Você está na página 1de 12

Manual da OrdeM

Direito Tributário
Coordenadores: Carlos Eduardo Witter Lúcio Teixeira dos Santos

SUMÁRIO Direito Financeiro e Teoria Geral do Direito Tributário Tributos Impostos em Espécie Sistema Constitucional Tributário Legislação Tributária Obrigação Tributária Responsabilidade Tributária Crédito Tributário Administração Tributária

1 1 2 3 5 6 6 8 12

exprimir em moeda. Compulsório: como a máxima constitucional diz, se ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei, o pagamento de tributo só se torna obrigatório por força de lei (obrigação “ex lege”). Não pode ser exigido como penalidade: não é sanção, pois não visa coibir ato ilícito, por isso não se confunde com a multa. Cobrado por atividade administrativa plenamente vinculada: é um poder-dever da autoridade, não sendo permitida a autoridade administrativa qualquer liberdade de escolha ou de critérios de conveniência e oportunidade, no momento da arrecadação de tributos. Enquadrada a exigência feita pelo Estado ao particular no conceito acima, conclui-se como uma exigência tributária, ressalvando-se que deve a hipótese, ademais, corresponder a um dos tipos tributários descritos na Constituição Federal. 2. Natureza Jurídica: para sabermos qual a natureza jurídica de determinado tributo e, portanto, para conhecer qual sua espécie tributária, basta atentarmos para a regra do artigo 4º do CTN, que preceitua que aquela é sempre determinada pelo fato gerador, não importando o nome que lhe é dado ou qual a destinação de sua receita. Assim, cada espécie tributária autorizada pela Constituição Federal possui uma natureza jurídica própria, que só poderemos definir ao observarmos qual é a situação específica delimitada na lei. Tal situação denomina-se fato gerador do tributo. Contudo, em algumas espécies tributárias, certas características formais foram adotas ou validadas pelo sistema constitucional, no momento em que se estuda o seu fato gerador, como por exemplo, a questão da referibilidade que exige que o pagamento determinado tributo só ocorra diante do uma contraprestação estatal específica para o sujeito passivo. É o que ocorre com as taxas e a contribuição de melhoria. Nos impostos, por sua vez, verificamos que sua exigência independe de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte (art. 16 CTN), situação que lhe infere característica de tributo não-vinculado. Adiante passamos a analisar as espécies tributárias, bem como seus respectivos fatos imponíveis acolhidos pelo sistema constitucional.

DIREITO TRIBUTÁRIO E DIREITO FINANCEIRO
1. Considerações Iniciais: um Estado soberano desenvolve uma série de atividades para atingir seus fins na realização do bem-comum e seu desenvolvimento, atividades estas que podem ser políticas, econômicas, sociais etc. Para gerir-se, organizando-se e determinando como custear essas atividades essenciais que fazem a “máquina estatal” andar, o Estado também necessita captar dinheiro ou outros recursos (as chamadas entradas), para fazer frente a tais despesas. 2. Campo do Direito Financeiro: é justamente neste aspecto que surge o Direito Financeiro, caracterizado pelo conjunto de normas que regulam a atividade financeira estatal, discorrendo sobre entradas de capital (provisórias ou definitivas), receitas (entradas definitivas), saídas de capital, despesas, investimentos, aplicações, empréstimos, orçamento etc. 3. Campo do Direito Tributário: nota-se, pois, que o Direito Financeiro possui objeto muito mais abrangente que o Direito Tributário que abarca o conjunto de normas jurídicas que regulam a ação estatal de tributar, desde a instituição dos tributos (passando pela fiscalização, meios de interpretação e integração de seus preceitos, constituição das obrigações e créditos) até a efetiva arrecadação da receita deles provenientes. Essas receitas, chamadas de tributárias, compõem um dos tipos de receita estudada (sob outra ótica) pelo Direito Financeiro. O Direito Tributário, devido à suma importância de seu objeto, surgiu como especialização do Direito Financeiro, ganhando status de direito autônomo, como ramo do direito público interno (relação de subordinação entre o particular e o Estado, este com prerrogativas), com objeto, princípios e institutos próprios, mantendo a relação de interdependência com os outros ramos, dada a unicidade do direito (divisão apenas para fins didáticos). 3.1. Objeto do Direito Tributário: observando o objeto inerente ao Direito Tributário, podemos defini-lo como conjunto de normas jurídicas que regulam a ação estatal de tributar, ou seja, de instituir e exigir tributos. Trata-se, portanto, o tributo de questão central da matéria. LINK DA ORDEM 1

ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
1. Classificação: os tributos são classificados em: Imposto, Taxa, Contribuição de Melhoria, Empréstimo Compulsório ou Contribuição Especial (social, corporativa, de intervenção no domínio econômico e para o custeio do serviço de iluminação pública). Estas cinco espécies tributárias são trazidas pela Constituição Federal (artigos 145, 148 e 149), em seu Título VI, capítulo I – do Sistema Tributário Nacional; acolhidas pela chamada Teoria Qüinquipartite. 1.1. Impostos: é um tributo exigível independentemente de qualquer atividade estatal específica relativa ao contribuinte, sendo que suas receitas são adquiridas para as despesas gerais. Justamente por ser a espécie tributária cujo pagamento não está atrelado a nenhuma contraprestação estatal ao contribuinte e ainda, por não ser permitida ao governo (exceto em casos já previamente autorizados pela CF) a vinculação de sua receita a uma despesa préestabelecida, é conhecida como tributo não vinculado. 1.1.1. Impostos federais (arts.153 e 154 CF): Imposto de Importação (II), Imposto de Exportação (IE), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre crédito, câmbio, seguro e valores mobiliários – Operações Financeiras (IOF), Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), Imposto sobre a Renda e Proventos

TRIBUTO
1. Conceito: o conceito nos é dado pelo artigo 3º do Código Tributário Nacional, que caracteriza tributo como: Prestação pecuniária: em dinheiro ou em valor que se possa

de Qualquer Natureza (IR), Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), Impostos Residuais e Extraordinários. 1.1.2. Impostos estaduais (art. 155 CF): imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação (ICMS), Imposto sobre Transmissão “Causa Mortis” e Doação (ITCMD) e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). 1.1.3. Impostos Municipais (art. 156 CF): imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), Imposto sobre a Transmissão onerosa de Bens Imóveis por ato “inter vivos” (ITBI), Imposto sobre serviços (ISS). Por serem os impostos tributos de suma importância no estudo apresentado e por existirem regras próprias para cada imposto acima elencado, inclusive quanto ao seu fato gerador, a visão detalhada de cada um deles será feita em separado em um capítulo próprio. 1.2. Taxas. 1.2.1.Conceito: estabelecidas pela Constituição (art. 145, II) e tipificadas no CTN (arts. 77 a 80), as taxas são espécies tributárias exigidas em razão do exercício regular do poder de polícia ou da prestação efetiva ou potencial de serviço público específico e divisível. 1.2.2. Fato gerador: a exigência das taxas ocorre conforme as hipóteses abaixo. a) Exercício regular do poder de polícia: verificamos esta hipótese quando há, por parte da Administração Pública, certa fiscalização exercida sobre atividade particular, em nome do bem comum. Todo aquele que sofre este tipo de fiscalização, estaria compelido por lei a pagar essa contraprestação ao Poder Público, chamada taxa. b) Existência efetiva ou potencial de um serviço público, específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição: tal prestação deve caracterizar-se como de utilidade determinada e possível de delimitação das características de sua prestação (serviço específico) e principalmente que seja “uti singuli”, isto é, de prestação individual, onde se possa mensurar sua utilização dentre os contribuintes (serviço divisível), não se podendo admitir a exigência de taxa por serviços gerais prestados à sociedade na qual não saiba quem se serve ou quanto se serve de tal prestação. 1.2.3 Característica: ainda temos que as taxas, segundo a regra jurídica, não podem ter base de cálculo própria de imposto (art. 77, parágrafo único, CTN). 1.2.4. Tarifas: importante salientar que, se o valor pago por serviço público específico e divisível prestado não for caracterizado pela compulsoriedade da prestação - mas apenas por uma retribuição ao serviço que o particular optou usufruir - não poderemos classificá-lo como tributo, e sim como tarifa ou preço público (a ser cobrada pela concessionária ou permissionária do serviço). É justamente esse entendimento que o STF aponta para referir-se às taxas e preços públicos ao editar a Súmula 545: “Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu”. Observa-se que a parte final da súmula que exige prévia autorização orçamentária para a exigência de taxas fica prejudicada nos tempos atuais por não ser mais aplicável em matéria tributária o princípio da anualidade. 1.3. Contribuição de Melhoria 1.3.1. Fato Gerador: espécie tributária que pode ser criada quando há valorização imobiliária (do particular) decorrente de obra pública. Receita tributária obtida para cobrir o custeio da própria obra (art. 145, III, CF e 81 CTN).

1

Imposto sobre propriedade territorial rural (ITR) – art. serviços de telecomunicação. não podendo. 153. IV. Imunidades: art. quando da sua instituição. é o que deve prevalecer quando da aplicação da lei. Operações de seguro: montante do prêmio. LINK DA ORDEM 2 IMPOSTOS EM ESPÉCIES 1. comerciante que forneça aos contribuintes anteriores. Muito embora o CTN estenda os verbos inerentes ao fato gerador para a posse e o domínio útil também. Princípio da legalidade: não incide quanto às alíquotas (art. observadas as bases trazidas pela nossa Lei Fundamental. 153. arts.2. mas a regulamentação da economia e da balança comercial.153.4. para custear o serviço discriminado. 23 a 28 CTN. a determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela contribuição. a) Fato Gerador: saída de produtos nacionais ou nacionalizados do território nacional. V CF. b) Fixação de prazo para impugnação dos elementos apurados e publicados pelo governo. arrematante ou responsável tributário. c) Contribuições sobre o domínio econômico: conhecidas como CIDEs. ser considerado receita que integrará definitivamente os cofres públicos. d) Base de Cálculo: valor fundiário (solo + acessórios + adjacências naturais). VI CF (genéricas). Arts.5. a Constituição excepciona a aplicação do princípio da anterioridade.1. aguardando apenas o exercício financeiro seguinte (art. Contribuições Especiais 1. pagamento ou resgate). Neste caso. o Código Tributário Nacional em seu artigo 82. VI e 153. Classificação: assim.1. receita decorrente de concursos de prognósticos. Ton. Imposto sobre a Importação (II): art. 150.1.3. CF) e. por se tratar de empréstimo. 150. VI). folha de pagamento. VII CF. posse ou domínio útil de imóvel situado fora da zona urbana do município. VI). presumido ou arbitrado das pessoas jurídicas. Valores mobiliários (ações: na emissão transmissão. os empréstimos compulsórios possuem peculiaridades relevantes ao estudo em questão. importador ou equiparado. Fato Gerador: o artigo em questão autoriza a instituição dessa espécie tributária.5. pessoas equiparadas) ou responsável tributário (aquele que a lei determinar). 150. Progressividade: obrigatória para as alíquotas (aumentam conforme aumenta a base de cálculo). Estaduais.148 do texto constitucional vigente. lucro (CSLL).valor determinado multiplicado pela base de cálculo). b) Para atender investimento público urgente e de relevante interesse nacional. d) Base de Cálculo: montante percebido (no período apurado – trimestre. 1.153. quais sejam a realização de obra pública. 1. as contribuições têm por característica essencial a necessidade de ter sua receita utilizada para custear uma atividade ou finalidade específica estatal. 150. e) Alíquota: “ad valorem” (%) ou específica (Ex. 1. b) Sujeito Ativo: União Federal. § 5º CF) – IOF é o único imposto que incide sobre o ouro nas condições do artigo citado. os impostos serão divididos e estudados de acordo com a sua competência para instituição: Federais. valor da operação ou preço da mercadoria no mercado. entendemos que o fato gerador delimitado pela CF. Imunidades . subdivididas em: a) Contribuição social: exigida para custear a Seguridade Social: Previdência. tal espécie tributária. autorizando a lei a instituir outras fontes de custeio além daquelas ali tipificadas (chamadas de contribuições sociais residuais). Por questões didáticas. 150. b) Sujeito Ativo: UF c) Sujeito Passivo: qualquer um dos contratantes (definido em lei ordinária) d) Base de Cálculo: varia conforme a operação. 1. f) Limitações constitucionais: Princípio da anterioridade: não incide (art. Como a Constituição é a fonte suprema para definição das normas delimitadoras do sistema tributário e tem nascimento posterior ao CTN.1. §1º CF). a partir da Constituição Federal de 1988. passou a ser expressamente considerado espécie tributária. não podendo o total do tributo arrecadado ultrapassar o valor total da obra ou despesa realizada (limite global) e não sendo lícito ao Poder Público exigir de cada contribuinte mais do que o limite da valorização individual do seu imóvel decorrente da obra (limite individual). 63 a 67 CTN. SESC. VI) 1.art. que deverá ser feita por lei complementar.6. pelos interessados. Histórico: pode-se dizer que o empréstimo compulsó- rio. 153. os seus recursos estão assim. d) Base de Cálculo: preço do produto ou unidade de medida (Kg. Ouro (153. 150. objetivam não só a arrecadação. 150. f) Limitações constitucionais: Princípio da anterioridade: não incide (art. portanto. portanto. a) Fato Gerador: propriedade. 1. ou preço da arrematação. arrematante de produtos apreendidos ou abandonados.153. VI e 153. vinculados à despesa que o criou (art.19 a 22 CTN. 1. já deve obrigatoriamente estabelecer a forma e o prazo em que o dinheiro arrecadado será devolvido (art. II CF (pequenas glebas). estabelece limitações formais para instituição da contribuição de melhoria. III CF. em seu artigo 195. 1. Princípio da legalidade: não incide quanto às alíquotas (art. Imunidades (art. §5º CF somado a exportação de produtos industrializados para o exterior. Seguro (emissão da apólice ou recebimento do prêmio). b) Sujeito Ativo: União Federal. mais taxas (para importação). Princípio da legalidade: não incide quanto às alíquotas (art.150. arts. petróleo e derivados. importação (PIS/COFINS). VI) ao delimitar o fato imponível o faz apenas na propriedade do imóvel. Podem ser. Seus fatos geradores serão delimitados por lei específica. 153. Ex. 43 a 45 CTN a) Fato Gerador: percepção de rendas e proventos de qualquer natureza. desembaraço aduaneiro de produtos estrangeiros. Limites: o valor da contribuição de melhoria a ser exigido dos imóveis valorizado deve respeitar dois limites.1. e) Alíquota: “ad valorem” (%) ou específica (Ex. §1º CF). não inferior a trinta dias.1.3.5. Imposto sobre produtos Industrializados (IPI): art. Assistência e Saúde (serve como uma das formas de custeio). Câmbio (troca de moeda nacional por estrangeira). Receita para custeio e atuação da própria entidade.1. e) Alíquota (Al): percentagem (%) definida em lei. §1º CF). §1º CF). mais energia elétrica. f) Limitações Constitucionais: princípio da anterioridade: só se aplica a nonagesimal (art. IV CF. titular do domínio útil ou possuidor (estes dois últimos apenas se levarmos em conta a acepção do CTN e verificarmos em sua pessoa o “animus domini” – intuito de ser dono). 153. Imposto sobre operação de crédito: câmbio e seguro e sobre operações relativas à valores mobiliários (IOF – Imposto sobre Operações Financeiras) – art. b) Contribuições corporativas: arrecadadas no interesse das categorias profissionais ou econômicas. 150. 1.3. b) Sujeito Ativo: União Federal. Princípios específicos da não-cumulatividade e seletividade. Primeiramente.: Alíquota . Normalmente sua hipótese de incidência tributária é determinada por lei específica de acordo com o setor da economia que se pretende intervir. arts. Tal artigo estabelece alguns desses fatos. arrematação de produto apreendido ou abandonado. a) Fato Gerador: entrada de produtos estrangeiros no território nacional com intuito de permanência. Empréstimos Compulsórios 1. e) Alíquota (Al): percentual (%) variável (seletividade). Operações de câmbio: montante em moeda nacional. Peculiaridades: muito embora a sua natureza jurídica já esteja pacificada como sendo de tributo. 148 paragráfo único CF). a única CIDE que tem seus aspectos e fato gerador previamente estipulados da CF é a CIDE-combustíveis. §1º CF). f) Limitações Constitucionais: Princípio da anterioridade: não incide (art. as suas alíquotas podem ser alteradas para desestimular a improdutividade (extrafiscalidade). perde sua natureza tributária. Imposto de Renda (IR): art. d) Base de Cálculo: preço do produto somado valor do imposto de importação.3. sendo assim determinada: Operações de crédito: montante da obrigação. teria sido não recepcionado pela nova ordem constitucional. Generalidade: IR incide para todas as pessoas. A Constituição faculta sua cobrança juntamente com a conta de luz. 1.Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF): previsto no artigo 153. que preconiza o fato gerador como principal elemento para definição do tipo tributário. § 4º. arts. localizada no art.2 Imposto sobre a Exportação (IE): art. 1.1. como a receita ou faturamento das empresas (PIS/COFINS). É importante que se tenha cuidado ao designar esta contribuição como contribuição sindical . e por sua vez mais restrito.153 I CF. Distritais e Municipais.2 Requisitos: embora a Constituição Federal. ano) descontado os valores autorizados pela lei. 153. ou pelo menos de caráter público em que haja interferência ou participação estatal e a comprovada valorização do imóvel particular que decorra justamente da melhoria trazida por tal obra. Imunidades (art. 8°. c) Sujeito Passivo: proprietário. combustíveis e minerais. 15 paragráfo único do CTN) Ademais. arts. c) Sujeito Passivo: contribuinte (exportador ou pessoas equiparadas) ou responsável tributário. Ton. c) Regulamentação do processo administrativo a ser utilizado para discussão e/ou impugnação dos elementos da contribuição de melhoria pelo contribuinte. e) Alíquota (Al): progressiva f) Limitações constitucionais: Princípio da anterioridade: fica a norma mitigada para que a exigência possa ser feita sem ter que aguardar os noventa dias. 46 a 51 CTN. como lhe falta compulsoriedade por força de lei. Operações com valores mobiliários: valor nominal ou da cotação em bolsa ou preço do resgate.a própria Constituição estabelece que as contribuições sindicais podem ser fixadas em lei e cobradas de todos os trabalhadores ou fixadas em assembléia geral para o custeio do sistema confederativo do respectivo sindicato (art. o valor arrecadado a título de empréstimo compulsório deve necessariamente ser utilizado na despesa ou investimento que justificou sua criação. Imunidades: art. VI e §4º CF. apenas delimite a hipótese de incidência acima.1. Universalidade: IR incide sobre todos os tipos de rendas e proventos.).4.valor determinado multiplicado pela base de cálculo). podemos classificar em quatro subespécies. percebe-se que há a necessidade de dois fatores essenciais para a existência de tal tributo. ainda não teve exercida a competência pela UF.2.3.: Alíquota . 29 a 31 CTN.4. c) Sujeito Passivo: industrial ou equiparado. a CF (art.1. tais como: a) Publicação de edital prévio contendo o memorial descritivo do projeto. b) Sujeito Ativo: UF.7. desde que essa finalidade esteja previamente autorizada pela Constituição Federal. Considerações iniciais: conforme já visto.5. § 1º CF). o CTN no artigo em questão. 150. Conceito: criadas com fatos geradores diversos. 177 parágrafo 4° do texto constitucional. no caso desta última. Lucro real. a determinação da zona beneficiada e de quanto cada área obterá de benefício por conta da valorização. 150. §1° CF). II CF. c) Sujeito Passivo: contribuinte (importador.1. dependendo da atividade ou entidade a que visa custear.: CREA. principalmente no que tange a seus fatos geradores – que revelam sua natureza jurídica – os entes competentes para exigi-lo e sujeitos passivos que arcarão com o imposto. c) Sujeito Passivo: contribuinte (titular da disponibilidade econômica) ou responsável tributário (fonte pagadora).4. o orçamento do custo da obra. § 1º CF). 2 . distanciando-se um pouco daquela natureza especificada no CTN. e) Alíquota (Al): % variável. 1. os impostos caracterizam-se por espécie tributária de suma importância para o estudo do direito tributário. b) Sujeito Ativo: União Federal. Impostos Federais: 1. Princípio da legalidade: não incide quanto às alíquotas (art. a) Fato Gerador: Operações de Crédito (entregar ou dispor o montante negociado). Imunidades (art. inserida pelo art.Da análise do fato gerador acima.5. 1. 153. nos dois seguintes casos: a) Para atender despesas extraordinárias decorrentes de calamidade pública. 1. d) Contribuição especial para o custeio do serviço de iluminação pública (CIP/COSIP) introduzida pela EC 39/02: é de competência dos municípios e do Distrito Federal e pode ser instituída por lei ordinária. a) Fatos Geradores: saída de produtos industrializados de estabelecimentos considerados contribuintes. possuem caráter extrafiscal. § 1º CF). da leitura dos artigos 149 e 149-A da CF. f) Limitações Constitucionais: além de lhe serem aplicáveis todos os princípios tributários. SENAI.). guerra externa ou sua iminência. d) Base de Cálculo: preço do produto ou unidade de medida (Kg.

f) Limitações Constitucionais: obedece a todos os princípios (exceto ao da anterioridade mitigada no que tange modificação da base de cálculo). dentro desse rol. Porém. c) Sujeito Passivo: pessoa que faz a operação com habitualidade (operações internas).Imposto de Importação (II).) Nas operações interestaduais: percentual definido por resolução do Senado. VI CF (genéricas) e art. 150. 2. a repartição das receitas tributárias além de outros preceitos de direito tributário. II CF). 1. e) Alíquota (Al): normalmente é variável.1. Competência para os impostos: é privativa de cada uma das pessoas políticas. 3.156. 195 par. Tais leis podem ser federais. Contudo se a operação interestadual tiver como comprador da mercadoria pessoa na condição de consumidor final do produto. a lei municipal poderá fixar o valor de mercado para tais bens. lembrando que o Distrito Federal tem competência para legislar os impostos estaduais e municipais cumulativamente. § 4º CF). d) Base de Cálculo: valor venal dos bens ou direitos transmitidos. No caso de fraude. 156 CF) – Imposto sobre a 3 . d) Base de Cálculo: valor serviço prestado constante da nota ou recibo. Estados e Municípios). II e § 2º CF. desconta-se o valor do IPI). 35 a 42 CTN. II CF (não incide sobre direitos reais de garantia).3. Assim como o estudo dos respectivos fatos geradores das espécies tributárias. estaduais. é o que deve prevalecer quando da aplicação da lei.1) Nas operações internas: percentual definido pela lei de cada Estado. e) Alíquota (Al): percentagem (%) fixa que incide sobre o valor do veículo. IV). Alínea “b”: operações p/ outros estados de petróleo. com alíquotas máximas a serem fixadas pelo senado federal (art.2. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Como a Constituição é a fonte suprema para definição das normas delimitadoras do sistema tributário e tem nascimento posterior ao CTN. e) Alíquotas (Al): a fixação das alíquotas no ICMS dependerá de que tipo de operação se está tributando (fato gerador) podendo ser: e. 3. X CF: Alínea “a”: operações que se destinem ao exterior. fusão incorporação de empresas em que haja transferência de bens imóveis . c) Impostos Municipais: (art. impostos residuais (art. posse ou domínio útil de imóvel situado na zona urbana do município. § 2º I CF (realização de capital social.Leis ordinárias específicas que instituem a espécie tributária propriamente dita. c) Sujeito Passivo: Contribuinte: proprietário à época da ocorrência do fato gerador ou responsável (adquirente do bem com débitos). e por sua vez mais restrito. Muito embora o CTN estenda os verbos inerentes ao fato gerador para a posse e o domínio útil também. arts. VII CF). c) Sujeito Passivo: prestador do serviço ou tomador (responsável por transferência nos casos em que a lei municipal determinar). III CF. como um todo. e cada grupo de impostos só pode ser legislado pela detentora de sua competência (UF. § 2º.2. arts. c) Sujeito Passivo: qualquer uma das partes do negócio (art. Imposto sobre Transmissão “Causa Mortis” e Doação (ITCMD) e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). 1. Seguro e Valores Mobiliários – Operações Financeiras (IOF).184. do CTN que delimita aspectos relevantes dos tributos. temos a criação e distribuição das competências tributárias entre os entes da federação: União. 1. 150. d) Base de Cálculo: valor da mercadoria circulada ou serviço prestado. como se fará a seguir. incidente sobre o valor do serviço. 32 a 34 CTN: a) Fato Gerador: propriedade. as regras são diferentes. Se o serviço não estiver fixado na lista: só incide o ICMS sobre o valor da operação toda (pois então será considerada venda de mercadoria). e) Alíquota (Al): percentual (%) definido em lei municipal. devendo ser utilizada a alíquota interna do estado da saída se o consumidor final não for contribuinte habitual do ICMS e a alíquota interestadual (fixada pelo senado) se o consumidor final for contribuinte habitual do ICMS. 9° Decreto-lei 406/68 e LC 116/03. Câmbio. 32. 1. 154. § 1º. arts.225 CC – penhor. 155. É o caso. 2° . Se o serviço prestado não tiver ressalva (maior parte da lista): só incide o ISS (sobre o valor da operação toda).2. I CF) e seletividade (art. a sistematização da legislação tributária brasileira está concretizada da seguinte forma: 1° .3) Nas operações de exportação: percentual fixado por resolução do senado federal.1. d) Base de Cálculo: Valor venal do imóvel (não inclui os bens móveis que contém). possui princípios específicos: nãocumulatividade (art. bem como da obrigação e crédito tributários. empréstimos compulsórios (art. art. esta lei deverá ser complementar (e não ordinária). III e § 3º CF.156. IV). Alínea “d”: serviços de comunicação sonora e telecomunicação de recepção gratuita. b) Sujeito Ativo: Estados-membros e Distrito Federal. entendemos que o fato gerador delimitado pela CF.art. Imposto sobre transmissão de bens imóveis por ato “inter vivos” e oneroso (ITBI): art. a) Fato Gerador: transmissão de bens ou direitos (móveis ou imóveis) por doação ou “causa mortis” (tantos são os fatos geradores quantos forem os herdeiros).3. variando conforme o valor ou localização do imóvel (progressividade fiscal . Estados. Obs. 156.2. competências tributárias. Alínea “c”: operações com ouro definido como moeda cambial ou ativo financeiro (onde só incide o IOF). Impostos Residuais e Extraordinários. criar cada espécie (como determina o art. Há que se ressaltar. Distrito Federal e Municípios. Imposto sobre transmissão de bens causa mortis e doação (ITCMD): art. c) Sujeito Passivo: qualquer uma das partes do negócio (art. 156. II e § 2º CF.2. 155.A Constituição Federal estabelece a base para a instituição dos tributos. b) Sujeito Ativo: Estados-membros e Distrito Federal (local do registro do veículo). já realizado acima de forma bem sucinta. que em alguns casos previamente estipulados pela CF. contudo. Imposto sobre propriedade territorial Urbana (IPTU) – art. § 2º. para bens móveis: do domicílio do doador ou do local do inventário ou arrolamento) ou Distrito Federal. 156. VI CF (genéricas). a) Fato Gerador: prestação de serviços elencados na lista anexa à lei complementar supracitada. hipoteca e anticrese). c) Sujeito Passivo: proprietário.1. I. de acordo com a competência para a instituição do tipo tributário. fornecidas ou mantidas pelo município. é de suma importância conhecer as limitações discriminadas pela Constituição.3. que de forma minuciosa estabelece os princípios gerais a serem obedecidos pelo legislador infraconstitucional. § 3º.2. por exemplo. prestação de serviço de transporte interestadual ou intermunicipal e de comunicação. ou responsável tributário.2. a CF (art. I) ao delimitar o fato imponível o faz apenas na propriedade do imóvel. 42 CTN). sendo. 155. 156. nos artigos 145 a 162.art. b) Impostos estaduais: (art. discriminadamente. VI (genéricas) e 184. 4° CF). delimitando as formas. Imposto sobre Crédito. Pode ser progressiva. I e §1º CF. Conceito: a competência tributária é formada pelo poder de criar tributos (atividade legislativa). 35 a 38 CTN a) Fato Gerador: transmissão onerosa da propriedade ou domínio útil de bens imóveis. pode ser fixa (específica) para prestação de serviços de caráter pessoal. 1. 155. Competências Tributárias: dentre as disposições constitucionais. b) Sujeito Ativo: Municípios ou Distrito Federal da sede do estabelecimento da prestação ou do local onde o serviço é prestado (este último caso somente para os casos elencados como exceção pela LC 116/03). Divisão: a competência tributária pode ainda ser dividida em espécies. Imposto de Exportação (IE). da análise da LC 116/03 aplicaremos às seguintes regras: Se o serviço prestado tiver ressalva na lista anexa: incide ISS sobre o serviço e ICMS sobre a mercadoria fornecida (nota fiscal com valores partidos). porém. e. 3.3.182. estabelece dispositivos que têm direta pertinência com o tributo ou com a tributação. 150. 7º CTN) e não passível de avocação por outro ente que não o determinado pela Constituição como competente. e. se é o “de cujus” ou os herdeiros. § 2º. 42 CTN). poderes e vedações. f) Limitações Constitucionais: obedece a todos os princípios tributários. a Constituição Federal atribui a cada uma dessas pessoas de direito público interno. todas as espécies de impostos que podem existir. LINK DA ORDEM 3 DO SISTEMA CONSTITUCIONAL TRIBUTÁRIO 1. art. conforme seu exercício pelos entes políticos e o respectivo tributo que instituem. e) Alíquota (Al): percentagem (%) variável fixada pela lei municipal. 155 CF) – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação (ICMS). 3.2. 148 CF).exceto quando essa for a atividade principal da empresa). titular do domínio útil ou possuidor (estes dois últimos apenas se levarmos em conta a acepção do CTN e verificarmos em sua pessoa o “animus domini” – intuito de ser dono). Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR).3. f) Limitações constitucionais: aplicação de todos os princípios tributários. I e § 1º CF. Imposto sobre serviços (ISS): art. definida em lei municipal até o limite de 5%. distritais ou municipais. Imunidades: art. Imunidades: art. Imunidades: art.1. §1º CF) ou aumentando como forma de punir o proprietário de solo urbano não edificado (progressividade extrafiscal . 1. a) Fato Gerador: saída da mercadoria (circulação) do estabelecimento do contribuinte em território brasileiro. b) Sujeito Ativo: Municípios ou Distrito Federal da localização do imóvel. as matérias a serem reguladas por ele. d) Base de Cálculo: valor de mercado do veículo. d) Base de Cálculo: valor venal dos bens ou direitos adquiridos. A lei ordinária é quem decide se é o doador ou o recebedor. importador/ arrematante. Trata-se de lei fundamental do Direito Tributário. § 1º CTN. § 5º CF (transferência de imóveis para fins de reforma agrária). o poder de legislar sobre os tributos que expressamente nomeia. 153 e 154 CF) . os tipos tributários e. Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR). isto é. Imunidades: art. 155. A lei ordinária municipal é quem fixa se é o adquirente ou vendedor (normalmente é o primeiro). transmissão onerosa de direitos reais sobre imóveis (exceto os de garantia art. 155. 150.: Prestação do serviço com fornecimento de mercadoria: na dúvida de qual imposto incidirá na situação aqui mencionada (ISS ou ICMS) e justamente para que não haja bitributação. 156.3. VI CF (genéricas). tendo como máxima e mínima aquela fixada por resolução do senado federal (art. Impostos Estaduais e Distritais: 1. II (receitas sobre operações de serviços exportados). como ocorre para o IGF (art.1. a) Fato Gerador: propriedade de veículo automotor.Imunidades: art. definida em lei municipal (para municípios com mais de 20 mil habitantes esta lei será o plano diretor da cidade) e que tenha pelo menos duas melhorias elencadas no art. ainda que este não a exerça (art. VI (genéricas) e 155. São assim distribuídos: a) Impostos federais: (arts. f) Limitações Constitucionais obedece a todos os princípios tributários . b) Sujeito Ativo: Estados-membros (do local do imóvel.153.Leis complementares federais regulamentam as normas gerais em matéria tributária. 8º CTN). 155. acrescido do valor do IPI caso o destinatário não seja também contribuinte do ICMS (se for.150. Organização: segundo nosso ordenamento jurídico. indelegável (Art. sem. Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF). Imunidades: art. 3° . 156. 1. § 5º CF (transferência de imóveis para fins de reforma agrária). 146 CF). § 2º. CF) e contribuições sociais residuais (art. 150.2 Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadoria e prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação (ICMS) – art. b) Sujeito Ativo: Municípios ou Distrito Federal da localização do imóvel. Impostos Municipais e Distritais. Imposto sobre propriedade de veículos automotores (IPVA) – art. e) Alíquota (Al): percentagem (%) determinada pela lei estadual. VI CF (genéricas). f) Limitações Constitucionais: obedece a todos os princípios. art. art. cobrando-se a diferença entre a interna e a interestadual no momento da entrada a mercadoria no estabelecimento destinatário. derivados e energia elétrica. o CTN no artigo em questão teria sido não recepcionado pela nova ordem constitucional. Considerações iniciais: a Constituição Federal. entrada da mercadoria importada (circulação que inicia no exterior). f) Limitações Constitucionais: além da aplicação de todos os princípios tributários.

a Constituição definiu que eles poderão descontar do valor do tributo a ser pago aquilo que já foi pago a título de tributo nas operações anteriores. 5. não pode dar preferência a determinado local em detrimento de outro (tem que dar tratamento igualitário). Exceção: o próprio artigo 150. II e V CF). É. Assim.7. III. § 3º. gerais e específicos.1. trata da “vacacio legis” específica para a lei tributária. Serve principalmente para a realização de justica fiscal (redistribuição de renda). permite-se a sua delegação a outras pessoas jurídicas (de direito público ou privado). II CF). Empréstimos Compulsórios: criados em somente em razão de despesa extraordinária decorrente de calamidade pública ou guerra externa (art. 5. § 1º CF). Princípio da Seletividade (art. 153. Apesar de o texto constitucional vedar expressamente apenas a cobrança de tributos com caráter confiscatório. Princípio da Não-Cumulatividade (arts. 145. 150. Considerações iniciais: muito embora não constem normalmente como princípios constitucionais tributários as imunidades também são vedações/limitações constitucionais ao exercício da competência tributária. § 1º.ICMS): este princípio é válido especialmente para o IPI e para o ICMS que são chamados impostos indiretos ou que repercutem. CF autoriza para os tributos que possam ser instituídos ou majorados por lei ordinária a sua instituição ou majoração por medida provisória desde que: . expressamente estabelecidas pela CF. ao criar essa limitação. Exceções .4.1 Princípio Federativo (art. Princípio da Estrita Legalidade Tributária (150. por Decreto ou Ato Normativo que não a Lei (art. CF): por este princípio. II. os tributos que tiverem sido criados ou majorados.5. 3.2. Municípios. Apenas por questões didáticas dividiremos essas limitações em 11 (onze) grandes princípios.2. quanto mais essencial for o produto que deu origem ao fato gerador menor será a alíquota aplicada para o cálculo do montante de tributo a pagar. ainda pelas obras que financiam.2.Sejam observados os requisitos constitucionais para sua instituição (relevância e urgência). § 1º CF).ICMS): também válido para o IPI (obrigatório) e para o ICMS (facultativo). IPTU (somente no que tange à alteração da base de cálculo).1. Vigência: lançamento válido ao mundo jurídico da lei tributária. O princípio da legalidade não comporta exceção para criar. cabe à lei dar o devido tratamento tributário por questão de justiça fiscal. se o Tributo tiver de ser instituído por lei complementar (a exemplo dos empréstimos compulsórios . assim exação nova ou diferenciada) ou quando beneficiar o contribuinte em infrações. o STF ao julgar a ADI 551 (Rel. Exportação e Alíquotas Interestaduais do ICMS. calculase o montante devido apenas sobre o que for referente à sua parte no fato gerador (tributo que incide sobre o valor agregado).9. a exação fiscal deve limitar-se a arrecadar percentagem da riqueza tributada e não todo ou quase todo o patrimônio. determinando que as alíquotas deste impostos serão variáveis e graduadas proporcionalmente ao inverso da essencialidade do produto tributado. na qual aqueles que se encontrem em situação equivalente devem ter o mesmo tratamento pelo Fisco. pois constitui Princípio do Direito Financeiro. A única hipótese de distinção vedada expressamente pela CF ao tratar desse princípio é em relação a ocupação profissional ou atividade exercida pelo sujeito passivo. deixa de fazê-lo. IV.10. Eficácia: efetiva aplicação da lei ao caso concreto (aplicação do princípio). 5. a jurisprudência do STF vem determinando sua aplicação às demais espécies tributárias. . A título de ilustração. 4.2. não podendo ser aplicado aos fatos anteriores ao vigor da lei. sob pena de ser nulo. 6. 148. Esse Princípio visa primordialmente garantir segurança jurídica das relações consoante com o que diz a CF (art. 18 CF): trata-se da delimitação da competência tributária pela Constituição que define qual tributo pode ser instituído por qual pessoa política. 150. tem que ser por lei ordinária ou lei complementar. ao criar um tributo. II CF . o será em lei ordinária. denota-se que a Constituição tenta preservar o direito de ir e vir do cidadão com seus bens em todo território nacional (art. Princípios Constitucionais Tributários: os Princípios Constitucionais tributários são chamados de limitações constitucionais ao poder de tributar porque delimitam e orientam quando e como (forma) serão instituídos e exigidos os tributos por parte do ente tributante (sujeito ativo da obrigação tributária). c) Aguardam apenas o exercício financeiro seguinte (podem ser exigidos antes de decorridos os 90 dias): IR (art. 5. CF. Princípio do Não-Confisco (art. 5.1. onde o fato gerador leva em conta a disponibilidade pessoal e não um bem real (imóvel. CTN. Instituição ou majoração de tributos por lei delegada: ao ana- lisarmos força hierárquica e as matérias de competência das leis delegadas. I CF): é a proibição a qualquer ente de exigir ou aumentar Tributo (e não só impostos) por outro meio que não seja lei em sentido estrito (lei ordinária ou lei complementar).475-6) para conservação das vias conservadas por ele. o exercício financeiro seguinte e o mínimo de noventa dias da sua publicação). ou inviabilizando o exercício profiisional do contribuinte. 5. 5.2. I. com o seu exercício por outra pessoa que não aquela detentora da competência tributária. Para manter-se a função do Tributo (arrecadar).Produzindo efeitos somente no exercício seguinte ao da sua conversão em lei.153. preconizadas na CF. Capacidade Tributária Ativa: compreende a função de fiscalizar. portanto. III. III CF . Para tal capacidade. 5. o ente tributante não poderá lançar mão do tributo. Dáse com a sua publicação. Quando a União. conforme disposto abaixo: a) Podem ser exigidos imediatamente: Impostos Extrafiscais: II. 5º. 3. CF): esse princípio vem contribuir para a manutenção da Isonomia porque vai tratar diferenciedade aqueles que têm mais ou menos poder aquisitivo. 5. ou tendo competência para legislar e definir tal situação como hipótese de incidência tributária.393-SP). CF): trata-se de igualdade jurídica e não igualdade de fato.7. autoriza a exigência de pedágio (aqui considerado com natureza de taxa de serviço – RE 181. Assim. 6. Para que os contribuintes da cadeia econômica não paguem várias vezes um tributo referente ao mesmo fato gerador até chagar ao consumidor final. 152 CF): este princípio aplicado a todos os entes da federação exceto à UF. Impostos Extraordinários (154. podem tratar igualmente de matéria tributária.IPI e 155. Competência para as contribuições especiais: podem ser incluídas como competência privativa da União as contribuições sociais (exceto aquelas instituídas para a aposentadoria dos servidores estaduais e municipais).1. § 6º. I CF). pelo Poder Executivo. Princípio da Não Discriminação Tributária em razão da origem ou destino dos bens ou serviços (art. Muito embora o texto constitucional se refira apenas aos impostos. V. a Constituição Federal. Distrito Federal) interferirem nas competências tributárias umas das outras. § 2º. sempre que haja a possibilidade do assunto ser tratado por lei ordinária. impossibilita o poder público de criar e exigir tributos – especialmente taxas – sobre o direito de passagem. CF – e impostos residuais – 154. de modo a ferir o direito de propriedade protegido pela CF. o direito adquirido e a coisa julgada.art. Princípio da não limitação do tráfego (art. IPVA (somente no que tange à alteração da base de cálculo). ou seja. 150. 151.1.2. 150. 5. pessoa jurídica de direito público. Destarte. São vedações absolutas que não comportam exceção. 148. I CF . Deve o legislador. percebemos que equivaleriam às leis ordinárias e. somente poderão ser exigidos (cobrados) a partir do início da vigência da lei. XXXVI). Nas imunidades. V.3. segundo o qual para a instituição e cobrança de um Tributo teria que haver sua inclusão na previsão orçamentária (que é anual) – autorização legislativo de tudo que é receita e despesa. A lei tributária somente retroagirá quando for meramente interpretativa de legislação anterior (não criando. podendo haver diferenciação se a situação jurídica diversa assim o justificar. pela alteração de suas alíquotas. ou seja.3.3. de competência dos municípios e do DF a contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública (CIP/Cosip). Imposto sobre a Transmissão onerosa de Bens Imóveis por ato “inter vivos” (ITBI). A delegação dessa capacidade ativa. § 2º.: Princípio da Anualidade: não se confunde com o Princípio da Anterioridade. 5. impossibilitando sua delegação. Competência para os empréstimos compulsórios: é privativa da União Federal. não podendo atribuir à arrecadação o caráter punitivo e não o meramente arrecadatório. 150. 5. “a”. Exceções: a Constituição Federal exclui esse princípio em diversos casos. “b” e “c” CF): proíbe a cobrança de tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido instituiído ou majorado e em prazo não inferior a 90 (noventa) dias da data da publicação. como tais. CF).8. São situações que o poder público ou não tem a competência constitucional para legislar sobre tal assunto. temos que é vedada a instituição por Medida Provisória quando a lei complementar for requisito para o tributo. 5.1. CF): segundo este princípio. Exceção: retroatividade da lei tributária. IE. em especial às taxas e contribuição de melhoria (RE 232. 5. como estabelece a Constituição. CF). Ilmar Galvão) a restrição também é aplicável às multas. b) Aguardam apenas a anterioridade nonagesimal ou noventena (90 dias): IPI (153. impede a aplicação de alíquotas diferenciadas para produtos destinados ou oriundos de determinada localidade do país. 153. CF): vedação imposta a União Federal para que não institua tributo que não seja uniforme em todo país. IV CF) e contribuições Sociais (195. . §1º.4.Seja convertida em lei até o último dia do prazo (60 – sessenta – dias) para conversão (prorrogável única vez por igual período). 5° XV CF). os quais poderão ser exigidos no mesmo exercício financeiro ou não aguardados os 90 dias (art. tal majoração só poderá ser exigida dos prestadores de serviço em 1° de janeiro do ano seguinte (respeitando-se. Min. Princípio da Irretroatividade (art. IOF) que podem ser majorados. a lei tributária é irretroativa (possui eficácia “ex nunc”) e ainda que posteriormente modificada.2. Válido para os impostos de caráter pessoal. não podendo versar. 5. Simplificadamente. § 3º. a CF distribui essa função legislativa às quatro figuras denominadas entes federativos. porém. terreno. podemos dizer que se determinada lei municipal aumentar a alíquota do ISS em fevereiro deste ano. IPI. que protege o ato jurídico perfeito. Competência para as taxas e contribuição de melhoria: é concorrente para todos os entes federativos que podem legislar sobre as espécies tributárias mencionadas. 153. impossibilitando a exigência tributária “in casu”. Esse princípio representa primordialmente a impossibilidade dessas pessoas jurídicas de direito público (União.5. Princípio da Uniformidade Geográfica (art. Princípio da Capacidade Contributiva (art. Obs. 3. excepciona desse princípio os impostos extrafiscais (II. dá-se o nome de PARAFISCALIDADE. 155. de acordo com a fiscalização exercida ou serviços que mantenham ou. IE.6. 5. Imunidades Tributárias: 6.1. não é obrigada porque pode estabelecer essa diferenciação de procedência ou destino nos casos de Importação. III CF).IPI e art. I. Princípio da Anterioridade (Art. O intuito deste princípio foi também vedar o enriquecimento sem causa por parte do ente tributante. levar em consideração a capacidade econômica do contribuinte (poder aquisitivo) para graduar quanto cada camada irá pagar. IOF (153 I. CF): por este prin- cípio ficam impedidos os entes tributantes de utilizar o tributo com efeito confiscatório.1. conforme artigo 106. etc). devese utilizar ao cálculo do tributo a lei que vigorava à epoca do fato gerador. Nas hipóteses taxativamente previstas pela CF. 5. a situação impeditiva da incidência tributária não ocorre 4 . as CIDEs e as corporativas.11. podendo parecer que apenas àqueles é que se aplica tal princípio. o artigo 62. Abrandamento deste princípio: a União Federal pode conceder incentivos fiscais a determinadas regiões para promover o equilíbrio socioeconômico do país (significa manter a isonomia). Em respeito ao pacto federativo por ela adotado.Majorar: para aumentar determinado tributo. 150. que informam a instituição de tributos: 5. Imposto sobre serviços (ISS). § 2º. Princípio igualdade ou isonomia tributária (art. arrecadar e administrar tributos.8. assim. que também pertence à mesma pessoa política que detém a competência tributária. garantindo segurança jurídica aos contribuintes ou responsáveis (sujeito passivo da obrigação tributária). I CF . a medida provisória não poderá instituí-lo porque se convertida. III. previamente definidas na Constituição Federal. Diferenciação entre imunidade e hipótese de nãoincidência: quando se fala em hipótese de não-incidência verifica-se a situação que foge às regras de tributação delimitadas na CF e na lei. Instituição ou majoração de tributos por medida provisória: Primeiramente indispensável verificar que por força do artigo 62. sobre matérias reservadas à lei complementar. pois podem ser repassados em cadeia econômica. Por tais motivos. Estados.Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU).

ou seja. Entretanto. Para a determinação de quais entidades enquadrar-se-iam no requisito sem fins lucrativos é imprescindível a leitura do art. d) Dos serviços de comunicação (sonora ou telecomunicação) gratuitos. o aplicador do direito poderá valer-se dos princípios estipulados pelo sistema constitucional tributário.2. epecificados no artigo 97 do CTN.5. pode ter vigência extraterritorial dependendo de convênios entre os entes tributantes (art.30 há. § 3° CF).4.. restritiva ou teleológica. sendo utilizadas primordialmente para a criação e aumento dos tributos. dependendo da espécie normativa.4. 6. de 1996. 6.4. sendo este último uma das fontes que integram toda legislação e especificamente a única espécie que pode fazer valer o princípio da legalidade. com um rol. extensiva.100 há. Vigência Temporal: pode se afirmar que a legislação tributária vige a partir da sua publicação ou após a “vacatio legis” que delimitar. 150. Vistas as definições dos possíveis métodos de interpretação da legislação tributária. pelo aplicador do direito para dirimir conflitos ou dúvidas tributárias. III. art. Diferenciação entre imunidade e isenção: como vimos acima. que na Lei Complementar é maioria absoluta e na Lei Ordinária é maioria simples ou relativa. II CF). no exercício financeiro seguinte e após 90 dias da sua publicação. a legislação tributária tem efeitos “ex nunc”. tomaremos por base as regras gerais colacionadas pelo Código Tributário Nacional. garante a liberdade de culto (art. desde que a atividade da pessoa jurídica não seja a venda ou locação de imóveis ou arrendamento mercantil (art.3. o CTN determina que. da autoria.4. irretroatividade. 6. 5 . 103 CTN). 150. Para isso. Considerações iniciais: estudada a parte constitucional do sistema tributário.3. No que tange às normas complementares explicitadas no artigo 100 do CTN. outorga de isenções e dispensa do cumprimento das obrigações acessórias (art. 6. o CTN estabelece algumas hipóteses em que a legislação tributária poderá ter efeitos “ex tunc”. que exige interpretação literal nos matérias que especifica.4. temos que a interpretação. VI. Aplicação: como regra.1. 6. c) Os convênios.CTN exemplifica. II – tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) Quando deixe de defini-lo como infração. na data em que estipularem. não podendo inovar juridicamente ou contrariar o preceito legal. Distrito Federal e Municípios. No que tange às normas complementares que integram a legislação tributária (e não lei complementar).1. pode ser feita quando para a solução da controvérsia seja indispensável entender qual o motivo que levou o legislador a redigir o texto legal daquela forma. 6. a lei em sentido estrito. isonomia. já estudados anteriormente (anterioridade. 5. 2º. incorporação ou extinção. Imunidade Recíproca (art. b) Aplique integralmente. A Pequena gleba rural é o imóvel rural com área igual ou inferior a: I .1.50 há. há que se verificar como se compõe e se organiza o ordenamento infraconstitucional. o seu “quorum” de aprovação. 150. Apesar de admitida no direito tributário. c) Quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista ao tempo de sua prática. importante asseverar que a eficácia da lei que instituir ou majorar tributos terão que respeitar o princípio da anterioridade já estudado. 6. X. VI CF). tentando captar o espírito da lei. nos artigos 96 a 112. o aplicador do direito deve limitar a definição dos conceitos aí trazidos. LINK DA ORDEM 4 LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA 1. Imunidade de contribuições sociais: ocorrem em suas situações: a) Para as entidades beneficentes de assistência social que se enquadrem nas exigências legais (art. § 2°. se localizado em município compreendido na Amazônia Ocidental ou no Pantanal mato-grossense e sulmato-grossense. Interpretação: não existe forma ou método típico para a interpretação da legislação tributária especificado no CTN. “d”): imunidade objetiva para os impostos destes bens extensiva ainda aos insumos necessários a sua fabricação (Súmula 657 STF). Pode ser extendida às autarquias e fundações públicas. com as ressalvas a este princípio determinada pela própria CF. na aplicação do texto interpretado ampliamos seu alcance para a solução da questão tributária.11. previu para tais casos as formas de integração para solução dos fatos concretos. de aplicação irretroativa. § 2º. 6. Ainda. como se observa nos termos do artigo 105 do CTN que preceitua que esta se aplica aos fatos futuros e pendentes (princípio da irretroatividade – art.4.4.3. com isso. com as devidas ressalvas constitucionais.4. “a” CF). c) Mantenha escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão.7. patrimônios ou serviços de um ente pelo outro. 6. 153. exploradas pelo proprietário e este não possua outro imóvel (art. 150. Sendo que a ele.. quando expressamente mencionados na Constituição. 7. quando usado como ativo financeiro ou moeda cambial. onde se especifica os limites de abrangência. 149. são parte integrante do termo amplo “legislação”. muito embora tenham caráter normativo. assim considerada pelo CTN como a lei complementar e a ordinária. Assim. A isenção não impede o legislador de definir a hipótese de incidência tributária que lhe compete. e III . Vigência Espacial: a legislação tributária tem vigência dentro do ente tributante que a criou. VI. excluídos os semi-elaborados definidos em Lei. nota-se que o legislador foi claro ao diferenciar a legislação tributária (sentido amplo) do termo lei (sentido estrito). 111 CTN). entrarão em vigor após prazo por ele especificado (art. Qualquer dessas pessoas perderá a imunidade nos fatos relacionados com a exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados. Imunidade de CIDEs: para as receitas decorrentes de exportação(art. ou ainda se for meramente interpretativa. Imunidades de Jornais. 100 do mesmo diploma legal). b) Para as receitas decorrentes de exportação (art. excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados. é indispensável discorrer sobre a terminologia adotada pelo CTN – legislação tributária – pois trata-se de conceito amplo que abrange qualquer norma jurídica relacionada com o direito tributário. no País. bem como tratar de assuntos gerais do tributo. Princípios Gerais de Direito Tributário: na hipótese de não se ter caso análogo que se possa emprestar a legislação. “c”): válida para os impostos das pessoas aqui mencionadas. aplicação. I CF). 5. § 5° CF). Interpretação extensiva: é necessária quando se percebe que o legislador disse menos do que queria dizer e. nasce a opção de não exigi-lo em certas situações. 3. § 7º.4. Exceção: apesar da regra em questão ser absolutamente cristalina. renda ou serviços das entidades constituídas para fins religiosos. Imunidades tributárias em espécie: 6. como forma de interação da legislação tributária. interpretação e integração do que se convencionou chamar de Legislação Tributária. 150. 6. III CF). 102 CTN).4. 6. como se dá em outros ramos do direito.6. observado o artigo 96. 149. constitucional. “b” CF): válida para os impostos sobre o patrimônio. Benefício que abrange a União.108 CTN): 1°. 4. desde que sejam interestaduais. II . Interpretação gramatical ou literal: é utilizada aplicando-se exatamente o texto da lei que se pretende interpretar. Imunidade do ICMS: são subdivididas em quatro situações (art. determinando ao aplicador do direito a ordem do rol com que se deve suprir a falta (conforme art. I CF). VI. os tratados e convenções internacionais. § 2º. 6. § 2°. b) Quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão. desde que o fato imune esteja vinculado às sua atividades essenciais. de canais abertos. O art. Instituições de Educação e de Assistência social sem fins lucrativos (art. a qualquer título. 112 CTN que admite uma interpretação mais favorável ao contribuinte em caso de dúvida na aplicação de sanções ou penalidades. fusão. Imunidade dos Templos de qualquer culto (art. devem ser consideradas norma de caráter inferior às leis. em realização de capital. Imunidade do IPI: dos produtos destinados ao exterior (art. 6. na solução de caso onde a legislação é omissa ou onde não haja lei. na solução do caso tributário. Estados. Tais exceções estão previstas no artigo 106 que diz que a lei aplica-se ao ato ou fato pretérito: I – em qualquer caso. ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário (art. ou seja. desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento do tributo. por isso. instituir ou majorar tributos. servindo apenas como um complemento à norma já existente.1. capacidade contributiva. aplicação e graduação da pena.8.4. quais sejam: leis que disponham sobre exclusão e suspensão do crédito. “a” CF): para impostos sobre a renda. 153. 4. retroagindo para beneficiar o sujeito passivo se a penalidade trazida pela nova norma for mais benéfica a ele e ainda não foi quitada. 14 do CTN que exige que tal instituição: a) Não distribua qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas. Inobstante a essa regra. b) Decisões administrativas com efeito normativo. O que difere entre a lei ordinária e a lei complementar no sistema tributário e na efetivação do princípio da legalidade são basicamente as matérias que regulam – a lei complementar limita-se a estabelecer regras gerais tributárias e criar alguns poucos tributos. Nessa toada. portanto.9. b) Das operações com petróleo e derivados ou energia elétrica. poderá ser gramatical. 6. e a lei ordinária é a forma adequada para instituição dos tributos – e quanto ao proceso de elaboração. VI. Imunidade dos impostos em desapropriação: nas operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária (art. Forma constitucional de favorecer o exercício das atividades religiosas e. mas sim por um bloqueio específico da Constituição Federal à tributação (pela lei) em certo caso. se localizado em município compreendido no Polígono das Secas ou na Amazônia Oriental.4.184. decretos e normas complementares (atos normativos melhor especificados no art. barateando o processo produtivo e comercial. CF): a) Das Mercadorias e Serviços que destinem ao exterior produtos industrializados. o que seria legislação tributária: além da lei em sentido estrito. (Lei nº 9. CF). Analogia: utilização de lei criada para caso semelhante. diante dos fatos. Essa imunidade tem como finalidade o incentivo à cultura.10. as definições relevantes a esse respeito estão asseveradas no CTN. por isso. 195. c) Das operações com ouro. Aqui sim estabeleceu métodos próprios.por falta de competência ou por opção de inércia legislativa.4. é possível utilizar-se de idéias extraídas do direito público como um todo – aplicação de princípios inerentes ao direito administrativo. § 4º. os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais.2. 156. 6. 6.150. Vigência: o CTN estabelece uma regulamentação própria para a vigência da legislação tributária que se sobrepõe às regras da LICC e que podem ser assim classificadas: 4. quais sejam: a) Atos normativos da administração pública. 2°.. não-confisco) para a solução de controvérsias. 155.2. Integração: o código Tributário Nacional também se preocupou com os casos em que a legislação tributária fosse omissa ou ausente. só produzindo efeitos. Imunidade das Propriedades Rurais do ITR: desde que seja considerada pequena gleba. se localizado em qualquer outro município. Interpretação teleológica: por sua vez. Imunidade dos Partidos Políticos e Entidades Sindicais. Imunidade ao ITBI: quando o imóvel for incorporado ao patrimônio da Pessoa Jurídica. quando seja expressamente interpretativa. 2. 5 °. § 3º. não admite ampliações ou restrições ao texto escrito do enunciado legal. 96 .4. Distinção entre lei e legislação tributária: contudo.393. Princípios Gerais de Direito Público: caso perceba-se que da análise dos princípios tributários não será possível dirimir a questão diante da lacuna da lei. I CF). Interpretação restritiva: verifica-se quando o legislador disse mais do quem pretendia dizer na redação do texto legal e. a imunidade tributária nasce de uma vedação constitucional que impede o legislador de tributar determinada situação ali descrita. na data de sua publicação. parágrafo único). o art. Livros e Periódicos e do papel destinado a sua impressão (art. Conceito e primeiras noções: inicialmente. 6. 3°. conforme lei específica. em 30 dias da sua publicação. na sua interpretação. processual. esta não pode criar tributo não previsto em lei.

somados.3.3. por lei.: “auferir renda”. § 1° CTN). 113. passaremos a verificar os principais casos definidos no CTN dos artigos 128 a 138: 2. pois mantém relação indireta com o fato.: loteria). Fato Gerador (em concreto): art. não poderá modificar o seu sentido ou alcance. b) Quanto às pessoas jurídicas de direito privado: o lugar de sua sede ou o de cada estabelecimento (este em relação aos fatos que derem origem a respectiva obrigação).: ITBI. mas decorre apenas de lei. para considerar válida esse tipo de substituição. ainda. deixa a regulamentação de tais situações para a lei específica. 3. c) Solidariedade tributária: ocorre quando mais de uma pessoa tem interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal ou quando a lei definir (art. Este último. de modo a descrever toda a situação hipotética (inclusive momento e local em que ele ocorre) necessária e suficiente para o nascimento da obrigação tributária. 2.2. Ex. imputando ao sujeito passivo (devedor) o dever patrimonial (pagar). São efeitos da solidariedade em matéria tributária (art. § 3º CTN.) e base de cálculo (bc. b) Contínuo ou continuado: levam um período para se completarem. 124 CTN). O que caracteriza esse tipo de responsabilidade é justamente o momento em que ela acontece. Responsabilidade por substituição: nesse caso. mas que pode ser simples em situação ganho de capital em aplicação financeira (ex. a obrigação tributária já tem como sujeito passivo o terceiro responsável. se não o fizer. dependendo da relação que tenha com o fato gerador. dispondo. Das inúmeras situações de responsabilidade por substituição que existem no ordenamento jurídico. dependendo do momento em que o terceiro deve adimplir a respectiva obrigação em relação ao fato gerador. tendo como exemplos o IR. desenvolvido a seguir.126 CTN). Eqüidade: como última razão utilizada para integração da legislação tributária. unidade) temos alíquota chamada específica. c) Quanto às pessoas jurídicas de direito público: qualquer de suas repartições. 125 CTN): . Ex. Local onde o sujeito passivo será cobrado. Domicílio tributário: art. para o qual não se imputa o dever tributário principal. Por conta dos inúmeros casos de responsabilidade tributária estipulados pelo CTN. pode ser chamado de contribuinte (sujeito passivo direto) ou responsável tributário (sujeito passivo indireto). 14 CTN – efetiva ocorrência no mundo dos fatos da hipótese de incidência – enquadramento típico = subsunção do fato a norma.1.2. Outrora será considerada obrigação acessória quando surge com a legislação tributária que prevê ação ou omissão no interesse da arrecadação ou fiscalização. Considerações iniciais: como se viu anteriormente. a exigência tributária pode ser feita integralmente de qualquer um dos devedores solidários. 89. Geralmente um verbo acompanhado de um complemento. se a empresa recolhê-lo mensalmente. localizado no art. o CTN dispensa todo um capítulo para tratar dos casos em que ela surge. tonelada. bem como seus elementos indispensáveis. IPVA. d) Se não for possível a utilização de nenhuma das regras anteriores na fixação do domicílio tributário. nos termos do direito aplicável. nesse caso. . Perceba que o CTN não determina exatamente em quais hipóteses este tipo de responsabilidade surge. definindo as alíquotas (al. fazer ou deixar de fazer algo ao sujeito ativo (credor). Contudo. LINK DA ORDEM 5 OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA 1.A interrupção da prescrição. que normalmente gerem os efeitos que lhe são próprios. c) Complexo ou complexivo: leva em conta vários fatos durante certo período que. Por se tratar de lei que regula as normas gerais em matéria tributária.3. Ex. o fato gerador é a premissa essencial para o nascimento da obrigação tributária. podemos agrupálas em dois subtipos. correspondente à hipótese de incidência. como aspectos da hipótese de incidência. ou seja. 3. mas é obrigado.396) entende 6 . salvo se outorgada pessoalmente a um deles.). delimita as regras para se verificar quando ocorre o FG: a) Se situação de fato: desde que verificadas circunstâncias materiais descritas. faz-se necessário um estudo aprofundado do tema. podendo apenas utilizá-las como premissas para estipulação de conseqüências tributárias (art. . favorece ou prejudica aos demais. 119 CTN.2. na cadeira produtiva. ao final compõem um só fato gerador.1. a obrigação tributária já nasce tendo o responsável como obrigado ao pagamento e não o contribuinte. ITCMD. ao pagamento do tributo. A capacidade tributária passiva independe de qualquer coisa. não importando quantos foram os titulares. sem prejuízo dos demais casos que podem ser criados pela lei específica do tributo (federal.1 Classificação: de acordo com o memento em que se completam. o poder público utilizar-se-á das seguintes regras: a) Quanto às pessoas naturais: sua residência ou o centro habitual de suas atividades. que desde o início substitui o contribuinte. Aqui não se leva em conta a origem do ato (lícito ou ilícito). quais as conseqüências de tal ato. Ex: doação de veículo automotor (adquire a propriedade). Quando o cálculo do tributo se dá pela definição de um valor específico por lei.1. Elementos da Obrigação Tributária: para que a obrigação tributária surja validamente. criando mecanismos que possibilitem valorar a obrigação de determinar seus sujeitos.5. independentemente de quem seja o sujeito a ele ligado. Ex. Toda vez que se verifique esta condição. Hipótese de incidência (fato gerador em abstrato): situação hipotética definida em lei. quando realiza ato concreto que se enquadra perfeitamente na hipótese legal. 3. A lei.: ITR.Responsável tributário ou Sujeito Passivo indireto: não tem relação pessoal e direta com o fato gerador.3. 3. Delimita a competência territorial do ente tributante.Contribuinte ou Sujeito Passivo direto: tem relação pessoal e direta com o fato gerador. como no ordenamento jurídico tributário vigente adota-se a premissa de que a obrigação tributária somente nasce com a efetiva ocorrência do fato gerador (art.1. antes do contribuinte que por sua vez encontrar-se-á em momento posterior na tal linha de produção (e por isso podemos dizer que o fato imponível a ser por ele realizado está à frente do responsável tributário) e para tal cumprimento deve presumir a ocorrência do fato iminente. Pode o sujeito passivo elegê-lo e. aplicando-se o que seria razoável ao homem médio conceber. consiste na justa solução da questão tributária pelo bom senso do aplicador. os fatos geradores podem ser classificados como: a) Simples ou instantâneo: iniciam-se e completam-se em um só momento. em seu artigo 116. importante. Diante da previsão legal.A isenção ou remissão de crédito exonera todos os obrigados. É aspecto condicional e determina o tipo tributário (imposto. 2. em capítulo próprio. temos a chamada substituição tributária para frente ou progressiva (fato gerador presumido). Obs.4. Estados. IPTU. preocupa-se em eleger situações em que o terceiro possua certa ligação. Ambos devem obedecer ao princípio da estrita legalidade tributária. a solidariedade quanto aos demais pelo saldo. a) Base de cálculo (bc. Aspecto Temporal: determina o exato momento em que se considera realizado o fato gerador. Ex. É único fato que se deslinda durante certo período (geralmente um ano). 110 CTN). 3. mas se o fizer. Se o negócio jurídico depender de condição resolutiva.1. aquele que tem o dever de adimpli-la. a) Sujeito Ativo: é o credor da obrigação tributária. em favor ou contra um dos obri- gados. Aspecto Material: determina o núcleo da Hipótese de Incidência. que normalmente é sim- ples. pois o fato ocorre com saída da mercadoria. Se o negócio jurídico depender de condição suspensiva.4°.3. ainda. 113.: IR. Substituição tributária para frente: se o responsável legal que deve adimplir a obrigação tributária encontrase. que irá determiná-las juntamente com a hipótese de incidência tributária. elementos indispensáveis para o surgimento da obrigação tributária: 3. contudo o seu inadimplemento faz com que automaticamente seja convertida em principal (penalidade pecuniária).: Determinados impostos podem ter o fato gerador com características diferentes dependendo da situação. pode ser qualquer ente político (União. sempre em decorrência da lei. Obrigação principal e acessória: a obrigação tributária é chamada de principal quando o dever/prestação for dar (pagar) algo ao fisco.): percentagem que incide sobre a base de cálculo (valor do bem ou serviço) para determinação do montante do tributo. verifica-se o fato gerador desde o momento do implemento da condição. conforme disposto no art. verificar-se o exato momento de sua ocorrência para que se possa então atestar o nascimento do dever tributário.3. ainda que indireta. seja idade. com a ocorrência do fato gerador. Isso implica dizer que a norma abstrata. o STJ (Resp.: UF – nacional. capacidade civil. com todas as características que ensejam o nascimento da obrigação tributária (tipo tributário – descrição legal). Ex: circulação de mercadoria. Da interpretação do dispositivo legal é possível concluir que a idéia foi justamente reforçar a teoria de que o que vale para definição do tributo é o fato gerador. deve fazê-lo de maneira específica e detalhada. seja o tributo seja penalidade pecuniária. valer-se de conceitos e institutos de direito privado para definir algumas regras tributárias. Distrito Federal ou Municípios) que detenha a capacidade tributária ativa para o respectivo tributo ou ainda aquele responsável por exigir o cumprimento da OT (Parafiscalidade das autarquias ou de terceiros) – art. apesar de não ter relação pessoal e direta com o fato gerador. incidente sobre certa unidade de mercadoria (metro. o fato gerador considera-se ocorrido desde a prática do ato ou da celebração do negócio. Porém. constituição jurídica regular (art. II. por sua vez. dever que decorre de lei de o sujeito passivo (devedor) pagar. Conceito: é obrigação “ex lege”. Aspecto Quantitativo: define como será feito o cálculo e apurado o valor do tributo a ser pago.: empregador quando da retenção do IRPF na fonte do empregado. CTN. pois. considerar-se-á o local da situação do bem ou do ato praticado ligado à obrigação.3. b) Sujeito Passivo: é o devedor da obrigação tributária. esta não pode dispensar o pagamento do tributo devido. o sujeito passivo da obrigação tributária. taxa. Aspecto Pessoal: determina o Sujeito Passivo (SP) e o Sujeito Ativo (SA) da Obrigação Tributária (OT). 2. dependendo da relação que tenha com o fato gerador. isto é. Trata-se de obrigação de fazer ou não fazer e não está atrelada à obrigação principal. Momento em que nasce o vínculo entre o sujeito passivo e sujeito ativo (obrigação tributária). Ex. deve arcar com a obrigação tributária por haver expressa previsão legal nesse sentido que lhe exige o pagamento do tributo na hipótese que determina. Nasce com a ocorrência do fato gerador. Classificação pelo CTN: como a responsabilidade tributária pode ocorrer autorizada ou prevista em lei e por ocorrer em inúmeros casos muito argüidos em provas preambulares. Aspectos da hipótese de incidência tributária: na seqüência enumeramos os aspectos essenciais da hipótese de incidência. Aspecto Espacial: determina o local da ocorrência do fato gerador. Determina a legislação a ser aplicada ao tributo (aquela vigente à época da ocorrência do Fato Gerador). desde a ocorrência do fato gerador. O CTN. Isso de dá. . É imprescindível atentar para o fato de que a responsabilidade tributária não se presume nem pode ser acordada pelas partes. para definir as hipóteses em que esse terceiro tomará o lugar do contribuinte na obrigação principal. 3. LINK DA ORDEM 6 RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA 1. ao delimitar a hipótese de incidência tributária. diante de expressa vedação do CTN. o fato que a ocasionou. É autorizada pelo CTN a previsão expressa de lei atribuindo a responsabilidade à terceira pessoa vinculada indiretamente ao fato gerador. estadual ou municipal). b) Se situação jurídica: desde que esteja definitivamente constituída.630) bem como o STF (RE 213. 128 do CTN. Esse sujeito passivo. 127. e o ICMS. que normalmente é complexo. (Resolução do VII Simpósio de Direito Tributário – presidido por Ives Gandra Martins) b) Alíquota (al. 3.: proprietário de propriedade urbana para o IPTU.): expressão de grandeza do aspecto material da Hipótese de Incidência escolhida pela lei dentre aquelas inerentes ao fato gerador sobre a qual incidirá a alíquota. tem que estar estipulado na norma abstrata. contribuição de melhoria). De conformidade com o CTN. Ex. esse tipo de cálculo denomina-se alíquota “ad valorem”. Pode o legislador. mas que pode ser continuado. subsistindo.O pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita as demais. com o fato que dá origem a respectiva obrigação ou com o sujeito que efetivamente realizou a conduta (contribuinte). pode ser considerado: . 3. 3. Esse dever surge para o particular (sujeito passivo).

) Incorporação: pode ser verificada quando uma ou mais empresas são absorvidas (incorporadas) por outra (incorporadora) já existente.101/05) bem como sua adequação no CTN pela LC 118/05. o adquirente deve permanecer na exploração da mesma atividade empresarial. que está diretamente vinculado ao fato. inerentes à propriedade. Resp. Contudo. cobrandose o tributo primeiro do alienante) se. Todos os créditos tributários (independentemente de serem impostos.1.2.) Para os tributos existentes até a abertura da sucessão. uma vez que na sucessão empresarial (em qualquer dos casos acima mencionados) há a versação de todos os componentes patrimoniais. a doutrina já vem utilizando-a como tal. d. Percebe-se. os créditos tributários podem corresponder a obrigações nascidas em dois momentos distintos. decorre da mudança da titularidade do bem imóvel. o alienante cessar suas atividades em qualquer ramo. Para se entender melhor essa transferência de responsabilidade. que no momento em que obrigação principal nasce (ocorrência do fato gerador) o seu devedor é o contribuinte. como principiologicamente os bens ou direitos ali tributados já pertencem aos sucessores e à meeira. em linha reta ou colateral até o 4°(quarto) grau. como acontece na responsabilidade por substituição. fundo de comércio.) O adquirente responderá subsidiariamente ao alienante (e isto lhe dará o direito a requerer o benefício de ordem. verificando a responsabilidade tributária pela sucessão empresarial. 133 do CTN. no caso de sua inocorrência ou ocorrência por valor menor. De terceiros: prevista no art. Responsabilidade por transferência: aqui.2. direitos e obrigações à empresa sucessora (englobando-se aí também as multas). Por sucessão: esse tipo de responsabilidade decorre de um evento que liga o contribuinte ao terceiro responsável. substituir contribuinte que esteja em situação anterior a sua na cadeia produtiva.1. ou atos ilícitos que originam tais punições pecuniárias que independem inclusive da existência ou não do tributo em si. As últimas decorrem de mero atraso (demora) no adimplemento da obrigação. poderíamos ter dúvidas no tocante à responsabilização dessas pessoas no tocante às multas. gerando a mencionada responsabilidade tributária pela sucessão imobiliária.2. se. Assim. 2. através da LC 118/05. Isso pode ser uma demonstração para se afirmar que tais créditos. a responsabilidade pela quitação será deles. determinada em artigo específico a seguir estudado. 131. e. a ser estudada adiante. do devedor falido ou em recuperação judicial ou de qualquer de seus sócios. cisão. Apesar dessa posição (sucessão também nas multas) não ser pacífica na doutrina e na jurisprudência. passando o adquirente. utilizandose para tal aplicação a figura do administrador judicial pelos tributos devidos na falência ou na recuperação judicial (já que aquelas figuras e o processo de concordata foram substituídos na Lei 11. que inclua a cisão como forma de transferência da responsabilidade. já transformada. 2. com intuito de fraudar a arrecadação de tributos – isso porque uma empresa com dificuldades financeiras poderia arranjar a liquidação das dívidas tributárias através do mecanismo acima alienando seu fundo e comércio a um laranja – o próprio CTN. 2. o inciso V determina que são responsáveis o síndico e o comissário pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário. No direito tributário. as regras tributárias inerentes a ele. legado ou meação. Apesar das hipóteses estudadas serem cristalinas e taxativas ao delimitares a responsabilidade pela transferência aqui em questão. o dever no cumprimento da obrigação é repassado (transferido) a terceira pessoa. logo com a ocorrência do fato gerador. desestimulava o terceiro de boa fé que por ventura desejasse adquirir fundo de comércio. 133.) Para os tributos gerados da data da abertura da sucessão até a partilha.2.2. c) Responsabilidade pela sucessão “causa mortis”: pelo Direito Civil. mas sim a absorção de empresas por uma já existente. podemos asseverar que se tal pessoa agir de maneira irregular. Outra observação digna de nota é o fato de o parágrafo único do artigo em comento ampliar a responsabilidade de terceiros às penalidades. b) Responsabilidade do adquirente de bens móveis: conforme se apreende da leitura do art. onde o fato gerador ocorrido anteriormente gere obrigação ao terceiro. 2. ou identificado como agente do falido ou do devedor em recuperação judicial com o objetivo de fraudar a sucessão tributária. com conseqüências diferentes no que tange à responsabilidade tributária: c. a sucessão se dá pelo sócio remanescente ou espólio que continuar a respectiva atividade. por sua vez. na hipótese em questão. Diferente da fusão. decorra a responsabilização pelos tributos devidos até a data do ato (aquisição do estabelecimento). ou quando o adquirente arremata o imóvel em hasta pública (aqui a sub-rogação ocorrerá sobre o respectivo preço) cabendo a quitação dos débitos existentes com o valor da arrematação. ocorre quando um terceiro (dentre aqueles elencados no artigo retro) tendo o dever de cuidar do contribuinte ou tendo de alguma forma um vínculo jurídico com este. o CTN estipula como se dará a transferência da responsabilidade pelas dívidas tributárias do “de cujus”. diante de situação ocorrida posteriormente ao fato imponível (situação esta necessariamente prevista em lei). Isso porque. n°592. são consideradas “propter rem”. ao falar da responsabilidade por sucessão. Inobstante a isso. Inocorre a situação de duas ou mais pessoas jurídicas na condição de sucessora e sucedida. 133. exclui a responsabilidade do sucessor no caso de aquisição da filial.3.) O adquirente responderá pessoal e integralmente. sob a mesma ou outra razão social. mesmo não tendo cometido nenhum ato atentatório à lei ou legislação. como aquela que deixa de ser sociedade por cotas de responsabilidade limitada para se transformar em sociedade por ações. ainda que sob outra razão social. além de continuar na exploração da respectiva atividade. O nosso “codex” exemplifica as hipóteses em que a responsabilidade pode ser transferida a terceiros e como eles responderiam “in casu”. enquadrando-se na hipótese do art. Nessa transmissão. 2.1. posse ou domínio útil de imóvel. na proporção e limite do seu quinhão. filiais ou bens imateriais da empresa que enfrentava o processo falimentar. Por infração: como vimos acima.1. O texto legal excepciona apenas duas situações em que o terceiro tem elidida essa responsabilidade: quando no momento da transferência (que ocorre com o registro do ato no cartório de registro imobiliário) faz-se constar do título a prova a quitação dos tributos (através de certidões negativas de débitos sobre o imóvel transferido). parente. além de continuar na ex- ploração da respectiva atividade. mas sim em momento posterior à realização daquele. ditou uma norma anti-elisiva. Porém. na condição de sucessora a responsabilidade pelos débitos tributários das empresas incorporadas. justamente por estar ligado a esta situação.3. determinando que se mantenha a responsabilidade tributária por sucessão empresarial no caso de o adquirente ser sócio da sociedade falida ou em recuperação judicial.que a responsabilidade aqui apontada é apenas em relação ao pagamento antecipado do tributo pelo substituto.) Fusão: procedimento pelo qual duas ou mais empresas se unem para formar uma nova empresa passando esta a responder pelas dívidas tributárias das empresas existentes anteriormente à fusão. a responsabilidade sobre os tributos incidentes sobre coisas segue a mesma linha da responsabilidade quando aos bens imóveis – é transferida ao adquirente dos respectivos bens sobre os quais recai a obrigação principal.2. a responsabilidade tributária é transferida ao espólio (universalidade de bens deixados pelo “de cujus” – considerado ente despersonalizado) que só consegue figurar na condição de sujeito passivo da obrigação. no art. já que as punitivas serão de responsabilidade do infrator. como a exceção supramencionada pode dar margem a uma utilização abusiva. apenas estas podem ser imputadas ao terceiro responsável. Para que da alienação do conjunto de bens materiais ou imateriais. Para isso.2. onde estas figuras sequer existem. desde que enquadrado na situação discorrida no art. É a mesma pessoa jurídica que muda de titularidade.007RS (2004). variando o grau de sua responsabilização diante das seguintes situações: e.) Cisão: operação inversa a da fusão. por omissão ou nos atos que intervierem na hipótese de o contribuinte não ter condições de arcar com a obrigação principal. n°432. por exemplo.101/05. justificando que nessa situação há aquisição do fundo de comércio. no § 2° do art. ou sociedade controlada pelo devedor falido ou em recuperação judicial. ou só retomá-las após seis meses da alienação. o artigo 133 em comento. I CTN. taxas ou contribuição de melhoria) relativos e incidentes sobre a propriedade imobiliária. estas também podem ser englobadas em tal responsabilização. 134 do CTN. os julgados mais recentes têm orientado no sentido exposto. incorporação transformação e extinção das pessoas jurídicas: neste caso verifica-se a responsabilidade da pessoa jurídica que nasce ou persiste de um dos processos acima descritos. sem passar por processo de liquidação ou dissolução. sucursal. o ainda sob firma individual. percebeu que a regra da transferência da responsabilidade ao sucessor. e) Responsabilidade pela sucessão empresarial do adquirente do estabelecimento comercial ou fundo de comércio: aqui também se verifica a responsabilidade por sucessão empresarial. c. com a diferença que o adquirente não tem em seu favor as possibilidades que excluem excepcionam essa responsabilidade. isto é.049-SC (2002). d. Dessa sucessão podem nascer as seguintes responsabilidades: a) Responsabilidade do adquirente de bens imóveis: estipulada no art. 130 do CTN. esta somente sugira quando o contribuinte estiver impossibilitado do pagamento. este na condição de sucessor daquele no bem ou ato ligado à obrigação principal. o artigo 133 em seus parágrafos. não há o nascimento de uma nova empresa pela união de outras. d. realizada em processos de falência ou recuperação judicial. haveria o direito a imediata e preferencial restituição. e não quanto à incidência tributária. pretendeu dar maior liquidez aos bens que deveriam ser vendidos para realização do passivo.5.) Transformação: neste procedimento. inclusive. a respon- 7 . com o advento da nova lei de falências (lei 11. abre-se imediatamente a sucessão hereditária de seus bens (princípio de “saisine”) que serão formalmente partilhados através de um processo de inventário ou arrolamento. são transferidos ao adquirente no momento da sua aquisição. o alienante retomar suas atividades no mesmo ou em qualquer outro ramo antes de seis meses da alienação. visando tornar o processo de falência ou recuperação judicial mais eficaz. teremos que interpretar a referida norma à luz do que hoje preconiza a nova lei de falências. Diante das premissas acima explanadas. foi alterado para incluir exceções à responsabilização aqui estudada. Resp. mas pela compra ou trespasse de única empresa. a responder pelas dívidas tributárias da empresa adquirida. Apesar da responsabilidade do terceiro ser solidária. de acordo com a previsão legal. deixa de existir para a formação de duas ou mais novas empresas que assumirão as dívidas tributárias da empresa cindida na proporção do capital transferido. Substituição tributária para trás: se o responsável legal. muda de um tipo empresarial para outro. se estabelece que com morte de um indivíduo. é preciso ter muito cuidado na adequação de tais conceitos ao sistema normativo vigente. Apesar de não haver menção expressa do CTN.2. cindida incorporada transformada ou extinta. uma única empresa. acompanhando então a responsabilidade tributária para a empresa nova.2.1. pelos tributos devidos anteriormente pela empresa fusionada. quando não quitados pelo contribuinte à época que a propriedade era sua. pois. quando. 134 enumere as pessoas que poderiam ser responsabilizadas pelos atos que intervierem ou pelas omissões que forem responsáveis. o dever do terceiro para com a obrigação principal não nasce de imediato. d) Responsabilidade pela sucessão empresarial na fusão. d. teremos a chamada substituição tributária para trás ou regressiva. não tenha delimitado se esta só ocorreria m relação ao tributo ou se também se estenderia às penalidades.4. as multas podem ser divididas em punitivas e moratórias. Muito embora o CTN. ocorre quando uma empresa. acompanham a coisa. como se verifica no STJ. fica solidariamente responsável ao pagamento do tributo. desmembrando seu capital social. que assume também. se um terceiro que tenha vinculo jurídico com o contribuinte já poderia ser responsabilizado por conta de sua omissão ou nos atos em que apenas interveio (ainda que sem qualquer conduta ilícita ou abusiva). passaremos a analisar como ocorre cada uma das situações mencionadas: d. Tal procedimento certamente vem facilitar a vida o empresa falida ou que vive o processo de recuperação judicial na realização do ativo.) Extinção: como na liquidação (regular ou não) da pessoa jurídica não remanesce pessoa jurídica nenhuma. Muito embora o art. criam a condição para que a capacidade tributária passiva independa de quaisquer regras preconizadas no direito civil. ilícita ou com excesso de poder. que só se concluiria com a efetiva ocorrência do fato gerador e. Como o processo de inventário ou arrolamento não é instantâneo. consangüíneo ou afim. As primeiras decorrem de infração à legislação tributária. é expresso ao limitá-la apenas às multas de caráter moratório. 132.

LINK DA ORDEM 7 CRÉDITO TRIBUTÁRIO 1. 143 CTN). por quem de direito. Tais hipóteses são taxativas e excepcionais. o será através de processo judicial de execução fiscal). deixe de atender. 138 (como em outra oportunidade o fez no art. pode ser aplicada lei posterior a do fato desde que a lei: a) Tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização. mas possui conteúdo ilícito. h) Quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não provado por ocasião do lançamento anterior. ITR. Contudo. por parte da pessoa legalmente obrigada. exigência de tributo não previsto em lei. ou não o preste satisfatoriamente. FICAR INERTE (e então a fazenda encontrará outros meios legais para satisfazê-lo) ou IMPUGNAR aquele crédito lançado. torna-se exigível pelo sujeito ativo (art. isto é. o terceiro deve agir com infração à lei (ainda que não seja lei tributária). quando transcorridos cinco anos da ocorrência do fato gerador (prazo decadencial). o lançamento deve convertê-la em moeda nacional. 2. dolo ou simulação. caso tenha se arrependido do cometimento de tal infração. natureza constitutiva do crédito tributário. deve o sujeito passivo cumpri-la. que dê lugar à aplicação de penalidade pecuniária. se cabível: normalmente o lançamento é efetuado posteriormente a ocorrência do fato gerador. exceto. 2. Trata-se do instituto da DENUNCIA ESPONTÂNEA.3 Lançamento por homologação (ou autolançamento): nesta espécie. sendo tal responsabilidade de caráter objetivo. caso não tenha o contribuinte antecipado seu pagamento. o faria expressamente no art. Tais situações são: a) Quando a lei assim o determine. ainda. sendo que dessa discussão (pela impugnação ou recuso voluntário que ocorre como forma de segundo grau administrativo). mandatários prepostos). constituindo-se num poder/dever dessa autoridade.2. porém. c) Quando a pessoa legalmente obrigada. através do procedimento administrativo do lançamento. Primeiramente. c) Denuncia Espontânea: por fim. não homologando ex- pressamente ou não corrigindo eventuais incorreções (art. pode optar o mesmo por PAGAR (o realizar qualquer outro ato que extinga o crédito). com base em prévia informação prestada pelo contribuinte através de declaração. 139). 135. é constituído. mesmo ocorrido o fato gerador do tributo. para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a Terceiros. a) Por atos irregulares: é justamente nessa linha que o art. através de uma das causas 8 . evitando-se assim. Porém. cabendo a autoridade administrativa. f) Quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo. sem que a autoridade tenha se manifestado em qualquer hipótese (omitiu-se). estaria o infrator elidido de qualquer responsabilidade pela infração. segundo posição do STJ. 135 entendeu por bem incluir os mandatários. b) Por atos ilícitos: há que se asseverar. poderia valer-se de tal instituto. no lançamento anterior. o CTN possibilita ao infrator uma forma de se beneficiar. Primeiras noções: como já foi dito anteriormente. com base nos dados que ela própria possui. b) Resulta de atividade plenamente vinculada: como outrora visto no próprio conceito de tributo. ou terceiro em benefício daquele. Percebe-se então que o infrator. A lei cria o tributo (hipótese de incidência). porém. É o caso do ICMS. Constituído o crédito tributário. Podemos então concluir que o instituto da denúncia espontânea elide qualquer tipo de multas. neste último caso. 137 CTN. isso importa dizer que como as infrações são passíveis de multas. observando. observar a lei instituidora do tributo ou das penalidades a serem lançadas. 3. a obrigação tributária se torna líquida. Esta obrigação torna-se líquida. 2.1. 134 CTN).1 Modificação pela impugnação do lançamento pelo sujeito passivo ou pelo recurso voluntário administrativo: não concordando o sujeito passivo com os valores lançados ou entendendo haver qualquer falha administrativa na aplicação da lei tributária. podendo pleitear ao sujeito passivo seu adimplemento na forma da lei (que se não for feito pela esfera administrativa. a autoridade administrativa competente para apurar o crédito tributário é aquela que tenha poderes dentro das atividades do ente tributante determinada pela lei. b) Quando a declaração não seja prestada. nessa ultima hipótese. concluindo-se com a notificação do contribuinte do montante a ser pago. sendo que. E qual seria o beneficio gerado? Enquadrando-se nos requisitos em questão.sabilização deveria ser mais severa.3. a autoridade administrativa deve. no prazo e na forma da legislação tributária. 135 determina a responsabilidade do infrator. a autoridade administrativa conferindo esse autolançamento.135 é mais extenso do que o do art. c) Tenha outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios. contrato social ou estatutos responderá pessoal e integralmente por créditos tributários oriundos desses atos.3. 138 do CTN identifica como sendo espontânea a denúncia da infração desde que seja realizada antes do início de qualquer procedimento ou medida fiscalizatória por parte da fazenda. o lançamento torna-se definitivo.2. É o caso do IRPF que não retém na fonte. contrato ou estatuto. empregados. A doutrina ainda diverge no tocante a quais multas estariam excluídas pela denúncia espontânea. e) Quando se comprove omissão ou inexatidão. se for o caso: aplicando-se a base de cálculo e alíquotas estabelecidas em lei. no exercício da atividade de lançamento por homologação. obedecer-se-á a regra geral do art. ou da atitude tomada pelo sujeito passivo o crédito tributário pode extinguir-se. d) Vai determinar a matéria tributável: nessa determinação. Assim.706/RS). Lançamento por declaração ou indireto: também é efetuado pela autoridade administrativa. o art. independentemente de ter o intuito de fraudar ou não a arrecadação. sejam moratórias ou punitivas. 2. prepostos. 136 CTN). d) Trate de impostos lançados por períodos certos de tempo. ou de terceiro. sendo que suas modificações não a afetam. pela mesma autoridade. Dependendo da situação fática. i) Quando se comprove que. recuse-se a prestá-lo. relacionada com a infração. Espécies de lançamento: dependendo de como e por quem esse ato formal é realizado podemos dividi-lo em três espécies. Suspensão do Crédito Tributário. ser suspenso ou excluído. sem qualquer provocação do sujeito passivo. visando obstar aquela exigência – mesmo que seja temporariamente – o devedor pode provocar certa situação que suspenda a exigibilidade. Com a constituição do crédito tributário a obrigação de pagar o tributo pelo sujeito passivo. “ex officio” ou direto: é efetuado pela própria autoridade administrativa sem qualquer participação do contribuinte. Nascimento do Crédito Tributário: conforme preconiza a legislação vigente o crédito tributário nasce. discorre-se que. a pedido de esclarecimento formulado pela autoridade administrativa. o sujeito passivo tem a obrigação de apurar a ocorrência do fato gerador e antecipar o pagamento do montante devido. quais sejam: 2. 145 e 149 do CTN. No mais.2. Contudo. o que inocorre. c) Caracteriza-se no procedimento administrativo para se verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária: é vital para a autoridade administrativa que o fato imponível esteja especificamente delimitado na lei para que possa proceder à adequação do fato concreto à norma. 2. gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado como responsáveis nos atos irregulares ou abusivos que cometerem. entre outros. Além de enumerar todas as pessoas constantes do artigo anterior. a obrigação tributária tornase exigível. delimitando-o apenas para as multa punitivas. ocorrendo nas seguintes situações: 2. g) Quando se comprove que o sujeito passivo. d) Quando se comprove falsidade. se fosse intenção do legislador excluir as multas de mora desse benefício. uma aplicação maior para os casos de gerentes. poderá ser modificado o lançamento. a atividade que resulta a cobrança de tributária e que por sua vez é formalizada pelo lançamento. Tem. uma vez notificado sujeito passivo. o infrator seria responsável por todas as penalidades pecuniárias advindas do ato ilícito. pois independeria da intenção do agente e da efetividade. Revisão do lançamento: em regra. desde que notificado o sujeito passivo da alteração. 23. o homologa ou o corrige. que resulta da obrigação tributária e que é formalizado por meio de lançamento. Desde que a respectiva lei fixe expressamente a data em que considera ocorrido o fato gerador. poderá contestá-lo administrativamente. f) Identifica o sujeito passivo: na condição de contribuinte ou responsável. que gradua outro tipo de infração: aquela cujo ato infrator não apenas extrapolou os limites da lei.142 do CTN nos indica o conceito de lançamento que pode ser desmembrado nos seguintes aspectos: a) É ato privativo de autoridade administrativa: apesar de o CTN não especificar. desde que não extinto pela decadência o direito do fisco de fazê-lo (o instituto da decadência será estudado mais adiante). erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória. sempre que essa determinação deve respeitar o princípio da irretroatividade. 150. Essa homologação pode ser expressa (conforme dito acima) ou tácita. onde a lei aplicável é a que vigia à época da ocorrência do fato gerador para determinação do tributo ou a mais favorável ao contribuinte para determinação de penalidades pecuniárias. se poderíamos ou não colocar nessa seara as multas moratórias. ISS. pode somente ser modificado nas hipóteses do art. portanto. verificando-se na conduta ilícita o dolo específico para aquele ato. podemos determinar que para aplicação da responsabilização pelo art. Notase que a revisão do lançamento só pode ser aqui efetuada diante da provocação do próprio devedor. em havendo qualquer mudança na legislação vigente nesse período. Características do lançamento: o art. verificamos que o artigo 149 CTN delimita situações onde ocorrem vícios que maculam o lançamento. 2. 2. 144 do CTN que diz: O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente. O art. que essa responsabilidade por infração ganha outra conotação da leitura do art. 3. embora tenha prestado declaração nos termos do inciso anterior. Segundo o referido texto legal.2.2 Modificação do lançamento de ofício pela autoridade administrativa: para que esta situação aconteça. uma vez constituído o crédito pelo lançamento. ou omissão. a juízo daquela autoridade. Nessa situação. estas estariam excluídas.3. ao contrato ou estatuto ou apenas com excesso ou abuso de poder (verificando-se. muito embora o crédito tributário seja autônomo em relação à obrigação tributária de origem. natureza ou extensão do ato (art. sendo concluído com a notificação do contribuinte. e) Calcula o montante devido do tributo e acréscimos. IPI. g) Propõe aplicação de penalidade. lembrando que se a base de cálculo estiver expressa em moeda estrangeira. Assim. possibilitando a sua revisão pela autoridade administrativa. não há que se falar em homologação tácita.1. agora. certa e exigível pela fazenda.1. nas hipóteses que o próprio artigo recomenda.134 que fala da responsabilidade de terceiros. ou seja. que não recai sobre o nada. efetuando o lançamento correto de ofício. o terceiro que agir com excesso de poderes ou infração de lei. Importante asseverar que. Conceito: é o direito que o sujeito ativo tem de exigir valores tributários. ocorreu fraude ou falta funcional da autoridade que o efetuou. mas a lei que se utiliza no ato em questão é a da época da ocorrência do fato gerador. no prazo e na forma da legislação tributária. diante do corolário que a administração pública não pode agir sem autorização expressa da lei. lançar de ofício o que não foi apurador e recolhido pelo sujeito passivo (Resp. observe que o rol das pessoas elencadas no art. certa e exigível com a constituição do crédito tributário pelo sujeito ativo. § 4° CTN). ocorre o fato gerador (fato imponível “in concreto”) que faz surgir obrigação tributária. tal denúncia deve vir acompanhada do pagamento do tributo (se houver) e dos juros de mora ou depósito da importância arbitrada pela autoridade quando não se souber o valor do tributo que dependa de apuração. Lançamento de ofício. b) Tenha ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas. de ato ou formalidade essencial. além de ser prévia. utilizando-se a taxa de cambio que vigorava à época do fato gerador (art. Pela corrente majoritária. É o caso do lançamento do IPTU. legalmente obrigado. O ato vicioso em questão gera sua responsabilização pessoal para os créditos dali advindos. através de procedimento formal conhecido como lançamento.2. diretores. ainda que posteriormente modificada ou revogada. tomando ciência que o ato realizado gerará punições pecuniárias e antes que o fisco inicie qualquer forma para averiguar o ocorrido. para que os efeitos da denúncia espontânea ocorram. é obrigatória para a autoridade administrativa que a realiza. agiu com fraude.

ampla defesa e o direito de petição independentemente do pagamento de taxas. Importante asseverar que mesmo suspensa a exigibilidade do crédito tributário. A multa de mora é a sanção pelo atraso no adimplemento da obrigação. serão as seguintes: a) Local do pagamento: na repartição competente do domicílio do sujeito passivo (hoje a maior parte da legislação tributária específica já prevê que o pagamento de tributos poderá ser efetuado na rede bancária). Aqui. Isso ocorrerá quando o sujeito passivo. a primeira hipótese poderia ser vislumbrada diante de uma concessão de medida liminar em mandado de segurança preventivo com o objetivo de obstar a exigência de ISS que está prestes a ser lançado de maneira inconstitucional. pois. qual seja obstar a exigibilidade de tal crédito. quando observada em casos práticos de matéria tributária. nos termos do art. já nesse tipo de lançamento não há notificação prévia de lançamento tributário. para a concessão provisória dos efeitos finais do pedido.3. a fazenda não poderia ingressar com a execução fiscal.1. Dessa forma. Assim. exigia a fazenda o depósito de percentual do valor discutido ou arrolamento de bens. ao sujeito ativo competente. quando se suspendem os pagamentos de tributos de determinada região – dilata o pagamento para um grupo determinado de pessoas que se enquadrem naquela situação especial definida em lei. segundo estipula o próprio art.2.4. não é exclusividade nas ações de mandado de segurança. dependendo do caso fático. ao encontrar-se em dúvida justificada no que tange ao correto adimplemento do tributo – por omissão. 3. mas não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias. Pagamento: é a entrega pelo devedor ou terceiro de quantia em dinheiro. com a quitação integral da dívida. etc. não poderá ser satisfeita. como acontece quando o tributo é parcelado as prestações ulteriores são acrescidas de juros. Por conclusão verifica-se que. ou outra grave situação natural ou social. d) Pendência de consulta: o próprio art. é evidente que incorrerá no dever de recolher juros e multas. satisfeitas as exigências legais. estabelece hipótese em que o contribuinte não sofrerá os efeitos da mora. que constituem rol taxativo. atendendo a causa suspensiva à sua finalidade precípua. No caso do depósito efetuado em processos judiciais. só voltaria o crédito a ser exigido com a revogação do benefício pela autoridade administrativa (no caso de inadimplência das parcelas acordadas). 161. Apesar desta também ser forma eficaz para extinguir o crédito.3. devendo ser cumpridas pelo sujeito passivo. Seria extinto no caso de pagamento da última parcela. que deve ser do montante integral exigido pela fazenda obsta a incidência de juros e correção sobre o crédito discutido a partir da caução prestada. para que o direito da fazenda não pereça diante da decadência e como o que é suspensa é apenas a exigibilidade de tal crédito. as obrigações acessórias.ainda.2. Essa regra. transitória. obstando com isso o ingresso de ação judicial por parte da Fazenda Pública para satisfazer o crédito tributário. 4. não pode ser aplicada aos tributos cujo lançamento se dá por homologação.2. o que fica suspensa de fato é exigência da dívida tributária. Dessa forma. O simples ingresso de uma discussão administrativa já obstaria a exigência tributária (pois é igualmente considerada causa de suspensão). natural. temos ainda as seguintes hipóteses: 4. 151 do CTN que na verdade impede a exigência de tal crédito pelo processo de execução fiscal. mas a concessão de medida liminar ou da tutela antecipada. Segundo o CTN. a concessão do benefício. sendo concedido por despacho administrativo que apenas vem declarar o direito já assegurado pela lei) ou geral (mais comum nos casos de calamidade pública. Somente a lei pode estabelecer as hipóteses de extinção (estão expressas no art. 151 CTN).2 Hipóteses de suspensão: uma vez constituído o crédito pode ser suspenso nas hipóteses previstas no art. Nessa situação. o crédito já está constituído e vinha sendo exigido pelo fisco. 3. o art. não podendo ser exigido enquanto durar uma das situações previstas na norma. apesar de autorizada pela lei. contraditório. que ainda se mantém existente e válida.160 do CTN determina que o prazo do vencimento do tributo seja de trinta dias da notificação do lançamento ao sujeito passivo. Extinção do Crédito Tributário 4. impossibilidade de participar de licitações públicas. porém. não seria cabível autorizar a cobrança desse crédito enquanto não definida a ação. A suspensão só cessaria com a decisão judicial.). § 2° do CTN. as formas extintivas do crédito vão muito além do simples adimplemento da obrigação pelo pagamento. com a inclusão de novos parágrafos no art. Na segunda hipótese. por pura incompatibilidade. obscuridade ou contradição na legislação aplicável – formula consulta à administração pública para saber como deve proceder. seria extinto no caso de pagamento da última parcela. antes do advento da LC 104/01 (que incluiu mais esta forma de liminar e a tutela antecipada como formas de suspensão do crédito tributário no art. 156 do CTN). mas apenas mera atualização do valor do crédito diante da inflação do período referente ao atraso. A medida liminar em mandado de segurança pode ser pleiteada sempre que em tal ação. 3.vistas a adiante. mas que enquanto sobre ela recair aquela causa suspensiva. Conceito: é a liberação do sujeito passivo em relação ao crédito proveniente da obrigação tributária. nos termos do art.2. A suspensão só cessaria e o crédito seria extinto com o trânsito em julgado da decisão do recurso interposto (pois sendo o contribuinte vencedor do litígio poderia. pois enquanto não decidida a questão administrativa suscitada. a medida não impediria a formalização do crédito pela fazenda municipal (com o intuito de evitar-se a decadência). A antecipação da tutela jurisdicional. que ao fazê-lo ficaria obstada de exigi-lo do contribuinte resguardado pela medida suspensiva. Essa exigência. 3. poderá adimpli-la ou provocar outra situação que fulmine a exigência referente àquela obrigação tributária. 151 do CTN. Parcelamento: outra forma de dilação no prazo para pagamento do crédito tributário. o legislador possibilitou que o devedor em processo de recuperação judicial também pudesse gozar de tal benefício. que se espera de toda obrigação tributária. Concessão de liminar em mandado de segurança ou em outras ações tributárias ou tutela antecipada: observe que não é o mero ajuizamento da ação judicial que suspende a exigibilidade. Havendo previsão legal para que naquele determinado processo administrativo haja revisão da decisão. 4. É medida de política fiscal como forma de facilitar o recebimento de créditos pelos inadimplentes que não teriam condições de saldar sua dívida tributária sem essa dilação parcelada. 141 do CTN. sem a necessidade da comprovação de alguma característica pessoal). foi declarada inconstitucional pelo STF (ADI 1992 e 1976) em 2007. contudo. por sua vez. os institutos aqui asseverados. portanto. mas o sujeito passivo poderia ainda assim efetuar o respectivo depósito para evitar a fluência de juros. para o recebimento dos recursos administrativos. havendo direito líquido e certo do impetrante violado ou na iminência de ser violado por ato de autoridade (note-se que em matéria tributária cabe à autoridade administrativa proceder a cobrança do tributo) a demora no julgamento do processo pelo juízo pudesse acarretar graves prejuízos à impetrante (como por exemplo a inscrição do débito na dívida ativa. Isso se faz necessário. No primeiro caso. Causas de extinção do crédito tributário: segundo o artigo 156 do CTN. Conceito: tem-se. ocorrência de determinada situação prevista no art.1. é possível oferecimento de recurso para a segunda instância administrativa Tanto as reclamações quanto os recursos administrativos possuem. as regras relativas ao pagamento. Pode ser em caráter individual (a concessão da dilação no prazo dependerá requerimento formulado à administração com a comprovação dos requisitos legais necessários para a sua concessão. 3.6. apesar de ser instituto diverso da medida liminar diante do que se tem regulado pelo art.2. ao final. É importante ressaltar que em certos procedimentos administrativos. 3. Não há que se confundir. o depósito. enquanto 9 . Reclamações e recursos em instâncias administrativas: defesa administrativa apresentada à autoridade administrativa competente para rever o lançamento. nem o pagamento de parcela da dívida pressupõe o pagamento das parcelas anteriores.4. para os tributos federais em atraso utiliza-se a taxa SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) que é divulgada pelo governo federal mensalmente e que se constitui como forma de correção monetária e juros de mora fundidos num só índice. Equivale à satisfação da pretensão e conseqüente desaparecimento da respectiva obrigação. com a quitação integral da dívida. estará automaticamente sujeito aos efeitos da mora. para se submeter a tal procedimento deverá a empresa comprovar a quitação de todos os tributos). O pagamento de parte do crédito não se considera causa de extinção. 161 do CTN. Momento da ocorrência das causas suspensivas: cabe verificar que as causas suspensivas acima aludidas podem ocorrer anteriores ao próprio lançamento ou posteriores a ele. no caso de não haver legislação específica para o tributo a ser pago. b) Prazo do pagamento: na falta de norma expressa. A concessão de medida liminar. Se o objetivo é afastar a arbitrariedade. enquanto o mérito da ação não for julgado. tais como: bloqueia o ajuizamento da execução fiscal. Apenas para ilustração. é lícito que a administração pública proceda aos atos necessários para a sua constituição (lançamento) e após a formalização do ato administrativo a sua exigência ficaria obstada. na idéia de suspensão do crédito tributário. por escrito e dentro do prazo legal.3. 273 do CPC (exige. de caráter excepcional (como se verifica na moratória). suspende o prazo de prescrição do respectivo crédito. de maneira temporária. indispensáveis ao controle e à fiscalização dos tributos. não teve origem diante de grave situação natural. equivalente ao total do crédito tributário. Por sua vez. também é devida vez que não configura nenhum tipo de acréscimo legal. apesar de não estar expressa no CTN.155-A do referido código. 3. não tendo o contribuinte. cujo prazo e condições ficará para estipulação por lei específica de cada ente tributante. possibilitando a essas pessoas regularizar sua situação fiscal pendente. Concedida em caráter individual para o contribuinte que confessa o crédito e o requer. porém. A suspensão só cessaria com a decisão final administrativa. podendo ser pleiteada nas ações cautelares usadas nas finalidades assecuratórias a que se destinam. uma vez que o simples ingresso de ação judicial por parte do contribuinte não impede a exigência do tributo pela fazenda através da via executiva. sob o fundamento de que tais exigências agrediriam frontalmente os princípios da isonomia. 151 do CTN efeito suspensivo. 3. o mandado de segurança não é cabível (havendo necessidade de instrução probatória para comprovar o direito). Concessão de moratória: dilação do prazo para pagamento do tributo. Primeiramente.2.3. As reclamações enquadrar-se-iam nas impugnações ou manifestações administrativas de primeira instância. sua concessão não impede a incidência de juros e multas. Considerações iniciais: caso o sujeito passivo perceba que o crédito tributário foi regularmente constituído e optando pelo deslinde final. a verossimilhança das alegações e o fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação). o Poder Judiciário poderia através da concessão de medida liminar suspender a exigibilidade do crédito até a decisão final no processo. outra possibilidade eficaz para obstar a execução do crédito pela Fazenda. O crédito tributário sob o manto de tal benefício só voltaria a ser exigido com a revogação da moratória pela autoridade administrativa. bem mais simplificada. A cobrança de juros de mora tem por finalidade recompor o valor pelo uso do direito alheio. em matéria tributária terão a mesma eficácia das liminares em mandado de segurança.2. deve o juiz obstar o ato lesivo ou a abusividade da autoridade administrativa. verifica-se como mecanismo hábil à suspensão da exigibilidade do crédito. nessa concessão. revogando a liminar ou a antecipação de tutela concedida ou. de todo o contexto visto até agora. A correção monetária. Depósito do montante integral: ocorre quando o contribuinte deposita a quantia exigida em juízo ou administrativamente para poder discutir sua exigência ou seu valor. Estaremos então diante de uma das causas de extinção do crédito tributário. com intuito suspensivo da exigibilidade do crédito. Atualmente. Conseqüências da suspensão do crédito tributário: a suspensão do crédito tributário traz algumas conseqüências. 4. levantar o valor depositado) ou com a conversão desse depósito em renda da fazenda pública (no caso de o contribuinte sair vencido). restrição de créditos.1. a seguir comentadas.2. c) Atraso no pagamento: caso o sujeito passivo não efetue o pagamento na data e nos termos definidos em lei ou na legislação. Conforme alteração do CTN feita pela LC 118/05. econômica ou social de uma região. 3. para que de tal forma se pudesse dar maior facilidade a utilização do procedimento de recuperação judicial (já que. julgando a lide. possui conseqüências semelhantes aos daquela no que tange à exigibilidade do crédito – ambas suspendem a sua exigência. não estarão por ela abrangidas.

Essa crítica tem sido feita por grandes nomes da nossa doutrina tributária (como Paulo de Barros Carvalho. caracteriza-se por concessões mútuas (geralmente para se chegar a um consenso sobre o montante) e utiliza a autoridade administrativa dos critérios de conveniência e oportunidade balizada na lei (como nessa modalidade de extinção haverá a perda de receita pelo poder público. à época da ocorrência do fato gerador. Para que haja a extinção.3.2.8. 4. 1. em relação com as características pessoais ou materiais do caso.407/SP). sempre que houver concordância do sujeito ativo e sujeito passivo. Espécie de pagamento feita não em moeda corrente. Nessa toada. renúncia ao direito do crédito já constituído. Se até a referida data o lançamento não for realizado. mas realizado com dolo. § 4° do CTN determina que o qüinqüênio para que a fazenda homologue ou proceda à correção do lançamento efetuado pelo sujeito passivo começa a fluir a partir da ocorrência do fato gerador (e não mais do exercício financeiro seguinte). é instituto do Direito Civil utilizado pelo direito tributário descrito em legislação específica (compensação legal). também é instituto do Direito Civil. 4. não seria justo que o prazo para o seu 10 .3. quanto à matéria de fato. o direito de fazê-lo. quando realizado pelo sujeito passivo judicial ou administrativamente como forma de garantia para um possível questionamento é apenas causa de suspensão da exigibilidade do crédito tributário (nesta situação o devedor não tem a intenção de quitar o débito tributário) e a segunda.1) Prazo prescricional: o prazo fixado pelo art. pode-se afirmar que a prescrição tributária aqui ponderada é perda do exercício da pretensão judicial pela Fazenda Pública (execução fiscal) diante da sua inércia por certo lapso temporal. §§ 1º a 4º. extinguindo o crédito respectivo.3.3.173 do CTN.3. Remissão: caracteriza-se pelo perdão da dívida pelo fisco. determina outra marca para o início da contagem do qüinqüênio decadencial: da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado.2) Suspensão da prescrição: como o prazo prescricional se verifica no termo que o fisco tem para executar a dívida constituída. o CTN permeia outra regra para a contagem do prazo que a fazenda teria para conferência e homologação do crédito antecipado pelo sujeito passivo.3. O art.11. conforme explicitado acima. Essa homologação tácita constitui. diante dos possíveis ardis utilizados pelo contribuinte no intuito de mascarar fatos que dariam origem à exação tributária. a contagem de prazo decadencial do art. Caso não o faça (por inércia mesmo). em provas de concursos por ela realizados.5.112. ao mesmo tempo.tal consulta administrativa estiver pendente e a resposta não for fornecida pela administração pública. o devedor está quite com o credor.3) Decadência nos tributos lançados por homologação: nos tributos lançados por homologação. 9ª edição. a impugnação administrativa visa discutir a cobrança tributária diante da irresignação do contribuinte diante do lançamento tributário. 4. Nos casos de recolhimento antecipado pelo contribuinte. e. por sua vez só começaria a fluir em 1° de janeiro de 2009 sendo o último dia em 31 de dezembro de 2013. Caso seja julgada procedente. 150. Forma e condições da dação variam de acordo com a legislação específica do tributo. e contra ela não couber mais revisão na esfera administrativa ou na judicial (Ex. 164 CTN.3.6. tem por objetivo final exatamente a quitação da dívida tributária e sendo julgada procedente pelo juízo competente. podemos exemplificar a seguinte situação: considerando-se ocorrido fato gerador de determinado IPTU no dia 1° de janeiro de 2008 poderia a Prefeitura efetuar o lançamento exigindo o referido tributo durante todo o exercício do mesmo ano (normalmente o carnê para pagamento chega em janeiro do mesmo ano). verdadeira decadência do direito do fisco em constituir de ofício os créditos relativos a diferenças não lançadas pelo sujeito passivo. ocorrendo então a decadência. Sempre precedido de lei específica. com ulterior homologação pela fazenda.4. 174 do CTN para ocorrência da prescrição é de cinco anos após definitivamente constituído o crédito tributário e não pago. Transação: prevista no art. d) A considerações de equidade. Conversão de depósito em renda: ocorre quando o devedor para discutir a exação. b. A grande crítica a esse inciso é justamente que tal hipótese trata-se de verdadeira interrupção do prazo decadencial (que por sua natureza não se suspende nem se interrompe) por conta da anulação do primeiro lançamento efetuado. 171 do CTN. 173. 150. Pagamento antecipado e homologado: ocorrido nos moldes do art. que a perfaz pelo lançamento (exceto nos casos de tributos cujo lançamento seja por homologação). utilizada quando o lançamento é um dever fazendário.) paga-se primeiro as contribuições de melhoria. Decisão administrativa irreformável: como vimos nas causas suspensivas. a. se a decisão é favorável. Dessa forma. 4.) devem ser quitados na ordem decrescente dos montantes. concorda com o valor antecipado. conclui-se que o interesse em materializar a exigência administrativa é da própria fazenda. O CTN assevera ainda. tendo constituído o crédito tributário validamente (superada.2) Prazo decadencial nos casos de anulação do lançamento: o mesmo art. caso existente alguma hipótese em que a execução fiscal não pudesse ser levada a efeito. desde que consentida essa forma de quitação pelo sujeito ativo. 156. obedecendo às seguintes ordens: e. homologando-o ou lançando de ofício quaisquer diferenças por ela apuradas.4. por sua vez concretiza materialmente o direito do fisco em exigir e tentar satisfazer as verbas tributárias. se a decisão administrativa for favorável ao contribuinte. 163 do CTN estabelece método para que a autoridade administrativa determine qual deles se pagará primeiro. cabível nos tributos cujo lançamento se dá por homologação. poderíamos dizer que a perda do direito do fisco em constituir o crédito tributário pelo transcurso do qüinqüênio legal . e) A condições peculiares a determinada região do território da entidade tributante. Em suma. mas encontra resistência ou tem dúvidas) estão especificadas no art. fica obrigado a calcular e antecipar o pagamento do tributo (autolançamento) sob condição de ulterior verificação pelo fisco. e) imputação do pagamento: caso o devedor possua mais de um débito tributário para com a mesma pessoa jurídica e não impute o pagamento específico a um deles (normalmente escolhe qual vai quitar pelo título que recolhe na rede bancária ou pelo código que preenche no DARF relativo ao tributo) O art. e. b) Prescrição: ocorre no direito tributário quando a Fazenda. 173 como causa interruptiva de decadência tributária. 4. seu direito perecerá. b) Quando o fisco condicionar o recebimento do crédito tributário ao cumprimento de exigências administrativas sem fundamento legal. Esse procedimento. os impostos. Luciano Amaro) e também tem sido adotada pela CESPE. b. libera o devedor do tributo.2. pág. sem que a autoridade competente venha a exigi-lo pela execução fiscal.: ação anulatória de decisão administrativa). Os vícios formais são aqueles atinentes ao procedimento e ao documento que tenha formalizado a existência do crédito tributário (Leandro Paulsen. sem que a autoridade o tenha efetuado. que considera a hipótese prevista no inciso II do art. na forma da lei. só poderá ocorrer com prévia autorização legal).7. Pode ser utilizada judicialmente em matéria tributária. e.). Decisão judicial transitada em julgado: aqui vale o mesmo preceito da decisão administrativa: tem que ser favorável e irrecorrível. mas em bens imóveis cujo valor nela se possa exprimir. V do CTN. Decadência e Prescrição: são as extinções por decurso do tempo por inação do credor. Constituição e Código Tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. Dação em pagamento em bens imóveis. ocorrido o fato gerador.) devem ser quitados na ordem crescente dos prazos de prescrição. 4.3. diante da sua inércia.173 do CTN. Para que tal obrigação se torne exigível pela administração pública é necessário que se constitua o crédito tributário pelo lançamento. Essa homologação poderá ocorrer de maneira expressa pela administração que. c) Quando houver a exigência do mesmo tributo por mais de uma pessoa jurídica de direito público (pluritributação). aplicar-se-á as regras constantes o art. Consignação em pagamento: as hipóteses que ensejam a ação de consignação em pagamento (quando o devedor quer pagar. nas seguintes situações: a) Quando o fisco recusar-se a receber o tributo devido ou condicionar seu pagamento ao recolhimento de outro tributo ou penalidade. por se ter contagem diferenciada justamente por conta da necessidade e averiguação pelo Estado do autolançamento realizado. b) ao erro ou ignorância escusáveis do sujeito passivo.10. ou tácita quando passados 5 (cinco) anos da ocorrência do fato gera- dor sem que a autoridade administrativa tenha exercido qualquer verificação do lançamento antecipado e diante dessa inércia. somente ocorre nos casos expressos do CTN. deposita o montante integral (suspensão) e tem decisão final desfavorável transitada em julgado ou desiste desta ou do recurso. Obs. Ora. sempre precedida do depósito do montante integral do crédito. o lançamento anteriormente efetuado. 4. Nesses casos. in Direito Tributário. 4. mesmo diante do seu inadimplemento pelo sujeito passivo. Como a lei tributária preconiza que a forma judicial que a Fazenda possui para satisfazer seus créditos tributários vencidos é ação de execução fiscal. com a concessão de mais cinco anos para se efetuar novo ato a partir da referida anulação. deixa de exigi-lo judicialmente no prazo estipulado pela lei.seja contado do primeiro dia do exercício financeiro seguinte ou do fato gerador – acarretaria na extinção do crédito tributário pela decadência.9. Contudo. 4. Esse prazo. credor e devedor um do outro.1) os débitos de obrigação própria prevalecem sobre os débitos advindos de responsabilidade tributária. vencida e não paga. que a compensação não poderá ser feita quando o crédito a ser compensado pela dívida do sujeito passivo ainda é objeto de discussão judicial cuja decisão ainda não transitou em julgado (isso só reforça a idéia de que os créditos precisam ser certos). como preconiza o art. por vício formal. convertendo-se o valor depositado para a Fazenda Pública.3.3. Ocorre que na inércia da Fazenda em constituir o crédito tributário pelo lançamento no prazo previamente delimitado pelo CTN. ainda terá mais 5 (cinco) anos para fazê-lo retardatariamente. não poderá tal sujeito sofrer as conseqüências do inadimplemento da obrigação. Importante ressaltar que os efeitos da mora só ficam obstados caso a consulta pendente tenha sido formulada antes do vencimento do crédito. O art. – diferente de remição (resgate da dívida por devedor ou 3º) e de anistia (exclusão apenas da penalidade imposta). no inciso II. depois as taxas e por último.3. Muito importante – diferença entre depósito do montante integral e a consignação julgada procedente reside justamente no fato de que o primeiro. de fato. a) Decadência: como já foi dito. Dessa discussão. 172 nos traz as hipóteses que a autoridade administrativa deve atender: a) À situação econômica do sujeito passivo. a compensação deve ser integral. os créditos devem ser líquidos e certos vencidos ou vincendos (neste último ponto notamos uma diferença em relação ao direito civil que somente autoriza a compensação de créditos vencidos).Resp. havendo o correto pagamento e sendo homologado pela fazenda. Caso a Fazenda não exerça nesse prazo qualquer ato sobre o autolançamento por parte do contribuinte.3. a. I do CTN para que o fisco constitua o crédito tributário (nos tributos que compete a ele o lançamento – de ofício ou por declaração) é de 5 (cinco) anos do 1º dia do ano seguinte aquele em que o tributo poderia ter sido lançado (verifica-se pelo fato gerador). ocorrerá a decadência. 4. mesmo que se verifique a ocorrência de depósito de valor que o sujeito passivo entende devido. o sujeito passivo. assente com o valor calculado e recolhido pelo sujeito passivo. o dever de verificar a ocorrência do fato gerador. nasce para o sujeito passivo a obrigação tributária. apurar e antecipar o lançamento tributário é do próprio sujeito passivo. perderá. considera-se o tributo pago (conversão do depósito consignado em renda) e extinto o crédito tributário. tem o condão de extinguir o tal crédito. vulgarmente chamado de acordo. não lhes é aplicável assim.1) Prazo decadencial: o prazo estipulado pelo art. 173 do CTN que garante um prazo mais razoável ao fisco para efetuar o lançamento de ofício. conferindo os documentos e recolhimentos feitos pelo sujeito passivo. a hipótese de decadência). portanto. c) À diminuta importância do crédito tributário. ocorrerá a homologação tácita. tal regra não se aplica na hipótese de não haver pagamento algum por parte do sujeito passivo (STJ . lembre-se que prazo decadencial não se suspende nem se interrompe. 101. pois caso contrário a mora já teria sido configurada e não mais seria possível impedir a incidência de juros e multas moratórias. Para o direito tributário tem que ter previsão legal. Compensação: prevista nos artigos 170 e 170-A do CTN. a. quando estes forem. fraude ou simulação. Por tais motivos.

por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor. O art. observado o disposto no § 3º deste artigo. estes não podendo mais recair sobre os bens gravados per tais ônus reais a não ser sobre o valor do bem que exceder os créditos já garantidos. VII . deve obedecer ao princípio da legalidade e da anterioridade. as máquinas. III .: manter notas das mercadorias isentas do ICMS). retomando-se a contagem quando esta cessar. conforme preceitua o art. 5. § 1º . 40 . geral). se o crédito constituído for alvo de discussão judicial pelo contribuinte e ele obtiver a concessão de tutela antecipada (causa suspensiva). dolo.os vestuários. Conseqüências: muito embora o efeito principal da exclusão do crédito seja na verdade obstar o surgimento da obrigação principal e. X . Conceito: quando se fala em hipóteses de exclusão do crédito tributário. A isenção só pode ser concedida por lei que conterá os requisitos para concessão e sua abrangência (pode ser individual. IV . nas situações determinadas por lei. VI . II . Isso porque. não podem ser livremente suprimidas. § único do CTN estipula as causas interruptivas da prescrição tributária. as ferramentas. 3. só que em relação ao não lançamento da penalidade. que importe em reconhecimento do débito pelo devedor. Assim também se pronunciou o STF na ADI 2. saúde ou assistência social. poderá. b. quirografários) quando todos têm que ser honrados conjuntamente. IV . inciso I do CTN). fica impedida de nascer a obrigação tributária principal (seja quanto ao tributo ou quanto às penalidades pecuniárias). desde que trabalhada pela família. 186. o juiz da execução.1. não sujeitos à execução. apesar da alienação.por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial.2.325/DF de dezembro de 2000. por conseqüência. As principais são: 2. remunerações.pelo protesto judicial. 180 a 182 do CTN) . porém. Privilégios (arts. a lei de execução fiscal (lei 6. que tal exclusão não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias (ex. III do CTN. salvo se de elevado valor.3) Interrupção da prescrição: diferentemente da suspensão. porém. É importante ressalvar que com o advento da lei 11. a causa interruptiva ocorre pela via judicial pela demonstração da própria fazenda que não se quedou inerte à exigência do débito tributário. b) Aos créditos extraconcursais (conforme art.os vencimentos. a Fazenda ainda terá mais quatro anos (prazo que faltava para completar o qüinqüênio) da cassação da tutela antecipada para promover a execução fiscal. de outra sorte não pode ser revogada e nem modificada. e. não importará quanto tempo a discussão judicial demorará. no último. § 3º . Exceção: Os bens absolutamente impenhoráveis nos termos da lei. conforme artigos 178 e 104. no limite do bem gravado (conforme art. o crédito tributário prefere a todos (tem que ser pago primeiro). enquanto não for localizado o devedor ou encontrados bens sobre os quais possa recair a penhora. Dessa forma. A cobrança coletiva de débitos do devedor normalmente ocorre em processos de falência.3. Garantias (arts. será aberta vista dos autos ao representante judicial da Fazenda Pública. se as causas de suspensão da exigibilidade do crédito impedem o ajuizamento da execução fiscal. não o fazendo e na impossibilidade de se verificar a existência de outros bens penhoráveis.Decorrido o prazo máximo de 1 (um) ano. vez que limitou o benefício ao lapso temporal e as condições cumpridas geram direito adquirido de fruir do benefício àquele que cumpriu tais condições (art. inventário ou arrolamento de bens. 176 a 179 CTN) – é a dispensa do pagamento do tributo por impedimento legal da obrigação principal. d) Aos créditos com garantia real. fraude ou simulação. a execução ficava fadada a uma penosa e demorada solução. o lançamento é obstado por conta de previsão legal. mas para as dívidas tributárias não (art. a qualquer tempo. sob condição onerosa. tanto no sentido de garantir a sua satisfação pela entidade competente. salvo quando vierem orientações da própria lei específica no sentido contrário. proventos de aposentadoria. Exclusão do Crédito Tributário 5. Nesses processos ocorrerá a liquidação do ativo (tornar-se-ão líquidos os bens do devedor) para que então se realize (quitação) do passivo. têm o condão também de suspender o prazo prescricional. Presunção de fraude na alienação de bens do devedor tributário: inscrito o crédito tributário não pago na dívida ativa. tem por característica determinar que o prazo estabelecido pare de fluir enquanto perdurar a causa suspensiva. o devedor ainda possuir outros bens para satisfazer o crédito tributário. Penhora “on line”: a faculdade que já vinha trazendo bons resultados para o credor trabalhista. § único.186 do CTN). GARANTIAS E PRIVILÉGIOS DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 1.3. bem como os pertences de uso pessoal do executado. presumese fraudulenta (o fisco não precisa provar a fraude. por se tratar de imposição do tributo novamente àquele que anteriormente era isento. Esse entendimento fica notório diante da súmula 544 do STF: isenções tributárias concedidas. o Juiz ordenará o arquivamento dos autos. à espécie tributária.Suspenso o curso da execução. os instrumentos ou outros bens móveis necessários ou úteis ao exercício de qualquer profissão. em seu art. como já mencionado anteriormente. a causa interruptiva ocorre por provocação do próprio devedor que ao confessa a dívida (ainda que extrajudicialmente) reabre o prazo qüinqüenal para a Fazenda executar o crédito. faz-se necessária uma ordem para tal quitação. Também pode ser condicionada (ao valor. Hipóteses: as hipóteses de exclusão do crédito tributário são a isenção e a anistia. salários. 5. não correrá o prazo de prescrição. depois de ouvida a Fazenda Pública. IX .3. ainda que existentes as demais obrigações tributárias (obstase o lançamento). III . 3.o seguro de vida. e não abrange os atos qualificados em lei como crime. Preferências em relação a créditos de natureza diversa: em relação à ordem de liquidação. 150. O art. os utensílios. Observa-se. qualquer alienação ou oneração de bens pelo devedor. VIII . prevê que a inscrição pelo fisco no cadastro da dívida ativa (procedimento administrativo prévio para apurar certeza e liquidez do crédito apto a emitir título executivo extrajudicial – CDA) suspenderá o prazo prescricional por 180 dias.a pequena propriedade rural. A revogação da isenção. § único): a) Aos créditos decorrentes de legislação do trabalho ou de acidente do trabalho que ingressarem no início da ação (conforme art. 186 a 190 CTN) – também conhecidos como preferenciais: aqui se refere às vantagens que o crédito tributário tem em relação aos demais créditos (preferenciais. como para lhe atribuir caráter distintivo em relação a outros créditos. agora por inovação da LC 118/05 com a introdução do art. § 2º . A isenção concedida por prazo certo e sujeita a determinadas condições. Ao contrário do que se estudou nas causas de suspensão e extinção do crédito tributário. 5. 85 da lei 11. Assim como as causas de suspensão da exigibilidade do crédito tributário previstas no CTN. Isso importa dizer que todo o patrimônio do devedor pode ser usado para saldar dívida tributária. no próprio processo determinar a indisponibilidade do patrimônio do devedor que poderá se dar por meio eletrônico.1. contravenção. a determinado ente tributante. que se dá: I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal.101/05 (lei de falências) os créditos sobre bens gravados com garantia real passaram a preferir sobre s créditos tributários. após iniciada a execução fiscal.os bens inalienáveis e os declarados. num ato de extremo protecionismo. A suspensão. 2.830/80). impedir o lançamento. soldos. reconhecer a prescrição intercorrente e decretá-la de imediato.101/05 – lei de falências). subsídios. 5. Agora.830/80 – LEF). estabelece outra forma de suspensão do prazo prescricional (mas que aqui se refere à prescrição intercorrente – que acontece por inércia do fisco após o ajuizamento da ação de execução fiscal): Art. Citado o devedor em processo de execução fiscal para pagar a dívida em cinco dias ou nomear bens à penhora (os termos da Lei 6. Nos três primeiros casos. V . por ato voluntário. salvo se essas forem penhoradas. 184 CTN). o juiz. 178 CTN). II . pois caso seja julgada improcedente. 2°. Devem ser estabelecidas pela legislação e não constituem rol taxativo as já existentes (podem ser criadas outras). c) Às importâncias passíveis de restituição (conforme art. Exceção: se. os ganhos de trabalhador autônomo e os honorários de profissional liberal. pertences e utilidades domésticas que guarnecem a residência do executado. recuperação judicial.até o limite de 40 (quarenta) salários mínimos. § 6° da CF. 185-A no CTN pode ser feita também nos processos de execução fiscal. o devedor ou os bens. independente de medida cautelar proposta pelo fisco nesse sentido poderá. A anistia só abrange as infrações cometidas antes da sua concessão. pensões.3. Isenção: (arts. Ex.os materiais necessários para obras em andamento. A isenção concedida por prazo indeterminado é aquela em que a lei não faz menção ao seu tempo de duração. verifica-se que em tais situações o crédito tributário não chega a ser constituído pelo lançamento apesar de ter ocorrido o fato gerador. em seu art. liquidação de empresas. a quantia depositada em caderneta de poupança. salvo os de elevado valor ou que ultrapassem as necessidades comuns correspondentes a um médio padrão de vida. 174. Universalidade de bens do devedor responde pela dívida tributária: qualquer bem pode ser usado para satisfação do crédito tributário inscrito na dívida ativa e cobrado pelo fisco.183 a 185 e 191 do CTN): constituem uma gama de benefícios dados à Fazenda Pública para resguardar e facilitar a fiscalização e arrecadação dos tributos. 40.trata-se da não constituição do crédito tributário em relação à penalidade: ocorre da mesma forma da isenção (utilizada para o tributo). § 4° Se da decisão que ordenar o arquivamento tiver decorrido o prazo prescricional. 5. quando houver concurso entre eles.2. as isenções concedidas não podem ser estendidas às taxas e contribuições de melhoria (que têm natureza de contraprestação) e aos tributos instituídos depois da sua concessão (já que normalmente a própria lei que regula o tributo é que estipulará os casos de isenção). podendo o ato ser desfeito). 2. as quantias recebidas por liberalidade de terceiro e destinadas ao sustento do devedor e sua família. que tal expropriação ficará limitada ao valor total executado. de ofício. Como nem sempre o dinheiro arrecadado é suficiente para quitar todas as dívidas existentes. quais sejam: I . 649 CPC estipula uma lista desses bens.1. 2. ressalva-se. assim definida em lei.1. Vige enquanto não revogada ou modificada por outra lei. Isso indica que a contagem do qüinqüênio recomeçará a fluir do zero a partir da ocorrência da causa interruptiva. Considerações iniciais: as regras contidas no capítulo VI do CTN inauguram uma série de medidas protetivas do crédito tributário. Ocorrendo uma delas.Encontrados que sejam. contudo. A seguir passaremos aos comentários pertinentes em relação aos dois institutos. Segundo o art. por lei. nota-se que quem definirá se tais situações ocorrerão ou não é a lei. Anistia (arts. havendo créditos de diversas naturezas. Assim.ajuizamento continuasse a fluir. pelo prazo que faltava.os recursos públicos recebidos por instituições privadas para aplicação compulsória em educação.101/05 – lei de falências e súmula 307 STJ).: bens gravados contratualmente com cláusula de inalienabilidade que em relação a outros tipos de créditos estariam resguardados. serão desarquivados os autos para prosseguimento da execução. as causas interruptivas da prescrição ocorrem de imediato nas hipóteses definidas em lei e devolvem naquele instante o prazo integralmente ao fisco.186.os livros. 84 da lei 11. bastando o sujeito passivo enquadrar-se na hipótese legal para gozar do benefício.os móveis. sem que seja localizado o devedor ou encontrados bens penhoráveis. § 3°.O Juiz suspenderá o curso da execução. 177 do CTN.2. pecúlios e montepios. sendo esta concedida exatamente um ano após a notificação do referido lançamento. por sua vez. nesses casos. 11 . A própria LEF. exceto (art. ao pagamento do tributo respectivo) ou ter caráter geral (não ser condicionada).

Professor e Diretor do Curso de Direito da UnP. Advogada. 5.830/80 (ação de execução fiscal). Meios: no interesse dessa administração tributária. na medida em que traz meios para fazer exigir seus créditos e conhecer seus devedores. 4. sem prejuízo das sanções civis cabíveis. como participar de licitações. por força do disposto no art. 5. condicionando-o à prévia existência de legislação autorizadora da sua atuação (Ex. Fiscalização Tributária. Conceito: a fiscalização consiste basicamente na atividade pública.br Todos os direitos reservados. delimita o exercício desse poder.1. Doutorando em Direito. presume-se o crédito líquido e certo. pertencente a cada ente tributante. Conseqüência: Inscrito na dívida ativa. Direito Tributário – 1ª edição . 202 CTN). 12 .: devido processo administrativo e legal. conferindo ao contribuinte certa garantia contra abusividades. a regular inscrição do débito na Dívida Ativa. indicando a existência de débitos e provavelmente deslindará na inscrição na dívida ativa e conseqüente execução fiscal. No mais. 2º Créditos dos Estados. esta será positiva. Membro da Associação Brasileira para o Progresso da Ciência. 6. o contribuinte tem direito a uma certidão de regularidade fiscal que ateste isso: a Certidão Negativa de Débito (CND). preconizado pelo art. Autor: Josieni Pereira de Barros.2. 6. Presidente do Conselho Estadual de Educação do Rio Grande do Norte. arrolamento. por qualquer meio ou processo. 6.1. celebrar alguns contratos etc. torna-o líquido. no momento. se houver (art. garantido a ele o direito às certidões tributárias – de regularidade fiscal – como demonstração da quitação de seus créditos. houve por bem o legislador preconizar regras balizadoras para uma eficiente administração tributária. Desse cadastro público. seja ela qual for. Como já dito. Preferência entre vários créditos tributários: se existirem vários créditos tributários a serem liquidados. Muito embora a maior parte das regras que tratam do poder de fiscalização e o seu exercício sejam regras de direito administrativo. através de ação própria descrita na lei 6. 206 CTN).2. Dívida Ativa.memes. podendo ser exigido judicialmente assim que extraído o título executivo extrajudicial: a Certidão da Dívida Ativa (CDA) que vale como tal. dando-lhe efeito de prova préconstituída (art. constará o nome do devedor a natureza do crédito. diferentemente dos demais credores. Palestrante. 2. 3º Créditos dos Municípios e suas autarquias. de verificar. a quantia devida com as adequadas atualizações. diretamente ou por meio de delegação. LINK DA ORDEM 8 ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA 1. a legislação confere à Administração Pública o direito de examinar os bens e informações particulares – sem restrição – no interesse da fiscalização. 3. há o direito. não precisa se habilitar na Falência. bem como suas autarquias. divide-se “pro rata” (em partes iguais). contudo. logo após. Introdução: Dentro ainda do tema da administração tributária e como viabilização do direito de certidões. Introdução: diante de todas as regras tributárias ora estudadas e considerando que a arrecadação dos tributos se traduz na maior parte das receitas auferidas pelo Poder Público (receitas tributárias). 204 CTN) e sua certidão serve como título para futura execução desse crédito. Especialista em Direito Educacional.2. deve ser inscrito no cadastro da dívida ativa. Advogado e Autor de obras jurídicas. 6. com regras próprias no CTN e na legislação extravagante. conferida por lei. VI CPC. a Fazenda Pública terá o dever de fornecer ao contribuinte documento hábil a atestar a sua situação tributária perante o órgão em questão.). etc.3. não pode ser exigida). Endereço eletrônico: www. através de informações obtidas com o próprio contribuinte.3. concordata ou liquidação judicial e extra. Mestre em Educação e Semiótica Jurídica. nos termos do art. data da inscrição e a indicação do processo administrativo correspondente. sem a expressa autorização do autor e da editora. Privilégio na habilitação concursal: ainda. Considerações iniciais: todo crédito exigido e não extinto. o CTN a partir do seu artigo 194 estabelece o norte para o exercício dessa fiscalização. respeito ao sigilo. Professor universitário e de cursos preparatórios há mais de 10 anos. inventário. 4. ainda. 5.com. Se existir mais que um crédito de cada grupo. Especialista em Ciência Política. A violação dos direitos autorais caracteriza crime.2. 3. de pessoas jurídicas de direito público distintas. 585. XXIV da CF. certo e exigível. 4. É terminantemente proibida a reprodução total ou parcial desta publicação. O estudante deverá complementar seus estudos com o material disponível nos Links e com os simulados on-line. De outra sorte. o implemento das obrigações tributárias e a correta arrecadação de receita. verificase a seguinte ordem de pagamento: 1º Créditos da União Federal e suas autarquias.1. 205 do CTN. Distrito Federal e territórios. o solicitante possui débitos tributários (certidão positiva). compelindo-os juridicamente ao implemento da obrigação tributária. Se. e Membro da Academia de Letras Jurídicas do Rio Grande do Norte. Presidente do Tribunal de Ética da OABRN. mas estes se encontram com sua exigibilidade suspensa (o que impede o fisco de exigi-lo temporariamente). que viabiliza uma eficaz arrecadação dos tributos. Finalidade: As certidões de regularidade fiscal são de suma importância para o contribuinte. faz jus a uma certidão também de regularidade fiscal (pois a dívida. Tipos de certidões: Se houver dívida tributária pendente por parte daquele que requereu a certidão. é que se ampara a fiscalização. LINK DA ORDEM 9 Manual da OrdeM A coleção Manual da Ordem apresenta o conteúdo sistematizado das disciplinas exigidas no Exame da OAB. a uma forma de controle dos inadimplentes – a Dívida Ativa. pois são indispensáveis para o exercício de algumas atividades e realização de negócios. são resguardados alguns direitos ao contribuinte para que o adimplemento da obrigação seja na exata medida do que deve ao fisco.2008 Coordenadores: Carlos Eduardo Witter. a Fazenda Pública. Professora universitária e de cursos preparatórios para OAB em Direito Tributário. próprio para os débitos tributários não saldados. qual seja a Certidão Positiva com efeito de Negativa (art. não houver qualquer dívida em relação àquele ente. Certidões de Regularidade Fiscal. Lúcio Teixeira dos Santos. Poderes da fiscalização: primeiramente.3. 5 º. Conceito: caracteriza-se pela atividade executada pelo Poder Público.