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UNIVERSIDADE CAMILO CASTELO BRANCO

ANDRÉ LUÍS SILVA OLIVEIRA KILSON LUÍS DE CARVALHO MAÍSA RIOS DINO D ORLEANS OLIVEIRA

INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE - INTERVENÇÃO

FERNANDÓPOLIS 2011

Orientador: Prof. Ailton Nossa FERNANDÓPOLIS 2011 . para obtenção de aprovação na Disciplina de Direito Administrativo.INTERVENÇÃO Trabalho Acadêmico apresentado à Faculdade de Direito da Universidade Camilo Castelo Branco. Unicastelo. Campus Fernandópolis.2 ANDRÉ LUÍS SILVA OLIVEIRA. MAÍSA RIO E DINO D ORLEANS OLIVEIRA INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE . KILSON LUÍS DE CARVALHO.

.....................3 SUMÁRIO 1.. DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS RELATIVAS À DESAPROPRIAÇÃO ....... FASE DECLARATÓRIA DE UTILIDADE PÚBLICA .............................. DESAPROPRIAÇÃO EXTRAORDINÁRIA ....13 ......08 4.................1....1.......05 2..07 3....1................................................................................1..... FASE EXECUTÓRIA ........................................................2......................... REQUISITOS ESSENCIAS DA DESAPROPRIAÇÃO ......04 2........................... CONCLUSÃO .... INTRODUÇÃO ... AUTORIZAÇÃO CONSTITUCIONAL .......................................07 4.....03 2..........11 6................................2..09 5..................................... PROCESSO EXPROPRIATÓRIO ........... SÃO PRESSUPOSTOS DA DESAPROPRIAÇÃO ..............................06 3......................... DESAPROPRIAÇÃO ORDINÁRIA ............................ ESPÉCIES DE DESAPROPRIAÇÃO ...............................................09 5..............08 5...........

podemos dizer que a desapropriação é o meio utilizado pela Administração Pública para "comprar" do proprietário particular.184).é a transferência compulsória da propriedade particular (ou pública de entidade de grau inferior para o superior) para o Poder Público ou seus delegados. por utilidade ou necessidade pública ou. o imóvel rural que não esteja .°. salvo as exceções constitucionais de pagamento em títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal." Art.. XXIV). ou interesse social.. de uma forma simples. o Direito brasileiro. E. ainda." 2. Sobretudo após o advento da Constituição Federal de 1988. ressalvados os casos previstos nesta Constituição. e de pagamento em títulos da dívida agrária. Assim. 5º.. INTRODUÇÃO (NOÇÕES GERAIS) Antes de iniciarmos o estudo sobre desapropriação. art. art. todavia. nesse sentido. art182. mediante justa a prévia indenização em dinheiro. de forma compulsória. é a lição do Professor Hely Lopes Meirelles: ". Uma das formas em que o Poder Público intervém na Propriedade Privada é através da desapropriação. no caso de área urbana não edificada. Desta forma. declarado de interesse público. XXIV "a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública. o direito a propriedade ficou condicionado ao interesse social. 5.III). mediante justa e prévia indenização em dinheiro.(CF. mediante prévia e justa indenização em dinheiro(CF.. ESPÉCIES DE DESAPROPRIAÇÃO (ORDINÁRIA E EXTRAORDINÁRIA) A CF/88 diz que: Art. é importante se ter em mente que o interesse da coletividade sobrepõe ao do cidadão comum e justifica a atuação do Estado quando este decide intervir na propriedade particular. no caso de reforma agrária. condiciona este reconhecimento ao atendimento da "função social da propriedade". por interesse social.. por interesse social. reconhece o direito à propriedade privada do cidadão.4 1. para fins de reforma agrária. 184 Compete à União desapropriar por interesse social.§4º. bem móvel ou imóvel. subutilizada ou não utilizada (CF.

. para fins de reforma agrária. e cuja utilização será definida em lei. 2. XXIV e a outra extraordinária.As benfeitorias úteis e necessárias serão indenizadas em dinheiro. § 5º . para o processo judicial de desapropriação.O decreto que declarar o imóvel como de interesse social. a partir do segundo ano de emissão. estaduais e municipais as operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária. interesse social (desapropriação ocorrer para assentamento de pessoas). dão ensejo à desapropriação ordinária: necessidade pública (situações em que a desapropriação é imprescindível para o interesse público). utilidade pública ou interesse social. .Vigora o princípio da supremacia do interesse público sobre o particular (art. § 4º .°. mediante pagamento de indenização justa. 5º. que tem por fundamento o artigo 184 da Constituição Federal. Desapropriação ordinária (padrão ou comum): É um meio de intervenção na propriedade que implica na sua transferência para o patrimônio publico por razões de necessidade pública. Como já anotado acima. Em face do exposto nos dois artigos supracitados. mediante prévia e justa indenização em títulos da divida agrária. resgatáveis no prazo de até 20 anos. com cláusula de preservação do valor real. fundamentada no artigo 5.5 cumprindo sua função social. utilidade pública (situações em que a desapropriação é conveniente para o interesse público). prévia e em dinheiro. assim como o montante de recursos para atender ao programa de reforma agrária no exercício. Uma que se chama ordinária.Cabe à lei complementar estabelecer procedimento contraditório especial. autoriza a União a propor a ação de desapropriação. de rito sumário. § 3º .O orçamento fixará anualmente o volume total de títulos da dívida agrária.1.São isentas de impostos federais. XXIV da CF). podemos dizer que existem dois tipos de desapropriação. § 1º . § 2º .

Desapropriação extraordinária É um meio de intervenção na propriedade que implica na sua transferência para o patrimônio publico. Existem duas espécies de desapropriação que são classificadas como extraordinárias. A outra forma de desapropriação extraordinária é a para reforma agrária. em casos de urgência. assim definida em lei e o proprietário não possuir outra (art. de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal. e que a mesma não recai sobre nenhum bem específico. A desapropriação por descumprimento de plano diretor municipal. aqui. Ela incide sobre o solo urbano não edificado ou subtilizado ou não utilizado (cabe. que consiste em uma forma de desapropriação/sanção aplicada àquele que não da a sua propriedade uma função social. salvo se for pequena e média propriedade rural. 185 da CF). Nessa espécie. justa (deve permitir ao proprietário a aquisição de outro bem com as mesmas características). 184 §4º CF). assegurado o valor real da indenização e os juros legais. podendo incidir em qualquer bem expropriável. a indenização tem as seguintes características: será feita mediante título da divida pública. em títulos . (art. a observação de que o plano diretor é que irá definir o que é solo não edificado ou subutilizado ou não utilizado). Sua indenização de ser: prévia (anterior à desapropriação). com prazo de resgate de até dez anos. Visa maior produção no campo e justiça social.2. Podemos apontar as seguintes características na desapropriação ordinária. A Constituição Federal não faz menção ao momento do pagamento e nem a quantidade. quanto à indenização: justa (tem que permitir ao proprietário a aquisição de outro bem com as mesmas características). pois o proprietário não esta descumprindo a função social. o Poder Público pode ter desde logo a imissão na posse). 2. prévia (tem que ser anterior à desapropriação – excepcionalmente. em dinheiro (vedada qualquer outra forma).6 Deve-se ressaltar sempre que a desapropriação ordinária não pode ser utilizada como forma punitiva. iguais e sucessivas. em parcelas anuais. Ela incide sobre o imóvel que não esteja cumprindo sua função social. pois embora seja uma forma de desapropriação/sanção também tem a finalidade de assentamento. que tem natureza híbrida. pois não está cumprindo a sua função social.

segundo as regras gerais de desapropriação estabelecidas em lei federal.§ 4º. da Constituição Federal. ou interesse socia mediante justa e prévia indenização em dinheiro. estaduais e municipais operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária” (art. resgatáveis no prazo de até vinte anos. Ainda sobre a indenização. que estabelece: XXIV. 182. de desapropriação por interesse social com finalidade específica(reforma agrária). com prazo de resgate de até dez anos. art. Cuida-se. O expropriante. 189 da CF). DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS RELATIVAS À DESAPROPRIAÇÃO 3. 5ºXXIV. A primeira delas está no art. §5º da CF). que incide sobre imóveis rurais destinados à reforma agrária(CF. 5º XXIV. 3. Autorização Constitucional A regra matriz da desapropriação está no art. incidente sobre imóveis rurais que não estejam cumprindo sua função social. 184 da CF). nos termos do plano diretor do município. em verdade. denominada pela doutrina “desapropriação urbanística”. A indenização aprovada pelo Senado Federal.184). III. a partir do segundo ano de sua emissão. com cláusula de preservação de valor real. Essa hipótese de desapropriação Possi caráter sancionatório e pode ser aplicada ao proprietário de solo urbano que não atenda à exigência de promover o adequado aproveitamento de sua propriedade. ainda no texto constitucional. nessa hipótese. em parcelas anuais. A segunda hipótese é a denominada “desapropriação rural”. ressalvados os caso previstos nesta Constituição. a indenização será em títulos da dívida agrária. da Constituição. “os beneficiários da distribuição de imóveis rurais pela reforma agrária receberão títulos de domínio inegociáveis pelo prazo de 10 anos” (art. contemplada no art. devemos anotar o seguinte: “as benfeitorias úteis e necessárias serão indenizadas em dinheiro” (art. a partir do segundo ano de sua emissão e cuja utilização será definida em lei (art. assegurados o valor real da indenização e os juros legais. da Carta Política temos. e cuja utilização será definida em lei. com cláusula de preservação do valor real (correção monetária e juros). resgatáveis em até 20 anos. O expropriante nessa hipótese é exclusivamente a União e. 184.a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública. .1. iguais e sucessivas. Alem dessa regra geral. será o município.7 da divida agrária. 184 da CF). outras previsões específicas de desapropriação. “são isentos de impostos federais.

de 1941 (lei geral da desapropriação.365. REQUISITOS ESSENCIAS DA DESAPROPRIAÇÃO 4.312. A necessidade pública decorre de situações de emergência. As regras constitucionais sobre desapropriação por meio de algumas leis específicas.365/1941 somente utiliza. a saber: Decreto-lei 3. faz-se necessária a transferência urgente de bens de terceiros para o poder público.243 da Constituição deve abranger toda a propriedade. a expressão “utilidade pública”. após a transferência da propriedade. Entretanto. de forma genérica. Lei 4. Lei 8.974).5º. Essa desapropriação incide glebas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas.8 A terceira espécie de desapropriação está prevista no art. LC 76. A desapropriação imediata de imóvel para salvaguardar a segurança nacional( ou para fazer face a uma calamidade pública). 243 da Constituição Federal denominada “desapropriação confiscatória”. XXIV). mesmo que a cultura ilegal ocupe uma pequena parte da área dele.1. não podemos . Ocorre a utilidade pública quando a transferência do bem para o poder público é conveniente. de 1993(desapropriação rural para fins de reforma agrária). é caso de necessidade pública. São pressupostos da desapropriação a)a utilidade pública ou a necessidade pública. Exemplo de utilidade pública seria a desapropriação de um imóvel para a construção de uma escola. e não a área efetivamente cultivada(RE 543. embora não seja imprescindível. que cuida especificamente da desapropriação por utilidade pública). Por outras palavras. 4. a expropriação de glebas a que se refere o art. quanto para os casos de simples conveniência para o poder público. Na necessidade pública. tanto para os casos autorizadores de desapropriação que configuram situações emergenciais. que será. b)o interesse social. de 1962(desapropriação por interesse social). para cultivo de produtos alimentícios e medicamentosos.629 de 1993(desapropriação rural). sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. cuja solução exija a desapropriação do bem. destinadas ao assentamento de colonos. como a própria Constituição utiliza a expressão “necessidade pública”(art. para a situação de emergência ser resolvida satisfatoriamente. Convém mencionar que o Decreto-lei 3. sempre devida nas demais hipóteses de desapropriação. O Supremo Tribunal Federal já decidiu que a desapropriação confiscatória deve recais sobre a totalidade da área do imóvel. porque não assegura ao proprietário nenhum direito a indenização.

para fins de reforma agrária ou assento de colonos. 5.1. O processo expropriatório compreende duas fases. Essas fases são implicitamente manifestas pelo inciso XXIV do art. o poder público manifesta sua intenção de adquirir para si ou seus delegatários. 5. PROCESSO EXPROPRIATÓRIO O procedimento constitutivo da desapropriação se dá mediante uma sucessão de atos legalmente definidos que têm como resultado a desconstituição do direito de propriedade. 5º da Lei Maior. particular ou público. é caso típico de interesse social. é uma denominação genérica. para efeitos didáticos. delegatários ou mesmo por particulares que exerçam atividade de interesse social. Assim. podendo ser adquiridos por concessionários de serviços públicos. enquanto não declarada a expropriação e devidamente efetuada a indenização. Ceras circunstâncias impõem o condicionamento da propriedade. mas considerar que utilidade pública. importante é ressaltar que o regime jurídico da desapropriação por utilidade ou por necessidade pública é mesmo um só. os bens expropriados nem sempre se incorporam á Fazenda Pública. nos termos da lei. que pode ter caráter administrativo ou judicial.9 concluir que esse conceito tenha deixado de existir. uma declaratória e outra executória. O interesse social consiste naquelas hipóteses em que mais se realça a função social da propriedade. pois busca condicionar o uso da terra à sua função social. para seu melhor aproveitamento em benefício da coletividade. A solução que nos parece mais razoável é adotar a distinção entre utilidade e necessidade pública. . incluídos os casos doutrinariamente classificados como de necessidade pública. embora a expropriação se processe em nome do interesse público. Na declaração de utilidade pública. submetendo-o ao instituto da desapropriação. A primeira se dá com a declaração de utilidade pública e a segunda compreende às providências tomadas pelo Estado no sentido de efetivar a manifestação volitiva expressa na declaração de utilidade pública. que abrange todos os casos de desapropriação não enquadrados como de interesse social. A desapropriação de terras rurais. De qualquer forma. não se procederá a expropriação. Fase declaratória de utilidade pública. É necessário ressaltar que.

observados os requisitos de compra e venda. Distrito Federal ou territórios. é iniciada a fase judicial. tendo em vista que a declaração de utilidade pública não é o bastante em si para implantar as condições para sua efetivação. Parece mais acertada a segunda posição. 10 da Lei 9. bem como a Agencia Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).648/98. a destinação específica que será dada à coisa. no sentido de efetivar a desapropriação. a declaração incide sobre o bem expropriado. No que tange ao primeiro aspecto. usando-se de lei. vício ou inconstitucionalidade no ato. poderá impugná-lo . ou seja. conferência de destinação específica ao bem e início do prazo de caducificância da declaração. assim. a descrição do bem. de expedir a declaração de utilidade pública no que concerne às áreas que interessam à implantação de suas instalações. Também se estende aos concessionários. a necessidade da tomada de medidas pelo Executivo. Assim. por crer em irregularidades. sujeitando o proprietário aos atos materiais. Esta última obteve tal premissa com o art. cuja redação foi dada pela Lei 9. o fundamento legal e recursos do orçamento destinados a atender as despesas geradas pela expropriação. Estados. mesmo não transferindo o bem para o beneficiário da expropriação.10 A utilidade pública pode ser decretada pelo Poder Executivo. os chefes deste Poder. no caso da União. quando concorrem as vontades do expropriante e expropriado no sentido de ajuste da indenização. os Governadores.074/95. neste caso. por meio da ANEEL. Quando isso não ocorre. permissionários e autorizados de serviços de eletrificação. fixação do estado do bem. sendo o Presidente da República. No Legislativo. haja vista que somente se procede a expropriação por via direta. devendo indicar o sujeito passivo da desapropriação. não recai sobre nenhum representante. mediante decreto ou pelo Legislativo. o particular que se sentir lesado. se tratando dos Municípios. Em contraposição à declaração. São competentes para expedir a declaração de utilidade pública: União. no caso dos Estados e os Prefeitos. havendo. tal qual verificação de benfeitorias. judiciais e administrativos que permitam a efetivação da medida. sua utilidade pública. melhoramentos e acessórios que se lhe tenham feito. trata-se de medida administrativa. já no caso do Executivo. não executória. A manifestação da declaração de utilidade pública realizada pelo legislativo ou pelo Executivo tem natureza apenas administrativa. senão no próprio órgão colegiado a competência para expedi-la. Da declaração de utilidade pública são produzidos os seguintes efeitos: submissão do bem ao poder expropriatório. exclusivamente administrativa. a declaração é expedida em forma de lei. Municípios. somente estes são competentes para expedir a declaração de utilidade pública por via de decreto.

2. inclusive. quando a desapropriação for efetivada. determina como prazo caducificante o período de dois anos. desde que não causando dano ou fratura ao bem desapropriado (Decreto-lei 3. de se notar que. Sobre a destinação à qual o bem será utilizado. serve tal determinação para evitar arbitrariedades por parte do Estado ou de seus delegados.11 judicialmente por mandado de segurança. se não toma o Estado nenhuma providência. poderá o poder público requerer novamente a expropriação do mesmo objeto . Fase Executória . 5. mas o valor da obra não se incluirá na indenização. sob pena de estar configurada a tredestinação. regulada pela Lei 10. perece o direito de expropriar. impedindo que lhe sejam feitos acréscimos no intuito de elevar o valor da indenização. a possibilidade de sustar liminarmente o procedimento. decorridos dois anos da expedição da declaração de utilidade pública. o legislador.132/63. omitiu-se no concernente à expropriação pelo descuprimento da função social. a desapropriação deverá se efetivar mediante acordo ou durante cinco anos. Neste caso. O mesmo não se de com a expropriação por interesse social. impedindo que o bem seja desviado de sua finalidade. havendo. judicialmente. somente as necessárias são indenizáveis.365/41. Segundo o art. não o impede a declaração de utilidade pública para desapropriação do imóvel. ainda que esgotado este prazo. o período para aproveitamento do bem.257/01 e à expropriação de propriedade nociva ou sitiante de plantas psicotrópicas. como não tem o condão de transferir a propriedade do particular para o beneficiário da desapropriação.36/41. Este prazo engloba. em se tratando de prazos de caducidade. Na última função. a declaração. 26). as úteis indenizar-se-ão se autorizadas pelo poder público e as voluptuárias não serão indenizáveis. Assim dispõe a Súmula 23 do STF: “Verificados os pressupostos legais para o licenciamento da obra. também levanta a situação do bem.” No que concerne às benfeitorias. dado ciência ao detentor do direito de propriedade. Todavia. mas poderão ser levantadas. inclusive. Sobre o segundo ponto. art. ordenadas pela Lei 8257/91. até que se verifique a validade do ato. após um ano. 3º da Lei 4. contados da data de emissão do decreto. contados da data de expedição da declaração de utilidade pública. cujo art. 10 do Decreto-lei 3.

por via de ação direta. mediante depósito em juízo. seja no ato declaratório de utilidade pública ou interesse social. inicia-se.12 A fase de execução ou executória do procedimento desapropriatório pode ser de caráter administrativo ou judicial. No transcurso do processo. não se manifestarão os efeitos da revelia. far-se-á necessária a transcrição da escritura no Cartório de Registro de Imóveis. a fase judicial. se esgotado o prazo para contestação. Dessa maneira. integrando o bem ao seu patrimônio. na desapropriação. mandado de segurança.365/41. Ressalte-se que a urgência caduca no improrrogável prazo de 120 dias. no caso de vícios na declaração. Nela circunscrevem-se os atos do Poder Público que medeiam a promoção da desapropriação. em se tratando de bem imóvel de valor superior a 30 salários mínimos. Para que a etapa de execução seja de cunho administrativo é preciso que entre expropriante e expropriado haja acordo sobre o valor da indenização. promover ação ordinária de declaração de nulidade. a disciplina a ser adotada pelo Estado se encontra regulada pelos artigos 11 a 30 do Decreto-lei nº 3. proceder-se-á prova pericial para definição do justo valor da indenização. mister observar-se as formalidades relativas à compra e venda e. Caso não concorram as vontades dos dois pólos da relação. Com vistas a isto. Em outras palavras: diz-se executória a fase da desapropriação em que o Estado imprime as medidas necessárias para efetivar a desapropriação. requerer a imissão provisória na posse. fundamento ou escopo.365/41. não houver contestação. restando o quinhão correspondente à indenização sem expressa concordância do expropriado. que atua em complementariedade com o art. que já deve constar desde a declaração de utilidade pública em cláusula. se preenchidos os pressupostos fixados na Constituição Federal de 1988. 5º. Isso é o que determina o artigo 20 do Decreto-lei nº 3. forma. Quando. a contestação só poderá ser referida ao valor da indenização. apregoando que qualquer questão não relativa ao preço ou vício deverá ser decidida em ação direta e o Judiciário não poderá . seja no que concerne à competência. cuja aplicação se estende aos casos de desapropriação por interesse social. mediante manifestação do Poder Estatal. Na etapa judicial somente se prestarão à discussão as questões atinentes a vícios processuais ou ao preço. decidir se esta diz ou não respeito realmente ao interesse público. . LXXIII. poderá. Neste sentido. todavia. art. 9º do mesmo diploma. cuja renovação não será permitida. quando configurado dano a direito individual certo e líquido ou ação popular. Se o desapropriado verificar alguma ilegalidade. Se o expropriante alegar urgência.

pois uma sociedade decente é aquela que não humilha seus indivíduos. garantindo a evolução paulatina para uma sociedade livre. como no caso da expropriação de glebas de terra cultoras de plantas psicotrópicas. se concluiu que a propriedade não mais representa um instituto voltado à mera satisfação de desejos individuais. observou-se que. Porém. para a geração de empregos e postos de trabalho no interior da dinâmica social. Assim. mas somente se justificará enquanto meio para a obtenção de um resultado pretendido pela comunidade. pôde-se constatar que na doutrina não há um critério bem delimitado capaz de classificá-las de forma a encaixar a todas num nos grupos que então se apontam. o critério que. legando a pequenos grupos grande patrimônio e à grande maioria da sociedade menos que o necessário á sua sobrevivência. a sentença será também constitutivo-mandamental. desempenhando assim.13 Definido o valor da indenização por perícia. com melhor precisão pôde dividir em classes as espécies de desapropriação foi aquele atinente ao atendimento ou não de uma função social. . que garante a subsistência das pessoas em sociedade. CONCLUSÃO A propriedade enquanto garantia individual só existe à medida que se justifica uma sua utilização para a consecução de fins socialmente pretendidos. Por isso. para a circulação de riquezas e o conseqüente estímulo à produção. Das diferentes modalidades de desapropriação. a desapropriação é instrumento da pacificação social. será este fixado por meio de sentença declaratória. Enfim. conclui-se que. longe de mera discricionariedade.para efeito de imitir o Poder Expropriante na posse do bem. 6. pois não se justificaria um critério classificatório que deixasse de fora espécies do instituto sob a desculpa que constituam elas mero confisco. uma função social. como o procedimento da desapropriação somente se encerra com o pagamento. justa e solidária. promovendo uma justa distribuição e emprego dos bens disponíveis aos indivíduos.

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