TEORIA GERAL DOS DIREITOS HUMANOS........................................................3 TERMINOLOGIA OU DENOMINAÇÕES...............................................................................................3 Direitos do Homem.......................

.............................................................................3 Direitos Humanos.......................................................................................................3 Direitos Fundamentais...............................................................................................3 PARTE HISTÓRICA..................................................................................................................4 3. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS DIREITOS HUMANOS...............................................................................5 3.1. 1º documento: 1215 ..........................................................................................5 3.2. 2º documento: 1628 (Petition of Rights).............................................................6 3.3. 3º documento: 1679 (Ato Habeas Corpus)..........................................................6 3.4. 4º documento: 1689 (Bill of Rights)....................................................................6 3.5. 5º documento: 1776 (Declaração de Virgínia).....................................................6 3.6. DECLARAÇÃO DE INDEPENDÊNCIA DOS EUA.......................................................7 3.7. DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADÃO...................................7 3.8. CONSTITUIÇÃO MEXICANA .................................................................................7 3.8. CONSTITUIÇÃO ALEMÃ........................................................................................7 3.10. CARTA DAS NAÇÕES UNIDAS – ONU..................................................................7 3.11. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS.........................................7 4.GERAÇÕES DE DIREITOS..........................................................................................................9 1ª geração.................................................................................................................9 2ª geração.................................................................................................................9 3ª geração...............................................................................................................10 4ª geração...............................................................................................................10 5ª geração...............................................................................................................10 CARACTERÍSITCAS DOS DIREITOS HUMANOS......................................................................................10 historicidade............................................................................................................10 universalidade..........................................................................................................11 essencialidade.........................................................................................................11 irrenunciabilidade....................................................................................................11 inalienabilidade........................................................................................................11 inexauribilidade........................................................................................................11 imprescritibilidade...................................................................................................11 unicidade existencial................................................................................................11 Vedação ao retrocesso ............................................................................................11 EFETIVIDADE DOS DIREITOS SOCIAIS...........................................................................12 EFICÁCIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS..........................................................................................13 ANÁLISE DOS ARTIGOS 1º, 2º, 3º E 4º DA CF...............................................................................14 artigo 1º...................................................................................................................14 artigo 2º...................................................................................................................15 artigo 3º...................................................................................................................16 artigo 4º...................................................................................................................16 ARTIGO 5º DA CF................................................................................................................19 REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS......................................................................21
DIREITO DE PETIÇÃO..............................................................................................................22 HABEAS CORPUS...................................................................................................................22 MANDADO DE SEGURANÇA........................................................................................................23 MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO............................................................................................23 MANDADO DE INJUNÇÃO...........................................................................................................24 HABEAS DATA......................................................................................................................25 AÇÃO POPULAR....................................................................................................................25

TEMAS IMPORTANTES..................................................................................26

1

IDC - INCIDENTE

DE

DESLOCAMENTO

DE

COMPETÊNCIA ....................................................................26

PRINCÍPIO PRO HOMINE............................................................................................................27

TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL – TPI........................................................28
COMPETÊNCIA

.....................................................................................................................28

VIGÊNCIA/ RATIFICAÇÃO CONDICIONADA.........................................................................................29 CRIMES JULGADOS.................................................................................................................29 INSTITUTO DA ENTREGA...........................................................................................................29

PRINCÍPIO

DA

COMPLEMENTARIEDADE...........................................................................................30

TRIBUNAL AD HOC.................................................................................................................30 COMPOSIÇÃO.......................................................................................................................30 PENAS..............................................................................................................................31

NACIONALIDADE .........................................................................................31
CONCEITOS........................................................................................................................31

PRINCÍPIO

DA

ATRIBUIÇÃO

ESTATAL DA

NACIONALIDADE......................................................................32

DIMENSÕES DA NACIONALIDADE..................................................................................................32 ESPÉCIES DE NACIONALIDADE.....................................................................................................33

TRATADOS INTERNACIONAIS........................................................................34 CONCEITO DE TRATADO INTERNACIONAL....................................................................34 PROCESSO DE CELEBRAÇÃO DE TRATADO INTERNACIONAL........................................35 1ª fase – negociação e assinatura............................................................................35 2ª fase - congresso nacional referenderar o tratado................................................36 3ª fase – ratificação..................................................................................................37 4ª fase: promulgação e publicação..........................................................................37 POSIÇÃO HIERÁRQUICA DOS TRATADOS INTERNACIONAIS EM NOSSO ORDENAMENTO JURÍDICO...............................38 SISTEMAS INTERNACIONAIS DE PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS.............38 1948............................................................39 SISTEMA REGIONAL DE PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS.................................................................39 Pacto sobre Direitos Civis e Políticos (1966).............................................................41 Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (1966).............42 CONVENÇÃO INTERNACIONAL SOBRE TODAS AS FORMAS DE ELIMINAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO RACIAL:...................43 CONVENÇÃO SOBRE A ELIMINAÇÃO DE TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO CONTRA A MULHER:....................44 CONVENÇÃO CONTRA TORTURA E OUTROS TRATAMENTOS OU PENAS CRUÉIS, DESUMANAS OU DEGRADANTES:.........46 CONVENÇÃO INTERAMERICANA PARA PREVENIR E PUNIR A TORTURA (DA OEA):.........................................48 6.1. *Convenção Interamericana para Prevenir, punir e erradicar a violência contra a mulher (Convenção de Belém do Pará):...................................................................49 CONVENÇÃO INTERAMERICANA PARA A ELIMINAÇÃO DE TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO CONTRA AS PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA:...................................................................................................51 SISTEMA REGIONAL EUROPEU......................................................................................52 SISTEMA REGIONAL AFRICANO.....................................................................................52 SISTEMA REGIONAL AMERICANO DE DH’S (OU SISTEMA INTERAMERICANO):...............53 Comissão Interamericana de DH’s...........................................................................53
DECLARAÇÃO INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS DE

2

DIREITOS HUMANOS DIEGO PEREIRA MACHADO
Aula 01: 08/06/11 Ler a CF, do Preâmbulo ao art. 14 e, se possível, a jurisprudência do STF.

TEORIA GERAL DOS DIREITOS HUMANOS

É o conjunto de valores que têm como objetivo garantir a existência digna da pessoa. Pode ser considerado como o conjunto mínimo de direitos que tem como titular a pessoa com o objetivo de garantir uma existência baseada na liberdade e na dignidade. Pode ser definido, também, como o conjunto de direitos previsto em documentos internacionais e documentos internos.

TERMINOLOGIA OU DENOMINAÇÕES

DIREITOS DO HOMEM São direitos naturais decorrentes do pensamento jusnaturalista. Tem como dogma “basta existir para ter direito”.

DIREITOS HUMANOS São os direitos previstos em documentos internacionais. É a proteção internacional da pessoa humana. Entende-se que os Tratados Internacionais e os costumes internacionais fazem parte dessa proteção internacional da pessoa humana.

DIREITOS FUNDAMENTAIS Consiste na proteção interna, nacional dos direitos da pessoa. A ONU faz essa distinção entre direitos humanos e direitos fundamentais (e até mesmo a nossa CF distingue). A nossa CF faz uma distinção técnica rigorosa. V. CF 5º §§1º e 3º. 3

§ 1º - As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (A to s a p ro va do s n a fo rma de ste p a rág ra fo ) Aq ui
ref e re - se à p ro t e ção int e rnacio na l.

Hoje se utiliza a expressão Direitos Humanos Fundamentais. V. “Direitos humanos Fundamentais”, de Manoel Gonçalves Ferreira Filho.

PARTE HISTÓRICA

A principal é a Historicidade. Três marcos históricos foram fundamentais para a proteção dos Direitos Humanos: - Iluminismo - Revolução Francesa - 2º Guerra Mundial

HC  surgiu em 1891. MI  surgiu em 1988.

Há 2 movimentos importantes para a proteção do homem: - Humanismo: surgiu no Séc. XIV na Itália e se espalhou pela Europa. É um movimento filosófico, político, estético e social. É a valorização do homem. O homem é o centro de tudo; ele evolui dentro da sociedade; é revalorizado. Tem como fundamento a recolocação do homem. O homem é reinterpretado. - Iluminismo: o Humanismo criou as bases para o Iluminismo. Surgiu no Séc. XVIII. Ele valoriza o homem. Ele se desenvolveu na Europa, mas com destaque para a França. 4

Também tem como centro o homem, mas a palavra-chave aqui é a razão. O homem é protegido, precisa ter direitos, mas tudo com base na razão. Os assuntos sociais, filosóficos, políticos agora são discutidos com base na razão.

Como o pensamento evoluiu, a proteção dos direitos humanos evoluiu também. Com isso, ocorreu a maior e melhor proteção dos direitos humanos.

Três formas de pensamento que caracterizam a evolução dos Direitos Humanos:

Jusnaturalismo  basta existir para ser titular de direitos. Deu lugar ao Positivismo.

Positivismo  ocorre a positivação dos direitos, em âmbito interno e internacional. É o positivismo de Bobbio e Kelsen.

Pós-positivismo  Alexy. Ele defende que os direitos estão previstos nas regras e nos P’s. Aqui os P’s ganham uma normatividade. O positivismo valorizava apenas as regras; o pós-positivismo abriu o leque dando normatividade aos P’s. Junto com o Pós-positivismo, características: - Superioridade da CF. - Normatividade dos P’s: ganham normatividade, embora tenham um caráter abstrato. Nos P’s há um caráter abstrato, fazendo-se um juízo de ponderação. Ganha importância o P. da Proporcionalidade (que é o responsável pelo juízo de ponderação). temos o Neoconstitucionalismo, que tem como

3. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS DIREITOS HUMANOS
Por meio de documentos escritos:

3.1. 1º DOCUMENTO: 1215 Famosa Carta Magna do Rei João sem Terra. Não é ainda uma Constituição. É um pacto, um acordo. O principal objetivo é conceder alguns direitos, mas limitar 5

Limita ainda mais a autoridade real. Principais direitos previstos: • O poder emana do povo • Princípio da igualdade • Direito à felicidade • Separação de poderes • Direito geral ao sufrágio • Direito à propriedade 6 .3. É criado o direito de petição ao Rei e são estabelecidas as eleições livres para o parlamento inglês. O Rei não pode suspender o cumprimento das leis de forma unilateral (coisa que ele podia antes). 3.o poderio e arbitrariedade da Coroa. 4º DOCUMENTO: 1689 (BILL OF RIGHTS) Declaração de Direitos. 3. Mas o HC teve sua origem em 1215 com a Magna Carta.2. 3.5. 2º DOCUMENTO: 1628 (PETITION OF RIGHTS) Tentou reformar a Magna Carta e também é um documento inglês. 5º DOCUMENTO: 1776 (DECLARAÇÃO DE VIRGÍNIA) As conquistas começam a se universalizar.4. Submete a monarquia inglesa à soberania popular. 3º DOCUMENTO: 1679 (ATO HABEAS CORPUS) É mais uma tentativa de reformar a Magna Carta. A proteção do homem ganhou espaço e é o centro dos direitos e garantias fundamentais. É um documento de natureza iluminista. Não pode efetuar prisões ilegais. 3. Não pode cobrar tributos sem o consentimento do parlamento.

7 . É essencialmente Iluminista. mas estabelece com mais clareza do poder de respeitar os direitos previstos nela. 3.3. CONSTITUIÇÃO ALEMÃ DE 1919 Constituição de Weimer. igualdade e fraternidade. 3. CONSTITUIÇÃO MEXICANA DE 1917 Foi a primeira a consagrar em âmbito interno. Teve como marco a Revolução Francesa. direitos sociais.8. DECLARAÇÃO DE INDEPENDÊNCIA DOS EUA DE 04/07/1776 Reproduz os direitos de Virgínia.8. É a partir da 2ª GM que começa a surgir o direito internacional dos direitos humanos. 3.11.10. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS DE 1948 Foi criada mediante uma resolução em Paris. CARTA DAS NAÇÕES UNIDAS – ONU Em 1945 é criada a Carta de São Francisco (Nações Unidas) – ONU. 3. Direitos de 2ª geração. 3. de 2ª geração. DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADÃO 1789 Influenciou a atual Declaração dos Direitos Humanos da ONU .7. Não é um tratado em sentido técnico. A revolução francesa consagrou as 3 primeiras gerações de direito: liberdade.6. Se originou na França. os direitos sociais.

O direito à memória. Dentro do Sistema Global há vários diplomas legais. O Brasil tem que criar a “Comissão da Verdade” para garantir a memória do povo. a instalação de uma comissão da verdade. recentemente (novembro/2010) foi condenado na Corte Interamericana de Direitos Humanos em razão dos crimes cometidos durante a ditadura militar. Algumas das principais características dos direitos humanos são a complementariedade e a interdependência. Não há que se falar em incompatibilidade desses dois sistemas.A partir de 1945 surge o sistema global de proteção dos direitos humanos. é chefiado/gerenciado pela ONU. A CIDH disse que o Brasil deve investigar e processar os homicidas e torturadores da Ditadura Militar. dizendo que decorre de um acordo feito à época com a sociedade. decidiu a favor da Lei da Anistia. O Brasil deve investigar e processar os torturadores da ditadura militar. c. não se excluem. Principais documentos: o Carta de Bogotá (carta da OEA) o Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto San José da Costa Rica). que isentou de culpa os procurados e os torturadores e o STF. Sistema Regional Americano (nosso – OEA) • OEA – Organização dos Estados Americanos. Foram criados Sistemas Regionais: a. decidiu em favor da constitucionalidade da Lei de Anistia. Está ligado à Lei de Anistia (1979) que isentou de culpa os torturados e torturadores. no começo de 2010. Sistema Regional Africano Os sistemas globais e regionais se complementam. Guerrilha do Araguaia O Brasil. porém não foram suficientes. Entre eles não há uma paridade hierárquica. 8 . enriquecem a proteção dos direitos humanos. no início de 2010. É o direito à memória. muitos até hoje em Brasília com destaque na mídia. está ao redor da Lei de Anistia. se ajudam. Especificamente quanto à Guerrilha do Araguaia. O STF. Sistema Regional Europeu b.

GERAÇÕES DE DIREITOS Essas gerações também são conhecidas como dimensões do direito. em 2010. 4. *Duas observações sobre a Guerrilha do Araguaia:  Os Ministros do STF estão dizendo que não vão respeitar a decisão da CIDH. em 2009. E todos os Poderes têm que cumprir (Judiciário. 9 . O STF decidiu contra os DH’s. impondo obrigações negativas ao Poder Público (obrigação de não-fazer). 2ª GERAÇÃO O homem ainda é o foco de proteção. Ex: grupo de trabalhadores. é o individuo homem dentro de um grupo. Mas um ano antes. ONU – proteção internacional dos direitos de 1ª geração. A Lei de Imprensa é uma lei da ditadura militar e o STF disse que feria os direitos fundamentais e foi considerada incompatível com a CF. São os direitos econômicos. impõe um non facere. mas eu sei o que é injustiça). pois o Brasil aceitou a jurisdição da CIDH.  Em 2010 o STF julgou a Lei de Anistia (que é da Ditadura Militar) e disse que é compatível com a CF e que não feria direito fundamental. Vislumbram o homem dentro de um grupo. A maioria dos direitos do art. sociais e culturais = direitos de igualdade. disse sim à Lei de Anistia! São dois pesos e duas medidas para a mesma situação (é difícil conceituar justiça. surgiu em 1945. Carregam forte carga de subjetividade. 1ª GERAÇÃO São os direitos civis e políticos. Legislativo e Executivo). Tem aplicabilidade imediata. E disse que a Lei de Anistia não pode atrapalhar a averiguação dos crimes da ditadura. São direitos de liberdade. Mas é uma sentença internacional e tem que ser acatada. o STF julgou uma ADPF sobre a Lei de Imprensa. Só que. A CIDH disse que tem que investigar.O STF tem uma ADPF (início de 2010) onde diz que a Lei de Anistia está ok e ela protege tanto torturados quanto torturadores. que garantir o direito à memória e o direito à verdade.5º da CF são direitos de 1ª geração. Tem como objetivo proteger o homem frente ao Estado.

solidariedade. O titular dos direitos é a sociedade como um todo. pluralismo. É o facere. direito à paz. Surgiu após os ataques aos EUA. Ex: direito a democracia. a proteção internacional dos Direitos de 2ª Geração (Sociais) surgiu em 1919. principalmente a paz contra ataques terroristas. Canotilho chama de ‘direitos dos povos’. projeto genoma. ou seja. Agora. 5ª GERAÇÃO Conforme o professor Paulo Bonavides está relacionado ao direito à paz. 10 . Ex: direito a proteção do meio ambiente. É a principal crítica ao sistema geracional.Aqui há obrigações positivas do Estado: deve implementar uma política pública para garantir esses direitos. Criação da OIT em 1919 – proteção aos direitos de 2ª geração. Outra parte da doutrina entende que essa 5ª geração está relacionado a proteção das pessoas na era virtual (era da internet). 4ª GERAÇÃO A globalização não deve ser somente econômica. Por isso. 3ª GERAÇÃO Caracterizados pela fraternidade. mas também dos direitos humanos. Em 1919 foi criada a OIT (Organização Internacional do Trabalho). por isso é melhor trocar a palavra ‘gerações’ por ‘dimensões’. CARACTERÍSITCAS DOS DIREITOS HUMANOS HISTORICIDADE Os direitos humanos foram conquistados conforme a evolução da sociedade. Estão os famosos direitos difusos e coletivos. É a evolução histórica dos direitos humanos. A palavra ‘geração’ entende ser uma cadeia sucessória a evolução dos direitos humanos – é uma crítica ao sistema geracional. O professor Norberto Bobbio entende que esta 4ª geração de direitos é caracterizada por assuntos relacionados á clonagem humana. direito ao desenvolvimento. esse sistema geracional é falho. a proteção dos Direitos de 1ª Geração (Civis e Políticos) surgiu com a ONU em 1945. Tem aplicabilidade mediata ou progressiva. informação.

VEDAÇÃO AO RETROCESSO A proteção dos direitos e o rol de direitos tem que ser ampliado ou mantido. INALIENABILIDADE Não se pode dispor dos direitos humanos. • Homogêneo: é caracterizado pela universalidade. protege toda e qualquer pessoa. A CF adotou o processo de especificação do sujeito. família. direcionado a uma parcela da sociedade. • Heterogêneo: é um processo de especificação do sujeito. criança. independente de nacionalidade. Desta característica emerge o processo de especificação do sujeito. O direito à nacionalidade é um direito humano irrenunciável. Ex: Declaração Universal dos Direitos Humanos. Levam-se em consideração alguns critérios: idade. tem capítulos específicos sobre índios. etnia. sexo. em 2º. UNICIDADE EXISTENCIAL Cada ser pessoa tem suas peculiaridades. IRRENUNCIABILIDADE Os direitos humanos são irrenunciáveis.E. interdependentes. ESSENCIALIDADE O respeito aos direitos humanos são essenciais para garantia de um vida digna. Pactos de Nova York. É uma proteção universal. INEXAURIBILIDADE Não há limites para ser titular dos direitos. basta ser pessoa em qualquer lugar do planeta para ser detentor/titular de direitos humanos. A doutrina majoritária entende que a vedação ao retrocesso social tem base 11 . suas características que devem ser respeitadas de forma específica. esse sistema geracional dá a entender que existe uma independência entre eles. generalizada. UNIVERSALIDADE Os direitos humanos são universais. Pacto de San José da Costa Rica. IMPRESCRITIBILIDADE O tempo não culmina a condição de pessoa humana. mulher. existem uma paridade hierárquica (estão no mesmo nível). sexo. mas os DH’s são complementares. Há o sistema homogêneo e heterogêneo de proteção aos direitos humanos. Ex: Convenção sobre Direitos da Criança da ONU.

quando o Judiciário fiscaliza os outros Poderes. 12 . 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: II . 6º CF. mas tem uma previsão implícita e não expressa.garantir o desenvolvimento nacional . Se é para garantir. Princípio da Reserva do Possível – ADPFnº45 . Garantir a efetividade dos direitos sociais é uma obrigação do Legislativo e do Executivo. desde que de forma excepcional e desde que essa política pública decorra diretamente da CF. Ex: plebiscito. E ele se vincula a isso de duas formas: . b. quando declara inconstitucional a progressão de regimes nos crimes hediondos. o voto é o exercício do direito.em suas decisões. . política pública que deve ser implementado.normas de eficácia limitada de conteúdo programático. pode-se ingressar no Judiciário. Direito à prestação material: um serviço público. ou seja. Direitos de Defesa: é todo mecanismo que se tem para se defender do Estado. Quando houver omissão dos poderes. Direitos de Prestação: há uma subdivisão: i. Uma doutrina minoritária entende que tem expressa previsão no CF 3º. EFETIVIDADE DOS DIREITOS SOCIAIS O Poder Judiciário está vinculado à proteção dos DH’s. direito a voto. pode o juiz determinar que o Executivo implemente uma política pública. de uma lei. ii. de conduzir os rumos de nosso país. ele tem que garantir essa proteção. quando declara a nulidade de um ato administrativo. remédios? R: os Direitos previstos na CF podem ser classificados em 3 espécies: a. c. Art. Ex: quando declara inconstitucional uma lei.constitucional. escrutínio é a forma como se exerce esse direito. Direito à prestação jurídica: consiste na edição de uma norma. Direitos de Participação: é o direito de participar da vida pública. II: Art. O Judiciário pode determinar a implantação de políticas públicas. Sufrágio é o direito. referendo. não pode retroceder. direito de saúde.  Nessa atuação do Judiciário.

para outro tipo de medicação não há. não pode determinar que o Poder Público cumpra obrigações impossíveis. 3355. Surgiu na década 50 na Alemanha. 2944. 211. O juiz.Aqui claramente o Judiciário está violando o Principio da Separação dos Poderes. Quando o poder público alegar escolhas trágicas. chama-se eficácia indireta mediata reflexa. “State Action” nos EUA negou os direitos fundamentais na relação privada. A reserva do possível pode ser alegada desde que alegada de forma fundamentada plausível e objetiva. deve-se garantir o princípio da dignidade da pessoa humana. 2361. • Suspensões de segurança: 3724. de outro lado. Deve-se usar um juízo de ponderação e ver qual é o mais importante. 3345. Há aparentemente um conflito entre esses dois princípios. Decisões do STF sobre o tema de direitos sociais • RE 271286 • RE 410715 • ADPF 45 • RE 566471 • Suspensões de tutela: 175. É a relação do Estado com a pessoa humana. Instituto/Teoria das Escolhas Trágicas Para fornecer um tipo de remédio há dinheiro. 13 . Eficácia vertical dos direitos fundamentais: O estado precisa respeitar os direitos fundamentais. porém. O STF vem aplicando a eficácia horizontal dos direitos fundamentais. quem faz essa opção é o Executivo e o legislativo. Quando se precisar de lei para essa eficácia horizontal. ao analisar o caso concreto. EFICÁCIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS a. 278. Eficácia horizontal/externa dos direitos fundamentais É a aplicação dos direitos fundamentais entre os particulares. b. somente pode fazê-lo em fornecimento de remédio alto custo. Deve-se optar.

Não é histórica como a da Inglaterra. ARTIGO 1º Art.     Eficácia indireta. 3º E 4º DA CF O preâmbulo da CF não vincula. ideologia.a soberania. II . fundamentada em idéias. LEI Eficácia imediata ou direta.a cidadania.o pluralismo político.Quando não necessitar de lei. ideologias. O preâmbulo expressa uma ideologia seguida pela CF. 1º A República Federativa do Brasil. idéias. 14 . 2º. em regra.a dignidade da pessoa humana. formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal. não pode ser padrão para controle de constitucionalidade. de acordo com o STF. constitui-se em Estado Democráti co de Direito e tem como fundamentos: I . chama-se eficácia imediata direta. V . IV .os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. Está baseada em dogmas. mediata ou reflexa. III . por isso é chamada de CF dogmática.     Relação entre Particulares Relação entre particulares Decisões do STF importantes acerca desse tema: • RE 160222 • RE 158215 • RE 161243 • STJ HC 12547 ANÁLISE DOS ARTIGOS 1º. E essa que é aplicada no Brasil.

Traz princípios fundamentais ou estruturantes da República Federativa do Brasil. É o auto-governo de si próprio. 15 . nem a liberdade.legisla . O fundamento dos direitos humanos é a dignidade da pessoa humana.legisla .função jurisdicional  atividade típica . Dignidade da pessoa Humana é o conjunto de prestações materiais e imateriais que tem por objetivo garantir o mínimo existencial. independentes e harmônicos entre si. o Legislativo. Não é a igualdade. nem os direitos sociais. o Executivo e o Judiciário. • Poder Legislativo: .julga • Poder Judiciário: .julga • Poder Executivo: . Uma das suas características é a autodeterminação da pessoa. A dignidade pode ser considerada uma qualidade da pessoa.legisla  atividade típica . 2º São Poderes da União. ARTIGO 2º Art. escolher os rumos de sua vida.administra Julgar não é a mesma coisa que atividade jurisdicional.administra .administra  atividade típica .

A função administrativa também não é monopolizada. IV .defesa da paz. da Rep.prevalência dos direitos humanos. IV .solução pacífica dos conflitos.autodeterminação dos povos. mas não é função jurisdicional porque cabe apenas ao Judiciário exercer a função jurisdicional. ARTIGO 3º Art. Mas e quando o Senado julga o Pres. justa e solidária. sem preconceitos de origem. V . XXXV: XXXV .promover o bem de todos. II . excepcionalmente. II . pois o Executivo e o Judiciário podem legislar. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: I .repúdio ao terrorismo e ao racismo. É função exclusiva do Poder judiciário. cor. embora o Executivo e o Legislativo possam também julgar (só que não é exercício jurisdicional). 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I .cooperação entre os povos para o progresso da humanidade.igualdade entre os Estados. X . VII . VI . ARTIGO 4º Art. III . raça. A doutrina afirma que este artigo caracteriza o Brasil como um Estado Social ou Estado do Bem Estar Social.? E a decisão do TCU de aplicar multa? Há doutrinadores que chamam de quase-jurisdição.garantir o desenvolvimento nacional.concessão de asilo político. A base de que essa função é monopolizada está no CF 5º. IX . 16 .a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito.A função jurisdicional adotada no Brasil é o modelo inglês. A função legislativa não é monopolizada.independência nacional. idade e quaisquer outras formas de discriminação.não-intervenção. sexo.construir uma sociedade livre. III .erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais. VIII . Essa função é única e monopolizada.

aplica-se o instituo da não-devolução. O Asilo classifica-se em Asilo Diplomático e Asilo Político. política. • ASILO POLÍTICO: É o asilo territorial. O inciso II cai mto em prova. da Rep. Classificação do Asilo Asilo – condição – quando ocorre perseguição efetiva e individualizada. com o auxílio do Ministério da 17 . não se pode devolver a um Estado que a está perseguindo. Mas como ele vai se deslocar da Embaixada até o território brasileiro sem ser tocado? R: pra fazer esse percurso ele vai precisar de um salvo-conduto.Parágrafo único. quando se concede o asilo a uma pessoa. Natureza política é quando a pessoa comete crime ideológico. o Embaixador solicita ao governo local um salvo-conduto (é uma garantia de que poderá entrar no território em paz). Deve-se proteger essa pessoa.1. V. perguntam-se se a prevalência dos direitos humanos está prevista na CF. em caso de sua concessão por Estado. • ASILO DIPLOMÁTICO: É provisório. Convenção de Viena sobre relações diplomáticas de 1961. concedido pelo chefe da delegação diplomática brasileira a quem deseja ser protegido. social e cultural dos povos da América Latina. visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações. 4º é uma norma programática. político. não pode ser interpretado como falta de amizade/repúdio. Ele não pode ser mal interpretado por outros Estados. Ao instituto do asilo. Não se aplica ao instituto do asilo o princípio da reciprocidade – nenhum Estado pode conceder o asilo condicionalmente. A natureza do ato de concessão do asilo é ato unilateral de natureza constitutiva. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica. de natureza política. O parágrafo único do art. Será concedido pelo Pres. 4. Inciso X – Concessão de Asilo Político Asilo é um instituto humanitário em que.1. É que Canotilho chama de constituição dirigente.

por diferentes motivos: • Questões étnicas • Sociais • Violação de direitos humanos • Nacionalidade • Outras questões políticas que não se encaixem no asilo. ele somente pode se ausentar com expressa autorização do governo brasileiro.Justiça. em decorrência de uma perseguição generalizada. O refúgio não exige perseguição efetiva. Depois que ele entra no território brasileiro. grupo social ou opiniões políticas encontre-se fora de seu país de nacionalidade e não possa ou não queira acolher-se à proteção de tal país. Cesare Batisti. Refúgio É um instituto apolítico. O asilo exige natureza política. 1º Art. II .devido a fundados temores de perseguição por motivos de raça. bastam fundados temores. o refugio vem regulamentado na Lei 9474/97 – Estatuto dos Refugiados – art. em função das circunstâncias descritas no inciso anterior.devido a grave e generalizada violação de direitos humanos. É um instituto universal. sem previsão na CF. nacionalidade. religião. é obrigado a deixar seu país de nacionalidade para buscar refúgio em outro país. No Brasil. É ato unilateral constitutivo. 1º Será reconhecido como refugiado todo indivíduo que: I . Extradição 524/91 – STF. O asilo é concedido de forma individualizada. A condição de asilado não impede a extradição. internacional. Aquele que cometeu crime comum não tem direito a asilo político. 18 . não possa ou não queira regressar a ele . III . Se o asilado resolve sair sem essa autorização ele perde o direito de asilo.não tendo nacionalidade e estando fora do país onde antes teve sua residência habitual.

Pedese refúgio ao CONARE. Similitudes entre Asilo e Refúgio: Embora o Asilo e o Refúgio tenham diferenças. 33. 33 e 34 da Lei 9474/97. deve-se respeitar a unidade da CF. . da Justiça. . garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. à igualdade. A solicitação de refúgio suspenderá. Art.os dois são institutos humanitários. Da decisão do CONARE cabe recurso em 15 dias ao Min. à liberdade. qualquer processo de extradição pendente. nos termos seguintes: São destinatários do art. ARTIGO 5º DA CF Art. Ele obsta desde que haja pertinência temática. Porém deve-se fazer uma interpretação sistemática da CF. à segurança e à propriedade. Não se aplica o princípio da reciprocidade. sem distinção de qualquer natureza. os destinatários do art. . Art. baseado nos fatos que fundamentaram a concessão de refúgio. O reconhecimento da condição de refugiado obstará o seguimento de qualquer pedido de extradição baseado nos fatos que fundamentaram a concessão de refúgio. 5º: (Reclamação 1905 STF) 19 .O refúgio concedido a um membro da família é concedido aos demais.não se aplica o P. 34. eles são iguais quanto ao seguinte: . da Reciprocidade. O CONARE emite um ato unilateral declaratório. força normativa (Konrad Hesse).têm uma natureza tutelar (proteger a pessoa humana). Assim.não podem ser interpretados como falta de amizade de um Estado em relação a outro. em fase administrativa ou judicial. 5º somente os brasileiros e os estrangeiros residentes. 5º Todos são iguais perante a lei. até decisão definitiva. O refugio pode impedir a extradição – arts.

Dimensões dos Direitos Fundamentais Há 2 dimensões dos direitos fundamentais: a.Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados. Dimensão Objetiva Surgiu porque a dimensão subjetiva não se mostrou eficiente. Aula 02: 13/06/11 20 . Podem ter sentidos: • Formal/escrito/típico: são direitos expressamente previstos na CF. de forma individualizada e subjetiva. • escritos. ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. tipificados na CF. Dimensão Subjetiva Há um excesso de individualismo. § 2º . Duplo sentido dos direitos fundamentais É o próprio §2º da CF. estão Material/não-escrito: decorrem de princípios. Aqui leva-se em consideração a coletividade e não só o indivíduo. sistema normativo brasileiro.• Brasileiros natos e naturalizados • Estrangeiros residentes • Estrangeiros não-residentes (turista) • Apátridas • Pessoas jurídicas • Estado (poder público) Os direitos previstos no artigo 5º da CF têm aplicabilidade imediata e o rol é exemplificativo. Protegem o indivíduo. b. a pessoa. Não se mostrou muita eficiência. O §2º traz uma cláusula de abertura. não só a individualidade. uma norma material pois permite a inserção de outros novos direitos.

REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS É uma garantia constitucional. 21 . CF  declara direitos  Garantias constitucionais  normas assecuratórias. São subespécie das garantias constitucionais. Há direitos previstos no CF por meio de uma norma declaratória. Até que ponto pode-se restringir um direito fundamental? Qual é o limite? É o limite do limite ou limite da restrição. Todo mecanismo que declara direitos tem que estabelecer garantias. em regra. estado de defesa. Ex: proibição da tortura – é um direito absoluto e não encontra exceção em nenhum momento. intervenção federal. Eles podem ser restringidos (restringibilidade). Não pode ser cometida nem mesmo em momentos de anormalidade constitucional: tempos de guerra. meios para garantir o respeito desses direitos.Os direitos fundamentais da CF. As garantias constitucionais podem estar previstas: • Norma constitucional • Remédios constitucionais: ações constitucionais. estado de sítio. Deve-se utilizar o princípio da proporcionalidade. É um direito inderrogável. não são absolutos. O limite é o núcleo essencial. procedimentos. Ele tem que ter um valor/proteção mínima o direito fundamental. Nem mesmo as 5 desconstitucionais autorizam a tortura: são os momentos: • Estado de defesa • Estado de sítio • Intervenção federal • Guerra • A intercepção telefônica necessita de autorização judicial e lei.

Pode ser impetrado por qualquer pessoa física em beneficio próprio ou em beneficio de qualquer outra pessoa física. quando exercido de forma incorreta. XXXIV. é passível de responsabilização. a autoridade que recebe essa petição não está obrigada a agir e nem a prestar informações. como vem entendendo a jurisprudência (HC contra hospitais e hotéis). HABEAS CORPUS Art.DIREITO DE PETIÇÃO Art. Pode ser impetrado contra ato de autoridade ou até mesmo contra particular. Se confunde com o direito de representação. 5º. Quando o direito de locomoção é afetado. O direito de petição não provoca tutela jurisdicional. se informações erradas forem prestadas. pode-se impetrar HC contra autoridade ou particular. ‘a’. O HC pode ser impetrado contra ilegalidade em sentido amplo (abuso). Em razão de não provocar a tutela jurisdicional. no sentido de solicitar a tomada de providências ou preste algumas informações. É uma ordem judicial de caráter preventivo ou repressivo. CF: XXXIV são a todos assegurados. 5º. vir. independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder. 22 . permanecer. ficar. Livre locomoção: ir. Foi inserido no ordenamento constitucional em 1891. Consiste na provocação de uma autoridade administrativa. No direito de petição. LVIII: Origem: Magna Carta do João sem Terra de 1215.

o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional. quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. É uma criação brasileira. uma vez que seu requisito é líquido e certo. desde que essa prisão seja determinado por uma autoridade competente que respeite a lei. MANDADO DE SEGURANÇA Art 5º. tem uma disciplina muito vaga. Pode ser impetrada por pessoa física ou jurídica em beneficio próprio para proteger direito líquido e certo. É uma criação da CF de 1988. 5º. LXX LXX . em defesa dos interesses de seus membros ou associados. não amparado por "habeas-corpus" ou "habeas-data". MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO Art. inclusive o abuso.Não cabe HC em cabe de prisão militar. surgiu com a CF de 1934. 23 . b) organização sindical. entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano. LXIX: LXIX . O legitimado passivo deve estar investido em alguma função pública. Pode ser: • Preventivo • Repressivo Exige-se para sua impetração prova pré-constituída. não há dilação probatória. Tem como objetivo 5b combater a ilegalidade em sentido amplo.conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo.

imediata. O STF não dá prazo algum para o legislador. é concretista. Há dois modos/instrumentos de combater uma omissão legislativa: • ADIN por omissão (controle abstrato/concentrado): tem natureza meramente declaratória.016/09 – Nova Lei do MS.conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade. De 2007 em diante. 24 . 5º. estabelece um prazo para que o legislador elabore essa lei. O MI também tinha natureza meramente declaratória. expressamente previsto na CF. ou seja. O STF notifica o responsável pela lei (órgão). MANDADO DE INJUNÇÃO Art. Faz parte do controle difuso ou concreto de constitucionalidade. o STF vai decidir acerca desse tema. configura um abuso absurdo do legislador. É utilizado em normas constitucionais de eficácia limitada. O STF tem adotado essa corrente/pensamento. A alínea ‘b’ trata-se de uma substituição processual. • Direto/imediato: quando o abuso é muito grande. Tem como objetivo proteger direitos difusos e coletivos.Lei 12. ele concretiza de forma direta. declarar a omissão e o Poder Legislativo que se omite fica em mora. Entende-se que há possibilidade de cautelar na ADIN por omissão. Pode ser um concretista: • Intermediário: cidadão impetra MI no STF. Tem objeto específico. LXXI: LXXI . a norma vem desde 1998. O MP também tem legitimidade. Tem objeto especifico. à soberania e à cidadania. o STF entende que tem natureza mandamental. • Mandado de Injunção O Mandado de Injunção tem o mesmo objetivo da ADIN por omissão. caso não seja elaborado nesta data.

salvo comprovad a má-fé.Ex: art. Somente o eleitor. à moralidade administrativa.o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. VII CF – o STF decidiu no MI e decidiu aplicar a lei de greve do setor privado para o servidor público. judicial ou administrativo. 5º. Habeas data da alínea ‘b’ é de natureza condenatória. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. art. Quando utilizada. LXXIII LXXIII . utiliza-se mais a ação civil pública. b) para a retificação de dados. ficando o autor. Lei 9507/97 Habeas data da alínea ‘a’ é de natureza mandamental. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. cidadão pode ingressar com uma ação popular. AÇÃO POPULAR Art. de 1998) HABEAS DATA Art. 25 . isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. LXXII LXXII . VII . Pessoa jurídica e estrangeiro não podem ingressar com ação popular. §4º CF (concretista imediato). É pouco utilizada. 5º. ela é um mecanismo de proteção ao meio ambiente.qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso. 40. 37. constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público. Tem natureza condenatória.conceder-se-á "habeas-data": a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante.

TEMAS IMPORTANTES IDC . poder estadual). §5º V-A as causas relativas a direitos humanos a que se refere o § 5º deste artigo. o Procurador. 1º IDC – assassinato da Irmã Doroth. V-A e art. 109. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. PGR suscitou um IDC para o STJ que foi indeferido. tem caráter subsidiário. perante o Superior Tribunal de Justiça. de tratados O IDC. de 2004) É possível o IDC: • Caso de grave violação aos direitos humanos Finalidade: Assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte. em qualquer fase do inquérito ou processo. 109. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. ou seja. 2º IDC – caso Manuel Matos – advogado defensor dos direitos humanos foi assassinado. Só pode ser feito em caráter subsidiário. quando as autoridades estaduais estejam falhando (policia civil. Ele desloca o caso da justiça estadual e manda para a justiça federal. incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal. 26 .INCIDENTE DE DESLOCAMENTO DE COMPETÊNCIA É um instituto responsável pela federalização dos crimes de grave violação aos direitos humanos. poderá suscitar. Art.Geral da República. para o STJ. de 2004) § 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos. com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte.

No Tratado de Direitos Humanos é o que trata mais amplamente 27 . Deve ser feita a interpretação de modo ampliativo a favorecer os direitos humanos. deve-se pegar o IDC que é subsidário e analisá-lo dentro desses princípios. ou seja. • Dá um certificado de incompetência a Justiça Estadual. Ex: há um direito ‘A’ previsto em 3 normas legais: CF.Fica ao critério do PGR suscitar esse IDC. O STJ não faz distinção. ele confirma a competência da justiça estadual. Alguns estão defendendo que o IDC é inconstitucional e os motivos são: • Grave violação de direitos é uma expressão muita vaga. O IDC. deve atender a 3 critérios: • Adequação • Necessidade • Proporcionalidade em sentido estrito Assim. traz um critério de interpretação das normas de direitos humanos. deve ser utilizado de forma proporcional. • Se está discutindo o IDC em duas ADINs o Adin 3486 o Adin 3493 3ª sessão do STJ que julga o IDC. tem que respeitar o princípio da proporcionalidade. pois quando se fala em proporcionalidade fala-se em razoabilidade. e lei ordinária. É um princípio de interpretação. ampla. Está hierarquizando justiça federal e estadual. Tratado de direitos humanos. PRINCÍPIO PRO HOMINE Conhecido também como interpretação da norma mais favorável á vítima. pois a competência é da justiça estadual. O IDC não determina que a competência da justiça federal é para julgar a violação dos direitos humanos. conforme o STJ. ficando ao PGR entender essa expressão.

Assim. são os crimes de lesa humanidade. 28 . se complementam. 29 do pacto San José da Costa Rica: prevê expressamente o princípio pro homine – deve-se escolher sempre a norma mais favorável à pessoa humana. mais ampliativa. É uma corte penal internacional. quando houve um caso concreto. criado para julgar determinado fato. O Princípio Pro Homine está previsto em vários tratados: • Art.desse direito. que são crimes imprescritíveis. utiliza-se o critério do pro homine. Tem 18 juízes. ou seja. é provisório. TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL – TPI Foi criado pelo Tratado de Roma de 1998. • Convenções da ONU • Convenções da OEA As normas de direitos humanos se comunicam. Hoje há um dialogo entre as fontes. não é um Tribunal ad hoc. Esses crimes são tão graves. É o chamado ‘diálogo das fontes’. em que se deve definir qual lei deve-se aplicar sempre a norma mais favorável (norma pro homine). COMPETÊNCIA É competente para julgar crimes graves. Está sediado em Haia. Para solucionar esse excesso de normas. O TPI é permanente. independentemente da hierarquia (quando há conflito de normas de direitos humanos). ou seja. na Holanda. da norma mais favorável à vítima.

Crimes de Agressão A maioridade penal no âmbito do TPI é de 18 anos (na época dos fatos). Se cometidos antes dessa data. O TPI funciona com base no Princípio da Ampla Cooperação. China. não há competência para julgamento. Crimes de Genocídio c. porque o TPI adota a tese da “Responsabilidade penal Internacional dos Indivíduos”. dois estados. o que dificulta a atuação do TPI. O TPI crimes graves desde que cometidos após o dia 01/07/2002. um tratado entra em vigor em âmbito nacional quando ele encontra número mínimo de ratificações internacionais. empresas. o Estado deve aceitar por completo o tratado ou não aceitar. começou a funcionar em 01 de julho de 2002. Crimes de Guerra b. ou seja. o que ocorreu em 2002. Para a entrada em vigor desse tratado foram necessárias 60 ratificações. julga somente pessoas físicas. Estados importantes que não aceitam o TPI: EUA. ou seja.VIGÊNCIA/ RATIFICAÇÃO CONDICIONADA Apesar de ser criado em 1998. os Estados-partes serão submetidos a esse tribunal. Extradição Entrega Pedido de cooperação que envolve É a relação do TPI com o estado. ou seja. O TPI julga somente pessoas físicas. Índia. não julga Estados. porque o Tratado de Roma prevê o Instituto da Ratificação Condicionada. CRIMES JULGADOS São julgados crimes de 4 espécies: a. ou seja. Israel. 29 . O Tratado de Roma não admite reservas. INSTITUTO DA ENTREGA Baseado no princípio da Ampla Cooperação entre os estados-partes. Crimes contra a Humanidade d.

possui amplos poderes de investigação. Obs. ele recebe denúncia. O promotor que investiga pode denunciar. mas o STJ em fev/11 decidiu que a atividade de investigação não é exclusiva da polícia judiciária. ele respeita a jurisdição dos Estados.: O STF entende que o MP (Brasil) pode investigar. Ele que oferece as denúncias. poderá ser criado um Tribunal ‘ad hoc’. complementar. Há uma petição pendente de julgamento no STF para definir a competência. 30 . é provisório.Ato bilateral STF Não há lei nem posição sobre quem julga a entrega no Brasil. O TPI é permanente. único. Somente se o estado falhar e não julgar seus homicidas. não é um Tribunal ad hoc. O TPI julga os crimes após 01/07/02. COMPOSIÇÃO Composto por 18 juízes. Ele complementa a jurisdição dos estados. O procurador do TPI pode agir de ofício ou mediante provocação. exerce funções de forma independente. CPP. criado para julgar determinado fato. o TPI irá julgar. PRINCÍPIO DA COMPLEMENTARIEDADE O TPI age de forma subsidiária. com base no art. O Tribunal Ad Hoc é criado mediante Resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Há um procurador no TPI (exerce funções de MP). 4º. TRIBUNAL AD HOC Se o crime ocorreu antes da data de 01/07/02. No TPI o procurador tem amplos poderes de investigação e é assessorado por procuradores adjuntos e por um grupo técnico formado por peritos (não existe polícia no TPI).

Prisão por tempo determinado: 30 anos c. Neste caso. Ex: Dilma comete genocídio e ninguém a julga no Brasil. A pena será cumprida na lista dos Estados candidatos. imunidades. O Brasil faz parte do Tratado de Roma. traz uma proibição interna. que não admite reservas. A CF ao proibir a pena de morte. Pode o Brasil entregar a Dilma. Estrangeiros não são os nacionais. há um aparente conflito entre a CF e o Tratado de Roma. Assim. o TPI vai buscar Estados candidatos que disponibilizam para aquele criminoso cumprir a pena. Pecuniárias: multa b. O TPI vai pedir que o Brasil entregue a Dilma. PENAS Há penas: a. a presidente pode ser julgada no TPI. Nacionalidade é o vínculo jurídico-político permanente que liga o indivíduo ao Estado. Quando alguém for cumprir pena. prisão perpetua. como foro por prerrogativa.O TPI não leva em consideração prerrogativas (foro por prerrogativa por função). se lá ela pode pegar prisão perpetua? O Brasil tem e vai entregar a Dilma porque ele assumiu um compromisso internacional. 31 . pois as pessoas que mais são julgadas são os que estão no topo do poder dos Estados. Prisão perpétua: aplicada em casos excepcionais. porém entre o Tratado e a CF há algumas incompatibilidades. não reflete ao legislador internacional. NACIONALIDADE CONCEITOS Nacionais são os principais destinatários das normas constitucionais.

15. Hoje. É o nacional que exerce direitos políticos. PRINCÍPIO DA ATRIBUIÇÃO ESTATAL DA NACIONALIDADE Cada estado vai atribuir a nacionalidade a seu critério. Define quem é nacional e quem não é nacional. A nacionalidade é um direito humano e assim é irrenunciável. A nacionalidade é o vínculo de obrigação e de proteção. Vertical É a relação do individuo com o Estado. É o povo. b. de forma discricionária. se combate o Instituto da Apatria. Há direito à opção da nacionalidade. Os nacionais compõem o elemento subjetivo do Estado. É também um direito humano. 12 da CF. Cidadania: conceito mais restrito. o sujeito que não tem pátria.A nacionalidade é um direito fundamental expressamente previsto no art. DIMENSÕES DA NACIONALIDADE Há duas dimensões da nacionalidade: a. Horizontal: Liga o indivíduo ao Estado. Povo x População x Nação Povo são os nacionais 32 . previsto expressamente na Declaração Universal dos Direitos Humanos – art. Nacionalidade x Cidadania Nacionalidade: conceito mais amplo. de forma soberana. É o vínculo jurídico-político permanente.

Alínea ‘a’: jus solis – critério territorial. aplica-se também o jus sanguinis. Há quem afirme que o Brasil adota critério hibrido para definir a condição de brasileiro nato. a serviço da república federativa do Brasil. em qualquer tempo. na época do carnaval. Casa com uma mulher brasileira no Brasil e tem um filho no Brasil. I da CF. Além do jus solis (critério territorial). (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 54. Nação é vínculo sentimental que se desenvolve em relação ao Estado. ESPÉCIES DE NACIONALIDADE Há dois tipos de nacionalidade: a. ainda que de pais estrangeiros. A doutrina e jurisprudência manda preponderar o critério da mãe brasileira com o filho nascendo no Brasil. para definir quem é brasileiro nato. de pai brasileiro ou mãe brasileira. O Brasil. desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil. adota como critério o jus solis com temperamento. 12. b) os nascidos no estrangeiro. 33 . São brasileiros: I . pela nacionalidade brasileira. desde que estes não estejam a serviço de seu país. de 2007) Se adquire com o nascimento. Nacionalidade Originária ou Primária ou Involuntária São os brasileiros natos – art. A serviço público.População são os nacionais e os estrangeiros. Alínea ‘b’: jus sanguinis – critério sanguíneo. Alínea ‘c’: jus solis – critério territorial. Ex: diplomata americano a serviço de seu país (EUA) vem solteiro ao Brasil.natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil. É um instituto de caráter moral. aplica-se o jus solis. c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira. 12. depois de atingida a maioridade. traz hipóteses taxativas: Art. desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem.

Foi recepcionada como Tratado no Brasil em 12/2009.naturalizados: a) os que. quando concedida. II da CF – não é taxativo: II . 34 . Em regra. de 1994) TRATADOS INTERNACIONAIS CONCEITO DE TRATADO INTERNACIONAL Está previsto na Convenção de Viena sobre Direitos dos Tratados de 1969 no artigo 2º. a naturalização não é um direito do estrangeiro ou do apátrida. Só há tratado escrito.b. na forma da lei. É um acordo internacional celebrado por Estados ou Organizações Internacionais regido pelo Direito Internacional. não retroage. não retroage. Essa condição produz efeitos para o futuro. podendo se apresentar em um instrumento único ou conexo e sem denominação específica. Deve haver um pedido para que seja concedida a naturalização. O pedido deve ser expresso do interessado (apátrida ou estrangeiro). residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal. Não existe naturalização ex officio (de ofício). exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral. Art. O Brasil recepcionou esse Tratado com reserva. adquiram a nacionalidade brasileira. É a naturalização. 12. podendo o Brasil conceder de forma discricionária e soberana. Porém. Nacionalidade Derivada ou Secundária ou Voluntária ou De Eleição É o brasileiro naturalizado. A naturalização produz efeitos ex nunc. b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade. desde que requeiram a nacionalidade brasileira.(Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3. era aplicada no Brasil antes dessa data como costume internacional.

A concordata. específicas. são fases internacionais.Os acordos internacionais podem ter qualquer denominação. 1ª e 3ª fases: são fases externas. Atuam também algumas comissões ad hoc. que são criadas para debater o tratado. não há religião oficial. É inconstitucional porque: • O Brasil é um estado laico. • Afronta o princípio da igualdade. Nesta fase atuam os especialistas que irão dar a sua opinião sobre o objeto do tratado (experts). Elabora-se um projeto de tratado. Assinatura: Cada um dos negociantes assinam o tratado. A assinatura tem a função de autenticar o tratado. 35 . porque os tratados podem ser submetidos ao controle de constitucionalidade. Função de autenticação. 2ª e 4ª fases: são fases internas ou fases nacionais. Esse acordo internacional tem que ser chamado de concordata (sobre direitos dos católicos). de acordo com a doutrina. 1ª FASE – NEGOCIAÇÃO E ASSINATURA Negociam o tratado e debatem o tratado. Apenas há uma exceção: são as famosas ‘Concordatas’ celebradas pelo Vaticano. objeto. é considerada inconstitucional. PROCESSO DE CELEBRAÇÃO DE TRATADO INTERNACIONAL Os Tratados para produzir efeitos no Brasil deve passar por 4 fases solenes (celebração): Fases dos Tratados 1ª fase Negociação preliminar assinatura 2ª fase 3ª fase 4ª fase Promulgação Publicação e Congresso Ratificação  e Nacional referenda vigência o tratado.

49. de 2004) (Decreto Legislativo com força de Emenda Constitucional) 36 . é uma declaração unilateral com o objetivo de se desvincular de uma obrigação. a 1ª fase não obriga/vincula os Estados. 5º CF) § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: I . ou seja. Não pode oferecer emendas. 49. ou aprova ou rejeita o tratado. Podem ser apresentadas reservas aos tratados. Pode aprovar o tratado por maioria simples ou com os requisitos da EC (§3º do art. Todos os tratados devem ser referendados pelo Congresso Nacional. O Congresso Nacional não ratifica Tratado. desde que recebam a Carta de Plenos Poderes (plenipotenciários). I. 2ª FASE . por três quintos dos votos dos respectivos membros. autorização especial para que o tratado seja assinado.Em regra. em cada Casa do Congresso Nacional. • Ministro das Relações Exteriores – capacidade derivada • Chefe de missão diplomática – embaixador – capacidade derivada • Terceiros podem participar. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional. Se o congresso nacional aprovar o tratado. serão equivalentes às emendas constitucionais. em dois turnos. é uma espécie de procuração. CF: Art. O Congresso Nacional se manifesta através de decreto legislativo. Podem participar desta 1ª fase: • Presidente da República – capacidade originária para assinar o tratado.CONGRESSO NACIONAL REFERENDERAR O TRATADO Art. Ele aprova ou rejeita apenas. Se o congresso Nacional rejeitar. o processo de celebração continua e vai para a 3ª fase.resolver definitivamente sobre tratados. acaba na 2ª fase.

A ratificação é um ato exclusivo do chefe de estado (presidente da república). Na ratificação.O Congresso Nacional quando estiver que aprovar tratado internacional sobre direitos humanos pode usar o quorum de EC ou mesmo por maioria simples. Porém. 4ª FASE: PROMULGAÇÃO E PUBLICAÇÃO O STF ainda exige esta 4ª fase. basta a ratificação. 3ª FASE – RATIFICAÇÃO Por meio da adesão e ratificação adere-se ao contrato. A partir desta fase. participa-se da fase de negociação. Características da Ratificação • É um ato administrativo • Soberano • Político • Externo • Circunstancial • Sem prazos estabelecidos • Discricionário Há a obrigação de ratificação: • Convenções de Direito do Trabalho da OIT – é a única exceção á discrionariedade da ratificação. É através de decreto executivo. Se desvincula de um tratado por meio da denúncia – é um ato unilateral do presidente da república sem a participação do Congresso Nacional. 37 . A vigência internacional de um tratado começa a partir da ratificação. apenas adere. na doutrina. o Tratado tem eficácia interna e tem executoriedade. Os doutrinadores de direitos humanos entendem que o tratado de direitos humanos é obrigatório em âmbito internacional e no Brasil a partir da ratificação. Já na adesão.

Os tratados podem ter força de norma constitucional se aprovados em consonância ao art. Os tratados comuns têm força de lei. assim os tratados a partir de 2004 podem ser aprovados com os requisitos de EC. 5º.POSIÇÃO HIERÁRQUICA DOS TRATADOS INTERNACIONAIS EM NOSSO ORDENAMENTO JURÍDICO Posição humanos: hierárquica dos tratados internacionais sobre direitos Os tratados poderiam ocupar uma posição supraconstitucional. ele terá força de norma supralegal – RE 466343 STF e Súmula Vinculante nº 25 do STF. Essa tese não vingou no Brasil. O art. isto é. Porém. se o tratado for aprovado por maioria simples. aqueles que não versam sobre direitos humanos. §3º serão equivalentes às emendas constitucionais. que é famosa “Reforma do Judiciário”. Os tratados que ingressaram no Brasil antes da EC 2004. O Congresso Nacional pode reapreciar esses tratados para elevar o status para serem equivalentes às ecs. 5º. tem que uma dupla compatibilidade vertical. Tese de Celso de Albuquerque Melo. tratado comum tem a mesma força de lei ordinária. estaria acima da CF. SISTEMAS INTERNACIONAIS DE PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS Há dois sistemas: • Sistema Global • Sistema 38 . Abaixo da CF e acima da lei. ou seja. §3º foi incluído pela EC 45/04. no ordenamento jurídico brasileiro. os tratados terão caráter supralegal. ou seja. pois deve ser compatível com tratado de direitos e com a CF. adota a Teoria da Paridade Hierárquica. O STF em relação aos tratados comuns. A lei.

• Tese de Universalismo. por isso que é declaração universal. 39 . está acima de todas as outras. SISTEMA REGIONAL DE PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS “Diálogo das Fontes”  o objetivo é que os sistemas se complementem para aperfeiçoar a proteção. Tem 30 artigos.DECLARAÇÃO INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS DE 1948 É do sistema global Não é um tratado em sentido técnico. tem força obrigatória: • É uma fonte jus cogens – direito cogente. Europeu e Africano.  Sistema Regional de Proteção dos DH’s Americano. Aula 03: 21/06/11 Há dois dois sistemas para a proteção de DH’s:  Sistema Global de Proteção dos DH’s É representado pela ONU. • Pode ser considerada um costume internacional • Decorre da Carta da ONU • É bipartite: prevê direitos de 1ª e de 2ª gerações. é uma resolução aprovada pela Assembléia dos Direitos Humanos por unanimidade. Embora seja resolução. imperativo. prevê direitos e deveres da pessoa humana. Não adotou o relativismo cultural.

São tratados em sentido técnico. Modernamente. mais desigual. Ex: Convenção Internacional para proteção das mulheres. Sociais e Culturais (2ª Geração). eles não dão mais a proteção adequada. vinculam e obrigam os Estados. Não protegem especificamente as mulheres. 40 . Ex: Declaração Universal dos DH’s. de 1966).Quando houver a solução do caso concreto. idade e sexo. Existe uma outra classificação das Convenções Internacionais: a. Protegem-se as pessoas independentemente da raça. crianças. Sistema Heterogêneo: É composto por normas internacionais que protegem um grupo da sociedade. Aí entra o P. Os pactos são de 1966 e entraram em vigor em 1976. vai receber uma proteção específica. esse P. O 1º pacto é o Pacto sobre os Direitos Civis e Políticos (1ª Geração). seleciona-se a norma mais favorável. Há hoje dois pactos (Pactos de Nova Yorque. Sistema Homogêneo: É composto por sistemas internacionais que protegem a pessoa humana. Fala-se aqui em um sujeito em caráter abstrato. O 2º é sobre Direitos Econômicos. é uma regra de interpretação). Pro Homine (quando houver conflito. o juiz pegará uma dessas normas. É o processo atual da sociedade em que o sujeito. A sociedade é cada vez mais complexa.. b. Esse sistema implementa um processo de especificação do sujeito. Traz uma proteção universal.. Esse sistema leva em consideração o sujeito em caráter concreto. São o sistema global e fazem parte do Sistema Homogêneo dos DH’s e protegem pessoas. Há proteção direcionada para uma parcela da sociedade. sem especificar o sujeito. em sentido concreto. generalizada. Ex: Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU.

demorou mais 10 anos para entrar em vigor. 41): 1. Temos 3 mecanismos de proteção: A. Ele complementou a Declaração Universal. Quais os mecanismos previstos no Pacto? Há nesse Pacto um Comitê de DH’s para implementá-lo. As referidas comunicações só serão recebidas e examinadas nos termos do presente Artigo no caso de serem apresentadas por um Estado Parte que houver feito uma declaração em que reconheça. de natureza política. a competência do Comitê. Esse Pacto é um Tratado em sentido técnico. Por ser de 1ª Geração. Demorou 20 anos para ser elaborado e. O Comitê não receberá comunicação alguma relativa a um Estado Parte que não houver feito uma declaração dessa natureza. os Estados Partes do presente Pacto comprometem. Esse comitê tem peso político. é autoaplicável. que reconhece a competência do Comitê para receber e examinar as comunicações em que um Estado parte alegue que outro Estado Parte não vem cumprindo as obrigações que lhe impõe a Pacto. desde já. a contar do início da vigência do presente Pacto nos Estados Partes interessados. Estabeleceu mecanismos próprios para implementação e proteção dos DH’s. com relação a si próprio. Esse Comitê é composto por 18 membros e é um órgão administrativo. não exerce jurisdição. tem aplicabilidade imediata. vincula os Estados. Sistema De Conciliação Ou De Comunicação Interestatal (Art. não são sentença internacional.se a submeter relatórios sobre as medidas por eles adotadas para tornar efetivos os direitos reconhecidos no presente Pacto e sobre o progresso alcançado no gozo desses direitos: a) dentro do prazo de um ano. todo Estado parte do presente pacto poderá declarar. as suas decisões não vinculam juridicamente. Ele obriga. As comunicações recebidas em virtude 41 . 40): 1. Com base no presente Artigo. É um órgão não governamental. sempre que o Comitê vier a solicitar.PACTO SOBRE DIREITOS CIVIS E POLÍTICOS (1966) Traz obrigações aos Estados. B. a qualquer momento. Sistema De Relatórios (Art. b) a partir de então. não violar os direitos) e também obrigações positivas (de fazer). Ele tem que ter uma atuação imparcial. Estabelecem obrigações negativas (não facere. enriqueceu-a. depois.

obriga. Sistema De Petições Individuais: O particular pode denunciar violações aos DH’s. A ONU percebeu só depois que não colocou nenhum órgão de fiscalização. Os dois principais requisitos dessa Petição: • O esgotamento dos recursos internos nacionais: Primeiro. c. tenta-se provocar o Estado Brasileiro. • Inexistência de litispendência internacional: Não se pode estar discutindo essa proteção em outra instância internacional. pois não prevê nenhum órgão para sua fiscalização. Versa sobre direitos de 2ª Geração/Dimensão. Mecanismos De Proteção/Implementação: Esse 2º Pacto é um Pacto falho. 42 . é um documento internacional que deve ser ratificado sem reservas. expandiu o rol. do Contraditório. ele se aplica de forma progressiva. O Conselho Econômico e Social criou. Mas salvo em situação de guerra declarada. ele vincula. SOCIAIS E CULTURAIS (1966) Também entrou em vigor em 1976. PACTO INTERNACIONAL SOBRE DIREITOS ECONÔMICOS.do presente Artigo estarão procedimento que se segue: sujeitas ao Aplica-se o P. O 2º protocolo facultativo veda a pena de morte. Tem aplicabilidade mediata. ele mesmo. Também enriqueceu. O Brasil está coadunado com esse 2º Protocolo. A diferença é que é um tratado em sentido técnico. complementou a Declaração Universal de DH’s.

a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível. nos termos da lei. Sendo assim. Ele precisa de 10 ratificações para entrar em vigor. Essa vertente foi a que mais influenciou o Brasil. Objetivos da Convenção • Proibir a discriminação. prevendo um projeto de petições individuais (para denúncias dos particulares) para esse 2º pacto. ele é deficitário. XLII . que traz um conceito bem amplo de discriminação racial. Sociais e Culturais é. mas somente o Equador (em 2010) o ratificou. CONVENÇÃO INTERNACIONAL SOBRE TODAS AS FORMAS DE ELIMINAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO RACIAL: Ela é do Sistema Heterogêneo porque protege especificamente as pessoas vítimas de discriminação racial. Em 2008. Ele fiscaliza somente com base em relatório. • Promover a igualdade. exclusão. XLI a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais. Significa qualquer distinção. 43 . a ONU aprovou um projeto de Protocolo Facultativo. descendência ou origem nacional ou étnica. V. cor. 1º. Tem duas vertentes: a.Comitê sobre Direitos Econômicos. esse projeto de Protocolo Facultativo para esse 2º pacto está vagando nas boas intenções. É fundamental ler o art. sujeito à pena de reclusão. não é eficiente. CF 5º. agora. VERTENTE REPRESSIVA: reprimir a discriminação. É influência da vertente repressiva. restrição ou preferência fundadas na raça. XLI e XLII. o responsável pela fiscalização.

se as circunstâncias o exigirem. b.Mecanismo de Proteções Individuais. também o art. medidas especiais e concretas para assegurar. Mecanismos de proteção: O Comitê para Eliminação da Discriminação Racial. ele tem a mesma característica do de DH’s  é composto por 18 membros que cumprem mandato de 4 anos. cultural e outros. V. 2º. Ex: Pro-Uni. Os mecanismos de proteção são: .econômico. . 7º  exige dos Estados atitudes imediatas no combate à discriminação racial. em caso algum. ter a finalidade de manter direitos desiguais ou distintos para os diversos grupos raciais. o desenvolvimento ou a proteção de certos grupos raciais ou de indivíduos pertencentes a esses grupos.Mecanismo de Conciliação ou de Comunicações interestatais. Os Estados-partes tomarão. regime de quotas. CONVENÇÃO SOBRE A ELIMINAÇÃO DE TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO CONTRA A MULHER: 44 . como convier. Essas medidas não deverão. com o objetivo de garantir-lhes.O art. Elas devem ser mantidas até o momento em que atinjam os seus objetivos. em razão dos quais foram tomadas. VERTENTE DE PROMOÇÃO: promover a igualdade. depois de alcançados os objetivos. o pleno exercício dos direitos humanos e das liberdades fundamentais. em condições de igualdade. item 2.Mecanismo de Relatório . da Convenção contra a Discriminação Racial trata das ações afirmativas ou discriminações positivas: 2. nos campos social.

O art. a expressão "discriminação contra a mulher" significará toda distinção. exclusão ou restrição baseada no sexo e que tenha por objeto ou resultado prejudicar ou anular o reconhecimento... ou b) em qualquer outra convenção. Pro Homine (ou Interpretação da Norma mais Favorável à Vítima). Artigo 4º .1.. tratado ou acordo internacional vigente nesse Estado. econômico.partes de medidas especiais de caráter temporário destinadas a acelerar a igualdade de fato entre o homem e a mulher não se considerará discriminação na forma definida nesta Convenção. 23 consagra o P. combatendo a discriminação baseada no sexo.... com base na igualdade do homem e da mulher. 1º e 4º. gozo ou exercício pela mulher. mandato de 4 anos.. mas de nenhuma maneira implicará.Para fins da presente Convenção. Artigo 23 . independentemente de seu estado civil. cultural e civil ou em qualquer outro campo. É composto por 23 membros que exercem. essas medidas cessarão quando os objetivos de igualdade de oportunidade e tratamento houverem sido alcançados. como consequência.. POR 15 MIN.) 45 . (.PROBLEMA DE INTERRUPÇÃO NO SINAL. V. Foi criado um comitê sobre Eliminação da Discriminação contra a Mulher. dos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político. Tem como objetivo garantir às mulheres o direito a igualdade.Nada do disposto nesta Convenção prejudicará qualquer disposição que seja mais propícia à obtenção da igualdade entre homens e mulheres e que esteja contida: a) na legislação de um Estado-parte ... social. Sistema Global e heterogêneo... Artigo 1º . arts. a manutenção de normas desiguais ou separadas. Prevê apenas um mecanismo de proteção (só Relatórios).É da ONU. também. A adoção pelos Estados. Há um diálogo entre as fontes do Direito..

Essa Convenção traz uma obrigação aos Estados importantíssima. mas recebe outro nome). Essa proibição inderrogável da tortura é reconhecida por vários tratados internacionais. DESUMANAS OU DEGRADANTES: Faz parte do Sistema Global. Lei 9. Fontes do Direito Internacional • Tratados internacionais • Costumes • P’s Gerais do Direito • Outras A regra é a de que não existe hierarquia entre as fontes. físicos ou mentais. informações ou confissões. E não só a tortura.455/67  o Brasil cumpriu essa obrigação de criminalização tardiamente. mas existe uma exceção: são as fontes jus cogens. A tortura é proibida em caráter absoluto. 1º) 1. que é a obrigação de tipificar o crime de tortura. como também a tortura travestida (aquele ato que. com base no P. Para os fins da presente Convenção. V. A proibição da tortura em caráter absoluta são fontes jus cogens. de 46 . dela ou de uma terceira pessoa.CONVENÇÃO CONTRA TORTURA E OUTROS TRATAMENTOS OU PENAS CRUÉIS. ou seja. são degradantes. O crime de tortura é crime permanente. produz efeitos que se prolongam no tempo. da Legalidade. Estas estão acima de todas as outras fontes do direito internacional (a proibição em caráter absoluto da tortura é fonte jus cogens). o termo "tortura" designa qualquer ato pelo qual dores ou sofrimentos agudos. STF HC 70. É uma proteção em caráter absoluto. de castigá.389.la por ato cometido. criminalizar de forma expressa o que é tortura. de forma inequívoca. Conceito de Tortura (art. é tortura. são infligidos intencionalmente a uma pessoa a fim de obter. mesmo não sendo chamado de tortura.

Extradição: é um ato bilateral entre Estados. no Estado em questão.se circunstâncias excepcionais tais como ameaça ou estado de guerra. . devolução ou extradição de uma pessoa para outro Estado quando houver razões substanciais para crer que a mesma corre perigo de ali ser submetida a tortura. . Não se considerará como tortura as dores ou sofrimentos conseqüência unicamente de sanções legítimas. 2. as autoridades competentes levarão em conta todas as considerações pertinentes. ou que sejam inerentes a tais sanções ou delas decorram.intimidar ou coagir esta pessoa ou outras pessoas. nem mesmo durante as síncopes constitucionais (são os momentos de instabilidade  intervenção federal. que tem como objetivo combater o crime. ou com o seu consentimento ou aquiescência. ou por qualquer motivo baseado em discriminação de qualquer natureza. deporta-se o estrangeiro que está irregular em nosso território.Expulsão: se dá por meio de Decreto Expulsório pelo Pres. quando for o caso. a existência. art. 3º. segue o sistema judicial (quem decide é o STF). A convenção contra a tortura é inderrogável. V. Nenhum Estado parte procederá à expulsão. art. Esse art. 1. O afastamento pode se dar por três formas: . da Rep. estado de sítio. 2. ou por sua instigação. instabilidade política interna ou qualquer outra emergência como justificação para tortura. quando tais dores ou sofrimento são infligidos por um funcionário público ou outra pessoa no exercício de funções públicas. Ele pode retornar ao território desde que regularize a sua situação. 2. O STF vem desenvolvendo 47 . V. Em nenhum caso poderão invocar. 2º. graves e maciças de direitos humanos. de atribuição da PF. item 1. item 2. inclusive. não excepciona a tortura.Deportação: é uma medida administrativa. O presente Artigo não será interpretado de maneira a restringir qualquer instrumento internacional ou legislação nacional que contenha ou possa conter dispositivos de alcance mais amplo. A fim de determinar a existência de tais razões. estado de defesa). de um quadro de violência sistemáticas.

como medida preventiva. Entenderse-á também como tortura a aplicação. com fins de investigação criminal. 1. Cada Estado Parte punirá estes crimes com penas adequadas que levem conta a sua gravidade. como meio de intimidação. Artigo 2 Para os efeitos desta Convenção. entender-se-á por tortura todo ato pelo qual são infligidos intencionalmente a uma pessoa penas ou sofrimentos físicos ou mentais. Prevê mecanismos constantes de: .uma juris bem protetora do extraditando.se-á à tentativa de tortura e a todo ato de qualquer pessoa que constitua cumplicidade ou participação na tortura. de métodos tendentes a anular a personalidade da vítima. Mecanismos 1. não será extraditado).Petições Individuais CONVENÇÃO INTERAMERICANA PARA PREVENIR E PUNIR A TORTURA (DA OEA): Art. ou a diminuir sua capacidade física ou mental. COMITÊ CONTRA A TORTURA (10 peritos que exercem mandato de 4 anos). sobre uma pessoa. 2º (conceito). O art. como pena ou com qualquer outro fim. como castigo pessoal. O art. embora não causem dor física ou angústia psíquica.Conciliação . Os atos de afastamento compulsório de estrangeiros têm limitações. O STF não extradita uma pessoa para um Estado que não respeite um devido processo legal. O mesmo aplica. 48 . Cada Estado Parte assegurará que todos os atos de tortura sejam considerados crimes segundo a sua legislação penal. 3º é um limite (se houver a possibilidade de tortura.Relatórios . 4º prevê o direito de reparação. 2.

1. Artigo 4 O fato de haver agido por ordens superiores não eximirá da responsabilidade penal correspondente. ordenem sua comissão. a OEA. *CONVENÇÃO INTERAMERICANA PARA PREVENIR. entender-se-á por violência contra a mulher qualquer ato ou conduta baseada no gênero. art. sexual ou psicológico à mulher. cometam. Mas ela prevê somente o Sistema de Relatórios. se enriquecem. instiguem ou induzam a ela. Considerando isso.no diretamente ou nele sejam cúmplices. não o façam. Arts. elaborou a Convenção. Mecanismos O órgão responsável é a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (fiscaliza o cumprimento da Convenção). dano ou sofrimento físico. 6.Art. 4º e 5º (direito inderrogável).no diretamente ou. cometam. por instigação dos funcionários ou empregados públicos a que se refere a alínea a. Objetivo de combater a violência contra a mulher. 3º (sujeito ativo): Artigo 3 Serão responsáveis pelo delito de tortura: a) Os empregados ou funcionários públicos que. As convenções se complementam. V. que cause morte. ordenem sua comissão ou instiguem ou induzam a ela. aluando nesse caráter. PUNIR E ERRADICAR A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER (CONVENÇÃO DE BELÉM DO PARÁ): Tem como objetivo combater a violência de gênero (violência perpetrada contra as mulheres). 1º. em 1994. 49 . Sistema heterogêneo. tanto na esfera pública como na esfera crivada. b) As pessoas que. podendo impedi-lo. Foi elaborada com base em um sentimento de sensibilidade social. Artigo l Para os efeitos desta Convenção.

bem como em instituições educacionais. mental e moral. de acordo com a lei. 10. 6. 7. tenha compartilhado ou não a sua residência. Essa Convenção prevê direitos para a mulher. Direito de professar a própria religião e as próprias crenças. Direito à não ser submetida à tortura. Direito à igual proteção perante a lei. Direito a ter igualdade de acesso às funções públicas de seu país e a participar nos assuntos de ordem pública. Quais direitos são esses? *Direitos das Mulheres expressamente previstos na Convenção de Belém do Pará 1. Direito à liberdade e segurança pessoais. maus-tratos e abuso sexual. serviços de saúde ou qualquer outro local. art. 5.V. É um conceito extremamente amplo. Direito de que se respeite a sua vida. sexual e psicológica: a) ocorrida no âmbito da família ou unidade doméstica ou em qualquer relação interpessoal. 1º. 50 . Direito à recurso simples e rápido perante o Tribunal. quer o agressor compartilhe. incluindo-se. tortura. prostituição forçada. e c) perpetrada ou tolerada pelo Estado ou seus agentes. onde quer que ocorra. Direito que se respeite a sua dignidade. o estupro. 4. integridade física. Artigo 2 Entende-se que a violência contra a mulher abrange a violência física. Direito de livre associação. seqüestro e assédio sexual no local de trabalho. a sua pessoa e a de sua família. Direito de viver livre de toda e qualquer forma de discriminação. Direito de toda mulher de ter uma vida livre de violência. tráfico de mulheres. 8. 3. entre outras formas. 9. entre outras formas. 2. 11. incluindo. o estupro. b) ocorrida na comunidade e cometida por qualquer pessoa. 2º: amplia ainda mais o art. abuso sexual.

SISTEMA DE PETIÇÕES INDIVIDUAIS  atribuição da Convenção Interamericana de DH’s. mental ou sensorial.Essa Convenção de Belém do Pará prevê normas de direito de aplicação imediata (art. O conceito de deficiência está no art. Então. de natureza permanente ou transitória. . Mecanismos de Proteção A OEA criou uma Comissão para Eliminação de todas as formas de discriminação contra as pessoas portadoras de deficiência. Essa Convenção prevê somente o sistema de Relatórios. Possuem dois órgãos administrativos que fiscalizam essa Convenção. São dois órgãos de natureza administrativo-política.Sistema de Aplicação Imediata.SISTEMA DE RELATÓRIOS  atribuição da Convenção Interamericana de Mulheres . Significa uma restrição física.Sistema de Aplicação Progressiva. Sistema Regional de Proteção dos DH’s 51 . 1º. 7º) e normas de direito de aplicação progressiva (art. há dois sistemas: . 8º). Mecanismos de Proteção . CONVENÇÃO INTERAMERICANA PARA A ELIMINAÇÃO DE TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO CONTRA AS PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA: É do sistema Regional Americano e do Sistema Especial.

Convenção Europeia para a proteção dos direitos humanos e das liberdades fundamentais de 1950. Sujeitos de Direito Internacional Os Estados. . Mas embora os três tenham capacidade jurídica. eles têm capacidade de atuação diferenciada. SISTEMA REGIONAL AFRICANO Baseia-se na Carta Africana de Direitos Humanos (de 1981). . Europeu (é o mais desenvolvido) e Africano (é o menos consolidado. os particulares têm capacidade bem limitada (ex: não celebram Tratados internacionais). e.Americano.Carta Social Europeia de 1965. Lembretes do Sistema Regional Europeu: Os docs.Convenção Europeia de 1949. as organizações internacionais tem uma capacidade mais restrita (ex: celebram Tratados somente relacionados com suas finalidades). Isso demonstra que esse sistema é muito mais evoluído que o nosso. Mais importantes são: . SISTEMA REGIONAL EUROPEU O Sistema Europeu prevê a possibilidade de o particular peticionar diretamente a uma corte (acesso direto aos tribunais). Os Estados têm uma capacidade de atuação muito ampla. as organizações internacionais e os particulares.Comissão Africana de Direitos Humanos e dos Povos 52 . Principais órgãos: . Principais Órgãos do Sistema Regional Europeu Corte Europeia de Direitos Humanos e Tribunal Europeu de Direitos Humanos.

Convenção Americana de DH’s (Pacto de San José da Costa Rica). Ela prima pela conciliação. COMISSÃO INTERAMERICANA DE DH’S É um órgão adm.Corte Interamericana de DH’s. Essa Comissão vem disciplinada na Convenção Interamericana de DH’s (Pacto de San José da Costa Rica). É responsável por fazer um juízo de admissibilidade das petições individuais. Está situada em Washington (EUA). tenta sempre resolver o caso de forma amigável. de natureza política.Corte Africana de Direitos Humanos e dos Povos O direito de 3ª Geração (proteção ao meio ambiente) vem previsto de forma expressa na Carta Africana de DH’s.Carta da OEA. Pode emitir medidas provisórias  são medidas que têm natureza cautelar. sem haver a necessidade de uma declaração expressa. No momento em que o Brasil ratifica a Convenção. Faz um trabalho de fiscalização dos DH’s. . Esse processamento bifásico diz que irá envolver a Comissão Interamericana e a Corte Interamericana de DH’s. composta por 7 membros. Ele se concretiza por meio de um processamento bifásico. *O principal mecanismo de proteção é o Sistema de Petições Individuais (ou de Denúncias Particulares ou de Queixas Particulares). Órgãos responsáveis pela fiscalização e monitoramento: . 53 . SISTEMA REGIONAL AMERICANO DE DH’S (OU SISTEMA INTERAMERICANO): É o sistema da OEA. automaticamente aceita as atividades da Comissão.. Baseia-se em dois docs. Básicos: .Comissão Interamericana de DH’s .

Requisitos a) Esgotamento dos recursos internos. V. (ou P. 44 do Pacto de San José da Costa Rica) peticionar/denunciar uma violação de DH’s. Item 2 (hipóteses de não aplicação das alíneas “a” e “b” acima como requisitos da denúncia). exerce e desempenha jurisdição. .quando julga. à pedido ou ex officio. 54 . . que emitirá uma Sentença Internacional. Se não foi resolvido pela Comissão. . art.pode fazer controle de convencionalidade das leis.CORTE .¹ . Ela faz um juízo de admissibilidade (alguns requisitos devem ser cumpridos.pode emitir Medidas Provisórias.exara sentenças.adota o P.sediada na Costa Rica. Visão Geral do Processo de Petições Individuais do Sistema Regional Americano (OEA): Uma pessoa. 46 do Pacto). um grupo de pessoas ou uma ONG podem (art.² ¹ A Corte estabelece ela mesma a sua competência.é composta por 7 membros. c) Que não haja litispendência internacional. Não há necessidade de advogado para o peticionamento no Sistema Americano.é um Tribunal judicial. Apresenta à Comissão Interamericana de DH’s. b) A petição deve ser proposta dentro do prazo de 6 meses. o caso pode ser remetido à Corte Interamericana. . da Competência pela Competência). . v. ² É a compatibilidade de uma lei com uma Convenção. da Competência. d) Qualificação das partes.

OBS: CLÁUSULA FACULTATIVA DE JURISDIÇÃO OBRIGATÓRIA: O Brasil aderiu a essa Cláusula em 1998. 55 . a Comissão pode emitir recomendações. solicitar medidas provisórias). “Aceitar” é um ato facultativo. acaba o processo. verificando as informações. uma vez aceito.OBS: no Sistema da OEA.a Comissão vai intimar o suposto Estado violador para prestar informações. é protocolada na Comissão. . Mas de acordo com a Revisão do Regimento Interno da Corte Interamericana. se transforma em problema judicial. os Estados tem até 3 meses pra cumprir essa recomendação.se não houver acordo. . 46). . uma pessoa/grupo de pessoas/ONG não tem previsão de acesso direto à Corte Interamericana. O Particular tem acesso direto à Corte (começar um processo diretamente)? R: Não.a Comissão fará um juízo de admissibilidade (requisitos do art. O problema adm. ela tentará uma conciliação. o processo será enviado para a Corte Interamericana de DH’s. mas.se perceber que os requisitos foram atendidos. . inclusive para acionar a competência consultiva da Corte Interamericana. Quem pode iniciar um processo diretamente na Corte: a) a Comissão Interamericana. obrigatoriamente. . tem que ir à Comissão. b) Os Estados. . . Visão Detalhada do Processo de Petições Individuais do Sistema Regional Americano (OEA): .a pet. Isso porque a OEA tem como objetivo priorizar a conciliação.caso não seja cumprida. os particulares podem se manifestar se o processo já está tramitando (para produzir provas.se houver acordo. deverá acatar as decisões da Corte.depois da recomendação.

O Pres. que foi espancado e morto em um hospital psiquiátrico. a União poderá acionar regressivamente o Estado (se a violação de DH’s veio de um Estado ou Município. . Estudar a condenação de nov2010 e ADPF 153 do STF. a vítima da violação (ou familiares. terá que ser cumprida diretamente pelo Estado brasileiro. será designada audiência. 56 . Se o Brasil não cumprir essa sentença. irrecorrível. . se morta) e o Estado violador. Tem como objetivo garantir o direito à verdade e à memória.Depois do exercício do direito de defesa. que irá notificar o próprio Pres. da Comissão que fará um juízo preliminar. terá que cumprir voluntariamente a sentença internacional (de forma sponte sua).São mais eficientes porque têm Tribunais. inapelável. O 1º caso de condenação do Brasil foi o Caso “Damião Ximenes Lopes”. Cortes. Sistema Regional . Se a União pagar indenização com base em sentença internacional. da Corte. O nome da peça é Contestação. . envia ao Secretário. Como o Brasil aceitou a jurisdição da Corte em 1998. . Essa sentença ainda não foi cumprida.Ocorrerá decisão final da corte que é uma sentença definitiva.Já judicializou a proteção dos DH’s Procedimento dentro da Corte: . entende que é precatório de natureza alimentar). os juízes.não é muito competente quanto à judicialização.Sistema Global . contestar (via AGU).Essa sentença internacional não precisa de homologação pelo STJ. ela poderá ser executada diretamente no juiz federal e vai pro regime de precatórios (o prof.A Comissão encaminha a denúncia ao Pres. em 4 meses. .O Estado será notificado para. .

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