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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS Julho de 2003 Esta

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

Julho de 2003

Esta edição foi baseada nos Manuais de Instalações Elétricas Residenciais -

3 volumes, 1996

© ELEKTRO / PIRELLI complementada, atualizada e

ilustrada com a revisão técnica do Prof. Hilton Moreno, professor universitário e secretário da Comissão Técnica da NBR 5410 (CB-3/ABNT).

Todos os direitos de reprodução são reservados © ELEKTRO / PIRELLI

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INSTALAÇÕES

ELÉTRICAS

RESIDENCIAIS

I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS G ARANTA UMA INSTALAÇÃO ELÉTRICA SEGURA

GARANTA UMA

INSTALAÇÃO ELÉTRICA SEGURA

ÍNDICE

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

Í NDICE I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS A PRESENTAÇÃO   . . . . .

APRESENTAÇÃO

 

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2

INTRODUÇÃO

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3

TENSÃO E CORRENTE ELÉTRICA

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6

POTÊNCIA ELÉTRICA

 

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7

FATOR DE POTÊNCIA

 

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11

LEVANTAMENTO DE CARGAS ELÉTRICAS

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12

TIPOS DE FORNECIMENTO E TENSÃO

 

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23

PADRÃO DE ENTRADA

 

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25

QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO

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28

DISJUNTORES TERMOMAGNÉTICOS

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31

DISJUNTOR DIFERENCIAL-RESIDUAL (DR)

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32

INTERRUPTOR DIFERENCIAL-RESIDUAL (IDR)

 

33

CIRCUITO DE DISTRIBUIÇÃO

 

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37

CIRCUITOS TERMINAIS

 

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38

SIMBOLOGIA

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49

CONDUTORES ELÉTRICOS

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56

CONDUTOR DE PROTEÇÃO (FIO TERRA)

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58

O

USO DOS DISPOSITIVOS DR

 

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61

O

PLANEJAMENTO DA REDE DE ELETRODUTOS

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66

ESQUEMAS DE LIGAÇÃO

 

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74

REPRESENTAÇÃO DE ELETRODUTOS E CONDUTORES NA PLANTA

 

83

CÁLCULO DA CORRENTE ELÉTRICA EM UM CIRCUITO

 

86

CÁLCULO DA POTÊNCIA DO CIRCUITO DE DISTRIBUIÇÃO

 

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88

DIMENSIONAMENTO DA FIAÇÃO E DOS DISJUNTORES DOS CIRCUITOS

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91

DIMENSIONAMENTO DO DISJUNTOR APLICADO NO QUADRO DO MEDIDOR

 

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98

DIMENSIONAMENTO DOS DISPOSITIVOS DR

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99

SEÇÃO DO CONDUTOR DE PROTEÇÃO (FIO TERRA)

 

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102

DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTOS

 

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102

LEVANTAMENTO DE MATERIAL

 

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108

O

SELO DO INMETRO

 

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119

I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS A PRESENTAÇÃO A importância da eletricidade em nossas vidas

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

APRESENTAÇÃO

A importância da eletricidade em nossas vidas é inquestionável.

Ela ilumina nossos lares, movimenta nossos eletrodomésticos, permite o funcionamento dos aparelhos eletrônicos e aquece nosso banho.

Por outro lado, a eletricidade quando mal empregada, traz alguns perigos como os choques, às vezes fatais, e os curto-circuitos, causadores de tantos incêndios.

A melhor forma de convivermos em harmonia com a eletricidade é conhecê-la,

tirando-lhe o maior proveito, desfrutando de todo o seu conforto com a máxima segurança.

O objetivo desta publicação é o de fornecer, em linguagem simples e acessível,

as informações mais importantes relativas ao que é a eletricidade, ao que é uma insta- lação elétrica, quais seus principais componentes, como dimensioná-los e escolhê-los.

Com isto, esperamos contribuir para que nossas instalações elétricas possam ter melhor qualidade e se tornem mais seguras para todos nós.

Para viabilizar esta publicação, a Pirelli Energia Cabos e Sistemas S.A., a Elektro Eletricidade e Serviços S.A. e o Procobre - Instituto Brasileiro do Cobre reuniram seus esforços.

A Pirelli tem concretizado ao longo dos anos vários projetos de parceria que,

como este, têm por objetivo contribuir com a melhoria da qualidade das instalações elétricas por meio da difusão de informações técnicas.

A Elektro, sempre preocupada com a correta utilização da energia, espera que

esta iniciativa colabore com o aumento da segurança e redução dos desperdícios

energéticos.

O Procobre, uma instituição sem fins lucrativos e voltada para a promoção do cobre, esta empenhada na divulgação do correto e eficiente uso da eletricidade.

Esperamos que esta publicação seja útil e cumpra com as finalidades a que se propõe.

São Paulo, julho de 2003

Vamos começar falando um pouco a respeito da Eletricidade.

Vamos começar falando um pouco a respeito da Eletricidade. I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS Você

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

da Eletricidade. I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS Você já parou para pensar que está cercado
da Eletricidade. I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS Você já parou para pensar que está cercado

Você já parou para pensar que está cercado de eletricidade por todos os lados ?

I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS Pois é ! Estamos tão acostumados com ela que

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

Pois é !
Pois é !

Estamos tão acostumados com ela que nem percebemos que existe.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS Na realidade, a eletricidade é invisível. O que percebemos são

Na realidade, a eletricidade é invisível.

O que percebemos são seus efeitos, como:

CALOR LUZ CHOQUE ELÉTRICO
CALOR
LUZ
CHOQUE
ELÉTRICO

e esses efeitos são possíveis devido a:

CHOQUE ELÉTRICO e esses efeitos são possíveis devido a: C ORRENTE ELÉTRICA T ENSÃO ELÉTRICA P

CORRENTE ELÉTRICA

TENSÃO ELÉTRICA

POTÊNCIA ELÉTRICA

I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS T ENSÃO E C ORRENTE E LÉTRICA Nos fios,

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

TENSÃO E CORRENTE ELÉTRICA

E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS T ENSÃO E C ORRENTE E LÉTRICA Nos fios, existem partículas invisíveis

Nos fios, existem partículas invisíveis chamadas elétrons livres, que estão em cons- tante movimento de forma desordenada.

Para que estes elétrons livres passem a se movimentar de forma ordenada, nos fios, é necessário ter uma força que os empurre. A esta força é dado o nome de tensão elétrica (U).

A esta força é dado o nome de tensão elétrica (U). Esse movimento ordenado dos elétrons

Esse movimento ordenado dos elétrons livres nos fios, provoca- do pela ação da tensão, forma uma corrente de elétrons. Essa corrente de elétrons livres é chamada de corrente elétrica (I).

Pode-se dizer então que:

TENSÃO

É a força que impulsiona os elétrons livres nos fios. Sua unidade de medida é o volt (V).

livres nos fios. Sua unidade de medida é o volt (V). C ORRENTE ELÉTRICA É o

CORRENTE ELÉTRICA

É o movimento ordenado dos elétrons livres nos fios. Sua unidade de medida é o ampère (A).

(V). C ORRENTE ELÉTRICA É o movimento ordenado dos elétrons livres nos fios. Sua unidade de

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS P OTÊNCIA E LÉTRICA Agora, para entender potência elétrica, observe

POTÊNCIA ELÉTRICA

Agora, para entender potência elétrica, observe novamente o desenho.

entender potência elétrica, observe novamente o desenho. A tensão elétrica faz movimentar os elétrons de forma

A tensão elétrica faz movimentar os elétrons de forma ordenada, dando origem à corrente elétrica.

de forma ordenada, dando origem à corrente elétrica. Tendo a corrente elétrica, a lâmpada se acende
de forma ordenada, dando origem à corrente elétrica. Tendo a corrente elétrica, a lâmpada se acende

Tendo a corrente elétrica, a lâmpada se acende e se aquece com uma certa intensidade.

a lâmpada se acende e se aquece com uma certa intensidade. Tensão elétrica Essa intensidade de
a lâmpada se acende e se aquece com uma certa intensidade. Tensão elétrica Essa intensidade de

Tensão

elétrica

e se aquece com uma certa intensidade. Tensão elétrica Essa intensidade de luz e calor percebida

Essa intensidade de luz

e calor percebida por nós

(efeitos), nada mais é do que

a potência elétrica que foi trasformada em potência luminosa (luz) e potência térmica (calor).

É importante gravar:

Para haver potência elétrica, é necessário haver:

térmica (calor). É importante gravar: Para haver potência elétrica, é necessário haver: Corrente elétrica 7

Corrente

elétrica

I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS Agora qual é a unidade de medida da potência

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

Agora

qual é a unidade de medida da potência elétrica?

Muito

simples !

unidade de medida da potência elétrica ? Muito simples ! a intensidade da tensão é medida
unidade de medida da potência elétrica ? Muito simples ! a intensidade da tensão é medida

a intensidade da tensão é medida em volts (V).

a intensidade da corrente é medida em ampère (A).

Então, como a potência é o produto da ação da tensão e da corrente, a sua unidade de medida é o volt-ampère (VA).

e da corrente, a sua unidade de medida é o volt-ampère (VA). A essa potência dá-se

A essa potência dá-se o nome de potência aparente.

A potência aparente é composta por duas parcelas:

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

duas parcelas: I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS P OTÊNCIA A TIVA P OTÊNCIA R EATIVA

POTÊNCIA ATIVA POTÊNCIA REATIVA

A potência ativa é a parcela efetivamente transformada em:

P

O

TÊNCIA

M

ECÂNICA

P

O

TÊNCIA

T

ÉRMICA

 

P

O

TÊNCIA

L

UMINOSA

TÊNCIA T ÉRMICA   P O TÊNCIA L UMINOSA A unidade de medida da potência ativa
TÊNCIA T ÉRMICA   P O TÊNCIA L UMINOSA A unidade de medida da potência ativa
TÊNCIA T ÉRMICA   P O TÊNCIA L UMINOSA A unidade de medida da potência ativa

A unidade de medida da potência ativa é o watt (W).

I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS A potência reativa é a parcela transformada em campo

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

A potência reativa é a parcela transformada em campo magnético, necessário ao funcionamento de:

MOTORES TRANSFORMADORES REATORES
MOTORES
TRANSFORMADORES
REATORES

A unidade de medida da potência reativa é o volt-ampère reativo (VAr).

10

Em projetos de instalação elétrica residencial os cálculos efetuados são baseados na potência aparente e potência ativa. Portanto, é importante conhecer a relação entre elas para que se entenda o que é fator de potência.

potência ativa. Portanto, é importante conhecer a relação entre elas para que se entenda o que

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS F ATOR DE P OTÊNCIA Sendo a potência ativa uma

FATOR DE POTÊNCIA

Sendo a potência ativa uma parcela da potência aparente, pode-se dizer que ela representa uma porcentagem da potência aparente que é transformada em potência mecânica, térmica ou luminosa.

A esta porcentagem dá-se o nome de fator de potência.

Nos projetos elétricos residenciais, desejando-se saber o quanto da potência aparente foi transformada em potência ativa, aplica-se os seguintes valores de fator de potência:

1,0 para iluminação 0,8 para tomadas de uso geral
1,0
para iluminação
0,8
para tomadas
de uso geral
Exemplos
Exemplos

potência

fator de

de

potência

iluminação

a

ser

(aparente) =

aplicado =

660 VA

 

1

potência de tomada de uso geral =

fator de

potência

a

ser

aplicado =

7300 VA

0,8

potência ativa de

iluminação (W)=

1x660 VA =

660W

potência ativa de tomada de

uso geral =

0,8x7300 VA =

5840W

Quando o fator de potência é igual a 1, significa que toda potência aparente é transformada em potência ativa. Isto acontece nos equipamentos que só possuem resistência, tais como: chuveiro elétrico, torneira elétrica, lâmpadas incandescentes, fogão elétrico, etc.

I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS Os conceitos vistos anteriormente possibilitarão o entendimento do próximo

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

Os conceitos vistos anteriormente possibilitarão o entendimento do próximo assunto: levantamento das potências (cargas) a serem instaladas na residência.

das potências (cargas) a serem instaladas na residência. O levantamento das potências é feito mediante uma

O levantamento das potências é feito mediante uma previsão das potências (cargas) mínimas de iluminação e tomadas a serem instaladas, possibilitando, assim, determinar a potência total prevista para a instalação elétrica residencial.

A previsão de carga deve obedecer às prescrições da NBR 5410, item 4.2.1.2

A planta a seguir servirá de exemplo para o levantamento das potências.

às prescrições da NBR 5410, item 4.2.1.2 A planta a seguir servirá de exemplo para o
3,40 3,05 A. SERVIÇO COZINHA 3,40 DORMITÓRIO 2 3,05 2,30 COPA BANHEIRO 3,40 3,05 DORMITÓRIO
3,40 3,05 A. SERVIÇO COZINHA 3,40 DORMITÓRIO 2 3,05 2,30 COPA BANHEIRO 3,40 3,05 DORMITÓRIO
3,40
3,05
A. SERVIÇO
COZINHA
3,40
DORMITÓRIO 2
3,05
2,30
COPA
BANHEIRO
3,40
3,05
DORMITÓRIO 1
SALA
1,75
1,80
3,15
3,25
3,753,103,25
I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS R ECOMENDAÇÕES DA NBR 5410 PARA O LEVANTAMENTO DA

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

RECOMENDAÇÕES DA NBR 5410 PARA O LEVANTAMENTO DA CARGA DE ILUMINAÇÃO

1. Condições para se estabelecer a quantidade mínima de pontos de luz.

prever pelo menos um ponto de luz no teto, comandado por um interruptor de parede.

arandelas no banheiro devem estar distantes, no mínimo, 60cm do limite do boxe.

2. Condições para se estabelecer a potência mínima de iluminação.

A carga de iluminação é feita em função da área do cômodo da residência.

para área igual ou inferior a 6m 2
para área
igual
ou inferior
a 6m 2

atribuir um mínimo de 100 VA

para área superior a 6m 2
para área
superior
a 6m 2

atribuir um mínimo de 100 VA para os primeiros 6m 2 , acrescido de 60 VA

para cada aumento de 4m 2 inteiros.

NOTA: a NBR 5410 não estabelece critérios para iluminação de áreas externas em residências, ficando a decisão por conta do projetista e do cliente.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS Prevendo a carga de iluminação da planta residencial utilizada para

Prevendo a carga de iluminação da planta residencial utilizada para o exemplo, temos:

Dependência

Dimensões área (m 2 )

Potência de iluminação (VA)

 
   
9,91m 2 = 6m 2 + 3,91m 2

9,91m 2 = 6m 2 + 3,91m 2

 

sala

A = 3,25 x 3,05 = 9,91

|

100

VA

100VA

 
   
9,45m 2 = 6m 2 + 3,45m 2

9,45m 2 = 6m 2 + 3,45m 2

 

copa

A = 3,10 x 3,05 = 9,45

|

100

VA

100VA

 
   
11,43m 2 =6m 2 + 4m 2 + 1,43m 2

11,43m 2 =6m 2 + 4m 2 + 1,43m 2

 

cozinha

A = 3,75 x 3,05 = 11,43

| 100VA + 60VA

|

160

VA

   
11,05m 2 = 6m 2 + 4m 2 + 1,05m 2

11,05m 2 = 6m 2 + 4m 2 + 1,05m 2

 

dormitório 1

A = 3,25 x 3,40 = 11,05

| 100VA + 60VA

|

160

VA

   
10,71m 2 = 6m 2 + 4m 2 + 0,71m 2

10,71m 2 = 6m 2 + 4m 2 + 0,71m 2

 

dormitório 2

A = 3,15 x 3,40 = 10,71

| 100VA + 60VA

|

160

VA

banho

A = 1,80 x 2,30 = 4,14

4,14m 2 => 100VA

100

VA

área de serviço

A = 1,75 x 3,40 = 5,95

5,95m 2 => 100VA

100

VA

hall

A = 1,80 x 1,00 = 1,80

1,80m 2 => 100VA

100

VA

área externa

100

VA

I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS R ECOMENDAÇÕES DA NBR 5410 PARA O LEVANTAMENTO DA

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

RECOMENDAÇÕES DA NBR 5410 PARA O LEVANTAMENTO DA CARGA DE TOMADAS

1. Condições para se estabelecer a quantidade mínima de tomadas de uso geral (TUG’s). cômodos
1. Condições para se estabelecer a quantidade mínima
de tomadas de uso geral (TUG’s).
cômodos
ou
dependências
no
mínimo uma
com
área
igual
tomada
ou
inferior
a
6m
2
subsolos,
pelo
menos uma
va
r
andas,
no
mínimo uma
tomada
garagens
ou
tomada para cada
sotãos
5m
ou fração de
cômodos
ou
dependências
perímetro,
com
mais
espaçadas tão
de
6m
2
uniformemente
quanto possível
no
mínimo uma
tomada junto
ao
lavatório com
banheiros
uma
distância
uma
tomada para
mínima de 60cm
cozinhas,
cada 3,5m ou
fração de
do
limite do boxe
copas,
perímetro,
copas-cozinhas
independente
da área

NOTA: em diversas aplicações, é recomendável prever uma quantidade de tomadas de uso geral maior do que o mínimo calculado, evitando-se, assim, o emprego de extensões e benjamins (tês) que, além de desperdiçarem energia, podem comprometer a segurança da instalação.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS T OMADAS DE U SO G ERAL (TUG’ S )

TOMADAS DE USO GERAL (TUG’S)

Não se destinam à ligação de equipamentos específicos e nelas são sempre ligados:

aparelhos móveis ou aparelhos portáteis.

sempre ligados: aparelhos móveis ou aparelhos portáteis. 2. Condições para se estabelecer a potência mínima de

2. Condições para se estabelecer a potência mínima de tomadas de uso geral (TUG’s).

banheiros,

   

- atribuir, no mínimo, 600 VA por tomada, até 3 tomadas.

cozinhas,

copas,

copas-cozinhas,

áreas

de

serviço,

lavanderias

- atribuir 100 VA para

e

locais

os excedentes.

semelhantes

 

demais

cômodos

ou

 

- atribuir, no mínimo, 100 VA por tomada.

dependências

I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS 3. Condições para se estabelecer a quantidade de tomadas

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

3. Condições para se estabelecer a quantidade de tomadas de uso específico (TUE’s).

A quantidade de TUE’s é estabelecida de acordo com o número de aparelhos de utilização que sabidamente vão estar fixos em uma dada posição no ambiente.

TOMADAS DE USO ESPECÍFICO (TUE’S)

São destinadas à ligação de equipamentos fixos e estacionários, como é o caso de:

CHUVEIRO
CHUVEIRO
TORNEIRA ELÉTRICA
TORNEIRA
ELÉTRICA
SECADORA DE ROUPA
SECADORA
DE ROUPA
o caso de: CHUVEIRO TORNEIRA ELÉTRICA SECADORA DE ROUPA NOTA: quando usamos o termo “tomada” de

NOTA: quando usamos o termo “tomada” de uso específico, não necessariamente queremos dizer que a ligação do equipamento à instalação elétrica irá utilizar uma tomada. Em alguns casos, a ligação poderá ser feita, por exemplo, por ligação direta (emenda) de fios ou por uso de conectores.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS 4. Condições para se estabelecer a potência de tomadas de

4. Condições para se estabelecer a potência de tomadas de uso específico (TUE’s).

Atribuir a potência nominal do equipamento a ser alimentado.

Conforme o que foi visto:

Para se prever a carga de tomadas é necessário, primeiramente, prever a sua quantidade. Essa quantidade, segundo os critérios, é estabelecida a partir do cômodo em estudo, fazendo-se necessário ter:

• ou o valor da área

• ou o valor do perímetro

• ou o valor da área e do perímetro

Os valores das áreas dos cômodos da planta do exemplo já estão calculados, faltando o cálculo do perímetro onde este se fizer necessário, para se prever a quantidade mínima de tomadas.

I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS Estabelecendo a quantidade mínima de tomadas de uso geral

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

Estabelecendo a quantidade mínima de tomadas de uso geral e específico:

   

Dimensões

 

Quantidade mínima

Dependência

Área (m 2 )

Perímetro

 

TUG’s

   

TUE’s

(m)

sala

9,91

3,25x2 + 3,05x2 = 12,6

 

5

+ 5 + 2,6

 

(1

1

1) = 3

 

copa

9,45

3,10x2 +3,05x2 = 12,3

3,5 + 3,5 + 3,5 + 1,8

 

(1

1

1

1) = 4

 

cozinha

11,43

3,75x2 + 3,05x2 = 13,6

3,5 + 3,5 + 3,5 + 3,1

1

torneira elétr.

(1

1

1

1) = 4

1

geladeira

dormitório 1

11,05

3,25x2 + 3,40x2 = 13,3

 

5

+ 5 + 3,3

 

(1

1

1) = 3

 

dormitório 2

10,71

3,15x2 + 3,40x2 = 13,1

 

5

+ 5 + 3,1

 

(1

1

1) = 3

 

banho

4,14

OBSERVAÇÃO

 

1

1

chuveiro elétr.

área de serviço

5,95

Área inferior a 6m 2 :

 

2

 

1

máquina

não interessa

 

lavar roupa

hall

1,80

o perímetro

 

1

 

área externa

 

 

Prevendo as cargas de tomadas de uso geral e específico.

 

Dimensões

Quantidade

Previsão de Carga

Dependência

Área (m 2 )

Perímetro

TUG’s

 

TUG’s

 

(m)

TUE’s

TUE’s

sala

9,91

12,6

4*

4x100VA

         

3x600VA

copa

9,45

12,3

4

1x100VA

cozinha

11,43

13,6

4

2

3x600VA

1x5000W (torneira)

1x100VA

1x500W (geladeira)

dormitório 1

11,05

13,3

4

*

4x100VA

dormitório 2

10,71

13,1

4

*

4x100VA

banho

4,14

1 1

 

1x600VA

1x5600W (chuveiro)

área de serviço

5,95

2 1

 

2x600VA

1x1000W (máq.lavar)

hall

1,80

 

1 —

1x100VA

área externa

 

— —

Obs.: (*) nesses cômodos, optou-se por instalar uma quantidade de TUG’s maior do que a quantidade mínima calculada anteriormente.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

I NSTALAÇÕES E LÉTRICAS R ESIDENCIAIS Reunidos todos os dados obtidos, tem-se o seguinte quadro:  

Reunidos todos os dados obtidos, tem-se o seguinte quadro:

 

Dimensões

Potência de

TUG’s

TUE’s

Dependência

Área (m 2 )

Perímetro

iluminação

Quanti-

Potência

Discrimi-

Potência

(m)

(VA)

dade

(VA)

nação

(W)

sala

9,91

12,6

100

4

400

copa

9,45

12,3

100

4

1900

           

torneira

5000

cozinha

11,43

13,6

160

4

1900

geladeira

500

dormitório 1

11,05

13,3

160

4

400

— —

 

dormitório 2

10,71

13,1

160

4

400

— —

 

banho

4,14

100

1

600

chuveiro

5600

área de serviço

5,95

100

2

1200

máq. lavar

1000

hall

1,80

100

1

100 —

 

área externa

100

— —

 

TOTAL

1080VA

6900VA