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Aventuras de Tales XXIV

Artur dos Anjos

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aproveitando ou deixando o tempo passar.

Tales tinha decidido que a coisa mais

Ok.

importante que ele tinha que fazer era formar Alan para que ele fosse uma pesso bastante dedicada assim como Tales era. "Tenho que apostar todas as fichas nele."

Alan então tentou começar escrever, mas não conseguiu mais do que um parágrafo. Ele não sabia o que escrever. Para ele, parecia que já tinha sintetizado

Muito dessa ideia estava relacionada com o fato de que

todas as ideias naquele único parágrafo.

Tales criticava muito as aulas em turmas grandes, e por

Bah! Não sei mais o que escrever. Não me surge nada.

transitividade, o melhor jeito de ensinar seria um a um. Quando Tales voltou para Pelotas, teve um

Tenta falar então do que as pessoas precisam para que aproveitem melhor as suas férias.

surpresa: Alan estava tão ansioso quanto ele para fazer

Ok.

as atividades. Então, Tales ficou contente e projetou grandes resultados para esse ano que vinha.

Alan se deu conta que realmente algo faltava em sua redação e começou a pensar uma forma de as

  • - Alan, o que você acha de a gente fazer um acampamento?

pessoas aproveitarem as férias. Mas, nada vinha a sua cabeça, pois nem ele tinha conseguido aproveitar as

  • - Um acampamento?

férias. Mas, Alan não quis pedir mais dicas para Tales, e

  • - É, sei lá, para que a gente possa trocar experiências e desenvolver técnicas de acampamento e sobrevivência

tentou pensar por si o que poderia ser feito, mas não pensou em nada.

 

propriamente dita.

Ele acabou se desanimando e dizendo:

  • - Hum...

Parece legal.

-

Bah! Eu não sei escrever. Esse meu texto ficou ruim.

  • - Outra ideia que eu tive foi de a gente investir pesado

-

Deixa eu ver como ficou.

no jornalzinho. Dai, vamos ter que escrever mais

Tales pegou o texto e o leu.

frequentemente para o jornal.

-

Ficou legal, só está meio curtinho. Mas está

  • - Beleza.

bom para o primeiro texto.

  • - E para que a gente possa acampar, eu estava

-

-

Sei lá, não gostei.

pensando em a gente conseguir fazer uma boa

Cara, você não quer chegar escrevendo já uma obra

sua capacidade de escrita.

campanha de finanças, a princípio, vendendo jornalzinho.

literária, né? Com o tempo, as pessoas vão melhorando

  • - Boa ideia.

-

Assim espero.

  • - Vamos se encontrar amanhã então para escrever, dai cada um faz uma matéria. Pode ser?

Mesmo assim, Alan ficou um pouco desanimado. Ele tinha pensado que as cosias iriam fluir

  • - Pode. Até amanhã, então.

de uma forma mais fácil e direta e isso trouxe para ele

  • - Até.

um pouco de desânimo. Um certa frustação.

Tales alimentou mais ainda seus projetos, e viu um progresso bastante próximo. Na cabeça de

-

-

-

Cara, vamos amanhã tentar vender o jornalzinho?, perguntou Tales.

Tales, Alan iria logo logo estar participando tanto

Bah! Não sei.

quanto ele.

Ué? Por quê?

No outro dia, eles se encontraram conforme

-

-

-

Não, não estou muito afim, só isso.

o combinado. Então Tales alcançou uma folha e uma

Beleza. Então deixamos para outro dia.

caneta para Alan e os dois começaram a escrever cada

Aham.

um o seu texto. Do lado do Tales, o texto começou a fluir normalmente, mas Alan estava sem ideias. Isso o chateou um pouco:

  • - Cara, eu não sei o que escrever.

  • - Pensa em alguma coisa. Eu sei que você consegue.

  • - Então, pelo menos, me dá um tema.

  • - Fala das férias, de como as pessoas acabam

Tales sentiu um pouco o desânimo de Alan, mas achou que outro dia já estaria melhor. Mas, não foi bem isso que aconteceu. Passou

uma semana, passou um mês e Tales estava insistindo

cada vez mais. As férias já estavam quase no fim e eles

não tinham se organizado para fazer o acampamento,

nem tinham conseguidos finanças ainda.

Expediente Autores: Artur dos Anjos, Egner Pereira Aires, Genaro Bessa Ceppo João Felipe Chiarelli Bourscheid Diagramação: João Felipe Chiarelli Bourscheid Revisão: - Diagramado com: Scribus Open Source Software (http://scribus.net/canvas/Scribus) Encerramento da Edição: 12h30 do dia 18/12/11 Impressão: Legião Organizada

Aventuras de Tales XXIV Artur dos Anjos - - - - aproveitando ou deixando o tempo

Legião Organizada

47ª edição | 19/12/11 | 14 cópias | R$ 0,15 Leia, reproduza e passe adiante!

Participe dos nossos grupos de debates!

Quartas às 16h45 no IFSUL; sala 633B Sextas às 18h30 na Meia Lua da Prç. Cel. Pedro Osório Sábados às 16h30 no Chafariz da Prç. Cel. Pedro Osório 21/12 23/12 24/12 Divulgação do Material

A =

321

ΔA =

n =

8

28

Méd =

11,46

e-mail: joao.felipe.c.b@gmail.com | blog: legiaoorganizada.blogspot.com | telefone: (53) 91152350 | http://www.youtube.com/user/joaofelipecb

Na Terra dos Russos

Genaro Bessa Ceppo Esse título lido pela primeira vez pode parecer estranho, mas com a historia que eu vou contar

vocês entenderam seu propósito. Nas ultimas semanas

vem ocorrendo na minha turma uma piadinha, essa piadinha tem algo que a difere das muitas que já foram feitas, e olha que eu não exagero quando digo que

foram muitas mesmo nesses últimos três anos, que é o tempo que a turma se conhece. Algumas dessas piadinhas foram feitas tendo eu como alvo, mas ate ai tudo bem pois hoje em dia é normal esses tipos de brincadeirinhas porem como eu disse anteriormente

essa nova piadinha tem algo que a difere das

demais,que é a grande criatividade de seus criadores e a

grande falta do que fazer,pois nessa piadinha foi criada

toda uma historia de como eles imaginam que é minha

vida.

Essa piadinha consiste na seguinte historia,

se muitos de vocês não sabem, eu moro com minha

mãe, minha vó que é cadeirante e meu tio que possui altismo, e por esse motivo não consegue realizar muitas tarefas normais para um ser humano. Na minha turma eu nunca escondi isso de ninguém e nunca tido nenhum problema, pelo menos ate semana retrasada, quando o que eu considerava impossível aconteceu. Na grande falta de assunto e do que fazer aliado a necessidade de fazer uma nova piadinha, certas pessoas desceram tão baixo aponto de começar a fazer piadinhas sobre meu tio e minha vó, falando coisas maldosas como “aquele

teu tio loco, já deve ter tentado te

matar...”

ou “a tua

casa é um manicômio, o manicômio da Marcilio dias” ou ate o motivo do titulo com a grande historia

inventada por eles, um dialogo que eles imaginam que meu tio tenha comigo: “Genaro, Genaro, socorro os russos querem me matar”.

Para se ter uma idéia, na maioria das aulas a principal matéria discutida não é matemática nem eletrônica, é uma nova matéria muito interessante chamada ‘A vida do Genaro’, a partir dessa nova matéria são formadas muitas discussões e teorias em sala de aula. Isso me assusta bastante, pois em minha opinião as aulas são feitas para se aprender e não pra ficar falando bobagens. Essa tem sido a rotina nos últimos meses e a cada dia as bobagens são feitas com um nível de criatividade e imaginação maior, pois a historia que eles inventaram da minha vida vai ganhando novos personagens e novas historias. Mas como toda historia precisa de um toque de humor, ai vai. Os mesmos que ficam inventando essas historinhas e que ficam me humilhando,quando precisam de alguma coisa vem pedir a mim ,alegando que eu deveria aprender a brincar e que aquilo é normal, isso é o que me deixa mais perplexo. Os caras vivem em mundinho onde eles acham que podem falar o que quiser e fazer o que quiser e depois tudo se conserta sozinho. No meu caso eu apenas ignoro esse tipo de ofensa, mas eu imagino outra pessoa que passe pelo mesmo problema e que não seja capaz de ignorá- lo, aquilo acaba se tornando um verdadeiro terror psicológico. A meu ver esse tipo de brincadeira é feito quando essas pessoas chegaram a um ponto critico de não ter o que fazer pra ter que apelar a isso. Isso só me mostra que elas possuem uma vida vazia e medíocre e que precisam humilhar e ofender os outros para se satisfazerem. A conclusão que eu chego é que se essas pessoas não mudarem de atitude passaram o resto da vida vivendo mediocremente e sem amigos de verdade, pois nenhuma amizade baseada em falsidade dura para sempre.

Protestos em Pelotas

João Felipe Chiarelli Bourscheid

Protestos em Pelotas João Felipe Chiarelli Bourscheid Bom, mudar não é nada de ruim. Um dos

Bom, mudar não é nada de ruim. Um dos princípios da ciência é que ela é formada por teorias. Teorias são hipóteses refutáveis. Nenhuma teoria pode ser irrefutável: toda a ciência que existe há vários séculos pode ir por água abaixo, pode ser discordada. Infelizmente, discordar que a Terra é o centro do Universo custou a vida para alguns cientistas.

Outra coisa importante é Einstein nunca disse que não se pode andar mais rápido que a velocidade da luz. Na verdade a ideia de Einstein foi mais ou menos a seguinte: imagine que você está olhando um carro se afastar de você. Ora, você pode determinar a distância do carro a cada instante utilizando trigonometria básica. Além disso, se você quiser mais precisão, você pode simplesmente usar de um medidor de intensidade da luz e pelo Efeito Doppler, determinar a velocidade do carro. Agora suponha que esse carro comece a acelerar. A cada momento continua vindo partículas de luz – photons – em sua direção, permitindo a medida. Agora, imagine que o carro acelere a uma velocidade superior a velocidade da luz, o que você verá? Você veria o carro piscando. Você não pode usar trigonometria porque a imagem que você tem não é mais aquela que ocorre naquele instante, assim como vemos estrelas no céu que nem existem mais. Você é obrigado a usar o Efeito Doppler. Bom, mas agora sua amostra não é mais uma onda que está diminuindo a frequência constantemente, você está vendo pontos. Vamos supor que você veja dois zeros da função: quantos ciclos aconteceram entre um zero e outro? Foi exatamente esse pensamento que Einstein teve e ele chegou a conclusão que nada

acima da velocidade da luz pode ser medido com certeza. Mas, isso não quer dizer que esse algo não exista. Apenas na prática se considera que não existe porque não é um fenômeno comum no nosso dia a dia e não temos muito como trabalhar com esse fenômeno.

Outro ponto é que: ao contrário do que se entende por coincidência, coincidência não é algo solto, é algo calculado. Óbvio que se alguém joga um dado 100 vezes e nas 100 vezes tira o mesmo número, isso não será uma coincidência. Haverão um número da ordem de 10^77 possibilidades diferentes e somente uma é que dará certo. Há alguma chance de alguém conseguir tal façanha? Não. Agora, se pegarmos um exemplo um pouco mais simples: tirar o mesmo número 10 vezes. Haverá 1 em 10 milhões de possibilidades. Isso ainda continua sendo impossível para uma pessoa só. Agora, se no mundo inteiro, todos os 7 bilhões de habitantes fizerem isso, 700 habitantes sortudos conseguirão tal façanha. Para se ter uma ideia, um programa de computador que tente fazer 11 combinações seguidas de um mesmo número demorou uns 5 minutos para conseguir a combinação. “Bom, mas se a Matemática comprova que são raros esses acontecimentos, como eles podem ser tão frequentes na minha vida?” Ora, isso é simples: a cada momento várias coincidências podem acontecer com você, mas não acontecem. Mas, como o número de coincidências que podem acontecer é alto, a chance de uma ou outra ocorrer são altas. Faça as contas: quantas pessoas devem ter acertado as duas questões de Literatura também?

Aventuras de Tales CXXIV

Artur dos Anjos Catarina foi a vila levar a ideia de sua família. Quando chegou lá ela se supreendeu que não tinha sido única a ideia dela. Outras famílias também tinham pensado em algo parecido. A reunião na vila foi rápida, no final tiraram um cronograma de quem ficaria responsáveil pelos treinamentos cada semana. Enquanto isso, em cada família se avisa aos jovens que eles teriam que fazer o treinamento. Como se esperava, o sonho alimentado pela revolução não os fez ver aquele treinamento como algo negativo e sim como algo positivo. No primeiro dia de treinamento, foi feito um jogo. Os jovens foram divididos em duas equipes e cada uma ficou num canto da floresta. O objetivo do jogo era o grupo A atravessar a floresta e o grupo B não podia deixar. Para impedir, cada grupo podia usar de suas armas imaginárias para fazer disparos. Lucas, um dos "filhos" (filhos não no sentido de reprodução, mas no sentido de educação paternal) de Tales, ficou no grupo A. Ele começou a

pensar num jeito eficiente de passar. Ele tomou a iniciativa e comunicou a sua equipe:

- Permanecemos todos os juntos, para que não ficamos com as costas desprotegidas. Realmente, um dos objetivos de quem orientava aquela ativdade era desenvolver o senso tático naqueles jovens. Uma corneta foi tocada dando o aviso que o jogo tinha começado. O grupo A estava progredindo de forma satisfatória até que recebeu dois tiros imaginários, causando a morte imaginária de dois integrantes. Para sair da floresta tinha que passar por uma clareira primeiro. Eles estavam muito perto da clareira, e encontrá-la foi um alívio, como se o jogo já estivesse garantido. Então Lucas deu a ordem para apressarem o passo que a vitória já era deles. Porém, quando eles entraram na clareira veio a surpresa: o grupo B tinha cercado toda a clareira e começaram a vir tiros de todos os lados, o que causou perda instatânea do grupo A. A forma como o grupo B tinha se posicionado, deu-lhes uma vantagem tática.

da derivação para transformar a ideia de socialismo em nacional socialismo (nazismo). Além dele, a Social Democracia (hoje tido como água morna) pegou esse termo também das organizações socialista (o Partido do qual Lênin participava se chamava Partido Operário Social Democrata Russo). Dai, os comunistas mudaram o nome para Comunistas. Hoje vemos partidos social-democratas que se autodenomiam socialistas ou comunistas. Por que tanta confusão a respeito dos termos? Porque a mentira só cresce onde não há clareza. Portanto, quando alguém lhe pedir uma coisa,

pedir se você é alguma coisa, é interessante pedir o que a pessoa entende por aquela coisa.

  • - Hein Fulano, você é comunista?

  • - O que você entende por comunista?

  • - Ué, comunista.

  • - Bom, se você quer dizer uma pessoa que acha que a realidade está ruim e que acha que uma vida seguindo

vários dos princípios que haviam numa sociedade comunitária seria melhor, como por exemplo todos trabalharem para o desenvolvimento da tribo, então eu sou comunista.

Da Ciência a Metafisica

da derivação para transformar a ideia de socialismo em nacional socialismo (nazismo). Além dele, a Social

João Felipe Chiarelli Bourscheid Muitos duvidam da existência de uma força superior que ordena todo o universo. Mas, quem pare um pouco os olhos verá a quantidade de milagres que acontecem no dia a dia. O mais recente milagre foi a descoberta da Partícula de Deus, nome popular ao Bóson Higgs. Com essa nova teoria que parece acabar com qualquer perspectiva humana de entender o Universo – uma vez que esse bóson ultrapassa a velocidade da luz, coisa que seria proibida segundo o famoso cientista Albert Einstein –, temos a confirmação de que existe algo além de material nos corpos. Esse bóson seria tudo que é a matéria dentro de um corpo. Porém, se tirarmos todos os Bóson de Higgs de um corpo, ainda restará algo: uma inegável prova da existência do espírito. Como vemos, quanto mais a ciência tenta explicar um mundo sem um Deus, sem espíritos, mais ela acaba se encurralando e acaba que dizer a verdade: nós somos apenas almas vagando num mundo feito pelo Criador. É dele que depende nosso sustento, nossa vida, nossas conquistas. Mas, isso é algo bastante distante da vida da maioria das pessoas, e dar exemplos como esse

parece não surtir muito efeito. Mas, existe muito mais exemplos que encontramos no nosso cotidiano. Por exemplo, você acha que é mero acaso existir tantas pessoas alienadas? Pessoas que não adianta você provar para elas que as coisas não estão certas, que estarão nem ai para o que você diz?Elas na verdade são apenas um teste que existe para ver se você realmente consegue seguir a Verdade, independente da maioria. Outro exemplo é como as coisas são perfeitas. Você nunca fez um jogada no futebol que você julgou como sorte? Ou mesmo, nunca aconteceu algo tão improvável que você disse: “mera coincidência”? Ah! Sim, “coincidência”. Eis uma palavra que inventaram que explica tudo. Por que a vida é tão perfeita e organizada como mostra a biologia? “Apenas coincidências.” Por que uma pessoa especial entrou na sua vida? “Coincidência.” Por que o horoscopo bate às vezes com o cotidiano? “Coincidência, para tantos outros não deve ter batido.”

Claro, claro. Tudo ocorreu por mera coincidência. Não, isso de forma alguma tem a ver com uma força que faz as coisas correr para o mesmo sentido. Não isso é impossível. Isso não justifica nenhuma espiritualidade, isso é mera coincidência. Repita comigo: coincidências, apenas coincidências. Viva o mundo que a Matrix fez para você. Não se preocupe, tudo é coincidência. Me explique o seguinte. Como é que eu posso ter chutado duas questões de Literatura da prova do PAVE e acertado as duas? Coincidência?

Ora,

ora,

ora.

A

ciência

está sempre

mudando para poder se explicar não é mesmo. Meu

amigo, você já leu a Bíblia?

Pegando

os

livros

 

conduzir a

ser um

“bom

Sapienciais, eu posso te menino”, “duvidar de

Deus”

ou

“ser

um bom

pecador”, dependendo do livro que

eu

escolher.

Novas teorias espíritas surgem a cada década e você quer falar da ciência?

da derivação para transformar a ideia de socialismo em nacional socialismo (nazismo). Além dele, a Social

Aula Decoreba

Por que essas tirinhas?

Egner Pereira Aires

Aula Decoreba Por que essas tirinhas? Egner Pereira Aires Por que essas tirinhas? A motivação que

Por

que

essas

tirinhas?

A

motivação que realmente fez a gente fazer

essas tirinhas foi como consequência das atividades dos grupos de debate. Como havíamos planejado, no final do cronograma a gente iria fazer uma

propaganda que envolvesse o pessoal que

participou dos debates

das

 

etapas

de

concepção, criação e execução.

 
 

Infelizmente,

a

semana

passada não teve o encontro de sábado, o

que

nos

possibilitou

fazer

apenas

duas

propagandas diferentes. A propaganda que fizemos na quarta-feira foi a serigrafia de panfletos, que acabou tendo boas ideias e

a arte, apesar de termos material

rudimentar, ficou legal. Na sexta, a gente

fez, mesmo com

o chuvisco, essas duas

histórias em quadrinho.

 

Porém,

a

ideia

é que essas

tirinhas não sejam apenas feitas em momentos especiais. Na verdade é mostrar como é fácil desenvolver esse tipo de arte

e

que

causa

um

impacto

relativamente

positivo, tendo muitas vezes mais destaque do que os textos comuns. É

claro, por outro lado, ela ocupa um espaço deveras grande e pode trazer poucas ideias.

A ideia

não é encontrar uma

melhor forma: texto ou tirinha. A ideia é

mostrar

que

essas

duas

ideias

podem

conviver harmonicamente e ter resultados

bem mais positivos que apenas textos ou apenas tirinhas.

Algumas

ideias

que

relacionam esses dois textos são: um texto pode ser republicado na forma de tirinha; ao ler uma tirinha, o leitor pode se interessar a ler outros textos; a tirinha de alguém pode virar inspiração para

produzir um texto e etc.

Além

disso,

alguém

pode

despertar em si mesmo o talento de

um

artista ao ser inspirados por historinhas

desse tipo.

Porém,

a

ideia

não

é

viciar

ninguém em nenhum dos sistemas. Escrever texto desenvolve certas habilidades e desenhar tirinhas desenvolve

outras. Do ponto de vista

da

ideia, sem

dúvidas o texto desenvolve muito melhor

a

forma

de

raciocinar,

até

porque dá

espaço para

isso.

Em

contraposição,

desenhar é uma outra linguagem e abre

espaço para explorar a linguagem através do desenho.

“Eu quase virei comunista, mas cai na real a tempo.”

Aula Decoreba Por que essas tirinhas? Egner Pereira Aires Por que essas tirinhas? A motivação que

João Felipe Chiarelli Bourscheid Essa frase foi expressa por um colega meu quando ele foi interrogado por outros colegas meus se ele era comunista. Ufa! Ainda bem que esse se safou da mão desses malvados comunistas. Você já pensou, um guri de bem, de uns 17 anos, se converter numa ideologia tão banal. Ora, isso seria muito triste. Agora falando sério, é curioso como é a força das palavras. Neurologicamente, o significado de uma palavra está associado para a maioria das pessoas com os fatos que se relacionam com essa palavra. Eu lembro que na 7ª série, por exemplo, eu tive aula de ciências com uma estagiária e a matéria era reprodução do ser humano. Ora como envolvia órgãos que eram considerados obscenos para a maioria de meus colegas, a professora mal começava a falar e já tinha gente dando risada e fazendo piadinha.

“Pênis”, o que há de errado com essa palavra? Se pegarmos a definição da palavra “pênis” ela é o órgão reprodutor masculino. O que tem de mais? Bom, se formos pegar pelo lado do que as pessoas associam, “pênis” está relacionado com “sexo”, que por sua vez tem a ver com “pudor”. Como há um grande pudor na escola e nas crianças, qualquer coisa a ver com reprodução é algo que não pode ser tratado como uma coisa séria. O mesmo acontece com a palavra “comunista”. O que é um comunista? É um louco que acha que tem condições de mudar o mundo, e para isso tem princípios estranhos e empenha toda sua vida nisso. Alguém que muitas vezes não tem fé em Deus e não tem medo de matar (e nem de morrer) por uma causa. São sonhadores que perdem toda sua vida acreditando em algo tão tosco como quem acredita em papai noel ou em coelhinho da Páscoa. Agora, esquecendo a força que tem a palavra “comunista”, vamos a sua definição: é quem

segue as ideias do comunismo. Parece tosca essa definição, mas a palavra “comunista” e “comunismo” já tem pesos de diferentes. Comunismo, por sua vez, é a ideia de que para resolver os problemas da atual sociedade busque-se a vida comum que existia nas comunidades primitivas. Você vê qual é a força que tem as palavras para manipular alguém? Me lembrei agora de um outro exemplo da 7ª série: uma vez perguntaram para uma colega minha se ela era “B. V.”. Ela tomo BV como sendo “boca virgem”, ou seja, que nunca beijou na boca. Mas, a intenção maliciosa de quem perguntou era saber se ela já tinha feito sexo: “buceta virgem” ou “bunda virgem”. Sem saber das intenções dos meus colegas, ela respondeu que não era BV, e eles tornaram a pegar no pé dela. Rotular as pessoas não é algo ruim. Rotular as pessoas de uma forma errada é que é. Eu lembro que quando eu estava no 1º semestre do CEFET, eu disse em sala de aula que eu era comunista e uma guria me perguntou porque eu apoiava o Hitler. Bom, de uma guria até pode se tolerar um erro como esse, afinal pode ter sido influenciada. Agora, o que me tocou o coração foi quando a professora de sociologia afirmou que socialismo e nazismo era a mesma coisa. “Espera um pouquinho. Vamos com calma. Devagar com o andor que o santo é de barro.” Como assim nazismo e socialismo é a mesma coisa? Para começo de conversa um dos livros mais importantes que Karl Marx e Friedrich Engels escreveram – o Manifesto Comunista – começa com a seguinte introdução:

Karl Marx & Friedrich Engesl, O Manifesto Comunista Anda um espectro pela Europa — o espectro do Comunismo. Todos os poderes da velha Europa se aliaram para uma santa caçada a este espectro, o papa e o tsar, Metternich e Guizot, radicais franceses e polícias alemães. Onde está o partido de oposição que não tivesse sido vilipendiado pelos seus adversários no governo como comunista, onde está o partido de oposição que não tivesse arremessado de volta, tanto contra os oposicionistas mais progressistas como contra os seus adversários reaccionários, a recriminação estigmatizante do comunismo? Deste facto concluem-se duas coisas. 1ª O comunismo já é reconhecido por todos os poderes europeus como um poder. 2ª Já é tempo de os comunistas exporem abertamente perante o mundo inteiro o seu modo de ver, os seus objectivos, as suas tendências, e de contraporem à lenda do espectro do comunismo um Manifesto do próprio partido. Com este objectivo reuniram-se em Londres comunistas das mais diversas nacionalidades e delinearam o Manifesto seguinte, que é publicado em inglês, francês, alemão, italiano, flamengo e dinamarquês

Como

se

vê,

desde

que

as

ideias

de

comunismo já

existiam,

as

pessoas

usavam

essa

palavra como forma de difamar as pessoas. Isso há uns 150 anos atrás. Hoje não vemos nada de novo...

Além disso foram os copartidários de Hitler que usar