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Materiais Elétricos
Materiais Elétricos

Prof. Carlos Renato

V. 1.1

Prof. Carlos Renato
Prof. Carlos Renato

Engenheiro eletricista, UFG – 2002

Mestre em engenharia elétrica, UFG – 2005

Área de atuação:

Eletrônica analógica e digital

Microcontroladores

Aterramento elétrico

Experiência:

Professor de eletrônica do curso de engenharia elétrica da IUESO (Faculdades Objetivo), 2006-2009

Professor de eletrônica do curso de engenharia elétrica da UCG- GO, 2007

Professor de eletrônica dos cursos Técnico e Tecnólogo do SENAI,

2008-2009

Eng. responsável pela implementação e adequação da CIMPOR- Cezarina à NR-10

Artigos Publicados
Artigos Publicados

2009 – “Simulador didático de um transistor (TBJ NPN) em diversas configurações”, Revista Eletrônica Total, n 140.

2007 – “Comparison of TLM and Impedance Measurement”, IX SIPDA - IEEE.

2006 – “Estudo e análise experimental de uma malha de equalização utilizada para o aterramento funcional de equipamentos da informação”, IEEE Transactions on Industrial Electronics.

2005 – “Performance evaluation of a signal reference ground for eletronic equipment”, VIII SIPDA - IEEE.

Materiais Elétricos
Materiais Elétricos

Metodologia de Ensino

Metodologia de ensino
Metodologia de ensino

Aulas teóricas

Datashow;

Quadro negro;

Apresentação de trabalhos (20% da nota)

Parte escrita entregue em formato digital, por e- mail, e

apresentação em sala.

Avaliação da aprendizagem

80% da nota.

Bibliografia:
Bibliografia:

Walfredo Schmidt; Materiais Elétricos, 2a Edição (Volumes I e II);

Apostilas e materiais da internet;

Página pessoal do professor (www.santoscrb.com)

Materiais Elétricos
Materiais Elétricos

Conteúdo

Materiais Elétricos
Materiais Elétricos

Conteúdo ministrado:

Materiais elétricos

Condutores

Semicondutores

Isolantes

Materiais magnéticos

Ferromagnéticos

Paramagnéticos

Diamagnéticos

Classificação geral
Classificação geral

Condutores: 10 -2 a 10 Ω.mm 2 /m

Semicondutores: 10 a 10 12 Ω.mm 2 /m

Isolantes: 10 12 a 10 24 Ω.mm 2 /m

Materiais Elétricos
Materiais Elétricos

Condutores

Condutor elétrico
Condutor elétrico

É

toda

matéria

que

permite

o

estabelecimento de um fluxo

de

elétrons em seu meio, compatível com

a diferença de potencial aplicada ao mesmo.

Condutores
Condutores

Metálicos

São os que mais permitem o fluxo de elétrons em seu meio. Possuem um arranjo geométrico bem definido que se repete nas três dimensões.

Não-metálicos

São considerados condutores de menor qualidade.

Condutores
Condutores

Sólidos

Cobre, alumínio, prata, ouro, grafite

Líquidos

Mercúrio, soluções ácidas, básicas e salinas

Gasosos

Gases ionizados ou plasmas

Condutores
Condutores

1) Propriedades dos materiais condutores

2) Metais e características

3) Peças de contato

4) Ligas metálicas

5) Carvão e grafita

1) Propriedades dos materiais

condutores
condutores

Condutores metálicos:

características
características

Estrutura cristalina

Brilho típico

Opacidade

Elevada condutibilidade elétrica e térmica

São geralmente sólidos

Capacidade de deformação e moldagem

Encruamento – deformação a frio

Derivação metálica – óxidos metálicos

Ligas metálicas

Classificação dos metais
Classificação dos metais

Alcalinos: Lítio, sódio, potássio

Nobres: cobre, prata, ouro, platina

Bivalentes: Berílio, Estrôncio, Cálcio, Bário

De Transição: Ferro, Níquel, Cobalto, Tungstênio

Propriedades dos materiais

condutores
condutores

Calor específico e Capacidade térmica

Calor específico e Capacidade térmica Calor específico : define a variação térmica de determinada substância ao

Calor específico: define a variação térmica de determinada substância ao receber determinada quantidade de calor

C

c

Capacidade térmica calor específico

Capacidade térmica calor específico

C

=

C

m c

o

cal

C

IFMG 20
Condutividade térmica (k)
Condutividade térmica (k)
cal k ◊ A ◊ ∫ = s d fluxo de calor E E ∫
cal
k
◊ A
=
s
d
fluxo de calor
E
E
[
cal
]
Energia
=
t

É a habilidade de conduzir calor

Filme: Condutividade térmica
Filme: Condutividade térmica

DENSIDADE DE METAIS

(extraído de Chemistry, Molecules, Matter and Change, Atkins e Jones, 3a. ed.,

p.A18)
p.A18)

METAL

DENSIDADE (g.cm -3 )

Alumínio

2,70

Bário

3,59

Berílio

1,85

Bismuto

8,90

Cádmio

8,65

Cálcio

1,53

Césio

1,87

Crômio

7,19

Cobalto

8,80

Cobre

8,93

Gálio

5,91

Ouro

19,28

Ferro

7,87

Chumbo

11,34

Lítio

0,53

Magnésio

1,74

Manganês

7,47

Níquel

8,91

Estanho

7,29

Platina

21,45

Paládio

12,00

Mercúrio

13,55

Prata

10,50

Titânio

4,55

Tungstênio

19,30

Urânio

18,95

Zinco

7,14

CALOR ESPECÍFICO:

EXERCÍCIO Cobre 0,0920 cal/g o C Alumínio 0,215 cal/g o C DENSIDADE: 1-Qual é o
EXERCÍCIO
Cobre 0,0920 cal/g o C
Alumínio 0,215 cal/g o C
DENSIDADE:
1-Qual é o fluxo que cada
material consegue dissipar
nessas condições?
2-Qual é a capacidade
térmica de cada dissipador?
Cobre 8,93 g/cm 3
Alumínio 2,7 g/cm 3
15 cm
Ventilador
60 o C
k
◊ A
25 o C
=
d
10 cm

25 mm

Resistência elétrica
Resistência elétrica

R

=

l

Resistência elétrica R = l A ∫ Resistividade OBS: A resistividade varia com a temperatura .

A

Resistividade

OBS: A resistividade varia com a temperatura. Em condutores metálicos é diretamente proporcional à temperatura

=

0

1

(

+

0

)

Coeficiente linear de temperatura

EXERCÍCIOS

EXERCÍCIOS  1-Determine a resistência de um fio de 200 m de comprimento, cuja área transversal

1-Determine a resistência de um fio de 200 m de comprimento, cuja área transversal seja de 2,5 mm 2 , para:

Fio de alumínio

Fio de cobre

2-Repita o exercício anterior se a bitola (área transversal) for de:

1,5 mm 2

6 mm 2

3-Repita os exercícios 1 e 2 quando o comprimento do cabo for de 100 m.

Conclusões do exercício

anterior:
anterior:

O aumento do comprimento do cabo aumenta a resistência

O aumento da bitola do cabo diminui a resistência

Materiais condutores de mesmos comprimento e área transversal: o de maior resistividade apresenta maior resistência.

EXERCÍCIOS

EXERCÍCIOS  3-Determine a resistividade dos metais a seguir a 100 o C. = 0 1

3-Determine a resistividade dos metais a seguir a 100 o C.

=

0

1

(

+

0

)

EXERCÍCIO

EXERCÍCIO  Provar os dados obtidos da tabela V, pág. 42, (linhas 1, 2, 3 e

Provar os dados obtidos da tabela V, pág. 42, (linhas 1, 2, 3 e 7 da tabela)

Emissividade térmica
Emissividade térmica

É a energia radiante emitida por segundo, pela unidade de área de uma superfície aquecida acima da temperatura ambiente. Seu valor varia entre 0 e 1. O corpo negro ideal é 1.

O enegrecimento de uma superfície aumenta sua emissividade térmica.

Estrutura do átomo
Estrutura do átomo
IFMG
IFMG

31

IFMG 32
IFMG 32

Fluxo de elétrons X Corrente elétrica

Fluxo de elétrons X Corrente elétrica + e- Corrente _ IFMG 33

+

e- Corrente
e-
Corrente

_

IFMG 34
Estrutura cristalina dos metais
Estrutura cristalina dos metais

Estruturas cristalinas

principais:
principais:

Cúbica de elemento central

Alcalinos

Cúbica de Face central

Nobres

Hexagonal fechada

Zinco, Titânio, Cobalto,

Estruturas cristalinas
Estruturas cristalinas
Estruturas cristalinas IFMG 37
Estruturas cristalinas IFMG 37
Estruturas cristalinas IFMG 37
A nuvem de elétrons
A nuvem de elétrons

Principais defeitos na

solidificação
solidificação

Bolhas e poros

Fissuras

Impurezas

2) Metais e características
2) Metais e características

Apresentação de diversos metais importantes para a área elétrica

Ductibilidade
Ductibilidade

A ductilidade ou ductibilidade é a propriedade física

dos materiais de suportar a deformação plástica, sob

a ação de cargas, sem se romper ou fraturar. Ela é

caracterizada pelo fluxo do material sob ação de uma

tensão cisalhante (tensão em uma direção).

Um material dúctil é aquele que se deforma sob tensão cisalhante. Ouro, cobre e alumínio são metais muito dúcteis. O oposto de dúctil é frágil, quando o material se rompe sem sofrer grande deformação.

Maleabilidade
Maleabilidade

Formação de lâminas;

O elemento conhecido mais maleável é o ouro;

Também o alumínio (papel de alumínio, fabricação do Tetra Pak)

Encruamento
Encruamento

Ocorre quando metais deformados a frio endurecem (mecanicamente) e reduzem sua condutividade elétrica e térmica.

Recozimento
Recozimento

Tratamento térmico que consiste em aquecimento seguido de resfriamento lento; diminui a dureza e aumenta a condutividade.

Cobre
Cobre

Cobre – características

principais
principais

Primeiro metal usado pelo homem (há 10.000 anos). Avermelhado, alta condutibilidade elétrica e térmica, só superada pela da prata.

Destacam-se: capacidade de deformação e ductibilidade. Pequena resistividade (só a prata é menor).

Baixa oxidação (porém, aumenta com o aumento da temperatura)

Cobre - corrosão
Cobre - corrosão

Exposto ao ar:

torna-se vermelho violeta (Cu2O – Óxido cuproso)

enegrecimento (CuO – Óxido cúprico)

Exposto longamente ao ar úmido: forma uma capa aderente e impermeável de carbonato básico de coloração verde.

Os halogênios atacam com facilidade o cobre, especialmente em presença de umidade;

Os oxiácidos atacam o cobre.

Cobre - Aplicações
Cobre - Aplicações

A aplicação em fios e cabos: 45% do consumo anual de cobre.

Outros usos são: Tubos de condensadores e encanamentos; Eletroimãs, Motores elétricos, interruptores e relés, tubos de vácuo.

Cunhagem de moedas

Quando associado a outros metais, os óxidos de cobre formam materiais supercondutores.

Cobre - Precauções
Cobre - Precauções

Todos os compostos de cobre deveriam ser tratados como se fossem tóxicos, uma quantidade de 30 g de sulfato de cobre é potencialmente letal em humanos.

O metal em pó é combustível.

Reage com oxidantes fortes tais como cloratos, bromatos e iodatos, originando o perigo de explosões.

Cobre - Curiosidade
Cobre - Curiosidade

Muito utilizado como haste de aterramento elétrico (enterrada no solo)

Cobre - Curiosidade  Muito utilizado como haste de aterramento elétrico (enterrada no solo) IFMG 50
Alumínio IFMG
Alumínio
IFMG

51

Alumínio
Alumínio

1827 - Isolamento do alumínio;

O alumínio é um metal leve, macio e resistente; aspecto cinza prateado e fosco, devido à fina camada de óxidos que se forma rapidamente quando exposto ao ar.

Não é tóxico, não-magnético, e não cria faíscas quando exposto a atrito.

É muito maleável, muito dúctil.

Por ser um bom condutor de calor, é muito utilizado em panelas de cozinha e dissipadores de calor.

Fragilidade mecânica e rápida porém não profunda oxidação.

Dissipadores:

Cobre X Alumínio
Cobre X Alumínio
Dissipadores: Cobre X Alumínio IFMG 53
IFMG 53
IFMG
53
Alumínio
Alumínio

suas ligas com pequenas quantidades de cobre, manganês, silício, magnésio: constituem materiais dos componentes dos aviões e foguetes.

Usadio em espelhos de telescópios (substituição aos de prata)

Devido à sua grande reatividade química é usado, quando finamente pulverizado, como combustível sólido para foguetes e para a produção de explosivos.

Alumínio
Alumínio

Transporte: Como elementos estruturais em aviões, barcos, automóveis, bicicletas, tanques, blindagens e outros.

Embalagens: Papel de alumínio, latas, embalagens Tetra Pak e outras.

Construção: Janelas, portas, divisórias, grades e outros.

Bens de uso: Utensílios de cozinha, ferramentas e outros.

Transmissão elétrica: Ainda que a condutibilidade elétrica do alumínio seja 60% menor que a do cobre, o seu uso em redes de transmissão elétricas é compensado pela seu menor custo e densidade, permitindo maior distância entre as torres de transmissão.

Descobriu-se recentemente que ligas de gálio-alumínio em contato com água produzem uma reação química dando como resultado hidrogênio, Tal popriedade é pesquisada como fonte de hidrogênio para motores, em substituição aos derivados de petróleo e outros combustíveis de motores de combustão interna.

Alumínio transparente,

Ficção científica?
Ficção científica?

Eles previram os computadores, previram armas de raios paralizantes, previram o celular…

Em pleno século XXI estamos descobrindo que muita maluquice que parecia “viagem nas estrelas”

Esta é a foto do alumínio transparente em sua primeira geração, alguns anos atrás:

Alumínio - reciclagem
Alumínio - reciclagem

A reciclagem de alumínio: derretimento do metal.

Utiliza 5% do consumo de eletricidade usada na extração. Reciclado infinitamente e reutilizado com o mesmo nível de qualidade de um alumínio recém produzido por mineração.

A sucata de alumínio permite a geração de renda para milhares de famílias brasileiras envolvidas da coleta de Al

Alumíno – aspectos da

reciclagem
reciclagem

Econômicos

Fonte de renda para diversos tipos de mão-de-obra.

Injeção de recursos na economia local.

Grandes investimentos não são necessários.

Economia considerável de energia elétrica.

Sociais

Diminuição da quantidade de lixo nos aterros sanitários.

O meio ambiente é menos agredido.

Colaboração com o crescimento da consciência ecológica.

Estímulo da reciclagem de outros materiais.

Áreas carentes são beneficiadas com o aumento de renda.

Políticos

Ajuda na composição do lixo urbano.

Colaboração no estabelecimento de políticas de destino de resíduos sólidos.

Adaptável a realidades de diferentes tipos e tamanhos de cidades.

Texto complementar
Texto complementar

Reflexos Ambientais e Sociais

A reciclagem de alumínio cria uma cultura de combate ao desperdício. Difunde e estimula o hábito do reaproveitamento de materiais, com reflexos positivos na formação da cidadania e no interesse pela melhoria da qualidade de vida da população. O alto valor agregado do alumínio desencadeia um benefício indireto para outros setores, como o plástico e o papel. A valorização do alumínio para o sucateiro torna atraente sua associação com coletas de outros materiais de baixo valor agregado e grande impacto ambiental. Além disso, a perspectiva de reaproveitamento permanente chama a atenção da sociedade por produtos e processos limpos, criando um comportamento mais renovável em relação ao meio ambiente no Brasil.

Números da reciclagem

O Brasil é (em 2005) pentacampeão na reciclagem de latas de alumínio em países onde a reciclagem de embalagens não é obrigatória por lei. O país reciclou, em 2005 96,2% das latas disponíveis no país, o que equivale a 127,6 mil toneladas de latas. Desde então, o país vem sendo seguido pelo Japão, Argentina e Estados Unidos embora existam países no mundo que possuam índices de reciclagem maiores que o brasileiro.

Embora este índice seja alto, não podemos nos esquecer de que ele é tão expressivo graças ao 1 milhão de pessoas catando sucatas nas ruas do Brasil. Graças ao processo de reciclagem essas pessoas tem acesso a renda, pois em geral não possuem formação suficiente para se adequar ao mercado de trabalho.

Entre 2000 e 2005, subiu de 10% para 24%, a participação de clubes e condomínios na coleta de alumínio, mostrando um maior engajamento da classe média.

Chumbo
Chumbo
Chumbo
Chumbo

Usado há 7000 anos. Altamente maleável, ductil e de baixo ponto de fusão (327oC).

É um metal tóxico, pesado, macio, maleável e pobre condutor de eletricidade. Apresenta coloração branco-azulada quando recentemente cortado, porém adquire coloração acinzentada quando exposto ao ar.

Chumbo - Aplicações
Chumbo - Aplicações

É usado na construção civil; baterias de ácido; Munição; proteção contra raios-X e radiação

ligas metálicas: produção de soldas, fusíveis, revestimentos de cabos etricos, materiais antifricção, metais de tipografia, etc.

Pigmentos (tintas);

É resistente ao ataque de muitos ácidos. utilizado na fabricação e manejo do ácido sulfúrico;

A ductilidade única do chumbo: formar um revestimento contínuo em torno dos condutores internos.

óxido de chumbo: melhorar as propriedades magnéticas dos imãs.

Material piezoelétrico.

Chumbo
Chumbo
Chumbo IFMG 63
Texto complementar
Texto complementar

O saturnismo, ou plumbismo é o nome dado à intoxicação pelo chumbo. Ela afeta milhões de pessoas em todo o mundo como resultado da poluição ambiental, além de outras espécies, como as aves aquáticas. Em humanos, as principais fontes de intoxicação são as tintas que contém chumbo, baterias de automóveis, pilhas, soldas, e emissões industriais. Em outras espécies, somam-se o chumbo usado em projéteis para caçada (que também são uma causa de saturnismo em humanos com projéteis alojados) e como peso para linhas de pesca, que são ingeridos por peixes, por sua vez ingeridos pelas aves.

Em humanos, a intoxicação pode levar a quadro clínico evidente ou a alterações bioquímicas mais sutis. Os sintomas mais comuns são dores abdominais severas, úlceras orais, constipação, parestesias de mãos e pés e a sensação de gosto metálico. O exame sico pode demonstrar a presença de uma linha de depósito de chumbo na gengiva e neuropatia periférica. Outras alterações incluem anemia (por porfiria secundária e inibição da medula óssea), disfunção renal, hepatite e encefalopatia (com alterações de comportamento, redução no QI).

Texto complementar (2)
Texto complementar (2)

O chumbo pode ser encontrado na água potável através da corrosão de encanamentos de chumbo. Isto é comum de ocorrer quando a água é ligeiramente ácida Este é um dos motivos para os sistemas de tratamento de águas públicas ajustarem o pH das águas para uso doméstico. O chumbo não apresenta nenhuma função essencial conhecida no corpo humano. É extremamente danoso quando absorvido pelo organismo através da comida, ar ou água.

O chumbo pode causar vários efeitos indesejáveis, tais como:

Perturbação da biosíntese da hemoglobina e anemia;

Aumento da pressão sanguínea;

Danos aos rins;

Abortos;

Alterações no sistema nervoso;

Danos ao cérebro;

Diminuição da fertilidade do homem através de danos ao esperma;

Diminuição da aprendizagem em crianças;

IFMG

65

Texto complementar (3)
Texto complementar (3)

Modificações no comportamento das crianças, como agressão, impulsividade e hipersensibilidade.

O chumbo pode atingir o feto atraves da placenta da mãe, podendo causar sérios danos ao sistema nervoso e ao cérebro da criança .

O seu uso durante o Império Romano em encanamentos de água (e seu sal orgânico, acetato de chumbo, conhecido como “açúcar de chumbo”, usado como adoçante em vinhos) é considerado por alguns como causa da demência que afetou muitos dos imperadores romanos.

Devido à elevada toxicidade do chumbo e dos seus compostos, ações para prevenir e reparar contaminações ambientais são comuns nos tempos atuais. Materiais e dispositivos que contém chumbo não podem ser descartados ao ambiente. Devem ser reciclados.

A reciclagem por sua vez trata-se de um processo com desafios muito grandes a serem enfrentados diante dos resíduos gerados durante o processo de reciclagem. No caso da reciclagem das baterias automotivas por exemplo, primeiro, os componentes das baterias (plástico e metal) são separados hidraulicamente. Depois, o metal é fundido.

Ouro
Ouro
Ouro IFMG 67
Ouro IFMG 67

IFMG

67

Ouro
Ouro

Conhecido desde a Antiguidade

brilhante, amarelo, pesado, maleável, dúctil , não reage com a maioria dos produtos químicos.

O ouro puro é demasiadamente mole para ser usado. Por essa razão, geralmente é endurecido formando liga metálica com prata e cobre.

Boa condutividade elétrica, resistente à corrosão

Ouro - aplicações
Ouro - aplicações

Usado em: comunicações, naves espaciais, motores de reação na aviação, e em diversos outros produtos.

amplo uso em eletrodeposição, ou seja, cobrir com uma camada de ouro por meio eletrolítico as superfícies de conexões elétricas (Como processadores), para assegurar uma conexão de baixa resistência elétrica e livre do ataque químico do meio. O mesmo processo pode ser utilizado para a douragem de peças, aumentando a sua beleza e valor.

O ácido cloroaúrico é empregado em fotografias.

Utilizado como cobertura protetora em muitos satélites porque é um bom refletor de luz infravermelha.

Platina
Platina
Platina IFMG 70
Platina IFMG 70
Platina IFMG 70
Platina
Platina

Os povos andinos descobriram a platina.

Quando puro, é de coloração branca acinzentada opaca, precioso, pouco maleável e dúctil.

Resistente à corrosão;

Fabricação de projéteis;

Fabricação de utensílios cirúrgicos, como pregos, tubos para ensaios e outros, odontologia protética;

Usado nas pontas das velas de ignição dos lança-chamas a explosão e nas pontas dos pára-raios (captores);

Utilizado para a produção de luvas que resistem a altas temperaturas;

Fabricação de instrumentos musicais, odontológicos e eletromagnéticos.

Catalisador no escapamento de carros e produção de ácido sulfúrico;

Termopares.

Tântalo
Tântalo

Descoberto em 1802 e isolado em 1820.

Cinzento, pesado, ductil, muito duro, resistente a corrosão por ácidos e um bom condutor de calor e eletricidade.

Em temperaturas abaixo de 150 °C é quase completamente imune ao ataque químico.

O tântalo tem a maior capacitância por volume entre todas as substâncias.

Como óxido (dielétrico), usado na produção de componentes eletrônicos, principalmente capacitores, que são muito pequenos em relação a sua capacidade. Usado em telefones, pagers, computadores pessoais, e eletrônicos automotivos

Leitura Complementar
Leitura Complementar

O tântalo também é usado para produzir uma série de ligas que possuem altos pontos de fusão, alta resistência e boa ductilidade. O tântalo de carbono , um tipo de carbeto muito duro, é usado para produzir ferramentas de cortes, furadeiras e máquinas trefiladoras. O tântalo em superligas, é usado para produzir componentes de motores de jatos, equipamentos para processos químicos, peças de mísseis e reatores nucleares. Filamentos de tântalo são usados para a evaporação de outros metais como o alumínio.

Por ser não-irritante e totalmente imune à ação dos fluidos corporais, é usado extensivamente para produzir equipamentos e implantes cirúrgicos em medicina e odontologia. O óxido de tântalo é usado para elevar o índice de refração de vidros especiais para lentes de câmera. O metal também é usado para produzir peças eletrolíticas de fornalhas de vácuo.

Ferro
Ferro

Tem-se indícios do uso de ferro, seguramente procedente de meteoritos, quatro milênios a.C., pelos sumérios e egípcios.

É um metal maleável, tenaz, de coloração cinza prateado apresentando propriedades magnéticas; é ferromagnético a temperatura ambiente, assim como o Níquel e o Cobalto.

É usado 95% em peso da produção mundial de metal

É indispensável devido ao seu baixo preço e dureza, especialmente empregado em automóveis, barcos e componentes estruturais de edifícios.

Ferro
Ferro

O aço é a liga metálica de ferro mais conhecida, sendo este o seu uso mais frequente. Os aços são ligas metálicas de ferro com outros elementos, tanto metálicos quanto não metálicos, que conferem propriedades distintas ao material. É considerada aço uma liga metálica de ferro que contém menos de 2% de carbono; se a percentagem é maior recebe a denominação de ferro fundido.

Um dos inconvenientes do ferro é que se oxida com facilidade. Existem uma série de aços aos quais se adicionam outros elementos ligantes, principalmente o crômio, para que se tornem mais resistentes à corrosão. São os chamados aços inoxidáveis.

A magnetita e o óxido de ferro III (Fe2O3) têm aplicações magnéticas.

Níquel
Níquel

O uso do níquel remonta aproximadamente ao século IV A.C

Empregado na fabricação de aço inoxidável;

Baterias recarregáveis, cunhagens de moedas, revestimentos metálicos.

Alnico, liga para imãs.

O mumetal, (76%Ni (quel), 17%Fe (Ferro), 5%Cu (Cobre) e 2%Cr (Cromo) ou Mg (Magnésio) )por sua elevada permeabilidade magnética.

As ligas níquel-cobre são muito resistentes a corrosão, utilizando-se em motores marítimos e indústria química.

A liga níquel-titânio apresenta o fenômeno memória de forma e é usado em robótica, também existem ligas que apresentam superelasticidade.

IFMG

76

Zinco
Zinco

Foi descoberto em 1746.

O zinco é obtido com facilidade.

É um metal de coloração branca azulada. O ar seco não o

ataca, porém, na presença de umidade, forma uma capa superficial de óxido ou carbonato básico que isola o metal e o protege da corrosão.

Empregado na fabricação de ligas metálicas como o latão e bronze, além de ser utilizado na produção de telhas e calhas residenciais.

Utilizado como metal de sacrifício para preservar o ferro da corrosão em algumas estruturas, na produção de pilhas secas

e como pigmento em tinta de coloração branca.

Pesquisa em grupo
Pesquisa em grupo

Prata

Mercúrio

Estanho

Cádmio

Cromo Tungstênio

Ligas metálicas
Ligas metálicas

Por que desenvolver ligas metálicas?

Obter materiais com novas propriedades mecânicas e elétricas;

Medição de temperatura (termopares);

Aço
Aço

Liga usada em:

lâminas de transformadores;

de relês;

cabos com alta resistência à tração(CAA);

3) Peças de contato
3) Peças de contato
Problemas básicos:
Problemas básicos:

Fechamento: Ricochete

Abertura: Arco elétrico

O contato entre duas peças P A =
O contato entre duas peças
P
A =

H

A área

P pressão

H dureza

R

=

l

A

Contato Deslizante X Contato por pressão

Contato Deslizante X Contato por pressão  Deslizante  Pressão  Remove camada de óxido 

Deslizante

Pressão

Remove camada de óxido

Desgasta mais

Não há remoção

Durabilidade maior

 Pressão  Remove camada de óxido  Desgasta mais  Não há remoção  Durabilidade
 Pressão  Remove camada de óxido  Desgasta mais  Não há remoção  Durabilidade
Ricochete entre as peças
Ricochete entre as peças
Ricochete entre as peças IFMG 85

IFMG

85

Arco elétrico
Arco elétrico

Temperatura: 6.000 o C

Tempo de duração e capacidade térmica do material são críticos

Ocorre no desligamento

(Ver filmes)

Materiais usados para contato:

Materiais usados para contato:  Tungstênio;  Molibdênio;  Platina;  Paládio;  Ouro;  Prata;

Tungstênio;

Molibdênio;

Platina;

Paládio;

Ouro;

Prata;

Ligas de prata.

Filmes: arco elétrico
Filmes: arco elétrico
4) Ligas metálicas
4) Ligas metálicas
Tópicos abordados:
Tópicos abordados:

Ligas metálicas condutoras

Ligas metálicas resistivas

Ligas de aquecimento

Ligas para fins de medição Termoeletricidade

Ligas IFMG 91
Ligas IFMG
Ligas
IFMG

91

Condutoras
Condutoras

Transporte de energia com perdas reduzidas EX: bronze, latão

Resistivas
Resistivas

Provocar quedas de tensão ou limitação da corrente elétrica.

De aquecimento
De aquecimento

Elevada estabilidade térmica

Bom comportamento químico e corrosivo

Termoeletricidade
Termoeletricidade
Termoeletricidade IFMG 95
Termoeletricidade
Termoeletricidade
Termoeletricidade IFMG 96
Termoeletricidade
Termoeletricidade
Termoeletricidade IFMG 97
Termopares
Termopares
Termopares IFMG 98
Bimetais
Bimetais
Bimetais Termorelés, termostatos, disjuntores térmicos IFMG 99

Termorelés, termostatos, disjuntores térmicos

5 – Carvão e grafita
5 – Carvão e grafita
Utilização
Utilização

Resistores, potenciômetros, escovas de motores,

Baixo atrito

Resistores
Resistores

Resistores fixos, variáveis, ajustáveis

Potência

Resistores  Resistores fixos, variáveis, ajustáveis  Potência IFMG 102
IFMG 103
Fusíveis
Fusíveis
Fusíveis IFMG 104
Fusíveis IFMG 104
Fusíveis IFMG 104
Fusíveis IFMG 104
Tópicos complementares
Tópicos complementares
Fusíveis
Fusíveis
Fusíveis IFMG 106
Fusíveis IFMG 106
Fusíveis IFMG 106
Fusíveis IFMG 106
Supercondutividade
Supercondutividade
Supercondutividade IFMG 107
Fim do capítulo
Fim do capítulo