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Armas Mágicas e

suas histórias
CAPÍTULO 1 – ASPECTOS GERAIS

Dentre as várias categorias de objetos de que a Magia


se utiliza existe uma muito específica e de grande importância: a
das armas. Em todas as culturas o exercício das Artes Mágicas é
implementado por uma série de objetos destinados a apoiar e
direcionar o fluxo das energias espirituais.

Assim surgem os cajados, espadas, varinhas e


punhais com os quais as sacerdotisas e magos sustentam os
seus combates mágicos. Outros objetos, como cristais, cordas,
sinos, anéis e colares também costumam ser utilizados com
finalidades tanto ofensivas quanto defensivas.

Cada tipo de arma obedece a um critério diferente e


seu poder está em relação direta com o poder pessoal de seu
dono e com o grau de preparação que lhe deu. Nesse tipo de
objeto a personalização é fundamental, "domesticando" a peça e
"personalizando-a". Nesse sentido, decorá-la com símbolos
pessoais, fazer-lhe entalhes ou uma bainha própria são formas de
alimentar a capacidade da arma. A boa técnica da Guerra enfatiza
que as armas devem ser mantidas à mão, limpas, afiadas e
ocultas. "As armas não devem ser vistas”.

Também é muito freqüente que elas possuam nome


próprio, mantido em completo segredo, conhecido apenas por
seu dono. Talvez não seja demasiado acrescentar que cada arma
possui um tipo de inteligência bruta que é refinada a medida em
que ela vai se especializando através de novos ritos e combates.
Extensão da mente e do braço do guerreiro, as armas mágicas
defendem um espaço sagrado e administram a Justiça dos
Deuses.

CAPÍTULO 2 – OS CAJADOS

Os cajados, comuns a todas as culturas, funcionam


tanto no sentido de emitir energias quanto de absorver as
emanações negativas. É bem conhecido o episódio em que os
magos do Faraó transformam os seus cajados em serpentes e
Moisés transforma o seu em outra, que as devora (Êxodo. Cap. 7,
V.12).

Merlin, São Tiago, João Batista e os feiticeiros tribais,


todos apoiavam os seus passos em seus bastões de peregrinos,
verdadeiros eixos místicos, pólos que unem o Céu e a Terra e
penetram até os Reinos Inferiores. Algumas tribos norte-
americanas chamam esse tipo de arma mágica de "bastão-
falador", que desempenha entre eles idênticas funções. Em geral
apresentam elementos naturais agregados, tais como penas,
fragmentos de cristal de rocha e uma infinidade de outros.
Também podem ter símbolos gravados, o que particulariza as
suas várias funções. Naturalmente, quanto mais velho vai
ficando, melhor para o seu dono. Na cultura mágica medieval
encontramos vários tipos de instruções para a confecção da
famosa "varinha mágica", em geral feita de um galho de aveleira
reto e sem nós, de tamanho que pudesse caber na manga do
antebraço, de onde originaram-se as varinhas "mágicas" dos
prestidigitadores modernos. A feiticeira Circe transformava os
homens em animais por meio de uma dessas e foi apenas graças
ao pronto uso da espada que o astuto Ulisses conseguiu resistir
aos seus encantos.

CAPÍTULO 3 – ESPADAS E ARMAS CORTANTES


As espadas e armas de corte oferecem uma dimensão
de maior alcance para as práticas mágicas, onde os conflitos são
freqüentes e mesmo inevitáveis. Os magos possuem todo tipo de
adversários, tanto espirituais quanto humanos, e as guerras
mágicas podem surgir por motivos tão banais como a inveja ou a
mera disputa de territórios, assim como outros animais. As
espadas, adagas e punhais servem não só para absorver as
emanações negativas, como um pára-raio, como também para
traçar símbolos no ar ou no solo, onde riscam os limites dos
círculos mágicos, essenciais em alguns ritos. Golpes de esgrima
podem ser brandidos contra entidades hostis, já que o simples
assobio da lâmina pode desfazer os conteúdos etéricos delas,
meros agregados astrais. Círculos traçados no ar delimitam
acima do solo um limiar intransponível para as forças adversárias
e um golpe de ponta pode destruir com facilidade a estrutura
astral que as sustenta. Os punhais, chamados de "athame" na
Tradição Wicca e de "tchuri" entre os ciganos da tribo Rom,
desempenham idêntica função protetora, mas apresentam uma
correlação simbólica com as forças lunares, sendo atributos de
deusas como Hécate e Lilith e parte essencial de muitos ritos
dessa natureza. A finalidade da varinha é de projetar energia para
determinado lugar, pessoa, objeto ou dimensão, para desenhar
símbolos mágicos ou o circulo no solo. Estes são normalmente
confeccionados em madeira, os mais tradicionais são, o
salgueiro, o carvalho, a macieira, o pessegueiro, a avelã e a
cerejeira, mas poderá ser de outro material.