PLANO DE CONTINGÊNCIA E CONTROLE DA DENGUE PERÍODO DE 2011 A 2012

ALTA FLORESTA, MT, 2011

Elaborado pelos técnicos: Atenção Primária: WALTERLENE PAZ DA SILVA Programa Municipal de Combate a Dengue: JOSÉ APARECIDO DE SOUZA Gerência de Vigilância Epidemiológica: ACIR HENRIQUE TRUPPEL Gerência de Vigilância Sanitária: CRISTINA SOUZA DOMINGUES

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APRESENTAÇÃO
Considerando a atual situação epidemiológica da dengue no âmbito municipal, este documento tem por objetivo a prevenção de novas epidemias e a organização da rede de atenção à saúde evitando assim, a ocorrência de óbitos evitáveis. Este plano é fruto do trabalho das áreas técnicas desta Secretaria, o qual propõe a criação do Plano de Contingência e Controle da Dengue elaborado para o período de 2011 a 2012. Não se pretende esgotar todas as possibilidades de organização dos serviços e estratégias de atuação, porém, reunir neste documento as principais formas de atuação e intervenção com foco no período epidêmico. As Diretrizes Nacionais para a Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue publicadas no ano de 2009 pelo Ministério da Saúde, definem as competências de cada esfera do governo municipal, cabendo a cada instância executar as ações de rotina e articular as ações intersetoriais que visam interferir nos fatores condicionantes da dengue, e que extrapolam a competência do setor saúde. Esperamos que este plano oriente as ações dos profissionais de saúde, gestores, comitês de mobilização e cidadãos, na redução da densidade vetorial, organização dos pontos de atenção à saúde para resposta oportuna e enfim, contribuir para a redução da morbimortalidade por dengue.

ROBSON PEDRO BENJAMIN VALADÃO Secretário de Municipal de Saúde

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Sumário INTRODUÇÃO...........................................................................................7 OBJETIVOS................................................................................................9 2.1 Objetivo Geral.......................................................................................9 2.2 Objetivos Específicos.............................................................................9 SITUAÇÃO DE SAÚDE...........................................................................10 3.1 Aspectos Epidemiológicos da Dengue................................................10 3.2 Aspectos da Estrutura de Atenção À Saúde.....................................14 COMPONENTES DO PLANO ...............................................................18 4.1 EIXO I – SUSTENTAÇÃO POLÍTICA...........................................18 4.2 EIXO II – COMUNICAÇÃO E MOBILIZAÇÃO SOCIAL..........20 4.3 Eixo III – VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA...............................21 4.4 EIXO IV – VIGILÂNCIA LABORATORIAL.................................21 4.5 EIXO V – ASSISTÊNCIA A SAÚDE................................................22 4.6 EIXO VI - VIGILÂNCIA DO VETOR.............................................25 BIBLIOGRAFIA ......................................................................................27 ANEXOS....................................................................................................28 6.1 ANEXO 1 – Instrutivo ao município.................................................28 6.1.1 EIXO III - VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA..........................28 III. 1 - VIGILÂNCIA DE CASOS...........................................................28 III. 2 – INVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA...................................30 6.1.2 EIXO IV – VIGILÂNCIA LABORATORIAL..............................31 IV. 1 – SOROLOGIA................................................................................31 IV. 2 – ISOLAMENTO VIRAL...............................................................32 IV. 3 – DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DOS ÓBITOS SUSPEITOS DE DENGUE......................................................................34 IV. 4 – FORNECIMENTO DE INSUMOS.............................................35 IV. 5 – VIGILÂNCIA EM ÁREAS DE FRONTEIRAS........................35 6.1.3 EIXO V – ASSISTÊNCIA A SAÚDE.............................................36 Anamnese e exame físico...........................................................................36 Diagnóstico diferencial..............................................................................36
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Classificação de risco.................................................................................37 Estadiamento da dengue e ponto de atendimento preferencial...........38 Manejo clínico da dengue.........................................................................40 Grupo A – AZUL.......................................................................................41 Grupo A – VERDE....................................................................................42 Grupo B – AMARELO.............................................................................44 Grupo C – LARANJA...............................................................................46 Grupo D – VERMELHO..........................................................................48 Erros comuns sobre dengue......................................................................50 a)Resumo das Recomendações Clínicas..................................................51 ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE.........................................................52 ATENÇÃO SECUNDÁRIA.....................................................................55 ATENÇÃO TERCIÁRIA.........................................................................57 EIXO VI – VIGILÂNCIA DO VETOR..................................................59 VI. 1 - Indicadores: ...................................................................................59 VI. 2 - Responsabilidades e Atribuições:.................................................60 Responsável Técnico/Coordenador de endemias ou vigilância em saúde ambiental no município:...........................................................................60 Supervisor (geral e de área)......................................................................60 Agentes de Combate a Endemias.............................................................61 Atribuições da Vigilância Sanitária no controle de vetores:.................62 VI. 3 - Ações a serem Intensificadas: ......................................................63 VI. 4 – Protocolo para Bloqueio de Transmissão...................................63 VI. 5 - Ações para Localidades não infestadas:......................................66 VI. 6 – Metas e Ações para o ano de 2011...............................................67 VI.7 – Aspectos da Área de Atuação dos Agentes de Combate as Endemias....................................................................................................69 VI.8 – Equipe da Vigilância Ambiental e Programa de Combate a Dengue......................................................................................................107
VI.9 – Planejamento do Quantitativo (Nº) de Visitas Referente Atividades Técnicas Operacionais de Campo, Inspeções, Levantamento de Índice, Tratamento Focal e Pontos Estratégicos.........................................................109

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ANEXO 2 – MODELOS DE FORMULÁRIOS...................................110 2.1 - FICHA INDIVIDUAL DE NOTIFICAÇÃO................................110 2.2 - FICHA INDIVIDUAL DE INVESTIGAÇÃO.............................112 2.3 - CARTÃO DE ACOMPANHAMENTO DO PACIENTE...........113 ANEXO 3..................................................................................................114

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INTRODUÇÃO
A dengue é uma doença febril aguda, com espectro clínico variando desde quadros febris inespecíficos até manifestações graves como a febre hemorrágica da dengue (FHD) e síndrome do choque da dengue (SCD). Tem sido considerada uma doença infecciosa com crescente alargamento no mundo, podendo inclusive, levar a óbito. O vírus da dengue é numericamente o mais importante arbovirus humano, possui quatro sorotipos diferentes (DEN 1, 2, 3 e 4) e constitui um sério problema de saúde pública, especialmente nos países tropicais, onde as condições do meio ambiente favorecem o desenvolvimento e a proliferação do Aedes aegypti, seu principal vetor. O mosquito transmissor da dengue (Aedes aegypti) encontrou no mundo moderno condições favoráveis para uma rápida expansão, dadas pela urbanização acelerada que criou cidades com deficiências de abastecimento de água e de limpeza urbana. Com essas condições, o mosquito, espalhou-se por todo o mundo, e nas Américas está presente desde os Estados Unidos até o Uruguai. No Brasil, as condições sócio-ambientais têm se mostrado favoráveis à expansão do Aedes aegypti possibilitando ampla dispersão desse vetor. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 3 bilhões de pessoas encontram-se em áreas de risco para contrair dengue no mundo. Acima de 80% da população em mais de 100 países de todos os continentes já contraíram essa doença, exceto na Europa. Estima ainda que, anualmente, das 50 milhões de infecções, 500.000 ocorrem por Febre Hemorrágica de Dengue (FHD) e 21.000 casos chegam óbitos. Estes óbitos de dengue ocorrem principalmente em crianças, em particular nos países tropicais e subtropicais, onde a temperatura e a umidade favorecem a proliferação do vetor (CUIABÁ, 2010, CITANDO TORRES, 2005; WHO, 2009). As mudanças no perfil de transmissão da doença estão associadas freqüentemente às mudanças ambientais, resistência dos vetores aos inseticidas e conseqüentes domesticações, rapidez e intensidade de mobilização das populações, desigualdades sociais, dentre outros fatores. Em Mato Grosso a dengue se configura com um problema de saúde pública a partir de 1992, em razão da circulação do sorotipo 1. Desde então a doença passou a ocorrer de forma endêmica, com registro da primeira epidemia em 1995 com 11.628 casos, quatro anos depois dos primeiros registros. As condições climáticas de Alta Floresta, MT, com intensas chuvas sazonais, no período de setembro a maio de cada ano, assim como o grande fluxo migratório que contribui para ocupação desordenada nas áreas urbanas, constituem-se nos dois destaques, condicionantes e determinantes importantes

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para a dispersão do vetor e sorotipos virais e que podem explicar, em parte, os surtos ocorridos bem como a última epidemia. Ciente da gravidade da situação da dengue na esfera estadual e municipal a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) propõe neste plano a organização da assistência à saúde, contemplando com o mesmo nível de valor às diretrizes nacionais para elaboração conjunta e pactuada de estratégias de ação que orientem medidas de controle para situações de epidemia. Dentre as áreas relevantes situa-se o eixo de sustentação política (gestão e financiamento), mobilização e comunicação social, vigilância em saúde, vigilância laboratorial, atenção ao paciente, articulação com instâncias judiciárias para apoiar ações e questões ligadas ao saneamento ambiental, como coleta e destinação de resíduos, abastecimento e distribuição de água. As ações prioritárias elencadas neste plano são restritas a um período limitado, de emergência, devendo ser restabelecida a rotina da vigilância da dengue tão logo a situação não mais se caracterize como epidemia.

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OBJETIVOS 2.1 Objetivo Geral
 Reduzir a morbimortalidade por dengue no município de Alta Floresta, Estado de Mato Grosso.

2.2 Objetivos Específicos
Detectar precocemente os surtos e controlar as epidemias por dengue no âmbito municipal;  Fornecer subsídios aos coordenadores das Equipes de Saúde da Família para a organização da rede de atenção a saúde no enfrentamento de epidemias de dengue na área de atuação;  Estabelecer fluxos entre os pontos de atenção na Rede de Urgência e Emergência;  Propor medidas de redução dos Índices de Infestação do vetor Aedes aegypti no município;  Propor medidas de redução da incidência dos casos de dengue no município;  Organizar e uniformizar as informações necessárias para uma resposta coordenada e articulada entre os integrantes do Sistema Único de Saúde para o enfrentamento e controle da dengue.

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SITUAÇÃO DE SAÚDE 3.1 Aspectos Epidemiológicos da Dengue
A população de Alta Floresta, MT, é de 49.223 habitantes, distribuída numa área geográfica de 9.212,45 km², representando uma densidade demográfica de 5,5 hab/km². O contingente populacional está aglomerado em 47 setores ou bairros urbanos com a média de 500 imóveis por localidade. Os anos de 2009 e 2010 foram os que mais registraram casos de dengue, com ocorrência de casos clássicos durante todo o período, evidenciando uma das maiores epidemias de dengue registrada no município depois de 2007. Nesse período foram notificados 920 casos, sendo 01 óbito por dengue. Essa epidemia levou a uma rápida dispersão do sorotipo DEN 2 para outras regiões do estado, onde ao final do mesmo ano, 39 das 16 regionais de saúde já apresentavam a circulação simultânea dos sorotipos DEN 1, DEN 2 e DEN 3. Esse cenário levou a um aumento do número de casos, das formas graves e de hospitalizações em crianças, em Mato Grosso, marcando o pior período da doença. Essa epidemia foi caracterizada por um padrão de gravidade para crianças, que representaram mais de 50% dos pacientes internados nos municípios de maior contingente populacional e mesmo em municípios com menor população, mais de 25% dos pacientes internados por dengue foram crianças. Em Alta Floresta, houve, em 2010, acometimento de 20,5% da população notificada, em pessoas menor que 20 anos de idade, pela enfermidade da dengue. Na figura 1 relacionam-se as localidades consideradas em epidemia e as em situação de alerta, conforme incidência registrada de janeiro a dezembro de 2010 e com maior risco de transmissão. Os critérios utilizados para eleger os setores com maior risco de transmissão de dengue são: incidência de casos, densidade populacional, alta densidade vetorial, indivíduos suscetíveis.
Figura 1 - Setores classificados segundo critérios de risco de transmissão de dengue, Alta Floresta, MT, 2010.

Setores ☻ ☻ ☺ Jardim Panorama Jardim Primavera Jardim das Oliveiras Jardim Renascer Jardim Tropical

População 1.893 917 670 300 217

Número de Casos 12 05 01 -

Incidência 1 em 1.000 6,34 5,45 1,49 -

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☺ ☻ ☻ ☻ ☺ ☻ ☻ ☻ ☻ ☻ ☺ ☻ ☻ ☻ ☻ ☻ ☻ ☻ ☻ ☻ ☻ ☻ ☻ ☻ ☻ ☻ ☻ ☻ ☻ ☺ ☻

Jardim Mangueiras 09 Jardim Universitário 911 01 Jardim dos Oitis 55 01 Jardim das Araras 595 08 Bairro Boa Nova 2.800 13 Setor J 947 03 Setor L 04 Parque Lagos 13 Setor F 1.393 06 Setor H 790 22 Setor D 1.786 17 Setor A 250 11 Setor B 895 24 Setor C 518 02 Setor E 105 02 Setor G 155 12 Setor GS 95 03 Setor Aeroporto 43 03 Bairro São José Operário 1.276 Setor RI 1.966 54 Bairro Bom Jesus 2.092 10 Bairro Cidade Bela 2.211 27 Setor Norte 02 897 19 Jardim Flamboyant 06 Setor Norte 03 2.227 18 Distrito Industrial 38 01 Jardim das Flores 1.162 05 Setor NEA 428 02 Setor NEB 991 05 Setor NEC 517 Jardim Guaraná II 91 Jardim Imperial 1.365 06 Setor NWB 192 01 Setor NWC 178 Bairro Boa Esperança 1.477 22 Vicinal Norte 152 Jardim Guaraná I 277 03 Bairro Vila Nova 2.040 35 Vila Rural 1 832 02 Vila Rural 2 259 Pista do Cabeça 409 Novo Horizonte 264 TOTAL 36.708 356 - Satisfatório | ☺ Setores em Alerta | ☻Setores em Epidemia

1,10 18,18 13,45 4,64 3,17 4,31 27,85 9,52 44,00 26,82 3,86 19,05 77,42 31,58 69,77 27,47 4,78 12,21 21,18 8,08 26,32 4,30 4,67 5,05 4,40 5,21 14,90 10,83 17,16 2,40 9,70

Fonte: SINAN/VIGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2011 Fonte: SISFAD/ VIGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2011

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Quando analisada a série histórica dos casos notificados e a incidência de dengue em Alta Floresta, MT, entre 2007 a 2010 (Figura 2), observam-se períodos epidêmicos em 2007, declínio em 2008, seguidos de elevação em 2009, caracterizando-se como a 2ª maior epidemia já enfrentada no âmbito municipal. O ano de 2010 apresenta decréscimo no número de casos notificados.
Figura 2 - Série histórica dos casos notificados e incidência de dengue, em Alta Floresta, MT, 2007 a 2010

Fonte: SINAN/VIGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2011

Nos meses de janeiro a março de 2010 houve o maior número de casos notificados colocando o município em epidemia, porém no decorrer do ano o índice de notificações manteve dentro de um patamar estável.
Figura 3 – Série histórica dos casos de dengue por mês no ano de 2010

Fonte: SINAN/VIGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2011

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Considera-se baixa incidência quando há menos de 1 caso por 1.000 habitantes, média incidência quando há mais de 1 e menos de 3 casos por 1.000 habitantes, alta incidência quando há mais de 3 casos por 1.000 habitantes e altíssima incidência quando os casos estão acima de 10 por 1.000 habitantes (MS, 2009). O conhecimento acumulado sobre a transmissão da dengue tem demonstrado que os grandes centros urbanos, onde o aglomerado populacional é maior, tendem a gerar maior número de casos e que podem irradiar para os menores centros. O aumento da incidência e a distribuição dos casos de dengue durante o ano de 2010 em Alta Floresta diferenciam-se dos anos anteriores. O número de casos registrados nos últimos anos mostra que a doença ocorre de forma endêmica com picos epidêmicos. Nas áreas urbanas a densidade populacional pode ser considerada como um dos fatores de risco para o aumento do número de casos no município.
Figura 4 – Curva de casos notificados de dengue em Alta Floresta no período de 2007 a 2010

Fonte: SINAN/VIGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2011

A curva de casos de dengue do ano de 2009, representada na figura 4, evidencia a ascensão dos casos a partir do mês de julho (3º Trimestre), tendo seu ápice em dezembro caracterizando períodos epidêmicos, e observa-se ainda a redução dos casos nos meses de janeiro a junho. Com as condições climáticas apresentadas nos dois primeiros meses do ano de 2010 e o índice vetorial menor que 1%, o comportamento da doença sofrera um declínio ao longo do ano. Nota-se que no mês de janeiro de 2010 mantém-se o elevado número de casos do mês de dezembro de 2009. Assim como no ano de 2009, em 2010, 20% dos casos de dengue acometeram pessoas menores de 20 anos de idade (figura 5).

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Figura 5 – Quantidade de casos notificados de dengue em Alta Floresta, por idade, no período de 2009 a 2010

Fonte: SINAN/VIGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2011

TEIXEIRA (1999), citado por CUIABÁ, (2010) aponta que o conhecimento da circulação viral é fundamental para dimensionar a magnitude e a severidade das epidemias, sendo instrumento relevante para as vigilâncias Epidemiológica e Ambiental. A circulação de mais um tipo de vírus em uma mesma região reflete diretamente no agravamento dos casos, visto a questão da susceptibilidade da população trazendo um maior risco de desenvolver casos de febre hemorrágica da dengue. Com base nas informações do Plano de Contingência e Controle da Dengue (2010) do Estado de Mato Grosso o sorotipo circulante no município altaflorestense no ano de 2008 foi o DEN-03. Com relação à distribuição do vetor no âmbito municipal foi identificado o Aedes aegypti em 41 localidades de Alta Floresta. Os setores classificados como negativos em 2010, são: Jardim Flamboyant, Jardim Guaraná I, Jardim Guaraná II, Jardim Mangueiras, Jardim Oitis, Setor L, que se caracterizam por baixa densidade demográfica e são setores com população inferior a 300 habitantes. Entretanto ainda não se realizou pesquisa para verificar a presença do Aedes albopictus em Alta Floresta.

3.2 Aspectos da Estrutura de Atenção À Saúde
A estruturação da rede de assistência ao paciente com dengue é fundamental para que, uma vez instalada a epidemia da doença, ocorra o atendimento dos doentes de modo a não sobrecarregar o sistema de saúde atual, que já trabalha praticamente no limite e a minimizar os óbitos e

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complicações por Dengue. É importante lembrar que, durante as epidemias de Dengue, as demais doenças e agravos continuam demandando os serviços de saúde. Para tanto, o município necessita aperfeiçoar os recursos humanos, otimizar os recursos materiais e financeiros existentes e planejar o funcionamento da rede de assistência à saúde, tanto em capacitação dos profissionais de saúde como em previsão para alocação de recursos humanos extras, compra de medicamentos, equipamentos para hidratação, exames laboratoriais e outros insumos e estabelecimento do fluxograma de atendimento com definição das referências e contra-referências, de acordo com a programação pactuada e integrada da atenção à saúde. A Rede de Serviços de Saúde de atendimento ao SUS no município de Alta Floresta, MT, é composta por Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Saúde da Família (USF) e Hospital Municipal. Atualmente existem 13 (treze) Equipes de Saúde da Família (ESF) implantadas, com 92 Agentes Comunitários de Saúde, cobrindo cerca de 91,33% da população, além de 01 Unidade Básica de Saúde/sem ESF (CNES,2009), sendo a Estratégia Saúde da Família o modelo adotado pelo Município, como forma de reorganização da sua Atenção Primária à Saúde (Figura nº 39).
Figura 39 - Equipes de Saúde da Família no município de Alta Floresta, MT, 2011.

Unidade de Saúde ESF 01 Vila Nova ESF 02 Julia Maria da Silva ESF 03 Panorama ESF 04 Santa Rita de Cássia ESF 05 Cidade Alta

Setores Vila Nova Vila Rural 1 Vila Rural 2 Cidade Bela Jardim Imperial Jardim Panorama Jardim Renascer Jardim Primavera Setor Norte 2 Jardim Flamboyant Setor NEA Setor NEB Jardim das Flores Setor NEC Setor NWB Setor NWC

Total de Família 830_ 777_ 886_

705_

972_

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ESF 06 Profª. Diones L. B. dos Santos ESF 07 Rural ESF 08 Boa Esperança ESF 09 Bom Jesus ESF 10 Gileno Teófilo Farias ESF 11 Valfredo José de Santana ESF 12 Cidade Alta II ESF 13 Ana Neri

Boa Nova Comunidade Santa Lúcia Comunidade Rio Verde Comunidade Ouro Verde Comunidade Santa Rita Boa Esperança Jardim Guaraná 1 Jardim Guaraná 2 Bom Jesus Jardim Novo Horizonte São José Operário Santa Maria Jardim Universitário Jardim Tropical Jardim Oitis Jardim das Mangueiras Jardim das Oliveiras Setor Norte 3 Distrito Industrial Setor B Setor RI Setor D Setor A Setor G Setor GS Setor E Setor H Setor F Setor J Setor C Jardim Araras

785_

624_

1.037_ 720_ 845_

759_

882_

1287_

Unidade Básica de Saúde Santa Bárbara

2014_

Fonte: Atenção Básica/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2011

As Unidades de Saúde de Família de Alta Floresta, MT, são muito heterogêneas devido à diferença no número de habitantes. A Unidade de Saúde da Família Ana Neri possui a maior população da Cidade, situada no Setor RI. A Unidade de Saúde da Família Bom Jesus possui a menor número populacional situada no Bairro Bom Jesus. O coeficiente de leitos hospitalares vinculados ao SUS de Alta Floresta é de 1,40 leitos/1.000 habitantes, considerando o total de leitos SUS no município, segundo o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde/CNES de março/2011 (Figura 07). Este coeficiente aumenta para 2,19

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leitos/1.000 habitantes, quando comparados aos leitos hospitalares totais, aproximando-se da faixa preconizada pela Portaria GM/MS n.º 1.101 de junho de 2002, que é de 2,5 a 3,0 leitos/1.000 habitantes.
Figura 07 - Número e Tipo de Unidade de Saúde Alta Floresta, 2011
Pop. 2011 Leitos Existentes 108 Leitos SUS Leitos Existentes / 1.000 hab. 2,19 Leitos SUS / 1.000 hab. % Leitos SUS Leitos UTI Existentes Leitos UTI SUS % Leitos UTI SUS/Total de Leitos SUS

49.323

69

1,40

3

69

Fonte: HOSPITAL MUNICIPAL/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2011

Ficam definido as Equipes de Saúde da Família Ana Neri (Setor RI) e Cidade Alta para atendimento em fins de semana e/ou feriados em períodos epidêmicos ou surto epidêmico de dengue. Além do Hospital Municipal “Albert Sabin” para atendimentos de casos de pacientes que se encontram nos grupos B, C e D.

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COMPONENTES DO PLANO
Diante da situação de saúde apresentada, considerando as diretrizes nacionais para a prevenção e controle de epidemias de dengue e da necessidade de construir o Plano de Contingência da Dengue 2011 a 2012, são detalhadas a seguir a composição deste plano. Assim, este plano tem como subsídio o Programa Nacional de Controle da Dengue, que foi dividido em 06 componentes, os quais foram agrupados em 06 eixos e que nortearão as ações prioritárias nos períodos epidêmicos: I - Sustentação Política II - Comunicação e Mobilização Social III - Vigilância Epidemiológica IV - Vigilância Laboratorial V - Atenção ao Paciente VI - Vigilância do Vetor

4.1 EIXO I – SUSTENTAÇÃO POLÍTICA
OBJETIVO: Conduzir a política e implementar a gestão em saúde no âmbito municipal viabilizando ações de cooperação técnica (capacitação, supervisão), controle (monitoramento, avaliação e análise da situação de saúde), financiamento e regulação da assistência a saúde junto ao Conselho municipal de saúde. AÇÕES PRIORITÁRIAS: • Aprovar o plano de contingência e controle da dengue no Conselho Municipal de Saúde e na Comissão Intergestores Bipartite (CIB); • Divulgar o plano de contingência e controle da dengue nos Conselho Municipal de Saúde; • Assessorar as Equipes de Saúde da Família na elaboração dos planos de atendimento ao paciente com dengue; • Implementar o Comitê Técnico, envolvendo as áreas da vigilância em saúde, atenção a saúde, vigilância laboratorial, comunicação e mobilização social entre outras de interesse ou relevância; Conduzir o Comitê Interinstitucional de Mobilização, Prevenção e Controle da Dengue, com participação das diversas áreas de interesse da administração municipal, tais como: Conselho Municipal de Saúde de Alta Floresta; Câmara Municipal de Alta Floresta; Câmara e Diretores Lojistas CDL; Comando de Bombeiros Militar; Comando da Policia Militar; Secretaria Municipal de Transito; Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos –

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EBCT;Exército Brasileiro - Tiro de Guerra; Associação Médica; Associação dos Servidores da Saúde; Conselho de Pastores de Alta Floresta; Igreja Católica; Rotary; Lions; Maçonaria; Secretaria de Municipal de Educação; Secretaria de Municipal de Comunicação; Secretaria de Municipal do Meio Ambiente; Secretaria Municipal de Infra-estrutura e Obras; Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT; União das Faculdades de Alta Floresta – UNIFLOR. • Monitorar os casos, óbitos e indicadores entomológicos, laboratorial e de ampliação de leitos, através das análises realizadas na Sala de Respostas Coordenadas; • Apoiar financeiramente e com material as ações do programa de combate a dengue, de acordo com o monitoramento das metas pactuadas; • Realizar supervisão no município, com reuniões periódicas de monitoramento e avaliação; • Capacitar profissionais de saúde envolvidos nas atividades de assistência ao doente, vigilância em saúde e comunicação e mobilização social; • Definir e regular, no âmbito da CIB, os fluxos regionais da assistência para garantir a atenção integral dos pacientes com dengue; • Garantir acesso dos pacientes aos serviços sob gestão estadual, conforme pactuação, incluindo suporte laboratorial e regulação de leitos; • Implantar a Central de Ultra Baixo Volume (UBV) com capacidade para apoiar os setores; • Distribuir os insumos para as atividades de combate ao vetor aos ACE’s, conforme regulamentação; • Produzir campanhas publicitárias, com mídia de veiculação municipal, para divulgação de informes e materiais educativos; • Mobilizar e orientar as entidades da sociedade organizada e da iniciativa privada, de âmbito municipal, para atuarem como parceiras no enfrentamento da dengue; • Requerer aporte financeiro para o município quando constatar com epidemia de dengue; • Adquirir 5 (cinco) Bombas Costais Motorizadas com Equipamento de Proteção Individual (EPI). • Estabelecer uma força tarefa. • Articular com instâncias judiciárias para apoiar ações e questões ligadas ao saneamento ambiental, como coleta e destinação de resíduos, abastecimento e distribuição de água. Responsáveis: Vigilância em Saúde; Atenção a Saúde

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4.2 EIXO II – COMUNICAÇÃO E MOBILIZAÇÃO SOCIAL
OBJETIVO: Fomentar o desenvolvimento de ações educativas e práticas para a mudança de comportamento e manutenção do ambiente domiciliar preservado da presença do Aedes aegypti. AÇÕES PRIORITÁRIAS 1: • Orientar a população na busca de atendimento médico na unidade de saúde mais próxima e informação sobre as unidades de referência indicadas pelo gestor municipal, para que o cidadão tenha atendimento médico logo após os primeiros sintomas; • Divulgar informações sobre os sinais e sintomas de dengue e da sua complicação; • Orientar práticas educativas tais como tipos de recipiente e manejo correto dos recipientes onde se procria o vetor transmissor da dengue; • Esclarecer sobre medidas de auto cuidado, especialmente sobre a hidratação oral; • Alertar sobre o perigo da automedicação; • Acompanhar e assessorar as áreas técnicas para resposta à demanda da imprensa; • Divulgar periodicamente os resultados do levantamento dos índices de infestação do mosquito e de casos registrados, com base em informações repassadas as Unidades de Saúde da Família; • Realizar coletiva de imprensa para anunciar ações do governo que objetivem controlar a epidemia; • Orientar a área técnica sobre os pontos de interesse da imprensa; • Atender as demandas da imprensa de forma oportuna e coordenada; • Participar das reuniões técnicas da Vigilância Ambiental; • Divulgar os sinais de alerta e sintomas da doença, a fim de evitar óbitos, bem como a organização dos serviços de referência para atendimento dos casos de dengue; • Divulgar periodicamente a situação da doença no município. Responsável: Assessoria de Comunicação AÇÕES PRIORITÁRIAS 2: • Elaborar uma proposta de trabalho para a mobilização, a partir dos dados entomológicos e epidemiológicos;

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• Articular com a gestão do SUS um fluxo de trabalho para assessoramento, acompanhamento e monitoramento das ações de mobilização; • Definir cronograma de trabalho, tarefas e responsabilidades de cada parceiro do comitê nas ações de mobilização; • Elaborar materiais informativos de prevenção e controle da dengue, com linguagens da comunidade a ser mobilizada, coerentes com a cultura Regional e apoiar manifestações artísticas e culturais que possam atuar na comunicação e na mobilização. Responsável: Comitê de Mobilização

4.3 EIXO III – VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
OBJETIVO: Monitorar os indicadores epidemiológicos para reconhecer a amplitude da epidemia e propor medidas de redução. AÇÕES PRIORITÁRIAS: • Monitorar continuamente o número de casos; • Fazer vigilância de casos para identificação do período EPIDÊMICO; • Realizar a vigilância laboratorial; • Vigiar as áreas de fronteiras entre municípios, estados e países. • Investigar imediatamente os casos graves (dengue com complicação e FHD); • Investigar imediatamente os óbitos suspeitos de dengue; • Monitorar as áreas silenciosas. Responsável: Laboratório Vigilância em Saúde; Gerência do AF

4.4 EIXO IV – VIGILÂNCIA LABORATORIAL
OBJETIVO: Realizar diagnóstico laboratorial dos casos para detecção precoce da circulação viral com monitoramento dos sorotipos circulantes.

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AÇÕES PRIORITÁRIAS 1: • Garantir retaguarda laboratorial para o exame de sorologia, diagnóstico diferencial laboratorial quando necessário e isolamento viral; • Adquirir kits para diagnóstico sorológico; • Orientar as Unidades de Saúde quanto às técnicas de coleta, armazenamento e transporte dos insumos biológicos (sangue, tecidos, órgãos); • Enviar os resultados dos exames para Coordenação de Vigilância Ambiental considerando os indicadores: proporção de exames realizados (sorologia e isolamento), taxa de positividade de exame sorológico e isolamento viral. Responsável: Gerência do AF Laboratório AÇÕES PRIORITÁRIAS 2: • Manter abastecido os botijões de Nitrogênio (N²) líquido para armazenamento e transporte de amostras para isolamento viral; Responsável: Vigilância em Saúde e Escritório Regional de Saúde

4.5 EIXO V – ASSISTÊNCIA A SAÚDE
OBJETIVO: Habilitar profissionais de saúde e gestores na forma de atuação e organização dos serviços de saúde para reduzir óbitos evitáveis por dengue. AÇÕES PRIORITÁRIAS: • Promover capacitação dos profissionais de saúde para o diagnóstico, manejo clínico e assistência ao paciente com dengue; • Orientar as Unidades de Saúde da Família quanto às técnicas de diagnóstico, manejo e tratamento de pessoas com suspeita de dengue; • Garantir a retaguarda hospitalar e laboratorial para os casos complicados de dengue nas unidades; • Notificar compulsoriamente todos os casos suspeitos de dengue; • Investigar todos os casos graves (dengue com complicação e FHD) • Investigar os óbitos suspeitos de dengue. ATENÇÃO PRIMÁRIA • Cooperar com as localidades para que todas as unidades de saúde (com ou sem ESF) façam o acolhimento dos usuários para prestar o primeiro atendimento aos casos suspeitos de Dengue, além de notificar e encaminhar, após classificação de risco, aqueles que necessitarem de

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hidratação venosa e/ou monitoramento laboratorial, para as Unidades de Atenção Secundária, caso a Unidade de Atenção Primária não tenha estrutura para tais procedimentos. • Avaliar o número de leitos de observação (existentes e necessários) e o número de recursos humanos disponíveis nos setores com epidemia constatada; • Articular com as unidades de saúde em epidemia constatada para suprir o quantitativo de recursos humanos necessários a uma resposta oportuna (contratação, remanejamento aumento de carga horária, pagamento de horas-extras, cedência de pessoal); • Alertar as unidades de saúde que os pacientes com clínica de dengue devem receber hidratação oral imediata. ATENÇÃO SECUNDÁRIA • Cooperar com as unidades de atenção primária para que a de atenção secundária em saúde (hospitais municipal) atenda prioritariamente os pacientes classificados no Grupo B e no Grupo Especial do estadiamento clínico da dengue, conforme instrutivo (Anexo 1). • Alertar as unidades de saúde que esses grupos de pacientes, referenciado ou não nas unidades básicas de saúde (com ou sem ESF) são aqueles que apresentam algum tipo de manifestação hemorrágica, seja ela espontânea ou provocada (prova do laço positiva), ou paciente classificado no Grupo Especial (crianças, gestantes, idosos, pacientes com morbidade associada). • Alertar as unidades de saúde que os pacientes dos grupos B e especial devem receber hidratação oral e/ou venosa, em unidade com leito de observação, supervisionada pela equipe de enfermagem e com avaliação médica contínua, conforme instrutivo (Anexo 1); • Estabelecer com o gestor quais são as unidades de referência ambulatorial com capacidade para receber e tratar os casos de dengue grave; • Propor ao gestor que divulgue a população, endereço e horário de funcionamento dessas unidades de saúde de referencia; • Prover a unidade de atenção secundária com recursos humanos suficientes (quantidade e qualidade) para atendimento dos casos de dengue. • Dispor de serviços laboratoriais para realização de exames inespecíficos (hematócrito, hemograma, entre outros); • Efetuar a coleta adequada e envio em tempo oportuno de material biológico para realização dos exames específicos (sorologia e isolamento viral), observando as técnicas pertinentes, conforme instrutivo (Anexo 1);

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• Dar suporte na aquisição de medicamentos e materiais para a demanda eminente e garantir reserva estratégica para atendimento de situações inesperadas; • Regular o fluxo de paciente na rede de saúde e garantir, junto à rede hospitalar; leitos de internação, semi-intensivos e de terapia intensiva, supletivamente. ATENÇÃO TERCIÁRIA • Avaliar a capacidade de leitos hospitalares (número existente e necessário) especialmente os de UTI; • Capacitar os profissionais que atendem os hospitais que fazem parte da rede SUS para atender os casos suspeitos de Dengue; • Orientar para que os hospitais, durante a epidemia, mantenham leitos de retaguarda para o atendimento aos casos suspeitos de Febre Hemorrágica do Dengue, Dengue com Complicações e Síndrome de Choque da Dengue; • Definir a rede hospitalar de referência regional de acordo com o PDR/MT (Plano Diretor de Regionalização do MT), tendo em vista a classificação da Dengue conforme gravidade do quadro clínico e considerando o potencial de resolutividade de cada unidade; • Definir as referências hospitalares para os pacientes classificados nos grupos C / D e algumas situações específicas do grupo B, conforme protocolo de diagnóstico e manejo clínico do Ministério da Saúde, conforme Anexo 1; • Regular o fluxo de pacientes dos Grupos C e D, que são considerados graves ou potencialmente graves, encaminhando-os para hospitais com capacidade instalada de maior complexidade; • Propor a criação de sistema de regulação específica para Dengue, de forma a garantir leitos para os doentes que necessitem de internação hospitalar; • Assegurar recursos financeiros para o custeio das internações e procedimentos ambulatoriais relativos à Dengue, pelo Fundo de Ações Estratégicas Compensatórias (FAEC), não incidindo sobre o teto financeiro do município; • Estabelecer aumento temporário de teto financeiro para o município com situação de epidemia constatada e que poderá ser revisto nas situações de maior gravidade. O repasse será automático (fundo a fundo) em Alta Floresta, já que se encontra em gestão plena, os recursos serão transferidos para o fundo municipal; • Orientar os pacientes dos Grupos C e D ou que apresentem fatores de risco para FHD/SCD (história de dengue anterior, virulência da cepa,

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doenças crônicas, características individuais desconhecidas ou pertencentes ao Grupo Especial), com presença de sinais de alarmes clínicos e laboratoriais, necessitam de atendimento imediato em unidade terciária/hospitalar; • Promover capacitação para o diagnóstico, manejo clínico e assistência ao paciente com dengue para as equipes de profissionais do estabelecimento de saúde; • Garantir a resolutividade do atendimento dos pacientes dos Grupos C e D, para proporcionar pronto restabelecimento dos mesmos; • Divulgar os nomes das Unidades de Referencia Secundárias e Terciárias para Febre Hemorrágica da Dengue, conforme Figura 08;
Figura 08 - Unidades de Referência Secundária e Terciária para Febre Hemorrágica da Dengue
Município Cuiabá Colíder Sorriso
Fonte: SAS/SES-MT

Unidade Pronto Socorro e Hospital Municipal de Cuiabá Santa casa de Misericórdia Cuiabá Hospital Universitário Julio Muller Hospital Geral Universitário Hospital Regional de Colíder Hospital Regional de Sorriso

Nível Terciário Terciário Terciário Terciário Terciário Terciário

4.6 EIXO VI - VIGILÂNCIA DO VETOR
OBJETIVO: Promover a eliminação dos criadouros para reduzir a densidade do vetor Aedes aegypti AÇÕES PRIORITÁRIAS: • Monitorar o Índice de Infestação Predial (IIP) para mantê-lo inferior a 1%. • Adquirir peças para manutenção de equipamentos de nebulização Ultra Baixo Volume (UBV) pesado; • Disponibilizar materiais e equipamentos para as atividades de combate ao vetor, como a distribuição de bombas costais manuais e motorizadas, máscaras faciais completas e máscaras semi-faciais, veículos acoplados para realização de UBV Pesado e veículos para suporte no período epidêmico. • Reforçar os estoques reguladores de insumos para o controle químico do vetor; • Elaborar protocolos operacionais padrões com o objetivo de normalizar as ações de combate ao vetor conforme Portaria GM 3252 de dezembro de 2009; • Realizar as ações de UBV pesado conforme avaliação dos critérios estabelecidos pela portaria GBSES 024/2010 (Anexo 3). • Monitorar as áreas silenciosas.

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Responsável: Gerência de Vigilância em Saúde

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BIBLIOGRAFIA
- Ministério da saúde. Diretrizes Nacionais para prevenção e Controle de Epidemias de Dengue.2009.Brasília.1.ed. - Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de vigilância epidemiológica. 2039 a. Brasília 6. ed. - Ministério da saúde. Dengue Instruções para pessoal de combate ao vetor. Manual de normas técnicas. 2001, rev. Brasília 3. ed. - Plano Estadual de Contingência e Controle da Dengue de Mato Grosso, 2010. - Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais. Linha Guia de Atenção à Dengue. 2009. Belo Horizonte. 1. Ed. Souza, LS.

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ANEXOS
6.1 ANEXO 1 – Instrutivo ao município
Em período epidêmico as orientações deste Plano deverão ser utilizadas para a elaboração de estratégias de contingenciamento em nível local, considerando as seguintes situações: • Bairro em epidemia – Com número de casos acima do esperado, de acordo com a classificação de risco; • Município com população acima de 30.000 habitantes considerando o número de casos por Regional de Saúde; • Município com introdução de novo sorotipo e circulação simultânea de vírus; • Bairro com IIP acima de 1% 6.1.1 EIXO III - VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA III. 1 - VIGILÂNCIA DE CASOS O objetivo deste subcomponente é a detecção em momento oportuno dos casos e orientar medidas de controle apropriadas, como: • Acompanhar a notificação diária através da planilha simplificada de casos suspeitos de dengue. Essa planilha é utilizada durante o período de alta transmissão, que visa maior agilidade na notificação e acompanhamento dos casos durante o curso da epidemia. Esta pratica não substitui a obrigatoriedade de os casos serem notificados no SINAN; • Realizar busca ativa de casos graves nas unidades hospitalares, não aguardar apenas notificação passiva, quando o evento estiver ocorrendo em centro urbano; • Monitorar a circulação viral e o diagnóstico sorológico conforme orientação e pactuação com MT Laboratório; • Para este período a confirmação da maioria dos casos se dará pelo critério clínico epidemiológico, após a confirmação laboratorial dos primeiros casos na área, ficando a coleta obrigatória para 100% dos casos suspeitos de FHD, DCC, óbitos e casos de dengue em situações especiais (crianças, idosos, pacientes com outras doenças crônicas e gestantes); • Acompanhar a investigação dos óbitos por suspeita de dengue; • Capacitar os profissionais de saúde, de acordo com a necessidade; • Reorganizar o fluxo de informação para garantir o acompanhamento da curva endêmica; • Analisar a distribuição espacial dos casos para orientar as medidas de controle;

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• Disponibilizar aos municípios Ficha Individual de Notificação (FIN) e Ficha Individual de Investigação (FII) anexo; • Monitorar os indicadores epidemiológicos (taxa de ataque, índices de mortalidade e letalidade) para conhecer a magnitude da epidemia e a qualidade da assistência médica. • Envio de dados com uso da planilha simplificada até duas vezes por semana, de acordo com a solicitação da coordenação estadual através dos meios eletrônicos disponíveis ou via fax. Notificação Compulsória consiste na comunicação obrigatória à autoridade sanitária da ocorrência de determinada doença ou agravo à saúde ou surto, feito por profissional de saúde ou qualquer cidadão, visando à adoção das medidas de intervenção pertinente. A Lei nº 6.259/75 – sobre a obrigatoriedade das notificações diz que: “É DEVER de todo cidadão comunicar às autoridades sanitárias a ocorrência de fato comprovado ou suspeito de casos e doenças transmissível, sendo OBRIGATÓRIO o médico e outros profissionais de saúde, no exercício de sua profissão, bem como aos responsáveis por organizações e estabelecimentos públicos e privados de saúde, a notificação de casos suspeitos ou confirmados das doenças de notificação compulsória”. • Manter o SINAN como único sistema de informações de notificação de casos. Porém, neste período de epidemia, deve ser adotado sistema de notificação simplificado para o envio rápido de informações. O uso desta alternativa será autorizado pela SES/nível central e não substitui a obrigatoriedade de notificação posterior pelo SINAN; • Investigar imediatamente os casos suspeitos de FHD, dengue com complicação e óbitos, casos em gestantes, menores de 15 anos e casos com manifestação clínica não usual. A investigação é um conjunto de ações que tem por objetivo prevenir e controlar doenças, de forma dinâmica e confiável, mediante a qualidade das informações, a coleta de dados, o diagnóstico preciso e o tratamento adequado. • Consultar prontuários dos pacientes hospitalizados e o médico assistente para completar os dados sobre exames inespecíficos realizados (principalmente plaquetas e sinais de extravasamento plasmático); • Orientar que exame laboratorial específico é prioritário para FHD, Dengue Com Complicação e casos especiais, como gestantes, pacientes crônicos, menores e idosos; • Inserir o acompanhamento da situação epidemiológica de dengue no CIEVS até as 11h00 das terças-feiras; • Alertar os serviços de emergência para a possibilidade de FHD e solicitar a notificação imediata dos casos suspeitos ao serviço de vigilância.

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Este alerta facilita a busca ativa e a mensuração da magnitude da ocorrência de casos graves; • Informar e encaminhar através das planilhas simplificadas a situação dos casos graves para a Central de Regulação; • Realizar a vigilância ativa e efetiva nos hospitais – Notificação imediata via fax, telefone, internet dos casos suspeitos de DCC, FHD, SCD ou suspeita de óbito por dengue; • Disponibilizar e divulgar telefones celulares “24 horas” para a Vigilância Epidemiológica; • Notificar de forma mais ágil a ocorrência de casos para a equipe de Vigilância Ambiental, regulação de leitos e comunicação social; • Atuar de forma integrada com outras áreas da SMS (financeiro, planejamento, assistência a saúde, comunicação social e políticas); • Manter a rotina de monitoramento viral estabelecida, de acordo com o fluxo do MT Laboratório; • Avaliar consistência dos casos de FHD/SCD e DCC; • Informar imediatamente o caso de óbito; • Analisar proporção dos casos segundo classificação final; • Analisar proporção de casos segundo critério de confirmação; • Analisar proporção de casos segundo evolução e incidência por faixa etária e sexo; • Manter os botijões de Nitrogênio (N2) líquido para armazenamento e transporte de amostras para isolamento viral; • Em caso de ocorrência de óbito e este não tiver amostra para exame sorológico ou para detecção viral, deve ser realizado exame histopatológico com procedimento é orientado pela vigilância laboratorial e de acordo com as normalizações. III. 2 – INVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA Uma vez recebida à notificação da autoridade sanitária é OBRIGADO proceder à Investigação Epidemiológica, para a elucidação do diagnóstico e a adoção das medidas de controle. Deve-se também, comunicar ao notificante as medidas que foram adotadas. É importante assegurar o adequado retorno das informações, devidamente analisadas e acrescidas de recomendações técnicas referentes a procedimentos profiláticos, o que certamente vai induzir o profissional a colaborar. Etapas para Investigação de Casos: a) Coleta de dados sobre os casos; b) Busca de pistas; c) Busca ativa dos casos;

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d) Processamento e analise parcial dos dados; e) Encerramento dos casos; f) Relatório final. A investigação de casos é realizada pela Coleta, análise, interpretação e disseminação de dados de programas de saúde pública, de forma contínua e sistemática visando a implementação de ações para redução da morbimortalidade. 6.1.2 EIXO IV – VIGILÂNCIA LABORATORIAL O diagnóstico laboratorial dos casos suspeitos de dengue é realizado através de teste Imunoenzimático (ELISA) e imunoenzimático por captura (MAC-ELISA), para identificação da presença de anticorpos da classe IgM em uma única amostra de soro, obtida a partir do 6º dia do início dos sintomas. O IgM anti-dengue desenvolve-se rapidamente a partir do 5º dia da doença, em 80% dos casos, e entre o 6º e o 10º dia, 93% a 99% dos pacientes apresentam IgM detectáveis. Geralmente pode persistir por até 60 dias, após o início da doença e, em alguns casos, pode ser detectado até os 90 dias. Portanto uma reação positiva indica infecção recente ocorrida nos últimos dois a três meses. Após a instalação da epidemia é importante o monitoramento quanto à identificação do sorotipo viral circulante. Atualmente os exames são encaminhados para realização no laboratório de referencia regional LACENGO. A equipe técnica do MT Laboratório é responsável pela realização do exame de sorologia e envio dos resultados para a Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica e CIEVS através de planilhas, com as informações: • Proporção de exames (sorologia e isolamento) realizados; • Taxa de positividade de exame sorológico e isolamento viral; IV. 1 – SOROLOGIA A sorologia detecta anticorpos anti-dengue e complementa o diagnóstico virológico ou, quando este não é possível, serve como meio alternativo de diagnóstico. Existem vários testes empregados no diagnóstico sorológico da dengue, sendo os mais freqüentemente utilizados: Reação imunoenzimática (ELISA), Reação imunoenzimática de captura de IgM (MACELISA), Inibição de Hemaglutinação (IH) e Teste de Neutralização. Para a coleta das amostras devem ser seguidos os seguintes passos: • A melhor amostra para esse procedimento é o SORO. Coletar o Sangue, em tubo sem anticoagulante, deixar ocorrer à retração do coágulo de 2 a 24 h, em temperatura ambiente, separar o SORO (mínimo 1,0mL),

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acondicionar em tubos que facilitem o armazenamento e o transporte da amostra (não utilizar tubo tipo penicilina). • Encaminhar o SORO/AMOSTRA ao MT Laboratório acompanhado da ficha de Gerenciamento de ambiente laboratorial – GAL; • Quando a amostra for enviada após as 24 horas de colheita, deverá ser armazenada em temperatura de -20º C até o envio (evitar descongelamento repetitivo); Diagnóstico Diferencial Laboratorial: Para os casos em que a Sorologia de Dengue resultar em Não Reagente, para fechamento de caso, o soro do paciente que foi enviado ao Laboratório com Ficha de Notificação com os sintomas de febre, exantema e outros sintomas (total de no mínimo 3 sintomas), deverá ser seguida a rotina de sorologia para Rubéola. No caso do paciente com Rubéola, se for Não Reagente e com sintomas, segue rotina da Sorologia para Dengue. Por isso é importante que, as USF preencham todos os campos da Ficha de Notificação e enviem os dados do paciente, na ficha que acompanha a amostra. IV. 2 – ISOLAMENTO VIRAL O exame de Isolamento viral identifica o sorotipo circulante DEN1, DEN2, DEN3 ou DEN4. Para a coleta de amostras devem ser seguidos os seguintes passos: • A melhor amostra para esse procedimento é o SANGUE TOTAL, acondicionado em criotubos, sem anticoagulante, devidamente etiquetado (nome, data da coleta, município); • Encaminhar ao MT Laboratório no período de 6 horas o sangue refrigerado, NÃO CONGELAR. A amostra será congelada no MT Laboratório a – 70º C; • Quando utilizar o botijão de nitrogênio para armazenamento, a amostra poderá ser enviada posteriormente ao MT Laboratório.

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Figura 09 - Fluxo de encaminhamento de exames para dengue

IMPORTANTE:
Nos casos em que o paciente tem evolução para gravidade da doença (suspeitos de Febre Hemorrágica do Dengue ou Dengue com complicação) deve-se coletar sangue para sorologia em 100 % dos casos, em qualquer período do ano. Em caso de óbito suspeito de dengue, coletar em todos os casos, amostras de tecidos, órgãos e sangue. Figura 10 - Técnica adequada para Diagnóstico de Dengue
TIPO DE AMOSTRA EXAME MOMENTO DA COLETA ARMAZENAMENTO TRANSPORTE

ISOLAMENTO VIRAL SANGUE FASE AGUDA SOROLOGIA SANGUE FASE CONVALESCENTE

1º AO 5º DIA

Sangue a - 70°

APÓS O 7º DIA 14º AO 30º DIA (14 A 21 DIAS APÓS A 1ª COLETA) TÃO CEDO QTO POSSÍVEL (< 8 horas) TÃO CEDO QUANTO POSSÍVEL (< 8 horas)

Soro a - 20°

SOROLOGIA ISOLAMENTO VIRAL

Soro a -20°

A - 70° EM FORMALINA TAMPONADA

NITROGÊNIO LIQ. OU GELO SECO GELO SECO OU GELO RECICLÁVEL (GELOX) GELO SECO OU GELO RECICLÁVEL (GELOX NITROGÊNIIO LÍQUIDO OU GELO SECO À TEMPERATURA AMBIENTE

TECIDOS

HISTOPATOLOGIA IHQ

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Figura 11 - Fluxo para realização do Isolamento Viral e Sorologia para dengue COLETA DE AMOSTRA

PERÍODO DA DOENÇA

DO 1º AO 5º DIA DO INÍCIO DOS SINTOMAS

APÓS O 5º DIA DO INÍCIO DOS SINTOMAS

ISOLAMENTO VIRAL

SOROLOGIA MT LABORATÓRIO OU LAB. DESCENTRALIZADO

MT LABORATÓRIO LAB. REFERÊNCIA REGIONAL
Fonte: MT Laboratório/SES-MT

IV. 3 – DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DOS ÓBITOS SUSPEITOS DE DENGUE Em todos os óbitos suspeitos de dengue, além da coleta de sangue para sorologia e isolamento viral, deve-se realizar estudo anatomopatológico, visando-se a confirmação diagnóstica ou a elucidação do diagnóstico diferencial. 1. Sangue: Coletar 10 ml de sangue em tubo estéril, por punção cardíaca ou outra via, colocar na geladeira para tentar retrair o coágulo, centrifugar e separar e levar imediatamente ao freezer a -70°. Caso não consiga separar o soro, levar o sangue total ao freezer a -70°. Usar tubo plástico. 2. Tecidos: Sempre que possível realizar necrópsia. Na impossibilidade colher material por viscerótomo ou punção aspirativa, visando obter a maior quantidade de material possível de tecidos. 2.1. Técnica: 2.1.1. A necropsia deverá ser realizada o mais rapidamente possível após o óbito. Colher fragmentos de fígado, baço, gânglios, timo, pulmão e cérebro. Em caso de punção aspirativa, colher preferencialmente, fragmentos de fígado e baço, usando agulhas longas e de calibre grosso. 2.1.2. Colocar uma amostra de cada fragmento, separadamente, em recipiente estéril, e levar imediatamente, ao freezer a -70°.

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2.1.3. Colocar outra amostra de cada fragmento, separadamente, em frasco com formalina tamponada, para histopatologia, mantendo-a em temperatura ambiente. 3. Rotulagem: Identificar cada tubo ou recepiente com caneta esferográfica resistente a umidade, com os seguintes dados: • Nome completo do paciente; • Data da coleta ; • Natureza da amostra; • Natureza do exame. 4. Amostras: As amostras deverão ser acompanhadas da Ficha de Investigação de Dengue (anexo). Na ausência desta, enviar a identificação completa do paciente e da Unidade de Atendimento, antecedente de vacinação antiamarílica, história clínica anterior de dengue, data do início dos sintomas, principais manifestações clínicas, resultado de exames complementares, data do agravamento da doença, data do óbito, data da coleta e natureza da amostra. 5. Remessa do Material: Enviar no prazo máximo de 48horas, o sangue e o fragmento de tecidos, acondicionados em botijão contendo nitrogênio líquido ou em isopor com gelo seco, para o Laboratório de Referência. Os tecidos para estudo histopatológico deverão ser enviados à temperatura ambiente. Caso a Unidade não possua as condições acima especificadas, enviar as amostras o mais breve possível, (menos de 6 horas) em gelo reciclável, exceto amostras para histopatologia, para o MT Laboratório. IV. 4 – FORNECIMENTO DE INSUMOS Os kits reagentes são fornecidos pela Central Geral de Laboratórios (CGLAB) da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Os insumos para realização dos exames são adquiridos pela SMS para o AF Laboratório. O município é responsável pela aquisição de materiais utilizados (tubos de ensaio, pipetas, ponteiras) e pela realização do teste e manutenção de equipamentos. IV. 5 – VIGILÂNCIA EM ÁREAS DE FRONTEIRAS O objetivo é a detecção precoce da introdução de novos vírus/cepas nas regiões de fronteiras. A circulação do sorotipo 4 e de diferentes cepas dos demais sorotipos do vírus da dengue tem sido identificada em alguns estados que fazem fronteira com o Mato Grosso dentre os quais se destacam: Amazonas e Pará. Tais Estados fazem fronteira com Alta Floresta que são, conseqüentemente, potenciais portas de entrada dessas cepas/sorotipos no município.

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A adoção de barreiras sanitárias não é uma estratégia factível de ser implantada, tornando necessário um permanente monitoramento da circulação viral. 6.1.3 EIXO V – ASSISTÊNCIA A SAÚDE Para definição de caso considera-se a pessoa que tenha febre, com duração máxima de 7 dias, acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: cefaléia, dor retro-orbital, mialgia, artralgia, prostração e exantema. No atendimento ao paciente com suspeita de dengue deve se considerar os passos a seguir: Anamnese e exame físico Na anamnese deve-se buscar ativamente local de sangramento (gengivorragia, epistaxe, metrorragia, melena), fazer exclusão de outras doenças infecciosas, avaliar a hidratação, perfusão, estado geral, verificar a Pressão Arterial na posição deitada e em pé, pulso, temperatura, e realizar a prova do laço.
Figura 12 - Etapas para realização da Prova do Laço
CUIDADO! Hipotensão, hipotensão postural ou estreitamento da pressão de pulso são sinais de gravidade

Calcular a Média da Pressão Arterial (MP A) MPA = PA sistólica + Pa diastólica / 2

Insuflar o manguito na MPA ou entre PA sistólica e diastólica por 5 minutos nos adultos e 3 minutos em crianças

Contar o número de petéquias em um quadrado de 2 cm de lado

Positivo se: • Mais de 20 petéquias em adultos • Mais de 10 petéquias em crianças

Diagnóstico diferencial Devem ser avaliadas as possibilidades de existência de outras patologias como: Influenza, Febre maculosa brasileira, Leptospirose, Meningococcemia, Sarampo, Rubéola, Malária, Febre tifóide, Febre amarela, Sepse.

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Classificação de risco Em vigência de uma epidemia, a classificação de risco do paciente com suspeita de dengue deve ser realizada para avaliar a prioridade no atendimento. Deve ser realizada na chegada ao ponto de atenção e poderá ser feita por enfermeiro (a) qualificado. O objetivo é evitar o atendimento por ordem de chegada, organizando-o por ordem de gravidade que será avaliada a partir dos sinais e sintomas especificados no cartão e a prioridade para atendimento seguirá a seguinte norma:
Paciente classificado como vermelho será visto imediatamente pelo médico, seguido pelo laranja, amarelo e depois verde (situações especiais - gestante, criança, idoso, comorbidade) e azul que será avaliado por ordem de chegada

A prova do laço deverá ser feita em todos os pacientes com suspeita de dengue sem manifestações hemorrágicas espontâneas, sinais de alerta ou sinais de choque. Sugere-se que o enfermeiro (a) designado a fazer esse trabalho tenha em mãos o cartão para classificação de risco da dengue para orientar seu trabalho.
IMPORTANTE!
Frente a uma epidemia, todos os pacientes com suspeita de dengue devem receber soro de hidratação oral logo na sua chegada à Unidade de Saúde, mesmo antes do atendimento médico.

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Figura 13 - Cartão para classificação de risco da dengue

Fonte: SES/MG Linha Guia de atenção a dengue

Estadiamento da dengue e ponto de atendimento preferencial Esta atividade será feita por profissional médico obedecendo à prioridade de atendimento estabelecida na classificação de risco.

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Figura 14 - Algoritmo para estadiamento de casos de dengue e ponto de atendimento preferencial.

Fonte: SES/MG Linha Guia de atenção a dengue

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Figura 15 – Sinais e sintomas para estadiamento nos grupos

Sinais de choque

Sinais de alerta

Manifestações hemorrágicas leves

Situações especiais Sinais e Sintomas Clássicos

Hipotensão postural, PA convergente, extremidades frias, cianose, pulso rápido e fino, enchimento capilar lento (> 2 segundos). Dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hipotensão postural, lipotímia, hepatomegalia dolorosa, hemorragias importantes (hematêmese, melena), sonolência, irritabilidade, diminuição da diurese, diminuição repentina da temperatura corpórea / hipotermia, aumento repentino do Ht, diminuição de Plq, desconforto respiratório. Espontâneas: gengivorragia, metrorragia, petéquias, equimoses, sangramento de mucosas, sangramento menor em trato gastrointestinal. Induzidas: prova do laço positiva Gestante, criança, idoso, diabetes, hipertensão, asma, bronquite crônica, doença hematológica ou renal crônica, cardiopatia, doença cloridropéptica, doença autoimune Febre, cefaléia, dor retroorbitária, mialgia, artralgia, prostação, exantema.

Fonte: SES/MG. Linha Guia de atenção a dengue

Os fatores que predispõem o maior risco de casos graves são as reinfecções subseqüentes, a Cepa variável do vírus, doenças crônicas prévias, características individuais desconhecidas. Manejo clínico da dengue
Figura 16 – Pontos-chave no tratamento da dengue Toda consulta incluirá: • PA sentado e em pé; • Temperatura; • Pulso; • Prova do laço; Todo paciente deve ser reavaliado no primeiro dia após o final da febre. Reavaliar os pacientes até diariamente, se necessário. Todo tratamento deve prever:


Hidratação por via oral (VO) vigorosa → 80ml/kg/dia; Hidratação por via intra-venosa (IV), se necessário;

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Monitorar: • Estado geral; • PA sentado e em pé; • Consciência; • Hidratação; • Sangramentos • Perfusão; Preencher FNI (Anexo) para todos os casos suspeitos de dengue Fornecer e preencher o Cartão Dengue (Anexo) para todos os pacientes atendidos. Deverá ser assegurada consulta de retorno para todos os pacientes, preferencialmente na Unidade de Atenção Primária à saúde de referência

Grupo A – AZUL Os pacientes classificados neste grupo poderão fazer o tratamento no domicílio, retornando à unidade no primeiro dia sem febre, ou antes, se houver sinal de alarme. Caso os exames laboratoriais não tenham sido avaliados no dia da consulta, esses pacientes deverão retornar no dia posterior. A sorologia para confirmação de caso deverá ser feita para todos os pacientes em períodos não epidêmicos e para aproximadamente 10% deles durante o período epidêmico (ou conforme orientação da vigilância epidemiológica municipal). Se possível, deve-se fazer hemograma (hematócrito, plaquetas e leucócitos totais, sem diferencial) para acompanhamento de todos os pacientes deste grupo. Essa orientação, entretanto, não é mandatória. O tratamento no domicílio deve incluir analgésicos e antipiréticos (dipirona ou paracetamol), em caso de dor ou febre, orientação sobre os sinais de alarme e sobre desidratação. A principal medida é a terapia de hidratação oral forçada (figura 17), que deve ser iniciada o mais rapidamente possível, preferencialmente na unidade de atendimento.
Figura 17 – Hidratação oral forçada

Adultos Crianças

• •

60 a 80 mL/Kg/dia (1/3 soro hidratação oral mais 2/3 outros líquidos (água, sucos, chás); Oferecer com freqüência soro de hidratação oral e outros líquidos;

O atendimento dos pacientes classificados neste grupo é de responsabilidade da Atenção Primária à Saúde (APS) e está resumido no fluxograma a seguir (Figura 18).

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Figura 18 - Fluxograma de atendimento aos pacientes classificados como grupo A – AZUL

Grupo A – VERDE Os pacientes classificados neste grupo também poderão fazer o tratamento no domicílio, retornando à unidade no primeiro dia sem febre ou antes, se houver sinal de alarme.

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A sorologia deverá ser feita conforme indicado para o Grupo A – AZUL. O hemograma (hematócrito, plaquetas e leucócitos totais) deve ser realizado para todos os pacientes deste grupo. Por isso, se a Unidade não possuir laboratório acessível para sua pronta realização deste exame, o paciente deverá ser encaminhado para unidade de Pronto Atendimento de referência. O tratamento no domicílio deve seguir as mesmas orientações descritas para o grupo A – azul. O atendimento dos pacientes classificados neste grupo está resumido no fluxograma a seguir (Figura 19).
Figura 19 – Fluxograma de atendimento aos pacientes classificados como grupo A – VERDE

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Grupo B – AMARELO Os pacientes classificados neste grupo deverão ser imediatamente encaminhados para Unidade de Pronto Atendimento de referência ou hospital de menor adensamento tecnológico (Hospital de Saúde da Família ou outro), recebendo hidratação oral forçada (figura 11), mesmo durante o transporte para o outro ponto de atenção, até o resultado do hemograma. Se o resultado revelar valores de hematócrito, plaquetas e leucócitos pouco alterados, o médico deverá avaliar a possibilidade de tratamento no domicílio com retorno do paciente no dia posterior para reavaliação clínica e laboratorial. Neste caso, o tratamento deve incluir analgésicos e antipiréticos (dipirona ou paracetamol), se houver dor ou febre, orientação sobre os sinais de alarme e sobre desidratação, assim como descrito para o grupo A – AZUL. Aqui, entretanto, deverá ser orientada a terapia de hidratação oral vigorosa (Figura 12).
Figura 20 - Hidratação oral vigorosa

Adultos • 80 mL/kg/dia; Crianças • 50 mL/kg em 4 a 6 horas; Caso o exame esteja muito alterado, o paciente deverá ficar em observação na unidade por, no mínimo, 12 horas sob supervisão contínua da equipe de enfermagem. Neste caso, o paciente deverá receber o esquema de hidratação oral supervisionada ou parenteral (Figura 21).
Figura 21 - Hidratação oral supervisionada ou parenteral

80 mL/kg/dia (1/3 do volume total SF 0,9% em 4 a 6h) 50 a 100 mL/kg (soro de hidratação oral em 4 a 6h) ou 20 Crianças mL/kg (SF 0,9% em 2h) O esquema pode ser repetido, se necessário, e, caso não haja melhora clínica e laboratorial, o paciente deverá ser encaminhado para internação no hospital microrregional de referência ou hospital de pequeno porte. A sorologia para confirmação de caso deverá ser feita conforme indicado para o Grupo A - Azul e Verde.

Adultos

• •

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Figura 22 - Fluxograma de atendimento aos pacientes classificados como Grupo B - AMARELO

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Grupo C – LARANJA IMPORTANTE! Iniciar hidratação venosa vigorosa em qualquer ponto de atenção e durante a transferência para hospitais de referência. Os pacientes classificados neste grupo deverão ser imediatamente encaminhados para o hospital microrregional de referência recebendo hidratação I.V. vigorosa.
Figura 23 - Exames laboratoriais para atendimento dos pacientes do grupo C – LARANJA

Mandatório Hemograma completo • • Tipagem sanguínea • • Albumina • • RxT ântero-posterior e perfil • • Sorologia - geladeira 48h (4 a • 8°C) ou • congelador (-10 a -20 °C) • Isolamento viral (- 80º C)

Se necessário Glicose Uréia, creatinina Íons Transaminases Gasometria US abdome e tórax (procurar derrames cavitários)

O esquema de hidratação I.V. vigorosa poderá ser repetido até três vezes, caso não haja melhora clínica e laboratorial satisfatória (melhora do hematócrito e das condições hemodinâmicas). Após essa etapa, se não houver melhora clínica e laboratorial, iniciar tratamento conforme descrito para grupo D – Vermelho. Caso contrário, iniciar tratamento de manutenção (Figura 16).
Figura 24 - Tratamento de manutenção

Adultos

Crianças

Nota: Tempo total de 24 horas.

• • • • • •

25 mL/kg (1SF 0,9% + 2SG5% em 4h); 25 mL/kg (SF 0,9% em 8h); 25 mL/kg (SF 0,9% em 12h); 25 mL/kg (1SF 0,9% + 2SG5% em 4h); 25 mL/kg (SF 0,9% em 8h); 25 mL/kg (SF 0,9% em 12h);

Ao término dessa etapa, após 24 horas, no mínimo, o médico deverá avaliar a possibilidade de alta hospitalar e tratamento no domicílio (se preenchidos todos os critérios para alta hospitalar descritos na próxima sessão deste protocolo). A sorologia para confirmação de caso deverá ser feita para todos os pacientes, independente de vigência de epidemia ou não. O atendimento aos pacientes classificados neste grupo está resumido no fluxograma a seguir (Figura 25).

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Figura 25 - Fluxograma de atendimento aos pacientes classificados como grupo C – LARANJA

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Grupo D – VERMELHO IMPORTANTE! Iniciar hidratação venosa vigorosa (expansão) em qualquer ponto de atenção e durante a transferência para hospitais de referência Os pacientes classificados neste grupo deverão ser imediatamente encaminhados para o hospital macrorregional de referência recebendo hidratação I.V. vigorosa (expansão), conforme descrito no quadro a seguir (figura 26).
Figura 26 - Hidratação I.V. vigorosa (expansão)

Adultos e Crianças

20 mL/kg (SF 0,9% em até 20 minutos)

Esse esquema poderá ser repetido até três vezes e, caso haja melhora, o paciente deverá ser tratado conforme descrito no Grupo C – Laranja. Caso contrário, o médico deverá avaliar se está ocorrendo hemoconcentração (aumento do hematócrito ou diminuição da albumina plasmática), para o qual deverá ser administrado colóide. Se houver melhora clínica e laboratorial, seguir tratamento descrito para o Grupo C – Laranja. Caso contrário ou se o hematócrito estiver em queda, iniciar cuidados intensivos em UTI. O hematócrito em queda pode ser sinal de ocorrência de hemorragia, que deverá ser avaliada pelo médico assistente. Os exames laboratoriais mandatórios para este grupo estão descritos no quadro a seguir (Figura 27).
Figura 27 – Exames laboratoriais para atendimento dos pacientes do grupo D – VERMELHO

Hemograma, Proteínas totais e frações, coagulograma (TP/AP, TTPa), eletrólitos, perfil hepático, função renal, US abdominal, Rx do tórax. A sorologia para confirmação de caso deverá ser feita para todos os pacientes, independentemente de vigência de epidemia ou não.
Figura 28 – Alertas importantes no manejo clínico dos pacientes do grupo D – vermelho

Caso haja suspeita de sangramento no SNC associado a plaquetopenia (abaixo de 50.000/mm3) ou qualquer sangramento importante associado a plaquetopenia (abaixo de 20.000/mm3), considerar transfusão de plaquetas. Crianças podem apresentar edema subcutâneo generalizado e derrames cavitários pela perda capilar (e não hiperidratação) que podem aumentar com hidratação satisfatória. Resolução do choque - reabsorção do volume extravasado - ↓ Ht (mesmo com suspensão da hidratação parenteral) - hipervolemia - ICC - agravada se manutenção da hidratação venosa ultrapassar 12 a 24h da reversão do

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choque. Avaliar acidose metabólica para evitar CIVD. Corrigir hiponatremia e hipocalemia. O atendimento aos pacientes classificados neste grupo está resumido no fluxograma a seguir (Figura 29).
Figura 29 - Fluxograma de atendimento aos pacientes classificados como grupo D – VERMELHO.

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Observações importantes
Figura 30 - Indicações de internação independentes do estadiamento do caso

Presença de sinais de alarme; Recusa na ingestão de alimentos e líquidos; Comprometimento respiratório; Plaquetopenia (<20.000/mm³); Impossibilidade de retorno à unidade; Co-morbidades descompensadas (DM, HAS, asma, uso cumarínicos, outras); Outras situações a critério médico;
Figura 31 - Critérios de alta hospitalar para os pacientes estadiados nos grupos laranja e vermelho

Todos

Ausência de febre por 24h sem antipirético; Melhora visível do quadro clínico; Ht normal e estável por 24h; Plaquetas em elevação e > 50.000/mm³; Estabilidade hemodinâmica por 24h; Derrames cavitários em regressão ou sem repercussão clínica;

Erros comuns sobre dengue
Figura 32 - Erros comuns sobre a dengue

ERRO Dengue não tem tratamento; Prova do laço positiva = FHD; Dengue + sangramento = FHD; FHD acontece sempre na segunda infecção por dengue; A hemorragia é sempre o que mata na FHD;

EXPLICAÇÃO O tratamento da dengue é a hidratação; Prova do laço apenas identifica a fragilidade capilar; São necessários 4 critérios (o ponto central na FHD é a perda de plasma); A chance de dengue hemorrágica na primeira infecção é cerca de 0,3%; já nas reinfecções chega a 3%;

Somente a hemorrágica mata;

Em geral, o paciente morre de choque hipovolêmico por perda de plasma; Outras possíveis causas de morte são: • Hemorragia grave em dengue clássico (doença diverticular ou péptica prévia); dengue • Sepse secundária; • Apresentações atípicas graves (hepatite, miocardite, encefalite, entre outras).

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a) Resumo das Recomendações Clínicas
Figura 33 – Quadro síntese das recomendações clínicas

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A seguir, descrevem-se como os diferentes níveis de atenção estão organizados e estruturados no município para atenção aos casos de dengue. ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE A Atenção Primária à Saúde cumprirá papel fundamental na prevenção, atenção e controle da dengue, considerando que a mesma constitui porta de entrada preferencial do usuário no sistema de saúde e deve resolver os problemas de saúde de maior freqüência e relevância em seu território. O espaço físico ideal para atendimento dos casos suspeitos de Dengue será de 03 (três) salas, porém de acordo com a realidade e/ou disponibilidade da localidade este poderá ser adaptado para 02 (duas) salas assim divididas: - 01 sala para classificação de risco; - 01 sala de terapia de reidratação oral – TRO; - 01 sala de hidratação venosa e coleta. As salas de TRO, hidratação venosa e coleta poderão ser a mesma. Os materiais, medicamentos e equipamentos necessários para o atendimento são os seguintes: - Soro Fisiológico 0,9%; - Soro Glicosado 5%; - Ringuer Lactato; - SAIS PARA REIDRATAÇÃO ORAL; - ANTIEMÉTICOS - oral e endovenoso; - ANTITÉRMICOS - oral e endovenoso; - CONTATOS DE TODAS AS REFERÊNCIAS: Laboratórios para exames específicos e inespecíficos, Ambulâncias, Unidades de Atenção Secundária (Hospital), entre outros; - PROTOCOLO DE ATENDIMENTO MÉDICO E ENFERMAGEM AO PACIENTE COM DENGUE – afixado em local de fácil visibilidade e acesso em todos os consultórios da USF; - Cartão de Acompanhamento do Paciente com Suspeita de Dengue – Anexo; - Fichas de Notificação – anexo; - Ficha de Investigação – anexo; - Cadeiras confortáveis para reidratação; - Macas com grade e colchonete; - Escada com 02 degraus; - Termômetro; - APARELHO DE PRESSÃO – com manguito e braçadeira ADULTO E INFANTIL; - ESTETOSCÓPIO – adulto e infantil; - Equipo para soro; - Suporte para soro; - ABOCATH – adulto e infantil;

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- Seringas de 10 ml com agulha; - Material para coleta (tubos de ensaio, esparadrapo, seringas, agulhas, garrote, gelo e isopor); - Balança; - Roupa de Cama, etc.; Quanto aos recursos técnicos como capacitação de Recursos Humanos, a Secretaria de Saúde deverá promover treinamento e educação permanente do seu corpo técnico através dos multiplicadores do próprio município ou solicitar apoio da Secretaria Estadual, quando necessário; A Secretaria de Saúde organizará o sistema de transporte dos pacientes para as Unidades de Atenção Secundária ou Terciária, quando se fizer necessário, e para atendimento aos exames (coletas e envio dos resultados), podendo utilizar motocicletas para tal procedimento; A Secretaria de Saúde estabelecerá um meio de comunicação com a população para organização do fluxo de atendimento, situação epidemiológica e orientação à população. O fluxo de atendimento será organizado de modo a priorizar os pacientes com sinais de alarme e os do grupo especial: menores de 15 anos, gestantes, maiores de 60 anos e os que apresentam co-morbidades (Diabetes, Hipertensão Arterial, Cardiopatia, Insuficiência Renal, Doença hematológica, Doença Auto-imune, Úlcera Gastroduodenal, Asma/Bronquite, DPOC). Serão estabelecidos 02 (dois) fluxos de atendimento ao paciente: paciente de primeira consulta e paciente de retorno. • Paciente de primeira consulta: É o paciente que buscará a US pela demanda espontânea. Nenhum paciente com sintomas sugestivos de dengue deverá retornar sem atendimento médico. Importante ficar claro que no momento de epidemia, a dengue será considerada atendimento prioritário na Unidade de Atenção Primária, onde todos estarão aptos e disponíveis para o atendimento. O paciente ao dar entrada na Unidade deverá ser encaminhado à sala de classificação de risco para o atendimento de enfermagem, que deverá verificar minimamente a temperatura axilar, PA em duas posições, peso, prova do laço e registrar no Cartão de Acompanhamento do Paciente com Suspeita de Dengue, devendo também preencher a ficha de notificação. A seguir será encaminhado ao consultório médico para avaliação clínica do caso e adoção da conduta apropriada, sendo: - TRO; - Hidratação venosa com observação (quando a Unidade tiver estrutura para tal); - Medicação (analgésicos, antitérmicos, antieméticos, etc.); - Solicitação de exames de rotina para dengue;

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- Encaminhamento a outras Unidades de Atenção (secundária ou terciária), caso necessário. Lembramos que a avaliação clínica do caso e conduta apropriada para cada caso deve seguir as recomendações dos protocolos clínicos e fluxos de atendimentos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. • Paciente de retorno: O paciente de retorno deve ser atendido na sala de classificação de risco ou outra, de acordo com a estrutura e organização da Unidade, onde será mensurada a temperatura axilar, PA em duas posições, peso, prova do laço e registrar no cartão do usuário – dengue. O médico avalia clinicamente o paciente e os seus resultados laboratoriais, adotando conduta necessária. • Conduta para Tratamento Domiciliar A equipe de Atenção Primária orientará Terapia de Reidratação Oral (TRO), repouso e administração de analgésico / antitérmico (contra-indicar salicilatos e antiinflamatório não esteróide), orientar sobre sinais de alarme com retorno imediato à unidade, agendar consulta de retorno e preencher o “Cartão de Acompanhamento do Paciente com Suspeita de Dengue”, providenciar visita domiciliar do Agente Comunitário de Saúde (ACS) e orientar limpeza domiciliar de criadouros de Aedes aegypti. É importante que se estabeleça, em cada Unidade, a unificação das áreas geográficas de trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Controle de Endemias, possibilitando uma ação mais oportuna quando ocorrer a detecção de focos e/ou casos de Dengue. A Secretaria de Saúde também deverá divulgar a cartilha do Agente Comunitário de Saúde no Controle da dengue (Ministério da Saúde, 2009) e capacitar seus Agentes para utilização da mesma, podendo contar com o apoio da Secretaria de Estado de Saúde, através dos Escritórios Regionais. As atribuições dos ACS, de acordo com a Portaria MS n.º 44 de 31/01/2002, são as seguintes: 1. Atuar junto aos domicílios informando os seus moradores sobre a doença – seus sintomas e riscos – e o agente transmissor; 2. Informar o morador sobre a importância da verificação da existência de larvas ou mosquitos transmissores da Dengue na casa ou redondezas; 3. Vistoriar os cômodos da casa, acompanhado pelo morador, para identificarem locais de existência de larvas ou mosquito transmissor da Dengue; 4. Orientar a população sobre a forma de evitar e eliminar locais que possam oferecer risco para a formação de criadouros do Aedes aegypti;

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5. Promover reuniões com a comunidade para mobilizá-la para as ações de prevenção e controle da Dengue; 6. Comunicar ao instrutor supervisor do PACS/PSF a existência de criadouros de larvas e ou mosquitos transmissores da Dengue, que dependam de tratamento químico, da interveniência da vigilância ambiental e sanitária ou de outras intervenções do poder público. Conforme a necessidade do município, a Unidade de Atenção Primária poderá rever a sua programação de funcionamento, provendo escalas de atendimento entre as Unidades no período de 24horas e nos finais de semana. A SMS deverá ainda priorizar a Dengue como tema transversal a ser abordado nos processos de Monitoramento e Avaliação da Atenção Primária e Saúde da Família, nas reuniões, capacitações e demais momentos oportunos junto ao município. Acompanhar os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), através do Escritório Regional de Saúde, quanto às atribuições do ACS, definidas na Portaria Ministerial nº 44 e conduzir as ações necessárias para ampliação e financiamento das Equipes de Saúde da Família no Município, facilitando o acesso aos usuários. ATENÇÃO SECUNDÁRIA • Esses pacientes devem permanecer na unidade por um período mínimo de 12 horas e, somente após avaliação clínica e laboratorial, poderão ser liberados ou, em caso de agravamento, referenciados para unidade hospitalar com leito de internação. Condições básicas que devem ser asseguradas para o atendimento do paciente com suspeita de dengue na Atenção Secundária em Saúde • Garantir atendimento oportuno do paciente do Grupo B e do Grupo Especial, por profissionais generalistas e/ou especialistas capacitados para o Diagnóstico, Manejo Clínico e Assistência ao Paciente com Dengue. • De acordo com os critérios de classificação de risco, priorizar atendimento médico e manter em observação os pacientes classificados no Grupo B e no Grupo Especial. • Garantir a agilidade na execução e liberação do resultado do hemograma completo e da dosagem de albumina, em tempo hábil para avaliação e manejo clínico adequado. • Na impossibilidade de realizar o hemograma na unidade de saúde, as amostras coletadas nessas unidades devem ser enviadas para unidade que disponha desse serviço, com prioridade de realização do exame ou estratégia que garanta sua realização e retorno dos resultados para a unidade de origem no mesmo dia.

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• Prover a unidade de saúde de equipamentos básicos, em condições de uso e aferidos periodicamente (esfigmomanômetros adulto e infantil, estetoscópio, termômetro, balança, entre outros), de acordo com a complexidade de serviços estabelecidos na Unidade de Atenção Secundária em Saúde. • A Unidade de Atenção Secundária em Saúde deve estar provida de jelco adulto e infantil, agulhas de vários calibres, seringas, algodão, álcool, fita hipoalérgica, luvas, máscaras, toucas, suporte para hidratação, maca e outros materiais adequados ao elenco e complexidade das ações propostas para funcionamento da unidade, de forma a garantir a qualidade do atendimento e resolutividade na Atenção Secundária em Saúde. • A Unidade de Atenção Secundária em Saúde deve estar provida, no mínimo, dos medicamentos básicos para atendimento do paciente com suspeita de dengue, tais como sais para reidratação oral, dipirona, paracetamol, soro fisiológico a 0,9%, Ringer Lactato e soro glicosado a 5% (de acordo com o guia Dengue – Diagnóstico e Manejo Clínico – Adulto e Criança, do Ministério da Saúde). • Adquirir medicamentos e materiais de consumo de acordo com a demanda e garantir reserva estratégica para atendimento de situações inusitadas. • Implantar e/ou implementar Protocolo de Diagnóstico, Manejo Clínico e de Assistência ao Paciente com DC e FHD/SCD, de acordo com orientação do Ministério da Saúde. • Atender às demandas do fluxo de encaminhamento do paciente na rede de saúde e garantir, junto à rede hospitalar, leitos de internação, semiintensivos e de terapia intensiva, garantindo que após alta retorne à Unidade de Atenção Primária em Saúde de sua referência, para acompanhamento. • Disponibilizar aos profissionais de saúde roteiro para classificação de risco. • Disponibilizar Cartão de Acompanhamento do Paciente com Suspeita de Dengue e prestar orientações sobre o tratamento e sinais de alarme para o paciente e seus familiares. • Implantar ou implementar na unidade de saúde, serviço de notificações de casos suspeitos de dengue e estabelecer fluxo de informação diária para a vigilância epidemiológica, lembrando que as formas graves são de notificação imediata. • Promover capacitação dos profissionais de saúde para o diagnóstico, manejo clínico e assistência ao paciente com dengue. • Garantir a resolutividade do atendimento do paciente do Grupo B e do Grupo Especial, de modo a reduzir a demanda para as unidades

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hospitalares com leito de internação, referenciando para essas unidades apenas os pacientes que necessitem deste tipo de atendimento (Grupos C e D). ATENÇÃO TERCIÁRIA Pacientes dos Grupos C e D ou que apresentem fatores de risco para FHD/SCD (história de dengue anterior, virulência da cepa, doenças crônicas, características individuais desconhecidas ou pertencentes ao Grupo Especial), com presença de sinais de alarme clínicos e laboratoriais, necessitam de atendimento imediato em unidade terciária/hospitalar. Condições básicas que devem ser asseguradas ao paciente com dengue na Atenção Terciária em Saúde • Garantir atendimento oportuno do paciente dos Grupos C e D por profissionais especialistas, capacitados para o Diagnóstico, Manejo Clínico e Assistência ao Paciente com Dengue. • Prover a Unidade de Atenção Terciária em Saúde de profissionais em número suficiente para atendimento da demanda. • Priorizar atendimento imediato em sala de emergência e leito de internação, de acordo com a classificação de risco. • Dispor de laboratório para realização de exames inespecíficos e garantir a coleta e envio do material biológico para realização dos exames específicos (sorologia e isolamento viral), observando os critérios técnicos necessários, conforme as orientações básicas para o atendimento do paciente suspeito de dengue. • Garantir a agilidade na execução e liberação dos exames, em especial do hemograma completo, em tempo hábil para avaliação e manejo clínico adequado. • Garantir a realização de exames de ultrassonografia e Raios-X nas Unidades de Atenção Primária em Saúde, Secundárias ou Terciárias, para pesquisa de derrames cavitários. • Prover a unidade hospitalar de equipamentos básicos e especializados, em condições de uso e aferidos periodicamente. • Prover a unidade hospitalar de materiais básicos e outros, para realização de procedimentos especializados, adequados ao elenco de ações propostas para o funcionamento da unidade, de forma a garantir a qualidade do atendimento e resolutividade da atenção terciária. • Prover a unidade hospitalar de medicamentos básicos para atendimento do paciente com suspeita de dengue, tais como sais para reidratação oral, dipirona, paracetamol, soro fisiológico a 0,9%, Ringer Lactato e outros específicos, de acordo com o procedimento realizado e com o quadro clínico apresentado pelo paciente.

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• Adquirir medicamentos e materiais de consumo de acordo com a demanda e garantir reserva estratégica para atendimento de situações inusitadas. • Implantar e/ou implementar Protocolo de Assistência ao Paciente com DC e FHD/SCD, de acordo com orientação do Ministério da Saúde. • Garantir o fluxo de encaminhamento do paciente, com reserva de leitos de internação, semi-intensivos e de terapia intensiva. • Disponibilizar aos profissionais de saúde roteiro para classificação de risco. • Disponibilizar Cartão de Acompanhamento do Paciente com Suspeita de Dengue e prestar orientações sobre o tratamento e sinais de alarme ao paciente e a seus familiares. • Implantar ou implementar, na unidade de saúde, o serviço de notificações de casos suspeitos de dengue e estabelecer fluxo de informação diária para a vigilância epidemiológica, lembrando que as formas graves são de notificação imediata.

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EIXO VI – VIGILÂNCIA DO VETOR O Índice de infestação predial é hoje o indicador para medição de risco e predição da ocorrência da Dengue. VI. 1 - Indicadores: A forma de envio dos dados é pelo lote do SISFAD atualizado com as informações do último resumo semanal, com freqüência semanal para atualização. O cálculo utilizado é o seguinte: a) Controle do Índice de Infestação Predial (IIP); IIP = n° de imóveis positivos x 100 n° de imóveis inspecionados Valores de referência 1. Satisfatório..........(menor que 1,0); 2. Alerta...................(entre 1,1 e 3,9); 3. Risco....................(maior que 4,0). b) Cobertura de visita domiciliar Cobertura = n° de imóveis trabalhados x 100 n° de imóveis existentes Valores de referência (Satisfatório de 20 a 25 imóveis dias); Observação: valores acima ou abaixo desta referência devem ser verificados através de supervisão para posterior correção;

c) Porcentagem de Pendência de visita domiciliar: Total de imóveis Pendentes = imóveis fechados + imóveis recusados – imóveis recuperados Pendência = n° de total de imóveis pendentes x 100 n° de imóveis trabalhados Valores de referência Menor que 12%; Observação: valores acima ou abaixo desta referência devem ser verificados através de supervisão para imediata correção.

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d)

Atividades de bloqueio O bloqueio de casos é uma ação imediata e tem por objetivo interromper a cadeia de transmissão; Onde realizar: Localidades com ou sem transmissão confirmada, em que a notificação dos casos suspeitos é suficiente para desencadear a ação de bloqueio de caso; Nas localidades sem ocorrência de dengue e que venha apresentar notificação de caso suspeito; Em local de residência ou local apontado por investigação epidemiológica do caso notificado suspeito procedente de uma região ou país, onde esteja ocorrendo à transmissão por um sorotipo não circulante naquele município/localidade. Observação: Dar prioridade a localidades com ocorrência de casos novos, a partir da última semana epidemiológica (EM RELAÇÃO À DATA DE INÍCIO DOS SINAIS E SINTOMAS), para as localidades ou bairros onde até então não havia registro de casos e/ou localidades ou bairros onde apresentaram casos no passado (a mais de 21 dias ou três semanas). Concomitantemente, continuar com as ações emergenciais* para as áreas, localidades ou bairros que vem apresentando o maior número de casos VI. 2 - Responsabilidades e Atribuições: Responsável Técnico/Coordenador de endemias ou vigilância em saúde ambiental no município: • Acompanhar e analisar os indicadores entomológicos e epidemiológicos, utilizando-os para subsidiar a tomada de decisões pelo nível gerencial e político; • Preparar relatórios sobre a situação entomo-epidemiológica do município; • Gerenciar as diferentes logísticas envolvidas no controle da dengue; • Promover reuniões periódicas com supervisores de campo e com os demais parceiros do trabalho, no âmbito institucional e junto à comunidade; • Acompanhar o andamento e a conclusão dos trabalhos; • Acompanhar o andamento das atividades, buscando alternativas de solução para redução ou superação dos problemas identificados. Supervisor (geral e de área) dengue; • Conhecer os aspectos técnicos e operacionais do controle da

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• Estar informado sobre a situação da dengue na sua área, orientando o pessoal em especial quanto à presença de casos suspeitos e quanto ao encaminhamento para unidade de saúde ou serviço de referencia; • Participar do planejamento das ações de campo na área de sua responsabilidade, definindo caso necessário estratégias especificas de acordo com a realidade local; • Participar da avaliação dos resultados e do impacto das ações; • Garantir o fluxo da informação quanto ao resultado dos serviços; • Organizar e distribuir o pessoal sob sua responsabilidade, controlando sua freqüência; • Prever, distribuir e controlar os insumos e materiais utilizados no trabalho de campo; • Atuar como facilitador, oferecendo os esclarecimentos sobre cada ação que envolva o controle vetorial; • Atuar como elo entre o pessoal de campo e a gerencia técnica; • Melhorar a qualificação dos trabalhadores sob sua responsabilidade; • Estimular o bom desempenho da equipe; • Acompanhar sistematicamente o desenvolvimento das atividades de campo por intermédio de supervisão direta e indireta; • Manter organizado e estruturado o posto de apoio e abastecimento; • Garantir junto ao pessoal o registro completo e correto das atividades; • Realizar a consolidação das informações relativas ao trabalho desenvolvido em sua área, com objetivo de alimentar os sistemas de informações vetoriais. • Consolidar os dados do trabalho de campo relativo ao pessoal sob sua responsabilidade; • Fornecer às equipes de atenção primaria especialmente das estratégias de saúde da família, as informações entomológicas da área; Agentes de Combate a Endemias • Realizar o cadastro de imóveis, por intermédio do reconhecimento geográfico, e o cadastro de pontos estratégicos (PE); • Realizar a pesquisa larvária em imóveis, para levantamento de índices e descobrimento de focos, bem como em armadilhas e em PE, conforme orientação técnica; • Identificar criadouros contendo formas imaturas do mosquito; • Orientar moradores e responsáveis para a eliminação e/ou proteção de possíveis criadouros; • Executar a aplicação focal e residual, quando indicado, como medida complementar ao controle mecânico, aplicando os larvicidas indicados, conforme orientação técnica;

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• Registrar nos formulários específicos, de forma correta e completa, as informações referentes às atividades executadas; • Vistoriar e tratar os imóveis cadastrados e informados pelo ACS que necessitem do uso de larvicidas, bem como vistoriar depósitos de difícil acesso informado pelo ACS; • Encaminhar os casos suspeitos de dengue a unidade de Atenção Primaria em Saúde, de acordo com as orientações da Secretaria Municipal de Saúde; • Atuar junto aos domicílios, informando os seus moradores sobre a doença, seus sintomas e riscos, o agente transmissor e medidas de prevenção; • Promover reuniões com a comunidade com o objetivo de mobilizá-la para as ações de prevenção e controle da dengue, sempre que possível em conjunto com a equipe de APS de sua área. • Reunir sistematicamente com a equipe de Atenção Primaria em Saúde, para trocar informações sobre febris suspeitos de dengue, a evolução dos índices de infestação por Aedes aegypti da área de abrangência, os índices de pendência e as medidas que estão sendo, ou deverão ser adotadas para melhorar a situação; • Comunicar ao supervisor os obstáculos para execução de sua rotina de trabalho, durante as visitas domiciliares; • Registrar sistematicamente as ações realizadas nos formulários apropriados, conforme já referido, com o objetivo de alimentar o sistema de informação vetorial. Atribuições da Vigilância Sanitária no controle de vetores: A fiscalização sanitária é uma das atribuições da Vigilância Sanitária, junto ao setor regulado, por intermédio da inspeção sanitária, com a qual é possível: • Identificar situações propícias ao criadouro de Aedes aegypti; • Adotar medidas educativas e/ou legais a partir das irregularidades constatadas; • Comunicar as situações de riscos à coordenação estadual e municipal de controle da dengue; • Apoiar as ações de controle da dengue que necessitem de medidas legais; • Identificar e prevenir a existência de criadouros do mosquito em portos, aeroportos e fronteiras. O manejo ambiental é uma ação necessária, por ser um conjunto de medidas e intervenções nos fatores de risco ambientais que impeçam ou minimizem a propagação do vetor, evitando ou destruindo os criadouros potenciais de Aedes aegypti, por meio de: • Boas práticas na gestão de resíduos sólidos; • Instalação de Ecopontos (resolução do Conama nº 307/2003);

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• Regulação de indústrias, comércios, escolas, hospitais, igrejas, dentre outros, no sentido de eliminar os riscos de aparecimento de criadouros. VI. 3 - Ações a serem Intensificadas: • Analisar as notificações dos casos de dengue, detalhando as informações por bairros, para identificação precisa dos locais em situação epidêmica e realizar o bloqueio de transmissão no tempo oportuno com uso de equipamento de UBV portáteis. Anexo I; • Intensificar a visita domiciliar em 100% dos imóveis do município, com manejo dos criadouros passiveis de remoção/eliminação e tratamento focal dos depósitos permanentes; • Atualizar os indicadores entomológicos semanalmente, com objetivo de nortear as ações de controle; • Realizar as atividades de UBV Pesado seguindo os critérios estabelecidos na portaria nº 024/2010/GBSES; • Manter a visita quinzenal nos pontos estratégicos, com aplicação mensal de inseticida residual; • Realizar mutirões de limpeza visando a eliminação ou remoção dos criadouros/depósitos em todas as localidades do município, priorizando inicialmente os locais com maior densidade vetorial e populacional. • Realizar a coleta de lixo de forma continua e regular em todo o município; • Fornecer dados através de planilhas simplificadas (municípios eleitos para o monitoramento estratégico semanal do CIEV); • Estruturar equipes de agentes de campo (01 agente para cada 800 a 1.000 imóveis). VI. 4 – Protocolo para Bloqueio de Transmissão DEFINIÇÃO: O bloqueio de casos é uma ação imediata e tem por objetivo interromper a cadeia de transmissão. OBJETIVO: Orientar o bloqueio de casos realizado pelas equipes de campo responsáveis pelo controle do vetor da dengue nos municípios do Estado de Mato Grosso. APLICAÇÃO: Este protocolo aplica-se para as equipes de controle vetorial da dengue dos municípios do Estado de Mato Grosso. PÚBLICO A QUE SE DESTINA: Forma de Área Usuário acesso ao POP Via Rede, Escritório Regional de Técnicos da Vigilância em Impresso, Saúde Saúde Ambiental Internet Agentes de saúde ambiental, Vigilância em Saúde Impresso e técnicos de CCZ, Agentes da Ambiental Municipal Internet FUNASA

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Coordenadoria de Via rede, Técnicos, gerentes e Vigilância em Saúde Impresso, coordenador. Ambiental Internet QUANDO FAZER: Esta atividade deve ser realizada em período não epidêmico. ONDE FAZER: a. Localidades com ou sem transmissão confirmada, em que a notificação dos casos suspeitos é suficiente para desencadear a ação de bloqueio de caso; b. Nas localidades sem ocorrência de dengue e que venha apresentar notificação de caso suspeito; c. Em local de residência ou local apontado por investigação epidemiológica do caso notificado suspeito procedente de uma região ou país, onde esteja ocorrendo à transmissão por um sorotipo não circulante naquele município/localidade. EQUIPAMENTO E MATERIAIS NESCESSÁRIOS: • Equipamento: Bomba Costal Motorizada – com bico cuja vazão seja de 90 a 100 ml/min.; • Inseticida: Deltametrina Emulsão Aquosa 2%; • Equipamento de Proteção Individual – EPI (POP nº SVS-CVAPRG-DEN-SHB-04); • Croqui atualizado da localidade; • Registro diário de aplicação a ultra baixo volume – UBV Portátil (anexo 01); • Material de expediente (POP nº SVS-CVA-PRG-DEN-SHB-05); • Veículo para transporte da equipe até o local da ação; • Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico do Deltametrina (anexo 02); • Crachá de identificação; • Recipiente graduado para preparação do inseticida; • Recipiente graduado para aferição da vazão da bomba costal motorizada. PROCEDIMENTO EM CAMPO: A aplicação deve ser feita com bomba costal motorizada nos seguintes horários: 06:00 as 10:00 e 15:00 as 19:00. Para realização desta atividade o município poderá estabelecer horário diferenciado para os agentes que estiverem envolvidos na ação. O inseticida utilizado deve ser Deltametrina a 2%, diluído em água. (ver anexo do preparo da calda) As aplicações devem ser realizadas no quarteirão de ocorrência do caso e nos quarteirões ao redor (09 quarteirões ao todo), deverá ser realizada uma única vez. (Fig. 34).

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Esta ação deverá ocorrer no peri e intra-domicílio. A aplicação intra-domiciliar deve ser realizada dirigindo a nevoa para dentro do imóvel através das portas e janelas, NUNCA entrar no interior da residência.

Caso

Fig. 34 – Delimitação dos quarteirões para bloqueio de caso.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: 1 - Dar prioridade a localidades com ocorrência de casos novos, a partir da ultima semana epidemiológica (EM RELAÇÃO À DATA DE INÍCIO DOS SINAIS E SINTOMAS), para as localidades ou bairros onde até então não havia registro de casos e/ou localidades ou bairros onde apresentaram casos no passado (a mais de 21 dias ou três semanas). Concomitantemente, continuar com as ações emergenciais* para as áreas, localidades ou bairros que vem apresentando o maior número de casos. 2 – Recomendações dos ACE para os moradores: • Comunicar com antecedência (no mínimo 12 horas) ao morador a realização das atividades; • Solicitar ao morador a retirada de roupas do varal, dos animais domésticos, proteção de aquários, gaiolas de pássaros e alimentos; • Solicitar a saída dos moradores durante o período da aplicação e aguardar no mínimo 30 minutos após a aplicação para o retorno; • Solicitar a abertura de portas e janelas; • Solicitar a saída de pessoas imunodeprimidas, alérgicas durante o período de aplicação e aguardar de 3 a 5 horas para o retorno a residência. • Intradomiciliar: é uma atividade realizada com nebulizador costal, onde o jato de aspersão é direcionado para o interior do imóvel. • Peridomiciliar: atividade realizada com o nebulizador costal no quintal ou lado externo do imóvel. É vedada a aplicação residual nas atividades de bloqueio de caso. Este tipo de aplicação somente é utilizado em pontos estratégicos.

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CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS IDEAIS DE APLICAÇÃO Menos que 2 km/h Calmo Fumaça sobe verticalmente • Não aplicar 2,0 - 3,2 km/h Quase calmo A fumaça é inclinada • Pode aplicar 3,2 - 6,5 km/h Brisa leve. As folhas oscilam. Sente-se o vento na face. • Ideal para aplicação 6,5 - 9,6 km/h Vento leve. Folhas e ramos finos em constante movimento. • Ideal para aplicação 9,6 - 14,5 km/h Vento moderado. Movimento de galhos. Poeira e pedaços de papel são levantados • Evitar aplicação VI. 5 - Ações para Localidades não infestadas: As Localidades não infestadas (aquelas em que não foi detectada a presença do vetor nos domicílios na rotina de levantamento de índice ou em armadilhas como ovitrampas / larvitrampas) e onde se tem verificado IIP 0% por um período maior ou igual a 1(um) ano, deverão: 1. Ter equipe estruturada de agentes de campo – 1 agente para cada 800 a 1000 imóveis 2. Realizar pesquisa entomológica ovitrampas / larvitrampas em ciclos semanais; 3. Trabalhar pontos estratégicos (PE), em ciclos quinzenais, com tratamento focal e/ou residual, quando necessário; 4. Realizar levantamento de índice amostral em ciclos quadrimestrais. Quando detectado a presença do vetor em PE, armadilhas e em pesquisa vetorial especial (PVE), realizar delimitação de foco. Deverá ser feito a pesquisa larvária e tratamento focal em 100% dos imóveis, no raio de 300 metros ou nove quarteirões a partir do foco principal.

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VI. 6 – Metas e Ações para o ano de 2011 Metas Ações 1. - Inspecionar os imóveis da área de cobertura do PMCD no
2. mínimo seis (6) visitas ao ano com levantamento de índice e tratamento; - Atingir em 100% o número de visitas domiciliares pactuadas para 2011 - Redução de 10% a 15% no número de focos larval geral (Aedes aegypti e Culex); - Redução de 5% a 10% no número de focos larval do vetor (Aedes aegypti); - Redução de 15% a 20% no número de criadouros em potencial no perímetro urbano; - Reduzir o índice de infestação larval predial anual (I.I.P.) a menos de 1% em todas as zonas de trabalho; - Reduzir o número de casos positivos autóctones de Dengue; - Atividade quinzenal nos pontos estratégicos (PE); – Recolher pneus inservíveis do perímetro urbano a cada 15 (quinze) dias; – Envio periódico de pneus recolhidos para reciclagem; – Realizar quinzenalmente Pesquisa Vetorial Especial (PVE) nas instituições escolares, religiosas, unidades de saúde e outros locais de grande fluxo de pessoas; – Realizar Pesquisa Vetorial Especial (PVE) nas comunidades rurais que possuem povoados (Comunidade Santa Lúcia, Comunidade Rio Verde, Comunidade Ouro Verde, Comunidade Santa Rita, Comunidade Mundo Novo); - Notificar os casos omissos (imóvel com problemas) aplicando o Termo de Ajustamento de Conduta (crime penal) e a Lei 1488/2039 (aplicação de multas). - Sensibilizar a comunidade setorial para medidas preventivas; - Realizar parcerias com: as associações de bairros, os clubes de mães, as igrejas, escolas, universidades, Secretaria de Educação, clube de serviços, as ESF (Equipe de Saúde da Família), órgãos afins, dentre outras organizações; - Continuar com a parceria do Ministério Público Estadual conforme o TAC; - Divulgação das ações nos meios de comunicação: rádio, canais de televisão, jornais, internet (blog: www.saúdeemfoco.blogspot.com) e revistas; – Formar parceria com as equipes de teatros da Cidade a fim de criar peças relativas ao agravo e prevenção; - Exposição pública das ações por meio de teatros, stands expositivos, panfletagem; - Criar o dia D (as terças-feiras) da dengue na semana (para realizar reuniões com a liderança da comunidade); – Realizar em conjunto com a comunidade mutirões de retiradas do lixo propício a criadouro proliferação do mosquito Aedes aegypti e Culex; – Montar em parceria com as escolas o projeto Agente Mirim de combate a dengue; - Promover interação com os demais Agentes de Saúde (ACS, Enfermagem, dentre outros).

3.
4. 5. 6. 1. Monitoramento entomológico larval 7. 8. 9. 10. 11. 12.

13.
14. 15.

16.

17. 18.
19. 20.

2. Educação saúde.

para

21.
22. 23.

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3. Manter vigilância controle transmissão

a no da

4. Promover a autoestima dos Agentes de Combate as Endemias e corpo técnico

5. Atualização dos Sistemas de Informações 6. Readequar os equipamentos existentes, melhorar a infraestrutura dos prédios

24. - Busca ativa com mapeamento de risco; 25. - Assistência laboratorial (sorológica), observando o exposto pelo Ministério da Saúde; 26. - Desenvolver atividades de bloqueio de transmissão em localidades com confirmação de circulação viral, conforme as normas técnicas do Ministério da Saúde; 27. - Pesquisa entomo-epidemiológica nos locais de casos positivos da dengue; 28. – Realizar boletim epidemiológico semanal das notificações de dengue e de índice predial; 29. - Solicitação de atividades de UBV – Ultra Baixo Volume Pesado da SES de acordo com o preconizado; 30. – Verificar a necessidade de elaborar uma portaria que oriente o profissional (médico, enfermeiro) a cumprir o protocolo oficial no tratamento do paciente com dengue; 31. – Usar o cartão de paciente de dengue; 32. Realizar o Plano de Contingência e Controle a Dengue; 33. - Formar o Comitê de Combate a Dengue. 34. - Reunião técnica as segundas-feiras no período matutino a cada trinta dias ou conforme necessidade do grupo; 35. - Palestras com técnicos de outras áreas da saúde; 36. - Promover cursos de capacitação técnica continuada; 37. - Indenizar aqueles que utilizam veículo próprio para realizar as atividades de suas competências conforme normatizados pelo Estatuto do Servidor Municipal; 38. - Adquirir bicicletas para os ACE; 39. - Capacitar um agente administrativo concursado nos sistemas de informação. 40. - Atualizar os RG (Registros Gerais de reconhecimento) a cada seis meses; 41. - Avaliar os dados do SISFAD, do SINAN; 42. – Atualizar o programa SINAN; 43. - Discriminar os dados elaborados nas planilhas do monitoramento de Dengue; 44. - Manter o SISLOC atualizado; 45. - Aquisição de um computador na sala dos supervisores; 46. - Reformar o prédio (onde funciona como garagem) para adequar a área administrativa das Endemias; 47. – Adquirir uma moto com carretinha de som para realizar anúncios pertinentes às atividades de combate a dengue.

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VI.7 – Aspectos da Área de Atuação dos Agentes de Combate as Endemias O Município de Alta Floresta, fundada em 19 de maio de 1976, situa-se na região norte do Estado de Mato Grosso, a 800 km de Cuiabá com clima Tropical chuvoso, com duas estações bem definidas: verão chuvoso e inverno seco. Temperaturas entre 20° a 38°C, tendo em média 26°C. Com o clima quente e úmido tendo quatro meses secos, sua principal característica são as elevadas temperaturas podendo chegar a 40°C nos dias mais quentes, nos meses chuvosos sua pluviosidade pode atingir médias muito elevadas, algumas vezes superiores a 2.750mm. Para efetuar com eficiência as atividades do programa de combate às endemias dentre as quais se destacam a Dengue, enfermidade transmitida pelo mosquito Aedes aegypti houve a necessidade de dividir o perímetro urbano em 24 (vinte e quatro) zonas distribuídas em 47 (quarenta e sete) setores ou localidades (conforme a figura n.º 35).

Figura 35 – Núcleo Urbano de Alta Floresta, MT.

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Ao analisar as figuras n.º 36 e 37 observa-se que o IIP comparativo dos anos 2009 e 2010 encontra-se em declínio. No final de 2009, no sexto ciclo havia um índice de 1,71% e que no ciclo seguinte (1º ciclo de 2010) este sofreu uma redução de 64,92% o que continuou a cair durante o ano de 2010 chegando ao índice de 0,67% no sexto ciclo.
Figura n.º 36 – Distribuição continua (2009 – 2010) do IIP (Índice de Infestação Predial) do Aedes aegypti na região de Alta Floresta, MT
IIP - AEDES AEGYPTI Alta Floresta 1,8 1,6 1,4 ÍNDICE 1,2 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 Ciclo 01.09 Ciclo 02.09 Ciclo 03.09 Ciclo 04.09 Ciclo 05.09 Ciclo 06.09 Ciclo 01.10 Ciclo 02.10 1,01 0,88 0,83 0,48 0,3 0,60 0,19 0,16 0,67 1,71

0,11

0,08 Ciclo 04.10

Ciclo 03.10

Ciclo 05.10

Ciclo 06.10

CICLOS

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

Figura n.º 37 - Distribuição comparativa (2009 – 2010) do IIP (Índice de Infestação Predial) do Aedes aegypti na região de Alta Floresta, MT
IIP - AEDES AEGYPTI Ano de 2009 1,8 1,6 1,4 1,2 ÍNDICE 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 Ciclo 1 Ciclo 2 Ciclo 3 CICLOS Ciclo 4 Ciclo 5 Ciclo 6 0,19 0,3 0,11 0,08 0,16 0,60 1,01 0,88 0,83 0,67 0,48 Ano de 2010 1,71

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010.

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Ao fazer a correspondência de casos de notificações de dengue em 2009 e 2010 pôde-se observar que houve redução significativa nos casos registrados no SINAN (Figura n.º 38) na mesma proporção que a diminuição dos IIP correspondente. Sabe-se, contudo, que há no município altaflorestense a presença do mosquito transmissor da dengue em todo perímetro urbano e que para haver uma epidemia da doença basta uma pessoa contaminada + um mosquito contaminado + pessoas suscetíveis, logo o IIP alto ou baixo predispõe a contaminação.
Figura nº 38 – Distribuição dos casos notificados de dengue em 2009 e 2010, comparando-os.
Da d os Com pa rtivos d e ca so s n otifica d os e m 2009 e 2010 Cas os Dengue 2009 c as os Dengue 2010 80 67 70 66 60 Número absoluto 50 40 30 19 20 10 10 10 0 7 10 32 21 13 21 6 9 3 3 4 3 18 28 30 62 52 51 50

67

37 26

15 14 12 6 6 10 4 4 4 3 2 2 2 2 2 2 62 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 70 0 51 4 1 1 0 0 5 0 1 1 3 3 3 3 2 1 3 3 2 1 1 1 3 3 2 1 2 1 2 1 1 1 0 1 2 2 1 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 5 4 61 1 3 S e m a n a Ep id e m ioló gica

Fonte: SINAN/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010.

Figura nº 39 – Distribuição dos casos notificados de dengue em 2010 por localidade no município de Alta Floresta, MT.
C A S O S D E D EN G U E N O T IF I C A D O S A T É A S E M A N A 49 EP ID E M I O L Ó G IC A D E 2 0 1 0 S é rie 1 14,17 7,09 5,77 6,30 5,77 4,46 4,99 4,72 9,45 1 6 ,0 0 1 4 ,0 0 1 2 ,0 0 PORCENTAGEM (%) 1 0 ,0 0 8, 0 0 6, 0 0 4, 0 0 2, 0 0 0, 0 0
BOM JESUS BOA NOVA BOA ESPERANÇA

3,41 2,62

2,10 1,31 0,26 0 0,79 1,57 3,15 1,31 0 0,26 0 0,26 1,57 0 0,26 0 0 0,26 0,79 2,89

0,52 1,57

3,15

0,52 1,31

0,79

0,52

0,79

0,26

0,26 0

0,26 0

0

0

0

0

0,52
SETOR RI

SETOR C

SETOR D

SETOR E

SETOR H

SETOR F

SETOR B

SETOR G

SETOR J

SETOR L

SETOR NEA

SETOR NEC

SETOR A

SETOR GS

SETOR NEB

SETOR NORTE 2

OUTROS MUNICÍPIOS

JARDIM IMPERIAL

SETOR NORTE 3

CIDADE BELA

SETOR NWC

SETOR NWB

0
VILA RURAL 1 VILA RURAL 2 ZONA RURAL VILA NOVA

NOVO HORIZONTE

JARDIM TROPICAL

DISTRITO INDUSTRIAL

CANTEIRO CENTRAL

PARQUE DOS OITIS

JARDIM RENASCER

JARDIM GUARANÁ

JARDIM PRIMAVERA

JARDIM TANGARÁ

PISTA DO CABEÇA

Fonte: SINAN/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010.

RESIDENCIAL DAS MANGUEIRAS

L O C A L ID A D E S

RESIDENCIAL UNIVERSITÁRIO

SETOR DO AEROPORTO

JARDIM DAS FLORES

JARDIM PANORAMA

ESTRADA VICINAL

JARDIM DAS OLIVEIRAS

JARDIM FLAMBOYANT

JARDIM DAS ARARAS

SÃO JOSÉ OPERÁRIO

PARQUE DOS LAGOS

SETOR GUARANÁ

3,94

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A Localidade denominada de Zona 01 contém o bairro Jardim Panorama (figura n.º 40) que se situa a Sudeste do Centro urbano (Igreja Matriz) distante a 6 km assim distribuído obteve o IIP abaixo do preconizado (figura n.º 41) com 3,15% dos casos notificados de dengue (figura 39). Nesse setor temos 841 imóveis com uma população estimada de 1893 habitantes. tal região encontra-se sem ACE.

Figura n.º 40

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

JARDIM PANORAMA 37 Total de Imóveis: 632 Total de Habitantes: 36 Cães: 133 Gatos: 2 Agente de Combate as Endemias 38 Casos de dengue notificados

841 1893 466 192 0 12

Figura n.º 41 – Distribuição do IIP no Jardim Panorama em 2010
ÍNDICE PREDIAL DAS LARVAS DO AEDES AEGYPTI NO JARDIM PANORAMA EM 2010 Jd Panorama 0,3 0,25 0,2 ÍNDICE 0,15 0,1 0,05 0 Ciclo 01 Ciclo 02 Ciclo 03 Ciclo 04 Ciclo 05 Ciclo 06 CICLOS 0 0 0,12 0,12 0,24 0,25

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

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Na localidade denominada de Zona 02 contêm os Bairros: Jardim Oliveira (Figura nº 43), Jardim Primavera (Figura nº 42) e Jardim Renascer (Figura nº 44) situada a Sul do Município distante a 6 km do Centro urbano (Igreja Matriz), obtiveram IIP menor que 0,7% (figura n.º 45) com casos notificados de dengue inferior a 2% (figura n.º 39). Convém ressaltar que tal zona possui um Agente com contrato temporário. Esta Zona contém 1.151 imóveis.

Figura n.º 42

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

16 319 10 123 4 48

JARDIM PRIMAVERA Total de Imóveis: Total de Habitantes: Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

504 917 219 24 1 5

Figura n.º 43

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

10 258 3 90 0 3

JARDIM OLIVEIRA Total de Imóveis: Total de Habitantes: Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

354 670 115 55 1 1

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Figura nº 44

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

JARDIM RENASCER 26 Total de Imóveis: 127 Total de Habitantes: 5 Cães: 143 Gatos: 3 Agente de Combate as Endemias: 15 Casos de dengue notificados

293 300 105 39 1 0

Figura n.º 45 – Distribuição comparativa do IIP nos Jardins: Oliveiras, Primavera e Renascer em 2010
ÍN DICE PREDIAL DAS LARVAS DO AEDES AEGYPTI NOS SETORES JARDIM OLIVEIRAS, PRIMAVERA E RENASCER EM 2010 Jd das Oliveiras 0,8 0,7 0,6 ÍNDICE 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0 Ciclo 01 0 0 0 Ciclo 02 0 Ciclo 03 0,20 0 0 Ciclo 04 0 0 Ciclo 05 Ciclo 06 0,20 0,39 0,30 Jd. Primavera Jd. Renascer 0,69

CICLOS

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

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A área denominada de Zona 03 encontra-se localizada a Sudoeste do Centro (Igreja Matriz), distante a 7 km. É distribuída em quatro bairros: Jardim Universitário (figura nº 46), Jardim Tropical (figura nº 47), Jardim das Mangueiras (figura nº 48) e Jardim Oitis (figura nº 49). Devida o recém loteamento esta zona encontra-se em povoamento em algumas localidades (Jardim das Mangueiras e Parque dos Oitis). Frente a essa situação, e maior conscientização das pessoas o IIP desta zona encontrase inferior a 0,3% no decorrer de 2010 (figura n.º 50) registrando apenas 0,52% dos casos notificados de dengue no mesmo período (figura n.º 39). Nesta localidade há um Agente de Combate as Endemias (funcionário em desvio de função).

Figura nº 46

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

JARDIM UNIVERSITÁRIO 48 Total de Imóveis: 418 Total de Habitantes: 9 Cães: 403 Gatos: 3 Agente de Combate as Endemias: 24 Casos de dengue notificados

857 911 263 99 1 1

Figura n.º 47

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos:

5 77 14 62 1

JARDIM TROPICAL Total de Imóveis: Total de Habitantes: Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias:

177 217 34 8 1

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Outros:

23

Casos de dengue notificados

0

Figura nº 48

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

JARDIM DAS MANGUEIRAS 24 Total de Imóveis: 6 Total de Habitantes: 0 Cães: 164 Gatos: 0 Agente de Combate as Endemias: 0 Casos de dengue notificados

170 9 3 0 1 0

Figura nº 49

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

PARQUE DOS OITIS 12 Total de Imóveis: 43 Total de Habitantes: 1 Cães: 135 Gatos: 0 Agente de Combate as Endemias: 0 Casos de dengue notificados

179 55 26 1 1 1

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Figura nº 50 - Distribuição comparativa do IIP nos Jardins: Universitário, Tropical, Mangueiras e Parque dos Oitis em 2010
ÍNDICE PREDIAL D AS LARVAS D O AED ES AEGYPTI NOS SETORES: JARD IM U NIVER SITÁRIO, TR OPICAL, MAGUEIRAS E PARQUE DOS OITIS EM 2010 Jd Universitário 0,25 0,20 0,2 ÍNDICE 0,15 0,1 0,05 0 0 0 C iclo 01 0 0 C iclo 02 0 0 C iclo 03 0 0 Ciclo 04 0 0 C iclo 05 0 0 Ciclo 06 0,12 Jd. Tropical Jd. D as Mangueiras Parque dos Oitis

CICLOS

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

A Zona 04 localiza a Sudeste em relação ao Centro (Igreja Matriz) distante a 4 km composto do Bairro Jardim das Araras. Com IIP decrescente nos últimos quatro ciclos de 2010 (figura n.º 51), porém obteve 2,10% dos casos notificados de dengue (figura nº 39). Há um Agente de Combate as Endemias. Tal localidade possui 660 imóveis com quase 600 habitantes.

Figura n.º 51

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

30 480 15 99 5 61

JARDIM DAS ARARAS Total de Imóveis: Total de Habitantes: Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

660 595 175 26 1 8

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Figura nº 52 - Distribuição do IIP no Jardim das Araras em 2010
ÍNDICE PREDIAL DAS LARVAS DO AEDES AEGYPTI NO SETOR JARDIM ARARAS EM 2010 Jd Araras 1,2 1 0,8 ÍNDICE 0,6 0,4 0,2 0 Ciclo 01 Ciclo 02 Ciclo 03 Ciclo 04 Ciclo 05 Ciclo 06 CICLOS 0,15 0 0 0 0 0,96

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

O Bairro Boa Nova está localizado a Leste do Centro (Igreja Matriz) distante a 3 km na Zona 05, conforme descrita nas informações da figura n.º 53. Convém ressaltar que o IIP do Setor esteve, durante o ano de 2010, menor que 0,7% (figura n.º 54) com 3,41% dos casos de dengue notificados em igual período (figura n.º 39). Ressalta-se que há um Agente de Combate as Endemias, com 1.254 imóveis e acima de 2500 habitantes.

Figura n.º 53

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

49 944 16 233 1 60

BOA NOVA Total de Imóveis: Total de Habitantes: Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

1254 2800 817 170 1 13

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Figura nº 54 - Distribuição do IIP no Bairro Boa Nova em 2010
ÍNDICE PREDIAL DAS LARVAS DO AEDES AEGYPTI DO SETOR BOA NOVA EM 2010 Boa Nova 0,7 0,6 0,5 ÍNDICE 0,4 0,3 0,2 0,1 0 Ciclo 01 Ciclo 02 Ciclo 03 Ciclo 04 Ciclo 05 Ciclo 06 CICLOS 0,08 0 0,24 0,56 0,39 0,64

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

A área denominada de Zona 39 que corresponde aos setores: J (figura n.º 55), L (figura n.º 56) e Parque dos Lagos (figura n.º 57) faz parte do perímetro central da Cidade. O Setor J é uma área bastante povoada com IIP superior a 1% (figura 58) que em casos positivos de dengue pode-se ter uma epidemia devido a grande circulação de Aedes aegypti na região. Porém dos casos notificados para dengue esta zona representou 0,79% (figura n.º 39). Nesta localidade há um Agente de Combate as Endemias com 620 imóveis com quase 1000 habitantes.

Figura n.º 55

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

15 365 25 63 3 50

SETOR J Total de Imóveis: Total de Habitantes: Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

539 947 145 22 1 3

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Figura n.º 56

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

1 1 2 4 2 3

SETOR L Total de Imóveis: Total de Habitantes: Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

12 4 s/i s/i 1 0

Figura n.º 57

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

PARQUE DOS LAGOS 4 Total de Imóveis: 3 Total de Habitantes: 1 Cães: 95 Gatos: 0 Agente de Combate as Endemias 3 Casos de dengue notificados

102 13 s/i s/i 1 0

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Figura nº 58 - Distribuição do IIP nos Setores: J, L e Parque dos Lagos em 2010
ÍNDICE PR EDIAL DAS LARVAS D O AE DES AEGYPTI NOS SETORES: J, L E PAR QUE D OS LAGOS EM 2010 Setor J 1,4 1,2 1 ÍNDICE 0,8 0,6 0,4 0,2 0 0 C iclo 01 0,21 0 C iclo 02 0 Ciclo 03 0 C iclo 04 0 C iclo 05 0 Ciclo 06 1,24 Setor L Parque dos Lagos 1,19 1 0,99

CIC LOS

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

A área denominada de Zona 07 que corresponde aos setores: F e H, parte central da Cidade com uma população média de 2.200 pessoas. Nesses setores o IIP nos períodos chuvosos ultrapassou a 1% o que constitui mecanismos de alerta para o Ministério da Saúde, obtendo 7,38% dos casos de dengue notificados em 2010 (figura n.º 39). Entretanto temos um Agente de Combate as Endemias em cada localidade.

Figura n.º 59

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

16 314 125 55 1 54

SETOR H Total de Imóveis: Total de Habitantes: Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

549 790 404 60 1 22

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Figura n.º 60

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

14 503 68 53 7 52

SETOR F Total de Imóveis: Total de Habitantes: Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

683 1393 276 52 1 6

Figura nº 61 - Distribuição do IIP nos Setores: F e H em 2010
ÍNDICE PREDIAL DAS LARVAS DO AEDES AEGYPTI NOS SETORES: H, F EM 2010 Setor H 1,6 1,4 1,2 ÍNDICE 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 Ciclo 01 0 0 Ciclo 02 0 0 Ciclo 03 0 0 Ciclo 04 0 Ciclo 05 Ciclo 06 0,91 0,60 1,36 1,18 1,25 Setor F

CICLOS

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

A área denominada de Zona 08 que corresponde ao setor: D, parte central da Cidade com uma população média de 1.786 pessoas. Nesse Setor o IIP durante o ano de 2010 ficou abaixo de 0,5% (figura n.º 30), porém não impede de ter casos de dengue notificados. No mesmo período obteve-se 4,49% (figura n.º 39) dos casos notificados de dengue. Convêm ressaltar que há um Agente de Combate as Endemias.

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Figura n.º 62

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

25 664 160 167 4 135

SETOR D Total de Imóveis: Total de Habitantes: Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

1130 1786 290 43 1 17

Figura nº 63 - Distribuição do IIP no Setor D em 2010
ÍNDICE PREDIAL DAS LARVAS DO AEDES AEGYPTI NO SETOR D EM 2010 Setor D 0,5 0,45 0,4 0,35 ÍNDICE 0,3 0,25 0,2 0,15 0,1 0,05 0 Ciclo 01 Ciclo 02 Ciclo 03 CICLOS Ciclo 04 Ciclo 05 Ciclo 06 0,09 0,09 0 0,27 0,37 0,43

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

A área denominada de Zona 09 que corresponde os setores: A e B, parte central da Cidade com uma população média de 1.100 pessoas. Com IIP estável nas duas localidades em ligeiro decesso. No setor A o IIP teve uma queda de 0,59% a 0,0%, no 1º e 2º ciclos respectivamente, encerrando o 6º ciclo em 0,29% (figura n.º 33). Enquanto no setor B obtivemos um decréscimo constante de 0,81% a 0,0% no 1º e 4º ciclos respectivamente, finalizando o 6º ciclo em 0,41% (figura n.º 33). Os casos de notificações de dengue ocorridos nas duas regiões, no ano de 2010, esteve a 9,23% (figura n.º 39). Observou-se

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que no Setor B, cuja localidade obteve IIP zero no 2º e 3º ciclos com ligeira alta no 5º ciclo (0,44%) (figura n.º 33), pode ter contribuído pela grande quantidade de notificações da referida doença.

Figura n.º 64

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

19 402 84 36 1 216

SETOR A Total de Imóveis: Total de Habitantes: Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

739 250 323 26 1 11

Figura n.º 65

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

15 477 62 29 3 127

SETOR B Total de Imóveis: Total de Habitantes: Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

698 895 143 45 1 24

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Figura nº 66 – Distribuição comparativo do IIP nos Setores A e B em 2010
ÍNDICE PREDIAL DAS LARVAS DO AEDES AEGYPTI NOS SETORES: A, B EM 2010 Setor A 0,9 0,8 0,7 ÍNDICE 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0 Ciclo 01 0 Ciclo 02 0 Ciclo 03 0,81 0,59 0,44 0,27 0,28 0,15 0 Ciclo 04 Ciclo 05 Ciclo 06 0,14 0,29 0,41 Setor B

CICLOS

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

Na localidade conhecida como Zona 10 que compreende os Setores: C e E, ambos se encontram no centro urbano do Município, com aproximadamente 1.391 habitantes. Ambos os setores possuíram um IIP relativamente alto no 1º ciclo (1,38% e 0,85% nos setores E e C, respectivamente) com decréscimo acentuado nos ciclos seguintes (figura nº 36), com ligeira alta no 6º ciclo. Dos casos de notificações de dengue, durante o ano de 2010, nas duas localidade obtivemos 1,39% (figura n.º 39), isto pode ter ocorrido frente a redução de índice como na conscientização que o lixo plástico dentre outros que armazenam água podem servir de criadouros para o mosquito Aedes aegypti. Nestas duas localidades temos um Agente de Combate as Endemias em caráter provisório.

Figura n.º 67

Quarteirões: Residências:

17 218

SETOR C Total de Imóveis: Total de Habitantes:

480 518

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Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

88 60 0 114

Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

121 33 1 2

Figura n.º 68

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

15 235 47 47 0 141

SETOR E Total de Imóveis: Total de Habitantes: Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

470 s/i s/i s/i 1 2

Figura nº 69 - Distribuição comparativa do IIP nos Setores C e E em 2010
ÍNDICE PREDIAL DAS LARVAS DO AEDES AEGYPTI NO SETORES C e E EM 2010 Setor E 1,6 1,4 1,2 ÍNDICE 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 Ciclo 01 Ciclo 02 0,21 0 Ciclo 03 0,85 0,40 0,21 0 0 Ciclo 04 0 0 Ciclo 05 Ciclo 06 0,21 0,83 1,38 Setor C

CICLOS

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

A região denominada de Zona 11, encontra-se subdividida nos Setores G e GS, situando-se na área central do Município. Atualmente possui aproximadamente 860 imóveis com IIP dentro da área de alerta considerado pelo Ministério da Saúde, ou seja, maior que 1% no Setor G, enquanto no Setor

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GS obteve uma oscilação do ciclo 4º ao ciclo 6º (Figura n.º 39, respectivamente). Convém ressaltar que as duas localidades atingiram quase 4% dos casos notificados de dengue em 2010, conforme a Figura n.º 6. Tal Zona possui um Agente de Combate as Endemias o que dá uma sustentação satisfatória ao Programa de Combate a Dengue. O que deve contribuir na redução considerável do IIP no próximo ano.

Figura n.º 70

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

18 460 39 64 4 134

SETOR G Total de Imóveis: Total de Habitantes: Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

701 110 ? 151 5 1 12

Figura n.º 71

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

8 98 0 40 0 24

SETOR GS Total de Imóveis: Total de Habitantes: Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

162 58 ? 65 3 1 3

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Figura nº 72 - Distribuição comparativo do IIP nos Setores G e GS em 2010
ÍNDICE PREDIAL DAS LARVAS DO AEDES AEGYPTI NOS SETORES G e GS EM 2010 Setor G 1,4 1,2 1 ÍNDICE 0,8 0,6 0,4 0,2 0 Ciclo 01 Ciclo 02 0,56 0,57 0,29 0,14 0 0 Ciclo 03 Ciclo 04 0 Ciclo 05 Ciclo 06 0,59 0,29 0,81 1,27 Setor GS 1,31

CICLOS

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

A localidade denominada de Zona 12 abrange a dois setores: São José Operário e Do Aeroporto com aproximadamente 1.342 imóveis, com a média de 1.300 habitantes. Durante o ano de 2010 o IIP esteve abaixo de 1% (Figura n.º 42) o que pôde refletir no número de casos notificados de dengue que esteve inferior a 0,80% (Figura n.º 6). Por ser uma área relativamente grande, situada a Oeste do Centro (Igreja Matriz) há somente um Agente de Combate as Endemias, fixo.

Figura n.º 73

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

SETOR SÃO JOSÉ OPERÁRIO 29 Total de Imóveis: 458 Total de Habitantes: 13 Cães: 282 Gatos: 1 Agente de Combate as Endemias 118 Casos de dengue notificados

872 1276 409 182 1 3

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Figura n.º 74

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

SETOR DO AEROPORTO 20 Total de Imóveis: 235 Total de Habitantes: 47 Cães: 47 Gatos: 0 Agente de Combate as Endemias 141 Casos de dengue notificados

470 s/i s/i s/i 1 0

Figura nº 75 – Distribuição comparativa do IIP nos Setores São José Operário e Setor do Aeroporto em 2010
ÍN DIC E PR EDIAL D AS LARVAS DO AEDES AEGYPTI N OS SETORES: SÃO JOSÉ OPERÁR IO E AEROPOR TO EM 2010 Setor São José Operário 0,7 0,6 0,5 ÍNDICE 0,4 0,3 0,2 0,1 0 0 C iclo 01 C iclo 02 0 Ciclo 03 0 C iclo 04 0 Ciclo 05 0 C iclo 06 0,12 0,12 0,62 0,46 Setor do Aeroporto

C ICLOS

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

A Zona 13, localidade conhecida como Setor RI, encontra-se na parte central da Cidade, com quase 2000 habitantes, aproximadamente 930 imóveis. Obteve um IIP inferior a 1% (Figura n.º 44) no decorrer do ano de 2010. No período de baixa pluviosidade o IIP esteve próximo a 0% (Figura n.º 44) obtendo uma ligeira alta no sexto ciclo de 2010. O Setor RI encontra-se com maior índice de notificações de casos de dengue no ano de 2010, atingindo um patamar de aproximadamente 15% (figura n.º 6). Frente a essa realidade há necessidade de rever algumas estratégias de enfrentamento a referida enfermidade. Nessa localidade há somente um Agente de Combate as Endemias, fixo.

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Figura n.º 76

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

26 732 72 26 2 101

SETOR RI Total de Imóveis: Total de Habitantes: Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

933 1966 465 141 1 54

Figura nº 77 – Distribuição do IIP no Setor RI em 2010
ÍNDICE PREDIAL DAS LARVAS DO AEDES AEGYPTI NO SETOR RI EM 2010 Setor RI 1 0,9 0,8 0,7 ÍNDICE 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0 Ciclo 01 Ciclo 02 Ciclo 03 CICLOS Ciclo 04 Ciclo 05 Ciclo 06 0,10 0,10 0,30 0,38 0,78 0,90

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

O Setor Bom Jesus, também conhecido como Zona 14 encontra-se a Norte 1, aproximadamente a três quilômetros do Centro da Cidade (Igreja Matriz). Essa comunidade possui a média de 2000 habitantes com quase 1200 imóveis. Obteve-se durante o ano de 2010 uma diminuição considerada do IIP que no 1º ciclo encontrava-se acima de 1% e já no segundo a 0,17% terminando o sexto ciclo a 0,09% (Figura n.º 46). Tal situação influenciou na quantidade de casos notificados de dengue no mesmo período que foi menor que 3% (Figura n.º 6). Nessa

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localidade há dois Agentes de Combate as Endemias que estão contratados temporariamente.

Figura n.º 78

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

SETOR BOM JESUS 35 Total de Imóveis: 905 Total de Habitantes: 88 Cães: 66 Gatos: 6 Agente de Combate as Endemias 119 Casos de dengue notificados

1184 2092 801 193 2 10

Figura nº 79 – Distribuição do IIP no Setor Bom Jesus em 2010
ÍNDICE PREDIAL DAS LARVAS DO AEDES AEGYPTI NO SETOR BOM JESUS EM 2010 Setor Bom Jesus 1,2 1 0,8 ÍNDICE 0,6 0,4 0,2 0 Ciclo 01 Ciclo 02 Ciclo 03 CICLOS Ciclo 04 Ciclo 05 Ciclo 06 0,17 0,09 0,17 0,09 0,09 1,11

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

O Setor Cidade Bela que está inserida na Zona 15 encontra-se Noroeste da área central da Cidade (Igreja Matriz) distante a 6 km. Esta localidade possui mais 2200 habitantes com aproximadamente 1150 imóveis, como dois Agentes de Combate as Endemias. No decorrer do ano de 2010 o IIP esteve abaixo de 1%, porém a partir do quarto ciclo iniciou um crescimento tímido que ao encerrar o sexto ciclo o IIP encontrava-se a 1,05% (Figura n.º 48). Isto se torna preocupante

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quando se registra no mesmo período 7,12% dos casos notificados de dengue (Figura n.º 6).

Figura n.º 80

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

SETOR CIDADE BELA 49 Total de Imóveis: 870 Total de Habitantes: 44 Cães: 203 Gatos: 3 Agente de Combate as Endemias 29 Casos de dengue notificados

1149 2211 581 213 2 27

Figura nº 81 - Distribuição do IIP no Setor Cidade Bela em 2010
ÍNDICE PREDIAL DAS LARVAS DO AEDES AEGYPTI NO SETOR CIDADE BELA EM 2010 Setor Cidade Bela 1,2 1 0,8 ÍNDICE 0,6 0,4 0,2 0 Ciclo 01 Ciclo 02 Ciclo 03 CICLOS Ciclo 04 Ciclo 05 Ciclo 06 0,35 0,25 0,17 0,09 0,18 1,05

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

A região denominada de Zona 16 corresponde aos Setores: Norte 2 e Jardim Flamboyant que se encontram a Norte e Nordeste respectivamente, do Centro urbano (Igreja Matriz) do Município distante aproximadamente 7 km. Nesta localidade há aproximadamente 950 habitantes com quase 800 imóveis, além de dois Agentes de Combate as Endemias. No Setor Norte 2 o IIP sofreu uma pequena queda nos cinco primeiros ciclos do ano de 2010, porém obtendo no sexto ciclo um IIP maior

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que 1% enquanto no Jardim Flamboyant o IIP foi zero por cento (Figura n.º 51). Em igual período no Setor Norte 2 obteve-se 5% dos casos de dengue notificados.

Figura n.º 82

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

SETOR NORTE 2 36 Total de Imóveis: 390 Total de Habitantes: 20 Cães: 73 Gatos: 0 Agente de Combate as Endemias 65 Casos de dengue notificados

548 897 199 108 2 19

Figura n.º 83

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

JARDIM FLAMBOYANT 15 Total de Imóveis: 1 Total de Habitantes: 0 Cães: 190 Gatos: 0 Agente de Combate as Endemias 3 Casos de dengue notificados

194 6 s/i s/i 2 0

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Figura nº 84 - Distribuição comparativa do IIP nos Setores Norte 2 e Jardim Flamboyant em 2010
ÍNDICE PREDIAL DAS LARVAS DO AEDES AEGYPTI NOS SETORES: NORTE 2 e JD FLAMBOYANT Setor Norte 2 1,2 1 0,8 ÍNDICE 0,6 0,4 0,2 0 0 Ciclo 01 0 Ciclo 02 0,39 Jardim Flamboyant 1,13

0,36 0,25 0,12 0 Ciclo 03 CICLOS 0,12 0 Ciclo 04 0 Ciclo 05 0 Ciclo 06

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

A localidade denominada de Zona 17, que corresponde ao Setor Norte 3 possui aproximadamente 2200 habitantes com quase 900 imóveis, além de um Agente de Combate as Endemias. Conforme a figura n.º 53 o IIP desse Setor obteve alterações significativas no primeiro e sexto ciclo de 2010. Porém no primeiro ciclo o IIP estava acima de 1%, enquanto no sexto encontrava-se abaixo de 0,70%. Contudo as notificações de casos de dengue em igual período estiveram a quase 5% (figura n.º 6). É necessário refletir as estratégias para o ano de 2011 a fim de diminuir o IIP e as contaminações das pessoas por dengue.

Figura n.º 85

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio:

SETOR NORTE 3 40 Total de Imóveis: 746 Total de Habitantes: 30 Cães: 103 Gatos:

900 2227 570 127

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Pontos Estratégicos: Outros:

3 18

Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

1 18

Figura nº 86 - Distribuição do IIP no Setor Norte 3 em 2010
ÍNDICE PREDIAL DAS LARVAS DO AEDES AEGYPTI NO SETOR NORTE 3 EM 2010 Setor Norte 3 1,4 1,2 1 ÍNDICE 0,8 0,6 0,4 0,2 0 Ciclo 01 Ciclo 02 Ciclo 03 CICLOS Ciclo 04 Ciclo 05 Ciclo 06 0,11 0 0,11 0 0,69 1,25

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

A localidade denominada de zona 18 compreende os setores Jardim das Flores (Figura n.º 87) e Distrito Industrial (Figura n.º 88) ambos possuem 1200 habitantes com 628 imóveis, com um Agente de Combate as Endemias. Ao observar a figura n.º 89 percebe-se um IIP elevado no período chuvoso enquanto no decorrer do ano encontra-se baixo (zero). Contudo percebe-se que o Distrito Industrial atingiu índice superior a 2% no 1º ciclo e acima de 1% no 6º. Ressalta-se que é uma localidade pouca povoada. Nesse caso constataram-se seis casos notificados de dengue, ou seja, quase 2% (Figura nº 39) relacionados com o município.

Figura n.º 87

Quarteirões: Residências: Comércios:

JARDIM DAS FLORES 26 Total de Imóveis: 400 Total de Habitantes: 14 Cães:

492 1162 315

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Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

69 1 8

Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

116 1 5

Figura n.º 88

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

DISTRITO INDUSTRIAL 14 Total de Imóveis: 68 Total de Habitantes: 25 Cães: 22 Gatos: 1 Agente de Combate as Endemias 20 Casos de dengue notificados

136 38 82 20 1 1

Figura nº 89 – Distribuição comparativa do IIP nos Setores Jardim das Flores e Distrito Industrial em 2010
ÍNDICE PREDIAL DAS LARVAS DO AEDES AEGYPTI NOS SETORES: JARDIM DAS FLORES E DISTRITO INDUSTRIAL EM 2010 Distrito Industrial 2,5 2 1,53 ÍNDICE 1,5 1,46 1 0,77 0,5 0 Ciclo 01 0,21 0 Ciclo 02 0 Ciclo 03 0 Ciclo 04 0 Ciclo 05 Ciclo 06 2,33 Jardim das Flores

CICLOS

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

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A localidade chamada de Bom Pastor ou zona 19 compreende os Setores: NE-A (figura nº 90), NE-B (figura nº 91), NE-C (figura nº 92) e Jardim Guaraná 2 (figura nº 93). Esta região pertence a bairro chamado de Bom Pastor, distante do Centro (matriz da Igreja Católica) de seis a oito quilômetros. Nesta localidade há um Agente de Combate as Endemias para atender 1160 imóveis com a média de 2000 habitantes. Ao observar o IIP (Figura nº 94) dessa Zona percebe-se que o Setor Jardim Guaraná 2 obteve no decorrer de 2010 o Índice zero enquanto que o Setor NE-A havia iniciado com zero tendo no sexto ciclo Índice de 0,78%. O Setor NE-B atingiu no último ciclo de 2010, índice superior a 4%. Houve registro de sete (07) notificações de casos suspeitos de dengue no mesmo ano (Figura n.º 39).

Figura n.º 90

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

12 135 17 63 2 28

SETOR NE-A Total de Imóveis: Total de Habitantes: Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

245 428 128 37 1 2

Figura n.º 91

Quarteirões: Residências: Comércios:

16 290 31

SETOR NE-B Total de Imóveis: Total de Habitantes: Cães:

387 991 195

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Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

42 3 21

Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

42 1 5

Figura n.º 92

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

12 203 14 31 0 2

SETOR NE-C Total de Imóveis: Total de Habitantes: Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

250 517 120 19 1 0

Figura n.º 93

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

JARDIM GUARANÁ 2 14 Total de Imóveis: 149 Total de Habitantes: 5 Cães: 122 Gatos: 0 Agente de Combate as Endemias 2 Casos de dengue notificados

278 s/i 78 8 1 0

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Figura nº 94 – Distribuição comparativa do IIP nos Setores NE-A, NE-B, NE-C e Jardim Guaraná 2 em 2010
ÍN D IC E P R E D IAL D AS L AR V AS D O AE D E S AE GYP T I N O S S E T OR E S : N E A, N E B , N E C E JAR D IM GU AR AN Á 2 E M 2010 S etor NE A 4,5 4 3,5 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 S etor NE B S etor NE C Jardim Guaraná 2 4,05

ÍNDICE

0,81 0,23 0 C iclo 01 0,40 0,27 0 C iclo 02 0 C iclo 03 0 C iclo 04

0,55 0,39 0 C iclo 05

0,78 0 C iclo 06

C IC L OS

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

A localidade chamada de Zona 20 corresponde aos Setores: Jardim Imperial (Figura nº 95), NW-B (Figura nº 96) e NW-C (Figura nº 97). Fica distante do Centro (matriz Igreja Católica) a média de seis quilômetros. Possui um Agente de Saúde da Funasa. Nesta região temos 825 imóveis com uma população média de 1735 habitantes. Ao observar a figura nº 98 percebe-se que o IIP esteve abaixo de 1%, mesmo assim obtivemos 7 (sete) notificações de casos suspeitos de dengue, ou seja, 2% dos casos de dengue no município conforme a figura nº 39. Percebe-se que o Setor NW-B obteve índice zero em quase todos os ciclos do ano de 2010.

Figura n.º 95

Quarteirões: Residências:

JARDIM IMPERIAL 18 Total de Imóveis: 471 Total de Habitantes:

556 1365

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Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

27 39 1 18

Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

435 179 1 6

Figura n.º 96

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

4 88 42 15 1 1

SETOR NW-B Total de Imóveis: Total de Habitantes: Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

147 192 s/i s/i 1 1

Figura n.º 97

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

4 70 39 11 0 2

SETOR NW-C Total de Imóveis: Total de Habitantes: Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

122 178 s/i s/i 1 0

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Figura nº 98 – Distribuição comparativa do IIP nos Setores Jardim Imperial, NW-B e NW-C em 2010
ÍNDICE PREDIAL DAS LARVAS DO AEDES AEGYPTI N OS SETORES: JARDIM IMPERIAL, NWB, NWC Jardim Imperial 0,9 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0 0,83 Setor NWB Setor NWC

0,69 0,68

ÍNDICE

0,24 0 0 Ciclo 01 0 Ciclo 02

0,19

0,19 0

0 Ciclo 03

0 Ciclo 04

0 Ciclo 05

0 C iclo 06

CICLOS

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

A zona 21 encontra-se distribuída em três localidades assim descritas: Boa Esperança (Figura nº 99); Jardim Guaraná 1 (Figura nº 100) e Estrada Vicinal 1ª Norte (Figura nº 101). Aqui temos um Agente de Combate as Endemias. Esta Zona possui 764 imóveis com uma população de 1906 habitantes. A Estrada Vicinal 1ª Norte compreende a um setor de chácaras e sitiantes. Houve notificação de 25 casos suspeitos de dengue nesses setores quase 7% dos casos geral do município (figura nº 39). Ao analisar o IIP (figura nº 102) percebe-se que o Jardim Guaraná 1 manteve o índice no decorrer de 2010 igual a zero, enquanto que a Estrada Vicinal 1ª Norte obteve no 5º ciclo índice superior a 1%. Contudo o Boa Esperança permaneceu estável em quase todos os ciclos vindo a ter um índice superior a 1%.

Figura n.º 99

BOA ESPERANÇA

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Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

25 459 18 9 0 24

Total de Imóveis: Total de Habitantes: Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

510 1477 278 50 1 22

Figura n.º 100

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

JARDIM GUARANÁ 1 9 Total de Imóveis: 121 Total de Habitantes: 2 Cães: 54 Gatos: 1 Agente de Combate as Endemias 1 Casos de dengue notificados

179 277 s/i s/i 1 3

Figura n.º 101

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

ESTRADA 1ª VICINAL NORTE 5 Total de Imóveis: 45 Total de Habitantes: 1 Cães: 5 Gatos: 2 Agente de Combate as Endemias 22 Casos de dengue notificados

75 152 s/i s/i 1 0

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Figura nº 102 – Distribuição comparativa do IIP nos Setores Boa Esperança, Jardim Guaraná 1, Estrada Vicinal Norte em 2010
ÍNDICE PREDIAL DAS LARVAS DO AEDES AEGYPTI NOS SETORES: BOA ESPERANÇA, JARDIM GUARANÁ 1 E ESTRADA VICINAL NORTE Boa Esperança 1,6 1,4 1,2 ÍNDICE 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 0 Ciclo 01 0,18 0 Ciclo 02 0,18 0 0 Ciclo 03 0 Ciclo 04 0 Ciclo 05 0 Ciclo 06 0,73 0,35 Jardim Guaraná 1 1ª Vicinal norte 1,39 1,37

CICLOS

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

A Zona 22 que compreende os setores: Vila Nova (figura nº 103); Vila Rural 1 (figura nº 104) e Vila Rural 2 (Figura nº 105). Esta Zona encontrase distante do centro (matriz Igreja Católica) cerca de oito quilômetros. Possuem dois agentes de Combate as Endemias. Com 1.530 imóveis percebendo uma população de 3.131 habitantes. As Vilas Rurais 1 e 2 consiste num povoado de chácaras oriundas de assentamento. A Vila Nova registrou 35 casos suspeitos de dengue o que corresponde a 9,45% (figura n.º 39) de todos os casos registrados no município. No bairro Vila Nova pôde perceber que o índice manteve-se superior a 1% no 1º ciclo e no 6º ciclo, enquanto nos demais oscilou a menor que 1%. Nas Vilas Rurais o índice esteve durante o ano de 2010 menor que 1%.

Figura n.º 103

Quarteirões:

34

VILA NOVA Total de Imóveis:

838

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Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

708 33 67 0 30

Total de Habitantes: Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

2040 s/i s/i 1 35

Figura n.º 104

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

9 302 4 61 0 32

VILA RURAL 1 Total de Imóveis: Total de Habitantes: Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

399 832 s/i s/i 1 2

Figura n.º 105

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

10 159 3 57 0 74

VILA RURAL 2 Total de Imóveis: Total de Habitantes: Cães: Gatos: Agente de Combate as Endemias Casos de dengue notificados

293 259 164 60 1 0

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Figura nº 106 – Distribuição comparativa do IIP nos Setores Vila Nova, Vila Rural 1 e Vila Rural 2 em 2010
ÍNDICE PREDIAL DAS LARVAS DO AEDES AEGYPTI NOS SETORES: VILA NOVA, VILA RUR AL 1, VILA RURAL 2 EM 2010 Vila Nova 3,5 3 2,5 ÍNDICE 2 1,5 1 0,5 0 0 Ciclo 01 0,75 0,63 0,39 Ciclo 02 0,89 0 Ciclo 03 0,63 0,49 0 Ciclo 04 0,66 0,39 0 C iclo 05 0,36 0,33 Ciclo 06 1,88 Vila Rural 1 Vila Rural 2 3,19

C IC LOS

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

A Zona 23, conhecida como Pista do Cabeça (figura nº 107), é um povoado distante do centro urbano (matriz, igreja católica) a média de 80 (oitenta) quilômetros. Hoje possui um Agente de Combate as Endemias, porém nos anos anteriores as atividades de controle a epidemia de dengue era realizada em forma de mutirão. Esta localidade possui 1.055 imóveis com uma população média de 400 habitantes. Não há registro de casos suspeitos de dengue em 2010 (figura nº 39). O IIP é muito baixo (figura nº 108). No decorrer de 2010 somente encontrou um foco do mosquito Aedes aegypti no primeiro ciclo.

Figura n.º 107

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

PISTA DO CABEÇA 50 Total de Imóveis: 200 Total de Habitantes: 21 Cães: 798 Gatos: 0 Agente de Combate as Endemias 36 Casos de dengue notificados

1055 409 s/i s/i 0 0

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Figura nº 108 – Distribuição do IIP no Setor Pista do Cabeça em 2010
ÍNDICE PREDIAL DAS LARVAS DO AEDES AEGYPTI NO SETOR PISTA DO CABEÇA EM 2010 Pista do Cabeça 0,1 0,09 0,08 0,07 0,06 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 0 0,09

ÍNDICE

Ciclo 01

0 Ciclo 02

0 Ciclo 03

0 Ciclo 04 CICLOS

0 Ciclo 05

0 Ciclo 06

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

A Zona 24 compreende a Comunidade Novo Horizonte (Figura nº 109) distante do Centro urbano (matriz, Igreja Católica) cerca de 10 quilômetros. A base econômica do lugar é a extração de madeiras e pecuária. Possui 510 imóveis com uma população aproximada de 259 habitantes. Não houve registros de notificações de dengue no ano de 2010. O IIP encontra-se abaixo de 0,5% (figura nº 110) o que é considerado satisfatório. É um local rural que apresentou a presença do Aedes em três ciclos (compreende o período chuvoso). Esta localidade não possui Agente de Combate as Endemias. As atividades são realizadas em forma de mutirão no fim de cada ciclo.

Figura n.º 109

Quarteirões: Residências: Comércios: Terreno Baldio: Pontos Estratégicos: Outros:

COMUNIDADE NOVO HORIZONTE 28 Total de Imóveis: 122 Total de Habitantes: 23 Cães: 366 Gatos: 4 Agente de Combate as Endemias 28 Casos de dengue notificados

510 259 s/i s/i 0 0

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Figura nº 110 – Distribuição comparativa do IIP no Setor Novo Horizonte em 2010
ÍN D ICE P R E DIAL D AS LAR VAS D O AED E S AEGYP TI N A C OMU NID AD E N OV O H OR IZON TE E M 2010 C omunidade Novo Horizonte 0,4 0,35 0,3 ÍNDICE 0,25 0,2 0,15 0,1 0,05 0 C iclo 01 C iclo 02 0 Ciclo 03 C IC L OS 0 C iclo 04 0 C iclo 05 C iclo 06 0,35 0,37 0,35

Fonte: SISFAD/VGAMB/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2010

VI.8 – Equipe da Vigilância Ambiental e Programa de Combate a Dengue O Programa de Combate a Dengue do município de Alta Floresta está composto de 42 (quarenta e dois) servidores (conforme tabela abaixo). Desses 3 (três) são supervisores de campo; 26 (vinte e seis) são Agentes de Campo; 7 (sete) Agentes de borrifação; 2 (dois) são Agentes de laboratórios; 2 (dois) são Agentes administrativos e 2 (dois) na coordenação.
EQUIPE DE VIGILÂNCIA AMBIENTAL Vínculo empregatício Contr. Proc. Nome Completo Efetivo FUNASA Temp. Selet. Claudiomiro Viera X José Aparecido de Souza X Fábia de Oliveira Carvalho X Jussara Aparecida Delfino X José Carlos M. Pereira X Antônio Carlos Menegati X Simone Ap. da Silva Souza Marlene Fernandes de Souza Maroli R. Domingues dos Santos X X X

Cargo/ Função Coordenador Coordenador Supervisor Supervisor Supervisor Microscopista Assistente de Laboratório Administrativo Serviços Gerais

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Cargo/ Função

Nome Completo Adriano Fernandes da Silva André Fernandes Sousa Carlos Roberto Soares Celina Deusa do Nascimento Cleidimar Silva Lopes Domício de Oliveira Cristiane Ferraz de Aguirra Eliane do Nascimento Pereira Elizeu David da Silva Francisca Rilmara da Silva Araujo Gilberto Vieira de Barros José Luiz da Silva Oliveira Jozieli Elikeila Randoli de Almeida Junária da Silva Rocha Juvenal Batista dos Santos Lindalva Aparecida Silvestre Marta Germana da Silva Rogério da Rocha de Souza Selma Carlos Pereira Silvano de Almeida Dias Gerson Alves da Silva Maria das Dores dos Santos Roseane Geovana Dias de Almeida Fabiano da Silva Alcebiades Marcos de Deus da Silva Sandra Aparecida Kaipper Valdecir Rodrigues da Silva Aluisio Souza Santos José Dias Moreira Sidnei Gomes de Siqueira Joaquim Ademir da Silva Silvane Pereira Souza Ailton Nascimento dos Santos

Contr. Temp.

Vínculo empregatício Proc. Efetivo FUNASA Selet. X X X X X X X X X X X X X

X

Agente de Combate as Endemias

X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

Equipe Volante

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QUANTITATIVO TOTAL DE IMÓVEIS/ LOCALIDADES DO MUNICÍPIO (Trabalhados no programa de combate e controle da dengue) Número de localidades 47 Total de armadilhas 0 Cães 11.031 (Bairros) Número de quarteirões 971 Residências: 15.398 Gatos 3.334 Número total de Imóveis na Pontos Estratégicos 24.378 87 Zona Urbana (PE) Comércios 1.384 Outros 2.305 Terrenos Baldios (TB) 5.204 Data da atualização 24/02/2011

VI.9 – Planejamento do Quantitativo (Nº) de Visitas Referente Atividades Técnicas Operacionais de Campo, Inspeções, Levantamento de Índice, Tratamento Focal e Pontos Estratégicos. (Área de abrangência do PMCD)
Município Meta aproximada Imóveis, Área de abrangência Localidades a trabalhar (Zonas) Inspeções e Imóveis a trabalhar Visita por imóvel/ano Levantamento de índice Total anual de visitas Localidades a trabalhar (Zonas) Imóveis a trabalhar Tratamento Focal Visita por imóvel/ano Total anual de visitas Imóveis a tratar aprox. Localidades a trabalhar (Zonas) Imóveis a trabalhar por quinzena Pontos Estratégicos Visita por imóvel/ano Total anual de visitas Imóveis tratados (focal e perifocal) Aprox.
Fonte: SISFAD/PMCD/VIGAM/SMS/ALTA FLORESTA, MT, 2011.

Alta Floresta_ 100%_ 24.378_ 24_ 24.378_ 06_ 146.268_ 24_ 24.378_ 06_ 146.268_ 25.000_ 24_ 87_ 24_ 2.262_ 2.262_

Obs.: Podendo haver alterações nos valores, devido os reconhecimentos feitos por ciclos bimestrais. As atividades de inspeção, levantamento de índice e tratamento focal são desenvolvidas simultaneamente.

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ANEXO 2 – MODELOS DE FORMULÁRIOS
2.1 - FICHA INDIVIDUAL DE NOTIFICAÇÃO

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2.2 - FICHA INDIVIDUAL DE INVESTIGAÇÃO

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2.3 - CARTÃO DE ACOMPANHAMENTO DO PACIENTE

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ANEXO 3
PORTARIA Nº 024/2010/GBSES O SECRETÁRIO DE ESTADO DE SAÚDE, no uso de suas atribuições legais, e CONSIDERANDO o inciso IX do artigo 22 da Portaria GM 3.252, de 22 de dezembro de 2009, que aprova as diretrizes para execução e financiamento das ações de Vigilância em Saúde pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios e dá outras providências. CONSIDERANDO a necessidade de normalizar as atividades de UBV pesado no Estado de Mato Grosso. CONSIDERANDO que a utilização de inseticidas em saúde publica tem por base normas técnicas e operacionais da Organização Mundial de Saúde (OMS). CONSIDERANDO que é fundamental o uso racional e seguro dos inseticidas nas atividades de controle vetorial. CONSIDERANDO que este tipo atividade tem como função especifica interromper a cadeia de transmissão e eliminar os adultos do Aedes Aegypti. CONSIDERANDO as Diretrizes Nacionais para a Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue. CONSIDERANDO a Nota Técnica n. 41/2039 da CGPNCD/DIGES/SVS/MS, que fornece informações sobre aplicações de inseticida a Ultra Baixo Volume – UBV pesado. R E S O L V E: Art. 1º Estabelecer critérios para eleição e operacionalização de ações de UBV Pesado como atividade complementar ao controle de epidemias do agravo dengue nos municípios do Estado de Mato Grosso: Parágrafo Único. Para definição dos critérios considera-se: I. Zona como localidade contendo de 800 a 1.000 imóveis; II. A utilização de dados atualizados no Sistema de informação de Agravos de Notificação (SINAN) na base Estadual; III. Os dados das atividades de campo lançados no Sistema de informação de Febre Amarela e Dengue (SISFAD) na base Estadual, referente ao último ciclo ou semana Epidemiológica; IV. Os dados gerados pelo Liraa (Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti) quando realizado pelo município. Art. 2º Para análise da utilização de UBV pesado no município são prérequisitos:

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I. A solicitação formal do município à Superintendência de Vigilância em Saúde para a utilização desta atividade e ou Análise da equipe da Superintendência de Vigilância em Saúde, formada pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde Ambiental, Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica e Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde. II. O Município deverá: a) Possuir mais de 240 quarteirões ou 6.000 Imóveis em seu território; b) Estar no estrato de alerta (IIP entre 1,0 a 3,9) ou de risco de Infestação Predial (IIP >3,9); c) Estar com incidência acumulada de 300 casos, por 100.000 habitantes, nos últimos 12 (doze) meses. Art. 3º O município deverá cumprir todos os requisitos abaixo para a operacionalização e utilização de Ultra Baixo Volume pesado: I. Estar com as atividades de rotina de campo em dia, conforme as diretrizes nacionais para prevenção e controle de epidemias de dengue. II. Possuir coleta de lixo regular e limpeza urbana com a apresentação do cronograma das atividades contendo a periodicidade do serviço e a continuidade do mesmo. III. Registrar, no último ciclo anterior à data da avaliação, 35% (trinta e cinco por cento) das zonas e ou localidades com Índice de Infestação Predial- IIP acima de 3,9% (três vírgula nove por cento) do levantamento de índice ou mais de 35% (trinta e cinco por cento) dos estratos elegidos pelo Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti - LIRAa. Sendo que a porcentagem de zonas com IIP > 3,9 (três vírgula nove por cento) será calculada através da equação: % de zonas com IIP> 3,9 = Número de zonas ou localidades com IIP > 3,9 X 100% Número total de zonas ou localidades IV - O município deverá apresentar a Taxa de Incidência Semanal (TIS) maior que 300 casos /100.000 habitantes por semana, referente à pelo menos uma das três semanas anteriores. Sendo calculada através da equação: TIS = Número de casos notificados por semana de inicio de sintomas X 100.000hab. População residente do município estimada pelo IBGE/corrente ano. Art. 4º Depois de atendidos todos os requisitos, a Superintendência de Vigilância em Saúde emitirá Parecer Técnico favorável à utilização do UBV pesado no município. Art. 5º Para a operacionalização desta atividade, o município deverá: I. Realizar um mutirão de limpeza em todos os bairros.

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II. Realizar a pesquisa entomológica (com instalação de ovitrampas) antes, durante e após a atividade de UBV pesado. III. Garantir a manutenção das bombas acopladas nos veículos, com a disponibilização de insumos para realização da atividade (óleo dois tempos, óleo para motor a diesel, óleo de freio, filtros, etc.) . IV. Fornecer combustível para a atividade (gasolina, diesel e álcool). V. Disponibilizar recursos humanos (Agentes de Saúde Ambiental, Supervisor de Campo e outros) para a atividade. VI. Fornecer alimento para as equipes conforme planejamento estadual. VII. Disponibilizar local específico para as operações (estacionamento, lava jato e preparação de calda) nos horários apontados no planejamento estadual. VIII. Assessorar a Coordenação Estadual nas ações de UBV pesado. IX. Realizar a orientação contida no planejamento estadual à população através dos meios de comunicação, antes de cada ciclo de aplicação do inseticida. Art. 6º A Secretaria de Estado de Saúde fornecerá ao município o planejamento da ação, onde estão relacionados os seguintes itens: a. Definição da quantidade de ciclos a serem realizados; b. Planejamento dos horários de aplicação do inseticida; c. Fornecimento dos Veículos com bombas acopladas na quantidade suficiente à atividade no município; d. Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para operadores dos equipamentos e motoristas; e. Inseticidas; f. Óleo vegetal quando necessário; g. Recursos Humanos (Motoristas e mecânico do equipamento de UBV pesado); h. Coordenador da ação; Art. 7º Para a efetividade da ação de UBV pesado é necessária a manutenção das atividades definidas nas Diretrizes nacionais para prevenção e controle de epidemias de dengue. Art. 8º Esta portaria entra em vigor após sua publicação. Registrada, Publicada, CUMPRA-SE. Cuiabá-MT, 10 de fevereiro de 2010.

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