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AVALIAÇAO DE LÍNGUA PORTUGUESA - Ensino Médio

Leia o texto a seguir para responder as questões 1 e 2.

And while São Paulo is the best example, it is not the only one: ali across Brazil, homicide rates are tumbling. "For the first time in Brazilian history we have had three years in which the measures of fatal violence have fallen, " says Júlio Jacobo Waiselfisz, author of the Violence Map, a nationwide study of homicide rates. "There is light at the end of the tunnel. "

...

Not Such Bad Boys by Andrew Downie /Rio de Janeiro. Time, Mar. 19, 2008. Disponível em http: //wtvw. time. com/time/world/article Acessado em março de

2008.

1. Para entendermos um texto, não precisamos conhecer todas as palavras. Podemos nos orientar por aquelas que são

semelhantes a palavras de nosso idioma. Estas palavras são chamadas de cognatos. Assinale a alternativa que apresenta

algumas palavras cognatas presentes no texto.

(A) across-end. (B) example - history. (C) tumbling - fallen. (D) while-which.

2. Sobre o trecho de texto lido, é correto afirmar que, por seu conteúdo, ele pode ser classificado como

  • (A) artístico-literário.

(B) publicitário.

(C) ocupacional.

(D) jornalístico.

Observe o diagrama a seguir para responder as questões 3 e 4.

CLONING IS AN ASEXUAL FORM OF REPRODUCTION. ALL THE CHILD'S GENES WOULD COME FROM A BODY CELL OF A SINGLE INDIVIDUAL:

AVALIAÇAO DE LÍNGUA PORTUGUESA - Ensino Médio Leia o texto a seguir para responder as questõeshttp: //wtvw. time. com/time/world/article Acessado em março de 2008. 1. Para entendermos um texto, não precisamos conhecer todas as palavras. Podemos nos orientar por aquelas que são semelhantes a palavras de nosso idioma. Estas palavras são chamadas de cognatos. Assinale a alternativa que apresenta algumas palavras cognatas presentes no texto. (A) across-end. (B) example - history. (C) tumbling - fallen. (D) while-which. 2 . Sobre o trecho de texto lido, é correto afirmar que, por seu conteúdo, ele pode ser classificado como (A) artístico-literário. (B) publicitário. (C) ocupacional. (D) jornalístico. Observe o diagrama a seguir para responder as questões 3 e 4. CLONING IS AN ASEXUAL FORM OF REPRODUCTION. ALL THE CHILD'S GENES WOULD COME FROM A BODY CELL OF A SINGLE INDIVIDUAL: 3. O diagrama apresenta uma sequência que se refere (A) à evolução do feto no útero materno. (B) ao processo de divisão do DNA. (C) ao processo de clonagem de seres humanos. (D) à evolução do sistema nervoso. 4. O diagrama pode estar presente em (A) um texto informativo. (B) um texto artístico-literário. (C) histórias em quadrinhos para crianças. (D) uma propaganda comercial. " id="pdf-obj-0-48" src="pdf-obj-0-48.jpg">

3. O diagrama apresenta uma sequência que se refere

  • (A) à evolução do feto no útero materno.

  • (B) ao processo de divisão do DNA.

  • (C) ao processo de clonagem de seres humanos.

  • (D) à evolução do sistema nervoso.

4. O diagrama pode estar presente em

  • (A) um texto informativo.

  • (B) um texto artístico-literário.

  • (C) histórias em quadrinhos para crianças.

  • (D) uma propaganda comercial.

Leia o texto a seguir para responder as questões de 5 a 9.

VEREDA DA SALVAÇÃO - fragmento do primeiro ato

Personagens: Manoel, Artuliana. Manoel - Já foram encontrar o Onofre? Artuliana - Já deve estar tudo de volta. Manoel - Tinha um resto de milho p'ra amontoar. (Aborrecido) Ainda ficou serviço p'ra fazer. Artuliana - Você não me deixa ajudar! Manoel - Por que não foi, também? Artuliana - Não tive querença de ir.

Manoel - (Movimento para sair) Bom!

Artuliana - Manoel! Manoel - Estou avexado, Artuliana. Artuliana - Por que não pedimos p'ro Onofre casar a gente d'uma vez? Manoel - Nós já vai casar amanhã. Artuliana - Não quero continuar dormindo longe de você.

Manoel - A crença manda que só o enviado da Capital pode casar os outro. Esperamos tanto tempo, não custa esperar mais um dia. Artuliana - Deito com você porque quero. P'ra que esconder?

Manoel - Ninguém está escondendo nada. Um homem precisa de companheira p'ra sua casa, p'ra roça foi pecado. Amanhã quando voltar do Tabocal, você vai p'ra minha casa. Artuliana - Dia mais lerdo, êsse, p'ra chegar.

...

p'ra tudo! Isso nunca

ANDRADE, Jorge. Marta, a Árvore e o Relógio. São Paulo: Editora Perspectiva, 2007.

  • 5. A cena apresentada se passa

(A)

na capital.

(B) na igreja.

(C) na roça.

(D) no cartório.

  • 6. Pode-se afirmar que Manoel e Artuliana

    • (A) são casados.

(B) querem se casar.

(C) já foram casados.

  • 7. Nas falas de Artuliana, pode-se perceber que ela está

    • (A) impaciente e ansiosa.

    • (B) querendo começar a trabalhar.

    • (C) está calma e paciente.

    • (D) querendo rezar com Onofre.

(D) nunca poderão casar.

  • 8. Qual das falas abaixo melhor representa as marcas regionais de variação lingüística no texto?

    • (A) "Não quero continuar dormindo longe de você!'

    • (B) "Deito com você porque quero'.'

    • (C) "Dia mais lerdo, êsse, p'ra chegar."

  • (D) "Esperamos tanto tempo, não custa esperar mais um dia."

    • 9. Na fala de Manoel, encontramos a notação "(Movimento pra sair.)". Ela se refere, em linguagem teatral,

      • (A) a uma parte da fala da personagem.

      • (B) à indicação do que pensa a personagem.

      • (C) à indicação da ação da personagem.

      • (D) ao comentário do autor sobre a personagem.

Leia o texto para responder a questão 10 a 13.

MIGUILIM

De repente lá vinha um homem a cavalo. Eram dois. Um senhor de fora, o claro de roupa. Miguilim saudou, pedindo a bênção. O homem trouxe o cavalo cá bem junto. Ele era de óculos, corado, alto, com um chapéu diferente, mesmo.

  • - Deus te abençoe, pequenino. Como é teu nome?

  • - Miguilim. Eu sou irmão do Dito.

  • - E o seu irmão Dito é o dono daqui?

  • - Não, meu senhor. O Ditinho está em glória. O homem esbarrava o avanço do cavalo, que era zelado, manteúdo, formoso como nenhum outro. Redizia:

- Ah, não sabia, não. Deus o tenha em sua guarda

...

Mas que é que há, Miguilim? Miguilim queria ver se o homem estava

mesmo sorrindo para ele, por isso é que o encarava.

  • - Por que você aperta os olhos assim? Você não é limpo de vista? Vamos até lá. Quem é que está em tua casa?

  • - E Mãe, e os meninos ... Estava Mãe, estava tio Terez, estavam todos. O senhor alto e claro se apeou. O outro, que vinha com ele era um camarada. O senhor perguntava à Mãe muitas coisas do Miguilim. Depois perguntava a ele mesmo:

- Miguilim, espia daí: quantos dedos da minha mão você está enxergando? E agora?

ROSA, João Guimarães. Manueizão e Miguilim. 9. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.

  • 10. O fato de o ponto de vista do narrador ter Miguilim como referência, inclusive espacial, fica explicitado em:

  • (A) O homem trouxe o cavalo cá bem junto (

...

)

  • (B) Ele era de óculos, corado, alto (

...

).

  • (C) O homem esbarrava o avanço do cavalo, (

...

 

).

  • (D) Miguilim queria verse o homem estava mesmo sorrindo para ele, (

...

).

  • 11. Ele era de óculos, corado, alto, com um chapéu diferente, mesmo. Essa descrição refere-se ao personagem

(A)

Miguilim.

(B) Dito.

(C) senhor de fora.

(D) tio Terez.

  • 12. Miguilim encarava o homem com a finalidade de

    • (A) saudá-lo e pedir-lhe a bênção.

    • (B) ver se o senhor de fora estava sorrindo para ele.

    • (C) ver se o outro era mesmo um camarada.

    • (D) apresentá-lo à Mãe e ao tio Terez.

      • 13. Em Você não é limpo de vista?, a expressão em destaque corresponde a:

        • (A) Você não lava o rosto?

        • (B) Você não usa óculos?

        • (C) Você não aperta os olhos?

        • (D) Você não enxerga bem?

Leia o texto para responder as questões 14 a 17.

Vocês que têm mais de 15 anos, se lembram quando a gente comprava leite em garrafa, na leiteria da esquina? ( ) ... Mas vocês não se lembram de nada, pô! Vai ver nem sabem o que é vaca.

Nem o que é leite. Estou falando isso porque agora mesmo peguei um pacote de leite - leite em pacote, imagina, Tereza! - na porta dos fundos e estava escrito que é pasterizado, ou pasteurizado, sei lá, tem vitamina, é garantido pela embromatologia, foi enriquecido e o escambau. Será que isso é mesmo leite? No dicionário diz que leite é outra coisa: "Líquido branco, contendo água, proteína, açúcar e sais minerais". Um alimento pra ninguém botar defeito. O ser humano o usa há mais de 5.000 anos. É o único alimento só alimento.

A carne serve pro animal andar, a fruta serve pra fazer outra fruta, o ovo serve pra fazer outra galinha (

...

)

O leite é só leite. Ou

toma ou bota fora. Esse aqui examinando bem, é só pra botar fora. Tem ch umbo, tem benzina, tem mais água do que leite, tem serragem, sou

capaz de jurar que nem vaca tem por trás desse negócio. Depois o pessoal ainda acha estranho que os meninos não gostem de leite. Mas, como não gostam? Não gostam como? Nunca tomaram! Múúúúúúú!

FERNANDES, Millôr. O Estado de S. Paulo, 22 de agosto de 1999.

  • 14. A crítica do autor é dirigida

    • (A) ao desconhecimento, pelas novas gerações, da importância do gado leiteiro para a economia nacional.

    • (B) à diminuição da produção de leite, após o desenvolvimento de tecnologias que têm substituído os produtos naturais por produtos artificiais.

    • (C) à artificialização abusiva de alimentos tradicionais, com perda de critério para julgar sua qualidade e sabor.

    • (D) à permanência de hábitos alimentares, a partir da revolução agrícola iniciada há 5.000 anos.

      • 15. Se bromatologia é o estudo dos alimentos, a palavra embromatologia usada pelo autor é

        • (A) um termo científico que significa estudo dos bromatos.

        • (B) uma composição com o termo de gíria "embromação" (enganação).

        • (C) uma junção do termo de gíria "embromação" (enganação) com o método de embalagem do leite.

        • (D) apenas uma palavra que se refere a um método de produção de leite.

          • 16. Assinale a alternativa que apresenta uma opinião do autor.

( A ) "sou capaz de jurar que nem vaca tem por trás desse negócio." ( B ) "líquido branco, contendo água, proteína, açúcar e sais minerais." ( C ) "o ser humano o usa há mais de 5000 anos." ( D ) "agora mesmo peguei um pacote de leite."

  • 17. O autor lança a dúvida: Será que isso émesmo leite?devido

    • (A) à diminuição do hábito de tomar leite pela manhã.

    • (B) aos novos métodos de industrialização do leite.

    • (C) ao fato de que os meninos não gostam de leite.

    • (D) ao consumo do leite tanto no .presente como no passado.

Leia os versos cantados na França, durante o período de junho de 1793 a julho de 1794, para responder a questão 18.

Santa Guilhotina, protetora dos patriotas, rogai por nós; Santa Guilhotina, terror dos aristocratas, protegei-nos. Máquina admirável, tende piedade de nós. Santa Guilhotina, livrai-nos de nossos inimigos. Ó celeste Guilhotina, Você abrevia rainhas e reis, Por tua influencia divina Reconquistando nossos direitos. Sustenta as leis da pátria E que teu soberbo instrumento Torne-se sempre permanente Para destruir uma seita ímpia. Afia tua lamina para Pitt e seus agentes, Enriquece tua bagagem com cabeças de tirano!

Citado por: ARASSE, Daniel. A Guilhotina e o Imaginário do Terror. São Paulo:Ática, 1989. p. 106-107.

18. A partir da leitura desses versos, pode-se afirmar que

  • (A) os versos ressaltam a cólera revolucionária francesa, em que o povo lutava para manter o triunfo e a liberdade do Antigo Regime.

  • (B) a canção é um signo popular, portanto é um documento que não é muito relevante no contexto revolucionário francês.

  • (C) os versos ressaltam a coragem popular, a esperança, o triunfo da liberdade sobre a tirania e o fim da aristocracia.

  • (D) a canção é uma importante referência à manifestação popular de apoio ao rei Luis XVI, que pôs fim às injustiças sociais.

Considere o texto de Paulo Miceli e a imagem da pintura de Pedro Américo para responder a questão 19.

Leia os versos cantados na França, durante o período de junho de 1793 a julho de

TIRADENTES ESQUARTEJADO (1893)

Pedro Américo, Museu Mariano Procópio, Juiz de Fora, Minas Gerais.

  • 19. Com base na interpretação do texto e da imagem pode-se concluir que

    • (A) a quadro de Pedro Américo foi realizado com riquezas de detalhes a pedido do Coroa Portuguesa, pois queriam que o esquartejamento de Tiradentes servisse de exemplo aos insurgentes.

    • (B) a construção da imagem do mártir visou ampliar o apoio ao projeto monárquico proposto pela Inconfidência e aue só foi se consolidar em
      1889.

    • (C) o quadro de Pedro Américo foi realizado logo após do término da Inconfidência Mineira para denunciar as atrocidades como

a repressão e o autoritarismo que ocorriam na colônia portuguesa.

  • (D) a figura de Tiradentes encerra um mito que ultrapassa os eventos do século XVIII, pois começou a ser construído no século XIX, em um momento de criação da nação e da identidade nacional.

Leia o texto e responda a questão 20.

(

Contudo o príncipe deve fazer-se temer de tal modo que, se não conseguir a amizade, possa pelo menos fugir à inimizade, visto haver a possibilidade de ser temido e rião ser odiado, ao mesmo tempo.

...

)

Isto sucederá, sempre, se ele se abstiver de se apoderar dos bens e riquezas dos seus cidadãos e súditos e também das suas

mulheres, E quando for obrigado a proceder contra o sangue de alguém, não deve agir sem justificação conveniente nem

causa manifesta. Acima de tudo, convém que se abstenha de tocar nos bens doutrem, porque os homens esquecem mais

depressa a morte do seu pai do que a perda do seu patrimônio.

Maquiavel, Nicolau. O Príncipe. Lisboa: Europa-América, 1976. p. 88-90.

  • 20. O autor no texto prega a defesa de uma nova moral laica e aética. A moral maquiavélica adverte que

    • (A) é preciso ousar para se apoderar dos bens e riquezas dos seus cidadãos e súditos e também das suas mulheres.

    • (B) com cautela, todo príncipe deve se apoderar do patrimônio alheio, pois os homens esquecem mais depressa a perda de seu patrimônio do que a morte do seu pai.

    • (C) esquivar-se à simpatia dos seus cidadãos e súditos e também das suas mulheres, significa que o príncipe sempre arrebata a estima de todos.

    • (D) é necessário ser cauteloso quanto à interferência no patrimônio alheio, pois os homens esquecem mais depressa a morte do seu pai do que a perda do seu patrimônio.

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