ELETRICISTA MONTADOR

ELETRICIDADE

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Badia, José Octavio Eletricidade / CEFET-RS. Pelotas, 2008. 34P.:28il.

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. 28 4...............................2................................................................... 15 2.....................................................................2 Associação de resistores em paralelo........................2 Sistemas Monofásicos e Trifásicos............................................................................................................................................................4................................2 Ligação em triângulo .................................................... 10 1...2....................................................................................................................................2....................................................................1 Elementos de um circuito elétrico ..................................................................................................................3 Resistência Elétrica (R) .... 17 2....................................................... 19 UNIDADE III ..................................... 8 1............................ 11 1.......2......... 10 1...................2 Efeitos da Corrente Elétrica........... 30 5.......2 Corrente Elétrica ( I ).........................6 Energia.....1 Diferença de Potencial entre Dois Pontos (Tensão):........... 24 3........2........2 Sistema Trifásico ......................................................................................... 8 1......................... 24 3.......2..........................................................................3 Lei de Coulomb ............. 22 3..................................... 26 4..............1 Eletrização por atrito...........2 Processos de Eletrização .....................................................................................................................................................................................................................................................2........... 23 3.....2.............................................................................1 Sistema Monofásico ........2.............................................................................................1 Tipos de Tensão e Corrente Elétrica...................................................................................... 26 4. 17 2...........4 Campo elétrico ........................................................................ÍNDICE UNIDADE I .4 Potência Elétrica (P) ................2.....................................................................................2............ 28 4.........................3 Associação mista de resistores ..............................................................................................................................................................1 Transmissão e Distribuição de Energia ........................................................................................................2 Eletrização por contato.......................................................................................................................................................................................................................................... 21 3.............................................................................................................1 Introdução...........4........................................4................................ 10 1......1 Introdução .....3 Eletrização por indução ................ 18 2.................1 Ligação em estrela (Y) .. 13 UNIDADE II ................5 Lei de Ohm.......2.......... 23 3................................................................ 20 3...2.................... 12 1.......................................................................................................................................................................... 25 UNIDADE IV .........3 Justificativas Para o Uso de Sistemas Monofásicos e Trifásicos ..................................................................................2 Associação de resistores ................................................................. 22 3............................4 Ligações de Fontes Trifásicas.............................................1 Associação de resistores em série.............. 19 2........................................... 30 3 .................... 15 2........................................................................................................................................................................................................................... 18 2............................. 29 4...................... 29 UNIDADE V ................................................................................. 16 2................................................................

................................2 .....................................................................................................................................................3 2 Lei de Kirchhoff .............................1 Lei de Kirchhoff ................................................ 31 BIBLIOGRAFIA...................................................... 31 5.......... 33 a a 4 ............................5................

27 Figura 4.................................2 – Eletrização por contato ............................................................................................................................Complexo Energético...................1 – Voltímetro............................8 – Associação de resistores em paralelo ........................................................................................1 – Eletrização por atrito .................................................................4 – Simbologia: Dispositivo de manobra........................................................................................3 ..... 31 Figura 5..6 – Ligação triângulo....................2 – Simbologia: Gerador Elétrico ..........................2 – 1° Lei de Kirchhoff...................................................................... 24 Figura 3................................................LISTA DE FIGURAS Figura 1.................................................. 13 Figura 1............................................. 32 5 ................ 27 Figura 4...........................1 – Elementos de um circuito elétrico ............................................................ 28 Figura 4.......................................................3 – Eletrização por indução ..................................................... 15 Figura 2.......................................4 – Sistema trifásico.................5 – Lei de Coulomb ................................................3 – Sistema monofásico.................................................................................................................................2 – Amperímetro ...............................................................7 – Associação de resistores em série ................................................5 – Simbologia: Dispositivos de segurança ........ 25 Figura 4......................................................................................................................................................................Ohmímetro ................1 – Ação magnética ......................................................................... 14 Figura 2...................................................................................... 30 Figura 5....................................................... 11 Figura 1............................................................... 29 Figura 5................................................................4 – Ligação com a Terra ............5 – Ligação estrela...... 29 Figura 4........... 18 Figura 3.9 – Associação mista de resistores ...............................6 – Simbologia: Resistores ..........1 – Leis de Kirchhoff ..............................................7 – Orientação do campo elétrico .........2 .. 26 Figura 4... 28 Figura 4.. 22 Figura 3.................................................................................................6 – Campo Elétrico................................. 26 Figura 4.............................................................................. 12 Figura 1.................................................................................................... 23 Figura 3.......................................................... 11 Figura 1......................................................... 10 Figura 1.................................................................................................. 20 Figura 3........................... 22 Figura 3....................................................... 10 Figura 1...............................................................................................................................................................................................3 – 2° Lei de Kirchhoff........................................... 16 Figura 2....................................................

..........1 .......... 9 Tabela 2.............................................. 16 6 ...........Múltiplos e submúltiplos .LISTA DE TABELAS Tabela 1......................................1 .......................Dimensionamento de condutores em função da corrente ..................

7 .APRESENTAÇÃO Este disciplina tem por objetivo gerar os conhecimentos básicos. Limitando-se a abordar os temas específicos relacionados a esta atividade e ainda equipamentos envolvidos no processo de Montagem. necessários na área de eletricidade. citando conceitos e teorias elementares ao domínio de circuitos elétricos e funcionamento dos mesmos. ao cargo de Eletricista Montador.

O nêutron é um exemplo desse tipo de partícula. Experimentalmente. usamos a fórmula q=n.6x10 -19 C Devido às cargas elétricas e outras grandezas da eletricidade e do magnetismo serem representadas por números muito pequenos ou muito grandes é apresentada a seguir uma tabela de múltiplos e submúltiplos que será extremamente útil. Caracterizou-se assim a existência de dois tipos de carga elétrica: a carga do próton e a carga do elétron.I – CARGA ELÉTRICA 1. etc. neutrinos. pósitrons. A carga elétrica é medida indiretamente pelos cientistas. por convenção. Algumas partículas não possuem carga e são chamadas de neutras. Para determinarmos à quantidade de carga elétrica de um corpo. Na época de suas descobertas não se pensava em algo mais primitivo que essas partículas. com a observação de efeitos de atração e repulsão em corpos eletrizados. Hoje se conhece partículas com cargas menores do que a carga elementar e.). nêutrons. A diferença entre elas se fez através dos sinais "+" e "-". respectivamente. 8 . elétrons. por isso o nome elementar. Esses experimentos mostraram que cargas de mesmo tipo se repelem e de tipos contrários se atraem.1 Introdução A carga elétrica é uma das propriedades fundamentais da matéria associada a algumas partículas elementares (partículas que constituem os átomos como: prótons. esse termo se mantém em uso. Cada partícula elementar recebe um valor numérico que representa sua quantidade de carga elétrica.e onde : q = quantidade de carga de um corpo ou valor da carga elétrica (unidade = Coulomb = C). deduziu-se que eles também ocorrem nessas partículas. O elétron e o próton receberam um valor de carga elétrica denominada carga elementar. n = número de elétrons ou prótons que o corpo tem em falta ou em excesso. representado pela letra e. e = carga elétrica elementar = 1.

madeira seca. Ex: vidro. Ex: fio de cobre.1 . etc. Isolantes de eletricidade São os meios materiais nos quais não há facilidade de movimento de cargas elétricas. etc. borracha. devido a presença de "elétrons livres".Tabela 1.Múltiplos e submúltiplos Prefixo Tera Giga Mega qilo hcto deca Unidade deci centi mili micro nano pico Símbolo T G M k h Da d c m µ n p Fator multiplicador 10 12 9 6 3 2 1 10 10 10 10 10 1 10 10 10 10 10 10 -1 -2 -3 -6 -9 -12 Condutores de eletricidade São os meios materiais nos quais há facilidade de movimento de cargas elétricas. alumínio. a soma das cargas elétricas é constante." Corpo neutro Corpo positivo Corpo negativo -> -> Nº prótons = Nº elétrons O corpo perdeu elétrons -> O corpo ganhou elétrons 9 . Princípios da eletrostática "Cargas elétricas de mesmo sinal se repelem e de sinais contrários se atraem." "Num sistema eletricamente isolado.

2 Processos de Eletrização 1.2 Eletrização por contato Quando colocamos dois corpos condutores em contato.1 – Eletrização por atrito 1. um eletrizado e o outro neutro.2.1.2. pode ocorrer a passagem de elétrons de um corpo para outro. pode ocorrer a passagem de elétrons de um para o outro.1 Eletrização por atrito Quando dois corpos são atritados.2 – Eletrização por contato 10 . Figura 1. fazendo com que o corpo neutro se eletrize. Figura 1.

1.3 Eletrização por indução A eletrização de um condutor neutro pode ocorrer por simples aproximação de um corpo eletrizado.2.4 – Ligação com a Terra 11 . Figura 1. sem que haja contato entre eles. ele se descarrega." Figura 1.3 – Eletrização por indução Ligação com a Terra "Ao se ligar um condutor eletrizado à Terra.

" Figura 1.1.3 Lei de Coulomb "As cargas elétricas exercem forças entre si.m /C ) Kvácuo = 9. Essas forças obedecem ao princípio da ação e reação.5 – Lei de Coulomb F= força de interação entre as cargas (N) Q = carga (C) d = distância entre as cargas (m) K = constante eletrostática (N.10 N.m /C 9 2 2 2 2 12 . a mesma direção e sentidos opostos. ou seja. têm a mesma intensidade.

A essa região chamamos de campo elétrico.6 – Campo Elétrico O campo elétrico é uma grandeza vetorial. nela colocada. estará sob a ação de uma força de origem elétrica. A unidade de E no SI é N/C." Figura 1. E = Intensidade do campo elétrico (N/C) F = Força (N) q = carga de prova (C) 13 .1.4 Campo elétrico "Existe uma região de influência da carga Q onde qualquer carga de prova q.

Orientação do campo elétrico Figura 1.7 – Orientação do campo elétrico 14 .

o seu símbolo e a maneira de como ligálo numa medição. POTÊNCIA ELÉTRICA. os terminais do medidor devem ser conectados a esses pontos. Figura 2. “tensão elétrica” ou ainda “força eletromotriz (fem)” e ser representada pela letra V ou U. CORRENTE.II . LEI DE OHM E ENERGIA 2. Você já deve ter ouvido falar. O instrumento utilizado para medir essa grandeza é o Voltímetro. RESISTÊNCIA ELÉTRICA. por sua vez. A grandeza “diferença de potencial (ddp)” pode ser também denominada de “voltagem”. quando dizemos que a bateria de um automóvel apresenta uma diferença de potencial de 12V. transfere ao aparelho essa energia). Abaixo apresentamos o aspecto físico de um voltímetro. sendo que a unidade utilizada é o Volts (V). se um aparelho elétrico for ligado nessa tomada. Do mesmo modo. Para se medir a ddp entre dois pontos de um circuito.TENSÃO. que em certas residências existem tomadas elétricas de 110 V. cada carga de 1 Coulomb que se deslocar de um terminal para o outro. recebera uma energia de 110 J para fazer essa trajetória (a carga.1 – Voltímetro 15 . o medidor fica em paralelo com o trecho do circuito compreendido entre os pontos. Desse modo. por exemplo. teremos uma energia de 12J transferida para cada Coulomb que se deslocar de um pólo para outro. Isso significa que.1 Diferença de Potencial entre Dois Pontos (Tensão): O conceito de diferença de potencial está muito relacionado com nossa vida diária.

por sua vez.1 . devido à ação de um campo elétrico estabelecido em seu interior pela aplicação de uma ddp entre suas extremidades.Dimensionamento de condutores em função da corrente Seção (mm ) Corrente (A) 2 1. Se a escala desse aparelho for graduada de maneira que seja possível medir a intensidade da corrente elétrica. Quando acionamos a chave de luz do nosso quarto e vemos que a lâmpada se acende. Figura 2. neste processo poderá haver transferência de energia de um lugar para outro. contudo na realidade. quando a chave é acionada.2 Corrente Elétrica ( I ) O fenômeno relativo ao movimento de cargas elétricas é de vital importância no estudo de eletricidade. empurra o terceiro. vemos a fotografia de um Amperímetro comumente usado e sua simbologia. temos a impressão de que a velocidade com que os elétrons se movem ao longo dos fios é elevadíssima.2 – Amperímetro Tabela 2. sendo que a unidade utilizada é o Ampère (A). e assim por diante.5 17. até chegar ao último elétron localizado na extremidade do fio junto à lâmpada. assim. O conceito de corrente elétrica num condutor é entendido como sendo o movimento ordenado de suas cargas elétricas.5 24 4 32 6 41 10 57 16 76 25 101 35 125 50 151 70 192 16 .2.5 2. ocorre é que os elétrons se encontram em grande quantidade ao longo dos fios. posto que. o primeiro elétron empurra o segundo que. Abaixo. A corrente elétrica é medida com o Amperímetro. Qualquer aparelho que indique a presença de corrente elétrica em um circuito é denominado galvanômetro. o aparelho receberá o nome de Amperímetro. quase que instantaneamente.

um campo magnético.1 Tipos de Tensão e Corrente Elétrica Existem dois tipos de tensão e de corrente elétrica: Tensão Contínua – é aquela que não sofre alteração de seu valor no decorrer do tempo. 17 . por exemplo. lâmpadas térmicas etc. relés etc. no revestimento de metais: cromagem. niquelação etc. a corrente alternada (CA) e a corrente contínua (CC) . a passagem da corrente elétrica através de um gás rarefeito faz com que ele emita luz. na região próxima a ele. As lâmpadas fluorescentes e os anúncios luminosos. Tensão Alternada – sofre alteração de valores no decorrer do tempo. b) Efeito luminoso Em determinadas condições. Esse efeito é utilizado. Estes conceitos básicos. constituindo a base do funcionamento dos motores. são aplicações desse efeito.2. 2. transformadores.servem também para os tipos de corrente elétrica existente. que veremos a seguir. Este é um dos efeitos mais importantes. a) Efeito térmico ou efeito Joule Qualquer condutor sofre um aquecimento ao ser atravessado por uma corrente elétrica. c) Efeito magnético Um condutor percorrido por uma corrente elétrica cria. chuveiros elétricos. d) Efeito químico Uma solução eletrolítica sofre decomposição. secadores de cabelo.2 Efeitos da Corrente Elétrica Na passagem de uma corrente por um condutor observam-se alguns efeitos. É a eletrólise. quando é atravessada por uma corrente elétrica.2. Neles há a transformação direta de energia elétrica em energia luminosa.2. Esse efeito é a base de funcionamento dos aquecedores elétricos.

de modo geral. para saber-se o valor de uma resistência qualquer.3 Resistência Elétrica (R) Resistência elétrica é oposição à passagem da corrente elétrica. sendo que a unidade utilizada é o Ohm ( ). Figura 2.I A unidade de potência é o watt (símbolo W). o carbono. a resistência é maior.2. 18 . Observe a figura abaixo. A resistência elétrica é medida com o Ohmímetro.4 Potência Elétrica (P) A potência é uma grandeza que mede a velocidade com que um trabalho é realizado. são bons condutores. Existem aparelhos denominados Multímetros que podem funcionar como Voltímetros. quando um motor é usado para elevar uma carga. portanto a passagem de corrente se torna mais difícil. Quando o multímetro esta adaptado para ser usado como Ohmímetro. pois oferecem pequena resistência à passagem de corrente. De um modo geral. por exemplo. Os metais. quanto mais rápido subir esta carga. possui menos elétrons livres. a potência é dada por: P = W/t Quando se trata do trabalho realizado por uma carga elétrica q em um circuito.3 . logo. A leitura da posição do ponteiro sobre a escala nos fornecerá o valor da resistência medida. a equação anterior pode ser escrita como: P = V.Ohmímetro 2. representa a dificuldade dos elétrons em se movimentarem no interior de um condutor. Enquanto isso. Por exemplo. ou seja. a maior será a potência despendida pelo motor. ele realiza um trabalho contra a ação da gravidade. Amperímetros e também como Ohmímetro. basta ligá-la às ponteiras do instrumento.

watt-hora.2. quando se pensa o custo a pagar pela energia elétrica utilizada. O valor indicado na conta como consumo da energia elétrica representa a somatória do produto da potência de cada aparelho elétrico pelo tempo de funcionamento entre uma medida e outra. pode ser expressa matematicamente através da equação V = R.5 Lei de Ohm No início do século XIX. podemos aplicar na fórmula a seguir: E = P. em h Para calcularmos o custo desta energia. Já watthora representa a medida da energia elétrica. para calcularmos o consumo de algum equipamento necessitamos saber sua potência elétrica e o tempo de utilização deste equipamento. porque a potência dos aparelhos elétricos é medida em watt e o tempo de funcionamento dos aparelhos em horas. chamada de LEI DE OHM. quilometro. Embora possa lhe parecer .6 Energia O consumo representa a quantidade de energia consumida ou utilizada por sua residência. O quilo é o mesmo do quilograma. em geral. t = tempo. e significa 1. no período de trinta dias. são igualmente importantes.estranho.Esse valor é obtido a partir de duas leituras realizadas. Esta constatação. watt-hora representa o produto da potência pelo tempo e 1kWh é 1. Um aparelho de baixa potência mas que funciona durante muito tempo diariamente. Essa unidade é a medida da energia elétrica utilizada pelas concessionárias.I 2. O produto potência x tempo resulta na energia. basta multiplicarmos os kWh pelo custo(R$) cobrados na região. A quantidade de energia que você utiliza em casa depende de dois fatores básicos:a potência dos aparelhos e o tempo de funcionamento. em kWh. Portanto.000.Assim. Ela é medida em kWh que significa quilo watt-hora. t Onde : E = energia . pode gastar tanto ou mais energia que um outro aparelho de maior potência que funciona durante pouco tempo. P = potência elétrica. em kW. ao contrário do que se imagina. o físico alemão Georg Ohm realizou cuidadosas experiências com diversos materiais e concluiu que a relação entre a tensão aplicada a um corpo e a corrente que por ele circula é constante. Os dois fatores. 19 . que watt-hora seja uma unidade de energia (você se lembra de uma outra?) recorde que watt é uma unidade de potência e hora uma unidade de tempo.000 vezes.

Figura 3. A fonte (gerador) de eletricidade deve ser capaz de gerar e manter uma diferença de potencial. Quando o condutor da figura abaixo é movimentado através do campo magnético produzido pelo ímã. por exemplo.PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA ATRAVÉS DE AÇÃO MAGNÉTICA O método mais comum de produção de eletricidade em larga escala é o uso do magnetismo.1 – Ação magnética 20 . surge uma diferença de potencial.III . O sistema de geração de energia elétrica do país abastece os segmentos industrial. Esta máquina pode ser acionada. a qual continua a existir enquanto durar o movimento do referido condutor. pela energia proveniente de uma queda d’água (energia mecânica). comercial e residencial que necessita de grandes quantidades de energia por longos períodos de tempo.

em Foz do Iguaçu situa-se a mais de 1000 Km de São Paulo. são circulados por corrente e possuem resistência elétrica que é diretamente proporcional ao comprimento. ao transmitirem energia elétrica. além de reduzir as perdas de energia. onde a tensão é rebaixada através dos transformadores da subestação rebaixadora. Os condutores.8 e 22 kV.as estruturas teriam de ser reforçadas. b. Eliminar as perdas é impossível. A energia elétrica é transmitida em alta tensão (69.o custo dos condutores seria maior. nos geradores das usinas. para a tensão de utilização ( 220/127. o que implicaria o aumento de sua seção. 230. ou seja. Por isso. através do transformador de distribuição. Uma maneira de diminuí-las seria através da diminuição da resistência dos condutores. 750 e 1200 kV) até perto dos centros consumidores. 380/220 e 440/254V). Bem próximo aos consumidores. Isso ocorre por razões econômicas. é de 13.5kV). técnicas ou ecológicas. 22 e 34. possibilita que os dispositivos de proteção e de comando sejam mais simples. A outra maneira de diminuir as perdas de energia elétrica em sua transmissão seria através da redução da corrente. as centrais elétricas estão afastadas de algumas dezenas ou centenas de quilômetros dos centros consumidores de energia elétrica.dificuldade operacional e c. normalmente de condutores de alumínio. a tensão é rebaixada para valores práticos de consumo de energia elétrica.8. 21 . A energia elétrica é transmitida aos centros consumidores através das linhas de transmissão. Essa diminuição. 138. que são feitas.3. Convém salientar que a tensão em que é gerada a energia elétrica. na transmissão de energia elétrica ocorrem dois inconvenientes: queda de tensão e perda de energia por efeito joule. 500. para valores menores ( 13.1 Transmissão e Distribuição de Energia Normalmente. porque serão para uma corrente menor. Isso é inconveniente pelas seguintes razões: a. por exemplo. A Usina Hidrelétrica de Itaipu.

que tenha n circuitos.2 Sistemas Monofásicos e Trifásicos Um sistema tem n fases quando é originado de um gerador.Complexo Energético 3. Figura 3. Figura 3. de um n avos do ciclo. Um sistema monofásico pode ser representado de diversas maneiras.3 – Sistema monofásico 22 .O conjunto formado pelo gerador. conforme a necessidade como mostra a figura abaixo. 3. permita a saída da energia gerada para alimentação da carga. pelas etapas transformadoras de tensão e pelas cargas é chamado de complexo energético ou de sistema de potência e pode ser representado simplificadamente pela figura a seguir. para que através de contato deslizante com as escovas.2 .1 Sistema Monofásico Um gerador de corrente alternada monofásico é composto. de uma bobina que gira dentro de um campo magnético fixo. basicamente. Os terminais da bobina são ligados a dois anéis coletores. de um modo geral. pelas linhas de transmissão e de distribuição.2. onde se geram n fems defasadas.

2.2 Sistema Trifásico Dentre os sistemas polifásicos o que é universalmente utilizado é o trifásico. É importante salientar.2. Se. em geral.4 – Sistema trifásico A intensidade das fems induzidas depende do ângulo de corte das linhas de força (θ). A figura a seguir mostra um exemplo de sistema trifásico. 23 . logo as fems geradas nas três bobinas estarão defasadas no tempo de um ângulo igual ao ângulo de defasagem no espaço entre as bobinas. Dentre essas vantagens se destacam: • As máquinas trifásicas tem. pois é onde ocorre o maior corte das linhas de força que se deslocam entre os pólos norte e sul. ter-se-á uma distribuição simétrica das bobinas do induzido. onde se induz apenas uma fem. que a fem máxima ocorre quando o condutor passa bem defronte o centro do pólo . 48% a mais de potencia que uma monofásica de mesmo peso e volume. O gerador elementar monofásico tem apenas uma bobina no induzido.3 Justificativas Para o Uso de Sistemas Monofásicos e Trifásicos Apesar de o sistema monofásico ser mais simples é o sistema trifásico que apresenta mais vantagens na maioria dos casos. forem usadas três bobinas deslocadas (defasadas) fisicamente de 120º elétricos uma na outra. Figura 3. em vez de uma bobina. 3.3.

conforme figura 8 e figura 9 respectivamente.4 Ligações de Fontes Trifásicas As três fases produzidas pelo gerador trifásico não se constituem num sistema trifásico. em geral. esta configuração é também chamada de sistema trifásico a 4 fios. se gasta menos material condutor para transportar a mesma potencia se for usado circuito trifásico e • Os sistemas monofásicos.5 – Ligação estrela 24 . 3.2. 3. para tanto é preciso interligá-las e existem duas maneiras de se fazer isto: em estrela (Y) ou em triângulo (∆).B. o ponto correspondente a interligação é chamado de neutro. figura 8.4. só tem uso para alimentação de pequenas cargas de uso residencial.1 Ligação em estrela (Y) Esta ligação é obtida se interligarmos todos os finais (ou todos os inícios) dos enrolamentos. Figura 3. Essas cargas geralmente incluem pequenos motores.C e N são “puxados” fios – chamados de linhas – que ligam a fonte às cargas. aquecimento. etc. Sendo ao todo 4 fios.2. iluminação. Dos pontos A. derivados de uma fase dos sistemas trifásicos. • Considerando-se a mesma isolação dos condutores.• A potencia total no trifásico não é pulsante como no monofásico. aparelhos eletrônicos.

2 Ligação em triângulo Se interligarmos o final de cada enrolamento com o início do seguinte obteremos uma ligação em triângulo da fonte trifásica. ou seja. depois. A tensão mais alta é a de linha e a mais baixa corresponde à de fase. Tensão de linha – são aquelas tomadas entre duas linhas quaisquer. Figura 3. as tensões de fase e de linha são idênticas. neste tipo de ligação.Neste tipo de ligação existem dois grupos diferentes de tensão: Tensão de fase – são aquelas medidas entre uma linha qualquer e o neutro. A primeira observação a ser feita é que as tensões de linha tem módulos iguais e estão defasadas 120 entre si. VL = VF .4. o 3. como mostra a figura 9. Não temos interesse de detalhar muito este assunto.2. vê-se que estas tensões tem módulo √3 vezes maior que os da tensões de fase ou seja : VL = √3Vf . nosso objetivo é de que o aluno saiba a relação entre tensões.6 – Ligação triângulo 25 . As redes elétricas trifásicas de distribuição secundária são especificadas por um par de valores de tensão como 220/127V ou 380/220V.

Sua função é fornecer energia às cargas elétricas que o atravessam. os geradores mais comuns são os químicos e os mecânicos. Exemplo: dínamo de Figura 4. Figura 4.1 – Elementos de um circuito elétrico a) Gerador elétrico É um dispositivo capaz de transformar em energia elétrica outra modalidade de energia. 26 .1 Elementos de um circuito elétrico Para se estabelecer uma corrente elétrica são necessários. O gerador não gera ou cria cargas elétricas. · Mecânicos: aqueles que transformam energia mecânica em elétrica. além da parcela de energia dissipada sob a forma de calor.ANÁLISE DE CIRCUITOS 4. não exclusivamente térmica. O principal receptor é o motor elétrico.2 – Simbologia: Gerador Elétrico b) Receptor elétrico É um dispositivo que transforma energia elétrica em outra modalidade de energia. Industrialmente. motor de automóvel. Exemplos: pilha e bateria. · Químicos: aqueles que transformam energia química em energia elétrica. um condutor em circuito fechado e um elemento para utilizar a energia produzida pelo gerador. que transforma energia elétrica em mecânica. basicamente: um gerador de energia elétrica.IV . A esse conjunto denominamos circuito elétrico.

interrompem a passagem da corrente elétrica. Voltímetro: aparelho utilizado para medir a diferença de potencial entre dois pontos de um circuito elétrico. preservando da destruição os demais elementos do circuito. para detectá-las.3 – Simbologia: Resistor d) Dispositivos de manobra São elementos que servem para acionar ou desligar um circuito elétrico. podemos citar os aquecedores. Como exemplo. Figura 4.5 – Simbologia: Dispositivos de segurança f) Dispositivos de controle São utilizados nos circuitos elétricos para medir a intensidade da corrente elétrica e a ddp existentes entre dois pontos. ou. o ferro elétrico. Os mais comuns são os fusíveis e os disjuntores. 27 . o chuveiro elétrico. as chaves e os interruptores. a lâmpada comum e os fios condutores em geral. Por exemplo.c) Resistor elétrico É um dispositivo que transforma toda a energia elétrica consumida integralmente em calor. Figura 4. simplesmente. Os mais comuns são o amperímetro e o voltímetro · Amperímetro: aparelho que serve para medir a intensidade da corrente elétrica.4 – Simbologia: Dispositivo de manobra e) Dispositivos de segurança São dispositivos que. ao serem atravessados por uma corrente de intensidade maior que a prevista. Figura 4.

g) Resistores "Resistores são elementos de circuito que consomem energia elétrica. de modo a serem percorridos pela mesma corrente.6 – Simbologia: Resistores 4.2 Associação de resistores 4. aplicando-se sobre eles a Lei de Ohm." Nos circuitos representaremos as cargas em forma de resistores. convertendo-a integralmente em energia térmica." Figura 4. V = R.1 Associação de resistores em série "Vários resistores estão associados em série quando são ligados um em seguida do outro.2.7 – Associação de resistores em série Req = resistência equivalente ( Ω ) V = ddp da associação (V) V = V1 + V2 + V3 i = i1 = i2 = i3 Req = R1 + R2 + R3 28 .i Figura 4.

R1está em paralelo com R2. Figura 4.9 – Associação mista de resistores Neste circuito. 29 . e esta Resistência equivalente estará em série com R3.8 – Associação de resistores em paralelo Req= resistência equivalente ( Ω ) V = ddp da associação (V) V = V1 = V2 = V3 i = i1 + i2 + i3 1 1 1 1 = + + R eq R 1 R 2 R 3 4.2.3 Associação mista de resistores Neste tipo de associação.2 Associação de resistores em paralelo "Vários resistores estão associados em paralelo quando são ligados pelos terminais de modo que fiquem submetidos à mesma ddp.4. devemos levar em consideração as regras determinadas na associação série e na associação paralelo e chegar a uma Req.4." Figura 4.

bem como os pontos que indicam sua s localizações no circuito abaixo. Figura 5.1 Introdução Neste capítulo serão apresentados métodos para se determinar a solução de circuitos de corrente contínua. BE) . através da utilização de leis fundamentais.V .1 – Leis de Kirchhoff 30 . A seguir são apresentadas algumas definições básicas que serão utilizadas ao longo deste capítulo. BAFE. • Nó: é um ponto ( de conexão) no circuito onde se reúnem no mínimo três ou mais elementos(B. • Malha: é um trecho de um circuito que forma uma trajetória eletricamente fechada (ABEFA. • Ramo (ou braço) de um circuito: é um trecho do circuito compreendido entre dois nós consecutivos (BCDE. E).LEIS DE KIRCHHOFF 5. BCDEB).

1a Lei de Kirchhoff A primeira lei de Kirchhoff é conhecida como Lei das Correntes de Kirchhoff (LCK) ou Lei dos nós e ela é baseada na conservação de carga. Matematicamente: i1 + i3 + i4 = i2 + i5 Para ilustrar essa lei considere o nó ‘O’ da Figura 27: Figura 5. 31 .5. dado o sentido em que se percorre a malha. pois é necessário saber se um elemento está elevando tensão ou subtraindo tensão do circuito. O seu enunciado é o seguinte: “A soma das elevações de tensão é igual a soma das quedas de tensão em uma malha.2 – 1° Lei de Kirchhoff 5.3 2a Lei de Kirchhoff A 2a Lei de Kirchhoff é conhecida como Lei das Tensões de Kirchhoff (LTK) ou Lei das Malhas. O enunciado é o seguinte: “A soma algébrica das correntes que entram em um nó (ou em uma região fechada) é igual a soma algébrica das correntes que saem desse nó”.2 .” A aplicação da Lei das tensões de Kirchhoff pode se tornar complexa e confusa quando aplicada diretamente a partir do enunciado.

E1 + V1 + V2 –E2 + V3 =0 Observe que o sinal da tensão na soma das tensões da malha é o primeiro sinal que “aparece” quando se percorre a malha em sentido horário. 32 . adota-se uma convenção de sinais para as tensões da malha. somam-se todas as tensões da malha até chegar novamente ao ponto ‘A’. pela LTK. Ou seja: . A soma dessas tensões. É importante ressaltar que esta não é a única maneira de se fazer a soma das tensões da malha. será zero. Tal convenção deve ser seguida à medida que o observador percorre a malha.3 – 2° Lei de Kirchhoff Começa-se a percorrer a malha no ponto ‘A’ e então. Outra maneira de se resolver o circuito é convencionar um sinal positivo para as diminuições de nível de tensão (elementos passivos) e um sinal negativo para os aumentos no nível de tensão (elementos ativos). considere o circuito da Figura 28: Figura 5.Para evitar esse tipo de complicação. Desta maneira.

Instalações Elétricas. Princípios de Física. 33 . vol 3. Rio de Janeiro. Pelotas. Axcel Books. e JEWETT JR. LTC. 9ª ed. . 2002. Alvacir Alves. Eurico G. Rio de Janeiro.BIBLIOGRAFIA NEVES. de Castro. 1984 TORRES. Raymond A. Thomson CREDER. Fundamentos do Eletromagnetismo. UFPEL. Eletrotécnica Geral . Hélio. CEFET-RS SERWAY. APO 184. 1999 TAVARES. John W. Gabriel – Fundamentos de Eletrônica.

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