MISSA SOLENE de Acção de Graças pelos 300 Anos do Nascimento da Infanta Maria Bárbara

Basílica do Palácio Nacional de Mafra 4 de Dezembro de 2011, 18h00

ENTRADA Aurelio Bonelli (c.1569-1620) Toccata Cleopatra a 8 Sérgio Silva, órgão do Evangelho Isabel Albergaria, órgão da Epístola

ORDINÁRIO DA MISSA Carlos Seixas (1704-1742) Missa em Sol Maior
Kyrie Gloria Credo Sanctus Agnus Dei

Myriam Madzalik, soprano Ana Barata, mezzo-soprano Vítor Paiva, tenor Tiago Abreu, baixo Polyphonia Schola Cantorum Concentus Musicus de Lisboa João Vaz, órgão Sérgio Fontão, direcção

OFERTÓRIO Carlos Seixas Sonata para Órgão em Sol maior Isabel Albergaria, órgão de Santa Bárbara

COMUNHÃO Carlos Seixas Fuga para Órgão em Lá menor Sonata para Órgão em Lá menor Sérgio Silva, órgão de São Pedro de Alcântara

SAÍDA Anónimo (Portugal, séc. XIX) Sonata para dois órgãos Sérgio Silva, órgão do Evangelho Isabel Albergaria, órgão da Epístola

Ana Barata Mezzo-soprano, nasceu no Estado de Nova-York, nos Estados Unidos da América, obtendo mais tarde a nacionalidade Portuguesa. Iniciou os estudos musicais em piano, na classe da Prof.ª Dilma Blanco Abreu, na Academia do Amadores de Música, em Lisboa, chegando a obter o Prémio Carpe Diem com o Maestro José Atalaya , em 1989, Alcobaça. Frequentou os 8 anos do Curso Complementar de Canto Gregoriano, na classe da Prof.ª Helena Pires de Matos, no Instituto Gregoriano de Lisboa. Iniciou os estudos de Canto com a Prof.ª Albertina Xavier e trabalhou com Helena Afonso, Susana Teixeira, Ana Paula Russo, Luís Madureira, Liliane Bizineche, Peter Harrisson, Sven Kristersson, Addis Kouyoumdjian, Mara Zampieri, Walter Moore, Guido D’Ângelo. Participou no XXVIIII Congresso Internacional de Educação Musical Willems, em Salamanca, Espanha em 1996, e no XXIX, em Údine, em Itália em 1998. Tem-se apresentado em vários concertos com os pianistas Francisco Sassetti, Nuno Tanackovic, Nicholas McNair e os organistas Na Raquel Rodrigues, Sérgio Silva, António Esteireiro e Leonor-Leitão Cadete. Como Solista participou nas Óperas “ D. Giovanni, “La Finta Giardiniera” e outras de W.A. Mozart; Nas oratórias “ Paixão Segundo S. Mateus”, “Oratória do Natal”, de J.S. Bach, “Stabat Mater” de Pergolesi e “Messias” de G. F. Häendel, e outras obras musicais. Licenciada, antes de Bolonha, pela Escola Superior de Musica em Música, variante Canto, na classe da Prof.ª Elsa Saque. Assistente do Pe. Dr. Armindo Borges da Capella Olisiponensis (Coro da Basílica dos Mártires) de 2003 a 2010. Professora de Expressão Musical, nas AEC, desde 2006. Gravou CD “ Fátima Revisitada em Música”, Roma Editora. Frequenta atualmente,o 1º ano do Mestrado do Ensino da Música no Ensino Básico, na Escola Superior de Educação.

Concentus Musicus de Lisboa Essencialmente vocacionada para a música de câmara, a orquestra Concentus Musicus de Lisboa foi formada sob a égide do Centro Cultural Franciscano. Constituída por músicos profissionais de diversas proveniências, estreou-se em Junho de 2006, na Basílica dos Mártires, em Lisboa, interpretando, sob a direcção do maestro Sérgio Fontão, obras de Wolfgang Amadeus Mozart. Desde então, tem vindo a alargar o seu repertório, tendo já apresentado obras de Heinrich Schütz, Johann Sebastian Bach, Antonio Vivaldi, Francisco António de Almeida, Carlos Seixas e Joseph Haydn.

Isabel Albergaria Nasceu em 1979 na Ribeira Grande, onde iniciou os seus estudos musicais. Estudou órgão com Ana Paula Andrade, Rui Paiva e João Vaz, em cuja classe terminou o curso de Órgão na Escola Superior de Música de Lisboa. Parelamente concluiu na Universidade Nova de Lisboa a licenciatura em Ciências Musicais e o mestrado em Musicologia Histórica, sob a orientação de Luísa Cymbron, frequentando actualmente na mesma instituição o curso de Doutoramento em Musicologia Histórica. Assistiu a masterclasses orientadas por professores como Luigi Ferdinando Tagliavini, Daniel Roth, Kristian Olesen, Joris Verdin e Andreas Liebig. Apresentou-se no I Festival de Órgão de Tubos de S. Miguel, na integral da obra de órgão de Olivier Messiaen na Sé de Lisboa, na temporada MúsicAtlântico, nos cocertos inaugurais dos seis órgãos da Basílica de Mafra e no I Festival de Órgão da Madeira. É professora de Órgão e de Acústica Musical no Conservatório Regional de Ponta Delgada e organista titular do órgão histórico da Igreja de São José da mesma cidade.

João Vaz Natural de Lisboa, diplomou-se em Órgão pela Escola Superior de Música da mesma cidade, sob a orientação de Antoine Sibertin-Blanc, e pelo Conservatório Superior de Música de Aragão, onde estudou com José Luis González Uriol, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. É também doutorado em Música e Musicologia pela Universidade de Évora, leccionando actualmente Órgão na Escola Superior de Música de Lisboa e na Escola das Artes da Universidade Católica no Porto. Tem mantido uma intensa actividade a nível internacional, quer como concertista, quer como docente, em cursos de aperfeiçoamento organístico, tendo efectuado mais de uma dezena de gravações discográficas a solo. O seu interesse pela divulgação da música sacra portuguesa levou-o à criação, em 2006, do grupo Capella Patriarchal, que dirige. É titular do órgão da Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa, director artístico do Festival Internacional de Órgão de Lisboa (juntamente com António Duarte) e do Festival de Órgão da Madeira. Foi consultor permanente para o restauro dos seis órgãos da Basílica do Palácio Nacional de Mafra e é (juntamente com Gustav Leonhardt) consultor para o restauro do órgão do Mosteiro do Lorvão.

Myriam Madzalik Nasceu em Paris, França, sendo filha de pai português e mãe alemã. Iniciou os seus estudos musicais na Academia de Música de Sta. Cecília escolhendo, como instrumento, o violino sob a orientação de Alberto Nunes. Os estudos de canto deram início com Arlette Pereira e Elvira Archer. Frequentou o Curso Livre de Canto na Escola Superior de Música sob a orientação dos Profs. Joana Silva e Nuno Vieira de Almeida. Estudou Canto na JMP-Juventude Musical Portuguesa com as Profªs Mª de Lurdes Repas Gonçalves e Ana Paula Russo. Posteriormente, trabalhou com a Profª Leonor Pereira e actualmente continua com a Profª Sónia Alcobaça. Tem participado em várias Masterclasses, entre quais se destacam Paul Esswood, Tom Krause e Jill Feldman. Foi membro do Coro Gulbenkian entre 1990 e 2003, tendo colaborado igualmente em vários coros, tais como a Camerata Vocal de Lisboa, Syntagma Musicum, D. Luís I, Cantus Firmus, Voces Caelestis, entre outros. Dos trabalhos mais recentes, destaca-se o de ter sido a solista soprano na ópera de Jorge Salgueiro O Achamento do Brasil, e ter integrado a componente musical, enquanto solista na galeria de arte da Agência Who, aquando da exposição da Absolut Vodka, em Junho de 2009. Em Outubro de 2010, fez parte do elenco da mini-série de ficção histórica República. Também foi convidada para integrar como cantora a solo na iniciativa da PT – Portugal Telecom em colaboração com Vasco Araújo para cantar em Música para a Alma em Setembro 2011. Do seu repertório constam música antiga e clássica, Lieder, árias de ópera, bem como inúmeras obras sacras e musicais da Broadway, entre outros. Entretanto, tem sido continuamente convidada a participar em eventos, concertos, óperas e cerimónias oficiais como solista e para participar em programas da Televisão nacional, assim como em anúncios de publicidade, peças de teatro ou filmes.

Polyphonia Schola Cantorum O coro Polyphonia Schola Cantorum, pessoa colectiva de utilidade pública, foi criado em 1941. Foi intenção dos fundadores dar vida a um organismo coral de carácter permanente que pudesse dedicar-se, especialmente, à descoberta e divulgação dos tesouros da música portuguesa, então perdidos em arquivos e bibliotecas. Desde o início da sua actividade tem actuado também no estrangeiro, apresentando-se com êxito, designadamente, em Espanha, França, Inglaterra e Itália. Em 1995, Polyphonia deslocou-se às cidades do Vaticano e de Roma, por iniciativa e organização da Embaixada de Portugal no Vaticano e do Instituto Português de Santo António de Roma, tendo efectuado, em 13 de Junho, na igreja de Santo António dos Portugueses, um concerto, para o corpo diplomático e altas individualidades civis, militares e religiosas, integrado nas comemorações oficiais do oitavo centenário do nascimento de Santo António. Atendendo à elevada contribuição de Polyphonia em prol da música, e em especial da música polifónica portuguesa, foi-lhe atribuída, em Outubro de 1985, a Medalha de Mérito Cultural pelo então ministro da Cultura. Desde 2004, o coro Polyphonia Schola Cantorum é dirigido pelo maestro Sérgio Fontão.

Sérgio Fontão Sérgio Fontão iniciou os estudos musicais aos cinco anos de idade, sob a orientação de seu pai. Posteriormente, frequentou a Escola de Música Nossa Senhora do Cabo (Linda-a-Velha) e a Escola de Música do Conservatório Nacional (Lisboa), onde concluiu o Curso de Canto, depois de estudos de Piano, Harpa e Percussão. Paralelamente, concluiu a Licenciatura em Comunicação Social na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e o Curso de Gestão das Artes no Centro de Formação do Centro Cultural de Belém. Actualmente, prepara a sua tese de Mestrado em Direcção Coral (Instituto Piaget). Como membro ou director de diversas formações vocais e instrumentais, realizou concertos em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Reino Unido, Áustria, Itália, Malta, Brasil, Argentina, Uruguai, México, EUA, Canadá, Índia, Japão e China. Participou, também, em espectáculos de ópera e teatro e efectuou gravações para cinema, rádio, televisão e em disco. Actualmente, além do coro Polyphonia Schola Cantorum, dirige os coros Voces Caelestes, Coro do Grupo Desportivo e Cultural do Banco de Portugal, Coral Allegro, Coral Encontro, Coro dos Jerónimos e Coral Vértice (grupo vocal masculino fundado em 1974 por cantores do Coro Gulbenkian). Integra o corpo docente dos Cursos de Direcção Coral e Técnica Vocal promovidos pela Fundação INATEL. Paralelamente ao seu trabalho como intérprete, tem desenvolvido actividade nas áreas do jornalismo, da comunicação institucional, da edição de música impressa e da gestão de projectos e instituições culturais.

Sérgio Silva Natural de Lisboa, Sérgio Silva começou por estudar Órgão no Instituto Gregoriano de Lisboa, tendo como professores João Vaz e António Esteireiro. Terminada a licenciatura em Informática e Gestão de Empresas no ISCTE, ingressa na licenciatura em Música, ramo de interpretação (Órgão) na Universidade de Évora, sob a orientação de João Vaz. Actualmente, frequenta o mestrado em música, ramo de interpretação (Órgão), tendo como objecto de estudo “Os tentos de meio registo e as batalhas de Pedro de Araújo: questões de autoria e edição crítica” e como orientadores João Vaz e João Pedro d’Alvarenga. Ainda no âmbito da formação, teve oportunidade de contactar com várias personalidades de renome internacional, tais como, José Luis Gonzalez Uriol, Luigi Ferdinando Tagliavini, Jan Wilhelm Jansen, Hans-Ola Ericsson, Kristian Olesen. Tem-se apresentado a solo em vários pontos do país e em Espanha, com destaque para as intervenções nas Jornadas de Órgano de Zaragoza. Integrando agrupamentos, já teve oportunidade de colaborar com a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, a Capella Patriarchal, o Voces Caelestes, o Introitus, o Studio Contrapuncti, o Coro de Santa Maria de Bélem, o Sete Lágrimas, com o qual efectuou uma gravação discográfica recentemente. Presentemente, é professor de Órgão na Escola Diocesana de Música Sacra de Lisboa e na escola Musicentro, e é o organista titular da Basílica da Estrela, da Igreja de São Nicolau e da Igreja do Sagrado Coração de Jesus (Telhal).

Tiago Abreu Nascido em Lisboa, em 1992, passou, contudo, toda a sua vida em Elvas. Estuda Direito na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa desde 2010. Iniciou os seus estudos musicais na Academia de Música de Elvas “Manuel Rodrigues Coelho” e, em 2009, concluiu os Cursos Supletivos de violoncelo, canto, Formação Musical e A.T.C. (Análise e Técnicas de Composição). No âmbito da última disciplina, compôs uma suite (“Através dos Campos”) em quatro andamentos que foi estreada em Junho de 2009 pela orquestra da mesma instituição. Ainda na composição, foi também recentemente apresentada a peça “Gloria”, para coro misto, pelo Coro “Cantabile” e Coro do Ginásio Clube Português, sob a direcção do maestro Fernando Cardoso. Tem colaborado, na vertente de violoncelo e canto, com diversas Instituições tais como: Câmara Municipal de Elvas, Coro Publia Hortênsia de Castro, MTA (Movimento Teresiano Apostólico), Escola Superior Agrária e Universidade Sénior de Elvas, Liga Portuguesa Contra o Cancro, entre outras. Ainda tem como actividade paralela um projecto intitulado “Fadistas da Raia” que tem como objectivo a fusão do fado com o flamenco e outros estilos de música popular espanhola.

Vítor Paiva Concluiu o Curso Superior de Canto do Conservatório Nacional de Música de Lisboa, no qual frequentou as classes dos professores Joana Silva e Hugo Casais. É Licenciado no Curso de Complemento de Formação do Ensino Básico pela ESEL. Frequentou Cursos de Aperfeiçoamento com os professores Elisabeth Grümmer e Hugo Diez, Lola Rodriguez de Aragón, Max Van Egmond, Kurt Equilux, Isabel Penagos, Iliana Cotrubas e Helmut Lips. Estudou com as cantoras Elisette Bayan e Liliana Bizineche. Fez parte do Coro da Fundação Calouste Gulbenkian e do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Dirige o Coro da Fundação Musical dos Amigos das Crianças desde 1988 e o Coro dos Pequenos Cantores da Academia de Amadores de Música desde 2003 donde escolhe as crianças que têm participado em diversas Óperas no Teatro Nacional de São Carlos, ora cantando em coro ora como solistas. Tem participado como solista em Concertos de Oratória, Lied, Ópera, Opereta, Zarzuela e Musical entre os quais se podem nomear: “L´Enfant Prodigue” de C. Debussy, “Hino a Santa Cecília” (Britten), “Sete sonetos de Miguel Ângelo” (Britten), “Bastien und Bastienne”(Mozart), “Oratória de Natal” de C.Saint-Saens, “Carmina Burana” (Orff), “Requiem” de Verdi, “Requiem” de Mozart, “Requiem” e “Stabat Mater” de Dvorak, “Messias” de Haendel, “Missa em Si menor” (J. S. Bach), “Missa em Dó menor” (Mozart), “Missa Creoula” (Ariel Ramirez), “Requiem” de Bomtempo, “Petite Messe Solennelle” (Rossini),”Missa em Dó maior” de Beethoven e “Sobre o Vulcão” (Luis Bragança Gil). Faz parte dos agrupamentos “4 por 4”, Scherzo Ensemble, Vozes da Broadway, Matsuri e Castafiori Trio com os quais te apresentado espectáculos por todo o país.

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