinco escolas de instrução elementar (Porto Seguro. incluindo D. Quando os jesuítas chegaram por aqui eles não trouxeram somente a moral. escrito por Inácio de Loiola. Período Jesuítico (1549 . No Brasil os jesuítas se dedicaram à pregação da fé católica e ao trabalho educativo.br/heb14. Pedro I e D. Se considerarmos a História como um processo em eterna evolução não podemos considerar este trabalho como terminado. além do curso elementar mantinham cursos de Letras e Filosofia. a nossa primeira Universidade só surgiu em 1934. vinte e um anos após a chegada. Perceberam que não seria possível converter os índios à fé católica sem que soubessem ler e escrever. http://www. e no curso de Filosofia estudava-se Lógica.pedagogiaemfoco. e durante mais de 50 anos dedicou-se ao ensino e a propagação da fé religiosa. Novas rupturas estão acontecendo no exato momento em que esse texto está sendo lido. que é a de manter o "status quo" para aqueles que freqüentam os bancos escolares. a educação brasileira não sofreu um processo de evolução que pudesse ser considerado marcante ou significativo em termos de modelo.htm 19/10/2011 . Moral. São Vicente. considerados secundários. De Salvador a obra jesuítica estendeu-se para o sul e. em terras brasileiras. contando apenas 21 anos.1759) A educação indígena foi interrompida com a chegada dos jesuítas. Concluindo podemos dizer que a Educação Brasileira tem um princípio. Com a Proclamação da República tentou-se várias reformas que pudessem dar uma nova guinada. D. para formação de sacerdotes. Por todo o Império. pouco se fez pela educação brasileira e muitos reclamavam de sua qualidade ruim. Matemática e Ciências Físicas e Naturais. em Salvador. em São Paulo. Os primeiros chegaram ao território brasileiro em março de 1549. No curso de Letras estudava-se Gramática Latina. os costumes e a religiosidade européia. João VI. Espírito Santo e São Paulo de Piratininga) e três colégios (Rio de Janeiro. E é isso que tentamos passar neste texto. Pedro II. trouxeram também os métodos pedagógicos. quinze dias após a chegada edificaram a primeira escola elementar brasileira. sendo que em 1538 já existia a Universidade de São Domingos e em 1551 a do México e a de Lima. de nível superior.pro. e o curso de Teologia e Ciências Sagradas. A educação brasileira evolui em saltos desordenados. Até os dias de hoje muito tem se mexido no planejamento educacional. Ilhéus. em diversas direções.

que não se encontravam sob a jurisdição jesuítica. Continuaram a funcionar o Seminário Episcospal. Enquanto os jesuítas preocupavam-se com o proselitismo e o noviciado. Os jesuítas foram expulsos das colônias em função de radicais diferenças de objetivos com os dos interesses da Corte. O sistema jesuítico foi desmantelado e nada que pudesse chegar http://www. no Pará. Grego e Retórica. O resultado da decisão de Pombal foi que. ou um imposto.htm 19/10/2011 . Lisboa passou por um terremoto que destruiu parte significativa da cidade e precisava ser reerguida. Se existia algo muito bem estruturado. Criou também a Diretoria de Estudos que só passou a funcionar após o afastamento de Pombal. No momento da expulsão os jesuítas tinham 25 residências. em termos de educação. 53 de Pernambuco. a Escola de Artes e Edificações Militares. Além disso. Período Pombalino (1760 . Pombal pensava em reerguer Portugal da decadência que se encontrava diante de outras potências européias da época. quando uma nova ruptura marca a História da Educação no Brasil: a expulsão dos jesuítas por Marquês de Pombal. e a Escola de Artilharia. de 1549 a 1759. no Rio de Janeiro. Além de exíguo. com professor único e uma não se articulava com as outras. vivenciou uma grande ruptura histórica num processo já implantado e consolidado como modelo educacional. A educação brasileira. Com eles levaram também a organização monolítica baseada no Ratio Studiorum. 199 do Rio de Janeiro e 133 do Pará. Desta ruptura. se as escolas da Companhia de Jesus tinham por objetivo servir aos interesses da fé. com isso. 36 missões e 17 colégios e seminários. na Bahia. Cada aula régia era autônoma e isolada.1808) Com a expulsão saíram do Brasil 124 jesuítas da Bahia. Criado em 1772 o “subsídio” era uma taxação. que incidia sobre a carne verde. a educação brasileira estava reduzida a praticamente nada. Ou seja. pouca coisa restou de prática educativa no Brasil. o que se viu a seguir foi o mais absoluto caos. Os professores geralmente não tinham preparação para a função. ao mesmo tempo em que suprimia as escolas jesuíticas de Portugal e de todas as colônias.pro. nunca foi cobrado com regularidade e os professores ficavam longos períodos sem receber vencimentos a espera de uma solução vinda de Portugal.pedagogiaemfoco.br/heb14. Através do alvará de 28 de junho de 1759. Pombal pensou em organizar a escola para servir aos interesses do Estado. Portugal logo percebeu que a educação no Brasil estava estagnada e era preciso oferecer uma solução. Eram nomeados por indicação ou sob concordância de bispos e se tornavam "proprietários" vitalícios de suas aulas régias. e os Seminários de São José e São Pedro. além de seminários menores e escolas de primeiras letras instaladas em todas as cidades onde havia casas da Companhia de Jesus. Pombal criava as aulas régias de Latim. já que eram improvisados e mal pagos.Educação no Brasil: a História das rupturas Página 3 de 11 Este modelo funcionou absoluto durante 210 anos. Para isso instituiu o "subsídio literário" para manutenção dos ensinos primário e médio. no princípio do século XIX. A educação jesuítica não convinha aos interesses comerciais emanados por Pombal. o vinho. o vinagre e a aguardente.

Em 1826 um Decreto institui quatro graus de instrução: Pedagogias (escolas primárias). preparando terreno propício para as questões políticas que permearam o período seguinte da História do Brasil.pedagogiaemfoco. João VI volta a Portugal em 1821. Período Joanino (1808 – 1821) A vinda da Família Real. em 1808. na tentativa de se suprir a falta de professores institui-se o Método Lancaster. a Biblioteca Real. um fenômeno chamado civilização e cultura". A educação. a Imprensa Régia. o Brasil foi finalmente "descoberto" e a nossa História passou a ter uma complexidade maior. Em 1827 um projeto de lei propõe a criação de pedagogias em todas as cidades e vilas. onde funcionava o Seminário de São Joaquim. a educação brasileira perdeu-se mais uma vez. Ginásios e Academias. Para o professor Lauro de Oliveira Lima (1921. João VI abriu Academias Militares. pelas dimensões do país. além de prever o exame na seleção de professores. Graças a isso. D. O Art. significou a permissão dada aos 'brasileiros' (madereiros de pau-brasil) de tomar conhecimento de que existia. http://www. Se houve intenção de bons resultados não foi o que aconteceu. Liceus.) "a 'abertura dos portos'. Pedro I proclama a Independência do Brasil e. para nomeação. Escolas de Direito e Medicina. Em 1823. Para atender as necessidades de sua estadia no Brasil. ou do "ensino mútuo". em 1835. no entanto. Em 1822 seu filho D. 179 desta Lei Magna dizia que a "instrução primária é gratuita para todos os cidadãos". em 1824. Segundo alguns autores. com o objetivo de se tornar um modelo pedagógico para o curso secundário. além do significado comercial da expressão.pro. já que. em Niterói. continuou a ter uma importância secundária.br/heb14. o Jardim Botânico e. na cidade do Rio de Janeiro.Educação no Brasil: a História das rupturas Página 4 de 11 próximo deles foi organizado para dar continuidade a um trabalho de educação. permitiu uma nova ruptura com a situação anterior.htm 19/10/2011 . é criado o Colégio Pedro II. Efetivamente o Colégio Pedro II não conseguiu se organizar até o fim do Império para atingir tal objetivo. no mundo. onde um aluno treinado (decurião) ensinava um grupo de dez alunos (decúria) sob a rígida vigilância de um inspetor. Em 1834 o Ato Adicional à Constituição dispõe que as províncias passariam a ser responsáveis pela administração do ensino primário e secundário. Período Imperial (1822 . Propunha ainda a abertura de escolas para meninas. surge a primeira Escola Normal do país. obtendo resultados pífios. outorga a primeira Constituição brasileira. O surgimento da imprensa permitiu que os fatos e as idéias fossem divulgados e discutidos no meio da população letrada. Em 1837.1888) D. sua iniciativa mais marcante em termos de mudança.

já que não respeitava os princípios pedagógicos de Comte. no que se refere à educação. em 1889 praticamente nada se fez de concreto pela educação brasileira. a fundação do Partido Comunista (1922). a de Fernando de Azevedo.br/heb14. Retomando a orientação positivista. O Imperador D. em 1925. em Pernambuco. pretendeu que o curso secundário se tornasse formador do cidadão e não como simples promotor a um nível seguinte. afirmou que gostaria de ser "mestre-escola". Apesar de sua afeição pessoal pela tarefa educativa. O Código Epitácio Pessoa. Na organização escolar percebe-se influência da filosofia positivista. um sistema educacional. Esta Reforma foi bastante criticada: pelos positivistas. Além disso. a de Francisco Campos e Mario Casassanta. no Distrito Federal (atual Rio de Janeiro). Pedro II. a Semana de Arte Moderna (1922). http://www. A Reforma de Benjamin Constant tinha como princípios orientadores a liberdade e laicidade do ensino.htm 19/10/2011 . e de freqüência. prega ainda a abolição do diploma em troca de um certificado de assistência e aproveitamento e transfere os exames de admissão ao ensino superior para as faculdades. A década de vinte foi marcada por diversos fatos relevantes no processo de mudança das características políticas brasileiras. para que se criasse.Educação no Brasil: a História das rupturas Página 5 de 11 Até a Proclamação da República. no Brasil. entendendo-se como a possibilidade de oferta de ensino que não seja por escolas oficiais. a Revolta Tenentista (1924) e a Coluna Prestes (1924 a 1927). em 1928. Os resultados desta Reforma foram desastrosos para a educação brasileira. em sua gestão. como também a gratuidade da escola primária. prega a liberdade de ensino. no Ceará. a sociologia e a moral. a de Anísio Teixeira. Uma das intenções desta Reforma era transformar o ensino em formador de alunos para os cursos superiores e não apenas preparador. em Minas.pedagogiaemfoco. em 1928 e a de Carneiro Leão. pelos que defendiam a predominância literária. como as de Lourenço Filho. foram realizadas diversas reformas de abrangência estadual.1929) A República proclamada adotou o modelo político americano baseado no sistema presidencialista.pro. Foi nesta década que ocorreu o Movimento dos 18 do Forte (1922). na Bahia. tornando o ensino enciclopédico. A Reforma Rivadávia Correa. já que o que ocorreu foi o acréscimo de matérias científicas às tradicionais. a parte literária em detrimento da científica. Período da Primeira República (1889 . quando perguntado que profissão escolheria não fosse Imperador. Outra intenção era substituir a predominância literária pela científica. em 1927. de 1901. pouco foi feito. assim. Num período complexo da História do Brasil surge a Reforma João Luiz Alves que introduz a cadeira de Moral e Cívica com a intenção de tentar combater os protestos estudantis contra o governo do presidente Arthur Bernardes. acentuando. em 1923. inclui a lógica entre as matérias e retira a biologia. Estes princípios seguiam a orientação do que estava estipulado na Constituição brasileira. de 1911. Além disso.

enfatizando o ensino profissional para as classes mais desfavorecidas. por iniciativa do governador Armando Salles Oliveira. que a educação é direito de todos.pedagogiaemfoco. cria a Universidade do Distrito Federal. primárias e secundárias.1936) A Revolução de 30 foi o marco referencial para a entrada do Brasil no mundo capitalista de produção. A orientação político-educacional para o mundo capitalista fica bem explícita em seu texto sugerindo a preparação de um maior contingente de mão-de-obra para as novas atividades abertas pelo mercado. influenciando a Constituição de 1934. e o trabalho manual. Em 1932 um grupo de educadores lança à nação o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. profundamente ricas no período anterior. As conquistas do movimento renovador. por iniciativa do Ministro Gustavo Capanema. redigido por Fernando de Azevedo e assinado por outros conceituados educadores da época. e são compostas por Decretos-lei que criam o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI e valoriza o ensino http://www. são reformados alguns ramos do ensino. Em 1942. faz com que as discussões sobre as questões da educação. Marca uma distinção entre o trabalho intelectual. Estes Decretos ficaram conhecidos como "Reforma Francisco Campos". devendo ser ministrada pela família e pelos Poderes Públicos. no atual município do Rio de Janeiro.br/heb14. A primeira a ser criada e organizada segundo as normas do Estatuto das Universidades Brasileiras de 1931. Neste sentido a nova Constituição enfatiza o ensino pré-vocacional e profissional. do período anterior. Em 1935 o Secretário de Educação do Distrito Federal. para as classes mais favorecidas. Mantém ainda a gratuidade e a obrigatoriedade do ensino primário Também dispõe como obrigatório o ensino de trabalhos manuais em todas as escolas normais. Anísio Teixeira.pro. pela primeira vez. Em 1934 a nova Constituição (a segunda da República) dispõe. foi criado o Ministério da Educação e Saúde Pública e. Ainda em 1934. foram enfraquecidas nessa nova Constituição de 1937. Por outro lado propõe que a arte. A nova realidade brasileira passou a exigir uma mão-deobra especializada e para tal era preciso investir na educação. em 1930. foi criada a Universidade de São Paulo. Estas Reformas receberam o nome de Leis Orgânicas do Ensino.htm 19/10/2011 . A acumulação de capital.1945) Refletindo tendências fascistas é outorgada uma nova Constituição em 1937. tirando do Estado o dever da educação. o governo provisório sanciona decretos organizando o ensino secundário e as universidades brasileiras ainda inexistentes. em 1931. entrem "numa espécie de hibernação". Sendo assim. No contexto político o estabelecimento do Estado Novo.Educação no Brasil: a História das rupturas Página 6 de 11 Período da Segunda República (1930 . permitiu com que o Brasil pudesse investir no mercado interno e na produção industrial. segundo a historiadora Otaíza Romanelli. Período do Estado Novo (1937 . com uma Faculdade de Educação na qual se situava o Instituto de Educação. a ciência e o ensino sejam livres à iniciativa individual e à associação ou pessoas coletivas públicas e particulares.

na área da Educação. em Salvador.pro. O ensino ficou composto. as discussões mais marcantes relacionaram-se à questão da responsabilidade do Estado quanto à educação.SENAC. presidida pelo educador Lourenço Filho. Estado do Ceará. O ensino colegial perdeu o seu caráter propedêutico. o Ministro Clemente Mariani. Apesar dessa divisão do ensino secundário. Esta comissão. Depois de 13 anos de acirradas discussões foi promulgada a Lei 4. Esta nova Constituição. no Estado da Bahia. dando início a uma luta ideológica em torno das propostas apresentadas. Ainda em 1946 o então Ministro Raul Leitão da Cunha regulamenta o Ensino Primário e o Ensino Normal. após a apresentação de um substitutivo do Deputado Carlos Lacerda.Educação no Brasil: a História das rupturas Página 7 de 11 profissionalizante. em Fortaleza. Baseado nas doutrinas emanadas pela Carta Magna de 1946. prevalecendo as reivindicações da Igreja Católica e dos donos de estabelecimentos particulares de ensino no confronto com os que defendiam o monopólio estatal para a oferta da educação aos brasileiros. inspirada nos princípios proclamados pelos Pioneiros. a nova Constituição fez voltar o preceito de que a educação é direito de todos. Num primeiro momento as discussões estavam voltadas às interpretações contraditórias das propostas constitucionais.br/heb14. nos primeiros anos da década de 30. reunindo cerca de 90% dos alunos do colegial. cria uma comissão com o objetivo de elaborar um anteprojeto de reforma geral da educação nacional. e a participação das instituições privadas de ensino. quatro de curso ginasial e três de colegial. inspirados nos educadores da velha geração de 1930. o mais fértil da História da Educação no Brasil: em 1950. Anísio Teixeira inaugura o Centro Popular de Educação (Centro Educacional Carneiro Ribeiro). neste período. Se as discussões sobre a Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional foi o fato marcante. talvez. Além disso. atendendo as mudanças exigidas pela sociedade após a Revolução de 1930.1963) O fim do Estado Novo consubstanciou-se na adoção de uma nova Constituição de cunho liberal e democrático.pedagogiaemfoco. e passou a se preocupar mais com a formação geral. uma para o Ensino Médio e outra para o Ensino Superior. além de criar o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial . podendo ser na modalidade clássico ou científico. era organizada em três subcomissões: uma para o Ensino Primário. por cinco anos de curso primário.024. por outro lado muitas iniciativas marcaram este período como. a predominância recaiu sobre o científico. Num momento posterior. no Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. em 20 de dezembro de 1961. Período da Nova República (1946 . sem a pujança do anteprojeto original. criada http://www. de preparatório para o ensino superior. cuja didática. em 1953 a educação passa a ser administrada por um Ministério próprio: o Ministério da Educação e Cultura. Em novembro de 1948 este anteprojeto foi encaminhado à Câmara Federal. entre clássico e científico. o educador Lauro de Oliveira Lima inicia uma didática baseada nas teorias científicas de Jean Piaget: o Método Psicogenético. em 1952. determina a obrigatoriedade de se cumprir o ensino primário e dá competência à União para legislar sobre diretrizes e bases da educação nacional.htm 19/10/2011 . dando início a sua idéia de escola-classe e escola-parque. em 1961 a tem inicio uma campanha de alfabetização.

692. propunha alfabetizar em 40 horas adultos analfabetos.br/heb14.1985) Em 1964. em sua didática. Período da Abertura Política (1986 . passaram a assumir postos na área da educação e a concretizar discursos em nome do saber pedagógico. O Regime Militar espelhou na educação o caráter anti-democrático de sua proposta ideológica de governo: professores foram presos e demitidos.. à didática. distantes do conhecimento pedagógico. http://www. em 1962 é criado o Conselho Federal de Educação.. os estudantes foram calados e a União Nacional dos Estudantes proibida de funcionar. Para isso contribuiu a participação mais ativa de pensadores de outras áreas do conhecimento que passaram a falar de educação num sentido mais amplo do que as questões pertinentes à escola. onde qualquer expressão popular contrária aos interesses do governo era abafada. É no período mais cruel da ditadura militar. em 1971.pedagogiaemfoco. do expurgado Método Paulo Freire. E. que substitui o Conselho Nacional de Educação e os Conselhos Estaduais de Educação e.htm 19/10/2011 . Período do Regime Militar (1964 . A característica mais marcante desta Lei era tentar dar a formação educacional um cunho profissionalizante. aproveitando-se. foi criado o vestibular classificatório.Educação no Brasil: a História das rupturas Página 8 de 11 pelo pernambucano Paulo Freire. por questões políticas durante o Regime Militar. Não conseguiu. ainda em 1962 é criado o Plano Nacional de Educação e o Programa Nacional de Alfabetização. universidades foram invadidas. inspirado no Método Paulo Freire. pelo Ministério da Educação e Cultura. acabou por ser extinto e. Impedidos de atuarem em suas funções. O MOBRAL propunha erradicar o analfabetismo no Brasil. e alguns foram mortos.2003) No fim do Regime Militar a discussão sobre as questões educacionais já haviam perdido o seu sentido pedagógico e assumido um caráter político. no seu lugar criou-se a Fundação Educar. muitas vezes pela violência física. o Decreto-Lei 477 calou a boca de alunos e professores. a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. que é instituída a Lei 5. Para erradicar o analfabetismo foi criado o Movimento Brasileiro de Alfabetização – MOBRAL.pro. mas não conseguiam vaga para estudar). à relação direta entre professor e estudante e à dinâmica escolar em si mesma. estudantes foram presos e feridos. profissionais de outras áreas. um golpe militar aborta todas as iniciativas de se revolucionar a educação brasileira. nos confronto com a polícia. Para acabar com os "excedentes" (aqueles que tiravam notas suficientes para serem aprovados. Neste período deu-se a grande expansão das universidades no Brasil. entre denúncias de corrupção. à sala de aula. sob o pretexto de que as propostas eram "comunizantes e subversivas".

um Projeto de Lei para uma nova LDB foi encaminhado à Câmara Federal. para serem aproveitados pelos estudantes em suas vidas práticas. Logo no início de sua gestão. foi o trabalho do economista e Ministro da Educação Paulo Renato de Souza. O mais contestado deles foi o Exame Nacional de Cursos e o seu "Provão". estão priorizadas na aprendizagem dos estudantes. Esta mudança tornou o Conselho menos burocrático e mais político. em 1992.pro.htm 19/10/2011 . o exame não diferencia as regiões do país. é levada em consideração como avaliação das instituições. temos que reconhecer que. Como fizeram os países do bloco conhecidos como Tigres Asiáticos. que é mais o de manter o "status quo". nossa educação só teve caráter nacional no período da Educação jesuítica. contada a partir do descobrimento. a educação brasileira não evoluiu muito no que se refere à questão da qualidade. para aqueles que freqüentam os bancos escolares. vinculado ao Ministério da Educação e Cultura. meio e fim bem demarcado e facilmente observável. do fim do Regime Militar aos dias de hoje.br/heb14. No ano seguinte o Deputado Jorge Hage enviou à Câmara um substitutivo ao Projeto e. embora existam outros critérios. Ela é feita em rupturas marcantes. jamais houve execução de tantos projetos na área da educação numa só administração. Ou como fez Cuba que. é que os estudantes não aprendem o que as escolas se propõem a ensinar. Embora os Parâmetros Curriculares Nacionais estejam sendo usados como norma de ação. através de uma Medida Provisória extinguiu o Conselho Federal de Educação e criou o Conselho Nacional de Educação. o Senador Darcy Ribeiro apresenta um novo Projeto que acabou por ser aprovado em dezembro de 1996. Somente uma avaliação realizada em 2002 mostrou que 59% dos estudantes que concluíam a 4ª série do Ensino Fundamental não sabiam ler e escrever. É provável que estejamos próximos de uma nova ruptura. onde em cada período determinado teve características próprias. pelo Deputado Octávio Elísio. em 1988. criando soluções novas em respeito às características brasileiras. E esperamos que ela venha com propostas desvinculadas do modelo europeu de educação. por dados oferecidos pelo próprio Ministério da Educação. de todos os níveis. mas a educação continua a ter as mesmas características impostas em todos os países do mundo. que buscaram soluções para seu desenvolvimento econômico investindo em educação. por decisão política de governo. onde os alunos das universidades têm que realizar uma prova ao fim do curso para receber seus diplomas. As avaliações. Após isso o que se presenciou foi o caos e muitas propostas desencontradas que pouco contribuíram para o desenvolvimento da qualidade da educação oferecida. Mesmo que possamos não concordar com a forma como foram executados alguns programas. erradicou o analfabetismo em apenas um ano e trouxe para a sala de aula todos os cidadãos cubanos. em que os alunos podem simplesmente assinar a ata de presença e se retirar sem responder nenhuma questão. http://www. a fase politicamente marcante na educação. Além do mais. oito anos após o encaminhamento do Deputado Octávio Elísio. O que podemos notar. Esta prova. em toda a História da Educação no Brasil. entre outras questões.Educação no Brasil: a História das rupturas Página 9 de 11 No bojo da nova Constituição. Concluindo podemos dizer que a História da Educação Brasileira tem um princípio. Neste período. A bem da verdade. e menos de oferecer conhecimentos básicos.pedagogiaemfoco. apesar de toda essa evolução e rupturas inseridas no processo. Até os dias de hoje muito tem se mexido no planejamento educacional.

pro. http://www.Educação no Brasil: a História das rupturas Página 10 de 11 Na evolução da História da Educação brasileira a próxima ruptura precisaria implantar um modelo que fosse único.pedagogiaemfoco.htm 19/10/2011 .br/heb14. que atenda às necessidades de nossa população e que seja eficaz.

ed. História da educação no Brasil. 1995. José Luiz de Paiva. 1969.Educação no Brasil: a História das rupturas Página 11 de 11 REFERÊNCIAS LIMA. ________ . PILLETTI.br/heb14. 13. Para referência desta página: BELLO. 2001. Estrutura e funcionamento do ensino de 2o grau. 22.pedagogiaemfoco. ed. Rio de Janeiro. Estórias da educação no Brasil: de Pombal a Passarinho.htm 19/10/2011 . Petrópolis: Vozes. São Paulo: Ática. Pedagogia em Foco. 6. ROMANELLI. Educação no Brasil: a História das rupturas. Estrutura e funcionamento do ensino de 1o grau. Rio de Janeiro: Brasília. São Paulo: Ática. 3. 363 p. 1991. ed.pro.pro. ed.htm>. História da educação no Brasil. 3. Nelson. 1996a. Lauro de Oliveira. Disponível em: <http://www. Acesso em: dia mes ano http://www.br/heb14. 1996. São Paulo: Ática. ed. Otaíza de Oliveira.pedagogiaemfoco. ________ .

LEI Nº 9. III – professores com especialização adequada em nível médio ou superior. Art. inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo. 59 .394 de 20 de dezembro de 1996. especializadas e com atuação exclusiva em educação especial. 12:43 Você acessou como Ubaldo Ridney de Jesus Rizzaldo Junior (R_Emu R216) (Sair) http://campus10. 9.br/eduead/mod/resource/view.394 de 20 de dezembro de 1996. independentemente do apoio às instituições previstas neste artigo. sempre que. para os efeitos desta Lei.394 de 20 de dezembro de 1996 CAPITULO V DA EDUCAÇÃO ESPECIAL Art. na escola regular. Parágrafo único. Última atualização: terça. mediante articulação com os órgãos oficiais afins. a ampliação do atendimento aos educandos com necessidades especiais na própria rede pública regular de ensino. durante a educação infantil. 58 .com. dever constitucional do Estado.. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais: I – currículos. serviços de apoio especializado. recursos educativos e organização específicos. bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns. 15 fevereiro 2011. §1º Haverá. não for possível a sua integração nas classes comuns do ensino regular. ► Campus► R_COM_LBS0_T16_1► Recursos► Lei No. como alternativa preferencial. e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados. em virtude de suas deficiências.unimesvirtual. Página 1 de 2 ◄ Seguir para. oferecida preferencialmente na rede regular de ensino. métodos.php?id=19907 19/10/2011 . IV – educação especial para o trabalho. para atendimento especializado. para fins de apoio técnico e financeiro pelo Poder público. para atender às suas necessidades. 9.. §3º A oferta da educação especial. em função das condições específicas dos alunos. Entende-se por educação especial. Art. escolas ou serviços especializados. 60 . para atender as peculiaridades da clientela de educação especial. visando a sua efetiva integração na vida em sociedade. para educandos portadores de necessidades especiais. quando necessário. §2º O atendimento educacional será feito em classes. tem início na faixa etária de zero a seis anos. bem como para aqueles que apresentam uma habilidade superior nas áreas artística. técnicas. a modalidade de educação escolar. II – terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental. O poder Público adotará. Os órgãos normativos dos sistemas de ensino estabelecerão critérios de caracterização das instituições privadas sem fins lucrativos.R_COM_LBS0_T16_1: Lei No. intelectual ou psicomotora. V – acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular.

com.php?id=19907 19/10/2011 .br/eduead/mod/resource/view. Página 2 de 2 R_COM_LBS0_T16_1 http://campus10.unimesvirtual.394 de 20 de dezembro de 1996. 9.R_COM_LBS0_T16_1: Lei No.

Libras a forma de comunicação e expressão. como parte integrante dos Parâmetros Curriculares Nacionais .º 10. por parte do poder público em geral e empresas concessionárias de serviços públicos.436 de 24 de abril de 2002. Página 1 de 2 ◄ Seguir para. 2º Deve ser garantido. 3º As instituições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos de assistência à saúde devem garantir atendimento e tratamento adequado aos portadores de deficiência auditiva. formas institucionalizadas de apoiar o uso e difusão da Língua Brasileira de Sinais . conforme legislação vigente.Libras e dá outras providências. com estrutura gramatical própria. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art.. LEI N. Art. 10. constituem um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos.unimesvirtual. 181º da Independência e 114º da República. em que o sistema lingüístico de natureza visual-motora. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Paulo Renato Souza Última atualização: terça.Libras não poderá substituir a modalidade escrita da língua portuguesa. Parágrafo único.br/eduead/mod/resource/view.Libras e outros recursos de expressão a ela associados. do ensino da Língua Brasileira de Sinais .php?id=19906 19/10/2011 . A Língua Brasileira de Sinais . ► Campus► R_COM_LBS0_T16_1► Recursos► Lei No. Art. municipais e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos de formação de Educação Especial.436 de 24 de abril de 2002.R_COM_LBS0_T16_1: Lei No. de Fonoaudiologia e de Magistério.Libras como meio de comunicação objetiva e de utilização corrente das comunidades surdas do Brasil. de acordo com as normas legais em vigor.436 de 24 de abril de 2002 Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais . Brasília. oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.Libras. 24 de abril de 2002.. 15 fevereiro 2011.com. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais . 10. em seus níveis médio e superior. 4º O sistema educacional federal e os sistemas e ducacionais estaduais. Art.PCNs. Parágrafo único. 12:41 Você acessou como Ubaldo Ridney de Jesus Rizzaldo Junior (R_Emu R216) (Sair) http://campus10. 1º É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais .

br/eduead/mod/resource/view.php?id=19906 19/10/2011 .com.unimesvirtual. Página 2 de 2 R_COM_LBS0_T16_1 http://campus10.R_COM_LBS0_T16_1: Lei No.436 de 24 de abril de 2002. 10.

Deficiência auditiva adquirida: o indivíduo adquire a perda de audição no transcorrer da vida (causas pós-natais). sífilis.name Página 1 de 12 O aluno com surdez Simone Ghedini Costa Milanez A deficiência auditiva é a diminuição da acuidade para ouvir sons. medicamentos ototóxicos. devido a fatores que afetam o ouvido externo (OE). Os fatores relacionados são anóxia de parto.com. . doenças adquiridas pela mãe (rubéola. o provável sucesso desta intervenção.Causas pré-natais: o distúrbio ocorre antes do nascimento.Detecta ruídos muito intensos (bombas. . caxumba. Pode ocorrer antes do período de aquisição da linguagem oral (pré-lingual) ou após o mesmo (póslingual). 4Características da comunicação oral na deficiência auditiva profunda: .Quanto às causas da deficiência auditiva: Podem ser divididas de acordo com a época de acometimento do sistema auditivo: .Adquiri a linguagem oral espontaneamente. No Quadro 1.Não percebe todos os sons da fala com mesma clareza. dentre os quais destacamos a localização da deficiência auditiva. as conseqüências destes prejuízos. podemos visualizar a classificação segundo quatro autores. - http://campus10.Quanto à localização da deficiência auditiva: A perda auditiva pode resultar de problemas em qualquer uma das partes do sistema auditivo (OE.Pode adquirir vocábulos isolados se a família estiver atenta. Autores Classificação Streng (1960) Davis & Silvermam (1985) OMS (1980) Boothroyd (1982) Normal 0-25 0-25 0-15 Prejuízos brandos 20-30 Leve 30-40 26-40 26-40 15-30 Moderado 40-60 41-70 41-55 31-60 Severo 60-80 71-90 56-90 61-90 Profundo Acima de 80 Acima de 90 Acima de 90 Acima de 90 DEFICIÊNCIA AUDITIVA E O DESENVOLVIMENTO DA COMUNICAÇÃO 1Características da comunicação oral na deficiência auditiva leve: . tais como sarampo. prematuridade e pós-maturidade.Dificuldade em perceber a fala em ambientes ruidosos. a época de instalação da deficiência auditiva.São crianças desatentas e com dificuldade no aprendizado da leitura e da escrita.Causas peri-natais: quando a audição é acometida durante o nascimento ou nas primeiras horas de vida.Indicação do uso do AASI. . .Percebe todos os sons da fala. Dificilmente é colocado o aparelho de amplificação sonora individual (AASI).Pode perceber sons fortes. médio (OM) ou interno (OI). ou ainda. . o tipo de intervenção que é possível e.Usam fala jargonada. OM. 3Características da comunicação oral na deficiência auditiva severa: .Não detecta os sons da fala o que impede o desenvolvimento da linguagem oral. . lesões no nervo auditivo. . 4. traumatismo de parto. entre outros. exposição a raio X e consangüinidade.php?id=19859 16/10/2011 .br/eduead/mod/book/print. baixo peso.unimesvirtual. otites recorrentes e traumatismo crânio-encefálico. fumo e álcool. ainda na vida intra-uterina. Com base nesta definição e em dados de exames audiológicos. Dentre estas causas destacamos as doenças infecto-contagiosas adquiridas pela criança. . o grau da deficiência auditiva em decibéis (dB). indicado pela perda em dB. drogas ototóxicas. . é determinado por vários fatores.Características da comunicação oral na deficiência auditiva moderada: .Deficiência auditiva congênita: a criança nasce com a perda de audição em decorrência de fatores pré e peri-natais. e OI) individualmente ou em combinação.Podem usar gestos indicativos e ou representativos.Quanto ao grau da deficiência auditiva em dB: A deficiência auditiva pode ser classificada de acordo com os limiares tonais obtidos durante a realização da audiometria tonal. . citomegalovírus). 2. . 3Quanto à época de instalação da deficiência auditiva: . . Estão envolvidos fatores genéticos e hereditários.Causas pósnatais: o acometimento do sistema auditivo ocorre após o nascimento. motores potentes). . .Apresenta alterações articulatórias (trocas na fala).O problema é tardiamente descoberto.Indicação de AASI. a estabilidade do limiar e a coexistência de outros fatores. . as causas da deficiência auditiva. Quadro 1 – Classificação da surdez quanto ao grau de comprometimento. 2. meningite. .Dificilmente adquiri fala e linguagem espontaneamente. toxoplasmose. .Utiliza-se da leitura orofacial (LOF).Geralmente há atraso na aquisição da linguagem oral. 1.

O circuito é montado de acordo com as características da perda auditiva e são esteticamente mais aceitos por serem de menor tamanho. Sua função é levar diretamente ao nervo auditivo a informação sonora previamente transformada em sinais elétricos. conferindo ao usuário maior consciência sonora. maiores serão as suas dificuldades para aproveitar a audição residual para se comunicar. quando os aparelhos de amplificação sonora individual foram difundidos.Treinamento fonoarticulatório A articulação é a parte mecânica da emissão dos sons e palavras. facilitando a audição do surdo. da forma mais satisfatória e adequada possível. 1997). Normalmente. No processo de aprendizagem da leitura orofacial.php?id=19859 16/10/2011 . o sucesso do treinamento auditivo só pode ser medido em termos de percepção. o sinal auditivo que a criança surda recebe não é suficiente para compreender por completo a recepção lingüística. 3. servem anatomicamente para o usuário. ritmo da fala. quanto maior a perda auditiva. Em alguns casos. TÉCNICAS E RECURSOS USADOS PARA A COMUNICAÇÃO COM O ALUNO COM SURDEZ 1. possibilitando a articulação dos fonemas com qualidade vocal. A LOF é difícil e permite apenas uma compreensão limitada da mensagem. Em função da dificuldade auditiva. contribua na melhora dos seus processos comunicativos. mas aumenta a possibilidade. 1974). sendo um meio necessário para a expressão oral. idade e a motivação. respeitando o seu desenvolvimento e suas necessidades. A leitura orofacial é um comportamento que pode ser aprendido.br/eduead/mod/book/print. o professor deve adequar a seleção do fonema e da palavra para cada aluno. voz. Entretanto. São indicados para qualquer grau de perda auditiva. 2. As emissões orais estão vinculadas a um conjunto de atuações do sistema respiratório e do digestivo. APARELHOS DE AMPLIFICAÇÃO SONORA INDIVIDUAIS O uso do AASI tem como finalidade a amplificação sonora. Adquirir e desenvolver a fala exige.Leitura orofacial (LOF) A leitura orofacial é definida como a capacidade de compreender uma mensagem falada por meio de pistas visuais a partir do movimento de lábios e expressão da face (Kozlowski. da memória. Cada aluno surdo pode aproveitar o treinamento auditivo. o treino específico das estruturas fonoarticulatórias deve ser realizado por http://campus10. 1. O som é mais natural. Dependente das capacidades sensoriais. principalmente.Aparelhos Intra-aurais Os componentes estão inseridos na área da concha e meato acústico externo do usuário e. muitas vezes.Desenvolvimento da Função Auditiva Após 1945. O objetivo não é melhorar a audição. da atenção e de processos lingüísticos. Desta forma. a audição na medida em que os aspectos articulatórios e prosódicos contidos na fala pressupõem a retenção de uma imagem acústica que possibilitará o monitoramento da própria fala. principalmente os relacionados com a linguagem oral. devemos considerar alguns aspectos importantes que podem interferir ou influenciar o processo: percepção visual. É o instrumento utilizado para facilitar a educação e o desenvolvimento psico-social e intelectual do aluno surdo. É considerado o principal componente do processo de reabilitação do indivíduo. exigindo para isso um treinamento de fala que envolve componentes essenciais: respiração. principalmente. pela mensagem e pelo meio ambiente (Erber. códigos nãoverbais. uma vez que determinadas lesões na cóclea ou vias auditivas comprometem a identificação e discriminação de determinados tipos de sons. IMPLANTE COCLEAR O Implante Coclear (IC) é um dispositivo que proporciona às pessoas com perda auditiva profunda uma audição útil e uma maior habilidade quanto à comunicação. depois de confeccionados. da capacidade que o indivíduo pode ter para utilizar e associar códigos verbais e não-verbais. mas estimular os resíduos auditivos do indivíduo que tenha alguma perda auditiva. vogais.com. melhora na leitura orofacial. 2. meio ambiente. por meio do aparelho de amplificação sonoro individual (AASI). quando associada à informação de outros meios sensoriais. independente do seu grau da perda auditiva. Os códigos utilizados podem ser fornecidos pelo locutor. a única possibilidade de a criança surda poder ter acesso à língua oral é por meio da leitura orofacial. a criança ainda ouve um som distorcido. o aluno surdo fica impossibilitado de desenvolver padrões adequados. Mesmo aumentando a amplificação dos sons. São encontrados em vários tamanhos e cores e possuem espaço suficiente para acomodar vários controles. entonação e articulação dos fonemas. consoantes e suas combinações. fatores de facilitação.Aparelhos Retroauriculares Todos os seus componentes estão colocados em uma pequena caixa que se adapta atrás do pavilhão auricular.unimesvirtual. preso ao molde por meio de um tubo plástico. para que desta forma.name Página 2 de 12 Indicação AASI e LIBRAS. pois seu efeito é direcional e a saída do receptor é mais próxima à membrana do tímpano. Os estudos e atuações práticas têm demonstrado que. no controle da voz e na discriminação verbal. Em muitos casos. como no caso da leitura orofacial. é que se tornou totalmente aceita a reabilitação auditiva.

16 outubro 2011.M. semânticas e pragmáticas. sua aquisição promove o desenvolvimento cognitivo – lingüístico – emocional paralelo ao verificado na criança ouvinte. visto que. MOURA. Merida: Ceprosord. KOZLOWSKI. 4. A percepção auditiva e visual da fala. M. se constitui em uma língua viso-espacial adquirida naturalmente por essa população. o estabelecimento do sistema lingüístico da pessoa surda ocorre a partir da informação visual. 2000. autônoma na sua estrutura. C. Tecnologia da Informação e Inclusão Digital. QUADROS. P. La increible y triste historia de la sordera. A educação de surdos: a aquisição da linguagem. 1990. São Paulo: Pioneira.unimesvirtual. fundamental para o processo de escolarização. J. Hearing impairments in children. São Paulo: Plexus.M. Entretanto. GOLDFELD. que poderá usar tal língua como instrumento efetivo de comunicação com os alunos com surdez.usp. M. Língua de Sinais Brasileira. 1997. GÓES. v. Porto Alegre: Artes Médicas. Aquisição e desenvolvimento da linguagem. Campinas. BEVILACQUA. L.. trabalhos lingüísticos iniciados por Stokoe (1960). MULLER. Mas é de fundamental importância que esse trabalho deva estar vinculado com as atividades escolares. a Língua de Sinais se constitui em um elemento insubstituível ao desenvolvimento da simbolização e da conceitualização. FERNANDES. sintáticas. Site: Campus . R. I Seminário ATIID Acessibilidade. OLIVEIRA. A criança surda. que tem uma identidade própria. também da escola. F. QUADROS. 2ª ed 1999.2. O acesso à Língua de Sinais dependerá do envolvimento da família com falantes nativos da Língua de Sinais e. Além disso. O surdo: caminhos para uma nova identidade. MARTIN. H.Unimes Virtual Curso: Língua Brasileira de Sinais – Libras Livro: O aluno com surdez Impresso por: Ubaldo Ridney de Jesus Rizzaldo Junior (R_Emu R216) Data: domingo. M. Surdez. Cadernos Brasileiros de Educação. a Língua de Sinais oferece ao surdo a chance de sentir que pertence a uma comunidade. Porto Alegre: Artes Médicas Sul. 1990. inferior à língua oral. A tecnologia dos sistemas de freqüência modulada como recurso para a inclusão do portador de deficiência auditiva no ensino regular.. São Paulo: Agir. Rio de Janeiro: Revinter. A criança deficiente auditiva e a escola. 1987. FROSTIG.Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) Estudos recentes apontam a Língua Brasileira de Sinais como o principal meio de comunicação da pessoa surda com perda auditiva profunda. C. 1975. Porto Alegre: Artmed.br/acessibilidade MENYUK. A. Educação e Surdez.C. Buenos Aires: Panamericana. S. demonstraram que toda Língua de Sinais é uma língua completa com características morfológicas. Ed. bem como a construção de uma auto-imagem positiva do sujeito como indivíduo surdo. SP: Autores Associados. ilógica e. Linguagem.php?id=19859 16/10/2011 . New York: Prentice Hall. 1982. Assim. 20:31 http://campus10. SÁNCHES. A. Geralmente. C. M. sendo por isso mesmo. 1986. portanto. Além disso. LINS. ed. E.fsp. 1995. C.com. 1997. 28-29/08/01. 1997. C. São Paulo. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BALLANTYNE. Discapacidades específicas de aprendizaje en niños: detección y tratamiento. 2004. E. disponível em http://www.. Inicialmente a língua de sinais foi considerada como sendo agramatival. São Paulo: CLR Balieiro. BOOTHROYD.br/eduead/mod/book/print. Problemas lingüísticos e cognitivos do surdo. R. M. sendo assim. Rio de Janeiro: Renvinter.. A.name Página 3 de 12 profissionais da área de fonoaudiologia. MARTIN. M.: Estudos lingüísticos.

name Página 4 de 12 Sumário O aluno com Surdez http://campus10.unimesvirtual.br/eduead/mod/book/print.php?id=19859 16/10/2011 .com.

Quanto à localização da deficiência auditiva: A perda auditiva pode resultar de problemas em qualquer uma das partes do sistema auditivo (OE. medicamentos ototóxicos. as causas da deficiência auditiva. fumo e álcool. médio (OM) ou interno (OI).unimesvirtual. as conseqüências destes prejuízos. citomegalovírus). otites recorrentes e http://campus10. é determinado por vários fatores.com. entre outros.br/eduead/mod/book/print. drogas ototóxicas. dentre os quais destacamos a localização da deficiência auditiva. . Estão envolvidos fatores genéticos e hereditários. prematuridade e pós-maturidade. caxumba.Causas pós-natais: o acometimento do sistema auditivo ocorre após o nascimento. ainda na vida intra-uterina. a estabilidade do limiar e a coexistência de outros fatores. Com base nesta definição e em dados de exames audiológicos.Causas pré-natais: o distúrbio ocorre antes do nascimento. .name Página 5 de 12 O aluno com Surdez Simone Ghedini Costa Milanez A deficiência auditiva é a diminuição da acuidade para ouvir sons. baixo peso. 1. meningite. doenças adquiridas pela mãe (rubéola. Dentre estas causas destacamos as doenças infecto-contagiosas adquiridas pela criança. e OI) individualmente ou em combinação. devido a fatores que afetam o ouvido externo (OE). sífilis. toxoplasmose. lesões no nervo auditivo. ou ainda. a época de instalação da deficiência auditiva. tais como sarampo.Causas peri-natais: quando a audição é acometida durante o nascimento ou nas primeiras horas de vida. OM. o tipo de intervenção que é possível e. Os fatores relacionados são anóxia de parto.Quanto às causas da deficiência auditiva: Podem ser divididas de acordo com a época de acometimento do sistema auditivo: .php?id=19859 16/10/2011 . traumatismo de parto. 2. o grau da deficiência auditiva em decibéis (dB). exposição a raio X e consangüinidade. o provável sucesso desta intervenção.

Deficiência auditiva congênita: a criança nasce com a perda de audição em decorrência de fatores pré e peri-natais.php?id=19859 16/10/2011 . podemos visualizar a classificação segundo quatro autores.unimesvirtual. 4. Pode ocorrer antes do período de aquisição da linguagem oral (pré-lingual) ou após o mesmo (pós-lingual).br/eduead/mod/book/print. 3.Deficiência auditiva adquirida: o indivíduo adquire a perda de audição no transcorrer da vida (causas pós-natais).name Página 6 de 12 traumatismo crânio-encefálico. indicado pela perda em dB.Quanto ao grau da deficiência auditiva em dB: A deficiência auditiva pode ser classificada de acordo com os limiares tonais obtidos durante a realização da audiometria tonal. .com.Quanto à época de instalação da deficiência auditiva: . Quadro 1 – Classificação da surdez quanto ao grau de comprometimento. No Quadro 1. Autores Classificação Normal Prejuízos brandos Leve Moderado Severo Profundo 20-30 30-40 40-60 60-80 Acima de 80 26-40 41-70 71-90 Acima de 90 26-40 41-55 56-90 Acima de 90 15-30 31-60 61-90 Acima de 90 Streng (1960) Davis & Silvermam (1985) 0-25 0-25 0-15 OMS (1980) Boothroyd (1982) http://campus10.

.Dificuldade em perceber a fala em ambientes ruidosos.Pode adquirir vocábulos isolados se a família estiver atenta.php?id=19859 16/10/2011 .Características da comunicação oral na deficiência auditiva profunda: http://campus10.Indicação de AASI.Características da comunicação oral na deficiência auditiva severa: . .São crianças desatentas e com dificuldade no aprendizado da leitura e da escrita.com.Características da comunicação oral na deficiência auditiva moderada: . .O problema é tardiamente descoberto.Dificilmente é colocado o aparelho de amplificação sonora individual (AASI).Não percebe todos os sons da fala com mesma clareza. 3.Percebe todos os sons da fala.Dificilmente adquiri fala e linguagem espontaneamente.Geralmente há atraso na aquisição da linguagem oral. . 2. . . .Adquiri a linguagem oral espontaneamente. .Pode perceber sons fortes.Indicação do uso do AASI.Utiliza-se da leitura orofacial (LOF).Apresenta alterações articulatórias (trocas na fala). .unimesvirtual. . 4.br/eduead/mod/book/print. .name Página 7 de 12 DEFICIÊNCIA AUDITIVA E O DESENVOLVIMENTO DA COMUNICAÇÃO 1- Características da comunicação oral na deficiência auditiva leve: . .

Detecta ruídos muito intensos (bombas. 1.br/eduead/mod/book/print. 2.com. preso ao molde por meio de um tubo plástico.Aparelhos Intra-aurais Os componentes estão inseridos na área da concha e meato acústico externo do usuário e. . São encontrados em vários tamanhos e cores e possuem espaço suficiente para acomodar vários controles. depois de confeccionados. O som é mais natural. IMPLANTE COCLEAR http://campus10. São indicados para qualquer grau de perda auditiva. . APARELHOS DE AMPLIFICAÇÃO SONORA INDIVIDUAIS O uso do AASI tem como finalidade a amplificação sonora.Usam fala jargonada. motores potentes). .Podem usar gestos indicativos e ou representativos. .php?id=19859 16/10/2011 .name Página 8 de 12 . O circuito é montado de acordo com as características da perda auditiva e são esteticamente mais aceitos por serem de menor tamanho.Aparelhos Retroauriculares Todos os seus componentes estão colocados em uma pequena caixa que se adapta atrás do pavilhão auricular. pois seu efeito é direcional e a saída do receptor é mais próxima à membrana do tímpano.Indicação AASI e LIBRAS. facilitando a audição do surdo. servem anatomicamente para o usuário.unimesvirtual.Não detecta os sons da fala o que impede o desenvolvimento da linguagem oral. da forma mais satisfatória e adequada possível. É o instrumento utilizado para facilitar a educação e o desenvolvimento psico-social e intelectual do aluno surdo.

devemos considerar alguns aspectos importantes que podem interferir ou influenciar o processo: percepção visual. da memória. da capacidade que o indivíduo pode ter para utilizar e associar códigos verbais e não-verbais. a única possibilidade de a criança surda poder ter acesso à língua oral é por meio da leitura orofacial. 2. no controle da voz e na discriminação verbal. Dependente das capacidades sensoriais. meio ambiente. Mesmo aumentando a amplificação dos sons. A LOF é difícil e permite apenas uma compreensão limitada da mensagem. Os códigos utilizados podem ser fornecidos pelo locutor. quando os aparelhos de amplificação sonora individual foram difundidos. TÉCNICAS E RECURSOS USADOS PARA A COMUNICAÇÃO COM O ALUNO COM SURDEZ 1. idade e a motivação.unimesvirtual.Leitura orofacial (LOF) A leitura orofacial é definida como a capacidade de compreender uma mensagem falada por meio de pistas visuais a partir do movimento de lábios e expressão da face (Kozlowski. 1974). pela mensagem e pelo meio ambiente (Erber.name Página 9 de 12 O Implante Coclear (IC) é um dispositivo que proporciona às pessoas com perda auditiva profunda uma audição útil e uma maior habilidade quanto à comunicação. é que se tornou totalmente aceita a reabilitação auditiva. códigos não-verbais. por meio do aparelho de amplificação http://campus10. Sua função é levar diretamente ao nervo auditivo a informação sonora previamente transformada em sinais elétricos.Desenvolvimento da Função Auditiva Após 1945.br/eduead/mod/book/print. No processo de aprendizagem da leitura orofacial. muitas vezes.com. 1997). melhora na leitura orofacial. da atenção e de processos lingüísticos. conferindo ao usuário maior consciência sonora. Os estudos e atuações práticas têm demonstrado que. fatores de facilitação.php?id=19859 16/10/2011 . A leitura orofacial é um comportamento que pode ser aprendido.

Em muitos casos. consoantes e suas combinações. mas estimular os resíduos auditivos do indivíduo que tenha alguma perda auditiva. o sinal auditivo que a criança surda recebe não é suficiente para compreender por completo a recepção lingüística. Normalmente. Entretanto.com. Desta forma. principalmente os relacionados com a linguagem oral.br/eduead/mod/book/print. Cada aluno surdo pode aproveitar o treinamento auditivo.Treinamento fonoarticulatório A articulação é a parte mecânica da emissão dos sons e palavras. entonação e articulação dos fonemas. quanto maior a perda auditiva. sendo um meio necessário para a expressão oral. independente do seu grau da perda auditiva. voz. Adquirir e desenvolver a fala exige. contribua na melhora dos seus processos comunicativos. quando associada à informação de outros meios sensoriais. mas aumenta a possibilidade. possibilitando a articulação dos fonemas com qualidade vocal.unimesvirtual. É considerado o principal componente do processo de reabilitação do indivíduo. exigindo para isso um treinamento de fala que envolve componentes essenciais: respiração.name Página 10 de 12 sonoro individual (AASI). o aluno surdo fica impossibilitado de desenvolver padrões adequados. principalmente. o professor deve adequar a seleção do fonema e da palavra para cada aluno. maiores serão as suas dificuldades para aproveitar a audição residual para se comunicar. O objetivo não é melhorar a audição. Em alguns casos. principalmente. o treino específico das estruturas fonoarticulatórias deve ser realizado por profissionais da área http://campus10. respeitando o seu desenvolvimento e suas necessidades. a criança ainda ouve um som distorcido. ritmo da fala. o sucesso do treinamento auditivo só pode ser medido em termos de percepção. para que desta forma. como no caso da leitura orofacial. As emissões orais estão vinculadas a um conjunto de atuações do sistema respiratório e do digestivo. 3. Em função da dificuldade auditiva. vogais.php?id=19859 16/10/2011 . a audição na medida em que os aspectos articulatórios e prosódicos contidos na fala pressupõem a retenção de uma imagem acústica que possibilitará o monitoramento da própria fala. uma vez que determinadas lesões na cóclea ou vias auditivas comprometem a identificação e discriminação de determinados tipos de sons.

1987. FROSTIG. 4.. FERNANDES.Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) Estudos recentes apontam a Língua Brasileira de Sinais como o principal meio de comunicação da pessoa surda com perda auditiva profunda. semânticas e pragmáticas. v. 1986.. Geralmente. 1982. http://campus10. sendo por isso mesmo. C. A. sintáticas. trabalhos lingüísticos iniciados por Stokoe (1960). A. ilógica e. Além disso. bem como a construção de uma auto-imagem positiva do sujeito como indivíduo surdo. Surdez. autônoma na sua estrutura. Discapacidades específicas de aprendizaje en niños: detección y tratamiento. MARTIN. o estabelecimento do sistema lingüístico da pessoa surda ocorre a partir da informação visual. MARTIN. Mas é de fundamental importância que esse trabalho deva estar vinculado com as atividades escolares. a Língua de Sinais oferece ao surdo a chance de sentir que pertence a uma comunidade. H. São Paulo: Agir. Inicialmente a língua de sinais foi considerada como sendo agramatival. J. Buenos Aires: Panamericana. demonstraram que toda Língua de Sinais é uma língua completa com características morfológicas. A criança deficiente auditiva e a escola. São Paulo: CLR Balieiro. sendo assim. M.name Página 11 de 12 de fonoaudiologia. visto que. que poderá usar tal língua como instrumento efetivo de comunicação com os alunos com surdez. M. Assim. M. C. Entretanto. sua aquisição promove o desenvolvimento cognitivo – lingüístico – emocional paralelo ao verificado na criança ouvinte. O acesso à Língua de Sinais dependerá do envolvimento da família com falantes nativos da Língua de Sinais e. BOOTHROYD. MULLER. se constitui em uma língua viso-espacial adquirida naturalmente por essa população.php?id=19859 16/10/2011 . Porto Alegre: Artes Médicas Sul. fundamental para o processo de escolarização.br/eduead/mod/book/print. New York: Prentice Hall. também da escola.com.. Cadernos Brasileiros de Educação. 1990. E.unimesvirtual. Além disso. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BALLANTYNE. Problemas lingüísticos e cognitivos do surdo. inferior à língua oral. 1995. Hearing impairments in children. BEVILACQUA. portanto. a Língua de Sinais se constitui em um elemento insubstituível ao desenvolvimento da simbolização e da conceitualização. que tem uma identidade própria.2.

. Rio de Janeiro: Revinter.Acessibilidade. 2004.name Página 12 de 12 GÓES. Rio de Janeiro: Renvinter. 1997. QUADROS.com. E. La increible y triste historia de la sordera. São Paulo: Pioneira. C. disponível em http://www. São Paulo. Aquisição e desenvolvimento da linguagem. 1975. A tecnologia dos sistemas de freqüência modulada como recurso para a inclusão do portador de deficiência auditiva no ensino regular.php?id=19859 16/10/2011 . 1990. A. I Seminário ATIID . OLIVEIRA. MOURA. C. L.: Estudos lingüísticos. Porto Alegre: Artmed. S. O surdo: caminhos para uma nova identidade. Educação e Surdez. M.C. C. Ed.M. São Paulo: Plexus. 2000. R. KOZLOWSKI. ed. A educação de surdos: a aquisição da linguagem. Linguagem.fsp.br/eduead/mod/book/print. R.br/acessibilidade MENYUK. 2ª ed 1999. 1997.M. Língua de Sinais Brasileira. A percepção auditiva e visual da fala. 28-29/08/01. P. GOLDFELD. Campinas.unimesvirtual. Merida: Ceprosord. A criança surda. M. 1997.usp. Porto Alegre: Artes Médicas. QUADROS. M. LINS. http://campus10. F. Tecnologia da Informação e Inclusão Digital. SÁNCHES. SP: Autores Associados.

como o inglês. semânticas e pragmáticas na língua alvo que devem se aproximar o mais apropriadamente possível da informação dada na língua fonte. o intérprete também precisa ter conhecimento técnico para que suas escolhas sejam apropriadas tecnicamente. O que envolve o ato de interpretar? Envolve um ato COGNITIVOLINGÜÍSTICO. ou deste outro idioma para uma determina língua de sinais. ou seja. Site: Campus . conferências internacionais). Além do domínio das línguas envolvidas no processo de tradução e interpretação. Saretto Intérprete – Pessoa que interpreta de uma língua (língua fonte) para outra (língua alvo) o que foi dito. a língua de sinais americana e fazer a interpretação para a língua brasileira de sinais ou vice-versa (por exemplo. fazer a tradução e interpretação para a outra língua (a língua alvo).Unimes Virtual http://campus10. b) Imparcialidade (o intérprete deve ser neutro e não interferir com opiniões próprias).br/eduead/mod/book/print. Isso significa ter domínio dos processos. No Brasil. Ele processa a informação dada na língua fonte e faz escolhas lexicais. d) Distância profissional (o profissional intérprete e sua vida pessoal são separados). O intérprete de libras é o profissional que domina a língua de sinais e a língua falada do país e que é qualificado para desempenhar a função de intérprete.com. e) Fidelidade (a interpretação deve ser fiel. o profissional precisa ter qualificação para atuar como tal. O intérprete está completamente envolvido na interação comunicativa (social e cultural) com poder completo para influenciar o objeto e o produto da interpretação. o espanhol.php?id=19881 19/10/2011 . Língua fonte – É a língua que o intérprete ouve ou vê para. Realizar a interpretação da língua falada para a língua sinalizada e vice-versa observando os seguintes preceitos éticos: a) Confiabilidade (sigilo profissional). Assim sendo.unimesvirtual. o ato de interpretar envolve processos altamente complexos. o objetivo da interpretação é passar o que realmente foi dito). a área da educação). c) Discrição (o intérprete deve estabelecer limites no seu envolvimento durante a atuação). é um processo em que o intérprete estará diante de pessoas que apresentam intenções comunicativas específicas e que utilizam línguas diferentes. Portanto. a partir dela. das estratégias e técnicas de tradução e interpretação. Língua alvo – É a língua na qual será feita a tradução ou interpretação. estruturais. Ele também pode dominar outras línguas. Intérprete de língua de sinais – Pessoa que interpreta de uma dada língua de sinais para outro idioma. o intérprete não pode alterar a informação por querer ajudar ou ter opiniões a respeito de algum assunto. O profissional intérprete também deve ter formação específica na área de sua atuação (por exemplo. dos modelos. o intérprete deve dominar a língua brasileira de sinais e língua portuguesa.name Página 1 de 6 O Intérprete de Libras e sua importância INTÉRPRETE E SUA IMPORTÂNCIA: Oficina de Multiplicadores de Interpretação da LIBRAS Tiago M.

14:44 http://campus10.br/eduead/mod/book/print.php?id=19881 19/10/2011 .name Página 2 de 6 Curso: Língua Brasileira de Sinais – Libras Livro: O Intérprete de Libras e sua importância Impresso por: Ubaldo Ridney de Jesus Rizzaldo Junior (R_Emu R216) Data: quarta.unimesvirtual. 19 outubro 2011.com.

br/eduead/mod/book/print.php?id=19881 19/10/2011 .com.unimesvirtual.name Página 3 de 6 Sumário O Interprete de Libras e sua importância O interprete de Libras e sua importância http://campus10.

o intérprete não pode alterar a informação por querer ajudar ou ter opiniões a respeito de algum assunto. b) Imparcialidade (o intérprete deve ser neutro e não interferir com opiniões próprias). ou seja.com. http://campus10. c) Discrição (o intérprete deve estabelecer limites no seu envolvimento durante a atuação). a língua de sinais americana e fazer a interpretação para a língua brasileira de sinais ou vice-versa (por exemplo. estruturais. das estratégias e técnicas de tradução e interpretação. e) Fidelidade (a interpretação deve ser fiel. O intérprete de libras é o profissional que domina a língua de sinais e a língua falada do país e que é qualificado para desempenhar a função de intérprete. dos modelos. como o inglês. o espanhol. o intérprete também precisa ter conhecimento técnico para que suas escolhas sejam apropriadas tecnicamente.php?id=19881 19/10/2011 .name Página 4 de 6 O Interprete de Libras e sua importância Oficina de Multiplicadores de Interpretação da LIBRAS Tiago M. O intérprete está completamente envolvido na interação comunicativa (social e cultural) com poder completo para influenciar o objeto e o produto da interpretação.br/eduead/mod/book/print. Saretto Intérprete – Pessoa que interpreta de uma língua (língua fonte) para outra (língua alvo) o que foi dito. semânticas e pragmáticas na língua alvo que devem se aproximar o mais apropriadamente possível da informação dada na língua fonte. Portanto. Ele também pode dominar outras línguas. No Brasil. o ato de interpretar envolve processos altamente complexos. Intérprete de língua de sinais – Pessoa que interpreta de uma dada língua de sinais para outro idioma. O profissional intérprete também deve ter formação específica na área de sua atuação (por exemplo. Além do domínio das línguas envolvidas no processo de tradução e interpretação. O que envolve o ato de interpretar? Envolve um ato COGNITIVO-LINGÜÍSTICO. conferências internacionais). ou deste outro idioma para uma determina língua de sinais. fazer a tradução e interpretação para a outra língua (a língua alvo). é um processo em que o intérprete estará diante de pessoas que apresentam intenções comunicativas específicas e que utilizam línguas diferentes. o objetivo da interpretação é passar o que realmente foi dito). a área da educação). Realizar a interpretação da língua falada para a língua sinalizada e vice-versa observando os seguintes preceitos éticos: a) Confiabilidade (sigilo profissional).unimesvirtual. Ele processa a informação dada na língua fonte e faz escolhas lexicais. Assim sendo. o profissional precisa ter qualificação para atuar como tal. d) Distância profissional (o profissional intérprete e sua vida pessoal são separados). Isso significa ter domínio dos processos. a partir dela. Língua fonte – É a língua que o intérprete ouve ou vê para. o intérprete deve dominar a língua brasileira de sinais e língua portuguesa. Língua alvo – É a língua na qual será feita a tradução ou interpretação.

br/eduead/mod/book/print.com.php?id=19881 19/10/2011 .name Página 5 de 6 http://campus10.unimesvirtual.

br/eduead/mod/book/print.unimesvirtual.php?id=19881 19/10/2011 .name Página 6 de 6 O interprete de Libras e sua importância http://campus10.com.

com.php?id=19905 19/10/2011 . Os sistemas de ensino devem conhecer a demanda real de atendimento a alunos com necessidades educacionais especiais. 3º Por educação especial.br/eduead/mod/resource/view. políticos e estéticos de modo a assegurar: I . Parágrafo único. de modo a garantir a educação escolar e promover o desenvolvimento das potencialidades dos educandos que apresentam necessidades educacionais especiais. ► Campus► R_COM_LBS0_T16_1► Recursos► Resolução CNE/CEB No.2 Página 1 de 6 ◄ Seguir para. http://campus10. materiais e financeiros que viabilizem e dêem sustentação ao processo de construção da educação inclusiva.394. assegurando-lhes os serviços de educação especial sempre que se evidencie. O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. RESOLVE: Art. dotado de recursos humanos. suplementar e. modalidade da educação escolar. os perfis dos estudantes. de conformidade com o disposto no Art. 9º. assegurando as condições necessárias para uma educação de qualidade para todos. cabendo às escolas organizar-se para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais. de 20 de Dezembro de 1996. nos Capítulos I. mediante avaliação e interacção com a família e a comunidade. em todas as suas etapas e modalidades. alínea “c”. de trabalho e de inserção na vida social. 4º Como modalidade da Educação Básica. Parágrafo único. Art. O atendimento escolar desses alunos terá início na educação infantil. e com fundamento no Parecer CNE/CEB 17/2001. em alguns casos. Institui Directrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica.R_COM_LBS0_T16_1: Resolução CNE/CEB No. na Educação Básica. organizados institucionalmente para apoiar. de 25 de Novembro de 1995. 1º A presente Resolução institui as Directrizes Nacionais para a educação de alunos que apresentem necessidades educacionais especiais. nas creches e pré-escolas. complementar. Os sistemas de ensino devem constituir e fazer funcionar um sector responsável pela educação especial. em todas as etapas e modalidades da educação básica. a necessidade de atendimento educacional especializado. mediante a criação de sistemas de informação e o estabelecimento de interface com os órgãos governamentais responsáveis pelo Censo Escolar e pelo Censo Demográfico.024. com a redacção dada pela Lei 9. as características bio-psicossociais dos alunos e suas faixas etárias e se pautará em princípios éticos. para atender a todas as variáveis implícitas à qualidade do processo formativo desses alunos. 2º Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos.a dignidade humana e a observância do direito de cada aluno de realizar seus projectos de estudo. substituir os serviços educacionais comuns. entende-se um processo educacional definido por uma proposta pedagógica que assegure recursos e serviços educacionais especiais.2 Resolução CNE/CEB Nº 2 De 11 de Setembro de 2001.. de 20 de Dezembro de 1961. homologado pelo Senhor Ministro de Estado da Educação em 15 de Agosto de 2001. II e III do Título V e nos Artigos 58 a 60 da Lei 9. Art.131.. da Lei 4. Parágrafo único. § 1º. a educação especial considerará as situações singulares.unimesvirtual. Art.

b) actuação de professores-intérpretes das linguagens e códigos aplicáveis. para o atendimento às necessidades educacionais dos alunos.dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento que dificultem o acompanhamento das actividades curriculares. mediante: a) actuação colaborativa de professor especializado em educação especial.a busca da identidade própria de cada educando. com assessoramento técnico. disfunções. Assistência Social. II – dificuldades de comunicação e sinalização diferenciadas dos demais alunos. da capacidade de participação social.com.o sector responsável pela educação especial do respectivo sistema.php?id=19905 19/10/2011 . em consonância com o projecto pedagógico da escola. como base para a constituição e ampliação de valores. a escola deve realizar. quando necessário.unimesvirtual. respeitada a frequência obrigatória. limitações ou deficiências.R_COM_LBS0_T16_1: Resolução CNE/CEB No. c) actuação de professores e outros profissionais itinerantes intra e interinstitucionalmente. durante o processo educacional. III – flexibilizações e adaptações curriculares que considerem o significado prático e instrumental dos conteúdos básicos. Art. orientadores e supervisores educacionais. bem como de suas necessidades educacionais especiais no processo de ensino e aprendizagem. II . Art. Trabalho. mediante o cumprimento de seus deveres e o usufruto de seus direitos. em qualquer etapa ou modalidade da Educação Básica. habilidades e competências. III . Art. para tal. 8º As escolas da rede regular de ensino devem prever e prover na organização de suas classes comuns: I . grande facilidade de aprendizagem que os leve a dominar rapidamente conceitos. com: I . de modo que essas classes comuns se beneficiem das diferenças e ampliem positivamente as experiências de todos os alunos. política e económica e sua ampliação. demandando a utilização de linguagens e códigos aplicáveis. 7º O atendimento aos alunos com necessidades educacionais especiais deve ser realizado em classes comuns do ensino regular. Justiça e Esporte. nas classes comuns.altas habilidades/super dotação. coordenadores. III . procedimentos e atitudes. metodologias de ensino e recursos didácticos diferenciados e processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais. bem como do Ministério Público. IV – serviços de apoio pedagógico especializado. respectivamente. atitudes. II . d) disponibilização de outros apoios necessários à aprendizagem.o desenvolvimento para o exercício da cidadania. dentro do princípio de educar para a diversidade. seus directores. à locomoção e à comunicação.2 Página 2 de 6 II . avaliação do aluno no processo de ensino e aprendizagem. apresentarem: I . o reconhecimento e a valorização das suas diferenças e potencialidades. realizado. 6º Para a identificação das necessidades educacionais especiais dos alunos e a tomada de decisões quanto ao atendimento necessário.a experiência de seu corpo docente.distribuição dos alunos com necessidades educacionais especiais pelas várias classes do ano escolar em que forem classificados. conhecimentos.br/eduead/mod/resource/view. contando. Art. compreendidas em dois grupos: a) aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específica b) aquelas relacionadas a condições. 5º Consideram-se educandos com necessidades educacionais especiais os que.professores das classes comuns e da educação especial capacitados e especializados. http://campus10. III – a colaboração da família e a cooperação dos serviços de Saúde.

públicas ou privadas. bem como nos referenciais e parâmetros curriculares nacionais. quando necessário. principalmente nos anos finais do ensino fundamental. utilizando procedimentos. inclusive para conclusão.com. com base em avaliação pedagógica e na indicação. bem como de outros agentes e recursos da comunidade. em sala de recursos ou em outros espaços definidos pelos sistemas de ensino. em menor tempo. procurando-se evitar grande defasagem idade/série.unimesvirtual. em carácter transitório. § 1º Nas classes especiais. 9º As escolas podem criar. mediante desafios suplementares nas classes comuns. devem cumprir as exigências legais similares às de qualquer escola quanto ao seu processo de credenciamento e autorização de funcionamento de cursos e posterior reconhecimento. conforme estabelecido por normas dos sistemas de ensino. com protagonismo dos professores. extraordinariamente. podem ser atendidos. § 2º Nas escolas especiais. § 1º As escolas especiais. classes especiais. Trabalho e Assistência Social. mediante adaptações. e. a equipe pedagógica da escola especial e a família devem decidir conjuntamente quanto à transferência do aluno para escola da rede regular de ensino. nas directrizes curriculares nacionais para a Educação Básica. quanto ao seu retorno à classe comum. o aprofundamento e enriquecimento de aspectos curriculares. recursos. com a participação da família no processo educativo. 10º. Art.R_COM_LBS0_T16_1: Resolução CNE/CEB No. a alunos que apresentem dificuldades acentuadas de aprendizagem ou condições de comunicação e sinalização diferenciadas dos demais alunos e demandem ajudas e apoios intensos e contínuos. em escolas especiais. o professor deve desenvolver o currículo. da série ou etapa escolar. inclusive por meio de colaboração com instituições de ensino superior e de pesquisa. equipamentos e materiais específicos. ao aluno que apresente altas habilidades/superdotação. Os alunos que apresentem necessidades educacionais especiais e requeiram atenção individualizada nas actividades da vida autónoma e social. “c”. cuja organização fundamente-se no Capítulo II da LDBEN. por parte do sector responsável pela educação especial do sistema de http://campus10. mediante aprendizagem cooperativa em sala de aula. para atender às necessidades educacionais especiais de alunos com deficiência mental ou com graves deficiências múltiplas. sempre que necessário e de maneira articulada.br/eduead/mod/resource/view.2 Página 3 de 6 V – serviços de apoio pedagógico especializado em salas de recursos. os currículos devem ajustar-se às condições do educando e ao disposto no Capítulo II da LDBEN. ajudas e apoios intensos e contínuos. bem como adaptações curriculares tão significativas que a escola comum não consiga prover. com base em avaliação pedagógica. § 3º A partir do desenvolvimento apresentado pelo aluno. VI – condições para reflexão e elaboração teórica da educação inclusiva. em carácter extraordinário. VIII – temporalidade flexível do ano lectivo. IX – actividades que favoreçam. VII – sustentabilidade do processo inclusivo. Art. § 2º A partir do desenvolvimento apresentado pelo aluno e das condições para o atendimento inclusivo. nos termos do Artigo 24. trabalho de equipe na escola e constituição de redes de apoio. articulando experiência e conhecimento com as necessidades/possibilidades surgidas na relação pedagógica. da Lei 9. de forma que possam concluir em tempo maior o currículo previsto para a série/etapa escolar. públicas e privadas. atendimento esse complementado.php?id=19905 19/10/2011 . actividades da vida autónoma e social no turno inverso.394/96. a equipe pedagógica da escola e a família devem decidir conjuntamente. V. por serviços das áreas de Saúde. nas quais o professor especializado em educação especial realize a complementação ou suplementação curricular. para atendimento.

de forma descritiva. viabilizar ao aluno com grave deficiência mental ou múltipla. terminalidade específica do ensino fundamental. mediante a eliminação de barreiras arquitectónicas urbanísticas. ouvidos os profissionais especializados em cada caso. equipamentos e mobiliário – e nos transportes escolares. bem como de barreiras nas comunicações.unimesvirtual. atendimento ambulatorial ou permanência prolongada em domicílio. na edificação – incluindo instalações. no processo educativo de alunos que apresentam dificuldades de comunicação e sinalização diferenciadas dos demais educandos. com os quais estabelecerão convénios ou parcerias para garantir o atendimento às necessidades educacionais especiais de seus alunos. mediante acção integrada com os sistemas de saúde.php?id=19905 19/10/2011 . § 1º Para atender aos padrões mínimos estabelecidos com respeito à acessibilidade.br/eduead/mod/resource/view. respeitadas. como o sistema Braille e a língua de sinais. devendo constar de seus projectos pedagógicos as disposições necessárias para o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos. jovens e adultos não matriculados no sistema educacional local. 11º Recomenda-se às escolas e aos sistemas de ensino a constituição de parcerias com instituições de ensino superior para a realização de pesquisas e estudos de caso relativos ao processo de ensino e aprendizagem de alunos com necessidades educacionais especiais. além das directrizes curriculares nacionais de todas as etapas e modalidades da Educação Básica. Art. Art. facilitando seu posterior acesso à escola regular. Art. observados os princípios da educação inclusiva. de escolas regulares em condição de realizar seu atendimento educacional. as normas dos respectivos sistemas de ensino. § 2º Nos casos de que trata este Artigo. a certificação de frequência deve ser realizada com base no relatório elaborado pelo professor especializado que atende o aluno. que não apresentar resultados de escolarização previstos no Inciso I do Artigo 32 da mesma Lei. deve ser realizada a adaptação das escolas existentes e condicionada a autorização de construção e funcionamento de novas escolas ao preenchimento dos requisitos de infra-estrutura definidos.2 Página 4 de 6 ensino. devem assegurar a acessibilidade aos alunos que apresentem necessidades educacionais especiais. § 1º As classes hospitalares e o atendimento em ambiente domiciliar devem dar continuidade ao processo de desenvolvimento e ao processo de aprendizagem de alunos matriculados em escolas da Educação Básica. nos termos da Lei 10. análise. Art. devem organizar o atendimento educacional especializado a alunos impossibilitados de frequentar as aulas em razão de tratamento de saúde que implique internação hospitalar.172/2001. públicos ou privados. 15º A organização e a operacionalização dos currículos escolares são de competência e responsabilidade dos estabelecimentos de ensino. contribuindo para seu retorno e reintegração ao grupo escolar. provendo as escolas dos recursos humanos e materiais necessários. e desenvolver currículo flexibilizado com crianças. esgotadas as possibilidades pontuadas nos Artigos 24 e 26 da LDBEN. § 2º Deve ser assegurada. sem prejuízo do aprendizado da língua portuguesa.com. visando ao aperfeiçoamento desse processo educativo. as competências desenvolvidas pelo educando. bem como pelo credenciamento de escolas ou serviços. 12º Os sistemas de ensino. 13º Os sistemas de ensino. Art. a acessibilidade aos conteúdos curriculares. com histórico escolar que apresente. 16º É facultado às instituições de ensino. bem como o http://campus10. por meio da certificação de conclusão de escolaridade. Art. facultando-lhes e às suas famílias a opção pela abordagem pedagógica que julgarem adequada. mediante a utilização de linguagens e códigos aplicáveis. avaliação da qualidade e da idoneidade. 14º Os sistemas públicos de ensino serão responsáveis pela identificação.098/2000 e da Lei 10.R_COM_LBS0_T16_1: Resolução CNE/CEB No.

com. devem atender alunos que apresentem necessidades educacionais especiais. na modalidade Normal. de nível médio ou superior. tanto para construir competências necessárias à inclusão de alunos em seus cursos quanto para prestar assistência técnica e convalidar cursos profissionalizantes realizados por essas escolas especiais. III . mediante a promoção das condições de acessibilidade. § 2º As escolas das redes de educação profissional podem avaliar e certificar competências laborais de pessoas com necessidades especiais não matriculadas em seus cursos. públicas e privadas. e nas Directrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica. II .br/eduead/mod/resource/view. § 1º São considerados professores capacitados para actuar em classes comuns com alunos que apresentam necessidades educacionais especiais aqueles que comprovem que. § 4º Aos professores que já estão exercendo o magistério devem ser oferecidas http://campus10. públicas ou privadas. § 1º As escolas de educação profissional podem realizar parcerias com escolas especiais. a partir desses procedimentos. IV .2 Página 5 de 6 encaminhamento devido para a educação de jovens e adultos e para a educação profissional. com a colaboração do sector responsável pela educação especial do respectivo sistema de ensino.php?id=19905 19/10/2011 . a fim de que essas tenham as suficientes condições para elaborar seu projecto pedagógico e possam contar com professores capacitados e especializados. assistindo o professor de classe comum nas práticas que são necessárias para promover a inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais. para o mundo do trabalho. posterior à licenciatura nas diferentes áreas de conhecimento. em sua formação.unimesvirtual. II . adaptação curricular. a capacitação de recursos humanos. a flexibilização e adaptação do currículo e o encaminhamento para o trabalho.formação em cursos de licenciatura em educação especial ou em uma de suas áreas. adequados ao atendimentos das mesmas. procedimentos didácticos pedagógicos e práticas alternativas.R_COM_LBS0_T16_1: Resolução CNE/CEB No. 17º Em consonância com os princípios da educação inclusiva. conforme previsto no Artigo 59 da LDBEN e com base nas Directrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Docentes da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. bem como trabalhar em equipe. contando. preferencialmente de modo concomitante e associado à licenciatura para educação infantil ou para os anos iniciais do ensino fundamental. liderar e apoiar a implementação de estratégias de flexibilização. implementar. § 2º São considerados professores especializados em educação especial aqueles que desenvolveram competências para identificar as necessidades educacionais especiais para definir. as escolas das redes regulares de educação profissional. Art. para actuação nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio. 18º Cabe aos sistemas de ensino estabelecer normas para o funcionamento de suas escolas.complementação de estudos ou pós-graduação em áreas específicas da educação especial. inclusive com professores especializados em educação especial. foram incluídos conteúdos sobre educação especial adequados ao desenvolvimento de competências e valores para: I – perceber as necessidades educacionais especiais dos alunos e valorizar a educação inclusiva. Art. em nível médio. em nível superior.flexibilizar a acção pedagógica nas diferentes áreas de conhecimento de modo adequado às necessidades especiais de aprendizagem. encaminhando-as. § 3º Os professores especializados em educação especial deverão comprovar: I . para tal.avaliar continuamente a eficácia do processo educativo para o atendimento de necessidades educacionais especiais. curso de licenciatura de graduação plena.actuar em equipe.

R_COM_LBS0_T16_1: Resolução CNE/CEB No.com. p. Art. sendo facultativa no período de transição compreendido entre a publicação desta Resolução e o dia 31 de Dezembro de 2001.br/cne/ftp/CEB/CEB0201. caberá às instâncias educacionais da União.mec.doc (*)CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. 21º A implementação das presentes Directrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica será obrigatória a partir de 2002. do Distrito Federal e dos Municípios.gov.unimesvirtual. Art. 22º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação e revoga as disposições em contrário. 20º No processo de implantação destas Directrizes pelos sistemas de ensino. Secção 1E. normas complementares e políticas educacionais. Resolução CNE/CEB 2/2001. Câmara de Educação Básica.php?id=19905 19/10/2011 . em regime de colaboração. 39-40. Art. 12:39 Você acessou como Ubaldo Ridney de Jesus Rizzaldo Junior (R_Emu R216) (Sair) R_COM_LBS0_T16_1 http://campus10. Diário Oficial da União. 14 de Setembro de 2001. dos Estados. 15 fevereiro 2011. FRANCISCO APARECIDO CORDÃO Presidente da Câmara de Educação Básica Fonte: http://www. inclusive em nível de especialização. 19º As directrizes curriculares nacionais de todas as etapas e modalidades da Educação Básica estendem-se para a educação especial.br/eduead/mod/resource/view. assim como estas Directrizes Nacionais para a Educação Especial estendem-se para todas as etapas e modalidades da Educação Básica. Brasília. do Distrito Federal e dos Municípios.2 Página 6 de 6 oportunidades de formação continuada. o estabelecimento de referenciais. Art. pelas instâncias educacionais da União. Última atualização: terça. dos Estados.

com. bem como sobre as filosofias e métodos educacionais criados para os alunos com surdez. pesquisaram e defenderam a língua de sinais. afirmando que era crime não instruir um surdo . enfatizando sempre os seus aspectos negativos. na Espanha. Outros ainda criaram alguns códigos visuais com o objetivo de manter a comunicação com seus alunos com surdez.. um livro que tratava do alfabeto manual de Ponce de Leon. permite a compreensão da relação existente entre o comprometimento lingüístico dessa população. Outros. Conforme Goldfield (1997). escrita e oralização.br/eduead/mod/book/view. A história serve de suporte para que seja feita uma análise crítica das conseqüências de cada filosofia ou método de ensino no desenvolvimento destas crianças. como pessoas castigadas pelos deuses ou como pessoas enfeitiçadas. Fornari afirma que "Cardano foi o primeiro a afirmar que o surdo deveria ser educado e instruído. Alguns se baseavam apenas na linguagem oral. que se constitui em uma língua espaço-visual criada através de gerações pelos próprios surdos. tais pessoas viviam totalmente à margem da sociedade e não tinham nenhum direito assegurado. vários educadores se propuseram a criar diferentes metodologias para ensinar as crianças com surdez. Segundo Goldfeld (1997). Juan Martin Pablo Bonet publicou. também na Espanha. De acordo com Reis (1992). Sendo assim. a qualidade das suas interações interpessoais e o seu desenvolvimento cognitivo.php?id=19850 19/10/2011 . A partir daí. o monge beneditino Pedro Ponce de Leon (1520 . a língua auditiva -oral utilizada em seu país. Para Goldifeld (1997).1584) desenvolveu uma metodologia de educação para crianças com surdez que incluía datilologia (representação manual das letras do alfabeto). contextualizando as práticas vigentes. na França. Até hoje existem diversas correntes teóricas a respeito da educação do aluno com surdez. e criou uma escola de professores de surdos. surge Abade Charles Michel de L'Epée que aprende com as pessoas surdas a língua de sinais criando os "Sinais Metódicos". Em 1750. Página 1 de 9 Abordagens de Ensino na Educação da Pessoa com Surdez Rosimar Bortolini Poker Ter conhecimento sobre a história. ou seja.. Por isso mesmo. a crença de que a pessoa com surdez era uma pessoa primitiva fez com que persistisse até o século quinze a idéia de que ele não poderia ser educado.mudo".R_COM_LBS0_T16_1: Abordagens de Ensino na Educação da Pessoa com Surdez . diferentemente. Em 1620. foram abandonadas ou sacrificadas. Inicialmente a sociedade tinha uma idéia muito negativa da surdez. Só a partir do século dezesseis é que se tem notícias dos primeiros educadores de pessoas com surdez. na antiguidade os surdos foram percebidos de diversas formas: com piedade e compaixão. Teve grande sucesso na http://campus10. no século dezesseis.unimesvirtual.

Ressalta-se que foi negado aos professores surdos o direito de votar. adaptado para o inglês. é a melhor forma de educar o aluno com surdez. nesta mesma época. passavam a maior parte do seu tempo nas escolas recebendo treinamento oral.php?id=19850 19/10/2011 . com Samuel Heinick. Heinick funda a primeira escola pública para crianças com surdez baseada no oralismo. Ainda segundo Goldfield (1997).br/eduead/mod/book/view. o método oral ganhou força. deve ser privilegiada. Apesar da disseminação da língua de sinais. independentemente de seu nível social. surge a filosofia da Comunicação Total que utiliza todas as formas de comunicação possíveis na educação dos surdos.R_COM_LBS0_T16_1: Abordagens de Ensino na Educação da Pessoa com Surdez . todas as escolas públicas americanas passaram a caminhar na direção da ASL (Língua de Sinais Americana). que exerceu grande influência no resultado da votação do Congresso Internacional de Educadores de Surdos. deveriam ter direito à educação pública e gratuita. O ensino das disciplinas escolares foi deixado para segundo plano levando a uma queda significativa no nível de escolarização dos alunos com surdez. Em 1817 Thomas Hopkins Gallaudet. junto com Laurent Clerc. acreditando-se que a comunicação e não apenas a língua. Na Alemanha. No Congresso. a partir de 1860. No início do século vinte a maior parte das escolas em todo o mundo deixa de usar a língua de sinais. que utilizava como forma de comunicação o francês sinalizado. a Universidade Gallaudet. A partir de 1821. L'Epée e seu seguidor Sicard defendiam que todos as pessoas com surdez. surgiram outras pesquisas demonstrando a importância da língua de sinais na vida da pessoa com surdez bem como revelando a insatisfação por parte das pessoas surdas com a abordagem oral. fundou a primeira escola permanente para alunos com surdez nos EUA.. surge a filosofia educacional Oralista que defende que o ensino da língua oral.unimesvirtual. http://campus10. O Oralismo dominou até a década de sessenta quando William Stokoe publicou um artigo demonstrando que a Língua de Sinais constituía-se em uma língua com as mesmas características das línguas orais. Em 1968. para aprenderem a falar. o mais importante defensor do Oralismo foi Alexander Graham Bell. Em 1864 foi fundada a primeira universidade nacional para surdos. O Oralismo venceu e o uso da língua de sinais foi oficialmente proibido. A oralização passa a ser o principal objetivo da educação das crianças surdas e.com. Página 2 de 9 educação das pessoas com surdez transformando sua casa em uma escola pública. realizado em Milão no ano de 1880. e a rejeição à língua de sinais. foi colocado em votação qual método deveria ser utilizado na educação dos surdos.. A partir daí. com os avanços tecnológicos que facilitavam a aprendizagem da fala pelas pessoas com surdez.

ou afirmação de que existe um único método para todas as crianças com surdez. Para aquelas que têm resíduos auditivos. junto com os pais.R_COM_LBS0_T16_1: Abordagens de Ensino na Educação da Pessoa com Surdez . que surge com as pesquisas da Professora linguista Lucinda Ferreira Brito. a partir da década de setenta. Página 3 de 9 Conforme Goldfield (1997).com. Pedro II. deve explorar e buscar alternativas para cada aluno. A Comunicação Total chega ao Brasil no fim da década de setenta e. Segundo Goldfield (1997). pode ser oferecido um acesso para o código da fala dentro de uma abordagem oral. São elas: Oralismo. O aspecto dos métodos que tem sido mais problemático é a ausência de trabalhos. o tato. no sentido de provocar o desenvolvimento pleno de suas potencialidades. Diferentemente. A maioria deles fundamenta-se em substituir a audição perdida por um outro canal sensorial. o INES em 1911.br/eduead/mod/book/view. que utilizava a língua de sinais. e que hoje tem o nome de Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). para aqueles que não têm razoável resíduo ou mesmo grande dificuldade em desenvolver a oralidade. apesar da forte resistência dos alunos que continuavam a utilizar de forma proibida a língua de sinais nos corredores e pátios da escola. passou a assumir a abordagem oralista.php?id=19850 19/10/2011 . Comunicação Total e Bilinguismo.. Métodos de ensino para alunos com surdez Durante o decorrer dos séculos tem-se proposto uma variedade de abordagens e métodos para a educação dos alunos com surdez. na década seguinte começa o Bilinguismo. Ernest Huet. ao ser fundada a primeira escola especial no Rio de Janeiro por um professor surdo francês. O professor. a educação das pessoas com surdez teve início em 1857..unimesvirtual. percebeu-se que a língua de sinais deveria ser utilizada independentemente da língua oral. seguindo a tendência mundial. A querela existente entre os defensores dos diferentes métodos ou abordagens demonstra que há diferentes formas de enfrentar as consequências da surdez respeitando-se cada pessoa e sua família. Oralismo http://campus10. Os métodos de ensino dividem-se em três abordagens principais que produziram muitas formas de se trabalhar com o aluno surdo. Surge assim a filosofia Bilíngue. a Língua de Sinais constitui-se na língua mais adequada para o sujeito interagir com o meio. sobre a Língua Brasileira de Sinais. No Brasil. que desde a década de oitenta vem se disseminando por todos os países do mundo. ou aproveitando os restos da audição existentes. como a visão. com o apoio de D.

unimesvirtual. práticas diferentes. da família e da escola. Página 4 de 9 De acordo com Goldfield (1997) o Oralismo ou filosofia oralista visa a integração da criança com surdez na comunidade de ouvintes. De acordo com os seus defensores. ou seja. Essas metodologias se baseiam em pressupostos teóricos diferentes e possuem. rejeitando qualquer forma de gestualização. A educação oral começa no lar e.. entre outros. O que as tornam comum é o fato de defenderem a língua oral como a única forma desejável de comunicação da pessoa surda. Acreditam assim que para a criança surda se comunicar é necessário que ela saiba oralizar. Para Goldfield. especialmente a Língua de Sinais.php?id=19850 19/10/2011 . A educação oral requer participação de profissionais especializados como fonoaudiólogo e pedagogo especializado para atender sistematicamente o aluno e sua família. método Perdoncini. dando-lhe condições de desenvolver a língua oral (no caso do Brasil. requer a participação ativa da família.com. deve começar quando a criança nasce ou quando se descobre a deficiência. a linguagem restringe-se à língua oral sendo por isso mesmo esta. portanto. A educação oral requer equipamentos especializados como o aparelho de amplificação sonora individual. A educação oral requer um esforço total por parte da criança. Para alguns defensores desta filosofia. O uso da língua de sinais tornará impossível o desenvolvimento de hábitos orais corretos. método verbo-tonal.. http://campus10. especialmente da mãe. para se obter um bom resultado. a filosofia oralista utiliza diversas metodologias de oralização: método acupédico.br/eduead/mod/book/view. em certos aspectos. desenvolvendo sua personalidade como a de alguém que ouve.R_COM_LBS0_T16_1: Abordagens de Ensino na Educação da Pessoa com Surdez . o Oralismo concebe a surdez como uma deficiência que deve ser minimizada por meio da estimulação auditiva que possibilitaria a aprendizagem da língua portuguesa e levaria a criança surda a integrar-se na comunidade ouvinte. a única forma de comunicação dos surdos. Início da reabilitação o mais precocemente possível. Não oferecer qualquer meio de comunicação que não seja a modalidade oral. Isto significa que o objetivo do Oralismo é fazer a reabilitação da criança surda em direção à normalidade. o português). Para alcançar os seus objetivos. é necessário: Envolvimento e dedicação das pessoas que convivem com a criança no trabalho de reabilitação todas as horas do dia e todos os dias do ano.

Página 5 de 9 Em resumo o Oralismo consiste em fazer com que a criança receba a linguagem oral através da leitura orofacial e amplificação sonora. no desenvolvimento cognitivo.R_COM_LBS0_T16_1: Abordagens de Ensino na Educação da Pessoa com Surdez .visual como facilitador da comunicação. Segundo Ciccone (1990). Outro aspecto a ser salientado é que esta filosofia respeita a família da criança com surdez. emocionais e sociais não devem ser deixados de lado só por causa da aprendizagem da língua oral. para propiciar a comunicação com as pessoas com surdez. etc. Esta filosofia se preocupa também com a aprendizagem da língua oral pela criança surda. seja a língua de sinais. Tem como principal preocupação os processos comunicativos entre surdos e surdos. A Comunicação Total valoriza a comunicação e a interação e não apenas a língua. Ciccone (1990) demonstrou que muitas crianças que foram expostas sistematicamente à modalidade oral de uma língua. social e emocional. conseguiram aprender está língua mas.br/eduead/mod/book/view. Os defensores da filosofia da Comunicação Total recomendam então o uso simultâneo de diferentes códigos como: a Língua de Sinais.. Comunicação Total Define-se como uma filosofia que requer a incorporação de modelos auditivos. e entre surdos e ouvintes. http://campus10.com. Diferentemente do Oralismo. Língua de Sinais e alfabeto digital são expressamente proibidos. mas acredita que os aspectos cognitivos. Seu objetivo maior não se restringe ao aprendizado de uma língua. mas sim como uma pessoa. sua subjetividade. Acredita que cabe à família o papel de compartilhar valores e significados. junto com a criança. através da possibilidade da comunicação. Defende assim a utilização de qualquer recurso espaço . manuais e orais para assegurar a comunicação eficaz entre as pessoas com surdez. Uma diferença marcante entre a Comunicação Total e as outras abordagens educacionais constitui-se no fato de que a Comunicação Total defende a utilização de qualquer recurso linguístico.unimesvirtual. o português sinalizado. a linguagem oral ou códigos manuais. e a surdez como uma marca que repercute nas relações sociais e no desenvolvimento afetivo e cognitivo dessa pessoa. formando.php?id=19850 19/10/2011 . a datilologia. a Comunicação Total acredita que o aprendizado da língua oral não assegura o pleno desenvolvimento da criança surda. enquanto se expressa através da fala. não foram bem sucedidas. Gestos. os profissionais que defendem a Comunicação Total concebem o surdo de forma diferente dos oralistas: ele não é visto só como alguém que tem uma patologia que precisa ser eliminada. antes dos três anos de idade..

na modalidade escrita e. Ainda não foi feita uma avaliação crítica pois. A abordagem da Comunicação Total chegou ao Brasil na década de setenta e vem sendo adotada em escolas mais recentemente. na modalidade oral. na França. Tenta evitar que as crianças sofram as consequencias do isolamento. como uma proposta recente defendida por linguistas voltados para o estudo da Língua de Sinais. Nesse sentido a Comunicação Total acredita que esse bimodalismo pode atenuar o bloqueio de comunicação existente entre a criança com surdez e os ouvintes.. não se respeitando a estrutura própria da Língua de Sinais.R_COM_LBS0_T16_1: Abordagens de Ensino na Educação da Pessoa com Surdez . Configura-se. aparece nas propostas das escolas que trabalham especificamente na educação dos alunos surdos. A língua portuguesa é ensinada como segunda língua. Os Estados Unidos é o maior representante desta abordagem. a língua de sinais.unimesvirtual. não foi efetivamente implantada. a amplificação sonora.br/eduead/mod/book/view. http://campus10. que a criança seja exposta: ao alfabeto digital.com. Contrapõe-se às propostas da Comunicação Total uma vez que não privilegia a estrutura da língua oral sobre a Língua de Sinais. Isto facilitaria o desenvolvimento de conceitos e sua relação com o mundo. quando possível. então. Bilinguismo É uma filosofia que vem ganhando força na última década principalmente no âmbito nacional. Na Suécia já existem trabalhos nesta perspectiva há um bom tempo. a língua de sinais com a comunidade surda. Parte do princípio que o surdo deve adquirir como sua primeira língua. Tal abordagem compreende. uma vez que não trouxe os benefícios esperados no âmbito do desempenho acadêmico das crianças com surdez no que se refere ao seu processo de escolarização (leitura e escrita).php?id=19850 19/10/2011 . no caso do Brasil. Sofreu muitas críticas.. Página 6 de 9 Todos esses códigos manuais são usados obedecendo à estrutura gramatical da língua oral. Na Inglaterra existem estudos iniciais e. de maneira geral. ao português sinalizado. No Uruguai e Venezuela verifica-se a presença desta abordagem nas propostas de ensino das instituições públicas. Aponta o uso autônomo e não simultâneo da Língua de Sinais que deve ser oferecida à criança surda o mais precocemente possível.

R_COM_LBS0_T16_1: Abordagens de Ensino na Educação da Pessoa com Surdez . uma forma peculiar de pensar e agir que devem ser respeitadas. “propicia não apenas a comunicação surdo – surdo. Página 7 de 9 De acordo com Brito (1993) no bilingüismo a língua de sinais é considerada uma importante via para o desenvolvimento do surdo. Posteriormente. Existem duas vertentes dentro da filosofia Bilíngüe.. a criança deverá ser alfabetizada na língua oficial de seu país.php?id=19850 19/10/2011 . 1993 CICCONE. É o que caracteriza uma escola inclusiva para esse alunado. é que será possível proporcionar o pleno desenvolvimento emocional e cognitivo e a efetiva inclusão e participação do aluno surdo no meio social. Rio de Janeiro: Cultura Médica. além de desempenhar a importante função de suporte do pensamento e de estimulador do desenvolvimento cognitivo e social”. em todas as esferas de conhecimento. tendo assim. com cultura e língua próprias. Uma defende que a criança com surdez deve adquirir a língua de sinais e a modalidade oral da língua. e. tendo em vista que considera a língua de sinais como língua natural e parte desse pressuposto para o ensino da língua escrita. Comunicação Total. ou seja. 1990. L.br/eduead/mod/book/view. só a modalidade escrita da língua. http://campus10. Integração social e educação de surdos. Segundo Quadros (1997).com. A introdução da Língua de Sinais no currículo de escolas para surdos é um indício de respeito a sua diferença. separadamente. respeitando e considerando às suas necessidades educacionais. Os estudos têm apontado para essa proposta como sendo a mais adequada para o ensino das crianças surdas. Para os bilinguistas os surdos formam uma comunidade.F. num segundo momento. A língua oral neste caso fica descartada. O aluno surdo para se desenvolver necessita então de professores altamente participativos e motivados para aprender e tornar fluente a linguagem. A preocupação do bilingüismo é respeitar a autonomia das línguas de sinais organizando-se um plano educacional que respeite a experiência psicossocial e linguística da criança com surdez. Outra vertente acredita que se deve oferecer num primeiro momento apenas a língua de sinais e. como tal. M. Quando o professor ouvinte conhece e usa a Língua de Sinais. o mais precocemente possível.unimesvirtual. tem condições de comunicar-se de maneira satisfatória com seu aluno surdo. Bibliografia BRITO. Rio de Janeiro : BABEL Editora. o bilingüismo é uma proposta de ensino usada por escolas que se propõem a tornar acessível à criança duas línguas no contexto escolar. Só assim..

http://campus10. SP : Autores Associados. A educação de surdos: a aquisição da linguagem. 1999.com. 1963. UNESP – Marília. Porto Alegre : Artes Médicas. Charles C. C. Tese de doutorado. 1997 GUBERINA. D. _______A educação do surdo no Brasil. 2002. In W. R.SKLIAR . A educação de surdos: a aquisição da linguagem. REIS.php?id=19850 19/10/2011 . Porto Alegre : Artes Médicas.br/eduead/mod/book/view. Dissertação de Mestrado. LURIA & Yudovich. Rio de janeiro: aula Ed. Craig (editors) American Annals of the Deaf. SEESP – Brasília: 1995 . E. Dissertação de mestrado. Artes Médicas. 2. . A criança surda e seu mundo: o estado da arte. FERNANDES. La méthode verbo-tonale et son application dans la reéducation des sourds.Secretaria de Educação Especial. 1970. São Paulo: Pexus. Subsídios para a organização e funcionamento de serviços de educação especial: área DA/MEC. Craig & H. Washington. (org) Atualidade da educação bilíngue para surdos. UFES. .. Troca simbólica e desenvolvimento cognitivo em crianças surdas: uma proposta de intervenção educacional. STEWARD.1992. Hearing parents and deaf children. Conférence faite au Congrès pour les reeduques sourds. SP: EDUSF. 1989. D. 1990. Linguagem e desenvolvimento intelectual da criança. M. POLLACK. 1988.unimesvirtual. Porto Alegre : Mediação.Thomas Publisher. GOLDFELD. juin. Problemas lingüísticos e cognitivos do surdo.R_COM_LBS0_T16_1: Abordagens de Ensino na Educação da Pessoa com Surdez . R.P. A Como posso falar: aprendizagem da língua portuguesa pelo deficiente auditivo. A educação do deficiente auditivo: reabilitação ou escolaridade?. QUADROS.. R. Página 8 de 9 COUTO. Bragança Paulista. A L.v. Educational Audiology for the limited hearing infant. P. A criança surda. POKER. .. V.QUADROS. 1997.M. as políticas e as intevenções necessárias. Campinas. M.F. São Paulo. 1992. 1997. 137 (2) 85-91. SOARES. apr. Rio de Janeiro: Agir. Illinóis.M. Porto Alegre. 1999. 1990. B. PUC.

br/eduead/mod/book/view.php?id=19850 19/10/2011 .com.. Página 9 de 9 http://campus10.R_COM_LBS0_T16_1: Abordagens de Ensino na Educação da Pessoa com Surdez .unimesvirtual..

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