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FATEB - FACULDADE DE TELÊMACO BORBA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA LABORATÓRIO DE ENGENHARIA QUÍMICA III PROFª.: RUBIANE G. MARQUES

RELATÓRIO: PRÁTICA 1 - 1° BIMESTRE ISOTERMA DE ADSORÇÃO

Acadêmicos 9° Período: Alexandre Marques de Almeida Alisson Roger Oliveira Pinheiro Franklin Scavinski Baran Frederico B. M. Neto Pamila Thais Heitkoeter de Melo Roberson Carneiro Rodrigo Carneiro da Silva

Telêmaco Borba - PR Abril 2009

A adsorção é um dos fenômenos de transporte e a transferência de massa se dá quando existe uma superfície de contato entre um sólido e um gás ou um líquido e a concentração de determinado componente deste gás ou deste líquido é maior nesta superfície do que no interior do gás ou do líquido. traçando-se as isotermas de Langmuir e de Freundlich.Laboratório de Engenharia Química III – Isoterma de Adsorção RESUMO O fenômeno da adsorção é conhecido desde o século XVIII. o qual era liberado quando submetido ao aquecimento. Neste experimento foi avaliado qual isoterma o sistema experimental segue. quando se observou que certa espécie de carvão retinha em seus poros grandes quantidades de vapor d’água. 1 . como também verificar a influência da concentração do adsorbato no processo de adsorção. Pode ser produzido de várias maneiras e suas características vão depender da matéria prima utilizada e da forma de ativação. O carvão ativado é um dos primeiros adsorventes conhecidos e um dos mais utilizados atualmente.

..............................Laboratório de Engenharia Química III – Isoterma de Adsorção SUMÁRIO 1............. 17 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA .........................................................................................2 PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS ............. 04 3.......................................... INTRODUÇÃO ....................................... 08 4...............................................................................1 ISOTERMA DE LANGMUIR .......................07 3.....1 MONTAGEM DOS EQUIPAMENTOS .......................... 18 2 ............................................... 03 2........................................................................ 09 5.......................... CONCLUSÃO ..................2 ISOTERMA DE FREUNDLICH .... 09 4............ 17 LISTA DE TABELAS .............................................................................................................................................................................. 16 LISTA DE FIGURAS ............................................................................................................................................................................... 08 4........... MATERIAIS E MÉTODOS ..................... 04 3........................... FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: ISOTERMA DE ADSORÇÃO .............................................................................................................. 10 6.................................... OBJETIVOS EXPERIMENTAIS .... RESULTADOS E DISCUSSÃO ......................

Nas últimas décadas. Classificam-se os fenômenos adsortivos quanto às forças responsáveis. a adsorção parece ocorrer como um resultado de forças não balanceadas na superfície do sólido e que atraem as moléculas de um fluido em contato por um tempo finito. Desta forma. ou quimissorção. da natureza e a concentração da substância adsorvida (o adsorbato). é assim denominada porque neste processo ocorre efetiva troca de elétrons entre o sólido e a molécula adsorvida. Por este motivo este tipo de adsorção é favorecido por uma diminuição de temperatura e também por um aumento de pressão. Adsorção é o termo utilizado para descrever o fenômeno no qual moléculas que estão presentes em um fluido. INTRODUÇÃO O fenômeno da adsorção é conhecido desde o século XVIII. de um efluente industrial. ocasionando as seguintes características: formação de uma única camada sobre a superfície sólida. como por exemplo. a adsorção é aplicada em processos de purificação e separação. A adsorção química. ou ainda remover impurezas de uma corrente líquida. a adsorção está intimamente ligada à tensão superficial das soluções e a intensidade deste fenômeno depende da temperatura. Quando os componentes a serem adsorvidos estão presentes em baixas concentrações e possuem baixo valor agregado geralmente não são recuperados. apresentandose como uma alternativa importante e economicamente viável em muitos casos. a adsorção passou a ser utilizada como uma operação unitária importante dentro da engenharia química. o qual era liberado quando submetido ao aquecimento. quando se observou que certa espécie de carvão retinha em seus poros grandes quantidades de vapor d’água. Exemplos mais comuns de tais processos são os chamados processos de purificação. líquido ou gasoso. da natureza e estado de agregação do adsorvente (o sólido finamente dividido) e do fluido em contato com o adsorvente (o adsortivo). Geralmente. irreversibilidade e liberação de uma quantidade de energia considerável (da ordem de uma reação química). em dois tipos: adsorção química e adsorção física. onde se utiliza geralmente uma coluna de leito fixo empacotada com adsorvente para remover umidade de uma corrente gasosa. concentram-se espontaneamente sobre uma superfície sólida. bem como o acentuado desenvolvimento registrado na petroquímica. A catálise heterogênea geralmente 3 . Atualmente. com o avanço das pesquisas e do conhecimento na área. A adsorção é um dos fenômenos de transporte e a transferência de massa se dá quando existe uma superfície de contato entre um sólido e um gás ou um líquido e a concentração de determinado componente deste gás ou deste líquido é maior nesta superfície do que no interior do gás ou do líquido.Laboratório de Engenharia Química III – Isoterma de Adsorção 1.

assim como estudos de adsorção em coluna. as forças de Van der Walls. em geral. A forma das isotermas também é a primeira ferramenta experimental para conhecer o tipo de interação entre o adsorbato e o adsorvente. informações da quantidade do adsorbato adsorvido no equilíbrio em função da concentração do adsorbato no equilíbrio. é importante descrever os dados de equilíbrio através de um modelo matemático. Os principais fatores que influenciam o equilíbrio são a estrutura porosa do sólido. 3. que constitui o princípio da maioria dos processos de purificação e separação. Verificar a influência da concentração do adsorbato no processo de adsorção. 4 . OBJETIVOS EXPERIMENTAIS Este experimento possui os seguintes objetivos gerais: • • • Traçar os gráficos das isotermas de Langmuir e de Freundlich. há um decréscimo de sua concentração na fase líquida e um aumento correspondente sobre a superfície do carvão ativado. Os estudos de adsorção em condições estáticas se complementam com estudos de cinética de adsorção para determinar a resistência à transferência de massa e o coeficiente efetivo da difusão. Verificar qual das isotermas o sistema segue. As forças atuantes na adsorção física são idênticas as forças de coesão. sólido e gasoso. os dados experimentais foram correlacionados pelos modelos de isotermas de Freundlich e Langmuir. até se obter uma condição de equilíbrio. Verificou-se também a influência da concentração do adsorbato no processo de adsorção. Neste experimento foi avaliado qual isoterma o sistema experimental segue. A adsorção física. O fenômeno de adsorção também depende das diferenças entre as propriedades químicas do solvente e adsorbato. para a remoção de um determinado adsorbato. sua heterogeneidade e suas propriedades químicas superficiais. As energias liberadas são relativamente baixas e atinge rapidamente o equilíbrio. Os dados de equilíbrio são. No processo de adsorção ocorre uma acumulação de moléculas (soluto) sobre a superfície do adsorvente. é um fenômeno reversível onde se observa normalmente a deposição de mais de uma camada de adsorbato sobre a superfície adsorvente. que operam em estados líquido. apresentados na forma de isotermas de adsorção. Quando carvão ativado é colocado em contato com o soluto. 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: ISOTERMA DE ADSORÇÃO Para o desenvolvimento de um sistema de adsorção.Laboratório de Engenharia Química III – Isoterma de Adsorção envolve adsorção química dos reagentes. ou seja.

são caracterizados pela isoterma do tipo IV. uma sobre a superfície plana e outra sobre a parede do poro. solução α solução β. A representação do tipo I é característica para sistemas onde se emprega adsorventes microporosos. derivados da observação de dados experimentais. solução-sólido. As inflexões observadas nestas isotermas de adsorção caracterizam a progressão da adsorção de monocamada para multicamada e por fim a condensação capilar. As isotermas relativas ao fenômeno de adsorção física foram divididas por Brunauer et al. como pode ser observado na Figura 1. solução-gás. Figura 1. O carvão ativado é um dos primeiros adsorventes conhecidos e um dos mais utilizados atualmente. para sistemas onde as interações das moléculas de adsorbato forem intensas. (1940). Como conseqüência. tem-se a isoterma de adsorção característica do tipo V. (1940) em cinco diferentes tipos. Adsorção é a acumulação de uma substância em uma interface. As representações do tipo II e III. Pode ser produzido de várias maneiras e suas características vão depender da matéria prima utilizada e da forma de ativação. E por fim. tais como gás-sólido. Neste experimento de laboratório serão utilizadas as equações de Langmuir e de Freundlich. Diversos modelos matemáticos têm sido propostos para avaliar a relação de equilíbrio entre a concentração de adsorbato na superfície do adsorvente e a pressão parcial ou concentração na fase fluida. A maioria destes modelos são empíricos.Laboratório de Engenharia Química III – Isoterma de Adsorção Há na literatura diversos modelos que descrevem os dados experimentais das isotermas de adsorção. há formação de uma única camada de moléculas adsorvidas sobre a superfície do adsorvente. Ocorre com todos os tipos de interface. Geralmente é produzido pela 5 . sendo o diâmetro do poro de mesma ordem de grandeza que o diâmetro da molécula de adsorbato. segundo Ruthven (1984) são observadas geralmente em adsorventes nos quais existe uma extensa variação nos diâmetros dos poros. Classificação dos diferentes tipos de isoterma de adsorção segundo Brunauer et al. Sistemas ativos na formação de duas camadas distintas.

A uma temperatura constante a quantidade adsorvida aumenta com a concentração do adsorbato (em solução ou na fase gasosa). Um dos modelos teóricos mais simples de adsorção é o de Langmuir. correspondendo a uma monocamada de adsorbato. já que todos os processos de adsorção são exotérmicos. b é outra constante. na faixa observada nas peneiras moleculares. Os sítios são todos equivalentes e considera-se que as moléculas adsorvidas não interagem umas com as outras nem saltam de um sítio para outro. Uma utilização em larga escala destas peneiras moleculares de carvão é na separação de gases. A adsorção química é específica e envolve a formação de um composto bidimensional. Utilizando-se de técnicas modernas de ativação é possível produzir um novo material chamado peneira molecular de carvão – um carvão ativado com estreita distribuição de tamanho de poros.Laboratório de Engenharia Química III – Isoterma de Adsorção decomposição térmica de material carbonáceo seguido pela ativação com vapor ou dióxido de carbono em temperaturas elevadas. a adsorção completa-se quando todos os sítios forem ocupados. quando gases entram em contato com superfícies metálicas limpas. a descontaminação de água destinada ao consumo humano. envolvendo dipolos induzidos). devido à saturação gradual da superfície. relacionada com a entalpia de adsorção. O adsorbato encontra-se ligado à superfície somente por forças de van der Waals (forças dipolo-dipolo e forças de polarização. rápida e reversível. sendo uma medida da capacidade de adsorção do adsorvente para um dado adsorbato. A adsorção física é nãoespecífica. Sua superfície possui afinidade com substâncias de caráter orgânico. Somente a concentrações muito baixas é que x é proporcional a c. conferindo-lhe sua principal aplicação atualmente. 6 . A quantidade de substância adsorvida na superfície decresce com o aumento da temperatura. Esse modelo supõe que a superfície do sólido é coberta por um grande número de sítios. Além disso. Geralmente a quantidade adsorvida aumenta menos do que proporcionalmente à concentração. A equação correspondente à isoterma de Langmuir é: ⎛ x ⎞ (a × b × c ) ⎜ ⎟= ⎝ m ⎠ (1 + b × c ) Que também pode ser escrita como: (1) c 1 c = + (x m ) (a × b ) a (2) Onde m é a massa do sólido (adsorvente). que foi proposto para descrever a adsorção de gases em sólidos. sendo que cada sítio pode ser ocupado por uma molécula adsorvida. e a relação entre a quantidade adsorvida (x) e a concentração (c) é conhecida como a isoterma de adsorção. a é uma constante que está relacionada com a área do sólido. Existem dois tipos principais de adsorção: física e química. como por exemplo.

tendo como considerações: • • • • Todas as moléculas são adsorvidas sobre um número fixo e bem definido de sítios. sendo que o tamanho e a estrutura da molécula do anestésico influenciam a intensidade da adsorção. agitação. Anestésicos locais agem por adsorção e em geral seguem a isoterma de Freundlich. 3. e apresenta bons resultados na adsorção sobre macrófitas. por exemplo.. não há interações desta com as moléculas adsorvidas em sítios vizinhos. Ce a concentração do adsorbato no equilíbrio (mg/L) e kL é a constante do 7 . e está relacionado com a intensidade da adsorção. ⎛1⎞ ⎛x⎞ log ⎜ ⎟ = log k + ⎜ ⎟ × log( c ) ⎝n⎠ ⎝m⎠ (4) O expoente 1/n é adimensional. A energia de adsorção é equivalente para todos os sítios. qe a quantidade adsorvida no equilíbrio (mg/g).1 ISOTERMA DE LANGMUIR O modelo proposto por Langmuir (1918) assume adsorção em monocamada sobre a superfície do adsorvente. A Equação 5 representa o modelo de Langmuir. Esta isoterma assume que um número limitado de sítios do adsorvente são ocupados pelo soluto. relação adsorbato/adsorvente). que corresponde a uma equação do tipo: ⎛x⎞ (1 n ) ⎜ ⎟ = k ×c ⎝m⎠ onde n < 1 (3) Essa equação também pode ser escrita de forma a fornecer uma reta. tem valor menor do que um. pH. Quando uma molécula encontra-se adsorvida. a capacidade de adsorção de um líquido sobre um sólido depende de três fatores: • • • Da natureza do adsorvente e seu modo de ativação.Laboratório de Engenharia Química III – Isoterma de Adsorção Em outros casos o sistema pode ser descrito pela Isoterma de Freundlich. Cada sítio pode ser ocupado por apenas uma molécula. em sistemas que seguem a isoterma de Freundlich a adsorção ocorre com a formação de multicamadas. Em geral. Da natureza do adsorbato. qe = k LQoCe 1 + k L Ce (5) Onde Qo representa a adsorção máxima (mg/g). ao invés de ser de uma monocamada apenas. Segundo Haghseresht et al. Das condições do processo (temperatura. Esse modelo assume que a superfície do adsorvente é completamente homogênea.

5 M. apresenta melhor correlação com os resultados experimentais. Um suporte universal para buretas. Uma pipeta de 10 mL. Um funil analítico. que o modelo proposto por Langmuir. 200 mL de solução de ácido acético 1M. Uma pipeta de 50 mL. para diversas combinações de adsorbato-adsorvente. 20 g de carvão ativo. Seis balões volumétricos de 100 mL. 2 buretas de 50 e 10 mL.2 ISOTERMA DE FREUNDLICH O modelo empírico proposto por Freundlich (1962). 500 mL de solução padrão de NaOH aproximadamente 0. Ce a concentração do adsorbato no equilíbrio (mg/L) e kf [(mg/g)(L/mg)1/n] e n as constantes de Freundlich. MATERIAIS E MÉTODOS Para a realização deste experimento. para avaliar as condições de equilíbrio. Uma pipeta de 25 mL. 4.Laboratório de Engenharia Química III – Isoterma de Adsorção modelo (L/mg) equivalente à constante de equilíbrio químico em reações. sendo que apresentam bons resultados em superfícies heterogêneas como os carvões ativados. Papel de filtro. A expressão proposta por Freundlich. os seguintes materiais foram utilizados: • • • • • • • • • • • • • • • 6 erlenmeyers de 250 mL. Seis béqueres de 250 mL e 500 mL. 3. kf representa a capacidade de adsorção ao passo que n representa a intensidade do processo de adsorção. para avaliar as condições de equilíbrio é representada pela Equação 6: qe = k f Ce n 1 (6) Sendo qe a quantidade do adsorbato adsorvida no equilíbrio (mg/g). 8 . Indicador fenolftaleína Balança analítica.

Montagem do condicionamento em batelada do carvão ativado mais a solução de ácido acético. Figura 2. 4. Tomar uma alíquota de 5 mL dessa solução e padronizar empregando a solução de NaOH padrão fornecida na bancada e 2 gotas de fenolftaleína.2 PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS Para a determinação da isoterma de adsorção do acido acético em carvão ativado. Montagem do conjunto experimental para determinação da isoterma de adsorção.Laboratório de Engenharia Química III – Isoterma de Adsorção 4. Figura 3. segundo Langmuir e Freundlich. Repita a padronização e 9 .1 MONTAGEM DOS EQUIPAMENTOS Neste experimento para a determinação da isoterma de adsorção. a montagem dos equipamentos é mostrado conforme a Figuras 2 e 3. são adotados os seguintes procedimentos experimentais: • Preparar 250 mL de uma solução aproximadamente 2M de ácido acético.

pois a concentração preparada foi de 1 M e não de 0.05 e 0. • • • • Transferir as soluções de ácido acético preparadas para cada um dos frascos que contém carvão ativo. o calculo foi realizado da seguinte forma: • Massa necessária de NaOH P. Pesar seis amostras de 2 g de carvão ativo e transferir para seis frascos com rolhas (não demore muito ao fazer as pesagens. sabendo que a massa molar de NaOH é 40 g/L ou 40 g/mol: 40 g ⎯ 1 L ⎯ 1 mol ⎯→ ⎯→ M NaOH g ⎯ 0 . (7) Rotular e guardar a solução de NaOH padrão da bancada. 0.7. para evitar adsorção de impurezas da atmosfera).A para o preparo de solução a 1 M. agitando levemente durante esse período. se faz necessário a padronização desta solução de ácido acético para a continuidade do experimento.Laboratório de Engenharia Química III – Isoterma de Adsorção calcule a concentração pela média dos dois valores obtidos. Para tanto. 0. 5 M como é descrito nos métodos experimentais. através da equação (7). Filtrar as soluções separando-as do carvão. RESULTADOS E DISCUSSÃO Neste experimento. Sendo assim. como mostrado na Tabela 1. assim uma solução de aproximadamente 2 M de acido acético.02 M. 10 . 5. conforme descrito em métodos experimentais. obtendo. inicialmente foi preparado a solução de NaOH padrão para as análises volumétricas de titulação. Tomar duas alíquotas de cada uma das 6 soluções e titular com a mesma solução de NaOH padrão que foi usada na semana anterior.10.5 = 20 g de NaOH Em seguida foi preparada a solução de ácido acético 2 M. pois esta deverá ser Com o restante da solução padronizada.0. C NaOH × V NaOH = C C2 H 4O2 × VC2 H 4O2 • • • utilizada para dar continuidade ao experimento na semana seguinte.25. 0. Deixar o sistema em repouso durante uma semana.5 L ⎯ 1 M ⎯→ ⎯→ M NaOH = 40 × 0. Caso o sistema apresente boa decantação não é necessário filtrar. Vale ressaltar que o preparo da solução padrão de NaOH foi realizada com concentração diferente da sugerida pela marcha analítica do experimento descrita no item 4. 0.2. preparar volumes de 100 mL de soluções de ácido acético nas concentrações 2.

Alíquota de CH3COOH (mL) 5 Consumo de NaOH (mL) 1ª titulação 9.00 Tabela 3.6 = = 1.00 Alíquotas da solução original (mL) 1.05 1.60 5. como mostrado na Tabela 2.00 12.92 M 5 VC2 H 4O2 Após corrigida a concentração do acido acético.Laboratório de Engenharia Química III – Isoterma de Adsorção Tabela 1.6 Concentração real de CH3COOH (M) 1.92 Para o calculo da concentração real do acido acético (padronização do ácido acético). 0.25 1.05 e 0.17 Volume final após adição de água (mL) 100.00 Volume final após adição de água (mL) 100.92 0. Concentração Concentração inicial do desejada do ácido acético ácido acético (M) (M) 1.00 100.92 0.02 36.00 100.10 1. desprezando a padronização. Alíquotas necessárias para o preparo das soluções de ácido acético.92 0. 0.92 2.00 100.00 11 .50 35. C NaOH × V NaOH = C C2 H 4O2 × VC2 H 4O2 C C2 H 4O2 = C NaOH × V NaOH 1 × 9.92 0.8 2ª titulação 9.10 1.05 1. foi aplicado a equação (7).00 Alíquotas da solução original (mL) 1.92 0.00 100.92 0.02 1. seguindo assim. Concentração Concentração inicial do desejada do ácido acético ácido acético (M) (M) 1.92 0. com solução inicial de ácido acético padronizada.00 100.0.00 100. Padronização do acido acético com NaOH.70 1.04 2.00 2.25 1. não houve a correção no momento do experimento e as alíquotas foram calculadas considerando uma solução inicial de ácido igual a 2 M.00 100. Alíquotas utilizadas para o preparo das soluções de ácido acético.70 1.00 100.92 0.92 0.4 média 9. se faz as demais diluições para concentrações 2. 0.10.00 100.21 13.00 100. No entanto.50 5.00 100.25.92 0. 0.92 2.02 M através da equação (7).02 1. os valores da Tabela 3.46 104.7. Tabela 2.

0500 2.160 0.4 0.0200 2.9932 2. Tabela 4.0009 0.14 0.210 0. V NaOH é o volume médio consumido de NaOH nas titulações em mL. A aplicação desse método para uma reta genérica com equação y = a + b.400 0.1 0.2499 2. obteve-se a equação da melhor reta que passa pelos pontos experimentais do gráfico empregando se o Método de Ajuste Linear por Mínimos Quadrados. consiste em obterem-se os parâmetros a e b.25 0.00 3.70 1.2 1. através das equações: N ⎞ 1⎛ N ⎜ ∑ yi − b∑ xi ⎟ N ⎝ i =1 i =1 ⎠ a= (9) 12 .0006 0.2 2.55 Quantidade Massa de adsorvida carvão de ácido ativado (g) acético (M) 0.6992 2. Resultado das titulações das amostras de ácido acético e quantidade adsorvida pelo carvão ativado.10 0.0000 0. Então.200 1. como mostrado na Tabela 4. Sendo assim.0001 1.425 3. pela estequiometria da reação pode-se concluir que 1 mol de ácido acético reagirá com 1 mol de NaOH.Laboratório de Engenharia Química III – Isoterma de Adsorção O calculo da quantidade de ácido acético adsorvido foi realizado através da estequiometria da reação do ácido acético com o hidróxido de sódio. C C2 H 4O2 é a concentração do ácido acético em mol/L.22 0.1000 2.05 0. através da equação (8).x. Concentração Consumo de NaOH (mL) inicial 1ª 2ª CH3COOH Média titulação titulação (M) 0. × VNaOH ⎛C x = CC 2 H 4 O2 − ⎜ C 2 H 4 O2 ⎜ 1000 ⎝ Onde: ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ (8) x é a quantidade de ácido acético adsorvido em mol.16 0.11 0. podemos calcular a quantidade de ácido acético adsorvido pelo carvão ativado segundo a equação a abaixo.3 3.02 0.4 0.105 0. CH 3COOH + NaOH ⎯ CH 3COONa + H 2O ⎯→ Portanto.2 0.0029 A fim de encontrar as isotermas e para o cálculos das constantes das equações (2) e (4). foi efetuado os cálculos da quantidade adsorvida pelo ácido acético em mol.0029 0.

o ajuste linear dos dados experimentais foi obtido diretamente através do MS-Excel.602 -0.699 -1.002 As Figuras 5 e 6 mostram os resultados dos experimentos realizados da adsorção em carvão ativado. onde o valor que mais se aproximou de 1 é a isoterma no qual o sistema segue.8 1.456 -0.8 0.25 0.602 -1.301 -2.001 2. Observa-se que. então as isotermas através da Tabela 5.6 1.2 0 0 0. onde foi analisado o valor do coeficiente de correlação R2.004 2.6 0.301 -1.000 2. Tabela 5. Isoterma de Langmuir c c/(x/m) 0.301 -0.010 Isoterma de Freundlich log (c) log (x/m) -1.70 2.904 -0.5 2 Quantidade adsorvido de CH3COOH (mol) Figura 4.001 2. Valores calculados para construção das isotermas.155 0. mantendo-se uma temperatura 13 . Quantidade adsorvida de ácido acético (M) Concentração de CH3COOH (mol/L) 2 1.000 -1.10 0.000 -0.05 0. Construíram-se. do ácido acético.Laboratório de Engenharia Química III – Isoterma de Adsorção b= ∑ xi yi − i =1 N N 1 ⎛ N ⎞⎛ N ⎞ ⎜ ∑ xi ⎟⎜ ∑ y i ⎟ N ⎝ i =1 ⎠⎝ i =1 ⎠ 2 1⎛ N ⎞ xi2 − ⎜ ∑ xi ⎟ ∑ N ⎝ i =1 ⎠ i =1 (10) Sendo assim.4 0. Gráfico da influência da concentração de ácido acético na adsorção pelo carvão ativado.5 1 1.00 2.003 2.4 1.2 1 0.02 0.

.99 .012 2. Gráfico da isoterm segundo Freundlich.000 -0.000 log (x/m) -1. .500 -1.006 2. ra o ma .000 0 0. 14 4 . ura o ma o 0.50 1.004x + 2. Gráfico da isoterm segundo Langmuir.0. há um aumen na qua nto antidade do ácido ad o dsorvido quando aum menta-se a conc centração da solução.302 99x 2 R² R =1 -1.Labor ratório de Engenharia Quím mica III – Isoter rma de Adsorç ção cons stante.000 log (c) -0.002 2.500 -2.998 0.00 1.500 -2.000 1.000 R² R = 0.904 0.010 2.50 00 0.500 Figur 6.50 0 2.500 -1.008 c/(x/m) /( / ) 2.00 Conc centração molar CH3 m 3COOH (c) ) Figu 5. a 2.00 Isoterma de Langm muir y=0 0.004 2.0 000 Isoterma de Freun a ndlich y = 0.000 -2.

Sendo assim. observa-se que a isoterma que mais se aproxima do sistema analisado é a isoterma de Freundlich.739 Os valores das constantes calculadas foram coerentes com a literatura encontrada. como o preparo da solução de NaOH padrão. • Isoterma de Langmuir: 1 1 c = + ×c (x m ) (a × b ) a c = 2 . foi de aproximadamente 0.00 + 0 .999161 × log( c ) ⎝m⎠ 1 = 0 .3023 + 0 .00 ) • Isoterma de Freundlich: ⎛x⎞ ⎛1⎞ log ⎜ ⎟ = log k + ⎜ ⎟ × log( c ) ⎝m⎠ ⎝n⎠ ⎛x⎞ log ⎜ ⎟ = −0 .004 a 1 a= = 250 0 . podem-se calcular os valores das constantes das equações (2) e (4).004 × c (x m ) 1 = 0 .004 1 = 2 .00 para a isoterma de Freundlich. sendo o coeficiente de correlação (R2).3023 k = e −0 .999 log k = −0 .000 (a × b ) 1 b= = 0 . observa-se que os dados experimentais são bem ajustados aos dois modelos de isotermas. Analisando as figuras das isotermas. o que ocasionou elevada sensibilidade nas titulações volumétricas.904 para a isoterma de Langmuir e de 1. no entanto erros experimentais podem influenciar diretamente os valores calculados através dos ajustes lineares dos dados experimentais.999161 n 1 n= = 1.002 (250 × 2.00084 0 .3023 = 0 . 15 .Laboratório de Engenharia Química III – Isoterma de Adsorção Através dos ajustes lineares.

o contrário pode ser aplicado aos adsorventes polares. como o caráter polar do ácido carboxílicos diminui com o aumento da cadeia de hidrocarbonetos. tem-se um aumento da sua capacidade de adsorção. onde o melhor ajuste foi encontrado pela isoterma de Freundlich. esta isoterma. que ao aumentarmos a concentração inicial do adsorbato. a adsorção é favorecida pois aumenta a diferença de concentração do adsorbato no seio do fluido e na superfície do carvão. Portanto. então.Laboratório de Engenharia Química III – Isoterma de Adsorção 6. 16 . conclui-se que os dados experimentais foram bem ajustados aos modelos de isotermas de Langmuir e Freundlich. CONCLUSÃO O carvão ativado é classificado como um adsorvente hidrofóbico. sendo que o sistema segue. Os ácidos carboxílicos têm em suas moléculas pelo menos dois grupos funcionais. No caso do carvão ativado. de forma que o grupo alquila está orientado perpendicularmente à superfície do adsorvente não-polar e o grupo carboxila em direção à solução. Pode-se concluir também. além de haver mais moléculas para serem adsorvidas. o grupo alquila e o grupo carboxila.

Figura 3. Gráfico da isoterma segundo Freundlich. com solução inicial de ácido acético padronizada. Gráfico da isoterma segundo Langmuir. Valores calculados para construção das isotermas. Resultado das titulações das amostras de ácido acético e quantidade adsorvida pelo carvão ativado. (1940). Alíquotas utilizadas para o preparo das soluções de ácido acético. Padronização do acido acético com NaOH. Tabela 2. 17 . Montagem do conjunto experimental para determinação da isoterma de adsorção. Tabela 5. Classificação dos diferentes tipos de isoterma de adsorção segundo BRUNAUER et al. desprezando a padronização. Figura 5. Figura 4. Alíquotas necessárias para o preparo das soluções de ácido acético. Tabela 4. Tabela 3.Laboratório de Engenharia Química III – Isoterma de Adsorção LISTA DE FIGURAS Figura 1. Gráfico da influência da concentração de ácido acético na adsorção pelo carvão ativado. LISTA DE TABELAS Tabela 1. Montagem do condicionamento em batelada do carvão ativado mais a solução de ácido acético. Figura 6. Figura 2.

18 . Tese Submetida a Concurso Público para Professor. Monografia final. 2008. UFC . p. Agosto de 2003.pdf> Acessado em: 27 de Março de 2009. EDUARDO L..Laboratório de Engenharia Química III – Isoterma de Adsorção REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] CAVALCANTE JR.. Seropédica. PR.28-42..br/juca/adsorcao. C. MENDES. Dessulfurização De Frações Derivadas Do Petróleo Por Processo De Adsorção. Separação de Misturas por Adsorção: dos Fundamentos ao Processamento em Escala Comercial. v. ANDERSON. A. 1-2.. G. M. jandez. F. UFSC. [2] FREITAS. 24. V. Unioeste.Fortaleza (1998).. n. [5] URL: <http://w3. Toledo. Florianópolis. Adsorção de Compostos Fenólicos sobre Carvão Ativado.. Revista Universidade Rural: Série Ciências Exatas e da Terra. Dissertação Pós-graduação Engenharia Química. 2005. RJ: EDUR. [4] DAGOSTIN PAVEI. Engenharia Química e de Alimentos. COELHO. L. L.. [3] SCHNEIDER. Estudo Termodinâmico Da Adsorção De Ácidos Carboxílicos Em Carvão Ativado.ufsm. F.