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Filosofia Geral e Jurídica APONTAMENTOS DE AULA – ESTOICISMO e CÍCERO 1. É a menos grega das escolas filosóficas clássicas.

Os primeiros estóicos foram sírios e os últimos predominantemente romanos. 2. Contexto do Helenismo (Séc. II aC a Séc. II dC). Atraiu muitos governantes após Alexandre da Macedônia. 3. Nomes principais: fase inicial (Zenon, fenício nascido em Chipre) e fase final (Sêneca, Epíteto e Marco Aurélio, romanos, respectivamente um ministro, um escravo e um imperador). 4. Na fase inicial há uma marca preponderante do materialismo (postura antimetafísica). Na fase posterior há influências do platonismo. 5. Determinismo cósmico (leis próprias da natureza) e liberdade humana. As situações vivem eternamente a se repetir. 6. A alma do mundo, que está presente em tudo, é Deus (no sentido de ordem cósmica natural). 7. A virtude é o que deve insistentemente ser buscado pelo ser humano. Felicidade, saúde, propriedade são coisas pouco significativas. 8. A crueldade e a injustiça, como decorrentes de uma ordem da natureza (a rigor tudo está em sintonia com a ordem cósmica natural), são oportunidades para se alcançar a virtude. 9. Pensamento de Marco Túlio Cícero (106 a 43 a.C.) influenciado pelo pensamento estóico. 10. A ética estóica caminha no sentido de postular a independência do homem com relação a tudo que o cerca, valorizando sobremaneira o conceito de dever. 11. Ética da ataraxia (suspensão do juízo e aceitação da ordem cósmica natural). Processo de autodepuração da alma. 12. Vontade de praticar a justiça (como dever supremo) como móvel da ação humana (não por reconhecimento ou receio de punição). 13. Em poucas palavras, a felicidade e a harmonia decorrem de: reconhecer a fugacidade de todas as coisas, por ser temente a Deus; confiar na justiça que decorre de seus atos; estar certo de que age de acordo com sua lógica; tomar por base o conhecimento certo das coisas pelas causas físicas; respeitar a natureza e os princípios dela decorrentes; viver conforme o que é capaz de produzir um benefício para a comunidade. 14. Ética da ação (ética prática) e não da mera contemplação. 15. Justiça (e direito) como decorrência de uma ordem natural. Lei natural e eterna como fonte do direito, ou seja, o direito não pode ser mera convenção. 16. Mesmo as leis humanas devem buscar estimular os bons e desestimular os maus. 17. A razão deve-se sobrepor à paixão, com vistas à efetiva implantação da ordem de acordo com a lei natural entre os homens (tal sociedade estará guiada pela reta razão). 18. A República pressupõe Direito, e o Direito pressupõe leis, e as leis pressupõem leis naturais, e as leis naturais pressupõem Deus. 19. O estoicismo lança o germe para que a filosofia cristã, que haverá de dominar o panorama da cultura ocidental por séculos, se implante e se desenvolva.