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INTRODUÇÃO'

Nenhum aspecto de nossos sistemas jurídicos modernos é imune

à crítica. Cada vez mais pergunta-se como, a que preço e em benefício de quem estes sistemas de fato funcionam. Essa indagação fundamentai

que já produz inquietação em muitos advogados, juizes e juristas tor

na-se tanto mais perturbadora em razão de uma invasão sem preceden

tes dos tradicionais domínios do Direito, por sociólogos, antropólogos,

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* Este ensaio se^ destina a servir como introdução geral a este e aos volumes

subseqüentes na série Acesso à Justiça do "Projeto de Florença". Por isso, os ma-

teriais que irão aparecer neste e nos volumes subseqüentes, foram extensamente

utilizados. A abordagem do presente ensaio é baseada em dois volumes anteriores

que foram publicados sobos auspíejos do Projeto de Florença: M.CAPPELLETT1,

J. GORDLEY & E. JOHNSON Ji., Toward Equal Justice. A Comparative Study

of Legal Aid in Modem Societies. (Justiça Para todos: Um Estudo Comparado da

Assistência Judiciária nasSociedades Modernas). Milão/Dobbs Ferry, N.Y., Giuf-

fré/Oceana, 1975; e M. CAPPELLETTI & J. A. JOLOWICZ, Public Interest Par-

ties and the Active Role of the Judge in Civil Litigation, Milão/Dobbs Ferry, N.Y., Giuffré/Oceana, 1975. Uma versão preliminar desse ensaio foi apresentada na cele-

bração do 50° aniversário do Instituto Max Piank de Direito Comparado, em

Hamburgo, e publicada em RabelsZeitschrift.v.40,1976, p. 669/717. Os autores

querem expressar sua gratidão ao Professor Nicolò Trocker, da Universidade de Siena, que colaborou com eles naquela versão, de modo especial no que respeita

aos materiaisgermânicos.

Os autores também gostariam de agradecei às numerosas pessoas que exa-

minaram e fizeram valiosos comentários sobre o rascunho desta segunda versão,

particularmente, ao Professor Adolf Homburger (Pace Univerãty, N.Y. e SUNY

a

Buffalo, N.Y.), bem como ao Professor P.O. Boldúig(Universidade de Lund, Sué-

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cia), ao Juiz Anders Bruzelius (Lund), ao Professor Jan Hellner, Universidade de

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Estocolmo), à Professora Yvette Lobin (Universidade de Aix-en-Provence, Fran-

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ça), ao Professor Maurice

Rosenberg (Universidade de Columbia, N.Y.), ao Dr.

G.D.S. Taylor (Canberra, Austrália), ao Dr. Phillppe Thery (Universidade de Pa-

ris), e ao Professor David Trubek (Universidade deWisconsin). Foram também de

considerável ajuda os participantes do "Seminário de Acesso à Justiça", no Insti

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tuto Universitário Europeu, especialmente o Sr. Kim Economides (Londres) e a

Sra. Rcgine Loosli (Marselha) e o Sr. David Margolick, pesquisador do Centro

 

Florcntino de Estudos Jurídicos Comparados.

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