COISA JULGADA: Conceito: a Coisa Julgada é a indiscutibilidade da decisão (dispositivo), que não recai sobre a fundamentação, e sim dentro

do processo onde ela foi proferida ou em qualquer outro lugar. A decisão torna-se definitiva, indiscutível, dentro e fora do processo. Alguns chamam isso de coisa julgada material. Mas, a CF/88 só fala na coisa julgada. Chamam de material para distinguir da coisa julgada formal. Que é uma classificação que não está na lei. A CJ Formal é a preclusão da decisão. É a impossibilidade de discutir a decisão no processo. A material é a indiscutibilidade no processo em que a decisão foi proferida. Portanto, bem diferente. Perceba que qualquer decisão se torna indiscutível pela coisa julgada formal. Agora, a coisa julgada material, só algumas decisões ficam indiscutíveis pela coisa julgada material. Porque a coisa julgada formal é a preclusão. Assim, vamos estudar então a coisa julgada material. Quais são os pressupostos para que uma decisão se torne indiscutível pela coisa julgada (material)? Respostas: 1. Só faz coisa julgada material a DECISÃO JURISDICIONAL. Só ela tem essa aptidão. 2. Só há coisa julgada material se antes ela fez COISA JULGADA FORMAL, porque este é o seu pressuposto. 3. É preciso que seja uma DECISÃO DE MÉRITO. 4. É preciso que seja uma decisão fundada em COGNIÇÃO EXAURIENTE, ou melhor, EXAUSTIVA. # Tutela antecipada faz coisa julgada? Segundo Fredie, não, porque não tem cognição exauriente, e sim, sumária. # Despacho faz coisa julgada? Não, porque é não é de mérito. A coisa julgada parcial faz coisa julgada material, na parte que já fez coisa julgada formal. Assim, um acórdão, uma sentença, uma decisão interlocutória...ainda não se pode afirmar que só sentença faz coisa julgada, a não ser que se diga que é em sentido amplo. É melhor então dizer que a DECISÃO FAZ COISA JULGADA. EFEITOS DA COISA JULGADA: São 3: 1. Efeito Negativo ou Impeditivo da Coisa Julgada: é o efeito que a CJ tem de impedir que se decida de novo aquilo que já foi decidido. Assim, nenhum juiz vai poder decidir de novo. 2. Efeito Positivo da Coisa Julgada: muitas vezes a coisa julgada é utilizada com um fundamento de outra demanda. Ex.: entra-se com uma ação de investigação de paternidade e o autor ganha. E depois, ele entra com uma ação de alimentos com base nessa condenação sobre o seu pai assim reconhecido. E junta ao processo a decisão que fez a coisa julgada. Quando isso acontece, o juiz deste 2º processo tem que levar em consideração essa decisão que foi juntada. Ele pode até negar os alimentos, mas não vai mais poder discutir ou negar a paternidade do réu ao autor. Por isso que tem efeito positivo, essa CJ, porque impõe ao processo o dever de observação do juiz sobre esta decisão. 3. Efeito Preclusivo da CJ ou Eficácia Preclusiva da CJ: a coisa julgada torna a preclusa a possibilidade de se alegar questões que pudessem interferir para o acolhimento ou a rejeição do pedido. Com a coisa julgada, a decisão se torna inexpugnável. Com

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a coisa julgada, tudo aquilo que poderia ter sido deduzido, mas não foi, considera-se deduzido e repelido. Coma coisa julgada, é como se tivesse sido deduzido, e ainda, repelido. Ou seja: o que é a regra do deduzível e do deduzido? R: Com a CJ tem esse efeito. Art. 474 do CPC. A CJ pode atingir aquilo que foi deduzido. Fatos supervenientes a CJ, que sobrevenham à CJ estão fora da eficácia preclusiva, porque são posteriores. Isso ajuda a compreender o seguinte: toda Coisa Julgada é “Rebus Sic Stantibus.”. Ou seja, a CJ vai se manter permanecidas as mesmas circunstância de fato. Problema: a CJ envolvendo situação jurídica continuativa ou permanente: Esta relação é aquela que se prolonga no tempo, que se projeta no tempo, como é no caso da relação jurídica de família, tributária, locatícia, previdenciária, de família,...o juiz condena em

alimentos, por exemplo. As pessoas dizem que essa sentença não faz coisa julgada porque se trata de assunto de família. No entanto, eu posso rever essa sentença tendo em vista fatos novos. Assim, com relação aqueles fatos velhos, fez coisa julgada. Assim, quem colocar em prova de concurso que sentença de alimentos não faz coisa julgada não passa no concurso. Ela faz coisa julgada sim, desde que diante de uma nova situação. Não vai se re-decidir uma situação passada. Isso ocorre em qualquer decisão que envolva relação continuativa. Ex.: Súmula 239 do STF – quer dizer que a decisão dada hoje não alcança as posteriores, se houver mudança na relação fática. Se nada mudar, se tudo continuar como da épica da sentença, a coisa julgada pode valer de um ano para outro, desde que as circunstâncias se mantenham as mesmas. Essa súmula comete o mesmo erro daqueles que dizer que a sentença de alimentos não faz coisa julgada, porque faz sim, bastando que uma nova posição se imponha. REGIME JURÍDICO DA COISA JULGADA: 1ª parte do regime: Limites Objetivos da CJ: É saber aquilo da decisão que fica indiscutível com a coisa julgada, ou seja, qual é a parte da decisão que se torna indiscutível, que é o dispositivo da decisão. Pegar a tabela que está no site do Professor (331) Já vimos que a sentença tem a fundamentação e o dispositivo. Sobre a fundamentação recaem a eficácia da intervenção e a eficácia como precedente. E recai sobre o dispositivo a coisa julgada. O que cai sobre a fundamentação não faz CJ, porque o limite objetivo da CJ é o dispositivo. Quando estudarmos a Ação Declaratória Incidental, que é a 1ª aula do curso avançado, nós iremos estudar a CJ e questões prejudiciais. 2ª parte do regime: Limites Subjetivos da CJ: Quer-se saber aqui quem se submete à coisa julgada. E pode ser qualquer dessas 3 variações abaixo: a) Inter partes b) Ultra partes c) Erga Omnes Existem 3 modelos de limites subjetivos da CJ. a) Ou a CJ é inter partes, ou seja, a CJ que vincula apenas que participou do processo, quem foi parte do processo. Esta é a regra: art. 472 do CPC. b) Ou a CJ pode ser ultra partes, que é a CJ que além de vincular as partes do processo extrapola e atinge outros sujeitos distintos (terceiros) de quem está litigando. São excepcionais, mas existem. São aquelas que geram substituição processual, vão atingir outra parte. Ex.: A coisa julgada coletiva, envolvendo direitos coletivos, também é CJ envolvendo outras (ultra) partes (art. 103, II do CDC). Ex.: A coisa julgada proveniente de um processo conduzido por um substituto processual. Porque quando um processo é conduzido por um substituto, produz CJ ultra partes. c) E a Coisa julgada ainda pode ser erga omnes. Ou seja, é aquela que vincula a todos. Nem apenas que está no processo nem apenas se limita a atingir alguns que estão fora do processo, porque na verdade, ele atinge a todos. Ex.: ADI, ADC, ADPF. Ex.: Coisa Julgada Coletiva que envolva direitos difusos (art. 103, I do CDC) ou individuais homogêneos (art. 103, III do CDC). Obs.: na prática, há pouca diferença entre ultra partes ou erga omnes, porque neste a decisão envolve todos e na ultra, envolve algumas pessoas. MODO DE PRODUÇÃO DE COISA JULGADA: É a última parte do estudo da coisa julgada, que nos mostra como a coisa julgada se apresenta. São 3: 1. CJ “Pro Et Contra” – Esta é a regra. A CJ acontecerá, neste caso, qualquer que seja o resultado do processo ou da

Há mecanismos de revisão da coisa julgada previstos e regulados em lei. mas a absolutória faz. seja esta favorável ou não ao autor ou ao réu. Ex. a improcedência por falta de provas não se torna indiscutível. Mas. 475 – L. haverá coisa julgada. 741.: O autor pediu 1000. discute a CJ por questão material. da ação popular. Este movimento defende uma relativização atípica (a utilização de critérios não previstos em lei) da coisa julgada. para direitos difusos e coletivos (art. Marinoni. É a CJ julgada que só ocorre a depender do que tiver acontecido no processo. O que esse movimento quer é mais meios de se rever a coisa julgada. Está regulado no art.: Terminamos aqui a aula de coisa julgada. se ela é injusta. ela só surge em determinados resultados. A Ação Rescisória – ela pode rever a coisa julgada em 2 anos. Ex. além das 4 estudadas acima.. Art. § 1º e art. São 4 os instrumentos. 10000. Isso pode ser revisto a qualquer tempo. Este MOVIMENTO DE REVISÃO DA COISA JULGADA é para relativizar ainda mais a coisa julgada. não se pode relativizá-la de forma atípica. Há. 2. por meio da revisão atípica. I do CPC e art. Que torna a coisa julgada relativizada.. surgiu um movimento de relativização da coisa julgada. a equipe adversária. A sentença de absolvição faz esse efeito. 3. Só haverá CJ quando houver esgotamento da prova. José Delgado (STJ). mas a condenatória. 09/01/07 – 17ª AULA CONTINUAÇÃO: Há uns anos. 485 do CPC (2 anos – justiça/ formais). Argumento: a injustiça é um mal que deve ser combatido. Essa CJ é a CJ das ações coletivas. mas no dispositivo. Ou uma letra. CJ “Secundum Eventum Probationis” – é a CJ da moda. É aquela que vincula as partes. mas o professor entende que é o 3º. respeitar tão somente os meios já oferecidos pela lei. ou seja. não faz coisa julgada. porque não há provas para isso.causa. Este movimento deve ter uns 10 anos. inclusive de ofício. O nosso modo adotado é o 1º. 1. por critério de justiça ou de validade. CJ “Secundum Eventum Litis” – é o contrário da primeira acima. I e II do CDC). que possui: Barbosa Moreira. do mandado de segurança (individual ou coletivo). e sim. se o juiz concluir pela improcedência pela falta de prova. A Correção de Erros Materiais – erros materiais podem ser corrigidos a qualquer tempo. A Revisão de Sentenças Inconstitucionais – não tem prazo. Assim. Ela não é indestrutível. e o juiz concedeu 1000.. que é um contra movimento. (Estudaremos isso na execução) 4. ele colocou. É o que acontece no âmbito penal. 741. RECURSOS . Ela não surge em qualquer resultado. Leonardo Greco e o próprio professor. A Querela Nullitatis – ela não tem prazo e discute a CJ por questão formal (falta de citação). (sem prazo/ formal = citação) 3.: a coisa julgada relativa a direitos individuais homogêneos. Ou seja. Ex. independentemente do seu resultado. 103. Art. Ora por questões formais. III do CDC. Obs. por engano. INSTRUMENTOS DE REVISÃO DA COISA JULGADA: A coisa julgada entre nós não é uma coisa julgada absoluta. porém. I do CPC. ou movimento contrário. Isto é a regra. 98 2. Nós estudaremos a Ação Rescisória no avançado. Terminamos também o 2º livro. porque pode ser revista a qualquer tempo. Humberto Theodoro Jr e o Min. Vai depender do que aconteceu. Só fazem CJ se houver esgotamento da prova. Já há decisões do STJ aplicando este ideal. Estes defendem que não se deve criar meios atípicos de revisão da coisa julgada. pouco importa os instrumentos que já existem. permitindo que ela seja revista de mais maneiras. Defensores: Dinamarco. 475 – L. ora por questões materiais (ou substanciais). Ovídio Batista.: a coisa julgada penal. § único do CPC. Art. não. A condenatória não faz CJ. 103. Nelson Nery Jr. O legislador opta por este resultado.

assim. se pede alguma coisa. onde se quer alegar a incompetência do juiz. obscuridade e contradição ensejam o recurso de Embargos de Declaração. aquilo que faz “às vezes de recursos”. mesmo ganhando nova capa. a causa de pedir é a OMISSÃO. a integração ou o esclarecimento de uma decisão judicial. toda demanda tem uma causa de pedir. Pois é isso que distingue os recursos das ações autônomas de impugnação. de maneira injusta aquela decisão.“é um meio de impugnação voluntário”: Porque para o nosso sistema. Se cair esta frase. (que é todo que sirva para impugnar uma decisão que não seja enquadrado nem na hipótese A e nem na B. é o resto. Assim. que é para condenar o réu. só há recuso se alguém recorre. Ou seja. Porque prolonga a vida do processo. Instaura-se um processo novo. é preciso que o interessado recorra. Estes meios de impugnação dão origem a um novo processo. pelo recurso. ele é um sucedâneo recursal. O “error in iudicando” quer dizer que o juiz deu uma decisão injusta. Quer dizer que o juiz decidiu mal. Tanto é assim que o REEXAME NECESSÁRIO não é considerado recuso. ele também tem causa de pedir. entendendo isso. e como o recurso é uma demanda. ou é um pedido para invalidar a decisão. ele solucionou equivocadamente. evitase erros crassos. E o pedido do recurso NÃO é igual ao pedido feito na petição inicial (que é outro. E sendo a decisão obscura ou contraditória. de ação autônoma de impugnação: ação rescisória. errada. O recuso tem uma pretensão. está se optando em discutir o conteúdo da decisão. que é em relação ao pedido de invalidar. ou é para integrar ou é para esclarecer. pois. b) Ação Autônoma de Impugnação. por exemplo). para. Ora. pois o recurso é um meio de imposição que depende da vontade. . pois o mérito da causa não é saber se o juiz é competente ou não. o mandado de segurança contra ato judicial. é a substituição). o mérito do meu recuso será este. Tanto as causas de pedir de omissão. isso é o mérito do recurso. Ex. ele restabelece o curso do processo. Em suma. ERROR IN IUDICANDO: É o erro de análise. “o recuso prolonga a litispendência”. no mesmo processo3. cada um desses pedidos recursais correspondem a uma causa de pedir recursal. obter a reforma4. ou é um pedido para reformar uma decisão. agora em outra instância. se estamos no recuso. é preciso saber quais são os meios de impugnar as decisões judiciais. isto não deve vir nas “Preliminares”. a 1ª instância já acabou. O pedido de reforma corresponde aquilo que se chama de “error in iudicando” (que não se deve traduzir!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!) a 2ª causa de pedir. ele prolonga um processo que já existe. Porque. porque não existe recurso “ex officio”. porque isso não é preliminar da causa. E estes meios se dividem em 3 partes: a) Recurso. entende-se que uma coisa é o mérito da causa e outra coisa é o mérito do recuso. a invalidação. Sempre que se alegar o “error in iudicando”. 3 – “no mesmo processo”: Porque o recuso não gera um recuso novo. quando se faz um recuso. o pedido de suspensão de segurança. Na verdade.Primeiramente. Sabendo disso. marque como certa. Quanto ao pedido de integrar. se no recuso eu discuto a competência ou não do juiz. a invalidação. pede-se uma providência. O 1º é o pedido da causa e o 2º é o pedido do recurso. Estudaremos agora só os recursos: RECURSO / CONCEITO: é um meio de impugnação previsto em lei1. o recuso tem de estar previsto em lei. é o que ficou excluído. o reexame necessário. o que foi decidido. E isso não é o mérito da causa. os embargos de terceiro. ele tem um pedido. 2 . é o “sucedâneo”. Identificando essa diferença de pedidos. bem como é um meio de impugnação voluntário2. Exemplos de Sucedâneos Recursais: a correição parcial. a causa de pedir é a obscuridade e a contradição. onde se pede para esclarecer. Além disso. a integração ou o esclarecimento de uma decisão judicial”: Porque o recurso é uma demanda. O pedido de um recurso. que não é fácil para a maioria. com o objetivo de impugnar aquela decisão. a querela nullitatis. às vezes existem causas em que se discutem o mérito do recurso e não mérito da causa. é o “error in procedendo”. 4 – “para obter a reforma. 99 c) Sucedâneos Recursais. Por que a rescisória é um sucedâneo recursal? (isso foi perguntado erroneamente na prova do TJMG) R: Porque serve para impugnar uma decisão. Análise: 1 – “é um meio de impugnação previsto em lei: Ou seja. Assim. é o erro de julgamento. já é um grande avanço.

: quero a nulidade.: Delosmar Mendonça. Este argumento doutrinário é muito criativo! Até existem algumas decisões previstas na LAJ que são tomadas em autos apartados. A decisão é nula ou é injusta? Ela é nula ou ela é errada? Está se discutindo a decisão que o juiz deu? Sim. Ao alegar erro in procedendo. pelo Tribunal. claro que não. e quase todos se lembrar dela. O professor chama apenas de recurso. Para anular seria se eu recorresse para dizer ao Tribunal que o juiz julgou a minha petição inepta e não fundamentou. 522 do CPC) ou AGRAVO DE INSTRUMENTO (art. pouco importa o que foi decidido. porém. contra a sentença não cabe apelação. e cabe um recurso que nem tem nome. que são: 1. este artigo é esdrúxulo.: Nos JECs não cabe agravo de decisão interlocutória. humildemente: “RECORRENDO. E nos JECs. sem problemas. Aqui. e o juiz. 2.Obs. A Decisão sobre o pedido de revogação da Justiça Gratuita. apesar da bizarrice.: Tribunal. que é um advogado que atua na banca examinadora do MPF. A cumulação imprópria também é possível. Ora. EU ESTOU DIZENDO QUE A DECISÃO É INJUSTA OU ELA É NULA?” Se eu responder que ela é nula. pelo princípio da fungibilidade. E nos JEFs só cabe agravo de decisão interlocutória sobre tutela de urgência. pergunte-se. desta vez. então está se discutindo o conteúdo da decisão. IMPUGNAÇÃO DAS DECISÕES INTERLOCUTÓRIAS: Contra essas decisões.060/50. discute-se validade ou invalidade. ATOS SUJEITOS A RECURSO: JUIZ: POR DECISÕES INTERLOCUTÓRIAS OU SENTENÇA EM TRIBUNAL: POR DECISÕES MONOCRÁTICAS . . QUEBRAS DE PARADIGMAS: 1.seja do Presidente ou Vice-Presidente* OU POR ACÓRDÃOS • (depende da organização do Tribunal) Obs. que alguns chamam de RECURSO INOMINADO.Maria” = Simplesmente Recurso. É possível pedir ao Tribunal que se reforme e que se anule? Cumulando pedidos? R: Sim! Um mesmo recurso. cabem agravo de instrumento. logo. E pedir para reformar é pedir para julgar de novo.Obs. que infelizmente é a que prevalece. Há uma interpretação. ela é “error in iudicando”. Este recurso é para reformar ou invalidar. esquisitíssimo. ERROR IN PROCEDENDO: (não é erro no processo!!! É um defeito na decisão!)) É um defeito da decisão.. pois ela não consegue ser nem interlocutória e nem é sentença (porque a sentença já ocorreu). que é o art. por exemplo. quero a reforma da decisão. cabe AGRAVO RETIDO (art. Diz-se ao tribunal que ela deve ser nula.Ex. porque as decisões de concessão. Quebra o nosso paradigma novamente. porque há um “error in procedendo”. Obs. é re-decidir. um agravo.: Dizer que faltou a fundamentação da decisão causa a sua invalidade ou a sua nulidade? R: Causa a sua nulidade. quando juiz decidiu isso. Ex.: existe um artigo. se o juiz nega o benefício. e se não for possível. Na prática.: o juiz indeferiu a petição inicial por inépcia. Ex. pode impugnar as duas decisões. é corrigir a injustiça. segundo o qual só cabe apelação se a decisão proferida com base da LAJ tiver sido tomada em autos apartados. Deve-se reformar a decisão. a impugnação das mesmas se faz por APELAÇÃO. pois é causa de “error in procedendo”. ele errou. que lei estranha! Para o professor. como essas decisões são dadas em autos apartados. Decisão sobre pedido superveniente de Justiça Gratuita (que é autuado em separado) e 2.: “Simplesmente. é “error in procedendo”. Se eu responder que é injusta. Quase ninguém se lembra dela. na sua tese de Doutorado. não se está discutindo o conteúdo da decisão e sim a sua forma.seja do Relator ou . Ora. Ex. Este artigo diz que caberá apelação das decisões proferidas em conseqüência desta lei. 529 do CPC) IMPUGNAÇÃO DA SENTENÇA: Cabe APELAÇÃO. cabe apelação disso? Na prática existe isso? E quando o juiz revoga o benefício? Alguém apela? Ora. O autor recorre e diz ao tribunal que a petição é apta. Eu posso fazer cumulação própria nos recursos. este recurso é para reformar. o advogado de boa-fé agrava. ALEGANDO ISSO. Nestes casos. 17 da Lei de Assistência Judiciária.: das decisões que não admitem apelação. que é a Lei 1. revogação ou negação deste benefício são de natureza interlocutória. Ex. 524 e art. Para saber quando é “error in procedendo” ou “error in iudicando”. É a DECISÃO QUE NÃO ADMITE A APELAÇÃO. recebe.. defende que as decisões do juiz se dividem em 3 e não em 2. Reformar é aprimorar.

caberá RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. como explicado acima. a Turma tem 2 opções: ou mantém o que o relator disse.Obs.. o agravo interno será chamado: Agravo Interno de Recurso Especial. não são os EI que estão no CPC.Obs.: o Relator. Não cuida dos processos dos outros Tribunais. Cabem Embargos Infringentes.: poderia ter sido uma apelação. para o órgão competente. 475 – H do CPC) Ex. O STJ não aplica esta súmula. impugnável. § único do CPC. E cabem Embargo de Divergência contra acórdão que julga Agravo Interno que julga Recurso Especial? R: Sim! Desde que o Agravo Interno tenha a mesma natureza de Recurso Especial. perceba que a Turma estará julgando a apelação. RECURSOS NO TRIBUNAL: Quando o recurso destina-se a impugnar as decisões do Relator. o STF está revendo esta súmula. Contra as decisões proferidas nestas causas. ou ela mantém o que o Relator disse ou ela dá uma nova decisão. (ROC) Ele faz às vezes de agravo (quando for contra decisão interlocutória) ou de apelação (quando for contra a sentença). pela lei. É a única hipótese. onde uma impugnação da decisão do juiz de 1º grau vai parar diretamente no STF (art. Ao julgar o Agravo Interno. E a que não decreta é apelável. ou um recurso especial. o acórdão do agravo interno absorve a natureza do que foi julgado internamente. porém. Há uns 20 anos. isso quebra a idéias que as decisões dos Tribunais devam ser COLEGIADAS.: A sentença que decreta a falência é agravável. • É certo que cabem Embargos de Divergência de acórdão que julga Recurso Especial ou Extraordinário. para todos os processos. 4.00) – Obrigação do Tesouro Nacional. desde que o Agravo Interno seja da natureza de Apelação. o CPC foi bastante alterado. nos Tribunais. Por isso que. com o mesmo nome. Cuidado! Chame-o de EMBARGOS INFRINGENTES EM EXECUÇÃO FISCAL OU EMBARGOS INFRINGENTES DE ALÇADA (para não se confundir). • Há um artigo (530 do CPC) que afirma que cabe Embargos Infringentes contra acórdão que julga a Apelação. Para facilitar a nossa vida.: Súmula 622 do STF. a natureza jurídica do acórdão que julga o agravo interno É A NATUREZA JURÍDICA DAQUILO QUE FOI JULGADO MONOCRATICAMENTE. ou reforma o que o relator disse. dando ao Relator. veio o STJ dizendo que este artigo tem aplicação GERAL para todos os casos de impugnação genérica contra as decisões do Relator. Ex. decidir sozinho. 527. no processo civil. este fenômeno é inevitável. Ou melhor. Mas. mas foi dito agora há pouco que recurso só deve ser considerado recurso se ele for proveniente de lei? Como se pode admitir um recurso proveniente de estatuto. 34 da Lei 6830/80 ou LEF).: Pessoa residente no Brasil ou município. que não existe mais. esta lei veio tanto para os processos do STJ e do STF. A Turma vai julgar este agravo interno. esta decisão é. monocraticamente julga uma apelação. 39. e os poderes do Relator só agigantam.. • Atenção: Têm surgido algumas situações na jurisprudência onde a decisão de Relator é impugnável. assim. • Natureza Jurídica da decisão que julga o Agravo Interno: Ex. Quando o juiz profere uma sentença de execução fiscal de até 50 OTN.Obs. Ao julgar o agravo interno. Ver art. Mas. Veja a súmula 316 do STJ. destinado ao STJ. contra esta sentença não cabe apelação..: Existem situações no ordenamento processual brasileiro de SENTENÇAS AGRAVÁVEIS. “inagravável” (“baianês” do Professor Didier). mais poder para inclusive. • E quanto à decisão do Relator que converte o Agravo de Instrumento em Agravo Retido. Ora. que ajuíza uma causa contra um Estado Estrangeiro ou Organismo Internacional. 5. Contra esta decisão cabe agravo interno. Ela é agravável (art. . Isto está no art. Estes EI é um outro recurso. Assim. Ou seja.3. E nem vai para o tribunal. Mas. Ex. de regimento? R: o professor explica que ele é proveniente da lei. ou Agravo Interno de Apelação. Ora. Ou para manter o que o Relator já julgou ou para julgar de nova maneira. julgando a apelação de maneira diversa. embora tenha ele ganho o nome de “regimental”. pois quem julga estes EI é o próprio juiz de 1º grau. da Lei 8038/90.: A sentença que julga a liquidação da sentença. são causas de competência da Justiça Federal. para que ela não exista mais. Ex.: Nas execuções fiscais cujo valor não exceda mais que 50 OTN (+ ou – R$ 500. E cabe contra decisão que julga Agravo Interno? Caiu na prova do PFN: R: Sim. em várias hipóteses. cabe AGRAVO INTERNO ou AGRAVO REGIMENTAL.. E da decisão desses EI cabe Recurso Extraordinário para o STF! Pasmem! Tem súmula: 640 do STF. Mas.

o agravo. Eu vou recorrer sobre o B. O professor acha isso uma bobeira.: Embargos de Declaração. 1ª Classificação: Recurso Total ou Recurso Parcial. mas ele é considerado um corolário do Devido Processo Legal. Quem examina a postulação 1º faz o exame sobre a possibilidade de se examinar o que foi possível (fazer um controle sobre a possibilidade de se examinar aquilo que foi pedido). Perceba que agravo é um nome muito comum em tema de recuso. veja que todos os agravos são cabíveis ou interpostos contra uma decisão de UMA PESSOA SÓ. Já para CD. Por isso. 2ª Classificação: Recurso de Fundamentação Livre e Recurso de Fundamentação Vinculada. Recurso Especial 4. Eu só posso me valer daquele recurso alegando determinada causa de pedir que a lei prevê. ele pode ser mitigado. Ele tem um nome muito grande: É O AGRAVO DE INSTRUMENTO CONTRA DECISÃO QUE NÃO ADMITE RECURSO ESPECIAL OU EXTRAORDINÁRIO NA ORIGEM. Segundo Cândido Dinamarco. A e B. toda postulação se submete a um duplo juízo. ganhei o A. O 1º juízo é o Juízo de Admissibilidade. todos são de fundamentação livre. Este princípio não está previsto na CF/88. Por isso que a fundamentação é vinculada. Embargos Infringentes (os legítimos do CPC) 2. Isso é importante porque. Recurso Ordinário Constitucional Obs. Segundo Barbosa Moreira. porque eu só recorri um capítulo da decisão. ele é uma usina de vários outros princípios. Ex.: Recurso Especial e Recurso Extraordinário. Se porventura se concluir que é possível examinar o que foi pedido. também se aplica ao recurso extraordinário. CLASSIFICAÇÃO DOS RECURSOS. . Ex.Onde se lê recurso especial. é um recurso parcial. Mas. 11/01/08 – 18ª AULA JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS: 103 Toda demanda. PRINCÍPIO DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO: É aquele que garante às partes a submeterem uma decisão a um novo exame. o sentido é outro: o Recurso é total quando impugna toda decisão. o meu recurso é parcial. porque é um erro escandaloso. Mas.: Contra Suspensão de Segurança – cabe agravo! O mais famoso deles é o agravo do art.: decisões do STF) Isso porque o DPL é um Gremlin. que foi o que eu perdi. o Recurso é Total quando impugna tudo quanto pode ser impugnado. GERALMENTE CABE ALGUM TIPO DE AGRAVO. Se eu deixo uma parte sem recorrer. Ora. O RFV é aquele que tem causa de pedir típica.. fazendo assim. Ex. a parte não recorrida transita em julgado.: a apelação. (que é a possibilidade de se examinar determinada demanda) . que determinadas decisões sejam irrecorríveis (Ex. meu recurso é total. Ou colocar apelação de acórdão. porque causa confusão.. O RFL é aquele onde eu posso alegar qualquer causa de pedir. Assim. Assim.: Decisão de homologa acórdão é irrecorrível no JEC. se eu impugnei tudo o que eu poderia impugnar. Recurso Extraordinário 5. Ex. qualquer problema contra a decisão. Ex. ela formula um 2º juízo que é o Juízo de Admissibilidade de um Pedido ser Acolhido.: Embargos de Declaração cabem contra QUALQUER DECISÃO. 544 do CPC. Há agravo dos mais variados tipos. qual a diferença entre ele e o BM? R: Imagine uma sentença com 2 capítulos. Eu perdi o capítulo B. Embargos de Divergência 3. Assim. Os recursos cabíveis contra os acórdãos são 5: 1.: Contra um HSE (HOMOLOGAÇÃO DE SENTENÇA ESTRANGEIRA) – cabe agravo! Ex. Se o recurso não impugnar toda a decisão ele é parcial. CONTRA AS DECISÕES DO PRESIDENTE DO TRIBUNAL OU DO VICE-PRESIDENTE. JAMAIS e em HIPÓTESE ALGUMA coloque em uma prova um agravo contra acórdão. porque eu impugnei tudo que eu poderia impugnar. • A Súmula 599 do STF está certa? Ela está em contradição com a súmula 316 do STJ? R: Sim!!!!!!!!!!!!!! Ela foi até cancelada! Cuidado com o seu código! O que vale é a súmula 316 do STJ. o meu recurso é total ou parcial? R: É total. para BM.

Ele pode REFAZER o juízo. ele nem examina o mérito. que a decisão que conhece do recurso é uma decisão declaratória com eficácia retroativa. sempre caberá um recurso para esta decisão (que não recebeu o recurso). já era. é preciso entender que quando se fala em “Juízo A quo” é o juízo que proferiu a decisão recorrida. POR ISSO QUE SE DIZ QUE O JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE É DUPLO. b) A apelação contra sentença que indefere a petição inicial. E aqui. fala-se que o Juízo foi positivo de admissibilidade. Ex. 3º) Alguns recursos têm aquilo que se chama de EFEITO REGRESSIVO.O 2º juízo é o Juízo de Mérito. porque é feito pelo a quo e pelo ad quem. O ad quem não fica vinculado ao que o a quo disse. 1º) No Agravo de Instrumento. Uma vez encaminhado a este. Porque os Embargos de Declaração são julgados pelo mesmo Juízo que proferiu a decisão atacada. (se não agravar. este é o único recurso que é interposto diretamente perante o Juízo Ad Quem. cabe ao Juízo A Quo fazer o 1º juízo de admissibilidade. fala-se em DAR ou NEGAR PROVIMENTO. porque desta forma está correta . Assim. que tem qual natureza? . É uma peculiaridade do agravo de instrumento. neste caso. Já no âmbito do Juízo de Mérito. houve preclusão) A idéia é a de que o ad quem tem que controlar o que o juízo a quo faz. Quando não se conhece o recurso.: Se o juiz não receber a apelação – cabe agravo de instrumento. Se ele deu provimento. O efeito regressivo é o efeito de permitir o juízo de retratação. Quando se conhece do recurso. Cabe ao ad quem julgar o mérito do recurso. E se o a quo se retratar. de mérito. aí sim se pode falar em “Conheceu para dar provimento” ou “Conheceu para negar provimento”. A partir desta distinção. porque ele é o órgão competente para recebê-lo. Alguns exemplos de recurso que permitem juízo de retratação: a) Os agravos. (que é a possibilidade de se acolher o que foi demandado) Por isso que toda demanda passa por um juízo de admissibilidade e depois. Assim. fala-se sobre em CONHECER (ADMITIR O RECURSO) ou NÃO CONHECER O RECURSO (NÃO ADMITIR O RECURSO). Aqui. prevalece a regra de que o recurso tem que ser interposto perante o órgão “A quo”. fala-se que o juízo foi negativo de admissibilidade. aquele que vai receber o recurso. O Juízo de Mérito. é porque o Tribunal examinou o mérito. ele não vai nem remeter o recurso para o órgão ad quem. c) A apelação do ECA. Por isso é que se diz que o juízo de admissibilidade é duplo. o A quo não faz juízo de admissibilidade. Assim. ou o juízo de inadmissibilidade. ele mesmo estará fazer o juízo de admissibilidade. o juízo ad quem poderá REVER o juízo feito pelo juízo a quo. o juízo que vai julgar é o mesmo que foi recorrido. O positivo é indiscutível na doutrina. é do ad quem. NATUREZA JURÍDICA DO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE: Convém separarmos aqui que o juízo pode ser positivo ou negativo. ele nem viu o mérito. se o Tribunal conheceu do recurso (admitiu o recurso). para onde o recurso deve ir. Já o “Juízo Ad quem” é o Juízo de destino. No âmbito do juízo de admissibilidade. O problema está na caracterização do juízo de admissibilidade negativa. Se o juízo a quo conhecer o recurso. Isso é a regra. pode-se estabelecer algumas regras: No direito brasileiro. E o recurso também tem isso. a situação é diferente: Porque aqui. Então. Assim. ou melhor. porque se não conheceu. se o a quo não conhece do recurso. jamais escreva na prova “não conheceu e negou provimento”. ou melhor. ou ele conhece ou não conhece o recurso. é o juízo de origem. o recurso será encaminhado ao ad quem. se o Tribunal não conhece do Recurso. Ele próprio é o Juízo ad quem e o a quo. porém. Agora. o juízo a quo vai fazer o reexame do mérito da sua própria decisão. ou seja. 2º) Os Embargos de Declaração também fogem a essa regra geral. COMPETÊNCIA PARA FAZER O JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE: Para que se compreenda como se estrutura o juízo de admissibilidade. perante o órgão que proferiu a decisão recorrida. então. Mas.

o juízo de admissibilidade negativo é caso de desconstitutivo. porque já houve coisa julgada. o juízo de admissibilidade negativo pode ter eficácia retroativa. nestes 2 casos. e a Ação rescisória tem o prazo de 2 anos. desde lá de trás.* Requisitos Extrínsecos (relacionados ao exercício do recurso): TEMPESTIVIDADE. Na prática. a causa já havia transitado em julgado lá atrás no tempo. Não tem eficácia retroativa.: imagine que houve uma sentença e após ela. o recurso é cabível. E se o Tribunal tiver levado 3 anos para julgar esta apelação que não foi conhecida? Quer dizer que a parte perde até mesmo o direito de propor Ação Rescisória? R: Para Barbosa Moreira sim. então. PREPARO E REGULARIDADE FORMAL. PRINCÍPIO DA TAXATIVIDADE DO RECURSO: os recursos cabíveis são aqueles taxativamente previstos em lei. CABIMENTO: Para se saber se o recurso é cabível. Esta súmula é a positivização mais clara do que existe sobre este tema. 4ª corrente – para o Professor. Este pensamento de BM é um entendimento isolado que não dá para sustentar. INTERESSE e INEXISTÊNCIA DE FATO IMPEDITIVO/EXTINTIVO. depois de 3 anos da sua interposição. Porque se ele diz que o juízo é invalidante. por isso. LEGITIMIDADE. Para o professor. Se o recurso que se quer interpor contra aquela decisão é o adequado? Se a decisão é recorrível e o recurso é o adequado. • CUIDADO: alguns autores colocam este requisito como extrínseco. o trânsito em julgado já teria ocorrido. não é o entendimento que prevalece. bastam os 3 primeiros incisos. . Perceba que as súmulas do TST são tão grandes que possuem incisos. Para BM. É como se o Tribunal estivesse dizendo que desde aquela data ele não conhece o recurso. Só há um julgado de 2005 com esse posicionamento. A tradicional classificação de requisitos é a seguinte: Requisitos de Admissibilidade: Requisitos Intrínsecos (relacionadas ao direito de recorrer): CABIMENTO. Ela defende que o Juízo de Admissibilidade Negativo é Declaratório. não tem eficácia retroativa. É como se o recurso nem tivesse existido.Aqui está o problema. para esta corrente. Esse é o pensamento adotado pelo TST na súmula 100 do TST. uma apelação que não foi conhecida. É como se o recurso. isso importa para saber em que momento se faz a coisa julgada. OS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS: Ou seja. Porque para BM. para Barbosa. COM EFICÁCIA RETROATIVA. o juízo de admissibilidade negativo é DECLARATÓRIO. Por isso. desde a data em que se causou a inadmissibilidade. Assim. Durante este lapso de tempo. o Tribunal não vai conhecer do recurso. porque isso geraria uma insegurança muito grande. OU SEJA. por isso que o professor colocou este na zona de fronteira entre os requisitos intrínsecos e os extrínsecos. 3ª corrente – MAJORITÁRIA: é a corrente temperada. esta decisão de não conhecimento retroage à data da interposição da apelação. tudo aquilo que deve ser observado para que o recurso seja admissível. Esta posição é isolada do Fredie Didier. desde quando ele foi interposto. R: Há várias correntes: 1ª corrente (Barbosa Moreira) – Para ele. Nem o efeito suspensivo. Se a decisão é recorrível? 2. ou concepção. Isso será visto por nós quando estudarmos a Ação Rescisória. E para este tema. em duas situações. E seus critérios são objetivos. que não tem eficácia retroativa (como forma de proteger a boa-fé). (basta ver aquela “tabuada” dada na aula passada) Há 3 princípios sobre a teoria dos recursos que giram sobre o cabimento dos recursos: 1. recurso inadmissível não produz nenhum efeito. Ou seja. é preciso saber 2 perguntas: 1. ou pelo manifesto descabimento do recurso. não fosse conhecido. Ocorre quando: se o juízo de inadmissibilidade tiver sido pela intempestividade do recurso. É como se não tivesse havido recurso. ele chama de uma tese. quando Tribunal diz que não conhece o recurso. Ela é temperada porque ela é mista. tem eficácia retroativa. 2ª corrente – Diz que o juízo de admissibilidade negativo é declaratório mas. Ex. ressalvadas 2 situações. ela só pode ser desconstitutiva. esta 4ª corrente é isolada.

se for para pedir a anulação da decisão. Ex. PRINCÍPIO DA SINGULARIDADE OU UNIRRECORRIBILIDADE: de acordo com este princípio. ou chamado. Mas. expressamente. além de exigir a constatação de erro grosseiro. a fungibilidade? R: Segundo o professor. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE DOS RECURSOS: é possível aceitar um recurso indevido como se fosse devido. ou seja. O prazo para o recurso de 3º é o prazo de que dispõe a parte para recorrer. AINDA QUE NÃO HAJA RECURSO DA PARTE. mas no prazo certo. assim como acontecia no CPP. É o que poderia ter sido assistente. INTERESSE: O recurso precisa ser útil e necessário.2. Além da parte e do MP. o MP (Custos Legis) – e o MP pode recorrer. porque ele havia reestruturado tudo. Porque aquele que já é opoente. podem recorrer também o 3º prejudicado. veio agora. só se pode utilizar UM RECURSO POR VEZ. hoje. inovando em tribunal. salvar erros processuais que poder ser corrigidos. É aquele que poderia ter sido OPOENTE e não foi. Súmula: 99 O MINISTERIO PUBLICO TEM LEGITIMIDADE PARA RECORRER NO PROCESSO EM QUE OFICIOU COMO FISCAL DA LEI. . mesmo que as partes não recorram (Súmula 99 do STJ). Porque o CPC de 73 tentou acertar o CPC de 39. Como ele não interveio. de boa-fé. Assim. A sutileza é apenas o fato de que o 3º não é intimado.: Conversão do Negócio Nulo (Civil – Aula do Pablo) – ele pode ser entendido como se fosse outro. Se ele tivesse intervindo. E o prazo para ele. cada um desses recursos deve ter um objetivo distinto. já é parte. então. e ao fazer isso. 106 Tem um sujeito que poderia ter intervindo e não interveio e que não pode mais recorrer como 3º. Ou seja. ou denunciado. a jurisprudência atual. Ela entende que se entrou com recurso errado. Senão. que é aquele sujeito que poderia ter intervindo no processo. naquela época. e não veio antes. ela exige também o respeito ao prazo do recurso correto. LEGITIMIDADE: O CPC afirma que pode recorrer: a parte vencida. ele se torna 3º. Mas. Veio o CPC de 73 e não repetiu a regra que permitia a fungibilidade. Hoje. Este princípio é mitigado com relação aos acórdãos. conta a partir da intimação da parte. se não há regra expressa. exatamente porque ele é o 3º (não está no processo). mas não interveio. Então. quase 60 anos depois. apto a recorrer. o próprio código previa. é preciso que a parte tenha entrado com o recurso errado. É possível interpor um recurso indevido e o juiz o converter em outro.: Alexandre Câmara defende que aquele que poderia ter sido opoente pode recorrer como terceiro.. é possível a fungibilidade hoje ainda. em determinadas situações. se aceitarmos que a fungibilidade decorre da instrumentalidade das formas. O que seria erro grosseiro? R: É aquele erro que não tem respaldo na doutrina e na jurisprudência. É o mesmo prazo. porque era um sistema que gerava muitas dúvidas nos processualistas. No CPC de 39. Por isso que o recurso de 3º é um exemplo de Intervenção de Terceiro. ele teria virado parte. entendeu que não havia mais dúvidas. a coisa está relativamente tranqüila. 3. Por quê? R: Porque eu posso impugnar um acórdão ao mesmo tempo que eu interponho um Recurso Especial ou Extraordinário. Mas. Mas. Aquela discussão sobre se cabe apelação ou agravo de uma sentença. Ex. o recorrente tem que demonstrar que o recurso pode lhe propiciar algum proveito. Não se pode impugnar a mesma decisão com 2 recursos simultaneamente. admitia-se a fungibilidade se não houvesse erro grosseiro ou má-fé de quem intentou a peça processual equivocadamente. Esta dúvida que se constata na jurisprudência ou na doutrina. Por isso que se diz: para que não haja erro grosseiro é preciso que exista uma dúvida objetiva quanto ao cabimento do recurso. ele não pode ser prejudicado porque não respeitou o prazo correto. . quais são os requisitos da fungibilidade hoje? R: A doutrina responde dizendo que continua sendo a inexistência de erro grosseiro para se ter o pressuposto da fungibilidade. daria problema quanto aos prazos desconexos destes 2 recursos. não há sentido em se admitir a fungibilidade (pois se estaria dando com uma mão e tirando com a outra). Este princípio está intimamente relacionado com o PRINCÍPIO DA INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS.: apelação – 15 dias e o agravo – 10 dias.. A doutrina não gosta disso. é possível ainda. Não pode. Obs. E ele não pode mais ser aceito neste momento porque ele estaria levando uma demanda nova ao tribunal. este princípio da fungibilidade.

neste caso.Ex. a ele recorrer: ele vai dizer que é improcedente mesmo. Quem aceita a decisão não pode recorrer depois. Ex. Isso pode vir na prova envolvendo direito coletivo. . pois qual a diferença que isso faz na vida prática? Ora. não pode mais desistir. o proveito que se quer ter é desnecessário se feito por recurso. Por isso.: O 3º não sucumbiu e pode recorrer. Porque alguns fatos não podem existir para que o recurso seja. o juiz já manda o réu pagar. Um recurso sobre a fundamentação é algo inútil. então.: Se o juiz recebe uma ação monitória. veja que cabe recurso para discutir só o fundamento. Vimos na aula passada que se o juiz conclui pela improcedência do pedido. a decisão está certa. TEMPESTIVIDADE: O recurso tem que ser interposto dentro do prazo. para se derrubar este acórdão. Porque eles são os 2 pilares da decisão. POR SI SÓ. Aqui. É interessante para ele mudar isso. PARA MANTE-LO. A renúncia se dá antes de recorrer. o que não se admite. b) Um segundo ato que não pode ocorrer para que o recurso seja admissível é A Aceitação da Decisão. A desistência pressupõe que o recurso já tenha sido interposto. c) Se eu já recorri e desisto do meu recurso. por falta de prova. Embargos de Declaração: 5 dias Agravos em 1ª Instância: 10 dias. Apelação: 15 dias. para o réu. que ganhou. porque se eu recorrer apenas de um fundamento. E A PARTE VENCIDA NÃO MANIFESTA RECURSO EXTRAORDINARIO. porque o máximo que eu vou destruir é um dos pilares desse acórdão. se demonstrar o proveito. INEXISTÊNCIA DE FATO IMPEDITIVO OU EXTINTIVO DO DIREITO DE RECORRER: Este é um dos primeiros requisitos de natureza negativa. Mas. Os Exemplos de fatos (que não podem existir para que o recurso exista) são dados pela doutrina: a) A Renúncia ao Recurso – a renúncia da parte extingue o direito de recorrer. Agravo Interno: 5 dias. Isso é um exemplo clássico de recurso inútil.: O MP (Custos Legis) não sucumbiu e pode recorrer. porque assim. sem questionar o que foi decidido (a parte dispositiva). E não precisa do consentimento da outra parte. A desistência do recurso não precisa ser homologada pelo juiz. a utilidade. Começou a votar. ele terá coisa julgada.: Proibir o recurso para quem já aceitou a condenação tem a ver com a Proibição do “Venire Contra Factum Próprium”. Imagine um acórdão com 2 fundamentos: um legal e outro constitucional. E se um tem fundamento legal e outro constitucional. mas também pode recorrer quem não sucumbiu. Neste caso. Mas não por falta de prova e sim por falta de direito. QUALQUER DELES SUFICIENTE. Esta desistência me impede de recorrer. QUANDO O ACORDÃO RECORRIDO ASSENTA EM FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAL E INFRACONSTITUCIONAL. Porque é possível que haja recurso de quem não sucumbiu. porque para o recorrente. neste caso. eu tenho que interpor tanto o Recurso Especial como o Recurso Extraordinário. Obs. Súmula: 126 É INADMISSIVEL RECURSO ESPECIAL. Esta súmula tem tudo a ver com o interesse recursal. É claro que quem sucumbiu pode recorrer. que tem até súmula (126 do STJ). eu tenho que derrubar os dois fundamentos. Ex. porque é um direito potestativo do possível recorrente. admissível. a necessidade disso. A renúncia não depende da aceitação da outra parte. porque este meu recurso será inadmissível. a coisa julgada é aquela “Secundum Eventum Probationis”. a fundamentação nem faz coisa julgada! Veja que não é apenas quem sucumbiu que tem interesse recursal. Qualquer um deles está apto a sustentar a decisão. eu não poderei recorrer de novo. Há 2 questões problemáticas aqui: 1. Se eu entrar com um recurso só.: o cumprimento espontâneo da decisão. eu não ganho nada com isso. ele será inútil. Ex. é possível. é desnecessário que o réu recorra. que é o momento que a parte pode renunciar. que se aplica aos recursos desta maneira. pedindo ao tribunal que se mantenha a improcedência para que se mude o fundamento (de falta de provas para falta de direito). Porque tudo o que o réu precisa fazer para se defender é com a sua DEFESA. 2. porque aqui a coisa julgada é secundum eventum probationis. É inútil o recurso em que se pede apenas a mudança no que está na fundamentação da decisão. porque é o mesmo que se comportar contraditoriamente. Contra esta decisão. A desistência do recurso pode ser oferecida até o início da votação no Tribunal.

A Fazenda Pública e o Ministério Público têm prazo em dobro para recorrer. SÚMULA Nº 641 NÃO SE CONTA EM DOBRO O PRAZO PARA RECORRER. mediante delegação a ofícios de justiça de primeiro grau. Ou seja. na súmula 216. Então. Mas. Ela passou a exigir taxa no Recurso Especial. O art. O STJ já acompanhou o STF. com unanimidade. sobrevier o falecimento da parte ou de seu advogado. Mas esse sistema de protocolo descentralizado não poderia ser aplicado ao STJ porque o argumento deles é que não havia lei prevendo esta possibilidade. Ela regulamenta as custas no STJ. Se. o prazo será simples. Súmula: 216 A tempestividade de recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça é aferida pelo registro no protocolo da secretaria e não pela data da entrega na agência do correio. ou ocorrer motivo de força maior. o STF tem admitido este protocolo para si. não existia. ainda mais sendo um tribunal que se diz ser da Cidadania). para que no momento da interposição do recurso se possa comprovar que já pagou. No entanto. Aqueles que estão acompanhados de Defensor Público também têm prazo em dobro para recorrer. Os serviços de protocolo poderão. 547 do CPC surgiu prevendo expressamente que é possível este protocolo integrado. Porque se você recorre precocemente. durante o prazo para a interposição do recurso. o prazo será devolvido integralmente. a aplicação do princípio do livre acesso à justiça. o § único do art. O STF tem mais de uma decisão julgando que nestes casos o recurso é intempestivo. que malha a posição do STF. você se dá por intimado. Porque recurso interposto sem preparo é chamado de recurso DESERTO. No entanto. o que antes. com isso. dia 31/12/07 surgiu uma lei que alterou a legislação processual civil (11. ele será devolvido integralmente.636/07). sem problemas. em Dezembro de 2001. a critério do tribunal. O prazo não é devolvido pelo que sobra. Art. ser descentralizados. Se só um dos litisconsortes pode recorrer. Outro problema dentro do tema da tempestividade está relacionado à Súmula 256 do STJ – para que seja possível protocolar as petições e facilitar o acesso à Justiça. Súmula: 256 O sistema de "protocolo integrado" não se aplica aos recursos dirigidos ao Superior Tribunal de Justiça. criaram os protocolos integrados. cabendo à secretaria verificar-lhes a numeração das folhas e ordená-los para distribuição. Outro problema aqui é o Recurso Prematuro ou Recurso Precoce – que é o recurso interposto antes do início do prazo. que suspenda o curso do processo. E esta lei diz claramente que as custas devem ser . o preparo se faz antes e depois se interpõe o recurso. E se o seu recurso não foi admitido? R: Não tem devolução de dinheiro. O STJ traz mais um problema para a tempestividade. (E o STJ dificulta. o STJ vem reafirmando esta negativa de protocolo integrado. isto se o avião chegar. É a lei de custas do STJ. esta súmula ainda não foi cancelada! Muito pelo contrário. o sujeito deve se deslocar de avião para protocolar o seu recurso. QUANDO SÓ UM DOS LITISCONSORTES HAJA SUCUMBIDO. 507 do CPC – quer dizer que durante a fluência do prazo recursal acontece uma dessas tragédias. inclusive para o STJ.: Quer dizer que se os Correios estiverem em greve. PREPARO: É o pagamento das despesas relacionadas ao processamento do recurso. 108 Obs. meses depois. No entanto. o STF considerou que o prazo é uma questão de matemática. Art. Parágrafo único. nesta época (AGO/2001). vale uma ponderação: Súmula 641 do STF. 507. Litisconsortes com advogados diferentes também têm prazo em dobro para recorrer. No entanto. O professor disse que tem vergonha de dizer isso. 547. mas hoje ele acompanha a doutrina. antes de ser intimado. será tal prazo restituído em proveito da parte. contra quem começará a correr novamente depois da intimação. do herdeiro ou do sucessor. Os autos remetidos ao tribunal serão registrados no protocolo no dia de sua entrada. depois da intimação. Este Tribunal da Cidadania considera que a tempestividade é contada quando da chegada do recurso à secretaria do Tribunal e não do seu despacho pelo correio. O valor do preparo corresponde à soma das taxas + as despesas de remessa + as despesas de retorno dos autos.

11. Determina a mencionada lei que o “o pagamento das custas deverá ser feito em bancos oficiais. do art. incluindo. assistência e recurso de terceiro: “Art. Seguindo a tradição.636/2007: “Não haverá restituição das custas quando se declinar da competência do Superior Tribunal de Justiça para outros órgãos jurisdicionais. 11 da mesma lei: “O abandono ou desistência do feito. 10). § 3o O terceiro prejudicado que recorrer fará o preparo do seu recurso. não há devolução de dinheiro. 11. Essa possibilidade de relevar-se a falta de preparo está prevista no art. Art. 11. Deixou claro. 6o Quando autor e réu recorrerem. 2º) Na Justiça Federal – é possível fazer o preparo do recurso contra sentença até 5 dias após a interposição. Art.: Greve do Banco.aquele que recorrer da sentença pagará a outra metade das custas. embora se pague antecipadamente pelas despesas com a remessa dos autos. Existe também a figura da Relevação da Deserção. ainda. mediante preenchimento de guia de recolhimento de receita da União. mesmo se o recurso não for conhecido. O pagamento das custas e contribuições devidas nos feitos e nos recursos que se processam nos próprios autos efetua-se da forma seguinte: II . o art. esclarecendo que há preparo no recurso especial. cada recurso estará sujeito a preparo integral e distinto. na origem. que a comprovação do preparo deve ser feita contemporaneamente à interposição do recurso (par. (Ver o site do Professor. que estabelece o pagamento do preparo nos casos em que há litisconsórcio. sob pena de deserção. 11. 10). ele não pode levar à deserção imediatamente. Convém transcrever.01. O juiz tem que mandar a parte completar o preparo e só se a parte não complementar é que o recurso não será admitido. § 2o Para efeito do disposto no § 1o deste artigo. que antes apenas exigia o pagamento das despesas postais (art. § 1o Se houver litisconsortes necessários. que agora está revogado). Note que o legislador estabeleceu que quando se tratar de recurso. o recurso especial. ratificando a exigência do art.636/2007: “Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 519 do CPC. Em sentido semelhante. 14. Quando isso ocorre. 511 do CPC e o enunciado n. tenham sido interpostos pelo autor ou pelo réu”. a íntegra do art. também. Note. Em 07. Isso é o preparo feito com o valor menor. produzindo efeitos respeitando-se o disposto nas alíneas b e c do inciso III do caput do art. porventura.636/2007. será feito no tribunal de origem. em qualquer fase do processo. composto de custas e porte de remessa e retorno. Existe a figura do Preparo Insuficiente. Fredie Didier Jr. “O valor do preparo não será devolvido. ainda que não coincidam suas pretensões. quando o recorrente não recolhe. II da Lei 9289/96. perante as suas secretarias e no prazo da sua interposição (art. ún. Editorial nº 32) . não se aplica só a ela. A propósito do assunto. ainda. Tal diploma legal regulamentou o regime de custas no STJ. que a exigência de preparo. o recolhimento do preparo. somente pode ser feita após noventa dias da vigência da lei (art. ou a existência de transação que lhe ponha termo. A Lei Federal n. seguindo essa regra geral. de conformidade com as normas estabelecidas pela Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda e por resolução do presidente do Superior Tribunal de Justiça” (art. a importância das despesas de remessa e retorno dos autos”. Nem mesmo o valor dos portes de remessa e de retorno dos autos (note que. Este artigo está na parte de apelação. 150 da Constituição Federal”. Ex. 4º).pagas antes e se o recurso não for conhecido. 15 da Lei n. aí. . Editorial 32 Lei de custas no Superior Tribunal de Justiça. nestes casos. pois somente o dispensou em certos processos de competência originária ou recursal (art.636/2007 passou a prever custas nos processos que tramitem no STJ. 8º da Lei Federal n. 187 da súmula do STJ: “É deserto o recurso interposto para o Superior Tribunal de Justiça. 7º). O juiz pode relevar a falta de preparo se o recorrente demonstrar que houve justo motivo para não fazê-lo. Lei n. independentemente do preparo dos recursos que. Mas. É um artigo de aplicação geral. 112 do RISTJ. convém transcrever o art. dentro do prazo de cinco dias. não dispensa a parte do pagamento das custas nem lhe dá o direito à restituição”. 14. o assistente é equiparado ao litisconsorte. O juiz vai dar novo prazo para se fazer o preparo. bastará que um dos recursos seja preparado para que todos sejam julgados. composto de custas e porte de remessa e retorno. o final do ano nos traz sempre uma lei que altera a legislação processual. 6º dessa lei. não será devolvido esse valor se a remessa não realizar-se).2008 Existem 2 situações em que se pode fazer o preparo depois de recorrer: 1º) No JEC – é possível fazer o preparo até 48 h depois da interposição do recurso.acrescente isso no livro do professor.

como é a vontade do recorrente que delimita o que o Tribunal terá que redecidir. EFEITOS DOS RECURSOS: 1. como os documentos que compõem o Agravo de Instrumento são requisitos impostos pela regularidade formal. REGULARIDADE FORMAL: Os recursos têm que preencher algumas formalidades. os Recursos no ECA. Não admitido o recurso extraordinário ou o recurso especial. É o recorrente que delimita o que ele quer que seja devolvido (a matéria impugnada). Daí que se fala em efeito expansivo do recurso. O RECURSO IMPEDE QUE A DECISÃO TRANSITE EM JULGADO: Este é o efeito mais simples do recurso. por isso. Toda decisão tem fundamentação e dispositivo. Vale aquilo que se chama de Princípio da Dialeticidade dos Recursos. salvo se distintos ou opostos os seus interesses. Ex. Por isso. Ora. 509. Este efeito está intimamente relacionado à vontade do recorrente. senão ele não será conhecido. Na fundamentação o juiz examina as questões incidentes. se não ele é inepto. Agravo Retido. quando as defesas opostas ao credor Ihes forem comuns. se a decisão tem 2 capítulos e a parte só devolve o capítulo A. o recurso tem o poder de devolver aquilo que foi impugnado para que seja examinado novamente. Alguns recursos não têm preparo: Embargos de Declaração. Veja a súmula 178 do STJ – na Justiça Estadual. Todo mundo que recorre quer a devolução de alguma questão. para Barbosa Moreira. por exemplo. pergunta-se: o benefício da JG pode ser pedido no próprio recurso. 509 do CPC. É uma expansão subjetiva também. ele terá que dar um prazo para fazer o preparo que não foi feito.: A Justiça Gratuita deve ser pedida mesmo na Defensoria. nem o de impedir o trânsito em julgado. conforme o caso. Assim. Havendo solidariedade passiva. Assim. 3. Ele tem que ter fundamentação. Art. NAS AÇÕES ACIDENTARIAS E DE BENEFICIOS. e o Tribunal concede o benefício. isso é mais uma regularidade formal. O RECURSO GERA O EFEITO REGRESSIVO: que é a possibilidade que o recurso traz de haver Juízo de Retratação. Ex. Outro requisito é que os recursos devem ser escritos. ele tem que pagar o preparo. por exemplo. Porque o recurso tem que ter fundamentação para permitir a dialética. caberá agravo de instrumento. Ex. se ele pede agora no momento em que recorre. O RECURSO GERA EFEITO EXPANSIVO SUBJETIVO: a regra é a de que o recurso só produza efeitos para o recorrente. Art. se o Tribunal vier a negar esse pedido. 4. o INSS é um ente federal. fixando-lhe prazo para efetuar o preparo. E no dispositivo. O RECURSO GERA O EFEITO DEVOLUTIVO: Aqui. Mas. O recurso tem que ter pedido. mas tem para o preparo. É o caso da Fazenda Pública. 544.: Os Embargos de Declaração impostos por uma parte interrompem o prazo para todas as pessoas. Existem sujeitos que estão dispensados de fazer o preparo. 2. 544 do CPC não tem preparo. então. Provando o apelante justo impedimento. Embora nos JEC o agravo retido e os embargos de declaração possam ser orais. o juiz examina a questão principal (que é o pedido. O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita. o juiz relevará a pena de deserção. Mas. o possível beneficiário não tinha este benefício.Art. Parágrafo único. PROPOSTAS NA JUSTIÇA ESTADUAL. Mas há situações em que há uma expansão dos efeitos do recurso que atingem outros sujeitos que não os recorrentes que se beneficiam com o recurso. tem que requerer para determinados atos do processo. não há problema. que se diz que o efeito devolutivo está relacionado ao dispositivo da nova decisão que será dada (acórdão). É uma isenção objetiva. se . o recurso interposto por um devedor aproveitará aos outros. 519. porque às vezes a parte não tem dinheiro para a perícia. no prazo de 10 (dez) dias. o Agravo no art. porque até então. para o Supremo Tribunal Federal ou para o Superior Tribunal de Justiça. Obs. e o quer a partir de agora. o MP e o beneficiário da Justiça Gratuita. Então. recurso inadmissível é aquele que não produz efeito algum.: O Recurso de um Devedor Solidário beneficia os outros se for alegado questão comum a todos eles.: O Recurso de um Litisconsorte Unitário beneficia o outro. o dispositivo do acórdão se ajustará ao limite dado pelo recorrente. Súmula: 178 O INSS NÃO GOZA DE ISENÇÃO DO PAGAMENTO DE CUSTAS E EMOLUMENTOS. Os exemplos 2 e 3 estão no art.

porque ele só escolheria os seus e nunca as do adversário. ou formará título executivo. A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada. Se eu só recorro de metade. que ele chama de PROFUNDIDADE DO EFEITO DEVOLUTIVO. mesmo aquilo que o recorrente não queria que fosse examinado pelo Tribunal. 267). (Fredie Didier) Barbosa Moreira não reconhece o Efeito Translativo dos Recursos. precluiu.: É inadmissível no Tribunal que o recorrente escolha os argumentos que justifiquem o seu pedido. O Tribunal só poderá afetar aquilo que foi decidido. tudo que estiver de preto no processo será examinado pelo Tribunal. é apenas a extensão do efeito devolutivo. deixa de existir. objeto de apreciação e julgamento pelo tribunal todas as questões suscitadas e discutidas no processo. Este efeito pode ser atribuído diretamente pela lei. que é o efeito “OPE LEGIS”. 515 é o efeito translativo também – tudo isso relacionado ao que foi impugnado. intimadas as partes. e ainda. Essas questões são todas aquelas suscitadas no processo. Essas questões sobem pelo efeito translativo.: Pablo ficou um ano analisando se casava ou não. . O devolutivo delimita O QUÊ o tribunal terá que decidir. Não é o recurso que suspende o efeito da decisão e sim o fato desta decisão ser recorrível.352. 515 do CPC para entender bem isso. por serem de ordem pública. ainda que a sentença não as tenha julgado por inteiro. quando ela própria afirma que “este recurso tem efeito suspensivo”. Ex. cumprida a diligência. § 2o Quando o pedido ou a defesa tiver mais de um fundamento e o juiz acolher apenas um deles. O efeito devolutivo é aquele que determina qual é a questão principal do recurso. Quais serão as questões incidentes que deverão subir ao Tribunal para que ele decida a questão principal. para Barbosa Moreira.276. de 2001) § 4o Constatando a ocorrência de nulidade sanável. As questões que sobem pelo translativo sobem independentemente da vontade do recorrente. O §2º do art. Art. a apelação devolverá ao tribunal o conhecimento dos demais. é a que será impugnada por rescisória. § 3o Nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito (art. E leia o livro do professor também. É aquela que vem por último. O EFEITO DEVOLUTIVO BITOLA O TRANSLATIVO. Este só delimita a questão principal do recurso. (Incluído pela Lei nº 11. Se eu só recorro do capítulo preto. o que não foi impugnado. o tribunal pode julgar desde logo a lide. a decisão que passa a ser a resposta do judiciário é a decisão que julga o recurso (se esta decisão transitar em julgado. porém. O RECURSO GERA O EFEITO TRANSLATIVO: É o que determina quais as questões subirão com o recurso para ser examinadas como questões incidentes deste recurso. se tinha 5. sempre que possível prosseguirá o julgamento da apelação. as questões de ordem pública (que podem até nem ter sido suscitadas ainda. 515. Leia o art. E aquilo que foi chamado de efeito devolutivo nesta aula. o tribunal poderá determinar a realização ou renovação do ato processual. não há problema. Uma decisão sucede a outra.ele deve acolher ou não). E quem determina isso é o recorrente. que por sua vez. se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato julgamento. o efeito suspensivo será o efeito “OPE IUDICIS”. Ex.: Danos morais e danos materiais. (“ópe iúdicis”) EFEITO SUBSTITUTIVO: Este efeito quer dizer que o julgamento do recurso substitui a decisão recorrida. é possível pedir o efeito suspensivo ao Órgão Judicial. E neste caso. Assim. a sua RECORRIBILIDADE. § 1o Serão. desde que RELACIONADAS AO CAPÍTULO IMPUGNADO!!! Porque sobe ao tribunal tudo daquilo que foi impugnado. e quando a lei não atribuir (sempre) automaticamente. porque. pelo efeito translativo. Mas. toda esta metade subirá. não é ele que impede a eficácia. O julgamento toma o lugar da decisão recorrida. Mas ele não delimita o que o tribunal vai ter que examinar o que ele precisa para julgar o pedido do recorrente. Ela passa a ser a decisão que conta. ele prolonga a ineficácia de uma decisão. ela passa a ser definitiva). ele apenas prolonga a ineficácia da decisão. Ex. de 2006) 14/01/08 – 19ª AULA Continuação dos Efeitos dos Recursos: EFEITO SUSPENSIVO: É o efeito que os recursos têm de impedir que a decisão recorrida produza efeitos. Quando o recurso tem efeito suspensivo. 515 é o efeito translativo – com questões relacionadas ao que foi impugnado. mas. (Incluído pela Lei nº 10. Quais são as questões que o Tribunal terá que examinar para decidir aquilo que foi devolvido. elas podem ser suscitadas a qualquer tempo). A outra metade transita em julgado (preclui). O §1º do art. E por conta deste efeito. E o translativo delimita COM O QUÊ o tribunal terá que decidir.

Assim. e a substitui. de 2005) IV . (Incluído pela Lei nº 9.homologar a divisão ou a demarcação. não geram efeito porque ela. III – revogado. 520. correrá como se fosse definitiva. E ainda. Assim. como regra. não haja.Atente para este efeito substitutivo: ele só ocorre se o recurso for conhecido (= julgado).307. Porque neste caso não há como substituir uma decisão que não existe mais. Assim.: inciso IV) Art.julgar procedente o pedido de instituição de arbitragem. seja para reformar ou para invalidar a decisão atacada.232. A decisão de mérito que “dá provimento para o recurso para invalidar a decisão atacada” é a única decisão em que não se opera efeito substitutivo. Porque esta que é a grande razão de se tirar o efeito suspensivo da apelação: é permitir a execução provisória da sentença. Há casos.925. IV do CPC permite que o texto legal possa ser admissível.decidir o processo cautelar. veja . recebida só no efeito devolutivo. RECURSOS EM ESPÉCIE: APELAÇÃO: A apelação já foi estudada por nós. não há essa substituição. de 1973) II .condenar à prestação de alimentos. Ex. (Redação dada pela Lei nº 8. I do CPC. É possível invalidar para dar provimento. E o recurso pode ser provido ou improvido. É possível invalidar para não dar provimento. ao ser descongelada. tem que saber. porém. se o Tribunal negar o recurso. muito antes. quer dizer que ele mantém a decisão anterior que também negou o direito. no entanto. É possível reformar para não dar provimento. II – a sentença que condena à prestação de alimentos não tem efeito suspensivo – o motivo é permitir que os alimentos possam ser executados provisoriamente. em parte: quando falamos do recurso no JEC.925. Nesta época (1994). 520. Se o recurso não for conhecido. quando interposta de sentença que: (Redação dada pela Lei nº 5. ou quando falamos no art.925. Será.(Revogado pela Lei nº 11. que são negativas (que não dão. • Efeito Suspensivo da Apelação: Este efeito existe na apelação por força de lei. onde um deles terá efeito suspensivo e em relação ao outro capítulo. de 1994) VI . 520. (Redação dada pela Lei nº 5. Faz parte da nossa tradição no Direito Processual. já não concedia um direito. Ele precisa ser examinado (admitido) para adquirir este efeito. estabelecer regras gerais no capítulo da apelação. 515 do CPC. E são esses os casos que nós vamos estudar a partir de agora. (Redação dada pela Lei nº 5. 520. A reforma do CPC tem grande influência sobre este artigo. Ver o art. A apelação será recebida em seu efeito devolutivo e suspensivo. (Redação dada pela Lei nº 5. em execução. basta que se use a Teoria da Capitulação das Sentenças. a apelação contra essas sentenças. Saiba que este efeito substitutivo não tem sempre o poder se alterar a decisão anterior. Se ele não é conhecido. possam se produzir de imediato. de 1973) III . ele não opera efeito substitutivo. (que é básico. A utilidade deste art. E ainda quando falamos no preparo. Assim. Este inciso o professor fica incomodado. se dizia que toda a execução de título extrajudicial era definitiva. é preciso saber que o recurso pode ser interposto seja para reformar ou para invalidar uma decisão.rejeitar liminarmente embargos à execução ou julgá-los improcedentes. que a lei tira esse efeito suspensivo automático. IV – a apelação contra a sentença que decidiu processo cautelar não tem efeito suspensivo. – Não tem efeito suspensivo automático sobre a apelação que atacar a decisão de demarcação de terra. Mas. Art. Quer dizer que a apelação contra estas sentenças não impede que os efeitos desta sentença. se o efeito substitutivo só ocorre quando o recurso é conhecido. Para isso. as regras servem para a apelação e para outros recursos também. Assim. Mesmo pendente a apelação contra a sentença dos embargos à execução (que acabou deixando-a congelada). de 1973) V . de 1973) I .950.925. é possível 4 decisões diferentes: Reformar Provido Invalidar Improvido É possível reformar para dar provimento. V – a apelação contra sentença que rejeitar liminarmente os embargos à execução ou julgálos improcedentes não tem efeito suspensivo. que não concedem). pode acontecer da apelação ter mais de um capítulo. de 1996) VII – confirmar a antecipação dos efeitos da tutela.

Art. Isso contraria a lógica! Para o professor. porque esta decisão é uma sentença. Antes. se a apelação tiver efeito suspensivo. o tribunal pode julgar desde logo a lide. não tem efeito suspensivo): 1º. Ele é contra esta estória do apelante pedir para que o mérito seja julgado em fase de recurso. mas é complexo. 3. A apelação deve ser aquela para reformar a sentença (error in iudicando). este posicionamento. E a situação contrária? E se o juiz revoga uma tutela antecipada na sentença? R: Neste caso. Tem que devolver ao juiz de 1ª instância para que ele. 2º. afirma este inciso que o juiz que deu a TA na sentença. A execução ao invés de se transformar em definitiva ao quadrado. errou duas vezes. Porque se for para invalidar e ela for provida. Ou seja. § 3o Nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito (art. Na Sentença que concede o Mandado de Segurança. Este pressuposto é a necessidade que o apelante peça o julgamento do mérito. 4º. esta sentença não confere efeito suspensivo à apelação. que a apelação desobstrua o exame do mérito. confirmando a TA já concedida antes. É um “laxante do exame de mérito”. 587. a súmula 317 deveria estar revogada. Este é polêmico.aluno do Professor) – que justifica o seu posicionamento contra esta posição do professor. ela na verdade se transforma em provisória. ainda que pendente apelação contra sentença que julgue improcedentes os embargos. o CPC continua afirmando que ela (a execução) é provisória. Porque permite que a TA que acabou de ser revogada possa cair automaticamente. Obs. só se falava em execução provisória de título judicial. Art. porque ela diz o contrário do que afirma o art. Art. 520 em que a apelação foge à regra e só tem efeito devolutivo (ou. possa fazer este julgamento de mérito.a Súmula 317 do STJ – onde se confirma que é definitiva a execução de título extrajudicial. neste ponto. mas ele disse que muita gente ainda não adota. Há outros casos fora do art. TEORIA DA CAUSA MADURA . A doutrina diz que também nos casos em que o juiz revoga a TA na sentença. Se o juiz não julgou. julgar o mérito em 2ª instância). agora.A causa está pronta para ser julgada. Ele não é errado. então. Quando uma sentença penal é recorrida. Assim. se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato julgamento. 587 do CPC foi reescrito – ele afirma. O inciso VII se aplica tanto nas situações em que o juiz confirma a TA dada anteriormente quanto nas situações em que o juiz antecipa a TA na sentença. Assim. Para que isso aconteça (ou seja. hoje. Ou seja. 3º. Portanto. 267). mesmo que tenha sido interposta uma apelação: Súmula: 317 É definitiva a execução de título extrajudicial. Estamos aguardando a jurisprudência. Há 1 hipótese em que o CPC permite que o tribunal julgue adiante e está no art. Ele criou uma expressão que está circulando nos meios de concurso: que este §3º criou o EFEITO DESOBSTRUTIVO DA APELAÇÃO. a apelação não tem efeito suspensivo. Na Sentença em Ação Civil Pública. Julgar procedente o pedido de instituição de arbitragem é uma sentença que não confere à apelação o efeito suspensivo. No entanto. Este tipo de sentença sempre foi tratado da seguinte maneira: se o juiz não examinou a causa. é claro que o recurso é a apelação. é preciso que se cumpram alguns pressupostos: 1. errou. . 113 • A Apelação contra a Sentença Terminativa: É aquela sentença onde o mérito não foi examinado. não pode ser para invalidar. a nova sentença não pode vir pior que a anterior – efeito prodrômico da sentença (em penal).: Saiu um livro sobre este §3º do art. não adianta passar para o tribunal. a revogação fica suspensa. cuidado! Hoje se pode falar em execução provisória de título extrajudicial. o art. que é definitiva a execução fundada em título extrajudicial. 4. §3º do CPC. está superado. A sentença dos embargos confirma a execução. A decisão deve ser recorrível – repare que o julgamento do mérito será posterior ao julgamento da apelação. 515. Na Sentença de Interdição. 520. E se a causa já está pronta para ser julgada. 2. VI do CPC – é tranqüilo. Hoje. Na Sentença em Ação de Despejo. 515 . o inciso VII nos ajuda porque resolve a questão do recurso que se deve utilizar quando a sentença não concede a TA. Este pressuposto é adotado pelo Didier. A causa tem de estar madura. 515 do CPC – de Gervásio Lopes (ex. Pós-Reforma – com a reforma do CPC. A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada. 520. não serve. VII do CPC – é problemático. No entanto.

não se está discutindo o conteúdo da apelação. o juiz pode fazer um novo juízo de admissibilidade. A idéia aqui é não anular. porque todas elas impedem o recurso. é AI. • Procedimento da Apelação na 1ª Instância: A parte apela. São 2: O Agravo Retido e o Agravo de Instrumento. Apesar da regra do art. que é mostrar que esse caso é distinto. (Incluído pela Lei nº 11. que existem só 3 até o momento. argumento ainda não examinado pelo Tribunal. § 4o Constatando a ocorrência de nulidade sanável. É possível alegar novas questões de fato na apelação? R: Sim. Ou cabe um OU cabe outro. (Redação dada pela Lei nº 8. a parte não poderá recorrer. 518 se o apelante discutir a aplicação da súmula. e o apelante quer discutir a súmula. ao invés do Tribunal anular e mandar baixar o processo para se corrigir o erro. e ela vai para o juiz. é possível inovar na apelação. ela não pode ser aplicada. ou o atropelamento do precedente. no entanto. esta apelação nem subirá. 518 não se aplica: a) Não se aplica o §1º do art. Se encaixar.276. que são aquelas do STF. São 2 momentos para o juiz fazer o juízo de admissibilidade. o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso. a apelação sobe. que podem ser citadas na apelação) bem como os fatos antigos que só se tomou conhecimento agora. Não precisa mandar baixar o processo para isso. é preciso seguir as 3 regras de cabimento do Agravo de Instrumento. Para saber isso. se a sentença se baseia em súmula. 1ª regra básica: SITUAÇÃO DE URGÊNCIA = se o caso envolve urgência. Ele pode. Art. e por isso. (Incluído pela Lei nº 11. cumprida a diligência. e se não encaixar. de 2006) AGRAVO: Estudaremos agora os agravos que atacam as decisões interlocutórias dos juízes de 1ª instância. é facultado ao juiz. A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada.: O MP não foi intimado para este fato.276. mandará dar vista ao apelado para responder. 518. é possível. se o juiz adotar a súmula.950. e sim. b) Não se aplica também o §1º do art. E a apelação também será recebida. Então. 517 do CPC. que é a superação. de 2006) • O art. Em suma: todas as súmulas são impeditivas.• Novas Questões de Fato na Apelação. • Correção dos Defeitos Processuais na Apelação: Se o tribunal contata que o processo tem um defeito que pode ser sanado. salvar o processo. Ou seja. eu não estou discutindo a súmula. a apelação será recebida. sempre que possível prosseguirá o julgamento da apelação. o tribunal poderá determinar a realização ou renovação do ato processual. em matéria constitucional. Quando cabe um e quando cabe o outro? R: Não há nenhuma situação em que possa caber um e outro. c) É possível admitir a apelação nestes casos se ela vier com um novo argumento para superar a súmula. algumas são vinculantes. Um argumento que ninguém jamais suscitou. porque neste caso. desde de que se traga um argumento novo. a apelação será recebida. . Art. Assim. Interposta a apelação. negar a apelação (não admiti-la) ou pode intimar a outra parte para apresentar as contra-razões. eu estou apenas dizendo que esta súmula não é para o meu caso.276. há situações (exceções) em que o §1º do art. §4º do CPC. NÃO HÁ MAIS OPÇÃO. Mas. É o que se chama de SÚMULA IMPEDITIVA DO RECURSO. 518 quando a apelante quer invalidar a decisão. Fundamento: art. intima lá em 2ª instância mesmo. de 1994) § 1o O juiz não receberá o recurso de apelação quando a sentença estiver em conformidade com súmula do Superior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal. É O DIFERENCIAMENTO. Neste caso. o apelante diz: Tribunal. Ele pode agora não receber a apelação. o juiz não é obrigado a seguir. de 2006) § 2o Apresentada a resposta. o juiz tem que adotar a súmula. se o juiz se baseia nela. intimadas as partes. é AR. em cinco dias. Porque. Repare que ela não é obrigatória. Ora. Por isso. É o caso do “Overruling”. de pranto. Ex. o juiz. (Renumerado pela Lei nº 11. Neste caso. Ver o art. Tanto as questões de fato efetivamente novas (fatos que acabaram de acontecer e que são relevantes para a causa. declarando os efeitos em que a recebe. Apresentadas as contra-razões. que o seu caso não corresponde ao precedente da súmula. (ver o art. Por isso. 518. 1. 518. Mas. ele deve providenciar a sua correção lá mesmo. 518. §3º. Não confunda isso com a súmula vinculante. 515. caput e §2o do CPC). a parte não pode recorrer para discuti-la. Isso é a “DISTINGUISHING”. é AI. O juiz aplicou a súmula no caso errado. §1º do CPC – diz que o juiz não recebe o recurso de apelação quando a sentença estiver em conformidade com alguma súmula do STJ ou do STF. 515.

Ex.: Decisão que não recebe a apelação. quando é que se vai confirmar esta interposição do recurso (se fosse AR)? Assim. oralmente. cabe AR ou AI? R: 1º. esta confirmação posterior. Por conta disso. cabe AI simplesmente porque a lei impõe que assim seja. é compatível para esses casos o AI. Contra esta decisão. 523. Às vezes. cujo prazo é de 10 dias. só cabe o AI. E quais são elas? R: Aquelas que não se encaixem nas 3 regras do AI. acontece o seguinte: . E no caso do agravo oral. § único) 2ª regra: A Lei às vezes impõe o AI. Um é o escrito. (porque a TA sempre envolve causas urgentes) Tanto é assim que. mandado de segurança contra esta decisão (art. sendo impugnadas por AR Escrito.. O Recurso Retido é aquele que é interposto. a parte percebe que não interessa mais agravar. inclui um capítulo só para confirmar o AR já interposto. No caso do AR. A urgência aqui é irrelevante. Porque o objetivo é dinamizar o processo. mas o Professor excede a interpretação deste artigo para qualquer audiência. não se aplica aqui a conversão do AI em AR. Art. veja se é caso de AR. quando é que a parte vai poder reiterar o seu pedido??? AGRAVO RETIDO: A Reforma de 2005 fez com que existisse em nosso sistema 2 espécies de Agravo Retido.139. bem como constar do respectivo termo (art.: Decisão que recebe a apelação em efeitos diversos. que destrava o recurso. o juiz. configura o abandono do recurso (do AR). a impugnação tem que ser por AI (que é mais ligeiro que o AR).(não peguei) O AR não tem preparo e é interposto diretamente no juízo “a quo”. 527. 457). ele converte o AI em AR.: a decisão interlocutória que causa um dano irreparável ou de difícil reparação pode ser atacada por AI. mas não é processado. o agravo é oral. nas razões ou na resposta da apelação. nunca de um tribunal. AGRAVO DE INSTRUMENTO: É o recurso do dia a dia. como aquelas proferidas em audiência.(Redação dada pela Lei nº 10. Na modalidade de agravo retido o agravante requererá que o tribunal dele conheça. Há decisões em que o AR é incompatível com esta situação. Só se pode converter o AI em AR se ele for escrito. se não for “agora” a sua impugnação (e conseqüente provimento do Judiciário). o agravo de instrumento em execução. sua apreciação pelo Tribunal. 3ª regra: Esta regra é implícita. a espera de uma confirmação posterior. que deve ser interposto contra as decisões interlocutórias proferidas por escrito. Ex.352. E ainda. Se não ratificar. sob pena de preclusão. nele expostas sucintamente as razões do agravante. o juiz poderá reformar sua decisão. Art. de 1995) § 1o Não se conhecerá do agravo se a parte não requerer expressamente. (Incluído pela Lei nº 9. pouco se importando se há ou não a urgência. Aqui. ou seja.139. Como no caso da impugnação da decisão interlocutória em execução. O 3º vai ficar de fora de vários atos do processo até que o AR fosse julgado. O agravante vai diretamente ao Ad Quem interpor o seu recurso.. aperfeiçoar a audiência. basta ficar em silêncio que o recurso nem será apreciado. (Redação dada pela Lei nº 9. Contra esta decisão de conversão do AI em AR não cabe agravo interno. O agravo é feito de imediato. Neste caso. e a decisão for oral. porque se for interposto AR. E há também o Agravo Retido Oral. II do CPC. e é retirada do sistema. Assim. O AR é só de decisão de juiz. Ele é contra decisões orais. Ele fica preso nos autos. Quer dizer que a lei disse menos do que quis dizer. Ex. porque. §4º. de 1995) § 2o Interposto o agravo. por ocasião do julgamento da apelação. O AI é interposto diretamente ao Órgão Ad Quem. e ouvido o agravado no prazo de 10 (dez) dias. 527. E o prazo é de imediato. se o juiz o manda embora. e sim. Ele manda devolver os autos para ficar retido lá em baixo (1ª instância ). Porque. Assim. devendo ser interposto oral e imediatamente. A lei fala. porque o juiz fala e o advogado agrava em seguida. Na prática.Ex. que esta audiência é a AIJ. que não tem prazo. Imagine que em uma audiência. Porque o seu processamento fica na dependência de uma confirmação posterior. pedindo que ele seja ratificado e julgado antes da apelação. cabe o AI quando o regime do AR for incompatível com a situação. então. se o relator do AI percebe que não há urgência. o AR é incompatível nos casos em que a decisão exclui um terceiro do processo. no prazo de 10 dias. vai demorar muito ser julgado. É tese doutrinária do Professor de que aqui cabe MS e não o AR. Ora. de 2001) § 3o Das decisões interlocutórias proferidas na audiência de instrução e julgamento caberá agravo na forma retida. ao apelar. se dá com a apelação ou com as contra-razões de apelação. 523. no art. Neste caso. conceda TA. preliminarmente. o advogado.: Todo agravo em TA é AI.

ou deferir. Ou seja. O agravante tem o prazo de 3 dias para juntar no juízo “a quo” a prova da interposição do agravo. que não concede o que se pediu. mesmo que a sua lei não preveja.Peças exigidas por lei: 1. ocorre preclusão. requererá juntada. Às vezes a decisão interlocutória é uma decisão negativa. • Cabe AI em MS? R: Hoje. é indiscutível que cabe AI em MS. Cópia da procuração do agravante e do agravado.Peças que o agravante entender necessárias ou importantes para convencer o Tribunal. me dê o que me negaram lá embaixo!” – art. o Tribunal não pode de ofício. pode o agravante pedir efeito suspensivo? Pedir efeito de uma decisão que não lhe concedeu nada? O que é suspender a negação? Ex. A tempestividade é manifesta (pois o agravo é de 10 dias). Obs. ou seja. . E quais são as peças que devem ser juntadas (pelo agravante) para instruir o seu AI? Se não juntá-los. Ou seja. ou melhor. Assim. chamase isso hoje de ANTECIPAÇÃO DA TUTELA RECURSAL (“Relator. Art. Ex.: Há decisões que consideram desnecessárias a certidão de intimação quando a tempestividade do recurso for manifesta. Como é que o 2º grau pode saber o que está acontecendo no 1º grau? É preciso que o agravante leve ao tribunal as principais peças processuais.O AI se processa imediatamente. está se ativando o efeito suspensivo. e que era essencial à compreensão da causa. a relevância do fundamento) ou pode o relator conceder este efeito suspensivo. comunicando ao juiz sua decisão. 2. Essas cópias podem ser reputadas autênticas pelo próprio advogado. Mas. Por isso algumas pessoas passaram a chamar isso de EFEITO SUSPENSIVO ATIVO. Recebido o agravo de instrumento no tribunal. a cópia do protocolo de interposição e a relação de documentos. o recurso nem será conhecido. • É possível que no julgamento do AI. Se esta não for juntada. • A comprovação da interposição do agravo em 1ª instância. o conjunto de documentos que tem o objetivo de acompanhar o agravo (instrumento) para que o Tribunal possa controlar a decisão. porque ele nem foi intimado no processo ainda. Neste caso. .: Se pede uma TA e o juiz nega. aos autos do processo de cópia da petição do agravo de instrumento e do comprovante de sua interposição. E aquela indispensável para a compreensão da controvérsia. 526. desde que argüido e provado pelo agravado.Peça criada pela jurisprudência: é a peça necessária de acordo com a exigência do Relator.: Às vezes. seu agravo pode não ser conhecido. no prazo de 3 (três) dias. (Redação dada pela Lei nº 9. de 1995) Parágrafo único. . não há procuração do agravado ainda nos autos. e distribuído incontinenti. em antecipação de tutela.: TA negada para o Emiliano ver a filha. escreva que o seu AI está composto de cópia integral dos autos + a certidão de intimação. 3. importa inadmissibilidade do agravo. Pode o agravante pedir (constatado o perigo. o Tribunal extinga o processo. Se ele não fizer isso. Obs. Art. o agravo não será conhecido. O AI não tem efeito suspensivo automático. O agravante. Basta imaginar que o Tribunal percebeu que a parte era ilegítima. Ele prova isso em 3 dias com a cópia do agravo. Assim. 55). se a parte interpor um AI contra uma decisão que nega. Cópia da decisão agravada. E se o agravado não fizer isso no 1º momento. • Efeito Suspensivo do Agravo. e o Tribunal poderá extinguir o processo. Certidão de intimação da decisão agravada. assim como a relação dos documentos que instruíram o recurso. Ele não fica retido. o relator: III – poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso (art. Ver o art. por exemplo.139. O não cumprimento do disposto neste artigo. é preciso que o agravado alegue este descumprimento do prazo. 527. total ou parcialmente. É dar o que foi negado. 526 do CPC. para isso. 527.: a decisão é do dia 20 e o recurso é do dia 25. No concurso. a pretensão recursal. Ex. III do CPC). . o advogado deve tirar uma certidão de que não existe nos autos a procuração do agravado. Suspender a negação é conceder o que foi negado. E que peça é essa? R: É aquela que você não juntou.

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