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GoGlobal

GraphOn

Victor C. de Lacerda
RA:05032032

Tópicos Especiais em Tecnologia da Computação


8º Semestre

Profº Levi
O software:
Software que além de portar quaisquer aplicações (Windows, Unix ou
Linux) para a Internet (sem reescrevê-las), permite também que ambientes
corporativos adotem o conceito de SBC - Server Based Computing
(Processamento Baseado em Servidor), visando centralizar a administração
dos recursos de informática.
Também com o GoGlobal é possível integrar ambientes heterogêneos.
Corporações adeptas ao software livre já estão migrando suas estações para o
Sistema Operacional Linux, porém continuam acessando aplicações Windows
através do GoGlobal.

Desenvolvimento:
Desenvolvido pela GraphOn, empresa americana fundada em 1982.
Inicialmente desenvolvia hardware para vídeo, tendo sido a partir de 1996 se
focado para o GoGlobal como plataforma WEB Enable independente de SO.
Nessa data desenvolvia aplicações SBC para Linux e Unix.
Em 2000 expandiu sua área de atuação ao incluir também sistemas para
a plataforma Windows.
A GraphOn está presente em todos os continentes e na America latina
possui representantes no México, Peru, Guatemala, Costa Rica El Salvador,
Chile e Brasil.
Seus principais clientes são utilizando o sistema GoGlobal são: Ericson,
Volvo, Honeywell, Compuware,, Alcatel, France Telecom, Mitsubishi, NTT, ADP,
Agilent, Verizone, Front Range Solutions, USA Department of Defense,
Cingular Wireles, Tyco Eletronics.

Distribuição no Brasil:
No Brasil é distribuído pela Elosoft, parceira tecnológica no Brasil de
empresas como Oracle, Compuware, Symantec, Graphon, Powerlogic e
MobiOn.
Está no mercado de tecnologia desde 1994 e é representada em vários
estados brasileiros através das suas revendas.
Alguns clientes da Elosoft são: HSBC, Bunge, Coamo, TIM, GVT, Dana,
Gerdau, CEEE, Unimed, Seara-Cargill, Eletrosul, Siemens, Kraft Foods,
Petroquímica.

Sistema GoGlobal:

O sistema surgiu de uma série de necessidades, tais como reduzir custos


de licenciamentos, tornar mais acessíveis os sistemas da empresa e
possibilitar integrá-los com diferentes plataformas tanto nos servidores quanto
nas maquinas clientes.
É um sistema de web-enabling, ou seja, ele utiliza a rede(internet, intranet,
ou extranet) para distribuir as aplicações. É voltado principalmente a
disponibilizar sistemas legados das empresas de forma que o acesso a eles
não se limite tanto ao local de trabalho ou ao computador de cada funcionário
na empresa.
O sistema opera em ambientes mistos heterogêneos, ou seja, permite que
sejam disponibilizadas em um mesmo computador cliente aplicações que
provem de servidores Linux, Windows, Unix Mac OS, etc. criando um ambiente
conhecido como cross platform.

Cross platform é o termo usado para sistemas computacionais que são


implementados e/ou inter-operados em múltiplas plataformas. Softwares cross
platform podem ser divididos em 2 tipos: um deles requer compilação ou
desenvolvimento individual para cada plataforma na qual irá suportar e o outro
pode rodar diretamente em diferentes plataformas sem uma preparação
especial. Por exemplo, softwares escritos em linguagens interpretadas ou pré
compilado para cada interpretador são componentes comuns ou padrão em
qualquer plataforma.
O sistema usa processamento centralizado que dispensa licenças
WTS(Windows Terminal Server), assim reduzindo custos com essas licenças.
O termo processamento centralizado é usado pois o sistema processa todos os
dados referentes as transações das aplicações que estão sendo usadas pelos
usuários no servidor, na realidade é como se a aplicação estivesse mesmo
rodando no servidor.
É possível também que usuários Web anônimos se conectem, não limita o
acesso apenas aos funcionários da empresa o que possibilita que
colaboradores externos como fornecedores, clientes e terceirizados tenham
acesso a certos módulos e dados que a empresa disponibilizar para seu uso.
O que caracteriza um usuário WEB é que não se sabe quem é, onde está,
quando vai entrar, e quanto tempo vai ficar no sistema.
O sistema suporta aplicações distribuídas em diversas linguagens como
VISUAL BASIC, DELPHI, POWERBUILDER, JAVA ou qualquer outra
linguagem tradicional.
O GoGlobal suporta como sistemas operacionais nos servidores o Unix,
Linux, Windows Server 2003 e Windows XP Professional SP2. No caso dos
servidores Windows, dispensa totalmente o uso de licensas WTS tanto nas
maquinas clientes quando nos próprios servidores.
O Windows Vista não é suportado para ser utilizado no servidor, no
entanto pode ser usado em maquinas clientes. Está previsto para novembro de
2008 o lançamento do GoGlobal server Windows Server 2008.

Ambientes Heterogêneos:
O GoGlobal é um sistema SBC que opera em ambientes heterogêneos
mistos, ou seja, onde há aplicações de diversas plataformas coexistindo.
Em geral os sistemas SBC vem ganhando espaço nas empresas pois:
Permite aumentar o controle sobre os recursos computacionais, pois ao
se ter um servidor centralizado fica mais fácil administrar seus recursos, bem
como sua manutenção quando necessária, ao contrário de se ter um grande
numero de maquinas que exigem manutenção e configurações independentes
espalhadas pela empresa.
Permite racionalizar os investimentos em informática.
Permite aumentar a segurança e diminuir a vulnerabilidade dos sistemas,
possibilitando que sejam desativadas portas USB e drives de CD que são
entradas para qualquer tipo de ameaça à integridade dos sistemas. Como
informações não ficam nas maquinas clientes, dificulta o desvio de informações
confidenciais da empresa.
Permite centralizar a administração dos recursos de informática
Permite o acesso móvel e distribuído aos sistemas da empresa, seja por
meio de PDAs, notebooks, celulares, ou mesmo os funcionários acessando os
recursos de fora da empresa.

O GoGlobal oferece uma camada de apresentação totalmente


transparente ao usuário final.
O usuário não sabe se a aplicação que está usando provêm de um
servidor Windows, Linux ou Unix.
O sistema oferece ainda meios de distribuir a carga entre os servidores de
forma a impedir ou reduzir a ocorrência de panes ou baixa performance por
meio de excessivo uso dos recursos de um servidor ao passo que outro pode
estar ocioso. Para tal é preciso que os servidores disponibilizem as mesmas
aplicações.
Operando com licenças de usuários concorrentes, o sistema permite uma
fácil escalabilidade tanto vertical quanto horizontal, isto é, aumentando-se o
número de usuários simultâneos no sistema ou também aumentando a
quantidade de aplicações sendo disponibilizadas por ele para tais usuários.
Este modo de administrar as licenças dispensa que as mesmas sejam
armazenadas nas maquinas clientes, evitando que no caso de troca de
máquinas seja preciso copiar as licenças ou seriais para as outras máquinas.
O arquivo de licença fica no servidor do GoGlobal e estipula o número
máximo de usuários que podem se logar simultaneamente no sistema.
 Application Named: Licença que permite publicação de
uma única aplicação(pode ser mais de um executável,
contanto que pertençam a um único software)
 FULL: Licença que permite publicação de várias
aplicações.
Ambas as licenças são perpétuas, ou seja, não expiram nem
possuem prazo de utilização. Não há up-grade da liçensa Named
para a Full.

A tabela a seguir mostra os preços de comercialização das


licenças de acordo com a quantidade.
Aplicações e administração:

O GoGlobal permite que as aplicações tenham o exato mesmo


comportamento que teriam rodando localmente, isso inclui também impressão
e som.
Algumas vantagens que o sistema traz frente a um sistema convencional
de acesso remoto é que ele transmite somente dados referentes a aplicação,
ao invés de trazer todo o desktop para a maquina cliente. Dessa forma é
possível reduzir o trafico de dados na rede bem como o processamento exigido
do servidor e da maquina cliente.
Transmite as variações de desenho da tela individualmente ao invés de
bitmaps da tela inteira. No caso do Cluster Manager, que é uma ferramenta do
sistema para administração, ao conectar-se em uma sessão de um cliente,
segundo o movimento do mouse ele atualiza a tela, de acordo com o que foi
modificado, ajudando também para minimizar o trafico de dados e deixando o
sistema mais leve.
Ao invés das convencionais licenças WTS o sistema usa o protocolo
patenteado da GraphOn chamado RapidX que oferece compactação de dados
mais eficaz.
No quesito desempenho é importante lembrar que como o sistema é web-
based as condições da rede influenciam diretamente o desempenho. Algumas
questões na rede que podem interferir negativamente no desempenho do
sistema são velocidade de transmissão, carga na rede, grande variação nas
taxas de transmissão, no caso de LANs de grande extensão integradas via
links de rádio ou ainda VPNs, principalmente se as aplicações emuladas pelo
sistema utilizam alguma forma de acesso a banco de dados Oracle.
A impressão é feita de modo semelhante ao Windows, pois se instala uma
ou mais impressoras na maquina e define-se uma padrão para o GoGlobal. Um
detalhe é que para que seja possível imprimir os documentos pelo GoGlobal é
preciso que a impressora que está instalada na maquina cliente, ou definida
como padrão do GoGlobal na maquina cliente em questão esteja também
instalada pela rede no servidor do GoGlobal, caso contrário não é possível
imprimir os documentos.
É possível que diversos equipamentos, cada qual com sua arquitetura
particular de hardware e software coexistam interagindo de forma simples, sem
ser preciso reescrever código ou regras, com aplicações sendo disponibilizadas
por um servidor comum.
A imagem a seguir exemplifica um destes cenários.

Os requisitos mínimos do sistema para um servidor são:


 Pentium 4 1.6 ou superior
 500MB espaço em disco
 512MB de Ram
 Conectividade TCP/IP
 Web Server IIS ou Apache
 Memória RAM: A média de memória RAM consumida pelo
GoGlobal é de 12 MB por usuário. Soma-se a esses 12 MB a
memória necessária para as aplicações que serão publicadas.
 Consumo banda de rede do GoGlobal: média de 16kbps por
usuário.

A banda de rede usada pelo sistema não é de 16kbps dedicada a cada


usuário, más sim uma média, pois usuários que estão apenas logados mas
sem usar nenhuma aplicação foi verificado que o consumo de banda é bem
menor, ao passo que dependendo da aplicação e/ou número de aplicações é
normal o sistema ultrapassar este valor.

As estações clientes suportadas são:


Windows Client
Windows 95/98/Me/XP, Windows 2000, Windows NT 4.0
Windows CE Client
CE 4.2 (Embedded Windows, Mobile Windows)
Linux Client
Red Hat 7.3 e SuSE Linux 8.0 com KDE 3.0
Macintosh Client
Mac OS-X 10.3 (Panther)
Java Client
Windows 95/98/Me/XP, Windows 2000
Windows NT 4.0 (com Internet Explorer 5.5, 6 e Netscape 4.76, 6, e 7)
Solaris (com Netscape Navigator 6.0)
OS/2 (com Netscape Navigator 4.76)
Linux (com Netscape Navigator 7.0)
Macintosh (MacOS 8.6 e 9 com Internet Explorer 5.5)
Netscape Plug-In
Windows 95/98/Me/XP, Windows 2000, Windows NT 4.0 (com Netscape
Navigator 4.76+)
Red Hat 7.3 ou SuSE Linux 8.0 com KDE 3.0 (com Netscape Navigator
4.76+)
ActiveX Control
Windows 95/98/Me/XP, Windows 2000, Windows NT 4.0 (com Internet
Explorer 5.5+)

Os três últimos citados são uma alternativa ao modo de janela de


aplicações, em que as mesmas são disponibilizadas por meio de um browser
no qual o usuário as acessa.

Componentes do GoGlobal:

• Application Publishing Service: Controla conexões do


cliente, autentica usuários e lança aplicações;
• Program Window:. Interface de usuário para abrir
aplicações através do GoGlobal;
• Display Server: Biblioteca responsável pelo
redirecionamento de uma aplicação para o computador
cliente;
• Component Server: Biblioteca que está carregada em
cada aplicação lançada no GoGlobal Server;
• Cluster Manager: Usado por administradores de
sistema para controlar o acesso de usuário às
aplicações no GoGlobal Server e para registrar e
gerenciar as aplicações do GoGlobal Server;
• System Extension Driver: Biblioteca que adiciona
características multiusuário e realça a escalabilidade do
GoGlobal Server.
Os componentes visíveis aos usuários(tanto máquinas clientes quando
administradores) são o Program Window e o Cluster Manager. Os outros
componentes apenas apóiam o funcionamento do sistema.

Após a instalação do sistema, na primeira vez que ele é iniciado em uma


maquina cliente é preciso especificar um servidor de aplicações.

Especificando o servidor

Marcando o Box embaixo da janela é criado um atalho para o servidor, de


forma que o usuário não precisa sempre especificar o endereço do mesmo.

Após isto a tela de logon é exibida, e o usuário entra com o login e senha:
Tela de login

Em seguida é aberta a tela de aplicações(Program Window) onde são


mostradas ao usuário todas as aplicações de que ele dispõe no servidor
especificado. A tela tem suas próproas configurações locais em cada maquina,
mas no geral é bastante simples, deixando claro as aplicações que
disponibiliza.
Program Window

Toda a parte administrativa do sistema é feita através do Cluster Manager,


pelo qual é possível adicionar/remover aplicações, terminar sessões de
usuários, terminar processos rodados no servidor, visualizar aplicações de
usuários logados, assumir controle sobre aplicações de usuários, editar
propriedades da aplicação, duplicar uma aplicação,renomear aplicação, setar
parâmetros de inicialização de aplicações para usuários ou grupos e gerenciar
sessões e processos.
A imagem a segui mostra o Cluster Manager. A esquerda é possível ver
uma lista dos servidores, e a direita vê-se as aplicações que cada um
disponibiliza, oferecendo-se a possibilidade de alterá-las como dito acima. O
CM também fornece informação sobre o uso de CPU, memória utilizada bem
como Sessões e Processos no servidor selecionado.
Custer Manager

Ao adicionar uma nova aplicação é preciso informar alguns parâmetros,


como modo de inicialização(maximizado, minimizado, normal) e também
localização do executável e pasta na qual o mesmo encontra-se, como é
possível ver na imagem abaixo.

Adicionando aplicação
Entre algumas modificações que é possível fazer nas aplicações pelo CM,
encontra-se a possibilidade de duplicar aplicação.
Duplicar uma aplicação cria uma cópia exata da aplicação original. É útil
para determinados usuários que precisam de determinada configuração da
aplicação, para que não tenham que alterar as configurações toda vez que
logarem no sistema.
Ao duplicar uma aplicação é preciso especificar um display name diferente
da original, que será exibido para os usuários através da program window.
O gerenciamento de sessões permite que o administrador do sistema
termine sessões, processos ou mascare sessões.
Ao terminar sessão todas as janelas de aplicações que o usuário estiver
usando serão fechadas e o usuário será desconectado do servidor GoGlobal.
O processo é qualquer ação no servidor que foi iniciada por um usuário.
Um cliente rodando uma aplicação por exemplo é um processo.
Ao terminar um processo a janela deste será fechada no micro do usuário,
mais o mesmo continuará com uma sessão logada no servidor
Cada processo aparece listado também no gerenciador de processos do
Windows no servidor.
Ao mascarar uma sessão o administrador pede ao usuário que autorize
sua intervenção. Se o usuário permitir, o administrador irá visualizar a janela de
aplicação do usuário e poderá interagir com o mesmo. Isto é útil para
assistência ao usuário, colaboração remota ou assistência técnica.
Mascarar sessão é uma ferramenta de uso exclusivo dos administradores
do sistema.

Segurança:

O GoGlobal oferece encriptação de todos os dados transmitidos entre o


servidor e os clientes e vice versa.
Outras aplicações e dados críticos ficam isolados dos clientes no servidor,
de forma que os mesmos não tem acesso a dados que não dizem respeito as
suas aplicações, isso evita que sejam salvos no servidor arquivos que com o
passar do tempo ocupem demasiado espaço e principalmente arquivos que
possam representar uma ameaça a integridade do sistema.
O modo padrão para a transmissão é via TCP com encriptação EDS de 56
bits. Há também o modo de transmissão via SSL com encriptação 128-bit RC4,
168-bit 3DES, 256-bit AES. É preciso uma licença especial para utilizar os três
últimos algoritmos citados.

O GoGlobal permite também definir limites de recursos para evitar que o


servidor seja sobrecarregado e se torne instável, podendo perder dados de
aplicações.
Os limites de recurso podem ser definido segundo quatro variáveis, que
são nº máximo de sessões por usuário, nº máximo de sessões no servidor,
mínimo de memória virtual livre disponível, mínimo de memória física livre
disponível.
Ao alcançar os limites de recurso o servidor impede que sejam criadas
novas sessões ou novos processos dentro dessas sessões.

Conclusão:
Na visão de administrador do sistema, o mesmo se mostra confiável e
estável. É uma boa opção para as empresas que precisam expandir o numero
de usuários e os locais disponíveis para que estes acessem as aplicações.
Obs.: Publica somente aplicações 32 bits.

Bibliografia:

 GGFW_Admin_Guide.pdf
 http://www.graphon.com/content/view/38/108/
 http://www.goglobal.inf.br
 http://portal.elosoft.com.br
 Algumas informações foram cedidas via telefone e e-mail por Marcos
Nascimento Armange – Consultor Comercial GO-Global