Isoflavona 2010 (E

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Maria Cristina Pereira da Silva [et.al.]

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ISOFLAVONA
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MARIA CRISTINA PEREIRA DA SILVA
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ANGELA MARIA LADEIRA
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DANIEL GARCIA
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MARCOS ROBERTO FURLAN

RESUMO
A soja, Glycine max, é consumida como alimento há milênios, e nas últimas décadas tem se destacado como alimento funcional tendo em vista a comprovação de algumas ações farmacológicas. Grande parte da responsabilidade destas atividades são compostos que pertencem ao grupo das isoflavonas, como genisteína, daidzeína e gliceteína. No entanto, encontram-se também pesquisas que demonstram que as substâncias funcionais variam em conseqüência de vários fatores, o que prejudica a recomendação. Através de revisão bibliográfica, o presente trabalho teve como objetivo verificar pesquisas sobre a ação da soja e da isoflavona na saúde humana. Para obtenção dos resultados foram realizadas consultas a banco de dados e publicações científicas. A revisão bibliográfica proporcionou informações tais como: a soja, consumida em algumas formas, tem sido relacionada após estudos epidemiológicos, com baixa incidência de câncer de mama, cólon e próstata; as isoflavonas podem agir como antioxidantes, anti-inflamatórias, antimicrobianas, redução do risco de desenvolvimento da Doença de Alzheimer, no controle do diabetes tipo II e prevenção de aterosclerose como fitoestrogênios; entre as isoflavonas, por exemplo, a genisteína inibe o crescimento de uma ampla variedade de células neoplásicas e também a agregação plaquetária e a migração e proliferação de células da musculatura lisa e os teores das isoflavonas na soja podem variar em função de clima, variedades, forma de preparo,. Após a discussão dos dados levantados conclui-se que, apesar das vantagens que tanto o consumo da soja in natura como a ingestão de suas substâncias isoladas, proporcionam a saúde humana, as variações que ambas sofrem podem comprometer a indicação da soja em dietas. Palavras-chave: Soja, Isoflavona, Fitoestrógeno ABSTRACT The soy, Glycine max, is consumed as food has millenium, and in the last decades if it has detached as functional food in view of the evidence of some farmacologicals actions. Great part of the responsibility of these activities composites are that belong to the group of isoflavones, as genistein, daidzein and glycitein. However, research also meets that demonstrates that the functional substances vary in consequence of some factors, what it harms the recommendation. Through bibliographical revision, the present work had as objective to verify research on the action of the soy and isoflavona in the health human being. For attainment of the results the data base and scientific publications had been carried through consultations. The bibliographical revision provided to information such as: the soy, consumed in some forms, has been related studies after epidemiologists, with low incidence of cancer of breast, cólon and prostate; isoflavones can act as antirust, anti-inflammatory, antimicrobians, reduction of the risk of development of the Illness of Alzheimer, in the control of diabetes type II and prevention of ateroscleroses as fitoestrogen; between isoflavones, for example, the genistein inhibits the growth of an ample variety of neoplasical cells and also the plaquetary aggregation and the migration and proliferation of cells of the smooth musculature and the texts of isoflavones in the soy can vary in function of climate, varieties, form of preparation. After the quarrel of the raised data conclude themselves that, despite the advantages that as much the consumption of the soy in natura as the ingestion of its isolated substances, provides to the health human being, the variations that both suffer can compromise the indication of the soy in diets. Keywords: Soy, Isoflavone, Fitoestrogen

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Nutricionista. Pesquisadora – Instituto Botânico. 3 Aluno do curso de Agronomia da Faculdade Cantareira. 4 Professor do Curso de Agronomia da Faculdade Cantareira.

THESIS, São Paulo, ano VI, n.12, p. 31-59, 2º semestre, 2009

Isoflavona 2010 (E)

Maria Cristina Pereira da Silva [et.al.]

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1. INTRODUÇÃO Com o aumento da expectativa de vida, as mulheres passaram a sobreviver um tempo suficiente para poder experimentar mudanças em seus corpos, o que muitas gerações anteriores não conseguiram vivenciar. Entre essas alterações se destacam as provocadas pela menopausa, fase natural que ocorre em mulheres em torno dos 50 anos em decorrência da falência gonodal, caracterizada por deficiência de hormônios esteróides. Na busca aos alívios dos sintomas indesejados, algumas mulheres recorrem à terapia de reposição hormonal, TRH, mas a segurança quanto ao uso desta terapia ficou abalada após publicação de estudos que sugeriram que os riscos excediam os benefícios, havendo aumento significativo do risco de doença arterial coronariana, de acidente vascular cerebral, de tromboembolismo venoso; e diminuição significativa do risco de câncer de mama (VIGETA e BRETAS, 2004). ALBERTAZZI et al. (1998) relataram que os efeitos negativos da TRH têm provocado em algumas mulheres o desejo de buscar formas naturais de tratamento, sem os efeitos colaterais da terapia hormonal. Muitos flavonóides de frutas, vegetais e soja, como as isoflavonas em suas diferentes formas, desempenham importante papel no corpo humano, podendo agir como antioxidantes, antiinflamatórios, antimicrobianos, entre outras atividades biológicas, tornando os produtos que os contém em alimento funcional ou nutracêutico (AGUIAR, 2005). MATOS et al. (2005) observam que os fitoesteróides, substâncias das plantas com efeito semelhante aos hormônios humanos como as isoflavonas, possuem diversas atividades, citando como exemplo: redução de doenças coronárias, retardamento da manifestação de arteriosclerose, efeitos benéficos na

hipercolesterolemia, proteção contra câncer e da melhoria da atividade hormonal. Apesar das pesquisas validarem o uso das isoflavonas, a variação de seus teores nos alimentos pode tornar insegura a recomendação. Segundo CARRÃOPANIZZI et al. (1998), há variação entre os conteúdos ou teores destes compostos, pois são afetados por fatores como locais de plantio, clima e disponibilidade de água, por
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2º semestre. condições de cultivo. também está relacionada à variedade. 2006). está ainda em estágio precoce. miso e tempeh. GENOVESE e LAJOLO (2001) afirmam que a composição de isoflavonas. n. tofu. leite. são também utilizados na produção de diversos alimentos industrializados. tais como produtos cárneos e de panificação. farinhas. o uso em dietas ricas nestas substâncias. molhos. p. ou ainda. há pesquisas que têm indicado que grande parte dos produtos derivados da soja desenvolvidos pelas indústrias apresenta isoflavonas em formas e quantidades variáveis. As farinhas desengorduradas. indicando a falta de controle efetivo da matéria-prima de forma a dificultar a padronização de concentração de isoflavona contida nestes produtos (MORAES e COLLA. e desta forma fornecer subsídios para que o profissional possa recomendar ou não o uso em dietas.al. 2009 . ano VI. São Paulo. especificamente em soja. a metodologia de análise. Apesar dos estudos realizados in vivo e in vitro fornecerem resultados convincentes que explicam o potencial dos fitoesteróides contra doenças hormonodependentes.12. THESIS. Tendo em vista a importância da soja e das isoflavonas para a saúde humana.Isoflavona 2010 (E) Maria Cristina Pereira da Silva [et.] 33 exemplo. 31-59. Além da contribuição na prevenção de doenças. tais como óleos. Segundo a ANVISA. condições de processamento da soja. e outros derivados protéicos. o presente trabalho tem como objetivo levantar dados na literatura científica que possuem relação com o uso das mesmas na melhoria da qualidade de vida. molhos e sopas. a soja participa da dieta humana através do consumo do próprio grão e de alimentos elaborados a partir deste.

osteoporose e coronariopatias (SOUZA et al. mas devem demonstrar capacidade de regular as funções corporais de forma a auxiliar na proteção contra doenças como hipertensão. ANJO (2004) relata que os esquimós. quase todos os alimentos têm sido considerados não só como fornecedores de nutrientes para o ser humano.12. 31-59. THESIS. sendo produzidas através do chamado metabolismo secundário. além do valor nutritivo inerente à sua composição química.] 34 2. REVISÃO DE LITERATURA 2. sendo estes encontrados em muitos alimentos. devido ao consumo de soja. São Paulo. Eles podem ser consumidos em dietas convencionais. 2003). substâncias que terão como função principal a defesa contra algum tipo de estresse. e que são denominadas de metabólitos secundários.al. Graças à produção de substâncias oriundas dos dois metabolismos. podem trazer benefícios fisiológicos específicos. e por isso estão recebendo a classificação como alimentos funcionais. podendo desempenhar função potencialmente benéfica na redução do risco de doenças crônico degenerativas. SHAMI e MOREIRA (2004) afirmam que “as lesões causadas pelos radicais livres nas células podem ser prevenidas ou reduzidas por meio das atividades de antioxidantes. graças à presença de ingredientes fisiologicamente saudáveis.. (2002) realçam que os alimentos funcionais se caracterizam por oferecer vários benefícios à saúde. n. têm baixo índice de problemas cardíacos. enquanto que as responsáveis pelo crescimento são resultantes do metabolismo primário. CÂNDIDO e CAMPOS (2005) observam que os alimentos funcionais são todos os alimentos ou bebidas que. câncer. por ter alimentação baseada em peixes e produtos do mar ricos em ácidos graxos poliinsaturados das famílias ômega 3 e 6. p. carboidratos e lipídios. TAIPINA et al. e os orientais. consumidos na alimentação cotidiana. ano VI. 2º semestre.1 A importância dos alimentos na prevenção de doenças As plantas produzem além dos compostos para o seu desenvolvimento como proteínas.Isoflavona 2010 (E) Maria Cristina Pereira da Silva [et. mas também como útil na prevenção de doenças. diabetes. 2009 . apresentam baixa incidência de câncer de mama.

particularmente o butírico. promovendo seu retorno à normalidade.] 35 AGUIAR (2005) também define alimento funcional como aquele alimento ou ingrediente que. e aspartato e glutamato estão usualmente presentes em elevadas concentrações no sistema nervoso central. As substâncias dos alimentos funcionais MEISEL e SCHLIMME (1990) citam que a lactoferrina. 2.2.. a morte celular geneticamente programada ou apoptose (HAGUE et al.al. aterosclerose. protegendo recém-nascidos contra infecções através de ação bacteriostática e ao mesmo tempo melhorando a biodisponibilidade e a absorção de ferro. também encontrada no soro de leite. câncer de mama. Apesar de nutracêutico ser considerado sinônimo de alimento funcional. induz a diferenciação de células tumorais. 31-59. devendo ser seguro para o consumo e respaldado por estudo cientifico. p. provocando a despolarização das membranas neurais (COOPER et al. 2009 . apendicite. THESIS. 1986). Nas últimas duas décadas. doença de Crohn. como câncer de cólon e de reto. 2º semestre. esse último deve estar na forma de alimento comum. hemorróidas e doença diverticular (HASKELL et al. 1995). sequestrando o ferro. além das funções nutricionais básicas. tanto em indivíduos saudáveis como em enfermos. Ácidos graxos de cadeias curtas. n. desempenham funções importantes na prevenção do câncer de cólon: inibe o crescimento e a proliferação de células tumorais (in vitro). e dessa forma. ser consumido como parte da dieta e produzir benefícios específicos à saúde (MORAES e COLLA. 2006). desempenha função fisiológica importante.12.. A glutamina parece ser importante na manutenção da integridade gastrintestinal. síndrome de cólon irritado.. São Paulo. produz efeitos metabólicos e/ou fisiológicos e/ou efeitos benéficos à saúde. onde agem como neurotransmissores excitatórios. e também a vitamina D. quando consumido como parte da dieta usual. Estudos correlacionam a maior ingestão de fibra alimentar com a menor incidência de várias doenças. ano VI. 1992). resultados de pesquisas epidemiológicas e experimentais levantaram fortes evidências de que o cálcio.Isoflavona 2010 (E) Maria Cristina Pereira da Silva [et. restabelece. em células cancerosas. diabetes.

1986). couve-flor e nabo apresentam o fenetil isotiocianato. de que deficiência de selênio na alimentação. terpeno encontrado em óleo de citrus. 1986). O alho. Os flavonóides.al. 2009 . 1997). Repolho. incluindo o câncer. 1999). particularmente do cólon (NEWMARK e LIPKIN. diminuindo os níveis biológicos de radicais livres (SGARBIERI e PACHECO. nos mamíferos. são potentes antioxidantes e sequestradores de metais. sugerindo que essas vitaminas têm propriedades anticarcinogênicas (ETO e KRUMDIECK. São Paulo. Há evidências na literatura. alguns. THESIS. em ratos (WATTENBERG.Isoflavona 2010 (E) Maria Cristina Pereira da Silva [et. que reduzem a velocidade de iniciação ou previnem a propagação de radicais livres (KITTS. Pesquisa sugere que o indol-3-carbinol. graças a esses compostos. agindo também na prevenção de doenças cardiovasculares (ADLERCREUTS e MAZUR. atua como agente protetor. pode estar relacionada com diversas doenças degenerativas. como os encontrados no chá-verde e no chá-preto. induzidos pelo DMBA (ELEGBEDE et al. têm sido estudados quanto à sua possível ação protetora contra doenças cardiovasculares (TIJBURG et al. p. um dos glicosinolatos indólicos. como o de mama.. com cerca de 2. O composto D-limoneno. C e E são importantes antioxidantes.. 2º semestre. em certos tipos de cânceres induzidos por hormônios. n. 1992).] 36 desempenham papel importante na prevenção do câncer do intestino grosso. 1998). e que níveis mais elevados de ingestão (150 . através de pesquisas. que demonstrou ser efetivo na inibição do câncer de mama induzido pelo DMBA. Deficiência de vitamina B12 ou de ácido fólico aumenta a carcinogenicidade de vários produtos químicos. ano VI. 31-59.000 compostos já identificados. 1997). em ratos. tem sido relacionado com a inibição do carcinoma de pele induzido pelo benzo(a)pireno (120) e tumores de mama.300 g/dia) podem oferecer proteção contra essas doenças (REILLY. bem como seus metabólitos (END e ENL) apresentam. 1992). propriedades fisiológicas importantes como na prevenção dos tipos de câncer hormônio-dependentes.12. promove a elevação das enzimas GST e GSH. couve-de-bruxelas. Algumas lignanas de plantas. 1997). Com relação às vitaminas.

induzidos por estrógenos (STOEWSAND. 2º semestre. ligado ao aumento de bactérias bífidas no cólon. a vagem e a fava. Glycine max (L. Numerosos estudos com animais têm mostrado efeito de redução de aterosclerose em animais alimentados com uma dieta baseada em proteínas de soja. O Brasil é o segundo maior exportador de grãos de soja e principal exportador de farelo de soja. tomate. que representam 75% da produção brasileira (ROESSING. em comparação com uma dieta baseada em proteínas animais (KRITCHEVSKY. cebola contêm essas substâncias. e o aumento da ingestão de proteínas de soja em doentes parece ser bem justificada e pode reduzir a necessidade de posterior tratamento farmacológico.3. (1996) citam que os benefícios no perfil lipídico e lipoproteíco podem ser conseguidos com a adição de soja na dieta diária. 1992). A soja como alimento funcional A soja.1994). natto e tempeh são ativos contra a peroxidação lipídica. 2. Produtos de soja. 31-59. consumidos normalmente no Japão. NESTEL et al. principalmente. 1995).12. (1994) relacionaram o consumo de soja com redução da ocorrência de câncer e ANDERSON et al. aspargo. 1995). e diversas hortaliças como raízes de chicória. pertence à família Fabaceae.) Merr. 1995). por apresentarem atividade antioxidante. ano VI.. BURKE et al. além de ação contra tumores pediátricos (SCHWEIGERER et al.al. apesar de ocorrer em níveis baixos nestes vegetais (SPIEGEL et al.Isoflavona 2010 (E) Maria Cristina Pereira da Silva [et. com 32% do mercado mundial. alho. MESSINA et al. O benefício à saúde oriundos do consumo de oligossacarídeos está. o feijão. como misso. KURZER e XU (1997) indicam que o consumo dos grãos da planta pode estar relacionado com a diminuição da taxa de doença arterial coronária e osteoporose. n.. 2009 . que também possui entre outras. alcachofra. (1995) sugeriram que o consumo da mesma em doses elevadas está associado com baixas concentrações de colesterol sérico. p. São Paulo. (1997) observam que o efeito no metabolismo dos lipídios da dieta a THESIS. banana.] 37 particularmente os de útero e de mama.

mas ressaltam que mais pesquisas são necessárias para confirmar suas conclusões. (2000) observam que a baixa incidência de manifestações da menopausa e de complicações da osteoporose em mulheres orientais sugere relação com o uso de produtos da soja. São Paulo. em seus estudos.4.Isoflavona 2010 (E) Maria Cristina Pereira da Silva [et. ano VI. Estudos epidemiológicos demonstram que nas populações que consomem dietas ricas em soja e seus produtos. pois além da qualidade de sua proteína.] 38 base de soja ou soja em proteína tem sido controversa. 2001). no entanto.al. e observaram apenas pequenos efeitos sobre os hormônios da tiróide. p. HASLER (1998) afirma que as características químicas e nutricionais qualificam a soja como um alimento funcional. afirmam que essa variação é improvável que seja clinicamente importante.4. câncer.1 Conceitos e grupos de isoflavonas Fitoestrógenos são compostos de ocorrência natural na planta e com estrutura química comparável ao do estradiol (ANDERSON et al. e seu estudo permanece sem conclusões definitivas. não verificaram efeitos significativos da ingestão da proteína de soja na produção de estrógenos. lignanas (precursores e naturais). a incidência de determinados tipos de câncer (cólon. CHAMBÔ et al. mas. (2002). 2. mama e próstata. estudos mostram que a soja pode ser utilizada de forma preventiva e terapêutica no tratamento de doenças cardiovasculares. 1995). mas pesquisas comparando a proteína de soja contra proteínas animais. THESIS.12. e podem ser divididos em três categorias principais: isoflavonas. 31-59. Isoflavonas 2. e coumestanos (KNIGHT e EDEN. 2009 . mas alertam que a relação entre soja e ginecologia é provocativa. principalmente) é menor quando comparada com a incidência em populações que não consomem esses tipos de dietas (ESTEVES e MONTEIRO. osteoporose e sintomas da menopausa. geralmente caseína. 1999). 2º semestre. PERSKY et al. n.. têm demonstrado diferenças a favor das primeiras.

NAHÁS et al. 2º semestre.. as isoflavonas são substâncias que possuem em comum a presença de uma estrutura derivada da 3-fenil-benzopiran-4-ona e as concentrações destes compostos são relativamente maiores nas leguminosas. (1998) afirmam que a ingestão de antioxidantes derivados de soja. 2009 . como a genisteína e a daidzeína.al. Essas substâncias também inibem a produção de oxigênio reativo. mostrando o efeito antioxidante das THESIS. TIKKANEN et al. Um possível mecanismo de ação geral das isoflavonas inclui efeitos estrogênicos e antiestrogênicos. Estudos têm demonstrado que possuem mecanismos gerais de ação que podem interferir no metabolismo de muitos nutrientes (ANDERSON e GARNER. e acredita-se que a sua função primária. que está envolvido na formação de radicais livres. pode fornecer proteção contra modificação oxidativa da LDL. 2. o que justificaria a presença nas plantas. Resultados sugerem que a isoflavona pode baixar níveis de colesterol LDL proporcionando alguma proteção contra a aterosclerose (KIRK et al. 1998).4. dependendo da extensão do processamento ou fermentação (ESTEVES e MONTEIRO. regulação da atividade de proteínas (especialmente das tirosinas quinases) e regulação do ciclo celular e efeitos antioxidantes (KURZER e XU.] 39 Segundo ACCAME (2001). MATOS et al. 1997). a genisteína e a gliciteína. 31-59. as quais se apresentam como várias formas de conjugados glicosídicos. Estudos mostram que como antioxidantes.12. n. têm a capacidade de neutralizar ou tornar mais lenta a taxa de oxidação do LDL – colesterol (WEI.2 Atividades das isoflavonas Isoflavonas inibem a produção de oxigênio reativo. São Paulo. 2001. 1997). 2003). seja uma função nutricional por atração de simbiontes que promovem a extração de nutrientes do solo e a fixação de nitrogênio pelas raízes. ano VI.. 1995). p.Isoflavona 2010 (E) Maria Cristina Pereira da Silva [et. que está envolvido na formação de radicais livres. (2005) destacam que estas moléculas não são estruturalmente semelhantes nem aos estrogênios endógenos nem aos de síntese. As principais isoflavonas encontradas na soja e seus derivados são a daidzeína. demonstrando o efeito antioxidante das isoflavonas.

. mas esses tratamentos são discutíveis pelo aumento de risco de câncer de mama. derivado de soja. São Paulo. 31-59. ricos em isoflavonas. do c-LDL e dos triglicerídeos. 2009 . durante quatro anos. observou-se que a substituição deste tratamento com isoflavonas da soja teve resultados bem promissora na redução da perda óssea (ESTEVES e MONTEIRO. 1998). têm a capacidade de neutralizar ou tornar mais lenta a taxa de oxidação do LDL – colesterol (WEI. ano VI. existindo. e uma das possíveis causas seria a elevada ingestão de produtos de soja. (2002) observam que estudos sustentam que o consumo de soja permite a redução do colesterol total. p.] 40 isoflavonas.12. especialmente entre as mulheres mais velhas (PERSKY et al. Estudos confirmam a opinião de que os fitoestrógenos possuem efeito protetor sobre paredes arteriais. além de concluírem que a substância induz linfocitopenia em significativo número de mulheres. portanto várias hipóteses. diminuindo o risco de aterosclerose e degeneração arterial. MARQUES et al. 2002). mas os mecanismos responsáveis por esses eventos ainda não foram elucidados. A genisteína inibe também a agregação plaquetária e a migração e proliferação de células da musculatura lisa (WILCOX et al. (2001) verificaram que pacientes que usavam um preparado de ipriflavona. ALEXANDERSEN et al. As terapias de tratamento e prevenção de osteoporose em mulheres pósmenopausa incluem reposição hormonal. Em mulheres pós-menopausa tratadas com 80 mg de isoflavona isolada de soja/dia. Estudos mostram que como antioxidantes. A osteoporose é uma enfermidade crônica que ocorre quando a taxa de degradação óssea dos osteoclastos excede à sua formação. e estudos epidemiológicos têm evidenciado que a incidência de osteoporose pós-menopausa é menor na Ásia que no ocidente. 2001).. e mesmo que estes efeitos não tivessem sido completamente comprovados. 2001). 1995). n.al. não apresentaram benefícios sobre a densidade mineral óssea. 1995). na dose de 200mg três vezes ao dia. 2º semestre.. THESIS.Isoflavona 2010 (E) Maria Cristina Pereira da Silva [et. pelas mulheres asiáticas (POTTER et al. houve diminuição significativa da perda óssea lombar (ANGELIS.

THESIS. observaram que a administração diária na dieta de 250 ppm por 30 dias aumenta significativamente a atividade de enzimas antioxidantes na pele e no intestino delgado de camundongos.0 mg de genisteína por dia. a AHA expressou muita prudência. FERNANDES et al. sendo quase toda derivada de produtos de soja. WEI et al. n. 2º semestre.. (1995) citam que as populações orientais com baixa incidência de câncer de mama e próstata.. a concentração da genisteína de 1. incluindo a prevenção da osteoporose e efeitos protetores cardiovasculares sobre o perfil lipídico (MARQUES et al. e em relação aos efeitos adversos. a partir da avaliação de 19 estudos randomizados.. 1995). enquanto que a ingestão diária de genisteína nos EUA é somente de 1. os resultados foram controversos no tocante à perda da massa óssea após a menopausa. dando destaque para os seguintes resultados: o impacto foi nulo para o HDL-colesterol.0 mg/dia. consomem de 28.0 a 2. ano VI. a eficácia e segurança na prevenção ou tratamento dos cânceres de mama e de endométrio ainda não estão estabelecidas.] 41 As isoflavonas são opções alternativas aos estrógenos e têm sido genericamente conhecidas como fitoestrógenos. 2009 . não só para a saúde cardiovascular.0 a 3. triglicerídeos. 1995). p. A genisteína inibe também a agregação plaquetária e a migração e proliferação de células da musculatura lisa (WILCOX et al.4. sendo capaz de atuar sobre os receptores estrogênicos e simulando algumas das propriedades dos hormônios femininos.Isoflavona 2010 (E) Maria Cristina Pereira da Silva [et. não se observou melhora dos sintomas vasomotores da menopausa. e a sua molécula possui estrutura semelhante ao 17beta-estradiol. LAMARTINIERE et al.0 a 80. mas também para outros efeitos clínicos.12. (1995). lipoproteína e pressão arterial. LDL-colesterol. 31-59.al. (2006) citam que a American Heart Association (AHA) publicou em 2006 um aconselhamento visando esclarecer as repercussões das isoflavonas de soja. estudando atividade anticarcinogênica da genisteína em animais com câncer de pele.3 Ações da genisteína Nos produtos derivados da soja. São Paulo.0 mg/g (BARNES et al. 2. 2002).

(1996) afirmam que a genisteína é eficientemente absorvida no intestino e pode. exercer tanto ação estrogênica quanto antiestrogênica. Estudos mostram que este efeito estrogênico apesar de fraco. 31-59. Para ZAVA e DUWE (1997). portanto. e seus resultados enfatizam que os efeitos biológicos da genisteína podem ser órgão-específicos.. Absorção. p. regular a proliferação de células epiteliais em câncer e sendo assim.4. 2009 . WEI et al. com capacidade eficiente de inibição do crescimento de células cancerosas em concentrações fisiológicas. 12-dimetilbenzoantraceno (DMBA) e promovidos por 12-O-tetradecanoil-phorbol-13-acetato (TPA) em um modelo de carcinogênese de dois estágios. RAO et al. 2º semestre.4. 2. 1994). entre as isoflavonas. efeito benéfico durante toda a vida reprodutiva da mulher e durante o climatério (MARKIEWICZ et al. inibindo o câncer em alguns locais. n. JENKINS et al. é a única substância.Isoflavona 2010 (E) Maria Cristina Pereira da Silva [et. as isoflavonas da soja podem agir de três formas: ligando-se aos receptores de estrógeno e dependendo do nível de hormônios sexuais.. e as isoflavonas têm. e a daidzeína só exerceria algum efeito se for combinada com a genisteína. (2003) relataram que a forma aglicona da genisteína tem grande poder de controle de células cancerosas e também inibe o crescimento de células tumorais da próstata humana quando comparada à sua forma glicosilada. poder exercer efeito quimiopreventivo. comparado com a dieta controle.al.12. ano VI. Metabolismo e biodisponibilidade das isoflavonas De acordo com MESSINA e ERDMAN (1995). mesmo com níveis sanguíneos do composto insuficientes para inibição do crescimento de câncer de mama estabelecido. porque competem pelos mesmos receptores. pode exercer efeito agonístico e antagonístico sobre os estrogênios endógenos. São Paulo.] 42 BARNES et al. THESIS. Efeitos da genisteína na regulação da secreção de insulina também têm sido demonstrados (SORENSON et al. (1997) concluíram que a administração da genisteína reduziu significativamente a multiplicidade e a invasão total do adenocarcinoma no cólon. (1998) concluíram que a genisteína inibiu significativamente a carcinogênese de tumores de pele iniciados por 7. 1993).

1995).1997). favorecendo o catabolismo de colesterol.al.] 43 A atuação de genisteína e daidzeína sobre os receptores ß-estrogênicos presentes no fígado tem como consequência melhoria do perfil lipídico. as formas conjugadas das isoflavonas são hidrolisadas por ßglicosidadases de bactérias intestinais. a daidzeína e a genisteína (SETCHELL. São Paulo. 2001). e a maior parte. cerca de 95%. p. Esta estimulação dos receptores ßestrogênicos dá lugar a uma inibição de lipase hepática. e quando estas moléculas são secretadas na bile pelo fígado. n. 1997). 2009 . 2º semestre. THESIS. 1998). 1995). estas moléculas são incorporadas nos quilomícrons. no qual são eficientemente conjugadas com ácido glucurônico. que as transportam ao sistema linfático antes de entrar no sistema circulatório (ESTEVES e MONTEIRO. 31-59. liberando as principais agliconas. 1998).Isoflavona 2010 (E) Maria Cristina Pereira da Silva [et. ano VI.12. Estudos em humanos demonstraram que a concentração plasmática e urinária de isoflavona aumenta de acordo com a quantidade consumida. A retomada das isoflavonas circulantes do sangue ocorre passivamente e todas as células que contêm receptores para estrógenos potencialmente podem ser influenciadas por essas moléculas.. Após a ingestão. e em menor proporção com sulfato (LUNDH. Esses compostos podem ser absorvidos e/ou metabolizados por bactérias intestinais com a formação de metabólitos específicos (SETCHELL. através da urina (SETCHELL. 10 a 30% da ingestão dietética. Somente as formas agliconas ou seus produtos metabólicos são absorvidos pela barreira epitelial do intestino. parte é reabsorvida pela circulação entero-hepática e parte é excretada pelas fezes (ANDERSON e GARNER. a qual ocorre passivamente via micelas. As agliconas são absorvidas pelo trato intestinal. o que é justificada por um incremento do número de receptores hepáticos de colesterol LDL. e após a absorção. sendo transportadas pelo sistema porta-hepático até o fígado. ocasionando seu incremento (ANDERSON et al. implicada no metabolismo de colesterol HDL. 2000). indicando que a absorção ocorre na forma dose-dependente (KARR et al.

.0 mg/g (BARNES. foi observado que há mudança na composição de isoflavonas extraídas em temperaturas ao redor ou acima de 100ºC.. locais de plantio e condições climáticas (BARNES. 1995. pois a microflora é importante na conversão destas substâncias às suas formas ativas. Os THESIS. 1999). (2002).1 a 5. 1993. 1982. 1998).5 Fatores que afetam os teores de isoflavonas Estudos têm demonstrado que existe uma grande variabilidade na concentração e composição de isoflavonas entre a soja e outros produtos protéicos (MURPHY. 2º semestre. CARRÃO-PANIZZI et al. 1995). localização geográfica.. sendo encontradas em concentrações que vão de 0. 2.. e que é em função das diferentes espécies (FRANKE et al. COWARD et al. e pesquisas concluem que a administração de antibióticos bloqueia seu metabolismo (SETCHELL. 31-59. ano VI. São Paulo.2 Temperatura de extração Em resultados obtidos por PARK et al. 2.12. p.. com menores quantidades das formas bglicosiladas e somente traços de acetil-glicosil conjugados (BARNES. A soja e farinha desengordurada de soja contêm principalmente malonil-glicosil isoflavonas. 1987. 1994).. sendo que o cultivar IAC-Foscarin 31-1 foi o que apresentou menor teor de isoflavonas totais (1405μg/g). 1998.. principalmente nos teores de malonil em relação aos isoflavonóides glicosilados.] 44 A biodisponibilidade das isoflavonas da soja. condições ambientais (Eldridge et al. 1994. é influenciada positivamente por um intestino saudável. 2009 . Isoflavonas são os maiores componentes fenólicos em soja. 1984. além de outros fatores.. 1998).Isoflavona 2010 (E) Maria Cristina Pereira da Silva [et. 1983) e grau de processamento industrial da soja (SEO e MORR. n.2μg/g). PARK et al.7 e 2510. enquanto que os cultivares IAC 15-1 e IAC 15-2 apresentaram os maiores teores de isoflavonas totais (3007. 1983.. (2002) demonstraram que entre cultivares de soja há variações nos teores de todas as isoflavonas.5. FRANKE et al. DWYER et al. ELDRIDGE e KWOLEK. e esta variação está ligada à fatores genéticos. SETCHELL et al. BARNES et al. SETCHELL et al. 1997). 1998).al.

observa que o aumento da temperatura provoca alteração na composição de malonil isoflavonas.12. COWARD et al. p. ano VI. mas. glicosiladas. (1998) mencionam que a temperatura de extração de 4ºC proporcionou eficiente extração de isoflavonas tanto quanto a temperaturas mais elevadas. 2009 . BARNES (1998) relata que a extração de isoflavonas de produtos de soja com solução 80% de metanol à temperatura ambiente é eficiente à 60-80ºC.] 45 mesmos autores citam que muitas formas de isoflavonas são termolábeis e instáveis.al. e tem seu conteúdo diminuído com aumento do teor de isoflavonas THESIS. 1991). n. São Paulo. 2º semestre. 31-59..Isoflavona 2010 (E) Maria Cristina Pereira da Silva [et. como o malonil (mesma afirmação de KUDOU et al. contudo sem transformação do conteúdo de malonil isoflavonas original.

2002.] 46 3. do c-LDL e dos triglicerídeos. pode ser considerado mais eficiente. (2001) citam que o consumo da soja tem aumentado nos últimos tempos no Ocidente. mas ainda não é possível afirmar que possam contribuir para a baixa mortalidade de câncer na Ásia. n. e o que contribui também para essa situação é o espaço que a mídia dedica às vantagens do vegetal. 2003) e melhora do sistema cardiovascular (FUHRMAN e AVIRAM. e que provavelmente é uma das justificativas de maior consumo e também de maior número de indicações pelos profissionais de saúde para pacientes com hipercolestreolemia. prevenção de aterosclerose (CLARKSON. como fonte dietética preventiva das doenças crônicodegenerativas. acrescentando que uma das principais justificativas é a sua importância como alimento funcional.12. CONSIDERAÇÕES SOBRE A SOJA E A ISOFLAVONA NA SAÚDE HUMANA Os chineses já consomem a soja há milênios. consolidando estudos recentes que comprovam os benefícios à saúde. 2002). NESTEL. os ocidentais passaram a considerar a soja como alimento funcional. p. Evidências sugerem que o consumo da soja está associado com benefícios à saúde humana e pode proporcionar. HASLER. ano VI. São Paulo. Diante das evidências. 2001. 31-59. MARQUES et al. 2003. por exemplo. THESIS. Alguns autores observam que é possível afirmar que os produtos da espécie são capazes de exercer efeitos fisiológicos teoricamente relacionados ao risco de alguns cânceres. Observa-se que a principal indicação da soja está relacionada com o sistema circulatório. NESTEL. justificado por seu alto teor protéico.Isoflavona 2010 (E) Maria Cristina Pereira da Silva [et. o seu uso desde a infância. mas somente nos últimos anos. PARK et al. não são poucos os profissionais que estimulam o uso da soja na alimentação.al. 2009 . 2002. Para alguns pesquisadores. 2º semestre. JAYAGOPAL. (2002) observam em estudos que o consumo de soja permite a redução do colesterol total.

CLARKSON. quando foram utilizadas quantidades maiores. (2001) relacionaram o consumo de soja pelos orientais e a baixa incidência de câncer de mama. 2001. p. No entanto. GENOVESE e LAJOLO (2002) verificaram que a quantidade de isoflavonas presente nos alimentos a base de soja varia de 2 a 100 mg/100 g (base seca) e consumo entre as crianças brasileiras de 1.Isoflavona 2010 (E) Maria Cristina Pereira da Silva [et.6 a 6. As concentrações dos diferentes metabólitos dos fitoestrogênios e seus efeitos clínicos têm variação individual mesmo quando controlada a quantidade de isoflavona administrada. 2002). (2003). câncer de colón e próstata. há pesquisas que indicam que sua eficiência depende de dosagens. BENNINK (2001) observou em experimento com soja fermentada. sendo difícil estabelecer a dose ideal (MACKEY et al. as metodologias de análise. (2002). CLARKSON (2002) e JENKINS et al. Com relação às isoflavonas. redução da incidência e tamanho de tumores enfatizando a prevenção de alguns tipos de câncer. MADDOX et al. 2001. 2º semestre. mas reduzindo apenas sua intensidade (HAN et al. JENKINS et al.. 31-59.12..6 mg/kg de peso corporal. ANJO (2004) e PARK et al. HASLER (2002). MUNRO (2003) refere ao potencial efeito protetor contra doenças crônicas quando utilizaram em seus experimentos a proteína de soja. 2001. São Paulo. THESIS. 2001). o número de ondas de calor diminui em 40% podendo decrescer mais ainda com a ingestão de extratos concentrados de isoflavonas contendo 106 mg de isoflavonas/dia (HAN et al. n.al. SCHEIBER. efeito também observado por FRIEDMAN e BRANDON (2001). 2009 .] 47 Sobre a soja na saúde da mulher. 2002. CLARKSON. ano VI. 1998). não identificando nenhum fator de risco. MARANHÃO (2001). (2003) obtiveram resultados satisfatórios em termos de prevenção e tratamento em indivíduos com câncer de próstata. SCHEIBER. ALVES e SILVA (2002) comprovaram ações farmacológicas na redução de fogachos em mulheres menopausadas. Vale lembrar que o primeiro comprometimento da concentração de isoflavonas está nas diferentes cultivares de soja variando muito devido à variedade e condições de cultivo ou ainda. A diminuição de ondas de calor no climatério não apresentou melhora. 40 a 60 g/dia de proteína. sendo consumida em cerca de 25 g/dia de proteína.

] 48 Apesar do reconhecido valor nutricional da soja.Isoflavona 2010 (E) Maria Cristina Pereira da Silva [et. ano VI. principalmente. p. 31-59.12. São Paulo. não há segurança quanto a prescrição dietética. 2009 . e que é decorrente da presença de isoflavona. 2º semestre. n. em decorrência da possibilidade de grande variação nos teores devido a vários fatores. THESIS.al. como observamos.

n. 2009 .12. associada a um hábito de vida saudável. 31-59. sistema imunológico e doenças cardiovasculares. p.al. THESIS. vários tipos de cânceres. esses resultados ainda são insuficientes para permitir conclusões definitivas em relação ao uso dessas substâncias para prevenção e/ou tratamento de doenças crônicas degenerativas.] 49 CONCLUSÃO Os estudos realizados têm demonstrado os efeitos benéficos da isoflavona em relação à osteoporose. São Paulo.Isoflavona 2010 (E) Maria Cristina Pereira da Silva [et. Existem evidências insuficientes para a recomendação de qual tipo específico de fitoestrógeno e em que dose deve ser utilizado na prevenção ou tratamento de qualquer doença. sintomas da menopausa. 2º semestre. ano VI. como a soja. No entanto. O consumo moderado de alimentos ricos em fitoestrógeno. com certeza potencializam seus efeitos benéfico.

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