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ATENEU INSTITUTO DE EDUCAÇÃO E PESQUISA O LÚDICO COMO FACILITADOR DA APRENDIZAGEM NA SALA DE AULA Luziana Maria Ferreira Peixoto
FAFIA/Pedagogia.Luzianamfpeixoto@hotmail.com.br

Resumo Este artigo tem por objetivo principal analisar a importância das atividades lúdicas Como forma de contribuir para o desenvolvimento não só cognitivo da criança, mas também para o seu desenvolvimento social, físico e moral. E com o processo de trocas, confrontos, negociações e partilhas gerado com os jogos que o indivíduo gera novas conquistas individuais e coletivas. Portanto, o ato de brincar é terapêutico, prazeroso, e o prazer é o ponto fundamental da essência do equilíbrio humano. No primeiro momento procuramos abordar algumas teorias como a de Freud, Piaget e Froebel. Num segundo momento, apresentaremos a importância do lúdico não dó para o desenvolvimento das crianças, mas a sua relevância na vida social dos indivíduos apresentado também a classificação dos jogos e as fases do desenvolvimento de acordo com Piaget. Num terceiro momento relataremos a importância do lúdico como facilitador na sala de aula. Para a realização do presente estudo, de cunho bibliográfico, se fez, Wasjskop dentre outros destacados ao longo da revisão de literatura expressa no decorrer do trabalho necessário um levantamento das concepções de autores e estudiosos da área, entre os quais podemos citar Piaget, Kishimoto.

Palavras-chave: Brincar; Saber; Educar; Brincadeira; Jogos 1 Introdução Os professores percebem que o Lúdico pode estar presente também em sala de aula sendo uma importante metodologia no processo ensino-aprendizagem, pois até então, resumiam o Lúdico somente às aulas de Recreação ou Educação Física. “ O Lúdico é eminentemente educativo no sentido em que constitui a força impulsora de nossa curiosidade a respeito do mundo e da vida, o princípio de toda descoberta e toda criação. “(Santo Agostinho). Ao brincar, a criança exercita o aspecto cognitivo, suas habilidades motoras (salta, corre, rola,...), seu equilíbrio emocional e autonomia que são bases fundamentais para suas aprendizagens futuras. Acima de tudo, o brincar motiva e dá prazer, proporcionando um clima especial para a aprendizagem, tornando-a diferente e interessante. As atividades lúdicas são fundamentais para o desenvolvimento da criatividade. Crianças criativas possuem melhor concentração, são menos agressivas, mais originais e interessantes e tendem a gostar mais do que fazem, levando essas experiências para todas as fases de sua vida. De acordo com Chateau (1987), faz parte da natureza humana o ato de brincar com a vantagem de favorecer o desenvolvimento da criança e mesmo dos adultos. Estes se realizam plenamente, entregandose por inteiro ao jogo. Já para a criança quase toda atividade é jogo e é pelo jogo que ela advinha e antecipa as condutas superiores. Portanto o brincar é uma atividade inerente ao ser humano. Assim, o momento de brincar possui grande importância, pois contribui para o desenvolvimento do potencial da criança. Sendo também o espaço que proporciona liberdade criadora, oportunidades de socialização, afetividade e um encontro com o seu próprio mundo, descobrindo-se de maneira prazerosa. Ao inserir a brincadeira dentro do conteúdo da inteligência, Piaget apud Kishimoto,(2001), distingue a construção de estruturas mentais da aquisição de conhecimentos. Nesse sentido, a brincadeira, enquanto processo assimilativo, participa do conteúdo da inteligência, igual a aprendizagem e também é compreendida como conduta livre, espontânea que a criança expressa por sua vontade e pelo prazer que lhe dá. Assim sendo, ao manifestar a conduta lúdica, a criança demonstra o nível de seus estágios cognitivos e constrói conhecimentos

concebida a partir dessa hipótese. As concepções froebelianas de educação. adquire iniciativa e autoconfiança. 3 A Importância do Lúdico Segundo Vigotsky (1984). produzir. pode certamente tornar-se um homem determinado. 2 Teorias sobre os jogos Várias teorias surgiram para explicar o significado dos jogos. capaz de auto-sacrifício para a promoção de seu bem e dos outros. cognitivo. mostrando que aquilo que aparentemente é apenas uma forma de preencher o tempo de lazer. onde o trabalho pautado em brincadeiras e jogos propicie um aprendizado dinâmico.. sua curiosidade é estimulada. com determinação auto-ativa. enfocando especialmente a educação infantil. num exercício das ações individuais já aprendidas gerando ainda. liberdade. que segundo o mesmo. Para ele. pensar o novo. devem ser realizadas em cooperação com os outros.. sua teoria metafísica pressupõe que o brincar permite o estabelecimento de relações entre os objetos culturais e a natureza. desafiador. Froebel (2001) acentua a importância à criança. p. esquecendo sua fadiga física. agir sobre as coisas. levando professores e pais a analisar as atividades lúdicas no desenvolvimento das crianças. Froebel (2001) introduz o brincar para educar e desenvolver a criança. O presente trabalho foi desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica embasada em teóricos como Piaget. tem raízes profundas no que diz relação a vida e ao saber. concebe suporte para o ensino e permite a variação do brincar. Vigotsky. O tema do presente estudo vincula-se diretamente a área da educação. do pensamento e da concentração. Por acreditar no lúdico como facilitador da aprendizagem na sala de aula tem certeza que este estudo ampliará a discussão sobre o assunto levando aos profissionais da educação fazer uma análise mais profunda e qualitativa sobre o tema. os jogos são buscados espontaneamente pelas crianças como meio de chegar à descoberta. que pode acontecer por meio das brincadeiras livres ou espontâneas. não é trivial. reconstruir. uma prática de interação social.). É através do jogo que a criança aprende a agir.23). típico da vida humana enquanto todo — da vida natural/interna do homem e de todas as coisas. propiciando sob vias lúdicas um ensino prazeroso e que oportunize interações sociais e cognitivas. em trabalhos de que todos participem efetivamente. os dons ou brinquedos. o lúdico influencia enormemente o desenvolvimento da criança. A educação. 1999. A criança que brinca sempre. é altamente sério e de profunda significação” (Kishimoto. contentamento. “O brincar. Luckesi dentre outros. moral. Assim. enfim um aprendizado que possua como alicerce mais que a diversão e. Kishimoto. sobretudo. Entende que é por meio do brinquedo que a criança adquire a primeira representação do mundo. ao mesmo tempo. a inteligência se desenvolve para preencher uma necessidade. unificando para o mundo espiritual. em suas séries iniciais. que os jogos consistem numa simples assimilação funcional. descanso externo e interno. apud Froebel.2 de acordo com o seu nível de desenvolvimento. é responsável pelo desenvolvimento físico. construir. ora orientada. A brincadeira é uma atividade espiritual mais pura do homem neste estágio e. o educador deve desafiar a criança a produzir aquilo que ele quer transmitir. e paz com o mundo (. Desta forma no presente estudo enfocamos o seguinte problema: o uso das atividades lúdicas propiciam uma aprendizagem qualitativa?Para tratar dessa questão. um sentimento de prazer pela ação . Assim focamos em reconstruir a visão errônea dos jogos educativos. as razões para essas permanências culturais. perseverando. colocou os jogos como atividade indispensável na busca do conhecimento pelo indivíduo descobriu que não é o estimulo que move o indivíduo ao aprendizado. Ela dá alegria. isto revolucionou a pedagogia da época. Entende também que a criança necessita de orientação para o seu desenvolvimento. perspicácia do educador levando-a a compreender que a educação é um ato institucional que requer orientação. a seus interesses e atividades e valoriza sua liberdade de expressão. o brincar como atividade livre e espontânea.. ora como atividade livre. estabeleceu-se como objetivo geral: propiciar uma nova visão das atividades para um ensino prazeroso. Nesse sentido. proporciona o desenvolvimento da linguagem. em qualquer tempo. inventar estratégias.. Já teoria de Froebel (2001) ao ponderar o brincar como urna atividade espontânea da criança. deve estimular a inteligência e preparar os jovens para descobrir e inventar. Em estudos realizados por Piaget sobre o desenvolvimento da inteligência. objetos que subsidiam atividades infantis. Faria (1995) expõe segundo a concepção piagetiana. homem e sociedade estão intimamente vinculados ao brincar.

aceitar o outro e se ver como membro do grupo. revelando conflitos. Piaget (1978) atesta que a passagem de ação a representação. É inaceitável que outra criança tome seu lugar de líder numa brincadeira ou discorde do que está pensando. Ela é capaz de representar uma coisa por outra. de construir esquemas simbólicos. ansiedades. ela é o centro das atenções. trabalhos manuais. o seu objetivo. no segundo e sobretudo no terceiro nível. marcado pelo funcionamento dos reflexos inatos. brincar é sua linguagem secreta. elaborou uma classificação genética baseada na evolução das estruturas. as primeiras reconstituições lingüísticas de ações surgem junto à reprodução de situações ausentes. Os jogos de faz-de-conta possibilitam à criança a realização de sonhos e fantasias. não gosta de dividir brinquedos nem suas idéias.]. De acordo com Piaget (1998). p. Contudo é relevante diferenciar as formas de jogo nas fases da infância. A segunda a Pré-Operatória o principal progresso nessa fase que vai dos 2 (dois) aos 6 (seis) anos. A Fase-Sensório Motor. é a que nos interessa. Colocando em palavras o seu pensamento referente às brincadeiras de fantasiar. o processo de socialização transcende suas brincadeiras conjuntas. Através da brincadeira a criança expressa sua forma de representação da realidade.. distinguidas as abstrações empíricas..3 lúdica em si e pelo domínio sobre as ações. A criança tem a tendência de reproduzir nos jogos as relações predominantes no seu meio ambiente e assimilar dessa maneira a realidade e uma maneira de se autoexpressar. Surge o egocentrismo que é uma característica principal nesta fase. intervêm dois mecanismos: abstração e generalização.. O desenvolvimento cognitivo se inicia a partir dos reflexos que gradualmente se transformam em esquemas de ação do nascimento até os dois anos de idade aproximadamente. isto é. Sua escolha é motivada por processos íntimos. medos e angústias. a criança passa no nível neonatal. Na brincadeira a criança assume diferentes papéis e nessa representação age. Nesse período dos seis aos doze anos. que devemos respeitar mesmo se não a entendermos. Esta adaptação ocorre pelo fato da criança construir novos conceitos e aprender a relacionar-se com outros. É a fase da tomada de consciência compreensão do que está à sua volta. A criança já não depende só de sensações e movimentos. O que está acontecendo com a mente da criança determina as suas atividades lúdicas. [.. pois nesta idade é o período de ingresso do aluno no ensino fundamental. reflexiva e refletida. 105) coloca que: Nenhuma criança brinca espontaneamente só para passar o tempo. 96). (1997) afirma que. A criança começa a verbalizar o que só realizava motoramente. desejos. através da brincadeira simbólica e da imitação. problemas. a palavra. aliviando tensões e frustrações. trocas de objetos ou mesmo o relacionamento afetivo com adultos. Vigotsky (1984. mas utiliza a imagem. construções de materiais didáticos. frente à realidade de maneira não liberal. Piaget apud Rizzi. Portanto. apesar de brincar com outras crianças. representações teatrais e outros. utilizando-se de objetos substitutos. o jogo é uma atividade que tem sua própria razão de ser e contém em si mesmo. experimentando o prazer em unir a elas seus objetivos e situações imaginárias. Classificando os jogos em três grandes categorias que correspondem as três fases do desenvolvimento infantil.Sobre a importância do ato de brincar para o desenvolvimento psíquico do ser humano Bettelheim (1984. Ao brincar a criança procura apoio nas coisas visíveis e palpáveis do mundo que a cerca. Ela desenvolve mais suas habilidades de comunicação passando a ouvir melhor o que os outros tem a lhe dizer e tornase capaz de emprestar o que lhe pertence. coloca que os objetivos ditam a ela a ação que deve ser executada. Portanto. a criança está se desenvolvendo ativamente e isso lhe dá possibilidades de se utilizar da inteligência prática decorrente dos esquemas sensoriais motores. os jogos têm dupla função: consolidar os esquemas já formados e dar prazer ou equilíbrio emocional a criança. Na terceira fase que é das Operações Concretas. (1997). é o desenvolvimento da capacidade simbólica. o simbolismo decai e começam a aparecer com mais freqüência desenhos. em relação ao sensório-motor. formar esquemas simbólicos.]é evidente que os jogos de construção não definem uma fase entre outras. formados no período anterior. . transferindo e substituindo suas ações cotidianas pelas ações e características do papel assumindo. mas ocupam. Piaget apud Rizzi. para outro em que ela já é capaz de uma organização perceptiva e motora dos fenômenos do meio. uma posição situada a meio de caminho entre o jogo e o trabalho inteligente [. p.

Jogos pré-desportivos (pique. atletismo (resistência. As brincadeiras e brinquedos que apresentam maiores interessem as crianças nessa fase são: Jogos Esportivos (futebol. nem sempre. repetitivo e muito menos um aprender que se esvazia em brincadeiras sem significados. Aparece com mais freqüência os jogos de competição. basquetebol e outro. as regras são mais discutidas e importantes para a criança.Jogos de construção.4 A criança demonstra a necessidade de ter um espaço agradável para brincar e encontrar amigos. elástico. queimada. Há uma imagem mental já formada que permite a criança evocar esse objeto em sua ausência. obstáculos. No plano afetivo o grupo tem um papel primordial na descentralização e na conquista de seu pensamento. devendo oportunizar atividades na sala de aula. O interesse por coleções e esportes aumenta nessa idade. Esse tipo de jogo continua durante toda a vida do indivíduo. boliche. cabo de guerra). 4 Atividade Lúdica na Escola As dificuldades encontradas por alunos e professores no processo ensino-aprendizagem são muitas. A própria universidade tem uma rejeição em relação ao brincar. p. ginásticas. o professor é a figura fundamental para que isso aconteça. xadrez. fragmentada e parcial da realidade. dois toques. proporcionando um ambiente onde os educandos sejam . não em proporções verbais. pião. Jogos pré-desportivos do futebol: (controle. bonecas menores. corrida de velocidade. mas de maneira diferente. Oportunizando a interação uns com os outros. O que distingue o jogo de regras e a existência de um conjunto de leis impostas pelo grupo. sendo que seu descumprimento é normalmente penalizado. Entretanto costuma-se justificar sua importância apenas pelo caráter motivador ou pelo simples fato de ter ouvido falar que o ensino através dos jogos é mais estimulante para o processo de ensino-aprendizagem. esportes sobre rodas. rebatida. jogos de montar que sejam desafiante (quebra-cabeça e outros). desenvolvendo-se principalmente na fase das operações concretas. As relações lógicas abstratas só serão possíveis a partir dos onze ou doze anos. bandeira). triplo. com vara. e uma forte competição entre os indivíduos. durante a construção de um material proposto pelo professor se tem a oportunidade de aprender de forma mais efetiva. gol a gol. e em que momento deve ser usado. Muitas vezes. bobinho). apenas os aplicando na manipulação de objetos concretos. o professor terá que se integrar da importância do lúdico na formação da criança. Pela intensidade que as relações sociais vão acontecendo na vida da criança. malha). Leif (1978) expõe que. Nesse sentido. verifica-se que as brincadeiras simbólicas vão sendo substituídas por jogos construtivos e de regras. esportes com bastões e raquetes. O professor deverá. o problema não é dos professores. mas ela usa uma lógica e raciocina ainda de modo elementar. não um aprender mecânico. será o visualmente o mais bonito e nem o já construído. mas na verdade desconhece o efeito dos jogos no desenvolvimento cognitivo da criança. 7). sua visão ingênua. jogar educa. o material mais apropriado. arremesso de peso e dardo). portanto estabelecer metodologias e condições para desenvolver e facilitar este trabalho. Com isso muitos professores que não conseguem alcançar resultados satisfatórios por si só estão procurando novas maneira de melhorar este quadro. compreendendo. assim como viver educa: sempre sobra alguma coisa. voleibol. não há mais a necessidade da presença do objeto. chute em gol. reelaborando o saber historicamente produzido e superando. tabuleiros. oferecendo materiais e partilhando das brincadeiras. O aluno tem todo o direito de aprender. Os professores não sabem porque ninguém os ensinou. assim. Jogos populares: (bocha. Mas um aprender significativo do qual o aluno participe raciocinando. selecionar aquelas mais significativas para seus alunos criando condições para que estas atividades sejam concretizadas. brincadeiras (pipa. taco. O jogo pressupõe a existência de parceiros e um conjunto de obrigações o que lhe confere um caráter eminentemente social. Segundo Carneiro (2007. O professor acadêmico acha que o aluno já tem que ter uma capacidade de abstração e não precisa de brincadeira. jogos de perguntas e respostas. carrinho de rolimã. Observa-se o simbólico ainda nesta fase. drible. Os jogos de regras começam a se manifestar por volta dos cinco anos. mini-laboratório e vídeo-game. normalmente são necessários. Portanto. de adivinhação. o que facilitará o próprio auto-desenvolvimento individual. O professor nem sempre tem clareza das razões fundamentais pelas quais os materiais ou jogos são importantes para o ensinoaprendizagem e. bola-de-gude. jogos de regra (dama. mamãe da rua. carta e outros). saltos em altura e em distância.

O qual pode variar de caráter de sua mediação entre as crianças e a cultura em vários pontos: quando se estão estabelecendo as metas. sendo que a brincadeira é muito mais que a lembrança de alguma coisa que de fato ocorreu. mostra a imagem que faz da infância. originando um novo tipo de atitude em relação ao real. o contrario daquele apresentado nas situações de brincadeira. deste modo. principalmente no que diz respeito ao brincar. força. 117) expõe que: O comportamento das crianças em situações cotidianas é uma relação aos seus fundamentos. ao menos. quanto mais rica for a experiência humana. Na brincadeira.5 estimulados às pesquisas e experiências. não constitui apenas uma necessidade biológica destinada a descarregar energia. devido à exigência de se alfabetizar as crianças o quanto antes. Vigotsky (1984) coloca que ao reproduzir o comportamento social do adulto em seus jogos. é um objeto de profunda riqueza. quando a criança imita o adulto e é orientada por ele. A brincadeira cria zona de desenvolvimento proximal da criança que nela se comporta além do comportamento habitual para sua idade. rapidez. O brinquedo é um dos reveladores de nossa cultura. o que pode tornar o brincar mais estimulante e mais rico em aprendizado. sobretudo naquilo que se dá a conhecer as suas crianças. as representações largamente difundidas que circulam as imagens que nossa sociedade é capaz de segregar. quando está em andamento uma interação humana. para ele: Se o brinquedo é um objeto menor do ponto de vista das ciências sociais. pois a importância do brincar e dos brinquedos. Quando as crianças brincam é a verdade. quando está em processo a avaliação. acarretando assim mudanças metodológicas de ensino nas salas de aula. Como não há gestos inúteis. comprometendo o desenvolvimento da criatividade da criança. Conforme a brincadeira vai se desenvolvendo acontece uma aproximação com a realização consciente do seu propósito. Assim sendo. a criança está combinando situações reais com elementos de sua ação fantasiosa. com isso sente-se desafiado e prestigiado quando o outro parceiro é um adulto. incorpora nossos conhecimentos sobre a criança ou. Na escola a função de brincar não tem sido realizada de forma adequada. tanto mais prazerosa. Vigotsky (1984. destreza. acrescido da desqualificação do lúdico fazem com que as instituições escolares favoreçam uma formação. porque pensam sobre suas experiências emocionais e torna (re)conhecível suas potencialidades. com o desenvolvimento do raciocínio da linguagem. p. O jogo favorece a aquisição de condutas cognitivas e o desenvolvimento de habilidades como a coordenação. ouvirem. Quanto mais as crianças virem. essa reprodução necessita de conhecimentos prévios da realidade exterior. sentirem e experimentarem. quanto maus elementos reais tiverem em suas experiências. do que uma situação fantasiosa totalmente nova. Mas. mas de transformá-las. A relação da brincadeira e o desenvolvimento da criança permitem que se conheça com mais clareza importantes funções mentais. A construção do real parte então do social. qualquer que seja a atividade lúdica conduz ao encontro da criatividade. aos poucos é internalizada pela criança. quanto mais aprenderem e assimilarem. É no brincar que o indivíduo criança ou adulto pode ser criativo e utilizar sua personalidade integral: e é somente sendo criativo que o indivíduo descobre o eu. sem perceber as necessidades básicas das crianças. a sociedade se mostra duplamente naquilo que é mais. produtiva e criativa será a atividade de sua imaginação. A sua sombra. que é a reprodução da situação real. Esta começa com uma situação fantasiosa. no sentido clássico do termo. quando se está processando a informação. aparece tanto a ação na esfera imaginativa numa situação de faz-de-conta. Esta fantasia surge da necessidade da criança em reproduzir o cotidiano da vida do adulto da qual ela ainda não pode participar ativamente. Porém. maior será o material disponível para as imaginações que irão se materializar em seus jogos. Com a brincadeira a criança tem a chance não apenas de vivenciar as regras impostas. não a reconhecem como a principal forma de interação da criança com o mundo que a cerca. o que vem criar uma estrutura básica para as mudanças da necessidade e da consciência. as conseqüentes modificações no contexto sócio cultural e econômico. concentração e outros. Brougêre (2000) faz uma colocação muito importante sobre aqueles que criticam o brinquedo como uma atividade sem importância. . A participação do adulto nesse caso o professor na brincadeira eleva o nível de interesse pelo enriquecimento que proporcionam além de contribuir para o esclarecimento de dúvidas referentes às regras das brincadeiras. recriá-las de acordo com as suas necessidades de interesse e ainda entendê-las. como também limitando os professores acompanharem o desenvolvimento das crianças e de conhecerem o universo sócio cultural de cada um de seus alunos.

Jean. Rio de Janeiro. de colegas de escola. ______________Jogo. sendo. as maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo. 1987. v. indispensável à prática educativa. o que supõe intencionalidade. 238 p.6 como a criação das intenções voluntárias e as formações dos planos da vida real. do faz-deconta. Rio de Janeiro. J. 94p. Atividades lúdicas na educação da criança. Bertrand Brasil. A educação do homem. São Paulo: Pioneira. ed. CHATEAU. Bruno. ed. 144p. O jogo pelo jogo. Regina Célia. Brinquedo e cultura. e também por influências contemporâneas que colocam em evidência este ou aquele brinquedo. Maria Ângela Barbato e DODGE. (Coleção Questões da Nossa Época. Maria Helena Câmara Bastos. 183 p. O desenvolvimento da criança e do adolescente segundo Piaget. Jean. 2007. respeitando o estágio de desenvolvimento no qual a criança se encontra e de forma agradável e significativa para o educador. FARIA. 1998. L S. São Paulo: Cortez. pois é através delas que ocorrem experiências inteligentes e reflexivas. 6ª. Assim é importante que o professor insira o brincar em um projeto educativo. BROUGÈRE. São Paulo: Summus. mas trabalhando com o processo de construção de conhecimentos. Gilles. ter objetivos e consciência da importância de sua ação em relação ao desenvolvimento e à aprendizagem infantil. PIAGET. oferecendo-lhes material e partilhando das brincadeiras das crianças. LEIF. L. 2001. As atividades lúdicas são muito variadas e a maioria delas está intimamente ligada às brincadeiras difundidas pela família. 110p. 224p. . Janine J. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes. 25p. Vigotsky (1984) coloca que. 1984.43) CARNEIRO. da brincadeira do jogo O lúdico é um laboratório vasto de novas experiências onde toda a atenção tanto dos pais quanto educadores é de fundamental relevância. A psicologia da criança. O professor ao desenvolver o conteúdo programático através do ato de brincar. São Paulo: Cortez. Passo Fundo: UPF. 1984. 144p. HAYDY. São Paulo: Artmed. 1999. O jogo e a educação infantil. RIZZI. ou seja. 3. O jogo e a criança. Agindo desta maneira estaremos construindo um ambiente que estimule a brincadeira em função dos resultados desejados. Já Piaget (1998) diz que a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança. F. não esta colocando de lado o conteúdo formal. pelos grupos de crianças da comunidade em que vivem. 1995. rever o tempo necessário para a execução das atividades. 3. A descoberta do brincar. podemos dizer que a brincadeira deve ocupar um ambiente central na educação. São Paulo: Atica. vivencia comportamentos e papéis num espaço imaginário em que a satisfação dos seus desejos podem ocorrer. Uma vida para seu filho. KISHIMOTO. 1978. Portanto devemos criar espaços. praticadas com emoção. Brinquedo. entendemos que o professor é figura fundamental para que isso aconteça. É o mundo da imaginação da fantasia. Concluindo. 3ª ed. 1997. 179p. FROEBEL. T M. 2001. Leonor. com isso aprendendo novas experiências que ainda não consegue realizar de imediato no mundo real. 358p. 144 p. A através das atividades do brinquedo ou da brincadeira que a criança descobre sobre si mesma e sobre o outro. Zahar. 6 Referência BETTELHEIM. ed. no mais alto nível do desenvolvimento pré-escolar. VIGOTSKY. São Paulo: Editora Melhoramentos. Brincadeira e a Educação. Anália Rodrigues de. 62p. São Paulo: Atica. 2000. constituindo assim. por isso. prazer e seriedade. e Brunelle. aquisições que no futuro tornarse-ão seu nível mais básico de ação real e moralidade. 5 Conclusão O mundo do lúdico é um mundo onde a criança está em constante movimento. Trad.

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