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A Contracepção de Emergência, conhecida como “Pílula do Dia Seguinte”, tal como o nome indica,
A
Contracepção de Emergência, conhecida como “Pílula do Dia Seguinte”, tal como o
nome indica, é um método de emergência que pode ser utilizado após a falha na utilização
de um método contraceptivo ou após uma relação sexual não protegida. A toma desta
pílula específica, em situações de emergência, pode prevenir com eficácia e segurança
uma gravidez não desejada. Contudo, não deves facilitar utilizando-a só porque é mais prá-
tico e não te obriga a assumires responsabilidades face à tua sexualidade, ou seja, utilizando
o preservativo SEMPRE.
Em que situações deves utilizá-la?
A
Contracepção de Emergência deve ser utilizada nas horas seguintes à relação sexual que
se
julga de "risco", ou seja, que se efectuou durante o período fértil (entre o 12º e o 16º dia
após o início do período menstrual), de preferência o mais breve possível até ao período
máximo de 72h!
Podes utilizá-la nos seguintes casos:
Na falha ou erro na utilização de um método contraceptivo;
Se o preservativo rompeu ou ficou dentro da vagina;
Se houve erro no cálculo do período fértil;
Se houve falha do coito interrompido;
No caso do deslocamento do dispositivo intra-uterino;
Erro na toma da pílula, no caso de ter havido relações sexuais;
E no caso de relações sexuais forçadas (violação).
Como funciona a Contracepção de Emergência
Actua de várias formas, para prevenir uma gravidez, consoante a altura do ciclo menstrual
em que é tomada:
Pode impedir ou atrasar a ovulação;
pode impedir a fecundação/fertilização (o encontro do óvulo com o espermatozói-
de);
pode impedir a implantação dum ovo na parede do útero (nidação).
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É abortiva?

Tem efeitos abortivos no caso de impedir a nidação. Pode prevenir 3 em cada 4 gravidezes não desejadas, evitando assim o recurso ao aborto.

A comunidade científica definiu o começo de uma gravidez a partir do momento que se dá

a nidação (implantação) do ovo nas paredes do útero.

Se a mulher estiver grávida, ou seja, se a nidação já tiver acontecido num período superior a 72horas, a contracepção emergência não produz um efeito anticonceptivo, não interrompe

a gravidez em curso. Por essa razão é disponibilizada no nosso país.

Que efeitos secundários podem surgir com o uso frequente da Contracepção de Emergência?

A Contracepção de Emergência pode provocar náuseas, vómitos e diarreia e, por vezes,

também dores de cabeça, tensão mamária ou retenção de líquidos. Uma boa estratégia para reduzir as náuseas é tomares a pílula com a comida ou à hora de deitar. A toma de um anti-émetico (anti enjoos) antes de iniciares a Contracepção de Emergência também é uma boa forma de diminuir as náuseas. Este efeitos desencorajam também a sua utilização como forma de contracepção habitual, aliás é uma Contracepção de Emergência como o próprio nome indica.

As mulheres que não podem tomar a pílula podem fazer a Contracepção de Emergência?

Sim, não há qualquer problema, pois o que se verifica é a toma de uma dose de estrogénio pontual, o que não tem riscos tão elevados para a saúde da mulher como tomando a pílula combinada. No entanto, também já existe contracepção de emergência sem estrogénios, possui muito menos efeitos secundários e é mais eficaz.

Existe algum problema em tomar a Contracepção de Emergência todos os meses?

Se tomares a “Pílula do Dia Seguinte” mensalmente, e inclusive mais de que uma vez no mesmo ciclo, não só a sua eficácia será muito mais reduzida como também causa grandes irregularidades no teu ciclo menstrual, provocando além disso lacerações no colo do útero.

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O que fazer se surgirem vómitos dentro das três horas após a toma da Con- tracepção de Emergência?

Se isto acontecer, é muito provável que os comprimidos não tenham sido absorvidos pelo teu organismo, por isso deves repetir a mesma dose, ou seja, deves tomá-los novamente.

Tomei a Contracepção de Emergência e alguns dias depois tive uma hemor- ragia semelhante à menstruação.

Não te preocupes que esta hemorragia é perfeitamente normal. Ao contrário do que pen- sas, não se trata da menstruação, mas sim duma pequena perda de sangue provocada pela toma da Contracepção de Emergência. A tua menstruação deverá aparecer na altu- ra esperada, mas também pode surgir uns dias mais cedo ou mais tarde.

Tomei a Contracepção de Emergência, quando virá a próxima menstrua- ção?

É difícil dar uma resposta exacta. Se tomaste a Contracepção de Emergência /Pílula do Dia Seguinte antes da ovulação, esta será atrasada e consequentemente é provável que o período venha depois da data previs- ta. Pelo contrário, se a tomaste depois da ovulação, é possível que a menstruação venha na data prevista.

A Contracepção de Emergência é 100% eficaz?

Não, existe sempre a possibilidade de uma gravidez, uma vez que não é 100% eficaz. O risco é menor, mas não é impossível! O uso frequente não é recomendável tanto pelos efeitos secundários que pode provocar em algumas raparigas, quanto pela menor eficácia contraceptiva em relação a outros métodos contraceptivos. Também provoca em alguns casos problemas de infertilidade. No entanto, é utilizada há cerca de 20 anos em muitos países e foi considerada segura para a mulher pela Organização Mundial de Saúde, sendo distribuída nos campos de refugiados e nos programas de saúde reprodutiva de responsabilidade das Nações Unidas.

Onde posso adquirir a contracepção de Emergência? Podes adquiri-la gratuitamente nos Centros de Atendimento a
Onde posso adquirir a contracepção de Emergência?
Podes adquiri-la gratuitamente nos Centros de Atendimento a Jovens e nos Centros de Saú-
de ou hospitais.
Podes também comprá-la nas farmácias. Actualmente existem diversas marcas disponíveis,
umas são vendidas com apresentação de receita médica, outras são de venda livre.
Não te esqueças: apesar de tudo deves sempre tentar falar com um médico ou com
outro técnico de saúde.
Lembra-te que a lei determina que os métodos contraceptivos e a contracepção de
emergência sejam fornecidos gratuitamente nos centros de saúde e hospitais públicos.
O direito ao planeamento familiar está garantido na Constituição Portuguesa e na Lei n.º
3/84.
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