INSTITUTO FEDERAL DE SANTA CATARINA - CAMPUS JARAGUÁ DO SUL CURSO TÉCNICO TÊXTIL EM MALHARIA E CONFECÇÃO – CÓDIGO 115 MÓDULO

IV

LÉO EMYDIO FEITEN MARIA DE LOURDES R MUNIZ SILVANA PENDIUK DOS SANTOS

SILEMA INDÚSTRIA E COMÉRCIO TÊXTIL LTDA CONTROLE QUALIDADE

JARAGUÁ DO SUL 2011

O prazo de entrega do fornecedor é essencial para cumprirmos os prazos de entrega de nossos produtos. facilitando as costuras iguais. Abrange quatro tarefas inter-relacionadas: 1) ESPECIFICAÇÕES INICIAIS DO PRODUTO -Desenvolvimento Nossos produtos serão através de protótipos. e a qualidade do processo.CONTROLE DE QUALIDADE O controle de qualidade pode ser definido como sendo um sistema dinâmico e complexo. Será solicitado ao fornecedor uma amostra com ficha técnica do produto para analisarmos por nosso laboratório. e os moldes contemplarão piques e outros pontos convenientes das bordas. inspecionaremos 5% do total da matéria prima no recebimento. para não comprometer o material de trabalho e os equipamentos. testados antes do início da produção. -Inspeção da matéria-prima na recepção A inspeção da malha será feita através de uma amostragem. com objetivo de melhorar a qualidade do produto final. onde permitirá ser corrigido eliminações de dificuldades e imprevistos durante o processo. O controle de qualidade tem por objetivo produzir itens de qualidade satisfatório. que abrange todos os setores da fábrica de forma direta e indireta. todos modelos serão graduados. . mantendo nossos clientes sempre em primeiro lugar. 2) CONTROLE NA COMPRA E RECEPÇÃO O setor de compras fará no mínimo três pesquisas de preço com fornecedores diversos. -Modelagem Utilizaremos o programa Audaces. Cada molde deve dispor de uma linha reta aumentando a posição dos fios de tecido. Avaliaremos em conjunto a qualidade do produto em si.

codificar o lote em função do seu tamanho. Mecanismos de Aplicação do Plano de Amostragem Torna-se necessário. serão rejeitados. . utiliza-se a Tabela I. Quando a matéria-prima estiver dentro dos padrões estabelecidos. 3) CONTROLE DURANTE O PROCESSO DE FABRICAÇÃO Plano de Amostragem Simples Neste Plano de Amostragem a quantidade de unidades de produtos inspecionada deverá ser igual ao tamanho da amostra dado pelo Plano.O revisor inspecionará aleatoriamente de acordo com a nossa classificação. primeiramente. Adotaremos o Plano de Amostragem Simples de Inspeção Normal. durabilidade e utilidade da malha. Dessa forma serão evitadas: -Paradas no fluxo de produção. -Produção de lotes inferiores. que se encontra apresentada a seguir. e os testes laboratoriais serão: -Encolhimento -Largura -Tonalidade Analisaremos a estética. -O não cumprimento dos prazos de entrega acordado com o cliente. Para esse fim. serão aceitas. se estiver fora dos padrões.

estabelecido. contando todo o lote. Inspecionar os cones quanto ao número de linha. Inspecionar os cones quanto à cor e a tonalidade à luz de lâmpada fluorescente ou similar.Q. . retirá-la ao acaso dos pacotes do lote. comparando-se com a cor da cartela e entre si. na mesma tabela. a fim de obter.A. os números: de aceitação de rejeição Utilizaremos a tabela abaixo: • Regime de Inspeção Normal – Tabela II-A (em anexo) Inspeção de Qualidade de Aviamentos Linhas: Verificar o tamanho da amostra no plano de amostragem.CODIFICAÇÃO DO LOTE – TABELA I Unidade do Lote 2a8 9 a 15 16 a 25 26 a 50 51 a 90 91 a 150 151 a 280 281 a 500 501 a 1200 1201 a 3200 3201 a 10000 10001 a 35000 35001 a 150000 150001 a 500000 500001 a em diante Código A B C D E F G H J K L M N P Q Código: Indica o tamanho da amostra Consulta-se o valor mais próximo à Amostragem Simples e procura-se o valor mais próximo de N.

tamanho da amostra 125 peças) Critério de julgamento: Aceita (Ac) com 7 Rejeita (Rc) com 8 . o tamanho.Botões não metálicos: Fazer uma inspeção nos furos.Q. a composição. N. N.5% (pela Tabela II A. Amostragem botões: • • • • Regime de inspeção: Normal Tamanho do lote: 1. Amostragem peça caixa papelão: • • • • Regime de inspeção: Normal Tamanho do lote: 1. N.Q.000 peças (pela Tabela I corresponde ao código J).5% (pela Tabela II A.Q.5% (pela Tabela II A. as normas de lavanderia. bem como sua perfeição e simetria em relação ao centro.A – 2. a nitidez da etiqueta. tamanho da amostra 80 peças) Critério de julgamento: Aceita (Ac) com 5 Rejeita (Rc) com 6 Etiquetas:  Inspecionar a etiqueta verificando a marca. outra sobre a quantidade de furos existentes no botão. Regime de inspeção: Normal Tamanho do lote: 2.A – 2. conforme a necessidade do caso. tamanho da amostra 125 peças) Critério de julgamento: Aceita (Ac) com 7 Rejeita (Rc) com 8 Caixa de papelão:   Inspecionar a caixa verificando largura x comprimento x altura.A – 2.319 peças (pela Tabela I corresponde ao código K). Conferir a logomarca.500 caixa/mês com capacidade de cada de 100 peças. a qual deve ser feita colocando-se botão entre o olho e um foco de luz forte.500 peças (pela Tabela I corresponde ao código K). Largura e altura.  • • • • Amostragem etiquetas: Utilizaremos 1.

todas as partes componentes foram riscadas. os tamanhos e a sequência de camadas devem ser idênticas. o que pode ser feito em três partes conforme abaixo: • Verificar. colocando a primeira sobre a segunda. as partes componentes são transportadas para a preparação. de cada parte componente do produto cortado. ou seja. A tensão apresentada pelas camadas de tecido. Empacotamento ou Preparação: Após o controle de qualidade das peças cortadas. Durante esse processo. Após o corte e antes que o lote seja liberado da mesma. a orientação do fio no tecido. a espessura das linhas riscadas. o primeiro verificar se todas as partes que se acasalam possuem o mesmo painel com o último. e) Defeitos gerais. a orientação dos moldes e o faceamento dos moldes. cada parte do produto. se a largura do tecido enfestado coincide com a risco. com o auxílio do molde original. figuras). Os desvios das tramas. No infesto: No infesto será analisado basicamente: a) b) c) d) O alinhamento das camadas de tecido. a fim de se ter à certeza de que as . Verifica se o risco colocado sobre o enfesto tem ou não a sua rubrica para fins de aprovação. • comprimento. o Inspetor de Qualidade deve inspecionar cada parte do produto. A direção do tecido (tonalidade. No corte: Conferir o risco e o enfesto.No Risco: Analisar os fatores que afetam a qualidade dos riscos São as superfícies a riscar. de modo a dizer da exatidão e posicionamento correto de piques e furos. • Comparar.

ficando. ±2mm ESPECIFICAÇÃO Pontos por cm Franzido Falhas Arremate Largura de Costura Estiramento Outros DESCRIÇÃO 3 Sem bolinhas 1.5mm ± 0. apenas. a inspetora soma as quantidades de peças examinadas e defeituosas encontradas durante a jornada de trabalho.5mm Largura da costura deve ser todas por igual.5mm ± 0. Muitas vezes. Para o cálculo do percentual de peças defeituosas diariamente. Amostragem peça acabada: • • • • Regime de inspeção: Normal Tamanho do lote: 2319 peças (pela Tabela I corresponde ao código K).5mm ± 0. temos: % = peças defeituosas . Na Costura e no Acabamento: Um Controle de Qualidade deve ser concebido de maneira dinâmica. o aspecto do conserto do defeito.5mm Ao final do dia. tamanho da amostra 125 peças) Critério de julgamento: Aceita (Ac) com 7 Rejeita (Rc) com 8 Especificações de qualidade: TOLERÃ NCIA ± 0. N. sem que nada se tente para eliminar sua origem.5% (pela Tabela II A. coincidir costuras.A – 2.peças de um tamanho e de uma mesma tonalidade serão montadas no mesmo vestuário. quando se cai numa rotina.5mm ± 0. perde-se todo o benefício do sistema empregado. 100 peças examinadas .5mm ± 0.Q.

Ao final da semana. esses resultados são apresentados á Supervisora do Controle de Qualidade.00 – em diante 4) CONTROLE NO PRODUTO ACABADO (REVISÃO E EXPEDIÇÃO) Instalaremos um programa de inspeção de qualidade definida. é importante que se trabalhe com metas preestabelecidas. de modo a ter o mesmo critério de julgamento. qual percentual será estimado. . no qual nos classificaremos como excelentes. parte manchada. Uma boa forma de classificar os defeitos é estabelecer Especificações de Qualidade. segundo sua natureza e intensidade. logo de manhã (início do expediente). satisfatórios ou ruins? Exemplo: Especificação Excelente Bom Satisfatório Ruim Percentual Até 0. os resultados deverão ser submetidos á Supervisora de Produção. receber orientação quanto às operadoras que sejam merecedoras de maior atenção.90% 3.Ao final do expediente. que analisa e planeja o dia seguinte. que formam um conjunto de peças consideradas de 2ª qualidade. calcula-se o percentual total de peças defeituosas e de peças examinadas de cada operadora. segunda e terceira qualidade. bons.90% 1.00 – 1. tecidos xadrez descascados. que deverá também. grandes e pequenos. através da análise do produto. e identificar os possíveis defeitos de grupos que serão classificados como críticos.00 – 2. Para que estes dados sejam úteis.90% 2. DEFEITOS CRÍTICOS – Qualquer defeito que destrói a vendabilidade do produto e que se mostra de natureza irreparável. No dia seguinte. tal como frente de uma camisa que foi queimada durante a prensagem final. o que permitirá classificar como primeira. Todas as inspetoras devem ser orientadas.

nem pela pessoa que observa. etc. porém uniforme. c) Zona Focal III: área que normalmente não é observada pela pessoa que veste o artigo e/ou pela pessoa que observa o usuário. . não seria notado pelo cliente. seja para a pessoa que observa o usuário. Critérios para Classificação: a) Zona Focal I: constitui a área mais evidente e visível do produto. o menor número de pontos numa costura. os pontos soltos ou falhados. mas que é de natureza reparável. normalmente. tal como as costuras abertas. como por exemplo. DEFEITOS PEQUENOS – Qualquer defeito que não destrói a vendabilidade do produto.DEFEITOS GRANDES – Qualquer defeito que possa destruir a vendabilidade do produto. Aplica-se a todos os produtos confeccionados em tecidos e malhas. a falta de botões em calça jeans. etc. que pode ou não exigir conserto e que. seja para a pessoa que veste o artigo. b) Zona Focal II: área do artigo que não é notada à primeira vista. largura do pesponto ligeiramente diferente. nem pelo usuário. CLASSIFICAÇÃO DOS DEFEITOS E ZONAS FOCAIS Zonas Focais A zona focal é onde a localização dos defeitos deve ser analisada mais criticamente. mas que vale a pena ser vigiado para que não piore.

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Adotaremos a tabela abaixo para inspeção: DEFEITO CRÍTICO LOCAL ZONA 1 ZONA 2 ZONA 3 rejeita rejeita rejeita rejeita rejeita aceita rejeita aceita aceita GRANDE PEQUENO .

ANEXOS .

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