Direito Administrativo Fernanda Marinela

Noções introdutórias: Direito é um conjunto de normas coativas impostas pelo Estado e que servem para fazer a coexistência pacífica dos seres em sociedade. Direito posto é o direito vigente em dado momento histórico. Interno: aplicação da regra no território nacional; externo: relações exteriores com estados e instituições; público: atuação do estado na busca do interesse público; privado: regras aplicáveis entre os particulares. Regra de ordem pública é aquela imposta coativamente, que não pode ser modificada pelo particular e é também de direito público. Toda regra de ordem pública é também de direito público, mas há regras de ordem pública no direito privado. Ex: impedimentos para o casamento; capacidade civil etc. Direito administrativo é ramo do direito público. Há várias teorias que visam elaborar seu conceito: 1ª) Critério do serviço público: direito administrativo só se preocupa com o serviço público prestado pelo estado. Para essa teoria o serviço público representava toda a atuação do estado. Não é compatível com nosso ordenamento, está superada. 2ª) Critério do poder executivo: só se preocupava com o poder executivo. Também inadequada. Há uma preocupação com os três poderes quando está exercendo função administrativa. 3ª) Critério das relações do estado: todas as relações do estado são estudadas pelo direito administrativo. Só a função administrativa do estado é que ele tem que se preocupar. 4ª) Critério teleológico: conjunto de princípios e regras que se preocupam com a função administrativa do estado. É critério insuficiente. 5ª) Critério residual ou negativo: por exclusão se retira a função legislativa e a jurisdicional, o que sobrar é função administrativa. Também é insuficiente. 6ª) Critério que distingue relações jurídicas das relações sociais do Estado: não há preocupação com a atuação social do estado, apenas com a jurídica. Está correta, mas é insuficiente. 1

7ª) Critério da administração pública*: conjunto harmônico de princípios e regras que disciplina os agentes, órgãos e patrimônio público tendentes a realizar de forma concreta, direta e imediata os fins desejados pelo estado. É o conceito que preponderou sobre os demais (Hely Lopes Meireles). Atuação concreta: diferente da abstrata, que não é estudada pelo direito administrativo. Exclui a função abstrata (legislativa do estado). Atuação direta: aquela que não precisa de provocação, diferente da função jurisdicional (que é inerte). Atuação imediata: diferente da função mediata do estado, que é social. Fins desejados pelo estado: o direito constitucional define os fins e o administrativo só implementa, realiza o que foi definido. Fontes do direito administrativo (O que pode dar origem a uma regra de direito administrativo): 1. Lei: toda e qualquer espécie normativa. Lei em sentido amplo (norma posta pelo Estado). É a fonte primária ou imediata. 2. Doutrina: sistema teórico de princípios aplicáveis ao direito positivo; 3. Jurisprudências (julgamento reiterado, sempre no mesmo sentido, serve como orientação, não vinculam) e súmulas vinculantes (EC/45) 4. Costumes: prática habitual acreditando ser ela obrigatória. Direito consuetudinário só serve como fonte, nem cria, nem exige obrigação, apenas orienta. 5. Princípios gerais do direito: não tem que estar expresso, são alicerces do ordenamento jurídico, percebidos pela lógica ou indução – observância obrigatória. *Sistemas administrativos: são mecanismos de controle dos atos praticados pelo poder público. Sistema do contencioso administrativo ou sistema francês: todo ato praticado pelo administrador só pode ser revisto pela própria administração. Exceção: julgamento pelo Judiciário quando: *Atividade pública de caráter privado (ex: locação feita pela Adm. Pública); *Atividade ligada ao estado e à capacidade das pessoas; *Atos ligados à repressão penal; *Ações ligadas à propriedade privada. Sistema da jurisdição única ou judiciário ou inglês: sempre foi o adotado pelo Brasil (só em 1977 a EC 7/77 tentou introduzir o contencioso 2

administrativo, sem êxito). A regra é que a última palavra é do judiciário. Neste sistema também há julgamento pela administração, mas a decisão pode ser revista pelo judiciário. Sistema administrativo misto: doutrina diz não ser possível, a mistura é natural em ambos os sistemas. Estado: pessoa jurídica de direito público. Antes a doutrina dizia que o Estado tinha dupla personalidade: pública e privada (superado). Composto por 3 elementos: * povo; * território; * governo. Administração: estrutura, máquina administrativa, agentes, órgãos, pessoas jurídicas, entidades. Governo: comando, direção. Tem que ser soberano para a existência de um estado independente. Soberania: independência na ordem internacional e supremacia na ordem interna. Os Estados – Membros não gozam de soberania, mas sim de autonomia. Funções do estado: típica e atípica; principal e secundária. Tripartição de Montesquieu: sistema de pesos e contrapesos (checks and balances): 1. Função legislativa: função geral do estado (erga omnes), é abstrata, somente ela inova no ordenamento jurídico, criando e revogando regras; direta, independe da provocação. 2. Função judiciária: função concreta e individual - regra (exceção: controle de constitucionalidade), não inova o ordenamento jurídico, apenas aplica o ordenamento vigente, tem intangibilidade – função própria (imutabilidade, coisa julgada, impossibilidade de mudança). Indireta (inerte); Individual/concreta (controle). 3. Função administrativa: função concreta e em regra individual ,direta (não depende de provocação), é revisível pelo poder judiciário ainda que tenha produzido coisa julgada administrativa (imutabilidade dentro da administração), não produz coisa julgada, não tem intangibilidade jurídica. * Todo ato praticado pela Adm. Pode ser revisto pelo Judiciário, no que tange à sua legalidade. Conceito formal, orgânico ou subjetivo – estrutura estatal (agentes, entidades), máquina administrativa (letra maiúscula). Conceito material ou objetivo – atividade desenvolvida pela adm. pública (letra minúscula). É o instrumento que tem o Estado para desenvolver as atividades. 3

Conjunto sistematizado de Princípios e normas que lhe dão identidade. é possível fazer greve desde já e futuramente lei poderá restringi-lo. VII. Regime jurídico porque visa uniformizar os princípios administrativos. a regulamentação deve constar da constituição estadual. o interesse é alheio. depende do caso concreto. Ex: exercício do poder de polícia. divergência: uma minoria entende que direito de greve é norma constitucional de eficácia contida. Deve ser contínuo. c) Militares: não pode o militar federal. Se o servidor insiste na greve. assim. Princípio da supremacia do interesse público: sobreposição do interesse público em face do privado. desapropriação. 37. mas sim do interesse coletivo. 2. Ele exerce uma função pública. É o fundamento de praticamente todos os institutos. necessidade da manutenção do serviço. CF. b) Trabalhador em geral: já regulamentado pela lei 7783/89. É pressuposto lógico para a vida social. A prática é diferente (por razões de políticas públicas – inércia do legislador). exercer o direito de greve. direito de greve é norma constitucional de eficácia limitada. CF. a greve será declarada ilegal. Instrumentos para que a atividade seja contínua e conseqüências: Direito de Greve: a) Servidor público: Art. Quando ao militar estadual. abrir mão. 3. Para a maioria da doutrina. não é possível fazer greve. depende de lei. logo. A doutrina denomina esses dois primeiros princípios de “pedra de toque. menos prejudicar o interesse público. Não é superioridade do interesse do administrador. o interesse não é do administrador. tendo ela o dever de prestá-lo sempre. *Todo o fundamento para limitar a greve está no princípio da continuidade do serviço público. Ele pode quase tudo. 4 .*Regime jurídico administrativo ou Princípios do Direito Adm: são os princípios que regem o direito administrativo. logo. 142. São eles: 1. vigas mestras” do direito administrativo. Conjunto harmônico de princípios que guardam uma correlação lógica (não aleatórios). ele não pode dispor. Uma vez verificado o interesse público ele não pode dele dispor. é possível o desconto do ponto e em algumas circunstâncias é possível a aplicação de penalidades. Princípio da indisponibilidade do interesse público: o administrador pode quase tudo. logo. atividade em nome e interesse do povo. se verificada infração funcional. requisição de bens de particulares. Não pode interromper os serviços essenciais. A lei 7783/89 (regulamenta o direito de greve para qualquer trabalhador) não é aplicável já que ela é do trabalhador em geral. cabe demissão. sem interrupções. Continuidade: o exercício da atividade administrativa é obrigatório. nos termos do Art.

Os requisitos de inadimplência e prévio aviso são cumulativos e visam proteger o usuário adimplente. Assim. há contraditório e ampla defesa. da lei 8. Para a efetivação dessas medidas é necessário um processo administrativo sempre. se tiver interesse. Reversão é a aquisição do patrimônio do contratado pelo poder público para a manutenção do serviço. caducidade é a retomada do serviço público quando o contratado descumpre cláusula contratual. a cláusula é aplicável a partir dos 90 dias. e Não haverá descontinuidade do serviço se não preenchidos os requisitos de inadimplência e prévio aviso da suspensão. temporária (férias. 6º da lei 8. mas para a maioria aplica-se o Art. mas de forma diferenciada. exigir que a outra o faça. assim. logo. com a possibilidade de reversão. É aplicável nos contratos administrativos (poder público e particular)? *Corrente tradicional: cláusula não aplicável aos contratos administrativos (seria considerada exorbitante se presente) Hely Lopes Meirelles. depois. O ato administrativo é resultado do processo administrativo Serviços públicos: Art. Antes de extinguir o contrato entra na posse dos bens da contratada para manter o serviço. 6º da lei 8987. Contratos administrativos: exceptio non adimplete contratus: exceção do contrato não cumprido. 5 . O poder público pode extinguir o contrato e retomar o serviço público para a continuidade (por encampação ou caducidade). decidida a extinção do contrato. Sem o prévio aviso a prestadora do serviço deve voltá-lo imediatamente. observando a supremacia do interesse público para não causar um prejuízo maior (ex: corte de energia de um hospital). Só não a aplica desde logo em razão do princípio da continuidade (não seria exorbitante). não podendo. além de estar sujeita a indenização. Uma das partes não cumpriu com a sua obrigação. pode suspendê-lo se a administração não cumprir com o contrato. *Corrente moderna: cláusula aplicável aos contratos administrativos. a administração. Ex: CEB – suspensão do serviço em razão do inadimplemento. promove a reversão dos bens da ex-contratada. atestados).Institutos de suplência e substituição: suprir a ausência quando ela é provisória. A jurisprudência reconhece que cada caso concreto tem que ser analisado.987/95 (concessão permissão).666: pelo prazo de 90 dias o contratado tem que continuar prestando o serviço. mediante o pagamento de indenização. Encampação é retomada do serviço público por razões de interesse público. Art. XV. 78.

Para que a administração anule os atos ilegais. porque deles não se originam direitos. Não será possível modificar esta finalidade. mesmo quando o ato é ilegal. Princípio da autotutela: a administração pública pode rever os seus atos para anular quando ilegais (a Adm DEVE) ou revogar quando inconvenientes (a Adm PODE. O ato regras morais.4. ela tem o prazo de 5 anos (limite temporal – lei 9. Súmula 346/STF: a administração pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos. Princípio da legitimidade. nem de ato administrativo vinculado. Súmula 473/STF: a administração pode anular seus próprios atos quando eivados de vícios que os tornam ilegais. já que revogação é liberdade e no ato vinculado o administrador não tem liberdade). é melhor manter o ato ilegal. Excepcionalmente a lei poderá dar outra finalidade. causaria mais prejuízos. No judiciário o ato pode ser anulado a qualquer tempo. compromisso. ou revogá-los. Há casos em que anular o ato administrativo não é “conveniente”. e quando a lei cria ou autoriza a sua criação ela deve prever a finalidade do ente. Para que a administração direta crie a administração indireta é necessário previsão legal. em que o conteúdo do ato impede a revogação (ex: não é possível revogação de ato administrativo que produziu direito adquirido. 5.784: processo administrativo). Há apenas limites materiais. a qual a pessoa jurídica estará vinculada. Para a revogação (conveniência e oportunidade) a decisão é discricionária do administrador e não tem limite temporal. o administrador deve sopesar as conseqüências da anulação. Em caso de ato ilegal o administrador deve anular o ato. a apreciação judicial. legitimidade e veracidade. convalidando-o. em todos os casos. Princípio da especialidade: num primeiro momento surgiu para os entes da administração indireta. mas apenas por lei. Maria Silvia de Pietro menciona um tratamento especial. 6 . é presunção administrativo obedece a moralidade. só que para a própria administração direta). ele deve ser compatível com a verdadeiro (até que se prove o contrário). tudo de acordo com o interesse público e desde que o vício seja quanto à forma ou competência (anuláveis). com a lei e ser presunção de legitimidade: é mais do que de legalidade. proteção. O órgão (para a doutrina minoritária) também estaria vinculado à finalidade para qual foi criado (o raciocínio é o mesmo. 6. por motivos de conveniência ou oportunidade. e se ela causar mais danos do que a manutenção do ato ilegal. um dever de cuidado do seu próprio patrimônio. é uma faculdade). respeitados os direitos adquiridos e ressalvada. logo. o interesse não é do administrador (princípio da indisponibilidade).

O princípio da presunção dá ao ato a sua aplicação imediata. O administrador não pode criar situações benéficas em um pequeno grupo nem situações detrimentosas (Celso Antonio)  muito similar ao princípio da isonomia. mas será anulado. O administrador não pode buscar interesses próprios. A conduta tem que estar na lei. depende de previsão legal que autorize o ato. que é a dispensa de prévia autorização do poder judiciário para a prática de atos. ele pode até durar certo tempo. que inseriu o princípio da eficiência. Como a presunção é relativa o ônus da prova cabe a quem alega e normalmente é do administrado. que é o politicamente organizado e que obedece as suas próprias leis.A presunção é relativa. Alterado pela EC 19/98. é da entidade a que ele pertence. Legalidade para o particular: o particular pode tudo. caput. Impessoalidade: proibição à subjetividade por parte do administrador. Princípio da reserva legal não é sinônimo de princípio da legalidade. A doutrina chama de critério de não contradição à lei. não o impede de analisar a conveniência e oportunidade. mas isso não afasta a discricionariedade do administrador. 7 . com exceção do que estiver vedado pela lei. Princípio da legalidade: é o alicerce do estado de direito. Ele significa reservar uma determinada matéria a uma espécie normativa predefinida (ex: lei complementar). mas apenas o público. não apenas leis. 37. por isso a doutrina chama de critério de subordinação à lei. O administrador não é um mero aplicador da lei. a execução é imediata. CF. O ato praticado pelo agente não é pessoal. A presunção para o ato administrativo é razoável porque eles obedecem a procedimentos e formalidades legais. coletivo. afastada. o que é diferente da auto-executoriedade. Legalidade para o administrador público significa que ele só pode fazer o que a lei autoriza e determina. 1. 2. Até prova em contrário o ato é válido e produz efeitos. Legalidade em sentido restrito é a obediência à lei. Se o administrador praticar ato ilegal estará ainda sujeito ao controle judicial. também se presta à celeridade da atividade *Princípios constitucionais do direito administrativo: Art. É mais restrito do que o princípio da legalidade. Legalidade em sentido amplo é toda e qualquer regra do ordenamento jurídico. Este princípio administrativa. é juris tantum. inclusive as regras constitucionais. pode ser discutida.

moral. É indispensável para o próprio exercício da democracia. além de ser legal ele tem que fazer uma boa administração. por isso a tendência é a doutrina moderna. Corrente tradicional (Hely Lopes): o princípio da impessoalidade é o antigo princípio da finalidade ou da imparcialidade. 4. parágrafo único da lei 8. ciência aos interessados. Está ligado ao princípio da legalidade. Corrente moderna (Celso Antonio): o princípio da finalidade é um princípio autônomo e não se confunde com o princípio da impessoalidade. apesar de ambos estarem ligados à idéia de honestidade. 2º. já que não há como cumprir a finalidade da lei sem observá-la. os contratos precisam ser publicados.784/99. não se pode criar situações benéficas ou detrimentosas (cuidado na questão. Todos os prazos só começarão a correr a partir da publicação. mas tem publicidade). O princípio da finalidade significa cumprir a finalidade prevista na lei. mas já era observado tradicionalmente. não há como separar. 61. II e XXI). 3. III e XIII (lei de processo administrativo) os princípios da finalidade e impessoalidade são autônomos. para ele são sinônimos. do conhecimento. a melhor possível. vago. não pode buscar interesses pessoais. se exige o conhecimento geral. salvo algumas exceções. parágrafo único. Aquele é regra moral do dia-a-dia. mas a doutrina reconhece que ele está ligado a honestidade. Também há exercício da impessoalidade no concurso público. sob pena de responder por improbidade administrativa. Publicidade: publicidade é diferente de publicação em diário oficial (no convite não tem publicação. o espírito da lei. Art. ao titular do direito que é o povo. Publicidade é condição de eficácia do contrato e não de validade. mas não produzirá efeitos. Exemplos: concurso público e procedimento licitatório – qualquer um pode participar desde que preencha as condições do edital. 37. assim como o da moralidade. mas todo ato precisa de publicidade. Segundo a lei 9. boa-fé etc. improbidade é bem mais amplo que imoralidade. Publicação no Diário Oficial não é sinônimo de publicidade. Moralidade comum # moralidade administrativa. Moralidade (probidade administrativa): é novidade da CF/88. correção de atitude. não havia expressamente. Os atos administrativos só têm o inicio da produção de efeitos a partir da publicação (Art.Celso Antonio aproximou demais os dois princípios. Cumprir a finalidade é um elemento da própria lei. na busca do interesse coletivo. Improbidade administrativa: desrespeito ao princípio da moralidade. ética. Esta significa boa administração. Nepotismo: tem que observar o princípio da impessoalidade. Divergência no princípio da impessoalidade: ligado ao princípio da finalidade. O contrato não publicado é válido. que 8 . A primeira conseqüência jurídica é o conhecimento público. Nem todo ato depende de publicação em diário oficial. Tem conceito indeterminado. boa conduta. na licitação (Art. São sinônimos: imoralidade e improbidade? Não. pode ser princípio da isonomia ou impessoalidade). A jurisprudência ainda não se respaldou somente neste princípio para retirar o ato do ordenamento jurídico.666). buscar a vontade maior da lei. pelo fato de não ter conceito firmado.

Caso o administrador não publique seus atos praticados poderá ser punido por improbidade administrativa (Art. 5º. Sendo apenas educativo. administrativos não. Existia expressamente em lei ordinária (Art. O servidor que não respeita a eficiência poderá perder a estabilidade em razão da avaliação periódica. Ainda que estável. A doutrina é divergente em relação às exceções. Celso Antonio diz que a única exceção é o Art. 37. o controle por parte do administrado (MS. informativo não é. A partir do conhecimento. o servidor público pode perder a estabilidade em razão de processo administrativo com contraditório e ampla defesa. 5º. Art. 5º. Há projeto para que a punição pela promoção pessoal seja estendida a terceiros que dela participem. Art. a própria CF estabelece exceções. Eficiência: produzido pela EC 19/98. • Atos processuais que correm em sigilo na forma da lei (Art. Para ele o sigilo só cabe aos processos judiciais. 6º da lei 8987/95). nomeação para cargo efetivo e pela avaliação de desempenho. alterada pela lei 11107/05). ação popular etc). daí a divergência. CF. • Segurança da sociedade e do Estado (Art. 11. Publicidade não é um princípio absoluto. 9 . com ela. 41: o servidor público para adquirir estabilidade precisa passar pela aprovação. ele tem que ser eficiente para adquiri-la. X). A maioria considera: • Não se aplica quando há violação à intimidade. vida privada. Isso é improbidade administrativa. tem que ficar demonstrada a promoção pessoal. não fez nada mais que sua obrigação. lei 8429/92. Opinião minoritária. Habeas Data  conhecimento de informação pessoal. 5. Ex: processo ético disciplinar. XXXIII). direito líquido e certo de informação. sobre a pessoa do interessado para obter ou corrigir informação. honra e imagem das pessoas (Art. quando for conveniente para a instrução do processo ele pode ser sigiloso em nome do interesse público (8112). imagens ou símbolos de administrador como propaganda pessoal. o cidadão pode acompanhar os atos administrativos. § 1º: vedação de vinculação de nomes. a publicidade permite a fiscalização. Publicação é espécie de publicidade. por processo judicial com trânsito em julgado e por meio da avaliação periódica. A informação pode não ser publicada (regra mais aceita pela doutrina). ganhou roupagem de princípio constitucional expresso. Antes da emenda era princípio implícito. O administrador não tem que ficar divulgando as obras realizadas em placas pela cidade. só se houver o caráter de promoção pessoal (indícios) é que será improbidade administrativa. A jurisprudência diz que é preciso bom senso. o simples fato de constar o nome não é improbidade. Mandado de Segurança  informações de interesse próprio. LX).é muito mais ampla. 5º XXXIII.

Racionalização da máquina administrativa (Art. 169, CF), gastar até o limite previsto na LC 101, Art. 19 (LRF) para demonstrar eficiência (União: 50%; estados e municípios: 60% do que arrecada com folha de pagamento). O administrador gastando mais tem que começar a cortar pelos cargos em comissão até o máximo de 20%; se continua com excesso de gasto, procede aos cortes dos servidores não estáveis, quantos forem necessários e os que sejam dispensáveis para o serviço; não sendo suficiente, há a dispensa dos servidores estáveis (mediante indenização). O cargo é extinto e só pode ser recriado 4 anos após para novas contratações (mesmo cargo com mesmas funções). A eficiência para o serviço é eficiência quanto aos meios e quanto aos resultados. Gastar pouco (ausência de desperdício) e obtenção do melhor resultado possível. Para os serviços públicos também há eficiência na quantidade e qualidade necessária suficiente (sem desperdícios). A doutrina diz que este princípio é utopia, pouco resultado, é desabafo do constituinte. 6. Princípio da isonomia: não está no Art. 37, CF, mas em todo o texto constitucional. Tratar os iguais de forma igual, e os desiguais de forma desigual na medida de suas desigualdades (o problema é preencher o conteúdo). Fator de exclusão compatível com o objetivo da norma, não há qualquer violação. A doutrina diz que deve analisar o fator de discriminação com o objetivo da norma. Se compatível, não ofende a isonomia. Ex: proibição de deficientes físicos prestar concurso de salva-vidas, não há violação. Limite de idade em concurso público: hoje há súmula do STF (683) dizendo que é possível quando a complexidade do cargo permitir. Na verdade não resolveu o problema da divergência. Tanto o limite mínimo quanto o máximo de idade seriam inconstitucionais, tem que agora esclarecer sobre a complexidade do cargo. Outro exemplo que não ofende o princípio da isonomia é o estabelecimento de política tarifária diferenciado na concessão de serviço. 7. Contraditório e ampla defesa: contraditório é ciência não só da existência do processo, mas de todos os atos praticados no decorrer desse processo, tem 2 bases: 1º) lógica: bilateralidade da relação processual; 2º) política: ninguém pode ser processado, nem punido sem conhecimento desse processo adm.. Ampla defesa é a oportunidade para defesa, mesmo que não queira exercê-la.* 5 exigências para o seu cumprimento: 1- Defesa Prévia; 2- Direito de informação dentro desse processo adm; 3- STJ se o processo for disciplinar exige-se a defesa técnica (não é pacifico); 4 – Produção de provas; 5 – interposição de recurso, independente de previsão legal. Para a via administrativa há alto índice de ilegalidade e violação a estes princípios. Na via judicial estão mais bem sedimentados. Estão muito presentes nos processos administrativos. 10

Desdobramentos da ampla defesa: *Defesa prévia, sendo necessários procedimentos e penalidades predefinidos. *Não é preciso a presença do advogado, mas o administrador não pode impedir a defesa técnica, dá qualidade ao processo. *O direito de informação é imprescindível para o processo, para a ampla defesa. *Direito à interposição de recursos administrativos em lei. No processo administrativo não há forma ou recurso especial, é apenas recurso da decisão administrativa em até três instancias administrativas. Em regra o efeito é só devolutivo. *Produção de provas não só formalmente, mas efetivamente interferir no convencimento. 8. Razoabilidade e proporcionalidade: são limites ao administrador. Razoabilidade é coerência nas atitudes, no comportamento, de acordo com a lógica, de forma equilibrada. De acordo com o critério do homem médio. Proíbe incoerências na administração pública. Para a doutrina majoritária o princípio da proporcionalidade está incluído no da razoabilidade. Para quem diferencia, proporcionalidade seria uma espécie do gênero razoabilidade. É o equilíbrio entre a extensão e a gravidade da medida. Entre o benefício e o prejuízo (custo-benefício – proporcionalidade em sentido estrito). Ato administrativo discricionário revisto pelo judiciário quando lhe falta razoabilidade: hoje o judiciário reconhece que se não se observa os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade o ato ofende princípio constitucional, logo, é ilegal (sentido amplo), podendo ser revisto pelo judiciário (ADPF 45). São sub-princípios da proporcionalidade: adequação, necessidade e custo-benefício. Deles afere-se se há equilíbrio. A medida adotada era adequada? Há outro meio menos gravoso que pode ser utilizado? A medida vale a pena? A observância de princípio constitucional representa legalidade em sentido amplo. Controlar princípio constitucional é controlar legalidade (constitucionalidade – legalidade em sentido amplo). Controle de mérito é conveniência e oportunidade, juízo de valor é mérito do ato administrativo que só existe nos atos discricionários. O judiciário poderá rever fazendo controle de legalidade (sentido amplo) e acaba atingindo o mérito, mas não qualquer um, apenas o mérito não 11

razoável. Em regra não pode rever o mérito do ato administrativo, apenas decisão que viola a legalidade. ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO É a estruturação das entidades e órgãos que irão desempenhar as funções através dos Agentes Públicos. Formas de prestação da atividade administrativa: a responsabilidade maior de prestação é da administração direta, que é a centralizada. Centralizada: quem presta é a administração direta, exercida pelo próprio Estado, é a administração central, núcleo. Na busca da eficiência do serviço público a administração transfere a prestação de atividade administrativa, descentralizando (atividade mediata). Descentralizada: criação de pessoas jurídicas. Retira do centro para outras pessoas jurídicas, outro ente político (para estados, municípios, DF, administração indireta – autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista; ou ainda para particulares – concessionários e permissionários de serviços públicos). Essa descentralização é administrativa, diferente de descentralização política (estabelecida pela CF, divisão entre entes políticos), Dec Lei 200/67.. A administração transfere somente o exercício da atividade administrativa. Desconcentração: criação de órgãos. Forma desconcentrada de prestação da atividade administrativa (atividade imediata). É o deslocamento, distribuição dentro da mesma pessoa jurídica, se há uma nova pessoa jurídica trata-se de descentralização. A desconcentração pode se dar por matéria (ex: ministérios), geográfica/territorial ou hierárquica. Sendo uma nova pessoa jurídica não há hierarquia (descentralização), o que existe é um controle, fiscalização. Na desconcentração, na mesma pessoa jurídica existe hierarquia entre órgãos maiores e menores, chefe e subordinado. Aspectos da descentralização: transferência da atividade para outra pessoa jurídica por outorga ou delegação. Outorga: descentralização funcional. A transferência de titularidade e execução do serviço, a administração direta transfere para outras pessoas jurídicas. A titularidade está presa nas mãos da administração, logo, só se pode descentralizar por outorga para as pessoas da administração indireta e para as de direito público, autarquias e fundações públicas. A outorga é feita por meio de lei (é muito grave a transferência de titularidade). Delegação: o deslocamento é somente da execução do serviço. A administração retém a titularidade. Há delegação legal e contratual. Legal: recebem a delegação por lei as empresas públicas e as sociedades de 12

Classificação dos órgãos públicos: 13 . quando se tratar de sujeito ativo. É a teoria adotada pelo Brasil. segundo a maioria da doutrina. ela que contrata e não o órgão.Delegação por Ato Adm. não responde pelos danos causados. capaz. cada um com uma finalidade específica.economia mista (pessoas jurídicas de direito privado). Na administração direta há vários que a dividem. são uma coisa só. Órgão público é um centro especializado de competência acreditando na eficiência da atividade. em órgãos públicos. É teoria superada. em número menor. de ir à juízo não depende de personalidade jurídica. Também superada porque não compatível com a CF/88. mas podem ter representação própria. como por exemplo. Na administração indireta também é possível a existência de órgãos. A vontade do agente e a do Estado se confundem. que é dada por lei. quem responde é a entidade a que ele pertence. Contratual: recebem a delegação os particulares por meio de um contrato administrativo. Teoria da representação: o estado é tratado como se fosse incapaz. Teoria do órgão ou da imputação direta: toda atuação do agente decorre da lei. Pode ir à juízo. Órgão público não tem personalidade jurídica. Art. Teoria do mandato: o agente exerce suas atividades por meio de um mandato (como se tivesse recebido o poder por mandato. sujeito próprio. 2º). desde que esteja ligado à sua prerrogativa funcional ele poderá ir à juízo. municípios e DF. não tem como conceder mandato. o Estado é responsável. Capacidade de agir. logo. 2. Dec Lei 200/67. buscando prerrogativa funcional em caráter excepcional. não pode celebrar contratos (é NULO). como na tutela e curatela. Administração Direta: composta pela União. as concessionárias e as permissionárias de serviço público e as parcerias público-privadas. Não tem aptidão para se sujeito de direitos e obrigações. O agente só manifesta a vontade do Estado. mas há (Lei 9784/99. – autorizatária (autorização) de serviço público. procuração). Na busca da eficiência a administração é dividida em núcleos especializados. Vai. Existem algumas teorias que explicam a relação agente-estado: 1. 200 da RF). que responde pelos atos dos agentes. estados. O Estado sozinho sem o agente não manifesta vontade. ele precisa de um representante. 3. mas de exigência para controle da Receita Federal (IN n. Órgão público tem CNPJ. logo. mas esta obrigatoriedade não decorre da personalidade jurídica. são os entes políticos. representação e manifestação de vontade.

Em razão da posição estatal: Independentes: é aquele que goza de independência. 37. Subalternos: somente executam. governadorias. CF). secretarias. Compostos: têm outros órgãos agregados à sua estrutura. Superiores: ainda tem poder de decisão. Administração Indireta: execução de atividades de Governo que necessitam ser desenvolvidas de forma descentralizada. Ex: presidência. A lei específica cria a autarquia e autoriza a criação de fundações públicas. Autônomos: goza de autonomia. *II . Ex: congresso nacional.Em razão da estrutura dos órgãos: Simples: não tem outros órgãos agregados à sua estrutura. empresas públicas e sociedades de economia mista (Decreto-lei 200/67 – organização da administração). almoxarifados etc. São órgãos menores que realizam atividades meio ou fim. Ex: presidência. não têm poder de decisão. comissões. tribunais. prefeituras. Ex: sessões administrativas.Em razão da atuação funcional: Singulares ou Unipessoal: composto por um único agente. fundações públicas. XIX.* I . esta lei é ordinária específica. Aqueles diretamente ligados aos órgãos independentes. câmaras municipais. está subordinado aos independentes. depende da estrutura e do tamanho dela. zeladorias. Existe somente controle. congresso nacional. Colegiados: vários agentes compõem o órgão. recursos humanos. Ex: ministérios. conselhos. O que se impõe é a decisão da maioria do colegiado. Criação: é preciso lei autorizando (Art. não sofre de qualquer relação hierárquica em face de outros órgãos. Autarquias. governadorias. Previsão legal criando ou autorizando a criação. unipessoal. mas está subordinado aos autônomos e independentes. É o topo de cada estrutura estatal. Características comuns a todas as pessoas jurídicas da administração indireta: 1. * III . é chefia d cada um dos poderes. prefeituras. câmaras municipais. empresas públicas e sociedades de economia mista. Ex: gabinetes. delegacias. tem ramificação. Ex: procuradorias e gabinetes. 14 . Em regra. assembléias legislativas. Ex: delegacia de ensino e escolas vinculadas.

é necessário o registro dos atos constitutivos no órgão competente (junta comercial. cartório. então basta a lei que ela já existe. O constituinte complementa dizendo que lei complementar definirá as finalidades possíveis da fundação. a lei cria também a fundação pública de direito público. mas não é esse o objetivo. O que se faz por lei não pode ser desfeito por simples ato administrativo. não jurídica ela tem cria a indireta ela adquirido. Autonomia técnica. administrativa e financeira: cuida e gasta de acordo com as necessidades. a lei não dá origem à pessoa jurídica. 4. ou seja. a receita é dela. se do orçamento ou de sua atividade. mesmo nas empresas públicas ou sociedades de economia mista. Ela responde pelos seus atos. dependendo da natureza jurídica da pessoa). podem até ter. Não tem autonomia POLITICA. já que têm personalidade jurídica. Não foram criadas para a obtenção de lucro. Se ele é interessando de que A receita delas também é própria. Autarquias e fundações públicas  sem fins lucrativos. Como conseqüência patrimônio próprio. paralelismo das formas: lei para extinguir ou lei autorizando a extinção. É preciso ter muito cuidado com a questão. ver se ela quer posição da doutrina. é sujeito de direitos e obrigações. dessa personalidade a administração direta que também pode ser de suas obrigações. E a lei autorizaria a criação da fundação pública de direito privado (a CF não especifica se a fundação é pública ou privada).Lei complementar cuidará das finalidades. A CF diz que a lei cria. próprio ele serve para garantia maneira passou a ser dela. logo. Cria a autarquia e autoriza a criação das demais pessoas jurídicas. 2. Sem fins lucrativos: pois as pessoas da indireta são criadas para melhorar o interesse público e não para ter lucro. Tudo isso decorre da personalidade jurídica. Empresas públicas e sociedades de economia mista: Prestadoras de serviço público  sem fins lucrativos. 15 . 3. Quando também transfere patrimônio. A doutrina majoritária diz que a fundação pública de direito público nada mais é do que uma espécie de autarquia. Não interessa a fonte da receita. A extinção também se dá por lei. As pessoas jurídicas da administração indireta gozam de personalidade jurídica própria. própria e vai gastar de acordo com as suas necessidades. Quando apenas autoriza. A lei ordinária cuidará apenas da criação e não tratará de outros assuntos.

pode haver os dois regimes ao mesmo tempo. mas elas podem via a tê-lo. O cidadão também é responsável pelo controle externo por vários mecanismos: representação em caso de improbidade administrativa. Desenvolve atividade típica de Estado. Princípio da especialidade. 6. O chefe do executivo. ação popular etc. Tem como base a finalidade. Ele pode ser realizado pela administração direta controlando a indireta: pelo poder executivo via supervisão ministerial. pelos ministérios. da própria pessoa jurídica. ou seja. Isso é que vai fundamentar a criação da empresa pública ou sociedade de economia mista. 5. só gera controle. Controla-se a finalidade. desenvolve tutela administrativa. elas estão vinculadas às finalidades que elas foram criadas. mas teoricamente não há hierarquia). Controle interno: é aquele que ocorre dentro da própria estrutura. Criada uma autarquia com uma determinada finalidade ela só poderá ser modificada também por meio de lei. e fará também a nomeação de dirigentes (neste caso. CF)  a idéia não é o lucro. Não existe hierarquia. De acordo com a finalidade da pessoa jurídica. Feito pelo poder judiciário: pelas diversas ações judiciais.Exploradoras de atividade econômica (Art. Feito pelo poder legislativo: pelas CPIs e pelos tribunais de contas (auxiliar do legislativo). chamado controle finalístico. O controle pode ser interno e externo. Controle: a descentralização não gera hierarquia. nem o poder de legislar Regime jurídico: Regime de pessoal: com a EC 19 houve a eliminação do RJU (um só regime dentro da mesma pessoa jurídica). AUTARQUIAS É pessoa jurídica de direito público criada por lei que mais se aproxima da administração direta. na prática seria uma relação de hierarquia por via indireta. não tem fins lucrativos. das receitas e despesas. Controle externo: não há hierarquia. haverá um ministério controlando. o celetista e o estatutário dentro da mesma pessoa jurídica. denunciar infração funcional. 173. de outra pessoa jurídica. Regra para as pessoas jurídicas da administração indireta. 16 . com finalidade específica. O controle interno é baseado na hierarquia. Criada por lei. faz a verificação no cumprimento das finalidades. só podem ser criadas para a garantia da segurança nacional ou para assegurar interesse coletivo. Transferência do serviço. quando o chefe fiscaliza o subordinado. Vem da direta para a indireta. O fim quanto à sua criação não é o lucro. só existe controle entre a administração direta e a indireta. Não tem autonomia política. está sujeita a controle e responde por suas obrigações. o ministro.

Pode seguir o regime de cargo público, adotando o estatutário; ou emprego, cujo regime é o celetista. Tanto o regime de cargo como o de emprego depende de lei para ser criado. O STF e a doutrina defendem que é possível os dois regimes, mas preferencialmente o regime deve ser o estatutário, mas não há obrigatoriedade. A CLT fica em caráter excepcional. Responsabilidade: a doutrina e jurisprudência admitem tanto a objetiva quanto a subjetiva. Art. 37, § 6º, CF: via de regra a responsabilidade é objetiva quando se tratar de ação, conduta comissiva. Quando tratar-se de omissão a responsabilidade será subjetiva (cuidado! Nem todos aceitam ainda, só se responde subjetiva se a questão deixar claro a omissão). O Estado poderá ser responsabilizado pelos atos das autarquias subsidiariamente, é serviço público, é dever dele, mesmo que ele não esteja prestando. Excepcionalmente nos casos das PPPs a responsabilidade será solidária, mas via de regra ela será subsidiária nos serviços delegados. Ser subsidiária não significa que deixará de ser objetiva. Bens: os bens autárquicos são bens públicos, logo, seu regime é de bem público, ou seja, são em regra inalienáveis (mas preenchendo algumas condições serão alienáveis – são alienáveis de forma condicionada – doutrina moderna), ou melhor, são inalienáveis de forma relativa ou alienáveis de forma condicionada. São impenhoráveis: não podem ser objeto de penhora (restrição judicial para a garantia do juízo), arresto (cautelar típica para a restrição de bens indeterminados, quantos forem necessários) e seqüestro (cautelar típica para a restrição de bens determinados). Os bens públicos são ainda imprescritíveis, não podem ser usucapidos (prescrição aquisitiva). Não podem ser onerados, ou seja, não podem ser dados como direito real de garantia (penhor e hipoteca – restrições fora do juízo para móveis e imóveis). A garantia que a administração dá aos seus credores de que um dia a dívida será paga são os precatórios. Pagamento de débitos judiciais da fazenda pública segue o regime de precatórios (Art. 100, CF). Pagamento de acordo com uma ordem cronológica de apresentação, salvo no caso de alimentos, que também segue ordem cronológica, só que em fila própria. O precatório constituído até 1º/07 será pago no exercício financeiro seguinte, só que de acordo com a disponibilidade orçamentária. Havendo desrespeito à ordem de classificação é possível a ordem de seqüestro de valores por parte do presidente do tribunal. Mesmo na desapropriação paga-se por precatório o valor a mais reconhecido judicialmente, o reconhecido pela própria administração é pago de imediato e em dinheiro. As autarquias têm a sua própria fila de precatórios. Privilégios: no que tange ao regime tributário e processual. Para o regime tributário (Art. 150, § 2º, CF): vedação da criação de impostos sobre o patrimônio, renda e serviços uns dos outros (imunidade recíproca) estendida às autarquias, mas somente tocante às finalidades específicas delas, pela qual foram criadas. Paga imposto sobre patrimônio, renda e serviços afetados a finalidade não específica. Privilégios processuais: como fazenda pública ela tem prazo diferenciado (Art. 188, CPC): em quádruplo para 17

contestar e dobro para recorrer. Há reexame necessário como regra (mesmo com processo sem recurso voluntário o processo tem que subir ao tribunal), mas há exceções: para valor inferior a 60 salários mínimos e quando a matéria já foi julgada pelo pleno do tribunal. Se não há reexame necessário, a conseqüência jurídica é a ausência de trânsito em julgado enquanto não for levada ao tribunal. Prazo prescricional: como é fazenda pública, a regra é que o prazo é de 5 anos (Dec. 20910/32). Procedimentos financeiros: são procedimentos públicos (Lei 4320/64 e Lei de Responsabilidade Fiscal – LC 101/00). Licitação: autarquias estão sujeitas à Lei 8666/93. Art. 37, XXI, CF. Autarquias: INSS (previdenciária), Universidades (culturais), INCRA (assistenciais), IMETRO, IBAMA (administrativas), Agencias Reguladoras (controle). Profissionais: conselhos de classe (profissionais). Num primeiro momento, o conselho de classe tinha natureza de autarquia sem discussão até 1998. Com a lei 9649, Art. 58, os conselhos receberam a natureza de direito privado. O artigo foi objeto da ADI 1717, o STF decidiu que as autarquias profissionais não podem ser pessoas jurídicas de direito privado. Elas exercem o poder de polícia sobre os profissionais, ele limita o interesse do particular em nome do poder público, e o particular não pode ter esse poder nas mãos. Particular frenando a atividade de outro particular é inadmissível. O poder de polícia não pode ser exercido por pessoa privada. O mesmo ocorreu com relação às empresas privadas aplicando multa por radares eletrônicos, não é possível deter esse poder de polícia. Com a ADI, o conselho de classe voltou a ter natureza de autarquia. A cobrança por parte dos conselhos tem natureza tributária (contribuição), cobrança via execução fiscal, salvo no caso da OAB, a anuidade não tem natureza tributária, o seu estatuto define que a sua execução é comum. Existem alguns doutrinadores que dizem que todos os conselhos deveriam seguir a OAB, mas não é o que prevalece, a OAB ainda é exceção. Como o conselho cobra contribuição, está sujeito ao controle do tribunal de contas, a OAB, que não tem cobrança tributária, não está sujeita a controle pelo tribunal de contas (cabe execução contra devedor solvente). Autarquias Territoriais: conceito criado para definir os territórios. Os territórios não são entes da administração, sua natureza jurídica é de autarquia, a que mais se aproxima da administração direta. Não é uma autarquia para a prestação de atividade administrativa, apenas uma criação para dar o regime jurídico de autarquia, sua natureza é política. Autarquias de regime especial: Criadas no contexto de reforma administrativa a partir de 1995. Surgiu num primeiro momento para definição de universidades públicas. O regime especial confere mais liberdade, mais autonomia: a escolha do dirigente se dá por meio de eleição, por mandato fixo, e em regra geral o dirigente de uma autarquia é nomeado pelo chefe do executivo, é regra diferenciada; liberdade quanto à estrutura pedagógica, 18

disciplinar, grade, currículo. Mais liberdade que as demais pessoas jurídicas, e mais autonomia. Após também para as agências reguladoras passou-se a adotar o regime especial. Necessidade de controle e redução das atividades do Estado (1995). Dentro do contexto de que o estado tem que ser mínimo, há a necessidade de descentralização do serviço. O serviço prestado pelas entidades privadas são mais eficientes, surge a idéia de privatização. O governo percebe que privatização não é o termo correto (estaria dando totalmente o poder sobre o serviço) e diz que o termo correto é a desestatização, o Estado continua titular do serviço (ex: telefonia). Com a desestatização surge a necessidade de um órgão controlador, para regular e fiscalizar o serviço. Surge então a agência reguladora como mecanismo mediador. AGÊNCIAS REGULADORAS Sua natureza jurídica é de autarquia de regime especial. É especial em razão de três elementos: mais liberdade, mais autonomia que as demais pessoas jurídicas na própria atividade desenvolvida. Sua função é fiscalizar, controlar, regular as atividades prestadas pelos particulares. A autarquia não pode legislar, esta regulamentação é quanto a questões técnicas complementar à lei. Regula o que está em lei. Essa atividade não é novidade, o Estado já desempenhava esse controle. Não havia uma autarquia só para desempenhar essas atividades. O novo é o nome, agência reguladora (cópia do direito dos Estados Unidos). A idéia é a mesma para as universidades: mais autonomia, mais liberdade para exercer a fiscalização com eficiência. O regime especial também se justifica em relação à nomeação dos dirigentes. Para a nomeação dos dirigentes das agências há regra: é feita pelo presidente com prévia aprovação do Senado. É nomeação especial, investidura especial, não é livre. Em geral, a nomeação de dirigente de autarquia é livre para o chefe do executivo. Exceção: BACEN (art. 52, III, d CF) não é agência reguladora, é uma autarquia comum, mas possui a nomeação igual à das agências reguladoras: prévia aprovação do senado, é uma exceção constitucional. Dirigente de agência reguladora tem mandato de prazo certo, determinado (a lei criadora define o prazo do mandato, é livre – doutrina critica muito o superior a 4 anos). Na autarquia comum o dirigente é de livre nomeação e exoneração, não há mandato. Há um projeto que tenta fixar o prazo em quatro anos não coincidentes com o do presidente, o dirigente começa no 2º ano do presidente e fica até o ano seguinte, quando encerra a sua legislatura. Com justificativa é possível que o dirigente saia antes do término do mandato (improbidade, por exemplo). Administrador dirigente engessado pela quarentena quando deixa o mandato, o dirigente tem que ficar afastado do ramo da atividade. O prazo da quarentena é de quatro meses, regra, mas algumas agências falam em quarentena de 12 19

meses (a lei que cria define a regra também. cria regras para a ANATEL. Regime Jurídico: Segue o regime das autarquias. funções que não comprometem o serviço. declarou constitucionais as modalidades específicas criadas. telefonista etc). A declaração de inconstitucionalidade é para os próximos. mas o estatuto tem preferência e emprego só em caráter excepcional). assim como o prazo do mandato). lei geral das telecomunicações. vai definir procedimento próprio. convertida na lei 10871/04 e hoje o regime é o estatutário. mas o presidente já os criou pela MP 155/03. A justificativa é que ela exerce monopólio e precisa de tratamento especial. O STF declarou inconstitucional tanto o regime temporário como o celetista (só é aplicado em segundo plano. A modalidade específica das agências é só a consulta. Só que o STF não declarou inconstitucional a previsão de pregão e consulta. Lei 9472/97. salvo no que tange a dois aspectos: licitação e regime de pessoal. Regime de pessoal: Lei 9986/00 (define o regime de pessoal das agências reguladoras) diz que quem atua em agência reguladora será contratado temporariamente. excepcionais. Contratação temporária apenas para situações anormais. procedimento licitatório especial que será definido pelo presidente por meio de decreto. e se é contrato. nem consulta. Diz que agência reguladora não se submete à lei 8666/93. Os cargos públicos devem ser criados por lei. O Art. Agências que controlam bens públicos: ANA 20 . Lei 9478/97 instituiu a ANP. segurança. que também tentou burlar a regra de licitação. São agências reguladoras prestadoras de serviços públicos: ANEEL. Estabeleceu regra especial para a PETROBRÁS. não pode ser instituído como regra). Licitação de agência reguladora: ela tem que licitar. ANAC. Nem tudo que tem nome de agência é agência reguladora. Regra declarada inconstitucional na ADI 2310. 37. CF diz que as autarquias estão sujeitas a licitação e lei ordinária não pode afastar as regras que davam à agência regulamento próprio. o regime é o celetista. ANTT. ANVISA. e a agência é que define o seu procedimento. ANTAQ. ANATEL. porque contratação temporária se faz por mero processo seletivo. XXI. quem já estava no exercício da função continua até que findo o prazo do contrato temporário. como as subalternas (serviços gerais. ANS. Desde 1998 se admite os dois regimes (estatutário e celetista. Agência reguladora tem modalidade própria de licitação. ADI 1668. Prevê pregão e consulta como modalidades de licitação. e a necessidade de manutenção de pessoal nas agências é constante. O regime celetista só pode ser adotado para funções que não exijam alta qualificação. Seria burla ao concurso público. que nunca foi feito. O STF disse ser essa regra inconstitucional: as agências têm que seguira a lei 8666/93. Somente após é que o pregão foi reconhecido para ser aplicado a todos os entes da federação (Lei 10520/02). A regra foi objeto de controle. Em 1997 não havia nem pregão.

soc d economia mista apenas como sociedade anônima). Empresa Pública: a lei autoriza. e para a criação das subempresas também precisa de lei para autorizar. Mista é misto). ANP. DIFERENÇAS:Capital (empresa publica é publico. Competência para julgamento das ações (Soc. A ABIN é órgão da administração direta (segurança nacional). ABNT. soc de econ. Constituição (empresa publica se constitui sobre qualquer modalidade. Conceito: Pessoa jurídica de direito privado. art 109CF). Publica. 173 parágrafo 1º CF # Empresas Paraestatais. Mista – Justiça Estadual. substituindo a SUDAN) e ANENE (agência de desenvolvimento do nordeste. capital misto (público e privado). EMPRESAS ESTATAIS – Empresa Publica e Sociedade de Economia Mista. pode ser constituída de qualquer modalidade empresarial. que estão fora da Adm. só pode ser constituída na forma de Sociedade Anônima (S/A). Consórcios públicos foram introduzidos pela lei 11107/05 compõem a administração indireta quando tiverem personalidade jurídica de direito público. ANCINE (criada para fomentar a iniciativa privada). ambos são só serviços sociais autônomos. Não têm regime especial. mais o registro dos atos constitutivos. Autarquias que ganharam a denominação de agência: ADA (agência de desenvolvimento da Amazônia. Art. Ec. estão dentro da Administração Pública. 2) Controle: feito pelo Tribunal de Contas (STF) 21 . Regras aplicáveis as Empresas Estatais 1) Regime jurídico: a lei autoriza a sua criação e a sua extinção. CVM é agência reguladora e não recebeu o nome de agência (criado em 2002). ao lado das autarquias. substituiu a SUDENE). finalidade prestação de serviço público ou explorar a atividade econômica. Sociedade de Economia Mista: pessoa jurídica de direito privado. prestação de serviço publico ou explorar atividade econômica. são só autarquias. AEB (agência espacial brasileira). APEX do Brasil e ABDI (agência de produção e exportação do Brasil e agência brasileira de desenvolvimento da indústria). capital exclusivamente publico.(criada a partir do momento que a água passou a ter valor econômico). São associações públicas.

estão ao lado dela. Exp. para mandar embora não precisa de nada – dispensa imotivada – Súmula 390 TST (não gozam da estabilidade do art 41 CF).regra geral.3) Falência: Art 2º da Lei 11101/05 – não estão sujeitas a falência. depois o Estado). mercado. Ativ. (art 173 δ 1º. o Estado não responde. ENTES DE COOPERAÇÃO Estão fora da administração. δ 2º CF. Pessoa jurídica de direito privado não tem cargo. Regime de não acumulação 3) Estão sujeitos a teto remuneratório. É o 3º setor. Art 173. 37. sío tem os privilégios extensivos aos do setor privado. De acordo com a organização da economia brasileira há a seguinte divisão: 1º setor: Estado. XXI CF) estão sujeitos a licitação. 5) Licitação: Serviço Público (art. objetiva – subsidiaria (Primeiro a empresa. salvo se não receberem dinheiro para custeio. regra geral – resp. 2º setor: iniciativa privada. Equiparam aos servidores públicos 1) 2) Concurso público. Atividade fim: hipótese de inexigibilidade de licitação 6) Privilégios: não gozam de privilégios processuais. responsabilidade subjetiva. são titulares de emprego (celetistas). 7) Regime de Pessoal: emprego. 4) 5) 6) Está sujeito a Improbidade Administrativa (Lei 8429/02) É funcionário público para o código penal (art 327) Está sujeito a remédio constitucional (interposição) 7) Competência da justiça do Trabalho. 22 . Orientação doutrinaria diz que tem orientação privado e deveria estar sujeito a falência. ao lado do Estado. Econ. cooperando. III CF ) estatuto próprio com lei especifica. 4) Responsabilidade Civil: Serviço Público – art 37 parágrafo 6º CF. Exploração de atividade econômica – CC.

Há crítica doutrinária tocante ao regime. mesmo que a pessoa seja de direito privado ou esteja fora da administração. Como o SSA tem controle. Como há tributo. SEBRAE. incentivar. Ex: todo o sistema “S”: SESI. Regime jurídico: benefício da parafiscalidade (delegação da capacidade tributária. (ex: análise de currículos). mas nada impede que o tenha. mas não há qualquer legislação a respeito. nem tributários. 2. Ao lado do Estado. Elas cobram contribuições parafiscais ou gerais (natureza tributária). Já foram criados serviços sociais que não começam com “S”: APEX e ABDI. para perseguir os interesses desses servidores. Serviços Sociais Autônomos: servem para fomentar. SENAC. Não é aplicado o rigor de entidade pública. Não tem privilégios processuais. 3. associação. Sem fins lucrativos. somente ajuda. não foi criada para ter. transferência da aptidão para cobrar tributos). Pessoa jurídica de direito privado. a aplicação do seu dinheiro é privado. 3º setor ou entre paraestatal (aquele que está ao lado do Estado cooperando).3º setor: entes de cooperação. 4º setor: economia informal. Quando o SSA está fazendo licitação. tem controle. coopera. Entidades de Apoio: são constituídas por servidores públicos. prestação de interesse público. o tribunal de contas fiscaliza. Nas universidades a lei é a 8958/94 que regulamenta as entidades de apoio 23 . ajudas às categorias profissionais. também estão sujeitos à licitação. cessão de servidores. por exemplo. Geralmente são comuns ao lado de hospitais públicos e universidades. podendo ter natureza de fundação. É constituído pela confederação da classe com prévia autorização legislativa. mesmo sendo pessoa jurídica de direito privado. inclusive a criminalidade (pirataria). estrutura do ente público. todavia. Como têm dinheiro público. Muitas vezes funcionam dentro da universidade ou hospital. entidades não governamentais. cooperando com pesquisas. Há lazer. recebe dotação orçamentária. apoiar determinadas categorias profissionais. Os trabalhadores são celetistas e a escolha é feita por processo seletivo simplificado. SESC. entretanto. estão sujeitos às conseqüências da improbidade. Características comuns a todos os entes paraestatais: 1. cursos. Entidade de apoio celebra com a universidade ou hospital um convênio (vínculo). que deveria ser igual aos dos serviços sociais autônomos. o TCU diz que este serviço seguirá procedimento especial de licitação definido pelo próprio TCU. Fora da administração pública.

tem que ter controle pelo tribunal de contas e licitação. o antigo dirigente do órgão extinto continua participando da administração da OS. Como pessoa de direito privado ela acaba tendo lucro. Um pouco menos criticada que a OS por ter um pouco mais de credibilidade. A OS surge da extinção de um antigo órgão ou antiga entidade. 24 . Há doutrinadores que a apelidaram de “entes fantasmas”. Ela pode receber via contrato de gestão dotação orçamentária. sindicato. É uma pessoa jurídica de direito privado que já existe no mercado há pelo menos um ano no ramo de atividade. Os da OSCIP estão na lei 9790/99. Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP: servem para prestação de alguns serviços públicos. transferindo o serviço para a iniciativa privada. 24. Como recebe dinheiro público. A idéia surgiu a partir da extinção de velhos órgãos. cultura. associação religiosa. Têm o benefício público. São organizações não governamentais. O vínculo jurídico se dá por contrato de gestão (em princípio contrato de gestão era definido como contrato celebrado entre administração e administração. A OS é composta por um conselho de administração que vai resolver os problemas da organização social. isso porque ela primeiro celebra contrato de gestão para depois existir juridicamente. hoje o conceito está desvirtuado – a exemplo do contrato celebrado entre a administração e o particular na OS.junto a elas. entretanto. Servem para a prestação de serviços públicos. Esse conselho é composto por particulares e administradores públicos. Prestam serviços públicos não exclusivos do Estado. servidores públicos e permissão de uso de bens públicos. Organização Social: é pessoa jurídica de direito privado. ensino. o que também significa que a organização social não precisa preexistir no mercado. Saúde. Art. sociedade comercial (vedações do Art. ter credibilidade. ou seja. A doutrina critica este aproveitamento de servidores. a doutrina critica porque não há rigor especial. apesar de ser pessoa jurídica de direito privado. Os serviços são parecidos com os da OS. A lei arrola os serviços que podem ser prestados (Lei 9637/98). já que os serviços são importantes. mas não têm o controle do poder público. Surgiram a partir da reforma administrativa (1995). mas a entidade não pode ser OS. A OS não está completamente livre da licitação. 2º da lei 9790). bens públicos e estrutura porque só foge do regime público. diferentes dos da OS. Nos contratos secundários há dispensa de licitação. dando a eles natureza de direito privado e transferindo tudo para as organizações sociais. meio ambiente. não tem peculiaridade especial). XXIV da lei 8666: as organizações sociais estão dispensadas da licitação no que tange aos contratos decorrentes do contrato de gestão. pesquisa científica.

que é o elemento concreto. ela irá auxiliar o serviço.Vínculo jurídico: recebe a prestação desses serviços por meio de termo de parceria (a maioria da doutrina diz que a natureza jurídica é contratual). OSCIP precisa estar no ramo da atividade há no mínimo 1 ano para existir como OSCIP. mas a doutrina diz que ela tem que seguir a regra dos demais entes e por ter natureza de contrato. Ela realiza um plano de modernização. É um poder-dever de agir do Estado. sem a administração mista do particular com o administrador. já que a OSCIP contrata diretamente servidores. legislativo. OSCIP  termo de parceria. Não há controle direto do TC porque tem dinheiro público. conselhos de administração da OSCIP não têm servidores públicos (empresa realmente privada). Vem sendo utilizada como fraude a concursos. Ela recebe dinheiro da administração. ao contrário da OS. 4. 3. Celso Antonio diz que na 25 . Características: 1. não participa diretamente do orçamento. É um instrumento que precisa ser materializado por meio de um ato material. reestrutura a administração e busca isso em uma OSCIP. OS não existe antes do contrato. O conselho de administração é composto apenas por particulares. há exigência de licitação (é divergente). servidores e bens públicos. OS: dotação orçamentária. PODERES DA ADMINISTRAÇÃO Poderes da Administração ou poderes administrativos (são sinônimos). O poder se materializa por meio de um ato administrativo. Instrumentos ou prerrogativas que tem a administração para perseguir o interesse público. recebe recurso público diretamente sem participar da dotação orçamentária. O poder é abstrato. Não há previsão de licitação. Exercício obrigatório sempre que caracterizado o interesse público. Terminado o serviço de modernização a OSCIP deixa o serviço designado. O que ocorre é que geralmente estão fazendo o termo de parceria para a prestação de serviços de necessidades permanentes por contratação direta sem a criação de cargos e realização de concurso. administrativo. via depósito. Vínculo jurídico: OS  contrato de gestão. é uma prerrogativa para praticar um ato. quando o Estado extingue o órgão e deixa de prestar o serviço. dotação orçamentária e bens (ao contrário das OS). OSCIP não recebe nada disso. O Estado não deixa de prestar o serviço público. Não recebe servidores. É uma prerrogativa que tem o Estado. Conselho de administração da OS tem participação de servidores públicos. É como se fosse uma terceirização. mas não participa da dotação orçamentária. Diferenças entre OS e OSCIP: 1. 2.

especialmente quando se fala em poder de polícia. Ex: aposentadoria. conveniência e oportunidade nos limites que a lei concede. Decretos e regulamentos autônomos: quanto ao conteúdo se chama regulamento. Esse poder não fala só de regulamento. não tem conveniência e oportunidade. 3. juízo de valor. apenas complementa via decretos e regulamentos. resoluções. preenchidos os requisitos legais ele tem que exercer o ato. Há um princípio geral de que o administrador não pode criar entraves ao futuro administrador (regra também prevista na LRF). A doutrina moderna não classifica mais poder vinculado e discricionário. portarias. juízo de valor. Por isso se fala em decretoregulamentar. Responsabilização: o exercício do poder de modo extrapolado pode gerar responsabilização por ação ou omissão. Dizem que um poder não pode ser completamente vinculado ou inteiramente discricionário (Maria Sílvia e Celso Antonio). Poder vinculado: é aquele que o administrador não tem liberdade de escolha. 1. por isso Maria Sílvia diz que ele se chama poder normativo. obedecendo ao trinômio: necessidade. Ex: permissão de uso. no exercício do poder há atos que são vinculados e atos que são discricionários. regulamenta. O que importa é que não é mera faculdade do administrador. é obrigatório. não pode dispor do que não lhe pertence. Dizer que está nos estritos limites da lei não é absoluto. Irrenunciável: não pode renunciar ao poder. Se não é competente o ato é ilegal. extensão e proporcionalidade da medida. resta no mínimo liberdade temporal ao administrador. Quanto ao grau de liberdade. Poder discricionário: o administrador tem liberdade de escolha. Ainda que se trate de ato vinculado. Autoridade competente para o exercício do poder. O correto seria decreto-regulamentar. Tudo praticado fora é arbitrário. abrir mão dele (o administrador). mas quanto à forma é um decreto. normatiza determinado assunto permitindo a fiel aplicação da lei. 4. É a lei que dá a liberdade. Não há diferença na denominação. é do povo. deliberações. Regulamento é o conteúdo. Existem limites. Não constitui obrigação nova. é alheio. para o concurso vale o tradicional (Hely Lopes). instruções. ora o poder pode ser vinculado ora pode ser discricionário. Nem todo decreto é regulamentar. No entanto. Princípio da indisponibilidade do interesse público. Ex: complemento que diz o que é substância entorpecente. é o disciplinar determinado assunto.verdade é dever-poder e não poder-dever porque a obrigação é mais importante. 2. Poder Regulamentar: é aquele que disciplina. Regra de competência prevista na lei. 26 . mas a divulgação do regulamento se dá na forma de decreto. Sempre que o administrador ultrapassa os limites está sujeito a responsabilização.

pelo paralelismo das formas a extinção também deveria ser por lei. Seria poder demais na mão do administrador para uma democracia que ainda não está totalmente consolidada (já basta a MP). ou seja. VI o administrador deverá fazer nos limites da lei. logo. Poder Disciplinar: é aquela prerrogativa que permite à administração aplicar sanção em razão de infração funcional. 84. 61. se ultrapassa a previsão legal o ato é ilegal. 84. O legislativo também faz o controle sobre o poder regulamentar (o CN pode sustar os atos normativos do executivo que exorbitem o poder regulamentar – suspensão dos efeitos do ato. ainda que no plano teórico. 84. A CF/88 no texto original vedava o regulamento autônomo (Art. A publicidade da lei é nacional. 49. independentemente de previsão legal. A doutrina é divergente. Ele pode criar ou eximir obrigação. VI. VI da CF: o presidente da república poderá. Diz que nos casos do Art. é resultado da vontade popular. No Brasil. 223 da CF (criação das áreas de preservação ambiental) também seria caso de decreto autônomo. ele complementa o que já está previsto em lei. CF é possível a definição de decreto regulamentar autônomo no Brasil (para a doutrina majoritária – Maria Sílvia. Posição majoritária. mas não é lei.Regulamento # Lei: lei é feita pelo congresso nacional composto por representantes do povo. Somente nos casos do Art. Diógenes Gasparini). Regulamento é feito pelo chefe do executivo e não tem publicidade. Só é possível falar em poder disciplinar para aqueles que exercem função pública. Hely Lopes diz ser possível decreto autônomo em qualquer caso. Decreto regulamentar autônomo: faz o próprio papel da lei. sujeito ao controle do Judiciário pelas várias ações judiciais. A EC 32 alterou o Art. e a CF não diz de forma clara que o decreto é autônomo. logo. regulamento não pode fazer o que faz uma lei. é ou não possível o regulamento autônomo? Sim. Existem duas grandes modalidades de regulamento: Decreto regulamentar executivo: é aquele que serve para dar fiel execução à lei. É a regra. Art. por isso a doutrina diz que esse decreto exerce o papel de lei. Mas a CF diz que excepcionalmente o decreto poderá extinguir cargo vago. Não cria situação nova. geral. É possível o controle pelo próprio poder Executivo em razão do princípio da auto-tutela. mas para o concurso por enquanto não é. 25 da ADCT. através de decreto organizar a estrutura (o quadro) da administração desde que não gere aumento de despesa e extinguir cargo vago. Cargo é criado por meio de lei. Alguns começam a defender que no Art. é possível. para ser 27 . 2. Poder regulamentar está sujeito a controle. não é cabível em hipótese alguma. V). e não tem nada de autônomo nisso. CF – necessidade de lei). dizendo que ele é inerente à função administrativa. Celso Antonio diz ser impossível.Art. que continua no ordenamento .

a aplicação da pena é discricionária porque não há definição de “tipo”. Sempre que verificada uma infração deve-se instaurar processo). É um poder sujeito a controle pelo judiciário em casos de ilegalidade. decisão vinculada e não faculdade. 28 . Poder Hierárquico: Celso Antonio fala de poder do hierarca. a 8112 já define qual é a pena aplicável em cada infração funcional. é obrigação. que surge em razão de uma hierarquia. depende da hierarquia. O superior pode reanalisar ato praticado pelo subordinado. A própria lei 8112 diz que o administrador deve considerar ainda a gravidade do ato e o prejuízo causado pela conduta  valoração discricionária para o administrador. A liberdade para aplicar a pena não é plena. 3. Compatibilizar a atividade particular com o interesse público. O superior pode dar ordens. Prerrogativa que tem a administração para estruturar o quadro da administração com a presença de uma hierarquia. Nossa legislação exige discricionariedade porque existem definições sem conceitos fechados ou conceitos indeterminados. delegar e avocar funções. Proteção do bem-estar social. O poder hierárquico também está presente na fiscalização dentro da estrutura da administração. Assim. Poder de Polícia: prerrogativa do administrador de restringir. limitar a atuação do particular em nome do interesse público. É preciso avaliar uma situação concreta – juízo de valor). Aplicar a pena A ou B é vinculada. Em alguns conceitos vagos ou indeterminados também é preciso se valer de discricionariedade (ex: conduta escandalosa. Uma vez “tipificada” a infração ele tem o dever de instaurar o processo.sujeito do poder disciplinar é preciso estar na intimidade da administração pública. O poder disciplinar ora é vinculado (superior hierárquico instaura um processo com a notícia da infração necessariamente. O poder disciplinar é discricionário em regra (maioria da doutrina). 4. é fixada nos limites da lei. Apesar da liberdade e autonomia dos membros do MP e da magistratura o poder disciplinar os atinge em razão de infração funcional para a aplicação de sanção. é indeterminado. Punição a particular por meio de outros instrumentos (poder de polícia). Definir uma hierarquia de forma escalonada dentro da administração. A discricionariedade está na definição da infração. O poder disciplinar decorre do poder hierárquico. ora é discricionário (a aplicação da pena depende de valoração. Nenhum poder é absolutamente discricionário ou vinculado. O poder disciplinar só pode atingir particular que estiver no exercício da função pública. ineficiência – depende de valoração). são todos os agentes públicos. frenar. porque não há “tipo” como no penal. Revisão por parte do superior para revogar ou anular. e aplicar a sanção valendo-se de juízo de valor (a que ele considerar conveniente).

é regra geral. repressiva e fiscalizadora. É regra geral. Não há direito à indenização. Não atinge diretamente a pessoa. coisas. O que se deseja com o poder de polícia é o bem-estar social da coletividade com a compatibilização de comportamentos entre a administração e o particular. atinge seus direitos (liberdade. porque via de regra haverá um dever de abstenção. atinge os seus direitos. O poder de polícia não atinge a pessoa do particular. Às 29 . conveniência e oportunidade. bens. o poder de polícia não significa restrição a direito da pessoa particular (que gera indenização). de uma relação específica de prestação de um serviço público (aluno em relação à direção de uma escola pública. determinando condutas devidas a garantir os direitos de propriedade e liberdade (disciplinando). bens e interesses). regional ou local. o poder de polícia tem regras específicas a depender da conduta. O poder não atinge a pessoa. Os três principais traços do poder de polícia é que ele é preventivo. não há gravame. Poder de polícia é um poder negativo. 78) – gera taxa de polícia. Ele representa um exercício de supremacia geral. é normatização do direito à liberdade e à propriedade. É uma atividade administrativa que pode ser preventiva. caso contrário haveria a necessidade de indenização.O CTN traz todo o conceito de poder de policia (Art. É uma atividade administrativa do Estado que pode ser exercida por meio de atos normativos ou de atos concretos (ex: definição de regras sanitárias e aplicação de multa). Discricionariedade: nem todo poder de polícia é discricionário. sem vínculo específico. Para tipificar o poder de polícia é preciso a presença de supremacia geral em relação à coletividade como um todo. O poder de polícia deve agir em nome do bem-estar da coletividade. hipótese de incidência tributária. que vai atingir a liberdade e a propriedade do particular. interesses e atividades. depende do que estiver em lei. O legislar e a conduta material podem ter competências diferentes. Valoração do caso concreto. negativo e depende de definição quanto a competência. A supremacia especial é a que o poder público exerce em razão de um vínculo jurídico. de acordo com o interesse nacional. não impede ou retira o exercício desses direitos. Não é entendido como uma restrição a um direito constitucional. O fundamento teórico para o poder de polícia é a supremacia geral. Características ou atributos do poder de polícia: 1. não é absoluto. a aplicação de uma sanção não é exercício de um poder de polícia). No que diz respeito à competência.

ela só existe quando a lei expressamente autorizar ou quando tratar-se de situação urgente. A multa aplicada não é auto-executável em caso de não pagamento pelo particular. Nem todo poder de polícia tem auto-executoriedade. dependendo do ato certo órgão irá atuar. A delegação do poder de polícia foi discutida na ADI 1717 (órgão de classe como particular é muito arriscado – segurança jurídica – não é possível a delegação). sanitárias. 3. Tanto a licença quanto a autorização têm por objeto material o alvará (de licença ou de autorização). pesca florestal. tráfego. Imperatividade ou Coercibilidade: o ato de poder de polícia é coercitivo. condições de higiene. é vinculado. Cuidado! Às vezes falta técnica na lei. a ordem. não é liberdade para praticar o ato. Todo ato administrativo tem exigibilidade. Executar aplicando meios diretos de coerção.vezes pode ser decisão vinculada. 2. edilícia. parquímetro). é a regra geral. mas pode faltar executoriedade. obrigatório e até decisão em sentido contrário ele precisa ser aplicado. Para agir o poder público não precisa de prévia autorização do judiciário. tem que conceder. pesos e medidas. Ex: porte de arma – a lei fala em licença. não há dispensa das formalidades. todas as regras têm que ser observadas. por exemplo. licenças. executar sem o judiciário nem sempre é possível. Já a autorização. ilícito penal. Polícia judiciária está ligada ao crime. proteção da ordem pública. apenas os atos materiais podem ser delegados a particulares (radar. a administração não pode restringir o patrimônio do particular para o pagamento da multa. Após a prática do ato obviamente o poder judiciário pode ser acionado. Em atos materiais que antecedem ou posteriores ao poder de polícia podem ser delegados (radar – empresa privada – ato material – a multa é poder de polícia não delegável). O poder de polícia não é delegável. Auto-executoriedade: atuação sem a intervenção do judiciário. restringe a propriedade e a liberdade em nome da coletividade. O administrador não tem liberdade. Exercem apenas órgãos com atuação específica e não qualquer órgão. quando na verdade é autorização. Executoriedade nem todo ato tem. que também é exercício de poder de polícia é discricionária. demolição. Ela se subdivide em exigibilidade e executoriedade. dispensada a intervenção do judiciário. preenchidos os requisitos legais o direito é subjetivo (licença para construir). Polícia administrativa exerce o poder de polícia em busca do bemestar social. Exigibilidade significa a decisão. Ex: sanção pecuniária – é preciso o judiciário. divertimento público. Executoriedade é efetivamente executar o que foi decidido. ATOS ADMINISTRATIVOS 30 . O poder de polícia é encontrado em regras de caça. é o meio indireto de coerção. Auto-executoriedade é dispensa do judiciário.

licitação. execução de uma demolição).Fato é um acontecimento do mundo em que nós vivemos (nascimento. Fato que decorre de mera conduta material não há qualquer manifestação de vontade. revogação. Se este fato produz efeitos para o mundo jurídico é considerado um fato jurídico (nascimento). Se o acontecimento produz efeitos para o direito administrativo é considerado um fato administrativo (choveu demais. No Executivo. Ato Administrativo (regido pelo direito público): manifestação de vontade do Estado ou de quem o represente (concessionários e permissionários) para criar. Ato da administração regido pelo direito público é também um ato administrativo. Ato da Administração: todo aquele praticado pela administração pública. nomeação etc). modificar ou extinguir direitos. pois para ele fato administrativo não tem manifestação de vontade. Têm o nome de ato administrativo. mais especificamente pelo Executivo. Fato administrativo para Diógenes Gasparini é o mesmo que ato jurídico. Os atos podem ser divididos em jurídicos e administrativos. não há de se falar em anulação. buscando sempre o interesse público complementando a previsão legal (é infralegal) seguindo o regime de direito público. Legislativo e Judiciário. Admite controle de legalidade. contrato etc. por mera conduta administrativa material ou fenômeno da natureza. destruindo uma escola pública municipal – reformar. chuva). Há atos que são só atos da administração. mas são atos administrativos (regidos pelo direito público). Fato não tem este mesmo controle. mas gera direitos. por isso é mera conduta administrativa (mudança de uma repartição pública. Atos administrativos que estão fora do Executivo. O conceito de fato é mais abrangente (fenômeno da natureza ou mera conduta administrativa) que o conceito de ato administrativo (manifestação de vontade). praticados pelo Judiciário e Legislativo (concessionárias e permissionárias inclusive) não são atos da administração. É 31 . Se o acontecimento decorre de manifestação de vontade é chamado de ato (posse em cargo. Atos regidos pelo direito público ou privado (ex: contratos privados). Ato que produz efeitos no mundo jurídico é ato jurídico (casamento). falecimento. Fato não se presume. servidor dirigindo carro da administração. Atos que são ao mesmo tempo atos da administração e administrativos (atos administrativos praticados pelo Executivo). falecimento de um servidor público – cargo vago. presunção ou invalidação de fato. Ato admite presunção de legitimidade e de legalidade. Este fato pode se dar por uma manifestação de vontade. concurso. Há atos que são só administrativos. Ato que produz efeitos para o direito administrativo fala-se em ato administrativo (meu provimento para o cargo de juiz). casamento).

mas não é válido. Tudo o que não é condição para o mundo jurídico é chamado de pressuposto. Ato administrativo em sentido estrito: tem que haver unilateralidade e concretude. Se o Executivo estiver legislando não é ato administrativo. nada no mundo administrativo. Pressuposto é condição de existência para o ato administrativo. forma. Faltando pressuposto de existência tem ato. é complementar à lei. nem um ato abstrato. individual ou geral. Segundo ele a manifestação da vontade é elemento. motivo. serve para executá-la. Goza de regime de direito público.manifestação inferior à lei. Todos os outros elementos são condições de validade (sujeito competente. finalidade). Para que exista ato jurídico é imprescindível a presença desses dois elementos. Não é lei. O que está dentro é elemento. finalidade: pressuposto teleológico. concreto ou abstrato. Hoje em sentido amplo o ato administrativo pode ser unilateral ou bilateral. Em sentido estrito ele depende de unilateralidade e concretude. Celso Antonio: só se pode chamar de elemento o que está dentro do ato. o assunto tem que ser de interesse administrativo). normativo ou convencional. motivo. Para Hely um contrato administrativo não é ato administrativo. Elemento é condição de existência para o ato jurídico. punitivo. (ex: contrato é ato administrativo bilateral e concreto) Elementos do ato administrativo (alguns chamam de requisitos. Esses elementos decorrem da lei de ação popular (Art. Sujeito: pressuposto subjetivo. forma: pressuposto formalístico. Faltando pressuposto de validade o ato existe. Maioria da doutrina: cinco elementos do ato administrativo: competência. objeto e finalidade. finalidade). Seguindo a posição da doutrina majoritária: 32 . Todo ato administrativo está sujeito a controle pelo judiciário (diferente da função jurisdicional do Estado) em casos de ilegalidade (restrito). É posição minoritária. mas não administrativo (objeto – sobre o que se decide. se não há exteriorização da vontade não há elemento. 2º da lei 4717/65). O que não é decisão ou manifestação de vontade é pressuposto. Só podem ser chamados de elementos a decisão (conteúdo) e a exteriorização de vontade. Praticamente todas as condutas da administração são consideradas atos administrativos. mas o correto é elemento). Hely Lopes considera os atos administrativos em sentido amplo para conceituá-los. forma. de existência ou de validade. caso contrário não existirá nada no mundo jurídico. motivo: pressuposto objetivo. O que está fora é chamado de pressuposto do ato (motivo. logo.

Art. Ato decisório de processo não pode ser delegado. 2. é condição de existência jurídica). Competência derivada decorre da primária. da Solenidade). função pública. Ato não modifica lei. A lei tem que autorizar expressamente a delegação de competência. não se perde. ele tem que ser competente para o ato. Regra geral tem que ser feito por escrito (Prin. local. funcional. 33 . mas não é só. mas excepcionalmente a lei autoriza a fazer por outra maneira. só é possível quando expressamente justificada. Ela é irrenunciável. Arts. A fonte da competência é a lei ou excepcionalmente a constituição. 60 parágrafo único da Lei 8666/93 E obedecer formalidades específicas daquele ato. Regra geral delegação de competência acontece no exercício de poder hierárquico (superior delegando aos seus subordinados). É improrrogável. Lei 9784/99  processo administrativo (Arts. 11 a 15  delegação). A lei definindo a competência poderá ainda se restringida para maior definição. só é possivel quando devidamente justificada (Lei 9784/99. Competência primária  vem sempre da lei. Não se admite transação de competência. Além de agente público. (Celso Antônio chama de elemento. É imprescritível. Se delega algo proibido ela é ilegal. julgamento de recurso administrativo. Ex: gestos. mesmo que temporariamente. é imodificável. pois está dentro do ato. Se uma competência exclusiva é delegada e o agente que recebeu a delegação pratica atos todos são considerados ilegais pela falta de competência. Competência exclusiva também não pode ser delegada. Celso Antônio chama essas formalidades específicas de pressuposto formalístico do ato (pressuposto de validade). O atributo ligado a este poder é a imperatividade]. Tem que haver exteriorização da vontade tem que manifestá-la. Delegação de competência: transferir o que recebeu por meio de lei. ele não pode dispor dela. Por ato administrativo ela não pode ser modificada. territorial ou temporal. ninguém mais pode estipular. o interesse é público (múnus publico). A competência é de exercício obrigatório (DEVER). Aquele que exerce. A autoridade administrativa incompetente não se prorroga. com ou sem remuneração. EXCEÇÃO: É possível a delegação e a avocação da competência. A competência privativa admite delegação. Estabelece proibição de delegação em certos casos: competência para atos normativos. A competência pode ser material.1. 11 a 15) [Poder extroverso: é aquele que permite aplicar obrigações imperativas de forma unilateral aos administrados ao contrário do direito privado. Forma: é aquela prevista na lei. é exceção. Sujeito Competente: quem manifesta a vontade é o agente público.

é exceção. 5º.00. Ele existe.Para que o ato administrativo preencha o requisito da forma ele deve ser resultado de um processo administrativo (Celso Antonio: pressuposto procedimental que é pressuposto de validade). Tudo isso decorre do princípio da solenidade.000. da lei 8666). parágrafo único. O que for diferente do escrito. logo. pronto pagamento ou até R$ 4. praticar de outra maneira (verbal. Tem que ter processo administrativo prévio ao ato para atender à forma. Vícios = Invalidação: Sanável – convalidação. Celso Antonio entende que quando se tratar de ato estritamente vinculado pode o Judiciário decidir em concreto (posição minoritária). faltando um requisito. XXXIV. Tipos de Vícios: Meras irregularidades: quando descumpre uma condição de forma. O juiz não vai resolver in concreto. Contrato administrativo verbal somente é possível em caráter excepcional nos casos de pronta entrega. sob pena de multa. gestos). Em qualquer dessas circunstâncias. padronização – não invalida o ato. para uniformização. é possível Mandado de Segurança e Direito de Petição. O silêncio pode resultar violação ao direito de petição. que pode vim com pena de multa (Regra – posição majoritária). é muito mais. Silêncio do poder público significa como resposta um “nada jurídico”. Celso Antônio diz que se a decisão for 34 . vai determinar um prazo para que o administrador o faça. Insanável – ato ilegal (porque a forma é a prevista em lei) – ANULAÇÂO Motivação também é requisito quanto à forma. intimação. Não precisa estar escrito na lei. O ato administrativo pode ainda exigir formalidades específicas definidas por lei: notificação. é a fundamentação. É diferente de motivo. esta é a regra geral. o que permite levar a questão ao Judiciário (é o direito de pedir e de ter uma resposta violado) (Art. Segundo a maioria da doutrina o juiz não pode suprir a decisão do administrador. Ele apenas ordena que ele se manifeste em certo prazo. CF  cabe inclusive MS – direito líquido e certo de petição). o ato não pode permanecer no ordenamento. Ele não pode decidir no lugar do administrador. publicação etc. só significa alguma coisa quando a lei expressamente lhe conferir algum efeito. É o único caso expresso na lei. Ato administrativo se faz por escrito em regra em razão do princípio da solenidade. Em regra não produz efeito algum. justificativa. Falta de motivo/ descumprimento de lei – ANULAÇÃO. explicação do que leva à prática do ato. 60. não é elemento. Os demais são nulos de pleno direito. Celso Antonio: é pressuposto objetivo de validade do ato administrativo. Gera controle pelo Poder Judiciário. tem que estar autorizado por lei. que é inerente ao ato administrativo. por isso é possível (Art. Motivo ilegal – ANULAÇÃO.

Fundamento jurídico é a regra do ordenamento que permite a prática do ato administrativo. mas excepcionalmente. ele só é relevante nos atos discricionários em razão da necessidade de juízo de valoração. O motivo declarado tem que ser sempre coerente com o motivo previsto pela lei. O móvel gera vício de legalidade do motivo e na finalidade do ato. Ele pode ser mera irregularidade do ato (idéia de uniformização) que não gera nulidade para o ato administrativo. (ex: fechamento de uma fábrica poluente – fato é a poluição. é a materialidade do motivo. Gera a nulidade do ato é ilegal e regra geral deve ser retirado do ordenamento.vinculada em que basta conferir os requisitos. o fundamento jurídico é a proteção ao meio ambiente). É minoria. pode ser inclusive implícito. pressuposto lógico de validade do ato administrativo. Motivo inexistente ou não compatível com a realidade: vício de materialidade – ato ilegal. O motivo tem que ser verdadeiro. Uma ligação entre o motivo declarado e o resultado do ato. Sendo discricionário de forma alguma. Seria violação ao princípio da separação dos poderes. Esse vício no móvel gera ainda a ilegalidade do ato administrativo pelo desvio de finalidade. se o defeito é sanável. Intenção viciada do administrador é vício no móvel. Diferente de finalidade. Motivo (fato e fundamento jurídico). Motivo: é o fato e o fundamento jurídico que levam à prática do ato. 3. Nem todo e qualquer vício de forma gera invalidação do ato. Se não forem compatíveis ele será (o ato) ilegal. enquanto o móvel está dentro da cabeça do administrador. não é do motivo. O motivo antecede a prática do ato administrativo. Vício de forma material prejudica todo o conteúdo (ex: falta de licitação). Motivação (divergência): (a) José dos Santos Carvalho Filho: motivação é obrigatória em alguns casos. Fato é o acontecimento com relevância jurídica. Se não houver há ilegalidade do motivo. vontade do administrador. Não é o dispositivo necessariamente. depende do juízo de valor do administrador. mas acaba gerando vício no motivo. Para ele regra geral ela não é obrigatória. o juiz mesmo poderá definir o caso em concreto. Legalidade do motivo. Móvel é intenção. CF e lei enumeram as 35 . Se for falso ele tem defeito grave que leva à ilegalidade do ato. O motivo tem que ser compatível com o resultado do ato. Celso Antonio chama este vínculo de causa do ato administrativo. conveniência e oportunidade. ele tem que ser legal e compatível com o ordenamento legal. há a possibilidade de convalidação. Para Celso Antonio motivo é pressuposto objetivo de validade. Motivo vem de fora.

50 da lei 9784/99). ele tem que ser verdadeiro. Art. é mais que fato e fundamento (motivo). o motivo. Art. Motivo e motivação devem declarados antes ou durante a prática do ato. (Todo ato administrativo precisa de motivação – (V) – a doutrina diz que no tocante à exoneração ad nutum a dispensa é quanto ao motivo e não quanto à motivação) É de livre nomeação e exoneração. lei 9784/99: a doutrina explica que ele abrange praticamente todos os atos administrativos. 50. desde que mantido o interesse público. não precisa de juízo de valor. Uma vez declarado o motivo ele terá que ser cumprido. A vinculação só ocorre ao motivo declarado verdadeiro. Art. caso contrário não obriga. Ato vinculado precisa de motivação. 5º. A doutrina diz que o Art. mas caso apresente motivo. 5º. 93. com mais razão. XXXIII: direito de informação. Motivação é uma correlação lógica entre o motivo. proporcionalidade. Está vinculado ao motivo legal declarado. XXXV: o Judiciário só pode apreciar se souber a motivação (mais que o motivo). ele precisa ter conhecimento do que está sendo feito ou porque está se praticando tal ato. portanto. 1º. Única Exceção: dispensa de pessoa em cargo em comissão: exoneração ad nutum  o ato administrativo não precisa de motivo e consequentemente de motivação. Art. II e parágrafo único da CF: cidadania – conhecer a motivação para o exercício da cidadania. após nunca. Teoria dos motivos determinantes: a obrigação que o administrador tem de obedecer ao motivo declarado. Pode mudar a finalidade. Se o motivo é falso há violação à teoria dos motivos determinantes? Não. precisa de 36 . é mais abrangente. resultado do ato e a lei. eficiência etc. 93. fica vinculado a ele pela teoria dos motivos determinantes. Justificativa do que leva à prática do ato. legal. É minoria.hipóteses que precisam de motivação (Art. Desapropria para fazer escola e constrói prefeitura: única exceção à teoria dos motivos determinantes. senão não vincula. CF. CF explicita a necessidade de motivação nas decisões administrativas por analogia à necessidade de motivação nos atos administrativos do Judiciário (que é exceção). Poder é do povo. Se o ato é discricionário. A teoria dos motivos determinantes atinge todos os atos administrativos. (b) Maioria da doutrina: motivação é obrigatória. Ato praticado por louco: se é vinculado. ele será convalidado e será válido. Tratando-se de ato discricionário exige-se motivação a fim de se aferir a razoabilidade. mas alguns doutrinadores dizem que quando o ato é vinculado a motivação está implícita no dispositivo legal (indicação do artigo). Art. é chamado de tredestinação (mudança lícita de destino).

forma. se não tem não tem ato administrativo. Desvio: a vontade do administrador está voltada para interesse que não o público. é elemento do ato administrativo. mas também o motivo (pode viciar o motivo. Contrariando uma das duas finalidades há desvio de finalidade (a geral ou a específica prevista na lei). Objeto: é o que o ato faz em si mesmo. porque essencialmente o vício é na finalidade como regra geral). Finalidade: proteger o interesse geral. é o decidir. 4. nomeação etc. somente o que estiver previsto na lei. Sujeito. finalidade. Desvio de finalidade é vício ideológico. é o resultado prático do ato administrativo. ao contrário do direito privado (possível tudo aquilo que não está vedado em lei). não pode manifestar vontade válida. Finalidade: é o que o administrador busca. Se não for de interesse público não há ato administrativo. Se não tem decisão alguma. É o ato considerado em si mesmo. Se o ato é discricionário: Competência  vinculada sempre Forma  vinculada (relativo) Motivo  discricionário 37 é pressuposto de validade ou . dissolução da passeata. objeto. a vontade dele para o futuro. Objeto: dissolver. Muitas vezes decorre de um vício no móvel. Motivo antecede. Pode ter além da finalidade pública (geral) uma específica: deve atender as duas para ser lícita. Ele tem que ser lícito. Para Celso Antônio finalidade pressuposto teleológico de validade. O objeto também precisa determinado (não genérico). Conteúdo é o que o ato faz. mais especificamente manter a ordem e a segurança pública. é o assunto. São elementos: exteriorização da vontade e decisão. O objeto é sobre o que ele decide. buscar o interesse público. 5. Ex: concessão da licença.valoração o vício é no móvel e não pode ser convalidado. apenas ato jurídico (elementos) e o interesse público é pressuposto de existência do ato administrativo. Ex: Dissolver passeata com tumulto. ou seja o que estiver autorizado por lei. e tem que ser de interesse público. não tem ato jurídico. subjetivo do administrador. Efeito mediato do ato administrativo. ser possível no mundo fático e Celso Antonio divide em conteúdo e objeto. Vicia a finalidade. Efeito jurídico imediato. motivo: tumulto. motivo vinculados. fechamento da fábrica poluente. Mérito do ato administrativo: Se o ato é vinculado os elementos também serão vinculados.

A imperatividade está relacionada a ato que prevê uma obrigação. Ex: atos enunciativos (certidão – só declara. mas não pode executá-la). Essa presunção é relativa. há liberdade de escolha. uma vez que o administrador só pode fazer o que a lei autoriza e determina. Dividida em exigibilidade e executoriedade. anuncia. Imperatividade: quando há obrigação. Seja nos atos vinculados ou discricionários a lei pode permitir excepcionalmente o contrário. Em regra todo ato administrativo tem. 3. Executoriedade: executar o que foi decidido por meios coercitivos diretos (materiais). A forma e a finalidade são em regra vinculados. atos que concedem direitos não são imperativos. o ato é imposto de forma coercitiva.Objeto Finalidade  discricionário  vinculada (relativo) O mérito do ato administrativo discricionário está na conveniência e oportunidade. mas não dispensa as formalidades (notificação. Não é regra geral. Exigibilidade: decidir sem o Judiciário é o poder de decisão por parte do poder público. Imperatividade é a regra. Dispensa de controle prévio pelo Judiciário. Exige-se a prática do ato por meios coercitivos indiretos. Só não pode rever o mérito. A autoexecutoriedade há a dispensa do juiz. Obrigatoriedade. Forma e finalidade no ato discricionário não são sempre vinculados. admite prova em contrário. Significa obediência às regras morais. logo. atos que conferem direitos. A presunção traz para o ato administrativo a sua aplicação imediata. ampla defesa. Atributos do ato administrativo: 1. Se mantido o interesse público o administrador pode escolher outra finalidade ou forma quando a lei estabelecer. Presunção de legitimidade: + presunção de legalidade + presunção de veracidade. só é possível quando a lei autorizar ou quando a situação for urgente. 2. A administração não pode tocar no patrimônio do particular (pode aplicar a multa. Auto-Executoriedade: significa ausência do Judiciário. Até prova em contrário ele produz todos os seus efeitos. mas se a lei der alternativa eles podem ser discricionários (ex: Art. não precisa aguardar qualquer verificação. por isso se diz discricionário. Quando se trata de sanção pecuniária será necessária a intervenção do Judiciário. coercibilidade. reconhece uma situação já existente). por isso o Judiciário poderá rever motivo e objeto do ato no que tange à sua legalidade. mas no ato vinculado também pode se dizer que haverá mérito excepcionalmente (CESPE). O seu fundamento é o princípio da legalidade. mas há alguns que não gozam deste atributo. mas nada impede que ocorra o controle posterior. Mérito é a conveniência e oportunidade e não no motivo e objeto. 38 . contraditório) exigidas pela norma legal. tudo o que ele faz presumivelmente está compatível com a lei. Motivo e mérito além de conveniência e oportunidade têm também legalidade. 62 da lei 8666). não está presente em todos os atos administrativos. às leis e o ato administrativo verdadeiro.

Individual: destinatário determinado. 2. prevalecerá o ato geral. Se não há nenhum destes elementos o ato é vinculado. Ex: licenças. Não têm destinatário determinado. Classificação dos atos administrativos: 1. conveniência e oportunidade. uma aplicação específica. Alguns autores chamam de ato regrado como sinônimo. 39 . sob pena de ilegalidade. Ex: servidores da administração deverão trabalhar uniformizados. Ex: permissão de uso de bem público. lei estabelece conceito vago. Sendo mais de um destinatário o ato é chamado plúrimo. Tipicidade: não reconhecido por todos como atributo dos atos. São regulamentos. Ex: expediente que muda de horário para atendimento. preenchidos os requisitos o administrador está obrigado. 3. Quanto ao grau de liberdade: Vinculados: não há liberdade. mas não diz a forma de exercê-la. conduta escandalosa – exige valoração). Quanto ao alcance: Internos: aquele que produz efeitos somente dentro da administração. expressão indeterminada (conceito aberto. produzem efeitos erga omnes. como por exemplo. no caso de omissão legal). concessão de aposentadoria. É praticado nos estritos limites da lei. Todo ato administrativo tem uma aplicação predeterminada por lei.4. mas também dentro (nascem dentro e acabam atingindo a administração). Eles precisam de divulgação externa (por qualquer forma). Externos: produz efeitos para fora da administração. Não pode usar o ato administrativo para outra finalidade predeterminada na lei. Ele aparece na lei de quatro formas: a lei estabelece mais de uma alternativa. Como só produz efeito dentro da administração não precisa de publicação no Diário Oficial. A precursora é Maria Sílvia. omissão da lei (não diz como o ato deve ser praticado e o administrador só vai agir se a lei autoriza. Tem aplicação certa para determinada situação. podendo ser mais de um. há o direito subjetivo à prática do ato. Ato discricionário também é praticado nos limites da lei e se difere do ato arbitrário. concessão de autorizações. Havendo dois atos. lei define competência. resoluções. juízo de conveniência e oportunidade. um geral e um individual sobre o mesmo direito de forma contraditória. Quanto aos destinatários: Geral: atinge a coletividade como um todo. deliberações. Sendo um único destinatário é chamado de singular. juízo de valor. Ex: administrador determina o sentido de uma rua. que é praticado fora dos limites da lei. Discricionários: o administrador tem liberdade.

Ato de gestão: o poder público participa em patamar de igualdade com o particular. Ex: nomeação de dirigente de agência reguladora. 5. nestes caso o Judiciário poderá intervir no mérito. Ex: desapropriação. de visto. 6. Composto: é aquele que se torna perfeito e acabado com mais de uma manifestação de vontade em patamar de desigualdade. Ex: locação. Pratica o ato em desigualdade com o particular. lei etc). Atos que dependem de homologação da autoridade superior. a manifestação será uma só. Ato de expediente: não tem conteúdo decisório. O que o juiz não pode rever é o mérito. sendo que as manifestações estão em patamar de igualdade. Complexo: é aquele que também depende de duas manifestações de vontade. a primeira é principal enquanto a segunda é secundária. ao argumento de que todo ato é sempre praticado em razão da supremacia. Alguns doutrinadores têm divergência sobre isso (e quanto ao exemplo de composto e complexo). Ato de império: o poder público se utiliza da sua supremacia. o Estado é pessoa jurídica de direito público. Ocorrem em órgãos diferentes. presidente nomeia com prévia aprovação do senado. Vários agentes: simples colegiado ou colegial. que está superada. só dá andamento aos processos da administração. já a aplicação da sanção é discricionária. Instaurar inquérito administrativo é ato vinculado. Essas manifestações ocorrem dentro de um mesmo órgão. Antigamente existia a teoria de dupla personalidade do Estado. De único agente: simples singular. de confirmação. Essa manifestação pode se dar por um colegiado. Quanto à estrutura: 40 . apenas quanto à legalidade (lei em sentido amplo – CF. requisição. O juiz não poderá fazer o juízo de conveniência e oportunidade (estaria invadindo). A doutrina moderna desconsidera essa divisão. ou seja. 4. Quanto ao objeto ou prerrogativas: para a doutrina moderna essa classificação não deve mais ser utilizada. A teoria que fundamenta a distinção é a teoria da dupla personalidade. ora ele era público (ato de império) ora privado (ato de gestão).Atos vinculado e discricionário estão sujeitos a controle pelo Judiciário no que tange à sua legalidade. salvo se o ato ofender princípio constitucional. Quanto à sua formação: Simples: ato que tem uma única manifestação de vontade para se tornar perfeito. mas ainda cai no concurso. o Estado é sempre pessoa jurídica de direito público. Essa teoria não existe.

É complementação da lei. Decreto regulamentar autônomo só em hipóteses excepcionais (Art. disciplina regra geral para permitir a fiel execução da lei. Disciplina a situação em abstrato. Para a doutrina moderna ato imperfeito é o que não conclui a sua formação. Geralmente no poder de polícia (regras sanitárias). disciplina o quadro da administração. dependem de futura realização. ofícios. escalona. 84. regimento. Negociais: é ato em que as vontades do poder público e particular são coincidentes.Ato concreto: é aquele que produz efeitos concretos. É exercício do poder normativo da administração ou poder regulamentar. Ex: avisos. Atos abstratos: normatização. É exercício do poder hierárquico. apenas declara situação já estabelecida. Punitivos: é ato que aplica penalidade. sanção. salvo se contrário às provas dos autos). Ato inválido é o que contém vícios. são os que não têm destinatários certos e não têm aplicação imediata. Ex: multa administrativa. não tem conteúdo decisório. Art 225 CF. logo ele sequer existe no mundo jurídico. Para ele há ato imperfeito. Quanto à modalidade: Normativos: ato que regulamenta. Enunciativos: é ato que enuncia. Ex: licença para construir. defeitos. Atos que disciplinam situações concretas. Não gozam de imperatividade. que contém vício. segundo a doutrina moderna. VI. demissão. exceto se a lei assim estabelecer (por exemplo. ordens de serviço. parecer. atestado. que atinge diretamente. 41 . permissão. e do poder de polícia em caso de infração ao bem-estar social. memorandos. É ato vinculado. Ex: certidão. Formação e efeitos do ato administrativo: Ato perfeito: é aquele que já concluiu o seu ciclo de formação. particular. Ex: desapropriação. Ex: regulamento. emite uma opinião. Ato válido: requisitos legais devidamente preenchidos. na lei 8112 – relatório no processo disciplinar vincula. Alguns doutrinadores colocam como exemplo o contrato administrativo (minoria). estrutura. licença para construir. Hely Lopes diz que é aquele que cumpre todas as exigências legais (conceito superado). portarias. Não é sinônimo de ato inexistente. Ordinatórios: é ato que organiza. decreto. 7. destruição. excepcionalmente admite-se decretos – nas reservas ambientais. resolução. CF). interdição. É exercício do poder disciplinar em caso de infração funcional. Parecer não vincula (regra geral). também é possível ato normativo. regulamentos. que atinge o mundo fático. Lembrando que sempre será observado o contraditório e a ampla defesa. normatiza. Ato administrativo em sentido estrito é concreto e unilateral e o contrato é bilateral (maioria).

61. Desaparecimento do sujeito e do objeto: nomeado para cargo público vem a falecer. se o mar avança. mas até a sua declaração de invalidade ele produziu efeitos. podem atingir terceiras pessoas que não têm nada a ver com o ato (ex: desapropriação  desocupação do imóvel pelo locatário). esperados. existem enquanto perdura a situação de pendência do ato. Extinção ou desfazimento do ato administrativo: Cumprimento dos efeitos: se o ato cumpre o seu objeto. Quando declarados inválidos os efeitos serão ex tunc. Perfeito/válido/ineficaz: contrato administrativo realizado. a pessoa que mora nesta área mora com enfiteuse. parágrafo único da lei 8666. Outras hipóteses não são aceitas pela maioria da doutrina. Alguns autores ainda falam que o ato tem que ser exeqüível. no terreno de marinha (33m a beira-mar). Ex: gozo das férias. É aquele que antecipa a conclusão do ato. mas ainda não publicado (condição de eficácia: publicação). não são esperados. sua finalidade. A maioria inclui na eficácia. Art. Típicos são os efeitos normais. produz todos os efeitos até a declaração de ilegalidade.Ato eficaz: ato pronto para produzir efeitos. pronto para ser executado se dependia de condição ou termo (minoria). Administrador inventa dispensa de licitação. Concurso realizado. é o efeito principal (ex: demissão  desligamento). Efeito prodrômico ou preliminar (Celso Antônio): é efeito preliminar. mas os efeitos serão ex tunc. alegando urgência que não existe (desobedeceu requisito legal) e ainda não foi publicado. Efeitos reflexos. mas após descobre-se que o gabarito havia circulado (fraude). Atípicos são efeitos não principais. Ex: dever de manifestação do presidente sobre a aprovação do senado do dirigente (ato composto ou complexo). Execução material. Esses efeitos podem ser típicos ou atípicos. 42 . o nomeado que se valeu da fraude vai trabalhar normalmente até a declaração da ilegalidade. nomeação. durante o ciclo de manifestação do ato. desaparece o terreno de marinha e fica extinta a enfiteuse (desapareceu com o NCC). produziu efeitos. Perfeito/inválido/eficaz: ato de aposentadoria mediante falsificação. Ex: nomeado a ministro de estado abre mão. demolição da obra. Renúncia: abrir mão de um direito. Súmulas 346 e 473 do STF dizem que o ato administrativo ilegal deve ser retirado do ordenamento jurídico não produzindo efeito algum  cuidado. não preencheu requisitos. Perfeito/inválido/ineficaz: contrato sem licitação. Os efeitos desaparecem com a declaração. advento de termo de contrato ele é extinto.

logo. revogação. caducidade e contraposição. Revogação: retirada em razão de uma inconveniência. ela deve anular os seus próprios atos no prazo decadencial de 5 anos. Celso Antonio diverge dizendo que a anulação pode produzir efeitos ex tunc (ato restritivo) que foi ampliado com a anulação. O judiciário não pode revogar – feriria o princípio da separação de poderes. O judiciário só poderá revogar seus próprios atos administrativos. O Judiciário também pode anular seus próprios atos ou no controle de legalidade. Se fosse uma lei e superveniência de outra seria revogação e não caducidade. Contraposição ou derrubada: É a retirada de um ato administrativo em razão da superveniência de outro ato administrativo. inoportunidade.Invalidação: retirada do ato por meio da atuação do poder público. Formas de invalidação do ato: Cassação: retirada do ato em razão do descumprimento das condições inicialmente impostas. Ato restritivo de direitos ilegal: ex tunc. Se ela não o fizer no prazo de 5 anos decairá no direito de fazê-lo. Ex: Cassação de uma licença para a instalação de um hotel que se transformou em motel. em nome do princípio da auto-tutela (súmulas 346 e 473/STF). A administração pode revogar e o fundamento também é o princípio da auto-tutela (súmula 346 e 473 do STF). STF: teoria do funcionário de fato  nomeação de servidor por concurso fraudulento ou sem concurso – nomeação ilegal – anulação com efeitos ex tunc – atos praticados pelo “nomeado” serão válidos em nome da 43 . nomeação e demissão. sendo que o segundo elimina os efeitos do primeiro. A Administração pública tem a obrigação de manter a legalidade. mas também ex nunc (ato original ampliativo e anulação que diminui não retroage). retroativos desde a edição do ato. A anulação nada mais é do que um novo ato administrativo que vai retirar o ato ilegal. Dois atos administrativos de competências diferentes. mas nada impede que o Judiciário faça a anulação. Ex: nomeação e exoneração. Tem que ser ato + lei. Quem pode anular? A administração deve anular (regra. Anulação: retirada do ato em razão da ilegalidade. mas não estará fazendo controle. mas pode haver convalidação). Caducidade: retirada do ato administrativo em razão da superveniência de uma norma jurídica que é com ele incompatível. produzindo efeitos ex tunc. ampliativo ilegal: ex nunc (minoria). cassação. É gênero do qual são espécies a anulação.

Ratificação: mesma autoridade que emanou o ato viciado. Cuidado! Licença antes de iniciada a obra pode ser revogada. pode ser ratificado ou corrigido. poderá faze-lo via Judiciário. 54. Não prescreve. Se o ato preenche todos os requisitos é válido. Lei 9784/99 prevê expressamente a possibilidade de convalidação (Art. de padronização. Ato irregular possui defeito na uniformização dos atos. pode ser convalidado. não havendo de se falar em direito adquirido e sem direito a indenização (RE 105634). não produz efeito algum. O Judiciário pode rever a qualquer tempo. que não precisa ser anulado porque não prejudica o ato administrativo (ex: tinha que ser caneta azul e foi de caneta preta). Lei 9784/99 (lei de processo administrativo). Nulo não em como corrigir. Todavia. Hoje esta orientação está superada. “um defeitinho”. apenas material (conteúdo): não se admite revogação de ato vinculado. o ato não se convalida. Não reconhecia a possibilidade de ato anulável. ato enunciativo. Teoria dos atos inexistentes: para Hely ou o ato tem todos os requisitos e são atos válidos ou não preenche e são nulos. nulo e anulável há o ato inexistente e o ato irregular. Para revogar não há limite temporal.segurança jurídica. Havendo um dos demais defeitos são atos nulos não sujeitos a convalidação. nem se convalida. devendo ser retirado do ordenamento. Art. 44 . o ato pode ter defeito sanável. não admitindo revogação. competência. Alvará para construção é licença. Ato nulo é aquele que tem vício que não admite convalidação. se não preenche o ato pode ser nulo ou anulável. Confirmação: outra autoridade. produz efeitos. Saneamento: ato de particular. Anulável geralmente tem vício na competência e forma. ou seja. Convalidação do ato administrativo: só se admite para ato anulável – corrigir o defeito é possível. mas após. Ato inexistente é aquele que traz em seu conteúdo uma conduta criminosa. se já exauriu seus efeitos. não produz efeito algum no ordenamento. É valido. 53 e seguintes). o defeito sanável deve estar na forma ou na competência. Limites materiais (revogação) e temporais (anulação): a administração para anular seus atos tem prazo decadencial de 5 anos. o vício é tão grave que não precisa nem de anulação. Celso complementa dizendo que além do ato válido. A remuneração não será devolvida: dias trabalhados efetivamente devem ser remunerados A revogação é ato que retira outro ato produzindo efeitos ex nunc – não é conveniente a partir da revogação apenas. que é ato vinculado. Celso Antonio trata da teoria dos atos inexistentes. direito adquirido.

Art. ele não precisa prestar diretamente (comodidade material). Serviços exclusivos do Estado: ele não pode delegar. Segurança: serviço público não pode colocar em risco a vida dos administrados. 4. telefonia. cujo regime tem que ser parcial ou totalmente público. Continuidade: o serviço não pode parar. Se a CF não estabelece a possibilidade de delegação o Estado não pode transferir para ente privado (ex: Art. Modicidade: serviço público prestado da forma mais barata possível. energia – nada é barato! 7. Ex: telefonia. 6º da lei 8987 – concessão e permissão de serviços públicos – traz vários princípios entre eles: 2. Eficiência: prestação dos serviços sem desperdícios. Atualidade: serviço prestado de acordo com o estado da técnica. 6º da lei 9897/95 1. Princípios aplicáveis: Art. 5. São elementos definidores dos serviços públicos o substrato material (utilidade ou comodidade material prestada à coletividade em geral que o Estado assume como seu de forma direta ou indireta) e traço formal (regime jurídico de direito público). Cortesia: bom tratamento na prestação do serviço. prestandoo de forma direta ou indireta. é muito mutável.Coisa julgada administrativa significa somente uma imutabilidade dentro da administração. Ex: inscrição de concurso. pois nada impede que o Judiciário a analise. 21. 6. Determinação constitucional para os serviços públicos: 1. por isso não se trata de uma verdadeira coisa julgada. comodidades que melhoram a vida em sociedade. Generalidade ou universalidade: prestação à coletividade como um todo – erga omnes: na verdade o que ocorre é um serviço a uma classe. O Estado assume por regra constitucional ou legal (previsão). Princípio do exercício obrigatório (dever irrenunciável do Estado): é dever inafastável do Estado prestar o serviço (Celso Antonio). X. energia elétrica. 3. CF – 45 . Saber o que é serviço público depende muito do momento histórico (ex: serviço de bonde já foi). o interesse tem que ser coletivo e não para atendera a apenas um pequeno grupo. entretanto. e tem que fazê-lo de forma direta. não existe um rol . de acordo com as técnicas mais modernas. 8. SERVIÇOS PÚBLICOS Serviço público é a utilidade ou comodidade material prestada à coletividade em geral e que o Estado assume como obrigação sua.

2. doutrina moderna diz que a norma é incoerente. local: municípios. telefonia) são delegados – incoerência ao dizer delega e não delega o próprio e o impróprio. ainda dependerá de lei do ente competente que disciplina o serviço respectivo. A CF lhe permitiu este serviço público. Ex: ensino particular e ensino público. Maria Sylvia dá os conceitos de próprio e impróprio outra conotação. O particular não exerce por concessão ou permissão. impróprio os demais: transporte coletivo. Próprio é o serviço público real. Crítica: hoje vários serviços essências (transporte coletivo. Rol exemplificativo. Classificação de serviço público: Quanto à essencialidade do serviço: a) Públicos propriamente ditos ou serviços próprios: é o serviço essencial. Está sujeito a MS. 3. regional: estados. telefonia. Respeitada esta ordem de interesse.serviço de correio – empresa pública com tratamento de fazenda pública justamente porque é exclusiva prestação do Estado – na verdade não deveria estar sendo prestado por empresa pública . representando função pública. Ex: serviços de rádio e TV (art. Serviços ligados à segurança nacional. indispensáveis à sociedade. A CF é que dá. energia. ensino. Presta saúde. Serviços em que o Estado tem a obrigação de promover a sua prestação: o Estado tem que conceder o serviço. b) Utilidade pública ou serviços impróprios: é o serviço secundário. dependerá do interesse. telefonia. Impróprios são os serviços industriais e comerciais prestados pelo estado (são atividades econômicas e não serviços públicos!).ECT). 46 . se não está expresso. para a prova adotar a posição de Hely. Hely Lopes diz que próprio só segurança nacional. Se nacional: União. 4. entram na classificação de agente público (particular em colaboração). 223 CF). O que não está na lista da CF. seja direta ou indiretamente. Pode contratar alguém que o faça: concessão e permissão de serviços públicos. Serviços em que a titularidade está com o Estado e particular: ao mesmo tempo ambos são titulares. Pode ser delegado. independe de um contrato. Serviço de transporte coletivo. Não admite delegação (norma incoerente!). que não é essencial (!). energia elétrica etc. maior parte no Art. Serviços de prestação e outorga obrigatória: o Estado tem o dever de transferir ao particular. Competência para a prestação do serviço: regra geral está na CF. Haverá uma fiscalização do Estado. 21 – União.

DELEGAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS: transferência da execução dos serviços públicos. b) Individual: específico ou divisível. enquanto a nova introduzida pela 11079/04 (PPP) é a concessão especial. CF: serviços públicos prestados de forma direta ou indireta. Hoje o que há é contribuição de iluminação pública – contribuição também é vinculada a contraprestação estatal. 47 . não há como medir e calcular o quanto cada um utiliza. ficou como a taxa era. Tem como medir e calcular o quanto cada um utiliza. só pela cobrança de impostos.Quanto aos destinatários: a) Geral: é aquele prestado à coletividade como um todo. Alterada novamente pela lei 11. não tem como medir e calcular. Facultativo: só paga pelo uso e a cobrança é por tarifa. Há a concessão comum de serviço e a concessão comum de serviço precedida de obra pública (8987). Só paga o que usar. possibilidade de concessão. por isso as ações. Não confundir concessão e permissão de serviço com concessão e permissão de uso de bem público. não é tributo. Compulsório é aquele imposto. tem que pagar só por ele estar à disposição. Ex: energia. tem fundamento constitucional: Art. É prestado erga omnes. Autorização de serviço público não tem fundamento legal. espécie taxa. Ex: segurança nacional. Taxa é tributo vinculado a contraprestação estatal. Arrecadação de impostos. Receita geral do Estado. mesmo que não use. 22. telefonia etc. Cobrado por tributo. Para distinguir o CN disse que a velha concessão de 1995 é a concessão comum. CF – compete à União legislar sobre normas gerais sobre licitação e contratos administrativos. deve ser mantida pela receita geral do Estado. 2º e 40). ainda não julgado inconstitucional. não é cobrada especificamente. Telefonia: só pode cobrar tarifa. O CN definiu que a PPP nada mais é que uma espécie de concessão.196/05. 175. Serviço geral não pode cobrar por taxa. o específico compulsório cobra. Art. mas cobram taxa – pagar por algo que não foi prestado. Ele se mantém: dependendo se ele será compulsório ou facultativo. Não tem que obedecer aos princípios tributários. Concessão de serviço público: Comum: é a que está na lei 8987/95 (lei de âmbito nacional). Lei 9074/95 criou exceções à lei 8987/95. O estado aumenta e diminui quando quiser (ou a concessionária). afastando alguns serviços do rigor estabelecido pela lei 8987. Especial: parceria público-privada (PPP). Esse serviço tem que ser mantido pela receita geral do Estado. Destinatário determinado. Lei 11079/04. permissão e autorização de serviços públicos. Permissão de serviço público: lei 8987 (Arts. TIP  taxa de iluminação pública: não tem que ser taxa. É inconstitucional também. XXVII. Taxa do buraco: também não tem como medir. é preço público. não pode ser taxa. mas ainda não declarada.

CF). § 6º. a responsabilidade será subjetiva. A lei 11107/05. também admite lances verbais. Na concorrência comum (8666) avalia-se o melhor preço. No programa nacional de desestatização (lei 9074) a modalidade não é a concorrência. Pessoa jurídica constituída por consórcio público: união de municípios. 5º da lei 8987). O prazo do serviço depende da lei que disciplina o serviço (depende do investimento). Se já contrata no máximo não pode prorrogar. 48 . nova modalidade de pessoa jurídica que também pode ser poder concedente. da lei 8666 e Art. 2º. Sujeitos: o poder concedente (ente político competente – União. mais um sujeito como poder concedente. é o leilão (ex: telefonia) para todos os serviços lá previstos. não tecnicamente (concessão é delegada e não outorgada). mas há situações em que fica difícil definir se é ou não usuário e se será objetiva ou subjetiva a responsabilidade (não é posição majoritária. em regra (Art. Na concorrência para concessão: melhor técnica. por exemplo. Critério para julgamento também é diferente (Art. pessoa física nunca. Pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos respondem objetivamente enquanto estiverem prestando serviço.CONCESSÃO COMUM Conceito: Art. sem maiores problemas. DF – titulares do serviço).57. Também é necessária autorização legislativa específica expressa. 37. na concessão tem outras peculiaridades. criou o consórcio público. Outorga transfere a titularidade e execução. Quando se fala em não usuário do serviço a responsabilidade não segue a regra geral (objetiva). logo. 15) amplia para adaptar. 2º da lei 8987 – nada mais é que a delegação do serviço público. Quem recebe é apenas pessoa jurídica ou consórcio de empresas. A palavra outorga às vezes é utilizada genericamente. Contrato administrativo sempre terá prazo determinado (art. município. Não é uma posição pacífica. mas para a Cespe é válida. A concessão se formaliza por contrato administrativo: via de regra necessita de licitação na modalidade concorrência. Este prazo pode ser prorrogado. Só que a concorrência com procedimento invertido. técnica e preço. como delegação. Ônibus que colide contra carro de terceiro é subjetiva. melhor tarifa e melhor preço – a lei 8987 (Art. Delegação é transferência somente da execução do serviço. pois ainda é muito discutido). Art. estado. Excepcionalmente será subjetiva em caso de omissão. A responsabilidade civil da empresa concessionária é objetiva. estados e a própria União formando uma nova pessoa jurídica. mas terá que estar previsto no edital ou no contrato e ainda previsto é necessário observar o limite previsto pela lei. ela é objetiva no que tange ao usuário do serviço. melhor técnica. 2º da lei 8987). § 3º.

Em algumas concessões não há cobrança de tarifa. Extinção da concessão de serviço público: 1) Advento do termo contratual: prazo final do contrato. é possível subcontratação. assumir o compromisso de cumprir todo o contrato. Ex: serviço de rádio e TV. não terá solidariedade. 26. Receita alternativa deve estar prevista no próprio contrato. Não fere a isonomia – tratar os desiguais de forma desigual. na especial é diferente. serve para permitir a modicidade das tarifas. o Estado responde objetivamente e subsidiariamente. Diferenciação de tarifa baseado na capacidade do usuário é possível segundo a lei 8987.Como é serviço público o estado não pode se eximir. Diante da não declaração da inconstitucionalidade a doutrina diz que só é possível se houver previsão no contrato ou edital. não é obrigatória a presença de recurso público. Ofende o dever de licitar. é apenas possível (na concessão especial é diferente) para manter a modicidade. Assim. conferência e obediência dos requisitos (mesmos da habilitação da licitação). a administração escolhe outra empresa com novo contrato e vínculo jurídico. CF). mas a doutrina critica. É subsidiária para o usuário do serviço – responsabilidade em face dos administrados. Uma responsabilidade não exclui a outra. Remuneração da concessão: arrecadação com cobrança de tarifa do usuário. logo. 49 . É usuário. Para a prova vale o texto da lei. É forma alternativa para a arrecadação. o Estado poderá contribuir com recurso público (facultativo) para proporcionar tarifa barata. 37. a lei diz ser possível a sub-concessão. Art. Na concessão comum. Transferência do contrato de concessão (sub-concessão): Administração licita e contrata A  transfere para B – responsabilidade solidária entre A e B. porque B prestará o serviço sem passar pelo rigor da licitação. Aquele que transferiu continua sendo responsável solidário em face do poder concedente. legalidade (Art. Toda a política tarifária é definida dentro do procedimento licitatório (tarifa alta é culpa do Estado – escolheu mal ou não fiscaliza o contrato – a responsabilidade é da administração). Se ela celebra contrato com terceiros o estado não tem qualquer responsabilidade. o princípio da isonomia. § 1º da lei 8987: para fazer subconcessão tem que fazer nova concorrência  neste caso não é subconcessão. ele responde subsidiariamente. assim. Os serviços públicos devem observar a modicidade. seria pela doutrina até admissível. Receita alternativa: ajuda na arrecadação da receita. XXXI. Transferência do controle acionário da empresa é possível: a empresa continua sendo a mesma (a administração terá que ter cuidado com as fraudes – empresas laranjas só para a licitação). mas não paga o serviço. se tiver anuência da administração ou por meio da idoneidade. quem mantém é a empresa que irá fazer a propaganda. Também é possível.

Ex: falecimento. A “velha” ficou convencionado ser a comum e a “nova” é especial. Nestes casos (desigualdade entre as partes – supremacia) gera para a administração o dever de indenizar no caso da encampação. CONCESSÃO ESPECIAL (PPP) Parceria público-privada (lei 11079). 4) Extinção amigável ou consensual. Não exime a administração do dever de indenizar se foi ela que deu causa. Quando por interesse público chama-se encampação ou resgate. 3) Extinção pela via judicial: o contratado pede em juízo. incapacidade civil (? Empresas? – falência). É possível arbitragem na administração pública. 6) Extinção por anulação: ilegalidade. Qualquer conflito a respeito da concessão comum pode ser solucionado por meio da arbitragem. quem terá que indenizar é a própria empresa ao Estado. mas é diferente. mas só os bens necessários à continuidade do serviço.2) Extinção administrativa ou por ato unilateral do poder público: a administração extingue o contrato unilateralmente por razões de interesse público ou pelo descumprimento dos termos contratuais. É possível indenizar. Após os 90 dias há a suspensão do serviço. Enquanto estiver em andamento o processo de extinção a administração pode ocupar os bens da concessionária (chama para si o serviço) e extinto o processo a administração poderá promover a reversão dos bens da contratada. Se pelo descumprimento de cláusula contratual chama-se caducidade ou decadência. 50 . Será liberada se não deu causa à ilegalidade. ela está sujeita ao contraditório e ampla defesa (nos casos de extinção). e para isso é preciso estar previsto no edital de licitação (introduzido pela lei 11079). Até 90 sem pagamento (Estado inadimplente) tem que continuar prestando o serviço. que só é possível por decisão judicial. mas não se trata de rescisão. A ocupação e reversão poderão ser onerosas. Encampação é a extinção feita pelo poder público por ato unilateral em que ele irá extinguir o contrato sob o fundamento de razões de interesse público. A encampação depende de lei autorizativa. Em caso de caducidade não gera direito à indenização a ser paga pelo Estado. 5) Extinção de pleno direito: decorre de circunstâncias alheia à vontade das partes. que gera indenização. A empresa deve observar o princípio da continuidade. A natureza dela é de concessão (contrato administrativo). Ela é resultado de um processo administrativo. logo.

Contrato comum é só serviço. busca o estado ainda a eficiência da iniciativa privada (telefonia???). como se fosse investimento a longo prazo). No contrato não é assim. É uma concessão comum mais especialidades. não tem como ser parceria. admitindo nesse caso o compartilhamento dos riscos e das vantagens. 51 . As regras gerais são parâmetros para todos os entes. Crítica: se é concessão é contrato. O estado não tem dinheiro para investimento. só que a diferença está justamente na presença do financiamento privado (receber após. execução de obra e fornecimento). busca no parceiro privado o financiamento. Investimento privado. mas não é taxativo (exposição de motivos) o rol de serviços que podem ser feitos por PPP. A administração deveria realizar a obra ou o serviço. indiretamente usuária. buscando o cumprimento dos objetivos. logo. O particular quer o dinheiro e a administração o serviço – divergência nas vontades/interesses – o nome é equivocado. na obra contratada o Estado tem que pagar de imediato. A lei prevê as duas normas. mas por falta de dinheiro faz PPP e entrega (ex: construção de presídios). tem que ter participação do poder público (na comum a participação é facultativa). Características das PPPs: Necessidade de financiamento privado: as empresas privadas terão garantias (Art. Esse tipo de investimento traz muita segurança para o parceiro privado com as garantias prestadas no contrato. É diferente de contrato comum porque tem grande financiamento privado e não é só serviço. Concessão administrativa: serve para a concessão comum. com suaves prestações. Além desse objetivo. A regra própria da União é só para a União. logo. Na verdade. há quem diga que não passa de um simples contrato de obra ou serviço. Modalidades de PPP: Concessão patrocinada: é a comum da lei 8987 com a exceção de que a empresa tem como remuneração a tarifa somada à receita pública. é serviço + obra + fornecimento etc. Objetivo: conseguir junto à iniciativa privada o financiamento de um projeto. sendo que a administração é a própria usuária direta ou indiretamente (não seria um contrato direto?). Infraestrutura do Estado é um exemplo.É um contrato administrativo para a busca de um financiamento privado para o exercício de necessidades públicas (prestação de serviços. Ainda que ela não use o bem diretamente ela recebe o bem ou serviço. 56 da lei 8666). O poder público paga em suaves prestações – a longo prazo.

utilização de bens públicos dominicais. CF). Observa as regras da 8666 em parte. e a fiscalização terá que ser intensa. transferência de direitos (ex: outorga onerosa – pagar para construir acima do coeficiente permitido. desde que prevista no contrato. Lei 10. transferindo créditos nãotributários. Formalização da PPP: contrato com licitação na modalidade concorrência. O procedimento invertido para a concessão comum e especial surgiu com a lei da PPP. impacto ambiental e autorização legislativa. e quem acaba pagando é o povo. O Estado pode pagar por ordem bancária. exclui-se a pequena e média empresa. A autorização legislativa só é exigida nos contratos em que a participação do poder público é superior a 70% do investimento. valor e objeto. Há ainda a possibilidade de sanear os defeitos. Dessas peculiaridades o que há de mais importante é a inversão do procedimento e a possibilidade de lances verbais (é possibilidade. chamado solo criado – Estatuto da cidade. Pode assumir a forma de sociedade aberta. Vedações: prazo. A idéia é boa. 166 e segs. não foi com a lei 8987. 52 . inclusive com lances verbais previstos no edital (não é propriamente concorrência.257). com algumas peculiaridades. O Objeto deve ser serviço + obra + fornecimento. O valor mínimo é de 20 milhões. LDO e LOA – Art. não é obrigatório). implementar a parceria. É como se fosse a própria fiscal da PPP. Também é admitida a arbitragem. Exige-se ainda a consulta pública. Mas o administrador pode fazer concorrência em procedimento invertido (fases de habilitação e julgamento invertidas). Tem que haver a mistura entre esses elementos e não apenas um deles. mas para controlar é difícil. É nova pessoa jurídica formada pelo poder público e concessionária. O Prazo mínimo da PPP é de 5 anos e o máximo é de 35 anos. Ela tem que estar prevista no plano plurianual (compatível com o PPA. Exige a mistura de pelo menos dois desses objetos. pois a responsabilidade do Estado será solidária (preocupação porque o povo pode acabar pagando). Estendeu-se à concessão comum em 2005. idéia que nasceu com a 11079 e que se estendeu à concessão comum. Quem vai prestar o serviço é o particular. A lei criou a sociedade de propósitos específicos: constituída antes da celebração do contrato da PPP e recebe personalidade jurídica de direito privado e serve para fiscalizar. e nova modalidade só com lei específica – absurdo). qualquer problema no processo a comissão pode suspender o procedimento e determinar o saneamento. oportunidade de as partes complementarem o que estiver faltando. Pluralidade ou variabilidade compensatória: várias formas para pagar.Responsabilidade civil  compartilhamento dos riscos: se o projeto não foi bem escolhido há responsabilidade solidária entre empresa e Estado. Esse instrumento utilizado de forma inadequada é forma de fraudar a licitação.

Retomando antes do prazo. não precisa indenizar. lei 8666). 40 que exige contrato é inconstitucional. Com a lei. 53 . A precariedade ficou reduzida a quase nada. A permissão de uso de bem público não há lei disciplinando ou prevendo contrato – aí é ato unilateral (como era a permissão de serviço público). O Art. Mesmo tendo prazo pode ser desfeito a qualquer tempo com liberdade. mas gera o direito de indenização. A sua formalização é por contrato de adesão. Formalizada por contrato de adesão (uma das partes tem o domínio da situação – antes da lei 8987 era ato precário e unilateral). 2º e 40 da lei 8987) Não confundir com permissão de uso de bem público. e a conseqüência jurídica da retomada é a indenização. Na verdade todo contrato administrativo é de adesão. É preciso compatibilizar: precário + contrato + prazo determinado. A doutrina é muito divergente: Celso Antônio diz que permissão de serviço é ato unilateral por ter natureza precária. é ato precário (revogável). 40. Contrato exige prazo determinado e licitação.PERMISSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO (Arts. 57. Precário é o ato que não goza de segurança. Não declarado inconstitucional. uso de bem: ato unilateral. A permissão não precisa de autorização legislativa específica. não há discussão de suas cláusulas. haverá indenização e se houver dano. Inicialmente. mas com a lei 8987 ela passou a exigir contrato na formalização. É liberdade para conceder e liberdade para retomar quando bem entender. A administração retém a titularidade. mas se antes. já que todos os contratos administrativos são de adesão. É forma de delegação do serviço (transferência da execução). A transferência é feita por licitação em qualquer modalidade (na concessão apenas pela concorrência) dependendo do valor. Uso de serviço público: contrato. Ela goza de precariedade. mantendo o aspecto precário. Para a maioria da doutrina a natureza jurídica da permissão é de contrato e a precariedade fica mitigada (art. Celso Antônio diz que não precisava estar no Art. antes da lei 8987 o ato era unilateral e precário (compatível). Contradição entre precário e contrato – quando a permissão surgiu era ato unilateral. 40 da lei 8987). só o que resta é que a administração pode reaver a qualquer tempo (é assunto divergente). Não gera indenização para a administração. é posto. É possível rescindir antes de findo o prazo. que somente pode ser a pessoa jurídica ou consórcio de empresas). § 3º. pode-se desfazer a qualquer tempo por razões de interesse público. Pode ser feita pelo poder concedente a pessoa jurídica e física (diverso da concessão. o ato unilateral foi retirado. passando a prever contrato. Todo contrato administrativo tem prazo determinado (Art. Para concurso ficar com a lei.

O administrador tem liberdade. discricionário e precário. Diferenças entre a permissão e a concessão Permissão Pessoa física ou jurídica Qualquer modalidade licitatória Concessão Pessoa jurídica empresas ou consórcio de Apenas concorrência Autorização legislativa geral (lei 8987) Autorização legislativa específica Baixo investimento Alto investimento A administração escolhe entre as duas e é decisão discricionária. É muito pouco usada. mas a maioria diz ter que aceitar porque está na CF. Autorização para utilização de serviço de táxi é o exemplo mais comum. por isso é muito criticada. A lei é silente quanto à tarifação. pode fixar. não compatível com a impessoalidade. O próprio mercado exclui em face da precariedade. Também o serviço de despachante. mas se a administração “quiser”. 175 e 21 ainda. mas a regra é que não exige licitação. Alguns doutrinadores dizem que foi abolida. Fofocas de 31/03: 54 . Depende do caso. Se a administração “quiser” ela poderá licitar (sendo possível. A CF/88 presou muito pela impessoalidade (licitação. poderão ser aplicadas à permissão. Aplicar apenas em duas situações: para pequenos serviços e questões urgentes. A autorização é feita por ato unilateral. AUTORIZAÇÃO DE SERVIÇO PÚBLICO Para a maioria da doutrina só é utilizada em caráter excepcional. Neste não tem prazo determinado – simples. mas prevista na CF nos Arts. se couber). no que couber. O administrador tem muita liberdade. por exemplo). As regras aplicadas à concessão. Alto investimento dificilmente será por permissão. Permissão de uso de bem se faz por ato unilateral.Permissão simples e qualificada diz respeito a uso de bem e não de serviço. A lei nem fala de autorização e quanto à permissão são só dois artigos. quando será qualificada. Não existe critério objetivo para definir entre um e outro. O que se aplica à concessão serve para a permissão e autorização no que for compatível.

Quando a escolha depende de eleição. critério político é tranqüilo. obedecem a lei (chamada de estatuto em sentido amplo). O STF concedeu liminar à PETROBRAS para continuar utilizando procedimento simplificado de licitação (lei 9478/97). há divergência. autarquias. o critério é meritório e não simplesmente político. Ex: membros da magistratura e Ministério Público: critério não é político. Agente Político: cargos estruturais do Estado. Não existe um rol de agentes políticos. estatutário.: ministros. titular de cargo público.00. remunerada ou não (naquele momento ele é agente público). Regime: obedece ao regime legal. regime contratual. MS em sede de liminar apenas. com a justiça eleitoral. Não importa o vínculo jurídico. logo. STF 55 . secretários estaduais.{Acima do teto: acumulação como professor. passando a admitir os dois ao mesmo tempo. A lei é que cria o cargo ou o emprego. Ligado à chefia do país. mas há vários outros). Essa é a lista mais aceita. ela é que irá definir. estaduais. Titular de emprego público obedece à CLT. vereadores (estes ninguém discute). governador. Quando é por concurso é que complica.  Servidores públicos: é aquele que atua na administração direta. secretários municipais. aboliu o regime único. Não significa que todos obedecerão a 8. legal.112. Em 1998. Servidor Estatal: é aquele que atua no Estado. Os servidores podem ser celetistas ou estatutários (regime legal. O CNJ fixou o teto para a justiça federal em R$ 24. EC 09 deu à PETROBRAS a atividade econômica. passando a disputar com as concessionárias ligadas ao petróleo.} AGENTES PÚBLICOS É todo aquele que exerce função pública temporária ou permanente. a EC 19. Só pessoa jurídica de direito público. todos celetistas ou todos estatutários. Espécies/Modalidades: 1. Do Executivo: presidente da república. contratual ou designação.00 e para a justiça estadual em R$ 22. fundações públicas de direito público. formam a vontade estatal. deputados federais. para que possa competir ela precisa ter a liberdade na licitação. a lei 8112 é o estatuto dos servidores públicos da União.100.500. Também os ministros e conselheiros dos tribunais de contas e agentes diplomáticos. É conceito muito amplo.} {A PETROBRAS pode adotar procedimento simplificado para a licitação. não podendo se submeter à lei 8666. 2. prefeito (também sem discussão). Até 1998 o servidor público tinha que obedecer ao regime jurídico único. mas para a maioria é agente político. seja na administração direta ou indireta. auxiliares imediatos do executivo também. Do Legislativo: senadores. Pode estar na administração de direito público e de direito privado e para cada um há uma regra. benefícios previdenciários e verbas indenizatórias. está no topo de cada poder.

Incluem-se ainda os prestadores de serviço público (concessionárias e permissionárias – cabe MS contra o ato). Quem exerce atos oficiais (ex: dono de universidade. São requisitados. Equiparam-se aos servidores públicos em alguns aspectos: sujeitos a concurso público. A CLT pode ser utilizada quando tratar-se de função subalterna. (No concurso depende). só restou no CP. jurados. Sujeitos a remédios constitucionais. especialmente quanto aos cargos que exigem formação técnica especial. No CP funcionário público significa agente público. ou seja. mas é preferencial. Pode também exercer a função pública porque quer. 3. Só se fala em servidor titular de cargo e emprego. de contratação temporária e ainda para os remanescentes do regime anterior. quem disciplina é a lei e não há como impedir que se modifique a lei.confirma a orientação da doutrina de que o regime é em regra o do estatuto. de segurança. mas naquele momento exerce função pública. Os que prestam serviços públicos em razão de locação civil. 56 . OAB) porque não recebem nada por isso. Funcionário público não existe mais.  Servidor de ente governamental de direito privado: administração indireta: empresa pública. obrigados: particulares compulsórios. convocados. são os voluntários ou sponte propria. Para Hely Lopes também são os presidentes dos conselhos (CRM. Já preenchidos os requisitos (para aposentadoria. regras de improbidade administrativa. Particular em colaboração: não perde a qualidade de particular. Serviços notariais. Ex: mesário. agentes honoríficos. não é obrigatório. de hospital) são titulares do serviço público junto com o poder público em razão da regra constitucional. sujeitos à lei penal como se fossem funcionários públicos. hoje não mais. não precisam de processo e nem de motivação. Direito adquirido em face do regime jurídico: assunto discutido em razão da EC 19. por exemplo) assegura-se o direito. sociedade de economia mista e fundação pública de direito privado. Para o direito administrativo funcionário público era usado como sinônimo de servidor público (estatutário). Ele pode ser mudado a qualquer tempo. regras de acumulação. logo. Todos sujeitos a regras de agentes públicos. Para serem “dispensados” precisam de processo administrativo (motivação). sujeito a remédios constitucionais. Ex: amigos da escola. vale a lei vigente atual. Não há direito adquirido em face do regime. não constitui direito adquirido (STF). não se retira. serviço militar obrigatório. Quando preenchidos os requisitos há direito adquirido. teto remuneratório (quando tem dinheiro para custeio). não se admite cargo público para pessoa jurídica de direito privado. A jurisprudência do TST diz que como não gozam de estabilidade. mas a partir daí não há garantia de manutenção do regime (é incerto). O servidor é titular de emprego apenas. telefonista etc). O regime é contratual (celetista). prestando concurso público não significa que o regime da época é imutável. que não exige qualificação técnica especial (não é termo pejorativo – serviços gerais.

Tem que se respeitar um número mínimo de quem já está no cargo para evitar a troca geral. podendo-se modificar a qualquer tempo. a depender do número criado pela lei). que definirá o número e o nome. Função: conjunto de atribuições + responsabilidades. Compreende o conjunto de atribuições + responsabilidades + um posto na administração (alguns doutrinadores não concordam com o posto “material”. O federal é a lei 8112/90 (foi alterada nesse ano. ou seja. telefonista etc).STF confirma a orientação da doutrina de que o regime é em regra o do estatuto. Cargo em comissão ou de confiança: aquele baseado na confiança. mas cada ente terá seu próprio estatuto. por isso se justifica a gratificação. cuidado!). Segue algumas regras do regime de direito público. 19 do ADCT celetista. Direcionados para direção. na sua estrutura). 57 . Todo cargo público tem uma função. Qualquer pessoa pode ser nomeada para o cargo. Crítica: contrato – regime de emprego – CLT. Gera direito adquirido. porque função pública não existe. que não exige qualificação técnica especial (não é termo pejorativo – serviços gerais. especialmente quanto aos cargos que exigem formação técnica especial. não há lugar no quadro. não tem posto no quadro da administração. É “posto” como “lugar” no quadro da administração. são criados por meio de resolução da própria casa. função e emprego são criados por lei. contratação temporária também é função pública. Função comissionada ou de confiança: também baseado na confiança. EMPREGO E FUNÇÃO PÚBLICA Cargo: para o regime estatutário ou legal. mas é preferencial. permanece até hoje normalmente). Função de confiança: cargo + função  atribuições + responsabilidades + posto + (atribuições + responsabilidades). É criado por lei. Função de confiança só pode ser atribuída a quem detém cargo efetivo. mas o Art. regido pela CLT. físico na administração. mas definição de salário somente por lei. de segurança. Também é criada por meio de lei. questão do direito do trabalho. Os cargos de assessoria do legislativo não são criados por lei. Emprego: é regime contratual. É de livre nomeação e livre exoneração. não é obrigatório. Também é criado por lei. 243 de lei 8112 deu a este pessoal o regime de cargo. É a única que persiste. mas não foi declarado inconstitucional. CARGO. chefia e assessoramento. A criação não é feita por lei. quando o serviço ficaria parado (mínimo reservado a efetivos. Há divergência a respeito da função: Maria Sílvia: além da função de confiança. aquilo que o constituinte não estabeleceu. de contratação temporária e ainda para os remanescentes do regime anterior (deveria ser nos termos do Art. Cargo. A CLT pode ser utilizada quando tratar-se de função subalterna.

O emprego será adotado em situações excepcionais: função subalterna  atividade que não depende de muita preparação. Até 1998 poderia ser um ou outro regime. Foi julgado inconstitucional. a lei 8112 (art. salvo os que atuam no legislativo – auxiliares do legislativo: criado por resolução da própria casa. pois são várias regras de garantia para o servidor. 19 do ADCT) (Collor deu a esses servidores o que a CF não tinha feito. dando a eles o regime de cargo. 243) disse que o remanescente de regime anterior passaria de empregado a detentor de cargo. O administrador para escolher entre estatutário e celetista é discricionário? Depende. Entretanto. Collor deu aos remanescentes o regime próprio de previdência social – aposentadoria integral para eles (razão da quebra do sistema previdenciário). mas um apenas poderia ser adotado. Com a lei 10871/04 a discussão foi resolvida e foram criados os cargos e o regime é o estatutário para as agências reguladoras. O STF confirmou na ADIN 2310 que o regime de pessoal das agências reguladoras é o estatutário. não tem prejuízo.STF: com a EC 19 pode ter os dois regimes: emprego e cargo ao mesmo tempo. preferência pelo estatutário. são titulares de cargo. CLT só para temporário e função subalterna. ou seja. remanescentes do regime anterior (5 anos anteriores a 05/10/1988 – 05/10/1983 estes servidores tornaram-se titulares de emprego sem estabilidade (Art. 243 da lei 8112). mas ganharam cargo – quando ganhou o cargo. isso justifica a falência do regime previdenciário – Art. é aconselhável que se escolha o cargo (doutrina ratificada pelo STF). segundo o regime estatutário e não o celetista. A regra é o cargo. Cargo em comissão: livre nomeação e exoneração. mas a remuneração é fixada por lei. 58 . Exoneração ad nutum. Em suma. regime jurídico era único. Cargo público (8112/90) Classificação: Quanto à permanência ou retenção: 1. não há nenhuma garantia de permanência. contratação temporária  tempo determinado. Criação de cargo se dá por lei. pois é função pública que exige qualificação técnica. presumese que ele não vai querer trocar a toda hora. aqueles que já estavam no serviço público há mais de cinco anos. Mais favorável ao servidor e também à administração. como vai sair mesmo. deveriam ser celetistas. antes de 05/10/1983. logo. valia no serviço público a regra da integralidade. se ele deixa não vai prejudicar a continuidade do serviço. tornaram-se titulares de cargo e estabilidade. Preferencialmente deve-se escolher cargo. A EC 19 aboliu o regime único e os dois podem ser adotados ao mesmo tempo. aposentando-se com a remuneração igual à da atividade. obedecendo ao regime geral de previdência (INSS).

Ex: magistratura (passa de entrância para entrância. terá que entrar em exercício no prazo de 15 dias e é a partir daí que se inicia a contagem de prazo para tudo: salário etc. Remoção não é forma de provimento horizontal. Cargo é efetivo. Alguns impedimentos podem prorrogar este prazo (doença. não muda de cargo. Esta exoneração é chamada de exoneração “de ofício”. Pode ser originário e derivado. analista é outro). Provimento de cargo público: atribuição de um cargo a uma pessoa. Caso o provimento se dê com promoção é hipótese de ascensão profissional. Originário: entra pela primeira vez na carreira (técnico judiciário é um. Cargo efetivo: efetividade é uma qualidade do cargo em que o servidor é nomeado por meio de concurso e em caráter definitivo. independe de motivação (doutrina). Estabilidade é qualidade do servidor e não do cargo. Se a invalidez for permanente é caso de aposentadoria e não de readaptação. Após a vitaliciedade só pode ser afastado por processo judicial. é só deslocamento do servidor não está na lista de provimento da 8112. por exemplo). Nomeado e não toma posse a nomeação é tida como sem efeito. 2. hierarquizada. Cargos isolados: toda vida profissional no mesmo posto. forma de provimento vertical tem que observar a regra do concurso 59 . 3. É a aceitação do cargo e o compromisso de bem-servir e cumprir as responsabilidades do cargo (no prazo máximo de 30 dias). O único exemplo de provimento horizontal é a readaptação: recolocação do servidor em razão de limitação física. Ele pode ser no mesmo plano. A única modalidade de provimento originário é a nomeação (atribuir um cargo a um servidor que entra pela primeira vez na carreira). sem possibilidade de ascensão. Quanto à estrutura ou posição estatal: 1. continua sempre na mesma carreira). A transferência era forma de deslocamento. ocorre a desinvestidura com a exoneração. Cargo vitalício: maior garantia de permanência. Organizado em uma estrutura escalonada. Exige concurso público. segue a investidura (compõe a relação jurídica). Caso não entre em exercício no prazo. quando se chama provimento horizontal. é automática. com a possibilidade de ascensão funcional. Garante após três anos estabilidade. não existe mais.2. judicial ou avaliação periódica. Finalmente. Cargo de carreira: tem plano de ascensão. O sujeito nomeado precisa completar sua relação jurídica com a posse. Só perderá o cargo por processo administrativo. Derivado: já está na carreira e assume outro cargo e isso é provimento (novo cargo atribuído na mesma carreira) Ex: magistrados que passam de entrância para entrância. Já existiu acesso: ia de uma carreira para outra. mas hoje também nem existe mais. Tomando posse.

Acesso e ascensão não existem mais. 25 da 8112 – a administração neste caso concede se quiser. Formas de reingresso: 1. A única hipótese é a de promoção. Reintegração: retorno do servidor quando comprovada a ilegalidade da sua desinvestidura (exonerado ou demitido). gratificações etc). Art. Este servidor que retorna já quebrou o vínculo e acaba retirando uma vaga que seria provida por concurso  crítica doutrinária  frauda o concurso público  é inconstitucional. Em ambas as hipóteses só cabe a recondução se tinha estabilidade. O reconduzido tem três opções: ele pode retornar para o cargo de origem se estiver vago. Em caso de nova posse ele pode pedir afastamento ou é exonerado. salário que não recebeu. retorna para um cargo equivalente se existir vago ou fica em disponibilidade. Juiz e promotor em disponibilidade ganham integralmente. O atual ocupante é reconduzido. Neste último caso. 4. na mesma escolaridade. Quando insubsistentes os motivos da aposentadoria por invalidez (fica como excedente se não tiver vaga) ou em caso de pedido do interessado e de interesse da administração. Surgindo vaga ele retorna. Servidor em disponibilidade é remunerado proporcionalmente ao tempo de serviço e não de contribuição (é o único tempo de serviço que remanesceu com a reforma administrativa). (Súmula 685/STF – vedada a promoção para cargo de outra carreira). Volta com direito a todas as vantagens do período que esteve afastado (tempo de aposentadoria. 60 . Reversão: é a volta do inativo que volta à atividade. Deve retornar ao cargo de origem. tem que ter lugar na administração. 2. Anula a desinvestidura – efeitos ex tunc – e volta ao serviço. Reingresso é também forma de provimento derivado: o retorno na mesma carreira é provimento derivado. Quando há reintegração do anterior ocupante do cargo ou quando o servidor é inabilitado em estágio probatório de outro cargo. Pode até ser o mesmo cargo. Só quem tem a garantia de voltar para o cargo de origem é o reintegrado. Só cabe recondução se ele era estável no cargo anterior. ao resultante de transformação ou fica em disponibilidade remunerada caso o cargo tenha sido extinto. Recondução: forma de provimento derivado por reingresso que se dá com o retorno do servidor por duas razões. tem que ter se aposentado voluntariamente há no máximo 5 anos da solicitação. Portanto. Tem o direito de retornar ao cargo de origem. mas sendo de outra carreira é obrigatório o concurso. O servidor indevidamente demitido volta ao cargo de origem ainda que tenha sofrido transformação. Voltando ao cargo de origem o seu ocupante poderá voltar também para o seu original se estiver vago ou para um equivalente. Aproveitamento: forma de provimento derivado por reingresso em que o servidor em disponibilidade volta ao serviço. estável etc. 3. a volta de um reintegrado pode acarretar a exoneração do servidor não estável.público.

inassiduidade habitual (60 dias interpolados em 1 ano). 1º. as demais sempre serão motivadas. é simples quebra de relação. 41. Não havendo pena nem processo é exoneração. ampla defesa e processo administrativo. Demissão é sanção. 132. suspensão. Extinção da relação jurídica: duas formas de desinvestidura: exoneração (não é pena) e demissão (penalidade – existe uma lista na lei. reprovado na avaliação de desempenho (41. salvo (Art. 132). É a mesma pena. se não escolher até o prazo para defesa (quando ainda caracteriza boa-fé e haverá também exoneração). instaura-se o processo administrativo e será demitido de todos os cargos que acumula ilegalmente (três de professor. demissão. 8112): absolvido no processo penal por negativa de autoria ou inexistência do fato. Ex: abandono por mais de 30 dias. Exoneração: não tem natureza de sanção. 8112). incapacidade. aposentadoria. * Art. Pode ser: * A pedido do servidor. fundamentos que geram absolvição no cível e administrativo. É exceção 61 . por exemplo) (só se fala em exoneração até o prazo para a defesa). 169. 126. se for com esse intuito é ato ilegal. 133: acumulação ilegal de cargos  irá escolher. Pode-se instaurar ao mesmo tempo processo administrativo. e por fim os estáveis poderão ser exonerados. * Excesso de despesa (Art. as infrações podem dar margem a demissão. Art. cassação e destituição. Demissão: é a penalidade por falta grave (Art. Celso Antônio diz que a “de ofício” só é possível em cargo em comissão.Vacância: o cargo fica vago (Art. §. Há independência das instâncias inclusive com decisões diferentes. Caso o sujeito já esteja aposentado e descobre-se infração administrativa a pena será a cassação (também se estiver em disponibilidade). não estáveis sem limitação. processo penal e processo civil (ex: improbidade administrativa). §. Se ocupa cargo em comissão ou função de confiança a pena é chamada de destituição. * Inabilitação na avaliação periódica (após a estabilidade – Art. do que não escolher ele será exonerado. exoneração. * Exoneração motivada ou ex officio (quem faz é a própria Administração): ad nutum de cargo em comissão ou se não entra em exercício nos 15 dias. Remoção não é penalidade. CF). cassação ou destituição (que geram vacância). Em síntese. 33. demissão. 8112). * Inabilitação em estágio probatório. se gasta mais inicia a dispensa dos cargos em comissão até o limite de 20%. CF): poder público só pode gastar até o limite (princípio da eficiência). CF) durante ou ao final do estágio probatório. Há a desocupação da vaga. 4º. Para punir alguém só havendo contraditório. Penalidades: advertência. Falecimento.

policiais (todos. dos auxiliares imediatos do Executivo na ordem federal (ministros). com a EC 19 o constituinte criou o subsídio. deputados federais. é resolução. Significa parcela única. A parcela variável são as vantagens e acréscimos pessoais que se somam à parcela fixa: abono. do MP. verbas indenizatórias (diárias. A doutrina novamente critica o termo. só que no Brasil quem recebe subsídio é apenas a cúpula. Em 1999. a CF completa dizendo que todo cargo organizado em carreira pode ser remunerado por subsídio. 39. Exceções: Congresso Nacional poderá fixar por decreto legislativo (maioria). gratificações. secretários estaduais e municipais). governadores e prefeitos e vices respectivos. É possível ultrapassar essa parcela única em algumas possibilidades (exceções): garantias do Art.. 62 . O cargo se cria por lei e a remuneração igualmente será definida por lei. Os cargos dos assessores do legislativo são criados por resolução. pois se é parcela não pode ser única. SISTEMA REMUNERATÓRIO Desde a EC 19 o sistema está em constante mudança. auxílios etc. ajudas de custo em caso de remoção do servidor por interesse público – três vezes o salário). No Brasil. § 3º. Modalidades do sistema remuneratório até a EC 19 não havia essa preocupação. da AGU. vantagens. A parcela fixa é o chamado salário base ou vencimento. salvo a guarda municipal). 13º salário. por isso não é justo ao servidor. Regra geral são independentes. o procuradores e defensores públicos federais e estaduais (excluídos os municipais).. José dos Santos Carvalho Filho diz que não é decreto. O congresso fixa a remuneração do próprio presidente da república e do seu vice. é parte de alguma coisa. que por decreto legislativo fixa a remuneração dos vereadores. após existem as modalidades de: Remuneração ou vencimentos: é composta por duas parcelas. ministros e conselheiros dos tribunais de contas. recebem subsídios: chefes do Poder Executivo (presidente. são pagas fora da parcela única). auxiliares imediatos – ministro de estado. Lembre-se que lei prevê sanção e veto do presidente enquanto o decreto legislativo independe de sanção e veto do presidente (essa é a grande facilidade). A busca é sempre para evitar essa parcela variável. Subsídio: em latim significa ajuda de sobrevivência. membros do Legislativo (senadores. membros da magistratura. Eventuais aumentos salariais incidem sobre a parcela fixa e não sobre a variável. mas o que interessa é que é única.. uma fixa e uma variável. o que deu margem a inúmeras críticas à terminologia. estaduais e vereadores). CF (garantias comuns do empregado: férias. Pegadinha: os deputados estaduais têm a remuneração fixada por lei. não há parcela variável. A segunda exceção está na Câmara Municipal. mas a fixação da remuneração depende de lei. dos senadores e dos deputados federais (!). uma decisão não vincula a outra.de comunicabilidade.

acumular com magistério. além da criação de sub-tetos. desembargador. por isso o do governador. A regra do teto é norma de eficácia limitada. O CNJ baixou duas resoluções (13 e 14): o ministro do STF tem como teto remuneratório R$ 24. Desembargador pode ganhar até 90. O MP está vinculado ao Executivo. No âmbito municipal é diferente. não deveria ter sido necessário a publicação de resoluções. Dependia de lei de iniciativa conjunta. Iniciativa para apresentar o projeto de lei é do próprio poder (harmonia entre os poderes). Ocorre que a EC 41 criou ainda subtetos: * Na União ninguém ganha mais que ministro do STF. A partir da EC 19 foi fixado um limite de remuneração no serviço público: teto remuneratório. tem como teto o do governador. porque o atual vereador fixará para a legislatura seguinte e não o seu próprio salário.500.25% do ministro do STF (CF).100. Julgado remuneratório: o MS dos ex-ministros do STF que discutia o teto CF/88: estabelecia remuneração irredutível. mas de iniciativa do próprio STF e não de iniciativa conjunta (EC19). Parece falta de credibilidade da própria constituição. Após a EC 41 houve mudança do teto. para o Legislativo. O CNJ também estabelece que os desembargadores só podem ganhar até R$ 22.00. 63 . ninguém obedecia. Até o mês de junho de 2006 a regra deve ser implementada.No âmbito federal o Congresso fixa a remuneração da própria legislatura. deputado estadual. 143. Caso não seja feito. A matéria ainda não é definitiva. está sendo discutida no STF. * Nos municípios o teto é o do prefeito. A lei não foi elaborada. Mas o CNJ nas resoluções supra criou exceções: é possível ganhar mais no caso de recebimento de verbas indenizatórias. * Nos estados existem três sub-tetos: para o Executivo ninguém ganha mais do que o governador. restaram ainda problemas. procuradores e defensores públicos. Cuidado! Auxiliar administrativo do MP não é membro do MP. O teto do desembargador também é aplicável aos membros do MP (promotor e procurador de justiça). que é o de ministro do STF (teto único). A lei é a 11. EC 19/98: irredutível. Por enquanto esta é a questão posta. para o Judiciário estadual. o CNJ tomará as providências. salvo se for para se adequar ao teto. Quem define o teto? A emenda 41 mudou para dizer que para fixar a remuneração do ministro do STF precisa de lei. a partir de julho já devem comunicar a adequação à regra.00 (teto geral). Apesar de a lei ter definido o teto. quando exercer justiça eleitoral ou quando se tratar de benefícios previdenciários.

Neste momento foi ajuizado o MS pelo ex-ministros do STF que se aposentaram ganhando mais. Gratificação que estava estabelecida na lei 1711/52 (aumento de 20% por ocasião da aposentadoria) não está proibida no texto constitucional e esta os exministros poderão continuar recebendo acima do teto remuneratório. CONCURSO PÚBLICO Acessibilidade no serviço público: brasileiros e os estrangeiros. regra do 5º constitucional). os ex-ministros não têm direito. Concurso público é a regra. se a gratificação de 20% não existe mais no ordenamento não há como garantir a manutenção. mas com as mudanças na moeda esses 20% poderão ser “engolidos” pela inflação e chegará a ganhar o mesmo que os atuais ministros (teto). CF. o STF não garantiu o direito adquirido em face do regime legal. Mas não é a única. mas há hipóteses que não exigem a prestação do concurso: cargo em comissão (nomeado com base na confiança). Aquela vantagem que foi adquirida de forma legal. não significa dizer que ele continuará recebendo 20%. XXX. estados e municípios podem disciplinar outras por lei. 8º da EC 41). Servidores antigos tecnicamente deveriam ter o mesmo direito.. Depende só de lei de iniciativa do STF. Enquanto não aprovada a lei serve como teto o que ganham hoje.EC 41/03: além de criar subtetos. Alegaram direito adquirido. Terá direito à gratificação até que o salário o “engula” e desapareça um dia. a súmula fala expressamente de cargo e 64 . Essa regra foi introduzida pela EC 19. mas cada um deles terá que ingressar com ação. O STF entendeu que em relação ao adicional por tempo de serviço. Este MS só serve para os que ajuizaram a ação (ex-ministros). Art. 198). mas a CF dispensa. contratados temporariamente (a seleção é feita por processo seletivo simplificado). permitindo a redução do que suplantar o teto. 7º. quando se tratar de agentes comunitário de saúde e de combate às endemias (EC 51/06. O ex-ministro tem direito a uma irredutibilidade nominal do salário e não real. empresas públicas e as sociedades de economia mista quando o concurso prejudicar a finalidade principal (em regra têm que fazer concurso – Celso Antônio). mas os aposentados podem continuar recebendo as vantagens pessoais. Pesquisadores e professores estrangeiros antes da emenda não poderiam ser incluídos no serviço público. criou o teto provisório enquanto não viesse a lei . exceções constitucionais (ministro e conselheiro do tribunal de contas. MS 24875: julgado pelo STF em 11/05/2006. assim. esta vantagem pessoal fica mantida e continuará sendo paga. legítima ele continuará recebendo. A hipótese regulamentada de estrangeiros é só a dos pesquisadores e professores. MS 24875: a remuneração dos servidores deve observar o teto. Súmula 683/STF: é possível a limitação de idade para a inscrição em concurso público quando possa ser justificado pela natureza do cargo a ser exercido e obedecido o Art.eliminada a iniciativa conjunta. A garantia é apenas nominal. Se a gratificação fica garantida e há o direito à irredutibilidade nominal. garante apenas hoje o valor nominal. na forma da lei. poderão ser servidores públicos. querendo pode fazer concurso. é vantagem pessoal e ultrapassa o teto (vedada expressamente no Art.

Súmula 266/STJ: apresentação de diploma ou habilitação legal apenas por ocasião da posse e não da inscrição. A condição é para o exercício do cargo. 377) reconhece a inexistência do direito à nomeação. e preenchidas as condições o administrador terá que cumprir. Teoria do funcionário de fato: reconhecida pelo STF. O administrador pode revogar o ato de prorrogação até o início do prazo de prorrogação. Mas a lei 8112 é de 1990. Em 2004 e 2005 há algumas decisões do STJ reconhecendo o direito subjetivo de nomeação sob o argumento de que o edital é ato vinculado (previsão de 3 vagas. Os três anos de atividade jurídica (Resolução 11 do CNJ) devem ser exigidos de acordo com o que estiver previsto na lei da carreira e quando não houver previsão. Prazo de validade: até 2 anos. passa-se à lista do segundo concurso. O nomeado sai. Súmula 15/STF: se desrespeitada a ordem de classificação há o direito à nomeação. é possível a realização de novo concurso? Segundo a lei 8112 não seria possível. O ato de prorrogação pode ser retirado do ordenamento jurídico por revogação quando for inconveniente ou anulação quando existir ilegalidade. que modificou dizendo ser possível durante o prazo de validade fazer novo concurso. Candidato aprovado em concurso público não tem direito subjetivo à nomeação. mas a maioria da doutrina estende aos empregos. o direito subsiste (o impossível é provar). Concurso anterior ainda válido. portanto. Súmula 684/STF: veto não participação em concurso é inconstitucional. deve se ter como norte a súmula (posse). não subsiste o direito à nomeação pela ordem de classificação. Pela teoria não obstante o efeito ex tunc da anulação. A lei 8112 não foi recepcionada pelo novo texto constitucional. por exemplo). ela é mera expectativa de direito. Quem define a complexidade do cargo é o próprio administrador. O critério deve ser objetivo e os testes psicotécnicos têm carga de subjetividade. a vedação de limite de idade no Brasil não é absoluta. Assim. os atos por ele praticados não serão anulados (mas 65 . desde que respeitada a ordem de classificação do concurso anterior. prorrogável uma única vez por igual período. Findo o prazo de validade do primeiro concurso. anterior à EC 19. motivado de indeferimento de Súmula 686/STF: somente por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público. Ocorre que o STF em sede de ADIN (2931) (Inf.não de emprego. A doutrina em questão o critério utilizado pelo psicólogo que realiza o teste. quando haverá direito adquirido. Nomeação para cargo público sem concurso é ato ilegal retirado do ordenamento por anulação e produzindo efeitos ex tunc. Provado que tinha interesse e necessidade de nomeação e não o fez por interesses próprios. Prorrogar é decisão discricionária do administrador. Se ele contrata temporariamente (só para não nomear) fica tipificada a necessidade. só deve ser exigida na posse.

b) Aposentado + cargo em comissão. XVI e XVII: a) Compatibilidade de horários. O administrador que nomeou sem o concurso responderá por improbidade administrativa (lei 8429/92). GREVE Servidor público tem direito de greve na forma da lei (Art. ACUMULAÇÃO DE CARGO. A pena é de demissão de todos os cargos se ele não escolhe (Art. Em nome da segurança jurídica os atos praticados serão considerados válidos e não terá que devolver o salário. iniciativa privada não interessa. Só se fala em cargo. c) Hipóteses constitucionais: duas de professor. Para uma minoria é norma de eficácia contida.em regra o acessório segue o principal). A vedação é aplicável à administração direta e indireta. 132. a acumulação é ilegal. sob pena de enriquecimento ilícito por parte da administração. 37. fora. Os governantes acabam “permitindo” por conta da inefetividade de vários direitos da CF. b) Teto remuneratório. Aposentadoria + Atividade: a) Hipóteses constitucionais. VII. O direito de greve. O problema é definir se esse dispositivo é norma de eficácia plena. mas para o servidor público não. contida ou limitada. não pode gerar demissão. Na saúde não necessariamente médico. mas na teoria não pode. 66 . Aposentadoria + Aposentadoria: nas mesmas condições permitidas à atividade. uma de professor + uma de técnico ou científico (aquele que depende de uma qualificação técnica). Existem quatro hipóteses constitucionais: 1. Por si só greve não é infração. CF). Por isso sempre são reconhecidas como greves ilegais – permite descontar os dias não trabalhados. EMPREGO E FUNÇÃO O regime no Brasil é o da não-acumulação e se refere a função publica. somente se tipificar alguma infração funcional (ex: abandono de cargo e com o animus de abandono para alguns doutrinadores). lei 8112).os requisitos são cumulativos. duas de saúde com profissão regulamentada em lei. 37. Atividade + Atividade: Art. 2. emprego ou função pública. já que o serviço foi prestado. segundo a corrente majoritária está contido em norma de eficácia limitada. 3. Ocorre que esta lei ainda não foi aprovada. Existe no ordenamento jurídico lei que disciplina a greve dos trabalhadores (lei 7783/89).

Assume a nova remuneração.c) Mandato eletivo. veio dizer que o estágio probatório é de 24 meses (a CF não fala em estágio. Houve uma coincidência entre os prazos. A acumulação nesse caso não tinha restrições. Estabilidade é certeza de permanência no serviço público e é adquirida. estadual ou distrital: servidor se afasta do cargo de origem para assumir o novo cargo. em 08/2004. só em estabilidade). Estabilidade é garantia do servidor. assume o novo cargo e pode escolher a remuneração. A proibição de acumulação não abrange quem já acumulava anteriormente à emenda. passou de 2 para 3 anos. 4. que é avaliada a partir da avaliação de desempenho. Mandado de vereador: havendo compatibilidade de horários pode acumular a remuneração. somente no caso de vereador e com o horário compatível. Art. O STJ. Se o horário for incompatível vale a regra do prefeito (afasta e escolhe a remuneração). A 1ª posição que surgiu foi a de que a lei 8112 não foi recepcionada pela EC 19. CF: trata da aquisição e perda da estabilidade. 20. é qualidade do servidor. Efetividade é característica do cargo público. três anos de exercício (e não de estágio probatório) e aprovação na avaliação de desempenho. 38. ESTABILIDADE NO SERVIÇO PÚBLICO Art. a CF fala claramente em exercício para estabilidade e não de estágio probatório. Em caso de mandato eletivo ele pode acumular. Após a emenda só é possível a acumulação nas hipóteses supra. A lei 8112. Foi alterado pela EC 19/98 – observância do princípio da eficiência. Estabilidade não se confunde com efetividade. A regra está no texto da emenda e não na CF. Em atividade. e o prazo para estágio também seria de 3 anos. Estágio probatório: a CF/88 em seu texto original dizia que a estabilidade era adquirida com dois anos de exercício. Requisitos para a aquisição da estabilidade no serviço público: nomeação para cargo efetivo (a efetividade é pré-requisito para a estabilidade). Art. Nomeação em caráter definitivo mediante aprovação em concurso público. 41. 67 . A EC 19 alterou o prazo de exercício para aquisição da estabilidade. Mandato de prefeito: afasta do cargo de origem. CF: Acumulação de atividade + atividade eletiva: Mandato federal. d) Regra da EC 20. enquanto efetividade é qualidade do cargo. desde que em um deles esteja aposentado.

Seguem os servidores de cargos efetivos e de cargo vitalício. 3. objeto do direito previdenciário. dizendo que a regra constitucional se limita à estabilidade e a lei 8112 continua valendo no tocante ao prazo de 24 meses para estágio probatório (MS 9373). Dica: questão em “anos”  1ª posição (3 anos para ambos). servidor público titular de emprego público. mas a lei 8112 diz que só é vedada em estágio probatório. CF. todos os servidores não-estáveis. Arts. 201 e seguintes. CF/88 texto original: não importava a idade do servidor. 169. Vitalício tem mais garantias que o estável. contratados temporariamente.manifestou-se contrariamente. Adquirida a estabilidade o servidor poderá perdê-la por: 1. Processo judicial com trânsito em julgado. estados e municípios). Proventos: remuneração de inativo. Excesso de quadro: gastou acima do limite fixado na lei de responsabilidade fiscal. É o que prevalece hoje. servidores estáveis (Art. questão em “meses”  2ª posição (STJ – 24 meses para estágio probatório). 68 . para gozar licença (peculiar à estabilidade). duas pode só se completar (acumulação de 35 anos em ambos). cada um tem seu regime próprio (Art. servidores de entes governamentais de direito privado. Regra: o tempo contribuído no privado é aceito na aposentadoria pública. O tempo contribuído no público é aceito na aposentadoria privada. Seguem os servidores ocupantes de cargo em comissão. só será dispensado em caso de processo judicial e com trânsito em julgado. 2. RPPS: mantido por cada ente da federação. De 1988 a 1998 trabalhou em cargo e emprego público ao mesmo tempo: total de 10 anos e não de 20 para aposentadoria. APOSENTADORIA Há dois regimes no Brasil: regime geral da previdência social e regime próprio de previdência social. Racionalização da máquina. CF). 40. Para magistratura e MP há vitaliciedade e não estabilidade no prazo de 2 anos. Marinela: há incongruência. Processo administrativo com contraditório e ampla defesa. Dispensa-se 20% dos comissionados. RGPS mantido pelo INSS. CF) (União. por exemplo. 10 anos público e privado ao mesmo tempo – deixa o privado – 10 anos perdidos (só seria aproveitado se completasse). só importava o tempo de serviço. Todo o tempo trabalhado será aproveitado para aposentar. O tempo é contado de uma só vez.

Regime contributivo – vale o tempo de pagamento de contribuição. A contribuição dos ativos continua sendo sobre tudo o que ele ganha para calcular a média da vida laboral. mas só será implementado após a criação do regime complementar que depende de lei ordinária (EC 20 falava em regime complementar. e não o que ganhou por último. O que o ativo ganhava o inativo também ganhava. Teto de proventos: é o teto dos aposentados. mas para definir suas regras é necessário lei complementar. Hoje já existe e é igual ao teto do RGPS (INSS) e é de R$ 2. 801. Revogou também o princípio da paridade que dizia que o servidor inativo ganhava todas as qualidades (vantagens) que ele gozava na atividade. Foi substituído pelo princípio da média da vida laboral – é uma média do que ele ganhou por toda a vida laboral. Inativos anteriores à EC 41 terão que pagar mais que os inativos posteriores  na ADI 3105 o STF igualou as contribuições. Só serve para a média se ele pagou contribuição. Abono de permanência: para aquele servidor que já preenche os requisitos para aposentar. Já existe. * Quem vai entrar. 8º da EC 20). em troca de 11% de abono – desconta 11% de contribuição e recebe de volta 11% .56) só haverá contribuição sobre esse valor. Quando o teto for implementado (R$ 2. O Brasil adota o regime contributivo no sistema de repartição simples. Substituído pelo princípio da preservação do valor real – preservação do valor real da moeda. * Aquele que já está no serviço. Pode ser: regime de repartição simples (Brasil) e regime de capitalização (fundo próprio como uma poupança). Problema: para criar basta lei ordinária. na remuneração teve incidência da contribuição.EC 20/98: criou limite de idade e substituiu o regime de tempo de serviço pelo de tempo de contribuição. Com a mudança. não há direito adquirido  regra de transição (Art. mas dependia de lei complementar). mas este é o mínimo. para que ele continue trabalhando. o constituinte fixou: *Aquele que já estavam no serviço e preenchia os requisitos tem direito adquirido.801. Todo inativo que ganha mais que o teto tem que contribuir. A contribuição do inativo incide sobre o que ultrapassar o teto (R$ 2. mas não preenche os requisitos. a alíquota é a mesma.56 (portaria 119/06 do INSS). 56).não tem natureza de isenção (na EC 20 o abono de permanência tinha natureza de isenção – não servia para a média da vida laboral – é considerado como 69 . do poder aquisitivo de compra. EC 41/03: revoga o princípio da integralidade que dizia que o que o servidor ganha trabalhando é o que vai ganhar na aposentadoria. Contribuição dos inativos: estado e município podem fixar alíquota maior que 11%. aplica-se a regra nova a partir de 15/12/1998.801.

Ainda depende de regulamentação. Professor universitário não tem aposentadoria especial. simplesmente altera a EC 41. doença profissional grã vê e incurável e contagiosa). Regra de transição (Art. para se aposentar com proventos integrais o homem precisa contar com 55 anos de idade + 30 de contribuição. Sobre o abono de 11% haverá incidência de IR. mulher (55 anos de idade + 30 de contribuição). Há uma tentativa de alterar para 75 anos. Requisitos para aposentar: Art. proventos: regra geral: proporcional ao tempo de contribuição. também aquela que representa atividade de risco. 6º da EC 41): revogou a regra do Art. 3º da EC 47. Proventos integrais: homem (60 anos de idade + 35 de contribuição). ou seja. Excepcionalmente é possível proventos integrais (moléstia do serviço. A especialidade é somente para proventos integrais. regra comum com 5 anos a menos. 8º da EC 20 com a regra do Art. O que a EC 20 colocou continua no texto constitucional. além da do professor. Só serve para os que entraram antes de 1998 (EC 20). Proventos proporcionais: homem (65 anos de idade). enquanto a mulher deve ter 50 anos de idade + 25 de contribuição.contribuição. Serve para quem entrou antes da EC 20 de 1998. Cenário atual: 70 . Criou uma nova e alterou uma já existente (e ainda está por vir mais emenda para alterar aposentadoria). 2º da EC 41. Compulsória: aos 70 anos de idade. prejudica a integridade e a saúde do servidor e para os deficientes físicos. portanto). A regra do Art. Se tiver 70 anos e já cumpriu o tempo de contribuição aposenta com proventos integrais. Voluntária: 10 anos de serviço público + 5 anos no cargo. mulher (60 anos de idade). CF. 40. Muita gente continua no serviço. Regras de transição: Art. Direito a proventos proporcionais. médio e fundamental. 6º da EC 41 só se aplica para quem entrou antes da EC 41/03. Professor: exclusividade de magistério no ensino infantil. Modalidades: Invalidez: somente na invalidez permanente. sendo computado para a média da vida laboral. Se quiser aposentar voluntariamente terá que observar a regra comum. A única que já tem regulamentação é a do professor. Aposentadoria especial: rol ampliado. EC 47/05: resultado das emendas que o congresso iria fazer à PEC da EC 41/05. Direito a se aposentar voluntariamente.

É um fundamento reconhecido pela doutrina mais moderna. Até o limite de 53 anos para homens e 45 para mulheres. 6º da EC 41: quem entrou antes da EC 41/03 (31/12/03). 3. mulher  55 anos de idade + 30 de contribuição. 2. Art. O ordenamento. também fundamento do pagamento de indenização por parte do Estado. Para se aposentar com integralidade e paridade: homem  60 anos de idade + 35 de contribuição. todos respondem e têm obrigações. Quem entrou antes da EC 20 aplica-se então o Art. Teoria da irresponsabilidade do Estado: o 71 . 40 da CF. Esta é a mais benéfica para quem já é servidor há muito tempo. com integralidade e com paridade desde que preenchidos os requisitos supra. logo. Quem entrou antes da EC 20 tem direito de escolher entre uma e outra. 3º da EC 47: 25 anos no serviço público. Regra nova após a EC 41 (1º/01/2004). Regra de transição: Art. 2º. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO A responsabilidade civil do Estado tem princípios e regras próprias. diminui a idade de 60 anos (2 = 58). Fundamento: o Estado é sujeito responsável. Restabelecer o princípio da isonomia é. EC 41 (era a transição da EC 20 – alterada pela EC 41). responde por seus próprios atos. O dever de indenizar está ainda fundado no princípio da isonomia (prejuízo de um particular em nome de um benefício de interesse geral  gera indenização ao prejudicado pelos beneficiados – indeniza com recursos públicos para recompor a isonomia). Antes da EC 47 a paridade era parcial (EC 41). exige-se maior rigor na sua responsabilidade civil. obedecendo às regras do Art. muito desvantajosa. 20 anos no serviço público. logo. o Estado também tem que ser sujeito responsável. portanto. Média da vida laboral. Aumenta o tempo de contribuição de 35 (+ 2 = 37). 15 anos na carreira e 5 anos no cargo. nunca admitia erro. não se responsabilizava. como é uno.1. 10 anos na carreira e 5 anos no cargo. mas não preenchia os requisitos de transição (decisão facultativa do agente). Sem integralidade e sem paridade. o rei não erra. Quem já estava. Não utilizada. Esta garante proventos integrais. Regra velha para os que já estavam e já tinham preenchidos os requisitos  direito adquirido. sujeito a obrigações. Este serve para quem entrou antes da EC 20 (1998). Agora a paridade é total. Evolução da responsabilidade civil do Estado: No princípio os monarcas ditavam as regras.

A responsabilidade subjetiva depende de um elemento subjetivo: culpa ou dolo do agente. Posteriormente surgiu a teoria da responsabilidade subjetiva. A responsabilidade evoluiu e passou-se a admitir não só a responsabilidade pessoal. No Brasil surgiu com a CF de 1946. Hely Lopes reconhece essa teoria nos casos de material bélico e substância nuclear. O fundamento da responsabilidade para a conduta lícita é o princípio da isonomia. culpa ou dolo. foi de forma ineficiente ou atrasado. o Estado não é entendido como sujeito responsável. descumpre um dever legal de agir. precisa ter nexo causal entre a conduta e o dano. A responsabilidade subjetiva decorre necessariamente de uma conduta ilícita. o Estado passa a ser responsável quando a lei determinasse expressamente por normas específicas. logo. dano ou nexo.Estado não responde. a adotada por nosso sistema. tinha que ser provada. A responsabilidade foi se aperfeiçoando a partir daí. Dispensa comprovação de culpa ou dolo. Três elementos: conduta. para resultar comprovada a culpa. O Estado tem o dever de agir e não age: é necessário uma conduta do Estado (ação ou omissão) e essa conduta tem que gerar um dano para ter responsabilidade subjetiva. mas existem duas teorias a respeito: teoria do risco integral e a teoria do risco administrativo. Para o administrado é difícil provar quem foi o agente responsável pelo dano. foi ineficiente. dano. Daí a responsabilidade evoluiu novamente. a conduta poderá ser lícita ou ilícita que gerará responsabilidade por parte do Estado. não interessa quem praticou o ato. nexo. a voz do monarca é a própria verdade. em regra. culpa anônima. Em um segundo momento. desde que haja conduta. Decorre de um ilícito. da pessoa física. A doutrina moderna não admite em nenhuma hipótese. A excludente da responsabilidade surge quando falta um dos quatro elementos formadores da responsabilidade (conduta. Hoje é aplicada a teoria da responsabilidade objetiva. No Brasil surgiu com o Código Civil de 1916. Ele tem que indenizar sempre. O fundamento para essa responsabilidade é o princípio da legalidade. da pessoa física. foi atrasado. se ele descumpre surge uma conduta ilícita). Excludente da responsabilidade: para afastar a responsabilidade do Estado tem que inexistir conduta. Basta provar que o serviço não foi prestado. dano. O Brasil não passa por essa teoria. e a CF de 1988 trouxe novidade reconhecendo a responsabilidade do estado tanto para o dano material quanto para o dano moral. basta caracterizar: serviço não foi prestado. tem que ter prejuízo (se não tiver é enriquecimento ilícito). Cuidado com o concurso! 72 . E para a conduta ilícita é o princípio da legalidade. mas não é preciso. nexo causal. A vítima pode provar quem (pessoa física) foi o responsável. Conduta ilícita (o administrador só pode fazer o que a lei autoriza. Decorre da culpa ou dolo do agente. Pode ser afastada quando inexistir um dos elementos: conduta. nexo ou culpa/dolo). dano. Teoria do risco integral: não há como afastar a responsabilidade do Estado. Além disso. A culpa ou dolo da teoria subjetiva é do agente. mas também a responsabilidade anônima: culpa do serviço. dano. Essa é. Sempre acontece quando há ilícito praticado pelo administrador. nexo.

Como o agente não é do Estado. O ato do agente pode gerar responsabilidade civil. Excepcionalmente haverá comunicação (Art. mas dependerá da culpa de cada um). força maior. Em regra. ela será objetiva. CF (aquiliana). § 6º. Responsabilidades são independentes. entes de cooperação – OS e OSCIP – quando estão prestando serviços públicos). Conduta omissiva  responsabilidade subjetiva (doutrina e jurisprudência). concessionárias e permissionárias de serviços públicos. estado de necessidade etc – não se discute mais este fato). excluindo a ordem de preferência. CPP: reconhecida uma excludente penal. Se a culpa é concorrente o Estado responde. uma condenação no cível ou no administrativo. desde que prestadoras de serviços públicos. Em alguns casos pode-se afastar essa responsabilidade (não há conduta. Sujeitos: pessoas jurídicas de direito público (administração direta. Em caso de excludentes não significa “absolvição” para os demais processos. Código Civil). portanto. podendo haver. 935. Art. Será absolvido também no cível e administrativo. somente as excludentes é que não poderão mais serem discutidas. por exemplo). Conduta comissiva  responsabilidade objetiva. a responsabilidade é subsidiária. dano ou nexo). Em algumas circunstâncias a nossa lei já reconhece a responsabilidade solidária. ainda que a nomeação do agente seja ilegal: princípio da aparência. O estado responde pelos atos de seus agentes. indireta: autarquias e fundações públicas) e privado (administração indireta: empresa pública e sociedade de economia mista. em algumas circunstâncias podem gerar responsabilidade subjetiva. é impessoal. 65. 126. 37. responsabilidade subsidiária: o Estado responde por um agente de uma outra pessoa jurídica (de uma autarquia. 73 . As únicas hipóteses em que a absolvição no penal comunica-se à civil e administrativa são as de negativa de autoria e inexistência do fato. Responsabilidade primária: agentes próprios do Estado. ela faz coisa julgada no processo civil e administrativo (ex: legítima defesa. se é exploradora da atividade econômica a responsabilidade não é objetiva. mas há uma ordem de preferência  primeiro a pessoa jurídica e depois o Estado. Excludentes da responsabilidade: caso fortuito. Lei 8112/90): processo penal absolver em razão da negativa de autoria e/ou inexistência do fato (falta de materialidade) (Art. A hipótese existente no ordenamento de responsabilidade solidária é nas PPPs (concessão especial de serviço público). O Estado responde pelos atos praticados por seus agentes. Responsabilidade civil no Brasil: Art. penal e administrativa. mas a conduta do prejudicado será considerada para a fixação do quantum indenizatório (jurisprudência: 50% para cada.Teoria do risco administrativo: admite excludente. culpa exclusiva da vítima. É um rol exemplificativo. A CF/88 é clara para reconhecer a responsabilidade por dano material e moral.

o estado sempre responde. A jurisprudência diz que o Estado cria o risco. pode indenizar (era possível impedir). Três elementos: ilícito + dever de prestação legal + dentro do padrão normal (STF: princípio da reserva do possível). Dano: se não há dano. não dispensada a teoria da aparência (aparência de servidor – nomeado ilegalmente). a responsabilidade por material nuclear e bélico é responsabilidade por risco integral. se não há lesão a direito. Risco criado pelo Estado: a responsabilidade é objetiva. ele não responde em regra.Responsabilidade civil do Estado é a extracontratual ou aquiliana. Decorrente de ato lícito: fundamento jurídico é o princípio da isonomia. mas se pratica com uma arma: responde. Presos em briga. bombas no armazém explodem. vaza material nuclear). Ex: Estado indenizar por furto de veículo ocorrido em via pública. A responsabilidade do Estado depende de agente público. e não pelo risco administrativo (minoria). não basta ser econômico. indenizar neste caso significa enriquecimento ilícito. Com contrato a responsabilidade é a contratual. Se a responsabilidade é do agente de concessionária. A indenização terá uma natureza em cada situação. Conduta omissiva: responsabilidade subjetiva. Se o preso invade casa distante do presídio: responsabilidade subjetiva. A indenização não é o elemento principal. outra pessoa jurídica ela será subsidiária. Conduta que decorre de risco: para Hely Lopes. Diferente de indenização por desapropriação. não há 74 . O dano tem que ser jurídico (lesão a um direito). depende da culpa do agente ou serviço  omissão na cautela no presídio (segurança). Decorrente apenas de ilícito: fundamento é o princípio da legalidade. 3. Se quem indeniza é a própria pessoa jurídica a que o agente pertence. Não há direito à manutenção de regra urbanística. autarquia. de agente público no exercício da função pública. ele faz algo que cria o risco (ex: semáforo deu defeito. Conduta lesiva: conduta comissiva (ação) responsabilidade objetiva (conduta + dano + nexo). ela é um sub-produto da responsabilidade quando decorre de atos que não visam prejudicar alguém. Fuga de preso que invade casa vizinha: responsabilidade objetiva. faltou com o dever de vigilância (responsabilidade subjetiva – conduta ilícita). 2. Agente: a responsabilidade poderá ser primária ou subsidiária. Decorrente de ato ilícito: fundamento é o princípio da legalidade (administrador faz o que não está autorizado por lei – isso tanto para atos jurídicos quanto para atos materiais). porque se o lugar exigia segurança redobrada. ela é primária. não há dever de indenizar. que desempenhe função pública para gerar a responsabilidade. Preso que pratica suicídio com lenço: não responde. Elementos: 1. não basta ter prejuízo. um morre: responsabilidade objetiva. O agente tem que estar nesta qualidade. ou havia polícia que nada fez.

não inovando completamente no processo. 75 . o CPC. Art. não gera direito a indenização. para que a denunciação da lide seja possível. jurídico. a vítima não perde nada. Ela traria fato novo ao processo (discussão da culpa ou dolo). trazendo o agente ao processo. é decisão facultativa do Estado. Se é prejuízo geral não há direito de indenização. se o Estado não faz. Ação da vítima X Estado a responsabilidade é objetiva (regra). a responsabilidade é subjetiva. mas com denunciação da lide. identifica-se a vítima do evento. O direito de regresso do Estado é constitucional. A vítima pode cobrar direto em face do agente? A jurisprudência diz que é um privilégio da vítima se valer da responsabilidade objetiva. caso fortuito ou força maior). O Estado. 70. Da mesma forma pode cobrar dos dois em litisconsórcio passivo. anormal. Em modificação de regra urbanística só há dano econômico. O Estado contra a vítima. jurídico não. provando a culpa novamente. Os elementos são cumulativos. mas estará abrindo mão da responsabilidade objetiva. não há qualquer nulidade ou prejuízo. está reconhecendo a sua responsabilidade. 70 do CPC: denunciação da lide obrigatória quando há regresso. Para o STJ. Isso criaria enorme tumulto ao processo. Este dano precisa ser anormal. a vítima deve ter tocado no assunto de culpa ou dolo na inicial. pode cobrar depois em regresso. O dano deve ser certo. não traduzindo efeito procrastinatório em prejuízo dela. Para o STJ a denunciação da lide é discricionária. determinado ou determinável (dano emergente ou lucro cessante). certo e especial  indenização. não poderia retirar esse direito dizendo que a denunciação da lide é obrigatória sob pena de perda do direito de regresso. Dano normal não gera direito de indenização.responsabilidade. neste caso ela não é obrigatória. porque teria que se discutir a culpa. logo. Ação da vítima X Estado cabe denunciação da lide (agente)? Para os administrativistas é vedada a denunciação da lide. Na verdade. Ação regressiva em face do agente: depende da identificação do agente e verificação de sua culpa ou dolo. Para algumas decisões do STJ. o Estado confessa e afasta inclusive qualquer excludente contra a vítima. o Estado irá alegar culpa ou dolo do seu próprio agente. O Estado contra a vítima só poderá alegar alguma excludente (culpa exclusiva. Art. assumindo a responsabilidade (só poderá cobrar em ação de regresso se o agente agiu com culpa ou dolo). perde o direito de regresso? O STJ diz que não. ela pode escolher. Por isso a decisão do STJ é bastante coerente. não havendo qualquer nulidade no processo caso não faça. da vítima X agente depende a comprovação da culpa dele. Dano: anormal. assim. terá que provar a culpa (responsabilidade subjetiva). Se vai além do necessário o dano passa a ser indenizável. Dano especial: é aquele que tem particularização. atrasando o processo e prejudicando a vítima. em nome da economia e celeridade processuais a denunciação da lide é admitida.

Prescrição: responsabilidade com prazo prescricional de 5 anos em face da Fazenda Pública para a maioria (Decreto 20910/32). Para José dos Santos Carvalho Filho os bens públicos pertencem apenas a essas pessoas.Hoje a jurisprudência diz que para que o estado ajuíze ação de regresso contra o agente é preciso ter sido condenado. Domínio amplo é o controle. direitos e ações. pois são imprescindíveis à continuidade do serviço público. atuação que o estado exerce sobre os seus próprios bens. Só é possível dizer que bem de empresa pública e de sociedade de economia mista é impenhorável quando for indispensável e estiver diretamente ligado á prestação de um serviço público. Celso Antônio e a jurisprudência (posição que prevalece) dizem que também são bens públicos aqueles pertencentes a empresa pública. 5º. mas dispensa-se o trânsito em julgado para o ajuizamento. sobre os bens dos particulares e sobre os bens insuscetíveis de apropriação. mas não é a posição majoritária. Pessoa jurídica de direito privado prestadora de serviço público: entendimento de que prevalecem os 3 anos do Código Civil (Art. os bens têm que ser protegidos da mesma forma). 37. Bem público é aquele pertencente a pessoa jurídica de direito público (administração direta. Minoria (José dos Santos Carvalho Filho): não segue o decreto: 3 anos do Código Civil. 76 . corpóreos e incorpóreos. semoventes. é o mesmo que bem de uso comum do povo (bem de domínio público = bem de uso comum do povo). comando. autarquias e fundações públicas de direito público . Bens que seguem o regime de bens públicos: móveis. Para saber se o bem é público deve-se verificar a quem pertence. 206. §. CF).ninguém discorda que é público). nem todos os bens serão públicos. sociedade de economia mista desde que estejam diretamente ligados ao serviço público (são pessoas jurídicas de direito privado). logo. Pode ser entendido em sentido amplo ou restrito. A doutrina então raciocina: se a concessionária tem essa proteção porque as empresas públicas e sociedades de economia mista não teriam? Merecem tratamento de bens públicos por meio da analogia. BENS PÚBLICOS Domínio público: definir os bens que pertencem ao Estado. o particular pode utilizar livremente. Em face do agente a ação de reparação civil do Estado é imprescritível (Art. Concessionária prestadora de serviço público em regra os bens são penhoráveis. Bens protegidos. imóveis. § 3º. 28). A justificativa é o princípio da continuidade (ex: se penhorados prejudicam a continuidade do serviço. V) para reparação de danos. Bens das empresas públicas são em regra penhoráveis (muito cuidado!). Domínio público em sentido estrito significa bens que estão à disposição da coletividade. Lei 8987/95 (concessão e permissão) impediu que as concessionárias dessem seus bens utilizados para o serviço público em garantia (Art.

Penhora de bicicleta da ECT: não é possível. não precisa licitar*). Zona econômica exclusiva: 12 a 200 milhas e corresponde à parte que está na superfície. tem apenas os recursos naturais. Decreto-lei 9760/46. 21. de outro lado. Zona contígua: 12 a 24 milhas a União exerce somente poder de polícia. 77 . na mesma faixa (de 12 a 200 milhas). por isso é entendido como sendo um serviço exclusivo da União (ADPF 46 discutindo a matéria). O TCU decidiu (maio de 2006) então que os contratos de franchinsing já existentes permanecem. Se a água avança. as terras devolutas são aquelas sem demarcação. é o regime de precatórios do Art. após o Código Civil não existe mais (há o direito de superfície). Mar territorial: primeiras 12 milhas e pertence à União (tudo). mas isso em relação à central da ECT e não às franquias. O bem é impenhorável. se delimita passa a ser mera terra pública. A enfiteuse ainda prevalece naquelas que preexistiam ao NCC. Fruto da falência do regime das capitanias hereditárias. regime de precatórios. Foi demarcado em 1850 e continua até hoje. a terra que está em baixo da água é a plataforma continental. O TCU fez controle de constitucionalidade em concreto. mas a decisão está produzindo efeitos erga omnes. Altomar: de 200 milhas para frente e é res nullius. rol taxativo. *De 1988 para cá a ECT os correios distribuídos pela cidade são transferidos a particulares por meio de franchinsing. Classificação dos bens públicos: Em razão da titularidade: • Federal: Art. por isso deverá ser objeto de controle no STF. mas é sui generis. há acrescido de terreno de marinha (pertencente à União). A garantia nesse caso. desnecessária a motivação para a dispensa – OJ 247. deve afastar então a dispensa imotivada. segundo o TST. servidor celetista selecionado por concurso e não goza de estabilidade. é terra de ninguém. ADPF 46: acompanhar a solução no STF da discussão sobre o serviço postal (retirar a exclusividade da ECT – mudará o regime da ECT). mas não é proprietária. sem licitação e sem contrato administrativo (muito espertos!). Terreno de marinha: faixa de 33 metros a contar da preamar (maré alta) média. sem a possibilidade de concessão. O TST ultimamente tem entendido que se a ECT quer ser Fazenda Pública. sem delimitação. alterado pela EC 46/05 (IV – município situado em ilha. a ECT tem tratamento especial de Fazenda Pública por ser serviço exclusivo do Estado. se a água recua. em regra as ilhas pertencem à União). CF). desaparece o terreno de marinha. Faixa de fronteira: não é bem da União. permissão ou autorização (Art.ECT tem natureza de empresa pública. ela só ira regular a sua utilização e ocupação. não interessando se a bicicleta está ou não diretamente ligada ao serviço público. mas terão a partir de agora 90 dias para reorganizar e somente poderão contratar mediante licitação. 20. X. não pertence à União. CF. Jurisprudência pacífica do STF e STJ de que a ECT tem tratamento de Fazenda Pública (bens impenhoráveis. é especial por prestar serviço postal que é de competência da União. Plataforma continental e zona econômica exclusiva a União não é proprietária. 100 da CF. imunidade tributária.

o mesmo resultado. mas nada impede que o Estado discipline o uso. Significa só que não tem finalidade pública e não que seguirão regime de privado (é protegido). Utilização de bem público e direito de reunião: a comunicação é necessária se o uso não é normal. Para a prova são sinônimos. É aquele que está à disposição da coletividade. • Distrital: acumula os bens dos estados e municípios e o rol e também exemplificativo. pública. Ex: ruas. a regra é que são inalienáveis. Ex: terrenos de marinha. por exemplo: pode impedir reunião às 18h na Avenida Paulista – não pode gerar gravame ao interesse público. mas a do de do ter Tanto os bens de uso comum como os de uso especial têm finalidade Hely Lopes dizia serem inalienáveis (regra). • Bens dominicais: encontrados por exclusão dos demais. utilização de forma indistinta. mas não absoluta. praias. mas a reunião terá que ter a mesma repercussão. O poder público conserva como se fosse um particular. Para seu uso normal não precisa de autorização. preenchidas algumas condições poderão ser alienados. Em ambos. concordância. pode ser preciso autorização. terras devolutas (eram terras sem dono). Ex: hospital. são instrumentos indispensáveis para a prestação serviço público. qualquer um. podendo ser de uso comum do povo. Também podem regulamentação. Municipal: não há rol taxativo. A comunicação não impede a reunião (o direito de reunião também não pode prejudicar o interesse público. Está à disposição. de uso especial ou dominical. • Bens de uso especial: também são chamados de bens patrimônio administrativo. o administrador terá que viabilizar). para o uso geral. hora. Não têm destinação pública. A jurisprudência diz que o administrador terá que viabilizar. escola. Dominical e dominial: para a maioria da doutrina são sinônimos. São os bens utilizados para a prestação serviços público. local. Dominical: só o que não tem destinação pública (é minoria).• • Estadual: não há rol taxativo. A doutrina moderna chama de alienabilidade condicionada. Cretela Júnior os distingue: dominial é o que está sob o domínio do Estado. repartições etc. sem discriminação. aconselhar outro dia. é gênero. é espécie. Se a supremacia exige o poder público pode impedir. Em razão da destinação: • Bens de uso comum do povo: ou bem de domínio público (em sentido estrito). 78 . Regime jurídico dos bens públicos: Alienabilidade: inalienabilidade é relativa. praças etc.

Se ganha destinação específica o instituto é chamado de afetação. pode ser feita por lei. mas está condicionado a alguns requisitos: Arts. dar-lhe mais proteção. Doutrina moderna: alienabilidade condicionada. uso etc. porque será dado maior proteção. Divergência: Maria Sílvia e Carvalho Filho (minoria): as formalidades são dispensáveis. É necessário lei ou por ato administrativo quando expressamente autorizado por lei. mas essa não é a posição majoritária. podendo ser feito por meio de lei ou ato administrativo (sem autorização expressa de lei) ou ainda fato da natureza (ex: desabamento de escola – o bem desapareceu. Se bem que era de uso comum ou especial e fica sem destinação passa a ser dominical. O não uso não desafeta o bem. mas de forma condicionada. Bem de uso comum  bem dominical: Celso Antônio e Hely Lopes: só a lei poderá promover a desafetação ou no mínimo ato administrativo quando expressamente autorizado por lei. A mudança de destinação influi na alienabilidade. pois será retirada proteção do bem. 17 da Lei 8666. O simples uso gera afetação? Sim. Ocorre que um bem dominical pode ser transformado em bem de uso comum e vice-versa: bem de uso comum transformado em bem dominical. para desafetar a doutrina exige maior rigor. desde que preenchidos os requisitos do Art. pode ser lei. será inalienável. A contrario sensu.A doutrina tradicional fala em inalienabilidade relativa. Bem de uso especial  bem dominical: a doutrina flexibiliza um pouco mais. Bens dominicais são alienáveis. Transformação de bem de uso comum em bem de uso especial: desafeta e afeta pelo simples fato de mudar a finalidade para Celso Antônio Bandeira de Melo. alienável. A simples mudança de destino ou retirada já é afetação ou desafetação. Exceção: bens dominicais. Essa é a posição de Celso Antônio (maioria). Bens de uso comum e de uso especial são inalienáveis (tem finalidade específica pública). não precisa de rigor. A afetação do bem. Bem dominical  bem de uso especial: o simples uso é suficiente para configurar afetação. ou seja. Bem dominical é alienável. A preocupação é a destinação (não adotar para a prova). perde a finalidade específica). por ato administrativo ou por simples destinação (uso). ato administrativo. O simples não uso não desafeta o bem. 79 . Essa mudança é chamada de afetação e desafetação (ou consagração e desconsagração – Diógenes Gasparini). bem desafetado. Diógenes Gasparini chama desafetação de desconsagração e afetação de consagração como sinônimos. 17 a 19 da Lei 8666/93 (essas regras foram objeto de controle de constitucionalidade).

STF  Art. Há circunstâncias em que a licitação é dispensada: doação. É lei de âmbito nacional. 17. Avaliação prévia. ele não tem liberdade de escolha. Declaração de interesse público. Bem tombado privado é alienável. 8666):    Desafetação. Na dispensável tem. CF). da 8666.00 na modalidade de leilão. O administrador não pode dispensar se quiser. Alienação de bens imóveis (Art. 6º. O Art. Bens móveis inservíveis. II. §. I. é regra específica (ADIN 927). ou seja. 17. Estados e municípios legislam sobre normas específicas. mas a lei só será de âmbito federal.União legisla sobre normas gerais de licitação (Art. Excepcionalmente se o bem imóvel for decorrente de decisão judicial ou dação em pagamento poderá ser leilão ou concorrência (Art. “b” e “c”. O Art. Acima do limite a modalidade será a da concorrência.  Licitação (Art. 8666)  O bem tem que estar desafetado.000. 17 precisa de interpretação conforme. 17. 80 . 22. 17 só se aplicam à União.  Avaliação prévia. Os requisitos do art. aplicável apenas para a União. 225. A doutrina admite duas possibilidades em que o bem público é inalienável de forma absoluta: Art.  Licitação na modalidade de concorrência (necessariamente) como regra geral.  É necessária declaração de interesse público (princípio da indisponibilidade). A União também poderá legislar sobre norma específica. permuta (Art. 17 da lei 8666 foi alterado pela lei 11.196/05 e recentemente pela MP 292 (ainda não convertida em lei – é de maio de 2006).  Autorização legislativa para venda de imóvel pertencente a pessoa jurídica de direito público. § 5º da CF (bens indispensáveis à manutenção dos ecossistemas) e os bens públicos tombados. o tombamento persegue o bem. 8666): valor dos bens ou conjunto de até R$ 650. não declarou a inconstitucionalidade do Art. Se for de pessoa jurídica de direito privado não há necessidade de autorização legislativa. apreendidos e penhorados também se faz por leilão. 8666). XXVII. O STF fez interpretação conforme. 8666). Decreto-lei 25/1937. 17. permuta (Art. 17. 17. 8666). Alienação de bens móveis (Art. Há circunstâncias em que a licitação é dispensada: doação. A União foi além da norma geral. I. 17. 19.

Fundamento: CF. 191. Bens públicos não podem ser objeto de penhor e hipoteca porque futuramente será convertido em penhora e. § 3º e Art. Em caso de preterição da ordem cronológica de precatórios admitese o seqüestro do dinheiro (ordenado pelo presidente do tribunal que proferiu a decisão exeqüenda)  é o chamado seqüestro constitucional. Art. Usucapião pro labore (ou usucapião especial. O enfiteuta perdeu para outro particular. nenhum bem. Arresto e seqüestro enquanto cautelares típicas acabam resultando em penhora. 8666: aquele que tem posse legítima de área remanescente à usina hidrelétrica – dispensa o dever de licitar. Não podem ser usucapidos. Bem público não pode ser objeto de penhor. os bens necessários para a garantia. Se a penhora é a garantia do juízo qual a garantia que o poder público pagará suas dívidas? Regime de precatórios (Art. 100. Aplicável tanto para os bens das pessoas jurídicas de direito público como para as prestadoras de serviço público. O simples decurso do tempo não dispensa o atendimento aos requisitos relacionados à transferência de bem público. Art. 3º. Só ele tem interesse. Não oneração: impossibilidade de oneração. mas têm fila própria. Hoje nem mesmo esses. §. já que ao final o bem que sofreu a constrição não poderá ser alienado livremente. não poderá ser alienado livremente (a alienação é condicionada). Impenhorabilidade: bens públicos não podem ser objeto de penhora. 17. 102.Investidura: forma de alienação de bem público sem licitação. 81 . nomenclatura moderna): admitia-se para os bens dominicais. Porque não penhorar bem público? Estaria se admitindo transferência pela via comum e essa transferência tem requisitos próprios dos bens públicos. É direito real de garantia sobre bens móveis. Imprescritibilidade: impossibilidade de sujeição à prescrição aquisitiva (usucapião). Formas de investidura: área inaproveitável e remanescente de obra pública – alienar para o imóvel lindeiro (vizinho). Arresto: sobre bens indeterminados. Precatório constituído até 1º/07 é pago no exercício seguinte. parágrafo único. CF). O enfiteuta é como se fosse o proprietário. nem mesmo os dominicais. ele tem o domínio útil. É forma especial da Lei 8666. 183. É possível a usucapião do domínio útil. Art. constituição de direito real de garantia (fora de juízo). é aquisição de particular sobre particular. O poder público continua sendo o proprietário (senhorio). Nem todo débito judicial está sujeito ao regime de precatório: débitos de pequeno valor (até 60 salários mínimos). Código Civil. I e II. arresto e seqüestro. igualmente. Penhor: garantia fora da ação. hipoteca. Débitos de natureza alimentar estão sujeitos a precatórios. Seqüestro: sobre bens determinados. Penhora: restrição judicial para a garantia do juízo. Hipoteca: direito real de garantia sobre bens imóveis. É possível usucapião de domínio útil de bem público? Domínio útil é instituto que existe dentro da enfiteuse (deixou de existir a partir do NCC).

Não desapropria porque na desapropriação é necessário indenizar. tratando-se de licitação dispensável (pequeno valor) é possível a aquisição de bens pelo poder público pela arrematação ou pela adjudicação (numa ação de execução). praças. 82 . * Usucapião. Esse rol é somente exemplificativo. doação. São formas de acessão natural. parcelamento do solo urbano. * Direito hereditário: por meio da herança jacente (não deixa herdeiros para os bens). * Legais: Art. as ruas. descendo dos imóveis superiores aos inferiores e dispensa indenização). Seria desrespeito à regra da imprescritibilidade. * Adjudicação e arrematação em execução.O poder público pode usucapir o patrimônio de particular? Sim. sendo possível fazer a usucapião (atendidos os requisitos) é possível. o que não significa que não tem que licitar. assim. dação em pagamento (ex: pagar tributo com bens vende por leilão ou concorrência. contrato constituído pela administração que estabelece a dação em pagamento como forma de adimplemento). permuta. loteamento – Lei 6766/79 (ao fazer o registro. Somente se existir a intenção de abandonar (deixar de cumprir as obrigações tributárias gera presunção absoluta de abandono).com indenização). I. reversão (transferência dentro da concessão dos bens da contratada para a continuidade do serviço . São contratos regidos pelo direito privado. só é possível em face do patrimônio do particular. Lei 8429/92 (improbidade administrativa): devolução dos acrescidos do que auferiu ilicitamente. 91. automaticamente passam ao poder público) (área comum em condomínio também é transferida automaticamente ao poder público. O primeiro da lista é o município. mas o que ocorre é que ele concede ao particular uma utilização especial do bem). gera indenização ou direito de o prejudicado retirar a porção deslocada) e álveo abandonado. também chamado de pena de perdimento de bens ou confisco. Regras para aquisição de bens públicos: Formas de aquisição: * Contratos regidos pelo direito privado: contrato de compra e venda. avulsão (um bloco inteiro que se desloca. Está sujeito ao procedimento licitatório. * Aluvião (pequena quantidade de terras que vão cumulando. * Desapropriação. * Abandono de bem. por meio de testamento. CP: objetos de crime transferidos ao poder público (pena de perdimento de bens ou confisco). Um ente público pode usucapir bem de outro ente público? Não. Forma de aquisição originária da propriedade.

discricionário e precário. chamada de permissão condicionada e a retomada antes de findo o prazo. No uso anormal é preciso autorização. É a utilização especial de bem público. permissão e autorização de uso). logo. uso compartilhado (tanto o público quanto o particular utilizam) (ex: propaganda permitida na via pública. Institutos próprios do direito privado. A doutrina hoje admite excepcionalmente permissão com prazo. com dever de indenizar. Realiza-se por contrato administrativo. pagamento em estacionamento público – é de uso discriminado e não de generalidade). uso de calçada. Utilização pode se comum ou especial: comum  todos utilizam. 83 . A concessão depende de autorização legislativa. calçadas de bar. Transferência da utilização de bem público. exige licitação e regra geral por concorrência e deve ter prazo determinado (como todo contrato administrativo). tornar exclusivo. parques etc). instalação de circo. há dever de indenizar. são reversíveis (bancas. A retomada antes do prazo é possível. mas se existir competitividade é possível a realização (não é o comum. Destinação dos bens públicos: uso normal ou uso anormal. permissão e autorização. Não é obrigatória a realização de licitação. Há institutos específicos de direito público: concessão.Gestão de bens públicos. vale a generalidade do uso de forma indiscriminada. Autorização: eventos ocasionais e temporários. Excepcionalmente o bem é retirado do uso indiscriminado e passa a ser utilizado de forma privativa. escapa da destinação normal. mas não definitivas. arrendamento. Acontece no interesse do particular. concessão. Não pode restringir. A doutrina diz que a permissão condicionada deve ser constituída por contrato (excepcional). utilização remunerada de bens públicos (pedágios. Ex: restaurantes do Fórum. é chamada de permissão simples em que o poder público pode retomar o bem a qualquer tempo independentemente de indenização. em razão do uso privativo (utilização privativa – ex: banca de revistas. na lata de lixo. Permissão: é utilizada para situações mais permanentes. Bem público utilizado pelo particular: ele ganha o controle. orelhões. É gratuita. Concessão de uso de bem público: constituída em situações solenes permanentes em razão do interesse público. cobrar. No uso normal se dispensa autorização. mas não é proibida) e a modalidade dependerá do valor do contrato. Por ser ato precário. No interesse público e no interesse privado. em universidade ou hospital público (estabelecimentos comerciais em geral que funcionam dentro de repartições públicas). Garantem ao particular a utilização especial de bens: locação. Regra geral não tem prazo. placas. É feita por ato unilateral discricionário e precário (a de serviço público é por contrato). enfiteuse etc. condomínio fechado etc. Em razão do uso remunerado. comodato. Ex: festa na rua. É ato unilateral. passagem de fiação elétrica etc). o poder público pode retomar a qualquer tempo e não há obrigação de indenizar. Especial  necessitam de autorização especial.

só ocorrerá nas hipóteses expressamente permitidas em lei. CF a área será expropriada sem direito a indenização para o assentamento de colonos para a plantação de alimentícios e medicamentosos – desapropriação sancionatória ou desapropriação por confisco). Assim o poder de polícia é justificativa para todas as formas de intervenção. a restrição à propriedade representa exercício do poder de polícia (em seu sentido amplo. não há exclusão dele. Ela atinge o direito de propriedade. limitar a atuação do particular em face do interesse público) na busca do bem estar social. Para Hely Lopes (doutrina tradicional) só a limitação é poder de polícia (o admite apenas como o exercício de uma obrigação de não-fazer). em regra não intervirá. perpétuo: para sempre. INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE Regra geral não será possível a intervenção do Estado na propriedade particular. Esta ninguém discute que é exercício do poder de polícia (restringir. Também é possível intervir em razão da prática de ilegalidade (ex: plantação de maconha – Art. Alguns institutos interferem na propriedade. gozar. Na verdade. apenas restringe o direito do proprietário. só poderá fazê-lo quando expressamente autorizado por lei. exclusivo: ninguém usa além do proprietário. por isso a importância de saber qual instituto é.Casuisticamente podem ser encontradas divergências sobre ser um ou outro instituto. limitação – o poder público interfere de tal maneira que elimina o direito de propriedade – neste caso é chamada de desapropriação indireta). Proteção do 84 . exclusivo e perpétuo (três elementos do direito de propriedade). Há limitação à liberdade do dono. há a exclusão do direito. Limitação Administrativa: é atuação geral e abstrata do poder público. frenar. 243. salvo a desapropriação. como exercício de obrigação de fazer ou obrigação de não-fazer). Intervenção: seu fundamento maior é a supremacia do interesse público. liberdade de utilizar. Para Celso Antônio e Maria Sílvia (doutrina moderna). Não tem destinatário determinado (proprietários indeterminados). dispor e reaver o bem com quem quer que ele esteja. A única hipótese que retira a propriedade do particular é a desapropriação (pode estar disfarçada de servidão. que é chamada de sacrifício de direito: não é simples exercício do poder de polícia. Direito de propriedade: direito de usar. Absoluto: sem qualquer limitação alheia. A intervenção é exceção. Sempre que é desapropriação o Estado tem que indenizar. Compatibilização do interesse público com o particular. no seu caráter absoluto. ora no exclusivo. Modalidade de intervenção: 1. ora no caráter absoluto. usufruir. os outros não são verdadeiro poder de polícia. quem irá decidir no caso concreto qual deles será utilizado é o poder público.

Proteção do interesse público. Servidão Administrativa: É um direito real sobre coisa alheia. A coisa tem que ser alheia. No direito civil: bem  bem. Pode ser constituída de três formas: 1. caso contrário. A concessionária será titular se autorizada por lei ou contrato. Quem é usado é o bem (serviente). 2. Normalmente atinge o direito de construir. Seja o Estado ou o servidor delegado serão os titulares. estado  União etc. independentemente da ordem: União  estado. que protege o particular. Por acordo entre a administração e o particular. É específica e tem proprietário determinado. Ela produz efeitos para o futuro. para as próximas situações. mas a sua perpetuidade não é absoluta. ela é geral e abstrata. Por lei constituindo efeitos concretos. O Judiciário poderá controlar em caso de violação da legalidade. Depende da competência para prestar o serviço. Quem usa é o serviço (dominante). Se situação anterior exigir que se adeqüe terá que indenizar (mas a limitação por si só não gera indenização). Goza de caráter perpétuo.interesse público. Uma minoria que a ordem “hierárquica” deve ser obedecida. Para legislativa. e serviente – cede). É possível a servidão entre entes públicos e pela posição majoritária. Ela é concreta e com proprietário determinado. vai perdurar enquanto houver interesse público (perpetuidade relativa). Na servidão administrativa a relação de dominação é diferente: serviço  bem. Normalmente a perpetuidade de direito real é absoluta. Relação de dominação: no direito civil acontece de um bem sobre outro bem (dominante – usa. diferente do direito privado. Há o direito de seqüela por ser direito real. Não tem relação de dominação. a servidão perde o seu objeto. Limitação é restrição ao caráter absoluto da propriedade – atinge a liberdade de utilização. 2. Não gera dever de indenizar. Ela restringe o caráter exclusivo da propriedade. desaparece. É utilizada para a prestação de serviços público. Ex: só pode construir até 6º andar. 85 fazer servidão administrativa é necessária autorização . Finalidade: prestação de serviços e para utilidade pública.

Há o dever de indenizar por parte do poder público. Forma de intervenção pela qual o poder público utiliza transitoriamente imóveis privados. e na falta de bens ele pode ocupar provisoriamente para manter a continuidade do serviço (é a reversão da concessão que Maria Sílvia chama de ocupação temporária). havendo prejuízo para o particular. Se o bem for fungível. ocorrendo a reversão. converte os bens para sua propriedade. 4. 86 . Cessado o iminente perigo a administração tem que devolver. Utilização da propriedade particular quando presente iminente perigo. Se restringe tudo. 3. Sendo encontrado algo. Requisição Administrativa: fundamento: Art. devolve outro da mesma qualidade e quantidade. devolve-se o imóvel com indenização. que tem caráter permanente. desde que o terreno seja não edificado (e não utilizado – doutrina). não precisa do registro porque a publicidade já está realizada. o terreno será desapropriado. Não pode ser oneroso demais para o particular. ela depende de registro (proteção em face de terceiros. Só é possível indenização se ocorrer dano efetivo.3. ao contrário da servidão. Ocupação Temporária: é a utilização transitória da propriedade particular. Se por lei. Ao final a administração resolvendo rescindir o contrato. Requisição é específica. Essa é uma das modalidades de ocupação temporária. É a utilização do imóvel vizinho para guardar materiais da obra pública. Pode ser gratuita ou remunerada. Para a prova é reversão (no contrato administrativo). A ocupação atinge o caráter exclusivo da propriedade do particular. É a ocupação provisória. É divergente. o particular tem que pedir judicialmente por ação de reintegração. como meio de apoio à execução de obras e serviços públicos. se não devolve. CF. a hipótese é de requisição (ex: frangos de frigorífico. XXV. Requisição atinge o caráter exclusivo da propriedade. na verdade é desapropriação e tem que indenizar (desapropriação indireta – a administração sempre foge da indenização). em face de prejuízo. Como sua natureza é de direito real. Maria Sílvia considera ocupação também a situação em que o contrato (concessão) é rompido e o poder público retoma o serviço. Por ordem judicial: sentença. roupas de fábrica). Há indenização ulterior somente se houver dano. caso contrário. A segunda modalidade de intervenção o poder público irá utilizar para a pesquisa de minério e arqueológica. Não tem caráter perpétuo. Havendo caráter individual é desapropriação. enquanto estiver em andamento processo administrativo de rescisão do contrato de prestação de serviços o poder público vale-se dos bens do particular. publicidade) quando constituída por acordo e sentença. é temporário. 5º.

Tombamento: fundamento no Decreto-Lei 25/37. Caso o poder público não autorize a conservação e mesmo assim o particular faz a obra. Se o tombamento é de bem público. há dever de indenizar. quando terá que indenizar. artístico. e sendo de fato desapropriação. a situação atual é crítica e o descaso do poder público é grande). Via de regra patrimônio tombado não pode sair do país. é dano ao patrimônio. o patrimônio particular tombado. Não pode exportar patrimônio tombado. ele pode mandar seqüestrar o bem e o negócio jurídico será nulo. Obrigações: de fazer. Como ele serve para contar a história. O poder público pode mandar fazer. Direito de preferência do poder público (do ente que tombou). apenas o bem público tombado. da história). cultural e paisagístico. Nem todo bem tombado é inalienável. CP). Pode ser tombado tanto bem móvel quanto imóvel. mas na prática é desastroso (não há estrutura para a conservação. Conservar a identidade de um povo. 22 do Decreto-lei 25/37). mas excepcionalmente pode retirar o bem (móvel) do país por curto espaço de tempo e por razões de interesse público (intercâmbio da informação. 87 . é desapropriação indireta. É restrição em caráter absoluto da propriedade. Caso o poder público não tiver sido comunicado da alienação para exercer o direito de preferência. O tombamento por si só não gera direito a indenização. Vizinho do patrimônio tombado não pode construir ou instalar placas ou cartazes que prejudiquem a visibilidade do bem. É uma intervenção perpétua. não será tombamento. 165. Tombamento é conservação do patrimônio histórico. uma vez constituída perseguirá o bem com quem quer que esteja. O particular deve comunicar o poder público de eventual alienação do bem para que possa exercer o direito de preferência na aquisição (Art. que tipifica crime (Art. ele deve ser visível aos olhos do povo. que vai mandar fazer o serviço (paga). Se o proprietário não tiver condições financeiras ele tem que comunicar ao poder público da necessidade de reparos. limita a liberdade do proprietário. ele é inalienável em caráter absoluto (geralmente os bens públicos são inalienáveis relativamente). mas se a restrição é absoluta. é alienável. assim como de bem público ou privado. Fazer  conservação (com prévia autorização do poder público que tombou). Tombamento é restrição parcial. Na teoria é um instituto fácil.5. não-fazer ou de tolerar. Tolerar  o poder público pode fiscalizar a conservação do patrimônio tombado. Não fazer  não danificar o patrimônio tombado.

concessionárias e permissionárias não podem constituir a fase declaratória. passa a ser tombamento definitivo e perpétuo. 24. é aquisição originária da propriedade. CF). Competência legislativa é privativa da União (Art. O mesmo bem pode ser tombado pelos três entes. Ao final. bem determinado. Desapropriação: é forma de aquisição originária de bem (não tem negociação. produzindo todos os efeitos. artístico. II. os entes da administração indireta. Administração indireta: fase executiva. pode ser voluntário ou de ofício (o próprio proprietário indica o interesse no tombamento ou quando fizer anuência por escrito) ou compulsório (não há manifestação do proprietário. Na aquisição derivada há relação jurídica com o antigo dono (ex: compra e venda). concessionárias e permissionárias de serviços públicos (o decreto só falava em delegados de serviços. Modalidades: Quanto à eficácia o tombamento pode ser provisório ou definitivo. salvo o da transcrição. É a única modalidade de intervenção que o poder público adquire a propriedade. Sendo assim. A União fica com normas gerais. Na competência concorrente o município. Não existe vínculo entre administrado e administração. Pode ser só da parte externa (fachada) ou da totalidade. independentemente do antigo dono. CF). Tocante aos destinatários. o tombamento é geral se tomba todo um município/cidade/bairro (ex: Ouro Preto/MG. 23. ou individual. local: municípios. se regional: estados. A competência legislativa é concorrente (Art. CF). registrado (transcrito em livro próprio – livro do tombo: histórico. individualizado. O provisório ocorre enquanto o procedimento administrativo corre. Se o interesse é nacional. sendo assunto de interesse local. mas deve-se interpretar como aqueles que receberam a descentralização de serviço) (Decreto-lei 3365/41). Na fase declaratória o poder público declara a desapropriação por decreto expropriatório e decreto só pode ser feito pelo chefe do poder executivo. paisagístico e cultural. administração direta para a constituição do decreto. 30. todos podem constituir tombamento. Competência material (para efetivar a desapropriação) é de todos os entes (regra geral): administração direta. iniciativa do poder público que impõe o tombamento). quem tomba é a União. VII. CF). III. 22. Quanto à constituição. poderá também legislar (Art. apenas a executiva. a depender da natureza do bem). 6. A competência para conservar patrimônio é cumulativa dos três entes (Art. A administração vai adquirir de qualquer jeito. administração indireta. Dependem da 88 .A competência material é comum aos entes públicos. Olinda). Administração direta: fase declaratória + executiva. quando normalmente é uma verdadeira desapropriação. quando tem é derivada). enquanto os estados e DF legislam em competência suplementar.

livros. ligados à Bem público pode ser desapropriado. Caso município desaproprie bem da União o vício é de objeto. Comum ou ordinária: é a desapropriação regular. Concessionárias e permissionárias apenas executam. concessionárias podem desapropriar. É um procedimento eminentemente administrativo. Decreto-Lei 3365/41: legislativo. Pode quase tudo. No administrativo é aquisição da propriedade. Delegados de serviços públicos podem desapropriar. Legislativo só tem competência para declarar. Modalidades de Desapropriação: o que muda de uma modalidade para outra é a forma de indenização (se é pena ou não) e não o fundamento propriamente dito. Legislativo só declara.Cuidado! Em geral. mas só fazem a fase executiva. Bem público da União não pode ser desapropriado. armas etc. ninguém pode. 1. Objeto da desapropriação: na regra geral podem bens móveis/imóveis/semoventes. alimentos e autorais. imagem. Respeitada a seqüência pode. 89 . a mais simples. mas não todos. Também é possível o Legislativo declarar a desapropriação por lei de efeitos concretos. não desapropria bem público. Estado apenas de município de seu território. Executivo declara e executa. E município só de particular. No direito civil se fala em perda da propriedade (particular ou não). a resposta é que os entes da administração indireta podem fazer a desapropriação. Isso quando autorizados por lei ou por contrato. Não tem natureza de sanção. Não estão sujeitos à desapropriação os direitos personalidade. quanto aos demais entes é possível. O fato é que há transferência da propriedade. DF e municípios. créditos. feita por necessidade. executivo. só não podem fazer o procedimento integral. A União pode desapropriar bens dos estados. direito à vida. basta ter fundamento para desapropriar. quem decreta é o Poder Executivo. corpóreos/incorpóreos. Fase executiva: pagamento + entrada no bem pelo poder público. Desapropriação: Fase declaratória: via decreto expropriatório em regra feito pelo Poder Executivo. só vai à via judicial em caráter excepcional. utilidade e interesse social. Para o ente que irá desapropriar bem de outro ente é necessária autorização legislativa.

Na CF: Art. a) Propriedade rural: a função social neste caso significa ser a propriedade produtiva. Geralmente não há consenso sobre o que é justo (ação judicial). só é conservação é limitação administrativa. é a única e para o uso da família não pode desapropriar (não tem outra). A doutrina é que faz a distinção. 184 e 191 da CF). Destina-se à reforma agrária (LC 76/93) (Arts. Os fundamentos objetivos. Interesse social: ligado a questões de interesse social. todos os entes podem desapropriar e todos os bens podem ser objeto de desapropriação. 5º. para reforma agrária. No perímetro urbano. 5º). A indenização é prévia. 90 . Caso o proprietário for desconhecido a desapropriação terá que ser feita via judicial (necessariamente). a jurisprudência diz que não é desapropriação. que reduzem as desigualdades etc  Lei 4132/62. justa e em dinheiro – desapropriação comum ou ordinária) ou por sanção (indenização em TDA ou TDP). nos casos em que o poder público não vai entrar no bem. desrespeita regra ambiental ou utiliza para trabalho escravo. Se a propriedade é pequena ou média. O rol é o mesmo. justa e em dinheiro. Divide-se em duas modalidades (função social da propriedade e tráfico de entorpecentes): 2. Para a reforma agrária só a União pode desapropriar bens imóveis rurais (competência material). Na outra não há que deixar o bem. será utilidade se não houver urgência (Art. 2º (rol de interesse social). sem produzir nada. mas o fundamento será necessidade havendo urgência. mas terá que preservá-lo. A mesma justificativa de reforma agrária e plano diretor pode ser por interesse social (cumpre a função social da propriedade rural ou urbana e ainda assim pode ser desapropriada – indenização prévia. situações que melhoram a vida em sociedade. XXIV para ambos. Art. respeito às regras ambientais e respeito às relações de trabalho (impedir o trabalho escravo). restrição ambiental. Desapropriação florística: é aquela que acontece para a reserva/proteção ambiental. não pode. Aqui não há restrição. Sancionatória ou extraordinária: é penalidade. produtiva. Utiliza mal.Os fundamentos são diferentes (na motivação da desapropriação será um ou outro): necessidade e utilidade pública  Decreto-Lei 3365/41. porque as “benfeitorias” (acessão artificial) são pagas em dinheiro. A indenização é feita por TDA (título da dívida agrária) resgatável em até 20 anos (é pena) para a terra nua. não é o que o administrador entende como função social.1) Em razão da função social da propriedade: da propriedade rural ou urbana. Só é florística se o poder público for tomar posse da área. 2. Art. 5º (trata como se fossem sinônimos). A hipótese de penalidade decorre da função social da propriedade que está na lei.

2. como servidão. essa ação tem natureza de direito real e se o patrimônio já estiver incorporado pelo poder público. é confiscatória. Fundamento: Lei 10257/01 (estatuto da cidade) e Art. só condena em indenização. tombamento. STF declarou inconstitucional (ADIN 91 .000 habitantes). O poder público tenta fazer com que se cumpra a função social da propriedade. A indenização (sanção) é por TDP (título da dívida pública) resgatável em até 10 anos. desobedecendo a função social da propriedade (não edifica. O prazo prescricional para interposição da ação de desapropriação indireta é de 5 anos (DL 3365/45. A área destinada à plantação da droga será expropriada e porque não tem indenização. Expropriação é sinônimo de desapropriação sancionatória sem indenização. não urbaniza). Bens utilizados (bens móveis e imóveis) para a comercialização de psicotrópicos. caso o proprietário desobedeça. porque no fundo ele impede que o dono tenha a propriedade (disfarçada de servidão e tombamento. também serão confiscados. até o limite de 15% (por 5 anos). por exemplo. Neste caso. em imóvel urbano ou rural e o destino da terra será para assentamento de colonos para a plantação de alimentícios e medicamentosos. Faz como se não passasse de mera limitação administrativa. mandando edificar ou parcelar o solo compulsoriamente (edificação compulsória -1 ano para apresentar o projeto e mais 2 anos para começar a construção = 3 anos). A administração desrespeita o procedimento da desapropriação.2) Confiscatória ou em razão de psicotrópicos proibidos: Art. bens de valor econômico.182.b) Propriedade urbana: também se faz a sancionatória quando o proprietário descumpre o plano diretor (lei que organiza o município. CF. obrigatório àqueles com mais de 20. Art. Indireta: a administração pública entra no bem sem declarar a desapropriação. 3. colocar algumas máquinas. mera intervenção sem indenização (intervenções parciais). Incorporado basta estar em mãos do poder público. A ação de desapropriação indireta e não de reintegração de posse. o juiz não manda devolver. mas terá que dizer expressamente no decreto. caso contrário poderá ocorrer a retrocessão (o sujeito pode readquirir o bem). ainda assim não edifica: desapropria. A pena é gradativa. Impetra-se ação judicial para que seja reconhecida a desapropriação indireta. proíbe tudo e impede a propriedade). 10). Só o município (e DF) pode desapropriar neste caso e só bem imóvel urbano. O poder público engana. gleba de terra usada para a plantação ilegal. será instituído o IPTU com alíquotas progressivas. CF e a competência é do município e DF. Poder público pode desapropriar para alienar o bem. sem obedecer ao formalismo da desapropriação. Desapropria a área. 243. e a destinação será para instrumentalizar a investigação de tóxicos (implementar a fiscalização) ou para recuperação de viciados.

ela vem logo após o recebimento da inicial para que o juiz conheça o local e a situação. É possível mudar a destinação declarada. Na declaração tem que constar tudo: qual é o bem. Fase executiva: pagamento + entrada no bem. Como é lei ela tem que passar por sanção ou veto (o Poder Executivo pode vetar). Ação judicial especial. independente da oitiva da parte contrária o juiz já pode 92 de desapropriação: é ação de procedimento . porque trata-se de direito real. No recebimento da inicial. Indeniza para só então entrar no bem. O legislativo só declara. sob pena de nulidade. Sendo pelo Legislativo ele pode declarar por meio de lei de efeitos concretos (com destinatários determinados). necessidade ou interesse social. Uma vez decretada a desapropriação. mas poderá decretar novamente após de 1 ano (carência). valor. É hipótese de mudança de destino autorizada pela lei. impede que benfeitorias construídas após a decretação sejam indenizáveis. Alguns doutrinadores (minoria) defendem que seria um decreto legislativo que não depende do Executivo. Súmula 119/STJ fala em 20 anos e no STJ mantémse válida a súmula (na prova escolher entre 10 e 20 anos!). Se faz em regra por decreto expropriatório pelo chefe do Executivo. Tratando-se de desapropriação por necessidade ou utilidade pública o prazo será de 5 anos. previamente autorizadas. O intervalo entre as fases declaratória e a executiva é chamado de prazo de caducidade. formalidades. Quando o proprietário é desconhecido é necessário ir a juízo para a desapropriação (para não ter que pagar duas vezes) e se não há acordo quanto ao valor também depende da via judicial. A via judicial é excepcional. Administração indireta. Interesse social: 2 anos e nesse caso não se admite nove decretação pelo mesmo fundamento. concessionárias. Peculiaridades que tornam o procedimento especial: a) Na ação há uma antecipação de prova pericial. definir benfeitorias. permissionárias não declaram. destino. Decorrido este prazo a desapropriação é declarada sem efeitos. inicia com a declaração de Fase declaratória: demonstrar a necessidade. Procedimento administrativo: utilidade. só executam. com a discriminação minuciosa dos bens no decreto. ressalvadas as necessárias e as úteis. por outro é possível. 205). é quase um ato administrativo (o conteúdo é de ato) a desapropriação não está subordinada ao Executivo. utilidade ou interesse (o poder público). desde que mantido o interesse público (tredestinação). tudo. Tem que descrever tudo na declaração. o restante é o executivo. caracterizar o imóvel.2260) e o prazo para a maioria passou para 10 anos com o NCC (Art.

determinar a perícia (o peticionário autor da ação já deve pedir na inicial a nomeação de assistente técnico e enumeração de quesitos). c) A ação permite o incidente de imissão provisória da posse: antecipar a entrada do poder público no bem. ADIN 2332  12% . Juros moratórios e compensatórios antes e depois da MP 2183/01 que incluiu dois artigos no DL 3365/45: Juros compensatórios: Art. Incidem a partir da imissão da posse (provisória) para compensar a perda da posse desde o início. O proprietário já levantou R$ 80. o juiz poderá fixar valor diverso.00. o restante somente ao final do processo. proprietário reivindica R$ 1. Incidirão a partir do dia 1º/01 do exercício financeiro seguinte ao que ele deveria pagar com precatórios: já inicia no ano seguinte e então os juros começarão a correr somente no outro. Incidirão entre o que o juiz deu e o depositado (sobre a diferença). será paga em precatórios. Ex: condenação em 2004.00 (débito judicial) e não sobre a totalidade. condenação em R$ 500. O proprietário poderá levantar 80% do depósito. juros moratórios e compensatórios  Súmula 12/STJ diz que podem ser cobrados os dois cumulados. normalmente o valor venal do imóvel considerado para o cadastro do IPTU. sobre a mora. Valor da indenização: valor de mercado do bem (normalmente o valor venal utilizado no IPTU). A diferença de R$ 400.000.000.000. Só se fala em imissão em caso de urgência e havendo o depósito do valor justo por parte do administrador. Os outros R$ 20.000.000. precatório em 01/01/2005: juros a partir de 01/01/2006. Sendo desapropriação indireta os juros começam da ocupação do bem. b) A ação só discute dois assuntos: valor (discórdia quanto ao quantum) e nulidades do processo (formalidades).00.00. oriunda de decisão judicial. 93 .00. com a condenação. Ao final. O valor é o de mercado. a diferença do que não tiver sido depositado é paga por precatórios. antes do julgamento final. Honorários só incidirão sobre a diferença de R$ 400. 15-A do DL 3365/45. honorários e custas judiciais se o processo for para a via judicial. caso o valor seja irrisório.00.000. sem precatório: 01/01/2005 correm os juros.000.00 serão levantados ao final da ação.000. correção monetária a partir da avaliação. Súmula 618/STF: independentemente de propriedade produtiva ou não. Ex: administração depositou R$ 100. Juros moratórios: incidem sobre o atraso no pagamento. a fim de beneficiar quem perdeu a posse. soma ainda danos emergentes e lucros cessantes (o que perdeu e o que deixou de ganhar). LICITAÇÃO É o procedimento administrativo prévio que antecede o contrato administrativo.

A União na Lei 8666/93 fez muito mais que norma geral. fundações. Enquanto não vier o estatuto também estão sujeitas à 8666. Nem sempre tem como seleção a proposta mais barata. DF e municípios podem legislar sobre normas específicas: estadual. a União pode ter dois tipos de normas: gerais e específicas (de âmbito nacional e federal). A doutrina colocou a Lei 10. O STF declarou inconstitucional todas as regras que escapavam à licitação. específicos que só se aplicam à União. CF) poderão ter estatuto próprio que discipline licitação e contratos. dizendo que seguiria seu próprio procedimento. 173. parágrafo único. a Lei 9472 veio dizer que agência reguladora não obedeceria à Lei 8666. Se exploradoras de atividade econômica (Art. O pregão (Lei 10520) foi generalizado (aplicado para as licitações em geral). III. distrital e municipal. empresas públicas e sociedades de economia mista). 17). Sujeitos à licitação: Art. Hoje elas fazem o pregão. Agências reguladoras têm modalidade específica de licitação. Institutos que permitem a aplicação da impessoalidade: concurso público e licitação. fazendo o controle. da Lei 8666:  Administração Direta. na prática não é usada.520 no status de norma geral. em duas modalidades: pregão e consulta. A União também poderá ditar suas próprias normas específicas e será uma lei federal que só se aplica a ela (União). é possível a escolha pela melhor técnica. Os estados. A única que só se aplica às agências reguladoras é a consulta. § 1º.  Administração Indireta (autarquias. mas declarou constitucional o pregão e a consulta (ADIN 668). Assim. Pele pode ter natureza ou de órgão ou de fundação. Competência Legislativa para licitação e contratos administrativos: Art. declarou que alguns dispositivos são apenas federais (ex: Art. XXVI.As finalidades são: selecionar a proposta mais vantajosa para o poder público. ao lado da Lei 8666 (ela não esgotou a competência).520/02: modalidade que não estava prevista na lei geral da União (8666/93) (questionou-se inicialmente a constitucionalidade do instituto criado). Em 1997. O pregão foi introduzido pela Lei 10. e também serve para dar a oportunidade a todos os que preencham os requisitos legais de participar e celebrar contratos com o poder público  exercício do princípio da impessoalidade. que já estavam incluídos no texto. mas a consulta ninguém sabe como funciona (é específica das agências reguladoras). 1º. 94 . 22. CF – competência privativa da União para legislar sobre normas gerais – lei de âmbito nacional (Lei 8666/93). Empresa pública e sociedade de economia mista prestadoras de serviço público têm que licitar. fez normas específicas também.  Fundo especial: é uma impropriedade do legislador. As normas gerais são a Lei 8666/93 (alterada pela lei 1196/05 e pela MP 292/06) e a Lei 10520/02 (lei do pregão). O STF.

No leilão não há preocupação quanto ao sigilo de proposta. ela é verbal. o processo será prejudicado. logo. Sempre que faltar um dos pressupostos para licitar a licitação será inexigível. É um procedimento vinculado. 41. só pode fazer o que estiver previsto em lei. técnica e preço ou maior lance para o leilão. O Art. Procedimento formal: Art. 3º da Lei 8666 elenca os demais. por isso não se exige nem mais.  Demais entes controlados direta ou indiretamente pelo poder público – entes de cooperação (OS. 2. O edital é a lei da licitação (Art. 4. DISPENSA E INEXIGIBILIDADE *Inexigibilidade: ocorre quando for impossível competir. nenhum outro aspecto que não esteja no edital. Servem para assistência. por exemplo) Pode ser tão somente uma fundação (que já estava na administração indireta!) ou um simples órgão da Administração. corrigindo o edital. próprios da licitação. ou seja. técnica. O que é importante esta no edital. Princípios da Licitação Todos os princípios aplicáveis ao direito administrativo são aplicáveis à licitação. 1. 3. faltando. não pode misturar fases. criar modalidades. OSCIP etc). Se a administração dispensa um requisito já no andamento do processo licitatório ela viola a isonomia. quais sejam: pressupostos lógico (falta de pluralidade).Normalmente é mecanismo de assistência a determinados grupos sociais (fundo especial de assistência aos produtores da seca. O procedimento tem etapas próprias. jurídico (falta de interesse público) e fático (falta de interesse de mercado). Julgamento objetivo: o edital tem que estabelecer de forma clara e precisa o critério de julgamento (Art. Para isso terá que iniciar o procedimento novamente. 93 e 94 da Lei 8666) e também improbidade administrativa (Art. Lei 8666) pelos tipos de licitação: preço. Lei 8666). Se ausente não gerar prejuízo. No pregão há proposta escrita. 10. Não pode levar em consideração nada mais. então o processo padecerá de nulidade. 4º da Lei 8666. 25 da Lei 8666 (rol exemplificativo). Lei 8429/92). é irrelevante para o processo. A fraude ao sigilo configura crime (Arts. Vinculação ao instrumento convocatório: edital e carta convite. Para licitar sempre se exige pressupostos. Art. nem menos. é uma maneira de organizar o dinheiro para assistência (não tinha necessidade de estar destacado). ela será sigilosa. Sigilo de proposta: as propostas devem ser sigilosas até o momento de sua abertura em sessão pública. Envelopes devem vir lacrados. 45. ou ainda somente um número no orçamento (um código no orçamento). O STJ disse que só deve levar em consideração a formalidade necessária. 95 .

logo. É um rol taxativo). Singularidade no serviço: só gera inexigibilidade se presente no rol do Art. apesar de sujeitas à lei). mas não aparecem interessados é caso de dispensa e não de inexigibilidade (ausência). 13 da Lei 8666. fornecedor exclusivo. estará prejudicando o interesse público. e quando falta pressuposto jurídico a licitação é inexigível. Sempre que ela prejudicar o interesse público falta pressuposto jurídico. é um instrumento para a perseguição do interesse público. logo. Ex: calamidade pública. a licitação será inexigível. trabalhos artísticos. ela é inexigível. também protegem o interesse público. 24 da Lei 8666 – até inciso XXVI – alterado pela Lei 11107/05. A dispensa da licitação pode ser: Dispensada: o administrador não tem liberdade de escolha (Art. logo. for relevante. Nestes casos (objeto singular e singularidade no serviço) há inexigibilidade da licitação por ausência do pressuposto lógico (pluralidade). pode licitar. Sempre que a licitação prejudicar a atividade fim ela estará prejudicando a finalidade pela qual a empresa foi criada. Se o objeto é bom. O que não estiver ligado à atividade fim exigirá a licitação (empresa pública e sociedade de economia mista – enquanto não existir estatuto próprio). *Dispensa: neste caso a competição é possível. ela será inexigível. for notória a especialização (todos reconhecem que é o melhor no meio – neste caso tem sempre um pouco de subjetividade). Objeto singular: em razão do seu caráter absoluto (quando o fabricante só fabrica um) ou em razão de um evento externo (ex: capacete do Sena – se tornou singular) ou ainda em razão do caráter pessoal. Sempre que o objeto da licitação for singular. mas o legislador diz que não precisa licitar. querendo. Empresa pública e sociedade de economia mista prestadoras de serviço público perseguem o interesse público.Pressuposto lógico: a licitação só é possível se houver pluralidade (para permitir a competição) (produtor. A lei é que traz a possibilidade de dispensa. Ainda assim a empresa pública e a sociedade de economia mista ainda gozam de dispensa (na prática nunca licitam. 17 da Lei 8666 – alienação de bens públicos). guerra etc (Art. Dispensável: o administrador tem liberdade para escolher. serviço de notória especialização). Pressuposto fático: não há licitação se não há interesse de mercado. 96 . A licitação não é um fim em si mesmo. Exploradoras de atividade econômica são criadas para preservar a segurança nacional e em razão do interesse público. Pressuposto jurídico: a licitação serve para buscar o interesse público. Caso esteja ligado à atividade fim (e prejudicando). neste caso.

CONCORRÊNCIA Para contratos de valor alto (Art. pode licitar. Falta dos pressupostos: Lógico: pluralidade (singularidade do objeto e do serviço) Jurídico: interesse público (atividade fim prejudicada) Fático: interesse de mercado MODALIDADES LICITATÓRIAS (Art.00. mas é preciso procedimento próprio prévio (Art. O administrador não pode licitar.500. Inexigibilidade: não há competição. Dispensa e inexigibilidade exigem o procedimento. 97 . A alegação de urgência leva à dispensa. 26 da Lei 8666) e não alegar depois de feito (exemplo das xícaras do presidente).000. Só permite a contratação direta quando todos forem desclassificados. Em síntese: Dispensa: há possibilidade de competição. então poderá contratar direto. Exceção: concorrência pelo critério de objeto (imóvel). Tanto a dispensa quanto a inexigibilidade devem ser justificadas e devidamente fundamentadas. Sendo todos inabilitados há necessidade de nova licitação. mas nos termos publicados no 1º edital. Licitação dispensável. Só gera dispensa de licitação quando todos os licitantes forem inabilitados ou desclassificados. O administrador. querendo. tomada de preços e convite. e leilão para selecionar em razão do valor.Licitação Deserta: quando não aparecem interessados. Nestas modalidades não interessa o valor. o que importa é a qualidade do objeto. porque quando realiza nova licitação pode gerar danos. Ela é dispensável. permitindo a contratação direta. concurso e pregão. 22 da Lei 8666) De acordo com o valor do contrato: concorrência. 23 da lei 8666): Obras e serviços de engenharia: acima de R$ 1. Licitação dispensada. mas a lei dispensa. De acordo com a natureza do objeto: leilão. Licitação Fracassada: no final do procedimento não sobressai nenhum vencedor.

e se o valor é de convite e não houver fornecedor no Brasil. Concessão de direito real de uso de bens ou serviços públicos a modalidade será a concorrência.000.00 (R$ 80.000.000.000.00. Cuidado.00 e de R$ 650. que se faz por leilão (Lei 9074/95). Concessão especial (PPP) também se faz por concorrência. Bem decorrente de decisão judicial ou dação em pagamento a modalidade poderá ser concorrência ou leilão (para alienação) (Art. sendo apenas pelo critério preço. Exceções: Ela também será a modalidade obrigatória em razão da qualidade do objeto: compra e venda de imóvel sempre será a concorrência. Exceção: programa nacional de desestatização.00 é convite). Participam da tomada de preços os licitantes cadastrados e aqueles que preencherem os requisitos para cadastramento até o 3º dia 98 . TOMADA DE PREÇOS Adotado o critério de valor médio do contrato.000. É período em que o licitante irá preparar os seus documentos e elaborar a sua proposta.500. 6º da Lei 8666): contratar obra + equipamentos necessários para que ela entre em funcionamento.500.000. Nem toda licitação internacional segue a modalidade de concorrência.000. 19 da Lei 8666).000. É o máximo do convite e o mínimo da concorrência.00 a R$ 650. Outros bens e serviços: de R$ 80.00. O prazo de intervalo mínimo na concorrência. Instrumento convocatório: edital.00 a R$ 1. 21 da lei 8666. o prazo será de 30 dias. que não os de engenharia: acima de R$ 650. Os dias são corridos e não úteis. é possível fazer a licitação por convite. Prazo de intervalo mínimo: é o prazo entre a publicação do edital e entrega dos envelopes (ou propostas).00 (R$ 150. tem que ser acima de R$ 1.000.Outros bens e serviços. Empreitada integral (Art. A lei só ressalva em duas circunstâncias (exceções): se o valor for o da tomada de preços e a administração tiver cadastro internacional a modalidade poderá ser a de tomada de preços. Obras e serviços de engenharia: de R$ 150.00 é convite). é o seguinte: sendo do tipo técnica ou técnica e preço o prazo será de 45 dias. segundo o Art. mas ela é a regra geral. Licitação Internacional: a licitação internacional ocorre quando há interesse de empresa estrangeira.

Prazo de intervalo mínimo (Art. Para os já cadastrados basta apresentar o certificado de registro cadastral. Instrumento convocatório: edital.anterior à entrega das propostas (envelopes). dispensa publicação em diário oficial. Cadastro é um banco de dados da administração que facilita o processo licitatório.00. Quando o valor é pequeno a licitação é dispensável. Se não é cadastrado poderá participar da licitação quando for convidado e até o 3º dia anterior à entrega das propostas (interpretação doutrinária – analogia ao procedimento da tomada de preços).00 a R$ 80. Obras e serviços de engenharia: de R$ 0. mas para o concurso é possível). como se fosse uma habilitação prévia. arquivando os documentos da empresas. mas o administrador tem que justificar para prosseguir com número inferior – segue o convite (TCU não concorda. 99 . 21 da Lei 8666): tipo técnica e técnica e preço: 30 dias. O instrumento convocatório do convite é a carta convite que é encaminhada aos convidados e fixada no átrio da repartição.00 a R$ 150. mas se ele quiser licitar. O instrumento convocatório será fixado no átrio da administração. Convidando três licitantes e só aparecem dois: é possível continuar a licitação. Para quem preenche os requisitos até o 3º dia anterior à entrega dos envelopes é preciso que o interessado apresente um requerimento demonstrando a documentação.000. tipo preço: 15 dias. Há publicidade. Participam do convite os licitantes convidados em número mínimo de três. CONVITE Para contratos de pequeno valor. Outros bens e serviços: de R$ 0. Pode convidar mais de três. entre os três é preciso haver rodízio entre todos os cadastrados. só assim o cadastrado não convidado poderá tomar conhecimento.00. não precisa apresentar todos os documentos de novo.000. Também podem participar os demais licitantes cadastrados que manifestarem interesse de participar com 24 horas de antecedência. mas não há publicação (divulgação no DO do instrumento convocatório). sejam eles cadastrados ou não. julga que é preciso pelo menos três propostas válidas. Instrumento que a administração se vale. Convida sempre o número mínimo de três. a modalidade será a do convite. adiantando o serviço. Prazo de intervalo mínimo: 5 dias úteis para todos os tipos (técnica ou técnica e preço ou só preço).

por isso é alienado (por leilão). 24. ele segue a praxe administrativa. O critério é o do objeto e excepcionalmente em razão do valor (Art.000. * Lembrar que tratando-se de consórcio público composto de até 3 entes os valores (gerais de todas as modalidades) serão dobrados. salvo quando o quadro for pequeno (um só servidor) para não prejudicar a continuidade do serviço.Convite se faz com uma comissão de servidores (três membros). apreendidos e penhorados. Intervalo mínimo entre a publicação do edital e a realização do evento: 15 dias corridos. Para bens móveis inservíveis. agências executivas (autarquia e fundação qualificada como agência executiva apenas) e os consórcios públicos (Art. LEILÃO Utilizado apenas para alienação de bens. Para bens imóveis decorrentes de decisão judicial e dação em pagamento. da Lei 8666 – parágrafo único alterado pela Lei 11107 para incluir os consórcios públicos).000. caso o consórcio tenha mais de 3 entes os valores serão triplicados (Art. é leiloado por hasta pública do processo civil. O procedimento não está previsto na lei 8666. sociedade de economia mista.000. Para bens móveis servíveis de até R$ 650. No concurso tem que escolher a melhor resposta. Se a lei exige tomada de preços pode fazer concorrência. não se nomeia comissão. na verdade. pode servir a outros. § 8º. da lei 8666). não importando o valor (só a qualidade do objeto).00 (exceção ao critério objeto). Quem faz o leilão é o leiloeiro.00 para bens e serviços de engenharia e até R$ 16.00 para obras e serviços de engenharia e até R$ 8. I e II da Lei 8666): 10% do valor do convite: até R$ 15. Bem penhorado: a doutrina diz que o legislador queria se referir a bens empenhados (objetos de penhor). * É dispensável a licitação para pequenos valores (Art. porque o bem penhorado. mas não significa necessariamente sucata.000. Inservível é aquele bem que não serve mais. 100 . Se a lei exige convite pode fazer tomada de preços ou concorrência. o contrário nunca. Pode substituir a modalidade mais simples pela mais rigorosa.00 para outros bens e serviços. 19 da Lei 8666). 23. 17. 24. É opcional ao administrador fazer o leilão ou a concorrência (Art.00 para outros bens e serviços. parágrafo único. É o consórcio que tem personalidade jurídica.000. Até R$ 30. * Este pequeno valor poderá ser dobrado (20%) quando se tratar de empresa pública.§ 6º da Lei 8666).

Não se trata de concurso público. Regra geral a comissão é composta de pelo menos três servidores. Prazo de intervalo mínimo: 45 dias. por medida provisória (2026/00) que foi convertida na Lei 10520/02. tomada de preços e convite). O pregão tem o procedimento invertido. e não apenas servidores. Sempre a escolha se dá pelo menor preço. Existe uma lista no Decreto 3555/00 dos bens e serviços comuns para a ordem federal. especial porque qualquer pessoa pode participar. Só é utilizado para aquisição de bens e serviços comuns. Na ordem federal a determinação é que seja utilizado sempre que possível. a fase interna (toda a preparação do processo licitatório) e a fase externa (da publicação do instrumento em diante). terão regras próprias nos seus instrumentos. quem define o procedimento é o seu próprio regulamento. Após.CONCURSO Realizado para a escolha do trabalho técnico. PROCEDIMENTO DA LICITAÇÃO A Lei 8666 não cuida do procedimento do concurso e leilão. Prazo de intervalo mínimo: 8 dias úteis. PREGÃO Primeira vez que apareceu foi em 1997 na Lei 9472/97 das agências reguladoras. desde que idôneas e tenham conhecimento na área. Ele pode ser presencial (com a presença dos interessados no pregão) ou eletrônico (ocorre a licitação pela internet e o licitante para participar precisa de um código. mas no concurso há uma comissão especial. em 2000. não se admite no tipo técnica ou técnica e preço. O pregão é realizado pelo pregoeiro e equipe de apoio. definidos com expressão simples e usual de mercado. O valor da compra não interessa. A lei de licitação não define o procedimento do concurso. O pregão só existe no tipo preço. papel ofício). para a União. que previa as modalidades de pregão e consulta. O procedimento é dividido em duas grandes etapas. artístico ou científico tendo como contrapartida um prêmio ou remuneração em espécie. o critério é o objeto. 101 . chamado chave) (Decreto 5450). dispensa qualificação especial (ex: aquisição de canetas. O que muda de uma modalidade para a outra é apenas o prazo (concorrência. Tem um procedimento invertido.

nasce o direito de impugná-lo (Art. Caso não o faça administrativamente neste momento (impugnando tudo o que julgar necessário) não poderá mais fazer. observando o Art. *Formalização do processo: Autuação do processo (colocar capa. O procedimento segue normalmente (o quanto antes julgar é melhor. Qualquer cidadão é parte legítima para impugnar o edital até 5 dias úteis anteriores à entrega de propostas. Fase Interna: dentro da administração. É parte do edital a minuta do contrato. Nesse caso (impugnação pelo licitante) a lei não estabelece prazo para a comissão julgar. 21. 40 da 8666 (requisitos). 8666): não pé possível comercializar o edital. Fase Externa: Publicação do edital (Art. o máximo que a administração pode cobrar é a despesa. só judicialmente (caducará do direito de impugnar). caracterizando o interesse público. Nomeação da comissão de licitação por autoridade superior (a mesma que irá homologar e adjudicar ao final do processo). A impugnação não tem efeito suspensivo e nem tem natureza de recurso. Se condicionar é ilegal. Não necessariamente tem que se seguir essa ordem.1. 41. Demonstrar a necessidade do objeto do contrato. dar um número a ele). não pode condicionar à aquisição do edital. numerar o processo. o custo para a realização. reprodução. O edital é submetido a uma análise jurídica para parecer (a comissão nem sempre tem conhecimento jurídico). o que se exige é que conheça as condições. Licitante também é parte legítima para impugnar o edital até o 2º dia útil anterior. Neste caso. 102 . Quem não “compra” o edital pode participar. Identificação do recurso orçamentário (indicar previamente a verba que será utilizada para custear o contrato). a comissão da administração tem 3 dias úteis para julgar a impugnação. então. o licitante já tem ciência do contrato ao receber o edital. Nomeada a comissão ela deve elaborar o edital. mas tudo tem que ocorrer antes da autorização do certame. permitindo a publicação do edital para o início da fase externa do procedimento licitatório. porque se tiver que corrigir algo é bom que seja antes de receber os envelopes. antes da publicação do edital ou envio dos convites. 2.  Impugnação: publicado o edital. irá autorizar deflagração do certame. 8666). já que não há prazo). O chefe.

será inabilitado ou desqualificado (alguns doutrinadores preferem chamar essa fase de qualificação). § 2º. 45. mas os envelopes têm chegar na hora. Dos que sobrarem. Proferido o julgamento da habilitação os licitantes terão oportunidade para recurso e com efeito suspensivo (excepcionalmente o procedimento pára até o julgamento do recurso) em 5 dias úteis (regra geral). serão dois ou três). § 2º. se não atender. parte-se ao julgamento da melhor proposta. O primeiro envelope a ser aberto é o que contem os documentos da empresa: se preencher os requisitos ele estará habilitado. Se ainda assim os licitantes continuarem inabilitados. Proferido o julgamento novamente há prazo para recurso em 5 dias úteis (ou 2 dias úteis para convite). a proposta de preço ou de técnica. 8666). Havendo empate: Art. reinicia o processo licitatório. faz-se sorteio (Art. far-se-á nova classificação. 8666). 44). salvo no caso do convite que o prazo poderá ser reduzido para até 3 dias úteis. Classificação e Julgamento das propostas: para classificar analisa-se se a proposta obedece às formalidades do edital e se o preço é aquele compatível com o praticado no mercado. Habilitação: os interessados comparecem para entregar os envelopes (vai depender do edital o número de envelopes. com efeito suspensivo (Art. A alteração do edital é feita por aditamento.Alteração do edital: se a comissão percebe que o edital tem erro.48. da lei 8666 – rol taxativo. não se admite um envelope só.27 e seg. 21. colocando em ordem de classificação. Se a alteração não é substancial não precisa reabrir o prazo de intervalo mínimo (Art. O licitante não precisa estar presente na entrega. 103 . produzidos no Brasil. Se surge uma obrigação nova. Caso não seja. de capital nacional. No primeiro envelope constam a documentação pessoal. o atraso não é tolerado caso a comissão não esteja mais recebendo os envelopes. Todos os envelopes e todos os documentos dos envelopes devem ser rubricados pelos licitantes e pelos membros da comissão. Dentre as propostas. publicando o que foi alterado (da mesma forma inicial). 8666). § 4º. ou dispensa uma outra é preciso recomeçar a contagem do prazo de intervalo mínimo do zero. 3º. Caso continue empatado. Se todos forem inabilitados procede-se à diligência do Art. que deve ser publicado da mesma forma (condições e requisitos) que foi publicado o edital. ela poderá corrigi-lo. e no terceiro a proposta de técnica e preço se a licitação for do tipo técnica e preço. § 3º da lei 8666: suspende o procedimento e concede mais 8 dias úteis para complementarem os documentos. no segundo. 109. Isso é segurança para evitar que documentos sejam incluídos ou substituídos. 2 dias úteis para o convite. Requisitos: Art. 8666 – prioridade para bens de empresa brasileira. o licitante será desclassificado (Art.

A autoridade superior é a competente para homologar. mas não quiser assinar o contrato: pelo prazo de 60 dias a contar da entrega dos envelopes (se não houver outro fixado no edital. além da melhor. Se o vencedor ganha a licitação. Não preenchidos os requisitos a licitação é anulável. mas se for assinar. a mesma que autorizou a deflagração do certame. § 3º. 87 da lei 8666). dispensa-se os 10% e fica com os três melhores. que permite a contratação direta com dispensa de licitação. podendo ser reduzido para até 3 dias no convite. O trabalho da comissão de licitação vai até este ponto. Ele está obrigado? Não. esse é o mínimo legal). Como o procedimento é invertido. são chamados os subseqüentes. Esses passam à fase de proposta verbal. 48. o procedimento terá que ser reiniciado. mas para assinar o contrato nos termos da proposta vencedora. Pelo lance verbal é selecionada a melhor proposta. Não tem direito subjetivo à assinatura. 2ª etapa é a fase externa com a publicação do edital. está desobrigado. O vencedor tem mera expectativa do direito de assinar o contrato. já que ilegal. terá que ser com ele. Não há recurso. Não assinando. e continua tudo igual. 8666: suspende a licitação e abrem-se novos 8 dias úteis para propostas.Se todos os licitantes forem desclassificados faz-se a diligência do Art. ele será penalizado (Art. Homologação e Adjudicação: a homologação nada mais é que verificação de regularidade do procedimento. PREGÃO: 1ª etapa é a fase interna de formalização do processo: a mesma coisa do procedimento das demais modalidades. Na pré-seleção das propostas escritas ganha o licitante primeiro colocado e todas as demais que não excedam a 10% da terceira colocada. A adjudicação é o resultado oficial. primeiro se faz a classificação e julgamento. Não querendo celebrar. Não havendo. é dar ao vencedor o status de vencedor. 104 . o licitante está obrigado a assinar o contrato (vinculado à proposta). para só após habilitar. Classificação e julgamento: há duas sub-etapas: análise da proposta escrita e análise da proposta verbal. chama-se o 2º colocado. Se ainda assim continuarem desclassificados a licitação é fracassada. Passado o prazo de 60 dias a contar da entrega dos envelopes não há obrigação e qualquer penalidade. e ela também adjudica. E se não aceitarem. sendo que entre essas é preciso de pelo menos três.

porque as prestações são equilibradas e predeterminadas (diferente do contrato aleatório). Com o edital já vai junto o contrato. 60 a 62). se torna perfeito e acabado com a simples manifestação de vontade (como no contrato de compra e venda). é chamado de contrato da administração.00 (Art. 60. É contrato formal. não há escolha pelo tipo técnica.000. Contrato administrativo tem que ter sempre a presença do poder público. Regra geral o contrato tem que ser escrito. É indispensável a presença do licitante ou no máximo um procurador constituído (não pode pelo correio ou motoboy). 2ª parte: contrato. É o vínculo jurídico em que sujeito ativo e sujeito passivo se comprometem a uma prestação e contraprestação estatal. 62 da lei 8666): quando o valor do contrato for 105 . 8666). É também comutativo. É contrato de adesão. Diferente de contrato real. Excepcionalmente será verbal quando for de pronta entrega. tem formalidades previstas na 8666 (Arts. É consensual. o licitante não tem o direito de discutir as cláusulas contratuais. modificando ou extinguindo direitos. Quem nomeia o pregoeiro é quem homologa e adjudica (autoridade superior). ou seja. mas a administração também celebra contratos regidos pelo direito privado. O contrato administrativo é regido pelo direito público. que depende da entrega do bem (isso é só adimplemento). perseguindo o interesse público e regido pelo direito público. criando. O conceito é o mesmo do contrato de direito privado. ou seja. CONTRATOS ADMINISTRATIVOS Lei 8666 – 1ª parte: licitação. parágrafo único.Habilitação: só se habilita a proposta vencedora da etapa anterior. Se não preencher analisa os documentos da 2ª colocada. Licitação prévia é um deles. pronto pagamento e de valores de até R$ 4. a administração dita as regras e a empresa contratada adere ou não. sendo que as razões podem ser apresentadas em até 3 dias corridos). Oportunidade para recurso: feita a habilitação os recursos devem ser apresentados na hora (todos podem recorrer na hora. Em alguns casos o instrumento de contrato (detalhamento em cláusulas) será obrigatório (Art. Adjudicação (invertido) Homologação No pregão só se escolhe preço.

57. cuidado!). entre quatro opções previstas na lei: caução em dinheiro. alta complexidade e de riscos financeiros para a administração. Excepcionalmente a doutrina admite a subcontratação quando prevista no contrato ou no edital. 8666. Quem escolhe a forma de prestar a garantia é o contratado. ela é discricionária (normalmente é vinculada). Todo contrato administrativo tem que ter prazo determinado e em regra a duração é a do crédito orçamentário (tem como base a lei orçamentária que prevê o prazo máximo de 12 meses). mesmo que a licitação seja inexigível ou dispensada (contratação direta). A administração não pode correr riscos. O administrador pode escolher a forma. Cláusulas necessárias (Art. *Duração do contrato administrativo: todo contrato administrativo precisa ter prazo determinado (Art. *Garantia: Art. Pode ser exigida pela administração. A LRF diz que quando o contrato administrativo não tiver desembolso para a Administração não precisa observar a regra do Art. § 3º). 56. contrato de “seguro do seguro”). duração etc. tem que ter a anuência da administração e apenas de parte do contrato (se fizer da totalidade é fraude à licitação). Pelo Art. Aluguel de programas e equipamentos de informática pode ter prazo de até 48 meses (são três exceções que o prazo é maior). melhor o preço – até 60 meses pela lei. §. consideram-se as qualidades das partes. fiança bancária. 8666). podendo chegar até 10% quando o contrato for de grande vulto. 8666). a doutrina diz que é poder-dever (“pode” – é assim que está na lei. que tem duração maior (4 anos). 8666. mas não é eficaz (Art. além de uma prorrogação por mais 12 meses). 57 da lei 106 . A lei também exige como formalidade a publicação do contrato administrativo no Diário Oficial. garantia. Também poderá ser facultativo quando for possível realizar o contrato de outra maneira e quando o valor for correspondente ao do convite: carta de contrato. 61. ordem de serviço. É personalíssimo. dificultando a subcontratação. há exceções: Às vezes pode superar o crédito orçamentário se o objeto estiver previsto no PPA (plano plurianual). Essa é a regra geral.correspondente ao valor da concorrência e da tomada de preços. 57. parágrafo único. 8666): partes. nota de empenho. A garantia corresponde até 5% do valor do contrato (Art. objeto. precisa exigir a garantia. 56. 2º. 55. deve ser aquele do crédito orçamentário. A publicação é condição de eficácia. pagamento. Também se for contrato de prestação contínua (quanto maior o contrato. Contrato não publicado é válido. título da dívida pública e seguro garantia (contrato de seguro do contrato.

O prazo máximo é de até 2 anos. uma supremacia. terá que pagar pela totalidade. mesmo a provisória ensejará indenização ao contratado.8666 (crédito orçamentário). a decisão é discricionária. independente do ente que aplicou a pena. Alteração do contrato (Art. os acréscimos podem chegar até 50%. não há contrato administrativo sem prazo determinado. Esses requisitos são cumulativos. 58. por exemplo). • Ocupação provisória dos bens da contratada – para a continuidade do serviço durante o processo administrativo visando a extinção do contrato (Art. salvo quando tratar-se de supressão e a mercadoria já foi entregue. • Penalidades pelo descumprimento total ou parcial (advertência. Tanto a ocupação quanto a reversão estão sujeitas a indenização. Cláusulas exorbitantes: Art. Pela declaração de inidoneidade. 107 . 58. 8666) (reversão: retomada definitiva do contrato e patrimônio). Mas a doutrina diz que a declaração de inidoneidade quando a conduta do contratado for criminosa (por ser penalidade muito grave). 8666): unilateral (exorbitante) e bilateral (não exorbitante). suspensão de contratar com o poder público pelo período de até 2 anos e declaração de inidoneidade). A empresa só volta a ser idônea (reabilitada) após decorridos os 2 anos e quando indenizar os prejuízos causados à administração. O estado não irá pagar nada. Quando a hipótese for de reforma de edifícios ou de equipamentos. mas precisa ter prazo. A supressão continua em 25%. 8666. Unilateral: alteração das especificações do projeto (alteração qualitativa) e do valor do contrato em razão da alteração do objeto (alteração quantitativa) – pode aumentar até 25% (ou diminuir). pagando o correspondente ao que recebeu. multa. 65. Outros permitem também que somente em face de conduta criminosa aplica-se a pena de suspensão. não precisar observar o prazo do crédito orçamentário. Modificação unilateral. traz para a administração uma desigualdade. Quem decide qual é a pena é o administrador. a empresa não poderá contratar com nenhum outro ente público. Fiscalização do contrato. Na permissão e na concessão é preciso observar a lei específica do serviço que trará o prazo a ser observado. Aquela que exorbita o comum nos contratos. São elas: • • • Rescisão unilateral do contrato. Havendo danos. pode contratar com o estado. Penalidades: a suspensão de contratar atinge o ente que aplicou a pena (sendo o município.

Interferência imprevista: circunstâncias que já existem ao tempo da celebração do contrato. que atinge de forma direta o contrato. XV. mas que só se pode descobrir ao tempo da execução. atinge de forma secundária. Caso fortuito e força maior. *Quando há conclusão do objeto. *Rescisão judicial: o contratado não quer mais. Ex: aumento de imposto. Fato da administração: atuação específica do poder público.  Teoria da Imprevisão: é o fato superveniente imprevisto ou imprevisível (álea extraordinária: atinge de forma imprevista) que desequilibra o contrato. do regime de execução. principal). a parti de 90 dias (Art. Essa alteração não impede a execução do objeto diretamente. necessitando de alteração. da substituição da garantia. Ela não é aplicável aos contratos administrativos (exceção do contrato não cumprido). A exceção do contrato não cumprido se aplica aos contratos administrativos? Depende: Corrente tradicional: quando a administração não paga o serviço a empresa contratada tem que continuar a prestação.Bilateral: alteração da forma de pagamento (na administração não se paga antes de receber a mercadoria ou serviço). o seu objeto principal. 8666). Corrente moderna: a “exceção” é aplicada de forma diferenciada. atingindo de forma indireta ou reflexa (não atinge o objeto direto. 78. o que ocorre em duas hipóteses. *Rescisão consensual. nos casos de interesse público (com indenização) e descumprimento de cláusula contratual (com indenização) (caducidade ou encampação só na concessão!). A “exceção” neste caso não é cláusula exorbitante. Extinção do contrato administrativo: *Rescisão administrativa: é aquela feita unilateralmente pelo poder público. Sua ausência é cláusula exorbitante (doutrina moderna). 108 . 90 dias sem pagamento a contratada pode suspender o serviço. é aplicável. Fato do príncipe: atuação do poder público geral e abstrata e que onera demais o contrato para uma das partes. Ex: impedimento na desapropriação. para manter o equilíbrio econômico e financeiro do contrato (teoria da imprevisão ou cláusula rebus sic stantibus: fato superveniente imprevisto e imprevisível que onera demais o contrato para uma das partes).

mas a extinção do contrato só se dá pela via judicial. 109 . pode suspendê-lo se a administração não cumprir com o contrato. já que aplicável). Uma das partes não cumpriu com a sua obrigação. a cláusula é aplicável a partir dos 90 dias. não podendo. Contratos administrativos: exceptio non adimplete contratus: exceção do contrato não cumprido. Art. depois. incapacidade civil etc). O contratado pode suspender a prestação do serviço. 78. *Extinção de pleno direito: circunstâncias alheias à vontade das partes (falecimento. assim. exigir que a outra o faça. Só não a aplica desde logo em razão do princípio da continuidade (não seria exorbitante. mas de forma diferenciada. XV.*Anulação: por ilegalidade. Assim. da lei 8666: pelo prazo de 90 dias o contratado tem que continuar prestando o serviço. É aplicável nos contratos administrativos? *Corrente tradicional: cláusula não aplicável administrativos (seria considerada exorbitante se presente). aos contratos *Corrente moderna: cláusula aplicável aos contratos administrativos.

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