DOR E SINAIS VITAIS

1 - DOR CONCEITO: É um sintoma com componentes sensoriais, cognitivos e afetivomotivacionais. Tipos
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Transitória: breve duração, sem maiores conseqüências. Aguda: lesão tecidual + dor + ansiedade. Crônica: persistência após recuperação da lesão, nem sempre relacionadas. Refratária ao tratamento. Relacionada com alterações emocionais. Cutânea: intensidade variável, local e "qualidade" exatos do estímulo. Profunda: músculos, tendões, articulações e fáscias. Visceral: pode ser desencadeada por estímulos tais como distensão, tração, inflamação, isquemia, e contração espasmódica. Qualidade variável: coração = "aperto", pleura = "fincada", vísceras ocas = "torção", etc. É percebida nas regiões correspondentes à projeção embriológica do órgão. Referida: é profunda e projeta-se à distância, seguindo a distribuição metamérica. Seria o resultado da convergência neuronal das vias aferentes cutâneas e profundas em um mesmo segmento. Não tem localização muito precisa e é contínua. Irradiada: é superficial e profunda, conseqüência da irritação direta de um nervo sensitivo ou misto.

I – NORMA Atendendo a que: a) A Dor é um sintoma que acompanha, de forma transversal, a generalidade das situações patológicas que requerem cuidados de saúde. b) O controlo eficaz da Dor é um dever dos profissionais de saúde, um direito dos doentes que dela padecem e um passo fundamental para a efectiva humanização das Unidades de Saúde. c) Existem, actualmente, diversas técnicas que permitem, na grande maioria dos casos, um controlo eficaz da Dor. d) Para além das Unidades já existentes, estão a criar-se novas Unidades de Tratamento da Dor, ao abrigo do consignado no Plano Nacional de Luta Contra a Dor. e) O sucesso da estratégia terapêutica analgésica planeada depende da monitorização da Dor em todas as suas vertentes. f) A avaliação e registo da intensidade da Dor, pelos profissionais de saúde, tem que ser feita de forma contínua e regular, à semelhança dos sinais vitais, de modo a optimizar a terapêutica, dar segurança à equipa prestadora de cuidados de saúde e melhorar a qualidade de vida do doente.

que se traduz por uma padronização da escala a utilizar e pelo ensino prévio à sua utilização. no âmbito dos serviços prestadores de cuidados de saúde: 1. numeradas sucessivamente de 0 a 10. O doente terá que fazer uma cruz. *A Escala Visual Analógica consiste numa linha horizontal.A Direcção-Geral da Saúde. institui. assim. Esta régua pode apresentar-se ao doente na horizontal ou na vertical. contudo. a “Dor como o 5º sinal vital”. em uso nos serviços prestadores de cuidados de saúde. A utilização para mensuração da intensidade da Dor. para doentes que não preencham estes critérios. posteriormente e em centímetros. e) A escala utilizada. Nestes termos. outros métodos de avaliação específicos. b) A intensidade da Dor é sempre a referida pelo doente. sendo que a 0 corresponde a classificação ―Sem Dor‖ e a 10 a classificação ―Dor Máxima‖ (Dor de intensidade máxima imaginável). na outra. que corresponde a zero e o local assinalado. através da presente Circular. deve ser sempre a mesma. c) À semelhança dos sinais vitais. *A Escala Numérica consiste numa régua dividida em onze partes iguais. uma classificação numérica que será assinalada na folha de registo. não incluídos na presente Circular. de espaço próprio para registo da intensidade da Dor. com 10 centímetros de comprimento. para um determinado doente. Pretende-se que o doente faça a equivalência entre a intensidade da sua Dor e uma classificação numérica. ou um traço perpendicular à linha. 2. a distância entre o início da linha. Há. com idade superior a 3 anos. a intensidade da Dor registada refere-se ao momento da sua colheita. g) É fundamental que o profissional de saúde assegure que o doente compreenda. O registo sistemático da intensidade da Dor. d) As escalas propostas aplicam-se a doentes conscientes e colaborantes. que tem assinalada numa extremidade a classificação ―Sem Dor‖ e. correctamente. obtendo-se. II – REGRAS DE APLICAÇÃO DAS ESCALAS DE AVALIAÇÃO DA DOR a) A avaliação da intensidade da Dor pode efectuar-se com recurso a qualquer das escalas propostas. a classificação ―Dor Máxima‖. de uma das seguintes escalas validadas internacionalmente: “Escala Visual Analógica” (convertida em escala numérica para efeitos de registo). no uso das suas competências técnico-normativas e depois de ouvida a Comissão de Acompanhamento do Plano Nacional de Luta Contra a Dor. considera-se como norma de boa prática. uma equivalência entre a intensidade da Dor e a posição assinalada na linha recta. Mede-se. no ponto que representa a intensidade da sua Dor. . f) Para uma correcta avaliação da intensidade da Dor é necessária a utilização de uma linguagem comum entre o profissional de saúde e o doente. por isso. “Escala Numérica”. ou vertical. “Escala Qualitativa” ou “Escala de Faces”. A classificação numérica indicada pelo doente será assinalada na folha de registo. A inclusão na folha de registo dos sinais e sintomas vitais. Existem. 3. o significado e utilização da escala utilizada.

Estes adjectivos devem ser registados na folha de registo. permanecendo e levando a sequelas incapacitantes. é. altamente humanizante. III – FUNDAMENTAÇÃO A Dor define-se como uma experiência multidimensional desagradável. limitada no tempo. por todo o País. como norma de boa prática e como rotina. Com a criação do Plano Nacional de Luta Contra a Dor. Unidades de Tratamento de Dor.10 no.1590/S0104-11692002000300020 Notas e Informações DOR: O QUINTO SINAL VITAL Fátima Aparecida Emm Faleiros Sousa1 . que envolve não só a componente sensorial como uma componente emocional da pessoa que a sofre. Por outro lado a Dor associa-se.org/10. na abordagem das pessoas. que existe uma grande variabilidade na percepção e expressão da Dor. Latino-Am. muitas vezes. No entanto. Importa. rebelde. como a dor neuropática ou a lombalgia. elevando o registo da sua intensidade à categoria equiparada de sinal vital. que a Dor e os efeitos da sua terapêutica sejam valorizados e sistematicamente diagnosticados. a Dor Crónica. assim. Se por um lado a Dor Aguda. *Na Escala de Faces é solicitado ao doente que classifique a intensidade da sua Dor de acordo com a mímica representada em cada face desenhada. é. avaliados e registados pelos profissionais de saúde. ou é descrita como associada. como recurso diferenciado para a abordagem da Dor. ―Dor Moderada‖. como a dor pós-operatória ou a dor póstraumática. ―Dor Ligeira‖. Revista Latino-Americana de Enfermagem Print version ISSN 0104-1169 Rev. a uma lesão tecidular concreta ou potencial. de todas as idades. ―Dor Intensa‖ ou ―Dor Máxima‖. reflectindo-se negativamente na qualidade de vida dos doentes.*Na Escala Qualitativa solicita-se ao doente que classifique a intensidade da sua Dor de acordo com os seguintes adjectivos: ―Sem Dor‖. que sofram de Dor Aguda ou Dor Crónica. frequentemente intolerável. Regista-se o número equivalente à face seleccionada pelo doente. qualquer que seja a sua origem. habitualmente.3 Ribeirão Preto May/June 2002 http://dx. todos os tipos de Dor induzem sofrimento evitável. assim. Enfermagem vol. sendo que à expressão de felicidade corresponde a classificação ―Sem Dor‖ e à expressão de máxima tristeza corresponde a classificação ―Dor Máxima‖. estão a desenvolver-se e a criar-se. face a uma mesma estimulação dolorosa. Constata-se.doi.

mensurar essa experiência interna. Independente da aceitação dessa definição. também. Em outras palavras. POR QUE MENSURAR A DOR? Por ser uma experiência subjetiva. a dor não pode ser objetivamente determinada por instrumentos físicos que. são necessárias para as intervenções clínicas. mensuram o peso corporal. permitese escolher qual é o melhor e o mais seguro entre diferentes tipos. complexa e pessoal. mas. Com uma mensuração apropriada da dor torna-se possível determinar se os riscos de um dado tratamento superam os danos causados pelo problema clínico e. Sem tal medida. em sua reunião anual realizada em 2001. tais como "dor presente" ou "dor ausente". a altura. motivacionais. apenas medidas grosseiras. a dor é considerada como uma experiência genuinamente subjetiva e pessoal. A dor pode ser definida como uma experiência subjetiva que pode estar associada a dano real ou potencial nos tecidos. podendo ser descrita tanto em termos desses danos quanto por ambas as características. respiração e pressão arterial. a temperatura. não existe um instrumento padrão que permita a um observador externo. pulso. por que mensurar a dor? A mensuração da dor é extremamente importante no ambiente clínico. quais sejam: temperatura. torna-se difícil determinar se um tratamento é necessário. diferentes instituições de saúde têm. durante a evolução clínica.A Agência Americana de Pesquisa e Qualidade em Saúde Pública e a Sociedade Americana de Dor descrevem a dor como o quinto sinal vital que deve sempre ser registrado ao mesmo tempo e no mesmo ambiente clínico em que também são avaliados os outros sinais vitais. cognitivas e de personalidade do cliente. também. usualmente. A percepção de dor é caracterizada como uma experiência multidimensional. Em decorrência dessa ênfase na mensuração da dor. A despeito dessas dificuldades intrínsecas. as suas origens e os seus correlatos clínicos em função das características emocionais. diversificando-se na qualidade e na intensidade sensorial. se o prescrito é eficaz ou mesmo quando deve ser interrompido. também reconheceu a importância de se registrar e mensurar a percepção de dor tanto aguda quanto crônica. recomendado que os clientes sejam questionados se estão sentindo dor no momento da admissão para tratamento e. A Sociedade Americana para a Medicina de Emergência. Algumas vezes. atualmente. pois torna-se impossível manipular um problema dessa natureza sem ter uma medida sobre a qual basear o tratamento ou a conduta terapêutica. a pressão sangüínea e o pulso. Uma medida eficaz da dor possibilita examinar a sua natureza. sendo afetada por variáveis afetivo-motivacionais. objetivamente. para completamente entender o .

contextuais e. por serem de aplicação fácil e rápida. MENSURAÇÃO DA DOR Vários métodos têm sido utilizados para mensurar a percepção/sensação de dor. urgentemente. única e unidimensional que varia apenas em intensidade. os auto-registros por parte do paciente. mas outros a consideram como uma experiência multidimensional composta também por fatores afetivo-emocionais.usp. atualmente. Centro Colaborador da OMS para o desenvolvimento da pesquisa em enfermagem. bem como as de áreas paramédicas correlatas. o Questionário McGill de avaliação da dor e a teoria da detecção do sinal. os componentes sensoriais. de outro lado. Os instrumentos multidimensionais. As principais dimensões avaliadas são a sensorial. comportamentais. implementar. torna-se possível avaliar a dor em suas múltiplas dimensões. disciplinas ou cursos com o propósito de ensinar e disseminar o uso desses instrumentos e/ou escalas de avaliação e mensuração da dor. a dor é considerada um sinal vital. afetivos e avaliativos que estão refletidos na linguagem usada para descrever a experiência dolorosa. tão importante quanto os outros e deve sempre ser avaliada num ambiente clínico. e-mail: faleiros@eerp. para se empreender um tratamento ou conduta terapêutica. são empregados para avaliar e mensurar as diferentes dimensões da dor a partir de diferentes indicadores de respostas e suas interações. 1 Professor Associado da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto.fenômeno e avaliar a eficácia dessas intervenções. A eficácia do tratamento e o seu seguimento dependem de uma avaliação e mensuração da dor confiável e válida. entendemos que todas as escolas médicas e de enfermagem. deveriam. em suas estruturas curriculares. Em resumo. Exemplos desses instrumentos são as escalas de categoria numérica/verbal e a escala analógico-visual que são freqüentemente empregadas em ambientes clínicos. Dada essa ênfase na mensuração e na avaliação da dor. não invasivas e válidas sobre a dor e a analgesia. ou seja. da Universidade de São Paulo. Os instrumentos unidimensionais são designados para quantificar apenas a severidade ou a intensidade da dor e têm sido usados freqüentemente em hospitais e/ou clínicas para se obterem informações rápidas. também. necessitamos de medidas mais sofisticadas tanto da intensidade quanto das respostas afetivas associadas à dor. Algumas escalas multidimensionais incluem indicadores fisiológicos.br RESUMO . Alguns métodos consideram a dor como uma qualidade simples. Com essas escalas. a afetiva e a avaliativa. Exemplos desses instrumentos são a escala de descritores verbais diferenciais.

sendo (2) ainda afetada por variáveis afetivo-emocionais. bem como facilita a comunicação entre a equipe de saúde e o paciente. a subestimação da dor do indivíduo. de longo prazo e. (1) podendo ser descrita tanto em termos desses danos quanto por ambas as características‖. Este artigo traz informações correntes sobre a legitimização do controle da dor e cuidados paliativos àqueles pacientes com dor aguda.A qualidade de atendimento ao paciente com dor abrange fundamentalmente uma avaliação cuidadosa e um plano de controle álgico. avaliada e tratada regularmente da mesma forma que outros parâmetros fisiológicos. quais sejam: temperatura. INTRODUÇÃO A dor é definida pela Associação Internacional para o Estudo da Dor como uma ―experiência sensorial e emocional desagradável associada a um dano real ou potencial dos tecidos. levando à gênese da campanha agora familiar ―Dor: o quinto sinal vital‖. pulso. devendo a mesma ser registrada. As instituições médicas foram convocadas a encarar a dor seriamente e informar a seus pacientes que eles têm o direito a ter a sua dor avaliada e tratada. várias instituições de assistência à saúde apregoaram que. ―Fazer a dor visível‖ tornou-se um tema central em várias discussões. O conceito de ―dor como o quinto sinal vital‖ foi então criado com o intuito de despertar a preocupação dos profissionais de saúde em relação ao tratamento da dor. A adoção do conceito de dor como o quinto sinal vital promove uma melhora na qualidade do atendimento médico. esforços adicionais – tanto educacionais quanto (8) legais – deveriam ser implementados eficazmente para tornar a dor visível. Médicos e enfermeiros freqüentemente demonstram concepções inadequadas em relação aos opióides no que diz respeito ao risco de vício. deixando os profissionais recém-formados com reduzida ou nenhuma habilidade para lidar com este problema. têm se mostrado como fatores contribuintes para este atual problema médico. obviamente. crônica e terminal. respiração e pressão arterial. mas também de uma situação ética que envolve todos os profissionais de saúde. As escolas médicas devotam pouco ou nenhum tempo a este tópico. O alívio da dor é atualmente visto como um direito humano básico e. a realidade chega a ser ainda pior. Existe ainda o reconhecimento de que a dor não tratada pode afetar adversamente o estado de recuperação em cirurgias e pode levar a uma dor persistente (3) (crônica). trata-se não apenas de uma questão clínica. Em 1990. portanto. A maioria dos profissionais de saúde desconhece o impacto da dor sobre o paciente. tolerância e problemas com os efeitos (7) colaterais. a dor e seu controle têm recebido pequena prioridade e atenção pelos profissionais de saúde. De fato. A dor é considerada uma experiência pessoal e subjetiva e sua percepção é caracterizada de forma multidimensional. bem como a subprescrição e a não administração de medicamentos. muitos pacientes ainda vivenciam dores severas. diversa tanto na qualidade quanto na intensidade sensorial. bem como busca encorajar clínicos e profissionais de saúde a utilizar universalmente e de forma regular as ferramentas disponíveis para a mensuração e o tratamento da dor. nos países em desenvolvimento. A dor afeta milhões de pessoas em todo o mundo e se mostra como o principal motivo de consultas médicas. A falta de conhecimento é apontada como um fator-chave no controle ineficaz da dor. Vários estudos demonstram que. O problema do alívio inadequado da dor foi bem documentado em todos os países (4) desenvolvidos e. CONTROLE DA DOR Historicamente.6) medicamentos analgésicos. . com custos financeiros e sociais. O objetivo deste artigo é estabelecer a dor como o ―quinto sinal vital‖. apesar do desenvolvimento de numerosos (5. dependência física. para ocorrer uma melhora na qualidade do atendimento em dor.

Escalas unidimensionais As escalas unidimensionais de dor. passa a ser obrigatório o registro sistemático e periódico da intensidade da dor nos serviços públicos prestadores de cuidados de saúde.. moderada ou severa.‖. e sua avaliação deve ser incluída na ficha do paciente. segundo uma nota de imprensa divulgada em outubro de 2004. torna-se necessário avaliar a dor regularmente usando-se escalas de dor. instituição que avalia e dá validação a aproximadamente 18. categórica: o paciente classifica a sua dor como ausente. em uma extremidade tem-se ―ausência de dor‖ e na outra ―a pior dor possível‖ (fig. com tendências a alterações e cronicidade. leve. De acordo com a norma. visual analógica: o paciente. numérica: o paciente quantifica a intensidade de sua dor em uma escala de 0 a 10. Existem vários métodos para avaliação da dor e cada um tem o seu uso em diferentes situações clínicas: . podem ser usadas para avaliar a severidade da dor tanto em ambulatórios quanto em hospitais. o Estado da Califórnia nos EUA adicionou ao seu código de saúde a seguinte lei: ―a dor deve ser avaliada e tratada pronta e efetivamente durante todo o período em que a mesma persistir. Estas escalas são confiáveis e válidas e podem ser usadas em associação com as (10) recomendações analgésicas da OMS. em geral. A escala categórica é facilmente entendida até mesmo por aqueles pacientes com déficit cognitivo. Particularmente. nas atividades diárias e na qualidade de vida - . podem ser de três tipos: 1. o Ministério da Saúde de Portugal aprovou uma norma que institui a dor como quinto sinal vital. nas quais o paciente é questionado para descrever a intensidade de sua dor. Um grande avanço para o controle da dor foi iniciado quando a Joint Commission of Healthcare Organizations. Em vista de todos esses problemas.000 instituições de saúde nos EUA.. . 3. Os novos conceitos estabelecidos demandam das organizações de saúde a incorporação de princípios básicos para o controle da dor na prática diária.Em setembro de 1999. 2. Trata-se de escalas que são freqüentemente empregadas em ambientes clínicos por serem de aplicação fácil e rápida. através de uma régua. as escalas numérica e categórica são fáceis para os pacientes e. 1).Escalas multidimensionais Ferramentas de avaliação de dor detalhadas foram desenvolvidas para auxiliar o especialista a medir e avaliar o efeito da dor no humor. Recentemente. INSTRUMENTOS PARA A AVALIAÇÃO DA DOR A dor é uma experiência pessoal e subjetiva. indica a intensidade de sua dor.. esclareceu que a dor é agora considerada como o ―quinto‖ sinal vital e deve (1) ser avaliada em todos os pacientes juntamente com os outros quatro parâmetros clínicos. Portugal será o primeiro país da União Européia a estender a aplicação da idéia da dor como quinto sinal vital a todo o Serviço (9) Nacional de Saúde. toda instituição de saúde licenciada deve incluir a dor como um item a ser avaliado ao mesmo tempo em que os outros sinais vitais..

Neijt JP. Manias E. entendemos que todas as escolas da área de saúde deveriam.113:885-9. Acute pain management: programs in U.35:69-84. Clinch J.22:21–31. Abu-Saad HH et al.com. Contemp Nurse 1999. The prevalence and perception of pain amongst hospital in-patients. urgentemente. que utiliza palavras como descritores para a avaliação dos componentes sensorial. Physicians’ attitudes toward pain and the use of opioid analgesics: results of a survey from the Texas Cancer Pain Initiative. 16. Chronic pain and its management in primary care. Risk-benefit assessment of opioids in chronic noncancer pain. Bond SS. Ministério da Saúde institui a dor como sinal vital. Schipper H. Gerkovich MM et al. Acessado em 27 de julho. Hosp Pract 2000. 6. de Haes JC. McMurray A et al. 9. em suas estruturas curriculares.S. Um exemplo é o Questionário de McGill. et al. Use of the McGill Pain Questionnaire in the assessment of cancer pain: replicability and consistency. 2. a influência da dor na vida do indivíduo pode ser avaliada por um histórico detalhado. Can we get it right? Barriers to effective acute pain management with opioid analgesics. comportamentais.172:3-4. van Knippenberg FC. adults. Journal of Clinical Nursing 1998. de Wit R.69:130–135. Algumas escalas multidimensionais incluem indicadores fisiológicos. South Med J 2000. New York: Raven Press.8:377–87. Disponível em: www.7(6):521-30.8(3):83-90.com/medscape/cno/2000/APS/Story. Escalas de palavras afetivas que descrevem a experiência da dor são incluídas no questionário e podem detectar sinais de depressão. Anesthesiology 1995. Cleeland CS. In Público. Relief of acute pain: a basic human right? Medical Journal of Australia 2000. Dubner R et al. 15. Khouzam HR. Measuring psychological and physical distress in cancer patients: structure and application of the Rotterdam Symptom Checklist. 13. contextuais e. como estudos científicos.17:1280–7. Br J Cancer 1990. Empirical comparison of commonly used measures to evaluate pain treatment in cancer patients with chronic pain. 2004.php?op=modload&name=News&file=article&sid=333&mode=thr ead&order=0&thold=0. os auto-registros por parte do paciente.farmacia.medscape. Vol. 7. Bannwarth B. Drug Saf 1999. Yates P et al.21:283-96. Brookoff D.pt/modules. Em resumo. Weinstein SM. Bush T. também. Entretanto. 16. 11.cfm?story_id=1822. Dahl JL. J Clin Oncol 1991. Max M. Warfield CA & Kahn CH. Graham C. 5. The case for opioids. Thornby JI. Improving outcomes of analgesic treatment: Is education enough? Annals of Internal Medicine 1990. Implementing the JCAHO Pain Management Standards. 12. Montgomery GH. disciplinas ou cursos com o propósito de ensinar e disseminar o uso desses instrumentos e/ou escalas de avaliação e mensuração da dor. Measuring the quality of life of cancer patients. Cousins MJ. além disso.83(5): 1090-94. The (11) . Chapman CR. (12) afetivo e avaliativo da dor. Disponível em: www. REFERÊNCIAS 1. DuHamel KN. Chronic pain: 2. Pain 1980. Assessment of pain in cancer: measurement issues in pain research and therapy. 93:946-52.propriedades estas que a escala unidimensional não consegue detectar. Pain 1985. 3. 17.S. Acessado em 12 de outubro. 8. 2001. Casey KL. implementar. as escalas multidimensionais são mais difíceis para o paciente completar e. atualmente a dor é considerada um sinal vital tão importante quanto os outros e deve sempre ser avaliada num ambiente clínico para se empreender um tratamento ou conduta terapêutica.93:479-87. Pain measurement: an overview. 4. 14. Dada essa ênfase na mensuração e na avaliação da dor. 10. 1990. South Med J 2000. van Dam F. Elas devem ser reservadas para situações específicas. hospitals and experiences and attitudes among U. Laux LF. A eficácia do tratamento e o seu seguimento dependem de uma avaliação e mensuração da dor confiável e válida.

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