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Circuitos Polifásicos e Magnéticos

© Clever Pereira

Laboratório de Circuitos Polifásicos e Magnéticos

PRÁTICA 3

CIRCUITOS TRIFÁSICOS EQUILIBRADOS E DESEQUILIBRADOS

OBJETIVOS:

O objetivo da prática é calcular correntes/tensões em circuitos trifásicos equilibrados e desequilibrados efetuando medições de forma a comprovar a teoria vista em sala de aula. Deseja-se, também, medir a potência ativa destes circuitos utilizando os métodos dos três e dos dois wattímetros, e calcular a potência reativa e determinar o fator de potência.

PRÉ-RELATÓRIO:

No pré-relatório, devem estar presentes todos os cálculos efetuados para: tensões, correntes, leituras dos wattímetros e potências ativa e reativa para o circuito equilibrado e desequilibrado da bancada em questão de cada grupo (vide Figura 2). Para o circuito desequilibrado, utilizar os métodos analítico, matricial e de componentes simétricas nos cálculos.

RELATÓRIO:

No relatório, devem estar descritos todos os procedimentos e cálculos efetuados a partir dos valores medidos, o diagrama das montagens, as tabelas com os resultados obtidos e calculados e discussões/conclusões sobre fenômenos observados.

PARTE 1

Cálculo e medição de correntes e tensões em circuitos trifásicos equilibrados e desequilibrados

Parte Teórica (apresentar no pré-relatório):

1. Uma carga trifásica equilibrada a três fios (com neutro isolado), com tipo de ligação e componentes mostrados na figura 2, está sendo alimentada por um sistema trifásico de tensões simétricas, cuja tensão de fase é 127 V, conforme mostrado na figura 1 abaixo.

de fase é 127 V, conforme mostrado na figura 1 abaixo. Fig. 1. Esquema mostrando carga

Fig. 1. Esquema mostrando carga 3Φ a três fios alimentada por fonte 3Φ simétrica.

Para este esquema pede-se calcular/determinar:

a. Tensões de fase nas três fases;

b. Tensões de linha;

c. Correntes de linha nas três fases;

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d. Tensão de deslocamento de neutro. Observação: Vale lembrar que cada aluno deve calcular/determinar os itens anteriores referentes apenas à sua bancada (vide NOTAS). 2. Desequilibrar uma das pernas da carga trifásica equilibrada anterior e calcular/determinar as mesmas grandezas do item 1 de acordo com o número de sua bancada (O desequilíbrio deve ser executado conforme a figura 2 a seguir).

Bancada 1 Bancada 2 a a L L C C R R C R R
Bancada 1
Bancada 2
a
a
L
L
C
C
R
R
C
R
R
N
N
L
L
R
R
L
L
b
b
C
c
c
n
n
Alimentação: varivolt ou direto através de caixa de
fusível em 127 V
Alimentação: varivolt ou direto através de caixa de
fusível em 127 V
R = 11 Ω; L = 200 mH; C = 24 µF
R = 11 Ω; L = 200 mH; C = 24 µF
Desequilíbrio: introdução de um capacitor na fase a.
Desequilíbrio: retirada do capacitor na fase a.
Bancada 3
Bancada 4
a
a
L
L
R S
R S
R
R
R S
R S
R
N
R
N
R L
L
R
L
L
b
R S
b
R S
c
c
n
n
Alimentação: varivolt ou direto através de caixa de
fusível em 127 V
Alimentação: varivolt ou direto através de caixa de
fusível em 127 V
R = 11 Ω; L = 200 mH; R S = 200 Ω
R = 11 Ω; L = 200 mH; R S = 500 Ω
Desequilíbrio: retirada do resistor da fase a.
Desequilíbrio: retirada do resistor da fase a.

Fig. 2. Esquemas das cargas para cada bancada.

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Parte Prática:

Materiais utilizados:

Multímetros digitais

Varivolt 3Φ

Bobinas (R = 11 , L = 200 mH)

Capacitores (C = 24 µF, 380 V, 1 KVA)

Resistores (R = 200 e 500 , 500 W)

Desenvolvimento:

1. Efetuar as medições das grandezas calculadas no item anterior, preenchendo uma tabela de dados calculados (do pré-relatório) e medidos em laboratório. Para isto utilizar os esquemas mostrados nas figuras 2 anterior e 5 e 6 dos apêndices A e B.

2. A partir desta tabela, calcular os erros obtidos, analisando os resultados medidos.

3. Começar a preencher a tabela 1 do Apêndice C.

NOTAS:

1. Em cada uma das quatro bancadas, vai haver uma montagem de um tipo de carga, conforme mostrado na figura 2. Nesta figura, também estão apresentadas as maneiras com que as cargas foram desequilibradas.

2. A alimentação das cargas em estrela aterrada deve ser feita por varivolt trifásico com ligação estrela, cujo neutro vai estar conectado ao neutro da bancada. Notar que o neutro da carga não vai ser conectado ao neutro da bancada, isto é, o neutro da carga vai estar isolado.

3. As cargas mostradas na figura 2 a seguir são montadas com alguns componentes encontrados no laboratório, listados a seguir:

4. A

a. Bobinas cujos parâmetros são R 11 e L 200 mH;

b. Resistores de 500 W com R 200 e 500 ;

c. Capacitores com C 24 µF, 380 V e 1 kVA.

seqüência

de

fases

de

cada

bancada

está

identificada

convenientemente utilizada.

e

deve

ser

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PARTE 2

Medição de potência em circuitos trifásicos equilibrados e desequilibrados utilizando o método dos dois wattímetros.

Parte teórica (apresentar no pré-relatório):

Para as cargas equilibrada e desequilibrada citadas na Parte 1, pede-se:

1. Calcular/determinar a potência ativa total P T , a potência reativa total Q T , a potência complexa total S T e o fator de potência da carga equilibrada utilizada na primeira parte, calculando a potência de cada uma das fases e somando-as.

2. Calcular/determinar as leituras dos três wattímetros ligados como mostra a figura 5 do Apêndice A.

3. Calcular/determinar as leituras dos dois wattímetros ligados como mostra a figura 6 do Apêndice B.

Parte Prática:

Materiais utilizados:

Multímetros digitais

Varivolt 3Φ

Bobinas (R = 11 , L = 200 mH)

Capacitores (C = 24 µF, 380 V, 1 KVA)

Resistores (R = 200 e 500 , 500 W)

Wattímetros digitais monofásicos (3 por bancada)

Desenvolvimento:

1. Executar a montagem que utiliza o método dos três wattímetros, mostrada na figura 5 do apêndice A. Efetuar as leituras dos wattímetros W 1 , W 2 e W 3 utilizando os wattímetros digitais do laboratório, cujo esquemático se encontra na figura 3 a seguir. Determinar as grandezas calculadas no item 1 da parte teórica e comparar com os resultados obtidos naquele item.

2. Medir a potência ativa total de uma carga utilizando o método dos dois wattímetros mostrado na figura 6 do apêndice B. Anotar os valores e comparar com os resultados calculados.

3. Completar as tabelas 1 e 2 do Apêndice C.

NOTAS SOBRE OS WATTÍMETROS DIGITAIS DO NOSSO LABORATÓRIO:

1. Os wattímetros do nosso laboratório são digitais. As especificações podem ser encontradas nos manuais presentes no laboratório.

2. Por serem digitais, estes wattímetros são diferentes, na sua concepção, dos wattímetros eletromecânicos. Eles possuem quatro entradas, denominadas respectivamente A, C, V e W, conforme mostra a figura 3. Possuem dois circuitos amperimétricos e um circuito voltimétrico, ao contrário dos wattímetros eletromecânicos que possuem em geral apenas dois circuitos, um amperimétrico e um voltimétrico.

3. Eles podem medir corrente, tensão e potência ativa diretamente para cargas monofásicas. O diagrama de ligação para a medição de potência ativa em cargas monofásicas está também apresentado na figura 3.

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4. Através de testes, conseguiu-se levantar o circuito interno destes wattímetros. Como já dito, eles possuem dois circuitos amperimétricos e um voltimétrico. A figura 4 apresenta estes circuitos indicados por A e V respectivamente.

A C v w
A
C
v
w
CARGA
CARGA
FONTE
FONTE
 

Fig.

A C v w
A
C
v
w
A V A W
A
V
A W

4.

Diagrama esquemático dos wattímetros digitais mostrando os circuitos amperimétricos e voltimétrico.

Fig.

3.

Diagrama esquemático para medição

de

 

potência em sistemas monofásicos com o

wattímetro digital do laboratório.

Bibliografia:

1. Introdução a Sistemas Elétricos de Potência. Componentes Simétricas; C. C. B. De

Oliveira, H. P. Schmidt, N. Kagan, E. J. Robba. Ed. Edgard Blucher Ltda, 1996.

2. Circuitos Polifásicos; W. G. de Almeida, F. D. Freitas. Ed. Finatec-Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos, UNB, 1995.

Prof. Clever Pereira

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APÊNDICE A

ESQUEMA DE LIGAÇÃO PARA MEDIR POTÊNCIA ATIVA UTILIZANDO O MÉTODO DOS TRÊS WATTÍMETROS COM OS WATTÍMETROS DIGITAIS DO LABORATÓRIO DE CONVERSÃO DE ENERGIA

CARGA a a' A 1 b b' A 2 c c' A 3 A C
CARGA
a
a'
A
1
b
b'
A
2
c
c'
A
3
A
C
V
W
A
C
V
W
A
C
V
W
FONTE

Fig.5. Esquema de ligação para medição de potência ativa para cargas equilibradas e desequilibradas, utilizando três wattímetros. Notar o ponto comum de medição de tensão, de forma a obedecer ao teorema de Blondel.

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APÊNDICE B

ESQUEMA DE LIGAÇÃO PARA MEDIR POTÊNCIA ATIVA UTILIZANDO O MÉTODO DOS DOIS WATTÍMETROS COM OS WATTÍMETROS DIGITAIS DO LABORATÓRIO DE CONVERSÃO DE ENERGIA

a a' CARGA b b' c c' A C V W A C V W
a
a'
CARGA
b
b'
c
c'
A
C
V
W
A
C
V
W
FONTE

Fig.6. Esquema de ligação para medição de potência ativa para cargas equilibradas e desequilibradas, utilizando o método dos dois wattímetros. Notar que o ponto comum para medição de tensão é o ponto c’ pertencente à fase c.

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APÊNDICE C

TABELAS A SEREM PREECHIDAS

 

MÉTODO DOS TRÊS WATTÍMETROS

 
   

Carga

 

Grandeza

 

Equilibrada

 

Desequilibrada

Calculado

Medido

Erro

Calculado

Medido

Erro

V

a

           

V

b

           

V

c

           

V

N

           

I

a

           

I

b

           

I

c

           

P a = W 1

           

P b = W 2

           

P c = W 3

           

P

T

           

cos φ a

           

cos φ b

           

cos φ c

           

Q

a

           

Q

b

           

Q

c

           

Q

T

           
 

Tabela 1 – Valores obtidos com o método dos três wattímetros.

 
 

MÉTODO DOS DOIS WATTÍMETROS

 
   

Carga

 

Grandeza

 

Equilibrada

 

Desequilibrada

Calculado

Medido

Erro

Calculado

Medido

Erro

W

1

           

W

2

           

P

T

           

cos φ

           

Q

T

           

Tabela 2 – Valores obtidos com o método dos dois wattímetros.