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SOCIEDADES COOPERATIVAS
Lúcia Young

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Legislação Básica
A sociedade cooperativa reger-se-á pelo disposto no Novo Código Civil Brasileiro, arts. 1.093 a 1.096, o qual, todavia, expressamente ressalva a aplicação da legislação especial. Lei 5.764/1971 – Regime Jurídico do Cooperativismo

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de proveito comum. Sociedade de pessoas sem fins lucrativos (ser humano é mais importante que o capital que possua). com gênero próprio (acervo doutrinário específico. Por visarem um atividade econômica são classificadas como sociedades.Sociedades Cooperativas Exercício de uma atividade econômica. 3 . porém. com categoria própria). sem objetivo de lucro.

4 .Sociedades Cooperativas Não estão sujeitas à falência. Natureza civil (sociedades simples) Registradas nas Juntas Comerciais constituídas para prestar serviços aos associados. Possuem forma e natureza jurídica próprias.

Sociedades Cooperativas Valores da Sociedade Cooperativa: Auto-ajuda Auto-responsabilidade Democracia Igualdade Solidariedade. 5 .

inciso IV). 1.Sociedades Cooperativas Intransferibilidade de quotas do capital a terceiros estranhos à sociedade. 6 .094. art. ainda que por herança (NCC/2002.

7 .Estatuto Social O estatuto social deve estabelecer o modo e o processo de alienação ou oneração de bens imóveis da sociedade.

entre estes e aquelas e pelas cooperativas entre si quando associadas. ao definir atos cooperativos como aqueles praticados entre as cooperativas e seus associados. 8 .Ato Cooperativo O Parecer Normativo COSIT 38/80 reafirma o conceito fornecido pela lei. para a consecução dos objetivos sociais.

9 .Ato Não-Cooperativo Atos não-cooperativos são aqueles cuja prática é permitida pela legislação. mas que estão sujeitos à tributação regular dos resultados e à escrituração em separado.

deve ser oferecido à tributação juntamente com os resultados das operações com não-associados. mediante seu cômputo em separado. (PN CST 04/1986) 10 .Aplicações Financeiras O Fisco entende que o resultado positivo obtido com as aplicações financeiras não são decorrentes de atos cooperativos e. mesmo em caso de prejuízo contábil no balanço nas operações com associados. por este motivo.

.0% para aplicações com prazo acima de 180 dias.0% para aplicações com prazo de 181 até 360 dias. .5% para aplicações com prazo de 361 até 720 dias. Fundos de ações: .5% para aplicações com prazo de até 180 dias. Aplicações em renda variável: . Fundos de curto prazo: . em geral: . .15%. 11 .Aplicações Financeiras Fundos de longo prazo e aplicações de renda fixa. .5% para aplicações com prazo de até 180 dias.17.005%.22.20.0% para aplicações com prazo acima de 720 dias.20.22.15.0.

Operações das Cooperativas Os resultados das operações das cooperativas com não associados serão levados à conta do Fundo de Assistência Técnica. 12 . Educacional e Social – FATES. de modo a permitir cálculo para incidência de tributos. e serão contabilizados em separado.

182) 13 .IRPJ Em princípio.000/99. sem objetivo de lucro (Decreto 3. art. as sociedades cooperativas que obedecerem ao disposto na legislação específica não têm incidência do Imposto de Renda sobre suas atividades econômicas de proveito comum.

tais sociedades ficam obrigadas ao pagamento do Imposto de Renda calculado sobre os resultados positivos das operações e das atividades estranhas à sua finalidade (atos não cooperativos).IRPJ No entanto. 14 .

15 .Segregação Contábil As sociedades cooperativas que gozam da não-incidência do Imposto de Renda sobre o resultado de atos cooperativos próprios de suas finalidades devem destacar em sua escrituração contábil as receitas e os correspondentes custos. despesas e encargos relativos aos atos não cooperativos. a fim de apurar o lucro a ser oferecido à tributação (PN CST 73/75).

art. 39: a) as sociedades cooperativas que obedecerem ao disposto na legislação específica que as rege. ficam isentas da CSLL. não se aplica às sociedades cooperativas de consumo. 16 .Contribuição Social sobre o Lucro CSLL De acordo com a Lei 10. b) a isenção referida acima. relativamente aos atos cooperativos.865/04.

com exclusões da base de cálculo previstas pela Medida Provisória 2. Para as cooperativas de produção agropecuária e as de consumo aplicam-se as regras da não cumulatividade do PIS e da COFINS.PIS As cooperativas deverão pagar o PIS sob duas modalidades (IN SRF 635/05): 1) PIS sobre folha de pagamentos: aplicando-se a alíquota de 1% sobre a folha de pagamento mensal de seus empregados.1999.65%.158-35/2001. 2) PIS sobre faturamento: calculado à alíquota de 0. 17 .15. a partir de 01.11. art.

Cooperativas de crédito: COFINS 4%.1999 (Ato Declaratório SRF 88/99). para as cooperativas de produção agropecuária e as de consumo. com as exclusões e isenções e demais procedimentos na base de cálculo válidos tanto para o PIS quanto para a COFINS. estas estarão sujeitas à COFINS não cumulativa (7. No entanto.6%).11. as cooperativas deverão recolher a COFINS sobre a receita bruta.COFINS Desde de 01. 18 .

ou seja. aquelas que tenham por objeto a compra e o fornecimento de bens aos consumidores.000/99.01. as sociedades cooperativas de consumo. estão sujeitas às mesmas normas de incidência dos impostos e contribuições de competência da União. 184. arts.1998. II. Decreto 3. sejam estes associados ou não.Cooperativa de Consumo Desde 1º. 19 . aplicáveis às demais pessoas jurídicas (Lei 9. 69 e 81. art. e ADN Cosit 4/19).532/97.

da Lei Complementar 123/06. 20 . no parágrafo 4º. inciso VI.Simples Nacional As Cooperativas (exceto as de consumo) não poderão aderir ao Simples Nacional. conforme o disposto no artigo 3º da Lei.

Lucro Presumido As sociedades cooperativas. também poderão optar pela tributação com base no lucro presumido. Cooperativas de crédito são obrigadas à tributação pelo lucro real. 21 . desde que não se enquadrem nas condições de obrigatoriedade de apuração do lucro real.

Tributação Cooperativas com Atos Cooperados: Isentas de IRPJ Isentas de CSLL PIS 1% sobre folha de pagamentos PIS sobre faturamento COFINS sobre faturamento 22 .

23 .Tributação Cooperativas com Atos Não-Cooperados: IRPJ (lucro real/presumido) CSLL (lucro real/presumido) PIS sobre faturamento COFINS sobre faturamento Tributa-se o ganho de capital em 15% de IRPJ e 9% da CSLL.

4). por isso.Ganho de Capital As seguintes receitas decorrem de atos não cooperativos e. ganhos de capital na alienação de bens do ativo e quaisquer outros alheios ao objeto social (PN CST 155/73 e 38/80 – item 2. 24 . são tributáveis: aluguéis recebidos. rendimentos de aplicações financeiras (PN CST 4/86).

não está abrangido pela não-incidência do Imposto de Renda previsto para os atos cooperativos. por se identificar em ato não-cooperativo. 25 .Venda de Bens do Ativo Permanente O lucro decorrente da alienação de imóvel do Ativo Permanente da cooperativa.

amortização ou exaustão) = Ganho de capital X 15% IRPJ X 9% CSLL 26 .Venda de Bens do Ativo Permanente Lucro Presumido: Valor da alienação (-) Valor contábil (correção monetária – depreciação.

Venda de Bens do Ativo Permanente Lucro Real Estimado: Valor da alienação (-) Valor contábil (correção monetária – depreciação. amortização ou exaustão) = Ganho de capital X 15% IRPJ X 9% CSLL 27 .

Venda de Bens do Ativo Permanente Lucro Real Trimestral: Ganho de capital X 15% IRPJ X 9% CSLL 28 .

Venda de Bens do Ativo Permanente SIMPLES Nacional (cooperativa de consumo): Valor da alienação (-) Valor contábil (correção monetária – depreciação. amortização ou exaustão) = Ganho de capital X 15% IRPJ 29 .

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