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1.2.1.1 A carta precatória e a videoconferência Tendo em vista o artigo 65, §2º da Lei nº 9.

099/1995, em que estabelece que “a prática de atos processuais em outras comarcas poderá ser solicitada por qualquer meio hábil de comunicação”, nos permite concluir que o sistema de videoconferência pode ser fielmente empregado sem nenhum prejuízo às partes. A bem da verdade, seria até descabido e sem sentido, exigir-se que a prática de qualquer ato processual se faça por meio da expedição de carta precatória. Como se sabe, tal procedimento é marcado pela lentidão e pela burocracia, trazendo, evidentemente, enormes prejuízos no desenrolar do processo. Acerca do emprego da tecnologia nessa função, lembra Guilherme de Souza Nucci que: a celeridade, informalidade e a simplicidade dos atos processuais no contexto do JECRIM impulsionam para novos métodos, como a utilização da correspondência postal, do telefone (aliás, neste caso, os artigos 205 e 207 do CPC a ele se referem para a transmissão de carta de ordem e precatória), do fax, bem como do e-mail. Este último vem substituindo, aos poucos e cada vez mais o uso do fax, devendo ser admitido, especialmente quando o destinatário confirma o recebimento da mensagem.[26] Vale lembrar que após a edição da lei nº 11.900/2009, que contou com a inclusão do § 3º ao art. 222 do Código de Processo Penal, agora é possível a aplicação da videoconferência ou de outro recurso tecnológico de transmissão de sons e de imagens em tempo real, com a inquirição do juízo deprecante, conhecedor do processo.[27] Em outras palavras, o sistema de

videoconferência, permite que a prova seja colhida sem a necessária intervenção do juízo deprecado, sendo respeitado o princípio da identidade física do juiz, previsto no artigo 399, § 2º, do Código de Processo Penal, com redação dada pela Lei nº 11.719/08.[28]

é plenamente possível a adoção do sistema. onde a legislação permite tal interpretação. Como se observou. não podemos nos esquecer que nada impede. Já no interior do mesmo Estado da federação. privilegiando o princípio do juiz natural. pois permite que o juiz que julgará o caso tenha realmente o contato imediato com a fonte de prova. Precisamente sobre os aspectos práticos donde o sistema já vem sido utilizado. bem como a sua vinculação com o tema discutido nesse trabalho. já que no sistema da carta precatória estes raramente se deslocam ao juízo deprecado.[30] Diante da ideia geral apresentada sobre o sistema de videoconferência. Thiago André Pierobom de Ávila [29] destaque que o emprego do sistema de videoconferência em substituição das tradicionais cartas precatórias na oitivas de testemunhas. aos olhos da legislação.Acerca do emprego do sistema de videoconferência em substituição das tradicionais cartas precatórias. tratando-se em processo penal consensual. bem como maximizando a possibilidade de as partes. Presidente Venceslau e Juízo Federal de Guarulhos. quais sejam. processo penal consensual. cabe destacar. que outros atos processuais em sede do processo penal consensual possam ser . a presença dessa sistemática nos Fóruns Ministro Mário Guimarães e na Vara Criminal Federal. qual seja. especificamente no Estado de São Paulo. Sem embargo dessas informações tecidas. é preferível. quanto em substituição das antiquadas cartas precatórias em papel. nos Fóruns em Presidente Bernardes. notadamente nos casos de sessões de uniformização da jurisprudência. mais precisamente no âmbito dos juizados especiais criminais. o promotor de justiça do caso bem como o defensor. se torna possível perceber que a tecnologia da videoconferência também pode ser aplicada nesta sistemática. participarem efetivamente do ato processual na sala de videoconferência do juízo processante.

sempre. visando-se. .realizados por meio do sistema de videoconferência. resultados práticos atrelados com a realidade social moderna.

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