Você está na página 1de 67

Interferências

Carlos Reis FEEC-Unicamp

Interferências Carlos Reis FEEC-Unicamp

Situação típica

circuito: carga sinais de baixo nível ruído irradiado controle ruído
circuito:
carga
sinais de baixo nível
ruído
irradiado
controle
ruído

conduzido

Fonte de ruído

 

Canal de acoplamento

 

Receptor

Fonte de ruído   Canal de acoplamento   Receptor
Fonte de ruído   Canal de acoplamento   Receptor

Identificando os elementos envolvidos

Fonte de ruído

 

Canal de acoplamento

 

Receptor

Fonte de ruído   Canal de acoplamento   Receptor
Fonte de ruído   Canal de acoplamento   Receptor

Arco voltáico que ocorre nas encovas do motor

Condução nos fios que alimentam o motor e irradiação a partir desta fiação.

Circuito processando sinais de baixo nível

Fundamentos

campo elétrico 1 2 V Z
campo elétrico
1
2
V
Z

V

C 1 2 Z circuito equivalente
C
1
2
Z
circuito equivalente

Fundamentos

campo i magnético 1 2
campo
i
magnético
1
2
1 M 2 i
1
M 2
i

V

circuito equivalente

Principais mecanismos de interferência

Principais mecanismos de interferência Fonte de ruído • Acoplamento capacitivo • Acoplamento indutivo Receptor •

Fonte de ruído

Principais mecanismos de interferência Fonte de ruído • Acoplamento capacitivo • Acoplamento indutivo Receptor •

Acoplamento capacitivo

Acoplamento indutivo

ruído • Acoplamento capacitivo • Acoplamento indutivo Receptor • Condução através de impedância comum

Receptor

Condução através de impedância comum (Aterramento)

Acoplamento capacitivo

ε Φ 0 ε 0 ∫ E = q E ⋅ d s = q

ε Φ

0

ε

0

E

= q

E d s = q

ε Φ 0 ε 0 ∫ E = q E ⋅ d s = q “

“ O fluxo do campo elétrico através de uma superfície fechada é determinado pela carga que a superfície encerra”

Carl Friedrich Gauss

Acoplamento capacitivo

Um condutor passa próximo a uma fonte de ruído, capta este ruído e o transporta para outra parte do circuito. Um caso muito comum é o descuido com a fiação da fonte de alimentação.

do circuito. Um caso muito comum é o descuido co m a fiação da fonte de
do circuito. Um caso muito comum é o descuido co m a fiação da fonte de
do circuito. Um caso muito comum é o descuido co m a fiação da fonte de

Quando a impedância equivalente na entrada do receptor é predominantemente resistiva,

a amplitude da tensão de ruído captada através de acoplamento capacitivo é proporcional

à freqüência do ruído, à amplitude do ruído, à resistência equivalente no entrada do receptor e à capacitância equivalente de acoplamento.

do receptor e à capacitância equivalente de acoplamento. Vc = ( j ω R C )

Vc = ( j ω R C ) V

Será o caso deste circuito se: V C 1 ( R3 / / R 4
Será o caso deste circuito se:
V
C
1
(
R3 / / R 4
)
j ω C + C i n
(
)

Quando a impedância equivalente na entrada do receptor é predominantemente capacitiva, a amplitude da tensão de ruído captada através de acoplamento capacitivo é independente da freqüência do ruído e tem amplitude maior do que no caso anterior.

C Vc ⎛ = ⎜ ⎝ ⎞ C C i n + ⎟ ⎠
C
Vc
= ⎜ ⎝
C C i n
+
⎟ ⎠

V

V

Será o caso deste circuito se: C 1 ( R3 / / R 4 )
Será o caso deste circuito se:
C
1
(
R3 / / R 4
)
j ω C + C i n
(
)

No caso em que a distância entre os condutores é maior que 3 vezes o diâmetro ( D>3d ):

d D
d
D

ε =

πε

2D

12

8, 85 10 [ F / m ]

×

C

=

[ F / m ]

ln

⎜ ⎝

d

⎟ ⎠

0 dB corresponde à atenuação no caso em que D=3d.

m ] ln ⎜ ⎝ d ⎟ ⎠ 0 dB corresponde à atenuação no caso em
Carlos Reis FEEC-Unicamp 12
Carlos Reis
FEEC-Unicamp
12

Medida da capacitância entre dois fios enrolados:

d=0,25mm (AWG 30)

Neste caso, como D<3d:

C

Resultados:

Medida: C=70 pF/m Cálculo: C=28pF/m

!?

Discrepância ?

• Imprecisão em d e D

ε εo

Discrepância ? • Imprecisão em d e D • ε ≠ ε o Carlos Reis =

Carlos Reis

=

πε

co s h

1

⎜ ⎝

D

d

⎟ ⎠

[ F / m ]

L=7cm

D/d 1,5

FEEC-Unicamp 13
FEEC-Unicamp
13

A interferência causada por acoplamento capacitivo pode ser facilmente observada

por acoplamento capacitivo pode ser facilmente observada Ponta do scope: 10M Ω // 8pF 14 Onda

Ponta do scope:

10M// 8pF

14
14
pode ser facilmente observada Ponta do scope: 10M Ω // 8pF 14 Onda quadrada 5Vpp, 180Hz

Onda quadrada 5Vpp, 180Hz

Carlos Reis

FEEC-Unicamp

A tecnologia contemporânea não tem solução (implementável no chip) para problemas como este:

(implementável no chip) para problemas como este: Barramento rápido de dados Conversor A/D Barramento
(implementável no chip) para problemas como este: Barramento rápido de dados Conversor A/D Barramento

Barramento

rápido de

dados

Conversor

A/D

Barramento rápido de dados Sinal analógico
Barramento
rápido de
dados
Sinal
analógico
Buffer / Latch Conversor A/D
Buffer / Latch
Conversor
A/D

Um atenuante ao problema

Sinal

analógico

Tem cura doutor ?
Tem cura
doutor ?

Cuidados no layout

Identificar pontos e linhas de baixa impedância onde podem existir sinais de alta freqüência e afastar estes pontos e linhas de pontos de alta impedância cujos sinais tenham amplitudes da mesma ordem de grandeza que os sinais captados.

Acrescentar caminhos de baixa impedância em alta freqüência nas trilhas das fontes de alimentação e de outras trilhas que tenham potenciais fixos, como é o caso de fontes de referência de tensâo.

CI CI Plano de terra Plano de terra
CI
CI
Plano de terra
Plano de terra

Capacitores eletrolíticos e de filmes plásticos têm uma indutância própria razoavelmente alta. Portanto, devem ser evitados num desacoplamento de alta freqüência, embora sejam adequados para baixas freqüências. São melhores para esta finalidade os capacitores cerâmicos monolíticos. Uma solução adequada é associar um capacitor de Tântalo em paralelo com um cerâmico monolítico.

Blindagem (shield)

Vy=0 Qx Qy=0 Vx
Vy=0
Qx
Qy=0
Vx

Qx não pode criar cargas no interior de uma superfície fechada metálica

Blindagem (shield)

Vr

Crb Cbz i r Z I z =0
Crb
Cbz
i r
Z
I z =0

vr

Admitindo que a blindagem tem impedância nula, a corrente na carga Z é nula.

Blindagem (shield)

Quando o receptor está isolado do terra (impedância infinita) e a blindagem está aterrada, a isolação do receptor é perfeita.

receptor Vx Vr
receptor
Vx
Vr

Como não flui corrente no receptor, seu potencial é o mesmo que o da blindagem (zero).

Vx = 0

Blindagem (shield)

Quando parte do receptor está fora da blindagem e a blindagem está aterrada, a isolação do receptor é apenas parcial.

receptor Vx Vr
receptor
Vx
Vr

Vx

=

Csr

Cs r C sb Cso

+

+

Vr

Blindagem (shield)

Quando a blindagem não está aterrada, seu efeito é praticamente desprezível.

receptor Vx Vx = Vr
receptor
Vx
Vx
=
Vr

Csb.Crb

(

Csb.Crb C so Csb C rb

+

+

)

Vr

Blindagem (shield)

A blidagem deve ser conectada ao potencial de referência do sinal que está protegendo.

Vr Z
Vr
Z

Multiplos segmentos da malha de blindagem, protegendo um mesmo receptor devem ser conectados ao mesmo potencial.

Vr

de blindagem, protegendo um mesmo receptor devem ser conectados ao mesmo potencial. Vr Z Carlos Reis
de blindagem, protegendo um mesmo receptor devem ser conectados ao mesmo potencial. Vr Z Carlos Reis
de blindagem, protegendo um mesmo receptor devem ser conectados ao mesmo potencial. Vr Z Carlos Reis
Z
Z

PROCESSAMENTO

MEDIDAS

Blindagem (shield)

A blidagem deve ser conectada ao potencial de referência do sinal que está protegendo.

conectada ao potencial de referência do sinal que está protegendo. V1 V2 Vterra V3 Carlos Reis

V1

conectada ao potencial de referência do sinal que está protegendo. V1 V2 Vterra V3 Carlos Reis

V2

Vterra

conectada ao potencial de referência do sinal que está protegendo. V1 V2 Vterra V3 Carlos Reis

V3

conectada ao potencial de referência do sinal que está protegendo. V1 V2 Vterra V3 Carlos Reis

Blindagem (shield)

Conectar a blindagem em pontos distintos do “terra” é uma operação arriscada. Entretanto, há situações em que pode ser feito (será visto adiante).

i t Vs Vt Terra 1 Terra 2
i t
Vs
Vt
Terra 1
Terra 2

Blindagem (shield)

A blindagem não deve ser conectada a outro potencial que não seja o terra do sinal que protege.

outro potencial que não seja o terra do sinal que protege. Vr Vs Z O sinal
Vr
Vr

Vs

Z

que não seja o terra do sinal que protege. Vr Vs Z O sinal Vx é

O sinal Vx é afetado por Vr através do divisor de impedâncias C-Z.

Blindagem (shield)

Amplificação de um sinal de baixo nível produzido por uma fonte aterrada.

um sinal de baixo nível produzido por uma fonte aterrada. Corrente de ruído contamina o sinal

Corrente de ruído contamina o sinal

ATERRAMENTO: RUIM

produzido por uma fonte aterrada. Corrente de ruído contamina o sinal ATERRAMENTO: RUIM Carlos Reis FEEC-Unicamp

Blindagem (shield)

Amplificação de um sinal de baixo nível produzido por uma fonte aterrada.

ATERRAMENTO: RUIM
ATERRAMENTO: RUIM

As fontes de ruído Vcm e Vt produzem uma componente resultante de ruído no sinal

Blindagem (shield)

Amplificação de um sinal de baixo nível produzido por uma fonte aterrada.

A fonte de ruído Vcm contamina V2 e V1 de forma assimétrica. ATERRAMENTO: RUIM
A
fonte de ruído Vcm contamina V2
e
V1 de forma assimétrica.
ATERRAMENTO: RUIM

Blindagem (shield)

Amplificação de um sinal de baixo nível produzido por uma fonte aterrada.

A fonte de ruído Vcm afeta V1 e V2 praticamente da mesma maneira. ATERRAMENTO: BOM
A fonte de ruído Vcm afeta V1 e V2
praticamente da mesma maneira.
ATERRAMENTO: BOM

FEEC-Unicamp

Carlos Reis

30

Blindagem (shield)

Amplificação de um sinal de baixo nível com o amplificador aterrado.

As fontes de ruído Vt e Vcm afetam V1 e V2 de maneira distinta. ATERRAMENTO:
As fontes de ruído Vt e Vcm afetam
V1 e V2 de maneira distinta.
ATERRAMENTO: RUIM

Carlos Reis

FEEC-Unicamp

31

Blindagem (shield)

Amplificação de um sinal de baixo nível com o amplificador aterrado.

As fontes de ruído Vt e Vcm afetam V1 e V2 de maneira distinta. ATERRAMENTO:
As fontes de ruído Vt e Vcm afetam
V1 e V2 de maneira distinta.
ATERRAMENTO: RUIM

Carlos Reis

FEEC-Unicamp

32

Blindagem (shield)

Amplificação de um sinal de baixo nível com o amplificador aterrado.

de um sinal de baixo nível com o amplificador aterrado . A fonte de ruído Vcm

A fonte de ruído Vcm afeta V1 e V2 praticamente da mesma maneira.

ATERRAMENTO: BOM

Carlos Reis

FEEC-Unicamp

. A fonte de ruído Vcm afeta V1 e V2 praticamente da mesma maneira. ATERRAMENTO: BOM

33

Blindagem (shield)

Amplificação de um sinal de baixo nível com o amplificador aterrado.

de um sinal de baixo nível com o amplificador aterrado . As fontes de ruído Vt

As fontes de ruído Vt e Vcm afetam V1 e V2 de maneira distinta.

ATERRAMENTO: RUIM

. As fontes de ruído Vt e Vcm afetam V1 e V2 de maneira distinta. ATERRAMENTO:

Blindagem (shield)

Configurações adequadas para o aterramento da blindagem.

Blindagem (shield) Configurações adequadas para o aterramento da blindagem. Carlos Reis FEEC-Unicamp 35
Blindagem (shield) Configurações adequadas para o aterramento da blindagem. Carlos Reis FEEC-Unicamp 35

Blindagem (shield)

Algumas conclusões

A blindagem de cabos é usada para eliminar interferências por

acoplamento capacitivo devidas a campos elétricos.

impedância para o terra.

A blindagem só é eficiente quando estabelece um caminho de baixa

Uma blindagem flutuante não protege contra inteferências.

A malha de blindagem deve ser conectada ao potencial de referência

(terra) do circuito que está sendo blindado.

Aterrar a blindagem em mais de um ponto pode ser problemático.

Acoplamento indutivo

“ Quando se faz o contato, aparece um rápido e muito pequeno efeito no galvanômetro;

“ Quando se faz o contato, aparece um rápido e muito pequeno efeito no galvanômetro; surge, também, ação

d Φ
d Φ

ε=−

B

dt

semelhante quando é desligada a bateria. Enquanto, porém,

a bobina é percorrida por uma corrente constante, não se

percebe nenhum desvio do ponteiro do galvanômetro, ligado

à outra bobina, embora a potência ativa da bateria seja muito grande ”

Michael Faraday

A corrente que circula num circuito fechado induz uma fem num outro circuito fechado próximo. A amplitude desta fem é proporcional à taxa de variação da corrente no circuito indutor.

dir Vx = M dt M : indutância mútua
dir
Vx
= M
dt
M : indutância mútua

Indutância mútua de duas espiras

Indutância mútua de duas espiras As espiras estão dispostas paralelamente a uma distância d [cm] uma

As espiras estão dispostas paralelamente a uma distância d[cm] uma da outra e têm áreas A1[cm 2 ]. e A2 [cm 2 ]. Quando a distância entre as espiras é grande, ou seja:

Então:

a distância entre as espiras é grande, ou seja: Então: d > Ai M ≅ 2

d > Ai

M

2

A1.A 2

d

3

[ n H ]

Se a corrente aplicada é senoidal:

i ( t ) = Io.s en (ω t )

A fem induzida será:

v ( t ) = M.Io.ω. co s (ω t )

5000 vezes 100cm 2 Resultados: Medida: v=103mVrms Cálculo: v=140mVrms 50cm 8A I(t) 5KHz Carlos Reis

5000 vezes

100cm 2
100cm
2

Resultados:

Medida: v=103mVrms Cálculo: v=140mVrms

5000 vezes 100cm 2 Resultados: Medida: v=103mVrms Cálculo: v=140mVrms 50cm 8A I(t) 5KHz Carlos Reis FEEC-Unicamp

50cm

8A
8A
5000 vezes 100cm 2 Resultados: Medida: v=103mVrms Cálculo: v=140mVrms 50cm 8A I(t) 5KHz Carlos Reis FEEC-Unicamp

I(t)

5KHz

5000 vezes 100cm 2 Resultados: Medida: v=103mVrms Cálculo: v=140mVrms 50cm 8A I(t) 5KHz Carlos Reis FEEC-Unicamp
5000 vezes 100cm 2 Resultados: Medida: v=103mVrms Cálculo: v=140mVrms 50cm 8A I(t) 5KHz Carlos Reis FEEC-Unicamp
5000 vezes 100cm 2 Resultados: Medida: v=103mVrms Cálculo: v=140mVrms 50cm 8A I(t) 5KHz Carlos Reis FEEC-Unicamp

Indutância mútua de dois fios paralelos

L
L
L
L
L
L
L
L
L
L
L
L
L
L
L

L

L
L
L
L
L
L
L
L
L
L
L

D

Considerando que a espessura dos fios é desprezível e que L>>D:

M

µ o.L

⎜ ⎝

ln

2 L

2

π

D

1 ⎟ ⎞ henrys

Para comprimentos de 10 a 20cm a ordem de grandeza de M é 10 -11 H. Isto é pouco significativo comparando-se outros efeitos.

Muito mais significativa é a indutância própria das trilhas de PCB e de condutores num circuito. As indutâncias de trilhas finas em PCB com comprimentos entre 10 a 20cm são da ordem

de 10 -7 H

Isto causa problemas.

Indutância de um fio e de uma trilha condutora

⎡ ⎛ 2 λ ⎞ ⎤ − 4 = 2 .10 . λ ln −
2
λ ⎞
4
=
2 .10 .
λ
ln
0, 75
µ
H
L fi o
r
⎜ ⎝
⎟ ⎠
λ
Um fio de 0,5mm de diâmetro medindo λ=1cm tem L=7,3nH
2r

h

w λ ⎡ ⎛ − 4 L = 2.10 . λ ln trilha ⎢ ⎣
w
λ
4
L
=
2.10 .
λ
ln
trilha
⎜ ⎝

2

λ

+

2235.10

4

+

w + h

⎟ ⎠

⎜ ⎝

λ

w

h

⎟ ⎠

+ 0, 5

⎥ µ

H

Uma trilha medindo λ=1cm e 0,25mm de largura tem L=9,6nH

Acoplamento indutivo

O chaveamento de corrente em circuitos de potência normalmente induz fem em circuitos próximos que formam loops. Em circuitos digitais, transições muito rápidas nas saídas de portas lógicas provocam picos de corrente de amplitudes expressivas que circulam pela fiação de alimentação (Vdd). Isto, por sua vez, induz ruído em circuitos próximos que contêm loops.

(Vdd). Isto, por sua vez, induz ruíd o em circuitos próximos que contêm loops. Carlos Reis
(Vdd). Isto, por sua vez, induz ruíd o em circuitos próximos que contêm loops. Carlos Reis

Carlos Reis

FEEC-Unicamp

44

Problema

Tem cura doutor ?
Tem cura
doutor ?

Preliminares Consideremos uma blindagem (por exemplo um cabo coaxial)

Que fem a blindagem induz no condutor central ?

blindagem
blindagem

condutor central

induz no condutor central ? blindagem condutor central tensão induzida na blindagem por um circuito externo

tensão induzida na blindagem por um circuito externo

[ 3 – 10 kHz ]

[ 3 – 10 kHz ]

A partir de ω s o sinal da blidagem é totalmente induzido no centro

Preliminares Ainda considerando um cabo coaxial

A blindagem impede que um sinal no condutor central interfira em circuitos próximos ?

Neste caso o condutor central é a fonte de ruído

? Neste caso o condutor central é a fonte de ruído SIM, desde que a corrente
? Neste caso o condutor central é a fonte de ruído SIM, desde que a corrente

SIM, desde que a corrente retorne pela malha da blindagem.

Preliminares Sobre blindagem

Para proteger o receptor contra campos magnéticos deve-se diminuir a área do loop do receptor !

A área do loop é delimitada pelo “caminho percorrido” pela corrente no receptor

pelo “caminho percorrido” pela corrente no receptor Cobre, Prata, Alumínio, Latão, tecidos biológicos, etc Se
pelo “caminho percorrido” pela corrente no receptor Cobre, Prata, Alumínio, Latão, tecidos biológicos, etc Se
pelo “caminho percorrido” pela corrente no receptor Cobre, Prata, Alumínio, Latão, tecidos biológicos, etc Se
pelo “caminho percorrido” pela corrente no receptor Cobre, Prata, Alumínio, Latão, tecidos biológicos, etc Se

Cobre,

Prata,

Alumínio,

Latão,

tecidos

biológicos,

etc

Se um material não-magnético que envolve um condutor faz com que a corrente deste condutor retorne por um outro caminho de tal modo que a área definida pelo trajeto desta corrente é menor do que quando o condutor não é envolvido, então esta proteção tem alguma eficiência.

The good, the bad and the ugly Sem blindagem Aterramento nos extremos Aterramento num só

The good, the bad and the ugly

The good, the bad and the ugly Sem blindagem Aterramento nos extremos Aterramento num só lado

Sem blindagem

Aterramento nos extremos

the bad and the ugly Sem blindagem Aterramento nos extremos Aterramento num só lado A corrente

Aterramento num só lado

A corrente retorna pela blindagem se ω s > 5 (Rs/Ls)

A blindagem contra campos magnéticos não é tão eficiente quanto é a blindagem

contra campos elétricos. Pode, entretanto, ser feita no caso de alta freqüência, usando-se um material condutor não magnético. Para baixa freqüência deve ser

usado um material de alta permeabilidade magnética (p.e. Aço, Mu-metal , etc

Vr

permeabilidade magnética (p.e. Aço, Mu-metal , etc Vr B Ir Z carga ) Mu-metal é uma
B Ir
B
Ir

Zcarga

)

Mu-metal é uma liga com 80% Ni, 4% Mo, 16% Fe. É fortemente ferromagnético. Sua função é reter o campo magnético no seu interior, portanto, impedindo que afete o receptor!

Penetração do campo magnético em alguns materiais usados em blindagens.

Freqüência

Cobre

Alumínio

Aço

[Hz]

[mm]

[mm]

[mm]

60

8,5

10,9

0,86

100

6,6

8,5

0,66

1K

2,1

2,7

0,2

10K

0,66

0,84

0,08

100K

0,2

0,3

0,02

1M

0,08

0,08

0,008

Atenuação do campo magnético em alguns materiais usados em blindagens.

Atenuação do campo magnético em alguns materiais usados em blindagens . Carlos Reis FEEC-Unicamp 52

Atenuação do campo magnético em alguns materiais usados em blindagens.

Atenuação do campo magnético em alguns materiais usados em blindagens . Carlos Reis FEEC-Unicamp 53

Indutância de fiação em cabos

sinal-1 sinal-2 sinal-3 sinal-4 retorno sinal-1 retorno-1 sinal-2 retorno-2
sinal-1
sinal-2
sinal-3
sinal-4
retorno
sinal-1
retorno-1
sinal-2
retorno-2

Flat cable com um único retorno tem alta indutância mútua entre fios

Pares alternados de sinal e retorno. Indutância mútua reduzida.

sinal e retorno-1

sinal e retorno-2

Pares de fios enrolados. Indutâncias mútuas ainda mais reduzidas.

sinal e retorno-3

sinal e retorno-4

Condução através de impedância comum (Aterramento)

Leis de Kirchoff

i

Fonte de sinal Circuito i retorno da corrente p/ terra
Fonte de sinal
Circuito
i
retorno da corrente p/ terra

Terra ideal

i

Fonte de sinal Circuito
Fonte de sinal
Circuito

Condutividade infinita Diferença de potencial nula

Um terra mais realista

i

Fonte de sinal Circuito Z i r Condutividade finita Diferença de potencial: i r Z
Fonte de sinal
Circuito
Z
i
r
Condutividade finita
Diferença de potencial:
i r Z

Um simples experimento

Um simples experimento Ganho=360 DIGITAL Resultado: 7cm Carlos Reis FEEC-Unicamp 59

Ganho=360

DIGITAL

Um simples experimento Ganho=360 DIGITAL Resultado: 7cm Carlos Reis FEEC-Unicamp 59

Resultado:

Um simples experimento Ganho=360 DIGITAL Resultado: 7cm Carlos Reis FEEC-Unicamp 59
Um simples experimento Ganho=360 DIGITAL Resultado: 7cm Carlos Reis FEEC-Unicamp 59

7cm

Curiosidade

Resistência de trilhas de cobre em placas de circuito impresso

1mm 0,035mm cobre - PCB
1mm
0,035mm
cobre - PCB

Área: 0,035mm 2

Uma trilha de 10cm de comprimento tem R53 m

Carlos Reis

FEEC-Unicamp

0,035mm 2 Uma trilha de 10cm de comprimento tem R ≅ 53 m Ω Carlos Reis

!!!

R530 m/m

60
60
Tem cura doutor ?
Tem cura
doutor ?
Esta estrutura de amplificador diferencial fa z com que o sinal de saída, referido ao

Esta estrutura de amplificador diferencial faz com que o sinal de saída, referido ao potencial B, seja independente do ruído produzido na trilha por onde a corrente de saída retorna!

O famoso LOOP DE TERRA ! A diferença de potencial entre os dois “terras” faz

O famoso LOOP DE TERRA !

A diferença de potencial entre os dois “terras” faz com que circule corrente de ruido neste loop, introduzindo erro no sinal que é visto pelo amplificador.

Este loop deve ser evitado.

Um aterramento bastante comum e inadequado !

 

Circuito

 

Circuito

 

Circuito

a

 

b

 

c

R1

 

R2

 

R3

 
a   b   c R1   R2   R3   Ia+Ib+Ic Ib+Ic Ic Carlos Reis
a   b   c R1   R2   R3   Ia+Ib+Ic Ib+Ic Ic Carlos Reis

Ia+Ib+Ic

Ib+Ic

Ic

Um aterramento adequado. As correntes de segmentos distintos do circuito são conduzidas ao mesmo ponto comum.

Circuito Circuito Circuito a b c R1 R2 Ia R3 Ib Ic
Circuito
Circuito
Circuito
a
b
c
R1
R2
Ia
R3
Ib
Ic

Aterramento multiponto: É uma boa alternativa para circuitos que operam em alta freqüência ( f> 10MHz ).

Circuito Circuito Circuito a b c R1 R2 R3 L1 L2 L3
Circuito
Circuito
Circuito
a
b
c
R1
R2
R3
L1
L2
L3

FIM