Você está na página 1de 8

Superior Tribunal de Justiça

EDcl no HABEAS CORPUS Nº 182.446 - DF (2010/0151464-5)

RELATÓRIO EXMO. SR. MINISTRO GILSON DIPP (Relator): Trata-se de embargos de declaração em habeas corpus impetrado em benefício de FABRÍCIO MIRANDA PEREIRA contra acórdão da 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado pela prática do delito tipificado no art. 157, § 2º, incisos I, II e V, do Código Penal, à pena de 10 (dez) anos de reclusão, em regime inicialmente fechado. Transitada em julgado a sentença, a defesa ajuizou revisão criminal alegando nulidade da condenação por insuficiência de provas, além de vício na dosimetria da pena. O pedido foi julgado improcedente (fl. 42). A defesa impetrou writ perante esta Corte, alegando insuficiência de provas para a condenação e afirmando que a pena-base foi fixada acima do mínimo legal sem a devida fundamentação, além de que que na dosimetria da pena não foi respeitado o critério trifásico de individualização. A ordem foi parcialmente conhecida e julgada prejudicada devido ao deferimento de pedido de extensão nos autos do HC 171150/GO, verbis :

"CRIMINAL. HABEAS CORPUS. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. REVISÃO CRIMINAL. ALEGAÇÃO DE INSUFICIÊNCIA DE PROVAS PARA A CONDENAÇÃO. EXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. VIA INCOMPATÍVEL. DOSIMETRIA. PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. AUMENTO DE PENA. PERDA DO OBJETO. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E PREJUDICADA. I. A via estreita do habeas corpus é incompatível com a investigação probatória, nos termos da previsão constitucional que o institucionalizou como meio próprio à preservação do direito de locomoção, quando demonstrada ofensa ou ameaça decorrente de ilegalidade ou abuso de poder (art. 5º, inciso LXVIII). II. O posicionamento adotado por esta Corte é no sentido de ser descabida qualquer análise mais acurada da condenação imposta nas instâncias inferiores, assim como a verificação da sua justiça, se não evidenciada flagrante e inequívoca ilegalidade, tendo em vista a impropriedade do meio eleito. III. Hipótese em que se constata a perda do objeto em relação aos pleitos de fixação da pena-base no mínimo legal e de revisão da
Documento: 18196959 - RELATÓRIO E VOTO - Site certificado Página 1 de 8

em 16 de junho de 2010. desta Corte. a defesa alega que o HC 171150/GO refere-se aos autos nº 2003. da Comarca de Cristalina / GO.0056042/1.RELATÓRIO E VOTO . É o relatório.Site certificado Página 2 de 8 . IV. Documento: 18196959 . pelo deferimento e pedido de extensão nos autos do habeas corpus nº 171150/GO." Nos presentes embargos.013219-4. de modo que não teria havido a perda do objeto do writ. enquanto que os presentes autos versam sobre a ação penal nº 2002. da Circunscrição Judiciária do Gama. Ordem parcialmente conhecida e prejudicada.Superior Tribunal de Justiça dosimetria da pena.041.

De fato. MARCELO PEREIRA TEIXEIRA. CARLOS EDUARDO PEREIRA TEIXEIRA e EMERSON BORGES.0056042/1. a que se refere o presente writ. II e V. MINISTRO GILSON DIPP (Relator): Trata-se de embargos de declaração em habeas corpus impetrado em benefício de FABRÍCIO MIRANDA PEREIRA contra acórdão da 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. de modo que não teria havido a perda do objeto do writ. da Comarca de Cristalina / GO. em regime inicialmente fechado.Site certificado Página 3 de 8 . Nos presentes embargos. cabe suprir a omissão do acórdão por meio dos presentes embargos. O pedido foi julgado improcedente (fl. ora paciente. da Circunscrição Judiciária do Gama. à qual também respondem o paciente e corréus. figuram os acusados FABRÍCIO MIRANDA PEREIRA. incisos I. enquanto que os presentes autos versam sobre a ação penal nº 2002. o pedido de extensão deferido nos autos do HC 171150/GO tem como objeto ação penal diversa. além de vício na dosimetria da pena. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado pela prática do delito tipificado no art.041. 42). Desse modo. Passo à análise da irresignação. a defesa ajuizou revisão criminal alegando nulidade da condenação por insuficiência de provas. alegando insuficiência de provas para a condenação e afirmando que a pena-base foi fixada acima do mínimo legal sem a devida fundamentação. a defesa alega que o HC 171150/GO refere-se aos autos nº 2003. Assiste razão ao embargante. do Código Penal. A defesa impetrou writ perante esta Corte. Cabe Documento: 18196959 . não constatada a prejudicialidade do writ.446 .013219-4. Quanto à ação nº 2002. A ordem foi parcialmente conhecida e julgada prejudicada devido ao deferimento de pedido de extensão nos autos do HC 171150/GO.RELATÓRIO E VOTO .041. 157.Superior Tribunal de Justiça EDcl no HABEAS CORPUS Nº 182. Transitada em julgado a sentença. além de que que na dosimetria da pena não foi respeitado o critério trifásico de individualização. à pena de 10 (dez) anos de reclusão.DF (2010/0151464-5) VOTO EXMO. § 2º. SR.013219-4.

BIS IN IDEM. ELEMENTO ESSENCIAL PARA CONFIGURAÇÃO DO DELITO. II. tão-somente quanto à dosimetria da reprimenda. Majorantes do emprego de arma de fogo. I. NECESSIDADE DE FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA. MOTIVOS DO CRIME E DOLO INERENTES AOS CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO. da utilização de armas de fogo e da restrição da liberdade das vítimas. Ordem conhecida e parcialmente concedida. pois a consciência do caráter ilícito das condutas é essencial para a configuração do crime. RESTRIÇÃO DE LIBERDADE DA VÍTIMA. do dolo. ROUBO MAJORADO. VI. restrição de liberdade da vítima e concurso de agentes consideradas tanto na fixação da pena-base quanto na aplicação da causa de aumento. III. ser consignada adequada fundamentação no tocante ao índice de aumento relativo às três qualificadoras do crime de roubo. ainda. MAUS ANTECEDENTES E PERSONALIDADE VOLTADA PARA O CRIME. faz-se mister reconhecer a necessidade de fundamentação em circunstâncias concretas que justifiquem o acréscimo mais expressivo. Não obstante a existência de três majorantes. CONCURSO DE AGENTES.º 443 desta Corte. IMPROPRIEDADE DA FUNDAMENTAÇÃO. Deve ser reformado o acórdão impugnado e a sentença monocrática. que nada mais são que os inerentes aos crimes contra o patrimônio. As ações penais e os inquéritos policiais em andamento não justificam a majoração da pena-base como má conduta social e personalidade voltada para o crime. IV." Documento: 18196959 . Julgador de primeira instância que justificou a exasperação da pena nos motivos do crime. CONSCIÊNCIA DO CARÁTER ILÍCITO. assim ementado: "HABEAS CORPUS. o que caracteriza bis in idem. ORDEM CONHECIDA E CONCEDIDA EM PARTE. da existência de concurso de pessoas. PENAS-BASE FIXADAS ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. PENAL.RELATÓRIO E VOTO . conforme consolidado na Súmula n. bem como acerca da sua conduta social e maus antecedentes. Fundamentação relativa à culpabilidade e ao dolo dos réus que não permitem a majoração das penas-base. devendo. VII.Site certificado Página 4 de 8 . EMPREGO DE ARMA DE FOGO. V. a fim de que outra seja proferida com nova e motivada fixação da pena. não sendo suficiente a simples menção ao número de causas de aumento de pena presentes no caso em análise. IMPOSSIBILIDADE DE EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE COM ESTEIO EM INQUÉRITOS E AÇÕES PENAIS EM ANDAMENTO. afastando-se da majoração das penas-base os fundamentos utilizados para a valoração desfavorável da culpabilidade do réu. em respeito ao Princípio da Presunção de Inocência (Súmula/STJ nº 444). TRÊS MAJORANTES. sendo que o apontado dolo revela-se próprio do tipo penal.Superior Tribunal de Justiça notar que no HC 171052/DF foi proferido acórdão em relação aos pacientes MARCELO e CARLOS EDUARDO.

Vale ressaltar que das cinco causas de aumento previstas pelo legislador. verifica-se que o Juízo de Direito da Primeira Vara Criminal do TJDFT. ao proceder à dosimetria da pena. eis que ausentes outras causas majorantes ou minorantes a serem apreciadas. Documento: 18196959 . em tese. estes à razão unitária de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo vigente à época do fato. considerou (fls. pois configuraria. Tendo em vista a incidência das circunstâncias referentes ao concurso de agentes (quatro agentes). Desse modo. nos seguintes termos (fls. da conduta social ou da personalidade do agente. por ora. desobediência ao artigo 59 do Código Penal e às evidências dos autos.RELATÓRIO E VOTO . tornando-a em 10 (dez) anos de reclusão e 135 (cento e trinta e cinco) dias-multa." Transitada em julgado a sentença. inclusive. entendo autorizada a migração para a conduta social. registra várias incidências. apesar de sua retratação em Juízo. com condenação. demonstrando possuir personalidade voltada para o crime e apresentar elevada periculosidade. Não obstante o recente entendimento do Superior Tribunal de Justiça do sentido de que ações penais e inquéritos em andamentos não podem se constituir em valoração negativa dos antecedentes. motivo pelo qual reduzo a pena corporal em 04 (quatro) meses e a pecuniária em 10 (dez) dias. em 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão e 90 (noventa) dias-multa.Superior Tribunal de Justiça Em relação ao ora paciente. em respeito ao princípio constitucional da presunção de não-culpabilidade. apesar de primário.. levei em consideração a confissão perante a Autoridade Policial.) As circunstâncias judiciais são desfavoráveis e aptas a justificar o aumento da pena-base. como tem decidido a 1ª Turma Criminal. 25/41): "II . Para embasar a presente decisão. Incensurável o aumento de metade pelas qualificadoras de emprego de arma de fogo de grosso calibre. emprego de arma (de grosso calibre e grande potencial ofensivo) e restrição da liberdade das vítimas. 42/61): "Quanto à dosimetria das penas. a defesa propôs revisão criminal.Quanto ao acusado FABRÍCIO MIRANDA PEREIRA: Referido imputado.. a qual resta em definitivo. As demais circunstâncias já foram apreciadas. indeferida pelo Tribunal a quo. (. tornando-as.Site certificado Página 5 de 8 . concurso de agentes e restrição da liberdade das vítimas. quando da fixação da pena do co-réu MARCELO. fl. três delas são aplicáveis ao roubo. 352 e 355. majoro a reprimenda em 1/2 (metade). a Câmara tem entendido que pode ser revista com base no inciso III do artigo 621 do CPP. fixo a pena-base para FABRÍCIO MIRANDA PEREIRA em 07 (sete) anos de reclusão e em 100 (cem) dias-multa.

a fundamentação relativa à culpabilidade e ao dolo do paciente não permite a majoração da pena-base. em se tratando de roubo com a presença de mais de uma causa de aumento. REGIME PRISIONAL.Site certificado Página 6 de 8 . Julgo improcedente o pedido. AÇÕES PENAIS EM ANDAMENTO. FUNDAMENTAÇÃO INSUFICIENTE. Não se pode apenar da mesma forma o acusado portador de inúmeas anotações (fls. nos termos do § 2º do art. PENA-BASE FIXADA NO MÍNIMO LEGAL.Superior Tribunal de Justiça (. 349/356) e outro que a possui imaculada. INCIDÊNCIA DA MAJORANTE. Nesse sentido: "PENAL.RELATÓRIO E VOTO . A confissão. o julgador de primeira instância justificou a exasperação nos motivos do crime. foi levada em consideração.) FABRÍCIO é pessoa experiente no mundo do crime. Ademais. Documento: 18196959 . NÃO APREENSÃO. ao estabelecer a pena-base além do mínimo legal. ROUBO MAJORADO. VALORAÇÃO. DOSIMETRIA DA PENA. Juiz reduziu a reprimenda em 04 (quatro) meses.º 443 desta Corte. 157 do Código Penal. a majoração da pena acima do mínimo legal (um terço) requer devida fundamentação. porquanto as majorantes foram consideradas tanto na fixação da pena-base quanto na aplicação da causa de aumento. inerentes ao próprio crime contra o patrimônio. POSSIBILIDADE. pois a consciência do caráter ilícito das condutas é essencial para a configuração do crime. o que denota a existência de vício na dosimetria da pena. Ostenta extensa folha de antecedentes criminais (349/356)." Com efeito. IMPOSSIBILIDADE. Demais disso.. O réu foi considerado tecnicamente primário. O MM. apesar de retratada em juízo. PENA-BASE. a existência de concurso de pessoas. BIS IN IDEM .PERSONALIDADE.. INCIDÊNCIA DE DUAS MAJORANTES. RÉU PRIMÁRIO. não obstante a existência de três majorantes. sendo que o apontado dolo intenso revela-se inerente ao próprio tipo penal. conforme consolidado na Súmula n. AUSÊNCIA DE ELEMENTOS PARA SUA AFERIÇÃO. não sendo suficiente a simples menção ao número de causas de aumento de pena presentes no caso em análise. De igual modo. nada a reparar. Quanto à pena pecuniária e o regime inicial de cumprimento de pena. HABEAS CORPUS. pois fixados na justa medida. consignando-se circunstâncias concretas que justifiquem um acréscimo mais expressivo. o que caracteriza bis in idem. a utilização de arma de fogo e o fato das vítimas terem sido mantidas em poder dos agentes caracterizam causas de aumento de pena. EMPREGO DE ARMA.MAUS ANTECEDENTES.

PENA-BASE. IV .Em respeito ao princípio da presunção de inocência. nos termos da remansosa jurisprudência. mas sim com base nos dados concretos em que se evidenciou o fato criminoso (Precedentes desta Corte e do Pretório Excelso). IMPOSSIBILIDADE. FATO CRIMINOSO COMETIDO DURANTE O PROCESSO. ambos do CP. De igual modo. decisão de primeiro grau apresenta vício em sua fundamentação porquanto o uso de arma de fogo foi valorado tanto na circunstância judicial circunstâncias do crime quanto na aplicação da causa de aumento. I . julgado em 18/06/2010). inquéritos e processos em andamento não podem ser considerados como maus antecedentes para exacerbação da pena-base (Precedentes do Pretório Excelso e do STJ). "b". AUMENTO.Superior Tribunal de Justiça CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS FAVORÁVEIS. quais sejam. deve ser motivado não apenas pela simples constatação da existência das mesmas. o que caracteriza bis in idem. e § 3º. III . Ordem parcialmente concedida. 157. 68 e do parágrafo 2º do art.É prescindível a apreensão da arma de fogo empregada no roubo para incidência da majorante do inciso I.º 444 do Superior Tribunal de Justiça).Atendidos os requisitos constantes do art. a ausência de reincidência. pela ocorrência de duas majorantes específicas. a condenação por um período superior a 04 (quatro) e não excedente a 08 (oito) anos e a existência de circunstâncias judiciais inteiramente favoráveis. como no caso (Precedentes do STF e do STJ).Não havendo elementos suficientes para a aferição da personalidade do agente.RELATÓRIO E VOTO . verifica-se que a r. II . do art. se tal circunstância pode ser evidenciada por outro meio de prova. ORDEM Documento: 18196959 . VALORAÇÃO NEGATIVA. VI . REGIME SEMIABERTO. em respeito ao Princípio da Presunção de Inocência. A propósito: "PENAL. do CP. HABEAS CORPUS. deve o réu iniciar o cumprimento da pena privativa de liberdade no regime prisional semiaberto (Precedentes). o aumento de pena. mostra-se incorreta sua valoração negativa a fim de supedanear o aumento da pena-base (Precedentes). PERSONALIDADE DO AGENTE.Na espécie. V . No tocante aos maus antecedentes. Quinta Turma. como o foi na espécie. os processos criminais em curso não podem ser utilizados para valorar negativamente os maus antecedentes (Súmula n. do Código Penal. Habeas corpus concedido de ofício para fixar o regime inicial semiaberto para o cumprimento da reprimenda " (HC 132249/MS. conforme entendimento deste Tribunal. MAUS ANTECEDENTES. os inquéritos policiais em andamento não justificam a majoração da pena-base como má conduta social e personalidade voltada para o crime.Site certificado Página 7 de 8 . § 2º. 33. do § 2º. 157. Relator Ministro Felix Fischer.Tendo em vista o disposto no parágrafo único do art. acima do patamar mínimo. RECEPTAÇÃO. CONDUTA SOCIAL.

a fim de que outra seja proferida com nova e motivada fixação da pena.Site certificado Página 8 de 8 . ainda. ainda. É como voto. ser consignada adequada fundamentação no tocante ao índice de aumento relativo às três qualificadoras do crime de roubo. acolho os presente embargos declaratórios para conhecer a ordem na parte anteriormente julgada prejudicada e. Ordem parcialmente concedida para declarar a nulidade parcial da sentença no tocante à reprimenda imposta ao paciente e determinar ao Tribunal de origem que proceda o redimensionamento da pena-base. deve ser reformado o acórdão impugnado e a sentença monocrática. da conduta social ou da personalidade do agente. 1. tão-somente quanto à dosimetria da reprimenda. DJ de 29/06/2009. a possibilidade de substituição da pena privativa nos termos do art. Quinta Turma. Rel. do dolo. 2. Diante do exposto. nesta extensão. conceder o writ. aptos a majorar a pena-base. Min.504/SP. A existência de inquéritos e ações penais em andamento não pode constituir fundamento para a valoração negativa dos antecedentes.) Desta forma. da existência de concurso de pessoas. assim como acerca da sua conduta social e maus antecedentes. em respeito ao princípio constitucional da presunção de não-culpabilidade.235/RJ.Superior Tribunal de Justiça PARCIALMENTE CONCEDIDA. 44 do CP e o regime inicial de cumprimento da pena. relator Ministro Arnaldo Esteves. afastando-se da majoração das penas-base os fundamentos utilizados para a valoração desfavorável da culpabilidade do réu. da utilização de armas de fogo e da restrição da liberdade das vítimas. analisando." (HC nº 130. condenações cujos fatos geradores ocorreram posteriormente aos narrados na denúncia' (HC 97. 3. devendo. Quinta Turma.RELATÓRIO E VOTO . DJe de 13/10/08). JORGE MUSSI. 'Não podem ser consideradas como maus antecedentes. Documento: 18196959 .