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A IMPORTÂNCIA DE CONTAR HISTÓRIAS

Ler histórias para crianças, sempre. É poder sorrir, rir, gargalhar com as situações vividas pelas personagens, com a idéia do conto ou com o jeito de escrever dum autor e, então, poder ser cúmplice desse momento de humor, de brincadeira, de divertimento ...

É também suscitar o imaginário, é ter a curiosidade respondida em relação a tantas perguntas, é encontrar outras idéias para solucionar questões. É uma possibilidade de descobrir o mundo imenso dos

conflitos, dos impasses, das soluções que todos vivemos e atravessamos

...

dum jeito ou de outro.

É ouvindo histórias que se pode sentir emoções importantes, como a tristeza, a raiva, a irritação, o bem-estar, o medo, a alegria, o pavor, a insegurança, a tranqüilidade, e tantas outras mais, e viver profundamente tudo o que as narrativas provocam em que as ouve com amplitude, significância e verdade que cada uma delas fez (ou não) brotar. Pois é ouvir, sentir e enxergar com os olhos do imaginário.

É através da história que se pode descobrir outros lugares, outros tempos, outros jeitos de agir e de ser, outra ética, outra ótica ...

O ouvir histórias pode estimular o desenhar, o musicar, o sair, o ficar, o pensar, o teatrar, o imaginar, o brincar, o ver o livro, o escrever, o querer ouvir de novo (a mesma história ou outra).

Durante o momento da história, quando contada com expressões de espanto, de prazer, de

admiração, de indignação

dá-se

então uma troca de energia. Isso faz com que um conto, embora possa

... ser contado mil vezes, nunca seja o mesmo, pois os ouvintes e os momentos são diferentes.

Resta agora a questão da diferença entre contar história e ler história para a criança. É importante fazermos uma distinção entre contador de histórias e leitor de histórias. A arte de contador envolve expressão corporal, improvisação, interpretação, interação com seus ouvintes.O contador, recria o conto juntamente com o seu auditório, à medida que conta. O leitor por sua vez, empresta sua voz ao texto.

POR QUE CONTAR HISTÓRIAS?

Contar histórias é a mais antiga das artes. Nos velhos tempos, o povo assentava ao redor do fogo para esquentar, alegrar, conversar, contar casos. Pessoas que vinham de longe de suas Pátrias contavam e repetiam histórias para guardar suas tradições e sua língua. As histórias se incorporam à nossa cultura. Ganharam as nossas casas através da doce voz materna, das velhas babás, dos livros coloridos, para encantamento da criançada. E os pedagogos, sempre à procura de técnicas e processos adequados à educação das crianças, descobriram esta “mina de ouro” as histórias. Parte importante na vida da criança desde a mais tenra idade, a literatura constitui alimento precioso para sua alma. É conhecendo a criança e o mistério delicioso do seu mundo que podemos avaliar todo o valor da literatura em sua formação. As crianças tem um mundo próprio, todo seu, povoado de sonhos e fantasias. A história é contada visando:

· deleitar a criança; · infundir o amor à beleza; · desenvolver sua imaginação; · desenvolver o poder da observação; · ampliar as experiências;

· desenvolver o gosto artístico; · estabelecer uma ligação interna entre o mundo da fantasia e o da realidade;

MÚSICA

A música exerce um grande papel na educação, haja visto o papel de comunicação

sensorial que ela propicia, desde o início da vida humana quando, ainda bebê, a pessoa embala-se

ao colo da mão, acalentado por cantigas de ninar

O canto suave tranqüiliza o bebê e o conduz ao

.. estado de plenitude e relaxamento, que o faz dormir. A música deve ser utilizada na educação como um meio para alcançar uma série de objetivos, que dentre outras se destacam:

*sensibilização do ouvido *socialização *expressão corporal *ampliação do vocabulário *desenvolvimento do ritmo *autodisciplina *retenção de conhecimentos *desenvolvimento do gosto pela música *aquisição de cultura * aquisição de formas de lazer

É preciso que a criança seja habituada a expressar-se musicalmente desde os primeiros

. anos de sua vida, para que a música venha a se constituir numa faculdade permanente de seu

ser.

A música representa uma importante fonte de estímulos, equilíbrio e felicidade para a criança. Assim, os fatos musicais devem induzir ações, comportamentos motores e gestuais (ritmos marcados caminhando, batidos com as mãos, e até mesmo falados), inseparáveis da educação perceptiva propriamente dita.

Até o primeiro ano de vida, as janelas escancaradas são as dos sentidos. “ A criança está aberta para receber” , diz Muszkat. Contar histórias, pôr música no aparelho de som, agarrar e beijar, brincar com a fala são estímulos que ajudam o aperfeiçoamento das ligações neurais das regiões sensoriais do cérebro.

Gardner admite que a inteligência musical está relacionada à capacidade de organizar sons de maneira criativa e à discriminação dos elementos constituintes da Música. A teoria afirma que pessoas dotadas dessa inteligência não precisam de aprendizado formal para colocá- la em prática. Isso é real, pois não está sendo questionado o resultado da aplicação da inteligência, mas sim a potencialidade para se trabalhar com a música.

Musicalidade é a tendência ou inclinação do indivíduo para a música. Quanto maior a musicalidade, mais rápido será seu desenvolvimento. Costuma revelar-se na infância e independe de formação acadêmica.

Musicalização é um processo cognitivo e sensorial que envolve o contato com o mundo sonoro e a percepção rítmica, melódica e harmônica. Ela pode ocorrer intuitivamente ou por intermédio da orientação de um profissional.

Se todos nascem potencialmente inteligentes, a musicalidade e a musicalização intuitiva são inerentes a todo ser humano. No entanto, apenas uma porcentagem da população as desenvolvem. Grandes nomes considerados gênios da música iniciaram seus estudos na infância, Mozart, Beethoven, Bach , Carlos Gomes e Villa Lobos, entre outros iniciaram seus estudos tendo como mestres os seus respectivos pais.

Embora o incentivo ambiental familiar e a iniciação na infância sejam positivos, não são essenciais na formação musical. Outros fatores podem ser estímulos favoráveis ao desenvolvimento da inteligência musical: a escola, os amigos, os meios de comunicação ...

Talento e conhecimento caminham sempre juntos e um depende do outro. Quanto maior o talento mais fácil se torna o conhecimento. Quanto maior o conhecimento, mais se desenvolve o talento.

Cabe aos professores criar situações de aprendizagem nas quais as crianças possam estar em relação com um número variado de produções musicais não apenas vinculadas ao seu ambiente sonoro, mas se possível também de origens diversas, como, de outras famílias, de outras comunidades, de outras culturas de diferentes qualidades: folclore, música popular, música erudita e outros.

As atividades musicais nas escolas devem partir do que as crianças já conhecem, desta forma, se desenvolve dentro das condições e possibilidades de trabalho de cada professor. FARIA (2001, p. 4), “A música passa uma mensagem e revela a forma de vida mais nobre, a qual, a humanidade almeja, ela demonstra emoção, não ocorrendo apenas no inconsciente, mas toma conta das pessoas, envolvendo-as trazendo lucidez à consciência”.

A música como qualquer outra arte acompanha históricamente o desenvolvimento da humanidade e pode se observar ao analisar as épocas da história, pois em cada uma, ela está sempre presente. A música é algo constante na vida da humanidade, pode-se comprovar isto, em todos os

registros da trajetória da história. As crianças sabem que se dança música, isto é, que a dança está associada à música, e geralmente sentem grande prazer em dançar. Se os professores levarem isso em conta e considerarem como ponto de partida o repertorio atual de sua classe (os das crianças e o próprio) e puderem expandir este repertório comum com o repertório do seu grupo cultural e de outros grupos, criando situações em que as crianças possam dançar, certamente estarão contribuindo significativamente

para a formação das crianças. (ESTEVÃO, 2002, p. 33), A música na vida do ser humano é tão importante como real e concreta, por ser um elemento que auxilia no bem estar das pessoas. No contexto escolar a música tem a finalidade de ampliar e facilitar a aprendizagem do educando, pois ensina o indivíduo a ouvir e a escutar de maneira ativa e refletida. DUCORNEAU (1984), o primeiro passo para que a criança aprenda a escutar bem consiste em permitir que ela faça experiências sonoras com as qualidades do som como o timbre, a altura e a intensidade, depois disso, estará em posição de escuta. A criança que consegue desenvolver pouco a pouco a apreciação sensorial, aprende a gostar ou não de determinados sons e passa a reproduzi-los e a criar novos desenvolvendo sua imaginação. A boa música harmoniza o ser humano, trazendo- o de volta a padrões mais saudáveis de pensamento, sentimento e ação. A música não substitui o restante da educação, ela tem como função

atingir o ser humano em sua totalidade. A educação tem como meta desenvolver em cada indivíduo toda a perfeição de que é capaz. Porém, sem a utilização da música não é possível atingir a esta meta, pois nenhuma outra atividade consegue levar o indivíduo a agir. A música atinge a motricidade e a sensorialidade por meio do ritmo e do som, e por meio da melodia, atinge a afetividade. STEFANI (1987), a música afeta as emoções, pois as pessoas vivem mergulhadas em um oceano de sons. Em qualquer lugar e qualquer hora respira-se a música, sem se dar conta disso. A música é ouvida porque faz com que as pessoas sintam algo diferente, se ela proporciona sentimentos, pode-se dizer que tais sentimentos de alegria, melancolia, violência, sensualidade, calma e assim por diante, são experiências da vida que constituem um fator importantíssimo na formação do caráter do indivíduo. Conclui-se que a música está ligada ao ser humano desde muito cedo e que sem ela o mundo se tornaria vazio e sem espírito. A música é uma arte que vem sendo esquecida, mas que deve ser retomada nas escolas, pois ela propicia ao aluno um aprendizado global, emotivo com o mundo. Na sala de aula, ela poderá auxiliar de forma significativa na aprendizagem.

O JOGO E O BRINCAR

Nossa sociedade mudou, temos uma inversão de papeis e valores, mais informação do que podemos absorver, a mulher trabalha fora, o avanço tecnológico é grande, a família mudou, a criança mudou, o aluno e a escola também mudaram. As mudanças tecnológicas mudaram as formas de brincadeiras. As crianças deixaram de brincar na rua, jogar bola, pular amarelinha e passaram a jogar videogames e jogos de computador, ignorando o sol que brilha a convidar as brincadeiras na rua. Tanta mudança gera confusão e expectativas, ou ainda, como o lúdico interfere no desenvolvimento de uma criança. Este desenvolvimento, para Wallon, se dá através de uma interação entre ambientes físicos e sociais, sendo que os membros desta cultura, como pais, avós, educadores e outros, ajudam a proporcionar à criança participar de diferentes atividades, promovendo diversas ações, levando a criança a um saber construído pela cultura e modificando-se através de suas necessidades biológicas e psicosociais. Por isso, a importância da brincadeira, pois é a criação de uma nova relação entre situações do pensamento e situações reais. Brincar é coisa muito séria. Toda criança deveria poder brincar. A brincadeira contribui para o processo de socialização das crianças, oferecendo-lhes oportunidades de realizar atividades coletivas livremente, além de ter efeitos positivos para o processo de aprendizagem e estimular o desenvolvimento de habilidades básicas e aquisição de novos conhecimentos.

As brincadeiras aparentemente simples são fontes de estímulo ao desenvolvimento cognitivo, social e afetivo da criança e também é uma forma de auto-expressão. Talvez poucos pais saibam o quanto é importante o brincar para o desenvolvimento físico e psíquico do seu filho. A idéia difundida popularmente limita o ato de brincar a um simples passatempo, sem funções mais importantes que entreter a criança em atividades divertidas.

Piaget (1976) diz que a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança. Estas não são apenas uma forma de desafogo ou entretenimento para gastar energia das crianças, mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual. Ele afirma:

"O jogo é, portanto, sob as suas duas formas essenciais de exercício sensório-motor e de simbolismo, uma assimilação da real à atividade própria, fornecendo a esta seu alimento

necessário e transformando o real em função das necessidades múltiplas do eu. Por isso, os métodos ativos de educação das crianças exigem todos que se forneça às crianças um material conveniente, a fim de que, jogando, elas cheguem a assimilar as realidades intelectuais que, sem isso, permanecem exteriores à inteligência infantil". (Piaget 1976, p.160).

Wallon fez inúmeros comentários onde evidenciava o caráter emocional em que os jogos se desenvolvem, e seus aspectos relativos à socialização.

Referindo-se a faixa etária dos sete anos, Wallon (1979) demonstra seu interesse pelas relações sociais infantis nos momentos de jogo:

"A criança concebe o grupo em função das tarefas que o grupo pode realizar, dos jogos a que pode entregar-se com seus camaradas de grupo, e também das contestações, dos conflitos que podem surgir nos jogos onde existem duas equipes antagônicas".(Wallon p.210)

Entre as concepções sobre o brincar, destaca-se as de Fröbel, o primeiro filósofo a justificar seu uso para educar crianças pré-escolares. Fröbel foi considerado por Blow (1991) psicólogo da infância, ao introduzir o brincar para educar e desenvolver a criança. Sua Teoria Metafísica pressupõe que o brinquedo permite o estabelecimento de relações entre os objetos do mundo cultural e a natureza, unificados pelo mundo espiritual. Um tipo especial de jogo está associado ao nome de Maria Montessori. Trata-se dos jogos sensoriais. Baseado nos "jogos Educativos" pensados por Fröbel - jogos que auxiliam a formação do futuro adulto - Montessori, segundo Leif e Brunelle (1978), elaborou os "jogos sensoriais" destinados a estimular cada um dos sentidos. Para atingir esse objetivo, Montessori necessitou pesquisar uma série de recursos e projetou diversos materiais didáticos para possibilitar a aplicação do método. Durante muito tempo confundiu-se "ensinar" com "transmitir" e, nesse contexto, o aluno era um agente passivo da aprendizagem e o professor um transmissor. A idéia de um ensino despertado pelo interesse do aluno acabou transformando o sentido do que se entende por material pedagógico. Seu interesse passou a ser a força que comanda o processo da aprendizagem, suas experiências e descobertas, o motor de seu progresso e o professor um gerador de situações estimuladoras e eficazes.

Enfim, brincar é uma necessidade básica assim como é a nutrição, a saúde, a habitação e a educação, o mesmo ajuda a criança no seu desenvolvimento físico, afetivo, intelectual e social, pois, através das atividades lúdicas, a criança forma conceitos, relaciona idéias, estabelece relações lógicas, desenvolve a expressão oral e corporal, reforça habilidades sociais, reduz a agressividade, integra-se na sociedade e constrói seu próprio conhecimento.

Assim como o brincar o jogo também tem uma grande importância, sua história.

Historicamente o jogo é encontrado em todas as atividades humanas e pode ser analisado numa perspectiva cultural, estando inserido nos costumes dos diferentes povos do planeta. Conforme as diferentes manifestações culturais, os jogos apresentam expressões e

características próprias (na linguagem, no conhecimento, na arte, na poesia, ...

).

Pode ser mais

antigo que a própria cultura pois esta, vem antes e determina a formação das sociedades

humanas.

A formação cultural tem um caráter lúdico e o conceito de jogo deve estar integrado no conceito de cultura. Os animais também realizam atividades lúdicas, independentes da ação do

homem, podendo determinar a dimensão natural que o jogo ocupa. Diante do exposto o jogo é um fenômeno cultural tendo um grau de importância na formação do ser humano.

Considerando a escola um meio social de inter-relações, ambiente no qual a criança permanece durante parte do seu dia, nas suas horas de maior apreensão em seus melhores anos de vida, a realização de atividades prazerosas vão solidificar suas estruturas. A cooperação que é relacionada com a solidariedade e organização consegue estabelecer relações humanas, saudáveis ao crescimento e desenvolvimento da criança. O jogo desenvolve um espírito construtivo entre as pessoas e desperta a sua imaginação, tendo seus fins e meios. O espaço e o tempo são agentes a definir suas características.

O jogo deve ser aplicado na escola com fins pedagógicos, auxiliando no processo educacional de crianças entre quatro e quatorze anos, pois, permitem um desenvolvimento integral dos alunos. Nesta faixa etária, os jogos cooperativos favorecem o desenvolvimento cognitivo (atenção, memória, raciocínio e criatividade); afetivo-social (relações humanas) e o desenvolvimento motor (aspectos biológicos e a aprendizagem de atividades básicas e específicas). Em relação ao referencial trabalhado fica a impressão de que os objetivos variam conforme o período de escolarização.

O educador tem nos jogos um forte aliado para desenvolver e fixar conceitos. Seus objetivos tornaram-se bem claros e dominados pelo professor, para então, a sua aplicação no dia a dia ser eficaz. Para a análise e escolha de um jogo é importante que o educador elabore um planejamento, no qual determine as características do jogo e do grupo. Esses registros devem conter: nome do jogo; origem histórica do jogo; materiais necessários para o desenvolvimento da atividade; número de participantes; local disponível e necessário para o bom andamento da atividade; descrição da regra tradicional; interpretação da regra pelo grupo; variações do jogo; objetivos e observações específicas ao roteiro proposto. Além de realizado o diagnóstico do jogo, a ação do professor é fundamental para alcançar e ampliar os objetivos propostos.

Temos como reflexão central que os jogos não são apenas importantes no processo educacional. Mas sim centrais para um processo embasado na cooperação entre cidadãos.

ANEXOS

CANTIGAS E BRINCADEIRAS

Terezinha de Jesus

(roda)

Tererezinha de Jesus

De uma queda foi ao chão

Acodiu 3 cavaleiros

Todos os 3 com chapéu na mão

O 1º foi seu pai

O 2º seu irmão

O 3° foi aquele

Que a Tereza deu a mão

Da laranja quero um gomo

Do limão quero um pedaço

Da morena mais bonita

Quero um beijo e um abraço

Ciranda cirandinha

(roda)

Ciranda cirandinha

Vamos todos cirandar

Vamos dar à meia volta

Volta e meia vamos dar

O anel que tu me destes

Era vidro esse quebrou

O amor que tu me tinhas

Era pouco e se acabou

Por isso

...

(nomes

dos alunos)

Entra dentro desta roda

Diga um verso bem bonito

Diga adeus e vá embora

Eu sou pobre-pobre-pobre (brincadeira)

Eu sou pobre-pobre-pobre

De maré-maré

Eu sou pobre-pobre-pobre

De maré Derci

Eu sou rico-rico-rico

De maré-maré-maré

Eu sou rico-rico-rico

De maré Derci

Quero uma de vossas filhas

De maré-maré-maré

Quero uma de vossas filhas

De maré Derci

Que ofício darás a ela

De maré-maré-maré

Que ofício darás a ela

De maré Derci

O ofício

...

Costureira

Médica

 

Dentista, ET ...

Espelho (brincadeiras)

Ao som de uma música, em duplas, um fará gestos e o outro imitará como se fosse sua imagem refletindo no espelho.

Letras

As letras das canções podem sofrer variações regionais, comuns em manifestações de transmissão oral.

a barquinha

ó barquinha onde estas barquinha quero saber onde estas sen não sei ser feliz

A Barca Nova

Minha mana Mariquinhas, Vamos à praia passear, Vamos ver a barca nova Que do Céu caiu ao mar. Nosso Senhor no altar, São José a contramestre, Nossa Senhora na frente, Os anjinhos a remar. Remem, remem, meus anjinhos Que essas águas são de flores ... Quinta feira é de endoenças Sexta feita é da paixão, Domingo é de procissão.

A Praia (outra versão de A Barca)

Ora vamos, maninha, vamos À praia passear, Vamos ver a barca nova Que do céu caiu ao mar. Nossa Senhora vai dentro, Os anjinhos a remar, Remem, remem, remadores, Que essas águas são de flores.

 Estribilho geral:
Estribilho geral:
Toca a dançar.
Toca a dançar.
A roseira
A roseira

a mão direita tem uma roseira, que dá flor na primavera. Entrai na roda oh linda roseira, e abraçai a mais faceira. a mais faceira eu não a quero quero a boa companheira.

Atirei o pau no gato

Atirei o pau no gato, tô, tô mas o gato, tô, tô não morreu, reu, reu dona Chica, cá, cá admirou-se, se do berrô, do berrô que o gato deu MIAU!

Capelinha de melão

Capelinha de melão É de São João É de cravo, é de rosa, É de manjericão São João está dormindo Não acorda, não Acordai, acordai, Acordai, João!

Caranguejo
Caranguejo

Caranguejo não é peixe Caranguejo peixe é Caranguejo só é peixe Na enchente da maré. Palma, palma, palma, Pé, pé, pé Roda, roda, roda Caranguejo peixe é.

Caranguejo - Outra Versão

Buscar meu chapéu Azul e branco Da cor daquele céu Olha palma, palma, palma Olha pé, pé, pé Olha roda,roda,roda Caranguejo peixe é Caranguejo não é peixe Caranguejo peixe é Caranguejo só é peixe Na enchente da maré Samba crioula Que vem da Bahia Pega essa menina E joga na bacia A bacia é de prata:Areada com sabão E depois de areada Vai lavar o seu roupão O roupão é de seda Camiseta de filó Cada um pega o seu par Para dar bênção a vovó A benção vovó, a benção vovó.

Brincadeira
Brincadeira

As crianças se dão as mãos e giram formando uma roda, cantando e fazendo gestos referentes à letra da música. Por exemplo, apontam para o céu na primeira estrofe; batem palmas e pés, na segunda; Colocam as mãos na cintura, rebolam e, em seguida, fazem o gesto de jogar algo no centro com as duas mãos, na terceira estrofe; depois,refazem a roda e seguem girando até o fim da música, quando todos correm para abraçar a criança mais velha do grupo e pedir sua benção.

Carneirinho, carneirão

Carneirinho, carneirão, neirão, neirão Olhai pro céu Olhai pro chão, pro chão, pro chão, Manda o rei de Portugal Para nós nos sentarmos.

As crianças se sentam e sentados cantam:

Carneirinho, carneirão, neirão, neirão Olhai pro céu Olhai pro chão, pro chão, pro chão, Manda o rei de Portugal Para nós nos levantarmos.

As crianças se levantam e cantam:

Carneirinho, carneirão, neirão, neirão Olhai pro céu Olhai pro chão, pro chão, pro chão, Manda o rei de Portugal Para nós nos ajoelharmos.

As crianças se ajoelham e cantam:

Carneirinho, carneirão, neirão, neirão Olhai pro céu Olhai pro chão, p´ro chão, pro chão, Manda o rei de Portugal (outra versão: Manda o Rei, Nosso Senhor Para nós nos levantarmos. Para todos se ajoelharem.)

Chapéu de três pontas

O meu chapéu tem três pontas, tem três pontas o meu chapéu. Se não tivesse três pontas, não seria o meu chapéu.

A brincadeira

Ao final do primeiro canto, escolhe-se uma palavra que se cantará de forma "muda" usando-se gestos no lugar. A cantiga continua e a cada rodada continua-se tirando uma palavra.

Ciranda cirandinha

Ciranda, cirandinha vamos todos cirandar vamos dar a meia-volta volta e meia vamos dar O anel que tu me deste era vidro e se quebrou O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou Por isso, D. Fulano entre dentro dessa roda diga um verso bem bonito diga adeus e vá-se embora A ciranda tem três filhas Todas três por batizar A mais velha delas todas Ciranda se vai chamar

Escravos de Jó Escravos de Jó (versão Zé Pereira) Escravos de Jó, jogavam caxangá Tira, bota,
Escravos de Jó
Escravos de Jó (versão Zé Pereira)
Escravos de Jó, jogavam caxangá
Tira, bota, deixa o Zé Pereira ficar ...
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá.

Escravos de Jó (versão Cão Guerreiro)

Escravos de Jó, jogavam gaxangá Tira, bota, deixa o cão guerreiro entrar ... Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá

Escravos de Jó (versão "tira-põe")

Escravos de Jó jogavam caxangá Tira, põe, deixa ficar ... Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá; Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá.

Escravos de Jó (outra versão)

Escravos de Jó jogavam caxangá Tira, bota Deixa ficar! Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá

A brincadeira

  • 1. Sentadas em roda, cada criança deve ter um objeto à mão (caixa de fósforo, copo, pedra etc.).

  • 2. Enquanto canta, cada criança passa o objeto para o colega ao lado, fazendo movimentos

conforme a letra:

Os escravos de Jó jogavam caxangá (vai passando para o colega ao lado o objeto que foi posto à sua frente ); Tira (levanta o objeto), põe (põe na sua frente na mesa), deixa ficar (aponta para o objeto na

frente e balança o dedo);

Guerreiros com guerreiros fazem zigue (passa seu objeto para o colega ao lado), zigue (volta o objeto para sua frente), (passa seu objeto para o colega).

  • 5. Na primeira vez, a letra é cantada normalmente. Na segunda vez, a letra é substituída por lálá

lálálá...

e, por último, as crianças fazem todos os movimentos da brincadeira, porém sem cantar

a música.

  • 6. Sai da brincadeira aquele que errar um movimento.

Ficarás sozinha

 

Ó Fulanazinha, Ó Fulanazinha, Entrarás na roda, Ficarás sozinha.

 

A menina cujo nome é citado entra para o meio da roda e canta:

 
 

Sozinha eu não fico, Nem hei de ficar Uma de vocês (em outra versão: Porque Fulaninha) Há de ser meu par.

 

Tira pela mão a escolhida, que atende ao convite e dançando com ela, canta:

 
 

Tira, tira seu pezinho, Põe (Bota) aqui ao pé do meu, E depois não vá dizer Que você se arrependeu.

Fonte do Itororó

Fui no Itororó beber água não achei achei bela morena que no Itororó deixei Aproveite, minha gente, que uma noite não é nada Se não dormir agora, dormirá de madrugada Ó dona Maria, Ó Mariazinha, entrarás na roda e dançarás sozinha Sozinha eu não danço nem hei de dançar porque eu tenho o fulano para ser meu par

Forma-se uma roda em torno de uma pessoa, e fica-se andando e cantando. quando chegar à última estrofe, a roda para e a pessoa do centro canta sozinha, escolhendo o próximo a ficar no centro. Essa brincadeira surgiu na cidade de santos pela fonte do Itororó

O cravo e a rosa

O cravo brigou com a rosa, Debaixo de uma sacada. O cravo saiu ferido, E a rosa despedaçada. O cravo ficou doente. A rosa foi visitar. O cravo teve um desmaio, E a rosa pôs-se a chorar.

Pai Francisco

 

Pai Francisco entrai na roda, Tocando seu violão.

 

O menino que faz de Pai Francisco entra na roda que continua a cantar de mãos dadas:

 
 

Quem dirá, meu bem, quem dirá? Pai Francisco está na prisão.

 

Pai Francisco, fingindo tocar violão, dança e requebra:

 
 

Como ele aí vem, Todo requebrado, Ganhando dinheiro Com o seu melado (em outra versão: Pedindo vinténs)

(em outra versão:
(em outra versão:

Ai como ele vem, todo requebrado, parece um boneco desengonçado

O Pobre e o Rico

As crianças se dispõem em fileira e, distante uns dez passos, fica a que vai ser a "pobre". A fileira "rica" avança e canta:

Eu sou rico, rico, rico, De marré, marré, marré (outra versão:de mar é, mar é, mar é)(ou ainda: De mavé, mavé, mavé) Eu sou rico, rico, rico, De marré, de si. ( de mavé, descer)

 A "pobre" canta:
A "pobre" canta:
 

Eu sou pobre, pobre, pobre, Vou-me embora, vou-me embora Eu sou pobre, pobre, pobre, Vou-me embora, vou-me embora.

 

A fileira "rica" canta:

 
 

Eu sou rico, rico, rico, Vou-me embora, vou-me embora Eu sou rico, rico, rico, Vou-me embora daqui.

 

A fileira "pobre" avança e diz:

 
 

Dai-me um destes meninos, (em outra versão: Dai-me uma de vossas filhas) Vou-me embora, vou-me embora. Dai-me um destes meninos, Vou-me embora, vou-me embora.

 

E a fileira "rica":

 
 

Escolhei a que quiserdes Vou-me embora, vou-me embora, Escolhei a que quiserdes Vou-me embora daqui.

A brincadeira

A pobre vai sucessivamente engrossando suas fileiras até que a rica vira pobre. Invertidos os papéis, o brinquedo recomeça.

O Pobre e o Rico,Segunda Versão

As crianças se dispõem em fileira e, distante uns dez passos, fica a que vai ser a "rica". A fileira "pobre" avança e canta:

 
 

Eu sou pobre, pobre, pobre De marré, marré, marré(outra versão: de mar é, mar é, mar é)(ou ainda: De mavé, mavé, mavé) Eu sou pobre,pobre,pobre De marré, de si.(de mavé, descer)

 

A fileira "rica" avança e canta:

De marré, de si.
De marré, de si.

A "rica" canta:

 
 

Quero uma de suas filhas De marré, marré, marré Quero uma de suas filhas De marré, de si.

 
 

A "pobre" responde:

 
 
 

Escolhei a que quiser De marré, marré, marré Escolhei a que quiser De marré, de si

 
 

A "rica" canta:

 
 

Eu quero a Fulanazinha De marré, marré, marré Eu quero a Fulanazinha De marré, de si

 
 

Indaga a "pobre":

 
 
 

Que ofício (vai dar)dará a ela? De marré, marré, marré Que ofício dará a ela? De marré de si.

 
 

Responde a "rica":

 
 
 

Dou ofício de

(

sugere-se uma profissão como, por exemplo, costureira)

 

Retrucam as "pobres", aceitando ou renegando o ofício proposto:

 
 

Esse ofício não me agrada( ou esse ofício me agrada) De marré, marré, marré Esse ofício não me agrada( ou esse ofício me agrada) De marré de si.

 

Toda vez que um ofício é aceito, uma das filhas pobres passa para o lado da rica.

Lá se foi a fulaninha De marré,marré,marré Lá se foi a fulaninha De marré de ci

A musica se repete até que todos do lado pobre passam para o lado rico e então ao final da musica,todos cantam juntos:

Eu, de pobre fiquei rica De marré, marré, marré Eu, de pobre fiquei rica De marré, de si

Roda Pião
Roda Pião

O pião entrou na roda, ó pião O pião entrou na roda, ó pião Roda pião, bambeia pião Roda pião, bambeia pião Sapateia no terreiro, ó pião! Sapateia no terreiro, ó pião! Roda pião, bambeia pião Roda pião, bambeia pião Mostra tua figura, ó pião Mostra tua figura, ó pião Roda pião, bambeia pião Roda pião, bambeia pião Faça uma cortesia, ó pião Faça uma cortesia, ó pião.

Versão mais antiga

Sapateia no tesouro, ó pião (bis) Rodae, ó pião, bambeia, ó pião (estribilho) Agora entrae na roda, ó pião (bis) Rodae, ó pião, bambeia, ó pião (estribilho) Mostra a sua figura, ó pião (bis) Rodae, ó pião, bambeia, ó pião (estribilho) Entregae o chapéo a outra, ó pião (bis) Rodae, ó pião, bambeia, ó pião (estribilho)

Sapo Cururu (ou Sapo Jururu)

Sapo Cururu Na beira do rio Quando o sapo pula, Ó maninha, É que esta com frio A mulher do sapo O que está fazendo? Fazendo rendinha, Ó maninha, Pro seu casamento

A brincadeira

Forma-se uma roda, onde as crianças vão andando de mãos dadas e cantando.

Se esta rua fosse minha

Se esta rua, se esta rua fosse minha Eu mandava, eu mandava ladrilhar com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante só pro o meu, só pro o meu amor passar Nesta rua, nesta rua tem um bosque que se chama, que se chama solidão dentro dele, dentro dele mora um anjo que roubou, que roubou meu coração Se roubei, se roubei teu coração tu roubaste, tu roubaste o meu também se roubei, se roubei teu coração é porque, é porque te quero bem A brincadeira

Forma-se a roda com uma criança no centro. Canta-se, girando, até a segunda estrofe, onde a criança do centro canta-a sozinha e escolhe outra pessoa para ficar no centro da roda.

Senhora dona Sancha

Senhora Sancha, Coberta de ouro e prata, Descubra o seu rosto, Que eu quero ver a lata. Que anjos são esses, Que andam por aqui, De dia e de noite, À roda de mim? São filhos de reis, E netos de conde, Que mandam que se esconda, Debaixo duma pedra.

A brincadeira

Quem quiser servir de Sancha senta-se no centro e cobre o rosto com as mãos. Ao terminar a terceira quadra enrola-se um pano na cabeça de Sancha, e aproximando-se dela dizem todos Uh! Uh! Uh! E, correndo, vão-se esconder e quando todos estiverem escondidos, o fiscal do brinquedo diz; Pode. Sancha retira o pano e vai à procura. Escapam os que chegam ao ´pique´ combinado; quem é agarrado irá ser a próxima D. Sancha.

Senhora dona Sancha - Outra versão

Que anjos são estes Que andam me arrodeando De noite e de dia Rezando Ave-Maria Somo filhas do conde do conde visconde O seu rei mandou dizer Para todas se esconder.

Brincadeira

As crianças que fazem a roda se agacham e aquela que faz a vez de d.Sancha vai pondo a mão na cabeça de criança que esta agachada perguntando:

-Minha gatinha?

-Miau!!!

Aí fala o nome de quem respondeu. Se acertou (não me lembro "se errou") passa à frente fazendo a mesma pergunta à outra criança; Aquela que adivinhar o nome irá ocupar o lugar de dona Sancha.

(Fonte: memória. Bricandeira feita por volta de 1940/1942 em Santo Inácio-PR. no tempo da primeira professora Mota de Souza)

Teresinha de Jesus

Teresinha de Jesus numa queda foi ao chão acudiram três cavalheiros todos três chapéu na mão O primeiro foi o pai o segundo, seu irmão o terceiro foi aquele que à Teresa deu a mão Da laranja quero um gomo do limão quero um pedaço da menina mais bonita quero um beijo e um abraço Tanta laranja madura tanto limão pelo chão tanto sangue derramado dentro de um só coração

A brincadeira

Forma-se uma roda em torno de quatro participantes (os personagens, um ajoelhado e os outros três em pé), que vão interpretando a história. Na última estrofe, cantada pela Teresinha já de pé, ela escolhe outra pessoa para ser a Teresinha.

Em "A linda rosa juvenil", em que o tema central se refere "ao acolhimento da mãe ao surgimento da sexualidade na filha" , Bouth (1989) sugere a aplicação de boa parte da interpretação de Bruno Bettelheim dada para "A bela adormecida" . Tanto o conto quanto a cantiga, tratam da fase de amadurecimento sexual , quase constitui como um período delicado tanto para os pais como para os filhos.

A cantiga mostra que, a puberdade é um tempo de espera, "o mato cresce ao redor" (numa referência clara aos pelos pubianos ) e que a mãe feiticeira - má, mas ao mesmo tempo boa - garante esta espera só findada com o surgimento de um belo rei-namorado possibilitando a filha um novo tipo de relação objetal. ( Bouth, 1989 )

"A linda Rosa juvenil, juvenil, juvenil, A linda rosa juvenil, juvenil

Vivia alegre no seu lar, no seu lar, no seu lar Vivia alegre no seu lar, no seu lar.

Mas uma feiticeira má, muito má, muito má mas uma feiticeira muito má, muito má

Adormeceu a Rosa assim, bem assim, bem assim ... Adormeceu a Rosa assim, bem assim ...

Não há de acordar jamais, nunca mais, nunca mais Não há de acordar jamais, nunca mais.

O tempo passou a correr, a correr, a correr, o tempo passou a correr, a correr

E o mato cresceu ao redor, ao redor, ao redor E o mato cresceu ao redor, ao redor

Um dia veio um belo rei, belo rei, belo rei Um dia veio um belo rei, belo rei

Que despertou a rosa assim, bem assim, bem assim Que despertou a Rosa assim, bem assim."

O movimento de seduzir versus deixar-se seduzir, presente em toda conquista amorosa, é retratado na cantiga que se segue. Nela o lobo vai relatando o seu movimento em etapas até ficar pronto para a sedução. ( ibid. )

( Fila de crianças de mãos dadas, com o Lobo à frente. As crianças cantam, andando para frente e para trás. )

Estribilho:

"Vamos passear no bosque Enquanto o seu lobo não vem bis

Todas falando:

Está pronto seu Lobo?

Lobo:

Estou tomando banho ...

( Estribilho )

Lobo:

Estou vestindo a cueca ...

( Estribilho )

Lobo:

Estou vestindo a calça ...

( ) ...

Lobo:

Vou buscar a bengala !"

(Aqui todas saem na carreira e o Lobo atrás, até pegar uma que será o Lobo seguinte.)

A possibilidade de um novo tipo de relação traz anseios e medos. Assim a elaboração objetal do luto pelo corpo, papel e pais da infância é permeado também por um desejo de retorno a uma época anterior. "Mas o movimento predominante em um desenvolvimento emocional satisfatório é para frente, na direção do crescimento" como fica patente em canções alegres e maliciosas (ibid. 1989) :

"Lá vem seu Juca-ca Da perna torta-ta Dançando a valsa-sa Com a maricota-ta

Lá vem seu Pedro-do Da Perna dura-ra Dançando valsa-sa Com a rapadura-ra"

HISTÓRIAS INFANTIS

O SAPO E A FLOR ...

Marlene B. Cerviglieri

Numa floresta muito grande e cheia de bichos, habitavam várias famílias de animais. Desde insetos e até mesmos leões com suas leoas e filhotes.Todos cuidavam de suas vidas e da comida também. Os macacos eram os mais alegres, pois estavam sempre brincando e pulando de galho em galho, como se fosse uma festa.Os pássaros regiam a orquestra, pois entre tantos gritinhos, urros e barulhos dos bichos parecia mesmo uma grande orquestra. Estava um dia o sapo tomando seu banho de sol, quando ouviu que lhe dirigiam a palavra.Logo abriu seus olhinhos procurando quem com ele estaria falando! Eis que vê uma linda flor cor-de-rosa cheia de pintinhas ...

Assim estava dizendo ela: - Nossa que coisa mais feia! Nunca vi um bicho tão feio!

  • - Que boca tão grande, que pele tão grossa ...

  • - Parece até uma pedra, aí parada, sem valor nenhum.

  • - Ainda bem que sou formosa, colorida e até perfumada.

  • - Que triste seria ser um sapo!!!

O sapo que tudo ouvia ficou muito triste, pois sempre que via a flor, pensava:

  • - Que linda flor, tão perfumada, que cores lindas, alegra a floresta!

Mas a flor agora havia se mostrado dizendo tudo aquilo do sapo.

De repente surge o gafanhoto saltitante e vê a flor, mas não o sapo. A flor, quando o percebeu, ficou tremendo em seu frágil caule.

  • - Meu Deus, que faço agora?

Vocês sabem que o gafanhoto gosta de comer as pétalas de qualquer flor que encontre, e ela seria assim sua sobremesa ...

O sapo, quietinho, quietinho, não se mexeu, e quando o gafanhoto se aproximou da

flor, nhac

o alcançou com sua língua.

... A flor que já se havia fechado, pensando que iria morrer, abriu-se novamente não acreditando no que havia acontecido. Mas dona árvore que desde o início a tudo assistia, falou muito energicamente e brava lá do seu canto:

  • - Pois é dona flor, veja como as aparências enganam.Tenho certeza que a senhora

gostaria mais do elegante e magrinho gafanhoto. No entanto, veja como ele teria sido

tão mau com a senhora! Às vezes pensamos e dizemos coisas sobre nossos semelhantes que não são

verdadeiras. Precisamos tomar muito cuidado com o que falamos, sabe por que?

  • - Não - dizia a flor ainda tremendo de susto.

  • - Todos nos somos diferentes, de formas diferentes, e até pensamos diferente.

  • - Você sabe que existem também outras formas de se falar?

  • - Não. Não sabia - disse a flor espantada com a sabedoria da árvore.

  • - Pois então minha pequena, da próxima vez que for falar de alguém, pense antes,

pois este alguém poderia ser você.

  • - Agora agradeça ao seu amigo sapo o favor que ele lhe fez, e também conte aos

outros o que aprendeu aqui hoje.

Com sua vozinha fraca a flor disse ao sapo:

  • - Meu amigo, você é, realmente, amigo. Agradeço-lhe ter me salvado do gafanhoto e prometo que nunca mais falarei de ninguém.

  • - Aprendi a lição e dona árvore me ensinou também.

Todos os bichos que estavam assistindo bateram palmas. E assim amiguinhos, aqui fica a lição: somos todos iguais. Existem bons e maus, mas podemos escolher de que lado vamos ficar .....

FILHOTINHOS DA RUA

Marlene B. Cerviglieri

A noite estava fria e chuvosa como sempre é no inverno. As calçadas molhadas, o céu muito escuro dando até medo. Naquela praça existiam várias casas bonitas, todas com grandes escadas. Como toda praça, aquela tinha arvores frondosas, onde muitos pássaros moravam em seus ninhos, cuidando de seus filhotinhos. Num galho, bem alto de uma destas arvores, estava a Coruja com seus olhos enormes, atenta aos movimentos pronta para sua caça. Ali não era sua morada, pois coruja mora no chão. Fazem um buraco e formam suas ninhadas. É divertido ver as moradias das corujas, principalmente a noite quando resolvem sair. Bem, mas não estou a fim de falar sobre corujas. É ela quem vai nos contar a estória dos filhotinhos. Lá do alto da árvore via toda a rua, e assim viu quando uma cachorrinha vinha chegando bem morosamente, quero dizer devagarzinho.

Olhou para as casas com um olhar triste e nesta olhada viu a coruja toda pomposa no alto da árvore

  • - Oi amiga, qual escada será melhor para eu dormir esta noite?

  • - Eu diria que qualquer uma. Nesta noite fria o melhor seria entrar na casa, não é mesmo?

  • - Claro, sem duvida minha amiga! Mas como vou entrar? Tudo tão bem fechado se me descobrem me chutam para fora.

...

e

  • - Sabe amiga cachorrinha, aprendi que nesta vida precisamos querer alguma coisa.

Mas devemos merecer isto, não é só querer!

  • - Já vi que você com toda a sua sabedoria irá me ensinar, como?

  • - Simples, minha cara.

  • - Primeiro: você quer, realmente, entrar nesta casa?

  • - Claro, não estou para brincadeiras!

  • - Nem eu! - disse a coruja já andando impaciente em seu galho.

  • - Pois então me escute.

  • - Primeiro devemos ter certeza do que queremos depois verificar se é possível e se vai valer o esforço.

  • - Bem, querer eu quero, pois se agora estou morrendo de frio, imagine mais tarde.

  • - Então, minha cara, tente alguma coisa e vá em frente. A cachorrinha olhou para a enorme porta. Farejou e até sentiu cheiro de comida, de tanta fome que tinha. Pensou: - Se eu latir incomodo e aí me mandam embora. Bater na porta, como? É, parece que o esforço terá que ser bem maior. Desceu as escadas, e para espanto da coruja foi embora.

  • - Eu sabia - pensava a coruja - já desistiu. Não esperou nem por um pedacinho de pão!

  • - Eu fico aqui horas esperando uma caça, mas fico ...

Eis que dali uma hora, mais ou menos, aparece de novo a cachorrinha seguida por seus quatro filhotinhos. Subiram as escadas, e começaram a brincar bem em frente a porta. Logo esta se abriu, e duas crianças gritaram de alegria. Pegaram os filhotinhos no colo e levaram todos para dentro. - Mas meus filhos, não podem ficar com todos! dizia a mamãe já preocupada. - Papai achará uma solução. Poderá levar dois ou três para o depósito. Vamos dar leite para os filhotinhos e comida para a mamãe deles. E assim a cachorrinha ficou morando no deposito com dois filhinhos, os outros ficaram na casa. É dona coruja, seu julgamento foi errado e muito precipitado. Cada um tem seu jeito de resolver os problemas. Devemos dar-lhes liberdade de pensamento, ou seja, deixar cada um pensar do seu modo. Nunca devemos julgar os outros. Espere antes de falar porque, às vezes, você tem uma bela surpresa. O que você nunca havia imaginado o outro imaginou!

NATAL

Marlene B. Cerviglieri

Era época de Natal e as ruas estavam movimentadas, as lojas com suas vitrines todas enfeitadas, esperando o Natal. As crianças passavam pelas lojas e ficavam admiradas de ver tantos brinquedos, tantas coisas lindas.Todos se encantavam até os adultos.É porque adulto também ganha presente do Papai Noel. Naquele dia Julio estava um pouco cansado, pois tinha estudado bastante era fim de ano, precisava terminar com boas notas. Nesta época além de estudar ele fazia um curso de marcenaria. Julio tinha uma habilidade fora do comum, sabia montar cadeiras,

armários e muitas coisas mais. Sendo assim seu pai achou que seria interessante que ele fosse aprender com um marceneiro da cidade. Naquele dia apesar de estar cansado foi para a marcenaria e lá chegando viu o Sr. Jose o marceneiro aprontando um monte de cadeirinhas. Perguntou então: - Porque está fazendo tantas cadeirinhas? E o Sr. Jose respondeu:

  • - Faz parte da mobília que estou montando. Já fiz as camas , as cômodas e agora faltam as cadeirinhas.

    • - O senhor vende para as lojas ?

  • - Não, eu não vendo. Eu dou para o Papai Noel, e ele entrega para as crianças de presente!

    • - Nossa! Sua idéia é muito legal. Será que também posso fazer

alguma coisa?

 
  • - Claro! A gente sempre pode ajudar.

 
  • - Então

eu

poderia

fazer

algumas

mesinhas. Posso até

desenhá-las.

  • - Vou arrumar madeira para você meu garoto, e pode já começar o trabalho.

Julio trabalhou bastante e o Sr. José também. Envernizaram e pintaram toda a mobília. Ficou uma gracinha mesmo. Trabalharam até tarde para entregar tudo ao Papai Noel.

  • - Sr.Jose, o Papai Noel virá até aqui buscar?

  • - Não meu caro Julio. Eu mesmo vou levar até ele. Que pena, pois gostaria de conhecê-lo.

  • - Então ele não virá aqui?

  • - Não. Como já disse levarei até ele.

Julio esqueceu do assunto e foi para casa. Depois de ter trabalhado muito e ter feito um monte de mesinhas, cadeirinhas, caminhas, finalmente chegaram ao fim. A próxima semana já seria Natal. Na escola a

professora pediu para que todos escrevessem uma cartinha para o Papai Noel. Julio pensou, pensou ... - O que vou escrever para o Papai Noel? Ai de repente veio a idéia:

" Caro Papai Noel

Sou um menino ainda, mas gosto muito de trabalhar com

madeira.

Hoje terminei todas as mesinhas, que o Sr Jose o marceneiro que me ensina,irá levar para o senhor. Gostaria de lhe pedir o favor de distribuir todas as mobílias para as menininhas, principalmente aquelas que não tem muitos brinquedos. Porque, aquelas que têm muita coisa, não vão se importar com simples mobílias feitas de madeirinhas. Papai Noel, para mim não precisa trazer nada, já tenho tantos brinquedos. Eu ficando com a minha bicicleta para ir até a escola e a marcenaria, já está muito bom. Portanto vou colocar todos os meus brinquedos dentro de um saco. Como não sei onde encontrá-lo, vou entregar ao Sr José para que ele leve até o senhor. Por favor, distribua para todos aqueles que lhe pediram um brinquedinho, pois assim ninguém ficará sem receber nada.

Assinado Julio"

 

Entregou

a

carta

para

a

professora.

Esta

colocou num

envelope e despachou para o Papai Noel. Este recebeu todas as cartas e também o saco de brinquedos do Julio. No dia de Natal quando ele levantou e foi abraçar os pais, teve uma grande surpresa! Encontrou na sala, uma maleta com todas as ferramentas para poder trabalhar em suas madeiras.

- Mas eu não pedi nada para o Papai Noel! Dentro da caixa havia um bilhete:

“Para um menino caridoso,

Um menino bondoso e merecedor. Faça muitos brinquedos que entregarei sempre para todas as

crianças.

Assinado: Papai Noel”

Julio cresceu fazendo brinquedos e hoje, já adulto, tem uma grande fabrica de brinquedos, mas nunca esquece de enviar um saco cheio deles para o Papai Noel distribuir. Como vocês vêem é dando que se recebe. Praticar o bem, mesmo para quem não se conhece. Feliz natal amiguinhos Feliz natal para todos!

Marlene B. Cerviglieri

UM TOMATE FAZENDO DE CONTA QUE ERA BOLA

Enquanto acontecia a feira naquela pequena cidade, existia um tomate muito infeliz. Ele sabia que logo adiante, em uma linda pracinha, muitos meninos jogavam futebol entusiasmados. Só que o pobre tomate tinha uma imensa vontade de também ter alguém que brincasse com ele, sorrisse para ele, vivesse com ele. Talvez já

soubesse que tomates não tem amigos, a não ser, é claro, os outros tomates. Tudo isso ia o deixando muito triste.

Certa noite, quando todas as frutas e verduras já haviam sido recolhidas de suas tendas, o pequeno tomate resolveu dar um jeito na sua situação e saiu em busca de novos amigos. Passou por uma florzinha vermelha como sua cor e lhe disse:

  • - Olá linda flor! Quer ser minha amiga?

E a flor muito tímida vendo aquele tomate a seu lado, quase não sabia

o que dizer naquele momento. Suas pétalas tremiam e achou melhor fazer de conta que não sabia falar. Muito desapontado o tomate seguiu seu caminho. Numa curva encontrou duas figuras muito estranhas conversando e decidiu entrar no papo.

  • - Olá. Gostariam de ser meus amigos? O sapo que vestia uma roupa esquisita, analisou aquele pequeno e

frágil tomate e disse:

  • - Não lhe conhecemos e você é apenas um horrível tomate! Acha que

seríamos amigos de um tomate?

  • - Desculpe, eu pensei

E antes do tomate poder se explicar o besouro

... com um chapelão enorme interrompeu:

  • - Desde quando tomates pensam? E além do mais aqui não tem lugar para você! Tchau. E foram-se embora, em um lugar bem longe, onde jamais o tomate os encontrariam. Pobre tomate! Sentia-se cada vez mais só. Mas não desistiu de encontrar alguém que pudesse ser seu amigo de verdade.

Porém, ao parar em baixo de uma árvore, ouviu vozes. Olhou para o seu lado direito e viu duas crianças rindo. De quê, ele não sabia.

  • - Já sei! Vou perguntar por que riem tanto e assim pode ser que gostem de mim.

  • - Olá. Posso saber do que estão rindo? As crianças agora não acharam nenhuma graça, estavam assustadas com o que estava acontecendo.

  • - Uma bola que fala? Perguntou a menina que se chamava Lia.

  • - É. Parece que ela falou alguma coisa. Respondeu Manuel.

  • - Sim, eu falo. Mas

não sou uma bola.

... As crianças se olharam e continuaram a rir sem parar. O tomate se

incomodou com isso e tentou somente mais uma vez:

  • - Está bem! Podem continuar rindo se quiserem, mas saibam que eu só

queria ser amigo de vocês. Eu queria muito. Mas vi que vocês não gostaram nada de mim e por isso vou embora. Ao ouvir isso, Lia o chamou:

  • - Ei, espere! Nós rimos porque você disse que não era bola.

  • - Sim, e eu não sou bola. Sou um tomate.

As gargalhadas voltaram a se repetir. O tomate foi se retirando devagar, sem que fosse percebido. Naquele momento, só pensava nos meninos que jogavam bola naquela pracinha perto da feira e na maneira gostosa que brincavam com a bola no gramado. Chegou a pensar que se aqueles meninos quisessem que ele fosse bola, aceitaria sim. Aos poucos ia se dando conta de que todos fugiam só porque era um tomate. Na certa, achavam que não valia a pena ser amigo de alguém tão vermelho, pequeno e que ainda por cima se chamava tomate. E só pensava agora em ser bola. A bola daqueles meninos. E daí então teria amigos. Passou na frente da pracinha, onde doze meninos jogavam bola alegremente. Ficou horas parado observando o jogo. De repente, a bola que era uma bola pequena, meio alaranjada, foi parar no meio da rua. Neste instante veio um carro em alta velocidade e passou por cima da bola. Artur, o dono da bola, ficou desconsolado com o acidente e sentiu até vontade de chorar. Então o jogo terminou. Sem bola, seria impossível continuar um jogo de futebol. O tomate que queria ser bola para assim ter amigos, mudou de idéia na mesma hora. Não queria ser esmagado por um carro, ou chutado com força por um menino. Ele se deu conta de que não poderia ser amigo de alguém que o chutasse. Assim, pensou que o melhor a fazer era voltar para a feira. Lá teria amigos como ele:

vermelhos, redondos e o que é melhor, com seu mesmo nome.

APANHADOR DE SONHOS

Autora:KarinaKasper

Bem cedinho, antes mesmo de todos acordarem, Zacarias percebeu

que aquele seria um sábado maravilhoso. Duas zebras e um enorme cachorro peludo estavam bebendo água no chafariz de seu jardim. Há meses Zacarias vinha pedindo aos pais um cachorro como aquele.

  • - Esperem por mim! ele gritou, calçando o tênis.

As zebras saíram galopando pelo jardim assim que Zacarias abriu a porta. O cachorro correu atrás delas. Quando Zacarias ia persegui-los, notou outra coisa estranha. Na entrada de suas casa havia um caminhão com os pára-lamas sujos.Um velho baixinho estava de pé em cima de um caixote,

olhando dentro do capô. Ele vestia um macacão com botões brilhantes.

  • - Bom dia disse Zacarias. Quem é você?

  • - Leia o que está escrito na porta sugeriu o velho, sorrindo.

  • - Apanhador de Sonhos. Zacarias leu em voz alta e perguntou espantado: - O que isso quer dizer? O Apanhador de Sonhos tirou a cabeça de dentro do capô e sorriu. Ele tinha bochechas rosadas e olhos tão azuis como as tardes de verão.

  • - Você já pensou no que acontece com seus sonhos? ele perguntou a Zacarias.

Zacarias balançou a cabeça negativamente.

  • - Ah, não? Bem, eu venho de madrugada e recolho todos. É regulamento da prefeitura explicou o Apanhador de Sonhos.

  • - Uau! E o que acontece se você não recolhe os sonhos? perguntou Zacarias.

  • - Isso seria um desastre! exclamou o Apanhador de Sonhos. Quanto mais a manhã se aproxima, mais reais se tornam os sonhos. Uma vez tocados pela luz do sol, eles permanecem para sempre. Imagine! A cidade ficaria abarrotada de sonhos!

Naquele momento, dois piratas apareceram na rua.

  • - Eles eram do sonho de alguém? perguntou Zacarias.

  • - Sim respondeu o Apanhador de Sonhos, enquanto voltava a trabalhar no motor. Zacarias o ouviu resmungar algo a respeito de anéis de pistão. Seu

caminhão enguiçou? ele perguntou.

  • - É. Não quer pegar e eu esqueci minha caixa de ferramentas o Apanhador de Sonhos parecia preocupado.

  • - Posso pegar algumas ferramentas em casa ofereceu Zacarias. O que você precisa?

  • - Você pode me conseguir uma chave de vela, um verificador de bateria e um jogo de chaves de boca? Zacarias correu até a garagem e olhou para as ferramentas de seu pai.

Ele não sabia bem como se chamavam. O único jogo que viu foram uns apetrechos de beisebol que pareciam muito usados. Ele encontrou o verificador de bateria, mas não sabia qual das chaves era a certa. Pegou uma porção delas para que o Apanhador de Sonhos pudesse escolher. Assim que Zacarias voltou ao caminhão, o cachorro peludo passou correndo, perseguindo três coelhos.

  • - Ei, aquele cachorro era do meu sonho! exclamou, surpreso, Zacarias. Eu queria tanto ter um cachorro como aquele. Naquele momento havia sonhos por toda parte. O Apanhador de Sonhos olhava à sua volta ansiosamente. - A rua já deveria estar desocupada ele se lamentava. Em breve o sol nascerá. Isso é muito sério. Ele apanhou uma ferramenta das que Zacarias havia trazido, mas

Zacarias achou que era pequena demais para um caminhão tão grande. Será que o Apanhador de Sonhos sabia o que estava fazendo?

  • - Posso ajuda-lo a consertar o caminhão? perguntou Zacarias. Uma vez consertei o aspirador de pó da minha mãe, depois que ele aspirou meus brinquedos. O Apanhador de Sonhos sorriu.

  • - Caminhões e aspiradores são bem diferentes por dentro. Mas, talvez, você possa fazer um serviço especial para mim.

  • - O quê? perguntou Zacarias.

  • - Talvez você possa colocar os sonhos para dentro do caminhão. Mas alguns sonhos, como o cachorro, podem ser difíceis de pegar ele falou com um brilho no olhar. Você acha que consegue fazer isso?

  • - Oh, sim, eu consigo respondeu Zacarias, todo empolgado.

Então Zacarias entrou em casa e escolheu cuidadosamente as coisas de que necessitaria para capturar os sonhos. Quando voltou, o sol já estava nascendo. Ele teria de ser rápido. As cenouras e a corda funcionaram bem, e logo as zebras estavam dentro do caminhão. As araras gostaram do apito prateado.

  • - Este trabalho é moleza disse Zacarias.

  • - Agora vou procurar o cachorro peludo.

Zacarias ouviu latidos no quintal do vizinho e foi investigar. O cachorro estava saltando por entre anéis de fogo que um dragão soltava pela boca.

Naquele instante um cavaleiro de armadura apareceu no quintal e, vendo o dragão, puxou sua espada. O cachorro saiu correndo.

  • - Volte aqui! gritou Zacarias, mas o cachorro continuou correndo.

Quando o cavaleiro ergueu a espada, o dragão empalideceu de pavor.

Felizmente, naquele momento um cavalo enorme saiu trotando do canteiro de rosas.

O cavaleiro guardou sua espada e, todo feliz, abraçou o pescoço do cavalo.

  • - Puxa sussurrou Zacarias -, essa foi por pouco. Agora o quintal estava repleto de sonhos.

  • - Sigam-me todos! ordenou Zacarias, mostrando o caminho.

Um a um, os sonhos foram subindo a rampa para dentro do caminhão.

Zacarias suspirou aliviado. Só faltava o cachorro.

Zacarias seguiu novamente pela rua, assobiando para chamá-lo. O latido do cachorro parecia vir de dentro de uma moita.

  • - Saia já daí! gritou Zacarias, afastando os galhos. Mas o cachorro havia desaparecido.

Os raios do sol já estavam alcançando o topo das árvores. Zacarias decidiu que era melhor falar com o Apanhador de Sonhos.

  • - Falta muito para consertar o caminhão? ele perguntou. Nosso tempo está se esgotando.

  • - Eu sei, mas não consigo achar o defeito respondeu o Apanhador de Sonhos, escolhendo outra ferramenta.

Zacarias sentou-se no pára-choque. Sabe de uma coisa? perguntou. Eu sempre durmo de olhos abertos para poder enxergar os meus sonhos

passando no escuro. Uma vez sonhei com rinocerontes.

  • - Eu me lembro respondeu o Apanhador de Sonhos. Era um rinoceronte tão pesado que achei que as molas do meu caminhão

não fossem agüentar. Vamos ter de fazer um trato, Zacarias, nada de sonhos com rinocerontes.

  • - Talvez disse Zacarias, sorrindo.

Enquanto o Apanhador de Sonhos experimentava outras ferramentas, Zacarias foi procurar o cachorro. Olhou nas garagens, nos jardins, embaixo dos caminhões e atrás das árvores. Então, ouviu um barulho. Correu em direção ao cachorro, mas ele saltou mais rápido. Zacarias

levantou-se do chão cuspindo terra. Não havia sinal do cachorro. “Talvez ele goste desta rua”, pensou Zacarias. “talvez ele não queira ir embora.”

Os raios de sol brilhavam em todas as janelas das casas. Zacarias foi dizer ao Apanhador de Sonhos que um dos sonhos ainda estava solto.

  • - Afaste-se! avisou o Apanhador de Sonhos quando Zacarias apareceu. Vou tentar fazer o motor funcionar. Zacarias afastou-se. Seguiu-se uma longa pausa. O cavalo relinchou.

Então houve uma explosão, e o motor voltou a funcionar. E bem a tempo, pois a luz do sol já inundava a rua.

  • - Viva! gritou o Apanhador de Sonhos. Obrigado. Não teria conseguido sem a sua ajuda!

  • - Não consigo encontrar o cachorro! gritou Zacarias.

O Apanhador de Sonhos seu um assobio agudo e o cachorro peludo saltou de dentro das moitas. Ele era exatamente como Zacarias imaginava que um cachorro deveria ser, com longos bigodes e olhos da cor de

chocolate. Quando o cachorro abanou o rabo, suas patas traseiras quase

saíram do chão.

  • - Você gostaria de ficar com esse cachorro? perguntou o Apanhador de Sonhos.

  • - Eu adoraria! respondeu Zacarias.

  • - Então ele é seu disse o Apanhador de Sonhos. Vais ser mais divertido que consertar o aspirador de pó.

Zacarias deu um berro. Quase não podia acreditar na sua sorte.

  • - Obrigado! ele gritou.

O Apanhador de Sonhos soltou o freio e acenou. E o nosso trato? ele gritou. Nada de rinocerontes, hem!

  • - Combinado! respondeu Zacarias, rindo, emquanto o caminhão saiu andando com suas molas arriadas. Zacarias agarrou seu maravilhoso cachorro dos sonhos pela coleira e juntos correram para casa. - Vamos pular na cama de mamãe e papai disse Zacarias. Eles vão achar que ainda estão sonhando, quando abrirem os olhos e virem você!

Autores: Troon Harrison Alan e Lea Daniel

CHAPEUZINHO VERMELHO

Zacarias deu um berro. Quase não podia acreditar na sua sorte. - Obrigado! – ele gritou.

Era uma vez uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho, que tinha esse apelido pois desde pequenina gostava de usar chapéus e capas desta cor.

Um dia, sua mãe pediu:

- Querida, sua avó está doente, por isso preparei aqueles doces, biscoitos, pãezinhos e frutas que estão na cestinha. Você poderia levar à casa dela?

Zacarias deu um berro. Quase não podia acreditar na sua sorte. - Obrigado! – ele gritou.

- Claro, mamãe. A casa da vovó é bem pertinho!

  • - Mas, tome muito cuidado. Não converse com estranhos, não diga

para onde vai, nem pare para nada. Vá pela estrada do rio, pois ouvi dizer que tem um lobo muito mau na estrada da floresta, devorando quem passa por lá.

  • - Está bem, mamãe, vou pela estrada do rio, e faço tudo direitinho!

E assim foi. Ou quase, pois a menina foi juntando flores no cesto para a vovó, e se distraiu com as borboletas, saindo do caminho do rio, sem perceber.

Cantando e juntando flores, Chapeuzinho Vermelho nem reparou como o lobo estava perto ...

- Mas, tome muito cuidado. Não converse com estranhos, não diga para onde vai, nem pare

Ela nunca tinha visto um lobo antes, menos ainda um lobo mau. Levou um susto quando ouviu:

  • - Onde vai, linda menina?

- Mas, tome muito cuidado. Não converse com estranhos, não diga para onde vai, nem pare
  • - Vou à casa da vovó, que mora na primeira casa bem depois da curva do rio. E você, quem é?

O lobo respondeu:

  • - Sou um anjo da floresta, e estou aqui para preteger criancinhas como você.

  • - Ah! Que bom! Minha mãe disse para não conversar com

estranhos, e também disse que tem um lobo mau andando por aqui.

  • - Que nada - respondeu o lobo - pode seguir tranqüila, que vou na frente retirando todo perigo que houver no caminho. Sempre ajuda

conversar com o anjo da floresta.

  • - Muito obrigada, seu anjo. Assim, mamãe nem precisa saber que errei o caminho, sem querer.

E o lobo respondeu:

  • - Este será nosso segredo para sempre ...

E saiu correndo na frente, rindo e pensando:

- Ah! Que bom! Minha mãe disse para não conversar com estranhos, e também disse que

(Aquela idiota não sabe de nada: vou jantar a vovozinha dela e ter

a netinha de sobremesa

...

Uhmmm! Que delícia!)

Chegando à casa da vovó, Chapeuzinho bateu na porta:

  • - Vovó, sou eu, Chapeuzinho Vermelho!

  • - Pode entrar, minha netinha. Puxe o trinco, que a porta abre.

A menina pensou que a avó estivesse muito doente mesmo, para nem se levantar e abrir a porta. E falando com aquela voz tão estranha ...

- Ah! Que bom! Minha mãe disse para não conversar com estranhos, e também disse que

Chegou até a cama e viu que a vovó estava mesmo muito doente. Se não fosse a touquinha da vovó, os óculos da vovó, a colcha e a cama da vovó, ela pensaria que nem era a avó dela.

  • - Eu trouxe estas flores e os docinhos que a mamãe preparou.

Quero que fique boa logo, vovó, e volte a ter sua voz de sempre.

  • - Obridada, minha netinha (disse o lobo, disfarçando a voz de trovão).

Chapeuzinho não se conteve de curiosidade, e perguntou:

  • - Vovó, a senhora está tão diferente: por que esses olhos tão grandes?

  • - É prá te olhar melhor, minha netinha.

  • - Mas, vovó, por que esse nariz tão grande?

  • - É prá te cheirar melhor, minha netinha.

  • - Mas, vovó, por que essas mãos tão grandes?

  • - São para te acariciar melhor, minha netinha.

(A essa altura, o lobo já estava achando a brincadeira sem graça, querendo comer logo sua sobremesa. Aquela menina não parava

de perguntar

...

)

  • - Mas, vovó, por que essa boca tão grande?

  • - Quer mesmo saber? É prá te comer!!!!

- Uai! Socorro! É o lobo! A menina saiu correndo e gritando, com o lobo correndo

- Uai! Socorro! É o lobo! A menina saiu correndo e gritando, com o lobo correndo bem atrás dela, pertinho, quase conseguindo pegar. Por sorte, um grupo de caçadores ia passando por ali bem na hora, e seus gritos chamaram sua atenção. Ouviu-se um tiro, e o lobo caiu no chão, a um palmo da menina. Todos já iam comemorar, quando Chapeuzinho falou:

- Acho que o lobo devorou minha avozinha.

- Uai! Socorro! É o lobo! A menina saiu correndo e gritando, com o lobo correndo

- Não se desespere, pequenina. Alguns lobos desta espécie engolem seu jantar inteirinho, sem ao menos mastigar. Acho que estou vendo movimento em sua barriga, vamos ver ...

Com um enorme facão, o caçador abriu a barriga do lobo de cima abaixo, e de lá tirou a vovó inteirinha, vivinha.

- Viva! Vovó!

E todos comemoraram a liberdade conquistada, até mesmo a vovó, que já não se lembrava mais de estar doente, caiu na farra.

"O lobo mau já morreu. Agora tudo tem festa: posso caçar borboletas, posso brincar na floresta."

"O lobo mau já morreu. Agora tudo tem festa: posso caçar borboletas, posso brincar na floresta."

FIM

O PEQUENO POLEGAR

Esta é uma lenda antiga, que surgiu na Europa há muitos anos, mas ninguém sabe quem escreveu ou inventou, como tantas outras historinhas aqui.

Conta sobre uma família de camponeses pobres, com sete filhos ainda crianças para criar. O filho caçula nasceu tão pequenininho e fraquinho, que foi sorte sobreviver. Ganhou por isso o apelido de Pequeno Polegar. Ele era pequeno, porém muito esperto, sempre aprendendo brincadeiras novas com seus irmãos.

Naquele tempo, houve na Europa uma grande fome, que se espalhava por todas as cidades em volta da casa de Polegar. Não havia alimentos para todos. As panelas estavam vazias ...

"O lobo mau já morreu. Agora tudo tem festa: posso caçar borboletas, posso brincar na floresta."

O pai das crianças, sabendo que todas morreriam de fome se ficassem em casa, teve uma idéia:

- Vou levar todos para a floresta. Talvez encontrem coisas para se alimentar e sobreviver. Aqui é que não vai dar certo.

A mãe chorou muito, mas concordou com o pai em não contar nada para os filhos, para que não se desesperassem. Preparou um lanchinho para cada um (o último que tinham), e todos partiram cedo, pela manhã, como se fossem passear na floresta.

Depois de estarem todos bem cansados de andar, os pais foram se afastando, sem que as crianças percebessem.

O Pequeno Polegar foi o primeiro a reparar que os pais haviam sumido. Todos tentaram procurar, mas se descobriram perdidos e abandonados ...

- Vou levar todos para a floresta. Talvez encontrem coisas para se alimentar e sobreviver. Aqui

A noite já vinha chegando, e as crianças tinham medo dos lobos e morcegos que faziam ruídos assustadores em volta.

- Vou levar todos para a floresta. Talvez encontrem coisas para se alimentar e sobreviver. Aqui

O irmão mais velho subiu na árvore mais alta para procurar um abrigo para a noite. Todos festejaram quando ele disse ter visto a torre de um castelo ao longe, para o lado de onde a lua vinha nascendo.

Foram caminhando rapidamente, pensando achar um grande castelo acolhedor, com um rei e uma rainha ricos e bondosos para dividir abrigo e alimento com todos eles.

Não era bem isso quando se via de perto, mas todo o resto era apenas a

Não era bem isso quando se via de perto, mas todo o resto era apenas a floresta perigosa, e eles não queriam ser devorados. Então bateram à porta assim mesmo.

Uma estranha voz respondeu:

  • - Vocês estão loucos? Não sabem o que tem atrás desta porta?

  • - Quem está falando? - perguntou Polegar. -Eu! Ora bolas!

Não era bem isso quando se via de perto, mas todo o resto era apenas a
  • - Não sabia que existiam maçanetas falantes! - disseram todos.

  • - Para sorte de vocês, está vindo aí a dona da casa, que é boa e carinhosa, mas se chegar o patrão ...

A dona da casa abriu a porta, torcendo o nariz da maçaneta, que nem reclamou. Recebeu aquelas crianças abandonadas e famintas com todo seu carinho, mesmo preocupada que o marido pudesse chegar a qualquer momento. Trouxe bastante comida, que ali não parecia faltar. Todos ficaram satisfeitos e encheram as barrigas.

Como sempre, a maçaneta soltou berros horríveis quando o patrão torceu forte seu nariz para entrar.

Como sempre, a maçaneta soltou berros horríveis quando o patrão torceu forte seu nariz para entrar. Ouvindo isso, a dona da casa correu para esconder as crianças embaixo da cama do casal.

Não adiantou nada, pois o ogro malvado que era seu marido sentiu o cheiro de gente estranha logo logo ...

Como sempre, a maçaneta soltou berros horríveis quando o patrão torceu forte seu nariz para entrar.

- Vou comê-los no jantar! Ahaha!

A mulher pediu que ele esperasse um pouco mais, pois o jantar maravilhoso de hoje já estava pronto, e tinha todos os pratos especiais que ele adorava.

Então o ogro mandou que fossem se deitar na cama ao lado da cama de suas filhas. Sim, o ogro tinha sete filhas, que dormiam todas na mesma cama, com suas coroas na cabeça.

Como sempre, a maçaneta soltou berros horríveis quando o patrão torceu forte seu nariz para entrar.

Logo que os meninos se retiraram, ele rosnou que iria degolar cada um deles à noite. E ficou sentado esperando que dormissem ...

Polegar, chegando com os irmãos ao quarto, viu as meninas dormindo no escuro com suas coroinhas

Polegar, chegando com os irmãos ao quarto, viu as meninas dormindo no escuro com suas coroinhas e ficou pensando em uma idéia para escapar.

Polegar, chegando com os irmãos ao quarto, viu as meninas dormindo no escuro com suas coroinhas

Quando todos dormiram, colocou sua idéia em prática: trocou os chapéus de seus irmãos, e o seu também, pelas coroas das meninas, e foi se deitar bem quietinho. Naquele quarto escuro, ele imaginou que o ogro iria reconhecer as filhas pelas coroas nas cabeças, e foi isso mesmo.

Quando o ogro chegou, foi direto para a cama dos meninos, mas pondo a mão nas cabecinhas, sentiu as coroas, e assim foi para a outra cama. Degolou todas as crianças que tinham chapéu na cabeça.

Polegar, chegando com os irmãos ao quarto, viu as meninas dormindo no escuro com suas coroinhas

- Ufa! Quase degolei minhas próprias filhas!

Polegar, chegando com os irmãos ao quarto, viu as meninas dormindo no escuro com suas coroinhas

Assim que o ogro saiu, o Pequeno Polegar acordou seu irmãos para fugirem juntos dali. Desceram pela escada de mansinho, e chegaram na maçaneta falante.

Polegar, chegando com os irmãos ao quarto, viu as meninas dormindo no escuro com suas coroinhas

- Tenho ordens de avisar ao patrão sempre que tentam entrar ou sair por mim, mas desta vez vou desobedecer aquele malvado. O único problema é que vocês não vão escapar quando ele calçar suas botas de sete léguas e for atrás de vocês. Seus pés ficam os mais rápidos do mundo!

- Tenho ordens de avisar ao patrão sempre que tentam entrar ou sair por mim, mas

O Pequeno Polegar notou as enormes botas encantadas ao lado da porta, e resolveu calçar assim mesmo, com a maçaneta prendendo a gargalhada com o ridículo do seu tamanho junto ao da bota.

Fez bem: era uma bota encantada, e se ajustou perfeitamente ao seu tamanho assim que calçou em seus pequeninos pés.

- Tenho ordens de avisar ao patrão sempre que tentam entrar ou sair por mim, mas

Com elas, ajudou seus irmãos a voltarem para casa, mas não quis ficar. Despediu-se deles, e disparou para o castelo real.

- Tenho ordens de avisar ao patrão sempre que tentam entrar ou sair por mim, mas

Lá chegando, disse logo que era o correio mais rápido do reino, e gostaria de provar sua capacidade ao rei.

Nos primeiros dias, levava apenas mensagens sem importância, mas ele era mesmo tão veloz e tão correto, que acabou conquistando a confiança do rei em pessoa. Logo estava sendo o responsável pela entrega das mensagens mais importantes, até mesmo as de guerra.

Tudo chegava voando

Tudo chegava voando pelas mãos dele, com a ajuda da bota de sete léguas. Assim, o

pelas mãos dele, com a ajuda da

bota de sete léguas. Assim, o Pequeno Polegar foi ganhando e

juntando muito dinheiro.

Um dia, ele achou que era hora de voltar em casa, e levar dinheiro bastante para sua família nunca mais sentir fome ou abandono. E isso ele também conseguiu.

Tudo chegava voando pelas mãos dele, com a ajuda da bota de sete léguas. Assim, o

FIM

OS SETE CABRITINHOS

Tudo chegava voando pelas mãos dele, com a ajuda da bota de sete léguas. Assim, o

Era uma vez uma cabra, que morava com seus sete cabritinhos em uma linda casinha com quintal e jardim.

Naquela manhã, estavam todos assistindo televisão antes de mamãe sair para o mercado, fazer compras:

Tudo chegava voando pelas mãos dele, com a ajuda da bota de sete léguas. Assim, o

A notícia de última hora dizia:

- Cuidado: há um lobo mau solto por aí. Foi visto pela última vez fugindo para perto do rio. Todos estamos trabalhando para caçá-lo,

mas até agora ele continua solto. As crianças devem ficar em casa até que ele esteja bem preso.

mas até agora ele continua solto. As crianças devem ficar em casa até que ele esteja

- Ah! Logo hoje que íamos começar nosso clube novinho lá

fora!

Mamãe cabra não quis saber: falou sério com seus sete cabritinhos, e todos entenderam muito bem.

mas até agora ele continua solto. As crianças devem ficar em casa até que ele esteja

- Ninguém sai de casa hoje enquanto vou ao mercado. A porta fica fechada com a chave. Não abram para ninguém. Vocês conhecem a mamãe: quando voltar, chamarei pela janela com minha voz de sempre, e baterei de levinho no vidro com minha pata clarinha e de unhas curtas. Aprendam que o lobo mau tem um vozeirão terrível e uma pata escura enorme cheia de unhas gigantes. Muito cuidado!

- Está bem, então. Pode confiar em nós. Vamos ficar bem atentos. E lá se foi a cabra para as compras ...

mas até agora ele continua solto. As crianças devem ficar em casa até que ele esteja

Encontrou sua amiga no caminho, e foi logo comentando como estava preocupada em sair para o mercado com aquele lobo mau solto por aí ...

O que elas não sabiam, é que o lobo mau disfarçado estava ali bem pertinho escutando tudo, e pensando: "Sete cabritinhos sozinhos em casa, e eu com tanta fome!"

Correu para a casa, jogando fora seu disfarce, tentou abrir a porta, e viu que estava trancada.

  • - Abram a porta! Está trancada!

  • - Não vamos abrir nada, seu lobo bobo. A voz da mamãe é suave e macia, só vamos abrir para ela!

Então o lobo ficou furioso. Tinha que ter alguma idéia. Aqueles cabritinhos só iam abrir para a mãe, mas como enganá-los? Ahá! O lobo correu até a confeitaria, escolheu a melhor torta de maçã e mel, que engoliu inteirinha, querendo adoçar a voz. Treinou falar cantadinho como as mães dos outros.

Correu para a casa, jogando fora seu disfarce, tentou abrir a porta, e viu que estava
Correu para a casa, jogando fora seu disfarce, tentou abrir a porta, e viu que estava

-Abram a porta! É a mamãe!

Aquela não parecia mais a voz do lobo, e os cabritinhos ficaram em dúvida se a mãe tinha ficado com esta voz diferente. Lembrando dos conselhos recebidos, eles disseram:

  • - Se é a mamãe, mostre sua patinha na janela. E o lobo, pego de surpresa, mostrou mesmo.

  • - Vá embora seu lobo mau! As patinhas da mamãe são bem clarinhas! E sem garras!

Correu para a casa, jogando fora seu disfarce, tentou abrir a porta, e viu que estava

Então o lobo teve outra idéia: correu até o moinho afundou as patas na farinha branquinha, para enganar os tolos.

e

Bateu de volta na porta, ainda adoçando a voz, e novamente foi parar com a pata na janela: desta vez ele encolheu bem as unhas:

Bateu de volta na porta, ainda adoçando a voz, e novamente foi parar com a pata

Os cabritinhos ficaram em dúvida, olharam uns para os outros, e resolveram abrir a porta. Para que?

Bateu de volta na porta, ainda adoçando a voz, e novamente foi parar com a pata

Foi uma correria danada, todos tentando se esconder. Tinha

cabritinho escondido na

Bateu de volta na porta, ainda adoçando a voz, e novamente foi parar com a pata

,também tinha na

Bateu de volta na porta, ainda adoçando a voz, e novamente foi parar com a pata

, na lareira,

nos armários, em baixo da mesa, em toda parte. O lobo foi caçando um por um, engolindo por inteiro cada cabritinho de tanta fome que estava. Perdeu a conta de quantos cabritinhos já tinham entrado naquele barrigão cheio, e foi embora, pensando não ter deixado sobrar nenhum.

Estava enganado: apenas o cabritinho pretinho não foi encontrado em seu esconderijo:

Bateu de volta na porta, ainda adoçando a voz, e novamente foi parar com a pata

O tic-tac tic-tac atrapalhou o ouvido do lobo, que não ouviu o

coraçãozinho assustado que estava escondido lá dentro.

Quando mamãe cabra viu a porta aberta, já entrou esperando pelo

pior.

O tic-tac tic-tac atrapalhou o ouvido do lobo, que não ouviu o coraçãozinho assustado que estava

-O lobo levou todos os meus filhinhos!

  • - Todos, não mamãe. Eu ainda estou aqui!

Os dois se abraçaram muito, e decidiram ir atrás do lobo, para ver

se ainda podiam salvar os irmãozinhos.

Correram em direção ao rio, onde souberam pela TV que era o

esconderijo dele. Ao chegarem perto, logo ouviram um som

terrível: ROM

...

URM

...

ROM

...

as árvores na beira do rio.

Era o lobo roncando, dormindo sob

Mamãe cabra teve uma idéia, e disse ao filho:

  • - Não faça nenhum barulho para não acordar o lobo. Corra com

toda sua velocidade até lá em casa, e traga a cesta de costura da

mamãe: veja que tenha tesoura, agulha e linhas.

O cabritinho nem respondeu: saiu correndo como o vento, e logo

estava de volta com sua encomenda.

Mamãe cabra não perdeu tempo: com sua

O tic-tac tic-tac atrapalhou o ouvido do lobo, que não ouviu o coraçãozinho assustado que estava

foi abrindo

o barrigão do lobo enquanto ele estava dormindo. Logo foram

saltando vivinhos, um por um, os seis cabritinhos que ele tinha

engolido. A todos mamãe pedia silêncio. Quando todos saíram, ela

disse em segredo:

  • - Vão procurar as pedras maiores e mais pesadas que

encontrarem, mas não façam barulho, nem demorem.

Logo chegavam pedras em quantidade suficiente: mamãe colocou

todas na barriga do lobo, e costurou rápido com agulha e linha.

Então foram todos se esconder.

Quando o lobo acordou, sentiu a barriga muito pesada e a boca

muito seca. Levantou-se com muito esforço, e quase não

conseguiu ficar de pé ("foram seis ou sete cabritinhos?"). E foi

se arrastando até o rio querendo beber água. A correnteza estava

forte, e o lobo com a barriga cheia de pedras acabou indo parar no

fundo do rio, de onde nunca mais saiu.

E todos puderam comemorar o fim do malvado, e a sorte de todos

os pequenos, que agora corriam livres pelo caminho para casa,

para um novo dia.

Logo chegavam pedras em quantidade suficiente: mamãe colocou todas na barriga do lobo, e costurou rápido

FIM

JOÃO E MARIA

Era uma vez um menino chamado João e sua irmã Maria, que

moravam em uma casa perto da floresta.

Logo chegavam pedras em quantidade suficiente: mamãe colocou todas na barriga do lobo, e costurou rápido

Um dia, sua mãe pediu que fossem buscar galhos secos para

acender o fogo. Não pecisavam trazer muitos, apenas o bastante

para acender a lareira.

- Não vão muito longe. Os galhos que temos aqui perto já servem,

não vão se perder por aí ...

- Pode deixar, mamãe, vamos voltar logo!

E lá se foram os dois procurar gravetos secos por ali, entre várias

brincadeiras. Não queriam ir longe, mas estavam tão curiosos com

a floresta que resolveram arriscar só um pouquinho.

Maria teve uma idéia genial: foi marcando todo o caminho, para

saber por onde voltar: assim não iriam se perder. E bricaram à

vontade.

Já estava querendo escurecer quando resolveram voltar. Maria foi

logo procurando os pedacinhos de pão que deviam estar

marcando o caminho, mas ...

Um dia, sua mãe pediu que fossem buscar galhos secos para acender o fogo. Não pecisavam

Os passarinhos que moravam ali estavam achando ótimo aquele

lanchinho, e não deixaram nem um miolinho de pão sobrar. Não

havia como achar o caminho de volta para casa. A idéia de marcar

o caminho tinha sido ótima, mas não com pedacinhos de pão.

- Agora estamos os dois com fome e perdidos!

Um dia, sua mãe pediu que fossem buscar galhos secos para acender o fogo. Não pecisavam

Andaram de um lado para outro, mas nada de encontrar o caminho

de casa, cada vez mais escuro.

Andaram de um lado para outro, mas nada de encontrar o caminho de casa, cada vez

A noite já tinha chegado, quando João teve uma boa idéia:

  • - Vou subir na árvore mais alta e ver se encontro alguma casa para

passarmos a noite.

Maria achou ótimo, pois já estava muito assustada com os ruídos

da noite na floresta. E João encontrou alguma coisa:

  • - Tem uma luz daquele lado! Vamos lá ver!

Os dois correram na direção da luz acesa da casa mais próxima.

Ao chegarem, viram uma velhinha que parecia muito boazinha e

sorridente.

Andaram de um lado para outro, mas nada de encontrar o caminho de casa, cada vez

- Venham cá! Venham, meus amiguinhos. Aqui vão encontrar

muita comida gostosa.

(os dois estavam morrendo de fome)

Então viram a casa de perto:

  • - Uuuuau!

Andaram de um lado para outro, mas nada de encontrar o caminho de casa, cada vez

As paredes eram de chocolate com castanhas, o telhado era de

brigadeiro, as portas de biscoito fresquinho, as janelas de gelatina,

tudo enfeitado com caramelo, sorvete e balas coloridas. Uhmmm!

As paredes eram de chocolate com castanhas, o telhado era de brigadeiro, as portas de biscoito

- Comam tudo, meus amiguinhos, é para vocês. Depois

podem descansar em camas fofinhas e bem quentinhas. Amanhã

acharemos a casa de vocês.

E os dois obedeceram contentes, e acabaram dormindo cansados

de um dia tão cheio.

Acordaram antes do sol nascer, pensando que estavam na

maravilhosa casa de doces.

Mas, que nada:

As paredes eram de chocolate com castanhas, o telhado era de brigadeiro, as portas de biscoito

A casa tinha desaparecido como se fosse mágica. Em seu lugar

havia uma horrível casa de bruxa, com morcegos e tudo.

Uma gargalhada terrível vinha da escada, por onde chegou a

bruxa malvada com sua coruja:

As paredes eram de chocolate com castanhas, o telhado era de brigadeiro, as portas de biscoito
  • - Pensaram que iam escapar, não? Vão ficar presos aqui para

sempre, e nunca mais vou deixar que voltem para casa. Ha! Ha!

Ha!

A bruxa mandou Maria para a cozinha preparar comida para todos:

agora ela era a empregada da casa. Tinha que fazer todo o

serviço, se não...

Prendeu João numa gaiola e disse:

  • - Menino: trate de ficar bem gordinho! Quando estiver pronto, vai

virar o meu jantar especial. Ha! Ha! Ha!

Maria foi a primeira a reparar que a bruxa malvada não enxergava

bem. Tudo ela trazia bem perto dos olhos para ver direito.

Para saber se João estava engordando bem, toda noite chamava o

menino e mandava que mostrasse o seu dedinho da mão.

Apertava bem, e dizia que ainda estava muito magrinho.

  • - Maria! Faça mais comida! Ele tem que engordar. Depressa!

João, preso na gaiola já nem sentia fome, de tão triste que estava.

Queria voltar a ser livre, correr solto com seus amigos e

brinquedos. Lembrava bem como isso era bom.

- Pensaram que iam escapar, não? Vão ficar presos aqui para sempre, e nunca mais vou

Maria tentava encontar uma saída para os dois, enquanto fazia o

serviço sem nenhum brinquedo. Tinha saudades de tudo em casa

mas, como enganar a bruxa e fugir?

Foi na cozinha que teve uma idéia: Colocou para assar no espeto uma galinha, escondendo um

Foi na cozinha que teve uma idéia:

Foi na cozinha que teve uma idéia: Colocou para assar no espeto uma galinha, escondendo um

Colocou para assar no espeto uma galinha, escondendo um

ossinho comprido e bem fininho.

Quando levou a comida para João, disse a ele bem baixinho, para

a bruxa não escutar:

  • - Esconda este ossinho para fingir que é seu dedo bem magrinho e

enganar a bruxa. Ela não enxerga quase nada ...

  • - Quietos aí! Quem disse que podem conversar?

Desse dia em diante, João sempre mostrava o ossinho para a

bruxa apertar quando ela queria saber se ele já estava bem

gordinho.

  • - Maria! Esse menino está magro como um palito. Faça mais

comida!

E Maria fazia muitas coisas para que os dois ficassem bem fortes

para poder fugir.

Em toda parte, a menina procurava o lugar onde a bruxa escondia

a chave da gaiola, mas não conseguia encontrar.

Foi na cozinha que teve uma idéia: Colocou para assar no espeto uma galinha, escondendo um

Tudo agora dependia da força de João para fugirem dali.

Naquela noite, João se esforçou muito, e acabou conseguindo

soltar a grade da gaiola. Tinha ficado bem forte, e a bruxa nem

sabia disso.

Os dois correram para se esconder na floresta antes que a bruxa

acordasse.

Na luz do dia, conseguiram achar o caminho de casa, e nunca

mais voltaram naquele lado da floresta.

Essa história ouvi de meu avô João, nas férias. Será que ele viveu

todas essas aventuras quando era criança?

Naquela noite, João se esforçou muito, e acabou conseguindo soltar a grade da gaiola. Tinha ficado

FIM

DONA BARATINHA

Naquela noite, João se esforçou muito, e acabou conseguindo soltar a grade da gaiola. Tinha ficado

Era uma vez uma baratinha que varria o salão quando, de repente,

encontrou uma moedinha:

  • - Obá! Agora fiquei rica, e já posso me casar!

- Obá! Agora fiquei rica, e já posso me casar! Este era o maior sonho

Este era o maior sonho da Dona Baratinha, que queria muito fazer

tudo como tinha visto no cinema:

- Obá! Agora fiquei rica, e já posso me casar! Este era o maior sonho

Então, colocou uma fita no cabelo, guardou o dinheiro na caixinha,

e foi para a janela cantar:

  • - Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem

- Obá! Agora fiquei rica, e já posso me casar! Este era o maior sonho

fita no cabelo e dinheiro na caixinha?

- Obá! Agora fiquei rica, e já posso me casar! Este era o maior sonho

Um ratinho muito interesseiro estava passando por ali, e ficou

imaginando o grande tesouro

- Obá! Agora fiquei rica, e já posso me casar! Este era o maior sonho

que a baratinha devia

ter encontrado para cantar assim tão feliz.

Tentou muito chamar sua atenção e dizer: "Eu quero! Eu quero!"

Mas ele era muito pequeno e tinha a voz muito fraquinha e,

enquanto cantava, Dona Baratinha nem ouviu.

Então chegou o

Então chegou o , com seu latido forte, foi logo dizendo: - Eu quero! Au! Au!

, com seu latido forte, foi logo dizendo:

  • - Eu quero! Au! Au!

Mas, Dona Baratinha se assustou muito com o barulhão dele, e

disse:

  • - Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão!

E o cachorrão foi embora.

O ratinho pensou: agora é minha vez! Mas ...

Então chegou o , com seu latido forte, foi logo dizendo: - Eu quero! Au! Au!
  • - Eu quero, disse o elefante.

Dona Baratinha, com medo que aquele animal fizesse muito

barulho, pediu que ele mostrasse como fazia. E ele mostrou:

  • - Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão!

E o elefante foi embora.

O ratinho pensou novamente: "Agora é a minha vez!", mas ...

Outro animal já ia dizendo bem alto: "Eu quero! Eu quero!"

E Dona Baratinha perguntou:

  • - Como é o seu barulho?

- GRRR! - Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão! E vieram

- GRRR!

  • - Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão!

E vieram então vários outros animais: o rinoceronte, o leão, o

papagaio, a onça, o tigre

...

A todos Dona Baratinha disse não: ela

tinha muito medo de barulho forte.

E continuou a cantar na janela:

- GRRR! - Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão! E vieram

- Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem

fita no cabelo e dinheiro na caixinha?

- GRRR! - Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão! E vieram

Também veio o urso, o cavalo, o galo, o touro, o bode, o lobo, ...

nem sei quantos mais.

A todos Dona Baratinha disse não.

Já estava quase desistindo de encontar aquele com quem iria se

casar.

Foi então que percebeu alguém pulando, exausto de tanto gritar:

"Eu quero! Eu quero!"

- GRRR! - Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão! E vieram
  • - Ah! Achei alguém de quem eu não tenho medo! E é tão bonitinho!

  • - disse a Dona Baratinha. Enfim, podemos nos casar!

Então, preparou a festa de casamento mais bonita, com novas

roupas, enfeites e, principalmente, comidas.

Essa era a parte que o Ratinho mais esperava: a comida.

O cheiro maravilhoso do feijão que cozinhava na panela deixava o

Ratinho quase louco de fome. Ele esperava, esperava, e nada de

chegar a hora de comer.

Então, preparou a festa de casamento mais bonita, com novas roupas, enfeites e, principalmente, comidas. Essa

Já estava ficando verde de fome!

Então, preparou a festa de casamento mais bonita, com novas roupas, enfeites e, principalmente, comidas. Essa

Quando o cozinheiro saiu um pouquinho de dentro da cozinha, o

Ratinho não aguentou:

- Vou dar só uma provadinha na beirada da panela, pegar só um

pedacinho de carne do feijão, e ninguém vai notar nada ...

Que bobo! A panela de feijão quente era muito perigosa, e o

Ratinho guloso não devia ter subido lá: caiu dentro da panela de

feijão, e nunca mais voltou.

Dona Baratinha ficou muito triste que seu casamento tenha

acabado assim.

No dia seguinte, decidiu voltar à janela novamente e recomeçar a

cantar, mas ...

Desta vez iria prestar mais atenção em tudo o que era importante

para ela, além do barulhão, é claro!

No dia seguinte, decidiu voltar à janela novamente e recomeçar a cantar, mas ... Desta vez

- Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem

fita no cabelo e dinheiro na caixinha?

No dia seguinte, decidiu voltar à janela novamente e recomeçar a cantar, mas ... Desta vez

FIM

A PITUCHINHA

No dia seguinte, decidiu voltar à janela novamente e recomeçar a cantar, mas ... Desta vez

Numa loja de brinquedos, moravam muitas bonecas e bonecos

bem juntinhos nas prateleiras. Durante o dia, a loja ficava cheia de

gente: mães, tias, avós e amigos procurando presentes para dar

às crianças.

Quando a noite chegava, as luzes se apagavam, as portas se

fechavam para só abrir novamente na manhã seguinte.

Todos os brinquedos deviam ficar bem quietinhos para não fazer

bagunça na loja.

O problema é que nem todos conseguiam ...

gente: mães, tias, avós e amigos procurando presentes para dar às crianças. Quando a noite chegava,

- Olá! Eu sou a Pituchinha, uma boneca muito levadinha, que vive

se metendo em confusão. Hoje queria ficar bem quietinha na noite,

mas vi quando chegou aquele maravilhoso doce de leite, que foi

guardado lá na cozinha

...

Mmmm, que fome! O que fazer?

gente: mães, tias, avós e amigos procurando presentes para dar às crianças. Quando a noite chegava,

Olhei para um lado e para outro da prateleira onde estava, e logo

achei meus melhores amigos: Pompom e Polichinelo.

- Vamos dar um passeio na cozinha para comer só um pouquinho

de doce de leite?

gente: mães, tias, avós e amigos procurando presentes para dar às crianças. Quando a noite chegava,

- Eu quero, disse Pompom.

- Eu também, disse Polichinelo. Mas como vamos enganar o guarda? É verdade: os brinquedos eram

- Eu também, disse Polichinelo. Mas como vamos enganar o

guarda?

É verdade: os brinquedos eram proibidos de sair da estante, e

durante toda a noite o guarda tomava conta da loja. A tudo ele

vigiava e, quando dormia, era com um olho aberto e o outro

fechado. Depois trocava: um olho aberto e o outro fechado

...

Não

parava nunca, nem deixava de ver nadinha!

- Eu também, disse Polichinelo. Mas como vamos enganar o guarda? É verdade: os brinquedos eram

- Já sei! Vamos bem de mansinho, andando só quando ele

fechar um dos olhos, depois paramos todos juntos.

E assim foram bem devagarinho: pé cá, pé lá

...

cá, pé lá ...

pé cá, pé lá

...

E chegaram à cozinha escura. O guarda não viu nada.

Todos procuraram pelo pote de doce de leite, mas acabaram

descobrindo que ele foi guardado lá no alto, dentro do armário.

Pompom esticou bem seus bracinhos, mas suas mãos não

alcançavam a porta de cima do armário da cozinha.

Polichinelo também tentou, se esticando todo, mas não conseguiu

chegar perto.

A Pituchinha então disse:

Cada um de nós sozinho nunca vai provar aquele delicioso doce

de leite que está lá em cima. Meu plano é subirmos uns nos

ombros dos outros para alcançá-lo, e então ...

Todos gostaram da idéia, e foram logo fazendo. Primeiro foi

Polichinelo, que era o mais forte. Depois Pompom subiu em seus

ombros, e por último subiu a Pituchinha, que esticou bem os

bracinhos e abriu a porta de cima do armário. O pote de doce de

leite estava lá no fundo, e sua mãozinha estava quase

conseguindo agarrá-lo. Deu mais uma esticadinha, tentou uma

puxadinha e então ...

O pote de doce de leite escorregou, voou na parede e ...

Bum!

leite estava lá no fundo, e sua mãozinha estava quase conseguindo agarrá-lo. Deu mais uma esticadinha,

Espalhou doce para todo lado. E o pior, com o barulhão, na certa o

guarda iria pegá-los ...

leite estava lá no fundo, e sua mãozinha estava quase conseguindo agarrá-lo. Deu mais uma esticadinha,

E pegou. Ficou muito zangado com aquela bagunça toda, que ele

não queria limpar.

Foi então que teve uma idéia: guardou cada bonequinho em sua

caixinha, bem preso por uma fita, para só se soltar na casa da

criança que ganhar aquele brinquedo.

Desse dia em diante, as lojas de brinquedo passaram a guardar

seus bonecos bem fechadinhos em caixinhas - para que não

façam bagunça na loja de noite. Já reparou como eles vêm bem

embaladinhos?

FIM

A Galinha Ruiva

Era uma vez uma galinha ruiva, que morava com seus pintinhos

numa fazenda.

A Galinha Ruiva Era uma vez uma galinha ruiva, que morava com seus pintinhos numa fazenda.

Um dia ela percebeu que o milho estava maduro, pronto prá colher

e virar um bom alimento.

A Galinha Ruiva Era uma vez uma galinha ruiva, que morava com seus pintinhos numa fazenda.

A galinha ruiva teve a idéia de fazer um delicioso bolo de milho.

Todos iam gostar!

Era muito trabalho: ela precisava de bastante milho para o bolo.

Quem podia ajudar a colher a espiga de milho no pé?

Quem podia ajudar a debulhar todo aquele milho?

Quem podia ajudar a moer o milho para fazer a farinha de milho

para o bolo?

Foi pensando nisso que a galinha ruiva encontrou seus amigos: - Quem pode me ajudar a

Foi pensando nisso que a galinha ruiva encontrou seus amigos:

Foi pensando nisso que a galinha ruiva encontrou seus amigos: - Quem pode me ajudar a
Foi pensando nisso que a galinha ruiva encontrou seus amigos: - Quem pode me ajudar a
Foi pensando nisso que a galinha ruiva encontrou seus amigos: - Quem pode me ajudar a
  • - Quem pode me ajudar a colher o milho para fazer um delicioso

bolo?

  • - Eu não, disse o gato. Estou com muito sono.

  • - Eu não, disse o cachorro. Estou muito ocupado.

  • - Eu não, disse o porco. Acabei de almoçar.

  • - Eu não disse a vaca. Está na hora de brincar lá fora.

Foi pensando nisso que a galinha ruiva encontrou seus amigos: - Quem pode me ajudar a

Todo mundo disse não.

Então, a galinha ruiva foi preparar tudo sozinha: colheu as espigas,

debulhou o milho, moeu a farinha, preparou o bolo e colocou no

forno.

Quando o bolo ficou pronto ...

Então, a galinha ruiva foi preparar tudo sozinha: colheu as espigas, debulhou o milho, moeu a

Aquele cheirinho bom de bolo foi fazendo os amigos se chegarem.

Todos ficaram com água na boca.

Então, a galinha ruiva foi preparar tudo sozinha: colheu as espigas, debulhou o milho, moeu a
Então, a galinha ruiva foi preparar tudo sozinha: colheu as espigas, debulhou o milho, moeu a

Então a galinha ruiva disse:

Então, a galinha ruiva foi preparar tudo sozinha: colheu as espigas, debulhou o milho, moeu a
Então, a galinha ruiva foi preparar tudo sozinha: colheu as espigas, debulhou o milho, moeu a

- Quem foi que me ajudou a colher o milho, preparar o milho, para

fazer o bolo?

Todos ficaram bem quietinhos. ( Ninguém tinha ajudado.)

- Então quem vai comer o delicioso bolo de milho sou eu e meus

pintinhos, apenas. Vocês podem continuar a descansar olhando.

Então, a galinha ruiva foi preparar tudo sozinha: colheu as espigas, debulhou o milho, moeu a

E assim foi: a galinha e seus pintinhos aproveitaram a festa, e

nenhum dos preguiçosos foi convidado.

FIM

FIM

O Palhaço e o Nariz

Era uma vez um palhaço muito engraçado, e muito bonzinho. As

crianças adoravam ir ao circo só para ouvir suas piadas e cair na

gargalhada.

O Palhaço e o Nariz Era uma vez um palhaço muito engraçado, e muito bonzinho. As

Quando o circo chegava, era aquela festa! Todo mundo se

arrumava para ver os malabaristas e outros personagens, mas

famoso mesmo era o palhaço.

O Palhaço e o Nariz Era uma vez um palhaço muito engraçado, e muito bonzinho. As

Sempre que ele entrava no picadeiro, fazia suas gracinhas, e

contava suas piadas, as crianças logo gritavam felizes:

O Palhaço e o Nariz Era uma vez um palhaço muito engraçado, e muito bonzinho. As

- Eh! Esse palhaço é muito bom! É muito engraçado mesmo!

O que ninguém sabia era que o palhaço era um velhinho triste,

muito triste com o seu nariz, que ele achava muito feio:

- Se as crianças me virem sem fantasia, vão me achar horrível com

este nariz!

O que ninguém sabia era que o palhaço era um velhinho triste, muito triste com o

E tanto ele sofria com isto que, um dia, um anjinho teve pena dele:

  • -Está bem, vou levar você até o Planeta dos Narizes, e você

vai poder escolher um nariz novo que o deixe muito feliz!

-Obá! (o palhaço nunca esteve tão animado!)

O que ninguém sabia era que o palhaço era um velhinho triste, muito triste com o

Voaram para o espaço, e viram a Terra lá de longe. Viajaram pelas

estrelas até encontrar o Planeta dos Narizes. Ali só tinha nariz, e

mais nada. O palhaço nem sabia o que fazer, de tanto nariz que

tinha neste lugar.

Olhou para tudo o que pôde, e começou a experimentar as trocas.

Na frente do espelho, ele tentava: primeiro este, depois aquele ...

até encontrar um que achou muito bonito.

  • O anjinho olhava tudo com muita paciência, pois aquele era

alguém especial: um palhaço muito bonzinho.

- Podemos voltar para a Terra?

- Claro! Vamos lá!

alguém especial: um palhaço muito bonzinho. - Podemos voltar para a Terra? - Claro! Vamos lá!

Na hora do espetáculo, o palhaço entrou no picadeiro se achando

o máximo, lindo de morrer. Contou uma porção de piadas, fez

todas as gracinhas, mas ...

alguém especial: um palhaço muito bonzinho. - Podemos voltar para a Terra? - Claro! Vamos lá!

Ninguém achou engraçado.

Até o faquir, que estava esperando sua vez, desistiu de esperar a

risada de sempre, e perguntou:

alguém especial: um palhaço muito bonzinho. - Podemos voltar para a Terra? - Claro! Vamos lá!

-Já posso começar? É a minha vez?

O palhaço saiu muito triste, e foi procurar o anjinho. Pediu para

voltar novamente ao Planeta dos Narizes, pois a criançada não

tinha gostado nada deste. E então foram até lá.

Uma

...

Uma ... ...

...

Duas

...

Duas ... ...

...

Três

...

...

...

muitas vezes! E em todas o resultado era o mesmo:

Uma ... ... Duas ... ... Três ... ... muitas vezes! E em todas o resultado

- Uh! Esse palhaço é feio! Não é engraçado, não! Uh! - e a vaia

doía e rolava nos olhos do palhaço, que a toda hora escolhia um

nariz novo.

Até que, um dia, o palhaço estava lá escolhendo nariz no Planeta

dos Narizes, quando descobriu um que ele nunca tinha visto antes:

- Ahá! Deste aqui as crianças vão gostar, tenho certeza!

E voltaram os dois para o circo.

Na hora do espetáculo:

Foi aquela festa!

Uma ... ... Duas ... ... Três ... ... muitas vezes! E em todas o resultado

O palhaço contou suas piadas, e a criançada riu muito com ele!

Todos comemoraram a volta do palhaço engraçado. Até a vovó ficou contente e dançou com a

Todos comemoraram a volta do palhaço engraçado. Até a vovó

ficou contente e dançou com a criançada:

Todos comemoraram a volta do palhaço engraçado. Até a vovó ficou contente e dançou com a
Todos comemoraram a volta do palhaço engraçado. Até a vovó ficou contente e dançou com a

O palhaço ficou muito feliz, e saiu correndo para contar ao anjinho

que, finalmente, tinha escolhido o melhor nariz. Só não esperava

que o anjinho lhe dissese:

Todos comemoraram a volta do palhaço engraçado. Até a vovó ficou contente e dançou com a

- Esse é seu próprio nariz, aquele que deixava você tão infeliz

...

Muito espantado, o palhaço acabou reconhecendo que era

mesmo! Mas a verdade é que estava muito feliz, e logo voltou

correndo para o circo e seus amiguinhos contentes.

Descobriu que nada é melhor do que sermos nós mesmos.

FIM A Bonequinha Preta Era uma vez uma bonequinha preta , que morava em uma linda

FIM

A Bonequinha Preta

Era uma vez uma bonequinha preta

FIM A Bonequinha Preta Era uma vez uma bonequinha preta , que morava em uma linda

, que morava em uma linda

FIM A Bonequinha Preta Era uma vez uma bonequinha preta , que morava em uma linda

com Mariazinha

FIM A Bonequinha Preta Era uma vez uma bonequinha preta , que morava em uma linda

. As duas brincavam o tempo todo, e até

dormiam juntas quando estavam cansadas.

FIM A Bonequinha Preta Era uma vez uma bonequinha preta , que morava em uma linda

Todos os outros brinquedos dormiam em outros lugares, pois

Mariazinha

FIM A Bonequinha Preta Era uma vez uma bonequinha preta , que morava em uma linda

queria sempre a sua

FIM A Bonequinha Preta Era uma vez uma bonequinha preta , que morava em uma linda

junto. Mas, o que ela não

sabia, era que as bonequinhas não dormem como as meninas,

aquele tempo todo, sem ver o mundo aqui fora. Eram diferentes

das meninas e meninos de verdade em muitas coisas.

Mesmo assim,

FIM A Bonequinha Preta Era uma vez uma bonequinha preta , que morava em uma linda

ensinava à sua bonequinha preferida

FIM A Bonequinha Preta Era uma vez uma bonequinha preta , que morava em uma linda

tudo o

que aprendia com a mamãe: tomar banho, escovar os dentes,

trocar roupas limpas, e tudo mais.

Naquele dia, quando foi dormir um pouquinho depois do almoço,

explicou direitinho à bonequinha preta

sozinha na janela:

  • que ela não deveria subir

Naquele dia, quando foi dormir um pouquinho depois do almoço, explicou direitinho à bonequinha preta sozinha

- A janela é muito perigosa! A criança pode cair lá fora e nunca

mais voltar para casa. Papai disse que precisa ter gente grande

perto sempre que a gente quiser ir à janela.

Mariazinha viu que a
Mariazinha
viu que a

entendeu tudo muito bem, como

sempre. Então dormiu sossegada ...

A bonequinha preta

  • também começou a dormir mas,

...

uma

voz diferente, forte e interessante entrava pela janela trazendo

uma novidade que ela não conhecia:

- Verdureiro, verdureiro! O que será isso, pensou a . Mariazinha
- Verdureiro, verdureiro!
O que será isso, pensou a
. Mariazinha

, que sempre sabia

tudo, estava dormindo e não podia contar nada sobre verdureiros,

que deviam ser seres novos e sensacionais! Ela precisava ver!

Talvez seja isto:

Naquele dia, quando foi dormir um pouquinho depois do almoço, explicou direitinho à bonequinha preta sozinha

um cara todo verde!

Ou quem sabe isto:

  • alguém saindo assim do verde.

Também podia ser um destes:

Também podia ser um destes: nunca tinha visto um. - Verdureiro, verdureiro! Ir ou não ir

nunca tinha visto um.

Também podia ser um destes: nunca tinha visto um. - Verdureiro, verdureiro! Ir ou não ir
  • - Verdureiro, verdureiro!

Também podia ser um destes: nunca tinha visto um. - Verdureiro, verdureiro! Ir ou não ir

Ir ou não ir só um pouquinho na janela? A dúvida passou rapidinho

e logo ela já estava lá, tentando olhar tudo. Ela não queria cair,

mas estava difícil ver. Subiu só mais um tantinho e tibum!caiu lá

embaixo!

Por sorte, o verdureiro estava passando bem na hora, e a

Também podia ser um destes: nunca tinha visto um. - Verdureiro, verdureiro! Ir ou não ir

caiu

em cima das verduras fofinhas de seu grande cesto. Ela era tão

levinha que ele nem percebeu e continuou andando pelas calçadas

com seu canto:

Também podia ser um destes: nunca tinha visto um. - Verdureiro, verdureiro! Ir ou não ir
  • - Verdureiro, verdureiro!

Também podia ser um destes: nunca tinha visto um. - Verdureiro, verdureiro! Ir ou não ir

Passou por várias ruas onde a bonequinha preta

ido, cada vez mais longe ...

Também podia ser um destes: nunca tinha visto um. - Verdureiro, verdureiro! Ir ou não ir

nunca tinha

Então o verdureiro decidiu voltar para casa, pois já era tarde.

Entrou pela garagem escura, sem ver a

Também podia ser um destes: nunca tinha visto um. - Verdureiro, verdureiro! Ir ou não ir

assustada que estava

ali. E subiu as escadas para chegar em casa, largando o cesto no

chão.

Também podia ser um destes: nunca tinha visto um. - Verdureiro, verdureiro! Ir ou não ir

A bonequinha preta

A bonequinha preta começou a chorar, de tanto medo que estava daquele lugar estranho e escuro.

começou a chorar, de tanto medo que

estava daquele lugar estranho e escuro. Cair da janela assim tinha

sido uma grande besteira, e

A bonequinha preta começou a chorar, de tanto medo que estava daquele lugar estranho e escuro.

não ia gostar nada de ter sido

desobedecida. Então chorou e chorou mais ainda, sem nenhum

consolo ...

Nenhum?

Um gatinho

Um gatinho que ia passando por ali ouviu aquele choro tão

que ia passando por ali ouviu aquele choro tão

doído e ficou com muita pena da

ela sorrir, mas não deu certo.

A bonequinha preta começou a chorar, de tanto medo que estava daquele lugar estranho e escuro.

. Tentou fazer gracinhas para

- Então, o que posso fazer por você?

- Então, o que posso fazer por você?

 
- Não sei, eu fui olhar só um pouquinho na janela, sem

- Não sei, eu fui olhar só um pouquinho na janela, sem

- Não sei, eu fui olhar só um pouquinho na janela, sem

saber. Ela disse para eu não ir sozinha, e agora perdi minha linda

!
!
- Talvez eu possa ajudar. Os gatos passeiam pela noite, e se

- Talvez eu possa ajudar. Os gatos passeiam pela noite, e se

você me contar como é sua casa, talvez eu a encontre.

 
- É uma linda branca, com janelas azuis, e uma dentro,

- É uma linda

- É uma linda

branca, com janelas azuis, e uma

branca, com janelas azuis, e uma

dentro,

que deve estar muito triste agora.

E assim, o

E assim, o saiu pelas ruas à noite, procurando a casa certa. Procurou, procurou e ...

saiu pelas ruas à noite, procurando a casa certa.

Procurou, procurou e ...

Encontrou aquela linda

  • que chorava muito.

E assim, o saiu pelas ruas à noite, procurando a casa certa. Procurou, procurou e ...

branca, com janelas azuis, e uma linda

  • -Vamos lá buscar sua bonequinha preta

cesto do verdureiro!

E assim, o saiu pelas ruas à noite, procurando a casa certa. Procurou, procurou e ...

que caiu no

E lá foram os dois.

Quando chegaram, foi aquele abraço! Toda a choradeira passou e

as duas se prometeram nunca mais se separar. Voltaram juntas

para casa mas, na hora de se despedir do

E assim, o saiu pelas ruas à noite, procurando a casa certa. Procurou, procurou e ...

, ficaram com tanta

pena, que o convidaram a morar com elas na linda

E assim, o saiu pelas ruas à noite, procurando a casa certa. Procurou, procurou e ...

. Ele gostou

muito da idéia.

Assim, a história acaba com todos felizes, merecendo no fim um

ponto de alegria bem grande

E assim, o saiu pelas ruas à noite, procurando a casa certa. Procurou, procurou e ...
FIM
FIM