10.

1 CONCEPÇÕES DE AVALIAÇÃO O tema da avaliação tem motivado um sem número de páginas de livros e revistas, debates e confrontos, dada a sua complexidade e as distorções com as quais é tratado no âmbito educacional de qualquer nível de ensino. Há aqueles que argumentam a seu favor e outros que a acusam e a desqualificam, justificando sua nulidade na comprovação da aprendizagem dos alunos. O fato é que, de um jeito ou de outro, ela continua sendo praticada nas instituições de todos os níveis de escolaridade desse nosso mundo.

Demo (2005, p. 6) ratifica essa preocupação afirmando que essa situação é ―intrigante: de um lado, procura-se estigmatizar a avaliação, a ponto de se pretender descartar, pura e simplesmente; de outro, ao se fazer avaliação, faz-se tendencialmente a pior possível‖, utilizando a prova como único instrumento do processo avaliativo (grifo nosso).

Assim, a avaliação que se realiza é um procedimento controverso, ambíguo, que precisa ser compreendido em suas múltiplas determinações, já que exerce a função diagnóstica (saber até que ponto o aluno aprende de verdade) e prognóstica (saber o que fazer para que o aluno recupere sua oportunidade de aprender).

Significa dizer que: Há muitos fatores envolvidos na atribuição de ―notas‖ ou ―conceitos‖ que vão desde a expectativa dos professores a respeito dos alunos, seus valores, seu modo de ver o aluno e até mesmo dos conceitos teórico-práticos a respeito do ato de avaliar.

Além disso, há questões mais abrangentes envolvidas nesse processo, tais como, o papel ideológico da avaliação, sendo utilizado como instrumento de discriminação e seleção social, na medida em que assume, no âmbito da instituição, a tarefa de separar os ―capazes‖ e os ―incapazes‖. Por conseguinte, estes e aqueles ocupam lugares diferentes na estrutura social, acarretando a inculcação ideológica e a segregação, uma vez que, para o capitalismo, não é possível que todos cheguem lá, que sejam bem sucedidos.

Esse caráter político da avaliação é materializado na possibilidade de reprovação do aluno, sendo por isso, a palavra final para reprovação/aprovação, para o diploma, a matrícula e a transferência. Uma análise mais profunda a esse respeito nos mostraria que, da análise do processo educativo, a avaliação tem se transformado ao longo do tempo em instrumento de poder, de controle, de seleção social, de discriminação e, por que não dizer também de ―acerto de contas‖ do professor em relação aos alunos. ―Agora é a minha vez‖, pensam alguns professores.

Por estas e outras razões, os autores concordam que avaliar é sempre difícil, num primeiro plano, pela natureza estrutural do sistema que confere ao professor o poder de julgar (reprovar); em segundo, por causa de problemas técnicos de elaboração de instrumentos, mas, sobretudo, pela inadequação da metodologia adotada em sala de aula. Leia a história de Romão

Reflita! Você achou a atitude do gato exagerada? Pense nas atitudes de um professor que avalia seus alunos e compare com a atitude do gato.

Em muitos casos, o professor se utiliza também da avaliação como instrumento disciplinador, ratificada pelos pais, que vêem na nota a única forma de acompanhamento do ―desenvolvimento‖ do estudante. Nesse caso, é bom pensar que nota não é sinônimo de conhecimento e que assistir às aulas (200 dias letivos, como estabelece a LDB, art. 24, inciso 1) não garante aprendizagem. É certo que avaliar e julgar não é uma tarefa simples e nem fácil para quem quer que seja. Julgamento de alunos, nas provas, não é momento para retaliações.

Estas reflexões iniciais nos motivam a pensar sobre os conceitos atribuídos ao termo avaliação na perspectiva de Vasconcelos (1994), Luckesi (1995), Demo (2005), Perrenoud (1999), Saul (1988), Hoffmann (1993) seis grandes autores sobre essa temática. Para Vasconcelos (1994, p. 43) "avaliação é um processo abrangente da existência humana, que implica uma reflexão crítica sobre a prática, no sentido de captar seus avanços, suas resistências, suas dificuldades e possibilitar uma tomada de decisão sobre o que fazer para superar os obstáculos". O autor chama atenção para o fato de que, ao constituir-se como processo, a avaliação está a serviço do aluno no acompanhamento e na criação de condições objetivas, tanto para a superação das dificuldades como para o avanço da compreensão de como está se dando ou não a aprendizagem dos alunos.

Dessa perspectiva emerge que:

Esse processo deve se constituir em nova oportunidade para o aluno aprender, fazer justiça, manter a qualidade do ensino, ajudar na formação do aluno e no seu preparo para a vida.

Hoffmann (1993) concorda com o pensamento de Vasconcelos ao afirmar que, "a Avaliação é essencial à educação. Inerente e indissociável enquanto concebida como problematização, questionamento e reflexão sobre a ação."

Para a autora, um professor deve avaliar constantemente sua prática, para instalar na docência a reflexãoação-reflexão sobre as ―verdades‖ que veicula aos alunos. Nesse sentido, o papel do educador é possibilitar ao aluno a construção de um maior número de verdades, num processo espiralado em que será necessária tanto a formulação como a reformulação de hipóteses.

para o qual educar implica influenciar fortemente. avaliação é ―movimento‖. em busca de uma ação libertadora e autônoma do aluno. o aluno depende. segundo Hoffmann (1993). passa a compreender o processo de cognição do aluno e de sua habilidade de enfrentar os desafios. ao avaliar. Então. é ação e reflexão. . o argumento mais contundente vem de Freire (1996). p. o professor. Colocada nessa perspectiva. o bom educador é aquele que sabe influenciar o aluno de tal modo que este não se deixe influenciar. desafio — construir uma outra história. deseja vê-lo crescendo e se desenvolvendo a partir de suas próprias convicções. entretanto. quando conclui que. Essa autonomia a que se refere a autora é compartilhada por Demo (2005). 61) corrobora o pensamento dos autores ao propor o paradigma da avaliação emancipatória que tem como característica principal. a avaliação. da habilidade de aprender e conhecer. tanto na sala de aula quanto no contexto social mais amplo. Na pedagogia. e ao mesmo tempo. pois que. é mito decorrente dos fantasmas do controle e do autoritarismo. em grande parte. a exemplo da mãe que a um tempo influencia o comportamento do filho de maneira avassaladora. Controle Autoritarismo Avaliação Saul (1988. visando transformá-la‖. para ser autônomo. ―um processo de descrição / análise e crítica de uma dada realidade.Na medida da sua dialogicidade. tornando o aluno mais crítico e mais participativo. mas de outro. a avaliação promove o desenvolvimento moral e intelectual.

13) e. ―corrigir o alvo‖ — ou a arte de conduzir a ação pelo olhar. um acompanhamento da ação educativa. Nela seria possível um monitoramento. valorizar formas e normas de excelência. p. na seleção e nas orientações escolares.Na linha da autonomia. 09). para a superação da avaliação hierarquizada e classificatória seria a avaliação formativa. não deixa de observar o resultado para ajustar seus gestos e... ocorreria a libertação dos condicionamentos deterministas. ele avalia o grupo de alunos da turma e regula sua ação pelo global e não pelas trajetórias de cada aluno. A alternativa apresentada por ele. Igualmente.. é uma ―engrenagem no funcionamento didático‖ (p. A avaliação formativa propõe uma ruptura nessa . Quando um artesão modela um objeto.) é também privilegiar um modo de estar em aula e no mundo. necessariamente. imaginativo e autônomo para outros (. produziria uma intervenção diferenciada.). (. Leia mais sobre Avaliação Formativa Pense e reflita: Exemplo 1. a autora apregoa um modelo político-pedagógico cujo interesse é a emancipação: por meio do exercício da crítica. e o homem imprimiria uma direção às suas ações nos contextos em que se situa. o autor concorda que a avaliação não é um fim em si. temos que: Avaliar é — cedo ou tarde — criar hierarquias de excelência. Entretanto. em função de seus resultados provisórios e dos obstáculos encontrados. mais globalmente. se preciso for. aplicado e dócil para uns. que. Cada professor dispõe dessa mesma possibilidade. como todo mundo. em função das quais se decidirá a progressão no curso seguido. Em Perrenoud (1999. definir um aluno modelo..

Os dois exemplos anteriores ilustram o que propõe Perrenoud (1999) e Saul (1988). 80) afirma: . por fim. sobre o fato de a avaliação estar centrada no paradigma da pedagogia diferenciada e da Pedagogia da autonomia de Freire (1996). a avaliação possui a tarefa de se centrar na ―forma como o aluno aprende. do menos doente ao mais gravemente atingido. A avaliação é espaço de mediação/aproximação/diálogo entre os modos de ensinar dos professores e os percursos de aprendizagens dos alunos.dinâmica. estabelecendo uma ação interventiva baseada numa pedagogia diferenciada. para cada um deles. 19). Nenhum médico se preocupa em classificar seus pacientes. Nem mesmo pensa em lhes administrar um tratamento coletivo. julgamento de valor do objeto avaliado e. Para Méndez (2002. sob a forma de ação terapêutica específica. concebida como processo/instrumento de coleta de informações. Seu esforço se concentrará em determinar. um diagnóstico individualizado. sistematização e interpretação das informações. tomada de decisão. p. sem descuidar da qualidade do que aprende‖. p. Pense e reflita: Exemplo 2. Assim vista. Nessa mesma linha de pensamento Demo (2005.

Englobam três dimensões: a humanizadora. Será sempre a ação transformada em reflexão para impulsionar novas e diferentes ações com novos significados — será a historização do processo de desenvolvimento do aluno. como rotina escolar. Estas diferentes ações devem servir para o professor organizar seu saber didático. a reflexiva e a construtiva. É crucial respeitar a ética da avaliação. para cuidar da aprendizagem. não perde de vista. Avaliação precisa ser ‗pedagogia‘ não instrucionismo.É preciso avaliar sempre. Estes e outros autores reafirmam que a avaliação deve constituir-se em síntese organizadora do processo vivido pelo aluno. . em sua lógica e em sua democracia. requer o estudo das concepções de educação e as diferentes abordagens que delas se originam. sua compreensão do aluno e suas ações educativas. Acima de tudo está o direito de aprender‖. Quem cuida. Avaliar. nesta perspectiva. ultrapassa a atribuição de ―Notas‖ ou ―Conceitos‖.

A proposta originou-se com Ralph Tyler e ficou mais conhecida como ―avaliação por objetivos‖.. O termo avaliar tem sua origem no latim a-valere. As concepções de avaliação apresentadas pelos autores parecem estar no nível do ideal. a avaliação é o processo destinado a verificar o grau em que mudanças comportamentais estão ocorrendo. pois o que se pretende em educação é justamente modificar tais comportamentos. Na dimensão construtiva. Desde a década de 30.. Essa atribuição de valor no âmbito da avaliação requer um posicionamento em relação ao objeto avaliado. além de possibilitar a reflexão. a avaliação possibilita o exercício permanente de autocrítica e do repensar cada prática. acrescido de uma atribuição de valor ou qualidade (. 93) afirma que: O ato de avaliar implica coleta. ainda presente nas instituições.. p. No enfoque avaliativo desse teórico. desde o início do processo pelo estabelecimento de objetivos.. O professor Luckesi (19954.. do desejável. a prática avaliativa compreende. ignorando os demais aspectos da realidade social. a avaliação. quando a idéia de mensuração por meio de testes padronizados foi sendo ampliada e aceita no meio educacional a partir da influência das pesquisas norte americanas. restritos a itens do conteúdo da disciplina. (.Na dimensão humanizadora. Para entender melhor será necessário recorrer à história da avaliação no Brasil. deve apontar caminhos e estratégias de ação para o professor e possibilitar ao aluno uma formação consciente sobre suas possibilidades. que quer dizer ―dar valor a. Na dimensão reflexiva.. A teoria de Tyler está focada na mudança de comportamentos. comportamentalista. a avaliação deve julgar o comportamento dos alunos. Nos intervalos . o ser humano e seu processo de formação deverão ser o centro de qualquer prática avaliativa. pelo professor. análise e síntese dos dados que configuram o objeto da avaliação. Reflita! De que maneira essa influência está presente na Universidade? Sendo. já que todos eles criticam severamente o modelo (tradicional).‖.) que conduzem a uma tomada de posição a seu favor ou contra ele.). pois.

assim. assim como ocorre no processo de produção industrial. do próprio planejamento do ensino que se efetiva (da pré-escola à Universidade) sem a reflexão necessária sobre o significado das propostas pedagógicas desenvolvidas‖. 41) ―o autoritarismo da avaliação emerge. para medir a distância entre os objetivos propostos dos que foram alcançados. o controle passa a ser exercido a partir do planejamento. p. Ancorado em pressupostos positivistas. seguidores do autor. Ou seja. faz-se a verificação por meio de testes.entre a apresentação dos conteúdos. esse modelo foi se consolidando a partir dos cursos de formação de professores e das obras publicadas por autores brasileiros. O sucesso dessa prática estaria nos instrumentos da verificação. Veja a representação do modelo para elaboração do currículo de Ralph Tyler: . para saber o alcance dos objetivos pelos alunos. Segundo Hoffmann (1993.

As críticas a esse enfoque se originam por ele ser simplista. Considerando a necessidade de esclarecer um pouco mais sobre o significado de avaliar. Em que pesem tais críticas. atente para os termos a seguir: Palavras e mais palavras . inflexível e limitado. o que se percebe é que elas não foram decisivas para a derrubada dessa concepção sedimentada fortemente na ação das escolas e das instituições de ensino superior. levando ao risco de relegar a um plano secundário os aspectos importantes do processo ensino-aprendizagem.

p. Popham (1977.Avaliar As palavras têm três significados: Os que eu atribuo Os que os outros atribuem Os que os léxicos atribuem Muitas pesquisas já foram realizadas e constatou-se que há. algumas confusões sobre os termos utilizados.Medir . Medida . . Entretanto. 13) afirma que ―muitos educadores jogam com expressões relacionadas à avaliação com displicente imprecisão e seria prudente para os educadores trocarem entre si significados de terminologia antes de se envolverem em discursos prolongados‖. quantidade.Verificar .Testar . que nem sempre se aplicam ao que se imagina.Medir O significado de medir está relacionado à extensão. volume e atributos dos objetos e fenômenos. por não haver instrumentos para tanto. entre os professores e educadores em geral. nem todos os fenômenos podem ser medidos. ou por não admitirem precisão numérica.

Sua intenção De é oferecer adiantaria um ao tratamento paciente ter apontado sua doença sem adequado. . os acertos de uma tarefa. podem ser medidas a freqüência às aulas. a investigação das informações propiciadas pelo aluno e que incidem sobre o processo educativo de ambos: professor e aluno. ou mesmo a tarefas como: desenhos. verificar seu funcionamento. o número de livros lidos e dos trabalhos realizados. Testar O teste é utilizado para experimentar. Daí porque se cometem arbitrariedades. cometendo equívocos de maneira simplista. Volta-se a recorrer ao exercício da medicina.No contexto da instituição educacional. por ter uma finalidade em si mesma. por à prova. a finalidade do teste em educação é utilizar os resultados como eixos de nossa ação. interesse. A impressão que se tem é a de que tudo pode ser medido. são demonstrações de equívocos cometidos pelos professores. redações e memorial. É um ponto de partida. um professor aplica testes ou passa tarefas para constatar resultados e os expressa em notas — esta atitude é considerada ―sentenciva‖ e classificatória. dadas as razões do seu uso na sala de aula. Mas. sondar. compromisso. O que acontece é que a atribuição de graus numéricos a aspectos subjetivos relacionados à vida do aluno (participação. investigar. motivação. criatividade. um compromisso com a interpretação. Por exemplo. 53) considera que: O reducionismo da avaliação à concepção de MEDIDA denuncia uma consciência ingênua do educador no tratamento desse fenômeno. p. lhe que o oferecer tratamento? Da mesma forma. analisa os resultados em comparação com o seu estado clínico. pois ele não se aprofunda nas causas e conseqüências de tais fatos. Hoffmann (1993. em que o médico solicita exames de um paciente. comportamento). O entendimento do ato de testar na educação é também um equivoco conceitual. pois há uma cultura vigente de que para tudo pode-se atribuir uma nota.

―investigar a verdade de alguma coisa‖. ambas obtidas no mesmo teste e em condições idênticas. constatação. Por exemplo. A compreensão desse fenômeno abre possibilidades para uma pedagogia diferenciada. Isto é: . ver se algo é isso mesmo. A verificação encerra-se no momento em que o objeto ou o ato investigado chega a ser configurado ou concluído. a nota sete (7.0) de Fernando pode ser radicalmente diferente da nota sete (7.O teste se torna um instrumento de investigação quando o professor se pergunta: É necessário também desvincular a interpretação do teste dos resultados numéricos obtidos.0) de Patrícia. Verificar Do latim verum facere — verificar significa ―fazer verdadeiro‖. com orientações específicas para cada um.

impingindo medo aos alunos. Na opinião do autor. verificar e avaliar. 93) ―a verificação congela o objeto‖. além. testar. sem a interpretação das respostas.―Vê-se‖ ou ―não se vê!‖ alguma coisa. da constatação de acertos e erros (testagem) — para se tornar num processo de interpretação e tomada de decisão ante o conjunto de informações obtidas. 61) alerta para o fato do procedimento de testar e medir servir de bandeira de justiça dos educadores. é claro. aqui se atribui uma nota ao aluno a partir da constatação do que respondeu ou não de uma prova. Novamente. baseadas unicamente nas notas atribuídas aos testes. As decisões sobre aprovar/reprovar. entretanto. Essa justiça da precisão desconsidera. Ou seja.. A aprendizagem passa a ser uma ‖coisa‖ e não um processo (op cit. pronto! Para Luckesi (1995. E . não se retiram das informações conseqüências para a melhoria do ensino e da aprendizagem. de servirem de ameaça de reprovação. verificar e avaliar: concluir: . p.. Hoffmann (1993. p. Procure visualizar o quadro a seguir para reforçar as definições de medir. a reciprocidade intelectual que pode se desenvolver por meio de um método investigativo sobre as manifestações do educando. a argumentação e contra-argumentação aluno e professor. testar. a discussão das idéias. na quase totalidade das vezes. 94). Para Medir. Avaliar A avaliação da aprendizagem ultrapassa o estágio da aferição dos resultados (medida). da obtenção da informação (verificação). p. a prática educacional dos professores brasileiros opera. como verificação. confirmam uma visão positivista de conhecimento e uma concepção de avaliação reducionista e sentenciva. numa reflexão conjunta.

Nunca é demais saber que função quer dizer. Esteban (2002). 10. valores. A segunda (diferenciada) focaliza as diferenças individuais para criar as condições de desenvolvimento igualitário no atendimento às especificidades. entre outras definições. Libâneo (1994). ―uso a que se destina algo‖. 37) ―as funções da avaliação estão intimamente relacionadas às funções da educação. que são a integrativa e a diferenciada‖.• • • não são sinônimos. Santos (2005). verificar é mais amplo • avaliar é mais abrangente que os outros três. que servirão de apoio e referências sobre o assunto. 2001. Autores como Sant‘ Anna (1995). 1402). ilustra a reciprocidade presente nas funções da educação e nas funções da avaliação. p. Na análise de Sant‘ Anna (1995. pois inclui a utilização tanto de instrumentos quantitativos. ―qualidade do que tem valor‖. diferentes. A primeira (integrativa). e testar. quanto de dados qualitativos. a seguir. p. Piletti (1991). O esquema. como o próprio nome anuncia. complementam-se. Melchior (2003) e Luckesi (1995) apresentam em suas obras as funções da avaliação com pequenas variações de abordagem. (HOUAISS. propõe-se a tornar as pessoas semelhantes em idéias. . linguagem e ajustamento intelectual. mas pois seus têm significados amplitudes que medir se justapõem.2 FUNÇÕES DA AVALIAÇÃO O estudo deste item é de grande importância porque está relacionado à compreensão do alcance e do propósito da avaliação no contexto educacional. Haidt (1994).

controle e classificatória). melhorar estabelecer aprendizagem situações agrupar ensino de (controle). avaliação. a partir do que é possível identificar dentro da sua abrangência: 1) Função diagnóstica . p. promover. curriculares. (classificação). (LIBÂNEO. 1994) O referencial proposto por Benjamin Bloom (1971) aponta para as funções da avaliação. • cumprir os objetivos da educação (pedagógico-didática).Há que se considerar também que as funções da avaliação são genéricas. 39) apresenta cada função (diagnóstica. por abrangerem aspectos mais amplos do processo educativo e pretenderem: • • • fornecer possibilitar ajustar a as seleção políticas bases e e a para o classificação práticas de planejamento. Sant‘Anna (1995. a partir da interligação entre elas e sua significação para orientar o trabalho do professor. pessoal. o a às funções diagnóstico e individuais alunos o específicas pretendem: (diagnóstico). No • • • • que diz facilitar respeito.

Propiciar feedback de ação (leituras. b. d. exercícios etc. Comprovar próprias as dificuldades hipóteses sobre as para quais se uma baseia o prescrição. Informar o aluno e o professor sobre os resultados que estão sendo alcançados durante o desenvolvimento b. da época e dos instrumentos apropriados. Melhorar o ensino das e a atividades. insuficiências. b. aprendizagem. 2) Função formativa ou de controle a. Buscar uma consciência coletiva quanto aos resultados alcançados.a. . Identificar. no desenvolvimento do ensino-aprendizagem. Classificar o aluno segundo o nível de aproveitamento ou rendimento alcançado. a fim de eliminá-las. Verificar se o aluno apresenta ou não determinados conhecimentos ou habilidades necessários para aprender algo novo (pré-requisito).) 3) Função classificatória a. do objeto de medida. discriminar deficiências. (Temos certeza de que as solicitações ou situações de aprendizagem não se limitaram a exigências de memorização e reprodução de dados pelo aluno?) As lacunas de aprendizagem realmente desapareceram? A construção do conhecimento de fato ocorreu? A resposta positiva a estes questionamentos nos leva a expectativas realmente gratificantes. discriminar. currículo. caracterizar as causas determinantes das dificuldades de aprendizagem ou essas c. Observe o esquema a seguir. em que as funções da avaliação decorrem dos propósitos. explicações. apontar. c. d. Obter informações sobre o rendimento do aluno. Localizar.

é preciso articular as três funções por meio da aplicação de diversos instrumentos para possibilitar diferentes olhares sobre a aprendizagem do aluno. A função pedagógico-didática (LIBÂNEO. 10.4 PRINCÍPIOS BÁSICOS DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM . 1994) refere-se aos objetivos do processo de ensino e está diretamente vinculada às funções de diagnóstico e de controle. A função diagnóstica perde a razão de ser se não estiver referida a função pedagógico-didática e alimentada pelo acompanhamento do processo de ensino que ocorre na função de controle. Isto quer dizer que. para haver equilíbrio no processo avaliativo. fica restrita à tarefa de atribuição de notas e classificação.Importante! Essas funções atuam de maneira interdependente. A função de controle sem a função de diagnóstico e sem o seu significado pedagógico-didático.

ao final de um determinado período de tempo letivo. A responsabilidade do professor não é aplicar instrumentos apenas para atribuição da nota. 24. Melchior (1999) e Hoffmann (2003). esperava-se que os estudantes. Isso requer planejamento e sistematização permanentes para não ocorrerem de forma inadequada. os princípios auxiliam a elaboração dos objetivos que. A seguir. A função avaliativa é muito maior do que cumprir apenas a norma administrativa junto à secretaria da instituição. É por isso que se diz que a avaliação contribui para a melhoria da qualidade da aprendizagem e do ensino. p. A partir dos estudos sobre avaliação da aprendizagem e dos dispositivos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Nº 9. você terá a oportunidade de conhecer oito princípios que orientam a realização da avaliação. alínea a) sobre as configurações da avaliação processual ou contínua. os princípios que orientam as teses são o pano de fundo sobre os quais assentam as referências do que é realizado. As aulas eram dadas e. Fique atento(a) para o significado de cada um deles! 1º Princípio: a avaliação é um processo sistemático. 2299). e um produto não existe sem um processo. inciso V. 2º Princípio: a avaliação é um processo contínuo. 2001. . para que não corra o risco de ser espontaneista e improvisada. por sua vez. visando aperfeiçoá-la.Por princípio entende-se aquilo que serve de base para alguma coisa. A educação tradicional sempre esteve voltada para os resultados da aprendizagem. por sua vez. Para isso. causa primeira. Eles produzem os sentidos do que pensamos ser verdadeiro. fornecem ao professor as indicações dos avanços e das dificuldades dos alunos e de como deve encaminhar e reorientar sua prática pedagógica. depois. razão. gerando os meios e os espaços necessários para o desenvolvimento integral do aluno. proposição que serve de base a uma ordem de conhecimentos (HOUAISS. têm oferecido nos discursos uma visão distorcida de que processo e produto são elementos dicotômicos. No âmbito da avaliação. Os princípios são decorrentes de uma concepção pedagógica e que. é conseqüência de uma postura filosófica. A sistematização na avaliação é necessária e importante. o professor necessita elaborar instrumentos avaliativos tão diversificados quantos forem os itens a serem avaliados.394/96 (Art. Segundo Haidt (1994). A realidade mostra que um processo chega a um produto.

nem sempre tem levado em consideração que há necessidade da produção de resultados significativos. necessita-se do processo. que são o produto de nossa ação e seria descabido que se agisse sem desejar algum resultado. auxiliando-o a vislumbrar suas possibilidades. Por outro lado. E. mas em relação ao instrumento a ser utilizado. em conformidade com um padrão um tanto indefinido e aleatório. funcional dos objetivos. seja qual for. o professor deverá estar atento para reformular os objetivos sempre que compreender que eles não estão coerentes e adequados àquela turma e àqueles conteúdos. Esse caráter dinâmico. também. Resultados efetivos dependem de processos consistentes. Posto que a condição da sala de aula e o ensino são processos dinâmicos. de um lado. 4º Princípio: a avaliação é orientadora. em termos de desempenho dos estudantes diante do que é ensinado e que deve ser aprendido. é que norteia a avaliação e também reorienta a prática docente conforme os resultados apresentados. Não! Avaliação por ser contínua deve subsidiar a construção dos resultados desejados. mas. orientando-o no sentido de alcançar os objetivos . Avaliação contínua ou processual. Os objetivos estabelecem os parâmetros e as prioridades do que é essencial e do que é secundário no ensino. os conteúdos não se atinham ao essencial na aprendizagem. Necessita-se dos resultados. de fato. não significa que qualquer resultado está bem. ao mesmo tempo. A avaliação é orientadora porque aponta. Na prática. A avaliação é funcional porque se realiza em função dos objetivos. para posteriormente ser incluído na avaliação.manifestassem uma determinada aprendizagem desejada. A integração entre os componentes dos processos de ensino e aprendizagem são importantes não só em relação ao tipo de avaliação. pois é por meio dele que chegamos aos resultados desejados. Ensinava-se sem investir no processo de capacitação do aluno e. a educação que vem emergindo de novas abordagens processuais da prática educativa. aplicavamse provas com questões aleatórias. flexível e. sem que se esteja preocupado com o produto/resultado. 3º Princípio: a avaliação é funcional. depois. tendo em vista classificá-lo em aprovado/reprovado. necessita-se das duas coisas. Por serem aleatórios. Fala-se em processo e parece que somente ele importa. Em síntese: o processo e o resultado são duas facetas do mesmo objeto: a prática pedagógica. os resultados em termos de avanços e dificuldades do aluno. essa relação não é linear e fechada.

ela deve evitar priorizar um aspecto em detrimento de outros. desmobilizar preconceitos e acreditar que existem jeitos e tempos diferentes de aprender. clareza e amplo conhecimento. Para tanto. assim. é preciso levar em conta. deve-se valer de diferentes instrumentos em diferentes momentos do processo educativo. A avaliação é integral. Torna-se necessário. orienta o professor a manter condutas ou replanejá-las. Para ser abrangente. as múltiplas dimensões do ensino em cada área de conhecimento. . pois considera o aluno como um ser total e integrado e não de forma fragmentada. 7º Princípio: a avaliação é qualitativa e quantitativa. como sujeito. A avaliação se torna inclusiva quando aplica outro princípio educacional. A escolha das abordagens (quantitativa e qualitativa) metodológicas de avaliação irá influenciar na escolha dos instrumentos de avaliação a serem utilizados pelo professor. aprender e ensinar. 6º Princípio: a avaliação é inclusiva. pondo em prática procedimentos alternativos. Por outro lado. Avaliar para incluir é ser capaz de disponibilizar ao aluno as condições objetivas e subjetivas ao círculo da aprendizagem como direito universal de uma sociedade democrática. Para além da complexidade do aluno em si. o professor deve coletar uma ampla variedade de dados que vão além da aplicação de uma prova. o da igualdade de oportunidade: garantir a aprendizagem para toda a vida.propostos. é preciso refutar a idéia do não-aprender. quando se fizerem necessários. 5º Princípio: a avaliação é integral. Assim. Em decorrência disso. para além do que significa avaliar. igualmente.

O equilíbrio da balança de não sacralizar uma abordagem e demonizar outra deve ser o desafio de cada professor no seu cotidiano. Os múltiplos relacionamentos da convivência são fundantes no modo de pensar e re(agir) em relação ao conhecimento apresentado. A abordagem quantitativa enfatiza a quantificação para descrever o objeto que está sendo avaliado. a seguir. a avaliação não se reduz à reprodução do pensamento do professor e sim à reconstrução do conhecimento que internalizou a partir da pesquisa. não serão levadas em conta apenas as necessidades burocráticas de atribuição de notas e. por serem de natureza complementar. Há consenso entre os autores de que as duas abordagens não sejam excluídas dos processos avaliativos. A abordagem qualitativa busca compreender o que os professores ensinam e o que os alunos aprendem.Tais abordagens devem servir de referência para aquilo que o professor irá desenvolver durante as aulas. A ênfase está na busca de informações que sirvam para entender casos específicos e não na busca de informações generalizáveis e comparáveis. 8º Princípio: a avaliação é relacional. pois cada aluno atribui à aula e aos ensinamentos do professor um sentido que é único para ele. das discussões interativas. como se fossem informações estanques. Para reforçar os conceitos de cada princípio. o grau de conhecimento do aluno é medido a partir das respostas certas ou erradas de critérios preestabelecidos. uma palavra correspondente: . Em outras palavras. já que uma enfatiza o produto e a outra o processo de aprendizagem. das leituras e das aulas. com os outros e com os objetos do saber. Portanto. de outro lado àquelas direcionadas para a tomada de decisão. A avaliação deve garantir ao aluno o direito de aprender consigo mesmo. Nessa abordagem. anote no quadro. Nada do que ocorre em sala de aula pode ser reproduzido. visando evidenciá-las no modo de avaliar seus alunos. e que não pode ser percebido somente por meio de testes padronizados.

No caso específico da avaliação. Em outras palavras. . A propósito disto. de um sujeito. aquilo que serve para distinguir a marca de um objeto.10. Daí poder afirmar se estas opções pertencem a uma ou outra corrente teórica/ideológica. identificam um procedimento a ponto de situá-lo num contexto para afirmar que ele está imbuído desta ou daquela ideologia. pelas características que elas apresentam. Agora escreva ao lado de cada um qual a tendência pedagógica predominante nas suas crenças.5 CARACTERÍSTICAS DA AVALIAÇÃO Por característica entende-se a qualidade fundamental. Esta é a razão pela qual Paulo Freire afirmava que "todo ato pedagógico é também um ato político". as características dão destaque àquilo que lhe é próprio. aula e de avaliação. quando um professor faz uma opção metodológica na condução das aulas e das avaliações. professor. é possível identificar esta sua opção. já parou para pensar que as suas opções teórico-metodológicas denunciam suas crenças e seus valores por meio daquilo que realiza com os alunos? Aproveite este momento de reflexão e escreva sobre suas crenças a respeito de aluno.

. As contribuições de Libâneo (1994) e Melchior (1999) servirão de referência para essa discussão. especialmente nossos alunos. 1ª) A avaliação reflete a unidade objetivos. operacionalizados por meio de metodologia adequada. pesquisas. habilidades e atitudes. os objetivos explicitam conhecimentos. o professor deve prestar atenção para que cada elemento (objetivo. não têm clareza sobre o que fazem. os outros e. Ao elaborar seu plano de ensino. por isso. • estão em processo de conscientização do impacto de suas escolhas sobre a vida dos alunos. Isto é. seminários. conteúdos. metodologia e avaliação) do processo didático seja parte constituinte de um todo. Em qual destas alternativas você se encontra? A partir destas considerações iniciais. Dito de outra maneira. provas. etc. • reconhecem nas suas ações as características de sua opção. compreensão e assimilação que devem ser manifestados por meio de exercícios. identificam nossas opções ideológicas a partir das características das nossas atitudes. Pense mais um pouco! O que será do trabalho docente e dos alunos sem essa tomada de consciência feita diariamente?! É comum encontrarmos professores que: • desconhecem a lógica de suas opções. serão apresentadas as principais características de um processo avaliativo. • ignoram ser a escolha teórico-metodológica de fundamental importância para as características de seu trabalho. conteúdos e métodos. feita com ronhecimento de causa.Perceba que nas nossas escolhas nós reproduzimos na prática aquilo que acreditamos – mesmo que nosso discurso seja outro.

A prática docente mediada pela interação. a avaliação contribui para tornar mais claros os objetivos que se quer atingir. assim. a avaliação deve estar coerente com a metodologia das aulas. que se a metodologia não favorecer o desenvolvimento de competências. associada à adequação metodológica e dos instrumentos de avaliação. interpretados. À medida que o professor realiza as avaliações diagnóstica e formativa. Mesmo diante da evidente necessidade de classificar.A clareza dos objetivos. é bem provável que a avaliação não corrobore com este horizonte. Em outras palavras. recolhe informações sobre a turma e ante o plano de ensino toma decisão de adequá-lo às condições dos alunos. 3ª) A avaliação contribui para o desenvolvimento de competências e habilidades. com as finalidades de formar quadros profissionais conscientes do seu papel social como cidadãos. argumentar e elaborar. amplia a possibilidade do processo didático de ter a unidade desejável. para propiciar o desenvolvimento da habilidade de saber pensar. Toda a qualquer atividade avaliativa deve servir de referência para que o aluno se descubra nas suas potencialidades. Mesmo que o professor não esteja seguro de como atingir os objetivos. então. Dessa perspectiva a avaliação deve ser elemento de construção do conhecimento. pois assim refletirá na avaliação. Na educação superior a avaliação está relacionada ao projeto pedagógico do curso e aos conteúdos da disciplina. reorientando condutas e procedimentos avaliativos para que não se percam de vista os objetivos estabelecidos. E se ela for restrita às aulas expositivas? É possível inferir. habilidades e atitudes. . ao invés de apenas memorizados. ultrapassa a medida e a verificação e se direciona para fornecer a aprendizagem do aluno. Nesse sentido. cumprindo. 2ª) A avaliação possibilita adequar o plano de ensino. cada item do plano de ensino deve ser coerente. fazendo com que sejam reconstruídos. pelo diálogo e pelo exercício constante de reflexão. a própria turma vai fornecendo os indicadores de como tomar novas decisões.

Esta referência do autor nos faz pensar que muitos professores organizam aulas monólogas. ou para retomar o que está sendo trabalhado. • discutir com outros professores as análises e as percepções sobre a turma. 17) ‖não existe conhecimento sem sujeito cognitivo. ―entre as dinâmicas mais fantásticas de desenvolvimento humano está a habilidade infinita de aprender e conhecer‖. a subjetividade do professor. Isso não significa excluí-la. que em nada contribuem para o aprendizado dos alunos que inclusive são impedidos de pensar. Completa ele. A fim de garantir a objetividade. que evidenciam as capacidades do aluno enquanto aprende. Para Demo (2005. Segundo Libâneo (1994. Ele faz inferências. 5ª A avaliação deve ser objetiva. 6ª) A avaliação deve ajudar na autopercepção do professor. o professor deve: • • fazer elaborar e registros aplicar sistemáticos instrumentos e sobre técnicas aspectos diversificadas de observados. 20) ―a avaliação é também um termômetro dos esforços do professor‖ por meio dos resultados que o professor constata no decorrer do processo. p. avaliação. realizar e argumentar – deixam de dar evidências sobre suas capacidades. cultural e biologicamente plantado‖. A avaliação deve ser capaz de fornecer uma imagem correta sobre as condições do aluno. já que ela está sempre presente na relação pedagógica – o cuidado a ser tomado é para que a subjetividade não comprometa as exigências objetivas. por inoperância. Esse estado de vigilância. Na elaboração dos objetivos. no painel de controle das ações possibilita ao professor o desenvolvimento da sua capacidade perceptiva sobre o que realiza.4ª A avaliação deve focalizar as atividades dos alunos. ou para prosseguir. Esse elo entre objetivo e avaliação é que determina o tipo de procedimento que deve ter o professor na proposta de atividades a serem desenvolvidas pelo aluno. Uma avaliação é objetiva quando elimina ou reduz. p. tanto quanto possível. Significa dizer que quando o professor planeja uma aula. ele o faz criando e propondo situações de aprendizagem. . faz-se necessário pensar nas formas avaliativas correspondentes às expectativas que o professor tem em relação ao alcance do aluno.

isso se refletirá na imagem que os alunos constroem da sua pessoa. Para Libâneo (1994. 61) esclarece sobre esse procedimento afirmando que: ―a avaliação está comprometida com o futuro. É comum em salas de aula a presença de jovens e adultos que solicitam explicações do porquê desta ou daquela atitude do professor. (VASCONCELOS. Influência de grande monta também consegue o professor cujas atitudes inspiram respeito. Por exemplo: Se um professor menospreza alunos por sua condição social e intelectual. justamente porque está em fase de formação‖. mas também a falta da capacidade de ser aberto e flexível com outras formas de pensar. para recuperar a trajetória percorrida e apontar novos rumos para as ações. esse ―balanço da tarefa educativa‖ é de fundamental importância para evidenciar uma postura de confiança e compromisso do professor com o seu autoconhecimento e com o de seus alunos. esse professor está equivocado quanto ao significado de autoridade. A análise crítica sobre o trabalho do professor e do desempenho dos alunos. as atitudes de um professor são reveladoras das suas crenças e valores. No âmbito da avaliação. compreensão e sensibilidade. 1994. bom humor. p. ―A dúvida é um dos direitos fundamentais do aluno. p. A posição defensiva ou agressiva evidencia não só a falta de habilidade. da avaliação do professor. que questionam suas aulas. que possibilita a clarificação de alternativas para a revisão desse real‖. a partir do autoconhecimento do concreto. ao fazer a apreciação dos resultados da avaliação. p. 7ª) A avaliação reflete o modo de pensar do professor em relação aos alunos. seu compromisso ético social com a formação dos alunos. pode resultar em avanços significativos para o crescimento de ambos. já se considerou anteriormente que ela se constitui num ato pedagógico que demonstra não só a competência técnica do professor mas. deve ser realizado pelo professor e pelo aluno conjuntamente. de modo a compreenderem que é impossível separar a avaliação do aluno. ―Na avaliação. Saul (1988. Como já foi dito anteriormente. dando um novo ânimo para o período seguinte. Portanto. falta com o respeito a alunos que se manifestam. sobretudo. com o que se pretende transformar. do real. o professor os julga nos seus aspectos quantitativos e qualitativos – objetivos e subjetivos. identificadas pelas características das suas ações. . Para tanto. Se por acaso. o professor mostra as suas qualidades de educador na medida em que trabalha sempre com propósitos definidos em relação ao desenvolvimento das capacidades físicas e intelectuais dos alunos face às exigências sociais‖.Esse mecanismo de ação – reflexão – ação. 56). Há experiências exitosas de docentes que desenvolvem um trabalho e uma avaliação participativa. feita com maturidade e seriedade. 203).

o professor que pudesse renunciar a toda a avaliação certificativa para se colocar inteiramente a serviço das aprendizagens dos alunos. o propósito primeiro é o de possibilitar ao aluno o desenvolvimento de suas capacidades. primo pedagógico do soldado desconhecido. cuidado em troca da maior transparência possível. a ser um pouco duro de qualquer modo. leia o texto elaborado por Perrenoud (1994): O BOM. porque desempenharia um duplo papel. E o Vagabundo? Talvez fosse o aluno.. seu público. não seria constantemente um jogo operativo. em seu próprio interesse e no do aluno. Quando avalia. isso os aprisiona. um professor sentir-se-á inevitavelmente julgado por aqueles que.É importante destacar. que em qualquer momento do ano letivo e com qualquer instrumento de avaliação. então. . porque a avaliação formativa é uma intrusão em sua vida. ainda. Mesmo que não haja qualquer avaliação certificativa a prestar. isto é. evitado. desempenha. portanto. Nas escolas onde os alunos devem submeter-se a uma prova nacional. mais duro que a própria prova. ao qual caberia o ―trabalho sujo‖: recusar uma certificação ou uma orientação favorável em nome da eqüidade e da manutenção do nível. A seguir. O professor desse referido ano. avaliarão as aquisições de seus alunos e. podem disso depender. portanto. talvez. a avaliação formativa pode tornar-se um puro treinamento para a avaliação certificativa final. o Bom se sente inclinado. por vezes. tão bom quanto imagina. onde os professores do último ano do segundo ciclo preparam seus alunos para uma prova de baccalauréat que será administrada por professores externos ao estabelecimento. A avaliação. alternadamente. como Merle (1996) mostra em seu estudo da escola secundária francesa. condenado por profissão a ―trapacear‖. um papel de treinador a serviço das aprendizagens do aluno e um papel de juiz ou de árbitro. como o professor de qualquer turma preparatória de uma prova ou concurso independente. encarnando o princípio de realidade. interrogado sobre suas representações. É uma hipótese razoável? O BOM seria. seu próprio trabalho. O Estúpido seria o examinador anônimo. cedo ou tarde. na medida em que a reputação do estabelecimento e sua classificação.. se possível. indiretamente. para que o fracasso eventual seja antecipado e. Os alunos quase não gostam de serem tratados demasiadamente bem. Trapacearia com o Bom. mesmo que fosse puramente formativa. porque não tem constantemente vontade de ser ajudado a aprender. as exigências da prova final. O Bom não seria. seus erros ou seus métodos. O ESTÚPIDO E O VAGABUNDO O sonho de todos os professores que não gostam de avaliar seria que se instituísse uma divisão do trabalho: a uns caberia ensinar. segundo um regime. avaliar. a outros.

muitas vezes. O examinador teria um papel claro. prepara de última hora. acabamos de tomar conhecimento sobre as concepções. lhe seja o mais favorável possível. os balanços de competências criam mais recursos. para decidir sobre o futuro. os princípios e as características da avaliação da aprendizagem e como elas influenciam nosso modo de agir em sala de aula. até mesmo formativos. apresenta uma expressão-síntese daquilo que foi abordado nesta aula: De A A A Por certeza certeza certeza isso de devemos de que tudo de que seremos fazer da que é ficaram estamos preciso interrompidos interrupção três sempre sempre antes um de novo coisas: começando.O aluno trapaceará também com o Estúpido. aplica a seus próprios alunos e a corrige. A partir dos personagens apresentados no texto. o avaliado engana. o Estúpido e o Vagabundo. continuar. o examinador.. reserva-se essa avaliação independente aos diplomas do último ano do segundo ciclo. hoje. (1997).. terminar. ensino de um lado. talvez. ―se vira‖ para ter um ar mais sábio do que é. Mas então se tornam jogos cooperativos. Todos os modos são válidos para ser bem avaliado. Mesmo então se consideram os resultados do ano. caminho. Quando esse sistema subsiste é. a medida objetiva de suas competências é a última preocupação do avaliado. frauda se tiver coragem. Na maior parte dos sistemas educativos. O poema de Fernando Pessoa. para criar ilusão e ter a paz. Portanto. de outro lugar: teria que julgar uma pessoa baseando-se em um texto de algumas páginas ou em uma conversa de alguns minutos sem nada saber de sua história. da qual depende seu futuro. . durante uma prova escrita ou uma interrogação oral. Ele deseja que a avaliação em questão. Seu desconforto viria. as funções. Nesse caso. a avaliação não teria nenhum componente formativo: não seria mais hora de ensinar. é cada vez mais raro que se organizem provas nas devidas condições. Nesta aula. às vezes aos certificados que marcam o fim de um ciclo de estudos. Diante de uma prova clássica. mas de fazer o balanço das aquisições ou de classificar. iria contra a corrente. Ao longo do curso. o direito de continuar seus estudos ou de receber seu diploma. A divisão do trabalho. Isso seria razoável? Em educação de adultos. Identifique quais personagens correspondem a cada uma das modalidades de avaliação. pesquise sobre as características de cada um e faça um perfil sobre o Bom. o próprio professor que concebe a prova. avaliação do outro. de um grau ou de um ciclo ao seguinte.

que significa atribuir um valor. responda: 1) A palavra avaliação é composta pelo prefixo ―a‖ que significa ―não‖ e a palavra ―valiar‖. um passo uma uma de dança. a seguir. Brasil: MEC. medo. Porto Alegre: Globo. enumere 4 características presentes na avaliação. escada. Ser professor é cuidar para que o aluno aprenda. 1972. Lei de Diretrizes e Bases. 1996. o que significa avaliar? 2) Por que é importante avaliar os alunos? Em que momento é mais apropriado avaliar uma turma? 3) Considerando que as atitudes são constituídas de ações que espelham as escolhas e as opções didático-pedagógicas e filosóficas dos professores. mas faça-a. é para seu crescimento! REFERÊNCIAS BLOOM. 4) Faça uma análise qualitativa sobre suas aprendizagens desta aula. Da procura. um encontro. Para isso. você terá a oportunidade de responder quatro questões: Leia atentamente as questões. O que aprendi sobre avaliação. sonho. Benjamin S. O que penso sobre avaliação O que sei sobre avaliação O que gostaria de saber sobre avaliação Não há necessidade em postar a atividade. Porto Alegre: Mediação. BRASIL. 4. volte ao quadro inicial em que você fez o seguinte esboço e o complete. . alii). DEMO. com base nos estudos realizados. (et. explicando-as. ed. que auxiliará na compreensão do quanto foi possível aprender dos conteúdos estudados até aqui. Taxionomia dos objetivos educacionais: domínio cognitivo.Da Do Do queda. ponte. Agora. Nesta avaliação. então. procurando indicar os avanços e as dificuldades encontradas. você realizará uma avaliação do tipo formativa (durante o processo). Pedro. 2005. Se esse estudo da etimologia estiver certo.

São Paulo: Cortez. 4. Jussara. ed. 10. . Cipriano C. Didática. Manual de avaliação: regras práticas para o avaliador educacional. 2. O cenário da avaliação no ensino de Ciências. Jussara. Janssen Felipe da. São Paulo: Paz e Terra. MELCHIOR. 1999. Porto Alegre: Mercado Aberto. Ana Maria. HOFFMANN. LIBÂNEO. José Carlos.). Petrópolis: Vozes. ed. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo: 1994. São Paulo: Cortez. 1999. HOFFMANN. Dicionário Houaiss. PERRENOUD. Miguel Angel. Antonio. Práticas avaliativas e aprendizagens significativas em diferentes áreas do currículo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Objetiva. 1993. compreensión y mejora. ed. ed. HOUAISS. 1988. LUCKESI. 2. 1996. VASCONCELOS. SANTOS GUERRA. La Evalución: um processo de diálogo. James. 2003. História e Geografia. Porto Alegre: Mediação. 1977. Avaliação da excelência à regulação das aprendizagens: entre duas lógicas. 1994. Maria Teresa (orgs. Paulo. Celso dos S. In: Silva. Avaliação Pedagógica: função e necessidade. Avaliação: concepção dialética – libertadora – do processo de avaliação escolar. 2001. Porto Alegre: Artes Médicas Sul. São Paulo: Cortez e Autores Associados. Ediciones Aljibe. ESTEBAN.FREIRE. Avaliação emancipatória: desafio à teoria e à prática de avaliação e reformulação de currículo. W. POPHAM. Philippe. Maria Celina. 1995. SAUL.

 5:.16:  50. 6 10.6:93.3  7614 :9 411..356 7.:  "8.1.065.9::  0647964::6  46..3.16: 736: 796::69:   479:: 68:. .065.:70.07.1  064769.09.91. 6  5.9.065. :18 606:064.16: 1.03.!6 065..:54 906:.: 0646 1:56: 91. 7698:064.9/ 619.9.9/..9.16.6 1.5.6: 1 4.9.3 : 61465:..9.6  6 4:46 .6::/.: .9.. : .3.4.18. ..16761.36:9. 6  09...1: 76:  4. 65 4961396:316:16:.187.9..:  6: .0 8. 98 .45.9.4 ../. : 4469.16761:94116 .

:..:.3..56..9.  #69 4736  4 796::69 .:..45. .9  90..1.9  769  796..1  065:19..94..5.6 1:: 5 456  76: 3 5 6 : .:  :.::0.. .9.9 " ..616.16: 6:79::.. 6 .99:3. .6:  064.9/94.59.9 : 5065.61. 5.: 7. 4 56.10. 769..730.31.3.3 1.9. 5 5..:..3.14:4:4. 16 10.. 065:0 50. 7945.  . .:.516 8 606: 1 4..   "5. 065:.:..1.95.  03.45. 6  06507 6 1  1550..: 6 7.:9.3.55  7  065:19. :16: :65...:. :5. ':.8 " 91065:46 1.: 0.169 56 ...1.: 1 . 4. 64.50.9.  50..16 7.:  065:8 :473:.. 9.6  :651.::.79651.5145.: ..4/ 4486060650.9  5:.  63.

6 ..979. : 79670.9.16: 4 0647.116.96:9:3...31.9.5:..3:.9 ..  .. 6 .16 :.356  8 5014 :6/9 6 7960::6 10. 6 1. 906999 .9.4:4..: .. .765.05. . 40647964::6064.:5694.5. 6: 9:3.5. 6 064 6 : :.05. 165 .694.1.9.45.45.3.16:06466:156::. . 6  4 765.  4 8 6 4 106 :630.1.6 ..18. 5..5 6  6909 4 ..6 7.. 4105.9.6 1 7..4/6: 796::69  . :4 3 6909 6 .6 1 .16 03 506  &.:.16   8 .4: 1 4 7.1.: 736 .  .5.6 ..410.6 90 06 1.5.356  .

.979. 56. :..    1 #.16:9:3.. 064695.  4 0651 : 1 5.71.9..5.1.: 6/.196  9 : .   50:: 96.9 :50. 1.9  90.9 6 3.9 0.16: #694736  .:7. .0.1.10.9 91.5166796::69:795.16:54 906:6/.6..:.. 616.1: 7.4  90. ::70 0..09  90.:..945.1950.    1 95.: 56 4:46 .../9 76::/31.9.. :.  .9.. 68. ".. 6  5:.1.4 94 .4/ 41:503. 6 5099.:.345.615:..4/.4. 195. 56.516 761 :9 9.695.36  ::6 4:46  065:.:   064795: 6 1:: 5 456 .0.:.45:.

  .166 06503 16  :.16 0.34.65:. .:90659..6 48 6 6/.6 66. 06:..:56 4645.6   . 91.1 1 .

 .

69 . 7   .. 1 065045.::.:5694... 6 :.5 647960::6 670.55  7  .9547960::61 5.31...5:. 61. 5. . ....: .66/..3. 6 1.6.9..9  .9.8:.: 1 .5 6 1..:.: 4.6167960145.9/4..0.. 5694. . : 6 76:.9.. 6  065. 06:..1.:396:679.: 9:76:.9/ 1..16: 411.7951.41.6 #.:.7.09.6 :6/9.9079601.6.356 .:. 5.9 6 16: 9:3.6  4. 16:10.516  .3 4   03.9.99796.7951.3 16: 796::69:/9..6:996: . 6 1. 6 1.6 .9. 5 6:9.96  1 :994 1 .3.:  :4 .4 3. 8. 10. . 6 1.15.979.. 5.6: .945. 6  475516 416 .065:.790: 61:065:19.06:.: .:: 064690.:  06594. . 79 .4..45. ..    7965...4 4. 1 9796.:. .7951...5.7.:. 6  64.3.56.169: ::. 6 90..1 1.91.065:.:  ..519.30.9419:991/.16 5:56  1.1:0:: 61.675 616 .02:  7  .6  !6. :065:8 50.4 7.796.: 56.::.4  .34. 6  : 10: : :6/9 .9..356: .065...90.  !.6: .  1.: . 6/.:..39.:7.: 50.61. 6 ":.9. :1610.6165:.9  /.1:..9.:  6 5 6 :   .7.1.979.695.:94.9. .38761: 1:563976946 14 4 . 06507 6 1 .6.:. 60653. 61689:765165 614. .45. 5.4369. 796.47.

.:   #.5.:15 :1419 ..9.:97. 6 0655.9.   .3.1..  :5..9 90.945. 6 .9 065039 .9.:..6 1 5694. : 6/..9   91065:.9.356  796::69  54.968.64.1..50. 93 6 0655.9 90..9.969 .   #9609:. 19 . 1 10: 6 .196.:.3.3.

:  .16: . 4 :50.: 76: :: .1: 8 419 : :.9 0647345.   5 6 : 6 :5 546:  4..4.:..7 4 195..473.

  7  . 6064 785. :1.369  "&&  7    .3./985 68919 5.:5 :1. 0646679 796564.31.1.4.16 064795: 616.3.6:8.9.55.4...1950..611.45.9  4.9.3..: : 5 :1.61.550.945.96:.93.86:6.1168../9.:.::./691. 50..1.5.::6/96.5   3069  02:  .5 3:1&.6:  :.55...36  8.3.5..065..  / 56  ..6:     ! &X" ":.::5. 7967 .3.5.9..5.5016 7967 :.16:8.:5 :1. 14.9 : 76:503..  #3.5.:.3.  &.610.065.76699 50.4 8:99 61...:15 : :6.:.:  90. 6 8: 6.065.5.161:.55.44:. 6:...514769.6   !..: .4 19.:6/9.. 656065.   7949.615:...5.79:5.6:  8. 6.4736 .7698:.30. 93...8:1:.5.9 4../..1.3   !50. 65.10. 5.69:0646&.9.96.

. 1950. 6  .9079601.:.6 ::7001.:195 .1:   ":84.5145.5.3. 65.3.::43. ..:.:7.45.1..:7::6.:5 :1.: .5.3.:4 1 .3 :51.10..30..09.369: 35.9.: 511.9.179:5.. 60. 9656.6.:5 :1.9.4.:0651 :11:56345...65.695.:9 3:.9.

:5 :1.4/ 48. 6 03.: .5 :.06  511.. 06..4736:167960::610./309 .: 769.: .5194 69509 76::/3.9 9:7.03.:. 6 1 73...: :3 6 763 .3.: 8 1 ..9 . : ..: 79.9.: /. 6  796469  047996:6/./9.9:      !6     03.6:1.::0..::0.6 7::6.10.6  6 .0.963  . : 5 : 1..5.679. 7.. 6: 65 90.45.5 :.9 .9 :.  8:065:19..97.356: 6 :70 0.06  4369. 6 79 . .7951.9.9 5:56 1 065.594.3.6:4.::   .:70.514 1.3 09903.4 :.0. 6 71.

9.5 :.9 168  76:: 315.9.  W!"   " 9950. 7. .96.79:5..96303.::.:. 67.9. 65.3 79676:.0.93. .0.5 6 1.  7  .9.695.. 7.9.0..11 .:50..9. .9 1.0.45 3664   .7./.55.5 :. 6  .961.5.6 769 5. 5.3.::0.  5 61.1. 065.: 5 : 1.93. .3616796::69  &../9.765.915.5 50.0..

/31.1: 50:: 96: 7.79519 .. 6 5 6 1.945.36 566 79 .16: 065045.79:5. .9 : 6 ..6: 6 .356 .  90.9.

30.1: 1 ..4  0 60.3.  5694.: 1031.:.: 64796.5.9 1:0945.1:  .6165:56.616.9 .16: 8 :.4 6 ::.945.: 0  79 79. .: 5:0 50.0.9 .6  /  15.:: :6/9 .98:.7951..1.7951.6 /  369.765.: 1.: 5:56  .: 0.9  1:0945..9 .: 1.9  0.9.1: 7 .0..9. 8.:.: : 4.910 50.: 561:56345.963 .356   5 6694. 6 79:09 6  099 036  1 "/.5 . 6 :516 .356  6 796::69 :6/9 6: 9:3.61065.95694.5.9 6 .: 1031.9.16: 19.. 6 1:56345.: 7. ::6/9695145. /.9 6 1.

 4 1 : 90 06:.4  .0  345 .7951..

 1 8 .16  /  :0. 6 3.9 4.3. 065:0 50.660699  9:76:. 1.7. 8..6 6 95145.. :9  4 8 .5 .16: 736 .6:.6:  16 6/..909.7951.9.45.45 6:34. 063.9 616065045. 9. 697961 61 1.:14469.6: 9:3.345.. 50.45...16: .  3.356  :3.4065:.::0..3..021.::0.5.9 6 .:   "/:9 6 :84. 76:..345.91/.: 8:..: 9.: 730.16:5:.0.1:. 760.: :630.5. .5 .05... .9...4..945.6 1 411. 6 106994 16: 7967 :.30. 70.6: 56: 3.61.:1.: 5 : 1. :1.356 :516 6 5 3 1 . . .16:  .65. .796. :.30.6 .16:  '46: 09.:  1 #9670.7951.49.  5 603. :6:. 9.79679..6 .

:5 :.5.5.  4769.414.. 5 671.59.. ::. 06..917515.

11 . W!"  99.0.

 61:9:5 6:.0..503.6:6/.5 :.9991.  19..5 6 71.963  5 61.:. :5 :11.5 :.6:167960::615:56:.9.791.061065.1.45. 06.

.45.963:4.963 5 61065.1.345.06:46::50.11 .5..5 61 1. 06.5 61065.0647.0.736.6167960::615:56 8606995.1671.5 :.

..9.11 .: .9 .. .9 : 5 : 769 46 1.356   #%!\#"&V&"&X"#%!  .:03..06 0.945. .03.9 83 /96 56 7960::6 ..1 .6 89 19 8  7.6:7.9::6/9.9/ 6156. 6  :. 6 1 19:6:5:.:63.::0. 76::/3.6   790:6 .3.9.4 16 .9..730. . .9:.7951..9 195.9.9.

51.#69 7950 76 5.

:168 9.3.46::991.5 6:1.  9.4..:.99695.  50.: .61.3.:99 50..16:16875:.5166:46:6::7.:510. 69504.9.:.79 .: 7.9.9.196 9.8 769:.356: 10646150.:1031. :16:. 06:.69141065045..4 .65.:.::: 667.561516 :6/96:8.  0.61:56345.45.4.79 6 .356  ":7950 76:: 6106995.06507 671. 0. :.16 3:796146: :5.:.1.0. 36: 0.   3069    64.  &516 .  065:8 76:.9.9:.3.4..516.6:8 769:. 0.::5.1:16:. .55   6: 7950 76: .34. 3.:14.6: "&&  7   !6 4/. 7949.316. 6: 50:: 96:7.836 8 :9 1 /.14. 6 6:7950 76:8695..6796::69.71../69. 6  79676: 6 8:91/. 6 16: 6/.

146:..9/ 61.:   176:  :79.:: 1.6  :09.6:9:3.3.9.413: #950 76.1..55.3......916::... 9. 3.6: 694 6: .. ./31.9.3.9.1065.56. 5. . 10.4 .16: 1..3. ..75.945. .4. 1..7.6: 106.1.9.847960::60.9. .31. 6  8.1610. 61.5.63.9... 6 47960::6065.3.47961.6:50.7951.3.   #950 76.3.:0659. 6 50:: 9.3.1 1 06509 6.9:.6 4.. 67960::.: 7. 6 1.145:. 46901656:1:09:6:4.4 16: 1:76:. 6!.16:  ::6 989 73.6 47961. :1.6: ...4769..945.5. :94 .3.31..16::6/9 .69 16 8 04799 . 6 47960::6::.3. 8. 56  7.95:.3 6065.. .6:1.:44 7960::6   10.9..065.7951..6  ::.65 6:.   5 6 .:9. 5694..  4.116796::695 6 .  50:6 .9/ 7.9.5: .6901.69:061:9:765.6: .: 6 1:.3!  9.: .:7.5. 6.18. 6 794./69....85 60699..3.9  .4 . 4369.45.730..6 7950 76: 8 695..9. 4796:..1 1. 406: 9..4 :.1. 769::68: 1 8 . :6/9.51.. 9:765:.9. 6769.3. 6 19:0. 19... 6 065.75.9. 7.9 5:.3:479:.5:.1.5. 5:.9. 5.06  ::.41.187960::67961.4  16 5:56    :9  60  .6:.1.6 .. 65.. 1. 5 6 60699941694.5.7951.16: 8. 6  #.6: 6345.3. . 7..3 5. ::6  6 796::69 50::...4.

5.3 1 4 1.6  .945.6 5.16 79 616 1 .:  .: 8 6: :.476 3.1.

::4 4.  4 0656941.4 1:..7951.1.4. .5:..3.945.19 6 4 .1..5. 96 5:5.6 51516.1 064 4 7.. 1.

356 176: .7.. 616.0..730.::45:.9567960::610.4.

516 4 :. 03. 9.: 064 8:. : 796.3.::0 ...:  . : .

6 8 4 49516 1 56. 10.5.16  ./691.4 3..  54 :479 . 168 5:5.16 8 1:9. 79 .16 4 065:19.5: 7960::.3. 7961 6 1 9:3.16: :50.36 4 .795116 .: 1.3.5.1.1 1.. 6 8   50::1. 10.6:  4.16  #69 :94 .0.: 1..169796.96 3.946:1 1:4756 16: :..796.: . 96:   #69 6..

:48::.34769....69:3.908:645.16    1.1606467961..6 50::.79607.: 47960::67.

:1.:06:.:1.: !0::.

349:3...:::41:.9./168:...1:0.:16:9:3.6156::.164.4/ 4 50::. 6  :9.: .16: 8: 667961.

6  ..7951.7951.16: ..:493. 6  5065.6 7.1.. 6. 93.9.3.9  0.3. 83:065.3899:3.16:1:.3...169..:167960::6 76: 769461380.9 .9.94..18... 6 695. .946:1.16  #950 76. 6 5 6  35..3. :.3.79:5.369 ! 6..1:/:1.16: 83..79 . .3.4: 6 4769.765.6: :. 6 695.945.6. 0.5...9.. 96943.169. .16: 61.46:.5.:9 503 16 5.6: :47980647951983:5 6:.9 616: 9:3.:9..3..9 4.3 16:6/.5.96945.  ...76:.16:.3168 :051 96565:56 7. 143.:  #950 76.3. 16: 5 6 : . 1 .:5 6: 493.9.1: 16.6:  ": 6/.0656946:9:3..1605.3 5 6:50..96:.6 8 .4 .:67960::669:3..64:46..3..6:9:3.. 16:   ::0.3   .. 6 5065.0.16:1:. 5.  ::.9 6: 6/.8.476 5065.0.67960::.16:.6:1751417960::6:065::.0. 4 5 6 16: 6/. 60695.3.:.:79691.4/ 49695.6 5:./304 6: 7.16:4. 6065.9 15 406 3 3  .6:   8569.6.5 6:1031.6 ::50.3 7698 : 9.79 . 5. 79 .6.:16:7960::6:15:56. %:3. 6. 0651 6 1.3.3.:.16:  5.0.761.. /4  :.9 .16:  6: 065.3.1:168 ::50.96:0647655.3 5. 6 4.356 . 6  !.16 6:9:3.516. 6769:9065.  #6:...3.:164:466/.88..  6 5:56 : 6 7960::6: 15 406:  6 796::69 19  :.4  4: 5.065:.7698.16:  ...71.5.. 65.

6.516.:76::/31.:34/9..1: 695.9:.

5 .6: .161.96:6/.30.656 :5.

5.. 4.9 0651.16  695.96 3..6:  #69 6.5 .: 6 973. 6 796::69 .79676:.

116.. 9..616.6.3  .516:9450:: 96:  #950 76. .95..3.35606464:9.945..9.  ::4 3.94.345.9.:  76516 4 79 . 6 5. .3.97969..6.0...641.45.1.356 4: 0646:. 7960145.3.35.73.6  790:63. 6 5.3 76:065:19.6:.9.064731.1..3.6: 8. 1  '695.94065.96: #..165 61694.3 41.:4 3.9.9.1.:145: :165:5640.:70.

:9..4736065045.9.473.1::6 6796::691063.91.16: 8 6.3 41.9  410699 50./9.796.9. #...9 .::4 03.:50:: 96 .3.94.55..9.111.. 614.3 4168:50.. 1.79519 5:5...730.6 7.

6.6  065045.9.3 61.6   790:6 9.6:167960::610.  .5.4 7.31.9.9 .391 195..:4645. 16 5 6. ..6  #950 76.9. 6:..3.9 ..7951.3.967950 7610.695.:5:.945.116769. . . 6 503:.5..:..516.61.730.  #.503:.1 . 1 .51. .. 1.8.6:4195.065.

659:.8.:0651 :6/...:601.3.....3..6163 0.4 ...4064619..314..9 8 :..79519   .9..476: 195..  :063. 6 .945.3.356. :94 .:063. ..5: 8.5./691..8.1.:1..091.: 1 ..11:765/3..97.9.60 90361.:.79519  1:46/3.16: 736 796::69  .3.7951.6:  . 4.9 790650.:.6.0. 16: 5:..6:  .::/. 69 5350..7.6: 1 .95.3.114609 .   #950 76.5039 :90.3. 6 8.5.3..

:7.3.79514 85 6761:9790/16:645../691.3..:.7.83686796::699 1:563919.1065045.9.:. 1 5694./691. ..616.48. 8.96:.:  :./691.4 8.:6: :70 06:  5 6 5..: :./691.9.:09.:1..6 8 :.:699. 06479519 6 8 6: 796::69: 5:5..3. /:0.356 4116.7..:1 09.519 0.4 7.. '.16:   5.. 96:79:. 5. :   ..9  59...3 :  0647... /:0.1.5..403 1.5.9. /:0. : 8 :9. 5.6: 769:9415.5:14:99199 50.5:5 6:.16  !::.:..0647345.1965.0.3. 1 5694.. 1:099 6 6/.4  6 8 6: .:..91./691.  5.4 69.69:18.9 :  150 .: 16:7960::6:..9.:9:76:.769461..356: ./3016:   065:5:65..9. 6 7.  :516 .516   .5.

67960::61.685.45.065 50.96..9.1..:564616175:.3.6:  ":4 3.15 6:.: 651.3.7.9.6: 16:.67961..3.5 .1..3.: 19065..16  #69.6..:1.5..: 7.:  5 6 :9 6 3.1:961:. 6 93.: 4 065.761:99796116 76:0.6: 5:5.9 493.09.1...96:0650.5.: 7.6 065045.91.61.:.:  16 796::69 4 :5.7950 76 .6 .356619.64. ..6./.9.99 .58: "83 /961.:   1 6. : :..: 1. 61.36.: 1:0:: :5.3  .6..56  84./9 !..6 10.1.1..0.6:1. .16 83.9.9.9/ .065.616796::69 :4 9065:.9.96 3..16 8  506 7..1: /9609 .: .7951. 1. . 6.56.796::6956:06.3.9.3.96:0646:6/.9/ 6 1 56.736:93.5.1..5.969 .9.356.: 56 4616 1 .45.9 616065045.568.9.196 .9. 3  #. 1 10: 6  0646 : 6::4 5694.3.95.: 1 .7:8:.45..9.79:5.1.1.9 :: .: 50::1.356:  4 6.3.6.9.9.7.3..3.065. 65 6:91 97961 61675:.3.3.75.3. ../691.41465.94.6:10.4  #950 76.168606994:.1.:9 4.0699:76515.79519065:64:46 0646:6.:3.

0.9.0.51.9 :.    #69 0. 5.

44 7960145. 765.59 . 1 4 6/.3  .90.9.: .9. 4.8 83683 79 79615.31.:1 61:.9 :. 8...:6:70 061. .:0. 1:.6 1 :. 6 .1 51.45.6 .0..0.0.6   !60.836 8 :9 7..3.

 90.9 :. 4. :   76:: 3 15.94.  4/ 16 1:.94.  .  7619 ..75:. 6 1.163 0.94..: . :.: 7.:  8.9.. 906.6163 0.: 0. 0651 6 1.6763 .::..06   7967 :..:67 :. 9.3.516 4 796::69 .967.61:.9.9.9.0.6  7.9::.. 5.6 71.3.66.:67 :79..0.98..9.504.616 .06995.  1 4 :. 8. 67 6 4.36 54 065.   4 6. 8 .9 8 3 :. .0. 6 73.:  1.36 99 .: 8 3.4/ 44.9 :.3 #.83. 67 6  73...: .4.: .79:5.6  %'%\&'&  X" :.4  . 1636.6 7.3. 06 ..9..

3.5.61.71.:09.:  .3.356 796::69 .:  :: .356: 796.:095 .4. 6  69.:6/9 :..63.:.836 8 9.1.:095 ..791645. :.51 50.3.3. 0.::..369: 769 46 1. 1.9:7.4645.1610. 064 6: .48.5.:1550.4:.:095 .6163 0.6 193 6 :09.

:1.:47606 "8:9 16.4. 6 16 47.946: 796::69: 8  1:06504 .6 1 :.8368.. :6/9 6 8 .091.9. 6:6. 6 4 7960::6 1 065:05.9.4  :.0. 16: .9. 6. 569. :063.456::.0.: 0. #90/. 1 :.9 :.0.0. 906.96    0644 5065.45.:..85..:56::.9..1. : .1.9 :.356:  906504 5.:0.: . :.:5 :9796146:5.356::4::.64. 3 0.: :6/9 .1065:0 50.:67 7.9. 67 6  . .:.616.: 67 :  769 ::6  5 6 .1:  #5:4.9. 1.59. 4 03. 064 965045.9.9..0.96: :70.345.356: 15..79 .91.56::6:.: :. :163 0.6 1 0.: :063.0.46:4:46856::6 1:09:6  .4:9 ...::063.: 1 :.:56::.361605.:.16:../.0.

34769.1:  .6: 730.16: 769 46 1 4.3.61636.1:  679.5. 693.6  6: 6/.9.18.0  ..  064795: 6  . .. 16:4 .: 79507.. 16: 4.9.0. 1 51.79:5.:  :45 96:   7:8:.:60 :5065.. 8 0./...4.065:. .:  .0.45.16/.0. 6  167960::6 11 ..1.4 065045.31:.6:  .: 0... 6 3.9 : 73..::43.1.6163 0.3. 50.36  48.  .:0.16: 769 46 1 90 06:  796.9 .51.:..9 :. 7./69..6 6/.3.9 1:.9./31.616  :.9.6  065. : 50..  7.9 :.9. ::.616:  3069   :99 6 1 99 50.06:...9/ : 1 / 56    1:0:: 6   .5:.14 .3.:1: .065..9.0.:  :9 6 . 6 8 14 :9 4.95. 7.: 1 4 7960::6 . 7.3. 345.9.: 065:19.5 6 7.9.6: 065..61636.56 1 5:56  6 796::69 1 79:.1.6  : 065..: .9.

41673.1167960::611 ..56 1 5:56 .3.  16:5:. 6 .  .:.9673.473.9.64.6:1.0.  . ::6/9.86796::699..18.945..11: 3  46..9.5615:56  U411.3. 6   .94.18.18 . ..694. 6 73.: 0.::60.03.3.1.5615:561:90695.061.. 676::/3. 76:.3..9. 90635694.5 :.5.6163 0.3.. 76::/31..:7.. 10: 6 1 .9 5.3..51.. :1. 64.6: . 16: 6/.9.::493.1.

6950516 6:510. ..1.596:6/.49065:.: 76..:  :3.61636.6:065.79 79.945.7.59  :4686 796::695 6 :.9. .3. 1 :99 1 99 50.94. 79670.1103. :.065. 93..416..9/7.5 6.1:0735.:..9 6 16 065045. 6:7969.516 0651.15.75..4.10.: 5.3..94.6:  .90695..: .1605. 6 7361 36673690 06065:.1.9  3.6 1.1:.979. 6065.73 :60./31.5.3. 6 8:.16: . 50.9.1:  !.196: 796::65..1:  /4796 38.7951. 411.:76:.9..61:56345.064.: 10: :  '61.9. .9.50::1.1:  0646 .6  7. 6:.5.389 . ....64..4 1 :.169: 1  79 .6 1 065:.7.3.: 16 : 7..1: 1 694.356   ..: 065:05. 6: 6/.9 6 1:56345.6: 7.9  .9. 79:70./31.61636...9 8..::.3..65 :1.1.3..6: .671.31.1 . 7.:..: 76:: 3599 5.90.193 6 3.6:8:89.9. :96 1 0646.6796...16 ..31. 6065.356 : 1:0/9.3. 6 1 :9 345. 61:. ..41.  .36 : 0651 : 16: .96:6:6/. 061609:6 .. 50.:  7960145.699:. 1. 16:1.3..73.3 0646 01.1 6:   :461.9.16:   ::.3.5160648:..6: :...3.::4  064 .1 1 :.690961:56345..356:  9695./69..::0.9  0479516  ../3016:   !:::5.:03.69509. 8 5 6 : 790.9/7./31.695.4.:4469.9..6 10647.: :.9 ./9 75:. 65 6 06996/69064:..5.1.. 6:19065.9 56.9 16:  5..6965.0.610647.50. 5. 8 6 . . 8.

./69.9.6:  .1:16:.. 6160..1.3. 6 16: 6/.356:  !.:.3.. 3.

3  /6360.984. 6 .9 9.:465 36.9.3.0.945.. 6 91  .6.. 6  8 1.6 8.6.6. 61:90.3.5.91 50..6 :4 :.3.:0.7951.5.4493..75:.: 15 40.9 6/.  61:96/..3.40699.99 50.9/47. :.7.16  6473.1:16.1: .: 50:: 96 75:.1  :.6 76:: 3  . .516 79676516:.9 6 796::69 5. 8.5...5166796::6973. 6 .7..9..:8 6 796::69. .356  &50. 73. :/.356:8503:: 647116:175:.30.: .5.6  .  55.16.50 16.1.. 1 .945.7951  #.9.6 065... 1 .5.. 065045.:0.6  03.9 .3.:6/9. :94 1:5631. :1.516 345. .4.79519  06509  .5.5.9 5.6956:. 3  5.45.: 4. 03 .3.01.6 4.356 :: 365.. 36..56 :.  .4.:736.:0651 :16.: : 70.9.1.4.1988. 6  6/./31..411.356 58.6 8 1 .: 1 1:56345...01..: 694.9 1.4. 065..3.: ..356  4. 46   7    5 6 :.1..6:796::69:69.76 1 7960145.09.::6/9:.4 8150.7951. 79676:..1616:.7.3.1: 7695679 50.1 16 796::69  ::6 5 6 :50.: 0699:76515..: 845.1695094.

 :.64.3.94 4. 93.   ..: 1 6/:9.06: 5:.1 5 6 0647964...:   4 1 ..67907 616796::69  &516 / 56   7    . 050.16 . 0. 6   1:0.9..3.6 796::6961:56345..730.963 1..3.96:796::69:.16 13 50. :/..3.9.90646. :9 ../.9.9.1. :6/9 6 8 9. 5./69.:. 61.1 7907..9  :::. .  6 8 :.: .9 .:70.96 16: :69 6: 16 796::69 769 46 16: 9:3. 6 71... 59 50.5 3::.  :516 .9 3.:  6 7.16  6 7.3.4/ 4 4 .1.6: 19:0. : 76::/3.1.5.95..7.1.1 6796::691 .3.:7907 ::6/9.4 ..    8 3. 9. 0.9 ::. 56 106999 16 7960::6  3 .  :479 79:5.94.6:  :6/9 .16  7.01.: . 796::9  ..945.53 1065. 6  .:  50. 8 .6 1.9  9:.: 6/. 6/.16: 8 6 796::69 065:. .96: . 56 7.. :.64..16: .  6 01.9.

5 6::50.7.: .7698:. 9.3  .5 6: .1 06444:. :   &.16 :0647964::6 .63 30646.5..:1.64616175:.  7. 416:19.3..1: :0.7.3.9.9.4.6065045.916796::69493. 7.6. 6  1 :9 9..90 :6/9 :: 7960145.  .411.6:.0.30...9 .: 16: . 06 8 1465:.:4790647967 :..4:.6.1...9.6:8:630...356:8:4. .150./ 56  7  !. 6 6796::6946:.356:769:..4 9:7.. 1065.0.9. 693.16 736 796::69  736 ..765.79:5 ...9.9 566: 946: 7.:.. 48./.5.1:14796::69: 693.9.91.6 /64469 064795: 6:5:/31.:8.6:50.5:694.3 8 76::/3..356 0655.5 6: .1 4.9.:  5.1:5:79.9: 61::9.:.3.35.96945.4 88:.6:  6/..:73.01.116796::69 76: 6 15:.5.30..:1694...: :60. :: 40..9.6:  8.11:9 .0 :  50. 9079.916.3 ::6:93.: .0647964::616796::690646:. 150.9..:1. 860..0647.3..:694.19.0.1 7619:3.16796::694.61.6 ::/.3. :   #694736  &4796::69456:79.45..:70..45.9 .9.  0647964.::.6 09:045.9.6 .3064 .. 7906991.   &769.9641.6:  ..694.356:065:. :167698 1:. 6 6796::696:3.6:1516:493.5164566 5467.76:.3.. ..3..3616796::69161:475616:....51465.61.9 1 1. 8 3..9::.34769..6.45.6 .07. .1  !6 4/.9.6 1.0.83..5.: 1 1605..356: #...356:  646 61.13.5:46 1 . 6..3. 0646.3.:16.:.:  :: .3.9. 61.48 6:..1.01..6:7.7::6.9 :.16:1.::.5:.169.6..:..6 169. .9.161. 6 16 796::69  #69. 10.:095 .3.:6/96..: :6/9.9.679 616:5.:6 .0.. 6 :.6.1 65:.9.4/6: 1. 50.5 . . : 065:.356:   .:175:.90.3.31.06469:7.:. 064795194 8  476:: 3 :7..9.3   7    :03.:. 616:.    79 50...:..:7.. 56:  #.94.0.5 3:09 .168.9.6 71.4730.356  :../..5.516 8 .95.3.6:  :/.9. 6  &"!"&  7   53 50. 54 ..6:.1:91.3...61606509.7. 6 7.:0..0651 6:60.9.1.1695. .45.5 6 1. 6 16 .:0.9..3.1:110. 6...94.3.369:  15.6065045. 4.356  1.  1 4616 .51.61:56345. 050...94.9 .356: .61.1..4/ 4065:6796::690.9.6:51.36  4. 616:9:3.: 8 1:5634 4 .356: .4/ 4..: :: 796::69:.5.790. 50...3./9.:1.::. 6  93 6  ../.96 06468:79.06:60.9.3. 1 51./31... 6    : 065:196 ... .3.9 5.65.606461::.6: 8. .03.96945. 0644.691.

3 :.9  .6 16 .  7698 1:475.73161 9/.96 50. :051 9. .16769#99561   "" "&' #""!" " :656 1 . 5.95.356: 8. 6  6 796::69 8 71:: 9550..6 "796::691::9916 .5. 0616:631.6  064 8.:.5.94.7.31.5:16 .996.3.1.9.. 1 /.356  06515..  7698 5 6 .4 :: .3.389 4616  7../.6 . 1:475./9. .6 1 . /4 ::66:.09.145:.9.35647..0. 9.9.9  '9. :063.9: 6 4 :.56 0646 6 796::691 8. 6 /64 8.36  " "  :9. 6  6 7967 :.7.00.16:14. 6 09..16.: 0. 6 694.616: 01.45. :9 4 7606 196 1 8..606509:6517515.5:7.5: 16: .:979:5...3.95.1 :. 4 1736 7. .1...51667950 76 19..3.0.9 5. :9 6 1.45.9.  8 4 8.79:65.::063.9.956:.7951. .16 :76:: 3 .. .. :: 4.1 1 :9.3.6 :.3.9 :9.  5. 1.6. 1:.356  .389 . 4 : :..30. .9. 4.:9 61.01..694..065:.1.  651 6: 796::69: 16 3.9.45. 6 .616: 6: 796::69: 8 5 6 6:.9. .9..94.389 4645.9.45.56 16 :516 0036 797.9.50:.. 47.45.61.9.797.9 .6.9.356:  " :.5.79519 5. 6 4:4686::79.169 .5.::6 5.46 . : 06360.1../.389 5:.. 064 6 64  7698 ..356: 7.5 546  7946 71. 716 :9.: ...14. .56 3.4 1:94.0.16 !..7951.796.9 .. 8 :9  .3  ..16 1.16 769 796:: 6 .:6516:..69./3045.9 .9.07.356:14:/4. . 6   6 .:1. 76:: 3 ":. 8 6 9. 796.4 66  " 64 5 6 :9.45.. 9.51.95.3 $.1.45.  .3.36:690:.9 50.  4. 664::5./69. 8 : 5:. 695. 65. 5 6:9.6 .164 .7.:. 7.4 1 .63.960./516 '.16 4:79 796 5. 664.9.: 50.169.161:065016 .5035. 1: 6 16 .796.73  0646 93   46:.. : ::996:6::4 ..9.9::  56 16 .1:   :9 3..356 6 1:56345..516.3.0.:5 66:.6 79496  6 1 76::/3. 4..0.5.3 6:: 6 .5.  4769.16:6/9:.731 .945.0.68.6 1 :.4 065:.5.6 4. 769 796::69: .

3  .5.:.. 6694.761.4.065.3...695.9..796.

.79 79.796.. 6 769.97.6 :7 /306 76141::617519  :4685 6.::0.3. .45..0. 6 09.389.0. 609...../3045.9  4 796::69 :5.. 48...5.:4796.95.3 :5164 94  769: 4.9.8. 5..67.3.411. 616:.5.9.03. 79:.6  :.:196 8...

:.

..5 6 16 5 3  ..356:   769.83: 8  016 6 . 8 1.345.3.3. 7 ..: 9.8: : 1 :: .6  519.91  . 3.36  679.9./9.96:  .  5.69 3 4 564 1.9 6 .. 5: 0./.9   4.6  . 6.: .9  . 5:5.45.  : 79 796 . 4.1  1..5.6 3 .5..16 769 .

. 694.3.96 ".516.47.169.6 1 065.1 5:5.8: :6 103.7. . " ..5540647655. /.9.9.96/.:6 .. 7::6. 1019 :6/96.9.9 4.4.5 6 1.69.:1. 09.::0.96 3.9 3: 6  .:.9 .65 6:9.3 1 6.9 .0.9.9.9 7.9. 8 3.45.73 03..5.9  .16:6190/9:17364.9 4.:69.. 65 6. 7.356 .96 & 1:06569.3. !::0.:.4/ 4 064 6 :.  6 19.169  7.45.9:::. 716  6 .

:  . 6 166.3.6: 6:/.: 6 4 4.94.06995.:909:6:  .:5. 411. 6:.5.. 4. 9.: 10. 79607. :09.36 5:56143.. 3.:. 7../91:.1. 9.:: /6 16 8  19....: 7 5.697.: 0647.16 5.3.:09.6:  . 6 48:.3.065.  . 1 :..96 9.466:06679.9. ::6:9..13..6: .6 3410.6 4.9.69. 1 4.: .4.. 6 16 .:.9069. 0659:.3.:. 6/. 03 ::0.5. 8 . 61.. . 1 . !.16 3 1:. 6  1.9.9. 4:46694.695. 796.: 4 4 .  1: 616.6  6 .35:45.34.4.3.6::45.96 3:..6:  6  9:9. 50.  797./.9. 50.1..5.9.16: ::..3.16  #69.5.5 6: 10647..4. 796.3 1751:.4 : 9.9.44.6 1 .69 3 76:: 3  '616: 6: 4616: : 6  316: 7.94 . 8. 1 3.4. :9 /4 .16  .

. 4.5:0699:76514.3.6:5.406463.9065045.4 6 4 1 4 0036 1 :.3.0.4 793  15.::79 796:.79:5.6 7:8::6/9. 61.16:  :46 5.5:..516::::..4.90.79:: 6.64.56 16 :516 0036  : : .88..  0. .4.0.:0.916:79:65.1.94:. 796.: 5.16:56..46:9:3.1:1.:1..730...  "764.0.0. 6 517515.4. ./.195.:79:65.9 :.:0.:10.7951.: 5350.3.54796.:461.4.56  636561609:6 149.79:5.3.1.:06507 : ..6140036.1. .9 :.46 .: 16 3.0.968:69.3.9.: ::..31.:5 :  6:7950 76:..:0651 : $..1.:: 679 796796::6980650/.0699  7.9.1.16:16. .516#::6. 6 : 065:19.6: 17364.46:1.0.356:.4. 6  !:.3..:/::.   .456::646161.16: 8 4.6: 09.6:6/9. .0.9.:11.:9.

516  065. 09.:1. 6 69...3  .83686.  0.9  . 09.456 :6/9 6 64  6 :./516  6 4.945.9964716: 5.165:./691.46: 790:6 5.     #69 09...: 4 1 566 06:.3.. 5.9  0.996. ::6 1 146: .: 5..5.9.9 : :479 :479 .5.: 064 . . 716  6 .997 6 .9 1.4 :.16 1 1 8 8 8 :946: .

 .. 765.::6 4.3.:.5 6..3.16:9.67960::6 8.45...736 796. 19.:..9 5.96  69. 8:50.    7.064795: 6 168.. .9  #698 4769..79609.:9 064/. 45065.3. 6 6 81.369 &:::.:1...3.:.94. 1 1.4636.. :0.3.3. ..909. 616.:..3.  .6 4.06.9....:67 :11 .3. 16::.. 6 68:50.. : .1.76694.161.96:.5 .::063.16:.6676:: 3.9 4.  416  :656  4 7. :8:73.9.79679.5.5168.4.9/94.3. 1.  65:19.1:: 6065:...:56::.5.. .5.. 4.5.8  !:.1..9 8:50.94.16.7.:8:. 60 9...7951916:065.16: 9:7651. 6  06476:.3..6 5.356:484645..3.

0.: 79:5. 0.: 5.9 :. .516. 71..0.:  36: 0.9.: 16: 796::69:  549  0. 6  730.3.

7951.9.5:1:.... .:.3....  "8 .:/6 66 06473.: #..5 3:8.. : "875:6:6/9 . . 6  60  ..9.3.3.:.51..96:.3.9.9.3.1 4.19650..3.1 1 9:76519 8.96 8:. 6  ./9 :6/9.5 6:.34860 6:5..::6 63. 6 ! 6 50::1.516510.. 6 "8::6/9.3.1476:.:   .7951 :6/9 .4. 6 "86:.9  . 6769.1:.1. 79609..68.:6/9:..1:5065...: 1031.1.. .

.7951..9.9 7.356 .48 0/:.  7.8 /42J34 . 6    .:09:045.9:.:: 9..4  !4794 0704-4   %& 19.439.    1  #69. /48 4-09.23 $  09  . 8 6 .6 39 1.  %.43.9.6 %%!&    03.4342.:3     "  #196  &9 796::69  01.

.507.36 #.3  #. 5 6  50::1.0. .6.:.:.6 39 90.. 61.639 1.03 50.:4195.3...69. .6 .  .1.. 6   "&& 5..:..6564.: :.9.3.: 7.1    1  #69.6399.3 1 .  1065:3/   & 5. 93.5:5..5::5 371.0...&'!  ..:&3   . 61. 6 . . /9.91.3.3.: 79 .:  10. 5&3.3.   W!" 6: .:.9.3.:: %61..   " !! ::.'9:.  16 7960::6 1 .69:::60.3669.1.169 10.9  1 & 6#.4:  6:   &!'"& %%  61.: 9. 9. 79 . 6  ..: #"#    . 69: #9 .5.1:. & 6#.9.:16099 036 #69..36  6 06507 6 1.7951.9.0. 696943.4:063./9:50:: 96: 79 .56 .169.3. 9.16 "%  .. 64..7951.%% #.0. #69.:3 0.6   #%%!" #377 .16:   &"!"&  3:6 16: &  .3.3.  3/9.936: 1 .9 763: 3 53  .596"/.0.36 #1.5: :50.7951.3.3669. 10. 61 099 036  1 & 6#.656 065 966. ..30 5 4 7960::6 1 1 366  064795: 5  469..  1 & 6 #.   & 79.69..3. "05 961.9..0." !! ::.'99..065. 0. 35.3 .9.   6 #1. 6565:561 50. :063.3669.9 & 6#. 6 99.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful