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Título: BIOLIXIVIAÇÃO ANTI-CROMO Área: Ciências biológicas Autores: Marcelo Jung Eberhardt; Patrick Comassetto Führ Orientadora

: Carla Kereski Ruschel E-mail: marcelo-jung@hotmail.com Instituição: Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha O setor coureiro é de suma importância para região do Vale dos Sinos, Rio Grande do Sul, movendo a economia, além de gerar elevada quantidade de empregos. Porem esta indústria produz uma considerável quantidade de resíduos, que por sua vez, apresentam cromo em sua composição, devido a aplicação deste metal no processo de curtimento. Metal que em quantidades significativas causa danos ao meio ambiente e a saúde humana, podendo em uma de suas formas de oxidação, levar a formação de carcinomas. A pesquisa em questão visa uma nova metodologia para a remoção de cromo presente no resíduo, serragem de rebaixadeira, através da biolixiviação com a bactéria Acidithiobacillus ferrooxidans. O resíduo em questão é responsável por cerca de 90% de todo o resíduo sólido produzido após o curtimento, é tóxico inflamável corrosivo e patogênico. A bactéria Acidithiobacillus ferrooxidans é predominante no processo de biolixiviação, esta obtém energia para a solubilização de metais através da oxidação do íon ferroso a íon férrico e de formas reduzidas e/ou parcialmente reduzidas de enxofre como sulfetos, enxofre elementar e sulfatos. O processo de biolixiviação foi realizado em dois meios de cultivo, um contendo ferro e outro com abstenção deste. Os meios de cultivo forram baseados no meio de cultivo criado por Touvinen & Kelly (T&K), característico para o cultivo de bactérias desta espécie, este é composto por duas soluções uma contendo, sulfato de amônio, hidrogenofosfato de potássio e sulfato de magnésio, enquanto a segunda solução é composta por apenas sulfato ferroso, estas soluções são aciduladas até pH 2,0, pH ideal para o desenvolvimento do microorganismo. Ambos os meios, contendo amostras do resíduo e inóculo microbiano e assim como seus controles negativos, foram encubados em um shaker a temperatura de 28ºC e 150 rpm. Análises espectrofotométricas para determinar o teor de cromo em solução foram realizadas nos períodos de 7, 14, e 28 dias, indicando que o meio com presença

Andre. 251p. 218 p.. Renata. 2004. além de este processo poder vir a reduzir os custos no processo de curtimento através da reaplicação da solução de cromo obtida como curtente e a reaplicação da proteína do resíduo tratado. como preenchimento para imperfeições nas peles. Porto Alegre. Palavras-chave: rebaixadeira. 2005. MARANDI A. REZA. Serragem de . Biolixiviação. Bacterial leaching of anodic slime by thiobacillus ferrooxidans based on bioextraction of selenium-A casa study. Marandi. Acidithiobacillus Ferrooxidans. Remediação de áreas contaminadas com metais pesados utilizando Acidithiobacillus sp. Novo Hamburgo: CTCCA. Eugenio. defeitos e industrialização. UFRGS. Doulati. GUTHEIL. Tese (Doutorado) Escola Politécnica da Universidade de São Paulo Departamento de Engenharia e Hidráulica e Sanitária. HOINAKI. origens. enquanto o meio com ausência deste removeu aproximadamente 45%. Porto Alegre. No final desta pesquisa foi verificado que o uso desta tecnologia tem um grande potencial para se tornar uma alternativa sustentável para o gerenciamento de resíduos do setor coureiro. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tania. MOURA.N. Caracterização e biolixiviação de concentrado de flotação de sulfetos de cobre para a extração desse metal. Nelson Carlos. 1ªed. BARROS. 1999. USP. Metalúrgica e de Materiais. USP. Tese (Doutorado) . São Paulo. Referencias bibliográficas: I JORNADA DO PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO INTERNA – CETEM.Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Minas. Assim a metodologia se faz eficaz para o tratamento de cromo em serragem de rebaixadeira. 2004. 9th International mine water congress. 2006. Peles e Couros. UFRJ. Imobilização do íon de cromo oriundo das cinzas da incineração de serragem de couro em corpos cerâmico vitrificados. BASEGIO. ajudando tanto o meio ambiente e como o setor em questão. ARDEJANI F. 1978. removendo cerca de 80% do cromo.de ferro é mais efetivo. SINGH R. São Paulo. Rio de Janeiro. 2006.

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