Procedimento operacional padrão – POP Elaborado em: 18 de novembro de 2011 Revisado em: 18 de novembro de 2011 Folha (s): 1/3 Referente a Elementos Anormais de Sedimentoscopia

(EAS) Este POP descreve, padroniza, define e estabelece os requisitos necessários para a realização de Urinalise – Exame de Urina pela necessidade de padronização e controle de qualidades Especificação O exame de urina é um pratico e preciso meio de avaliação da função renal do organismo humano, sendo portanto, um elemento de diagnostico no estudo das patologias renais e afins, através da coleta da urina. Materiais e Equipamentos • • • • • • • • • • • • Laminas Lamínulas Recipientes contendo hipoclorito a 1% Luvas de Procedimento Pincel Gaze Estante para tubos Tubos de ensaio Tubos para centrifugação Centrifuga Microscópio Kits para analise devidamente registrados pelos órgãos competentes e Ministério da Saúde

Recursos Humanos • • • Técnico de laboratório Técnico de Patologia Clinica Responsável Bioquímico

Cuidados com a saúde e segurança no trabalho Obrigatório a utilização de Equipamentos de Proteção Individual – EPI:

muco e tricomonas. Procedimento: Deve obedecer a norma brasileira para exame de urina Contar os elementos figurados em campos microscópios e calcular a media e expressar os resultados vistos. Os leucócitos e as hemácias devem ser observadas com aumento na 100X e média dos resultados expressos como por campo microscópico. anotando a media. numerosas e maciças • • • • Raras – até 3 elementos por campo Algumas – 4 a 10 por campo Numerosas – acima de 10 por campo Maciça – valores nos quais o campo esta tomado por elementos figurados. As células epiteliais e cilindros devem ser observados com o aumento de 100X. nem deformação dos cilindros.• • • • • Jaleco Luva de procedimento Mascara descartável Gorro Sapato fechado Procedimento e execução Preparo da amostra Homogeneizar a urina e separar uma alíquota. Homogeneizar bem o sedimento de forma e passar uma gota na lamina de vidro. com a objetiva de 10X e com condensador baixo. calcular a media e expressar o numero de elementos por campo microscópico. Caso a urina apresente turbidez devido a uratos. Passar para objetiva de 40X. . Desprezar o sobrenadante de modo que o sedimento permaneça com 1ml de volume final. dissolve – los por aquecimento. Espalhar o sedimento de forma uniforme e cobri-lo com uma lamínula de vidro evitando formação de bolhas. levantar um pouco o condensador e efetuar a contagem por campo microscópico. a 2000 r. aumentar a intensidade da luz no condensador. algumas. evitar centrifugação demorada para não causar compactação dos elementos. Verificar a distribuição dos elementos e a presença de cilindros.p. impedindo a visualização dos elementos.m. e a média dos resultados expressas como raras. Transferir 10 ml da urina para tubo de ensaio cônico graduado e centrifugá-lo. por 5 minutos. Os cilindros costumam ficar nas bordas da lamínula. Levar ao microscópio e percorrer toda a lamina. Por campo microscópico – observar 10 campos.

Por mililitro – observar no mínimo 10 campos microscópicos. ausente para valores se bacteriúria. Controle de Revisões Revisão Numero 01 Elaborado Bioquímico Data 18/11/2011 Verificado Farmacêutico Responsável Aprovado Responsável técnico . Descarte de Material O material não deve ser descartado na pia. para valores moderados entre 11 a 99 por campo a (400x) – bacteriúria moderada. deve-se obedecer ao descarte definido pelo PGRSS – Plano de Gerenciamento de Resíduos em Serviço de Saúde. e produtos como reagente e kits de urinalise devem ser descartados separadamente para posterior tratamento como incineração. multiplicando pelo fator de 5040. calcular a média e expressar o numero de elementos por mililitro. desligar. leveduras. Hematúria maciça – quando o campo estiver tomado por um dos elementos figurados. espermatozóides e trichomonas seguir o mesmo critério das células epiteliais. Todo o material biológico deve ser descartado em vaso sanitário separado escrito descarte de material. impedindo a visualização dos outros elementos. cristais. Para bactérias adotar para valores acima de 99 por campo a (400x) – bacteriúria aumentada. limpar e guardar equipamentos e matérias após a conclusão do procedimento. com auxilio de desinfetantes e produtos para desinfecção da banca e vidrarias autoclavadas. para valores de 1 a 10 por campo (400x) – raras. Outros elementos. O local e trabalho deve estar sempre limpo durante e após as atividade. como muco. O descarte dos EPI’s em local apropriado. impedindo a visualização dos outros elementos.• • • Piúra maciça – quando o campo estiver tomado por um dos elementos figurados.

define e estabelece os requisitos necessários para a realização de Parasitológico – Exame de fezes pela necessidade de padronização e controle de qualidades Especificação O exame de urina é um pratico e preciso meio de avaliação da função renal do organismo humano. um elemento de diagnostico no estudo das patologias renais e afins. sendo portanto. através da coleta do material. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS • • • • • • • • • • • • • Laminas Lamínulas Recipientes contendo hipoclorito a 1% Luvas de Procedimento Pincel Gaze Estante para tubos Tubos de ensaio Tubos para centrifugação Centrifuga Microscópio Kits para analise devidamente registrados pelos órgãos competentes e Ministério da Saúde Lugol RECURSOS HUMANOS • • • Técnico de laboratório Técnico de Patologia Clinica Responsável Bioquímico CUIDADOS COM A SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO . padroniza.Procedimento operacional padrão – POP Elaborado em: 18 de novembro de 2011 Revisado em: 18 de novembro de 2011 Folha (s): 1/5 REFERENTE A EXAMES PARASITOLÓGICOS Este POP descreve.

repetindose a operação se necessário. terra. nunca pipetar com a boca. caso ocorra contato de sangue com o globo ocular. devem ser sempre que possível utilizadas fezes recentemente emitidas ou preservadas por conservadores apropriados isentas de contaminantes tais como urina. Sempre que ocorrer contaminação com fezes em superfícies do laboratório. logo após o acidente lave a área várias vezes com água e sabão neutro. ou formaldeído a 5 %. com o auxílio de espátulas. PESQUISA COPROPARASITOLÓGICA COLETA DO MATERIAL FECAL Para obtenção de melhores resultados.Obrigatório a utilização de Equipamentos de Proteção Individual – EPI: • • • • • Jaleco Luva de procedimento Mascara descartável Gorro Sapato fechado Cuidados adicionais: Nunca utilizar vidrarias danificadas (rachadas. ou no caso de impossibilidade. evitando área cutânea do braço descoberta. isento de impurezas para tal coleta e posterior transferência da amostra fecal par o mesmo. limpar a área com gaze embebida na mesma solução. incinerar ou colocar em solução descontaminante as amostras clínicas e resíduos fecais de exame. lave várias vezes com grandes quantidades de água. lâminas de microscopia. um para cada tipo de material. contendo solução de hipoclorito de sódio a 1 %. ACONDICIONAMENTO . cobrir qualquer lesão com curativos que impeçam contado desta superfície corporal com possíveis materiais que contenham agentes contaminantes. pipetas descartáveis e vidrarias contendo as amostras clínicas. Utilizar jaleco de manga longa. se possível. para utilizar plástico ou papel. deve ser colocada no local solução hipoclorito de sódio a 1 % através de bomba de esguicho e após alguns minutos. Empregar pipetas automáticas ou peras de aspiração. lascadas ou estilhaçadas). implantar sistema de esgoto específico para laboratórios que manipulam fezes. enemas e outros. O fornecedor da amostra fecal deve ser instruído coletar o material ou diretamente no recipiente. por corte ou contato superficial. em caso de contaminação da pele com sangue. Introduzir cuidadosamente em recipientes.

sexo. objetivos e outras peculiaridades da pesquisa tais como distância e transporte. O uso de substâncias de ação purgativa como o sulfato de sódio deve se restringir aos casos de suspeita de parasitismo por protozoários intestinais principalmente por Entamoeba histolytica. outros possíveis dados de importância.trabalhos de campo). Quando o material fecal se apresentar aquoso ou amolecido. hora da coleta. os últimos de enorme utilidade em pesquisa quando o número de amostras coletadas for grande. IDENTIFICAÇÃO Deve ser feita por preenchimento de etiquetas coladas aos recipientes acondicionantes com lápis ou caneta esferográfica colocando-se o nome. o que determina quando o material é . existe a possibilidade de serem encontrados trofozoitas de amebídeos que apresentam grande labilidade de conservação. Pacientes que tenham sido submetidos à utilização de contrastes para estudos radiológicos de sistema digestivo até 7 dias após este procedimento. deve ser respeitada a quantidade mínima de 20 g que possibilitará a feitura de várias técnicas ou em caso de dúvida a repetição dos exames o que determinará uma maior margem de segurança diagnostica. CONSERVAÇÃO Quando não for possível a entrega do material no máximo. É conveniente também. podem ser utilizados conservantes químicos numa proporção de 2 a 3 partes para cada 1 de fezes. poderemos utilizar vários tipos de acondicionantes que variam desde embalagens plásticas de filmes fotográficos. idade. o fornecimento de duas espátulas descartáveis. o mesmo pode ser guardado temporariamente em refrigerador até por 12 h ou então.Dependendo da disponibilidade de material.e. número do prontuário (caso exista) e como complemento. potes de boca larga como os de comida industrializada de crianças até sacos plásticos (P. algumas horas após sua eliminação. por isso denominada amostra. frascos plásticos vendidos para tal fim. pois eliminam o espaço morto entre as diversas amostras. representada pelos seguintes períodos: 2-5 h a 37º C. data. É importante ressaltar que o uso de óleos vegetais pode determinar a formação de glóbulos de gordura e o bismuto e o magnésio podem acarretar formação de cristais e conseqüente alteração da morfologia dos trofozoítas nas dejeções. para facilitar a colocação da amostra fecal no recipiente. 6-16 h a 20-25º C e 48-96h a 5º C. apresentam fezes impróprias para as técnicas de coprodiagnóstico parasitário QUANTIDADE MÍNIMA ACONSELHÁVEL Como as técnicas coproparasitologicas se baseiam na análise de possíveis estruturas parasitárias em parte das fezes eliminadas.

especialmente em fase crônica das infecções. histolytica onde algumas vezes ocorre pico de eliminação de cistos de 7 em 7 até 10 em 10 dias. álcool polivinilico. é outro elemento fundamental para limpeza do meio ambiente de trabalho em caso de possível contaminação deste. para estruturas parasitárias que não sejam formas trofozoíticas. CUIDADOS QUE DEVE TER O MANIPULADOR Pelo risco potencial da ocorrência de transmissão de vários patógenos pela manipulação fecal. sendo conveniente que se faça a coleta no próprio . MÉTODOS COPRO-PARASITOLÓGICOS EXAME DIRETO As fezes devem ser coletadas no tempo mais próximo possível da execução do exame. o que pode indicar processo ulcerativo intestinal. álcool a 70 % ou hipoclorito a 1 %. trocando-a ou o seu par se ocorrer suspeita ou rompimento. a utilização de fixador/conservador onde se destacam: Solução de Schaudinn. Esta estratégia é importante. o exame microscópico do material fecal deve assinalar a presença de possíveis elementos indicadores de anormalidades intestinais como exemplificado pelo achado de células epiteliais em grande número associadas com hemácias. é fundamental que se use obrigatoriamente luvas para procedimentos durante toda seqüência diagnóstica.coletado na residência. A maioria das soluções conservantes tem em sua formula o formol. como é o caso das espécies do gênero Taenia que podem ficar até 3 dias sem eliminar proglotes e de E. pois tanto protozoários como helmintos podem não serem eliminados regularmente nas fezes. ocorrendo assim períodos de baixa ou não eliminação de estruturas parasitárias. coletando-se de 2 a 4 amostras de preferência em frascos individuais contendo conservante e uma última amostra com fezes frescas (sem conservante) eliminada horas antes da chegada ao laboratório..Outro elemento de relevância é o encontro de numerosos leucócitos que sugere processo infeccioso. de forma isolada ou associada a outros produtos químicos. Outros conservantes. são também utilizados quando tentando aumentar a chance diagnostica. SAF e solução de Bouin. fenômeno que pode determinar negatividade nas pesquisas em alguns dos dias de exame. grande contaminação da mesma ou quando se for examinar microscopicamente as preparações em lâmina. EXAME MICROSCÓPICO Além da pesquisa de estruturas parasitárias. possivelmente de origem bacteriana. totalizando 3 a 5 amostras. O uso de recipiente tipo borrifador com álcool iodado a 70 %.

Controle de Revisões Revisão Numero 01 Data 18/11/2011 . cobrindo-se em seguida com lamínulas 22 x 22 mm. com auxilio de desinfetantes e produtos para desinfecção da banca e vidrarias autoclavadas. obrigatoriamente deve se proceder a coloração pela hematoxilina férrica. flagelados e ciliados ainda apresentando mobilidade.5 g). 02. O descarte dos EPI’s em local apropriado. do local que contenha muco. Pode-se acrescentar em um dos locais pequena quantidade de solução fisiológica aquecida a aproximadamente 370 C. colocando em 2 pontos distintos de uma lâmina. O local e trabalho deve estar sempre limpo durante e após as atividade. deve-se obedecer ao descarte definido pelo PGRSS – Plano de Gerenciamento de Resíduos em Serviço de Saúde. OBS. Examinar em objetiva de pequeno aumento (aproximadamente 10 X) e em caso de campo suspeito utilizar objetiva de médio aumento (aproximadamente 40 X). após sua eliminação. já que as estruturas parasitárias se concentram desproporcionalmente em diferentes locais nas fezes. Coletar com palito pequena quantidade de fezes (aproximadamente 0. limpar e guardar equipamentos e matérias após a conclusão do procedimento. Todo o material biológico deve ser descartado em vaso sanitário separado escrito descarte de material. principalmente nas que apresentarem muco. Em fezes moldadas este cuidado não se torna necessário. No caso de fezes moldadas só é necessária uma coleta podendo-se utilizar a solução parasitológica de Lugol. O material não deve ser descartado na pia. É recomendável a retirada de material de pontos diferentes da amostra fecal. Caso sejam encontrados trofozoítas de amebídeos. FUNDAMENTO: Retirada direta e posterior estudo de pequenas amostras fecais. ou no máximo de 20 a 30 min. para que se possa pesquisar trofozoítas de amebídeos. tricrômico ou outras colorações menos utilizadas.laboratório. desligar. coletadas de pontos diferentes e quando existente. pois praticamente não são evidenciados trofozoítas. PROCEDIMENTO TÉCNICO 01. e produtos como reagente e kits de urinalise devem ser descartados separadamente para posterior tratamento como incineração. sendo os primeiros os mais sensíveis aos fenômenos post-mortem. sendo no outro ponto adicionada pequena quantidade de solução parasitológica de Lugol ou de azul de metileno tamponada.

Elaborado Bioquímico Verificado Farmacêutico Responsável Aprovado Responsável técnico .

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