WEB AULA 1

A logística e o clienteA logística e o cliente
A logística está muito presente em nossas vidas. Ela é uma grande palavra para um grande desafio (Harisson e Van Hooke, 2003). Ela é a atriz principal que trabalha por trás do palco do capitalismo moderno. Poucas áreas de operações envolvem a complexidade ou abrangem o escopo geográfico característico da logística. Quando você vai a uma loja ou a um supermercado você espera encontrar produtos disponíveis e recém-fabricados. Você já parou para pensar como esse produto chegou até ali e está disponível para você? É difícil imaginar atualmente a realização de qualquer atividade de produção ou de marketing sem o apoio logístico. Você provavelmente já escutou (ou escutará) várias definições para o termo “Logística”. Parafraseando Bowersox e Closs (2001), vou citar algumas que se referem aos vários assuntos discutidos neste ramo do conhecimento: logística empresarial, distribuição física, administração da logística de materiais, administração de materiais, suprimento físico, logística de distribuição, logística de marketing, logística interna e distribuição total. Atualmente, o Council of Logistics Management alterou a definição do termo para: “Logística é o processo de planejamento, implementação e controle eficiente e eficaz do fluxo e armazenagem de mercadorias, serviços e informações relacionadas desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o objetivo de atender às necessidades do cliente”. A logística pode ser vista como parte das atividades de uma “cadeia de suprimento”. Por esta definição, vemos que a logística envolve a integração de uma série de atividades que, juntas, agregam valor ao negócio: informações, transporte, estocagem, armazenamento, movimentação dos materiais e embalagem. Cada uma dessas áreas oferece uma ampla variedade de tarefas estimulantes para quem deseja se profissionalizar nesse ramo. Muitos dos executivos bem sucedidos na área de logística se tornam orquestradores das diversas operações que envolvem operações dentro e fora das empresas. O grande desafio é coordenar as tarefas individuais de cada ator numa empresa e fora dela, atingindo os fornecedores de matérias-primas e de serviços, tudo para atender ao cliente no momento certo, na quantidade correta, no menor tempo possível e ao menor custo. É por meio do processo logístico que os materiais fluem pelo sistema de produção de um país e são distribuídos para os consumidores através dos canais de marketing (varejo e atacado). Os autores Bowersox e Closs (2001) nos remetem para um dado muito interessante: a complexidade da logística é extraordinária. Apenas nos EUA, a estrutura de marketing envolve aproximadamente 1,5 milhões de varejistas e mais de 460.000 atacadistas. Para mover produtos e materiais entre essas empresas foram registrados 14,9 milhões de caminhões em 1992. Para dar apoio à logística, o investimento total em estoques por parte dos fabricantes atacadistas e varejistas ultrapassou a casa de US$ 893 bilhões em 1994. Nas empresas, os gastos com logística variam normalmente entre 5% a 35% do valor das vendas, dependendo obviamente do tipo de atividade, da região da operação e da relação peso/valor dos produtos e materiais. Verifica-se, portanto, que a logística é responsável por uma das maiores parcelas do custo final do produto, sendo superado somente pelo custo dos materiais consumidos na produção e dos custos dos produtos vendidos no atacado ou no varejo (Bowersox e Closs, 2001).

No entanto, o principal interesse na logística não é somente a redução de custos. O interesse está em compreender como certas empresas utilizam de sua competência logística para obter vantagem competitiva. Isso significa oferecer ao cliente um serviço superior (iremos nos aprofundar neste assunto mais na frente). São empresas que monitoram suas operações on-line e são capazes de pôr em prática providências corretivas antes que essas falhas atinjam o cliente final; quando essas providências não são corrigidas em tempo hábil, conseguem avisar ao cliente de tal situação e encontrar soluções alternativas para que não sejam tomadas por surpresas por falhas nos serviços que ainda estão em andamento. Para saber mais: quando houve a greve nacional dos caminhoneiros na década de 90, helicópteros substituíram os caminhões parados para entregar peças automotivas nas fábricas da Volkswagen e Renault na grande Curitiba. Foi a forma encontrada de não parar a produção e manter o alto nível de serviço às montadoras pelas distribuidoras de auto-peças. Mas você deve estar se perguntando como anda a logística no nosso país. Vamos dar uma olhada no que um dos principais estudiosos do assunto, o prof. Paulo Fleury, do instituto Ilos (antigo CEL COPPEAD), tem a nos dizer sobre esse assunto. Saiba Mais: A LOGÍSTICA BRASILEIRA EM PERSPECTIVA, por Paulo Fernando Fleury. Disponível no link: http://www.ilos.com.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=114 0&Itemid=225 Fonte: FLEURY, P. F.; Figueiredo, K. F.; Wanke, P. Logística Empresarial - A Perspectiva Brasileira. Coleção COPPEAD de Administração. Atlas, São Paulo, 2000. Agora que já temos uma ideia do que é a logística, convido você a se aprofundar em outros termos importantes para a compreensão deste assunto tão importante em nossos dias. Posicionamento estratégico empresarial e a logística Toda empresa deve decidir qual o posicionamento estratégico desejado. Como você aprendeu em marketing, posicionamento é como a empresa deseja ser reconhecida no mercado, quais os diferencias que a torna única entre os concorrentes. Por exemplo, uma das várias competências necessárias para criar valor para o cliente é a logística. Todas as empresas fazem alguma atividade logística para os clientes (estocam, trocam informações com clientes, transportam, movimentam cargas). Uma empresa pode ter um ótimo produto, um bom preço, uma boa propaganda, mas ela entrega mais rápido que os seus concorrentes, ou informa melhor que ninguém onde estão seus produtos antes de chegar ao cliente. Esse posicionamento estratégico com foco de excelência na logística torna-se, aos olhos dos clientes, a fonte de excelência da empresa, o que alguns autores chamam de competência central. Assim, empresas como Correios, FEDEX, UPS, Expresso Martins esforçam-se em ter um desempenho acima da média em suas atividades da logística como forma de manter um diferencial de mercado.

Assim, o objetivo da logística está em criar valor para o cliente ao menor custo possível. O grande desafio aqui está em equilibrar as expectativas de serviços que o cliente espera com os gastos da empresa prestadora de modo a alcançar os objetivos do negócio. Nível de serviços e custos totais Se você começar a ler sobre logística, muito se discutirá sobre custos e serviços. Mas, afinal de contas, o que vem a ser isso? É importante nessa fase do curso introduzir a você este tema. Em princípio, qualquer empresa pode alcançar qualquer nível de serviço logístico ao seu cliente se estiver disposta a bancar os recursos necessários. Por exemplo, é possível manter um estoque dedicado geograficamente próximo a um cliente importante. As entregas serão quase imediatas! É possível também disponibilizar uma frota de caminhões em permanente prontidão para pronta entrega a clientes. A empresa pode ter um nível de estoques máximo para cada produto que comercializa como forma de nunca deixar o seu cliente sem produto. Isso é o sonho de todo vendedor! Mas ele é muito oneroso para a empresa que oferece este serviço, e pode, às vezes, nem ser assim tão necessário para dar apoio às operações de produção e marketing. Por exemplo, se uma peça de reposição de uma máquina fabril não estiver disponível no fabricante para este cliente em questão de horas, uma linha de produção inteira pode ficar parada, gerando milhões de reais em prejuízos. Por outro lado, um atraso inesperado de 2 dias na entrega de produtos para reabastecer um armazém pode não ser tão significativo assim em termos de impacto nos lucros do cliente (a reposição pode esperar!). Assim, concluímos que, na maioria das situações, o impacto de uma falha logística sobre o custo-benefício está diretamente relacionado com a importância da execução do serviço para o cliente envolvido! Quanto maior for o impacto da falha do serviço sobre o cliente, maior será a prioridade dada ao desempenho logístico. Esse é um pilar essencial no raciocínio das atividades da logística. Esse nível de serviço dado ao cliente é medido em termos de 1) disponibilidade, 2) desempenho operacional e 3) confiabilidade no serviço (Bowersox e Closs, 2001). Iremos retornar brevemente sobre esses pontos importantíssimos quando tratarmos do “nível de serviço ao cliente”. Mas você deve estar se perguntando: e os custos? Em logística, é comum trabalhar com a noção de custos totais ao invés de apenas olhar para os custos unitários das operações. O custo total foi conceituado como o custo que inclui todos os gastos necessários para executar as exigências logísticas. Eu vou dar um exemplo para você melhor entender. Imagine o seguinte: sua empresa é uma pequena cervejaria e vocês despacham seu produto principal, a cerveja “cervas”, para os clientes de outros países, normalmente por via marítima. O navio leva duas semanas para chegar aos seus clientes na Europa, por isso sua cerveja precisa ter conservantes, o que termina por alterar o gosto da cerveja. Certa vez, um consumidor estrangeiro veio a sua cervejaria e a provou no instante em que ela foi produzida e achou que a cerveja seria bem vendida na Espanha, país onde sua empresa ainda não exportava. Sugeriu que a exportassem por via aérea e que fosse comercializada com o slogan de “a cerveja de fabricação recente”. Pois bem, a empresa optou por fazer essa experiência: despachou um lote por via aérea para que a cerveja chegasse mais rápido ao consumidor; colocou um preço final maior, para que sua cerveja fosse posicionada como um produto sofisticado. Nesse preço, a sua margem de lucro era maior do que naquelas comercializadas via modal marítimo. A cerveja foi um sucesso,

apesar do preço mais alto. onde um custo acaba por compensar outro. apesar de enviar lotes de cervejas “cervas” por via aérea. um modal bem mais oneroso que via marítima. Convido você a dar uma olhada.pois foi de encontro com as necessidades dos consumidores daquele país por uma cerveja que fosse recém-fabricada. a soma de todos os custos incorporados na operação logística em comparação com o benefício esperado pelo cliente é que deve ser levado em conta na decisão envolvendo atividades logísticas. a empresa compensou esses custos com um menor gasto de estocagem na fábrica e conseguiu um novo nicho de mercado para seus produtos. Assim. Você certamente irá ler ou ouvir sobre esse fenômeno chamado de trade-off (ou compensações – em português). . Entendeu o que é logística? Que tal agora um vídeo explicando o mercado atacadista e suas operações logísticas criando valor para o cliente final? Tire suas próprias conclusões. Dessa forma. Saiba mais: há um interessante artigo sobre custos logísticos de Mauricio Lima. do Instituto Ilos.

Porto Alegre: Bookman. e se desenvolve em 3 níveis: estratégico. interessante seria acompanhar a evolução deste conceito. a logística. Essas funções que vamos estudar abaixo geram ciclos de atividades que precisam ser trabalhadas de maneira harmônica para produzir valor para o cliente.WEB AULA 2 A história da logística história da logística Agora que você está por dentro das principais ideias do conceito de Logística. quais sejam: 1) um projeto de rede. Hoje.” e leia o capítulo 1 “Logística empresarial/cadeia de suprimentos – uma disciplina vital. evoluiu com a comercialização do microcomputador e virou uma revolução com a era da informação e os movimentos de qualidade total. 5ed. A principal diferença entre eles é o horizonte temporal do planejamento. 2) informações. com o único objetivo de atender às necessidades dos clientes que se encontram na ponta da cadeia de suprimento. o gerenciamento da cadeia de suprimentos (ou SCM – Supply Chain Management) é um termo surgido mais recentemente e que capta a essência da logística integrada. Aprofundando o conhecimento: A partir de agora. A INTEGRAÇÃO DAS OPERAÇÕES LOGÍSTICAS Muito bem. 25 a 45. 3) transportes. quando e como. A logística que conhecemos hoje é aquela que sempre foi? Como você acha que nasceu essa ideia? Onde ela era aplicada? Como ela se tornou tão importante hoje para nossa sociedade moderna? Bem. elas podem servir como base para a obtenção de vantagens estratégicas. A convicção de que um desempenho integrado produz melhores resultados do que funções gerenciadas individualmente. O planejamento da logística O diferencial logístico de qualquer empresa é alcançado quando se coordenada as atividades de várias áreas. Ela nasceu das organizações militares e renasceu na década de 50 para as organizações empresariais. 4) estoques e 5) armazenagem. o que significa que inclui todas as atividades importantes para a disponibilização de bens e serviços aos consumidores. como conhecemos hoje. você deve parar a leitura da web aula e abrir a biblioteca digital ou ir à biblioteca do seu pólo. O grande desafio de qualquer executivo da área de logística é coordenar os trabalhos dessas áreas funcionais de maneira orquestrada. 2009. agora você já sabe que a logística pode ser posicionada na empresa como uma das competências que contribuem para o processo de criação de valor para o cliente. manuseio de materiais e embalagem. 616p. é uma evolução tremenda de um conceito medieval. sem coordenação entre si. Quando as operações logísticas estão integradas e são consideradas uma competência-chave. tático e operacional. Enquanto o . O planejamento logístico busca sempre responder às perguntas sobre o quê. da pág. quando e onde estes quiserem adquiri-los. Vamos assistir a este vídeo que narra um pouco da história desse conceito. Procure pelo livro do Ballou “Gerenciamento da cadeia de suprimentos/logística empresarial. constitui o paradigma fundamental da logística. a logística é um processo. Essa ideia implica que a logística é parte do processo da cadeia de suprimento e não do processo inteiro! Hoje.

Tudo bem até aqui? Espero que sim!!! Vamos agora detalhar as operações logísticas que precisam ser integradas para efetivar o trabalho logístico. estrategicamente planejado. armazéns. à . A preocupação maior é como encaminhar o produto de maneira efetiva e eficiente ao longo do canal logístico. Não se pode relegar a importância da localização das instalações. o planejamento tático tem um horizonte temporal intermediário. O objetivo do projeto de rede é determinar a quantidade e a localização de todos os tipos de instalações necessárias para a execução do processo logístico. Fábricas. A determinação da quantidade necessária de cada tipo de instalação. pois a estrutura das instalações da empresa é usada para fornecer produtos e materiais aos clientes. pois isso afeta o custo e a capacidade de prestação de serviços aos clientes.planejamento estratégico é considerado de longo prazo. onde ela vai ser localizada e o que vai ser executada em cada uma destas instalações constituem umas das questões mais importantes do projeto de rede. Vamos ver no quadro alguns exemplos de processos de decisões e os recursos logísticos. com decisões diárias. instalações de transbordo e lojas de varejo constituem típicas instalações logísticas. todas as tarefas específicas associadas ao processamento de pedidos de clientes. geralmente inferior a um ano. O planejamento operacional é o processo decisório de curto prazo. ou seja. 1) O Projeto de rede O Projeto de rede significa fazer um esboço de onde serão as instalações da empresa.

interno ou externo. Se desejado. o qual se tornou possível graças à adoção de tecnologia de infor¬mação recém-desenvolvida. ao baixo nível de tecnologia da época. É bom lembrar a importância da modificação constante da rede de instalações. visando adaptá-la às mudanças nas infraestruturas da oferta e da demanda. a demanda dos clientes e as necessidades de fabricação estão em constante mudança em um ambiente dinâmico e competitivo. O gerenciamento de pedidos abrange o trabalho envolvido no atendimento de necessidades específicas do cliente. Pode parecer um tanto óbvio para nós hoje em dia. antigamente. em logística. muitas empresas não tinham a ideia aprofundada de como comunicação rápida e precisa podia melhorar o desempenho logístico.Continuous Replenishment). é usada para orientar o posicionamento do estoque. Saiba mais: Aprofunde-se no estudo das localizações. No entanto. havendo mudança de endereço de seus clientes para outras regiões. A informação. Isso se deu. antigamente. é comum receber informações incorretas sobre o processamento do pedido de um cliente. todas as instalações devem ser reavaliadas para determinar se sua localização ainda é a mais adequada. é a . é um esforço no sentido de calcular as necessidades futuras. Por exemplo. O processamento incorreto de um pedido cria todos os custos logísticos. é provável que você o siga para melhor atendê-lo em termos de rapidez. Nesse senti¬do. um dos principais motivos pelos quais os executivos utilizam informação para a obtenção de um controle efetivo das operações logísticas é seu desejo de substituir a imprecisão das projeções por uma res¬posta mais rápida às necessidades do cliente. mas. de nada adianta informações disponíveis se elas não são acompanhadas de qualidade. mas normalmente não resulta em venda.manutenção de estoques e ao manuseio de materiais são executadas dentro da estrutura do projeto de rede.Quick Response) e o reabastecimento contínuo (CR¬ . lendo o artigo de Leonardo Lacerda sobre CONSIDERAÇÕES SOBRE O ESTUDO DE LOCALIZAÇÃO DE INSTALAÇÕES 2) A informação A tecnologia atual é capaz de atender aos mais exigentes requisitos de informação. Segundo Boersox e Closss (2001). A projeção. Por exemplo. a resposta rápida (QR¬ . O gerenciamento de pedidos e as projeções são duas áreas do processo logístico que dependem de informações. O pedido do cliente. não era um recurso estratégico. A informação é crucial para integrar as atividades logísticas. Ao longo do tempo. são técnicas voltadas para a obtenção de efetivo controle logístico. Cada erro na composição das necessidades de informação cria uma provável ruptura na cadeia de abastecimento. de modo a satisfazer as necessidades futuras do clien¬te. a informação pode ser obtida em tempo real como solução para os clientes. em parte. Concei¬tos como o just in time (JIT). Assim. A variedade de produtos. De fato. os custos logísticos são frequentemente aumentados em função de despesas de devolução da mercadoria ao estoque.

informações incorretas e atrasos no processamento de pedidos podem prejudicar o desempenho da logística. Não sei se você sabe. O processo de gerenciamento de pedidos envolve todos os aspectos do gerenciamento das neces¬sidades do cliente. Os clientes externos são aqueles que consomem o produto ou serviço como qualquer parceiro comercial independente que compra produtos ou serviços. pois os estoques de segurança são mantidos em um nível mínimo. Sistemas logísticos bem elaborados. . Saiba mais: Que tal passear no supermercado do futuro. Os clientes internos são unidades organizacionais dentro de uma empresa que precisam de apoio logístico para a execução do trabalho a elas designado. recomendo a leitura desse artigo: http://www. que tal fazermos uma reflexão no fórum sobre um assunto pertinente ao que foi estudado? Convido vocês a participarem! Para concluir o estudo da Unidade O objetivo central da logística é atingir um nível desejado de serviço ao cliente pelo menor custo possível. frequentemente. quanto mais eficiente for o projeto do sistema logístico de uma empresa. incluindo o faturamento e.org/wirelessbr/colaboradores/sandra_santana/r fid_01. a cobrança. ba¬seados no tempo. onde as informações da cadeia logística serão fundamentais para oferecer um serviço perfeito ao cliente? Se você tiver interesse em se aprofundar mais no assunto sobre como funciona e os usos do RFID na cadeia de suprimento. No entanto. mas muito da capacidade logística de uma empresa é avaliada por meio da sua habilidade em gerenciar corretamente os pedidos. Em resumo. Esse compromisso com o cliente é a base para a formulação de uma estratégia logística. mais precisas deverão ser as informações.principal transação na logística. não têm excesso de estoque para com¬pensar erros operacionais. a chave para alcançar a eficiência logística é dominar a arte de combinar competência logística com expectativas e necessidades básicas dos clientes.wirelessbrasil. desde o recebimento inicial do pedi¬do até a entrega da mercadoria.html Agora que finalizamos a primeira unidade. Assim.

saliento o quanto. têm demonstrado diariamente que acertar os ponteiros da cadeia de suprimentos pode resultar em uma significativa vantagem competitiva. estoques e manuseio de materiais. Por isso.azevedo@unopar. Quanto mais "pronto" é o conhecimento que lhes chega. Por que a cadeia de suprimentos é tão importante para a obtenção do sucesso? Porque ela é a nova fronteira dos negócios. Quanto a este novo método de ensino. e empresas nacionais. analisá-las.SERVIÇO AO CLIENTE • • • • Marketing focado no cliente Definições de serviços ao cliente Serviços básicos e perfeitos Serviços com valor agregado UNIDADE 3 – COMPREENDENDO A CADEIA DE SUPRIMENTO • Definições da cadeia de suprimento • Planejamento da cadeia de suprimentos • Sistemas para gerenciamento da cadeia de suprimentos UNIDADE 4 . a web aula. isso significa que é necessário que os alunos descubram os seus próprios caminhos. É necessário que cada um de nós. A batalha pelo domínio do mercado deixou de ser travada entre empresas rivais.com.br Objetivo da Disciplina Expor como a cadeia de suprimento constitui uma estrutura lógica e integrada para que as empresas e seus fornecedores trabalhem em conjunto para levar produtos. serviços e informações de maneira eficiente aos consumidores finais. tirar conclusões. Metodologia: Os conteúdos programáticos previstos serão ofertados por meio das teleaulas e aulas-atividades em encontros semanais. de "aprender a aprender".Visão geral Apresentação da disciplina: Neste módulo do curso de administração iremos nos aprofundar sobre a logística e suas operações. professores. . reduzindo as poucas vantagens de se ganhar nos processos dentro da fábrica. O foco mudou da fábrica para os processos de relacionamentos entre as empresas até o consumidor final. Do ponto de vista prático. transportes. se sinta responsável pela formação global de seu aluno e não por um único aspecto. Empresas multinacionais. como tanto se preconiza hoje. Serão também realizadas atividades de acompanhamento tutorial. informativo e relacionado à sua área específica de atuação. como Dell e Wal-mart. Espero que gostem! Prof. menos estarão desenvolvendo a própria capacidade de buscar esses conhecimentos.RECURSOS LOGÍSTICOS • Previsões na cadeia de suprimento • Informações. O resultado disso tem sido uma modificação fundamental na natureza da concorrência. mas o desenvolvimento de competências e habilidades que nos permitem encontrálas. estão disponíveis para o grande público. mesmo sobre campos específicos. discernir quais são importantes para nós em determinado momento. depósitos. Conteúdo Programático: UNIDADE 1 . Acredito ser importante que o aluno tenha a visão da moderna administração empresarial.INTRODUÇÃO À LOGÍSTICA • A abordagem logística • Posicionamento estratégico e a Logística • A integração das operações logísticas UNIDADE 2 . as informações. Avaliação Prevista: A avaliação será composta por duas questões dissertativas que remetem a questões que serão discutidas no fórum e três questões objetivas. hoje. A manufatura moderna excluiu grande parte do excesso de tempo e custos do processo de produção. A nova concorrência pressupõe cadeias de suprimentos versus cadeias de suprimentos. como o Pão-de-Açúcar e Americanas. lidar com elas. o fundamental na educação não é o acúmulo de informações. Alexandre Cabral alexandre. criticá-las. A logística é a base dos processos dessas cadeias. portfolio e estudos independentes (autoestudo).

o comércio exterior brasileiro pulou de um volume de aproximadamente US$ 77 bilhões para cerca de US$ 115 bilhões. conhecidas por sua excelência operacional. O processo especulativo gerava. a Schnelecker e a Ryder.PERSPECTIVAS PARA A LOGÍSTICA BRASILEIRA Data: 10/05/1998 Paulo Fleury INTRODUÇÃO A logística no Brasil está passando por um período de extraordinárias mudanças. Entre 1994 e 1997. cujo objetivo é aumentar a cooperação nos canais de suprimento. Um bom exemplo deste processo foi a constituição da CRTS. A explosão do comércio internacional. através de uma melhor coordenação logística entre clientes e fornecedores. e tornavam impossível qualquer tentativa de integração na cadeia de suprimentos. a Associação Brasileira de Supermercados – ABRAS. Antes da estabilização econômica. o fim do processo inflacionário induziu a uma das mais importantes mudanças na prática da logística empresarial. Pode-se mesmo afirmar que estamos no limiar de uma revolução. As primeiras análises estimam que dentro de 3 a 5 anos se consiga uma redução de custos da ordem de US$ 3 bilhões. gerou uma enorme demanda por logística internacional. . é um período de riscos e oportunidades. juntamente com empresas produtoras de bens de consumo não duráveis. tanto em termos das práticas empresariais quanto da eficiência. Para tanto. todas as quatro montadoras de automóveis até então aqui instaladas. dentre do conceito de Supply Chain Management. onde o número de caminhões que chegavam para descarregar na primeira semana do mês era duas vezes maior do que a média ao longo do mês. fundamentais para o aumento da competitividade empresarial. o processo de modernização vem sendo liderado por dois segmentos industriais.ARTIGOS . Uma recente pesquisa junto a 60 grandes empresas da cadeia de suprimentos de produtos de consumo não duráveis indicou que 87% dos entrevistados mostraram-se bastante entusiasmados com o movimento ECR Brasil. o movimento de mudanças é ainda recente. a estabilização econômica produzida pelo Real e as privatizações da infraestrutura são os fatores que estão impulsionando este processo de mudanças. com base no sistema just-in-time. as montadoras vêm atraindo para o pais empresas internacionais de prestação de serviços logísticos. pela necessidade de dimensionar os recursos para o pico da demanda mensal. elementos fundamentais para a existência de uma logística moderna. Por outro lado. uma área para a qual o país nunca havia se preparado adequadamente tanto em termos burocráticos quanto de infraestrutura e práticas empresariais. com quase todas as ferrovias e vários terminais portuários já em mãos privadas. tem contribuído para este movimento de modernização. A recente entrada de grandes grupos varejista internacionais no país. com um claro efeito modernizante sobre as primeiras. também. Por outro lado. qualidade e disponibilidade da infraestrutura de transportes e comunicações. o que gerava grandes tempos de espera no começo do mês e grande ociosidade nas outras três semanas. o processo de privatização da infraestrutura vem caminhando aceleradamente. o automobilístico e o grande varejo. está liderando o Movimento ECR Brasil. O rápido crescimento do comércio internacional. enormes ineficiências na utilização de ativos. Até cerca de 4 anos atrás a logística era o elo perdido da modernização empresarial no Brasil. as contínuas mudanças de preço causadas pela inflação criavam enormes incentivos para prática especulativas no processo de compras. e com a expectativa de privatização do sistema Telebrás ainda este ano. como o Wal-Mart. verifica-se um crescente movimento de alianças entre empresas de logística locais e as internacionais. podemos citar o caso de um dos maiores atacadistas distribuidores do país. No nível empresarial. Nos últimos cinco anos. e principalmente das importações. a Colúmbia e a Translor. Para as empresas que aqui operam. Estas mudanças implicaram numa forte demanda por uma logística mais eficiente e sofisticada. e duas empresas internacionais. gerada pelo processo de concentração das compras no final do mês. uma joint venture criada para servir a Volkswagen nas suas operações de logística internacional. Grandes empresas multinacionais como CocaCola. ou seja. Riscos devido às enormes mudanças que precisam ser implementadas e oportunidades devido aos enormes espaços para melhorias de qualidade do serviço e aumento de produtividade. Nestlé e Gessy Lever estão participando deste esforço. haviam feito mudanças radicais em suas políticas de suprimento. o crescente movimento de cooperação entre clientes e fornecedores na cadeia de suprimentos. Apesar de amplo. visando reduzir custos e melhorar a qualidade de serviços. ou seja um crescimento de 50% em 3 anos. Como conseqüência. formada por duas empresas nacionais. Apenas como exemplo. No caso do setor varejista. passando a combinar compras internacionais com as locais.

o transporte brasileiro possui uma dependência exagerada do modal rodoviário. o número de empregados foi reduzido de 1. No caso da primeira ferrovia privatizada. sistemas de rastreamento por satélite. devido a pequena escala ainda existente.000 para 350. pode-se estimar uma economia de mais de US$ 1 bilhão por ano. que levarão a uma maior competitividade. representado por baixa disponibilidade. há pouco mais de 18 meses. o tempo médio de viagem na principal rota foi reduzido de 11 para 6 dias. percebe-se o potencial para redução de custos se a participação do rodoviário vier a seguir os padrões internacionais. redução de custos e melhoria de serviços. Os longos anos de estatização dos portos. 28% e 19%. mas o caminho já foi estabelecido. o segundo mais caro. O número de produtos que já chegam ao varejo com código de barras aumentou 40% entre 1996 e 1997. EUA e China os números são 30%. em Buenos Aires é de 22 e em Hamburgo. Não era incomum. entrega rápida e confiabilidade de prazos que se observa nos EUA. A baixa produtividade se reflete em custos maiores para os usuários das ferrovias no Brasil. estão se preparando para o novo ambiente competitivo que começa a se formar no setor de transportes e logística no Brasil. que até 3 anos atrás não possuíam nenhuma ligação EDI – Electronic Data Interchange – com seus fornecedores. pulando de 250. respectivamente. nos EUA é de apenas US$ 16. no Brasil. atualmente têm mais de 70. A cadeia de supermercados Pão de Açúcar vem investindo fortemente em processos de automação e comunicações. Enquanto a produtividade dos guindastes nos portos do Rio e Santos eram respectivamente de 9 e 12 contêineres por hora. A rede de dutos no Brasil é extremamente modesta (50 vezes menor) quando comparada com os EUA. ( Paulo Fleury. As Lojas Americanas. O processo de privatização dos portos e ferrovias. nossas ferrovias apresentavam desempenho lamentável.0 por 1. os preços já sofreram reduções médias entre 15% e 20%. Segundo estudos do Banco mundial. criam enormes oportunidades para aumento de produtividade. até dois anos atrás.Grandes investimentos estão sendo realizados com o objetivo de aprimoramento das operações logísticas. No entanto. Resta continuar trabalhando na busca por maior produtividade e melhores serviços. Como consequência. Desta maneira. e9 vezes maior que o hidroviário. na antiga Rede Ferroviária Federal o valor era de 1 milhão e na Fepasa de 500 mil. navios esperarem até duas semanas para atracar. seis vezes maior que o dutoviário. 28. assim como os subsídios implícitos que existiam no passado e que ainda perduram. Considerando-se apenas as oportunidades de migração do rodoviário para o ferroviário. atrás apenas do aéreo. que implica na adoção de sofisticadas tecnologias de informação. serviços claudicantes e produtividade alarmante. Isto. as transportadoras rodoviárias estão passando por um processo de modernização.com.25. assim como a nova legislação em relação aos dutos. Para as empresas brasileiras. como roteirizadores. e EDI. Enquanto a produtividade média nas ferrovias norte-americanas.000 toneladas-km.ilos.800 para 900. é de 8 milhões. Enquanto no brasil o transporte rodoviário é responsável por 58% da carga transportada (em toneladas-km). representados por alta disponibilidade. abrindo espaço para o crescimento de modais mais baratos. apenas 20% da européia. Considerando os padrões norte-americanos. com menor ênfase. na Austrália. basta verificar que a produtividade de mão-de-obra portuária era. medida por toneladas-km por empregado. os resultados destas mudanças já começam a aparecer. para o modal rodoviário (subsídio ao diesel. onde o custo do transporte rodoviário é três vezes e meia maior que o ferroviário. quando o padrão internacional é de menos de 24 horas. Apenas como exemplo dos inúmeros indicadores de ineficiência. todo este esforço empresarial esbarra nas enormes deficiências ainda hoje encontradas na infraestrutura de transportes e comunicações.br . ferrovias e dutos no Brasil. com o objetivo de migrarem de uma visão de transportes para uma visão de operadores logísticos. Esta onde de investimentos indica a importância vital da infraestrutura de comunicações para uma logística moderna. Enquanto aqui o preço médio é de U$ 23. apesar das enormes diferenças na qualidade de serviços. que lhe permitam conectar-se eletronicamente com seus fornecedores. somente as suas ineficiências acrescentam 7% ao custo dos produtos exportados pelo país. Existem aí enormes oportunidades para aumento de produtividade e melhoria da qualidade de serviços. Com gastos equivalentes a 10% do PIB. o preço cobrado é cerca de 3 vezes maior. a quase inexistência de pedágios e a falta de regulamentos adequados sobre condições de trabalho dos motoristas) explicam em grande parte as distorções da matriz brasileira de transportes e as enormes ineficiências ainda hoje observadas. Até o início do processo de privatização. Embora muito recente.000. Residem nos portos as maiores oportunidades para redução dos custos de transporte. o nível de utilização das locomotivas subiu de 37% para 65%. tel: (21) 3445-3000 – WWW. Percebe-se também um grande esforço na direção da ampliação da gama de serviços oferecidos. Por outro lado. ainda há muito espaço a conquistar. pressentindo o aumento da competição por parte dos outros modais e pressionadas pela crescente exigência por qualidade de serviços por parte dos embarcadores. Também nos portos começam a aparecer resultados através de substanciais reduções de preços e melhoria dos serviços. Por outro lado. dois anos atrás. As mudanças são muitas.

centros de distribuição primários. os possíveis fluxos físicos entre cada elemento da rede. Caracterizados por um alto nível de complexidade e pelo intensivo uso de dados. • Uma indústria de bebidas estava elaborando seu plano de expansão para os próximos anos. cada uma sendo capaz de produzir um determinado mix de produtos. as limitações de capacidade e as taxas de produção. depósitos ou terminais de transporte. fábricas. Precisava ainda decidir em quais das fábricas existentes deveriam ser feitas as expansões ou em que municípios abrir as novas unidades de produção. é um problema comum e dos mais importantes para os profissionais de logística. ou seja. O que comumente queremos determinar é : • Onde as fábricas devem ser localizadas? • Quais fornecedores deverão ser utilizados? . Motivadas pela busca de maior competitividade. A empresa possuía um rede logística com fábricas em vários estados. os estudos de localização tratam do problema de minimizar os custos de uma rede logística. Os dados de entrada para análise são as previsões de demanda para cada produto. onde deveriam ser localizados? E qual seria o impacto sobre os custos de estoque e transporte? De quanto seria a redução em tempo de entrega? Valeria a pena? ESTRUTURA DOS PROBLEMAS DE LOCALIZAÇÃO De forma geral. as prováveis localizações da instalações. face à crescente concorrência. As previsões indicavam crescimento de demanda e uma mudança clara no perfil de consumo: em algumas regiões do país certos produtos deveriam ter sua demanda aquecida enquanto outras regiões apresentavam uma tendência de estabilização.ARTIGOS . no entanto. quem definia.CONSIDERAÇÕES SOBRE O ESTUDO DE LOCALIZAÇÃO DE INSTALAÇÕES Data: 10/07/1998 Leonardo Lacerda • Onde eles devem estar INTRODUÇÃO A definição da localização de instalações em uma rede logística. onde estão representados seus vários elos: fornecedores. As linhas representam as possíveis ligações entre estes elos. a empresa iniciou um estudo de restruturação da sua rede de distribuição para avaliar quais seriam as modificações necessárias de forma à atender ao nível de serviço desejado: seria preciso abrir novos centros de distribuição mais próximos às zonas de mercado? Neste caso. decidiu aumentar o nível de serviço oferecido. A figura 1 abaixo mostra de forma esquemática uma rede logística genérica. Sua importância decorre dos altos investimentos envolvidos e dos profundos impactos que as decisões de localização têm sobre os custos logísticos. da escolha sobre quais modais utilizar no transporte entre bases e a revisão da própria alocação dos pontos de demanda os postos às bases. sejam elas fábricas. através de agências regulamentadoras. Este comportamento. era bastante distinto em diferentes regiões do país. reduzindo o tempo de entrega de seus produtos até os consumidores finais. estas empresas têm em comum o fato de terem utilizado modelos computacionais da sua rede logística para auxiliar os estudos de localização das suas instalações. Além de uma revisão dos seus sistemas de informação. os estudos de localização atualmente dispõe de novas tecnologias de informação que permitem tratar os sistemas logísticos de forma efetivamente integrada. tendo que atender a uma determinada demanda e devendo satisfazer certos limites de nível de serviço. Abaixo são apresentados alguns dos vários exemplos de empresas brasileiras que recentemente realizaram estudos de localização de instalações. seja pelo aumento da eficiência na sua operação ou pelo aumento do nível de serviço oferecido. as possíveis ligações entre elas e os respectivos custos de transporte de cada modal. Em umas destas empresas a primeira reação foi a revisão do número e localização das suas bases de distribuição.anteriormente era o próprio governo. estando esta sujeita às restrições de capacidade das instalações. A direção da empresa precisava decidir como expandir a capacidade de suas fábricas: se instalaria novas linhas de produção nas fábricas atuais ou se abriria novas fábricas para instalar as novas linhas. centros de distribuição secundários (ou terminais) e as zonas de demanda. • A recente desregulamentação do setor de distribuição de combustíveis deu liberdade para que as empresas do setor definissem as suas cadeias de abastecimento . • Uma empresa que trabalha com vendas por catálogo e entregas a domicílio.

centenas de potenciais locais para terminais. A complexidade é devida ao fato de a análise ter que lidar com um conjunto extenso de variáveis de decisão que se influenciam mutuamente. mesmo para problemas de pequeno porte. ser analisadas de forma seqüencial ou segmentada. portanto. O que se pretende é obter um solução ótima. Na sua análise é preciso considerar os trade-off’s existentes entre as decisões relacionadas ao transporte. Não é incomum ter que se trabalhar com centenas de produtos. tipicamente. dezenas de fornecedores. centros de distribuição ou fábricas.• Quantos centros de distribuição a empresa deve operar? localizados? • Que clientes ou zonas de mercado devem ser supridos de cada centro de distribuição? • Que linhas de produto devem ser produzidas ou estocadas em cada fábrica ou centro de distribuição? • Que modalidades de transporte devem ser usados para suprimento e para distribuição? Estas questões possuem forte interdependência entre si e não devem. que atenda ao nível de serviço desejado ao menor custo total da operação (figura 2). possuem uma complexidade bastante alta e envolvem um volume de dados muito grande. Além disto. . ao posicionamento do estoque na rede e ao número e localização das instalações. COMPLEXIDADE E DIMENSÃO DOS PROBLEMAS Os problemas de localização. o número de possíveis alternativas a serem analisadas e comparadas é muito alto. múltiplos modais de transporte e milhares de clientes.

As restrições básicas são as restrições de capacidade. FERRAMENTAS PARA ANÁLISE Desde a década de 70 já estavam desenvolvidas as bases para as aplicações computacionais de estudos de localização de instalações. as restrições de nível de serviço. custos e taxas de produção. No Brasil a oferta ainda é limitada. Foi muito recentemente. preparação e checagem de grandes massas de dados. de larga escala. . Estas últimas são geralmente de dois tipos: • as que limitam o tempo máximo de atendimento através da limitação da distância máxima entre uma zona de demanda e a instalação mais próxima • as que limitam o número máximo de instalações que podem atender a uma determinada zona de demanda. do treinamento para operação do sistema ou de suporte pós-venda. localização dos clientes. É o que abordaremos a seguir. mais voltados para a dimensão espacial ou geográfica. os custos de armazenagem. através da utilização de computadores mainframes. As opções são muitas e as diferenças começam pelo preço. controlar e variar parâmetros.Estes números dão uma idéia do volume de dados a ser manuseado. depois da ampla utilização de computadores pessoais dotados de processadores de alta velocidade. pois normalmente não existem sistemas de informação voltados para a sua geração. custos de transporte. como as barreiras geográficas não são. São modelos genéricos que representam grande parte dos sistema reais.000 aparentemente em função da inclusão ou não de consultoria para realização do estudo de localização propriamente dito. o que facilita o manuseio. na sua maioria. mas já se fazem presentes os representantes de algumas das principais empresas fornecedoras de softwares nesta área. Como conseqüência. ainda não bem tratada pelos softwares de localização. inspecionar os resultados e gerar relatórios. A diferença entre eles está na capacidade de representar os custos e restrições operacionais envolvidos. garantido assim exclusividade de suprimento.000 a US$ 150. Os softwares em sua maioria possuem modelos pré-determinados de redes logísticas. permitindo assim uma análise mais qualitativa dos resultados. atualmente estão disponíveis um grande número de ferramentas computacionais que tornam mais fácil as tarefas de modelagem e otimização do problema e de tratamento da grande massa de dados tipicamente presente nos estudos de localização. menos básicas em função de maior dificuldade de modelagem. No entanto. localização dos atuais e prováveis pontos de estocagem e suprimento etc. E aqui começam uma das principais dificuldades na realização destes estudos: na maioria da empresas os dados existem mas não estão estruturados. Praticamente todos consideram os custos de transporte (suprimento. neste caso. Mas os problemas de dimensões práticas. cerca de 2/3 do tempo de estudos de localização de instalações são gastos na aquisição e preparação dos dados! Embora as dificuldades pareçam grandes. Uma outra caraterística bastante comum é a possibilidade de visualização dos resultados através de mapas. estavam basicamente restritos à comunidade acadêmica ou aos órgãos governamentais. planilhas eletrônicas. e os custos de compra ou produção. como os gerenciadores de bancos de dados. que se expandiu o uso comercial de ferramentas computacionais aplicadas ao problema de localização. Variam de US$ 10. as restrições de demanda e. rodar o modelo. limitadores tão sérios. já que a análise requer informações detalhadas sobre a demanda. Oferecem também capacidade de comunicação com sistemas de bases de dados usualmente utilizados. que limitam os fluxos de produtos através das instalações. O mesmo não acontece com os custos de estoque que estão mais relacionados à dimensão temporal. distribuição e transferência). Os softwares de localização. através de menus. utilizam interfaces gráficas para. conforme mostrado na figura 3. pode-se ter acesso aos mesmos produtos disponíveis no mercado internacional.

garante que as soluções encontradas são as melhores possíveis dentro do conjunto de premissas adotadas. onde se pretende realocar de forma ótima os clientes em caso. dependendo do tamanho do problema. Sua principal desvantagem é que. O objetivo das análises paramétricas é o de quantificar relações relevantes para tomada de decisão. Se as olharmos em função do nível das decisões. Pode-se então rodar o modelo modificado e observar os resultados comparando-se com a situação atual. em termos de serem mais estratégicas ou mais operacionais. Ou no efeito do aumento da capacidade de produção sobre o custo de transporte. É o que chamamos de análise de cenários. a simulação e a otimização. As análises paramétricas são também aplicações interessantes. tamanho e localização de fábricas e depósitos. mas também são menos rigorosos na identificação das melhores alternativas. exigem menos recursos computacionais. Um exemplo: • Privatização de ferrovias e portos: caso estejam sendo esperadas mudanças no preço praticado e na disponibilidade dos serviços. temos alguns exemplos: • Nível Estratégico .elaboração de planos de contingência. ORGANIZAÇÃO DOS ESTUDOS DE LOCALIZAÇÃO As possíveis aplicações para os estudos de localização são muito amplas. através da construção de curvas paramétricas. Os métodos heurísticos. estas suposições podem ser adaptadas aos modelos através de mudanças nos parâmetros de custo. por ser uma técnica otimizante. mais especificamente a programação inteira mista (MIP). da adição de novas ligações entre instalações ou de novas possibilidades de escolhas de modais de transporte.definição da alocação dos clientes aos centros de distribuição e dos centros de distribuição às fábricas . pode-se estar interessado no efeito da variação do número de centros de distribuição sobre o custo total. onde se estuda o impacto da variação sistemática de um único fator sobre as variáveis de interesse: por exemplo. os estudos de localização podem ser usadas com objetivos mais exploratórios. Utilizadas com criatividade e inteligência podem revelar grandes oportunidades de redução de custo e melhoria de nível de serviço. • Nível Tático . sendo esta última a técnica predominante na grande maioria dos softwares. ao contrário.Os métodos de solução mais utilizados são os métodos heurísticos. Por outro lado. por exemplo. obtidas através de várias corridas com o modelo. Uma das suas vantagens principais é a capacidade de modelar adequadamente os custos fixos e variáveis de uma rede logística.determinação do número. . podendo até tornar inviável sua resolução. • Nível Operacional . As ferramentas para realização dos estudos de localização estão disponíveis já há alguns anos e estão cada vez mais acessíveis. da parada de uma linha de produção em uma fábricas. quando se deseja avaliar o impacto de mudanças no ambiente de negócios da empresa sobre a sua estrutura de suprimento e distribuição. são necessários longos tempos de processamento. Além disto.

com.www.ilos.br .

que a qualidade e o desempenho do transporte geram crítica para aquelas operações baseadas em tempo (como produtos perecíveis. Isso quer dizer que nem sempre o transporte mais barato resulta num custo total mais baixo. A combinação entre velocidade e consistência forma a percepção sobre a qualidade do transporte pelo usuário. pense que uma das decisões críticas na escolha do modal é a decisão entre custo do serviço. modal aquaviário. oferecem serviços de transporte mais rápido cobram normalmente taxas mais altas e viceversa. Quanto ao custo: o custo do transporte refere-se ao pagamento pela movimentação entre dois pontos geográficos e as despesas com o gerenciamento e manutenção do estoque em trânsito. essa variação pode trazer sérios problemas para o planejamento logístico. Em razão de sua importância fundamental e da facilidade de apuração do seu custo. o transporte sempre recebeu considerável atenção nas empresas. É importante salientar para você. Sem essa certeza na entrega. haverá a formação de maiores estoques de segurança para se prevenir de um possível atraso. quanto mais rápido for o transporte. por exemplo). menos o estoque ficará em trânsito. disponibilidade do estoque em trânsito e velocidade. ou seja. de Mônica de Barros e Alexandre Lobo. A consistência é considerada a característica mais importante de um transporte de qualidade. três fatores são fundamentais para medir o desempenho do transporte: custo. modal ferroviário. Cada um apresenta vantagens e desvantagens que merecem ser examinadas. Consistência do transporte: consistência tem a ver com regularidade de entrega. no link: http://www. se uma movimentação específica levar dois dias na primeira vez e uma semana na segunda vez.com. Quanto à velocidade: tempo necessário para a movimentação das cargas entre dois pontos.br/site/index. Há vários modais que podem ser trabalhados de acordo com a sua disponibilidade. Basicamente. . Dessa maneira.php?option=com_content&task=vie w&id=1204&Itemid=74 Na logística. observamos que as empresas que. não queremos dizer apenas caminhões. as necessidades do mesmo podem ser atendidas de diversas maneiras: pode-se operar uma frota de veículos da própria empresa. ou ainda contratar os serviços de várias transportadoras que oferecem serviços de cargas individuais. Quando falamos em transportes. Assim. que estuda logística pela primeira vez. velocidade e consistência. em geral. pois traz previsão. modal aéreo e modal dutoviário.ilos. As redes logísticas devem ser projetadas de tal maneira que minimizem o custo total do sistema. Saiba mais. Aprofunde-se nos estudos dos modais de transporte ferroviário lendo o artigo PANORAMA DAS FERROVIAS BRASILEIRAS. São eles: modal rodoviário. Além disso.WEB AULA 1 Transporte1 O transporte é a área operacional da logística que interligará os estoques. fazer contratos com empresas de transportes.

É importante. que o estabelecimento das instalações vai delimitar o tipo de transporte necessário pela sua empresa. cargas . confiabilidade – regularidade que o transporte oferece. como por exemplo. quando se tratar de transportes. Vejamos então: Cada modal oferece uma característica diferente em relação às 5 dimensões dos transportes: velocidade – rapidez com que o estoque é movimentado. no transporte de containers de produtos eletrônicos entre continentes. pode ser inviabilizado se o transporte for inconsistente. É bom ter em mente. ao passo que o duto (cano) é a forma de transporte mais lenta. Quanto à velocidade. e que todo o esforço. que o custo total do transporte envolve muito mais do que a fatura de frete. Cada um dos modais apresenta as características resumidas na tabela abaixo. no sentido de integrar a cadeia logística. capacidade – quantidade de carga suportada pelo modal e que pode ser transportada de uma só vez. em projetos de sistemas logísticos. esporádico. São basicamente quatro as principais decisões estratégicas no transporte: 1) A escolha de modais 2) As decisões sobre a propriedade da frota 3) A seleção e negociação com transportadoras 4) A política de consolidação de cargas Vejamos cada uma dessas decisões: 1) Quanto às escolhas dos modais: O modal de transporte é a forma da qual a carga será transportada. manter um equilíbrio entre os custos do transporte e a qualidade do serviço. o modal aéreo se destaca pela rapidez no deslocamento das cargas. ou seja. Assim. Por exemplo. A escolha do modal se dá pela sua disponibilidade e custo. disponibilidade – a capacidade que um modal tem para atender qualquer origem e destino. não for confiável. ao passo que transportes rápidos e de alto custo podem ser compensados por uma entrega mais rápida em sistemas de produção just-in-time em montadoras de automóveis. transportes lentos e de baixo custo (como o modal aquaviário) podem ser adequados para certas operações.

• Cargas de retorno: é mais provável que uma empresa de transporte tenha o que trazer na volta. combustíveis) que são altamente volumosas e pesadas. Com as recentes privatizações do sistema ferroviário nacional. maior a probabilidade de ser terceirizado. Isso vai depender dos seguintes fatores: • Tamanho da operação: quanto maior forem as operações da empresa. . Saiba mais: Veja um exemplo de gasodutos espalhados em http://www.php pelo Brasil O modal aéreo. o único disponível. A escolha do modal depende de vários fatores. No Brasil. • Capacitação interna: quanto maior for a competência interna e menor o desenvolvimento do setor numa determinada região. Selecionei alguns mais importantes para o decisor logístico: 1) Decisões sobre a propriedade da frota: Uma questão importante é se deve ou não terceirizar o transporte ou empregar uma frota própria para movimentação de cargas. varia de país para país. Por fim.br/info_mapagasoduto. basta haver um mau tempo para atrasar as entregas. menor a chance de encontrar alguém capaz de substituir a operação interna com vantagens de custo e qualidade. Basta saber a velocidade do líquido dentro do duto e a distância a ser percorrida que já sabemos o momento em que ele estará disponível no outro lado. Quanto à questão da confiança. grãos. é muito dependente das condições climáticas. o que faz desse modal muitas vezes ser o preferido das empresas. barcas e trens são os mais indicados. sem dúvida.org. os trens estão pouco a pouco ocupando seu lugar de destaque no cenário nacional. • Modal utilizado: quanto mais capital intensivo for o modal. Quanto à capacidade. abaixando os custos. os navios. maior a probabilidade de uso da frota própria. no Brasil temos muitas rodovias à disposição. Apesar de rápido.de alto valor ou imprecindíveis rapidamente precisam utilizar-se deste modal. a Petrobrás transporta gás através de dutos entre várias cidades. pois possuem a maior capacidade de carga disponível. 2) seleção e negociação com transportadores Caso decida-se por terceirizar os transportes. por sua vez. podemos acreditar que o duto seja o mais confiável em termos de programação de entrega.abegas. Quanto à disponibilidade. Aqui vão algumas sugestões: • Quanto à confiabilidade: ter certeza de que o planejado com a transportadora vai ser cumprido. decidir por uma boa transportadora é primordial. embora ainda estejam muito longe da realidade no transporte de cargas. Eles são indicados para cargas de granéis (minérios. quando não.

• Quanto à saúde financeira da empresa: escolher uma transportadora com boa saúde financeira é primordial para investir num relacionamento de longo prazo.asp#C Saiba mais: Assista a um vídeo de operadores logísticos como o ALL para saber como eles trabalham em WEB AULA 2 Os Estoques Os estoques servem para manter o nível de serviço ao cliente. Quem trabalha diretamente com estoques objetiva. Por exemplo. Mas isso teria um custo proibitivo que inviabilizaria toda a operação logística. a quantidade de estoque disponível vai depender fundamentalmente de como a rede logística foi montada e do nível de serviço que se deseja disponibilizar aos clientes. podendo diminuir custos a longo prazo. Manter estoques é tanto uma questão política empresarial como uma questão econômica. O objetivo de se trabalhar com estoques é fornecer o serviço desejado ao cliente. pois diversos fatores influenciam nessas decisões: com quais tipos de . causas de possíveis problemas. No entanto.• Quanto ao preço: às vezes. perto das empresas dos clientes. que ele tenha todas as mercadorias vendidas no menor espaço de tempo possível. ou seja. Saiba mais: acesse o Dicionário de Logística para desvendar muitos dos termos e siglas usadas no gerenciamento da cadeia de suprimento emhttp://www.tigerlog.br/logistica/glossario. acima de tudo. Isso permite alcançar a consolidação sem prejudicar a qualidade dos serviços. porque manter estoques é manter capital parado. mantendo o mínimo em estoques para que o custo seja o menor possível. 3) Política de consolidação de cargas Outro ponto a considerar é verificar a disponibilidade de políticas inteligentes de cross-docking pelo operador logístico a ser contratado. • Outros: poder desenvolver um relacionamento cooperativo. certas cargas têm mais peso na confiança da transportadora do que no preço. verificar se existirão veículos de pequeno porte para coleta e entrega e veículos de grande porte para transferências entre terminais. Teoricamente. • Quanto à qualidade do pessoal: funcionários capacitados têm menor probabilidade de cometer avarias e causar atrasos nas entregas das cargas. medida pelos prazos de entrega e consistências. o que chamamos de giro de estoque. É uma forma de você ter o produto disponível prontamente para quando houver o pedido. • Quanto à disponibilização de informações: disponibilizar relatórios de entregas. é possível manter sempre estoques abastecidos ao máximo.com. e possuir rastreamentos e roteirizadores. cargas de alto valor agregado ou de produtos perigosos.

Um dos objetivos das políticas de estoque está em dar apoio a estes clientes preferenciais. A chave para manter os estoques. Tipos de produtos: a maioria das empresas experimenta uma grande variação na rentabilidade de seus produtos. As estratégias de estoque devem. a rentabilidade da linha de produtos deve ser considerada no desenvolvimento de uma política de estoques. Às vezes. geralmente você prefere comprar poucos itens uma/duas vezes por semana.clientes a empresa trabalha. Vejamos cada uma dessas questões. e 80% dos itens de estoques totalizam apenas 20% do seu custo. A chave é procurar evitar a oferta de alto nível de serviço em itens menos lucrativos adquiridos por clientes ocasionais e não-preferenciais. ou seja. Operações necessárias no tempo: É muito importante para o cliente que a entrega seja feita rapidamente. o custo dos transportes. Embora esses programas baseados no tempo reduzam o estoque do cliente a mínimos absolutos. O raciocínio é simples. curto. atendem a uma variedade de clientes. atender rapidamente. tanto do varejo como das fábricas. Clientes lucrativos são aqueles que compram muito e com muita frequência. enviar para o local certo no momento certo. e assim por diante. Alguns clientes são altamente lucrativos e têm potencial de crescimento. Imagine que você tenha um supermercado perto de sua casa. a economia deve ser comparada com outros custos incorridos no processo logístico. como será a integração dos estoques com os transportes. Portanto. quais as operações necessárias no tempo para girar os estoques e questões competitivas com os concorrentes. se você mora longe do mercado. então. Integração com transportes: A maior parte das taxas de transporte é baseada no volume e no peso das cargas. não deixar faltar produtos que eles encomendam. geralmente a entrega rápida leva uma redução nos estoques de segurança do cliente. Para que as atividades logísticas sejam eficientes elas devem obter um equilíbrio entre o nível de serviço desejado ao cliente e o custo logístico total da empresa. Clientes: as empresas. Quando você vai a este supermercado. a empresa fornecedora deve manter um nível de . Quando se trabalha com produtos cujo prazo de entrega é crítico. o que aumenta a frequência de entregas ao cliente e. Há aqueles produtos dos quais a margem de lucro é menor e há aqueles dos quais a margem é maior. quais os tipos de produtos. consequentemente. Para isso. A vantagem é que você terá sempre comida fresquinha em casa. pode ser interessante acumular produtos para entregá-los em um armazém com o objetivo de consolidar (quer dizer. se concentrar na satisfação das necessidades desses clientes preferenciais. É necessário que se faça uma avaliação realista do seu estoque sem comprometer o nível de serviço ao cliente. talvez você prefira comprar muito de uma só vez para o mês inteiro. Se você compra com essa frequência. pois esses tipos de entrega tendem a reduzir o tamanho das cargas. mas terá que ter espaço em casa para manter todos os mantimentos sem estragá-los. enquanto outros nem tanto. Mas. A economia gerada no transporte consolidado pode compensar o custo mais elevado de manutenção do estoque. então você não precisa estocar tanta comida na sua casa. a níveis baixos é receber os produtos no momento certo. 20% dos itens do estoques totalizam 80% do custo do estoque. ou seja. É comum classificar os estoques de uma empresa pelo princípio de Pareto 80/20. Questões competitivas: há situações nas quais um bom cliente pede entregas rápidas e regulares. juntar) as cargas para uma determinada região ou cliente. em geral.

sob pena de assim não fazendo. A compreensão da inter-relação entre decisões sobre as instalações da rede logística.com. Para você melhor entender. mesmo que isso eleve temporariamente o custo total. transportes e estoques é fundamental para a logística integrada. é bom lembrar que as estratégias de estoque também são opções políticas da empresa. couro para sapatos. • Estoques de produtos em processo – “são os produtos que estão no meio da fábrica”. Saiba mais: que tal aprendermos mais sobre estoques em vídeos? Dê uma olhada neste interessante vídeo do SEBRAE sobre os estoques. pois a velocidade com que as mercadorias são recebidas é usualmente diferente da velocidade com que são consumidas.: pneus para automóveis. mas ainda não estão acabados. A CLASSIFICAÇÃO DOS ESTOQUES Como os estoques constituem parcela considerável dos ativos da empresa. Já deixei aqui os três links disponíveis: Fonte: http://www. vamos fazer uma analogia com uma caixa d´água: Se a velocidade de entrada de material no estoque é maior do que a velocidade de saída. o estoque aumenta. Ex. no final da cadeia de suprimentos. Produtos que entraram no processo produtivo. No contrário. Assim. perde-los para a concorrência.estoque específico para atender a esse(s) cliente(s).sebrae. o estoque diminui. Conseguir a igualdade na velocidade de entrada/saída de materiais é o grande objetivo e desafio da filosofia just in time. . eles recebem um tratamento contábil minucioso. Se a velocidade de entrada de materiais for igual à velocidade despachada. se a velocidade de entrada de material no estoque é menor do que a velocidade de saída. Os estoques têm a função de funcionarem como reguladores do fluxo de negócios.br/customizado/tv-sebrae/orientacaoempresarial/negocios-solucoes Gestão dos estoques Você deve estar se perguntando: como gerir um ativo tão importante numa empresa? Hoje. adubo para agricultura. o estoque mantém-se constante. Políticas de estoque adequadas são essenciais para a obtenção de uma vantagem competitiva no serviço ao cliente ou para neutralizar um diferencial competitivo da concorrência. o estoque é visto como um recurso produtivo que. criará valor para o consumidor final. Para efeitos contábeis. eles são classificados em cinco grandes categorias: • Estoques de matérias primas – são todos os itens utilizados nos processos de transformação em produtos acabados.

• Estoques de produtos acabados – são os produtos finais prontos para entrega ao consumidor. Por exemplo: • Quanto maior o estoque. Procure o livro “Introdução à Logística” da profa. maior a área necessária. cada um destes custos: 1) Custos proporcionais aos estoques São os custos que crescem com o aumento do estoque médio. estoque de segurança. • Estoques em consignação – materiais que são do fornecedor até que sejam vendidos. • Estoques em trânsito – materiais que foram despachados de uma unidade fabril para outra. • Quanto maior o estoque. etc. maior o aluguel. dólar.) Aprofundando o conhecimento: Agora. ponto de encomenda. Podemos classificar os custos de manter estoques em três grandes categorias: • Custos diretamente proporcionais aos estoques • Custos inversamente proporcionais aos estoques • Custos independentes da quantidade estocada Vamos examinar. Custos dos Estoques e o Lote Econômico de Compra Estoques custam dinheiro. cobertura de estoques. Abra-o na página 29 a 37 e leia o assunto sobre a gestão de estoques e seus cálculos sobre: giro de estoque. maior o número de pessoas e equipamentos para manusear o estoque. . • Quanto maior o estoque. classificação ABC. Mônica Maria Silva. estoques Máximo e quantidade a encomendar.: greve) • Para proteger-se contra aumentos de preços (matérias primas. pois manter estoques acarreta custos às empresas. Resumindo: Os estoques inventários são mantidos para • Atender prontamente ao cliente • Alcançar economias de escala na produção • Proteger-se contra a inflação • Proteger-se contra as incertezas da demanda e no tempo de entrega • Proteção contra contingências (ex. maior o capital investido. então. eu sugiro que você redirecione sua leitura para a BIBLIOTECA DIGITAL.

2) CUSTOS INVERSAMENTE PROPORCIONAIS AOS ESTOQUES São os custos que diminuem com o aumento do estoque médio. onde: CA= somatório de todos os custos relacionados à armazenagem (manuseio. perdas. etc.: se afirmamos que Cc= R$ 0.45 unidade/mês é o mesmo que dizer que uma unidade estocada durante um mês custa R$ 0. Todos esses custos são também chamados de custos de carregamento (Cc) – do termo em inglês carrying costs.70 unidade/semestre ou R$ 5.45.) Assim: Cip = custos inversamente proporcionais N = número de pedidos . Ex. Onde: Cc é o custo de carregamento.40 unidade/ano. seguros). As despesas que compõem o custo de obtenção incluem: mão de obra (emissão e processamento do pedido). É comum a divisão destes custos em duas subcategorias: • Custos de capital • Custos de armazenagem O Custo do capital é dado por C=i*P Onde: i = taxa de juros P = preço e compra ou custo de fabricação.).• Quanto maior o estoque. obsolescência. maior a cobertura do seguro. custos indiretos (telefonemas. energia. O custo de armazenagem é dado por: CA. material utilizado na confecção do pedido (papel. selos. ou R$ 2. Quanto mais vezes comprar (ou se preparar a fabricação). menores serão os estoques médios e maiores serão os custos decorrentes dos processos de compras (ou de preparação). etc. envelopes.

teremos os custos totais decorrentes da necessidade de se manter estoques (CT) Vamos a um exemplo 1: Determinar o custo total anual de manutenção dos estoques de uma empresa que comercializa um produto. o custo do aluguel de um galpão.Cp = custo do pedido ou também chamado de custo de obtenção Cip=n*Cp O número de pedidos (n) também pode ser dado por: Exemplo: se dissermos que Cip é R$ 15. Ele geralmente é um valor fixo.000 unidades. 3) CUSTOS INDEPENDENTES Os custos independentes são aqueles que independem do estoque médio mantido pela empresa. como. independe da quantidade estocada.00/pedido significa que cada pedido de obtenção custa em média R$ 15.00. 4) Custo Total Se somarmos os três fatores de custo analisados até aqui. Também são chamados de custos fixos. cuja demanda anual é de 40. por exemplo. É medido por R$/mês e é representado por CI. ou seja. independente da quantidade estocada. .

os custos anuais de armazenagem são de R$ 0. Então. o LEC.200 e 1.00/unidade a.000 unidades ano. ou Lote econômico de Compras.O produto é comprado por R$ 2. Solução: D = P i = 24% Ca = Ci = Cp = R$ 25.000 a.00 a unidade.00/pedido = 40. 1. é a solução . Calcule o Custo Total de estocagem para lotes de compra de 1. O Lote econômico de compra Suponhamos que o abastecimento de determinado material seja feito à razão de 20. 0. Os custos de obtenção são de R$ 25. → R$ R$ 0.000. a. Como será a compra ideal deste material? Faremos compras em parcelas mensais.80/unidade 150. trimestrais ou semestrais? Se comprar todo dia é impraticável.00. Numa taxa de juros corrente no mercado de 24% ao ano.00/ano a.400 unidades. se comprarmos uma única vez vai depender de termos capacidade de armazenamento suficiente.24 unidades/ano 2.80/unidade e os custos fixos anuais para este item no estoque são estimados em R$ 150.00 por pedido.

R$ R$ → 40. levanta algumas críticas de vários autores: 1) O modelo pressupõe demanda constante durante o período em estudo. Vamos calcular o LEC do exemplo 1: D Cp = Ca = i = 24% P = 2. 0.80/unidade a. aluguel de área ocupada dependem de rateios discutíveis e 3) certos custos como de obsolescência são intangíveis (difíceis de mensurar). a.para encontrarmos uma quantidade ideal. o que é utópico.00/pedido 0. a. como carregamento.24 .00/unidade = a. Se formos representar o LEC em um gráfico. ele teria esse aspecto: A fórmula do LEC é dada por: Onde: Cp = Custo de obtenção D = demanda Ca = Custo de armazenagem I = taxa de juros P = preço de compra O modelo do LEC. no entanto.000 25. de maneira a minimizar o custo total de reposição. 2) O levantamento de alguns custos.

seleção de pedidos. serve para proteger os produtos durante os processos de movimentação. facilita o transporte das cargas. Aproveite! Dentro do depósito. Além disso.br/2008/09/16/cargapaletizada-calculo/ Assim. agrupados de modo a atender às necessidades dos pedidos. principalmente). Há uma parte significativa no dispêndio com materiais de armazenagem e movimentação (maquinário. a armazenagem. a eficiência é alcançada por meio da unitização. criando um pacote de grandes dimensões. Dê uma olhada no link a seguir:http://www. separados. . manuseio e embalagens são partes integrantes da integração das atividades logísticas. Atualmente. Saiba mais: veja aqui como calcular a cubagem em volume e tonelagem de uma carga paletizada emhttp://logisticabr. a armazenagem. o manuseio de materiais e embalagens simplifica e aumenta a rapidez do fluxo de produtos ao logo da cadeia logística. montagem de produtos. consolidação de cargas para transportes. em vez de várias unidades pequenas.slideshare. enquanto os produtos ainda estão armazenados: separação. e. em alguns casos. Selecionar um depósito de armazenagem envolve mais do que apenas selecionar um local para armazenar o estoque da empresa. manuseio de materiais e embalagens Embora não tão importantes do ponto de vista estratégico quanto os recursos anteriores mencionados (projeto de rede. ou seja.blog. e. há operadores logísticos especializados em armazenamento dos mais variados produtos – uma opção interessante para empresas que não desejam gastar seus recursos com essas atividades.terra. são executadas várias tarefas.com. as informações. Dentro do depósito. o manuseio inadequado pode gerar avarias de produtos. Saiba mais: Entenda um pouco das atividades que acontecem em um armazém que terminam por agregar valor à cadeia de suprimento: cross docking. Esse procedimento facilita as operações de movimentação. transportes e estoques). há várias atividades importantes de manuseio: os produtos devem ser recebidos.Armazenagem. movimentados. Saiba mais: disponibilizei slides sobre decisões de escolha de ferramentas para movimentar materiais. juntar garrafas e caixas menores em unidades maiores como forma de facilitar o manuseio. ao mesmo tempo. merge in transit e transit points.net/azevedoac/movimentacao-de-materiais No manuseio de cargas. E quando realizado de maneira insatisfatória. sequenciamento. Deixei esse slide aqui para você dar uma olhada. quando efetivamente integrados às operações logísticas.

por exemplo.br) As previsões Alguns autores destacam as previsões como recursos logísticos (Bowersox e Closs.br/aguiasistemas/produtos. p. 2006). As técnicas causais. Identificados os componentes individuais de previsão. Técnicas baseadas em séries temporais concentram-se inteira¬mente em padrões históricos e alterações desses pa¬drões. Previsões qualitativas são elaboradas mediante pesquisas. as técnicas baseadas em séries temporais assumem que o futuro é similar ao passado. Uma técnica qua¬litativa pode considerar o passado ou não.aguiasistemas. Essa premissa implica que os padrões de demanda existentes continuem no futuro. há três tipos de técnicas de previsão: qualitativa. ao passo que outros a tratam como elemento do planejamento da logística (Taylor. tal premissa é razoavelmente correta a curto prazo. vendidas e expedidas. As proje¬ções de vários períodos podem ser consolidadas para fins de análise e de relatórios. As seções seguintes apresentam detalhadamente as técnicas baseadas em séries tempo¬rais e causais. (2) padrões cíclicos.com. No . painéis e reuniões para se chegar a um consenso. 2001). Técnicas Baseadas em Séries Temporais: Técnicas baseadas em séries temporais são métodos estatísticos que usam dados históricos de vendas representativos de relações e tendências estáveis. a previsão de entregas semanais ou mensais de um produto. Podem ser representadas em unidades ou em valores monetários e podem ser elaboradas por item. usam variáveis explicativas ou independentes para descrever uma relação entre um evento importante e suas principais causas. e são bastante dispendiosas em termos de custo e tempo. de séries temporais e causais. não são os mais apropriados para a logística. São ideais para situações em que há pequena disponibilidade de dados históricos e em que deve ser explorada a capacidade de julgamento gerencial. para você entender o papel das previsões na logística. como as técnicas de regressão. por clien¬te ou por grupos de itens e de clientes. para gerar previsões. 2005) ou como elemento das estratégias de estoques (Ballou.Saiba mais: Conheça exemplos de fornecedores de materiais especializados em movimentação de materiais: Águia sistemas (http://www. Técnicas Qualitativas: As técnicas qualitativas baseiam-se fortemente na experiência e no conhecimento especializado. Geralmente. As técnicas qualitativas usam informações como opiniões de especialistas e dados especiais para prever o futuro. a partir de determinado centro de distribuição. portanto. Uma previsão típica da área de logística é. em função do longo tempo que absorvem. Os métodos qualitativos. oriundos de equipes de vendas como base para as previsões de uma nova região ou de um novo produto. São usadas para identificar: (1) variações sistemáticas resultantes de fatores sazonais. elas orientam o planejamento e a coor¬denação de sistemas de informação logística. De qualquer forma.com.esmena.215).php) e Esmena (www. Tipos de Técnicas Segundo Bowersox e Closs (2001. Um exemplo é o uso de dados de entrada. contudo. Previ¬sões são projeções de valores ou quantidades que pro¬vavelmente serão produzidas. (3) tendências e (4) taxa de variação dessas tendências. essas técnicas são mais apropriadas para este tipo de planejamento. e.

A previsão causal ou por regressão funciona bem quando pode ser identificada uma variável representativa (como a temperatura. O coeficiente de correlação (r2). ocorrem geralmente em função da temperatura. Menores temperaturas incentivam aumentos de vendas. para identificar quando estas alterações terão início. a menos que os padrões da demanda sejam razoavelmente estáveis. a técnica tem o nome de regressão simples. define o grau de associação entre duas ou mais variáveis. o consumo de café cai 450 xícaras (0. para cada grau de au¬mento de temperatura (aumento de 1 do valor de x). Neste exemplo.000 xícaras). o padrão da demanda tam¬bém se altera substancialmente. calculada por regressão linear. A relação quantitativa. . as necessidades de café. a informação pode ser usada eficazmente para realizar previsões. por exem¬plo. O uso de mais de uma variável explicativa recebe o nome de regressão múltipla. Quando pode ser identificada uma boa relação entre duas ou mais variações (como aquela entre temperatura e consumo de café). elas são incapazes de prever estas mudanças. Se a previsão de um produto é baseada numa única variável explicativa. açúcar e leite podem ser determinadas antecipadamente com o auxílio da previsão do tempo.45 x) mostra que. Técnicas Causais: A previsão por regressão esti¬ma as quantidades vendidas de cada produto com base em outras variáveis independentes. devem ser consideradas outras abordagens. tendo a temperatura como variável independente. Neste exemplo. A equação de regressão (y = 49. é mostrada no fim da Tabela. Quando a taxa de crescimento ou a tendência mudam significativamente. durante uma partida de futebol.entanto. Como as técnicas baseadas em séries temporais utilizam padrões históricos de demanda e médias ponderadas de dados. Portanto. neste caso). conjuntamente. essas técnicas não geram previsões precisas. No entanto. A tabela está logo abaixo para você conferir. Os autores Bowersox e Closs (2001) apresentam uma tabela. mostrando as temperaturas e o consumo de café durante doze jogos em duas temporadas.450 x 1ºF x 1. essas situações não são muito comuns na logística. xícaras. As vendas de café num estádio. incluído nor¬malmente na análise de regressão. O valor de r2 pode variar de 0 a 1.775 .0. a variação de tempera¬tura explica 88% da variação no consumo de café. sendo que o valor 1 indica que as variáveis dependentes e independentes correspondem perfeitamente.

é importante notarmos como ela pode ser integrada. para transferência de propriedade ou agregação de valor. Uma empresa não tem o que vender se não for capaz de atender. A logística pode ser vista como a competência que vincula a empresa a seus clientes e fornecedores. Procure pelo livro de Ballou “Gerenciamento da cadeia de suprimentos/logística empresarial. é iniciado um fluxo de bens de valor agregado que resulta. para alcançar essas exigências satisfatoriamente. de maneira consistente.” e leia o capítulo 2 “Estratégia e planejamento da logística/cadeia de suprimentos” da pág.Resumindo. 49 a 67. você deve parar a leitura da web aula e abrir a biblioteca digital ou ir na biblioteca do seu pólo. e sobre eles. Assim. A ideia da logística integrada pode ser ilustrada na figura abaixo. previsões e pedidos. 5ed. fluem pela empresa na forma de atividades de vendas. Aprofundando o conhecimento: A partir de agora. a logística existe para que o estoque seja posicionado no momento e no local certo. o processo tem duas ações inter-relacionadas: fluxo de materiais e fluxo de informações. às exigências de prazos e lugar. por fim. 616p. No momento do suprimento de produtos e ma¬teriais. As informações são filtradas em planos específicos de compras e de pro¬dução. . Assim. Porto Alegre: Bookman. As informações recebidas de clientes. A LOGÍSTICA INTEGRADA Agora que você já compreendeu quais são as atividades principais da logística. na transferência de propriedade de produtos acabados aos clientes. o trabalho da logística deve ser executado de maneira integrada. 2009.

Percebam que o fluxo de materiais avança em uma direção na cadeia de suprimento. depósitos e lojas de varejo. Apoio à manufatura A área de apoio logístico à manufatura concentra-se no gerenciamento de estoque em processo. Suprimento O suprimento abrange a compra e a organização da movimentação de entrada de materiais.zi p O Fluxo de Materiais O gerenciamento operacional da logística abrange a movimentação e a armazenagem de materiais e produtos acabados. os materiais ganham valor na medida em que avançam no fluxo de produção/distribuição até chegar ao cliente. mostrando como uma logística integrada pode gerar vantagem competitiva! http://www. componentes e estoques em processo. para as fábricas ou montadoras. A principal responsabilidade logística na manufatura é participar da formulação do PMP (plano mestre de produção) e providenciar a disponibilidade em tempo hábil de materiais.br/Publicacoes/CentralDeCases/Documents/Panarello. Assim.espm.PANARELLO Aprofunde o conhecimento: leia o caso da Panarello. Essa área da logística também é conhecida como compras. devido às incertezas dos pedidos dos clientes neste último.Estudo de caso . de peças e de produtos acabados dos fornecedores. O apoio à manufatura é menos propenso a variações do que na distribuição física. . Percebam que o apoio logístico à manufatura difere do apoio logístico à distribuição física. As operações têm início com a expedição inicial de materiais ou componentes por um fornecedor e terminam quando um produto fabricado ou processado é entregue ao cliente. à medida em que este flui entre as fases de fabricação. a partir da compra do produto no suprimento.

Tierney. 60. Business Week. Sem informação precisa. era difícil marcar consulta na unidade de neurologia do Columbia Presbyterian Hospital. É pelo processo de distribuição física que o tempo e o espaço do serviço ao cliente se tornam parte integrante do marketing. "Para permanecerem competitivos". o apoio à produção e o suprimento executem o trabalho real da logística. James J. faz sentido que a tecnologia de informa¬ção possa melhorar a eficiência". p. . o sistema alerta automaticamente quanto a prováveis problemas. ele fez uma anotação em seu computador: solicitar uma punção da coluna vertebral na próxima vez que a condição cardíaca crônica do paciente o trouxer à emergência do hospital municipal de New York.Distribuição física São todas as atividades que vinculam os fabricantes. Com isto. John. O caso exemplifica de que maneira a reestruturação dos hospitais com redes sofisticadas de computadores pode ajudar na cura de uma das piores doenças da medicina: a ineficiência. “Até 40% dos custos hospitalares totais são incorridos na geração e no armazenamento de informações. O Fluxo de informações Tudo em ordem até aqui? Para ilustrar esse assunto. como reações alérgicas ou exames duplicados. os custos por paciente são $ 900 mais baixos. 14 June 1993. Assim. O Wishard atualmente exige que os médicos solicitem todos os medicamentos e tratamentos para os pacien¬tes via computador. conclui Tierney. o paciente retornou. os médicos costumam cometer menos erros e solicitar menos exames. precisava analisar o líquido de sua coluna vertebral. Fonte: CAREY. Apud Bowerxsox e Closs (2001. A disponibilidade do produto é parte vital do trabalho de marketing de cada participante do canal. 49) Embora a distribuição física. consultoras de cosméticos) dependem da disponibilidade de estoque para cumprir suas responsabilidades comerciais. William M. Publicado mediante permissão da McGraw-Hill. os médicos fizeram a punção da coluna vertebral. do Wishard Memorial Hospital de Indianápolis. atacadistas e varejistas em canais de marketing que forneçam disponibilidade de produtos aos clientes. Duas semanas mais tarde. E. p. Inc. a informação facilita a coordenação do planejamento e o controle das operações de rotina. vamos ler esse caso prático: A CURA DA INEFICIÊNCIA HOSPITALAR O Dr. Assim. Até mesmo aqueles intermediários que normalmente não possuem estoques (exemplo. Dessa maneira. o esforço despendido pelo sistema logístico pode ser em vão. Para descobrir se a contusão de seu paciente era um sinal de doença neurológica. "os médicos têm realmente que entrar na mídia eletrônica". Todavia. The technology payoff. sempre bastante ocupada. Cimino tinha um problema. lendo a observação de Cimino (armazenada com os registros do paciente no sistema do hospital). Portanto. afirma o Dr.

Coleção COPPEAD de Administração. Porto Alegre: Bookman. P. K. Atlas. Figueiredo. apoio à manufatura e suprimento.. 2001. Esses fluxos de informações englobam 1) o gerenciamento de pedidos. Gerenciamento da cadeia de suprimentos/logística empresarial.. a informação logística abrange dois tipos principais de fluxos: fluxos de coordenação e fluxos operacionais.. 4) o gerenciamento de estoque. TAYLOR. mas não deve ser perseguida em prejuízo da integração total da logística. São Paulo. Os fluxos operacionais estão relacionados com o gerenciamento de operações para receber. Referências: BOWERSOX. D. 616p. . A localização das instalações deve ser estabelecida. processar e expedir o estoque para os clientes.. 350p. David A. 2009. Wanke. 2) as limitações da capacidade. F. SP: Atlas.J. 3) os estoques. 6) o suprimento. BALLOU. A coordenação trabalha para executar planos que especifiquem os 1) objetivos estratégicos. D. o estoque posicionado e (quando necessário) devem ser realizadas atividades de armazenagem. 3) as operações de distribuição.. Closs. mas as necessidades operacionais estão ligadas ao trabalho de rotina da logística. existe uma tendência natural para a concentração funcional.) São Paulo. FLEURY. F. P. (Tradução: Equipe do Centro de Estudos em Logística e Adalberto Neves. Fiquem à vontade! Basta clicar aqui para ir ao ambiente wiki. 4) as necessidades de fabricação. estamos chegando ao final de nossa web aula. 5) o transporte e expedição e. Logística Empresarial: O Processo de Integração da Cadeia de Suprimento.De acordo com a figura anterior. Logística na cadeia de suprimentos: uma perspectiva gerencial. 5) as necessidades de suprimento e 6) as projeções. O objetivo maior das informações operacionais é fornecer os dados minuciosos necessários para uma execução integrada de operações e distribuição física. Os fluxos de coordenação servem para integrar atividades específicas de planejamento dentro da empresa para facilitar o desempenho integrado. 2) o processamento de pedidos. o transporte providenciado. Já pensou como seria sua vida sem a logística? Bom. Para concluir o estudo da Unidade As atividades da logística têm uma natureza funcional. 2009. São 5ed. Ronald H.J. as informações obtidas e compartilhadas. Paulo: Pearson. manuseio de materiais e embalagem. Logística Empresarial: A Perspectiva Brasileira. 2000. Como o escopo da logística é extremamente minucioso e complexo. finalmente. dando pouca consideração à forma como uma área de trabalho afeta outra. Estes fluxos de planejamento e coordenação fornecem informações relacionadas com o planejamento de atividades. A orientação tradicional tem sido executar cada tarefa funcional da melhor maneira possível. A excelência funcional é importante. Deixei disponível para vocês um espaço para que possam postar algum estudo de caso que vivenciaram trabalhando ou vivenciando a logística.

a partir de agora iniciar nossa disciplina e fórum de Operações e Logística no curso de Administração VI semestre. Como ponto de partida. Na logística empresarial temos alguns assuntos que são essenciais sua compreensão para o bom desenvolvimento de nossas atividades. ou seja. espero que seja relatado contribuições práticas deste processo as empresas. proponho uma discussão acerca do tema "Supply Chain Management". Muito mais do que conceitos.Vamos. "Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos". .

. .907J89...43..84  29.8./48  2-47.3.39/4.4507./485./4895.8389.03.4 /0 ./0/0705708039.F8/02..248./H2.425:9..4288902./4708 /0 .97.3/.770.88.8 047E1.F29..7.2039. /893.748 .4/4574-02./0/0..27.08 :2 7..7.4:574/:4  2082434 . 4 2.808 /0/.70802 8:.8 7089708 /0 /02.08 ..424480703. E70. 089.  87089708-E8. ..  .25.8/10703./.89./48  5.F8 /./0/08:5720394  8 8419.5.. 2.4/0389.2.7.073.38107H3.. /F.7 5..438:947.8 5./439073.3/.:/..9. 70../4708 /0-..3/.5..3/.70..70248.3/0 32074 /0 1077.8 34 84  30890 .43.:84 4: 34 /0 .8 /49.7.03/.:8948 /0 08946:0 6:0 0894 2.425:9.892./48 :8:. /4 90254 /0 089:/48/04.425:9..389..8.:8948 0 70897084507.20390/0/489548 W..4:047E1.708 /0 4.0884.47../4 3.8.86:. 43.8 -.4 89.8 /10703.97.4 A46:0. 48. 2E2.4..8 46:01./48/070/084J89.08 7E1.7.2 4 32074 2E24 /0 389.../20384085.F8 /0 203:8  ./..89483.5488-/.80:7  ##%$!# $ 08/0 .43974.8025708..02 048.394  ..3/:4:84.8 ./48 708:9.2-F2.  .5.425:9...  .808 5.7707.././48  /20384 902547.8 ././48 !7.5.  1070.8/0/.7 0 .08 ./4708 2. 2.4  3. :9.3/0 2. 4: ./01077./48.08 6:0 54/02 ./0 .431472024897.0884.. 34 -02 97.8573.86:09473. :9././.2-.4207.4390.5.203945...8 02 1:34/0 2.438/07.8/..7../04.3908/0.43. /0   E 089.0.748708:9..4.8 -.9.088.9...43.2039070897948  ....7209748 74/..8 7089708 /0 3J..48 6:0 705708039.4:/08:547905O8 .5.8 ..0/097.800973.03970008 089E3. 0  20348 -E8..43.4/0389.9O748 &2.F8 /..2039094/48.5488:0224/04857F /090723.7039020390 02 1:34 /..020492.. 5..8 70../.4248 .029. :2.039020390  /0548 /.708 3089.:/. .7.4:97./0 /0 24/0.2 4 90254 2E24 /0 . 29./48007.2039. 3.857O2.41079.3/0 5.9./...  84508842:9..8 507293/4.08.8.3E802..42:2F ./48  .-. /0 /02./48 ./48 ...0.97.40.0834207./4708 948F748 54/0 80907.3..04.0./..4 /4 089:/4 /0 4.. 03970 :2./0 6:029..20394/.317.:8948/097.88..8.2 39071.20390:9.7.7.0/47..81E.4257.8.4 /0 .708 /0 4...:2.420.6:8405705.9:.8.8:.8/0-.F8/.0257080390848705708039...80.3854790 8:5720394 /897-:4 097.48/0/.43.790/48 88902.4/48708:9./0/0 .20390 0894 /8543J.-47/.3/082.9..2481:48/0574/:948. W.4/488902.02/07../48 /0 574.4.7.02  ..20390 /94  /4 9703.8  .8 $424/04803F7.3:804 5705./08 5.42:3/.8/0/20380857E9.:8..4 /.882:2./.208  4 2:94 70.0 /0 807..89.47 /1..9.49.848574-02...8 6:0 29.  :9.72.4574-02..390.884..5.:8948/0 ..70.903/07 .8 14730.5.48208248574/:948/8543J. /0 /02.8 /0 089:/48 /0 4.8E801.48 O748 4. &$ .2039057080390348089:/48/04. 5048 8419.8/024/0.425:9. .43.4 2.2 /0803.803.4  47. /090723.8 /0.8 6:0 29.42:3.  4 039.7..25045704 '.7424/04 3850././0/.9.4/48/.2 7..42.87089708/0.424 .47.8 /0 8419.22.903/20394 ..701.8820.2/0&$ ..:8948/0./4708 50884.08 . 8:.3/. 43.3/08  ./0 6:08005..97.88407.7.4 57457.7...97.2039.1:7.  8 8419.8 /1.

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