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ESTATUTO DA SOCIEDADE “IRMÃOS DE

FÉ”

CAPÍTULO I – Da denominação, sede, duração e fim

Artigo 1º: A sociedade “Irmãos de Fé” é uma sociedade religiosa cristã com
prazo de duração indeterminado, sede e foro na cidade de São José do Rio
Preto, Estado de São Paulo, na rua Oswaldo Cruz nº 1522, Parque Industrial.

Artigo 2º: A sociedade “Irmãos de Fé” tem como finalidade:

a) Praticar o Evangelho de Jesus Cristo, divulgando-o através de pregações


e de outros meios de comunicação, sob a ótica da Doutrina do Cristo e
de Paulo , com o apoio da Doutrina dos Espíritos codificada por Allan
Kardec, contribuindo para o desenvolvimento moral e intelectual do ser
humano.

b) Construir e manter, dentro dos recursos disponíveis, creches, orfanatos,


hospitais, enfermarias, asilos, abrigos coletivos, sanatórios para repouso
e cura de doenças mentais, bem como locais apropriados para a
assistência espiritual, auxílio e conforto, pela imposição de mãos e
oração.

c) Promover campanhas de arrecadação de gêneros alimentícios, produtos


para higiene, roupas, calçados e medicamentos, para distribuição
gratuita, envidando esforços para reduzir a miséria, a fome e a
indigência.

d) Manter e organizar, na medida do possível, salas ou cursos especiais


para a instrução moral, intelectual e filosófica da infância e juventude.

e) Organizar uma biblioteca nas dependências do templo, com obras


ligadas à história do Cristianismo, aos seus princípios e conseqüências,
franqueadas à população.

f) Organizar e manter, nas dependências do templo, cursos voltados a


instrução moral, intelectual e filosófica de adultos interessados em
conhecer as raízes históricas do Cristianismo, seus fundamentos
religiosos e aplicações na vida do homem moderno.

g) Promover reuniões de estudos voltadas para a juventude, a fim de


instruí-la moral e filosoficamente, contribuindo para a formação do
caráter dos jovens e desenvolvimento do espírito de cidadania.

h) Fomentar o interesse da população pelo Cristianismo, demonstrando a


equidade dos seus princípios e de como a doutrina de Jesus Cristo
contribuiu e continuará contribuindo para a formação moral do homem
de bem.

i) Despertar maior atenção na população para com a solução dos


problemas relacionados com a assistência social, bem como aqueles
relativos à sobrevivência da alma após a morte, a evolução do Espírito e
a responsabilidade de cada cidadão com seu próximo e com sua pátria.

Parágrafo único: É proibido realizar qualquer atividade político-partidária, ou


outra que contrarie os postulados do Cristianismo, nas dependências da
“Irmãos de Fé”.

Capítulo II – Dos meios, formação e ação

Seção I - Dos recursos financeiros

Artigo 3º: Os recursos financeiros da sociedade “irmãos de Fé” serão


provenientes de:

a) Contribuições regulares de membros colaboradores;


b) Vendas de livros, fitas de áudio e vídeo, CD e DVD;
c) Arrecadações oriundas de eventos beneficentes;
d) Doações feitas pela população;
e) Subvenções de poderes públicos;
f) Subvenções de instituições particulares.

Artigo 4º: As contribuições de membros colaboradores deverão ser


realizadas mensalmente, formando, assim, o Caixa financeiro da instituição

Parágrafo 1º: Os recursos provenientes das contribuições supra-citadas


serão utilizados para a manutenção do templo e de obras doutrinárias e
assistenciais.

Parágrafo 2º: Somente ficarão isentos desta contribuição os casos de


exceção.

Parágrafo 3º: Os administradores da instituição ficarão encarregados de


estabelecer as exceções, os valores mínimos das contribuições de cada
membro colaborador, as cotas beneficentes e outros.

Parágrafo 4º: Os administradores da instituição deverão apresentar o


balancete bimestral do fluxo financeiro da entidade e dos recursos
provenientes das contribuições e de outras fontes, assim como de seus
gastos.

Seção II – Do patrimônio social

Artigo 5º: O patrimônio da sociedade “Irmãos de Fé” é constituído de todos


os bens móveis e imóveis, direitos creditórios e valores contabilizados em
sua escritura, e os que venham a ser escriturados, qualquer que seja a sua
forma de aquisição.
Artigo 6°: Todos os imóveis serão inalienáveis ou não, podendo ser
onerados em casos excepcionais, devidamente autorizados pela Diretoria
Executiva e Assembléia Geral especialmente convocada para tal fim.

Artigo 7º: Os valores móveis poderão ser trocados, vendidos, adquiridos ou


doados, sob a aprovação de pelo menos 2/3 (dois terços) da Diretoria
Executiva e Assembléia Geral, em reunião especialmente convocada para
este fim.

Artigo 8º: Na hipótese, de dissolução da sociedade “Irmãos de Fé”, todos


os bens móveis e imóveis deverão ser vendidos e transformados em moeda
corrente do país. A quantia apurada será utilizada para a compra de bens a
serem distribuídos aos pobres e necessitados. Todas estas operações
deverão ser fiscalizadas por uma comissão designada pela Diretoria
Executiva, que deverá prestar contas dos valores movimentados e dos
gastos executados.

Parágrafo único: A dissolução da “Irmãos de Fé” se dará com a aprovação


de 2/3 (dois terços) dos conselheiros, diretores e associados presentes à
Assembléia Geral, especialmente convocados para este fim.

Seção III – Dos direitos e deveres dos associados.

Artigo 9º: A sociedade “Irmãos de Fé” receberá associados e


colaboradores, sem distinção de sexo, nacionalidade, convicções políticas,
cor ou credo religioso, respeitadas, entretanto, as normas deste Estatuto, as
regras constituídas para este fim e a legislação vigente.

Artigo 10: A Assembléia Geral, órgão superior de administração da


entidade, será constituída por todos os sócios em pleno gozo dos seus
direitos estatutários.

Parágrafo único. A Assembléia Geral será presidida pelo Presidente da


Associação, que terá o voto de qualidade em caso de empate nas votações.

Artigo 11: Haverá dois tipos de membros associados: os Membros em


Experiência e o Membro Efetivo.

Parágrafo 1º: Os Membros em Experiência serão avaliados por um período


de seis meses e poderão participar das Assembléias Gerais ou
administrativas, mas não terão direito a voto. Findo este prazo, o candidato
será admitido na sociedade como Membro Efetivo ou afastado do Quadro
Administrativo, temporária ou definitivamente.

Parágrafo 2º: Os Membros Efetivos terão direito a voto durante as


Assembléias Gerais administrativas quando da tomada de decisões.
Poderão, ainda, candidatar-se a postos da Diretoria Executiva da sociedade.

Artigo 12: São deveres dos Membros Efetivos:


a) Estudar a Bíblia Sagrada, com apoio da Doutrina dos Espíritos (Obras de
Allan Kardec), esforçando-se por praticar os ensinamentos nela
constantes nas diversas circunstâncias da vida;
b) Desempenhar com amor, dedicação, paciência e esperança as tarefas
que lhe forem confiadas nas Obras da “Irmãos de Fé” ou fora dela;
c) Tudo fazer para que seja cumprida a missão de que a “Irmãos de Fé” foi
investida, incluindo o progresso dos homens em geral;
d) Sempre que convocados, deverão comparecer às Assembléias Gerais a
fim de auxiliar nas decisões a serem tomadas pela administração do
templo;
e) Colaborar nas atividades assistenciais, doutrinárias e na manutenção do
templo da “Irmãos de Fé”;
f) Contribuir mensalmente com o Caixa Financeiro da “Irmãos de Fé”.

Artigo 13: São direitos dos Membros Efetivos:

a) Receber ajuda moral, espiritual e material da “Irmãos de Fé”, quando


possível e necessário, segundo as normas administrativas, doutrinárias e
de bom senso geral;
b) Votar e ser votado para o quadro de diretores da “Irmãos de Fé”, na
forma prevista neste Estatuto;
c) Recorrer para a convocação da Assembléia Geral, com a apresentação
de requerimento assinado por 30% (trinta por cento) dos Membros
Efetivos, para tratar de assuntos que envolvam a própria
responsabilidade ou que vise o bem da comunidade.

Artigo 14: Cabe à Assembléia Geral:

I. eleger e dar posse aos integrantes do Diretoria;

II. aprovar o Regimento Interno e outros atos normativos propostos pela


Diretoria;

III. sugerir à Diretoria as providências que julgar necessárias ao interesse


da Associação;

IV. deliberar sobre a conveniência da aquisição, alienação ou oneração de


bens pertencentes à Associação;

V. autorizar a realização de acordos, contratos e convênios que constituam


ônus, obrigações e compromissos para a Associação;

VI. deliberar sobre proposta de absorção ou incorporação de outras


entidades à Associação;

VII. decidir sobre a reforma do presente estatuto;


VIII.deliberar sobre a extinção da Associação;
IX. decidir os casos omissos neste Estatuto.
Parágrafo único. Excepcionalmente, por motivo de urgência, os casos
omissos poderão ser decididos pelo Diretoria ad referendum da Assembléia
Geral.

Artigo 15: O membro da sociedade “Irmãos de Fé”, cuja conduta tornar-se


inconveniente aos propósitos da comunidade, poderá ser dela afastado, em
caráter temporário ou definitivo.

Parágrafo único: Os membros afastados conforme o caput deste artigo,


poderão recorrer na Assembléia Geral subseqüente ao fato.

CAPÍTULO III – Das eleições, dos mandatos e das reuniões

Artigo 16: Nas assembléias para a eleição da Diretoria Executiva, somente


os Membros Efetivos terão direito a voto.

Artigo 17: Para fazer parte da Diretoria da “Irmãos de Fé” é necessário que
o candidato tenha no mínimo 5 (cinco) anos de admissão como Membro
Efetivo.

Artigo 18: O mandato da Diretoria Executiva será de 5 (cinco) anos, sendo


permitida sua recondução em parte ou no todo.

Artigo 19: As reuniões da Diretoria Executiva realizar-se-ão a cada 2 (dois)


meses, sem data fixa, ou em menor período, de acordo com as
necessidades administrativas.

Parágrafo único: Na ausência do Presidente nas reuniões da Diretoria


Executiva, ou nas Assembléias Gerais, o Vice-Presidente assumirá a
Presidência sem necessidade de procuração escrita, e poderá, por este,
assinar nos assuntos relativos à sessão.

CAPÍTULO IV – Das Assembléias Gerais

Artigo 20: A Assembléia Geral é o poder soberano na sociedade “Irmãos de


Fé”.

Parágrafo 1º: As Assembléias Gerais serão convocadas a cada 4(quatro)


meses ou, se necessário, em menor período.

Parágrafo 2º: A Assembléia Geral Ordinária se reunirá a cada 4(quatro)


meses para conhecimento e análise das atividades do último período
administrativo e planejamento do próximo.

Parágrafo 3º: A Assembléia Geral Extraordinária reunir-se-á em qualquer


oportunidade, mediante convocação do Presidente, em nome da Diretoria
Executiva, ou pela maioria desta, na recusa daquele, ou requerimento
assinado por 30%(trinta por cento) dos Membros Efetivos, para tratar de
assuntos de interesse geral da comunidade.
Parágrafo 4º: A votação nas Assembléias Gerais poderá ser por aclamação
ou por escrutínio secreto.

Artigo 21: Todas as Assembléias Gerais deverão ser convocadas com


antecipação mínima de 30(trinta) dias, designando-se a data, local e horário
da reunião A convocação será feita por avisos diretos aos Membros Efetivos.

CAPÍTULO V – Administração e Conselho Fiscal

Seção I – Da Administração

Artigo 22: A sociedade “Irmãos de Fé” será administrada por uma Diretoria
Executiva composta de: um Presidente, Vice-Presidente, 1º Secretário, 2º
Secretário, 1º Tesoureiro e 2º Tesoureiro.

Parágrafo 1º: Caberá à Diretoria Executiva planejar as atividades


administrativas, doutrinárias e assistenciais, distribuindo-as entre os
Membros Efetivos.

Parágrafo 2º: O Presidente da “Irmãos de Fé” responderá pela instituição em


juízo ou fora dele.

Parágrafo 3º: Os membros da Diretoria Executiva não respondem pelas


obrigações sociais da “Irmãos de Fé”.

Artigo 23: Cabe à Diretoria Executiva:

I. administrar a sociedade “Irmãos de Fé”, assim como redigir, se


necessário, regimentos internos para o funcionamento das reuniões de
estudos e eventos;
II. contratar funcionários, quando necessário, para o competente
funcionamento das Obras da “Irmãos de Fé”;
III. zelar pelo patrimônio material da “Irmãos de Fé”.

Artigo 24: Na administração da sociedade “Irmãos de Fé”, sempre que


necessário, cabe:

I. ao Vice-Presidente substituir o Presidente;


II. ao 2º Secretário substituir o 1º Secretário;
III. ao 2º Tesoureiro, substituir o 1º Tesoureiro.

Artigo 25: Haverá designação de serviços e postos diretivos aos membros


da Diretoria Executiva.

Artigo 26: A tarefa de administrar as atividades religiosas da “Irmãos de


Fé” estará a cargo do Presidente da instituição.

Seção II – Do Conselho Fiscal

Artigo 27: O Conselho Fiscal (CF) será composto por 3(três) Membros
Efetivos, eleitos juntamente com a Diretoria Executiva, para mandato igual
ao da mesma.

Artigo 28: São funções do Conselho Fiscal:


I. Emitir parecer relativo à condição financeira da instituição, por ocasião
de transações financeiras;
II. Emitir parecer sobre relatórios, balanços e contas, relativas ao exercício;
III. Fiscalizar periodicamente a contabilidade da instituição.

CAPÍTULO VI –Das disposições gerais

Artigo 29: É proibido a qualquer membro da “Irmãos de Fé” empregar o


nome desta para fins estranhos aos seus objetivos.

Artigo 30: O presente Estatuto poderá ser alterado, sendo inalterável,


porém, em qualquer reforma, sua natureza cristã.

Artigo 31: Qualquer alteração estatutária será válida com a aprovação de


2/3 (dois terços) dos diretores e Membros Efetivos presentes à Assembléia
Geral convocada especialmente para este fim.

São José do Rio Preto, .... de Agosto de 2008.

Assinam:

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Presidente: Marco Antonio Nogaroto

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Primeiro Secretário:

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Advogado: