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DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL

Professor: Lúcio Valente (luciovalente@pontodosconcursos.com.br)

1. Princípio da legalidade (art. 5º XXXIX, CF e art. 1º do CP): não há crime

(ou contravenção) sem lei anterior que a defina, nem pena (ou medida de segurança) sem prévia cominação legal.

2.

crimes Abrangência do Princípio da Legalidade contravenções medidas de segurança Poder legislador penal
crimes
Abrangência do Princípio da
Legalidade
contravenções
medidas de segurança
Poder legislador penal

.

Lei complementar Lei ordinária
Lei complementar
Lei ordinária
A lei penal pode ser criada por
A lei penal pode ser
criada por
União (art. 22, I da CF) Medida Próvisória (art. 62, § 1º, I, b da
União (art. 22, I da
CF)
Medida Próvisória
(art. 62, § 1º, I, b da CF)
Lei Delegada (art.
68, § 1º da CF)
Decreto Legislativo
lei estadual. sa art.
22, p. único
Decreto Legislativo lei estadual. sa art. 22, p. único Não pode ser criada por 3. Analogia:
Não pode ser criada por
Não pode ser criada
por

3. Analogia: consiste em aplicar a um caso não previsto de modo direto por uma norma jurídica, uma norma prevista para uma hipótese distinta, mas semelhante ao caso concreto. Podemos classificar de duas formas a analogia: a primeira como "in bonam partem" que é aquela que não prejudica o agente, não gerando soluções absurdas. A segunda como "in malam partem", é aquela que de alguma forma prejudica o agente, por isso não é admitida no Direito penal.

malam partem", é aquela que de alguma forma prejudica o agente, por isso não é admitida
In malam partem - não permitido . Ex.: o art. 65 da Lei 9.605/97 pune
In malam partem - não permitido . Ex.: o
art. 65 da Lei 9.605/97 pune a conduta
de quem pichar monumento URBANO.
Não se pode aplicar a lei se o
monumento for RURAL, por não estar
previsto na lei.
Analogia
In bonam partem - é permitido . ex.: o
art. 128 do CP afirma não ser punido o
aborto praticado por médico para salvar
a vida da gestante, aplicando-se por
analogia às parteiras.
4.
Diferença
entre
Analogia,
interpretação
extensiva
e
interpretação
analógica
Na analogia, o fato não está previsto em lei, existindo uma lacuna; logo aplica-se
para o caso omisso outro semelhante previsto em lei, suprindo a lacuna.
Uma analogia é uma relação de equivalência entre duas outras relações.
As analogias têm uma forma de expressão própria que segue o modelo: A está para B,
assim como C está para D. Por exemplo, diz-se que: "Os patins estão para o patinador,
assim como os esquis estão para o esquiador", ou seja, a relação que os patins
estabelecem com o patinador é idêntica à relação que os esquis estabelecem com o
esquiador.
Na interpretação analógica, permita em Direito Penal mesmo em prejuízo ao réu,
após uma fórmula casuística, segue-se uma formulação genérica, que deve ser
interpretada de com a forma estabelecida (ex.: FÓRMULA: crime praticado mediante
paga, promessa de recompensa ou qualquer outro motivo torpe). Neste caso,
qualquer motivo torpe (repugnante, amoral) pode ser aplicado (ex.: matar os pais para
ficar com a herança é motivo torpe).

A interpretação extensiva é uma ampliação da vontade do legislador. Tem-se admitido em Direito Penal apenas em benefício do réu, ou quando o alargamento da interpretação estiver logicamente implícita (ex.: O crime de Bigamia inclui a poligamia). Os tribunais superiores não o admitem, salvo nas exceções citadas. Ex.: A causa de

aumento prevista no art. 302, parágrafo único, II, do Código de Trânsito Brasileiro só pode ser aplicada se o homicídio culposo ocorreu na faixa de pedestres ou na calçada, pouco importando, para sua incidência, que tenha ocorrido há poucos metros dela, uma vez que o direito penal não admite interpretação extensiva em prejuízo do réu. (STJ, HC 164.467/AC, DJe 21/06/2010).

5. Extratividade da Lei Penal: é o poder que a lei penal possui de viajar no tempo, em regra, para beneficiar o agente.

Abolitio Retroatividade benéfica Ultratividade
Abolitio
Retroatividade
benéfica
Ultratividade
Extratividade
Extratividade
Retroatividade benéfica Ultratividade Extratividade Novatio in mellius Tempus regit actum Obs.: por ser
Novatio in mellius Tempus regit actum
Novatio in mellius
Tempus regit actum
Extratividade Novatio in mellius Tempus regit actum Obs.: por ser instituo benéfico, a abolitio criminis pode

Obs.: por ser instituo benéfico, a abolitio criminis pode ser aplicada em qualquer fase do processo, até mesmo após a sentença penal condenatória (caso em que a competência em aplicá-la será do juiz de execuções). Se a abolitio surgir após o trânsito em julgado, os efeitos extrapenais permanecerão (ex.: perda da função pública, do poder familiar). O abolitio nunca afasta do dever de indenizar civilmente.

6. Combinações de Leis Penais (Lex tertia): o STF, em julgamento paradigmático, considerou possível

A causa de diminuição de pena prevista no art. 33 da Lei nº 11.343/2006, mais benigna, pode ser aplicada sobre a pena fixada com base no disposto no art. 12, caput, da Lei nº 6.368/76 (STF, HC 95435, DJ 06-11-2008).

Mas, majoritariamente, o mesmo STF não admite a criação da Lex tertia.

POSIÇÃO DO CESPE: O CESPE, no concurso da PGE-PA, Procurador do Estado – 2009, considerou
POSIÇÃO DO CESPE: O CESPE, no concurso da PGE-PA, Procurador do Estado –
2009, considerou não admissível a combinação de leis penais, mesmo em
benefício do réu.
7.
Conflito de Leis Penais no Tempo e crimes permanentes e continuados: A
LEI PENAL MAIS GRAVE APLICA-SE AO CRIME CONTINUADO OU AO CRIME
PERMANENTE, SE A SUA VIGÊNCIA É ANTERIOR À CESSAÇÃO DA CONTINUIDADE OU
DA PERMANÊNCIA (STF, Súmula 711).
8. Leis intermitentes (excepcional ou temporária): são sempre ultrativas,
mesmo que em malefício do réu.
9.
Retroatividade e Leis Penais em Branco
Leis penais em branco são aquelas em que o preceito primário exige uma
complementação de outra norma para estabelecer seu exato sentido.
Podem ser classificadas em:
a)
homogêneas, quando o complemento está em norma de mesma hierarquia (ex.: No
crime de “contrair casamento já sendo casado”, a definição de casamento está no
Código Civil, norma de mesma hierarquia do CP).
b)
heterogêneas, quando o complemento está em norma de estatura inferior (ex.: o

conceito de drogas está em uma Portaria de Anvisa).

homogênea
homogênea
o complemento está em norma de mesta estatura
o complemento está em
norma de mesta estatura
o complemento está em norma de estatura inferior
o
complemento está em
norma de estatura
inferior
Lei Penal em Branco
Lei Penal em Branco
heterogênea
heterogênea
norma de estatura inferior Lei Penal em Branco heterogênea ATENÇÃO: Se o complemento exigido pela norma

ATENÇÃO: Se o complemento exigido pela norma for de caráter definitivo, sua revogação terá efeito retroativo.

Habeas corpus". - Em princípio, o artigo 3º do Código Penal se aplica a norma penal em branco, na hipótese de o ato normativo que a integra ser revogado ou substituído por outro mais benéfico ao infrator, não se dando, portanto, a retroatividade. - Essa aplicação só não se faz quando a norma, que complementa o preceito penal em branco, importa real modificação da figura abstrata nele prevista ou se assenta em motivo permanente, insusceptível de modificar-se por circunstancias temporárias ou excepcionais, como sucede quando do elenco de doenças contagiosas se retira uma por se haver demonstrado que não tem ela tal característica. "Habeas corpus" indeferido. (HC 73168, Relator(a): Min. MOREIRA ALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 21/11/1995, DJ 15-03-1996 PP-07204 EMENT VOL-01820-02 PP-00316)

Relator(a): Min. MOREIRA ALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 21/11/1995, DJ 15-03-1996 PP-07204 EMENT VOL-01820-02 PP-00316)

10. Norma penal em branco ao revés ou invertida: Conforme lição do professor Luiz Flávio Gomes, fala-se em norma penal em branco ao revés ou invertida quando o complemento normativo diz respeito à sanção, não ao conteúdo da proibição. A lei penal incriminadora remete para outra a descrição do conteúdo sancionatório. Note-se que o complemento normativo, nesse caso, deve emanar necessariamente do

legislador, porque somente ele é que pode cuidar da sanção penal (nenhum órgão do Executivo pode se encarregar dessa tarefa).

A Lei 2.889/56, que cuida do genocídio, constitui claro exemplo de lei penal em branco ao revés ou invertida porque ela mesma não cuidou diretamente da pena, mas fez expressa referência a outras leis no que diz respeito a esse ponto.

Tem-se, pois que a lei penal em branco invertida remete a revelação da sanção para outra lei, mas isso não se confunde com o chamado crime remetido que significa a menção feita por um tipo legal a outro tipo legal, como por exemplo o art. 304 do CP (uso de documento falso), que faz expressa referência a outro delito. Veja-se:

TEMPO= ATIVIDADE
TEMPO= ATIVIDADE

Uso de documento falso

Art. 304 - Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados, a que se referem os arts. 297 a 302:

Pena - a cominada à falsificação ou à alteração.

11. Tempo e Lugar do Crime (crimes à distância)

LU.TA
LU.TA

LUGAR= UBIQUIDADE

a) Para se determinar o TEMPO do crime, o CP adotou a teoria da atividade (considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do crime).

b) Para se determinar o LUGAR do crime, o CP adotou a teoria da ubiquidade (considera-se praticado o crime no lugar da ação ou omissão, bem como o local em que o crime se consumou ou deveria ter se consumado). Observe-se, contudo, que a teoria para o lugar do crime é de Direito Internacional (ex.: Brasil x Argentina). Se o conflito for interno (ex.: DF x Goiás), aplica-se a regra do art. 70 do CPP (local da consumação, em regra).

12. Lei penal no espaço: territorialidade e extraterritorialidade a) REGRA: PRINCÍPIO DA TERRITORIALIDADE TEMPERADA
12. Lei penal no espaço: territorialidade e extraterritorialidade
a)
REGRA: PRINCÍPIO DA TERRITORIALIDADE TEMPERADA – Aplica-se a lei brasileira
em crimes cometidos no território brasileiro (real ou por extensão), com exceção a
crimes em que o Brasil tenha firmado acordos internacionais (ex.: imunidades
diplomáticas).
b)
EXCEÇÃO: PRINCÍPIO DA EXTRATERRITORIALIDADE – Aplica-se a lei Brasileira a
crimes cometidos no estrangeiro:
INCONDICIONADA:
a)
contra a vida ou a liberdade do Presidente da República;
b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de
Estado, de Território, de Município, de empresa pública, sociedade de
economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público;
c)
contra a administração pública, por quem está a seu serviço;
d)
de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil;
CONDICIONADA:

a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir;

b) praticados por brasileiro;

c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados.

CONDIÇÕES:

a) entrar o agente no território nacional;

b) ser o fato punível também no país em que foi praticado;

c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição;

d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a
d)
não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena;
e)
não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar
extinta a punibilidade, segundo a lei mais favorável
obs.: A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra
brasileiro fora do Brasil, se, reunidas as condições previstas no parágrafo anterior:
a)
não foi pedida ou foi negada a extradição;
b)
houve requisição do Ministro da Justiça.

QUESTÕES ORGANIZADAS POR ANO DE APLICAÇÃO

1 - ( CESPE - 2010 - Caixa - Advogado)

Com base nos preceitos do direito penal, assinale a opção correta.

a) No que diz respeito à lei penal no tempo e no espaço, é correto afirmar

que a vigência de norma penal posterior atenderá ao princípio da imediatidade, não incidindo, em nenhum caso, sobre fatos praticados na forma da lei penal anterior. No tocante à lei penal no espaço, o Código Penal (CP) adota o princípio da territorialidade como regra geral.

b) Se um servidor público tiver sido condenado a cinco anos de reclusão por

apropriar-se de dinheiro e outros bens móveis de que tinha posse em razão do cargo, e a sentença penal condenatória tiver transitado em julgado, então, se for julgado procedente pedido de reabilitação e o condenado vier a ressarcir integralmente o dano causado pelo crime, o servidor poderá retornar ao exercício do cargo público que havia perdido em razão da sentença condenatória.

que havia perdido em razão da sentença condenatória. c) momento de greve, com a finalidade de

c)

momento de greve, com a finalidade de impedir o desenvolvimento normal

Não constitui crime a ocupação de estabelecimento bancário, em

da atividade bancária, ainda que da ocupação haja danificação do patrimônio com o escopo de embaraçar a execução dos trabalhos e impedir

o

caso haja lesões, físicas e(ou) morais, aos trabalhadores que permaneceram em atividade, e o crime terá como sujeito ativo apenas os empregados da empresa onde ocorreram os fatos.

labor dos empregados que não aderiram à greve. Somente haverá crime

d)

intermédio de seus sócios, tendo obtido empréstimos consignados mediante fraude, utilizando-se de dados de terceiros obtidos de forma fraudulenta, levou e manteve em erro instituição financeira oficial. Nessa situação hipotética, o procedimento descrito configura operação financeira e subsume-se à figura típica descrita na lei dos crimes contra o sistema financeiro nacional.

Considere a seguinte situação hipotética. Uma empresa de crédito, por

e)

e

crime antecedente não configuraria lavagem de dinheiro, exigindo-se a prática de condutas de ocultar ou dissimular, entre outras, como práticas autônomas, de modo a caracterizar a infração penal em tela. Sem essas, ocorrerá um simples pós-fato impunível. Não se subordina persecução penal em juízo ao encerramento do processo administrativo fiscal.

Em relação ao crime de lavagem de dinheiro, o entendimento doutrinário

jurisprudencial firmado é que o mero proveito econômico do produto do

firmado é que o mero proveito econômico do produto do 2 - ( CESPE - 2010

2 - ( CESPE - 2010 - MPE-SE - Promotor de Justiça)

De acordo com a lei penal brasileira, o território nacional estende-se a

a) embarcações e aeronaves brasileiras de natureza pública ou a serviço do

governo brasileiro, onde quer que se encontrem.

b) embarcações e aeronaves brasileiras de natureza pública, desde que se

encontrem no espaço aéreo brasileiro ou em alto-mar.

c)

aeronaves e embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade

privada, onde quer que se encontrem.

d) embarcações e aeronaves brasileiras de natureza pública, desde que se

encontrem a serviço do governo brasileiro.

e) aeronaves e embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade

privada, desde que estejam a serviço do governo do Brasil e se encontrem

no espaço aéreo brasileiro ou em alto-mar.

GABARITOS: 1 - E 2 - A 1 - ( CESPE - 2009 - PGE-PE
GABARITOS:
1
- E
2 - A
1 - ( CESPE - 2009 - PGE-PE - Procurador de Estado)
A respeito da aplicação da lei penal, assinale a opção correta.
a)
Quanto ao momento em que o crime é considerado praticado, a lei penal
brasileira adotou expressamente a teoria da ubiquidade, desprezando a
teoria da atividade.
b)
Com relação ao lugar em que o crime é considerado praticado, a lei
penal brasileira adotou expressamente a teoria da atividade, desprezando a
teoria da ubiquidade.
c)
Aplica-se a lei penal brasileira a crimes praticados contra a vida ou a
liberdade do presidente da República, mesmo que o crime tenha ocorrido
em outro país.
d)
Os agentes diplomáticos são imunes à lei civil do Brasil, mas não à lei
penal.
e)
Os parlamentares não podem ser processados civilmente pelas opiniões
que emitem no exercício de seus mandatos, mas estão sujeitos à sanção
penal no caso de incorrerem em crime contra a honra.

GABARITO:

1 - C

1 - ( CESPE - 2009 - AGU )

A

respeito

da

aplicação

da

lei

penal,

dos

princípios

da

legalidade

e

da

anterioridade

e

acerca

da

lei

penal

no

tempo

e

no

espaço,

julgue os seguintes itens.

Ocorrendo a hipótese de novatio legis in mellius em relação a determinado crime praticado por uma pessoa definitivamente condenada pelo fato, caberá

ao juízo da execução, e não ao juízo da condenação, a aplicação da lei mais benigna.

( ) Certo

GABARITO

( ) Errado

1 - C 1 - ( CESPE - 2009 - AGU - Advogado) A respeito
1
- C
1
- ( CESPE - 2009 - AGU - Advogado)
A
respeito da aplicação da lei penal, dos princípios da legalidade
e
da anterioridade e acerca da lei penal no tempo e no espaço,
julgue os seguintes itens.
O
princípio da legalidade, que é desdobrado nos princípios da reserva legal e da
anterioridade, não se aplica às medidas de segurança, que não possuem
natureza de pena, pois a parte geral do Código Penal apenas se refere aos
crimes e contravenções penais.
(
) Certo
( ) Errado
GABARITO
1 - E
1 - ( CESPE - 2008 - TJ-DF - Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução de Mandados /
Direito Penal / Aplicação da Lei Penal; )
Considerando a aplicação da lei penal no tempo e no espaço, à
luz do Código Penal, julgue os itens a seguir.
Considere a seguinte situação hipotética. Entrou em vigor, no dia 1.º/1/2008,
lei temporária que vigoraria até o dia 1.º/2/2008, na qual se preceituou que o
aborto, em qualquer de suas modalidades, nesse período, não seria crime.
Nessa situação, se Kátia praticou aborto voluntário no dia 20/1/2008, mas
somente veio a ser denunciada no dia 3/2/2008, não se aplica a lei temporária,
mas sim a lei em vigor ao tempo da denúncia.

( ) Certo

( ) Errado

1 - E

1 - E