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Escola SENAI “Prof. Dr. Euryclides de Jesus Zerbini” Campinas – S.P.

Escola SENAI “Prof. Dr. Euryclides de Jesus Zerbini” Campinas – S.P. 200 3 Eletrônica II
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2003

Eletrônica II

SENAI-SP, 2001

Trabalho elaborado pela Escola Senai “Prof. Dr. Euryclides de Jesus Zerbini”

Coordenação Geral

Equipe responsável

Coordenação

Elaboração

Versão Preliminar

Magno Diaz Gomes

Luíz Zambon Neto

Edson Carretoni Júnior

SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Escola SENAI “Prof. Dr. Euryclides de Jesus Zerbini” Avenida da Saudade, 125, Bairro Ponte Preta CEP 13041-670 - Campinas, SP senaizer@sp.senai.br

Eletrônica II

Eletrônica II Sumário Osciloscópio 5 Medição de Sinais com Osciloscópio 25 Gerador de Funções 49
Eletrônica II Sumário Osciloscópio 5 Medição de Sinais com Osciloscópio 25 Gerador de Funções 49

Sumário

Osciloscópio

5

Medição de Sinais com Osciloscópio

25

Gerador de Funções

49

Diodo Semicondutor

55

Diodos Especiais

81

Circuitos Retificadores

97

Circuito Retificador com Filtro

117

Transistor Bipolar

135

Ponto de Operação do Transistor

159

Polarização do Transistor

179

Características do Transistor Bipolar

209

Reguladores de Tensão

223

Regulador Monolítico

237

Amplificador Operacional

249

Amplificador Não-Inversor

279

Tiristores

289

SCR

293

TRIAC

311

FET – Transistores de Efeito de Campo

321

Referências Bibliográficas

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Eletrônica II

Eletrônica II Osciloscópio Uma das grandes dificuldades que os técnicos enfrentam na reparação de circuitos
Eletrônica II Osciloscópio Uma das grandes dificuldades que os técnicos enfrentam na reparação de circuitos

Osciloscópio

Uma das grandes dificuldades que os técnicos enfrentam na reparação de circuitos eletrônicos é esta: os fenômenos que ocorrem nos componentes eletrônicos são abstratos; ou seja, tudo acontece sem que se possa ver. Conseqüentemente, toda a reparação é feita também a partir de raciocínios, de forma abstrata.

Daí a importância do osciloscópio para o técnico. É através desse instrumento que variações de tensão em um componente do circuito são transformadas em figuras, ou seja, em formas de ondas mostradas em uma tela. Isso torna possível a análise do comportamento do componente analisado dentro do circuito a ser reparado.

Vamos tratar dos controles básicos e da preparação do osciloscópio para o uso. Desse modo, você saberá como utilizar posteriormente esse instrumento nos mais diversos tipos de medições.

Osciloscópio

O osciloscópio é um equipamento que permite ao técnico em manutenção observar as variações de tensão elétrica em forma de figura em uma tela.

Através do osciloscópio, é possível pesquisar e analisar defeitos em circuitos eletrônicos e elétricos.

Na tela de um osciloscópio, as imagens são formadas unicamente pelo movimento rápido de um ponto na horizontal e vertical, como em um aparelho de televisão.

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Quando o movimento do ponto é rápido, a imagem que se observa na tela é uma linha.

As imagens se formam na tela do osciloscópio mediante movimentos simultâneos no sentido vertical e horizontal.

A figura a seguir mostra um modelo de osciloscópio de traço simples com o painel de controle e entrada de sinal em primeiro plano.

o painel de controle e entrada de sinal em primeiro plano. Como se pode observar pela

Como se pode observar pela figura, os controles e entradas do painel podem ser divididos em quatro grupos a saber:

1.

2.

3.

4.

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controles de ajuste do traço ou ponto na tela;

controles e entrada de atuação vertical;

controles e entrada de atuação horizontal;

controles e entradas de sincronismo.

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Eletrônica II

Controles de ajuste do traço ou ponto na tela A figura a seguir destaca o grupo de controles de ajuste do traço ou ponto.

destaca o grupo de controles de ajuste do traço ou ponto. Observação As designações dos controles

Observação As designações dos controles aparecem entre parênteses em inglês, visto que é comum os osciloscópios terem esse tipo de identificação.

Esses controles são enumerados a seguir.

Brilho ou luminosidade (brightness ou intensity): controle que ajusta a

luminosidade do ponto ou traço. Em alguns osciloscópios, vem acoplado à chave liga-

desliga (on/off) do equipamento.

Observação Deve-se evitar o uso de brilho excessivo, pois a tela do osciloscópio pode ser danificada.

Foco (focus): controle que ajusta a nitidez do ponto ou traço luminoso. O foco deve ser ajustado de forma a obter um traço fino e nítido na tela.

Observação Os ajustes de brilho e foco são ajustes básicos que sempre devem ser realizados quando se utiliza o osciloscópio.

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Iluminação da retícula (scale illumination): permite iluminar as divisões traçadas na tela.

Controles e entrada de atuação vertical A figura abaixo coloca em destaque o grupo de controles de atuação vertical.

em destaque o grupo de controles de atuação vertical. Esses controles estão enumerados a seguir. •

Esses controles estão enumerados a seguir.

Entrada de sinal vertical ou Y (input): nesta entrada conecta-se a ponta de prova do osciloscópio. As variações de tensão aplicadas nesta entrada aparecem sob a forma de figuras na tela do osciloscópio.

As variações de tensão aplicadas nesta entrada aparecem sob a forma de figuras na tela do

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Chave de seleção do modo de entrada (CA-CC ou AC-DC): esta chave é

selecionada de acordo com o tipo de forma de onda a ser observado. Em alguns

osciloscópios, esta chave tem três posições, a saber: CA – 0 –CC ou CA –GND – CC.

Observação Em algumas situações, usa-se a posição adicional 0 ou GND para ajustar o osciloscópio.

Chave seletora de ganho vertical (volt gain ou volt/div): com essa chave é

possível aumentar ou diminuir a amplitude de uma projeção na tela do osciloscópio. A

figura a seguir mostra o que ocorre com a imagem na tela quando se movimenta a chave seletora.

osciloscópio. A figura a seguir mostra o que ocorre com a imagem na tela quando se

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Ajuste fino de ganho vertical (fine-variable ou vernier): sua função é a mesma

que a da chave seletora de ganho vertical, ou seja, aumentar ou diminuir a amplitude da imagem na tela. A diferença está em que enquanto a chave seletora provoca variações de amplitude em passos (proporções definidas), o ajuste fino permite variar linearmente a amplitude, porém, sem escala graduada.

Posição vertical (position): esse controle permite movimentar a projeção mais

para cima ou para baixo na tela. A movimentação não interfere na forma da imagem

projetada na tela.

Controle de atuação horizontal A figura a seguir coloca em destaque os controles de atuação horizontal.

coloca em destaque os controles de atuação horizontal. Esses controles são os seguintes: • Chave seletora

Esses controles são os seguintes:

Chave seletora na base de tempo (H, sweep ou time/div): é o controle que

permite variar o tempo de deslocamento horizontal do ponto na tela. Através desse

controle, pode-se ampliar ou reduzir horizontalmente uma imagem na tela.

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Eletrônica II

Eletrônica II Observação Em alguns osciloscópios, esta chave seletora tem uma posição chamada EXT (externa). Essa

Observação Em alguns osciloscópios, esta chave seletora tem uma posição chamada EXT (externa). Essa posição permite que o deslocamento horizontal do ponto seja controlado por um circuito externo ao osciloscópio, através de uma entrada específica. Quando a posição EXT é selecionada, não ocorre formação de traço na tela, mas apenas um ponto.

Ajuste fino (variable): este controle permite ajustar com mais precisão o tempo de deslocamento do ponto na tela. Atua em conjunto com a chave seletora da base de tempo.

Posição horizontal (H. position): consiste no ajuste que permite centrar

horizontalmente a forma de onda na tela. Girando o controle de posição horizontal para

a direita, o traço se move horizontalmente para a direita ou vice-versa.

Sincronismo da projeção O sincronismo consiste na fixação da imagem na tela para facilitar a observação.

A fixação da imagem se faz mediante os controles de sincronismo do osciloscópio.

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Eletrônica II Os controles de sincronismo são os enumerados a seguir: • chave seletora de fonte

Os controles de sincronismo são os enumerados a seguir:

chave seletora de fonte de sincronismo;

chave de modo de sincronismo;

controle de nível de sincronismo.

A chave seletora de fonte de sincronismo (“source”) é uma chave que seleciona o local onde será tomado o sinal de sincronismo necessário para fixar a imagem na tela do osciloscópio. Possui, em geral, quatro posições, conforme mostra a figura abaixo.

geral, quatro posições, conforme mostra a figura abaixo. Na posição rede (line), a chave seletora permite

Na posição rede (line), a chave seletora permite o sincronismo com base na frequência da rede de alimentação do osciloscópio (senoidal 60 Hz). Nessa posição, consegue-se facilmente sincronizar na tela sinais aplicados na entrada vertical, sinais esse obtidos a partir da rede elétrica.

Na posição externo (ext), obtém-se o sincronismo da imagem com o auxílio de outro equipamento externo conectado no osciloscópio. O sinal que controla o sincronismo nessa posição é aplicado à entrada de sincronismo.

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Eletrônica II

Eletrônica II A chave de modo (mode) e controle de nível (level) de sincronismo , normalmente

A chave de modo (mode) e controle de nível (level) de sincronismo, normalmente

tem duas ou três posições que são: auto; normal +; normal -.

A posição auto permite que o osciloscópio realize o sincronismo da projeção

automaticamente, com base no sinal selecionado pela chave seletora de fonte de

sincronismo.

As posições normal + e normal – permitem que o sincronismo seja ajustado manualmente por meio de controle de nível de sincronismo (level).

Na posição normal +, o sincronismo é positivo, fazendo com que o primeiro pico a parecer na tela seja o positivo.

normal +, o sincronismo é positivo, fazendo com que o primeiro pico a parecer na tela

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Eletrônica II

Na posição normal - , o sincronismo é negativo. O primeiro pico que aparece na tela é

o negativo.

negativo. O primeiro pico que aparece na tela é o negativo. Observação Estes controles serão analisados

Observação Estes controles serão analisados quando se tratar da utilização do osciloscópio na medição de tensão CA.

Pontas de prova As pontas de prova são utilizadas para interligar o osciloscópio aos pontos de medição.

Uma das extremidades da ponta de prova é conectada a uma das entradas do osciloscópio por meio de um conector, geralmente do tipo BNC.

A extremidade livre, por sua vez, serve para fazer a conexão aos pontos de medição. É

provida de uma garra jacaré e de uma ponta de entrada sinal. A garra jacaré, chamada também de terra da ponta de prova, deve ser conectada ao terra do circuito. e a ponta de entrada de sinal, por sua vez, conecta-se ao ponto que se deseja medir

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Eletrônica II

conector BCN
conector BCN

Existem dois tipos de ponta de prova:

ponta de prova 1:1;

ponta de prova 10:1.

A ponta de prova 1:1 permite aplicar à entrada do osciloscópio o mesmo nível de

tensão e forma de onda aplicado à ponta de medição.

de tensão e forma de onda aplicado à ponta de medição. A ponta de prova 10:1

A ponta de prova 10:1 é divisora de tensão, entregando ao osciloscópio a décima parte

da tensão aplicada à ponta de medição.

a décima parte da tensão aplicada à ponta de medição. As pontas de prova 10:1 são

As pontas de prova 10:1 são usadas para permitir que o osciloscópio seja empregado para medição ou observações de sinais com tensões e amplitudes 10 vezes maiores que o seu limite normal de medição. Assim, um osciloscópio que permita a leitura de

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Eletrônica II

tensões até 50V com ponta de prova 1:1, pode ser utilizado em tensões de até 500V (10 x 50) com uma ponta de prova 10:1.

Observação Existem pontas de prova que dispõem de um botão através do qual se pode selecionar 10:1 ou 1:1.

Osciloscópio de duplo traço

O osciloscópio de duplo traço permite visualizar ao mesmo tempo dois sinais na tela.

Ele tem alguns controles que são comuns aos dois traços:

controles básicos (brilho, foco);

controles do horizontal (base de tempo e posição).

As diferenças entre o osciloscópio de traço simples e duplo traço aparecem:

nas entradas e controles do vertical;

nos controles e entrada de sincronismo.

Entradas e controles do vertical no osciloscópio duplo traço As imagens na tela do osciloscópio são uma projeção da tensão aplicada à entrada vertical. Conseqüentemente, para observar dois sinais simultaneamente é necessário aplicar duas tensões em duas entradas verticais.

O osciloscópio de duplo traço dispõe de dois grupos de controles verticais:

um grupo para o canal A ou canal 1 (Channel 1 ou CH1);

um grupo para o canal B ou canal 2 (Channel 2 ou CH2).

Cada canal vertical controla um dos sinais na tela (amplitude, posição vertical).

A figura a seguir coloca em destaque os grupos de controles do canal 1 (CH1) e canal

2 (CH2).

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Eletrônica II

Eletrônica II Os grupos de controles verticais dos dois canais geralmente são iguais. Cada canal dispõe

Os grupos de controles verticais dos dois canais geralmente são iguais. Cada canal dispõe de:

entrada vertical ou Y (1 A e 2 A );

chave seletora CA – 0 – CC (1B e 2B);

chave seletora de ganho vertical (1C e DC);

ajuste fino de ganho vertical (1D e 2D);

posição vertical (1E e 2E).

Alguns osciloscópios dispõem ainda de um inversor (invert), que é um controle que permite inverter a imagem do canal 2 obtida na tela.

que permite inverter a imagem do canal 2 obtida na tela. Modo de operação vertical de

Modo de operação vertical de duplo traço O osciloscópio de traço duplo dispõe de uma chave seletora que possibilita o uso de apenas um dos traços na tela; ou seja, como se fosse de traço simples. Tanto o canal 1 como o canal 2 podem ser utilizados separadamente.

Na posição CH1, o sincronismo é controlado pelo sinal aplicado ao canal 1. Na posição CH2, o sincronismo é controlado pelo sinal aplicado ao canal 2.

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Eletrônica II

Observação Sempre que se usar o osciloscópio de traço duplo como um de traço simples, a chave seletora deve ser posicionada no canal utilizado (CH1 ou CH2).

Entre os grupos de controles verticais dos canais 1 e 2 existe uma chave seletora que permite determinar quantos e quais canais aparecerão na tela. Esta chave tem pelo menos três posições: CH1; CH2; DUAL (ou chopper).

Na posição CH’ aparecerá apenas um traço na tela, projetando o sinal que estiver aplicado à entrada vertical do canal 1. Na posição CH2, aparecerá apenas um traço na tela, projetando o sinal aplicado à entrada vertical do canal 2. Na posição DUAL (chopper), aparecerão na tela dois traços, cada um representando o sinal aplicado nas respectivas entradas verticais.

Em osciloscópios mais sofisticados, esta chave pode ter mais posições permitindo, desse modo, outras opções de funcionamento.

Controles de sincronismos no osciloscópios duplo traço A função dos controles de sincronismo é fixar a imagem na tela. A figura a seguir coloca em destaque o grupo de controles de sincronismo.

coloca em destaque o grupo de controles de sincronismo. Os controles de sincronismos são: • chave

Os controles de sincronismos são:

chave seletora de fonte de sincronismo;

chave seletora de modo de sincronismo;

controle de nível de sincronismo;

entrada de sincronismo.

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Eletrônica II

Estes controles serão analisados detalhadamente quando tratarmos da medição de tensão CA com osciloscópio.

Chave seletora de ganho vertical (VOLT/DIV)

A chave seletora de ganho vertical estabelece a quantos volts corresponde cada

divisão vertical da tela. Em todos os osciloscópios, essa chave tem muitas posições,

de forma que se possa fazer com que cada divisão da tela tenha valores que vão, por exemplo, de 1mV a 10V.

da tela tenha valores que vão, por exemplo, de 1mV a 10V. Em cada posição da

Em cada posição da chave seletora, o osciloscópio tem um limite de medição. Assim, com 8 divisões verticais na tela, selecionando para 10 V/divisão, pode-se medir tensões de até 80 V (8 divisões. 10 V/div = 80 V).

Se a tensão aplicada à entrada vertical excede o limite de medição, o traço sofre um deslocamento tal que desaparece da tela.

Quando isso acontece, deve-se mudar a posição da chave seletora de ganho vertical para um valor maior, reajustar a referência e refazer a medição.

Observação Quando o valor de tensão a medir é parcialmente conhecido, a chave seletora de ganho vertical deve ser posicionada adequadamente antes de realizar a medição.

É importante lembrar que a posição de referência do traço na tela deve ser conferida a

cada mudança de posição da chave seletora de ganho vertical e reajustada, se necessário.

Ajuste fino de ganho vertical Quando o osciloscópio dispõe de um ajuste fino de ganho vertical, este deve ser calibrado, antes de executar a medição; caso contrário, a leitura não será correta.

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Eletrônica II

Em alguns osciloscópios, o ajuste fino de ganho vertical já tem a posição de calibração indicada por “CAL”.

já tem a posição de calibração indicada por “CAL”. Quando o ajuste fino não tiver posição

Quando o ajuste fino não tiver posição de calibração indicada, o ajuste é feito utilizando-se uma tensão CC (ou CA quadrada) que está disponível em um borne do painel de osciloscópio.

está disponível em um borne do painel de osciloscópio. Conecta-se a ponta de prova ao borne

Conecta-se a ponta de prova ao borne e ajusta-se o controle de ajuste fino. Isso deve ser feito de forma que a tensão lida na tela confira com a tensão (CC ou CA PP) indicada ao lado do borne.

Assim, ao lado do borne no painel do osciloscópio está colocado 1VPP. Conecta-se a ponta de prova ao borne e posiciona-se o ajuste fino de ganho vertical para que a figura na tela indique 1VPP.

Controles da base de tempo

O traço na tela de um osciloscópio é formado pelo movimento de um ponto, controlado

pelos circuitos da base de tempo ou varredura horizontal.

O movimento horizontal do ponto é chamado de varredura. Por essa razão, os

controles da base de tempo do osciloscópio também são conhecidos por controles de varredura.

Através dos controles da base de tempo é possível fazer com que o ponto se desloque mais rápida ou mais lentamente na tela do osciloscópio.

Em geral, o osciloscópio possui três controles da base de tempo:

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Eletrônica II

chave seletora da base de tempo (H. sweep ou time/div.);

ajuste fino da base de tempo (H. vernier);

amplificador horizontal.

Esses controles são comuns a todos os traços do osciloscópio (duplo traço; 4 traços ou mais). Nos osciloscópios de duplo traço, os controles da base de tempo são comuns aos dois traços. Esses controles da base de tempo são mostrados a seguir em um modelo de osciloscópio de traço simples.

a seguir em um modelo de osciloscópio de traço simples. Chave seletora da base de tempo

Chave seletora da base de tempo A chave seletora da base de tempo (H sweep ou time/div) é calibrada em valores de tempo por divisão (ms/div; ms/div; s/div).

Esta chave estabelece quanto tempo o ponto leva para percorrer uma divisão da tela no sentido horizontal. Assim, se a chave seletora da base de tempo estiver posicionada em 1 ms/div, o ponto leva um milissegundo para percorrer uma divisão horizontal da tela.

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Eletrônica II

Eletrônica II Através da chave seletora é possível expandir ou comprimir horizontalmente a figura na tela.

Através da chave seletora é possível expandir ou comprimir horizontalmente a figura na tela.

expandir ou comprimir horizontalmente a figura na tela. Ajuste fino da base de tempo Esse botão

Ajuste fino da base de tempo Esse botão (variable) atua em conjunto com a chave seletora da base de tempo. Permite que o tempo de deslocamento horizontal do ponto na tela seja ajustado para valores intermediários entre uma posição e outra da base de tempo.

Desse modo, se a chave seletora da base de tempo tem as posições 1 ms/div e 0,5 ms/div, o ajuste fino permite que se ajustem tempos entre estes dois valores (0,6 ms/div; 0,85 ms/div).

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Eletrônica II

Na tela, o efeito do ajuste fino é de ajustar a largura da figura em qualquer proporção que se deseje.

Um aspecto importante deve ser considerado: o ajuste fino não tem escala, de forma que não é possível saber exatamente quanto tempo o ponto leva para deslocar-se numa divisão horizontal.

Este controle de ajuste fino tem uma posição denominada “calibrado” ou “cal”. Quando o controle está na posição “calibrado”, o tempo de deslocamento horizontal do ponto em uma divisão horizontal da tela é determinado somente pela posição da chave seletora da base de tempo.

somente pela posição da chave seletora da base de tempo. Sempre que for necessário conhecer o

Sempre que for necessário conhecer o tempo de deslocamento horizontal do ponto em uma divisão, o ajuste fino da base de tempo tem que ser posicionado em calibrado.

Ampliador horizontal O ampliador (magnifier) é chamado também de expansor e atua na largura da figura na tela. Em geral, os expansores permitem que a figura seja ampliada 5 ou 10 vezes no sentido horizontal.

Observação Nem todos os osciloscópios trazem este controle.

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Eletrônica II

Exercícios

1.

Responda:

a)

Para que serve o osciloscópio?

b)

De que forma as imagens se formam na tela de um osciloscópio?

c)

Quais são os controles de ajuste de traço ou ponto na tela?

d)

Qual é a diferença entre as pontas de prova 1:1 e 10:1?

e)

Qual é a função da chave seletora de ganho vertical?

2.

Relacione a segunda coluna com a primeira:

 

a)

Chave seletora de ganho vertical

(

) Seleciona o tipo da forma de onda

b)

Chave de seleção CA/CC

(

) Conecta a ponta de prova

c)

Entrada de sinal vertical

(

) Varia o tempo de deslocamento

d)

Posição vertical

(

) Movimenta a projeção

 

(

) Aumenta ou diminui a amplitude do sinal

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Eletrônica II

Eletrônica II Medição de Sinais com Osciloscópio Em circuitos de CA e CC, o osciloscópio permite
Eletrônica II Medição de Sinais com Osciloscópio Em circuitos de CA e CC, o osciloscópio permite

Medição de Sinais com Osciloscópio

Em circuitos de CA e CC, o osciloscópio permite verificar, visualmente, através da

forma de onda senoidal, quadrada, triangular ou qualquer outra, o comportamento dos componentes eletrônicos. Isso faz com que esse instrumento seja largamente utilizado

em reparos de circuitos de tv, aparelhos de som, controles industriais, e outros.

Neste capítulo, vamos tratar da medição de sinais com osciloscópio. Você vai aprender como se faz para obter uma projeção na tela e como se determinam valores típicos de tensões, correntes, freqüências e defasagens. Dessa maneira, você estará habilitado a usar o osciloscópio na manutenção de equipamentos eletrônicos.

Para desenvolver os conteúdos e atividades aqui apresentadas, você já deverá conhecer gerador de funções, osciloscópio, tensões contínua e alternada.

Medição de tensão contínua com osciloscópio

A medição de tensão CC com osciloscópio é utilizada na análise e reparação de circuitos.

Vamos considerar um osciloscópio já com um traço selecionado e projetado na tela e ajustado em brilho e foco. Nesse caso, a preparação para a medição de uma tensão

CC divide-se em três etapas:

ajuste da referência;

seleção do modo de entrada;

conexão da ponta de prova do osciloscópio.

Ajuste da Referência

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Eletrônica II

Quando se utiliza o osciloscópio para medição de tensões contínuas, é necessário estabelecer uma posição para o traço na tela, que servirá de posição de referência.

Deve-se posicionar o traço sobre uma das divisões do reticulado da tela, utilizando o controle de posição vertical do canal selecionado.

o controle de posição vertical do canal selecionado. Para fazer o ajuste da posição de referência

Para fazer o ajuste da posição de referência do traço, procede-se da seguinte forma:

coloque a chave seletora de modo de entrada (CA - 0 - CC) do canal escolhido na posição 0;

ajuste a posição do traço na tela usando o controle de posição vertical deste canal.

Observação Quando se faz o ajuste, o operador deve ficar numa posição frontal à tela do aparelho, conforme mostra a figura a seguir.

à tela do aparelho, conforme mostra a figura a seguir. Seleção CA-CC e conexão da ponta

Seleção CA-CC e conexão da ponta de prova Para medições de tensão contínua, procede-se da seguinte maneira:

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Eletrônica II

após o ajuste da referência, posicione para CC a chave seletora de modo de entrada (CA - 0 - CC) do canal escolhido;

conecte a ponta de prova na entrada vertical do canal escolhido.

Após a conexão da ponta de prova, procede-se à medição da tensão e à interpretação da medição.

Na medição de tensão, temos a observar:

Após a preparação do osciloscópio, as extremidades da ponta de prova podem ser conectadas nos pontos onde está presente a tensão a ser medida.

Quando as extremidades livres da ponta de prova são conectadas aos pontos de medição, o traço muda de posição na tela.

A figura a seguir mostra, respectivamente, a posição do traço antes e depois da conexão da ponta de prova aos pontos de medição.

da conexão da ponta de prova aos pontos de medição. Em seguida, faz-se a interpretação da

Em seguida, faz-se a interpretação da medida, ou seja, determina-se o valor de tensão aplicada na entrada. Isso é feito em duas etapas:

1. Verifique primeiramente de quantas divisões foi a mudança de posição do traço na

tela (em relação à posição de referência).

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Eletrônica II

Na figura a seguir, a mudança de posição do traço foi de duas divisões.

a mudança de posição do traço foi de duas divisões. 2. Multiplique o número de divisões

2. Multiplique o número de divisões obtidas pelo valor indicado pela chave seletora de

ganho vertical do canal (que indica o valor de cada divisão).

Vamos supor, por exemplo, uma mudança de posição de duas divisões e a posição da chave seletora de ganho vertical de 5 V/divisão, conforme mostra a figura que segue.

de 5 V/divisão, conforme mostra a figura que segue. Nesse caso, para obter a tensão contínua

Nesse caso, para obter a tensão contínua entre os pontos medidos, basta multiplicar o número de divisões pelo valor indicado pela chave seletora de ganho vertical. Ou seja:

tensão contínua = 2 divisões . 5 V/div = 10 V.

Pelo fato de permitir a medição de tensões, o eixo vertical da tela do osciloscópio é denominado eixo das tensões.

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Eletrônica II

A subdivisão das divisões no eixo vertical principal, eixo vertical central, permite a

leitura de valores que não completam um número inteiro de quadros ou divisões.

Um quadro contém 5 subdivisões. Portanto cada subdivisão corresponde a 0,2 de um inteiro.

Na figura a seguir pode-se observar a medição de uma tensão CC de 4,8 V, ou seja, 2,4 divisões . 2 V/div.

tensão CC de 4,8 V, ou seja, 2,4 divisões . 2 V/div. Observação O valor de

Observação

O valor de tensão correspondente a cada divisão da tela é definido pela chave seletora

de ganho vertical.

Para que o osciloscópio possa ser utilizado para medições de valores de tensão de milivolts até dezenas de volts, basta posicionar a chave seletora de ganho vertical.

Tensões negativas e positivas

O osciloscópio pode ser utilizado tanto para medição de tensões positivas como

negativas.

As tensões contínuas positivas e negativas dependem do pólo da fonte de alimentação em que é conectado o terra. Assim, quando se conecta o terra ao pólo negativo,

obtém-se tensões contínuas positivas; na conexão ao pólo positivo, tensões contínuas negativas.

obtém-se

Para que a medição seja correta, a garra negativa que é o terra da ponta de prova do osciloscópio é ligada ao terra do circuito, seja ele positivo, ou negativo.

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Eletrônica II

Quando a tensão aplicada na entrada vertical é positiva, o traço se desloca da posição de referência para cima.

Observe esse deslocamento representado na figura a seguir.

Observe esse deslocamento representado na figura a seguir. Quando a tensão aplicada na entrada vertical é

Quando a tensão aplicada na entrada vertical é negativa, o traço se desloca da posição de referência para baixo, conforme mostra a figura que segue.

referência para baixo, conforme mostra a figura que segue. A interpretação dos valores das tensões negativas

A interpretação dos valores das tensões negativas é feita da mesma forma que a das tensões positivas.

Medição de tensão alternada com osciloscópio

Utiliza-se o osciloscópio sobretudo para realizar medições de tensão alternada. Esse é um tipo de medição muito comum no reparo e manutenção de equipamentos eletrônicos.

30

SENAI

Eletrônica II

Processo de medição de tensão CA

O processo de medição de tensão CA com o osciloscópio divide-se em três etapas:

obtenção da forma de onda CA na tela;

sincronismo da projeção;

interpretação da medição.

Obtenção da forma de onda CA Vamos tomar um osciloscópio com um traço previamente selecionado (CH1 ou CH2), ajustado em brilho e foco. Nesse caso, para obter a projeção de uma CA na tela, é preciso fazer não apenas a seleção do modo de entrada e a conexão da ponta de prova no osciloscópio, mas também a conexão da ponta de prova nos pontos de medição.

Para medições de tensão CA, a chave “seleção do modo de entrada” pode ser posicionada em CA ou CC. Para medições de CC, apenas a posição CC deve ser utilizada.

A ponta de prova é conectada na entrada vertical do canal selecionado. Se o

osciloscópio possuir ajuste fino de ganho vertical, deve-se calibrá-lo antes de executar a medição.

Após posicionar os controles, as pontas de prova são conectadas nos pontos de medição. Quando se conectam as pontas de prova nos pontos de medição, a tensão CA presente nestes pontos se projeta em forma de figura na tela do osciloscópio.

Normalmente, a figura está fora de sincronismo, conforme mostra a figura a seguir.

na tela do osciloscópio. Normalmente, a figura está fora de sincronismo, conforme mostra a figura a

SENAI

31

Eletrônica II

Caso a imagem exceda os limites da tela na vertical, deve-se recorrer à chave seletora de ganho vertical, para obter o máximo de amplitude dentro dos limites da tela. Recorre-se também a essa chave quando a imagem na tela é muito pequena e é necessário obter uma imagem com maior amplitude.

Interpretação da medição Para realizar a leitura da tensão, é preciso sincronizar a imagem na tela. Em geral, para que o osciloscópio fixe automaticamente a imagem na tela, basta posicionar a chave de modo de sincronismo em “auto”.

Se na posição auto não houver sincronismo, deve-se passar para normal e sincronizar com auxílio do controle de nível.

A leitura de tensão alternada aplicada na entrada vertical no osciloscópio é feita pela determinação da tensão de pico a pico da imagem projetada na tela.

Verifica-se o número de divisões verticais ocupadas pela imagem e multiplica-se pelo valor indicado pela chave seletora de ganho vertical.

pelo valor indicado pela chave seletora de ganho vertical. Número de divisões   Posição da chave

Número de divisões

 

Posição da chave seletora

 

Tensão medida

3

x

0,5 V

=

1,5 VPP

Observação Quando o osciloscópio dispõe de um ajuste fino do ganho vertical, este deve ser calibrado antes de executar a medida.

32

SENAI

Eletrônica II

Posicionamento adequado para a leitura Para facilitar a leitura do número de divisões ocupadas na tela, pode-se movimentar verticalmente a imagem, usando o controle de posição vertical.

Esse procedimento permite posicionar um dos picos da CA sobre uma linha de referência sem modificar sua amplitude.

sobre uma linha de referência sem modificar sua amplitude. Pode-se também movimentar horizont almente a imagem

Pode-se também movimentar horizontalmente a imagem (controle de posição horizontal - H. position) sem prejuízo para a leitura. Isso possibilita colocar o pico da tensão exatamente sobre o eixo vertical principal, facilitando a leitura.

Isso possibilita colocar o pico da tensão exatamente sobre o eixo vertical principal, facilitando a leitura.

SENAI

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Eletrônica II

Medição de período para cálculo de freqüência Pode-se usar o osciloscópio para determinar a freqüência de um sinal elétrico. Isso é possível porque o período de uma CA pode ser determinado através do osciloscópio.

Relação entre período e freqüência Freqüência (f) é o número de ciclos completos de um fenômeno repetitivo que ocorre na unidade de tempo. Desse modo, temos:

f = número de ciclos completos em 1 segundo.

Período (T) é o tempo necessário para que ocorra um ciclo completo de um fenômeno repetitivo. Desse modo, temos:

T = tempo de ocorrência de 1 ciclo.

A freqüência e o período de um fenômeno estão intimamente relacionados. A relação

entre as duas grandezas se expressa pela equação:

f =

1

T

A equação mostra que à medida que a freqüência aumenta, o período diminui e

versa.

vice-

Uma vez conhecido o período de um sinal, a equação permite que se determine sua freqüência.

Através da observação dos sinais elétricos na tela do osciloscópio, pode-se determinar

o seu período e, portanto, calcular a sua freqüência.

Determinação do período de um sinal

O eixo horizontal do osciloscópio é denominado "eixo dos tempos" porque, através das

suas divisões, pode-se determinar o período de formas de ondas alternadas.

34

SENAI

Eletrônica II

Eletrônica II Para determinar com precisão o período de uma CA, é preciso que o controle

Para determinar com precisão o período de uma CA, é preciso que o controle de ajuste fino da base de tempo seja mantido na posição "calibrado".

Uma vez determinado corretamente o período, é possível obter a freqüência desejada.

Para isso basta aplicar a CA a um dos canais do osciloscópio e projetá-la e sincronizá-

la na tela.

A chave seletora permite fazer o ajuste da base de tempo que possibilita a compressão

ou expansão da forma de onda na tela. Com isso, obtém-se uma figura adequada à

observação e leitura do período.

Observações

Quanto menor o número de ciclos projetados na tela, mais precisa poderá ser a determinação do período.

O ideal é conseguir projetar apenas um ciclo da CA na tela, o que é feito com auxílio apenas da chave seletora da base de tempo, já que o ajuste fino tem de estar calibrado.

Com a CA projetada na tela, deve-se estabelecer um ponto na figura como início do ciclo e posicioná-lo exatamente sobre uma das divisões do eixo horizontal.

SENAI

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Eletrônica II

Com o ponto de início do ciclo posicionado, verifica-se o número de divisões do eixo horizontal ocupado pelo ciclo completo.

divisões do eixo horizontal ocupado pelo ciclo completo. Observação Pelos controles de posição, pode-se

Observação Pelos controles de posição, pode-se movimentar a figura no sentido vertical ou horizontal na tela, sem prejudicar a leitura.

Para determinar o período da CA, é necessário conhecer:

o tempo de cada divisão, fornecido pela posição da chave seletora da base de

tempo;

o número de divisões horizontais, ocupadas por um ciclo e observados na tela do osciloscópio.

Assim: T (período) = n o de divisões horizontais de um ciclo

x tempo de uma divisão.

A figura a seguir mostra um exemplo de determinação do período de uma CA senoidal.

36

SENAI

Eletrônica II

Eletrônica II Partindo dos dados da figura, temos: T = 5,0 x 1 T = 5,0

Partindo dos dados da figura, temos:

T

= 5,0

x

1

T

= 5,0 ms ou 0,005 s

Determinado o período, pode-se calcular a freqüência do sinal através da relação:

f

=

1

T

A

freqüência da CA da figura é:

f =

1

0,005

f = 200 Hz

Portanto, para determinar a freqüência procede-se da seguinte maneira:

posicionar o ajuste fino de tempo em calibrada;

projetar a CA na tela e sincronizar;

obter o menor número possível de ciclos na tela;

determinar o período;

calcular a freqüência.

SENAI

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Eletrônica II

Medição do ângulo de fase

Em muitas ocasiões, torna-se necessário analisar ou determinar a relação de fase

entre duas tensões CA ou entre uma tensão e uma corrente CA em um componente.

Isso pode ser feito através de um osciloscópio duplo traço.

Este processo somente pode ser utilizado para CA de freqüências iguais, porque

quando as freqüências são diferentes o ângulo de fase está em constante modificação.

o ângulo de fase está em constante modificação. sinais de mesma freqüência sinais de freqüências
o ângulo de fase está em constante modificação. sinais de mesma freqüência sinais de freqüências

sinais de mesma freqüência

sinais de freqüências diferentes

Para verificar a relação de fase entre uma tensão e uma corrente CA em um

componente ou circuito, é necessário observar simultaneamente duas senóides:

a senóide da tensão;

a senóide da corrente.

Para observar a senóide da tensão, emprega-se um dos canais do osciloscópio,

conectando a ponta de prova (sinal e terra) diretamente nos pontos a serem

observados.

38

SENAI

Eletrônica II

As figuras a seguir mostram as pontas de prova conectadas a um circuito e a
As figuras a seguir mostram as pontas de prova conectadas a um circuito e a
projeção na tela que corresponde a senóide de "tensão aplicada".
Observação
Para observar as variações de corrente no osciloscópio, é necessário que elas
sejam transformadas em variações de tensão.

O resistor é o componente ideal para realizar a conversão de corrente em tensão por

duas razões:

a tensão presente entre os terminais de um resistor é proporcional à corrente;

a tensão desenvolvida no resistor está em fase com a corrente.

Assim, toda a vez que for necessário observar com o osciloscópio a forma de onda de

corrente em um circuito deve-se incluir um resistor em série com este circuito.

A queda de tensão neste resistor será proporcional e estará em fase com a corrente do

circuito.

queda de tensão proporcional à corrente do circuito
queda de tensão
proporcional à
corrente do circuito

SENAI

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Eletrônica II

Conectando o osciloscópio sobre este resistor, a forma de onda apresentada na tela representará a corrente no circuito.

É importante lembrar que ao inserir um resistor em série com um circuito, este resistor interfere na resistência total, provocando uma alteração na corrente circulante, ou seja,

R T = R circuito + R

Para evitar que o resistor acrescentado influencie significativamente nos resultados observados, deve-se utilizar um resistor cujo valor seja pequeno em relação à resistência do circuito que se deseja analisar.

à resistência do circuito que se deseja analisar. Observação Em geral, utiliza-se um resistor cujo valor

Observação Em geral, utiliza-se um resistor cujo valor seja no máximo 10% da resistência do circuito que se deseja analisar.

Como normalmente se necessita observar simultaneamente as formas de onda de tensão e de corrente, utiliza-se um osciloscópio de duplo traço, de forma que:

um dos canais é colocado sobre o resistor, para observação da forma de onda de corrente;

o outro canal é aplicado diretamente sobre a carga.

40

SENAI

Eletrônica II

A figura a seguir mostra como seria conectado o osciloscópio duplo traço para verificar

a relação de fase entre corrente e tensão em um resistor.

a relação de fase entre corrente e tensão em um resistor. O ato de conectar o

O ato de conectar o terra do osciloscópio no meio dos dois componentes a serem

medidos implica no fato de que o canal 1 apresenta uma medida acima da referência e

o canal 2 uma medida abaixo da referência.

Sempre que o osciloscópio for conectado desta forma, deve-se usar a entrada com inversão do osciloscópio para a medição abaixo da referência.

As senóides de corrente e tensão sobre o resistor aparecerão na tela como mostra a figura a seguir.

As senóides de corrente e tensão sobre o resistor aparecerão na tela como mostra a figura

SENAI

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Eletrônica II

O mesmo processo pode ser usado para determinar a relação de fase entre tensão e

corrente em componentes como o capacitor.

entre tensão e corrente em componentes como o capacitor. O valor do resistor deve ser de,

O valor do resistor deve ser de, no máximo, 10% do valor da reatância capacitiva do

capacitor.

As divisões horizontais da tela podem ser usadas para determinar o ângulo de defasagem.

Por exemplo: vamos supor que um ciclo da senóide de tensão ocupe 6 divisões horizontais da tela. Como um ciclo completo de CA corresponde a 360 o , pode-se elaborar uma regra de três:

6

1

6

divisões

divisão

. x =

360 . 1

x

360

=

6

x = 36 o

360 o

x

A senóide de corrente da figura está atrasada uma divisão. Portanto, neste caso, a

corrente está 60 o atrasada com relação à tensão.

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SENAI

Eletrônica II

A figura a seguir mostra outro exemplo de determinação do ângulo de fase através das

divisões horizontais da tela do osciloscópio.

através das divisões horizontais da tela do osciloscópio. 4 divisões → 0,4 divisões → 4 .

4 divisões

0,4 divisões

4 . x =

360 . 0,4

x

360

=

4

x = 90 o

360 o

x

Medição do ângulo de fase por figuras de Lissajous

Figuras de Lissajous é o nome dado às figuras que aparecem na tela do osciloscópio

quando se aplicam sinais às entradas vertical e horizontal do osciloscópio, desligando

a varredura horizontal interna.

Abaixo estão algumas figuras de Lissajous.

do osciloscópio, desligando a varredura horizontal interna. Abaixo estão algumas figuras de Lissajous. SENAI 4 3

SENAI

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Eletrônica II

Através das figuras de Lissajous é possível determinar a relação de fase entre duas CA’s de mesma freqüência usando um osciloscópio de traço simples.

Conexão do Osciloscópio ao Circuito Para determinar o ângulo de fase, os dois sinais de mesma freqüência são aplicados às entradas vertical e horizontal, mantendo-se a chave de varredura horizontal na posição "externa".

de varredura horizontal na posição "externa". O resistor R no circuito converte as variações de corrente

O resistor R no circuito converte as variações de corrente em variações de tensão.

Após a colocação dos dois sinais, ocorre a formação de uma figura de Lissajous na tela.

Para obter a leitura correta do ângulo de fase, o sinal aplicado no vertical deve ocasionar a mesma amplitude de deflexão na tela que o horizontal, em número de quadros, e a figura deve estar centrada na tela.

amplitude de deflexão na tela que o horizontal, em número de quadros, e a figura deve

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SENAI

Eletrônica II

Em geral, torna-se necessário atuar no controle da amplitude vertical ou horizontal para realizar o ajuste.

Uma vez concentrada a figura, determinam-se dois valores: Y max e Y 0 que é a intersecção da figura com o eixo Y.

Observações

Ymax é o valor de pico máximo da figura no eixo Y em relação ao eixo x;

Y0 é o valor de Y quando o eixo x vale zero.

eixo x; • Y0 é o valor de Y quando o eixo x vale zero. De

De posse dos dois valores, determina-se o ângulo de fase a partir da equação

θ - arc sen

Yθ

.

Ymax

Convenção:

θ é o ângulo de defasagem; Y 0 e Y max são as leituras da tela; e arc sen é a função arco sen θ.

Observação Através das figuras de Lissajous, não é possível determinar qual é o sinal adiantado ou atrasado, porque isso depende da ordem de ligação dos sinais no osciloscópio.

SENAI

45

Eletrônica II

A seguir está uma tabela de senos e um exemplo de determinação do ângulo de fase

por figura de Lissajous.

Ângulo (θ)

0°

10°

20°

30°

40°

45°

50°

60°

70°

80°

90°

Seno (θ)

0

0,17

0,34

0,5

0,64

0,71

0,77

0,87

0,94

0,98

1

Exemplo:

0,64 0,71 0,77 0,87 0,94 0,98 1 Exemplo: θ = arc sen Ymax Y0 θ =

θ = arc sen Ymax Y0

θ = arc sen

2,1

2,8

θ = arc sen 0,75

θ ≅ 50° (sen 50° = 0,77 da tabela).

θ = arc sen Ymax Y0 θ = arc sen 2,1 2,8 θ = arc sen

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Eletrônica II

θ Y0

= arc sen

Ymax

θ = arc sen

3

,0

3,2

θ = arc sen 0,94

θ = 70°

Observação Quando se obtém um círculo perfeito a defasagem é de 90° , pois Y 0 = Y max .

Y0

Logo, sen Ymax

Exercícios

= sen 1 = 90°

1. Responda:

a) Quais grandezas elétricas podem ser medidas por um osciloscópio?

b) O que define se a medição de tensão é negativa ou positiva?

c) Quais as etapas para medição de tensão alternada?

d) Qual é a utilização das figuras de Lissajous?

Eletrônica II

2. Relacione a segunda coluna com a primeira.

a.

Medição da freqüência

(

)

b.

Medição de tensão alternada

(

)

c.

Medição de tensão contínua

(

)

d.

Medição do ângulo de fase I/E

(

)

 

(

)

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Usar uma entrada com inversão. Determinar o período. Calcular o cosseno do ângulo. Usar a chave de seleção do modo de entrada em CC.

Usar a chave de seleção do modo de entrada em CC ou CA.

SENAI

Eletrônica II

Eletrônica II Gerador de Funções No trabalho de manutenção, o técnico de eletroeletrônica enfrenta situações em
Eletrônica II Gerador de Funções No trabalho de manutenção, o técnico de eletroeletrônica enfrenta situações em

Gerador de Funções

No trabalho de manutenção, o técnico de eletroeletrônica enfrenta situações em que é preciso usar equipamentos que o ajudem a descobrir e a corrigir defeitos em aparelhos. O gerador de funções é um destes equipamentos, utilizado com freqüência na manutenção de equipamentos de som e imagem.

O presente capítulo vai tratar do gerador de funções e mostrar o modo correto de

operar esse equipamento.

Para desenvolver os conteúdos e atividades desta lição, é necessário que você conheça corrente alternada e resistência interna.

Gerador de funções

O gerador de funções é utilizado para calibrar e reparar circuitos eletrônicos. É um

equipamento que fornece tensões elétricas com diversas formas de onda chamadas de sinais elétricos, com amplitudes e freqüências variáveis.

Características do gerador de funções As características fundamentais dos geradores de funções são:

tipos de sinais fornecidos;

faixa de freqüência;

tensão máxima de pico-a-pico na saída;

impedância de saída.

Tipos de sinais fornecidos

SENAI

49

Eletrônica II

Os sinais variam de modelo para modelo. Dentre os tipos de sinais mais comuns, fornecidos pelo gerador, temos os que se apresentam as formas de ondas senoidal, quadrada e triangular.

as formas de ondas senoidal, quadrada e triangular. Faixa de freqüência Dependendo da marca e do

Faixa de freqüência Dependendo da marca e do modelo, o gerador de funções fornece sinais em uma freqüência que vai de 1 Hz a vários MHz. Os manuais dos fabricantes informam a faixa de freqüência que o equipamento pode fornecer. Por exemplo, de 1Hz a 20 kHz.

Tensão máxima de pico-a-pico na saída

A tensão máxima de pico-a-pico é o valor máximo de amplitude do sinal que o gerador

pode fornecer.

máximo de amplitude do sinal que o gerador pode fornecer. Impedância de saída A impedância de

Impedância de saída

A impedância de saída é a impedância que o gerador apresenta entre os terminais de

saída. Os geradores podem ser de:

alta impedância de saída, para circuitos a válvula;

média impedância de saída, para circuitos transistorizados. Geralmente, sua impedância é de 600 ;

50

SENAI

Eletrônica II

baixa impedância de saída, para trabalhos em circuitos digitais. Em geral, sua impedância de saída fica em torno de 50 .

É importante conhecer as características do gerador de funções, porque isso permite

obter a máxima transferência de potência entre gerador e carga.

Dispositivos de controle

O painel do gerador de sinal tem uma série de dispositivos de controle que servem

para ajustar o equipamento de acordo com o trabalho a realizar.

Observe na figura a seguir um modelo de gerador de funções, com o painel de controles em destaque.

liga desliga
liga
desliga

No gerador de funções são comuns os seguintes dispositivos de controle:

1. chave liga-desliga que serve para ligar e desligar o equipamento;

2. chave seletora de sinal ou função que seleciona a forma de onda do sinal de saída;

3. chave seletora de faixa de freqüência ou multiplicador, presente em geradores que

fornecem valores de freqüência em ampla faixa como, por exemplo, de 10Hz a 100kHz. Esse seletor possui diversas posições, permitindo escolher a faixa de freqüência desejada como, por exemplo, de 100 Hz a 1000 Hz;

4. controle de freqüência fornecida ou DIAL: é um controle acoplado a uma escala

que permite estabelecer o ajuste da freqüência do sinal fornecido pelo gerador dentro dos limites definidos pelo seletor da faixa de operação. O valor indicado no dial deve ser multiplicado pela faixa de frequência previamente ajustada pela chave seletora de faixa de frequência;

SENAI

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Eletrônica II

5. controle de nível de saída ou amplitude: serve para ajustar a amplitude (pico-a-

pico) do sinal de saída. Existem geradores de funções mais sofisticados que dispõem de outros controles.

Observação Para uma correta compreensão dos controles adicionais, é preciso consultar o manual do fabricante.

Influência da carga na amplitude do sinal

O gerador de funções apresenta uma impedância interna. Esta impedância interna

produz um efeito semelhante ao de uma resistência elétrica colocada no interior do

aparelho, em série com a saída.

Assim como em pilhas e baterias, essa impedância de saída do gerador pode ser representada com um resistor em série com os bornes de saída.

com um resistor em série com os bornes de saída. Devido a essa resistência, a amplitude

Devido a essa resistência, a amplitude do sinal sofre uma redução quando a carga é ligada. Tal redução se deve ao fato de que a impedância interna provoca uma queda de tensão, quando o gerador fornece corrente ao circuito.

O efeito é semelhante à queda de tensão que ocorre em pilhas e baterias devido a

suas resistências internas.

52

SENAI

Eletrônica II

Eletrônica II Quanto maior for a carga a ser alimentada, maior será a corrente fornecida pelo

Quanto maior for a carga a ser alimentada, maior será a corrente fornecida pelo gerador e maior será também a queda de tensão interna no gerador. Portanto, haverá uma maior redução na amplitude do sinal de saída. Por essa razão, sempre que se utilizar o gerador de funções, o nível de saída deve ser ajustado com a carga conectada.

Casamento de impedância Para obter a máxima transferência de potência gerador-carga, a impedância de saída do gerador deve ser a mais próxima possível da impedância da carga.

Observe na figura que segue uma situação ideal de casamento de impedância, com máxima transferência de potência.

na figura que segue uma situação ideal de casamento de impedância, com máxima transferência de potência.

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Eletrônica II

Exercícios

1. Responda às seguintes perguntas:

a) Qual é a utilidade do gerador de funções?

b) Cite duas características de um gerador de funções.

c) Quais tipos de sinais são fornecidos por geradores de funções?

2. Nomeie os dispositivos de controle solicitados. liga desliga 1. 2. 3. 4. 5. 54
2.
Nomeie os dispositivos de controle solicitados.
liga
desliga
1.
2.
3.
4.
5.
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Eletrônica II

Eletrônica II Diodo Semicondutor A eletrônica se desenvolveu espantosamente nas últimas décadas. A cada dia, novos
Eletrônica II Diodo Semicondutor A eletrônica se desenvolveu espantosamente nas últimas décadas. A cada dia, novos

Diodo Semicondutor

A eletrônica se desenvolveu espantosamente nas últimas décadas. A cada dia, novos

componentes são colocados no mercado, simplificando o projeto e a construção de novos aparelhos, cada vez mais sofisticados. Um dos fatos que contribuiu de forma marcante para esta evolução foi a descoberta e a aplicação dos materiais semicondutores.

O primeiro componente fabricado com materiais semicondutores foi o diodo

semicondutor que é utilizado até hoje para o entendimento dos circuitos retificadores, ou seja, aqueles que transformam CA em CC.

Este capítulo tratará do diodo semicondutor, visando fornecer os conhecimentos indispensáveis para o entendimento dos circuitos que transformam CA em CC, ou seja, circuitos retificadores.

Para ter sucesso no desenvolvimento desses conteúdos, você já deverá ter conhecimentos relativos a corrente elétrica, materiais condutores e isolantes.

Materiais semicondutores

Materiais semicondutores são aqueles que apresentam características de isolante ou de condutor, dependendo da forma como se apresenta sua estrutura química. O exemplo típico do material semicondutor é o carbono (C). Dependendo da forma como os átomos se interligam, o material formado pode se tornar condutor ou isolante.

Dois exemplos bastante conhecidos de materiais formados por átomos de carbono são

o diamante e o grafite.

Eletrônica II

O diamante é um material de grande dureza que se forma pelo arranjo de átomos de

carbono em forma de estrutura cristalina. É eletricamente isolante.

O grafite é um material que se forma pelo arranjo de átomos de carbono em forma

triangular. É condutor de eletricidade.

Estrutura química dos materiais semicondutores Os materiais considerados semicondutores se caracterizam por serem constituídos de átomos que têm quatro elétrons (tetravalentes) na camada de valência. Veja na figura a seguir a representação esquemática de dois átomos (silício e germânio) que dão origem a materiais semicondutores.

Átomo de germânio
Átomo de germânio

Os átomos que têm quatro elétrons na última camada têm tendência a se agruparem segundo uma formação cristalina. Nesse tipo de ligação, cada átomo se combina com quatro outros. Isso faz com que cada elétron pertença simultaneamente a dois átomos.

Eletrônica II

Eletrônica II Esse tipo de ligação química é denominado de ligação covalente . As ligações covalentes

Esse tipo de ligação química é denominado de ligação covalente. As ligações covalentes se caracterizam por manter os elétrons fortemente ligados em dois núcleos associados. Por isso, as estruturas cristalinas puras, compostas unicamente por ligações covalentes, adquirem características de isolação elétrica.

O silício e o germânio puros são materiais semicondutores com características

isolantes quando agrupados em forma de cristal.

Dopagem

A dopagem é o processo químico que tem por finalidade introduzir átomos

estranhos (impureza) na estrutura cristalina de uma substância pura como o germânio

e o silício, por exemplo. Esses átomos estranhos a estrutura cristalina são denominados impurezas.

A dopagem, que é realizada em laboratórios, introduz no interior da estrutura de um

cristal uma quantidade controlada de uma determinada impureza para transformar essa estrutura num condutor. A forma como o cristal conduzirá a corrente elétrica e a sua condutibilidade dependem do tipo de impureza utilizado e da quantidade de impureza aplicada.

Cristal N Quando o processo de dopagem introduz na estrutura cristalina uma quantidade de átomos com mais de quatro elétrons na última camada, como o fósforo (P), que é pentavalente, forma-se uma nova estrutura cristalina denominada cristal N.

Dos cinco elétrons externos do fósforo, apenas quatro encontram um par no cristal. Isso possibilita a formação covalente. O quinto elétron do fósforo não forma ligação covalente porque não encontra, na estrutura, um elétron que possibilite essa formação.

Eletrônica II

No cristal semicondutor, cada átomo de impureza fornece um elétron livre dentro da estrutura.

de impureza fornece um elétron livre dentro da estrutura. Esse elétron isolado tem a característica de

Esse elétron isolado tem a característica de se libertar facilmente do átomo e de vagar livremente dentro da estrutura do cristal, constituindo-se um portador livre de carga elétrica.

É importante notar que, embora o material tenha sido dopado, seu número total de elétrons e prótons é igual, de forma que o material continua eletricamente neutro.

Nesse cristal, a corrente elétrica é conduzida no seu interior por cargas negativas. Veja representação esquemática a seguir.

negativas. Veja representação esquemática a seguir. Observe que o cristal N conduz a corrente elétrica

Observe que o cristal N conduz a corrente elétrica independentemente da polaridade da bateria.

Cristal P

Eletrônica II

A utilização de átomos com três elétrons na última camada, ou seja, trivalentes, no

processo de dopagem, dá origem à estrutura chamada de cristal P. O átomo de índio

(In) é um exemplo desse tipo de material.

Quando os átomos de índio são colocados na estrutura do cristal puro, verifica-se a falta de um elétron para que os elementos tetravalentes se combinem de forma covalente. Essa ausência de elétron é chamada de lacuna, que, na verdade, é a ausência de uma carga negativa.

Os cristais dopados com átomos trivalentes são chamados cristais P porque a condução da corrente elétrica no seu interior acontece pela movimentação das lacunas. Esse movimento pode ser facilmente observado quando se analisa a condução de corrente elétrica passo a passo.

Quando se aplica uma diferença de potencial aos extremos de um cristal P, uma lacuna é ocupada por um elétron que se movimenta, e força a criação de outra lacuna atrás de si. Veja figura a seguir na qual a lacuna está representada por uma carga positiva.

A lacuna é preenchida por outro elétron gerando nova lacuna até que esta seja

preenchida por um elétron proveniente da fonte.

esta seja preenchida por um elétron proveniente da fonte. As lacunas se movimentam na banda de

As lacunas se movimentam na banda de valência dos átomos e os elétrons livres que as preenchem movimentam-se na banda de condução.

Observações

A banda de valência é a camada externa da eletrosfera na qual os elétrons estão fracamente ligados ao núcleo do átomo.

Eletrônica II

Banda de condução é a região da eletrosfera na qual se movimentam os elétrons livres que deixaram a banda de valência quando receberam uma certa quantidade de energia.

In
In

A condução de corrente por lacunas no cristal P independe da polaridade da fonte de tensão. Assim, os cristais P e N, isoladamente, conduzem a corrente elétrica qualquer que seja a polaridade de tensão aplicada às suas extremidades.

seja a polaridade de tensão aplicada às suas extremidades. Os cristais P e N são a

Os cristais P e N são a matéria prima para a fabricação dos componentes eletrônicos modernos tais como diodos, transistores e circuitos integrados.

Condutibilidade dos materiais semicondutores

Há dois fatores que influenciam a condutibilidade dos materiais semicondutores. Eles são:

a intensidade da dopagem e

a temperatura.

Eletrônica II

Intensidade da dopagem Os cristais dopados mais intensamente se caracterizam por apresentar maior condutibilidade porque sua estrutura apresenta um número maior de portadores livres.

Quando a quantidade de impurezas introduzidas na estrutura cristalina é controlada, a banda proibida pode ser reduzida a uma largura desejada. Essa faixa está localizada entre as bandas de valência e condução.

está localizada entre as bandas de valência e condução. Temperatura Quando a temperatura de um material

Temperatura Quando a temperatura de um material semicondutor aumenta, a energia térmica adicional faz com que algumas ligações covalentes da estrutura se desfaçam. Cada ligação covalente que se desfaz pelo aumento da temperatura permite o aparecimento de dois portadores livres de energia a mais na estrutura do cristal. A presença de um maior número de portadores aumenta a condutibilidade do material, permitindo a circulação de correntes maiores no cristal.

Assim, o comportamento de qualquer componente eletrônico fabricado com materiais semicondutores depende diretamente de sua temperatura de trabalho. Essa dependência é denominada de dependência térmica e constitui-se de fator importante que deve ser considerado quando se projeta ou monta circuitos com esse tipo de componente.

Eletrônica II

Eletrônica II Diodo semicondutor O diodo semicondutor é um componente que se comporta como condutor ou

Diodo semicondutor

O diodo semicondutor é um componente que se comporta como condutor ou isolante

elétrico, dependendo da forma como a tensão é aplicada aos seus terminais.

Uma das aplicações mais comuns do diodo é na transformação de corrente

alternada em corrente contínua como, por exemplo, nos eliminadores de pilhas ou

fonte CC.

A

ilustração a seguir mostra o símbolo do diodo, de acordo com a norma NBR 12526.

mostra o símbolo do diodo, de acordo com a norma NBR 12526. O barra representa um

O

barra representa um material N e é chamado de catodo.

terminal da seta representa um material P e é chamado de anodo e o terminal da

A identificação dos terminais (anodo e catodo) no componente pode aparecer de

diversas formas. A seguir estão representadas duas delas:

o símbolo do diodo impresso sobre o corpo do componente;

barra impressa em torno do corpo do componente, indicando o catodo.

impresso sobre o corpo do componente; • barra impressa em torno do corpo do componente, indicando

Eletrônica II

Junção PN

O diodo se constitui da junção de duas pastilhas de material semicondutor: uma de

material N e outra de material P. Essas pastilhas são unidas através de aquecimento,

formando uma junção entre elas. Por essa razão o diodo semicondutor também é denominado de diodo de junção PN.

Após a junção das pastilhas que formam o diodo, ocorre um processo de acomodação

química entre os cristais. Na região da junção, alguns elétrons livres saem do material

N e passam para o material P onde se recombinam com as lacunas das proximidades.

O mesmo ocorre com algumas lacunas que passam do material P para a material N e

se recombinam com os elétrons livres.

Assim, forma-se na junção, uma região na qual não existem portadores de carga porque estão todos recombinados, neutralizando-se. Esta região é denominada de região de depleção.

Esta região é denominada de região de depleção . Como conseqüência da passagem de cargas de

Como conseqüência da passagem de cargas de um cristal para o outro, cria-se um desequilíbrio elétrico na região da junção. Os elétrons que se movimentam do material

N para o material P geram um pequeno potencial elétrico negativo.

As lacunas que se movimentam para o material N geram um pequeno potencial

elétrico positivo.

Esse desequilíbrio elétrico é denominado de barreira de potencial. No funcionamento do diodo, esta barreira se comporta como uma pequena bateria dentro do componente.

A tensão proporcionada pela barreira de potencial no interior do diodo depende do

material utilizado na sua fabricação. Nos diodos de germânio (Ge), a barreira tem

aproximadamente 0,3 V e nos de silício (Si), aproximadamente 0,7 V.

Eletrônica II

Eletrônica II Observação • Não é possível medir a tensão da barreira de potencial utilizando um

Observação

Não é possível medir a tensão da barreira de potencial utilizando um voltímetro nos terminais de um diodo porque essa tensão existe apenas dentro do componente.

O diodo continua neutro, uma vez que não foram acrescentados nem retirados portadores dos cristais.

Polarização do diodo

A aplicação de tensão sobre o diodo estabelece a forma como o componente se

comporta eletricamente. A tensão pode ser aplicada ao diodo de duas formas diferentes, denominadas tecnicamente de polarização direta e polarização inversa.

A polarização é direta quando a tensão positiva é aplicada ao material P (anodo) e a

tensão negativa ao material N (catodo).

P (anodo) e a tensão negativa ao material N (catodo). Na polarização direta, o pólo positivo

Na polarização direta, o pólo positivo da fonte repele as lacunas do material P em direção ao pólo negativo, enquanto os elétrons livres são repelidos pelo pólo negativo em direção ao pólo positivo. Se a tensão da bateria externa é maior que a tensão da barreira de potencial, as forças de atração e repulsão provocadas pela bateria externa permitem aos portadores adquirir velocidade suficiente para atravessar a região com ausência de portadores, ou seja, a barreira de potencial. Nesta condição, existe na junção um fluxo de portadores livres dentro do diodo.

Eletrônica II

Eletrônica II A polarização direta faz com que o diodo permita a circulação de corrente elétrica

A polarização direta faz com que o diodo permita a circulação de corrente elétrica no

circuito através do movimento dos portadores livres.

Assim, quando o diodo está polarizado diretamente, diz-se que o diodo está em condução.

diretamente , diz-se que o diodo está em condução . A polarização é inversa quando a

A polarização é inversa quando a tensão positiva é aplicada no material N (catodo) e

a negativa no material P (anodo).

é inversa quando a tensão positiva é aplicada no material N (catodo) e a negativa no

SENAI

65

Eletrônica II

Nesta situação, os portadores livres de cada cristal são atraídos pelos potenciais da bateria para as extremidades do diodo. Isso provoca um alargamento da região de depleção porque os portadores são afastados da junção.

depleção porque os portadores são afastados da junção. Como não existe fluxo de portadores através da

Como não existe fluxo de portadores através da junção, a polarização inversa faz com que o diodo impeça a circulação de corrente no circuito elétrico. Nesse caso, diz-se que o diodo está em bloqueio.

Nesse caso, diz-se que o diodo está em bloqueio . Características de condução e bloqueio do

Características de condução e bloqueio do diodo semicondutor Nas condições de condução e bloqueio, seria ideal que o diodo apresentasse características especiais, isto é,

quando em condução (polarização direta) conduzisse a corrente elétrica sem apresentar resistência, comportando-se como um interruptor fechado.

quando em bloqueio (polarização inversa), ele se comportasse como um isolante perfeito, ou um interruptor aberto, impedindo completamente a passagem da corrente elétrica.

Eletrônica II

Todavia, devido às imperfeições do processo de purificação dos cristais semicondutores para a fabricação dos componentes, essas características de condução e bloqueio ficam distantes das ideais.

Na condução, dois fatores influenciam nessas características: a barreira de potencial e

a resistência interna.

A barreira de potencial, presente na junção dos cristais, faz com que o diodo entre

em condução efetiva apenas a partir do momento em que a tensão da bateria atinge um valor maior que a tensão interna da barreira de potencial.

A resistência interna faz com que o cristal dopado não seja um condutor perfeito. O

valor dessa resistência interna é geralmente menor que 1 nos diodos em condução.

Um circuito equivalente do diodo real em condução apresenta os elementos que simbolizam a barreira de potencial e a resistência interna.

simbolizam a barreira de potencial e a resistência interna. Na maioria dos casos em que o

Na maioria dos casos em que o diodo é usado, as tensões e resistências externas do circuito são muito maiores que os valores internos do diodo (0,7 V; 1 ). Assim, é possível considerar o diodo real igual ao diodo ideal no que diz respeito à condução, sem provocar erros significativos.

No circuito a seguir, por exemplo, a tensão e a resistência externa ao diodo são tão grandes se comparadas com os valores do diodo, que a diferença entre eles se torna desprezível.

Eletrônica II

Eletrônica II Erro = 0,0333 - 0,0328 = 0,0005 A , correspondente a 1,53 % (desprezível

Erro = 0,0333 - 0,0328 = 0,0005 A, correspondente a 1,53 % (desprezível face à

tolerância do resistor).

Na condição de bloqueio, devido à presença de portadores minoritários (impurezas)

resultantes da purificação imperfeita, o diodo real não é capaz de impedir totalmente a

existência de corrente no sentido inverso. Essa corrente inversa é chamada de

corrente de fuga e é da ordem de alguns microampères.

Como essa corrente é muito pequena se comparada com a corrente de condução, a

I =

V

=

49,3

=

0,0328 A

I

=

V

=

50

R

1501

R

1500

= 0,0333 A

resistência inversa do diodo pode ser desprezada na análise da grande maioria dos

circuitos.

O circuito equivalente do diodo real em bloqueio apresenta esta característica.

grande maioria dos circuitos. O circuito equivalente do diodo real em bloqueio apresenta esta característica. 68

Eletrônica II

Curva característica

Eletrônica II Curva característica O comportamento dos componentes eletrôni cos é expresso através de uma curva

O comportamento dos componentes eletrônicos é expresso através de uma curva

característica que permite determinar a condição de funcionamento do componente em

um grande número de situações. A curva característica do diodo mostra seu

comportamento na condução e no bloqueio.

Região de condução Durante a condução, a corrente do circuito circula no cristal. Devido à existência da barreira de potencial e da resistência interna, aparece um pequeno valor de tensão sobre o diodo.

A curva característica do diodo em condução mostra o comportamento da queda de

tensão em função da corrente que flui no circuito.

Eletrônica II

Eletrônica II A curva característica de condução mostra que a tensão no diodo sofre um pequeno

A curva característica de condução mostra que a tensão no diodo sofre um pequeno aumento quando a corrente aumenta. Ela mostra também que enquanto o diodo está abaixo de 0,7 V (no caso do silício), a corrente circulante é muito pequena (região C da curva). Isso é conseqüência da oposição ao fluxo de cargas feita pela barreira de potencial. Por isso, a região típica de funcionamento dos diodos fica acima da tensão característica de condução.

Região de bloqueio No bloqueio, o diodo semicondutor não atua como isolante perfeito e permite a circulação de uma corrente de fuga da ordem de microampères. Essa corrente aumenta à medida que a tensão inversa sobre o diodo aumenta.

fuga da ordem de microampères. Essa corrente aumenta à medida que a tensão inversa sobre o

Eletrônica II

Regimes máximos do diodo em CC

Os regimes máximos do diodo em CC estabelecem os limites da tensão e corrente que podem ser aplicados ao componente em circuitos de corrente contínua, sem provocar danos em sua estrutura.

Analisando o comportamento do diodo em condução e bloqueio, verifica-se que os fatores que dependem diretamente do circuito ao qual o diodo está conectado são:

corrente direta nominal (I F , do inglês "intensity forward");

tensão inversa máxima (V R , do inglês "voltage reverse").

A corrente direta nominal (I F ) de cada tipo de diodo é dada pelo fabricante em folhetos

técnicos e representa o valor máximo de corrente que o diodo pode suportar, quando polarizado diretamente. Veja a seguir, as características de corrente máxima (I F ) de dois diodos comerciais.

Tipo

I F (A)

1N4001

1,0

MR504

3,0

Quando polarizado inversamente, toda tensão aplicada ao circuito fica sobre o diodo.

toda tensão aplicada ao circuito fica sobre o diodo. Cada diodo tem a estrutura preparada para

Cada diodo tem a estrutura preparada para suportar um determinado valor de tensão inversa. Quando se aplica a um diodo um valor de tensão inversa máxima (V R ) maior que o especificado, a corrente de fuga aumenta excessivamente e danifica o componente.

O valor característico de V R que cada tipo de diodo suporta sem sofrer ruptura é

fornecido pelos fabricantes. Veja a seguir exemplos de valores característicos de tensão máxima inversa de alguns diodos comerciais.

Eletrônica II

Tipo

V R (V)

1N4001

50

1N4002

100

MR504

400

BY127

800

Reta de carga

A reta de carga é uma traçagem sobre a curva característica do diodo com o objetivo de determinar previamente qual será a corrente e tensão no diodo em determinadas condições de trabalho.

e tensão no diodo em determinadas condições de trabalho. Para traçar a reta de carga de

Para traçar a reta de carga de um diodo, deve-se determinar a tensão de corte, ou seja, a que está sobre o diodo quando este estiver na região de bloqueio, e a corrente de saturação, isto é, a corrente que circula pelo diodo quando ele está na região de condução em um determinado circuito.

Quando o diodo está em corte ou bloqueio, a tensão da fonte está totalmente sobre o componente. Desta forma pode-se afirmar que a tensão de corte é igual a tensão da fonte de alimentação do circuito.

Desta forma pode-se afirmar que a tensão de corte é igual a tensão da fonte de

Eletrônica II

Logo:

V C = V CC

Onde V C é tensão de corte e V CC a tensão de alimentação.

A corrente de saturação é a corrente do circuito quando o diodo está na região de

condução ou saturado.

quando o diodo está na região de condução ou saturado. Pode-se determinar a corrente de saturação

Pode-se determinar a corrente de saturação a partir da lei de Ohm. A corrente que circula no resistor é a corrente de saturação I S e a tensão sobre o resistor é a tensão de alimentação V CC .

Desta forma:

I

S

=

V

CC

R

L

Onde I S é a corrente de saturação, V CC a tensão de alimentação e R L o resistor de carga ou limitador.

A partir dos valores de tensão de corte e corrente de saturação, traça-se uma reta na

curva característica do diodo da seguinte forma: a tensão de corte V C é identificada no

eixo de tensão V D do gráfico e a corrente de saturação no eixo de corrente I D . Essa reta é denominada reta de carga.

Eletrônica II

Eletrônica II O ponto de encontro entre a reta de carga e a curva do diodo

O ponto de encontro entre a reta de carga e a curva do diodo é denominada de ponto de trabalho ou quiescente (Q).

diodo é denominada de ponto de trabalho ou quiescente (Q). Projetando este ponto quiescente nos eixos

Projetando este ponto quiescente nos eixos de tensão e corrente do gráfico tem-se os valores de corrente e tensão do diodo no circuito.

nos eixos de tensão e corrente do gráfico tem-se os valores de corrente e tensão do

Eletrônica II

Potência de dissipação

A potência de dissipação de um diodo é o valor de potência que ele dissipa em um

circuito.

A partir dos valores de tensão e corrente no diodo é possível determinar a potência de

dissipação.

P D = V D . I D

No exemplo a seguir, serão determinados os valores de tensão corrente e potência no

diodo.

os valores de tensão corrente e potência no diodo. De acordo com os dados do esquema
os valores de tensão corrente e potência no diodo. De acordo com os dados do esquema

De acordo com os dados do esquema elétrico os valores da tensão, de corte e

corrente de saturação podem ser calculados.

V C = V CC V C = 3 V

I S

=

V

CC 3

=

R

L

47

I S = 63 mA

= 0,063 A

Eletrônica II

A partir dos valores da tensão de corte e corrente de saturação, deve-se traçar a reta

de carga.

e corrente de saturação, deve-se traçar a reta de carga. O cruzamento da reta de carga

O cruzamento da reta de carga com a curva característica do diodo determina o ponto

quiescente. Ao projetar o ponto quiescente nos eixos de tensão e corrente do gráfico é possível determinar a tensão e a corrente no diodo.

é possível determinar a tensão e a corrente no diodo. I D = 63 mA V

I D = 63 mA V D = 1,6 V

A partir desses valores é possível determinar a potência dissipada no diodo.

P D = I D . V D P D = 0,063 . 1,6 P D = 0,100 W ou 100 mW

Eletrônica II

Exercícios

1.

Responda às seguintes perguntas:

a)

Qual a principal característica de um material semicondutor?

b)

Quantos átomos de valência deve ter um material semicondutor?

c)

O que é ligação covalente?

d)

O que é dopagem?

e)

Qual a finalidade da impureza em uma estrutura cristalina?

2.

Responda:

a)

O que é barreira de potencial?

Eletrônica II

b)

É possível medir a tensão da barreira de potencial de um diodo?

c)

Quais os valores das barreiras de potencial de um diodo de silício e de germânio?

d)

Cite um exemplo de utilização da curva característica de um diodo.

3.

Faça o esquema do circuito solicitado:

a)

Circuito com um diodo polarizado diretamente.

b)

Circuito com um diodo polarizado inversamente.

4.

Resolva os problemas que seguem:

a)

Determine os valores de tensão de corte e corrente de saturação em um circuito

com diodo. Sabe-se que a tensão de alimentação do circuito é de 12 V CC e o resistor

de carga de 220k .

Eletrônica II

b) De acordo com o gráfico a seguir, determine a tensão, a corrente e a potência dissipada no diodo e faça esquema do circuito elétrico. A fonte que alimenta o circuito é de 2 V CC e o resistor limitador 560 .

é de 2 V C C e o resistor limitador 560 Ω . 5. Relacione a

5. Relacione a segunda coluna com a primeira.

a. Silício ou germânio puro

(

)

Quatro elétrons na última camada.

b. Átomo trivalente

(

)

Cinco elétrons na última camada.

c.Átomo pentavalente

(

)

Característica isolante .

d. Catodo

(

)

Material tipo N.

e. Átomo tetravalente

(

)

Três elétrons na camada de valência.

(

)

Três prótons na última camada.

Eletrônica II

6. Preencha as lacunas com V para as afirmações verdadeiras e F para as afirmações falsas.

a) O índio é um tipo de material utilizado na dopagem de um cristal P.

(

)

b) O cristal N recebe átomos pentavalentes na sua estrutura cristalina.

(

)

c) A lacuna é a ausência de elétron na estrutura cristalina.

(

)

d) O cristal P conduz somente em um sentido.

(

)

e) A intensidade da dopagem e a temperatura não influenciam na condutibilidade de um material semicondutor.

(

)

Eletrônica II

Eletrônica II Diodos Especiais Desde o descobrimento da junção semicondutora PN, muitos estudos têm sido realizados
Eletrônica II Diodos Especiais Desde o descobrimento da junção semicondutora PN, muitos estudos têm sido realizados

Diodos Especiais

Desde o descobrimento da junção semicondutora PN, muitos estudos têm sido realizados com os materiais semicondutores, em busca de novos componentes.

O diodo emissor de luz (LED) é um dos componentes descobertos através dessas

pesquisas. Atualmente, na grande maioria dos aparelhos eletrônicos, as lâmpadas de sinalização estão sendo substituídas por esse componente semicondutor capaz de

emitir luz.

O outro componente foi o diodo zener que veio atender à necessidade de utilização

de dispositivos reguladores de tensão surgida com a crescente sofisticação dos equipamentos eletrônicos.

O presente capítulo tratará do LED e do diodo zener. Para ter sucesso no

desenvolvimento dos conteúdos e atividades aqui apresentados, é necessário ter conhecimentos relativos a diodo semicondutor, curvas características e à polarização dos diodos semicondutores.

Diodo emissor de luz

O diodo emissor de luz ou LED, do inglês light emitting diode, é um tipo especial de

diodo semicondutor que emite luz quando é polarizado diretamente. O símbolo gráfico do LED é definido pela NBR 12526/92, e está apresentado a seguir.

polarizado diretamente. O símbolo gráfico do LED é definido pela NBR 12526/92, e está apresentado a

SENAI

81

Eletrônica II

O LED é fabricado com uma combinação de elementos como o arsênio (AS), o gálio (Ga), que formam o arseneto de gálio e o fósforo (P). Dependendo da quantidade de fósforo depositada, eles poderão irradiar luz visível vermelha, amarela ou verde, que são as mais comuns, embora também possam ser encontrados os LEDs que irradiam luz laranja ou azul.

Há LEDs que emitem luz invisível ao olho humano, ou seja, a luz infravermelha e a luz ultravioleta.

Outros emitem duas cores diferentes. São os LEDs bicolores que consistem de dois LEDs de cores diferentes encapsulados dentro de uma mesma cápsula de três terminais.

dentro de uma mesma cápsula de três terminais. Um dos terminais é comum aos dois LEDs.

Um dos terminais é comum aos dois LEDs. Para que o componente irradie a cor desejada, basta polarizar diretamente o LED dessa cor.

comum aos dois LEDs. Para que o componente irradie a cor desejada, basta polarizar diretamente o

82

SENAI

Eletrônica II

Os LEDs são encontrados nas mais diversas formas e dimensões. Veja alguns exemplos na ilustração a seguir.

e dimensões. Veja alguns exemplos na ilustração a seguir. O catodo do LED é identificado por

O catodo do LED é identificado por um "corte" (ou chanfro) na base do

encapsulamento, ou pelo terminal menor.

chanfro) na base do encapsulamento, ou pelo terminal menor. O LED apresenta as seguintes vantagens: •

O LED apresenta as seguintes vantagens:

pequena tensão de alimentação (2 V) e baixo consumo (20 mA);

tamanho reduzido;

nenhum aquecimento;

alta resistência a vibrações;

grande durabilidade.

Funcionamento Quando o LED é polarizado diretamente, entra em condução. Isso permite a circulação da corrente que se processa pela liberação dos portadores livres na estrutura dos cristais.

SENAI

83

Eletrônica II

O deslocamento de portadores da banda de condução provoca a liberação de

energia, ou seja, emissão de fótons em forma de luz. Esse efeito ocorre principalmente quando o tamanho da banda proibida é igual ao comprimento de onda (λ) da luz emitida.

é igual ao comprimento de onda ( λ ) da luz emitida. Observação A banda proibida

Observação

A banda proibida é a região da ligação covalente entre uma camada de valência e

outra, na qual não há elétrons livres.

Características dos LEDs Os LEDs apresentam as mesmas características dos diodos semicondutores a saber:

corrente direta máxima (I FM );

corrente direta nominal (I F );

tensão direta nominal (V F );

tensão inversa máxima (V R ).

A corrente direta máxima expressa pela notação I FM , é o parâmetro que define a

corrente máxima de condução do LED sem prejuízo para sua estrutura.

A corrente direta nominal, I F , é um valor de corrente de condução indicado pelo

fabricante no qual o LED apresenta um rendimento luminoso ótimo e que, normalmente, corresponde a 20 mA.

84

SENAI

Eletrônica II

A tensão direta nominal representada por, V F , é a especificação que define a queda

de tensão típica do diodo no sentido da condução. A queda da tensão nominal ocorre no componente quando a corrente direta tem valor nominal (I F ).

quando a corrente direta tem valor nominal (I F ). Para valores de corrente direta diferentes

Para valores de corrente direta diferentes do valor nominal (I F ), a tensão direta de condução sofre pequenas modificações de valor.

A tensão inversa máxima, representada pela notação V R , é a especificação que

determina o valor de tensão máxima que o LED suporta no sentido inverso sem sofrer ruptura.

Nos LEDs, ela é pequena, da ordem de 5 V, porque esses componentes não são usados em retificação e sim para emitir luz. Portanto, na prática, só trabalham com polarização direta.

A tabela a seguir mostra características de alguns LEDs.

LED

Cor

V F (V)*

IF n (mA)

FLV 110

vermelho

1,7

50

LD 37I

verde

2,4

60

LD 35I

amarelo

2,4

60

* O valor de V F é obtido com I F = 20 MA.

SENAI

85

Eletrônica II

Utilização do LED em CC

A utilização do LED em corrente contínua exige a fixação de sua corrente direta

nominal (I F ). A limitação da corrente pode ser feita através de um resistor.

da corrente pode ser feita através de um resistor. A figura a seguir apresenta um circuito

A figura a seguir apresenta um circuito retificador de onda completa com um led para

indicar a existência de tensão na saída.

com um led para indicar a existência de tensão na saída. O valor do resistor limitador

O valor do resistor limitador é dado por:

R =

V

CC

V

F

I

F

Onde; V CC é a tensão de saída da fonte, V F é a tensão nominal de condução do LED, e I F é a corrente nominal de condução do LED

Tomando-se como exemplo a fonte retificadora do esquema apresentado e os valores do LED FLV 110 e a tensão da saída da fonte como sendo 10 V, por

86

SENAI

Eletrônica II

exemplo, o valor do resistor seria:

R =

V

CC

V

F

10

1,7

=

I

F

0,02

=

415

Ou seja, R = 390 ou 470 (em valores comerciais padronizados).

A potência do resistor seria aproximadamente:

P R = V R . I R = (10 – 1,7). 0,02 = 166 mW

Para trabalhar a frio: P R = 0,5 W.

Diodo zener

O diodo zener é um tipo especial de diodo utilizado como regulador de tensão. A sua

capacidade de regulação de tensão é empregada principalmente nas fontes de

alimentação de modo a fornecer uma tensão de saída fixa.

A norma NBR 12526/92 define seu símbolo gráfico conforme ilustração a seguir.

define seu símbolo gráfico conforme ilustração a seguir. Os diodos zener de pequena potência podem ser

Os diodos zener de pequena potência podem ser encontrados em encapsulamento de vidro ou de plástico enquanto os de maior potência são geralmente metálicos para facilitar a dissipação de calor. Veja os dois tipos de zener nas ilustrações a seguir.

metálicos para facilitar a dissipação de calor. Veja os dois tipos de zener nas ilustrações a

SENAI

87

Eletrônica II

Comportamento do diodo zener

O comportamento do diodo zener depende fundamentalmente da forma como ele é

polarizado.

Com polarização direta, o diodo zener se comporta da mesma forma que um diodo semicondutor ou retificador, entrando em condução e assumindo uma queda de tensão típica.

em condução e assumindo uma queda de tensão típica. Observação Normalmente o diodo zener não é

Observação Normalmente o diodo zener não é usado com polarização direta nos circuitos eletrônicos.

Na polarização inversa, até um determinado valor de tensão inversa, o diodo zener

se comporta como um diodo comum, ficando em bloqueio. Nesse bloqueio, uma

pequena corrente de fuga circula no diodo zener, tal como no diodo convencional. Em um determinado valor de tensão inversa, o diodo zener entra subitamente em condução, apesar de estar polarizado inversamente.

A corrente inversa aumenta rapidamente e a tensão sobre o zener se mantém

praticamente constante.

88

SENAI

Eletrônica II

Eletrônica II O valor de tensão inversa que faz o diodo zener entrar em condução é
Eletrônica II O valor de tensão inversa que faz o diodo zener entrar em condução é

O valor de tensão inversa que faz o diodo zener entrar em condução é denominado

de tensão zener (V Z ).

Enquanto houver corrente inversa circulando no diodo zener, a tensão sobre seus terminais se mantém praticamente no valor da tensão zener.

É importante observar que no sentido inverso, o diodo zener difere do diodo

semicondutor retificador convencional, ou seja, um diodo retificador nunca chega a conduzir intensamente no sentido inverso. Se isso acontecer, o diodo estará em curto e danificado.

SENAI

89

Eletrônica II

O diodo zener, por sua vez, é levado propositadamente a conduzir no sentido

inverso para que uma tensão zener constante seja obtida em seus terminais, sem que isso danifique o componente.

Características do diodo zener As características elétricas importantes do diodo zener são:

tensão zener;

potência zener;

coeficiente de temperatura;

tolerância.

Tensão zener

A tensão zener ou tensão de ruptura depende do processo de fabricação e da

resistividade da junção semicondutora. Durante a ruptura, o diodo zener fica com o

valor de tensão zener sobre seus terminais. fabricantes nos catálogos técnicos.

Esses valores são fornecidos pelos

Potência zener

A potência zener é a potência dissipada pelo diodo em condições normais de

funcionamento.

Na curva de ruptura, esse diodo apresenta a tensão zener em seus terminais e é percorrido por uma corrente inversa. A potência zener é dada pelo produto da tensão e corrente, ou seja: P Z = V Z . I Z

Os diodos zener são fabricados para determinados valores de potência de dissipação que determinam a dissipação máxima que o componente pode suportar. Esses valores são fornecidos pelo fabricante.

Utilizando os valores de tensão zener e potência zener máxima, pode-se determinar a corrente máxima que o zener pode suportar, ou seja:

I

ZMÁX

90

P ZMÁX

=

V

Z

SENAI

Eletrônica II

Observação

Esse valor de corrente zener máxima não pode ser excedido sob pena de danificar o

diodo por excesso de aquecimento.

A região de funcionamento do zener é determinada por dois valores de corrente

porque sua tensão inversa é constante. Esses valores são: I Zmax e I Zmin .

Esses valores são: I Z m a x e I Z m i n . O

O valor de I Zmax é definido pela potência zener:

I Z max

=

P

Z

max

V

Z

O valor de I Zmin corresponde a 10% do valor de I Zmax , ou seja:

I

Z min

=

I

Z

max

P Z max

=

10 10V

Z

Coeficiente de temperatura

O desempenho dos componentes fabricados com materiais semicondutores sofre

influência da temperatura (dependência térmica). Por isso, a tensão zener se

modifica com a variação da temperatura do componente.

A influência dessa variação é expressa sob a forma de relação entre tensão e

temperatura e define em quantos milivolts a tensão se modifica para cada grau

centígrado de alteração da temperatura do componente, ou seja, mV/ o C.

Devido a uma diferença no princípio de funcionamento interno, os diodos zener são divididos em dois grupos:

até 5 V: a tensão sobre o zener diminui com o aumento da temperatura (-mV/ o C).

acima de 5 V: a tensão sobre o zener aumenta com o aumento da temperatura (+mV/ o C).

SENAI

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As curvas características a seguir exemplificam a dependência térmica dos dois grupos de diodos zener.

a dependência térmica dos dois grupos de diodos zener. Observação Os valores de tensão zener fornecidos

Observação Os valores de tensão zener fornecidos pelos fabricantes são válidos à temperatura de 25 o C.

Tolerância

A tolerância do diodo zener refere-se à variação que pode existir entre o valor

especificado e o valor real de tensão inversa do diodo zener. Isso significa que um

diodo zener de 10 V ± 5% pode ter uma tensão inversa real, por exemplo, de 9,5 a 10,5 V.

Para especificar a tolerância, os fabricantes utilizam diversos códigos. Por exemplo:

para tolerância de 5 %, a designação do diodo vem acompanhada pela letra A:

1N4742 A;

para tolerância de 10%, a designação do diodo vem sem letra no final: 1N4733.

Diodo zener ideal x real

A característica fundamental do diodo zener é manter uma tensão constante sobre

seus terminais quando colocado em condução no sentido inverso. O diodo zener ideal

é aquele que, em condução inversa, mantém a tensão absolutamente constante independentemente da corrente circulante.

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SENAI

Eletrônica II

Eletrônica II Entretanto, o diodo zener não é um componente ideal. Assim, a tensão sobre seus

Entretanto, o diodo zener não é um componente ideal. Assim, a tensão sobre seus terminais sofrem uma pequena variação quando a corrente inversa se modifica.

pequena variação quando a corrente inversa se modifica. Porém, quando se considera que a variação em

Porém, quando se considera que a variação em V Z é muito pequena, o diodo zener pode ser considerado como ideal na maioria das aplicações.

Relação entre corrente e resistência no diodo zener A lei de Ohm define a relação entre corrente, tensão e resistência em um dispositivo:

I =

V

R

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Eletrônica II

Como no diodo zener a tensão é constante, a relação fica resumida à corrente e resistência. Assim, temos: V Z = I Z . R Z

Na equação acima, para que a tensão seja constante no zener, o produto “I . R” deve ser constante. Se a corrente no diodo zener aumenta, sua resistência diminui na mesma proporção ou vice-versa:

I Z . R Z = V Z
I Z
. R Z
= V Z

Da mesma forma, se a corrente no diodo , sua resistência aumenta para que o produto (tensão) se mantenha constante:

I Z

⋅ R Z = V Z
⋅ R Z
= V Z

Assim, na região de ruptura, a corrente e a resistência zener são inversamente proporcionais: quando uma aumenta, a outra diminui na mesma proporção.

Exercícios

1. Responda às seguintes perguntas:

a) Qual é a principal função de um LED?

b) Cite três vantagens na utilização do LED.

c) De que forma é possível a emissão de duas cores por um só LED?

Eletrônica II

1.

Responda

a)

Qual a principal função do diodo zener?

b)

Como o diodo zener se comporta na polarização direta?

c)

O que difere um diodo semicondutor de um diodo zener?

d)

Cite as características elétricas importantes do diodo zener.

2.

Resolva os seguintes exercícios:

a)

Faça o esquema elétrico do circuito e especifique o resistor necessário para limitar

a

corrente de um led de sinalização. Dados:

I F = 20 mA;

V

CC = 20 V

V

F = 1,7 V

3.

Faça os símbolos gráficos dos componentes solicitados.

a)

LED

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Eletrônica II

b)

Diodo zener

 

4.

Relacione a segunda coluna com a primeira.

a)

Corrente direta máxima

(

)

Valor de tensão máxima suportada, V R