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ARBORIZAÇÃO URBANA EM GOVERNADOR VALADARES

Resumo
Este trabalho busca apresentar o esforço de se desenvolver uma cidade e ao mesmo tempo desenvolver um planejamento dinâmico e flexível de arborização urbana. A dinâmica da configuração urbana e a velocidade com que as mudanças ocorrem, torna o planejamento de uma cidade uma tarefa complexa que exige infindáveis estudos. Considerada a muito “A Princesinha do Vale”, Governador Valadares está inserida no bioma Mata Atlântica, possuindo uma diversidade de espécies endêmicas que muito enriquece sua fauna e flora. É de se notar uma elevada antropização de seus recursos naturais, com muitas áreas em elevado grau de degradação. Muito se tem preocupado no intuito de reverter essa situação procurando-se envolver as iniciativas públicas e privadas buscando uma ação integrada visando reverter tal situação. Pode-se dizer que em meio a tanta degradação, a cidade sempre foi considerada uma das mais arborizadas entre as do leste mineiro, assim, tem-se uma razoável contribuição da árvore Oiti como atenuante do clima de Governador Valadares, considerado como um dos que apresenta as mais elevadas temperatura do estado de Minas Gerais. A arborização urbana valoriza e proporciona aos habitantes bem estar, qualidade de vida, é um fator importante que contribui notadamente para a redução do stress que a vida moderna infringe aos habitantes dos centros urbanos.

1. INTRODUÇÃO

Referência na história de Governador Valadares, o rio Doce, considerado um patrimônio natural, é uma forte presença no processo de formação da cidade. Para se planejar intervenções em suas margens foi preciso observar como a dinâmica urbana e o planejamento da ocupação influenciaram na apropriação do território e na transformação da paisagem. A arborização urbana é definida como toda vegetação que compõe a paisagem urbana, sendo um dos componentes bióticos imprescindível nas cidades. Ela se divide em áreas verdes (parques, bosques, praças e jardins) e arborização das vias públicas. Alguns pesquisadores a chamam de florestas urbanas, conceito mais amplo que engloba os diversos espaços a serem trabalhados com o elemento árvore, aí se pode mencionar arborização das vias públicas, praças, parques, jardins, loteamentos, remanescentes florestais, quintais, taludes de corte e aterros, estacionamentos, canteiros centrais de ruas e avenidas e margens de corpos d'água. A arborização de vias públicas refere-se às árvores plantadas linearmente nas calçadas ao longo de ruas e avenidas. Trata-se da vegetação mais próxima da população urbana, e, também, da que mais sofre com a falta de planejamento dos órgãos públicos e com a pequena conscientização ambiental dos habitantes. Abaixo na figura 01 um exemplo de uma agradável alameda urbana. Na figura 02 um exemplo relaxante de um parque municipal , lugar de encontro e descanso da população urbana.

Figura 01 Calçadão na Ilha dos Araújos Fonte: Foto do Autor

Figura 02 Detalhe de um parque municipal em Curitiba Fonte: Foto do Autor

1.1 Localização na estrutura espacial do Estado de Minas Gerais Governador Valadares insere-se na Região Administrativa do Vale do Rio Doce, segundo a divisão estabelecida em 1997 pelo Estado de Minas Gerais. Conforme as divisões de Planejamento situa-se na Microrregião do mesmo nome, pertencente à Região de Planejamento X - Rio Doce. “““ “““ Sua localização, segundo as coordenadas geográficas, é 18° 51’ 12” latitude sul e 41° 56’ 42” longitude oeste. A área total do município é de 2 348,9 km², segundo dados do Instituto de Geociências Aplicadas – IGA. 1.2 Clima O clima da região de Governador Valadares é classificado, segundo KÖPPEN, como do tipo AW - tropical subquente e subseco. Esta categoria é marcada por uma estação seca bem acentuada, coincidindo com o inverno. As médias térmicas anuais mostram-se em torno de 25,6°C, com máximas de 23,7°C e mínimas de 18,3°C. O índice médio pluviométrico é da ordem de 1 350 mm. O período tipicamente chuvoso compreende os meses de novembro a março. 1.3 Hidrografia O principal curso de água que banha o município analisado é o Rio Doce, cuja bacia (de 83 500 Km quadrados) é composta por 222 municípios, sendo 203 pertencentes ao Estado de Minas Gerais e o restante, ao Espírito Santo.

Nos dias atuais, suas águas encontram-se com elevada turbidez e altos índices de poluição, além de apresentarem fraca presença de vegetação nas margens, ao longo do trecho urbano, e escassez de peixes. Outros cursos de água que merecem menção são os rios Suaçuí Grande, Suaçuí Pequeno e Corrente, todos afluentes da margem esquerda do Rio Doce; os ribeirões Traíras, do Bugre e do Onça, além do córrego Figueirinha, que atravessa a sede urbana, atualmente com altos índices de poluição. 1.7 Cobertura Vegetal A área de Governador Valadares insere-se nos ecossistemas da Região das Florestas Estacionais Semideciduais. Eles compreendem uma faixa territorial de sentido nordeste/sudeste, localizando-se mais precisamente entre a Floresta Atlântica-Pinheirais e os cerrados. São de ocupação antiga e complexos, inclusive porque neles se mesclam atividades tipicamente urbanoindustriais com agrícolas e pecuárias. No passado, a Mata Atlântica contribuiu para a exuberância da paisagem natural do município de Governador Valadares. Contudo, nos anos de 1940 a 1965, a região experimentou o auge do ciclo madeireiro, como se verá mais adiante, que culminou com a substituição de espécies nativas pelas pastagens de capim colonião, capim gordura e, mais recentemente, de brachiaria. É na área de proteção ambiental, aí existente, que podem ser encontradas algumas das espécies nativas de considerável beleza e valor econômico, a saber, jacarandá, jequitibá, ipê amarelo, maria rosa e figueira do Rio Doce. 2. O Plano diretor de um município deve incluir um Plano Urbano de Arborização O objetivo é despertar a população para a importância das intervenções antrópicas no desenho urbano da cidade e como estas ações conduzem a uma resposta ao meio ambiente, afetando diretamente a qualidade de vida das pessoas. Considera-se que o desenvolvimento de um planejamento ideal deve ser elaborado por uma equipe inter e multidisciplinar, estando este a importante tarefa de considerar o Plano Urbano de Arborização. 2.1 Planejamento de Arborização Urbana Um bom planejamento deve visar à escolha adequada das espécies arbóreas de acordo com os diferentes lugares onde estas serão plantadas, assim, devese planejar a arborização colocando as árvores certas nos lugares certos. 2.1.1 As seguintes perguntas devem ser respondidas

: Por que arborizar? O que plantar? Onde plantar? Quando e como plantar? E depois de plantar? Assim, o planejamento deve considerar as características do meio urbano e as características biológicas das espécies escolhidas para compor a arborização, além da ação integrada entre os órgãos ambientais municipais e/ou estaduais e, o mais importante os usuários finais, que são os habitantes da cidade. O resultado de um bom planejamento deve ser o de proporcionar harmonia entre as árvores e os diversos componentes urbanos como calçadas, canteiros centrais, redes de escoamento fluvial, efluentes domésticos, distribuição de energia elétrica, etc.. Para que todas as condicionantes sejam atendidas, a arborização sempre deve ser objeto de um planejamento prévio que a torne compatível com a área urbana já consolidada. Portanto, um bom Plano Diretor do Município deve contemplar o Plano Urbano de Arborização (PUA). O PUA objetiva orientar a prefeitura municipal na execução de implantação e manutenção das árvores no município. Deve-se estar atento que o plano acompanha a evolução da cidade, assim como esta, deverá ser flexível, dinâmico, que possa remanejado e sujeito a um possível replanejamento.

Figura 03 Ilustração de uma rua em que a arborização não foi planejada de modo a compatibilizar as árvores com espaços urbanos. Fonte: Foto do autor

2.1.2 Que árvores plantar A escolha correta da espécie, aliada às melhores práticas de manejo de vegetação junto a sistemas elétricos, evita a interferência das árvores nos bens e nos serviços públicos1. Deve-se levar em consideração o formato das copas de forma a permitir que ao serem podadas o seu formato original seja facilmente reconstituído. Espécies com palmeiras, bambus, fícus, bananeiras, pinus, apresentam características peculiares que inviabilizam seus usos em vias públicas. Já outras espécies muito utilizadas e favoráveis á retenção de poluição como os Oitis, são muito utilizadas em Governador Valadares(MG).

Figura 04 Espirradeira- Lagerstroemia indica L. Fonte: http://www.copel.com/hpcopel/guia_arb/bibiliografia.html

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OBS.: Isso exige do município e da concessionária de energia, dedicação especial na realização de diversos tratos silviculturais, tais como as podas e as substituições. A escolha correta da espécie, aliada às melhores práticas de manejo de vegetação junto a sistemas elétricos, evita a interferência das árvores nos bens e nos serviços públicos.

Figura 05 Árvore de grande porte, não indicada para vias públicas. Fonte: http://www.copel.com/hpcopel/guia_arb/bibiliografia.html

Figura 06 Ipê Amarelo, espécie de médio porte, decorativa e muito utilizada em vias urbanas, praças e parques. Fonte: http://www.copel.com/hpcopel/guia_arb/bibiliografia.html

Figura 07 Ipê Amarelo em Canteiro central de uma avenida urbana

Fonte: http://www.copel.com/hpcopel/guia_arb/bibiliografia.html

2.1.3 Critérios importantes a serem observados na arborização urbana: ◊ Os trocos e ramos das árvores selecionadas não devem ter espinhos ou acúleos, devem ser resistentes ao vento; ◊ As espécies que possuem flores grandes e espessas ou frutos carnosos e excessivamente grandes devem ser evitadas; ◊ O uso de espécies frutíferas depende do aspecto cultural e da conscientização da população;

Figura 08 Exemplo de árvore inadequada para passeio públicos Fonte: Foto do Autor

◊ Geralmente as espécies indicadas devem apresentar raízes pivotantes, evitando dessa forma futuras rachaduras nas calçadas, como está ilustrado na figura 08 acima; ◊ Em áreas públicas deve-se escolher espécies que não apresentem princípios tóxicos, mesmo que este seja sazonal; ◊ A diversidade de espécies é fundamental à segurança sanitária da arborização, uma vez que reduz as perdas com pragas e doenças; ◊ Deve-se dar preferência às espécies nativas, espécies exóticas correm o risco de se tornarem invasoras dominantes; 3 . Ação participativa da comunidade e estudiosos valadarense O Setor da Juventude da Paróquia Nossa Senhora de Fátima( bairro Vila Isa), realizou durante a comemoração do Domingo de Ramos (17/42011), o plantio de cerca de 40 mudas de árvores na região da Ibituruna. Foram plantadas em uma extensão de 400 metros várias espécies apropriadas para a urbanização que além das várias funções ecológicas e propriedades benéficas que uma cidade bem arborizada proporciona aos seus habitantes ocorre uma valorização paisagística enbelezando a cidade. 3.1 Ação integrada

O plantio foi executado no canteiro central da BR 116, em área próxima à Paróquia, iniciativa integrada entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMA)2, o Instituto Estadual de Florestas (IEF), a Secretaria Municipal de Obras e Sistema Viário (Semov), o Saae, o Dnit, a Paróquia e a Cemig. Obs.: De acordo com o previsto na lei Municipal nº 4940 de 21 de dezembro de 2001 de Governador Valadares Da Secretaria Municipal De Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento3. Segundo a coordenadora do Setor da Juventude da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, Carla Suelen Santos de Oliveira, a idéia do plantio no Domingo de Ramos surgiu do intuito da comunidade de realizar um gesto concreto a cerca do tema da Campanha da Fraternidade de 2011: “Fraternidade e a vida no Planeta”. A idéia do grupo de jovens encontrou respaldo junto à Sema que, em parceria com o IEF, está implementando o Projeto de Arborização Urbana na cidade, que busca a revitalização e o plantio de árvores e plantas ornamentais de espécies variadas em diversos pontos de Valadares. O plantio já começou e em alguns locais a cidade já está de cara nova. 3.2 Secretaria Municipal de Obras e Serviços Viários (Semov) O órgão municipal Semov tem plantado diversas mudas e revitalizado vários pontos da cidade. Praça é lugar de convivência, de lazer, de brincadeira de criança salienta Luciana(SEMA), e a Prefeitura está trabalhando para dar às comunidades estes espaços, com mais beleza, fazendo de Governador Valadares uma cidade com mais qualidade de vida. No ano de 2010, três praças foram revitalizadas: a Praça das Nações, no bairro Grã Duquesa; a Praça Joaquim Nicolau, no Santa Rita; e a Praça João XXIII, no bairro Santa Terezinha. As praças contam com a importante colaboração dos moradores ajudando a preservá-las. 3.3 Ação nos distritos do município A Prefeitura de Governador Valadares executou no distrito de Baguarí um antigo desejo dos moradores com o plantio de 230 mudas de árvores nas calçadas e em outros espaços públicos do distrito, assegurando mais qualidade de vida para todos. A ação fez parte do Projeto de Arborização Urbana do município, executado pela Secretaria Municipal de Meio
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Lei 4940/01- Art. 113 inciso- I - planejar e desenvolver ações visando à preservação, recuperação e controle do meio

ambiente e recursos naturais, em articulação com as demais Secretarias Municipais.
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Art. 113 inciso VIII - Identificar a necessidade de arborização e reflorestamento na gestão do território urbano e rural

do Município, objetivando a melhoria da qualidade de vida, considerando os aspectos de produção, lazer e melhoria ambiental.

Ambiente Agricultura e Abastecimento (Sema). A figura 09 abaixo ilustra o evento;

Figura 09 Revitalização de uma praça no distrito de Raguarí Fonte:http://www.valadares.mg.gov.br/current/secretarias/secretaria_de_meio_ambiente_agri cultura_e_abastecimento/acoes/36-projeto_de_arborizacao_urbana,

Na ilustração (Figura 10) mostra a participação empolgada de crianças, adolescentes e adultos integrados ao projeto da SEMA. Foram destinadas para o plantio espécies de resedá (30 unidades), flamboyam mirim (100 unidades), ipê rosa (50 unidades) e sibipiruna (50 unidades).

Figura 10 Criança de Baguari participa do projeto da SEMA/GV Fonte:http://www.valadares.mg.gov.br/current/secretarias/secretaria_de_meio_ambiente_ agricultura_e_abastecimento/acoes/36-projeto_de_arborizacao_urbana,

Outra atividade relacionada ao plano da SEMA é a campanha” Nossa Valadares “ que avança para os distritos levando mais qualidade de vida à população e beleza aos espaços públicos. A ação é da Prefeitura, pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento (Sema), e faz parte do Projeto de Arborização Urbana do município. O presidente da Associação de Moradores e Amigos do Braúnas- AMAB, Célio de Paula Ferreira disse:, “Fico feliz pelo apoio que encontramos na Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento. Estamos participando de um projeto para médio e longo prazo, mas será importante daqui a alguns anos percebermos um aspecto visual mais bonito e uma qualidade do ar melhor em nossa comunidade e sabermos que participamos disto”.

O projeto pretende fazer um levantamento de áreas prioritárias para o plantio de árvores e plantas adequadas a cada uma delas e que valorizem o seu aspecto paisagístico – além de proporcionar o merecido refresco das sombras neste calor valadarense. Algumas mudas são adquiridas com recursos próprios da Prefeitura, outras são doadas pelo IEF. Outra atividade relevante ocorreu no canteiro central da Avenida Minas Gerais, numa extensão de um(1) quilômetro, no trecho entre o Mergulhão e a Praça Waldinelly, recebeu aproximadamente 150 mudas de palmeiras das espécies Jerivá, Areca de Locuba e Triangular. Já no canteiro da Avenida Vertente, no bairro Altinópolis, foram plantadas 30 mudas, entre palmeiras, ipês e murtas. No Anel Rodoviário Pedro Tassis, no bairro Cidade Nova, também foram plantadas 200 mudas de plantas ornamentais e seis palmeiras imperiais4. . Como próximas ações previstas estão a arborização das entradas do município; o plantio de 400 mudas de plantas ornamentais de várias espécies; a revitalização do canteiro central da Avenida Moacir Paleta, com palmeiras imperiais (entre os bairros São Pedro e Sir); e o plantio de 200 mudas de árvores nativas na BR 116 (trecho entre os bairros Planalto e Sir).

3.3 Corpo de Bombeiros de Governador Valadares partcipa do plantio de novas árvores no da Ibituruna

O 6º Batalhão de Bombeiros Militar realizou o “Plantio de Árvores Centenárias”, na região do Pico do Ibituruna. A ação de responsabilidade social foi motivada pela necessidade de replantio de várias espécies de árvores queimadas durante o incêndio que destruiu parte da vegetação, há cerca de dois meses. Técnicos do Instituto Estadual de Floresta (IEF) auxiliaram os bombeiros no plantio e destacaram a participação e empenho das equipes na prevenção e combate às queimadas na Área de Proteção Ambiental (APA) do Parque. portal Bombeiros

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É bom salientar que as Palmeiras Imperiais, principais atrações do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, são espécies exóticas que foram semeadas pelo Príncipe-Regente D. João VI, em 1809.

Figura 11 Ação do corpo de bombeiros no Pico da Ibituruna Fonte http://www.noticiasinline.com/M00,6429ntre,0,13,pico-do-ibituruna-recebe-novasarvores-plantadas-pelo-corpo-de-bombeiros-de-governador-valadares.aspx,

3.4 Meio Ambiente é discutido no país com presença de professor da Universidade Vale do Rio Doce (UNIVALE) Durante este mês de outubro de 2011, o professor dos cursos de Agronomia e Engenharia Civil e Ambiental da Universidade Vale do Rio Doce – Univale, Dr. Alexandre Sylvio Vieira da Costa, participou de uma série de reuniões nacionais, cujo foco principal foi o meio ambiente. O professor que é Coordenador do “Grupo de Trabalho de Meio Ambiente e Saneamento” que define as linhas de ações do CREA/MG para o setor, e representante do Sistema CREA/Univale, foi à Brasília para a reunião dos Coordenadores Nacionais de Meio Ambiente dos CREA’s do Brasil. Nesta ocasião, serão definidas e consolidadas as propostas do Conselho Federal para a Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável Rio+20, que será realizada no ano de 2012 no Rio de Janeiro. Dentre os vários assuntos abordados neste encontro, ganharam destaque temas como: Enfrentamento de Desastres Ambientais . 4. CONCLUSÃO Arborizar uma cidade não significa apenas plantar árvores em ruas, jardins e praças, criar áreas verdes de recreação pública e proteger áreas verdes particulares. Além disse, arborização deve atingir objetivos de ornamentação, melhoria microclimática e diminuição de poluição, entre outros. Uma cidade bem arborizada traz vários benefícios para os seu habitantes, além de proporcionar beleza cênica, a natureza tem a propriedade de aliviar o stress a que todos estão sujeitos com a correria da vida moderna,e, Governador Valadares não foge à regra.

A redução do sol direto ameniza é tido como um dos grandes problemas do município tido como dos com clima mais quente durante praticamente todo a ano com alto índice de insolação,o que torna bastante incomodo o passeio em ruas, que chegam a temperaturas e desconfortos insuportáveis na ausência de árvores. As árvores nos proporciona um maior conforto térmico. O que ocorre é uma regulação térmica das altas temperaturas. Isso se deve ao calor latente necessário para a evaporação da água da superfície das folhas. É um efeito semelhante ao do nebulizador ou do climatizador. Notadamente é sentido um aumento da umidade relativa do ar , sabe-se que o ar excessivamente seco é uma das maiores causas de problemas respiratórios, além de problemas de pele. O ar seco favorece a permanência da poeira no ar, além de secar as vias respiratórias, sendo péssimo para pessoas com alergias. A evaporação da água da superfície das folhas das árvores, aumenta a umidade relativa do ar, no local onde ela se situa, o que comprovadamente é muito benéfico para todos os seres vivos. Barreira sonora ou atenuação sonora é um fato,ocorre ou dissipa a intensidade de ruídos, amenizando uma redução das ondas sonoras, causada pelas folhas das árvores. Outro aspecto muito importante é a valorização dos imóveis situados em ruas bem arborizadas, pois queira ou não, os compradores preferem as ruas com árvores. As árvores no ambiente urbano têm considerável potencial de remoção de partículas e gases poluentes, pode-se observar em Governador Valadares que o Oiti5, a principal espécie usada na cidade, cumpre formidavelmente essa função, mostrando ser uma espécie tolerante ou resistente, que dispensa cuidados especiais.

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Oiti árvore nativa muitíssimo utilizada em paisagismo urbano de Governador Valadares (MG).

Figura 12 e 13 Licania tomentosa , Oiti, aspecto da floração e arquitetura da árvore, é a espécie predominante em Governador Valadares Fonte: foto do Autor

As qualidades podem ser atribuídas às árvores urbanas associam-se as contribuições sociais, como foi dito, relacionadas a saúde física e mental do homem. Ë difícil estimar quanto vale uma árvore, visto os inúmeros benefício eu fornece a todos. Hoje está comprovado o efeito maléfico da exposição exagerada do ser humano à ação dos raios solares, causadores do câncer de pele, assim, onde você prefere ficar? Na sombra de uma árvore ou no sol? Por fim, considerando o poder transformador do homem, é alertado à sociedade a urgência de se repensar a inclusão da arborização urbana no plano diretor de uma cidade. Se planejando a partir da premissa de integração e sustentabilidade, poderão ser refletidos e construídos valores culturais, ideologias, tais como recuperação ambiental e implantação de planos de desenvolvimento social e econômico, privilegiando tanto o meio ambiente quanto a sociedade. 5. Referências Brasil, Lei nº4771/65- Código Florestal Federal Espíndola, H. S. (1999) História da Associação Comercial de Governador Valadares,Governador Valadares:ACGV.p198 Lamas, J.M.R.G.(1992) Morfologia Urbana e Desenho da Cidade. Lisboa, Fundação Calouste Gulbemkiam. Plano Diretor de Governador Valadares.(1992) Diagnóstico.Governador Valadares:PMMG/CPU – IBAM.82p.

6.Sites Consultados http://www.valadares.mg.gov.br/current/noticias/1411estrategia_saude_da_familia_oferece_aerobica_e_pilates_para_a_terceira_ida de, acesso em 11-11-2011 http://www.copel.com/hpcopel/guia_arb/bibiliografia.html, acesso em 11-112011 http://www.noticiasinline.com/M00,6429ntre,0,13,pico-do-ibituruna-recebenovas-arvores-plantadas-pelo-corpo-de-bombeiros-de-governadorvaladares.aspx, acesso em 14-11-2011 http://www.valadares.mg.gov.br/current/secretarias/secretaria_de_meio_ambie nte_agricultura_e_abastecimento/acoes/36-projeto_de_arborizacao_urbana, acesso em 11-11-2011 http://www.noticiasinline.com/M00,6078ntre,0,13,meio-ambiente-e-discutido-nopais-com-presenca-de-professor-da-univale-.aspx, acesso em 12-11-2011 http://governo-mg.jusbrasil.com.br/politica/3685038/regional-rio-doce-do-iefpromove-o-plantio-de-arvores, acesso em 13-11-2011 http://www.observatoriodasmetropoles.net/planosdiretores/produtos/mg/Avaliac ao_PD_Governador_Valadares_Rede_PDP_MG.pdf,acesso em 14-11-2011 http://www.sebraemg.com.br/arquivos/programaseprojetos/Desenvolvimentoloc al/diagnosticosmunicipais/Governador%20Valadares.pdf, acesso em 14-112011 http://pluris2010.civil.uminho.pt/Actas/PDF/Paper503.pdf, acesso em 14-112011