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UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO – UNIVASF COLEGIADO DE ENGENHARIA DA COMPUTAÇÃO Disciplina: Empreendedorismo.

Professor: Deranor Gomes de Oliveira. Alunos: Dailton Filho, Elmo Leonardo, Manoel Alexandre Vieira, Marcus Rogério, Mateus Prates, Sérgio Aurélio e Thiago Gerson.

FICHAMENTO DE TEXTO – A Economia do Conhecimento: Incertezas, Ambiguidades e Potencialidades.

1- IDENTIFICAÇÃO

JULIEN, Pierre-André. Empreendedorismo Regional e Economia do Conhecimento (Cap. 1) 1ª Edição. São Paulo: Saraiva, 2010.

2- PALAVRAS-CHAVE

Empreendedorismo, Economia, Inovação.

3- RESUMO

A economia fundada no saber é aquela cujo desenvolvimento baseiase na transformação da informação em diversos tipos de inovação. Os conhecimentos servem para mudar produtos e processos, além de sustentar o caráter distintivo das empresas e sua competitividade. Tal economia permite, assim, a entrada em uma economia cada vez mais do imaterial, na qual os investimentos tradicionais, como em recursos naturais, equipamentos e infraestrutura, passam para o segundo plano, vindo depois dos investimentos imateriais, principalmente em formação e P&D. A produção de saberes e a inovação sempre foram importantes para explicar o

desenvolvimento (FORAY e LUNDVAL, 2000). Com o forte crescimento da renda das ultimas décadas, uma grande parte dos consumidores pode agora beneficiar-se de novos produtos, por

os novos recursos são antes de tudo os funcionários muito qualificados e especializados. de outro. Nessa nova economia. A antiga economia produzia principalmente bens de massa relativamente homogêneos em empresas muito grandes que se beneficiavam de todas as economias de escala possíveis. portanto a concorrência. A incerteza engloba a noção de risco. inovando. Esse crescimento da renda permite também ao consumidor diferenciarse melhor. de um lado. 2004). por um forte crescimento dos serviços em relação aos bens e. E diminui com a . com o objetivo de protegê-lo com novas patentes quando se esgota o prazo legal da anterior (ANGELL. pesquisa e formação. Os empregos apóiam-se cada vez mais em informações. cuja probabilidade de ocorrência é sempre variável. Explicase que cerca de 80% das inovações nos medicamentos são apenas uma maneira de o fabricante conservar o controle sobre o produto. que gera organizações em aprendizado para manter um savoir-faire em constante aperfeiçoamento. A incerteza é ainda maior para empreendedores ou dirigentes de pequenas empresas. A economia do conhecimento se manifesta. ainda que se saiba que algumas inovações ou mudanças são mais ou menos artificiais. A nova economia reclama produtos heterogêneos para meios ou grupos de consumidores com necessidades muito diferentes. Chegam-se-se assim a uma economia ainda mais orientada para o conhecimento. para garantir o conforto domestico. pelo aumento dos fatores imateriais em relação aos fatores materiais nos sistemas de produção. multiplicando assim as oportunidades para milhares de pequenos fornecedores de produtos ou serviços. ajustando-se as particularidades tanto de cidadão como de empresas. seja ainda para satisfazer o gosto por certo cosmopolitismo. já que devem enfrentar um número crescente de produtores de todo o mundo capazes de entrar no mercado local ou nacional ofertando produtos substitutos. demandando muita informação inicial no momento da contratação e formação contínua. promovendo modificações mínimas. o que explica a segmentação em muitos mercados. permitindo às empresas distinguirem-se e melhor enfrentar a incerteza e a ambigüidade. Constata-se na economia uma importância cada vez maior do imaterial em detrimento do material.exemplo. A incerteza também aumenta em decorrência da acelerada evolução tecnológica.

a busca pela informação. e sim respostas complexas a necessidades. justamente porque permite à empresa recombinar diferentemente seus recursos e competências para gerar a maior quantidade possível de respostas particulares para cada cliente. eram cruciais para medir as diferenças de crescimento entre os países (Denisson. a competitividade esta cada vez mais ligada aos conhecimentos e ao savoir-faire. para que finalmente se transforme em conhecimento. 1974). Muitas empresas explicam que não necessariamente oferecem produtos para atender às necessidades de um cliente. Na nova economia. classificar. em comprar softwares que. torna-se a pedra fundamental da economia. flexibilidade e variedade integram o conceito de inovação que sustenta a singularidade da empresa para bem além da produtividade.informação adequada. seja para inovar. interpretar e complementar a informação com toda sorte de outros dados que devem ser decifrados e relacionados. que são desenvolvidas em conjunto. A ambiguidade exige dar sentido. por mais complexos que sejam. Inscrevem-se na economia do conhecimento e do savoir-faire sob novas formas. A gestão do conhecimento se resume com frequência. portanto às capacidades imateriais de cada organização principalmente das pequenas organizações particularmente flexíveis. pelo menos sob a forma de variável residual. são mal utilizados ou pouco convidativos e não podem substituir o tratamento humano da informação. infelizmente. Os economistas do crescimento nacional acabaram compreendendo que o controle da informação e sua aplicação na formação e inovação. Proximidade. . e excesso de informação gera ambiguidade – o que obriga quem a recebe a desenvolver sistemas para avaliá-la e completá-la. A economia do conhecimento é uma resposta ao principal fracasso da teoria econômica que defende que a informação esta sempre disponível criando assimetria no mercado e no setor. seja para conhecer os concorrentes e melhor enfrentá-los. Visto que a incerteza cresce com a ampliação dos mercados e a multiplicação de produtos e produtores. Mas nem toda informação é conhecimento.