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LIVRO 2 - S.P. Projeto Sobrenatural

Gabriella Izzo Felicio

Agradecimentos:

Gostaria de agradecer a todos os meus amigos idiotas por fazer minha mente fluir com toda essa loucura. Estar junto de vocês é como fumar maconha e ficar tão bêbado que o chão é uma montanha russa.

Obrigada Jade, a única que verdadeiramente lê meus livros, e que admite quando não leu, apesar de mentir para mim dizendo que eles são bons.

Obrigada Mayara, a desentendida que me enrola até a morte dizendo “Não, eu vou ler” e depois que eu pergunto pela centésima vez ela responde “Quem, eu?”.

Obrigada Solha, por estar comigo por treze anos e me ajudou com a criatividade, já que eu zoei da sua cara 24/7 durante todo esse tempo juntos, e isso me deu argumentos muito bons.

Obrigada Tainá, por todos os seus ataques de Egocentrismo, me ensinou que se há uma pessoa melhor que eu, só pode ser deus! E me ajudou com toda a parte do desprezo ao namorado nesse livro, né?

Obrigada Heloísa, por todo o feminismo (que aparentemente só nós duas compartilhamos nesse grupo), pelo bom humor, pelo sarcasmo, e pelo bater de cílios e o riso sem graça quando eu perguntava quando você pretendia ler os livros, também ajudou bastante com a criatividade, com a loucura e com os ataques de raiva.

Obrigada Ge, por estar por trás das cenas apontando coisas simples como os ataques de TPM, sempre mantendo minha auto estima alta,

zoando da cara da Mayara e, mesmo sem saber, me dando combustível para por toda essa loucura em prática.

Sem todo esse bom humor e drogas na mente eu nunca poderia escrever um livro louco e feito para retardados como esse. Todos vocês ajudaram bastante, mesmo que apenas a Jade tenha lido UM dos livros. Foi toda merda que nós falamos, e toda merda que nós passamos juntos que me faz escrever essa porra desse texto, junto com o livro.

Só quero dizer que, MUAHAHA, agora vocês vão ter que ler o livro

para saber o que eu escrevi de vocês. PS: Eu sou muito má

E espero

que faça sucesso, por que, ei, é quase 2012, e o fim do mundo deve ser

cheio de coisas impossíveis!

APROVEITEM!

Ignorem os erros de português, meus amigos são muito preguiçosos para revisar a ortografia por mim, e eu sou muito ocupada tentando encontrar toda a loucura necessária para terminar a outra série. CULPEM A ELES NÃO A MIM! E sim, eu estava falando de você Helô.

Capitulo 1 - Americanos

- Anya. - disse ao apertar a mão do nosso visitante. - Sou a treinadora por aqui.

- Hm

- Sim, eu tenho dezenove anos, se você tem algum problema com isso, sinta-se livre para me testar.

O homem riu. Ele era o encarregado pelo projeto nos estados unidos, e era arrogante como um porco. A base brasileira estava cheia de sobrenaturais vindo de todo mundo, por que eles nos usavam como depósito quando as bases deles estavam sobrecarregadas.

- Eu adoraria faze-lo. Posso pedir para o meu guarda ir em meu lugar?

Olhei para o garoto atrás dele. Não passava de um garoto, como eu. Deveria ter uns vinte e cinco, mas não mais que isso.

- Será um prazer. - caminhei para o meio do salão, onde tinha um tatâme que nós usávamos para exibições. O nosso embaixador estava de pé ao lado do embaixador americano, com uma cara nada alegre por ele não acreditar em nós.

Porém ele parecia muito excitado por ter que me ver lutar novamente. Eu era o prodígio por aqui. Era um agente de campo e uma ótima treinadora.

Tirei a lâmina pequena que eu guardava no colete de couro que eu usava normalmente. Não havia tirado os olhos do meu alvo, apesar de não ter que me manter virada na direção dele para saber onde ele estava.

As movimentações no ar me mostravam isso.

Ele era extremamente cauteloso, como eu pude perceber, já que ele se aproximou lentamente. Eu podia apostar todo o meu dinheiro que ele geralmente era um espião.

Em um momento ele estava na minha frente, no outro ele havia desaparecido. Sabia que ele não havia se teletransportado, por que só eu podia fazer isso, e também por que eu ainda sentia-o chegando pela frente, e bem rapidamente.

Os pés dele eram leves, quase não podia ouvi-los bater no chão. Um segundo antes da lâmina passar pela minha face eu desviei e segurei o punho dele longe. Havia também todo esse negócio de agilidade e força que eu tinha.

Eu era um tipo de master poderosa.

Segurei o punho dele longe de mim, e o outro chegou bem perto de me atingir. Sabia que ele tinha duas lâminas por que a movimentação no ar era mais fina, e deixava um leve cheiro de

aço. Teletransportei-me para trás dele, e tratei de imobiliza-lo. Agarrei seus dois braços e os prendi. Mas senti-o deslizar por mim como se fosse um fantasma. Minhas sobrancelhas se ergueram, e eu consegui sentir o pequeno movimento que uma risadinha fazia, apesar de não conseguir ouvir barulho algum.

Ele investiu contra mim novamente, e eu me defendi com a minha lâmina. Uma hora eu senti-o passar por dentro de mim, talvez para me atacar por trás, mas eu me teletransportei para longe, e senti-o bufar, mesmo a distância. Cheguei perto no próximo teletransporte e o joguei no chão com um chute, colocando minhas pernas ao redor da cintura dele e uma das minhas mãos segurando os braços no chão. A outra segurava a lâmina contra o pescoço dele. Senti-o se sacudir por causa de uma risada, e logo ele se tornou visível.

Seus olhos brilhavam zombadores. Ele me cheirava a britânico, e tinha os cabelos loiros, olhos verde-escuros, uma boca larga e sexy, covinhas nas bochechas e sobrancelhas arqueadas.

Senti meus lábios se abrirem num sorriso zombador e eu sai de cima dele.

- Acho que estamos resolvidos até aqui. - eu disse para ele ofereci minha mão para ele levantar.

e

Ele a recusou e se colocou de pé rapidamente. Guardei a lâmina e voltei para o lado do meu embaixador. Também era guarda oficial dele, uma por que eu era a melhor, outra por que ele era meu tio.

- Muito talentosa sua guerreira. - apontou o embaixador.

- Sim, tanto quanto o seu, Charles.

O guerreiro do embaixador Charles havia voltado para a sua posição de “peso morto até que te solicitem”, assim como eu.

- Você se importa da sua guarda pessoal ouvir o que tenho a dizer a você? É secreto.

- Nada a me preocupar quando se trata da minha família.

- Sua família?

- Sim, Anya é minha sobrinha. Há alguma relação entre você e o garoto?

- Sim

Ele é meu neto, na verdade.

Tentei ficar séria, mas o ceticismo era gigante, e eu não pude evitar eguer minimamente as sobrancelhas.

Ok, Charles

quarenta e cinco, e ele era bonito. Não conseguia achar nenhuma

Talvez os olhos, mas não dava

para ter certeza. E outra, Charles era americano, e o garoto era

britânico, com certeza.

semelhança entre ele e o garoto

Não parecia tão velho assim. Diria que ele tinha uns

- Oh, interessante. Então suponho que não há nada que deva esconder dele. Prossiga.

- Devo deixar claro que eu não conto a qualquer parente sobre as missões. Ele saberá por que ele participará.

- Então já há uma missão. Brilhante, menos coisas para discutir.

- Há um laboratório em Cansas City, onde um cientista está

De sobrenaturais capturados e mortos. Acho

que ele pode estar querendo reviver a lenda do Frankstain, já que

ele está buscando a vítima perfeita para aplicar todos os Poderes que ele encontrou.

testando o DNA

- Está no seu território, não no meu.

- Sim, mas nós precisamos de ajuda. Não é apenas no Cansas, há na alemanha e Hong Kong também. Sem contar Londres e a Africa do Sul. Estão todos muito ocupados e nós estamos recrutando os melhores de cada país.

- E você está recrutando agora para os estados unidos?

- Sim, cada embaixador está recrutando pelo seu país, então eu seria muito grato se você pudesse me ajudar.

- Vou enviar Anya e Patricia.

Fiquei quieta, mas tive que morder os lábios para não reclamar. Patricia era boa, mas não queria que corresse risco de ela ser capturada. Ela é uma metamorfa, podia trocar sua forma para outros humanos ou para animais, mas também era muito fácil de ser capturada, já que, geralmente, nas missões que nós íamos juntas ela era a isca.

Tinha certeza que ela seria novamente, e isso era muito para sacrificar pela America do Norte.

- Tio. - disse lentamente e de modo sussurrante, porém minha voz cortou o ar.

- Eu sei o que vai dizer, e peço para que guarde para você. Já está decidido. Charles, espero que ambas sejam suficientes, pois tampouco posso te dar um exército e deixar o Brasil desprotegido.

- Entendo. Dar-me sua guarda pessoal já é de mais, obrigado Guilherme.

- Claro. Posso considerar nossa reunião finalizada?

- Sim, nós partimos amanhã.

Bufei e relaxei da minha posição de guarda, mas guardei as palavras até que eles estivessem fora da sala.

- Você não pensa! Mandar Patricia? Ela vai acabar morrendo por um bando de americanos idiotas que não sabem cuidar do seu território!

- Anya, acalme-se.

- Me acalmar? Você vai mandar a minha irmã para isso? Você deve estar de brincadeira. Tudo o que eu tenho de discrição ela tem de escândalo. Você está matando a minha irmazinha, e você sabe disso, e continuará mesmo assim.

- Eu estou te mandando também, e confio que trará a ela de volta com vida, como sempre o fez. Se a situação sair de controle, teletransporte-a para outro lugar.

- Queria que fosse fácil assim. Se isso acontecer e eu estiver sem energia suficiente eu não poderei tira-la de lá.

- E o lance com a energia?

- Oh, claro, eu vou roubar a energia mágica dos outros, deixando- nos indefesos só para que eu possa salvar meu rabo. Você sabe que isso nunca vai acontecer, e quer saber? Estou de saco cheio disso, dane-se, quando eu aparecer morta, talvez você acorde desse mundo dos sonhos em que você vive, e perceba que acabou de perder seu melhor soldado. Por que, se nós entrarmos numa situação dessas, eu vou drenar minhas forças para manda-la para longe dali, você sabe muito bem disso.

Sai da sala marchando, e deixei-o lá com aquela cara de babaca que ele geralmente tinha. Queria que ainda fosse meu pai no comando, ele nunca iria permitir um absurdo desses.

Passei pelos milhares de corredores que o prédio subterrâneo tinha, até encontrar a porta que me levaria para a minha suite, que tinha uma porta para a suite de Patricia.

Vi o aviso que ela geralmente deixava quando tinha um homem com ela, mas não me importei. A porta era só uma conveniência, dado que eu podia arromba-la quando bem intendesse.

Ou apenas me teletransportar para o quarto seguinte.

Mas eu preferi não gastar energia mágica, e meti o pé na porta, observando quando ela saia das suas dobradiças e voava para a parede mais próxima.

- Patricia. - disse quando vi-a na cama com Doyle Grinch. Era um garoto novo que tinha vindo da Alemanha, ele costumava pegar fogo quando ficava nervoso.

Por sorte a minha irmã já estava fora da cama quando esta pegou fogo. Minha irmã mais nova como uma bela ruiva de 1,90m, o que era completamente diferente do seu look habitual.

- Você tem que parar com isso. - apontei para seu personagem, que provavelmente era o sonho de consumo do pobre, e em chamas, Doyle. - Arrume suas coisas, só o essencial, nós saímos em uma missão ao amanhecer.

- Para onde vamos? - ela perguntou com a voz grossa ficando fina, seus 1,90cm baixando para 1,65cm, cabelos ruivos revoltos e selvagens se transformando em cabelos castanhos enrolados, os olhos azuis claro se voltando mais escuros e sua forma magra, se tornando cheia de curvas. Ela era sexy e inocente ao mesmo tempo.

- Estados Unidos. Vamos morrer lutando por um bando de americanos imbecis. - resmunguei e voltei para o meu quarto, colocando a porta no lugar durante o processo.

Ainda estava resmungando quando decidi tomar um banho. Assim esfriaria minha cabeça e eu poderia arrumar minhas coisas com

mais clareza, pegando realmente o necessário. Tampouco disseram quanto tempo iriamos ficar lá, mas arrumaria o suficiente que durasse duas semanas se eu usasse tudo três vezes.

Tirei a camisa, o colete, as calças elásticas e as botas, jogando-as num canto do banheiro com violência. O banheiro era enorme e tinha vários espelhos. O chão era rosado e as paredes eram brancas com desenhos florais, tinha um chuveiro de um lado e uma grande banheira do outro, uma privada do lado oposto da pia e um grande e felpudo tapete cinza no meio de tudo isso.

Via-me num dos espelhos de corpo todo. Tirei as roupas de baixo e me aproximei para avaliar a marca em baixo do meu seio esquerdo. Era o formato correto do brasil, e apenas os sobrenaturais saberiam identifica-la. Meu reflexo olhou de volta para mim quando ergui os olhos. Meus olhos verdes queimaram. Eram bem claros, quase transparentes. A sobra dos meus cílios caía sobre as minhas bochechas salientes, que eram seguidas de uma boca pequena e cheinha. Meu rosto tinha o formato oval igual ao da minha irmã, mas meus cabelos eram mais claros, quase loiros perto do tom que ela mantinha os dela. Nós decendíamos de polonesas, então tínhamos os olhos, os cabelos e a pele claras. Eu era um pouco mais alta que a minha irmã, tendo 1,68cm, quase 1,70. Meus seios eram maiores, mas em compensação a bunda dela era enorme. Minhas pernas eram mais grossas, mas ela poderia engrossar as dela quando ela quisesse.

Eu poderia ser considerada bonita, decidi. Meus cabelos

revoltados caíam até meus ombros, e moldavam meu rosto. Minhas sobrancelhas arqueadas me davam uma eterna cara sarcástica, que

eu gostava.

Decidi me dar um banho de banheira com bastante espuma, por que eu merecia. Aguardei a água aquecer e entrei. Automaticamente senti meus músculos relaxarem, eu me surpreendi por estar tão tensa, mas não me repreendi. Tinha direito de ficar tensa e irritada quando a vida da minha irmã estava em jogo.

Depois de eu ensaboar meu corpo lentamente ouvi uma batida na porta. Apesar de eu querer relaxar, tampouco podia me permitir tudo isso. Decidi que havia espuma suficiente para me cobrir.

- Entre.

A porta foi aberta lentamente e, logo que a pessoa entrou, foi

fechada. Reconheci sendo o neto do americano pela falta de

barulho.

- Não se assuste, eu geralmente trabalho no banho. Se quiser se sentar, há um banco ali. Seja breve. - disse tudo isso de olhos fechados e ensaboando minha cabeça.

Senti-o se mover para o banco e sentar-se. Ele estava meio inquieto, detectei, talvez por causa da minha nudez. Tive tempo de mergulhar e tirar o shampoo do cabelo antes dele começar a falar.

- Meu avô

- ele limpou a garganta - achou que seria uma boa

idéia socializar com meus parceiros de batalha, mas eu posso voltar depois

- Bom, eu não me sinto muito sociável no momento.

Ouvi-o se levantar para ir.

- Mas, eu poderia usar de uma conversa. Sabia que meu tio está disposto a sacrificar a minha irmã para salvar a bunda de vocês? - eu estava terrívelmente irritada, e podia usar de uma briga agora, mesmo que eu estivesse pelada e escorregadia.

- Isso não é uma missão suicida, tampouco será muito difícil.

- Não é suicida para nós, que vamos ter nossos traseiros bem cobertos. Mas minha irmã é a isca, ela nasceu para isso, e para um cara que está procurando um sobrenatural, ela será o perfeito teste.

- Se te tranquiliza, nós não fazemos missões suicidas ou solo. Estava pensando em nós três como iscas, já que poderíamos ser considerados irmãos, se sua irmã mudasse a aparência dela para algo parecida com a sua.

- Como você sabe do poder da minha irmã? - isso me fez abrir os olhos e contrair todos os meus músculos. Não levantei, mas era por que eu estava nua, se não eu tiraria a resposta dele a força. Eu poderia me teletransportar para o quarto, pegar uma toalha, e voltar, mas eu estava salvando energia.

- Seu tio nos contou antes de eu vir para cá. Não estou espionando vocês.

- Eu sei que não, não a mim, mas poderia estar espionando-a.

Ele ficou quieto por um momento e ele sorriu. Fileiras de dentes brancos e retos se abriram e duas belas covinhas se mostraram. Tirei os cabelos dos olhos e me arrastei para a beirada da banheira que me deixaria mais próxima dele.

- Pode me passar essa toalha, por favor? - apontei para a toalha azul marinho felpuda atrás dele.

Ele me passou sem um pio e eu virei-me de costas e me levantei rapidamente, passando a toalha ao meu redor.

- Se você pudesse me esperar no quarto, nós podíamos terminar essa conversa, se não eu vou ter que ficar pingando aqui no chão até secar.

Um sorriso maroto se apoderou dos lábios dele, e seus olhos brilharam maliciosamente. Ele se levantou, sendo uns vinte centímetros mais alto que eu.

- Claro

- ele disse antes de sair pela porta.

Fiquei um tempo observando a porta e checando a movimentação do ar, já que ele podia passar pela porta invisível, do mesmo modo que fez comigo. Sequei-me rapidamente, coloquei uma toalha nos cabelos e outra em volta do corpo quando saí para o quarto.

Ele estava sentado na ponta da cama e olhava para a porta do banheiro quando eu saí. Ergui as sobrancelhas e segui para o closet. Olhei para as minhas roupas variadas e decidi por causas de flanela cinza e uma regata azul marinho. São Paulo geralmente era quente por causa da poluição, mas como nós estávamos no subterrâneo teria que ter ventilação e ar condicionado.

Chamei-o para o closet, já que eu iria selecionar as roupas e armas. Quando ele chegou eu perguntei:

- Quanto tempo vocês pretendem ficar lá?

- Não da para saber, nós ainda temos que achar a localização do laboratório, e isso seria rondar por aí durante uns dias deixando na cara que nós somos sobrenaturais. Arrume por duas semanas.

- Foi o que eu pensei. - selecionei duas calças elásticas e uma calça jeans escura. Duas camisas, uma cinza e a outra azul escuro, que não sujavam muito, mais três camisetas normais, cinza, vermelho e rosa. O colete negro e os coturnos pretos iriam comigo. Iria colocar algumas facas e talvez uma pistola ou duas. Não gostava de armas, por que faziam muito barulho, preferia facas, mas para entrar na linha de frente em uma batalha elas poderiam incapacitar muita gente.

- Então, até agora eu não sei seu nome. - eu disse depois de um tempo.

- William.

- Você morou em Londres até quantos anos?

Ele sorriu, como eu pude ver quando eu me voltei para a pequena mala que estava no chão. Coloquei uma arma 9mm fácil de atirar e uma metralhadora de tamanho mínimo. Havia colocado duas lâminas gêmeas e um facão também, apesar de eu ter minha lâmina preferida, talvez a perdesse em alguma ocasião, e era sempre bom ir preparada.

- Até os vinte. A pouco tempo fui morar com o meu avô, minha mãe não ficou feliz com isso, mas eu não conseguia mais suportar o embaixador britânico.

- Oh sim, Mr. Hills, um arrogante bigodudo, cheguei a conhecer a figura, pena de você ter que ficar tanto tempo com ele.

- Nem me fale.

Ficamos em silêncio novamente. Peguei vários pares de calcinha e top e os enfiei na mala. Senti o olhar dele e voltei a conversação.

- Sobre calcinhas, eu prefiro as calcinha-cueca. São muito mais confortáveis, e sobre sutiãs, eu prefiro top, já que eu geralmente estou treinando ou em batalha. Finalizamos o assunto? - disse fechando a mala e a colocando no meu ombro. Ele sorriu e me olhou como se estivesse com vontade de me beijar. Não, talvez eu estivesse ficando louca.

Reuni mais uma calça leggin e uma camiseta branca com corte em V, peguei o colete e as botas, para colocar no criado mudo para o dia seguinte.

Me dirigi para o quarto, desligando a luz do closet, e coloquei as roupas onde deveriam estar.

- Já se apresentou a Patricia?

- Ela estava um pouco ocupada quando eu me aproximei do quarto dela.

- Oh, verdade. - bocejei - Acho que nossa reunião acabou, preciso dormir o máximo possível por essas semanas que estão por vir.

- Entendo você. - ele me deu um ultimo sorriso antes de ir - Boa noite.

Vi-o fechar a porta antes de me enfiar debaixo dos cobertores e me ajeitar para dormir. Seriam longas semanas.

Capitulo 2 - Cansas City, e um tal de Alexander.

A viagem foi cansativa, mas eu dormi o máximo que eu consegui.

Nós fomos de jatinho até o Cansas, e pousamos na base americana. Patricia estava pior que eu, já que ela passou a noite toda em alta atividade com Doyle Grinch.

Repreendi-a o suficiente essa manhã, e eu gostei de vê-la dormir a viagem toda, já que precisava de todos tão alertas quanto possível. Haviam caçadores de sobrenaturais pela cidade, então nós não podíamos ser pegos de modo algum.

Bom, isso tinha que nos fazer ainda

mais alertas, já que, além dos caçadores sérios, haviam os amadores, que atrapalhavam bastante, as vezes.

E como o plano era ser pego

Fomos até onde o nosso pequeno exército deveria estar, e encontramos mais três pessoas. Isso era bom, eu trabalhava melhor em grupos pequenos, e esse era um grupo médio.

- Bom. - disse William. Acho que ele também deveria trabalhar melhor com grupos pequenos.

- Nós precisamos de um líder. - disse Charles - quem se prontifica.

Como eu não gostava de receber ordens eu disse:

- Se não importar, eu não sou muito boa em seguir as pessoas

Ao mesmo tempo em que William dizia “eu” e que um outro garoto dizia “acredito que eu sou o mais qualificado”.

Nós olhamos para Charles, e ele deu de ombros.

- Resolvam isso, me importa que vocês funcionem, e não quem será o líder. - ele foi embora depois disso dizendo - avisem-me depois que vocês decidirem.

- E por que você seria o mais qualificado? - eu tinha a minha posição sarcástica posta. Sobrancelhas erguidas, lábios ligeiramente repujados, os braços cruzados no peito e uma posição ligeiramente reclinada para trás.

- Eu servi no exercito

- E que eu saiba você é novo de mais para ter sido algo mais que um soldado, então não acredito que tenha qualificação porra nenhuma.

Ele levantou, era bem mais alto que eu. Minha irmã estava quieta, e eu senti o vibrar da magia dela no ar e disse.

- Não ouse Patricia, não gaste mais energia do que você já vem gasto. - o garoto veio parar bem a minha frente, não me importei de olhar para cima, eu ainda era mais rápida.

- E por que você deveria ser?

- Nunca disse que deveria, eu disse que não sei receber ordens, então poderia, talvez, causar alguns problemas com quem dissesse a mim o que fazer.

- Então por que age como se fosse superior a mim?

- Eu te mostraria o por que se não exigisse a energia que é para ser gasta numa batalha. Não se preocupe, depois disso, eu mostrarei com prazer para você, e farei você chorar como uma garotinha.

- Ok. - disse Will - Por que nós precisamos de um líder? Discutimos as idéias juntos, assim nós não entramos em conflito, já que isso precisa funcionar.

Fiquei calada e pensei por um momento. Dei de ombros, poderia funcionar. O garoto sorriu e esticou a mão para mim.

- Alexander, tive que vir da grécia para isso.

- Oh, que interessante. Anya, Brasil. - apertei a mão dele por um momento antes de me virar para o resto do pessoal. - Seria bom se todos nós nos apresentássemos, assim, pelo menos, saberíamos os nomes uns dos outros. Como eu disse, me chamo Anya, e vim do Brasil.

- William, E.U.A.

- Patricia, Brasil.

- Amber, Canadá.

- John, E.U.A.

- Sadie, Espanha.

- Alexander, Grécia.

- Ótimo - eu disse - , bom, William, sabe onde será a base provisória? Nós não podemos ficar aqui, se não poderíamos chamar atenção para a base.

- Concordo. - ele disse quietamente.

- Podíamos ficar em um hotel. - disse Alexander.

- Não sei, poderia ser estranho seis sobrenaturais dividindo um quarto de hotel.

- Não disse que seria um quarto. Há um Hilton aqui, e a base tem bastante dinheiro. Nós podíamos interpretar papéis, quão bom é o teatro de vocês? - ele perguntou-nos.

Dei de ombros, poderia ser boa se precisasse.

- Eu nasci para representar. - disse a minha irmã, e Amber estava fazendo artes cênicas como faculdade.

- Posso improvisar. - eu disse e Will concordou.

- Sou péssimo representando - avisou-nos John - , mas isso pode ser bom, já que eu deixaria mais óbvio que eu estou tentando esconder alguma coisa.

Sorri pela solução e Alexander balançou a cabeça numa afirmativa.

- Bem, eu estava pensando no seguinte

- Ok, antes nós precisamos saber as habilidades, o que cada um sabe fazer e se ficariam mais seguros em grupos ou separados.

Posso me teletransportar e sou mais forte e mais rápida que

Eu

os humanos normais. - disse.

- Eu posso ficar invisível e insubstâncial. - disse Will.

- Eu posso trocar de forma, para outros humanos ou animais.

- Eu posso eletrocutar uma pessoa com um toque. - esse foi John.

- Eu posso fazer uma pessoa desmaiar com um toque também. - Amber disse.

- Eu roubo memórias e posso fazer as pessoas viverem seus piores pesadelos - essa foi Sadie.

- Eu posso fazer a terra se abrir sobre nós. - Alexander disse com arrogância.

- Sim, e mais da metade de nós poderia matar você. - minha irmã cortou-o. - Sadie faria você mijar nas calças de medo, então pare de ser arrogante, todos nós temos um dom especial e nenhum está agindo como um bosta.

Ergui as sobrancelhas, por que quase nada tirava a minha irmã do sério. Talvez esse cara só fosse extremamente irritante.

- Enfim

Ao planejamento. - continuei.

- Eu e Anya podemos ficar de vigia, Acredito que Sadie poderia ficar com alguém com um poder mais agressivo, como John, e

Amber também, com Alexander talvez? Eu e Anya ficamos com Patricia.

- Por que eu sou a melhor isca de todos. - minha irmã anunciou, feliz. - Se eu aparecer no mesmo lugar com a cor do cabelo diferente a cada dia, ou a cor dos olhos, ou características desse estilo, seria notada facilmente. Sem contar que eu não sou nada discreta.

- Acho melhor Patricia ficar sozinha. - foi Alexander - Pareceria uma isca muito mais fácil se estivesse sozinha. Um quarto

Sei lá, você

poderia atravessar a parede e ficar invisível nos tempos livres, e

conjunto talvez, e vocês poderiam observa-la

você se teletransportar se ouvir algo errado.

- Mas assim ela estaria num perigo muito maior

- Sim, eles não tentariam sequestra-la se ela estivesse entre mais dois sobrenaturais.

- Não, eles tentariam pegar um de nós. - minha voz foi defensiva.

- Pensei que ela era a isca. - a voz de Alexander soou confusa.

- Sim, infelizmente, mas eu não quero achar minha irmã morta numa mesa de laboratório só por que ela é a “isca”.

- Você é muito dramática irmã. Eu poderia me transformar no godzila.

- Sim, mas se eles te sedarem

- Eu serei capturada, grande coisa. Você vai me achar com o nosso código secreto, já aconteceu antes.

Abracei-me e suspirei.

- Ok. Como sabemos que no Hilton nós vamos achar algum caçador de sobrenaturais?

- Até onde eu fui informado

- começou Will. - Os caçadores

foram recrutados para encontrar sobrenaturais, e há caçadores em todos os lugares. Nós não vamos nos manter apenas no Hilton, nós vamos rodar a cidade com um alerta vermelho na nossa testa.

- Você diz nos separar? - disse Sadie.

- Sim, mas apenas nos casais. Claro que no caso da Patricia ela não ficaria sozinha, eu e Anya ficaríamos de olho nela, caso algo aconteça, mas acredito que vocês distribuídos como estão conseguirão se defender muito bem de um bando de caçadores amadores.

- O problema é que a maioria de nós precisa chegar perto para machucar. - disse Jon - Eu preciso encostar para eletrocutar, e Amber também precisa tocar. Se eles atirarem antes e fazerem perguntas depois nós dois não temos chance.

- É por isso que vocês tem outro parceiro. Virão alguns garotos para nos ajudar. Será útil ter um materializador e uma garota de

ferro conosco. Mas eles só chegam amanhã, até lá nós já temos que ter planos, e um lugar para ficar.

- Ok. Antes embaixador atividades?

de

definirmos

não

tem

um

o

hotel, você

de

tem

certeza

as

mapa

onde

estão

- Eu posso perguntar. - disse Will.

o

maiores

que

- Bom, acho que estamos resolvidos. Nenhum líder e a parte um do plano. Ok, se alguém além da minha irmã for capturado preciso que vocês façam algo que diferencie vocês dos outros humanos, por que assim eu saberei onde vocês estão

- Como?

- Uh

Por causa do teletransporte eu posso sentir as pessoas em

movimento. A maior distância é duzentos metros, então eu preciso estar consideravelmente perto. Mexam os braços e as pernas se estiverem livres, e se não, mexam só os dedos, e assim talvez, eu capture a aura sobrenatural de vocês.

- Talvez não parece uma boa palavra para mim. - disse Sadie. - Acho que se eu for pega consigo mandar uma imagem mental para você, se você estiver a uns duzentos metros de distância.

- Bom. William, você vai avisar o embaixador? Precisamos do mapa com as áreas quentes o mais rápido possível.

Ele balançou a cabeça numa afirmativa.

- Seria mais rápido se você me teletransportasse até a porta do gabinete.

- Acha melhor? Por que assim estaríamos gastando energia

- Nós não vamos sair daqui essa noite, hoje nós ficaremos, reuniremos mais algumas armas, talvez conversaremos para conhecer melhor uns aos outros, teremos uma boa noite de sono, e no dia seguinte explicaremos para os dois que chegam sobre o plano.

- Ok, mas para gastar menos energia terei que ir junto.

Ele deu de ombros e eu me posicionei na frente dele e coloquei minhas mãos nos seus antebraços.

- Isso pode doer um pouco para você - eu disse antes de nos desmaterializar e nos rematerializar em frente ao gabinete. Esperava que ele estivesse gritando de dor, ou algo do tipo, mas ele estava normal.

- Eu me fiz um pouco insubstancial, assim não separaria minhas moléculas mas me traria aqui de qualquer forma, e também acho que salva um pouco da sua energia.

- Esperto. - eu disse e levantei as sobrancelhas.

Ele sorriu torto e se aproximou da porta, abrindo-a sem bater.

Devo dizer que, o que eu vi, não foi a cena mais agradável do

Com uma

mulher com provavelmente metade da idade dele sentada no seu

mundo, mas poderia ser muito pior. Charles estava

colo. Devo dizer que ela tampouco usava muitas roupas, e que ele engasgou quando me viu.

Não tinha ficado surpresa, admito já ter visto meu tio e meus pais em situações muito parecidas. Quando se domina uma parte sobrenatural do mundo, muitas mulheres podem ficar assanhadas de repente.

Também vou mencionar que William foi um tanto fofo entrando na minha frente e tampando meu olhos, e isso me fez rir.

- Meu deus, até parece que eu nunca vi nada assim antes. - tirei as mãos dele da minha cara, mas ele não saiu da minha frente - eu tive pais uma vez, e eu os pegava em situações parecidas o tempo todo. Oh sim, e meu tio é o embaixador brasileiro, já o vi em situações muito piores que essa.

William ainda me olhava quietamente, mas havia um rastro de humor nos seus olhos. Ele de de ombros e disse.

- Vô, você já está mais decente? E Emily já saiu? - ele não se virou, e continuou olhando para mim. Era um desafio, e eu não iria perder, então eu não desviei o olhar, e usava minha pose sarcástica.

Ele sorriu com direito a covinhas e aos dentes brancos.

- Sim, podem virar. E você deve aprender a bater na porta.

-

Portas são mera casualidade quando se pode atravessar paredes. - eu e William dissemos ao mesmo tempo, Charles riu e nós fomos nos sentar em frente a mesa dele.

-

Sim, mas nem por isso ela está de enfeite. O que querem de mim, já decidiram quem irá liderar?

-

Sim. - começou William, e eu decidi deixa-lo falar, uma vez que ele era o neto do embaixador. - Achamos melhor compartilhar a liderança com o grupo, já que queremos evitar conflitos, e aquele cara da Grécia está querendo forma-los.

Não disse nada, mas estava satisfeita da culpa não cair nas minhas costas.

- Já temos uma estratégia inicial e um plano de fuga. Iremos descobrir a localização do laboratório usando Patricia como isca. Nós a seguiremos se ela for capturada, mas se a coisa ficar muito séria antes disso, nós iremos ter que torturar os outros em busca de informação. Contamos com os garotos que virão amanhã.

- Sim, eles chegaram a primeira hora da manhã. Espero que o plano se realize o mais rápido possível.

- Mas nós precisamos de uma localização. Precisamos dos pontos vermelhos, se pudesse nos dar um mapa, seria interessante. - eu disse de modo sério.

Ele ficou em silêncio. Ambos ficaram, e eu queria saber o que eu falei de errado. Revisei na minha mente, mas não tinha

encontrado. Pois eu achava que eles estavam retendo informações, e isso não estava me apetecendo.

- Poderemos ter os mapas, ou não? - minha voz foi fria como gelo. Sabia que não tinha o direito de falar assim com o embaixador de outro país, mas se eu soubesse que estavam retendo

informações

Bem, eu não responderia por mim.

- Claro. - ele desbloqueou a tela do seu iPad e clicou algumas vezes. Segundos depois mostrou um mapa para nós. Peguei o iPad da mão dele, e passei a checar. As áreas eram bem distantes da base, o que era bom. Havia uma grande concentração perto do Millenium Mall, e havia um Hilton bem em frente. Franzi as sobrancelhas. Alguém já havia checado esse mapa, então por que nos fazer checar novamente.

Entendi que nós estávamos em alguma espécie de teste. Queriam ver como nós trabalhávamos, e eu não gostei de como isso soava.

- Bom, nós havíamos discutido sobre ficar em um hotel. Dividiria- nos em casais e nos colocaria em seções diferentes. O hotel mais próximo é uma área vermelha em si, então tiraremos proveito disso. Hilton é caro, eu sei, mas precisaremos dele. Colocaremos cada casal em um andar, quem sabe onde estão os caçadores? E digo que nós devemos dar algumas voltas por esse shopping, e talvez pelos parques aqui, e aqui, pois se há atividade neles, é provável a chance de haver entradas subterrâneas, se o laboratório for subterrâneo. Também acho que nós devemos checar os galpões, em risco de o laboratório não ser subterrâneo.

- Parece bom para mim. - disse Charles e William acenou. - vão descansar agora, Will, você mostra a todos seus aposentos?

- Não acha melhor nós todos passarmos essa noite juntos? Assim nós podemos nos acostumar melhor com a presença uns dos outros.

- Na verdade, acho que nós não estaremos em tanto contato, não acha melhor distribuir os parceiros em quartos? Pois eles vão ter que se acostumar uns com os outros.

- Bom, mas nós temos que nos familiarizar com o jeito de pensar do grupo, para evitar conflitos.

- Sim, mas o que seria mais conflitante, todos juntos num ambiente social, ou os casais num ambiente mais íntimo?

Parei um segundo para pensar.

- É, você tem o ponto.

- É bom ver que vocês conseguem se entender. Agora vão falar com os outros.

- Posso copiar o mapa? - ele acenou um pouco hesitante. Passei o mapa para o meu celular e agradeci. Segui William porta a fora.

- Prefere ir caminhando? - ele perguntou quando estávamos do lado de fora.

- Sim,

não

corredores.

conheço

aqui,

seria

bom

não

me

perder

pelos

Ele sorriu minimamente e passou a andar pela frente me guiando. Ele não dizia nada, mas com o passar do tempo percebi que era tudo igual a base do brasil. Milhares de corredores com milhões de portas.

- Ali é o restaurante. - ele disse depois de um tempo, apontando para uma grande porta de vidro. - O jantar é servido apenas as oito, mas se estiver com fome nós podemos pegar alguma comida.

- Acho que seria bom, e seria bom nós levarmos um pouco para eles, fazer um agrado.

Ele acenou positivamente e entrou no restaurante. Percebi que era maior que o nosso, apesar de não ser muito, e tinha algumas pessoas. Tinha muito mais mesas do que lá em casa, também.

O Brasil é um lugar extremamente mágico, como todos os outros, mas o problema é que nós sabemos esconder nossos poderes muito melhor que qualquer outro, já que, geralmente, pensamos que estamos enlouquecendo.

Will cumprimentou os outros com um aceno sério e me levou onde haviam alguns petiscos. Paramos em frente a mesa onde a comida estava.

- Bem, pegue Muffin.

o que

quiser. - ele

deu de ombros e pegou um

Repeti a ação dele e lambi o creme em cima. Fiquei avaliando o que levar para o resto do grupo durante um momento.

- Quer levar algum bolo? E alguns desses? - ele apontou para um bolo de cenoura cortado e um pote com salgados, como empadinhas e pão de queijo.

Dei de ombros e mordi o Muffin. Deus aquilo era muito bom! Ele riu um pouco, provavelmente da minha expressão de deleite.

- Você tem algum lugar onde podemos coloca-los?

- Que tal um prato?

Eu ri, por que eu fui estúpida em perguntar. Peguei um prato e enchi de salgados, peguei outro e enchi de bolo.

- Levar isso vai ser ruim. - eu disse depois da ultima mordida no meu Muffin. - Acha que devemos levar algo para eles beberem também?

Ele deu de ombros. Vi um jarro com o que parecia ser suco de laranja. Peguei copos e o jarro e coloquei tudo junto. Achei guardanapo e coloquei um tanto em cima da comida.

Sorri minimamente e toquei na comida. Ela desapareceu e deve ter aparecido em cima da mesa que havia no quarto. Patricia iria saber que eu teria mandado.

- Achei que não queria gastar energia. - ele disse sarcasticamente.

- Isso é peso leve, não me custa quase nada. Se eu for teletransportar você, por exemplo, seria um gasto enorme de energia, por causa do seu tamanho e peso, e eu indo junto posso controlar melhor, mas também posso mandar você sozinho se for preciso, só me custará a batalha.

- E nós não queremos isso. Vamos?

Peguei uma empadinha e uma bolinha de queijo antes de ir. Ele seguiu em silêncio novamente. Havia percebido que ele era sério a maior parte do tempo, e quase nunca falava nada. Deveria ser por passar tanto tempo com o embaixador londrino. Aquele cara é um imbecil, devo dizer.

Ou talvez ele estava acostumado a ser o guarda do avô dele, eu sabia que eu havia ficado séria por causa disso.

Algum tempo depois nós chegamos na sala onde todos estavam. Eles comiam felizes e conversavam sobre nada em específico.

- Ei, obrigada por isso, estava faminta. - disse Patricia assim que eu entrei e os outros seguiram seu exemplo fazendo ruídos entusiasmados.

- Bem, deixe-me atualizar vocês. - fui para onde eles estavam reunidos e abri o mapa no celular para eles verem. - Há mesmo um Hilton em uma área de atividade, como vocês podem ver aqui. Nós vamos nos hospedar nele, cada um em um andar, e nos encontraremos uma vez por dia pelo menos, para atualizar o grupo. Proponho que nós chequemos todas as áreas de

atividade, como esses dois parques no norte e no sul. E também o shopping e os depósitos, todos os que nós encontrarmos no caminho dessas atividades. Vamos procurar por passagens para o subterrâneo e para qualquer outro indício de atividade fora do comum até para nós. Alguma objeção ou complemento?

- Acho que para checar os parques devemos ir em grupos de três. Vão chegar mais dois amanhã, certo? Ambos são defesa, então se formos checar os parques e galpões, que são áreas menos movimentadas que o shopping, acho que deveríamos ir com mais proteção. - disse Alexander.

- Você acha que é necessário? Por que o shopping e o hotel são as áreas onde a atividade é mais intensa, onde mais sobrenaturais são capturados.

- Nós seremos em oito, certo? Para que essa missão vá mais rápido, e se solucione logo, nós teremos que nos separar. Enquanto nós checamos os parques, você e William terão tempo para verificar saídas no shopping, portas para o subterrâneo, alguma sala fechada, área restrita, e tudo o mais. Se não acharem nada, nós entramos com o plano isca, e assim, pelo menos nós saberemos onde estão as saídas para essa situação.

- Há o hotel também. Nós ainda temos que verificar o hotel

- Nós faremos isso á noite. Nós vamos jantar juntos, certo? Assim o garoto invisível vai ao banheiro, e pode dar umas voltas por aí, e você pode vigia-lo com seu bat-sentido.

Cruzei os braços. Não gostava do plano, parecia fraco de mais, barato de mais. Gostava mais do meu plano, mas todos os outros pareciam concordar com ele, então eu cedi.

- Bom, mas se algo de errado acontecer, você vai ser encontrado aos pedaços, Alexander. E eu terei certeza que você estará vivo e consciente no processo.

Ele ergueu as sobrancelhas.

- Acho que eu engoliria você antes que isso acontecesse, boneca.

- Boneca meu rabo. - disse antes de me teletransportar para trás dele e chuta-lo no rim. Ele voou para a parede oposta e eu me teletrasportei atrás dele, agarrei a cabeça dele e bati repetidamente na parede, até que ele estivesse sangrando e a parede tinha um buraco.

Chutei-o no estômago assim que eu deixei-o livre. O silêncio dominou-nos por um momento. Sabia que ele não estava morto, só havia deixado-o inconsciente. Poderia tê-lo posto em coma se eu batesse a cabeça dele mais duas vezes, mas nós ainda precisávamos dele na missão.

- É isso que você recebe por ser um imbecil. - disse minha irmã depois de um tempo. Eu virei para olha-la, e ela estava sorrindo. - O que? - ela disse quando todos viraram para olha-la - Ele mereceu!

- Ok, vamos esquecer disso, ele vai dormir a noite toda e acordará com dor de cabeça amanhã, mas nada além disso, não iria ferir muito ele, não ainda, já que nós precisamos dele por agora.

Eles ficaram olhando para mim por um instante e depois deram de ombros, alguns bocejaram e outros foram conversar. Sim, sobrenaturais, nós podemos ser tanto frios quanto emocionais.

- Vamos levar vocês aos seus quartos. Vocês vão ficar com seus

parceiros

E bem

Parece que você vai ter paz essa noite Amber.

- Bom, eu posso aproveitar isso enquanto durar. - ela sorriu.

- Dentro de duas horas sai o jantar, eu vou mostrar a vocês o corredor onde nós vamos ficar e dar a vocês o número do quarto. - William disse e, prestativamente, jogou Alexander no ombro, já andando fora da sala.

Nós andamos atrás dele em silêncio. Ele parou uns cinco corredores depois e nos indicou as portas. Foi levar Alexander para o quarto enquanto eu entrava no nosso.

Não parei com a cama, que era enorme e única, infelizmente. Não me importava em ter que repartir a cama, desde que ele não pusesse as mãos em mim. Tampouco me entendam mal, eu adoraria que ele pusesse as mãos em mim, e, até hoje só havia conhecido o sexo casual, mas nunca durante uma missão, nem se eu estivesse morrendo de vontade.

Ele entrou um tempo depois que eu, e eu coloquei minha mala numa das cadeiras que tinham lá. Era um quarto tão grande quanto o que eu tinha em casa, e era lindo, devo dizer. Todo trabalhado no azul e creme, e a maior parte das coisas em seda.

- Pode falar. - eu disse depois de um tempo.

- Falar o que? - ele pareceu surpreso e se jogou na cama enorme. O que foi uma coisa muito ruim, dado que a minha mente começou a trabalhar, a criatividade voando a solta.

- Sobre eu falando em economizar energia e gastando-a só para bater naquele infeliz.

- Oh, pelo o que eu tinha intendido você não gasta energia com si mesma.

Eu ri.

- Eu gasto, é mínimo realmente. Você é esperto, nem meu tio sacou isso até eu contar para ele.

Ele ficou me observando com um sorriso nos lábios. Voltei-me para a mala, checando as armas e o pijama que eu havia guardado. Sabia que não era a hora de dormir ainda, mas estava com vontade de vestir aquele pijama, deitar na cama, comer salgadinhos e refrigerante assistindo algum filme de terror engraçado

- Eu sei que se supõe que nós conversemos. - ele disse um tempo depois, interrompendo minha inocente fantasia, e criando outra quando me voltei a ele. Eu estava ficando louca, isso sim.

Vi-o

travesseiros. Deus, aquilo estava fazendo loucuras com a minha mente.

sapatos

se acomodar mais nos

tirar

o

paletó

e

os

e

- O que?

- Nós

- ele sorriu - devemos conversar, certo?

- Acho que sim. Sobre o que quer falar? - eu disse e tirei os sapatos e soltei os cabelos, esticando meus músculos e estralando as costas no processo. Segui para a cama e me deitei ao lado dele. A cama era enorme, então ainda havia um grande espaço entre nós, o que salvava o clima de camaradagem.

- Não sei

Como é viver no Brasil?

- Você diz conviver com o meu tio? Por que eu não acredito que tenho direito a uma vida.

- Acho que eu te entendo. Fui sobrecarregado de responsabilidade desde pequeno, por conta do que eu podia fazer.

- Nunca pude brincar, e aos dez eu já era uma ótima guerreira. Aos doze virei guarda-costas do meu pai e segui protegendo-os até Enfim, tive que lutar bastante, com pessoas bem mais experientes que eu para provar que eu bastava, que era boa o suficiente para estar ao lado do embaixador do Brasil. Quase morri uma dúzia de vezes.

Nós ficamos em silêncio durante um tempo.

- O

que

aconteceu com os seus pais, se eu

perguntar?

tenho o direito de

Suspirei longamente e fechei os olhos.

- Foram negligentes. Havia uma missão, e eles acharam que poderiam dar conta sem mim, mas eu era o escape rápido. Muita confiança, e ambos acabaram mortos, me deixando para cuidar da minha irmã sozinha. Ela era impossível, e cheguei acreditar que ela era intreinável, apesar de ser só um ano mais nova que eu, ela me deixava louca. Não sei se consegui por algum juízo na cabeça dela, mas posso dizer que ela melhorou bastante. E os seus pais?

Ele riu, o que me surpreendeu, pois ele parecia ser o tipo de cara que nunca ria, nem sequer sorria.

- Prometa que você não vai me odiar?

- Por que?

Ele virou de lado e apoiou a cabeça na mão, para me olhar melhor.

- Meu pai é o embaixador de Londres.

Capitulo 3 - Crianças não deveriam brincar com fogo

- Isso é algum tipo de piada?

- Infelizmente não.

- Mas como isso é possível? Como uma pessoa de caráter dúbio, horríveis modos, e tamanha arrogância, sem contar que ele não sabe a hora de ficar quieto, pode ser seu pai? Oh, desculpe, ele é seu pai. Esqueça o que eu disse, aceite isso como elogios.

Ele riu novamente. Ok, se nós pudéssemos chamar aquilo de risada. Parecia enferrujada, como se não usasse em anos, mas ainda assim era uma risada, e eu tinha vontade de sorrir e rouba-la para mim. O que é uma estupidez enorme, se quer saber.

- Não se preocupe, tampouco gosto dele. Ele só se tornou o embaixador por estar casado com a minha mãe, já que ele é americano. Então quando meu avô pediu para eu me mudar para cá e ser o guarda-costas dele eu nem hesitei. Ele ia nos visitar

sempre, e devo dizer que ele tampouco era parecido com o meu pai. E eu estou tomando como elogio.

Vi seus olhos verdes brilharem para mim e ele sorriu um pouco.

Não achava uma boa idéia eu na cama com ele, por que minha mente estava gritando comigo, implorando para eu ficar bem

irresponsável e maldosa

E eu mandei-a calar a boca.

- Como se supõe que nós trabalhemos com aquele imbecil da Grécia? - eu disse para preencher o silêncio que se estendeu por nós.

- Aposto que ele só estará mais mau-humorado quando acordar, já que ele apanhou de uma garota.

- Apanhou de uma garota. - resmunguei - Isso é tão machista que eu poderia chutar o seu traseiro por isso.

Ele riu novamente, o que me irritou dessa vez.

- Antes você teria que me pegar.

Eu virei um tapa nele e minha mão ultrapassou-o.

- Como você é estúpido.

A mão dele ultrapassou minha cara e ele ficou brincando com isso. Fazia cóssegas, só que de um jeito diferente, como se ele estivesse coçando os meus órgãos e não minha pele.

Sim, isso se sentia tão estranho quanto soava, mas nem por isso me impediu de rir e brigar com ele.

- Pare de gastar sua energia com besteiras

- Você promete não me bater? - ele disse, zombador.

- Zombe, pode zombar. Se nós não tivéssemos uma missão, eu poderia jogar com você a noite toda, até cansar. Aí o inferno ia subir na terra.

Ele riu e tirou as mãos de dentro de mim antes de se fazer sólido. Eu percebi isso por que eu podia sentir o calor dele, e não só vibrações no ar, e ele parecia estar perto demais agora que eu podia toca-lo.

Afastei-me um pouco para por mais espaço entre nós, e deitei com os braços atrás da cabeça.

- Fale um pouco mais de você. - eu disse um tempo depois.

- O que você quer saber?

- Você tem tempo para ter uma vida? Tem vontade de ter uma vida?

- Depende do que você quer dizer com a pergunta. Eu quero ter uma vida, mas eu não posso. Eu queria casar, ter filhos, mas nunca poria-os nessa vida. E eu sei que, um dia, eu vou ter que fazê-lo, e isso me deixa frustrado, por que eu sei como é ser uma criança que não pode ser criança, que invés de carrinhos e pistas de autorama, tem que aprender a mexer com facas e armas. Devo dizer que seria muito mais emocionante se fosse proibido, mas como eu podia fazer, era maçante.

Eu ri um pouco, por que eu sempre me senti assim.

- Minha mãe tentou me salvar, sabe

- eu comecei - Mas ela nunca

conseguiu ultrapassar a vontade do meu pai. Digo, o meu pai era muito legal, apesar de ser bem severo. Ele me treinou para ser a

Eu costumava ficar muito brava com eles, por que

eles me forçaram a isso, mas a minha irmã não. Ela nunca teve o treinamento que eu tive, ela nunca teve nenhuma responsabilidade até ela ser maior de doze, e antes, quando eu era mais nova, me irritava profundamente.

melhor, mas

- Eu nunca tive irmãos, por que minha mãe morreu ao me dar a luz. Ela era meio-humana, e, como todos sabem, nós não somos compatíveis a humanos. Ela era a mais poderosa sobrenatural que eu já havia conhecido.

- O que ela fazia?

- Ela era sábia. Toda e qualquer informação do mundo girava em torno da cabeça dela, e os médiuns de Londres dizem que ela deixou um espectro lá na biblioteca principal, para todos os que precisassem de informações impossíveis, poderem se consultar. O que é inteligente, pois os dois médiuns teriam que ser consultados antes para isso acontecer, e eles são total e completamente fiéis a ela, o que a deixa saber de tudo o que acontece no poderio do meu pai. Não posso dizer que ela gosta.

- Mas quem o faria? Desculpe novamente, mas seu pai é um imbecil.

- Sim, eu sei disso.

- Me desculpe. Eu queria ter meus pais por perto, mesmo eles sendo idiotas e irresponsáveis, e em forma de fantasma, seria bom poder falar “oi pai, mãe, eu avisei!”, ou algo do tipo.

Ele riu ao meu lado.

- Você não diria isso, acredite. Você ficaria toda melosa e chorona, estaria escorrendo um monte de ranho do seu nariz, e você não conseguiria balbuciar uma palavra sequer.

- Retiro o que eu disse, você está sendo um idiota como o seu pai agora.

- Claro que não, se eu fosse um idiota como o meu pai, eu seria estúpido o suficiente para te chamar de garotinha, ou de boneca, e talvez, acreditar o bastante em mim para supor que você quer meu corpo nu junto ao seu corpo nu.

Ele falou a ultima parte de um modo cantado e estranho, e, fazia tanto tempo, que eu demorei a reconhecer a brincadeira. Mesmo assim me fez rir um pouco.

- Ui, seu corpo nu. - zombei junto com ele e nós rimos.

Houve uma batida na porta e esta foi aberta, não, foi escancarada, e a minha irmã entrou. Ela nem ligou de poder estar interrompendo algo e se jogou na cama onde nós estávamos deitados, bem no meio.

- Eu odeio ser solteira. Minha cama é metade dessa. - ela reclamou e se espreguiçou. - Espero não estar interrompendo nada, sabe, vocês dois aí deitados, rindo, como duas hienas.

- Não se preocupe, você é a mesma inconveniente de sempre.

- Obrigada irmazinha, mas não vim aqui para receber elogios. O jantar está pronto, e como vocês não saíram do quarto em duas

horas, e haviam ruídos estranhos saindo daqui

identificar que eram risos, mas eu entre de qualquer modo. Queria me vingar, mas pelo jeito isso vi ter que esperar um pouco mais.

Eu demorei para

- Ok, você tem problemas mentais. - eu disse e me levantei, dando- lhe um tapa na coxa e correndo para longe. - O objetivo de dividirmos quartos é conversar, que é o que estávamos fazendo, você precisa deixar de ser tão criativa.

- Oh, mas isso são ossos do ofício! Como eu poderia mudar para tantas formas diferentes e ficar gostosa em todas se eu não fosse criativa?

- Você podia começar dando o fora daqui, certo?

- Por que, quer ele só para você? - ela me provocou e saltou da cama, indo para o meu lado. Olhei para ele e rolei os olhos. Decidi ignora-la.

- Você vai ir conosco?

- Estou logo atrás de vocês.

Nós seguimos porta a fora conversando. Ok, não era bem uma conversa, já que ela dizia tudo o que vinha na sua mente, tipo eu e William nus na cama, e eu mandava-a calar a boca.

Ele estava quieto, mas eu conseguia sentir as movimentações que risadas silenciosas e sorrisos causavam no ar. Uma hora eu virei para olha-lo, por que minha irmã tinha falado algo sobre um cavalo selvagem, e, ao ver minha cara, ele soltou aquele ruído estrangulado que era a risada dele, e eu movimentei as sobrancelhas para cima e para baixo duas vezes, dando-lhe uma piscadela.

Nós entramos no salão e ele voltou ao seu modo de negócios. As pessoas nos olhavam de modo estranho, mas deveria ser por que nunca haviam nos visto antes. Nós sentamos com o resto do grupo, e Alexander não estava lá. Ótimo, um jantar calmo em semanas.

- Então, vocês vão contar para nós o que vocês estavam fazendo de interessante no quarto? - minha irmã disse, zombadora.

Senti todo o restaurante se inclinar e apurar os ouvidos, apesar de não terem parado de falar ou terem se mexido muito.

- Oh

Você sabe

Ela

desnecessário.

riu

e

bateu

- Amei!

- eu acompanhei a zombação - Coisas

palmas, de

um

modo

muito

escandaloso

e

Ele sorriu minimamente e olhou para mim. Seus olhos eram

maliciosos e

estávamos mais na cama. Senti os pêlos do meu braço se arrepiarem com o olhar dele, que foi descendo lentamente pelo decote da blusa em V, até onde a mesa permitia ele ver.

Desejosos. Oh, santo deus, ainda bem que nós não

Ele ergueu uma sobrancelha sugestivamente e deu um sorriso

torto. Devo dizer que a minha irmã e o resto na mesa caiu na

Para eles. Eu vi a fome nos

seus olhos, e isso não me arrancou um sorrisinho sequer. Ele parecia delicioso demais para isso agora.

gargalhada, pois ele estava encenando

Avaliei-o como ele fez comigo. Vi-o estufar o peito e flexionar os bíceps, e, para continuar a brincadeira, ok, mais ou menos, eu ronronei maliciosamente. Ele tinha um pescoço longo e esguio, seguido por um tronco também longo e forte, braços musculosos e

mãos

mediana, unhas aparadas, e elas eram fortes

agarrando

Só de pensa-las me

Perfeitas. Grandes, dedos de uma grossura

Amava mãos

Eu limpei a garganta e interrompi toda aquela brincadeira tosca. Já estava ficando real de mais para mim, e não, obrigada, isso não ia acontecer.

- Sabe irmã, toda brincadeira tem um fundo de verdade irmã me provocou.

- minha

- Bem, eu vi como você reagiu ao Alexander, ouvi dizer que os opostos também se atraem, Patricia. Eu tomaria cuidado se fosse você

- Ok, cansei da brincadeira. - ela disse, brava. Eu ri minimamente enquanto o pessoal da mesa começava a zombar com ela. - Nós vamos ficar aqui sentados esperando a comida esfriar? - ela reclamou antes de levantar e seguir para onde estavam os pratos e a fila.

- Essa é uma garota que adora brincar, mas não sabe levar nada na brincadeira. - zombou William.

Me surpreendi, admito, pois pensei que ele guardava seu sarcasmo para mim, e vi que os outros deveriam pensar do mesmo modo, pois eu vi suas caras de choque.

- Vamos, não vou teletransportar a comida para vocês dessa vez.

Eles riram e levantaram, fazendo o maior escarcel com as cadeiras. Amber e Sadie me rodearam.

- Realmente, você está interessada no Will? - disse Sadie.

- Não seja boba, não vai me deixar ciumenta, eu sei que você já está de olho em alguém.

- Estraga prazeres. - ela murmurou.

- Pois eu não estou. - Amber disse, zombando-me.

- Você o quer? - eu perguntei olhando-a nos olhos.

- Ele é sexy

- Não perguntei o que ele é, eu sei o que ele é. Eu perguntei se você o quer.

Ela bufou e disse:

- Você é mesmo uma estraga prazeres.

Eu sorri docemente para ela.

- Esse truque é velho, minha irmã pregou-o a vida toda. E como eu me sinto realmente não é da conta dela, ou de alguém.

- Ok

- disse Sadie sendo sarcástica - parece que alguém aqui

ficou nervosinha

- Vamos dizer que eu não ando dormindo bem. - resmunguei. Sabia que era babaquice minha, mas eu não havia tido a melhor noite da minha vida antes de pegar o vôo. Na verdade, grande parte da noite eu passei tendo sonhos nada apropriados com o meu atual colega de quarto. E você, imbecil, pare de ler minha mente ou eu vou arrancar seu saco com as minhas unhas.

Ouvi um ofego do outro lado da sala e eu me virei para o idiota no meio de vários outros caras e ergui as sobrancelhas. Pude sentir a energia mágica fluindo dele para mim. Sorte que ele só captou a parte do “meu atual colega de quarto” até “arrancar seu saco com as minhas unhas”, que realmente salvou a futura geração dele, por que eu iria castra-lo, e, comigo, isso não é uma ameaça vazia. Pergunte a Teddy Brodsky.

Adiantei-me na fila e passei a por comida no meu prato. Deixe-me contar a vocês a história de Brodsky. Eu tinha oito anos, eu acho, estava no auge do meu treinamento, e um alemão foi mandado para a base. Ele deveria ter dez e não parava de me amolar. Até aí eu não ligava, pois eu conseguia ignora-lo com facilidade.

Acontece que homem odeia ser ignorado, qualquer pessoa no mundo odeia ser ignorada, e como eu era muito boa nisso, ele decidiu que, se invadisse o meu quarto e fuçasse nas minhas coisas, ele sairia ileso.

Coitado do garoto, tem a voz fina até hoje. Havia encontrado-o lendo uns papéis que não eram meus, que era o diário da minha irmã, e no meio deles haviam algumas folhas que não deveriam estar lá. Eram do meu desabafo mensal, onde eu escrevia coisas muito peculiares de todas as pessoas ali, todos os segredos que haviam me contado e etc. Minha irmã não deveria ter esses papéis, muito menos o daquele mês, onde eu falava particularmente dele, algumas coisas que eu havia ouvido meus tios dizerem.

Infelizmente, a criança ficou tão irritada que me desafiou para um duelo. Bem, como eu disse, ele tem a voz fina até hoje.

Sabia que o leitor havia pego a parte inicial da história antes de sair correndo da minha mente. Sorri particularmente para ele quando eu me virei, com o prato cheio, e fui me sentar na nossa mesa. Os outros chegaram um tempo depois e passaram a mastigar e falar ao mesmo tempo.

Eu me limitei a acenar positivamente e negativamente, comendo tranquila e mantendo a comida dentro da minha boca e não espirrando pela mesa.

William comia com um sorriso na cara, e tampouco falava algo. A maior parte das pessoas o tratava como se ele fosse invisível, o que ele realmente podia se tornar, já que ele ficava tão quieto a maior parte do tempo que era fácil esquece-lo.

Quero dizer, quando ele não parece tão presente para você. Devo dizer, ele estava sentado a uma pessoa de distância de mim, o que o deixava mais ou menos numa diagonal curta de mim, e eu estava me sentindo mais quente que o normal.

O

que realmente não era normal. Queria ver como seria a noite, ou

as

que vem a seguir. Aposto que não serão nada fáceis para mim, já

que eu terei que ameaça-lo toda vez que ele chegar perto demais, e ele vai pensar que eu sou louca, por que eu estou provavelmente alucinando sobre o olhar de desejo dele, que, por acaso, não saía dos meus lábios.

Encerramos a noite cedo, pois a missão iria iniciar oficialmente amanhã as cinco, que era o previsto para o vôo dos outros chegarem.

Nós seguimos juntos para o corredor e nos separamos, indo cada um para seu canto. Assim que eu entrei no quarto eu teletransportei uma garrafa de vinho que eu havia visto.

Tinha que ser rápida, se não ela seria movida e eu não conseguiria teletransporta-la mais. Abri-a e passei a beber avidamente.

- Está planejando se embebedar para que? - ele disse uns goles depois.

Parei para respirar e respondi:

- Para ver se eu durmo direito essa noite.

- Não consegue dormir?

- Pesadelos, e talvez falta de alongamento.

- Bom

Eu poderia te ajudar com ambos.

Olhei-o irritada e ele levantou as mãos para cima, em rendição.

- E não, eu não sugeri sexo selvagem a noite inteira que manteria a base toda acordada, eu quis dizer que eu posso afastar maus pensamentos.

- Então será inútil para mim. - murmurei e ele sorriu.

- Concordo que pesadelos também podem ser sonhos muito bons. - ele disse isso com um sorriso sugestivo e eu tirei o colete e o joguei numa das cadeiras e bebi outro longo gole do vinho. - Vai querer ajuda com as costas?

- O que precisa que eu faça?

- Tire a blusa.

- Oh, foda-se. - eu resmunguei e tirei a camiseta e a joguei junto com o colete, também já aproveitei para substituir a calça jeans e as botas, por pés descalços e a calça confortável do pijama.

- Ok, eu ganhei um strip completo - ele sorriu para mim.

- Por favor, pare de ser tão irresistível se não quer perder um pedaço de você. - zombei e virei de costas para ele, afastando os cabelos.

Ele se aproximou e tocou minha pele

e o próximo que eu sabia era que meus ossos estavam estralando e voltando ao lugar. As mãos dele se moviam habilmente e eu quase não podia senti-lo.

Senti algo estranho mudar,

- Acabei.

Eu rangi os dentes em dor.

- Ok, não acabei, parece que eu deixei um músculo irritado. Te importa em deitar na cama para eu massagear o lugar?

Estava doendo tanto que nem pude resmungar. Deitei-me e ele se sentou ao meu lado. As palmas das suas mãos eram quentes e calejadas, como eu pude perceber quando ele me tocou. Também eram muito firmes e se movimentavam em círculos pela área dolorida, deixando-me com mais dor no início, mas fui relaxando com o tempo. A dor foi desaparecendo, e o sono com a luxúria chegando para competir.

Aquilo se sentia muito bem, mas eu estava tão relaxada que poderia dormir a qualquer momento, apesar do quão bom e excitante eram as mãos dele.

Assim que ele murmurou um “pronto” eu disse:

- Acho que estava errada antes, talvez eu tenha uma noite cheia de

- levantei os olhos e sorri ligeiramente

- Adoraria passar a noite toda acordada fazendo sexo selvagem, mas eu tenho uma política.

sono e nenhum pesadelo

- Já a odeio. - ele disse, zombando. Ele tirou os sapatos e se enfiou debaixo do cobertor, me puxando consigo e me colocando deitada contra seu peito.

- Ok, isso é um pouco íntimo demais para mim.

- Relaxe, eu não vou assediar você

você pedir não é

considerado assédio

músculo tem que estar no calor, e o que gera mais calor que outro ser humano?

E isso é só para fazer efeito, para relaxar o

E

se

Resmunguei e continuei.

- Se te interessa saber, a minha lei é a seguinte “Sexo com o

parceiro nunca antes do trabalho, se depois os dois continuarem

vivos, e não gravemente feridos, bom

Seja o que deus quiser”.

Ele deu uma risadinha sem som e seus dedos passaram a massagear minhas costas novamente.

- E por que você criou essa lei?

- Oh, bem

Houve uma missão três anos atrás, e eu tinha um

parceiro muito lindo

decidimos transar antes e matar depois. Pois é, acabou sendo

meio suicida mesmo, já que depois disso nós ficamos, nós éramos tão envergonhados que não falávamos um com o outro, e como

ele não podia se teletransportar

E como era uma missão suicida, nós

Você entendeu a história.

- Pobre criança isso

Seduzido pelo seu charme e acabou morto, sabe,

- Te assusta, querido? - zombei.

- Na verdade, me faz querer testar a teoria. Nós, teoricamente falando, não começamos a missão ainda, então sua lei ainda é válida?

Eu sorri e levantei os olhos para ele.

- Bem, eu tenho escape rápido nessa missão, não sei você.

- Eu posso virar um fantasma.

- Sabe, essa bebedeira toda

E você tão perto de mim

Devo

começar a gritar perigo? Assim talvez você saia correndo.

- Primeiramente, você não está bêbada, e em segundo lugar, você que está em perigo.

- Tem certeza? - eu disse um pouco antes de me teletransportar para o pé da cama. - Por que, como eu disse, eu tenho um escape rápido.

Ele sorriu bestialmente e eu deixei-o vir me pegar. Ele afastou os cabelos do meu rosto e murmurou:

- Isso é um sim?

- Não sei, isso soou como um sim?

- Bastante.

- Me teste então.

Seus dedos desceram para o meu pescoço e passaram a massagea- lo também antes de ele abaixar para me beijar. E, meu deus, realmente tirou meu fôlego. Tive que ficar na ponta dos pés para passar os braços pelo pescoço dele e o puxar para mais perto de mim.

Ele não perdeu tempo e logo quando eu vi minhas calças estavam fora.

- Quer meu corpo nu junto ao seu corpo nu? - zombei-o e ele riu ligeiramente.

- Pode apostar todo seu dinheiro nisso.

***

Não foi uma cena bonita minha irmã indo me acordar de manhã. Devo dizer que ela ficou tão surpresa quanto eu, porém eu era mais rápida, e antes que ela pudesse dizer algo eu tinha teletransportado roupas em mim e nele, o que o fez acordar.

Ele havia acordado rapidamente e estava de pé ao meu lado, pronto para lutar contra qualquer ameaça que fosse.

- Droga! - minha irmã resmungou frustrada.

Sorri sonolentamente para ela, e o sorriso foi tão largo que doeu minhas bochechas. Ela parecia tão engraçada que eu ri um pouco. Também devo dizer que estava caindo de sono, apesar de todo o negócio de estar sexualmente satisfeita.

- O que você quer Patricia? - William estava com cara de cansado, mas a voz dele não era arrastada e sonolenta, e sim elétrica e educadamente ríspida. Ele tinha chegado mais perto de mim e usado seu corpo para que eu pudesse me apoiar para não cair.

- Ah, avisar que dentro de meia hora os outros estão chegando. Tente dar uma dessas para ela. - minha irmã jogou um pote branco de remédio e saiu resmungando.

- Bom

Você quer tomar um desses agora?

Olhei para o frasco com os olhos semicerrados.

- Cafeína. - suspirei e peguei um. - Daria tudo por mais uma hora.

- Mais uma hora de sono ou comigo?

- Oh, não faça perguntas difíceis logo de manhã, eu ainda nem tomei a pílula. - resmunguei e ele riu, me ajudando ir até a cama. Devo dizer que eu me sentia como se um caminhão tivesse me atropelado duas vezes, e como se não dormisse por duas

semanas, e me sentia louca de achar isso realmente agradável. - Você deveria tomar uma dessas também.

Ele acenou e pegou duas, engolindo-as sem água, como eu fazia.

- Quanto tempo agente dormiu?

Ele olhou para o relógio do lado da cama e deu um meio-sorriso.

- Cerca de uma hora e meia.

- Ah, explicado o por que de eu estar morrendo. Vou tomar banho. - tirei-me fora das roupas no meio do caminho e me dirigi ao banheiro, ainda esfregando os olhos de sono.

- Isso foi um convite? - ele perguntou algum tempo depois.

- Não, não dessa vez. Nós temos que ficar prontos para receber o pessoal.

- Realmente não quer que eu te acompanhe, só para ter certeza que você não vai cair de tanto sono e bater a cabeça?

- O sono já está passando, não precisa se preocupar. - disse zombadora.

Senti-o se aproximar devagar e me abraçar por trás. Nós estávamos na frente do espelho da pia e eu ergui as duas sobrancelhas para ele.

- Antes de fugir, deixe-me te fazer uma pergunta.

- Sou toda a ouvidos.

- Eu não vou poder tocar você nesses próximos dias, não é?

- Você precisa de confirmação? - dei um sorriso maldoso e tirei as mãos dele de mim.

- Não, só queria que você soubesse que eu estou em duas missões ao mesmo tempo.

- Oh, sim?

- Sim, uma delas é achar esse laboratório

Bem, vamos

dizer que eu vou convencer você que sexo durante a missão não

atrapalha tanto assim.

A outra

Ele sorriu docemente e saiu do banheiro. Tinha minha pose sarcástica posta, mas meu coração martelava no meu peito. Vamos dizer que eu estava louca para descobrir como ele iria me “convencer” sobre isso, mas iria deixar isso de lado por enquanto.

Tomei o banho rapidamente e já comecei a me repreender por não ter ido dormir mais cedo. Hoje nós iríamos dar uma olhada no shopping e no hotel, se nada surgisse aí nós iríamos nos dividir, ficando minha irmã conosco no shopping e no hotel, tratando de chamar bastante atenção, e os outros vasculhando a cidade em

busca de entradas ou do laboratório. Ainda teria que explicar para

Sem contar que esse

os que chegavam agora sobre o plano

também era um tipo de plano suicida, dado que estavam tentando

nos pegar e nós iríamos nos entregar de bandeja.

Minha irmã iria se entregar de bandeja.

Tratei de ignorar o nó na barriga, por que eu sabia exatamente o que fazer se ela estivesse numa situação muito ruim. Não haviam outros shifters como ela por aí, claro que tampouco haviam outros que podiam se teletransportar, mas haviam pessoas como William.

Então isso me fazia acreditar que sentiriam mais falta dela do que de mim, e levaria a me sacrificar por ela.

O que eu faria de qualquer modo, mesmo eu sendo mais importante ou não, eu avisei meu tio, se algo acontecer com ela, e eu ficar dividida entre salvar a minha vida ou salvar a dela, eu não irei hesitar.

Saí do banheiro uns minutos depois, e encontrei o quarto vazio. As vozes soavam atrás da porta e eu aproveitei para me trocar rapidamente, usando a mesma roupa de ontem, pois não tinha o luxo de usar roupas diferentes a cada dia, antes de sair do quarto.

Encontrei um alvoroço do lado de fora do quarto. Havia uma menina loira que parecia ser uma líder de torcida, e um garoto alto e magrelo de olhos verdes e com os cabelos castanhos.

Aproximei-me. O grupo que foi reunido para a missão estava em volta deles, e Alexander, ou uma versão muito detonada dele, estava tratando de passar o plano para ele, com adições de William para as coisas que ele havia perdido.

Eles concordaram com a primeira parte do plano, e com o que nós iríamos fazer hoje, que era vasculhar o hotel e o shopping.

- Olá. - eu cumprimentei e bocejei. - Vocês devem ser os outros. Sou Anya, como se chamam?

- Oi, sou Phoebe e esse é Rory, viemos dar uma mãozinha.

Sorri para a garota. Ela era animada como uma líder de torcida, pode crer. Ela usava roupas parecidas com as nossa, práticas para a missão, mas ainda usava um batom rosa chiclete e rabo de cavalo.

- Ok, vamos começar? E, olá Alexander, como foi sua noite? Espero que tenha sido boa. - zombei-o.

- Tanto quanto a sua? - minha irmã me zombou e eu retruquei.

- Não me irrite, eu estou aqui para salvar a sua bunda.

Ela riu e fez uma cara sugestiva para mim. Sabe o que eu disse

Ainda está

valendo. Depois não falamos muito, apesar de eu ter recebido vários olhares sugestivos da minha irmã e sorrisos provocativos de William, não me deixei abalar. Não iria chutar a bunda dela ou implorar para ele tirar minhas roupas, o que seria muito humilhante.

sobre salvar a vida dela invés da minha? Bem

Nós fomos a cidade depois de uma breve conversa com o embaixador, que apenas disse que já havia reservado os quartos para nós, e que teríamos problemas em entrar no Hilton vestidos assim.

O que era verdade, mas chamaria atenção, por que um bando de “adolescentes” vestidos com roupas de ginástica não vão ao Hilton

usualmente, e levantaria suspeitas de ser um grupo investigando o local. Eu espero que os caçadores sejam espertos o suficiente para pegar isso, e idiotas o suficiente para não nos pegar.

O caminho para o hotel foi agitado, como eu disse, nós tínhamos uma líder de torcida conosco, e ela falava animadamente sobre a base onde ela ficava, trocando experiências e missões com os outros. Tinham três pessoas quietas, uma delas era eu, que estava rindo silênciosamente da cara de Alexander, a outra era Alexander, que me olhava com ódio, e William, que esperava o inferno subir a terra para que ele pudesse interromper a briga.

Digamos que o clima estava tenso quando chegamos ao hotel. Ninguém mais conversava, apesar de só eu poder sentir o nível da magia ali, como se todos percebessem o perigo.

Assim que o carro parou eu falei para o grupo.

- Aqui há muitos sobrenaturais, sinto-os na minha pele. Tomem cuidado, algo me diz que algo não irá sair bem nessa missão.

Eles me olharam e acenaram, alguns ficaram olhando para mim, provavelmente se perguntando da onde havia brotado esse poder, mas tampouco falaram alguma coisa.

Saímos uniformemente e seguimos para o hotel. Como era cerca de seis e meia da manhã o saguão estava vazio. O recepcionista ficou bastante surpreso conosco, não sei se eram as roupas ou a hora. Talvez os dois.

- Olá.

eu disse forçando uma voz

cantada - Nós temos uma

- reserva para dois na suite presidencial.

- Sr. e Sra. Richard?

- Sim.

- proximidade dos nossos corpos diminuir e eu senti-o beijar ligeiramente o meu pescoço.

a

senti

as

mãos

de William

na

minha

cintura

e

Lhe dei um tapa estralado que deve ter doído e ri bobamente, dizendo:

- Para amor

- do mesmo modo que eu diria “se afaste ou perca as

mãos”, ele fingiu que não entendeu o recado e sorriu ligeiramente.

O recepcionista ficou olhando-nos por um momento, com uma cara maliciosa, como se estivesse imaginando o que faríamos no quarto. Quis soca-lo, mas controlei minha raiva e estiquei ainda mais o sorriso do meu rosto.

Nós fizemos o check in e fomos informados que o quarto já havia sido pago. Fomos até o elevador e esperamos nossos amigos.

Eles representaram bem, Sadie e John até mesmo começaram a se agarrar, já que eles eram um casal em lua de mel, até mesmo com direito a mão na bunda e camisetas levantadas. John fez o check in com ela abraçada as costas dele. Vi o olhar zombador no rosto de ambos. Ele disse que não era um bom ator, mas ele parecia estar

representando bem demais

passar grande parte da noite em claro.

Talvez eu não tivesse sido a única a

Minha irmã iria ficar num quarto conjunto com a “prima” dela, Jennifer (Phoebe) e o marido da prima, Jesse (Rory). O quarto não ficava no mesmo andar que o nosso, então seria um pouco ruim nós revezarmos a vigia, mas ela também estava em boas mãos, já que um dos dois era a prova de balas.

Alexander e Amber tiveram um problema um pouco maior, já que ele estava bem machucado. Ela fingiu ser uma esposa brava e autoritária, fazendo o check in por ambos e mandando-o calar a boca quando ele fez uma sugestão.

Juro, poderíamos atuar num filme. Claro que nós não podíamos ter ficado lá assistindo tudo isso, então quando o recepcionista desviou a sua atenção para os outros casais e nós entramos no elevador, eu e William fomos para o canto oposto da câmera, onde ela não poderia nos pegar, e ele nos deixou invisível antes de eu nos teletransportar para ver como o resto do grupo se saía, se precisariam se ajuda ou não.

Tudo foi um sucesso e eu tive que nos teletransportar para o elevador para que nós pudéssemos sair sem suspeitas. Nós nos encontramos no maior quarto, que era o quarto de lua de mel.

Não tinha querido entrar no nosso quarto, pois tinha medo do que encontraria. Já sabia que seria uma cama só, mas depois de entrar no quarto nupicial eu fiquei gelada. Haviam pétalas de rosa por

todos os lados, um dóssel king size com cortinas brancas e azuis com um caminho de pétalas levando a ela, uma garrafa de champanhe e outra de vinho num balde com gelo, as cortinas eram automáticas e a cama vibrava se quisesse. Havia uma televisão enorme e um menu de canais pornô, no banheiro havia uma banheira gigante com outro caminho de pétalas levando até ela. Haviam camisinhas na pia e velas por toda parte. John e Sadie riram disso, mas eu fiquei tão assustada que me surpreendi do meu coração não ter parado.

Esperava que a suite presidencial não fosse nem a metade daquilo.

- Bem, vamos fazer o seguinte. - comecei - As primas vão ao shopping agora de manhã, eu e William vamos seguir atrás de vocês depois de quinze minutos, John e Sadie, tentem não ser

pegos vagando pelo hotel até meio-dia, aí vocês podem ser pegos explorando, mas tentem ser discretos. Alexander vai sair em algum momento para o shopping, se alguém perguntar a sua mulher mandou você atrás de salgadinhos, e Amber irá vagar pelo hotel e encontra com Rory, pra não ficar desprotegida. Eu e William vamos vigiar vocês, e se vocês encontrarem algo mandem uma onda de energia para mim, que eu os acho, mas tomem

cuidado para não atrair os caçadores

Se eles conseguiram

capturar tantos de nós eu tenho certeza que há traidores, alguns sobrenaturais do lado deles, provavelmente em busca de mais poder.

Cientistas

acabam ferindo pessoas apenas por que seu código genético não é normal.

E algumas vezes o são, e

Se acham tão espertos

São imbecis. Invés de usar a ciência para tratar de sobrenaturais

com problemas como não poder tocar em outra pessoa se não rouba sua energia vital, ou que a pessoa vive no passado, presente

e futuro

uma vida parcialmente normal, nem no mundo sobrenatural e

nem em lugar algum.

São pessoas que não podem ter um relacionamento ou

Lembrei da minha vizinha, Ally, ela tinha esse pequeno problema de viver em várias épocas diferentes, e havia rumores de uma

garota em L.A que roubava a vida de outras pessoas. Ally ainda está numa base sobrenatural, já essa garota fugiu no segundo mês

e ninguém mais ouviu falar dela, apenas alguns casos de pessoas mortas sem nenhum motivo aparente mostram que ela ainda vive.

Enfim, decidi deixar de me revoltar com isso e voltei minha atenção ao grupo.

- Todos de acordo com o plano?

- Você não acha um pouco arriscado nós nos separarmos desse jeito? - Rory disse.

- Bem, sim, é arriscado, mas como você pretende ter caçadores na sua bunda se você está seguro?

- Achei que sua irmã seria a isca. - disse Alexander.

- Ah claro, aí enquanto ela é cortada em pedaços vocês ficam tomando champanhe. E tampouco poderíamos ficar todos de olho nela, sentiriam que ela está segura.

- E então por que vocês dois não ficam separados? - continuou ele.

- Ah

Deixe-me adivinhar. - continuei também, com um tom

ríspido e sarcástico - seria por que eu posso me teletransportar, e

ele pode me deixar invisível para que ninguém veja? Oh

seja por que se alguém me pegar teletransportando eu iria

Mas é claro que não é por

isso, talvez seja por que nós teremos que entrar em áreas restritas e estar invisível é ótimo para isso, e como eu sinto energia mágica eu poderia guiar-nos diretamente para o nosso lugar e todos nós

Não é por isso, é só

por que eu quero deixa-los desprotegidos enquanto eu estarei dançando e tomando um drinque com William. Tomara que vocês morram. - zombei-o.

poderíamos ir para casa mais cedo. Mas não

Talvez

simplesmente estragar o plano todo

- Meu deus, que mal-humor.

- Não é mau-humor, é que eu estou com tolerância baixa para perguntas estúpidas a essa altura do campeonato.

- Bem, nós só estamos no primeiro jogo ainda.

- Ta brincando, certo? O carinha do balcão tinha rastro mágico, isso significa que ele está trabalhando para alguém que tenha poderes sobrenaturais. Provavelmente é o cachorro de alguém, e ele vai reportar sobre nós, então não é o começo do campeonato.

Então seria muito interessante se nós começássemos o plano agora e parássemos de discutir, certo?

Eles grunhiram uma concordância.

- Ótimo. Vamos sair discretamente do quarto e cada um vai na sua direção. Irmã, mande-me uma mensagem quando vocês chegarem no shopping, aí vou contar os quinze minutos.

- Ok. - ela pulou do lugar onde estava e saiu do quarto primeiro, bocejando. Phoebe e Rory seguiram atrás dela após dois minutos, e Amber tinha Alexander sobre um olhar maldoso e sério quando eles saíram, já representando seu papel de homem da casa. Por ultimo saímos eu e William. Nós tentamos não ser pegos pelas câmeras e chegamos rapidamente ao elevador. Como eu nunca tinha ido ao nosso quarto eu não tinha idéia de como chegar nele, e eu tentar nos teleportar para ele sem saber onde fica, apenas com o andar e com o número, seria cansativo demais e haviam mais coisas a se fazer hoje.

Ele nos colocou bem em frente a câmera dessa vez e me puxou para perto.

- Cena um, ação

- ele murmurou baixinho antes de me agarrar e

me colocar contra a parede do elevador, minhas pernas em volta

E irritada, mas antes que

eu pudesse nos teletransportar para o foço do elevador, ou algo

do tipo, eu lembrei que eu tinha que atuar, então eu cruzei

da dele para segurar. Estava surpresa

minhas pernas atrás das costas dele e o trouxe para mais perto.

Ele queria jogar comigo peculiares

Bem, meus jogos são extremamente

Agarrei seus lábios entre os meus e o beijei. Ele não parecia surpreso, mas tampouco esperava que um cara como Will ficasse surpreso com frequência.

Ele me espremeu contra a parede e tinha as mãos de baixo da minha camiseta em questão de segundos. Tinha minha mão zoando com o cabelo dele em menos tempo que isso. Algo na

minha mente pervertida captava os nossos corpos se esfregando e

Mas eu não me importava, só me importava de

zoar da cara dele até a morte, o que é muito raro de mim, pois nós dois estávamos praticamente nos comendo no elevador e minha mente estava conectada do lado errado, que era a própria mente e não as sensações.

meus gemidos

Percebi que ele estava tendo a mesma falha na programação, já que ele começou a rir e bagunçar meu cabelo também, apesar de ele ter uma mão no meu traseiro para me segurar no lugar, continuava se esfregando contra mim, e nós ainda estávamos nos beijando e rindo.

- Para, o elevador chegou. - eu murmurei contra seus lábios. Para quem quer que estivesse nos vendo essa seria uma cena muito estranha. Empurrei-o para longe e com um movimento eu rasguei as suas calças. - Será muito divertido vê-lo sair assim. - ri

dele e ele riu de mim. Se aproximou e rasgou minha blusa no meio.

- Vai ser muito interessante se nós dois saíssemos assim.

- Mal posso esperar

- houve um apito que nos informou que

nosso andar havia chegado.

Sorri para ele e ele me empurrou para sair primeiro. Chequei o

lugar

aproximando, e pelos movimentos deveriam ter uns cento e cinco

anos. A brincadeira evaporou do meu rosto.

Havia um casal humano com rastros sobrenaturais se

- Dois velhinhos as oito em ponto.

- Sobrenaturais?

- Rastros.

Ele acenou e me abraçou. Senti algo mudar e era como se houvesse um vazio enorme dentro de mim. Enterrei a cabeça no ombro dele para abafar o grito sufocado que ousava sair da minha garganta.

Os velhos passaram por nós como se nós não estivéssemos

ainda

parados

conversando baixinho.

logo

ao

seu

lado. Eles

entraram

no

elevador

Olhei nos olhos dele e fiz sinais para nós segui-los. Ele viu as lágrimas contidas e seu rosto desmoronou um segundo antes da sua máscara de frieza habitual tomar lugar. Ele acenou e nós entramos no elevador com os anciões.

- Robert, teremos que ser mais discretos

Dizer para Jimmy, Lola

e Leubert pararem de pegar qualquer sobrenatural que aparecer!

Nós precisamos ser mais seletivos

acha que precisamos achar um sobrenatural que seja discreto o bastante e convincente o suficiente para conseguir alguma carne boa para nós.

Conversei com Smith e ele

- Sissa, amor, conversei com Jude e Leuis ontem a noite. A.K iria trazer um grupo dele para nós, então não se estresse com isso, logo nós podemos escolher qual seria perfeito para nosso uso e qual seria perfeito para nossa diversão.

A mulher pareceu extremamente excitada e até mesmo pulou

como uma adolescente. Eu apostaria todo meu dinheiro que haviam prometido a ela uma poção de novamente jovem ou algo do tipo, pois aquela mulher tinha jeito de que nunca havia crescido.

O elevador apitou e eles desceram no térreo. Assim que eles

estavam fora do elevador eu apertei William e nos teletransportei para a frente do elevador do sétimo andar. O lugar ainda estava vazio para nossa sorte. Ele me deixou visível de novo e eu já não sentia como se a morte estivesse beijando meu rabo.

Nós concordamos em falar sobre isso no quarto e seguimos em silêncio até o setecentos e vinte e cinco. Abri a porta e me aliviei.

Nada de caminho de rosas ou chamapanhe, havia apenas um quarto com madeira clara e uma dóssel branca enorme no meio,

uma televisão cinquenta polegadas, o menu porno, uma mesa com duas cadeiras e o frigobar. A porta do banheiro estava aberta e já via uma banheira para dois com hidromassagem e um chuveiro, conjunto com um espelho de corpo inteiro.

Ignorei isso e William também o fez. Nós sentamos na mesa e vimos nossos pertences em cima da cama.

- Bom, você ouviu-os. Ele poderia estar falando de nós ou de outro grupo.

William ficou quieto um momento para pensar.

- Há dois A no nosso grupo, Amber e Alexander, que, por acaso, estão juntos.

- Há, porém, apenas um K como sobrenome, e é a Sadie

Sim

Kane.

- Alexander ou Amber podem ter mais de um sobrenome, ou K pode ser outra pessoa de outro grupo. Pode ser que outro grupo tenha sido designado para a mesma missão.

- Não acho que isso aconteceria. - eu murmurei. - Já trabalhei muito com os americanos, na verdade foi com os americanos que meus pais morreram

- Ainda bem que eu sou Britânico. - ele disse suavemente e havia uma pontada de brincadeira na sua voz.

- Bem, eu ainda posso odiar você por associação. Mas vamos focar na missão. Eu já trabalhei com seu avô diversas vezes, acredite em

mim, nem quando foi necessário, e em missões que tinham um risco de vida muito maior que essa, ele mandou reforços. Na verdade eu me surpreendi de ele ter pego um grupo tão grande, já que para essas missões ficar invisível é a chave.

- Meu avô seguiu a dica de Ankis, seu conselheiro e fez uma armadilha de peixe.

- Ankis

Poderia ser nosso cara?

- Não, Ankis é seu quarto nome. Ele se chama José António Siubs Ankis Leghbert.

- Meu deus

Quantos anos esse cara tem?

- Trezentos e vinte e oito.

- Oh

Enfim. Nós vamos manter um olho em Amber e Alexander

em todo caso, mas também acho que devemos prestar atenção em

Sadie

a letra A?

A propósito, quem tanto em o sobrenome começado com

Ele me olhou com uma cara de desanimo.

- Todos menos Sadie.

- Droga. - suspirei. - Ok, sem dormir por um longo tempo eu aposto.

- Tenha certeza.

O meu celular tocou nessa hora e era uma mensagem da minha irmã dizendo que elas estavam no shopping, também disse que

elas foram paradas por muita gente, provavelmente sobrenaturais que tocaram-as para checar sua natureza, mas ela havia trocado a genética de ambas para parecerem bastante humanas.

Inteligente, pensei.

- Elas chegaram no shopping agora. - passei o celular para ele.

Ele leu a mensagem e devolveu-o para mim.

- Bem, já que teremos que estar aqui por quinze minutos é melhor nós darmos um jeito nas nossas roupas e nossas caras. Eu diria que nós parecemos bastante como estávamos hoje mais cedo.

Rolei os olhos.

- Ok, vamos fazer isso rápido, assim nós já conseguimos começar a patrulhar todos eles e procurar pelo traidor.

- Ou nós podemos tirar nossas roupas lentamente e explorar o corpo um do outro com as nossas bocas e mãos.

- Ou não.

Ele se aproximou lentamente com uma cara séria e parou logo atrás de mim. Não mexi um músculo quando ele afastou meus cabelos e colocou no outro ombro, se inclinando ligeiramente para que pudesse sussurrar no meu ouvido. Ele colocou a mão que havia colocado o cabelo longe na base do meu pescoço. Eu tremi quando ele passou a massagear o lugar, minhas mãos agarraram a cadeira quando ele colou seu corpo ao meu lentamente e

cuidadosamente para que eu pudesse senti-lo todo e não ficasse irritada.

- Deixe-me mostrar

- ele sussurrou e seu fôlego acariciou minha

orelha, fazendo que os pêlos do meu pescoço se arrepiassem. - O que você está perdendo.

- Eu sei exatamente o que estou perdendo. - minha voz saiu rouca e irregular e sua outra mão passou a acariciar meu braço com as pontas dos dedos. Ele riu quietamente pela minha reação.

- Uma noite não faz você saber um terço do que está perdendo, sem contar que eu me contive bastante para não gastar muita energia.

- Se conteu? - minha voz tremeu e ele fez um som afirmativo.

A mão que acariciava meu braço pousou na minha cintura e ele se aproximou tanto que não havia um sopro de ar entre nossos corpos. Seus lábios pararam de falar e agora estavam beijando meu pescoço, fazendo eu me arquear contra ele o que fazia minha bunda esfregar sua ereção.

Ele passou a acariciar meu ventre com a mão que estava na minha cintura, e como minha blusa estava rasgada no meio ele teve contato direto com a minha pele. Sua mão era quente contra minha pele e ele tinha o cuidado de passar os dedos suavemente para que meu ventre se encolhesse e eu resmungasse. Minha mão agarrou-o e eu murmurei um “pare”.

Ele parou e se afastou, deixando meu corpo frio necessitado e uma sensação devastadora de perda. Foi por isso que eu virei-me para ele e entrelacei uma mão nos seus cabelos e a outra no ombro, para me apoiar. Ergui-me na ponta dos pés e colei minha boca com a sua.

Ele devolveu o beijo com urgência, suas mãos estavam nas minhas costas e não eram nada suaves como antes. Ele me agarrava como se fosse insuportável ter-me longe por tanto tempo e eu senti meu coração inchar.

Parei o beijo um momento para tirar os restos da minha camiseta e ele arrancou a dele pela cabeça, se atrapalhando um pouco com a urgência. Seria engraçado em algum outro momento, mas agora eu estava fascinada de mais pelo movimento dos seus músculos contra a pele. Deixei meus dedos explorarem-o por um momento, mas não foi por muito tempo, já que ele era extremamente sensível ao toque como eu me lembrava muito bem, então ele grunhiu e tirou minhas mãos do caminho enquanto ele me pegava no colo.

- Cruze as pernas nas minhas costas.

Obedeci-o quando ele me levantou e nos levou para a enorme cama no centro do quarto. Logo que ele me tinha deitada nós dois lutamos contra nossas calças e ele tirou uma camisinha do bolso da sua antes de descarta-la. Milésimos de segundo depois ele estava em cima de mim, seu peso e seu calor eram acolhedores o que me excitou ainda mais.

Sua boca deslizou da minha e passou a lamber e mordiscar meu pescoço. Arqueei as costas com um suspirar quando os dentes dele roçaram a parte sensível, justo onde o pescoço se junta com o resto do corpo. Ele roçava contra mim e minhas unhas faziam estragos nas suas costas. Eu mantinha nossos corpos o mais colado possível, mas ele estava determinado a beijar meus seios.

Assim que ele desceu beijando minha clavícula e já arrancava os peitos para fora do sutiã eu prendi a respiração. Sabia muito bem como isso iria se sair, e seria com o prédio todo nos ouvindo.

Ele beijou o caminho até os mamilos e levantou os olhos para mim. Ele sorriu maldosamente e lambeu-os, minhas unhas cravaram nos seus braços. Seios nunca tinham sido uma parte tão sensível antes, mas com ele era como se uma carga enorme de eletricidade passasse revivendo cada músculo que encontrava no caminho.

Ele provocava o seio direito com a mão, amassando-o e acariciando-o, enquanto trabalhava com a boca no outro. Eu tentava abafar os sons do meu prazer, mas eu simplesmente me sentia em chamas. Meu quadril se elevava a cada lambida ou mordiscada, minhas costas estavam arqueadas e seus braços já sangravam.

Eu poderia ser pintada agora e ser nomeada de “O puro prazer”, pois era assim que eu me sentia. Tudo tinha o cheiro dele, cheiro de homem misturado com o cheiro de perfume, o que estava me enlouquecendo rapidamente. Ele trocou de peito e recebi uma

descarga de prazer ainda maior. Ele brincava comigo e ria de mim, das minhas reações loucas e do fato de querer comê-lo vivo.

Ele se demorou no outro peito, saboreando-o como se fosse sua fruta favorita, raspando os dentes e deixando-o mais sensível do que já estava.

No momento em que ele se afastou eu choraminguei, não importava o fato de que eu estava a beira do orgasmo, ele tinha parado.

Ele se afastou de mim e riu maldosamente.

- Ta de brincadeira? - gritei com ele quando ele se afastava e procurava suas calças. - De jeito algum, você trate de terminar o que você começou!

- Não acho que seja possível no momento.

Ergui uma sobrancelha. Via-o longo e duro contra a cueca, ele com certeza estava mais do que pronto para umas vinte rodadas disso.

- E por que raios seria isso?

- Sua irmã mandou uma mensagem a dois minutos atrás.

- O que? E por que ela

- saltei da cama. Quase tinha esquecido

da missão. Xinguei deus e o mundo quando eu recolhia minhas roupas e colocava as que ainda estavam inteiras. Agora eu estava necessitada e irritada, o que seria realmente perfeito para discrição exigida. Droga.

Ele me jogou as botas e eu resmunguei.

- Você. - apontei para ele enquanto colocava-as - Nunca mais faça

isso, entendeu? Sexo não combina com Missão.

- Desculpe amor, não sabia que se alteraria tanto a ponto de

esquecer sobre isso. - o maldito tinha um sorriso de satisfação

gigantesco na sua cara, mesmo que ele também tivesse privado

seu prazer.

- O caralho que você não sabia, e não me chame de amor. Noite

Das coisas.

- bom seria humilhante se eu dissesse que eu havia esquecido

passada demorou algum tempo para eu me lembrar

meu nome.

Ele deu de ombros e tratou de ficar sério, mas seus olhos ainda

brilhavam com o divertimento e seus lábios estavam minimamente

repuxados para cima. Rolei os olhos e me levantei, pronta para

começar.

Peguei o celular e a mensagem dizia: “Chegamos no shopping. Não

será fácil perder-me, já que eu sou a coisa mais chocante aqui.”,

enquanto eu terminava de ler essa mensagem outra chegou:

As coisas não estão muito bonitas por aqui, eles não estão se

Acho que é muito perigoso para

mim ficar me expondo então venha logo, ok? Acho que já me

descobriram.

dando ao trabalho de se esconderem

Maninha

- Droga. Caralho. - Me aproximei de William e agarrei seu braço.

Toda a diversão tinha desaparecido no momento que ele viu

minha cara. - Vou nos teletransportar direto para o shopping, não temos tempo a perder, minha irmã pode estar em perigo.

- Isso não vai drenar suas energias?

- E quem liga? - resmunguei e pensei que queria aparecer num provador vazio da loja de roupas mais próxima da minha irmã. Segundos depois eu estava caindo e William me segurando.

- Chegamos.

-

ele

disse

calmamente,

mas

estava

obviamente

irritado - Não deveria ter feito isso, agora será inútil.

- Meu rabo será inútil. - resmunguei - Me dê um momento, droga. - concentrei-me e encontrei minha irmã facilmente. Ela era realmente a coisa mais chamativa naquele lugar, a energia dela estava pulsando a mil, gritando para quem quisesse ver. Vi três formas de energia desconhecidas e hostis se aproximando. Concentrei-me neles e passei a drenar suas forças. Sim, é uma coisa muito má tomar a energia mágica dos outros, eu ouvi isso minha vida toda até meu tio entrar no poder, mas esses sobrenaturais eram do mal, e eram três, então eu mal os enfraqueci tirando um pouquinho de cada um.

Um momento depois eu já estava de pé e fluindo com vida. Infelizmente isso queria dizer que minha infelicidade por não ter alcançado o orgasmo aumentou e meu mau humor realmente estava maior que uma baleia encalhada na areia.

- Já passou. - resmunguei e espiei do lado de fora da cortina. - Praticamente o shopping inteiro tem um rastro de energia

mágica. - sussurrei para William - E há muitos sobrenaturais desconhecidos e hostis por todo esse lugar. Minha irmã e Phoebe estão tendo que lidar com três fracos agora.

- Vê, nem precisamos nos mover que já sabe de tudo.

- Sh. Nós realmente deveríamos ter nos separado, assim você poderia ficar de olho no pessoal do hotel, pois eu não vou desviar minha atenção da minha irmã nesse lugar.

- Tem certeza disso?

- Sim, assim você vigiaria A.K, quem quer que seja. Quer uma carona?

- Guarde sua energia para você. - ele tirou um celular do bolso e entregou para mim - Em caso de você tentar se livrar de mim eu me assegurei de ter um desses reserva. É uma linha segura, então me ligue em caso de emergências.

- Ok - peguei-o da sua mão e coloquei no meu bolso.

Ele sorriu minimamente para mim e eu fiz uma careta muito feia para ele. Seu sorriso se ampliou e ele entrelaçou seus dedos nos meus. Tentei soltar a mão, mas ele era obstinado.

Assim ele baixou e beijou-me de leve nos lábios. O suficiente para fazer-me toda melosa e excitada novamente. Meus braços passaram em volta do seu pescoço e eu aprofundei o beijo. Suas mãos agarravam-me perto e se aquela vendedora não tivesse aberto a cortina para ver se estava tudo bem eu teria me entregado a ele ali

mesmo. Ok, se ele não tivesse me afastado eu teria me entregado com ela olhando.

- Oh

- a mulher congelou um momento. Não era sobrenatural,

mas tampouco se sentia muito normal. Aparentemente ela tinha mais rastro sobrenatural do que eu já tinha visto na minha vida.

- Hm

- meus olhos se fecharam em fendas e eu segurei a mulher

pelo braço e a fiz desaparecer. - Ela está na nossa suite bem amarrada e amordaçada. Vá lá agora, é a com mais substância sobrenatural que eu já vi.

Ele acenou e pensou se beijaria-me de novo.

- Não acho que seja uma boa idéia, vá logo. - sussurrei desejosa e ele riu antes de passar pela parede correndo. - Isso acabou de me lembrar de Harry Potter. - murmurei para mim mesma e sai da loja lentamente. Achei aqueles três babacas ainda conversando com a minha irmã, e decidi fazer outro lanchinho. Senti-os cair desmaiados antes de me mover perto o suficiente para vê-los.

Minha irmã fazia um escândalo, como se estivesse horrorizada e como se não soubesse que eu acabara de nocautea-los. Phoebe juntou-se a ela e uma multidão se aproximou e fez um círculo ao redor delas.

- Alguém chame uma ambulância, pelo amor de deus! - Phoebe gritava - Vê se eles tem pulso!

Minha irmã, como a boa atriz que era, se aproximou do corpo dos três homens e colocou os dedos na sua jugular. Parecia que ela estava checando o pulso, mas na verdade ela estava parando seus corações. Um a um ela foi checando-os e chorava pois não tinham vida, como se eles realmente fossem importantes para ela, e não estavam fazendo perguntas pouco educadas segundos atrás.

Os murmúrios cresceram e a ambulância chegou minutos mais tarde de minha irmã ter declarado-os mortos. Parar corações era uma das habilidades que minha irmã tinha, era fácil, segundo ela. Era entupir as veias do coração ou criar um tumor que indicasse algum tipo de câncer, ou simplesmente uma descarga elétrica destinada ao coração, que o faria parar imediatamente. Ela ainda preferia congelar o coração inteiro, como nossa madrinha tinha a ensinado, mas dava muito trabalho para explicar então ela geralmente ficava com uma das outras opções.

Fiquei rondando o lugar a procura de mais possíveis ameaças. Ninguém mais apareceu e eu explorei o lugar inteiro, parecia bem limpo e sem passagens para o subterrâneo. Quando foi a hora do almoço todos os sobrenaturais do grupo estavam reunidos no shopping menos William, que deveria estar torturando a mulher por respostas.

Todos nós fomos no primeiro restaurante self-service e montamos nossos pratos. Logo estávamos todos sentados na mesa mais afastada da multidão, mas que ficava bem debaixo do som do lugar, o que abafaria um pouco nossa conversa

- Algo novo? - perguntei enquanto comia minha salada com frango.

- O prédio está limpo aparentemente. Nós checamos todas as portas e nós entramos em todos os apartamentos em busca de uma câmara secreta ou algo do tipo. - começou Sadie antes de dar uma grande garfada.

- Nós varremos todo o andar inferior, não há absolutamente nada que possa levar para uma sala ou algo do tipo. Nós verificamos a cozinha, restaurante e sala de serviços. Até mesmo os banheiros, mas não achamos nenhuma passagem secreta para dentro das paredes ou algo do tipo. Para ter certeza que nós não esquecemos de nada precisamos de um mapa. - esse foi John, que também comia avidamente.

- Isso é bom. Aqui está tudo limpo também, mas ainda vou dar uma outra boa olhada antes de ficar no alto esperando para que alguém seja pego para que eu possa seguir.

- Eles não estão sendo nada discretos, mas eles calariam uma pessoa antes de sequestra-la. - essa foi Phoebe - Aqueles homens estavam prestes a exigir que nós fossemos com eles antes que

Morri de dó. - o sarcasmo e a zombaria

caíssem mortos. Enfarto pingavam da sua voz.

- Sim, eu também. - disse e sorri um pouco. Testei a reação de todos na mesa, mas nenhum deles reagiu. Provavelmente o

E deveria ser muito bom

traidor tinha um coração de pedra

com atuações. Minha mente passou a trabalhar rapidamente e dois nomes apareceram nela. John não sabia atuar segundo ele, mas ele poderia atuar tão bem que fingiria que não sabe. E há Amber, que é atriz.

Teria que checar seus nomes com William mais tarde e ver se tem algo a ver com A.K. Nós comparamos as coisas estranhas que achamos, ou pessoas que seguimos até a conversa pular para outro assunto, e acabar parando nas missões que tínhamos feito, as mais engraçadas, as mais trágicas, quantas de vida ou morte, ou qual sua posição de trabalho, essas coisas.

- Onde está William, Anya? - disse Sadie assim que John terminara de contar sobre suas aventuras no viatnã.

- Não faço idéia, você não o viu? - eu sabia que ela não havia visto- o, pois ele estaria invisível o tempo todo.

- Não

Ele não ficou com você?

- Nós nos separamos e ele não voltou.

- Será que

- Pare. - eu falei para ela e rolei os olhos - Ele está bem, se não ele me mandaria uma onda de energia.

- E se estiver inconsciente

- Você sabe que não funciona assim, se ele estivesse em algum perigo já brilharia mais e eu já saberia o que está acontecendo.

Depois disso nós terminamos o almoço rapidamente. Todos pareciam preocupados, provavelmente com Will, ou com o fato de que se pegassem algum sobrenatural eu poderia saber disso.

Logo nós nos separamos e eu explorei o shopping novamente. Na seção de funcionários havia uma portinha que eu já havia explorado, e não havia nada atrás dela. Procurei por paredes ocas, mas não havia nenhum tampouco. Procurei nas livrarias por distânciamento entre paredes, em busca de uma câmara secreta. Revirei o lugar novamente, os quatro andares, e nada. Então me sentei na praça principal e fechei os olhos esfregando as têmporas.

Os movimentos circulares que uma pessoa com dor de cabeça faria aumentavam o alcance da minha vista de energia. Tudo o que eu via agora eram pontos de luz com ramificações formando pessoas. Tinha gravado a marca sobrenatural na energia dos meus

parceiros, então podia vigia-los com segurança. Eles faziam coisas banais, como comprar sorvete, procurar roupas, rastejar em busca de uma lente ou um brinco, passar a mão de baixo das mesas de restaurante como se estivessem colando chicletes, pisar com força

No fim do dia pude ver que o resultado

foi o mesmo que o meu. Nada.

no chão para ver se cedia

Ninguém foi incomoda-los tampouco e William não apareceu. Estava preocupada com ele, então eu usei o celular, já que minha energia não chegava até o Hilton.

Tocou várias vezes e eu estava tão preocupada que a minha concentração falhava e perdia a vista completa das energias. No momento em que iria cair na caixa de mensagens ele atendeu.

- Está tudo bem? - sua voz grossa e aveludada estava preocupada.

- Eu

- limpei a garganta antes de continuar, em busca da minha

voz. O alívio tinha sido tanto que ela havia se escondido. - Estou

só checando, já que não sei como você está.

- Estava tendo um ótimo tempo. Tenho algumas novidades para você. Tenho um mapa feito a mão do Shopping, mas ela conseguiu o mapa oficial do hotel para mim.

- Isso é ótimo! - senti ouvidos se apurarem - Que bom que sua mãe está bem, amor. Logo estarei em casa para nós matarmos a saudades.

Ele riu na outra linha e eu forcei um pequeno sorriso animado invés da careta que quis se formar.

- Não vejo a hora do seu belo traseiro estar sobre mim querida, vê se compra aquele vinho para nós, eu te espero ansiosamente.

- Vá tirando a roupa. - zombei e ele riu novamente. - Estarei aí num piscar.

- Claro. Até logo gatinha.

- Miau. - ronronei e desliguei o telefone.

No momento em que a conversa havia se tornado pessoal a maioria das pessoas tinha deixado de prestar atenção, e dava para ver as que continuaram, pois eles estavam corados e nervosos.

E por incrível que pareça esses eram os humanos sem traços sobrenaturais. Claro que isso não os excluía da suspeita, eles podiam ser os informantes/espiões, pois não ficariam com nenhuma marca sobrenatural se falassem com outros humanos, a menos que eles transassem.

Decidi que era hora de eu verificar um pouco o hotel, e logo seria o jantar e nós iríamos dormir. Se bem que dormir era uma palavra relativa dependendo de com quem você iria “dormir”.

Eu sorri ligeiramente. É bom que ele me tranquilize, senão ele será

um banquete

depois do jantar. Nada melhor do que uma retribuição.

Na verdade, talvez eu o comece de sobremesa

Levantei-me do banco como quem não quer nada e caminhei bocejando. Assim que eu passei pelas gêmeas e os outros eu bati na barriga discretamente com uma mão e cobri a boca com a outra. Nosso código para a hora de comer e dormir.

Eles bocejaram e esfregaram a barriga para mostrar que entenderam e eu fui a primeira a sair, apesar de não ter deixado de prestar atenção nas outras pessoas. Eles fechavam caminho, mas nada que não pudesse desviar. Amanhã nós verificaríamos as áreas externas se aquele mapa não nos revelasse nada.

Atravessei a rua assim que o tráfego ficou livre, e entrei no hotel lentamente. Farejei o ar. Cheirava a pessoa rica. Vi uma multidão delas saindo para jantar em algum lugar, apesar de o hotel provir comida.

Torci para que apenas poucas ficassem para jantar, assim tudo ficaria mais fácil de se discutir. Entrei e me dirigi ao elevador calmamente. Ninguém tinha nem sequer me visto ainda, e isso era ótimo, assim eles não veriam minhas roupas e desconfiariam de mim. Entrei no elevador lotado de mulheres ricas que provavelmente iriam retocar a maquiagem antes de ir para algum restaurante que custava mais que o meu carro.

Elas me notaram, percebi pelo olhar de nojo mal disfarçado, ou sem disfarce nenhum realmente. Ignorei-as apesar de não ter ignorado sua conversa. Tinha certeza que haveriam muitos códigos dado que elas cheiravam a sobrenatural.

- Bem, bem! Victor Hugo está com uns perfumes deliciosos.

- Ontem eu fui na Victória Secrets, gente, me acabei em lingerie, devo ter gastado uns cem mil dólares lá.

Algo sobre um cara e o fato de eu cheirar sobrenatural, deus sabe

como elas sabiam disso. Uma mulher dessa vez

estivessem falando da minha lingerie, ou talvez de uma mulher que

usa lingerie e que está pagando cem mil dólares para quem pegasse um sobrenatural.

Talvez elas

Eu apostava na segunda. Finalmente o meu andar chegou e eu sai tranquilamente, dando as costas para elas, uma oportunidade para ser atacada. Elas ficaram tentadas, pude perceber, mas não tiveram coragem, pois não sabiam o que eu poderia fazer.

Ótimo.

Fui caminhando pelo corredor e esfregando as têmporas, para ver se podia enxergar meu grupo chegar sem problemas. Estavam todos aqui e alguns subiam de escada, outros de elevador, todos já cumprindo seus papéis. Bom. Tomara que cheguem sem problemas nos seus quartos.

Eu passei o cartão de acesso e entrei no meu. Estava tudo em

perfeita ordem e eu não podia ver William em lugar nenhum, nem

a mulher, mas eu podia senti-los.

- Revele-se

- zombei e ele apareceu com a mulher. Ela parecia

intacta na superfície, mas seus olhos mostravam que estava vivendo no inferno.

Ela estava amarrada numa cadeira, amordaçada.

- O que você estava fazendo? - estava preocupada pela mulher e eu fui para o lado deles. - Achei que já tínhamos pego tudo o que precisávamos.

- Sim. Nós devemos desmemoriza-la, vou manda-la para meu avô desse jeito.

- Eu posso manda-la lá com um bilhete.

- Melhor do que encomenda. Mas isso não vai te cansar muito?

- Não acho. - peguei uma caneta e o bloco de anotações que tinha em cima da mesa e escrevi sobre ela para o embaixador dos estados unidos. Depois eu enganchei-o em uma das cordas, mas o deixei visível. Toquei nela e na cadeira e a imaginei aparecendo na sala dele. Logo ela havia sumido. Uma pequena tontura se apoderou de mim, mas consegui controlar. - Agora eu preciso de um pouco de açúcar.

Ele me puxou para sentar na cama com ele e puxou os mapas para perto.

- Esse aqui é a planta do hotel, mostra tudo o que for necessário para nós sabermos.

- Nós

deveríamos

verificar

modificaram nada.

para

ter

certeza

que

eles

não

- Não se preocupe com isso, estava numa caixa lacrada em um cofre dentro de um cofre de segurança máxima minúsculo, então acredito que seja a certa. Não está escrito aqui onde ficam as câmaras secretas ou sobre passagens para o subsolo, mas não é

necessário. - ele esticou o mapa e apontou uma parede ao lado de uma suite de lua de mel, depois apontou uma parede ao lado da cozinha e uma madeira mal desenhada de propósito logo na recepção. - Essas são as entradas daqui, mas podem estar vazias,

Ela era mulher de

como eu acredito que estejam. E o shopping um sobrenatural, mas não sabia de muita coisa.

- Oh, entendi a energia misturada agora. Acha que o marido dela tem algo a ver com isso?

- Não acredito, eles moram em um lugar bem afastado daqui, ela só trabalha lá. Ele é um velho conhecido meu, certamente não precisa de poder algum tampouco, já que é poderoso o bastante para lutar comigo.

- Talvez lutar, mas não vencer. Deveríamos checar isso

Não há

nenhuma passagem secreta aqui, ou algo do tipo. Ela não

desenhou a porta da sala dos funcionários que escolhi errado.

Realmente acredito

- Olhe novamente. - ele apontou para onde a construção acabava - Aqui é o espaço entre o shopping e o estacionamento. Bem grande não acha? E bem desnecessário. Aqui. - ele apontou para um pequeno quadradinho que ela tinha desenhado - eu chequei esse lugar e há uma tubulação necessária para oxigênio e água. Nosso lugar fica aqui em baixo. Talvez não seja o laboratório, mas com certeza é alguma base reserva ou algo do tipo.

- Como entramos?

- Acredito que teremos que atravessar a terra.

- Não posso teletransportar-nos, seria muito arriscado ficar preso em algum lugar dentro da terra e assim nós morreríamos.

- Não mesmo, mas eu posso nos fazer fantasmas e nós podíamos descer pela tubulação.

Minha boca entortou, ela geralmente fazia isso quando eu ficava um pouco assustada com algo. Ele entrecerrou os olhos tentando decifrar o que significava, mas não lhe dei tempo suficiente, logo eu tinha a maior carranca da minha vida e lhe dei um tapa no braço.

- Deixou-me a tarde inteira necessitada, nunca estive num humor pior!

Ele riu e me puxou para perto, me abraçando meio de lado. Eu afundei minhas unhas na sua perna, mas a única reação que ele teve foi tira-la na sua perna e a pousar sobre seu pênis.

- Deve estar apertado como o inferno aí dentro. - zombei já que ele tinha uma ereção do tamanho do Empire State espremida dentro das jeans.

- Sim

- ele ia falar algo sujo que me deixaria envergonhada e

excitada, mas alguém bateu na porta.

Ele suspirou, mas foi abri-la. Assim que ele abriu Alexander enfiou

sua cabeça dentro do quarto. Farejei o ar

Era ele.

Capitulo 4 - Traições

Alexander cheirava diferente, não sabia o que, mas algo estava errado com sua energia.

- Sim? Há uma placa de não pertube aí fora.

- Eles ficaram preocupados quando vocês não desceram para iniciar a reunião, então me mandaram busca-los.

- Will

- eu me levantei e me aproximei da porta - Pegue-o.

Ele não vacilou, só fez o que eu mandei e puxou Alexander para dentro, tampou sua boca para abafar os ruídos e fechou a porta.

Aproximei-me e cheirei-o novamente, toquei-o para sentir sua energia.

- Há algo errado com a energia dele

Está manchada. - farejei o ar

novamente - Oh

Seu cachorrão. - zombei-o.

- O que? - Will riu e largou-o - Com quem?

Toquei-o novamente e ele usava uma cara de cabra macho.

- Não é do nosso grupo, mas com certeza é sobrenatural. Explique- se.

- Oh espera, talvez você não queira ouvir isso. - ele tocou em

Alexander e os fez desaparecer. Esforcei-me, mas não conseguia

ouvir sobre o que falavam. Droga William! Merda

focar em distinguir as palavras pelos sopros no ar, mas não estava tendo muito sucesso.

Tentei me

Estava cansada de jogar, e isso estava me irritando. Não sabia o que iria acontecer se eu entrasse no meio de ambos, mas eu fiz. Atravessei-os. Eles ficaram em silêncio e se distanciaram um pouco para que eu coubesse entre eles.

- Posso te contar um segredo? - falei baixinho para a massa de ar que eu sabia ser William.

Ele não falou nada, mas tampouco esperei uma resposta.

- Se você não aparecer agora e dizer para mim o que está havendo, eu vou cortar seu pinto enquanto você dorme.

Identifiquei o monte de ar que saiu da sua boca como uma risada e ”

mais o pinto dele. Alexander riu também.

acho que algo sobre eu adorar de

um “Você não vai fazer isso

- Experimenta.

Ele ficou sério com o meu tom sério e eu senti-os ficando sólidos, e eu virando a salsicha de um sanduíche. Pulei longe deles antes de eles ficarem totalmente sólidos.

- E então? - disse quando ambos estavam bem em frente aos meus olhos.

- Ele lhe falará se ele quiser, pois você realmente o matará.

- Se você não o matou é algo pessoal, e não a ver com a missão

Muitas coisas

Pessoal

O que me faria ter vontade de mata-lo

A mais delas é

Você dormiu com a minha irmã!?

Ele se encolheu todo e eu percebi que ele estava totalmente curado, um pedaço de mal-caminho com a personalidade de um monte de bosta novamente.

- Você dormiu com a minha irmã! - eu tive vontade de quebra-lo em vinte mil pedaços, mas eu me controlei. - De onde vocês se conheciam antes?

- Eu fui do grupo dela numa missão aleatória faz uns dois

Uh

anos.

- Foi com você! - o ódio pingava na minha voz e ele ficou

Então

vermelho escarlate. - Quantos anos você tinha?

- Eu

Tinha dezoito.

Respirei fundo algumas vezes. Will estava profundamente perdido como eu havia percebido, mas mantinha o silêncio para não me irritar ainda mais.

- Ótimo. Demorei para localizar a energia, mas essa é a pura forma da minha irmã.

- Ela é a coisa mais linda que eu já vi na minha vida. - Alexander murmurou apaixonadamente.

Rolei os olhos e empurrei-o para fora do meu caminho. Abri a porta e decidi descer para jantar logo, e depois eu daria uma boa de uma bronca em Patricia e gritaria com Will antes de dormir. Nada melhor que um dia normal.

***

Não foi uma noite tranquila e no jantar eu não relaxei um minuto, depois eu tive que discutir em tom de sussurro com Patricia, o que me irritou, e ela não ouviu uma palavra que eu disse, e quando eu finalmente subi para o quarto William não estava atado nu na cama com uma mordaça ao meu dispor.

Meu humor estava terrível, eu sei, mas eu tinha certeza que havia um traidor no grupo. Sentia nos meus ossos. Nós checamos algumas passagens secretas no caminho, fomos checar a do quarto de John e as outras. Não havia nada em nenhuma. Nós só não checamos a da secretaria pois já estávamos exaustos, eu de teletransportar-nos e depois ficar procurando um meio de entrar numa passagem fechada, e William tendo que nos passar transformando minhas células em mingau.

Realmente não foi a melhor experiência da minha vida. Joguei-me na cama assim que eu entrei no quarto. Arraquei as roupas do caminho até eu ficar de calcinha e sutiã, e, se William não decidisse arranca-las, dormiria assim. Puxei o iPad que havia trazido na mala e conectei-o com a internet.

Assim que William entrou no quarto eu disse:

- Qual é o nome daquele seu amigo sobrenatural? - fazia pesquisas sobre o shopping Milenia e sobre os parques. Abri uma nova aba e esperei ele responder-me.

- Qual?

- O casado com a humana.

- Oh, não se preocupe com isso, meu avô vai mandar alguém para cuidar dele.

- Qual é o nome dele William?

- Jason Marr.

- Viu, não doeu, certo? - digitei o nome no google.

Um monte de pesquisas surgiram e eu cliquei na primeira. Li em voz alta.

“Comandante Jason Marr da Marinha Americana falece em 1998. Comandante Marr teve um ataque cardíaco quando guiava seus soldados ”

- Ele está morto. Explique-se. - meu tom foi duro. Ele se aproximou da cama tirando os sapatos, meias, calça e camiseta, depois se sentou ao meu lado e puxou o iPad da minha mão.

- Ele é um ghoul.

- Zumbis não transmitem tanta energia sobrenatural.

- Ele é gay.

- Mas como ele pode estar casado com ela? E quem é o verdadeiro parceiro

- Ela é casada com ele, mas ambos tem amantes. Foram casados pela lei sobrenatural, já sabe que não há volta. Ele era um sobrenatural menor antes de morrer com sangue vampiro no corpo. Sabe como são tóxicos e podem causar parada cardíaca nos mais fracos.

- Seu cheiro estava muito fresco, com quem ela sai? Você pegou isso dela?

- Annabeth, lembra-se dela?

- Oh

Ela é lésbica?

Ele rolou os olhos e fechou o iPad colocando-o na cômoda. Assim que o iPad não estava mais entre nós ele me puxou para perto e me fez deitar no seu ombro com nossas pernas entrelaçadas.

- Meu avô vai cuidar disso, não se preocupe com ele. Acho que devemos traçar o plano para amanhã.

- Se me permite, já tenho tudo em mente.

- Estou ouvindo meu estômago.

- ele começou a passar as pontas do dedo pelo

- Você quer que eu fale ou não? - perguntei irritada.

- Não, mas é necessário. - ele se apertou mais contra mim e eu suspirei quando sua coxa fez fricção contra minha calcinha.

- Ok, Nós vamos bem cedo para o shopping, antes dele abrir, descemos pela tubulação e checamos o lugar. Quando voltarmos nós falamos o resultado para o grupo, e se nós não encontrarmos nada lá, nós iremos atrás dos parques e galpões.

- É um plano simples ir?

Pode funcionar. Que horas você pretende

- Cinco, antes dos funcionários chegarem e o nosso pessoal acordar. Nós ainda temos que saber o que A.K quer dizer. E antes de o senhor arrancar o iPad da minha mão eu estava pesquisando sobre os parques. - rolei sobre ele para pegar o iPad e abri-o para mostrar. - No parque número um mostra o desaparecimento de crianças, foram dezesseis nesse ultimo ano. No número dois mostra um grande desaparecimento de homens, o que pode ser obra de uma tia velha, gorda e peluda muito necessitada.

- Qual era o perfil dos caras?

- Inteligentes. Trinta desaparecimentos nesse ultimo ano. Provavelmente podiam estar procurando alguém para assumir a pesquisa, já que depois disso passaram a desaparecer todo tipo de gente. Bem, há cerca de cinco galpões abandonados nesse ultimo ano na nossa rota, iremos checa-los também. Mas há mais três que estão em uma rota vermelha segundo o mapa do seu avô, que abriram nesse ultimo ano. Todos podem ser suspeitos.

- Bom. Já traçou a rota e as pessoas?

- Não, mas estava pensando. Nós dois podíamos checar os galpões em uso, já que temos a vantagem do teletransporte e da invisibilidade. Pretendo deixar Phoebe com a minha irmã e Rory procurando no Parque de número um, pois minha irmã pode se transformar em uma menina de dez anos. Alexander e Amber vão para o parque de número dois e John com Sadie vão procurar nos galpões restantes, e depois nós dois vamos dar uma revisada nos cinco que eles passaram, as vezes podem ter deixado algo escapar.

- Ótimo, não preciso nem pensar nisso, o que significa toda minha atenção para você. - ele zombou com um sorriso malicioso e tirou o iPad da minha mão, para guarda-lo. Logo que isso foi feito ele se colocou em cima de mim e murmurou - Então, onde nós estávamos?

- Você eu não sei, mas eu estava prestes a dormir. - virei-me de costas para ele e me aninhei contra o travesseiro. O meu aninhar significava que eu abraçava o travesseiro e dobrava uma perna, expondo meu traseiro.

Ele se encostou em mim devagar roçando sua ereção contra mim, colocou uma mão na minha barriga e deslizou-a devagar para entre as minhas pernas.

- Você quer perder a vida? - resmunguei mas me encaixei melhor contra ele. Sei, minha boca diz uma coisa e meu corpo diz outra, mas eu já estou acostumada com isso.

- Eu posso arrisca-la. - ele murmurou e beijou meu pescoço de leve. - Não vou força-la a nada Anya, se você quiser algo comigo - ele deixou a frase sem terminar pairando no ar e virou para o outro lado, deixando-me fria e pensativa.

Droga, por essa eu não esperava. Demorou cinco segundos e eu virei um tapa nele.

- Você não pode fazer isso comigo! - gritei com ele.

- Fazer o que? - ele fingiu que não entendia e eu me zanguei.

- Me fazer tomar a decisão!

- Acho que eu acabei de fazer.

- Isso é

Injusto!

- Por que?

- Por que se eu fizer o movimento

- Você não vai parar, e se você ficasse parada e eu te provocando você ainda teria alguma chance de resistir. É, eu sei.

- Você é um idiota. - sentei-me para olha-lo melhor. Ele estava deitado com as mãos atrás da cabeça esperando meu próximo movimento. - Covarde. - murmurei. Não iria conseguir resistir por muito tempo, já que eu não tinha um grande auto controle. -

Você quer brincar então? - forcei as palavras por entre meus dentes.

Sai da cama e tirei o sutiã, jogando-o longe, e fiz a calcinha seguir seu rumo.

- Adivinhe. Se você

quiser

brincar, terá

que

vir me

pegar. -

Caminhei calmamente até o banheiro, rebolando o mundo fora de mim e liguei a banheira. Precisaria tomar banho de qualquer modo, e se eu ficasse longe dele eu não o atacaria, e nós dois sairíamos ganhando.

- Covarde. - ele gritou do quarto e eu dei de ombros. Não sabia se ele podia me ver mas eu não me importava.

Testei a temperatura da água. Estava quente o suficiente. Coloquei minha cabeça para fora da porta do banheiro e o encontrei deitado na cama. Ele estava se segurando no lugar, eu via isso pela sua postura tensa e pelo fato de ele estar se segurando a cabeceira.

Segui novamente rebolando até a minha mala e abaixei-me lentamente para pega-la.

- O que você está fazendo? - ele parecia estar sufocando.

- Pegando roupa limpa vestida essa noite

Por que, pelo jeito, eu vou ter que dormir - ergui-me com a mala na mão e virei

ligeiramente para olha-lo. - Já que, aparentemente, ninguém vai fazer nada a respeito disso. - assinalei o meu corpo e ele respirou fundo. Dei de ombros e segui para o banheiro.

A banheira já estava cheia quando eu entrei e um pouco de água

vazou. Desliguei o jato de água e logo depois ouvi um grunhido de frustração, segundos depois William apareceu nu na porta do

Agarrando um seio e

Deixei

minha mão escorregar para dentro d’água e ele passou a se mexer.

esfregando-o, depois fazendo o mesmo com o outro

banheiro. Eu me ensaboava tranquilamente

Ele entrou na banheira comigo e, assim que se sentou, puxou-me para o seu colo. Não houve tempo nem para um suspiro e ele já estava me beijando e provocando novamente.

***

Estava morta e dolorida quando o celular apitou as cinco da manhã. Não pude deixar de sorrir feliz enquanto me espreguiçava e sentia meus músculos queimarem. William, que tinha a cabeça entre meus seios, resmungou e abriu os olhos.

E

deus queira que ele fique bravo assim mais vezes! Ele entrecerrou

os olhos para mim quando eu ri da cara ele.

Ele havia ficado muito bravo comigo pelas minhas provocações

- Não ria de mim. - ele murmurou zombador e puxou-me pelo quadril, até que estivemos cara-a-cara e ele me beijou.

- Sai fora, nós temos uma missão a cumprir. - mas eu cruzei as pernas nas costas dele.

Ele resmungou, mas desvencilhou as minhas pernas da sua cintura com outro beijo, e logo ele se afastou.

- Provavelmente nós precisamos tomar banho.

- Não temos tempo. - saltei da cama e passei a procurar pelas minhas calças - Vamos logo checar o shopping, e logo nós podemos checar os galpões e ir para casa mais depressa.

- Está com tanta pressa assim? - ele zombou, mas dava para ver que eu deveria ter machucado-o de algum modo.

- Oh sim

Você ainda não conheceu minha cama. - disse em um

tom sério e ele riu. Assim que terminei de me vestir fui pentear o

cabelo.

- Nós também deveríamos checar o alçapão daqui.

- Sim, nós vamos lá rapidamente antes do shopping, mas tem que ser muito rápido, não sabemos que horas que o shopping abre.

- Acho que é perto das dez horas da manhã.

- Ok

Eu terminei de me pentear e emprestei a escova para ele enquanto reunia algum material necessário, como uma pistola e mais duas facas, e as coloquei dentro do colete.

- Vamos acabar logo com essa palhaçada.

Ele vestia sua cara séria, mas ele sorriu um pouco quando viu minha pose de determinação.

- Então, teletransporte seria mais rápido

- Ah pare, você só quer uma desculpa para colocar as mãos sobre mim. - ele deu de ombros e eu rolei os olhos. Agarrei o braço dele e nos teletransportei para atrás de uma planta perto da recepção.

Ele nos tornou invisível, como eu pude sentir, mas dessa vez não

houve aquela sensação da morte no meu calcanhar

que ele tivesse passado os braços ao meu redor. Antes de nós irmos para lá ele nos fez insubstâncial também, o que fez o chão tentar me engolir, mas ele segurou a tempo.

Talvez por

- Há algo aqui em baixo, por isso você está caindo. - ele explicou em voz alta, mas ninguém nos ouviu. Ergui as sobrancelhas e não disse nada. Ele simplesmente nos afundou ali mesmo e eu parei

Num momento estávamos debaixo da terra, no outro

de respirar

estávamos numa sala.

Havia pó por toda parte, teias de aranha e móveis roídos por ratos.

- Não acho que esse lugar seja visitado com frequência.

- Oh, sim? - ele zombou e eu mostrei-lhe a língua como uma menina de cinco anos. Ele lambeu-a, o que me fez perder a atenção e querer beija-lo, mas ele se afastou sorrindo e fez task com a língua. - Foco, amor.

- Você quer que eu te lamba todinho?

- Sim, mas não agora

- Então não me chame de amor.

Ele parou e olhou para mim com uma cara estranha.

- Isso foi uma ameaça? Pois eu poderia falar amor o dia inteiro se foi.

Rolei os olhos.

- Não há nada aqui, eu posso sentir. Quer fuçar um pouco? - disse já me aproximando de umas cômodas velhas cheias de gavetas.

- Claro, as vezes nós podemos achar um pouco de informação por aqui.

Sem dizer mais nada nós nos separamos em setores, ala norte e ala

sul. Peguei a ala norte e passei a abrir gavetas e fuçar, pegar os papéis jogados no chão, levantar almofadas do sofá, afastar os móveis em busca de algo perdido, testar o chão e as paredes em

busca de algo mais

Sabe, coisas normais.

- Ei, achei algo aqui. - Will gritou e eu segui para a ala sul, que parecia intocada. Ele estava com uma caixinha de metal na mão. - Estava dentro de uma gaveta fechada, e parece grande o bastante para ter arquivos que possam nos interessar.

- Ok, ache um jeito de abri-la

- antes que eu pudesse falar algo

mais ele enfiou um dedo na fechadura e esta se abriu. - Tudo

bem

Você checou as paredes?

- Sim, aquela ali é oca, vamos dar uma olhada nela daqui a pouco. Olhe esses arquivos, parecem ter anos

Ele me passou uma pasta e abriu a outra. Eu passei a folhea-la.

- Escute isso, parece ser um jornal datado

finalmente abre as portas para a imigração

aqui

somos nós.

1990. “O governo

Há uma anotação

Diz “Chegada das aberrações”. Acho que aberrações

- Provavelmente. Acho que isso aqui é algum tipo de diário. “Outubro de 1938: Querido diário, hoje fui falar com Melissa Fligs, já mencionada aqui como amor da minha vida, convidei-a para o baile de primavera, mas ela recusou e zombou de mim, depois saiu de braços dados com aquela aberração. Ela disse que eu deveria ser tão especial quanto Michael. Ela me aguarde, pois eu irei pesquisar sobre suas moléculas alteradas, como vimos na aula de biologia. Irei descobrir

. Pelo jeito

isso é uma briga pessoal que acabou incluíndo as nossas gerações

futuras. - ele folheou o diário novamente. - Ele menciona

como reproduzi-las e me tornarei forte e rápido como ele

bastante essa Melissa Fligs por aqui, devemos fazer um pouco de

pesquisa sobre isso.

- Sim, mas só mais tarde. Vamos checar a parede e ir para

o

shopping. Dê-me essas coisas, vou manda-las para o cofre no

nosso quarto.

- Ok. - ele me deu as coisas e se aproximou da parede oca. Fiz-as

desaparecer.

Ele colocou uma mão lá dentro e passou a inspecionar, ele

procurava por uma área limpa onde entrar.

- Aparentemente é tão pouco utilizado quando o resto, você trouxe

uma lanterna com você?

- Não, mas eu vi uma no shopping ontem, e se estiver no mesmo lugar eu posso traze-la.

- Tente. - ele disse quando enfiou a cabeça dentro da parede. -

É bem escuro aqui. - ouvi sua voz abafada vindo da

parede. Concentrei-me em ver a lanterna naquela loja de iluminações que tem no shopping. Mas nada aconteceu.

Cara

- Moveram-na, nós teremos que seguir assim.

- Ok. - ele saiu de dentro da parede e puxou-me pelo braço - Vou nos passar por aqui, preparada?

- Eu nunca vou estar. - ele sorriu um pouco e passou um braço pela minha cintura. Imediatamente me senti virar mingau, só um monte de ar e ele me ajudou a atravessar a parede. Logo que nós passamos um cheiro estranho me atingiu.

- Caramba, o que é isso?

- Provavelmente ratos mortos. - ele nos transformou em substância novamente. Suas mãos tocaram a parede e ele ficou explorando um pouco.

- Pare, eu posso dizer o que isso é pela forma que os objetos pairam no ar se você parar de se mexer.

Ele parou imediatamente. Fechei os olhos e cheirei o ar. Uma forma de funil preencheu meus olhos.

- Acredito que isso seja um túnel shopping?

Pode estar ligado com o

- Se for acredito que isso já foi um esgoto. Dê-me sua mão. - eu estiquei-a e ele a pegou, como se soubesse exatamente onde estava. - Você que sabe onde os ratos estão, é melhor me guiar.

- Tem medo de ratinhos? - zombei-o.

- Nojo é bem diferente de medo. E cale a boca, se não eu vou cala- la para você. - ele disse e puxou meu corpo contra o seu.

- Ok, chega de gracinhas, temos que trabalhar. - sai do seu abraço e passei a andar, com ele ao meu lado e com nossas mãos ainda juntas.

Passamos o túnel sem problemas, vi que realmente tinha a forma de um funil e que ia se estreitando no caminho, no final nós tínhamos que engatinhar até achar-mos uma saída de ventilação.

Assim que o túnel só dava para uma pessoa eu passei a frente, apesar de ele ter reclamado. Eu era a única que podia sair dali com rapidez suficiente. O túnel estava ficando bem luminoso e assim que nós paramos em frente a saída de ar pude ver uma luz bem forte no meio disso.

Ouvi vozes também.

- Acha que nós conseguimos passar por aqui sem se pegos? - sussurrei para ele.

- Vou nos transformar em fantasmas, assim nós podemos dar uma boa olhada ai dentro.

Ele se aproximou e colocou uma mão dentro da minha camiseta. Senti minha substância mudar e ele nos guiar para a luz. Assim que saímos nos deparamos com algo muito parecido com uma sala de hospital. Tudo era branco e bem limpo, os sofás tinham cores alegres e havia uma flor falsa na cômoda. Não tinha ninguém na sala e as vozes estavam distantes.

- Quer enfiar a cabeça em algum lugar? - ele murmurou.

- Não acho que tenha algo a se ver por aqui. Vamos em frente. - seguimos até a próxima sala. Era um quarto de hospital, mas também estava vazio.

Fomos de porta em porta, cada vez mais nos aproximando das vozes. Tudo estava em perfeita ordem e bem arejado apesar da falta de janelas, parecia pronto para receber alguns pacientes. Talvez fosse realmente um laboratório reserva. Nós finalmente entramos na sala de onde as vozes vinham, e paramos.

No meio da sala estava uma mulher enorme, parecida com uma amazonas, e a sua frente o ministro de Londres.

Capitulo 5 - A Busca

Nós ficamos tão parados que seria possível nos considerar estátuas. Não ousava falar, mas queria gritar com William. O pai dele estava envolvido em toda essa merda, e envolvido até os joelhos como pude ver.

- A.K logo trarão o que nós queremos. - a mulher não era conhecida minha, mas William deveria conhece-la, já que sua expressão (não me pergunte como eu sei, já que estávamos invisíveis) ficou ainda mais severa quando a mulher se virou.

- Terão que ser realmente muito cuidadosos, fomos informados que eles podem detectar energia mágica.

- Não se preocupe, eu criei aquele menino para esse momento, ele não vai estragar tudo. Sem contar que eles estão juntos pela segunda vez, para deixa-la inconsciente é só dar um bom trato na cadela.

Mordi minha mão para não começar a gritar eu sabia, e depois voar no pescoço daquela vaca. Eles estavam falando da minha irmã e de Alexander, ele era o único que conhecia alguém do grupo.

- Acho que ela terá o necessário para nós.

- Bom. Temos que tomar cuidado com William, ouvi dizer que o embaixador liberou sua guarda pessoal por essa missão. Ela tem

sido guardiã desde os cinco, não me surpreenderia se estivesse nos ouvindo agora mesmo.

Tencionei meus músculos.

- Besteira. - disse a mulher descartando a possibilidade - Ela tem um companheiro?

- Não.

- Então ela morreria ao pisar nessa sala.

Isso fez nós dois mais tensos. Meus dedos curvaram na mão de Will e a outra fechou em punho.

- Quando iremos transferir a garota para essa base?

- Rachel virá quando Anita levar a que troca de forma. Ela e Kyle estarão aqui antes do shopping abrir. Aposto que todos ficaremos bem quando a senhorita ganhar seus poderes, e meus homens matarem o embaixador americano.

Então era um todo-mundo-sai-ganhando. Ela ajuda-o a matar o embaixador e ele lhe da o seu poder. Eu tinha que chegar a Patricia antes que Alexander fizesse. Agarrei a mão dele mais apertada e nos teletransportei para o nosso quarto.

Ele nos fez visíveis e vi sua cara de desgosto. Não pude me compadecer, queria chuta-lo até a morte, mas tampouco fi-lo. Assim que estava visível corri escada a baixo o mais silênciosamente possível. Tinha que encontrar Patricia e isso significava três andares abaixo. Corri como uma louca e chequei a

energia de cada quarto até achar a energia de Phoebe. Ela não estava lá, mas mesmo assim soquei a porta. Ouvi Phoebe acordar e vir atender, Rory ainda dormia pelo jeito.

- Anya, o que faz aqui as

Seis e meia da manhã? - ela estava

impecável, cabelos arrumados, pele perfeita, e não como se tivesse a captado dormindo, apesar que seus olhos estavam quase totalmente fechados e ela cheirava a cama.

- Onde está Patricia?

- Oh

Acho que ela passou a noite com Alexander. Amber deve

estar no quarto dela.

- Não tem ninguém lá.

- Oh

Bem, eu

Alexander?

não sei então. Quer o número do

quarto de

- Sim.

- 423.

- Obrigada. - segui reto no corredor. Eles haviam ficado no mesmo andar, o que era muito conveniente para Alexander. Fui testando todo rastro de energia até chegar a porta do quarto dele. Na sua porta havia um rastro mágico fresquinho da minha irmã, de Amber e de John, mas eles já não estavam mais lá.

Porém Alexander estava, e estava dormindo. Queria mesmo arrombar a porta e fazer um escândalo, mas, infelizmente, eu não podia chamar atenção, então eu me teletransportei para dentro do

quarto dele. Estava tudo uma bagunça, haviam cabides jogados no chão, como se alguém tivesse se apoiado neles, as coisas do quarto foram chutadas de lado, havia uma garrafa de champanhe da cômoda ao lado da cama e todos os travesseiros no chão, menos um, que Alexander agarrava.

Minha sorte foi que havia um lençol cobrindo a parte de baixo do seu corpo, mas mesmo assim não escondia muita coisa, mas pelo menos salvava meus olhos.

E pisei num copo de plástico quando

estava quase na cama. Ele acordou assustado e rosnou, e logo não havia chão aos meus pés. Teletransportei-me antes de cair e tinha uma faca contra seu pescoço.

Aproximei-me lentamente

- Onde está ela? - gritei para ele.

- Do que está falando?

- Pare de fingir, seu imbecil! Onde está minha irmã, caralho?

- Sua irmã

- ele olhou ao redor e uma expressão de puro medo

se apoderou da sua cara. - Ela deveria estar aqui.

- Quem é A.K?

- Eu

- Quem é? - gritei e apertei mais a faca.

- Amber e John.

- O que? Mas

- Amber - Anita, John - Kyle. Eu estava ajudando-os a princípio, e

teria todo o prazer de levar você se fosse o caso

Mas eles

escolheram ela, e eu não queria mais participar disso eles nos drogaram e levaram-na. Droga!

Acho que

- Onde ela está? - sussurrei e apertei a faca no seu pescoço.

- Eu vou te ajudar

Eu amo sua irmã. - ele falou de um modo

envergonhado, e eu quase acreditei. As palavras foram suaves e sonhadoras e o peso no ar foi verdadeiro, mas ele poderia ser um ator bom de mais.

- Não acredito em você, se a amasse a salvaria de tudo isso. Onde ela está? - nesse momento senti William entrar no quarto, e um segundo depois ele ficou visível para todos nós.

Ele não disse nada, só se aproximou de nós e mostrou e adquiriu a postura de batalha, isso significava que ele iria me ajudar caso eu precisasse.

- Ok

Eu vou ajudar você, deus, eu vou até mesmo matar alguns

daqueles filhos da puta! Ela está num galpão onde estocam papel, no subterrâneo. Ela foi escolhida por causa do gene do criador, esse negócio todo de mudar de forma, é necessário para que minha madrasta consiga seus poderes.

- Amber e John estão nessa com ele. - William disse.

- Eu ouvi. - eu murmurei antes de bater na cabeça dele com o cabo da faca, para deixa-lo desacordado.

- Eu

Senti a energia negativa na porta.

Ergui as sobrancelhas mas não dei muita importância. Todos nós escondíamos dons, certo? Ele certamente não sabia que eu podia ler seu desejo.

- Oh, achei que não podia. - fui analisar as armas que ele tinha e decidi levar todas elas comigo. Fogo nunca era demais quando está salvando a bunda de alguém. - Precisava de uma algema

- Eu não podia.

Enruguei a testa e olhei para ele. Colocava quantas armas fosse possível ter no meu corpo com quaisquer dispositivos que ele tivesse.

- Pegue. - eu passei a jogar umas quantas armas para ele deixando a maleta quase vazia. - Oh, algemas. E o que você quis dizer com todo esse negócio de “eu não podia, boohoo”?

Aproximei-me da cama e tive tempo de algemar a Alexander e voltar a olha-lo, antes que ele decidisse falar.

- Bem

Eu não tinha esse dom até eu conhecer você, agora me

diga o que isso significa. - sua voz era dura e sua pose severa.

- Oh

- demorou um tempo para que eu me tocasse - Oh, não!

Não, não, não, não, não! Você

que aquela mulher estava certa? Você realmente acha que é meu

parceiro? Ma-mas

Você

Você realmente acha que-

- eu gaguejei bobamente.

- Sei que talvez não seja a melhor coisa para você, mas

- O que? Ok

- respirei fundo - Vamos esquecer isso por agora.

Falaremos depois que minha irmã estiver a salvo, pode ser? Vamos chamar Phoebe, Rory e Sadie e detonar com esses babacas filhos da puta, certo?

Ele se aproximou em duas longas passadas e beijou-me com força. Retribui o beijo automaticamente, apesar de ter achado isso meio estranho.

Assim que ele se separou o suficiente para murmurar contra meus lábios eu tentei beija-lo de novo, mas ele me impediu com um sorriso enorme.

- Tente não se matar lá parceira, nós ainda temos muitos livros sexuais para explorar.

- Que ridículo. - eu rolei os olhos, mas também sorri. - E se você morrer, eu vou chutar sua bunda.

- Ok. - ele beijou-me rapidamente e se afastou, voltando a negócios. Chutou a mala de armas longe da cama e nós dois seguimos quarto a fora.

Corremos até o quarto de Phoebe e avisamos a ela e a Rory, enquanto eles se arrumavam nós ligamos para Sadie, que tinha dormido no quarto de Patricia. Todos estavam reunidos em dez minutos e nós partimos em mais cinco. Ninguém tentou no impedir, ou nos matar, ou qualquer coisa desse tipo, o que é estranho, já que a maior parte das pessoas parecia saber que nós éramos sobrenaturais por ali.

Tinham dois galpões de papel, e eu fui imbecil de ter esquecido de perguntar a Alexander se tinha sido o fechado ou o recém aberto.

- Devemos nos separar? - Sadie disse, um pouco preocupada.

- Não, de jeito nenhum! Nós não sabemos quantos deles são, mas podem ser dois ou dois mil. Nosso grupo já está extremamente reduzido, certamente não precisamos dele ainda menor. Vamos no que ainda funciona antes de irmos para o outro.

Nós desviamos para a esquerda e uns minutos mais havíamos chegado no depósito numero um. Eu e William fomos os primeiros a entrar, Phoebe seguiu atrás de nós com seu corpo mais alargado possível para proteger os que estavam atrás dela. Sadie e Rory estavam armados até os dentes, e eu havia ouvido dizer que sua melhor habilidade era materializar um piano gigantesco na cabeça dos seus inimigos. Sadie era o pesadelo em pessoa, por assim dizer. Ela era uma ilusionista apesar de não gostar de ser chamada assim. Ela via o pior medo de alguém e fazia vive-lo enquanto comia as memórias mais doces, até que a pessoa morresse de medo.

Particularmente, eu tinha medo dela. Me confortava saber que ela estava do nosso lado, já que não podia ter certeza do real poder de John e Amber, atrasa-los um pouco com Sadie antes de rasgar suas gargantas inúteis seria muito útil.

Nós vasculhamos o lugar de ponta a ponta, estava tudo uma desordem, abandonado, cheio de papéis jogados, piso manchado,

teias de aranha

encerado o chão que não haveria nada lá.

Mas não havia nada lá para se ver, poderíamos ter

- Começamos errado pelo jeito. - murmurei já desapontada

Mas

aí eu senti um movimento de subida. - Ou não, escondam-se rapidamente, há alguém vindo.

Todos, menos eu William e Phoebe, já que ele nos deixou invisível como linha de frente, só em caso de algo acontecer, foram se esconder atrás dos rolos de papel gigantes.

Ouvi resmungos e uma parede ser deslizada para um lado, mostrando um elevador de serviço antigo. Saiu de lá um cara com cara de louco falando sozinho. Ele não foi um problema, rapidamente eu havia me teletransportado para trás dele e segurado sua boca para que ele não gritasse.

Rory materializou um taco de beisebol, apesar de ele estar armado até no inferno, e o acertou na cabeça. O homem caiu desacordado. Logo Rory nos arranjou um pouco de fita adesiva e amordaçou e amarrou o homem.

- Isso é bem útil. - Sadie murmurou e ergueu as sobrancelhas, como se visse Rory com novos olhos.

- É ótimo todos nós estarmos pensando em fazer bebês num futuro próximo, mas vamos deixar esses pensamentos para mais tarde. - resmungou Phoebe e seguiu até o elevador antes de nós. Ela checou tudo e resmungou um - Tudo limpo aqui.

Nós a seguimos rapidamente e entramos no elevador junto dela. Nós não tocamos em nada, mas o elevador entrou em movimento. Alguém deveria tê-lo chamado, mas como nós reviramos esse lugar havíamos comprovado uns pares de câmeras, que haviam sido devidamente redirecionadas para as paredes. Talvez alguém havia finalmente pensado que pudesse haver algum invasor na sua base e tinha vindo por nós

Mas quando a porta do elevador abriu, e todos nós usávamos coletes a prova de bala materializados por Rory, não havia nadanos esperando.

- Esperem aqui. - disse William antes de desaparecer e se transformar na leve brisa que passou por nós. Eu ainda conseguia vê-lo, mas apenas como uma remota forma feita de energia muito fraca, já que estava concentrada no perigo e não nele, mas mesmo assim foi bom.

Ele seguiu diretamente para o nada, e continuou indo para nada. Meus companheiros iam sair do elevador, mas eu os impedi. Will voltou rapidamente e falou conosco num sussurro.

- Escutem, há muitas pessoas para lá, e eu acredito que esse lugar seja protegido como o outro. Quem tem um companheiro ai?

Eu sai do elevador junto de Phoebe. Sadie e Rory ficaram lá nos olhando confusos.

- Há um lugar de baixo do shopping com essa proteção, nós não devemos nos arriscar.

- Espere, eu tenho uma idéia. - Rory disse e seus pés e de Sadie saíram do chão. - Eu os chamo de tênis a jato, nós não podemos estar aí, certo? Mas e se nós não estivermos?

- Oh, isso é muito, muito, muito legal! - murmurou animadamente Sadie.

- Suas vidas em risco

fora

precaução.

- eu nem terminei de falar e eles já estavam

E nada havia acontecido. - Ok, continuem com isso como

Nós avançamos lentamente, e com o tempo consegui sentir a energia de todas as pessoas que estavam lá dentro. Haviam cinco sobrenaturais, e o resto era humano. Senti a energia crua da minha irmã, muito fragilizada, mas ainda era ela.

- Ela está aqui, mas algo me diz que eles vem retirando poder

dela. Tem cinco sobrenaturais aqui, dois deles desacordados, e o resto é humano com rastros sobrenaturais. Sem clemência, entenderam? Quero seus corações mais duros que Phoebe e mais

Que pode ser que

gelados que o Alasca, certo? Haverão pessoas

vocês não queiram matar. Não quero nem choro nem vela,

correto?

- Sim senhor capitão. - William zombou e eu quis bater nele.

- Bom que todos entenderam. - eu lhe dei um tapa no estômago antes de fazer um sinal de “sigam-me”.

Capitulo 6 - A batalha

Foi algo sangrento, mas simples também. Nós entramos lá arrebentando tudo, as pessoas que foram para o chão sobreviveram, as que tentaram nos combater morreram.

Os sobrenaturais ali tinham grandes habilidades, porém não eram nem um pouco desenvolvidas. Uma controlava a gravidade, fez

umas duas armas voarem da minha mão antes que eu a acertasse na cabeça e ela morresse. Se ao menos aquela garotinha estivesse

lutando do lado certo sobrenatural.

Seria uma ótima adição para o mundo

Logo depois disso ouvi o menino-balão ser morto, e eliminar uma grande quantidade de gás no ar. Aparentemente ele podia cegar uma pessoa com um corte, e com um tiro na cabeça ele deu cegueiras para todos na sala. O terceiro foi mais difícil. Era apenas um garotinho de dez anos, mas ele não foi ao chão, ele nos combateu. Vi o coração dos meus companheiros amolecer, mas o garoto tinha uma expressão malvada. Nunca soube seu poder, já que eu meti uma bala na sua cabeça antes que ele pudesse fazer algo.

Alguns humanos foram atrás de nós também. Haviam velhos,

adultos, adolescentes, crianças

contrária, a causa errada. Nós rapidamente os eliminamos e chegamos aos pacientes em coma. Haviam vários sacos de sangue espalhados ao redor da minha irmã, provavelmente a única fonte que eles arrumaram para tirar seu poder. Capturei a cena e tentei algo totalmente novo. Fiz a cena ser enviada para o Brasil, e quando abri os olhos minha irmã e uma parte do quarto havia sumido.

Todos lutando pela causa

E também havia sumido minha força. Cai no chão com força e bati a cabeça, o mundo ficou preto.

Não sei quanto tempo demorou para eu acordar, mas eu acordei em movimento novamente. A sala estava cheia novamente, e meus companheiros me rodeavam, tentando me proteger e matando todos os que se revoltavam contra nós. Mais vidas humanas desperdiçadas.

Senti mais sobrenaturais chegando por nós. Eram só mais dois, e apostava que era Amber e John.

Não sei o que eles esperavam quando pisaram na sala, mas certamente não foi um grande buraco de terra abrindo sobre seus pés antes que nós ao menos atirasse-mos.

Alexander desceu as escadas e fechou a mão em punho

terra havia esmagado-os e deixado apenas areia no seu lugar.

Logo a

-

Onde está Patricia? - Alexander disse desesperado, não a achando em lugar algum.

-

A

imbecil da minha mulher quase se matou para mandar ela para

longe. - a voz de William tinha tanta raiva que me machucou Mas mesmo assim ele disse que eu era mulher dele.

Fiz menção de levantar, mas nunca havia me sentido tão fraca na minha vida, meus ossos pareciam ser feitos de esponja. Acho que William me ouviu gemer ou viu minha energia piscar, já que ele se agachou ao meu lado mais rápido que nunca.

- Sua idiota. - ele murmurou para mim, mas havia pego minha mão

e a segurava contra o coração. - Eu disse sem tentar se matar, você não entendeu essa parte?

- Desculpe

- murmurei num tom rouco e baixo - A tentação de te

desobedecer foi muito grande. - ele riu com o meu humor forçado, mas ele ainda estava bravo.

Ele me pegou no colo delicadamente.

- Sadie, você tempo?

poderia

apenas

deixa-los

desacordados

por

um

- Claro. - dito isso todos caíram inertes no chão, pude perceber, fracamente mas pude.

Phoebe estava a nossa frente, ela ainda brilhava como uma barreira mágica, mesmo comigo debilitada. Eu e William estávamos logo atrás dela com Rory e Sadie nos flanqueando e Alexander as

nossas costas. Nunca teria deixado Alexander onde não pudesse vê-lo, mas tampouco achava que isso era muito importante. Eu ainda estava viva, isso estava importando no momento.

Assim que nós deixamos o prédio com segurança eu me permiti a inconsciência novamente.

Devo dizer que já estava cansada de acordar no meio de uma batalha. Dessa vez eu havia sido pousada num sofá e não largada no chão, mas mesmo assim havia sangue por todo lugar. Havia cadáveres jogados lado a lado, e eu não sabia se meus amigos ainda estavam vivos. Reconheci o embaixador de Londres entre os corpos.

Bem, isso iria dar um problemão. - foi a primeira coisa sã que eu pensei, e depois foi: O que está acontecendo aqui, cacete? E o que é esse corte na minha barriga?

Eu me sentia esgotada, e havia muita energia mágica fluindo ao meu redor. Reconheci os aliados, infelizmente haviam mais inimigos que aliados, e passei a drenar as forças dos inimigos mais próximos. Assim que estava mais forte passei a drenar as forças de todos ao redor. Tomei cuidado para não pegar energia de mais, se não eu acabaria tendo uma overdose mágica, o que não é nada bom, como eu bem me lembro na minha missão aos sete anos.

Deixando-os mais fracos e eu mais forte vi rapidamente o número de inimigos cair e ouvia toda hora pianos fazendo barulho e o chão sacudindo.

Levantei-me e cobri o ferimento com a mão. Saquei uma arma e segui para onde os barulhos indicavam, e fui procurando aliados entre os mortos. Assim que eu cheguei ao centro da batalha vi mais corpos, todos com ferimentos de facas ou de armas, alguns com expressões do medo mais puro e outros simplesmente esmagados, uns com as gargantas rasgadas e muito pó salpicado sobre isso.

Meus amigos estavam exaustos, todos eles lutando com as últimas

forças e ainda haviam muitos deles. Talvez eu

um machado quase acertar Will, mas Phoebe pulou na sua frente e o machado amaçou e caiu. Phoebe tinha a roupa toda rasgada de tomar golpes pelos outros. Ela era a única que a energia não havia mudado, ainda era um grande paredão luminoso.

Tive uma idéia. Vi

Passei a jogar facas nos mais próximos que me notavam e tentavam me matar. Demorei um pouco para ver que nós lutávamos contra zumbis, por isso que todos os ferimentos eram direcionados para a cabeça dos alvos. Fui acertando-os na cabeça sem pensar sobre isso, enquanto eu tentava me concentrar para transferir energia para os outros.

Todos os

tipos de ferimentos, mas continuavam a lutar, e nossos

Todos, menos phoebe, tinham cortes, arranhões, tiros

competidores não morriam nunca.

- Eu já te matei cinco vezes, morre logo porra! - gritou Sadie metralhando um zumbi.

Concentrei-me em redirecionar a energia dos zumbis, realmente o zumbido de vida, para os meus amigos, para fora deles. Eu estava muito mais forte, percebi quando tive sucesso em fazer isso e ainda matar alguns zumbis ocasionais.

Em segundos a batalha estava acabada, e eu não estava cansada, e minha barriga já não sangrava mais.

Todos abaixaram as armas depois de cinco minutos.

Batalha acabada.

Duas semanas depois

Ela estava sentada na cama com montes de papéis ao seu redor. Eram fotos, rabiscos, listas, tudo o que havíamos recolhido do laboratório. A mulher misteriosa havia fugido e ainda estávamos atrás da sua bunda.

Ninguém sabia o nome dela. O garoto que Anya havia teletransportado para o Brasil se chamava Jesse. Aparentemente o garoto estava assim desde seu aniversário de oito anos, e agora ele estava prestes a completar treze.

Nós estávamos tentando nos comunicar, o garoto ficou muito tempo sem falar e nem ao menos lembrava de como fazê-lo. Sadie estava testando um outro lado do seu poder, tentando puxar as antigas memórias para a mente dele, apesar de ela só pegar as boas e retirar algumas piores.

Anya não havia tirado o episódio da cabeça dela. Ela havia estado inconsciênte a maior parte do tempo e me fez repetir a história umas trezentas vezes.

Assim que nós chegamos ao hotel nós fomos atacados, num momento de lucidez que aparentemente ela não lembrava, ela entrou deu um tapa numa faca destinada a mim, e como era uma faca mágica voltou-se para ela. Acertou-a de raspão por sorte. Alexander conhecia a entrada para o laboratório, o que nos deu

alguma vantagem. Todos os que nos atacaram do lado de fora haviam sido mortos pelo medo ou por um piano ocasional, apesar de nós termos tentado fazer isso o mais silênciosamente possível.

Eu havia me supreendido na batalha, pelo jeito Anya era mesmo minha parceira, por que eu havia conseguido estender o meu poder para todos que lutavam nas ruas, e os deixei invisível. Isso me esgotou, mas apenas um pouco, já que tinha sido uma dúzia de pessoas.

Dentro do laboratório haviam muitos sobrenaturais, e tão impacientes quanto a madame de lingerie. Havia entrado com Anya no colo, então isso atrapalhou um pouco no início. Eu havia nos deixado insubstânciais e invisíveis e, até que pelo menos vinte sobrenaturais tivessem caído, eu não tinha deixado-a no sofá. Assim que a primeira sala foi dizimada nós fomos para a próxima, lá haviam tantos imortais quanto humanos, formando uma barreira de quase cinquenta pessoas. Nós levamos alguns tiros antes que eu conseguisse nos colocar insubstânciais. Nós fomos rápidos com aqueles, Alexander nem havia vascilado quando ele erguia umas três pessoas de uma vez e as esmagava, Sadie sorria com prazer quando matava os outros de medo, Rory se divertia esmagando pessoas com pianos, e Phoebe estava tendo um ótimo tempo quebrando pescoços com um soco. Eu apenas cortei gargantas.

Demorou um tempo para nós atravessarmos a sala, mas não havia mais ninguém por lá. Também demorou um pouco para que os mortos começassem a levantar. Alguém havia dado aqueles imbecis

sangue de vampiro e agora todos os que ainda tinham a cabeça estavam se levantando.

Foi difícil mata-los, e nós perdemos muito tempo com isso. Nós matávamos um, dois levantavam, nós matávamos outros dois, mais dez vinham

Se Anya não tivesse acordado e acabado com eles nós teríamos perdido um dia lutando lá. Todas as cabeças tinham que ser removidas e não apenas danificadas, o que dificultou bastante.

Nós havíamos perdido a garota que a mulher iria drenar o poder e também a própria mulher. Meu pai havia morrido, Alexander havia esmagado-o até ele virar pó. Eu poderia dançar em cima do seu túmulo.

Aproximei-me dela, ela estava extremamente concentrada nos papéis, pude dizer. Amei o fato de ela ter acabado de sair do banho e ter apenas uma calcinha posta. Esse era seu quarto afinal, ela não se importaria de estar nua nele, ninguém entraria

Ninguém que não pudesse atravessar portas. Parei bem em frente do seu rosto e puxei gentilmente a lista de nomes da sua mão. Ela olhou para cima e sorriu. Já sabia que eu estava lá.

- Bem, demorou duas longas semanas para você vir me visitar. - ela chutou os papéis para um lado e ergueu as sobrancelhas - Não vai aparecer?

Apareci para ela. Eu estava usando jeans escuras e uma camiseta branca, vinha aqui de passagem.

- Quase pensei em chamar Dante para conhecer meu quarto, já que o senhor pelo jeito não viria. - ela deu uma bronca em mim e eu ri.

- Se Dante tivesse pisado aqui dentro ele teria que aprender a andar com os joelhos e a comer com os cotovelos.

- Veja se meu homem não é mau. - ela estava de joelhos e se aproximou da beirada da cama. Fui ao seu encontro e colei seu corpo ao meu. Ela ainda estava quente da ducha e seus cabelos longos pingavam por todo lugar.

- Seu homem então? - abracei-a mais forte. Deus! Como eu havia sentido falta dessa mulher. Ela e sua língua afiada, com resposta para tudo, seu corpo macio e seu olhar mole e fácil quando se tratava de mim.

- Bem, que eu me lembre alguém me falou isso depois da batalha. Alguém com lágrimas nos olhos e um monte de ranho no nariz dizendo “Oh, essa é minha mulher, você está bem bebê?”, e assim que nós chegamos a base você quebrou o nariz de um cara que me olhou rapidamente, e deu um discurso emocionante de como você era meu homem e não queria que ninguém olhasse para mim.

- Ok. Eu lembro disso.

- Bom, por que eu quero testar toda essa teoria de mim jane tu tarzan. - ela murmurou e suas mãos agarraram meu cabelo. Um arrepio passou pelo meu corpo quando suas unhas rasparam levemente na minha cabeça. Ela sorriu maldosamente antes de me beijar.

Sua língua era quente e macia contra a minha, muito diferente do seu agarro no meu cabelo e da excitação nas minhas calças. Não demorou muito para minhas roupas estarem fora do nosso caminho.

Assim que a única coisa que restava entre nós era pele e pêlo ela se afastou e me puxou consigo. Quando eu percebi o que ela estava fazendo eu já estava algemado na cama.

***

- Sabe

- comecei e um sorriso maldoso se espalhou pela minha

cara - Duas semanas sozinha me fez muito criativa.

- Não sabia que gostava de algemas, amor

- ele disse com um

sorriso de espectativa no rosto. Ele tinha as duas mãos presas na cama e estava nu, e completamente deslumbrante. Mesmo não sabendo o perigo em que tinha se metido ele ainda tinha aquele olhar que dizia “Sou malvado, vou açoitar você agora”, mal pude aguentar e seguir com o meu plano, mas me segurei.

Todo aquele negócio na cama fora um truque. Minha irmã havia me avisado que ele estava conversando com o meu tio, então eu

não havia posto roupas além de uma minúscula e rendada calcinha preta.

Eu ainda tinha que revisar alguns documentos então eu fiquei de costas para a porta com todos eles fazendo um circulo a minha volta e mantive postura.

Percebi o momento que ele entrou no quarto, senti seu prazer em ver-me assim e senti-o sorrir minimamente. Eu sabia de tudo, desde o momento em que ele viu uma tímida gota d’agua escorrer pelas minhas costas até o momento em que ele chegou a minha frente.

- Posso contar um segredo para você, amor? - eu murmurei provocadoramente e deixei um dedo escorregar pelo seu torso. Ele ficou tenso pelo meu toque e suspirou. - Eu adquiri um poder muito, muito oportuno. - disse antes de ele dizer qualquer coisa. Minha mão subiu e eu experimentei provocar seus mamilos. Oh, sim, nova área rosa.

- Qual é o poder? - a sua voz era contida como também ele não respirava.

- Hm

- ronronei e me curvei para deixar minha língua sentir o

gosto dos seus mamilos. Ele gemeu baixinho e eu trouxe minha mão para a sua linda barriga, provocando-a com meus dedos

travessos. - Você terá que adivinhar

para o outro mamilo. Mordi-o levemente e ele rosnou.

- murmurei e mudei-me

Pelo jeito ele não gostava de ficar tão vulnerável e excitado. Passei uma perna pela sua cintura e sentei-me nas suas coxas, com a língua passei a trilhar um caminho até sua boca, beijando seu pescoço, lambendo sua orelha, mordendo seu queixo e finalmente beijando seus lábios.

No momento em que nossos lábios se tocaram eu deixei minha mão deslizar para seu pênis. Ele gemeu e eu sorri vitoriosa.

- Ok, não aguento mais isso. - ele rosnou e suas mãos atravessaram as algemas. Logo ele estava em cima de mim e segurou minhas mãos nas dele. - Você deveria ser presa por isso, garota má.

Eu ri e estiquei o pescoço para beija-lo. Seu corpo estava tenso e suado, como se ele estivesse tentando parar a si mesmo de tomar- me com força.

- Não deixe nada sobrar. - murmurei contra seus lábios.

Foi suficiente. Ele entrou grosseiramente e eu não reprimi o grito que escapou da minha garganta, e ele grunhiu como um animal faminto. Para não deixa-lo escapar para muito longe minhas mãos agarravam suas costas e a arranhavam, ele voltou para me beijar, esmagando um seio com uma mão e a minha cintura com a outra. Havia tanto prazer que a dor era apenas um pequeno choramingar no fundo da minha mente. Nosso beijo teve mais dente que língua, foi bruto e animalesco, e exatamente o que eu precisava.

Ele pegou minha cintura com mais força e com as duas mãos dessa vez, ele aumentou o rítimo e a dureza, até mesmo a cama se

balançava conosco dessa vez, talvez suas costas estivessem sangrando um pouco, mas eu não conseguiria dizer.

Estava pegando fogo. Havia alguém gritando, mas não sabia se era eu ou ele, tudo formigava, minha respiração era trabalhosa e nosso corpo era uma fricção danada.

Tudo parecia deslizar e encaixar com facilidade, sentia um orgasmo chegar atrás do outro, meu coração parecia morar entre minhas pernas agora. Não havia nada além de paraíso piscando na minha mente. Estava mole, mas ainda não tinha acabado. Ele não pararia

até eu esquecer o que exatamente eu estava fazendo aqui e quem

no inferno é Anya.

Sentiria toda aquela brutalidade mais tarde, agora a única coisa que eu sentia era o prazer do sexo, o espancar das suas bolas e seu beijo faminto.

Vi que ele tentava ir o mais longe que podia, dar-me tantos

orgasmos que eu explodiria. As vezes uma coisa banal pode fazê-lo

perder toda sua determinação.

Gritei seu nome, quase chorei seu nome de tanto que eu convulsionava. Seu grito copiou o meu, gritando o meu nome e uma ultima estocada. Seu orgasmo prolongou o meu e ele mordeu meu pescoço brutalmente. Isso nos deixou como dois pedaços de carne moles caídos um em cima do outro.

Eu estava voando, não havia uma grama de força no meu corpo para nada. Nós dois respirávamos pesadamente, seu rosto contra

meu pescoço, suas mãos caídas flacidamente, ele ainda dentro de mim e minhas pernas caídas de lado.

Não sabia de nada nesse momento além de que eu amava aquele homem, e amava o quanto eu podia desestruturiza-lo com seu nome apenas.

- Anya? - ele murmurou sem fôlego

Demorou um tempo para a núvem sumir da minha mente e eu descobrir que Anya era eu, e que ele havia me chamado.

- Hmmm

- foi a única coisa que saiu da minha boca.

- Eu queria te pedir uma coisa, amor. - ele se apoiou nos seus antebraços e sua cabeça ficou em frente a mim.

- Depois disso você pode pedir qualquer coisa. - murmurei e sorri para ele. Seus lábios desceram nos meus levemente e meus braços molengas se apoiaram no seu ombro, meus dedos afastaram uma mecha de cabelo do seu rosto.

- Meu pai morreu e

Eu vou ter que administrar Londres.

Tudo parou. Já não me sentia tão extasiada, ou voando em bobagem melosa. Fiquei tensa em baixo dele e ele percebeu, e sorriu para mim meu sorriso preferido.

- Não seja estúpida, eu estou aqui para convence-la a ir morar em Londres comigo.

A minha boca abriu, e fechou, e abriu denovo, e logo se fechou.

- Amor, você parece um peixe. Não, uma sereia

- Você ta falando sério?

- ele zombou.

- Não pareceu sério o suficiente? Eu posso concertar isso

- senti-

o endurecer lentamente como o sorriso que ergueu seus lábios.

- Para com isso. - mas eu estava sorrindo.

- Você vai para Londres comigo ou eu vou ter que passar mais algum tempo tentando convencer você, e mostrar todos os benefícios que a viagem inclui?

- Hm

Você vai ter que se esforçar um pouco mais.

- Oh, sim? - ele se moveu ligeiramente dentro de mim e senti meu corpo todo revivendo.

- Oh droga, ok, eu vou para Londres com você.

- Eu devo parar isso? - ele murmurou e se moveu lentamente para fora e para dentro de mim.

- Só se você quiser perder a coisa mais preciosa que tem.

- Oh, eu já perdi.

- Sim?

- Meu coração, para você.

- Oh deus, cale a boca antes que eu corte sua lingua. - coloquei uma mão na sua cara e ele riu e lambeu-a. - Que nojo.

- Espere ela estar em outros lugares

Eu ri e ele me beijou novamente, só que levemente dessa vez, mesmo assim não impediu o meu coração de dar voltas em alta velocidade por aí.

Droga, eu realmente amava esse imbecil.

***

Eu estava descansando depois da ultima vez quando a porta abriu

e minha irmã enfiou a cabeça para dentro do quarto.

- Ahá! Sabia que eu

- Garota, vá fazer pintar o cabelo e perturbar seu tio. - resmunguei para ela e ela riu.

- Sabia que toda essa gritaria vinha daqui e não de alguém matando uma vaca super inteligente que sabia gritar “WILLIAM, OH DEUS!”.

- Nossa, que engraçado.

- Por que toda essa rabujentisse? Depois de duas horas de gritos você deveria estar pulando pelo quarto e espalhando bichinhos de pelúcia rosa por suas estantes.

Nesse momento William saiu do banheiro completamente nu. Minha irmã inpecionou seu corpo sem vergonha e sua boca caiu aberta.

- Oh

- foi a única coisa que ela disse.

- Amor, acho que sua irmã gosta do que vê.

- O que ela vai ver daqui a pouco é minha mão na cara dela. - pulei da cama e parei na frente dele. Ele se aproximou e esfregou o pênis na minha bunda, para me mostrar o quão excitado eu deixava-o. - Pare com isso. Saia daqui Patricia, ou eu vou gritar por Alexander.

- Ok, ok, sua estraga prazeres. - ela murmurou irritada e bateu a porta quando saiu.

- E pare você com isso. - eu murmurei quando ele voltou a se esfregar em mim - Já é a quinta vez, e eu já disse que vou com você para Londres.

- Sim

Mas você me prometeu um banho de gato uma vez

- Claro, como se você fosse ficar quieto para isso, provavelmente me agarraria antes que eu terminasse o dorso.

- É

- Você é tão idiota. Leve seu traseiro magnífico para cama. - ele riu.

- Posso te contar um segredo?

- Juro por deus se você tiver alguma doença sexualmente transmissível eu vou dar um chute nas suas bolas.

- Não, cale a boca. Eu queria dizer que eu amo você.

- Ah

- Amo o seu sarcasmo, amo quando você me provoca, amo quando diz uma coisa e depois vai e faz outra completamente diferente,

amo quando você tenta não gritar meu nome, e acaba murmurando-o baixinho, amo quando você está dormindo e rola para cima de mim, e suspira agarrando-me mais perto. Amo quando você está bebendo coca e fica toda vermelha por causa do gás, amo provocar você, fazer coisas que fariam outras mulheres chorarem de vergonha, e você apenas sorri e diz “se

meter essa mão por aí, não espere tira-la tão cedo”, sem ao menos

Apesar que eu particularmente quis

chutar sua bunda quando você quase se matou de exaustão pela

Simplesmente amo tudo em você, até mesmo seus

defeitos e as coisas realmente irritantes.

sua irmã. Eu

corar. Amo sua coragem

Nós ficamos em silêncio um momento. Meu coração estava a mil, minha boca estava seca e minha visão estava borrada.

- Filho da puta. - murmurei antes de pular para seus braços e beija-lo na boca com força. - Eu te amo tanto que eu quero chutar sua bunda por me fazer chorar, seu estúpido filho da puta. Deus, como eu amo você. - beijei-o novamente e ele se afastou para rir.

- Estou emocionado. - ele zombou, mas me pegou no colo e me levou para cama. - Pronta para um pouco mais de Will?

- Como se eu pudesse não estar pronta depois de tão curtos intervalos. - rolei os olhos e ele sorriu.

- Você parece uma velhinha reclamando.

- Você vai ver a velhinha te deixando sem palavras em poucos segundos.

Ele riu quando me deixava na cama e me beijava novamente.

- Amo você.

- Ok, eu te amo também. - resmunguei e ele me beijou.

Imbecil, se aquelas malditas lágrimas caíssem ele seria um

homem

Ah, foda-se.

The end.