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Ministério da Educação

PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA


3º Ciclo do Ensino Básico

Ano Lectivo 2008 / 2009


Projecto Curricular de Escola – 3º ciclo Ensino Básico

Índice:

1. Introdução
2. Opções Curriculares
• Competências Gerais e Prioridades do Projecto Educativo
da Escola.
• Organograma do Projecto Curricular de Escola.
• Currículo dos alunos do 3º ciclo: Áreas Curriculares
Disciplinares, Áreas Curriculares Não Disciplinares, e Áreas
de Enriquecimento Curricular.
3. Orientações para as Áreas Curriculares não Disciplinares
• Área de Projecto
• Estudo Acompanhado
• Formação Cívica
4. Orientações para o desenvolvimento Projecto Curricular
de Turma
5. Bibliografia
6. Legislação de referência
7. Anexos

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Projecto Curricular de Escola – 3º ciclo Ensino Básico

1. INTRODUÇÃO

Segundo Zabalza (1992), “Uma escola de qualidade deve contribuir para o


sucesso educativo, possibilitando uma formação integral e integrada de todos os
alunos. Para isso o currículo deve ser entendido como projecto global de cultura
e de formação que dê sentido e articule todas as experiências educativas que o
aluno realize.
Deste modo, o currículo torna-se o centro da actividade educativa e a
clarificação e compreensão, pelos professores, do projecto que o consubstancia é
a tarefa central dessa actividade.
O entendimento do currículo como um projecto a ser construído por todos os
agentes educativos, através de processos de reflexão e discussão conjunta, é um
desafio para a mudança, possibilitando oferecer aos alunos um currículo mais
integrado, significativo e adequado às suas necessidades”.

O Projecto Curricular de Escola (PCE) visa apontar caminhos de concretização


do Projecto Educativo da Escola (PEE), a nível dos objectivos gerais e de
desenvolvimento.
Ele define, em função do currículo nacional e do PEE, as prioridades da escola
ao nível das competências, conteúdos das diferentes áreas disciplinares e a sua
articulação, tendo como referência os programas.
O PCE inclui ainda as opções e prioridades curriculares que a escola definiu
tendo como referência as formações transdisciplinares: a educação para a
cidadania, a valorização da língua portuguesa e da dimensão humana no trabalho
e a utilização das tecnologias de informação e comunicação.
O projecto apresenta ainda orientações para a concretização dos objectivos
nas áreas curriculares não disciplinares ( AP, EA e FC ) e para a construção do
Projecto Curricular de Turma (PCT).

Cada turma é um caso especial com as suas características e necessidades


específicas (heterogeneidade dos alunos, diferentes ritmos de aprendizagem,
diferentes motivações e expectativas). O modelo de referência sugerido para a
elaboração do PCT é apenas uma proposta, cabendo a cada Conselho de Turma

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definir o seu projecto de acordo com a caracterização dos alunos e dos


professores e a avaliação das situações de aprendizagem.
Segundo Roldão, 1995, “Esse projecto vai tornar-se no suporte de trabalho
para os professores de forma que todas as aprendizagens se integrem num todo
com sentido e não apareçam aos olhos dos alunos como segmentos curriculares
separados e avulsos que nada têm a ver uns com os outros”.

2. OPÇÕES CURRICULARES

No sentido de fundamentar os conceitos introduzidos na reorganização


curricular, apresentam-se em seguida as prioridades (objectivos gerais) definidas
no texto do Projecto Educativo da Escola e a sua articulação com as
competências gerais definidas no currículo nacional. Essa articulação é mais
evidente através da leitura de algumas metas definidas no PEE.

Competências gerais Prioridades do PEE


1. Mobilizar saberes culturais, científicos e
tecnológicos para compreender a realidade e Desenvolvimento de estratégias
para abordar situações problema do quotidiano. pedagógicas diferenciadas conducentes ao
2. Usar adequadamente linguagens das diferentes sucesso.
áreas do saber para se expressar.
Criação de índices de rigor e qualidade nas
3. Usar correctamente a língua portuguesa para práticas de coordenação e de avaliação,
comunicar de forma adequada e para estruturar devolvendo à aula um papel nuclear, com
pensamento próprio. consequências nos perfis de empenhamento,
pontualidade, assiduidade e qualidade das
4. Usar línguas estrangeiras para comunicar aprendizagens.
adequadamente em situações do quotidiano e
para apropriação da informação. Desenvolvimento de estratégias pedagógicas
5. Adoptar metodologias de trabalho e de diferenciadas conducentes ao sucesso;
aprendizagem adequadas a objectivos visados.
Empenhamento dos professores de todas as
6. Pesquisar, seleccionar e organizar informação disciplinas no cuidado com a Língua Portuguesa
para a transformar em conhecimento como meio comunicacional de todas as
mobilizável. aprendizagens
7. Adoptar estratégias adequadas à resolução de
Concertação por parte dos professores, a nível de
problemas e à tomada de decisões. estruturas intermédias, dos procedimentos sobre
8. Realizar actividades de forma autónoma, exigência de trabalho e disciplina;
responsável e criativa.
Participação na construção, no desenvolvimento e
9. Cooperar com os outros em tarefas e projectos na avaliação dos projectos de Escola: Plano Anual
comuns. de Actividades; Projecto Curricular de Turma e
outros;
10. Relacionar harmoniosamente o corpo com o
espaço, numa perspectiva pessoal e interpessoal
Valorização da Escola na cooperação e
promotora da saúde e da qualidade de vida.
participação de projectos de Instituições que
promovam as aprendizagens e o desenvolvimento

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cultural e social dos alunos.

Definidas as opções globais de escola, no Projecto Educativo e no Plano


Anual de Actividades, com base no Decreto-Lei n.º 6/2001 de 18 de Janeiro,
listadas as possibilidades de oferta não curricular, competirá a cada Conselho de
Turma, analisadas as diferentes realidades aí existentes, procurar estabelecer os
caminhos a percorrer para o desenvolvimento das aprendizagens e competências
definidas para cada área curricular e disciplina, de acordo com os princípios e
valores orientadores do currículo, com o Projecto Educativo de Escola e com este
Projecto Curricular.
O perfil de desempenho profissional dos professores do Ensino Básico e
Secundário está definido no Decreto-Lei n.º 240/2001 de 30 de Agosto.
As competências do professor Director de Turma estão definidas no
Regulamento Interno da Escola.
O Coordenador das Áreas Curriculares Não Disciplinares é eleito de entre
os professores responsáveis por estas áreas, segundo o disposto no Regulamento
Interno.
A distribuição do serviço lectivo é da competência do Conselho Executivo,
podendo ter como referência as propostas apresentadas pelos coordenadores de
área disciplinar e as indicações aprovadas em Conselho Pedagógico.
Na distribuição do serviço docente, quer para as áreas curriculares não
disciplinares, quer para o cargo de coordenador destas áreas, será essencial
considerar, o perfil do professor, a sua experiência de trabalho, a sua formação e
as suas motivações. Contudo, a atribuição das novas áreas curriculares não
disciplinares veio a ficar condicionada pelo disposto no ponto 5 da Circular n.º
3/2002 de 15 de Julho.

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Educação para a cidadania

Áreas Curriculares Disciplinares


Disciplinas/cargas horárias - 7º, 8º e 9º Anos
(blocos de 90 minutos)
Disciplinas 7.º Ano 8.º Ano 9.º Ano
Língua Portuguesa 2 2 2
Língua Estrangeira I (Inglês) 1,5 1 1,5
Língua Estrangeira II (Francês) 1,5 1,5 1
História 1 1,5 1
Geografia 1 1 1,5
Matemática 2 2 2
Físico-Química 1* 1* 1,5 *
Ciências Naturais 1* 1* 1,5*
Educação Visual 1 1 1,5
Educação Tecnológica 1** 1** 1,5
Artes Plásticas 1** 1**
Int. Tecnol. Inf. e Comunicação - - 1
Educação Física 1,5 1,5 1,5
*Disciplinas com desdobramento de aulas
** - Organização semestral

Valorização da língua portuguesa, do espírito científico e da dimensão humana no trabalho

Formação Pessoal e Social

Áreas Curriculares não Disciplinares 7º Ano 8º Ano 9º Ano


Área de Projecto 1 1 1
Estudo Acompanhado 1 1 0,5
Formação Cívica 0,5 0,5 0,5

Tempo a Decidir pela Escola 7º Ano 8º Ano 9º Ano


Plano de Acção da Matemática (PMat) 0,5 0,5 0,5

Disciplina 7º Ano 8ºAno 9º Ano


EMRC 0,5 0,5 0,5

Utilização das tecnologias da informação e comunicação

Utilização do CRE como espaço de aprendizagem, do desenvolvimento da autonomia e de


métodos de trabalho, bem como de competências específicas na área da informação.

AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS e COMPETÊNCIAS


Diagnóstica / Formativa / Sumativa
Critérios Gerais de Avaliação da Escola (em anexo)
Critérios Específicos das diferentes Áreas Disciplinares

Áreas de Enriquecimento Curricular


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Formação Pessoal e Social
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Educação
Valorização da língua portuguesa, paracientífico
do espírito a Cidadania
e da dimensão humana no trabalho

Actividades de Enriquecimento
Clube Europeu
Clube de Teatro
Clube do Desporto Escolar: Voleibol, Dança, Badminton e Ginástica
Jornal “Voz Activa”
Projecto Aparece (Educação para a Saúde)
Projecto Jovens Repórteres para o Ambiente
Projecto “Young Masters”
Concursos a promover pelo CRE e Departamentos
Formação a promover pelo CRE: Utilização do CRE e Literacia da Informação
Meteorologia; Raios Cósmicos;

Actividades de Solidariedade e Voluntariado


Colaboração com as Organizações Não Governamentais (AMI, UNICEF, OIKOS,
etc.), DecoJovem, Comércio Justo, Pobreza Zero, Aparece, Foundation for
Environmental Education e outras organizações.

Apoios Educativos
Planos de Acompanhamento ( Desp. Normativo nº 50/2005)
Planos de Recuperação e de Desenvolvimento
Apoios das várias áreas disciplinares.

Utilização das tecnologias da informação e comunicação

Utilização do CRE como espaço de aprendizagem, do desenvolvimento da autonomia e de


métodos de trabalho bem como de competências específicas na área da informação.

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3. ORIENTAÇÕES PARA AS ÁREAS CURRICULARES NÃO DISCIPLINARES

ÁREA DE PROJECTO

ÁREAS OBJECTIVOS RECURSOS ORIENTAÇÕES AVALIAÇÃO


Desenvolver competências no Utilização da metodologia de trabalho de projecto;
âmbito do trabalho de CT – Discussão,
“Concepção, projecto; Planificação e Gestão Definição de objectivos exequíveis (realizações
realização e concretas) recorrendo á elaboração de uma ficha de Expressa-se com a
avaliação de Desenvolver competências Professores projecto e de um dossier de projecto, onde conste um atribuição de uma
projectos, através da sociais; diário do projecto; menção qualitativa
articulação de Alunos (Não Satisfaz,
saberes de diversas Aprender a resolver As intenções assumem resultados concretos Satisfaz e Satisfaz
áreas problemas; Recursos da escola (relatórios, objectos, videogramas, trabalhos em Bem) podendo ser
curriculares/discipli- (CRE, Plataforma suportes multimédia, páginas para a Internet, outros); acompanhada de
nares em torno de Promover a integração de Moodle, Clubes) uma forma
problemas ou temas saberes; Possibilidade de o aluno confrontar a teoria com a descritiva.
de pesquisa ou de Proj. nacionais e prática;
intervenção, de Desenvolver as vertentes de internacionais
acordo com as pesquisa e intervenção, O aluno avalia-se a si próprio e avalia os colegas de
necessidades e os promovendo a articulação das grupo;
interesses dos diferentes áreas disciplinares;
alunos.” * Prestação de informação por parte do CRE sobre os
Aprofundar o significado recursos existentes;
social/cultural das
aprendizagens disciplinares; Articular o projecto com a dinâmica da escola e com
as suas metas, interagindo de forma articulada com os
Promover a literacia da clubes da escola e colaborando no Voz Activa.
informação.

* a) Educação para a saúde e sexualidade de acordo com as orientações dos despachos nº 25 995/2005, de 28 de Novembro, e 2506/2007, de 23 de
Janeiro; b) Educação ambiental; c) Educação para o consumo; d) Educação para a sustentabilidade; e) Conhecimento do mundo do trabalho e das
profissões e educação para o empreendedorismo; f) Educação para os direitos humanos; g) Educação para a igualdade de oportunidades; h) Educação
para a solidariedade; i) Educação rodoviária; j) Educação para os Media; k) Dimensão europeia da educação.

Princípios
- Lógica plurianual (ciclo) de organização dos conteúdos;
- Organização de forma a que se procure a interdisciplinaridade – implica a organização prévia pelos grupos disciplinares de áreas / assuntos / temas
afins / transversais;
- Organização de forma a permitir mais atenção ao processo (metodologia de trabalho de projecto) do que ao produto final (tema);
- A avaliação inicial (caracterização dos alunos em actividade de projecto) como base para a tomada de decisões nos CT intercalares;
- Desenvolver, em cada ano, pelo menos um dos temas propostos pelo Conselho Pedagógico;
- Apresentação/Exposição, sempre que possível e oportuno, com visibilidade na Comunidade Educativa.

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Exemplo de organização Plurianual

9º Ano
7º Ano 8º Ano
Conhecimento da Escola e dos Outros; Educação para o Ambiente; Educação para o empreendedorismo;
Temas propostos Educação para os Direitos Humanos. Educação para a sustentabilidade; Educação para o consumo;
pelo Cons. Ped. Educação para a Solidariedade. Educação para a igualdade de oportunidades;
Educação para os Media;
Dimensão europeia da educação;
Educação rodoviária;
Educação para a saúde.

Projectos interdisciplinares de Projectos Interdisciplinares de intervenção no meio


Projectos Projectos mais orientados. intervenção na escola. com maior autonomia na realização/ concretização dos
projectos.

Recurso às novas tecnologias


No 9º ano, relacionar a realização de projectos com ITIC.

Âmbito dos
projectos Turma / CT; Escola; Comunidade / Projectos nacionais e internacionais

Viver a dinâmica de Trabalho de Projecto:

Fases do trabalho Organização do trabalho de grupo: preparação e planeamento do trabalho;


de projecto Tratamento da informação/ Trabalho de campo;
Desenvolvimento do trabalho;
Apresentação/ concretização /exposição /avaliação dos projectos.

Participação e empenho nas actividades;


Autonomia (organização/ método de estudo e de trabalho na aula);
Responsabilidade (cumprimento de prazos, compromissos…)
Avaliação
Cooperação com os outros;
Reflexão sobre o trabalho desenvolvido.

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ESTUDO ACOMPANHADO

Ajudar o aluno na identificação e Desenvolvimento de actividades de


análise de estratégias de estudo em planificação do tempo de estudo;
“Aquisição de competências função das suas características. competências de leitura e de escrita, resolução
que permitam a apropriação de problemas, domínio de técnicas específicas,
pelos alunos de métodos de Desenvolver competências de consulta Conselho de elaboração de apontamentos, preparação para Expressa-se com a
estudo e de trabalho e e utilização de diversas fontes de Turma: testes. atribuição de uma
proporcionem o informação. discussão, menção qualitativa
desenvolvimento de atitudes planificação e Assumpção do professor como orientador do ( Não Satisfaz, Satisfaz
e de capacidades que Estimular no aluno a capacidade de Gestão. aluno e mediador entre os outros professores e Satisfaz Bem)
favoreçam uma cada vez reconhecer as suas motivações e do CT. podendo ser
maior autonomia na interesses e de concretizá-las em Professores acompanhada de uma
realização das actividades. O aluno deverá ser capaz de definir objectivos forma descritiva.
aprendizagem.” Alunos pessoais de aprendizagem.
Decreto-Lei n.º 6/2001 Fomentar a autonomia na realização
das aprendizagens, pesquisa e CRE Desenvolvimento de competências de estudo
utilização de diversas fontes de que possibilitem a aquisição de ferramentas de
informação; aprendizagem (aprender a estudar em função
dos objectivos; utilizar diferentes estratégias:
Orientar os alunos na auto-avaliação, resumir, analisar, sintetizar, memorizar, etc.)
relativamente à eficácia das
estratégias de estudo.

Princípios
- Lógica anual de organização do “currículo” semelhante em cada um dos anos do ciclo
- A avaliação inicial com a caracterização dos percursos / necessidades / potencialidades dos alunos em cada uma das disciplinas como base para a
organização desta área
- Organização do ano em 3 partes:
- 1ª parte - trabalho das competências relacionadas com métodos e técnicas de estudo
- 2ª parte – decorrente da caracterização da turma (disciplinar) destinada a trabalhar em função das prioridades identificadas
- 3ª Parte – trabalho em função das prioridades identificadas no sentido duma maior individualização

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Exemplo de organização anual:
1º Período 2º Período 3º Período
Avaliação inicial com base no Conselhos de
Trabalho orientado para as prioridades Planos de trabalho individuais negociados com o
diagnóstico das diferentes Turma
estabelecidas pelo CT professor
disciplinas e auto-avaliação do intercalares
Planos de trabalho (individual, a pares ou Possibilidade de orientação para disciplina(s)
aluno (Out/Nov)
pequenos grupos) “prioritária(s)” (decisão do CT)
Desenvolvimento de competências
Relação com planos de recuperação e Aposta no trabalho colaborativo (relação com
relacionadas com métodos e PCT
desenvolvimento PMAT)
técnicas de estudo

FORMAÇÃO CÍVICA

Desenvolver competências Criar momentos de reflexão sobre a


necessárias ao exercício da educação para a cidadania.
cidadania.
“Desenvolvimento da A cidadania exerce-se na participação,
educação para a cidadania, Desenvolver nos alunos atitudes de CT – Discussão, cooperação, tomada de decisão e
visando o desenvolvimento auto-estima, respeito mútuo e Planificação e Gestão. expressão de opinião com liberdade e
da consciência cívica dos regras de convivência. responsabilidade. Expressa-se com
alunos como elemento a atribuição de
fundamental no processo Promover valores de tolerância, Director de Turma. Promover situações de aprendizagem uma menção
de formação de cidadãos solidariedade e respeito pelos que integrem dimensões da vida qualitativa (Não
responsáveis, críticos, outros. Alunos. individual e colectiva. Satisfaz, Satisfaz
activos e intervenientes, e Satisfaz Bem)
com recurso, ao Proporcionar aos alunos momentos CRE (exposições e Aquisição de competências, podendo ser
intercâmbio de de reflexão sobre a vida da escola e outras actividades). individualmente ou em grupo, para a acompanhada de
experiências vividas pelos os princípios democráticos que construção de um projecto de vida uma forma
alunos e à sua regem o seu funcionamento. saudável nas vertentes física, psíquica e descritiva.
participação, individual e social.
colectiva, na vida da Reflectir sobre a vida da
turma, da escola e da Utilizar a metodologia de assembleia de
comunidade.”
turma, da escola e da turma com vista a promover uma
Decreto-Lei n.º 6/2001 comunidade. reflexão mais activa e participada.

Estimular a participação activa dos


alunos na escola e na sociedade.

Ligar, sempre que oportuno, os


temas de Formação Cívica com os
temas trabalhados em Área de
Projecto.

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Projecto Curricular de Escola – 3º ciclo Ensino Básico

Princípios
- Lógica plurianual (ciclo) de organização dos conteúdos
- Articulação com AP
- Desenvolvimento de competências de análise crítica, discussão, resolução de problemas da turma e de exercício da cidadania
- Desenvolvimento de competências necessárias à participação na sociedade – discursar, argumentar, persuadir, analisar, estabelecer
consensos, gerir conflitos, etc.
- Partir de assuntos da turma/escola para generalizações na sociedade

Exemplo de organização plurianual (exemplos de temas a discutir com os alunos)

7º Ano 8º Ano 9º Ano

A minha turma; Democracia e participação dos cidadãos; A saúde


Conhecer a organização da escola; O Estado, a organização da sociedade; A adolescência;
Conhecer o funcionamento da escola; Compreensão da sociedade e suas instituições; A sexualidade;
Conhecer o regulamento da escola; A Solidariedade; O prosseguimento de estudos e saídas
Conhecer regras essenciais de cidadania; O desenvolvimento sustentável. profissionais;
Conhecer Direitos Humanos; O papel dos media na sociedade actual

Cidadania, Democracia e Memória:

- importância do voto (eleição do Delegado e Subdelegado de turma);


- representação dos alunos nos órgãos da escola;
- comemoração de efemérides;
- organização/ dinamização de campanhas
- colaboração no Voz Activa

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4. ORIENTAÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO DO PROJECTO
CURRICULAR DE TURMA (PCT)

A – Fase de Análise: Contexto e Diagnóstico

1. Caracterização do Conselho de Turma e da Turma

• Alunos ( características pessoais e percurso escolar )


• Professores (metodologias de trabalho)

2. Levantamento de necessidades / problemática

• Identificar aspectos críticos

B – Fase de Definição de Prioridades

• Definir os campos de intervenção


• Seleccionar 2 a 3 prioridades

C – Fase de Operacionalização (Contributos das várias Disciplinas e das


Áreas Curriculares não Disciplinares)

• Quem? – Alunos, Professores, Outros.


• O quê? – Competências e Conteúdos.
• Onde? – Turma, Escola, Comunidade.
• Como? – Estratégias, Metodologias, Recursos.
• Quando? – Curto, Médio ou Longo prazo.

D – Fase de Regulação do Processo

• Quem acompanha? – CT, DT, Alunos, Órgãos de Gestão da Escola.


• Como? – Que instrumentos?
• Quando? – Calendarizar.

E – Fase de Avaliação / Reformulação

• Como se vão analisar/avaliar as prioridades seleccionadas?


• Que resultados? Os que já foram atingidos? Os que falta atingir?
• Reformulação e sugestões.
• Avaliação final.

A organização deste documento é uma adaptação de um documento


apresentado por Ana Cadima (2001).
Projecto Curricular de Escola – 3º ciclo do Ensino Básico

5. BIBLIOGRAFIA

• Currículo Nacional do Ensino Básico – Competências essenciais do Ensino Básico–


Lisboa – ME – DEB (2001).

• Gestão Flexível do Currículo – Lisboa – ME – DEB (1999).

• Princípios da Reorganização Curricular (2002) - Edições Asa.

• Roldão, M. C. (1999) – Gestão Curricular: Fundamentos e Práticas; Lisboa: ME –


DEB.

• Roldão, M.C. (1999) – Reorganização e Gestão Curricular do Ensino Básico; Porto


Editora.

• Canário, R. (1992) Inovação e Projecto Educativo de Escola,; Lisboa: Educa.


Zabalza, M. - Do Currículo ao Projecto pp 17-55.
http://www.rbe.min-edu.pt/np4/?newsId=74&fileName=pesquisa_informacao.pdf

6. LEGISLAÇÃO de referência:

 Decreto Lei n.º 6/2001 de 18 de Janeiro


 Decreto Lei n.º 240/2001 de 30 de Agosto
 Decreto Lei n.º 209/2002 de 17 de Outubro
 Decreto Lei n.º75/2008 de 22 de Abril
 Circular n.º 3/2002 de 15 de Julho
 Circular (DEB) nº 5/2003 de 1 de Agosto

 Despacho Normativo 1/2005 de 5 de Janeiro


 Despacho Normativo 25 995/2005, de 28 de Novembro
 Despacho Normativo 18/2006 de 14 de Março
 Declaração de Rectificação nº 25/2006 de 21 de Abril
 Despacho Normativo 50/2005 de 9 de Novembro
 Circular (DEB) nº 5/2003 de 1 de Agosto

 Despacho Normativo 5/2007 de 10 de Janeiro


 Despacho Normativo 2506/2007, de 23 de Janeiro
 Circular n.º 10/2007, DSEE, de 11 de Maio
 Despacho n.º 19117/2008, de 17 de Julho de 2008
 Despacho n.º 19308/2008, de 21 de Julho de 2008

Anexos
• Organograma do Projecto Curricular de Escola

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Escola Secundária José Gomes Ferreira – 06/07
Projecto Curricular de Escola – 3º ciclo do Ensino Básico

• Modelo de um Projecto Curricular de Turma

• Critérios Gerais de Avaliação da ESJGF

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Escola Secundária José Gomes Ferreira – 06/07
Projecto Curricular de Escola – 3º ciclo do Ensino Básico

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Escola Secundária José Gomes Ferreira – 06/07