História Línguas indígenas americanas ou ameríndias

Antes da chegada dos portugueses, estima-se que cerca de 1.500 línguas diferentes eram faladas no território que veio a ser o Brasil. Essas são agrupadas em famílias, classificadas como pertencentes aos troncos Tupi, Macro-Jê e Aruaque. Há famílias, entretanto, que não puderam ser identificadas como relacionadas a nenhum destes troncos. São elas: Karib, Pano, Maku, Yanomami, Mura, Tukano, Katukina, Txapakura, Nambikwara e Guaikuru. Evidentemente, o fato de duas sociedades indígenas americanas falarem línguas pertencentes a uma mesma família não faz com que seus membros consigam entender-se mutuamente.[4] Apesar de o Brasil ter sido descoberto oficialmente em 1500 pelos portugueses, sua colonização só começou efetivamente em 1532 e de forma gradativa. Nestes trinta anos, o Brasil foi atacado pelos holandeses, ingleses e franceses que tinham ficado de fora do Tratado de Tordesilhas (acordo entre Portugal e Espanha, em 1494, que dividiu as terras recém descobertas). No ano de 1530, o rei de Portugal organiza a primeira expedição com objetivos de colonização. Foi comandada por Martim Afonso de Sousa e tinha como objetivos povoar o território brasileiro, expulsar os invasores e iniciar o cultivo de cana-de-açúcar no Brasil. Com isso a língua portuguesa passa a ser usada factualmente no território hoje conhecido como Brasil. Ao mesmo tempo, outras nações europeias vêm para o Brasil, como a França e a Holanda (que chegou a instalar uma colônia na região que é hoje o Estado de Pernambuco). No início da colonização portuguesa no Brasil, a língua dos ameríndios Tupinambá (tronco Tupi) era falada numa enorme extensão de território ao longo da costa atlântica. Hoje em dia especula-se, erroneamente, que no século XVI, ela passou a ser aprendida pelos portugueses, que de início eram uma minoria entre a população nativa. Aos poucos, o uso dessa língua, chamada de Brasílica, teria se intensificado e generalizado-se de tal forma que passou a ser falada por quase toda a população que integrava o sistema colonial brasileiro e, com o decorrer do tempo, teria-se modificado e, a partir da segunda metade do século XVII, passado a chamar-se de língua geral. Realmente, a língua geral era, em alguns casos específicos, falada por certas populações. Era a língua do contato entre ameríndios de diferentes tribos, entre ameríndios e portugueses e seus descendentes. A língua geral era assim uma língua franca entre contatos indígenas. Essa foi a primeira influência que a língua portuguesa recebeu no Brasil e que deixou algumas marcas no vocabulário popular falado atualmente no país. A língua geral possuía duas variantes:

Trecho da poesia Língua Portuguesa Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela… Olavo Bilac

A Língua Geral Paulista: originária na língua dos ameríndios Tupi de São Vicente e do alto rio Tietê, passa a ser falada pelos bandeirantes no século XVII. Dessa forma, ouve-se tal idioma em locais em que esses ameríndios jamais estiveram, influenciando o modo de falar dos brasileiros. O Nheengatu, (ie’engatú = "língua boa") é uma língua tupi-guarani falada no Brasil e países limítrofes. O Nheengatu é uma língua de comércio que foi desenvolvida ou como que compilada pelos jesuítas portugueses nos séculos XVII e XVIII, tendo como fundamentos o vocabulário e a pronúncia tupinambá e como referência a gramática da língua portuguesa, tendo sido o vocabulário enriquecido com palavras do português e do castelhano.

O português no Brasil

O Marquês de Pombal instituiu o português como a língua oficial do Brasil, proibindo o uso da língua geral. Com a saída dos holandeses em 1654, o português passa a ser a única "Língua de Estado" do Brasil. No fim do século XVII, os bandeirantes iniciam a exploração do interior do continente, e descobrem ouro e diamantes. Devido a isso, o número de imigrantes portugueses no Brasil e o número de falantes da Língua Portuguesa no Brasil passam a aumentar, superando os falantes da língua geral (derivada do tupinambá). Em 17 de agosto de 1758, o Marquês de Pombal instituiu o português como a língua oficial do Brasil, ficando proibido o uso da língua geral. Nesta altura, devido à evolução natural da língua, o português falado no Brasil já tinha características próprias que o diferenciavam do falado em Portugal. No século XVII, devido à intensificação do cultivo de cana-de-açúcar, existe um grande fluxo de escravos vindos da África, que se espalharam por todas as regiões ocupadas pelos portugueses e que trazem uma influência lexical africana para o português falado

no Brasil. Para se ter uma ideia, no século XVI foram trazidos para o Brasil 100 mil negros. Este número salta para 600 mil no século XVII e 1 milhão e 300 mil no século XVIII. A influência lexical africana veio principalmente da língua iorubá, falado pelos negros vindos da Nigéria, e do quimbundo angolano. Com a transferência da corte portuguesa para o Brasil em 1808, como consequência das invasões francesas, ocorre uma relusitanização no falar da cidade do Rio de Janeiro, que passou a ser a capital do país. Acompanhando a família real, chegam ao Rio de Janeiro cerca de 15 mil portugueses. Com essa relusitanização expande-se e influencia outras partes do Brasil. Em 1822 o Brasil torna-se independente. Com isso o tráfico negreiro diminui e muitos imigrantes europeus, como alemães e italianos, chegam ao país. Em números absolutos os italianos formaram a maior corrente imigratória no país. Deste modo, as especificidades linguísticas dos imigrantes italianos interferiram nas transformações da língua portuguesa no Brasil. Assim, palavras foram agregadas de outros idiomas europeus. Na segunda metade do século XIX ocorre uma tentativa, dos autores romantistas, de criar uma personalidade literal brasileira. Entretanto, o movimento que consagrou rapidamente a norma brasileira foi o Modernismo brasileiro. Esse foi um movimento de nacionalização que rompeu com o Parnasianismo e com a imitação do padrão tradicional do português, privilegiando as peculiaridades do falar brasileiro. O Modernismo brasileiro nasceu no dia 11 de fevereiro de 1922, com a Semana de arte moderna de 1922. Representou uma verdadeira renovação da linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora e na ruptura com o passado. O evento marcou época ao apresentar novas ideias e conceitos artísticos. Há várias ideias acerca de quando começaram a divergir o português do Brasil e o de Portugal. O professor titular da USP Ataliba Teixeira de Castilho disse numa entrevista ao jornal da UNICAMP:[5] "Há várias posições sobre isso. Uns dizem que a partir do Século XIX começou a ser construída uma gramática do português brasileiro, quer dizer, uma nova língua, distinta do português europeu. Mas se analisar o português medieval, como fez a minha mulher Célia Maria Moraes de Castilho em sua tese de doutorado, descobre-se que aquilo que se explicava como um abrasileiramento do português, na verdade, já se encontrava lá, sobretudo nos documentos do Século XV. Ou seja, esse português veio para o Brasil e foi preservado. Nós estamos fazendo mudanças gramaticais a partir dessa base. Já Portugal, a partir do Século XVIII, imprimiu um novo rumo à língua, por isso é que muito do que aqui sobreviveu, não existe mais lá. Eles é que estão diferentes, não nós."[6] É preciso, também, não esquecer que em Portugal existe uma grande variedade de dialetos para além do de Lisboa, alguns mais próximos dos brasileiros. pt-BR

mandiguaçu (peixe grande). jacarandá. iracema. substantivos peculiares da fauna e flora: como cupim. nomes de utensílios. Os missionários jesuítas denominaram de tapuias os aborígenes não-tupis.pt-BR é um código de língua para o português brasileiro. nomes ou sobrenomes de pessoas: Araci. Pará e Curicica. não são utilizadas por um ou por outro. Léxico Ver também: Lista de diferenças lexicais entre versões da língua portuguesa Ainda que o léxico brasileiro seja o mesmo que o do português europeu. como acontece com alguns sufixos que. já que não alteram a constituição morfológica e fonética da palavra a que se ligam. crenças e fenômenos da natureza: urupema. guri e xará. mingau. enfermidades: catapora. Jandaia e Iara. mandioca. -guaçu (grande) e -mirim (pequeno) nas palavras arapaçu (pássaro de bico grande). Existem. Amerindinismos Existem influências de outras línguas ameríndias não-tupis que se falavam no país à data da chegada dos portugueses e com as quais houve contato. no entanto. Tupinismos São os chamados "brasileirismos" que derivam diretamente da língua tupi ou que por ela foram influenciados. funcionam mais como adjetivos do que como sufixos. definido por normas ISO (ver ISO 639-1 e ISO 3166-1 alpha-2) e normas Internet (ver "IETF language tag"). tipóia. Há ainda as palavras que. [editar] Africanismos . como -rana (parecido com) e -oara (valor gentílico) nas palavras bibirana (planta da família das anonáceas). Tijuca. Outros exemplos são: • • • • • topônimos: Ipanema. Pará). verdadeiros sufixos. abatimirim (arroz miúdo) ou mesa-mirim (mesa pequena). brancarana (mulata clara) ou paroara (natural do Pará) e marajoara (natural da Ilha do Marajó. existe uma série de peculiaridades que podem gerar confusão e desentendimentos entre os falantes das duas variantes. moqueca. apesar de estarem dicionarizadas em ambos os países (Brasil e Portugal). babaçu (palmeira grande). São exemplos destes sufixos o -açu (grande). segundo alguns autores. abacaxi e araíba. Taquara. Ceará. gerando a mesma estranheza quando ouvidas ou lidas por um falante da outra variante.

que designam novos objetos.[7] [editar] Neologismos Há palavras novas (neologismos. lavabo. do inglês sport). técnicas. desjejum. toalete. São exemplos ônibus por oposição a autocarro. quarto-de-banho. etc) que têm uma formação distinta da que se verificou em Portugal.c. Outras exemplos são gol (pt golo. inglês. trouxe consigo. w. esporte (pt desporto. desjejum cuecas femininas . trem por oposição a comboio. sanitário bonde brócolis café da manhã. lavabos. parva calcinha Portugal saca-rolhas abre-latas hospedeira água-viva alforreca ou medusa água sanitária. A tabela abaixo ilustra outras diferenças lexicais: Brasil abridor de garrafas ou saca-rolhas abridor de latas aeromoça. comissária de bordo água-viva ou medusa água sanitária AIDS alho-poró amerissagem aquarela arquivo (de computador) aterrissagem banheiro. toilettes. eléctrico brócolos pequeno almoço.O tráfico de escravos. mais rico de vocabulário e de expressão no resto do país. de shampoo. de goal. inglês). lixívia SIDA (Síndrome de Imuno-Deficiência Adquirida) alho-porro amaragem aguarela ficheiro aterragem casa de banho. mormente da família banto. bonde por oposição a eléctrico ou aeromoça por oposição a hospedeira de bordo. toda uma série de termos que em breve veio a determinar a criação de duas línguas africanas gerais: o nagô ou ioruba — especialmente na Bahia — e o quimbundo. invenções. )). xampu (pt champô. sanitários. especialmente da África para os engenhos brasileiros.

ferrovia favela fila de pessoas fones de ouvido freio. freio golo relva agrafador Irão . penso-rápido gare. van. bandeide (band-aid) estação de trem estrada de ferro. carteira de motorista. fita adesiva escanteio esparadrapo. fita adesiva pontapé de canto penso. estação caminho de ferro. breque gol grama. perua canadense câncer caqui carona carro conversível carta/carteira de habilitação.caminhão ou camião (linguagem oral) caminhonete. ferrovia bairro de lata fila ou bicha auscultadores. auriculares. relva grampeador Irã camião camioneta canadiano cancro dióspiro boleia carro descapotável carta de condução bilhete de identidade/BI/ cartão do cidadão porta-chaves ou chaveiro pestana betão autoclismo realizador dobragem fita gomada. fones travão. celha concreto descarga diretor (de cinema) dublagem durex. carta carteira de identidade ou Registro Geral/RG chaveiro cílio. pestana. fita-cola.

van polonês. metropolitano Moscovo barbatanas autocarro vaivém. equipe pontapé de baliza claque comboio . composição ferroviária Islão esferovite israelita fixe fato-de-banho biberão metro. israelita legal maiô mamadeira metrô Moscou nadadeiras. calção de banho soutien. pé-de-pato ônibus ônibus espacial. soutien. vaso sanitário ou privada rúgbi. polaco privada sanitária. equipe tiro de meta torcida trem. sutiã checo ecrã telemóvel fato equipa. rugby salva-vidas ou nadador-salvador atendedor de chamadas calções de banho. rugby salva-vidas ou guarda-vidas secretária eletrônica sunga ou calção de banho sutiã. checo tela telefone celular (ou simplesmente celular). soutien-gorge tcheco. veículo espacial recuperável matraquilhos carrinha polaco retrete ou sanita râguebi. nave espacial.Islã isopor israelense. espaçonave. astronave pebolim (ou totó) perua. aparelho de telefonia celular terno time.

não arredondada medo. g Oral. cômputo. ânsia. nasal. concêntrico. surda Pato. palatal Arranhado. posterior. amplo. esses dialetos compartilham as mesmas peculiaridades básicas do ponto de vista fonético. arredondada ótima. dezenove consoantes e duas semivogais. sonora Data. õ Semi-fechada. pêssego. pano. plúmbeo. central. não arredondada. útero. n Nasal. entretanto. uma mesma palavra tem notação fonética diferente no Brasil da dos outros países lusófonos. O português brasileiro utiliza 34 fonemas. ô Semi-fechada. central. oclusiva. oral. i Fechada. ova. ê Semi-aberta. central. frontal. ĩ Fechada frontal. oral. nasal. t Oral. d Oral. arte. b Oral. velar. maçã. ou seja. nunca.Vietnã Fonologia Vietname Os fonemas usados no português do Brasil são. u Fechada. arredondada rolha. oral. muitas vezes. êmbolo. âmbito. â Semi-aberta. nasal. não arredondada. síncrono. oral. oclusiva. sonora. oclusiva. frontal. têm. não arredondada. oclusiva. Consoantes m Nasal. ũ Fechada. nasal.** Vogais ó semi-aberta. ramo. posterior. frontal. ã Semi-aberta. métrica. linguodental. também. arredondada. arredondada. oral. sonora Barco. renúncia. ñ Nasal. oclusiva. bilabial Marca. é Semi-aberta. bilabial. ombro. arredondada uva. cônsul. lanho. Existem vários dialetos dentro do português brasileiro e o europeu. sendo treze vogais. diferentes dos usados no português europeu. dentro de cada padrão. bilabial. linguodental. surda Telha. oral. oral. silvícola. sonora Gato. muito. posterior. símbolo. ontem. centro. . oral. alveolar Nervo. simples. sonora. posterior. não arredondada item. não arredondada sempre. tinta. peça. p Oral. posterior. átomo. Fonema * Características fonéticas Exemplos ** á Aberta. sonora. não arredondada. não arredondada. algum. ẽ Semi-fechada. frontal. avô. nasal. antes.

excesso. labiodental. *** automático. As vogais átonas permaneceram abertas. uvular Oral. rato. em vez de [ʃ] e [ʒ] como em Portugal. fricativa.[11] . pós-alveolar. chuva. palatal. zero. vibrante. sonora Oral. oclusiva. Seta. sonora Carro. sonora. auxílio. fricativa. o que sugere que o português do Brasil poderá ter uma grande influência dos dialetos setentrionais de Portugal. labiodental. sonora Oral. alveolar Oral.[9] Alguns aspectos conservadores e inovadores da fonética brasileira: Aspectos conservadores Na maior parte do Brasil. gelo. versus a pronúncia [ɐj]. cebola. sonora Oral.k v f z s j x R r ʎ l y Semivogais w Oral. espesso. açúcar. sonora. velar. xarope. sonora Oral. [8] No entanto. lateral aproximante. surda Oral. vibrante. Oral. frequente. dados históricos provam que a grande maioria dos imigrantes portugueses que se instalaram no Brasil durante não só o período colonial mas também no período pós-colonial eram oriundos das regiões Norte/Nordeste do país. palatal. Farelo. perpetuando "mais uma vez a pronúncia de Portugal antes das grandes mutações fonéticas do século XVIII". sonora. falam. Variação. área. fricativa. pão. surda Oral. certas inovações fonéticas ocorridas no português europeu no século XIX foram ignoradas no Brasil: manteve-se a pronúncia [ej] em ditongos como do "ei" em "primeiro". Vento. móvel. jarro. vivem. os -s e -z em final de palavra ou diante de consoante surda são realizados como [s] (como em "atrás" ou "uma vez") ou como [z] diante de consoante sonora ("desde"). também. Luz. lateral aproximante. alveolar. a pronúncia do "e" tônico como [e].[10] Por outro lado. asceta. carroça. versus [ɐ]. Cavalheiro. sonora. quanto. mãe. em palavras como "espelho" ou "vejo". fricativa. têm. velar. casa. surda Oral. **** Comparação ao português europeu Alguns autores sugerem que o português do Brasil seguiu as características do português europeu do Centro-Sul. alveolar. exalar. alveolar Oral. surda Oral. pós-alveolar. fricativa. uivo. fricativa.

aragonês. assinalam-se os seguintes: Desaparição da oposição entre timbre aberto e fechado nas vogais tônicas a. e e o seguidas de consoante nasal (ex: "vênia" vs. porém. Isso é especialmente perceptível em vogais antes de /n/ ou /m/ seguidos de vogal. redução de nd a n nos gerúndios (e.[12] Os fenômenos fonológicos do PB que não ocorreram no PE ora são apresentados pelos tupinólogos como provas da influência tupi. enquanto no PE quase não têm nasalização.[13] porquanto tais fenômenos são encontrados em outras línguas neolatinas: • • • • • • ensurdecimento e queda do r final: ocorre também em francês. andaluz. g. provençal. vogais abertas (que não ocorrem em nasalização no português em geral) não ocorrem antes de /n/ ou /m/ no PB. O mesmo fenômeno ocorre nas vogais das sílabas pretônicas (ex: o primeiro "a" de cadeira. mas ocorrem no PE. sendo a explicação . "António"). *andano em vez de andando): efetuou-se no catalão antigo. contestam a tese de que esse tipo de influência tenha sido determinante. *muier por mulher ou *trabaio por trabalho): no francês. Isso pode afetar a escrita das palavras. em espanhol. terminação verbal átona desnasalizada (e. "vénia". *amaro por amaram): ocorre o mesmo em alguns falares do Norte de Portugal. Vocalização do "l" velar. g. g. preferindo interpretar tais mudanças fonéticas como "desenvolvimento ou a realização de tendências latentes.Aspectos inovadores Entre outros. "Antônio" vs. no PB. que em algumas regiões é pronunciado [ɐ̃ni ˈmaw]. e da Madeira. ieísmo (e. são pronunciadas com tanta nasalização quanto as vogais fonemicamente nasalizadas. no Norte de Portugal. alguns casos de epêntese (e. como em "animal". g. como o do Baixo Minho. ora pelos africanistas como influência das línguas dos escravos. em dialetos crioulos portugueses. em Portugal Insular. g. etc. Nota: o asterisco (*) marca as palavras ortograficamente incorretas Nasalização A nasalização é muito mais presente no português brasileiro que no europeu.. *fulô por flor ou *quelaro por claro): aparece na evolução do latim nas diversas línguas românicas. Pelo mesmo motivo. em Portugal. italiano centro-meridional. pronunciado /a/ no Brasil e /ɐ/ em Portugal). catalão. queda ou vocalização do l final (e. Alguns autores. no galego. embrionárias ou incipientes na língua-tronco". *finaw em vez de final): possível de ouvir também em algumas zonas do Alto Minho.

Uma outra diferença perceptível. são nasalizadas quase sempre. Em contraste. ainda não muito estudadas. Em contraste. enquanto no Sul a pronúncia é [baˈnɐ̃n ɐ]. ̃ Palatalização de /di/ e /ti/ . enquanto no Sul-Sudeste podem permanecer não nasalizadas se forem átonas. que se fala [heboˈla] no Sudeste e [hɛbɔˈla] no Nordeste. Nesse caso a pronúncia pode variar de palavra para palavra ou até de falante para falante. Um outro caso é a distinção que o PE faz entre falamos [fɐˈlɐmuʃ] e falámos [fɐˈlamuʃ]. Alguns dialetos do PB seguem esse padrão também nas vogais anteriores à sílaba tônica. [14]Isso é tornado especialmente relevante pela condição de São Paulo como grande centro da mídia brasileira. Um fenômeno relacionado ao já descrito é uma divergência de pronúncia da consoante representada por nh. Uma exceção importante é a maior cidade do país. o A como [ɐ] e o E como [i]. a palavra homens é pronunciada em São Paulo com um /o/ oral. No PE. isso quando não são reduzidos a [i] e [u]. São Paulo. os brasileiros pronunciam as vogais de forma mais aberta que os portugueses. mas sua intensidade e frequência são variáveis entre a variante europeia e a brasileira. é realizada como a semivogal nasalizada [j̃]. ao invés do /õ/ nasal ouvido em grande parte do Brasil. entre os dialetos é a frequência de nasalização das vogais antes de M e N. enquanto os brasileiros pronunciam os dois tempos verbais como [faˈlɐ̃mus] . mesmo quando estão as reduzindo. Redução de vogais A redução de vogais é uma característica fonética notável da língua portuguesa. a palavra setembro é [seˈtẽbɾu]/[sɛˈtẽbɾʊ] no Brasil mas [s(ɨ)ˈtẽbɾu] em Portugal. Dessa forma. sede das principais emissoras de televisão (à exceção da Rede Globo). De forma geral. os dialetos do Sul-Sudeste sempre pronunciam E e O átonos como [e] e [o]. elide (não pronuncia) algumas vogais átonas ou as reduz a uma vogal [ɨ] (um som que não existe no português do Brasil). A principal diferença entre os dialetos internos do Brasil é a presença frequente ou não de vogais abertas em sílabas átonas. mas. que determinam a pronúncia aberta de E e O em posição átona em muitas palavras. em boa parte do Brasil. talvez pela influência da forte imigração italiana. não nasal. a nasalização de vogais tônicas antes de consoante nasal não ocorre. a pronúncia é sempre [ɲ]. Por exemplo. o PE pronuncia o A átono principalmente como [ɐ]. No Nordeste se fala [bɐˈnɐ̃n ɐ]. o que faz com que essa pronúncia não nasal seja ouvida em boa parte da programação nacional de televisão e rádio. o PB geralmente pronuncia o O como [u]. nos sotaques do Norte e Nordeste há muitas regras complexas. Em geral. mesmo que pequena. onde. como harmónico [ɐɾˈmɔniku] e harmônico [aɦˈmõniku]. [15] Exemplo: manhãzinha [mɐ̃j̃ ɐ̃zĩj̃ ɐ].para a maior parte das duplas grafias permitidas pelo Acordo Ortográfico. Exemplo: “rebolar”. Um exemplo famoso é a pronúncia de banana. No Norte-Nordeste. [16] Nas sílabas seguintes à tônica.

Uma das tendências mais notáveis do PB modern é a palatalização de/d/ e /t/[17] na maioria das regiões. Epêntese em encontros consonantais O PB tende a desfazer encontros consonantais em que a primeira consoante não seja /r/. Sempre foi a norma na comunidade japonesa do Brasil. respectivamente. abóbora > abobra. As regiões que ainda preservam o [ti] não palatalizado se localizam principalmente no Nordeste e no Sul do país. antes de /i/. ou /s/ por meio da inserção da vogal epentética /i/. dv. /l/. como Belo Horizonte e Salvador. mas atualmente é a norma em muitos outros estados e grandes cidades. fazem com que o PB tenha uma fonologia que favorece fortemente sílabas abertas. isto é. que também pode ser caracterizada. por exemplo. Dialetos do português brasileiro A fala popular brasileira apresenta uma relativa unidade. como um xevá. kt. mas com menos frequência. Essa pronúncia deve ter começado no Rio de Janeiro e ainda é frequentemente associada a essa cidade. costuma ser suprimido. por conta da influência maior do português europeu (no Nordeste) e do italiano e do espanhol (no caso do Sul). de reduzir a vogal átona [i] em uma vogal muito fraca.[19] Supressão do R e vocalização do L Na maioria das regiões do Brasil. máquina > maq'na. dj. Exemplo: "opção" : [ɔpˈsɐʊ̃] > [ɔpiˈsɐʊ̃] ). maior ainda do que a da portuguesa[carece de fontes?]. e o som da letra R em fim de sílaba (qualquer que seja). tm e dm. Esses fenômenos. onde é comum para a maioria dos falantes abaixo de 40 anos. mn. bj. apesar das dimensões continentais do Brasil. foi difundida para algumas regiões do estado de São Paulo (talvez pela imigração). [r] (o som do dígrafo RR) é enfraquecido a [χ] ou [h]. em certos contextos. ps. se fala [pɾeziˈdẽtᶴi] nas regiões brasileiras em que esse fenômeno ocorre. A comparação das variedades dialetais do português brasileiro com as do português europeu leva à . combinados com o fato de que /n/ e /m/ não ocorrem ̯ em fim de sílaba em português (sendo substituídos pela nasalização da vogal anterior). o som /l/ em fim de sílaba é pronunciado como [u] em quase todos os dialetos do país. por ser também uma característica da língua japonesa. esses sons são pronunciados como [dʒ] e [tʃ] (ou [dᶾ] e [tᶴ]). matar e correr são normalmente pronunciados como [maˈta] e [koˈhe]. Isto também é visto no PE. em média. quando está no fim de verbos.[20] Paralelamente. bt. A palavra presidente.[18] Esse fenômeno acontece predominantemente em posição pretônica e com os encontros consonantais ks. mas [pɾɨziˈdẽt(ɨ)] em Portugal. No ̃ ̃ entanto. cócega > cosca). causando a redução da palavra e a criação de encontros consonantais: prática > prát'ca. ft. Recentemente. Assim. Esse fenômeno pode ocorrer ainda mais intensamente em vogais átonas pós-tônicas (exceto as finais). encontros consonantais que não são comuns em português. algumas regiões brasileiras (como Minas Gerais e partes do Nordeste) apresentam uma tendência oposta. o que faz com que partes ou destratar sejam frequentemente realizados como [pahts] e [dʃtɾaˈta].

já foram estudados. parte do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. como os portugueses de então. cerca de 16 mil portugueses. eles levaram o português paulista até Macaé. Contudo. Alguns dialetos. A primeira célula do português brasileiro surgiu em Minas Gerais com a exploração de pedras preciosas. Baiano . e atualmente aceita-se a classificação proposta pelo filólogo Antenor Nascentes. Tudo isso integrava a Capitania de São Paulo. E não eram portugueses quaisquer. como o dialeto caipira.Rio Grande do Sul (a cidade de Porto Alegre possui um jeito de falar próprio) 6. Caipira . já que quase todos os traços regionais ou do português padrão europeu que não aparecem na língua culta brasileira são encontrados em algum dialeto do Brasil.conclusão de que aquelas representam em conjunto um sincretismo destas.Minas Gerais (a cidade de Belo Horizonte possui um jeito de falar próprio) . porque ele foi levado para quase todo o país. "Se você olhar mapas que retratem os movimentos das bandeiras. Há pouca precisão na divisão dialetal brasileira. escravos. O português paulista do século XVI precisa ser estudado. sul de Minas Gerais e Triângulo Mineiro 2. parte do norte do Paraná. quando a população do Rio era de 14 mil habitantes e D. para os estados do sul.região da Bahia 4. quando bandeirantes paulistas. índios e europeus criaram um jeito de pronunciar que se espalhou pelo país através do comércio e outras formas.parte do interior do estado de São Paulo e de Goiás. Seu prestígio fez com que imediatamente a língua local fosse alterada. verá que os paulistas tomaram várias direções. no estado do Rio de Janeiro. E os cariocas começaram a chiar. Eram portugueses da Corte. estabelecidos e reconhecidos por linguistas tais como Amadeu Amaral. 1. Gaúcho . Era paulista a língua que se falava no Rio de Janeiro. para o Mato Grosso. Mineiro . Na direção do Vale do Paraíba. João VI chegou com sua Corte. das entradas e dos tropeiros. há poucos estudos a respeito da maioria dos demais dialetos.[5] o linguista Ataliba de Castilho diz que o padrão do português paulista espalhou-se pelo Brasil. Carioca . Isso mudou em 1808.Ceará 3. Em entrevista ao jornal da UNICAMP. com exceção do Nordeste e do Norte". Cearense . Os principais dialetos do português brasileiro são: Dialetos do Brasil.cidade do Rio de Janeiro 5. para Minas e Goiás.

Paulínia e Hortolândia.Estado do Rio de Janeiro (a cidade do Rio de Janeiro tem um falar próprio) 16. "Brasiliense" . Paranaense . Sertanejo . o norte catarinense e o vale do itajaí falam um dialeto com influências alemãs e o sul catarinense (mais precisamente em Criciúma) possui um falar bem parecido com o Italiano chegando a ser quase incompreensível[carece de fontes?] em algumas regiões.semelhante ao nordestino. 14.Estados do nordeste brasileiro (alguns estados como Ceará. diferentemente do Caipira que é bem intenso no município de Piracicaba. como Americana. 12. Nortista . apenas Goiás permaneceu com esse dialeto. "Paraense" . Fluminense (ouvir) .Estados de Goiás. • Obs: Algumas cidades do interior do estado de São Paulo tem um modo próprio de falar. graças as várias ondas de migração. 9.cidade de São Paulo 10. há ainda um pequeno dialeto no litoral catarinense. Pernambuco e Piauí possuem diferenças linguísticas entre a capital e o interior). e do Paulistano. "Manezinho da Ilha" . 11. Paulistano .Cidade de Brasília a cidade desenvolveu uma maneira própria de falar.estados da bacia do Amazonas. Ver artigo principal: Ortografia da língua portuguesa [editar] Ortografia . Nordestino (ouvir) . o sotaque paraense tem o "chiado forte" quando pronunciado em palavras que tenham letra "s" no começo ou final de frases. O estado de Tocantins tem um falar próprio. exemplificando algumas cidades como Campinas e algumas da RMC. mais falado na região da cidade de São Paulo. próximo ao açoriano).Paraná. 8. o oeste e serra catarinense sofre influência do gaúcho. 15.Cidade de Florianópolis (próximo ao açoriano) 13.exclusivo da região metropolitana de Belém assim como o fluminense tem origens portuguesas. um modo diferente de se falar.7. também é falado em algumas cidades de Santa Catarina e São Paulo que fazem divisa com o Paraná. Sulista . apesar de o dialeto ter evoluído por causa da imigração forte em Mato Grosso..Estados do Paraná e Santa Catarina (a cidade de Curitiba tem um falar próprio[21]. Mato Grosso e algumas regiões do Paraná.

tranqüilo deixam de ter trema. mülleriano e Bündchen são exemplos. em janeiro de 2009. como a nova do Acordo Ortográfico de 1990 são oficialmente aceitas como válidas. Exemplos: sangüíneo (pronuncia-se /sãˈgwinju/) e conseqüência (pronuncia-se /kõseˈkwẽsja/). Por exemplo. Acordo Ortográfico de 1990 Formulário Ortográfico de 1943 linguiça lingüiça . que em Portugal são grafadas acção e actual. A ortografia do português europeu já não utilizava o trema. Com a entrada em vigor no novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa a partir de 1º de janeiro de 2009 o trema deixou de ser usado. A maior parte das diferenças diz respeito às consoantes "mudas". Palavras como lingüiça. geralmente quando a consoante é muda no português europeu. em facto). já aprovado pela Assembleia da República portuguesa e assinado pelo Presidente da República. mas ditas como no PB. deve ser pronunciada. reservando-o para palavras derivadas de nomes estrangeiros. como mülleriano (do antropônimo Müller). ou vice-versa (por exemplo. a não ser em nomes próprios e derivados. existem duas normas ortográficas para o português: uma em vigor no Brasil e outra nos restantes países lusófonos. Português europeu acção baptismo contacto direcção eléctrico óptimo Português brasileiro Ação batismo contato direção elétrico Ótimo Com a implementação do Acordo Ortográfico de 1990. as palavras ação e atual. o acento continua a ser usado em palavras estrangeiras e seus derivados: Müller. No entanto.Desde 1945. em recepção). [editar] O trema Até a entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990. gue e gui. normalmente muda. Até 2012 vigora no Brasil um período de adaptação. a maioria das consoantes mudas serão também eliminadas da ortografia oficial do português europeu. que foram eliminadas da escrita no Brasil. mas pronunciada no português brasileiro (por exemplo. seqüestro. o trema era usado no português brasileiro para assinalar que a letra u nas combinações que. restando apenas um número pequeno de palavras que admitirão ortografia dupla. durante o qual tanto a antiga ortografia da Formulário Ortográfico de 1943. qui.

As sílabas são subdivididas em tônicas. por terem a vogal tônica aberta.) Na Língua Portuguesa. [editar] Acento Fonético De acordo com as teorias tradicionais. apesar da grafia. Nem todas. o acento no português é abordado nos seguintes aspectos. etc. subtônicas e átonas. Só existe uma sílaba tônica em cada palavra. as proparoxítonas que no Brasil recebem acento circunflexo. com palavras a proparoxítonas a receberem acento circunflexo em ambas as normas: fêmea. a pronúncia de fato é fémea e estómago. estômago. [editar] Sílaba tônica A sílaba tônica é a mais forte da palavra. porém. são marcadas pelo acento gráfico. Observe: Português europeu cómodo fenómeno tónico génio Português brasileiro cômodo fenômeno Tônico Gênio Note-se que existem exceções a esta regra. . em Portugal recebem acento agudo. por terem a vogal tônica fechada. (Em algumas variantes de português europeu. particularmente no Norte de Portugal. todas as palavras possuem uma sílaba tônica: a que recebe a maior inflexão de voz.sequência frequência quinquênio pinguim bilíngue trilíngue quinquelíngue sequestro [editar] Acentuação Gráfica seqüência freqüência qüinqüênio pingüim bilíngüe trilíngüe qüinqüelíngüe seqüestro Devido à diferença de pronúncia entre o português falado no Brasil e o falado em Portugal.

que são as que provêm de outra palavra. paroxítona. Iambo . as palavras são divididas em pés. A palavra é. com o cabeça à esquerda. que recebe o nome de cabeça. O táxi . na. nos quais há um elemento preponderante.so). portanto. pro. O troqueu silábico é sensível à intensidade. temos a noção de acento primário (fu) e acento secundário (pa).Todo iambo é sensível ao peso. pois era a tônica da primitiva (táxi). O troqueu moraico é sensível ao peso (sílabas com mais de uma mora são chamadas sílabas pesadas e aquelas que têm apenas uma mora. Por exemplo. Entretanto. A palavra é. e a subtônica. portanto. proparoxítona. Cada pé possui seu cabeça.É um pé de duas sílabas.ra)(fu. Exemplo de língua iâmbica é o francês. a silaba tônica da palavra primitiva se transforma em subtônica da derivada. Feet é um exemplo de troqueu moraico. Guaranazinho . ou seja. De acordo com a Teoria do Acento. Troqueu moraico . sendo o pico de intensidade da palavra. enquanto uma sílaba longa como "feet" (pés. na palavra . como. na penúltima (paroxítona) ou na antepenúltima (proparoxítona). pois era a tônica da primitiva (guaraná). Coincide com a tônica da palavra primitiva. com o cabeça à esquerda. A mora é uma unidade de duração da sílaba.A sílaba tônica é a última (ná). e a subtônica. o cabeça do segundo pé possui maior intensidade que o do primeiro. é a subtônica. em vez da ideia de sílabas tônicas e subtônicas. por exemplo. o cabeça do primeiro pé é PA e o do segundo. É o caso da língua portuguesa e bem representado em (pa.A sílaba tônica é a penúltima (tá). A sílaba tônica sempre se encontra em uma destas três sílabas: na última (a palavra é oxítona).A sílaba tônica é zi. a palavra parafuso se divide em dois pés: (pa. sílabas leves).so). A proeminência. Um outro aspecto considerado são os tipos de pés.A sílaba tônica é xí. oxítona. A palavra é.ra)(fu. recai sobre o elemento da direita.A sílaba tônica é li. uma sílaba curta como pé possui uma mora. É composto ou por duas sílabas leves ou uma sílaba leve e uma pesada.É um pé de duas moras. portanto. Propolina . diferente do troqueu. A própolis . ta. pois era a tônica da primitiva (própolis). como seguem: Troqueu silábico . Por exemplo.O guaraná . em inglês) possui duas moras. [editar] Sílaba subtônica A sílaba subtônica só existe em palavras derivadas. [editar] Sílabas átonas Todas as outras sílabas são denominadas de átonas. Assim. [editar] Teoria Moderna do Acento Já as teorias modernas têm uma visão mais abrangente no que tange à questão do acento. Taxímetro . FU. no caso.A sílaba tônica é a antepenúltima (pró).

[editar] Gramática Esta página ou se(c)ção não cita nenhuma fonte ou referência. Já a teoria do acento afirma que não pode haver choque de acentos.nho). o primeiro "não" desse par.nho). livros. [editar] Dícticos . ZI. a sílaba RA e. Um deles está citado anteriormente sobre a sílaba subtônica. Retomando o exemplo de guaraná . É comum se incluir a forma verbal "não é" (ou sua contração "né") no fim de perguntas. No lugar dele. temos. que pode ser dividida nos pés (a. como em "Não é. o que resulta numa ordem de palavras para negação inversa à prevalente em Portugal. que. como acento primário. na teoria tradicional tem "na" como sílaba subtônica e "zi" como tônica. Ou seja.na)(zi. Exemplo: — Cê foi na prefeitura? — Fui. inserindoas no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Google — notícias. [editar] Afirmação e negação O português falado informal raramente usa o advérbio "sim"[22]. Por isso é comum responder a perguntas do tipo dizendo-se simplesmente "É". a sílaba ZI. com função de ênfase. como é o caso do português. Se separarmos os pés troqueus. Em algumas regiões. a sílaba proeminente em (ra. Isto foi constatado também em estudos da fonética acústica. acadêmico — Scirus. Pela estrutura acentual do português.gie). átono. sendo os elementos proeminentes NA e GIE. o acento secundário nunca é vizinho do acento primário. não".na) será RA e em (zi.na)(lo. é preferido o verbo em questão. Exemplo: "Vou não". É também comum que se omita o primeiro "não".analogie. o que compromete sua credibilidade (desde Dezembro de 2008). é pronunciado como [nũ]. Esta teoria contraria a teoria tradicional em alguns aspectos. este último o mais proeminente da palavra. É comum no Brasil fazer uma negação dupla com "não" no início e no fim da frase. Isso revela uma tendência no português brasileiro de responder não a uma pergunta literal. Veja como referenciar e citar as fontes. teremos dois pés bem formados e um pé degenerado (pé que não segue a formação esperada): (gua)(ra. Assim.guaranazinho. como acento secundário da palavra guaranazinho. melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes. mas ao que o interlocutor quis saber pela pergunta. Por favor.

o pronome "seu" é usado unicamente para a segunda pessoa. em situações formais. para se ter maior precisão. O você em Portugal é uma forma de tratamento semiformal. É interessante notar que. substituindo este/esse). [editar] Artigo definido antes do possessivo Em todas as variantes do português. o uso de te com você é condenado pelas gramáticas normativas usadas nas escolas brasileiras e é evitado na linguagem formal escrita. • . mais necessário se faz o preenchimento do sujeito pronominal. já no Brasil é a forma mais comum de se dirigir a qualquer pessoa. o seu correspondente pronome oblíquo te ainda é amplamente utilizado no português brasileiro. Na linguagem informal. em lugar de "Ande". Para desfazer a ambiguidade. • Apesar do pouco uso do pronome reto tu no português falado na maior parte do Brasil. Quanto menor é o número de flexões que o verbo faz em relação aos pronomes. os pronomes demonstrativos têm três formas. Isso torna o português brasileiro mais parecido com as línguas de pronome pessoal obrigatório como o francês. Na língua falada informal. e nessas áreas houve uma quase extinção do uso do tu e do vós. este/esse/aquele). é comum que o pronome demonstrativo venha acompanhado de um advérbio que indique a proximidade (esse aqui/esse aí.[24] [editar] Você e tu Em algumas regiões do Brasil. No português brasileiro. o modo imperativo do verbo concorda com o pronome tu ("Anda". intensificou-se o uso da contração "dele". o que reduz o número de flexões do verbo em relação aos pronomes. há uma preferência maior pela ausência do artigo. frequentemente em combinação com formas pronominais e verbais de terceira pessoa. o pronome de tratamento você ganhou estatuto de pronome pessoal. que pode se referir tanto à terceira pessoa como à segunda. os imperativos de segunda pessoa sê e está nunca são usados pelos brasileiros. no caso dos verbos ser e estar. mesmo nas regiões que usam o pronome reto você. Na forma falada.[23] Talvez para desfazer a ambiguidade gerada por essa fusão. em comparação a Portugal. é facultativo o uso de artigo definido antes de pronome possessivo: o meu filho e meu filho são ambos corretos. Apesar de dominante mesmo entre falantes escolarizados. o uso do "você" torna ambíguo o pronome "seu". correspondentes ao grau de proximidade do falante (isto/isso/aquilo. as formas de terceira pessoa seja e esteja podem ser usadas em substituição. Os pronomes você e vocês requerem formas verbais de terceira pessoa. é dito que no Brasil. os pares "isto" e "isso" e "este" e "esse" são com frequência usados indiferentemente. excetuando-se pessoas mais velhas ou. superiores hierárquicos ou autoridades (nesses casos é empregada a forma de tratamento o senhor ou a senhora). Além disso.No português europeu. No entanto. fundiram-se na segunda forma. o alemão e o inglês. mas "Não anda" em vez de "Não andes").

Ex: "Tu fizesse isso?". nas outras. tu foi. Brasil: informal em algumas regiões. Nordeste (excluindo a Bahia e Sergipe). Sul (exceto o Paraná) e no Rio de Janeiro. 3. mesmo em situações semiformais Você em Portugal e algumas regiões brasileiras: semiformal • • • . muitas vezes conjuga-se o pronome pessoal tu com o que aparentemente seria a mesma forma utilizada na 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do subjuntivo para referir-se ao pretérito perfeito do indicativo. isto é a contração da forma da segunda pessoa do pretérito perfeito do indicativo: fizeste → fizes'e. Rio Grande do Sul e Santa Catarina) e do Norte (Pará). Ele/Ela Você O senhor/A senhora fala Portugal: informal Você no Brasil: informal e semiformal (por exemplo. mas conjugado frequentemente na 3ª pessoa do singular: Tu fala. Uso dos pronomes pessoais e formas de tratamento 1.ª serviço religioso e arcaísmo histórico pess. restrito a 2. A combinação você/te/teu no português brasileiro falado assemelhase em natureza à combinação vocês/vos/vosso encontrada frequentemente no português europeu coloquial.ex. como tu 'tás. excetuando-se as formas em que a sílaba tônica é a última.ª pess. tu é. com o mesmo significado que teria para você). O tu é amplamente utilizado nas regiões Norte . o uso do tu na forma culta (conjugado na 2ª pessoa do singular) é até bem mais usado que o você. Em parte da Região Sul (especialmente em Santa Catarina) e do Nordeste.• O pronome possessivo teu também é ocasionalmente usado no português brasileiro para referir-se à segunda pessoa. em que o "t" desaparece mas não se altera o som precedente de /s/. Eu falo sin.ª pess. o tratamento por tu é mais comum. Norte e em praticamente todo o Nordeste (excluindo a Bahia). no trato com um desconhecido). Tu falas sin. Em algumas regiões do Sul (sul. embora seja muito menos comum do que o oblíquo te. sin. comeste → comes'e. Na verdade. Em alguns lugares da região Sul. sudoeste e oeste do Paraná. aparece também nas formas cê e ocê. para ti. "tu comesse no bar ontem?". usando-se os pronomes pessoais oblíquos de forma mais consistente (p.

Cê e ocê são formas não padrão e não são aceitas na língua escrita. sendo notável na fala de personagens de telenovelas brasileiras. em Portugal é usado em situações mais formais. o que também atua contra sua redução. em especial. "Ocê" é registrado em Cabo Verde [25]. pl. sendo usado em situações informais. Além disso. mas "cê" só ocorre no português brasileiro.[27] A forma ocê é associada ao falar rural e aos dialetos mineiro e caipira. Portugal: usa-se (pouco) nos dialectos setentrionais e galegos (também se usa muito formalmente. que também não tem redução equivalente (como "ted". de maneira análoga a "toi" em francês. pl.ª pess. como no Brasil) Vocês: usado como plural tanto de "você" como de "tu". dando origem às formas ocê e cê. por exemplo).ª pess. serviço religioso e arcaísmo histórico. em todo o espaço geográfico do português Os senhores/As senhoras: sempre formal falam Quando o pronome você substituiu tu no português brasileiro. Isso acelerou seu processo histórico de redução (a partir de vossa mercê). A forma cê é usada na língua falada do Brasil como pronome fraco [26]. mas são de uso corrente mesmo nos falares cultos [28]. 2. o que explica por que não se encurtou da mesma maneira. Enquanto isso. Em Portugal. [editar] Cê e ocê Nós falamos O senhor/A senhora: sempre formal A gente: sempre informal Vós Eles/Elas Vocês Os senhores/As senhoras falais Brasil: usa-se somente em formalidades. pl. de maneira análoga ao pronome francês "tu". A forma cê.ª pess. Por isso. "cê" jamais é objeto de verbo e não aparece em posição de foco. passou a ser usado com muito mais frequência do que era antes.A gente 1. onde "você" continuou a coexistir com "tu". da mesma maneira que o pronome formal "usted" em espanhol. é amplamente usada na televisão. 3. as formas ocê e você exercem papel de pronomes fortes. esse pronome de tratamento foi sempre usado com menos frequência do que no Brasil. .

com exceção de contextos litúrgicos onde o padrão bíblico. contudo. Em particular. a gramática normativa prescreve as mesmas regras de colocação pronominal para as duas variantes. 'ela'…)[30]. Como exemplo. 'la. ou deitar-se são normalmente tratados como não-reflexivos na fala coloquial daquelas regiões. o uso dos pronomes oblíquos é mais comum na fala culta quando eles se seguem a um infinitivo e são transformados respectivamente em 'lo'. O PE. o uso dos oblíquos de terceira pessoa é obrigatório em qualquer caso. apresenta-se como uma variante mais enclítica. e a mesóclise. A ênclise (depois do verbo) é usada apenas em formalidades. ou eu deito ao invés de eu me deito. por sua vez. é pouco utilizada no PB. Exemplos PB Eu o convido Ele me viu Eu te amo Ele se encontra Me parece Vou o encontrar PE Convido-o Ele viu-me Amo-te Ele encontra-se Parece-me Vou encontrá-lo No PB falado. mudar-se. No entanto. 'las'. O uso da voz passiva analítica é também muito mais comum em PB do que em outras variantes. Entretanto.[29] O PB é uma variante com forte tendência proclítica. 'a'. [editar] Pronomes oblíquos A colocação dos pronomes átonos é diferente na fala do Brasil e na de Portugal. essas regras privilegiam as tendências do PE. verbos que indicam movimento como levantar-se. exemplo: eu lembro ao invés de eu me lembro. é muito mais comum dizer-se no Brasil a partida foi disputada do que a partida disputou-se ou a partida se disputou. possível nos tempos simples do futuro no PE. . um início de revisão dessa questão por parte da Academia Brasileira de Letras.[editar] Uso de reflexivos e da voz passiva sintética Há no Sudeste e no Sul do Brasil uma tendência de se omitir o uso dos pronomes reflexivos em alguns verbos. 'los. onde a voz passiva sintética com a partícula apassivadora -se é preferida. Há. o que se evidencia em suas restrições à próclise. 'os' e 'as' praticamente não são usados. os pronomes oblíquos 'o'. sendo quase sempre substituídos pelos pronomes pessoais do caso reto ('ele'. Na linguagem formal escrita. sendo uma exceção habitual as frases na negativa. preferindo-se sempre o uso da próclise (pronome antes do verbo). sentar-se. que privilegia essa colocação pronominal. é adotado.

Português europeu Observações (a norte do Tejo) Este tipo de estrutura é tão usada que pode dar a Eu estou cantando Eu estou a cantar ideia de que em Portugal não se usa gerúndio Neste caso (verbo ir. que seria a fórmula vernácula. O uso do gerúndio permanece nas classes populares do Sul de Portugal[carece de fontes?] e das ilhas da Madeira e Açores. com diferenças pequenas de ortografia e gramática). e com grande impacto. é sempre usado o gerúndio em qualquer pessoa… pessoa… região Há casos (como nos verbos continuar e acabar) O governo continua O governo continua a em que no Brasil também se pode não usar o defendendo… defender… gerúndio Português brasileiro [editar] Semântica Muitas palavras.[editar] Gerúndio Um aspecto conservador do PB em relação ao PE é a dominância da construção estar + gerúndio. (que dá ideia de ação durativa ou de movimento reiterado) tem vindo a ser substituído pelo infinitivo do verbo antecedido pela preposição a (e. estou a fazer em vez de estou fazendo). Mattos e Silva. que se tornou dominante em Portugal. e uma forma A (português brasileiro padrão). enriqueceram-se com uma ou mais acepções novas no Brasil. com influências ameríndias e africanas. Azevedo [31]. mas não fonéticos) que poderia ter se desenvolvido do português do século XVI. Bagno[33]). No Brasil este fenômeno também existe. Kato. língua materna de todos os brasileiros. Perini. Essa teoria afirma que há uma forma B. chega a comparar a profundidade . mais recentemente. Por exemplo. enquanto a forma A seria baseada no português europeu do século XIX (e muito parecida com o português europeu padrão. Nas variantes dialetais portuguesas a norte do rio Tejo. sem perderem o seu significado tradicional. expressando mudança A vida vai moldando a A vida vai moldando a gradual). g. o gerúndio perifrástico combinado com verbos como estar e andar. mas é mais raro e aplica-se a um número muito mais reduzido de contextos gramaticais. adquirido através da escolarização.Perini[32] e. A forma B representa uma forma simplificada da língua (em termos gramaticais. [editar] Diglossia De acordo com alguns linguistas brasileiros contemporâneos (Bortoni. conversador ou gabarola. Mário A. o português brasileiro seria uma língua caracterizada pela diglossia. Milton M. em lugar da construção estar + a + infinitivo. linguista brasileiro. virar também significa transformar-se em e prosa é também utilizado com o sentido de loquaz.

nem entre gramáticos. Na maioria as obras literárias seriam escritas na forma A. é muito usada mesmo em diálogo informal. A forma B é mais comum de ser encontrada em livros infantis. telenovelas e outros programas de tevê. especialmente em obras traduzidas. evitada somente em escrita informal (como em letras de músicas ou correspondência íntima). essa proposta é polêmica e não tem aceitação ampla. debate político). nas provas. Segundo a teoria. filmes. Mesmo professores de português usariam a forma B ao explicar a estrutura e uso da forma A. a forma B seria a forma falada do português brasileiro. evitada somente em fala muito formal (interrogação judicial. No entanto. não obstante. mas somente os escritos originalmente em português. a forma A é exigida dos alunos.das diferenças entre as formas A e B do português brasileiro com as das diferenças entre o espanhol padrão e o português padrão. [editar] Ver também O Wikcionário possui o verbete Lista de palavras diferentes • • • • • • • • • Língua portuguesa Acordo Ortográfico de 1990 CELPE-Bras Português angolano Português europeu Português moçambicano Academia Brasileira de Letras Lista de diferenças lexicais entre versões da língua portuguesa A ortografia no Brasil anterior à 1943 Notas e referências citadas . entretanto. nem entre acadêmicos. A forma B seria a usada em canções. mas é afirmado que no presente a forma B só é usada em diálogo. Teria havido tentativas de escrevê-las na forma B (como a obra ‘’Macunaíma’’. enquanto a forma A seria a forma escrita da língua. de Mário de Andrade. para fazer a linguagem empregada parecer mais elegante ou arcaica. A forma A. embora a forma A às vezes seja usada em filmes ou telenovelas históricos. ou ‘’Grande Sertão: Veredas”. de Guimarães Rosa).

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primeiras nações (principalmente no Canadá). muitos dos quais vivendo como comunidades com um estatuto político.Origem: Wikipédia. No entanto. Ir para: navegação. índios americanos. haja vista que o gentílico espanhol para a pessoa nativa da Índia é índio. "indígenas" e outras consideradas preconceituosas. estes povos foram considerados uma raça distinta e também foram apelidados de peles vermelhas. e os seus descendentes atuais. Estes termos compreendem um grande número de distintas tribos. O termo "índio" provém do facto de que Cristóvão Colombo. estados e grupos étnicos. Mais tarde. há 12 mil anos. e dessa maneira chamou os povos indígenas que ali encontrou. ainda hoje se refere às ilhas do Caribe como Índias Ocidentais. indígena ou nativo americano são nomes dados aos habitantes humanos da América antes da chegada dos europeus. a enciclopédia livre. O termo ameríndio é usado para designar os nativos do continente americano. Por essa razão também. estava convencido de que tinha chegado à Índia. que têm uma cultura e genética diferente dos restantes. Na América do Norte. quando chegou à América. yupik e aleutas) e os métis (mestiços) do Canadá. nativos do Alasca ou povos indígenas da América. estes povos são também conhecidos pelas expressões povos aborígenes. os esquimós (inuit. pesquisa Índio. nem sempre são considerados naqueles grupos. em substituição às palavras "índios". Índice [esconder] • • • • • • 1 Origem dos primeiros americanos 2 A agricultura na América Pré-Colombiana 3 Interação entre os europeus e os nativos americanos 4 Etnias e culturas indígenas no Brasil 5 Principais nações e tribos 6 Alguns grupos étnicos do Brasil . A hipótese mais aceite para a sua origem é que os primeiros habitantes da América tenham vindo da Ásia atravessando a pé o Estreito de Bering. no final da idade do gelo.

A chegada dos mongolóides na América é estimada em 11 mil anos. O segundo grupo teria sido o dos povos mongolóides. apelido dado carinhosamente pelo biólogo Walter Alves Neves. Ao lado do seu colega argentino Héctor Pucciarelli. entre 24 e 9 mil anos atrás. O fóssil de uma mulher com 11 mil anos foi encontrado pela arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire na década de 1970. encontrou traços que lembram os atuais aborígenes da Austrália e os negros da África. Na rota do Sul mudaram o pensamento dos arqueólogos. dos quais descendem atualmente todas as tribos indígenas das Américas. Existem outras teorias sobre a origem dos nativos americanos: • Vários antropólogos. do Instituto de Biociências da USP Ao estudar a morfologia craniana de Luzia.• • • 7 Referências 8 Ver também 9 Ligações externas [editar] Origem dos primeiros americanos Evolução do trecho de terra que ligava o nordeste asiático às Américas. provavelmente pelo estreito de Bering. foram migrando em direção ao sul. a teoria mais aceita para a origem dos ancestrais dos povos ameríndios. mas cada uma delas composta por grupos biológicos distintos. a interpretação mais largamente aceite baseada nos achados arqueológicos era de que os primeiros humanos nas Américas teriam vindo numa série de migrações da Sibéria para o Alasca através de uma língua de terra chamada Beríngia. é a de que eles seriam caçadores-coletores que atravessaram a pé este trecho que ligava o continente asiático à América e uma vez na América. . quer africanos que atravessaram o Oceano Atlântico. quer de europeus. do Museo de Ciencias Naturales de la Universidad de La Plata. que se formou com a queda do nível dos mares durante a última idade do gelo. ambas vindas da Ásia. Uma das etnias ameríndias que tem mais parentesco com os povos do nordeste asiático são os esquimós Até recentemente. Neves na década de 1990. Neves formulou a teoria de que o povoamento das Américas teria sido feito por duas correntes migratórias de caçadores e coletores. Alguns apontam a semelhança física entre os Olmecas e os africanos. Thor Heyerdahl demonstrou que é possível navegar da África para a América numa réplica dum barco de papiro do antigo Egito. historiadores e arqueólogos têm sugerido que os nativos americanos são descendentes. O fóssil recebeu o nome de Luzia. A primeira teria ocorrido 14 mil anos atrás e seus membros teriam aparência semelhante à de Luzia.

que era plantada nas áreas de floresta tropical. igualmente. O desenvolvimento de outras culturas além destas foi limitado. melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes. pois havia poucos animais domesticáveis. Os primeiros colonizadores das Américas (ameríndios) não eram muito evoluídos. como por exemplo projéteis pontiagudos. no entanto. e Lemúria. pois há indícios que seus instrumentos de caça eram pedras e cachorros domesticados para este fim. Por favor.• • • A maioria das religiões dos nativos americanos ensinam que os humanos foram criados na América no princípio dos tempos e sempre ali viveram.[1] [editar] A agricultura na América Pré-Colombiana O desenvolvimento da agricultura das sociedades Pré-Colombianas pode se comparar ao europeu. acadêmico — Scirus. livros. Encontre fontes: Google — notícias. e tinham instrumentos de caça mais evoluídos. entre os quais Atlântida. de onde poderiam ter vindo os primeiros habitantes humanos das Américas. além da mandioca. ou nórdicos. Apesar de os vikings. pois esta era desenvolvida há mais de 7000 anos. A doutrina Mórmon diz os ameríndios são descendentes de Lehi e dos nefitas. O mais provável. Veja como referenciar e citar as fontes. é que as Américas tenham sido colonizadas por vagas de povos de diferentes origens. .[1] [editar] Interação entre os europeus e os nativos americanos Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência. todos naturais da América. personagens do Livro de Mórmon que teriam sido Israelitas que chegaram à Américas cerca de 590 AC. E é possível. terem explorado e estabelecido bases nas costas da América do Norte a partir do século X e terem aí deixado marcas. Os caçadores e coletores. estes exploradores aparentemente não colonizaram a América. inserindoas no corpo do texto por meio de notas de rodapé. bem documentados – tenham substituído ou tenham se juntado com populações originais que lá já existiam. houve proponentes da existência continentes perdidos. abóbora e feijão. tiveram um rápido avanço em direção ao sul. como a runa de Kensington. que esses povos – tal como aconteceu em tempos históricos. o que compromete sua credibilidade (desde junho de 2009). ao longo dos tempos. limitando-se a tentar controlar o comércio de peles de animais e outras mercadorias da região. como a lhama para puxar o arado. dando origem ao complexo mosaico de povos e línguas que hoje existem. Isto fez com que o desenvolvimento de outras diversas culturas. No século XIX e princípios do século XX. baseada nas culturas de milho.

permitindo-lhes expandir os seus territórios. trocar produtos com tribos vizinhas e caçar com mais eficiência. Entre os séculos XV e XIX. . o cavalo tinha originalmente evoluído nas Américas. estes povos viram as suas populações devastadas pelas privações da perda das suas terras e animais. muitas vezes são fatais para estas pessoas. O primeiro grupo de nativos americanos encontrado por Cristóvão Colombo.PA. mas alguns historiadores estimam que cerca de 80% da população de algumas tribos foi extinta pelas doenças europeias.MT.Por outro lado.PA. mas extinguiu-se na última idade do gelo. o grupo foi extinto antes de 1650. a colonização europeia das Américas mudou radicalmente as vidas e culturas dos nativos americanos. os espanhóis e outros europeus trouxeram cavalos para as Américas e alguns destes animais escaparam e começaram a reproduzir-se livremente. E/d. A reintrodução do cavalo teve um profundo impacto nos nativos americanos das Grandes Planícies da América do Norte. por doenças e.Caciques Kaiapos durante entrevista coletiva. Os europeus também trouxeram com eles doenças contra as quais os nativos americanos não tinham imunidade. Foto: Valter Campanato/ABr. Cresce a discussão sobre formas de compensação pelos danos causados e outros assuntos indígenas. É difícil estimar a percentagem de nativos americanos mortos por estas doenças. foram violentamente escravizados e apenas 500 tinham sobrevivido no ano 1550. estimado em 250 mil aruaques do Haiti. Kadjor .PA. 17 de Abril de 2005. Panara . No século XV. Raony . por exemplo: • • • • • • IWGIA (International Work Group for Indigenous Affairs) Cultural Survival Abya Yala Net – NativeWeb Página do Melatti Do antropólogo Julio Cezar Melatti (UnB) Native Americans AIATSIS (Australian Institute of Aboriginal and Torres Strait Islander Studies Etnias e culturas indígenas no Brasil Brasília . Ironicamente. em muitos casos por guerra. a nível internacional. Kaye . como atesta o grande número de organizações que se dedica ao tema. tais como a varicela e a varíola que. A dívida histórica dos colonizadores para com os povos nativos é imensa.

Em Lapa Vermelha (Minas Gerais) foi encontrado um verdadeiro cemitério com ossos datados em 12 mil anos. [editar] Principais nações e tribos Ver verbete completo: Classificação dos nativos americanos • • • • • • • • • • • Inca ou Quéchua Asteca ou Aztlan Maias ou Quétzal Abipão Araucanos ou Mapuche Aruaques Chibchas Apaches Navajos Iroqueses ○ Cheroqui Muscógui . pelo viajante alemão Karl von den Steinen. jê ou tapuia. O primeiro inventário dos nativos brasileiros só é feito em 1884. o primeiro dos quais encontrado por Annette Laming-Emperaire na década de 1970 e que foi "batizado" de Luzia e que parecia mais aparentada com os aborígenes da Austrália ou com negritos das Ilhas Andaman. os quais se tornaram súditos da Coroa. registram indícios da presença humana datados de há 48 mil anos.Pesquisas arqueológicas em São Raimundo Nonato. Von den Steinen também assinala quatro grupos linguísticos: tupi-guarani. No Brasil colonial os portugueses tiveram como aliados os índios aldeados. macro-jê. no interior do Piauí. que registra a presença de quatro grupos ou nações indígenas. aruaque ou maipuré e caraíba ou caribes. de acordo com as suas línguas: tupi-guarani. caribe e aruaque. Atualmente estima-se que sejam faladas 170 línguas indígenas no Brasil.

○ ○ • • • • Creek Seminoles Hurons Moicanos Comanches Esquimós Alguns grupos étnicos do Brasil Ver lista completa de Povos indígenas brasileiros • • • • • • • • • • • • • • • Guaranis Potiguaras Caingangues Tupinambás Goitacases Carajás Tapajós Ianomâmis Pataxós Mundurucus Guaicurus Parecis Coxiponês Nambikuaras Guatós .

Empresa Folha de Manhã.Instituto Socioambiental Povos indígenas do Brasil Origem: Wikipédia. . São Paulo. 1996 [editar] Ver também Anti-indigenismo Guerras indígenas nos Estados Unidos da América Nativos americanos nos Estados Unidos da América Medicina indígena [Esconder] v•e Fenótipos humanos Raças Brancos • Negros • Australóides • Amarelos • Indígenas Mestiços Mulato • Caboclo • Cafuzo • Ainoco [editar] Ligações externas • Povos Indígenas no Brasil . a enciclopédia livre.Referências 1. ↑ • • • • a b Nova Enciclopédia Ilustrada Folha.

Kaiapó. Rikbaktsa e Bororó População total 421. principalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste . Tapirajé.3% da população do Brasil[1] Regiões com população significativa Brasil. pesquisa Povos indígenas do Brasil Índios respectivamente das tribos: Assurini.000 aproximadamente 0. Tapirapés.(Redirecionado de Povos indígenas brasileiros) Ir para: navegação.

2 Organizações e associações indígenas 7. e cujas raízes remontam às Américas desde antes da chegada dos europeus a este continente. Índice [esconder] • • • • 1 Origens dos índios e história 2 O conceito de índio 3 O encontro com os europeus 4 Integração na sociedade brasileira ○ ○ 4.2 Povos indígenas emergentes • • 5 Cultura 6 Estatuto do Índio e legislação ○ ○ 6. em torno de 1500.Línguas Línguas indígenas e Português Religiões Religiões tradicionais e Cristianismo Grupos étnicos relacionados Povos ameríndios Os povos indígenas no Brasil incluem um grande número de diferentes grupos étnicos que habitam ou habitaram o território brasileiro.1 Dia do Índio 6.1 Conflitos 4.1 Reservas indígenas • 7 Os povos indígenas do Brasil ○ .

770 a. passaram a se espalhar pelo .[3] Indícios arqueológicos no Brasil apontam para a presença humana em achados datados de 16 mil a.• • • • 8 Brasileiros descendente de indígenas famosos ○ 8.. a partir de então. [2] A maioria dos pesquisadores acreditam que o povoamento da América do Sul deu-se a partir de 20 mil a. por Jean-Baptiste Debret. a África foi o único lugar do mundo onde havia seres humanos.1 Dez municípios brasileiros com maior população indígena 9 Referências 10 Ver também 11 Ligações externas [editar] Origens dos índios e história "Família de um chefe Camacã se preparando para a festa".200 a.C. A espécie humana surgiu na África. há cerca de 130 mil anos. (Minas Gerais).[3] Em Lapa Vermelha. Todos os seres humanos são descendentes dos mesmos antepassados que habitaram a África milênios atrás. registram indícios da presença humana datados como anteriores a 10 mil anos. Rio Claro (SP) e Ibicuí (RS). As primeiras pessoas só saíram do Continente Africano há cerca de 50 mil anos e. foi encontrado um verdadeiro cemitério com ossos datados em 12 mil anos. em Lagoa Santa (MG). de 14. o primeiro dos quais encontrado por Annette Laming-Emperaire na década de 1970 e que foi "batizado" de Luzia[2] e que parecia mais aparentada com os aborígines da Austrália ou com negrito das Ilhas Andaman.C. organizadas pela arqueóloga Niède Guidon no interior do Piauí.C.C. Por milhares de anos. Pesquisas arqueológicas em São Raimundo Nonato. e de 12.

No Brasil. diferentes grupos indígenas nutriam grande animosidade e constantemente guerreavam entre si. tornou-se um ponto de "reencontro" dessas pessoas que. rumo ao norte. criaram grandes impérios por meio da conquista e da exploração de povos menos desenvolvidos. e índios de tribos inimigas eram capturados e sacrificados em rituais religiosos que incluíam arrancar o coração da pessoa quando ela ainda estava viva. Por centenas de anos esse grupo de pessoas viveu no Oriente Médio até que. em algum momento da História. impondo-lhes sua religião. Naquela época. parte desse grupo de pessoas tomou rumos diferentes: alguns seguiram para o oeste. Os sacrifícios humanos eram práticas constantes na cultura asteca e maia. expulsando e exterminando outros povos indígenas que viviam naquelas áreas e ocupando as regiões que historicamente esses outros povos habitaram. apesar de terem a mesma origem ancestral. Os tupis eram adeptos da antropofagia e tinham o hábito de comer . em decorrência da adaptação de cada grupo a meios ambientais completamente diferentes. atingindo a Ásia. Pelo contrário. enquanto outra parcela rumou para o leste. como oferenda aos deuses. o que propiciava a formação de grande cobertura de gelo sobre as quais as pessoas podiam caminhar. Ao chegar às Américas. ficaram separadas durante milênios devido às migrações para diferentes partes do mundo. essas pessoas continuaram migrando. Com o fim da Idade do Gelo. no Estreito de Bering. ao ser formado pela migração de índios. uma imensa cobertura de gelo existia interligando a Ásia e a América do Norte. durante milhares de anos. Como não havia outra alternativa. Com o crescimento populacional na Amazônia. atingindo a Europa e dando origem aos europeus. astecas e maias. ao longo de milhares de anos. africanos e europeus. [editar] O conceito de índio Na Idade Média. do ponto de vista genético o conceito de raça é infundado. saindo da América do Norte e povoando a América Central e a América do Sul. Povos indígenas de cultura mais desenvolvida.[5]. Os seres humanos. atingindo o que hoje é o estado americano do Alaska.[6] O conceito de "índio" é. a Ásia era uma região gelada. até saírem da África e atingirem a região que hoje conhecemos como o Oriente Médio. rumo ao sul. Cristóvão Colombo acreditou que havia encontrado um novo caminho para as Índias e resolveu chamar os nativos que encontrou de índios. Apesar dessas diferenças serem muitas vezes interpretadas como formadoras de "raças" humanas diferentes. O incas construíram seu império subjugando diversos povos que viviam na região. dando origem aos asiáticos. os tupis viviam ao longo do litoral quando da chegada dos portugueses. ao continuarem migrando rumo ao leste. mas séculos atrás eles viviam na região da Amazônia.[4] O Brasil. a palavra "índio" era empregada para designar todas as pessoas do Extremo Oriente. impedindo novas migrações e separando definitivamente a população que ficou na Ásia da que migrou para a América. uma invenção europeia. [4] Os índios das Américas são descendentes desse grupo que seguiu para o leste e povoou a Ásia. língua e cultura. chegaram àquela região e atravessaram as geleiras. Esses milênios de separação criaram diferenças culturais. Os habitantes originais das Américas nunca se enxergaram como um povo uno. aquela grande cobertura de gelo derreteu e abriu-se o oceano que separa hoje o Continente Asiático do Americano. como os incas. Durante a Idade do Gelo.[4] Os humanos caminharam. linguísticas e fenótipas. portanto.resto do mundo. os tupis começaram a migrar para o sul.

com o intuito de impedir uniões e rebeliões contra o Imperador. As bandeiras. culturas e plantas. eles . Nos primeiros séculos. sendo ele uma vítima indefesa da crueldade europeia. as novas produções históricas têm dado visibilidade a uma outra análise da questão indígena. não um povo indígena.partes do corpo dos guerreiros vencidos das tribos inimigas. [4] Para um grupo indígena. um "quase-animal" que deveria ser domesticado ou derrotado. nas últimas décadas.[4] [editar] O encontro com os europeus A imagem do índio se modificou ao longo da História brasileira. um outro grupo indígena poderia ser tão "estrangeiro" quanto os portugueses.[8] Os índios ajudaram os portugueses a escravizar e a exterminar outros índios. destruíram pessoas. Os espanhóis só conquistaram o Império Asteca graças à ajuda de milhares de índios que eram explorados e se aliaram aos espanhóis para se livrarem da dominação asteca. o índio era retratado como um selvagem. e depois contaram com o apoio português para exterminar seus inimigos antigos: os índios tupinambás. espanhóis ou holandeses eram para ele. Quando os espanhóis destruíram o Império Inca. No século XIX houve uma reviravolta. travada no Rio de Janeiro nos anos de 1556 e 1557. os índios viviam em harmonia nas Américas.[8] No Brasil. Essa concepção adentrou o século XX. franceses. muitos índios celebraram o acontecimento e puderam voltar para suas casas. O índio passou a ser tratado como o "bom selvagem". até que chegaram os portugueses e semearam guerras. expedições coloniais que visavam a escravização indígena. com a chegada dos europeus. mas diferentes povos que nutriam animosidade entre si e não se enxergavam como pertencentes a um mesmo povo. pois era praxe os incas ordenarem a migração forçada de milhares de índios dominados para outras regiões. Os índios tupis do litoral viviam envolvidos em guerras com outros índios. Porém. Uma "identidade indígena" só foi criada séculos depois. eram formadas majoritariamente por índios e alguns poucos não índios. denominados de paulistas. sendo seu destino combater os europeus ou se submeter a eles. Muitos índios se aliaram aos portugueses visando exterminar grupos indígenas inimigos. por meio do "indianismo romântico".[7] Quando os europeus chegaram às Américas encontraram.[4] Sem a ajuda dos índios. ou tamoios. Sem negar a violência com que muitos europeus trataram os indígenas. portanto. a História têm passado a tratar o índio não como uma vítima passiva da colonização europeia.[4] Esse discurso até hoje produz eco nos meios popular e escolar brasileiros. Nessa concepção. Os tupiniquins e os temiminós ajudaram os portugueses a expulsar os franceses da região. muitos índios se beneficiaram com a chegada dos portugueses. mas também como um agente que interferiu e teve papel fundamental nesse processo. trazendo a ideia de que o índio era dono de uma moral intangível. a colonização europeia em diversos pontos das Américas teria sido impraticável. Caso emblemático foi a Guerra dos Tamoios. pois na sua cultura acreditavam absorver a força do inimigo ao comêlo.

. mas foi assimilada dentro da sociedade . com a chegada dos europeus. As novas tecnologias trazidas pelos portugueses e desconhecidas dos índios provocaram uma revolução e um melhoramento na vida das tribos.. perguntando-lhe quem lhe dera. Ásia e África.[4] [editar] Integração na sociedade brasileira Os indígenas ficaram muito interessados no modo de vida dos europeus. respondeu que vindo pelo navio dera por ela por alguma ferramenta um seu irmão (. vestido em uma camisa. A maioria dos grupos indígenas. em troca de roupas e ferramentas. [4] Em 1605. o que muitas vezes se ignora no Brasil é que grande parte da população indígena não pereceu. Os índios brasileiros ainda viviam no Paleolítico. Enquanto europeus. Centros urbanos como Niterói ou Guarulhos eram aldeias indígenas que se transformaram em cidades. É inegável que. Porém.)"[4] A aliança entre índios e portugueses proporcionou vantagens para ambos os lados. inclusive pessoas da própria família. desconheciam tecnologias como a roda. Para os portugueses também houve benefícios: os índios aliados protegiam as povoações e guiavam os colonos nas suas expedições. o padre Jerônimo Rodrigues ficou espantado em Santa Catarina ao ser recebido por índios interessados em vender outros índios. o espelho ou armas bem elaboradas. contando com o seu apoio para exterminar tribos inimigas. a manga e a laranja diminuíram o estorvo que era para se obter comida nas tribos ou até mesmo a introdução do cavalo e do cachorro domesticado. a grande mortalidade indígena se deu pelo contágio involuntário de doenças trazidas pelos europeus. Os índios se beneficiavam com a presença portuguesa. maias e incas. a jaca. sem poder ensinar ou aprender novas técnicas. fazendo as tecnologias se espalharem por essas regiões por meio desse choque cultural. A vida junto aos "brancos" era muito atrativa e muitos indígenas abandonavam voluntariamente suas aldeias e iam viver junto com os portugueses. Portanto. Tecnologias como o anzol facilitaram enormente a pesca. que protegia as tribos de ameaças. com a exceção das grandes civilizações dos astecas. é corriqueiro o senso comum afirmar que os índios foram "exterminados" e atualmente restam alguns poucos representantes dessa população. a introdução de novos alimentos. Em muitos casos. ainda levavam um meio de vida primitivo quando comparados às populações da Europa. Isto porque. separando a Ásia da América com um oceano no meio. Mas.próprios majoritariamente mestiços de mãe indígena e pai europeu.[4] No Brasil. os índios ficaram confinados por milênios sem interação com as outras populações humanas. como a banana. os habitantes das Américas passaram a viver isolados do resto do mundo. por terem vivido durante milênios isolados de outras populações. muitos índios morreram por guerras e pela escravidão. contra as quais os índios não tinham imunidade. pois com a expansão da colonização essas aldeias eram assimiladas dentro da sociedade ocidental. africanos e asiáticos interagiam desde a Antiguidade. o uso do machado diminuiu em várias horas o trabalho dispendido para se cortar coisas. os índios nem precisavam sair de suas tribos. O padre escreveu: "Outro moço vindo aqui onde estávamos. desde o derretimento da camada de gelo no Estreito de Bering. a chegada dos europeus representou um rompimento de milhares de anos de isolamento.

Muitos índios foram viver ao lado de portugueses e africanos. quando comparado com outros países da América Latina. no Sul do Maranhão. com eles se miscigenaram. Considerando-se todos os brasileiros que têm alguma ascendência indígena. que já terminou na maior parte do Brasil. sendo cinco milhões de indígenas [9] Outras estimativas variam entre 2 milhões e meio de indígenas em 1500 a até 6 milhões[10]. na realidade aumentou dezenas de vezes desde a chegada dos portugueses e a consequente multiplicação da população brasileira por meio da miscigenação entre índios. a população com ascendência indígena. Durante o século XIX. por volta de 1816. mas ela é existente em maior ou em menor grau. ao invés de ter diminuído desde 1500.[4] É factível que essa miscigenação não foi tão intensa como aquela entre portugueses e africanos e. Segundo a Funai. com os avanços em epidemiologia. para conseguir mais terras. de brasileiros usando epidemias de varíola como arma biológica contra os índios. casos documentados começaram a aparecer. resolveram "presentear" os . é o da vila de Caxias. segundo antropólogo Mércio Pereira Gomes. por Jean-Baptiste Debret.brasileira. sendo que seus descendentes não mais se identificam como "índios". europeus e africanos. Um caso "clássico". mais de mil povos. cerca de 25% da população indígena da Amazônia já mora em cidades e só metade desse contingente se considera indígena. Esse processo de assimilação indígena. Estimativas da população indígena na época do descobrimento apontam que existiam no território Brasileiro. que são vários milhões. a contribuição indígena no Brasil é bem menor. dando origem a grande parcela da população brasileira. Fazendeiros. mesmo falando uma segunda língua e praticando rituais. ainda está em curso na região Norte.[4] [editar] Conflitos Nativos brasileiros.

em junho de 2007. Maitapu. Isto ocorre principalmente no nordeste brasileiro. no Vale do Jequitinhonha (Minas Gerais) Kariri. na região do Alto Rio Tapajós (Pará) Kaxixó. em Olivença. e Tumbalalá. Os índios levaram as roupas para as aldeias e logo os fazendeiros tinham muito mais terra livre para a criação de gado. Kanindé no Ceará.[13] São exemplos desse processo: • • • • • • Náua. realizado em Crateús . no Parque Nacional da Serra do Divisor (Acre) Tupinambá. Apium e um grupo Munduruku desconhecido.[12] [editar] Povos indígenas emergentes Ver artigo principal: Povos indígenas emergentes Da esquerda para a direita: Dona Tereza Kariri. Kalabaça. Bida Jenipapo-Kanindé. Fernando Tremembé e Jamille Kariri. em Água Branca (Alagoas) . Tapeba.índios timbira com roupas de pessoas infectadas pela doença (que normalmente são queimadas para evitar contaminação). A partir das últimas décadas do século XX. e Karuazu. Casos similares ocorreram por toda América do Sul[11] As "doenças do homem branco" ainda afetam tribos indígenas no Amazonas. Cacique Pequena Jenipapo-Kanindé.Ceará. Tupinambá. Tremembé. na região de Martinho Campos e Pompeu. aparecem novas etnias quando populações miscigenadas reivindicam a condição de povo indígena. em Abaré e Curaçá (Bahia) Kalankó. Participantes do II Encontro do Povo Kariri. Tabajara. em Pariconha. Pitaguary. e Aranã.

sempre presente nos homens[carece de fontes?]. . em Ibimirim (Pernambuco) [editar] Cultura Índia guajajara e seu filho. A educação das crianças compartilhada por todos os habitantes da aldeia[carece de fontes?]. encontrada nos potes.• Pipipã. e na pintura corporal. nas redes e esteiras. nos bancos para homens e mulheres. A arte como parte da vida diária. os rituais de cura e outros[carece de fontes?]. os ritos de passagem dos adolescentes de ambos os sexos. com as festas que reúnem pessoas de outras aldeias. com as casas dispostas em relação a um espaço cerimonial que pode ser no centro ou não[14]. Há grande diversidade cultural entre os povos indígenas no Brasil. mas há também características comuns: • • • • A habitação coletiva. A vida cerimonial como base da cultura de cada grupo.

no vocabulário: em topônimos como Curitiba.• Quanto à família. . esta podia ser monogâmica ou poligâmica[carece de fontes?]. milho. uso de redes e jangadas. a arte indígena também foi assimilada à brasileira em objetos. canoa. jacaré. [editar] Estatuto do Índio e legislação Índio pataxó. os quais se tornaram súditos da Coroa[carece de fontes?]. com pratos à base de mandioca.. No Brasil colonial os portugueses tiveram como aliados os índios aldeados. Deixaram forte herança na culinária brasileira. em nomes de frutas nativas ou de animais como caju. E deixaram no brasileiro hábitos como o uso do tabaco e o costume do banho diário[carece de fontes?]. guaraná e palmito. abacaxi. armadilhas de caça e pesca. Piauí etc. tatu. tais como pamonha e biju.

19 de abril. o índio brasileiro tem que se integrar na cultura brasileira para requerer emancipação. no qual várias lideranças indígenas do continente resolveram participar do Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. O Brasil não aderiu imediatamente ao instituto. mas após a intervenção do Marechal Rondon apresentou sua adesão e instituiu o Dia do Índio no dia 19 de abril.[20] Com o objetivo de preservar e difundir a cultura indígena e facilitar o acesso à informação e comunicação entre as diferentes nações indígenas foi fundado o Índios online. foi criado pelo presidente Getúlio Vargas através do decreto-lei 5540 de 1943. no Brasil. ainda durante o século XX.[21] [editar] Os povos indígenas do Brasil . realizado no México. [editar] Organizações e associações indígenas As associações e organizações indígenas surgiram. também sediado no México. Durante este congresso foi criado o Instituto Indigenista Interamericano. e relembra o dia. [15] Apesar dos diversos decretos. O Estatuto do Índio ainda determina que "os índios e as comunidades indígenas ainda não integrados à comunhão nacional ficam sujeitos ao regime tutelar". nos anos 80. Entre os organismos e associações nativas que têm como objetivo estatutário a defesa dos direitos humanos dos povos indígenas incluem-se o Warã Instituto Indígena Brasileiro[19] e o GRUMIN. em 1940. Eles haviam boicotado os dias iniciais do evento. temendo que suas reivindicações não fossem ouvidas pelos "homens brancos".[16][17][18] [editar] Dia do Índio Ver artigo principal: Dia do Índio O Dia do Índio. que tem como função zelar pelos direitos dos indígenas na América.O Serviço de Proteção ao Índio (SPI) foi criado em 1910.

Mapa de reservas indígenas brasileiras. que os chamavam de forma depreciativa. e sim o nome dado a ela pelos brancos ou por outras etnias. pelo missionário francês Jean de Léry e pelo historiador português Pero de Magalhães Gândavo. muitas vezes inimigas. pelo viajante alemão Karl von den Steinen. jê ou tapuias. nuaruaques ou maipurés e caraíbas ou caribas. de acordo com as suas línguas: tupis-guaranis. no século XVI. [editar] Reservas indígenas Ver artigo principal: Lista de povos indígenas do Brasil . Entre as primeiras obras publicadas sobre os povos indígenas brasileiros. [3] O primeiro inventário dos nativos brasileiros só foi feito em 1884. como é o caso dos caiapós. caribe e aruaque. macro-jê. Von den Steinen também assinala quatro grupos linguísticos: tupi. que registrou a presença de quatro grupos ou nações indígenas. A denominação mais conhecida das várias etnias não é quase nunca a forma como seus membros se referem a si mesmos. encontram-se os livros escritos pelo mercenário alemão Hans Staden.

os povos nativos da região. o Parque Indígena do Xingu com forte atuação de Villas Bôas.[22] para que a natureza. Cláudio. Em 1961 foi criada a primeira reserva. Em 1967 foi criada a Fundação Nacional do Índio (FUNAI). suas culturas e costumes fossem preservados. . os povos pré-coloniais remanescentes e mesmo a natureza sejam preservados nessas reservas. que passou a definir políticas de proteção às comunidades indígenas brasileiras. A definição de áreas de proteção às comunidades indígenas foram lideradas por Orlando Villas Bôas que em 1941 lançou a expedição chamada Roncador-Xingu. Darcy Ribeiro. entre outros. Marechal Rondon.[23] O modelo de criação das reservas indígenas mostrou-se como um dos únicos meios para que a cultura.Marechal Cândido Rondon. seus irmãos Leonardo.

Uma crítica comum sobre as reservas indígenas brasileiras considera a atuação de ONGs nacionais e internacionais junto às comunidades indígenas sem que se tenha o conhecimento preciso da natureza da atuação dessas organizações. O modelo das reservas indígenas demarcadas pela FUNAI difere no modelo norte-americano onde as terras passam a pertencer aos povos indígenas. Nesse sentido controles mais rígidos sobre a atuação das ONGs junto às comunidades indígenas estão sendo estudados. A demarcação de reservas indígenas é muitas vezes cercada de críticas favoráveis e desfavoráveis por vários setores da mídia e pela população afetada[carece de fontes?]. No Brasil as reservas indígenas demarcadas pela FUNAI pertencem ao governo brasileiro para usufruto vitalício dos índios.[24] não havendo portanto como associá-las a uma perda de soberania.Parque Indígena do Xingu.[25] [editar] Brasileiros descendente de indígenas famosos • • • • • • • • Antônio de Sousa Neto Antônio Paraupaba Arariboia Cândido Rondon Carlos Saldanha Caroline Ribeiro Coelho Neto Cunhambebe . uma das reservas indígenas brasileiras.

desmontando o caráter ubíquo da população autóctone do Brasil. Os três restantes são no Nordeste. Sudeste e Centro Oeste. cinco estavam na Região Norte e dois na Região Sul.[27] dos dez municípios brasileiros com maior população autodeclarada indígena.21% 4) Santa Rosa do Purus (AC) – 48.87% . • • • • • 1) São Gabriel da Cachoeira (AM) – 76.31% 2) Uiramutã (RR) – 74.• • • • • • • • • • • • • • Dira Paes Eunice Baía Filipe Camarão Gero Camilo Gilberto Freyre Helena Meirelles Ildi Silva Ismael Nery Letícia Ferreira de Souza Luci Pereira Luíza Brunet Mateus Luís Grou Suyane Moreira Vanessa da Mata[26] [editar] Dez municípios brasileiros com maior população indígena Segundo dados do recenseamento de 2000.29% 5) Ipuaçu (SC) – 47. feito pelo IBGE.41% 3) Normandia (RR) – 57.

• • • • • 6) Baía da Traição (PB) – 47. ↑ 3. 2010. Página visitada em 2008-04-19.br/scielo.70% 7) Pacaraima (RR) – 47. 2003. ↑ Darcy Ribeiro.l.passeiopaulistano..html 7. UOL Educação.A situação no Nordeste . Carlos Olivieri. ↑ a b Leandro Narloch e Duda Teixeira. ↑ http://www.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142004000100004 6. Página visitada em 2008-04-19. ↑ a b Novos dados lançam dúvidas sobre o homem americano. 335–335 p.Instituto Socioambiental. ↑ http://ideias. 15.]: Leya. . Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil.wikidot. ↑ 4. 13.com/modelo-de-evolucao-da-populacao-no-brasil-colonial#toc1 11. Instituto Socioambiental. 16.001 de 19 de dezembro de 1973 .br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad2009/tabelas_pdf/brasil_1_2. ↑ "Reserva indígena: Vale do Javari.36% 8) Benjamin Constant do Sul (RS) – 40. página oficial. ↑ Etnogêneses Indígenas . ↑ "Índio pode.21% 10) Japorã (MS) – 39. ↑ "O caso Caxias e outros mais" . [S.]: Leya. 2011.Funai. ↑ Habitações indígenas. 435– p.l.Instituto Socioambiental.ibge.l. ↑ http://www. 24 de maio de 2008. 12. Guia Politicamente Incorreto da América Latina.24% Referências 1. [S. ↑ http://www.br/sk-hist. 8.scielo.Instituto Socioambiental. 317–317 p.]: Companhia de Bolso. ↑ http://www.?" .pdf 2.com.sk.gov. O Globo. 9. O Povo Brasileiro. 14. [S. Cinco milhões de índios estavam no Brasil antes do descobrimento.com/outros-olhos/cara-palida-em-sao-paulo/ 10. agoniza com malária e hepatite". ↑ Lei nº 6. Com Ciência (10/09/2003). a b c d e f g h i j k l m a b c Leandro Narloch. no Amazonas.73% 9) São João das Missões (MG) – 40.. 5.

↑ http://pt. [editar] Ver também A Wikipédia possui o Portal do Brasil • • • • • • Povos ameríndios Classificação dos nativos americanos Lista de povos indígenas do Brasil Línguas indígenas do Brasil Povos indígenas emergentes Povos indígenas no Nordeste do Brasil .Instituto Socioambiental.org/wiki/Categoria:Ind%C3%ADgeno-brasileiros 27.wikipedia. ↑ [ÍNDIOS ON LINE http://www. ↑ www.17. 24.gov. ↑ Jobim: é equívoco discutir demarcação de terra indígena. 23. Página visitada em 2008-04- 25. 25.sidra. ↑ Warã Instituto Indígena Brasileiro.br. 26.ibge. ↑ "Os Índios não são Incapazes" . Página visitada em 2008-04-19. Terra Online (23 de abril de 2008).Instituto Socioambiental. Página visitada em 2008-04-19. O Estado de São Paulo (22 de Abril de 2008).br/] 22. 21. 19. ↑ Estatuto do Índio . ↑ Gurumin. ↑ "Há ONGs que encobrem suas finalidades".indiosonline. 20. ↑ Xingu 40 Anos (2001-05-20). 18. Página visitada em 2008-04-25.org. ↑ Parque Nacional do Xingu (16 de Outubro de 2006).

a documentary on indigenous peoples in Brazil Documentary on Pacification in Amazonia Filmes • • . (em português) Página oficial da Fundação Nacional do Índio . Povos indígenas no Brasil.FUNAI (em português) Museu do Índio (em português) Glossário de grupos indígenas brasileiros (em português) População indígena dobrou em nove anos.• • • • • • • • • • Lista de línguas indígenas do Brasil Fundação Nacional do Índio (FUNAI) Jogos dos Povos Indígenas Reserva indígena Terras indígenas Medicina indígena Índio do Buraco Brasileiros brancos Afro-brasileiros Brasileiros asiáticos [editar] Ligações externas O Commons possui multimídias sobre Povos indígenas do Brasil • • • • • Instituto Socioambiental. constata IBGE (em português) Children of the Amazon.

Ir para: navegação. Estado do Pará (Bandeira) Hino: Hino do Pará Gentílico: paraense (Brasão) . veja Pará (desambiguação).No para Pará Origem: Wikipédia. a enciclopédia livre. pesquisa Nota: Para outros significados.

Mato Grosso.Estados limítrofes .Região .Localização .Deputados federais Norte Amazonas. Tocantins.Mesorregiões . Amapá e Roraima 6 22 144 Belém 2011 a 2015 Simão Jatene (PSDB) Helenilson Pontes (PPS) 17 .Microrregiões .Governador(a) .Municípios Capital Governo . Maranhão.Vice-governador(a) .

755 (16º) – médio[4] UTC-3 equatorial Am BR-PA www.Analfabetismo .gov.Senadores Área .Estimativa .PIB per capita Indicadores .br . de vida . ISO 3166-2 Site governamental 41 Marinor Brito (PSOL) Flexa Ribeiro (PSDB) Mário Couto (PSDB) 1 247 689.Esper.Densidade Economia .Total População ./km² (21º) 2008 R$58.007 (22º) 2008[3] 72.08 hab. (15º) 11.pa. infantil .IDH (2005) Fuso horário Clima Cód.Mort.9% (16º) 0.2 anos (13º) 23.PIB .7‰ nasc.Deputados estaduais .. (9º)[2] 6.515 km² (2º) [1] 2010 7 588 078 hab.519.000 (13º) R$7.

Redenção. rio Tocantins. É o mais rico e mais populoso estado da região norte.1 milhões habitantes. O relevo é baixo e plano. contando com uma população de 7. Itaituba. rio Tapajós.O Pará é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Belém.[6] Índice [esconder] . dividido em 144 municípios (com a criação de Mojuí dos Campos). o oceano Atlântico a nordeste. Marabá.689.515 km². Mato Grosso a sul. Abaetetuba. reúne em sua região metropolitana cerca de 2. É o segundo maior estado do país com uma extensão de 1. Marituba. rio Jari e rio Pará. o Maranhão a leste. está situado no centro da região norte e tem como limites o Suriname e o Amapá a norte. Castanhal. As altitudes superiores a 500 metros estão nas serras de Carajás. Barcarena. rio Amazonas.493 habitantes. sendo a segunda maior população metropolitana da região Norte. Paragominas. Caximbo e Acari. 58% do território se encontra abaixo dos 200 metros. Altamira. pouco maior que Angola.321. Tocantins a sudeste. Parauapebas. Ananindeua. Os rios principais são. O topônimo "Pará" é de origem tupi e significa "mar". Santarém e Tucuruí. Cametá.[5] Outras cidades importantes do estado são. Sua capital. rio Xingu. o Amazonas a oeste e Roraima e a Guiana a noroeste.247.

1 História

1.1 Divisão do estado
 

1.1.1 Possível polêmica 1.1.2 Sobrerrepresentação

• • • • • • • • •

2 Economia 3 Etnias

3.1 Imigrantes

4 Dialetos 5 Principais cidades 6 Educação 7 Cultura

7.1 Culinária

8 Ver também 9 Referências 10 Ligações externas

[editar] História Ver artigo principal: História do Pará O Forte do Presépio, fundado em 1616 pelos portugueses, deu origem a Belém, mas a ocupação do território foi desde cedo marcada por incursões de Neerlandeses e Ingleses em busca de especiarias. Daí a necessidade dos portugueses de fortificar a área. No século XVII, a região, integrada à capitania do Maranhão, conheceu a prosperidade com a lavoura e a pecuária. Em 1751, com a expansão para o oeste, cria-se o estado do Grão-Pará, que abrigará também a capitania de São José do Rio Negro (hoje o estado do Amazonas).

Em 1821, a Revolução Constitucionalista do Porto (Portugal) foi apoiada pelos paraenses, mas o levante acabou reprimido. Em 1823, o Pará decidiu unir-se ao Brasil independente, do qual estivera separado no período colonial, reportando-se diretamente a Lisboa. No entanto, as lutas políticas continuaram. A mais importante delas, a Cabanagem (1835), chegou a decretar a independência da província do Pará. Este foi, juntamente com a Revolução Farroupilha, no Rio Grande do Sul, o único levante do período regencial onde o poder foi tomado, sendo que a Cabanagem foi a única revolta liderada pelas camadas populares. A economia cresceu rapidamente no século XIX e início do século XX com a exploração da borracha, pela extração do látex, época esta que ficou conhecida como Belle Époque, marcada pelos traços artísticos da Art Nouveau. Nesse período a Amazônia experimentou dois ciclos econômicos distintos com a exploração da mesma borracha. Estes dois ciclos (principalmente o primeiro) deram não só a Belém, mas também a Manaus (Amazonas), um momento áureo no que diz respeito à urbanização e embelezamento destas cidades. A construção do Teatro da Paz (Belém) e do Teatro Amazonas (Manaus) são exemplos da riqueza que esse período marcou na história da Amazônia. O então intendente Antônio Lemos foi o principal personagem da transformação urbanística que Belém sofreu, onde chegou a ser conhecida como Paris N'América (como referência à influência da urbanização que Paris sofrera na época, que serviu de inspiração para Antônio Lemos). Nesse período, por exemplo, o centro da cidade foi intensamente arborizado por mangueiras trazidas da Índia. Daí o apelido que até hoje estas árvores (já centenárias) dão à capital paraense. Com o declínio dos dois ciclos da borracha, veio uma angustiante estagnação, da qual o Pará só saiu na década de 1960, com o desenvolvimento de atividades agrícolas no sul do Estado. A partir da década de 1960, mas principalmente na década de 1970, o crescimento foi acelerando com a exploração de minérios (principalmente na região sudeste do estado), como o ferro na Serra dos Carajás e do ouro em Serra Pelada. [editar] Divisão do estado Este artigo ou secção possui passagens que não respeitam o princípio da imparcialidade. Tenha algum cuidado ao ler as informações contidas nele. Se puder, tente tornar o artigo mais imparcial. (Justifique o uso desta marca na discussão do artigo) Ver artigo principal: Plebiscito sobre a divisão do estado do Pará

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na manhã do dia 5 de maio de 2011, um decreto legislativo que autoriza a realização de um plebiscito que vai decidir pela criação do estado de Carajás, que seria uma divisão do estado do Pará. O decreto foi promulgado pelo presidente do Congresso Nacional, José Sarney (PMDB-AP). Depois de promulgado, o plebiscito poderá ser realizado em até seis meses, de acordo com a organização da Justiça Eleitoral. Outro projeto, que também divide o estado do Pará foi aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados. O projeto que prevê a criação do estado de Tapajós, contudo, ainda precisa passar pela aprovação do Senado antes de ser promulgado. Se os dois plebiscitos forem realizados, a área atual do estado do Pará poderá ser divida em três estados. Pela proposta, o estado de Carajás, de autoria do ex-senador Leomar Quintanilha, estaria localizado a sul e sudeste do Pará, e prevê como capital a cidade de Marabá. Ao todo, o novo estado teria 39 municípios, com área equivalente a 25% do atual território do paraense. Já o projeto que prevê o plebiscito para o estado de Tapajós é de autoria do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). O novo estado estaria localizado a oeste do Pará, ocupando cerca de 58% da área total do estado. A capital do novo estado seria Santarém. Ao todo, 27 municípios estão previstos para o estado de Tapajós. O projeto que prevê o plebiscito ainda precisa ser aprovado pelo Senado Federal. [editar] Possível polêmica O tema da divisão do Estado do Pará para a criação de novas unidades federativas é um tema altamente polêmico e que tem afastado políticos da discussão, principalmente ocupantes de cargos majoritários. Porém, um menor percentual da classe política tem-se posicionado a favor ou contra tais projetos emancipacionistas. Há que se ressaltar o fato de fazerem mais de duas décadas as articulações políticas em torno das possíveis novas unidades. Já os políticos unionistas foram tomados, em tese, "de surpresa" - uma vez que sua organização em torno do projeto unificador não estava há tanto tempo dentro das pautas internas quanto os projetos separatistas para aqueles. Os motivos alegados pelos defensores das reformas territoriais e as consequências, para os possíveis novos estados e para o estado residual, são de inúmeras ordens: desde culturais até geoestratégicas, merecendo aí três de destaque: políticas, econômicas e orçamentárias. A aprovação da criação dos estados de Carajás e Tapajós, causaria um saldo negativo anual de cerca de R$ 2 bilhões à União, o estado de Tocantins por exemplo da União R$ 500 milhões, de repasse voluntário, cinco anos depois de criado, sendo R$ 100 milhões por ano[7]. [editar] Sobrerrepresentação

através da Lei Kandir. a agricultura também se faz presente. fazendo proporcionalmente jus a uma bancada de apenas quatro deputados federais e de fração de um senador — uma vez que não atinge a proporção de 8/513 (cerca de 1. é obrigatório respeitar o piso de oito deputados federais e o fixo de três senadores por unidade federativa: o que produziria uma sobrerrepresentação na Câmara dos Deputados e uma superrepresentação no Senado Federal. O Pará é o maior produtor de pimenta do reino do Brasil e está entre os primeiros na produção de coco da Bahia e banana. Expressa-se assim que os grande projetos mineroenergéticos pouco colaboram de maneira direta para a arrecadação das esferas públicas no Pará. a legislação brasileira. que possui um rebanho calculado em mais de 14 milhões de cabeças de bovinos. estanho). Lei Kandir: O atual território correspondente ao Estado do Pará é um dos maiores responsáveis pela pauta exportadora nacional. indústria e no turismo. destacam-se . como bauxita e ferro. haveria o nascimento de dois estados com populações comparáveis às dos estados de Tocantins e Rondônia. Entretanto. de grandes perdas tributárias para a esfera estadual. justamente as principais responsáveis por maior parte da geração de riquezas no estado paraense. [editar] Economia Ver artigo principal: Economia do Pará A economia se baseia no extrativismo mineral (ferro. sendo Parauapebas a principal cidade que a isso se dedica. A indústria do estado concentra-se mais na região metropolitana de Belém. pecuária. São Félix do Xingu é o município com maior produção de banana do país. agregam valor ao se transformarem em alumínio e aço no próprio Estado. ouro.Politicamente. onde destaca-se o município de Castanhal. no sentido de viabilizar recursos para a administração satisfatória de um estado. A pecuária é mais presente no sudeste do estado. desde a década de 1960. pretenso Estado de Carajás. na agricultura. destinados sobretudo à China.56%) da população nacional. As atividades agrícolas são mais intensas na região nordeste do estado. e também vem se consolidando em municípios como Barcarena e Marabá através de investimentos na vesticalização dos minérios extraídos. Contudo. Pela característica natural da região. por motivos constitucionais. Neste cenário. vindo assim a facilitar substancialmente o acesso a cargos eletivos por parte da classe política desses possíveis estados. As reservas minerais em exploração estão localizadas quase todas na região do Sudeste Paraense. manganês. percebe-se a fragilidade de um modelo assentado nas exportações. isenta de ICMS as empresas exportadoras. bauxita. independente de seu tamanho ou demografia. costumando ficar entre quinto ou sexto maior exportador nos últimos anos — aproximadamente 87% de suas exportações são de minérios diversos. ao longo da malfadada Rodovia Transamazônica (BR-230). vegetal (madeira). A mineração é atividade preponderante na região sudeste do estado. calcário. que ao serem beneficiados. com os distritos industriais de Icoaraci e Ananindeua.

no distrito de Vila do Conde. [editar] Etnias O Pará teve um elevado número de imigrantes portugueses. A maioria da população é parda. as indústrias estão investindo no reflorestamento de áreas devastadas e na produção de carvão do coco da palmeira Babaçu. este é produzido principalmente no município de Bom Jesus do Tocantins. Cor/Raça Pardos Brancos Negros Porcentagem 73. em menor parcela. Estes povos têm suas trajetórias contadas em um espaço permanente. as regiões sudeste e sudoeste do Pará tornaram-se uma nova área para essa atividade agrícola. No município de Barcarena é beneficiada boa parte da bauxita extraída no município de Paragominas e na região do Tapajós em Oriximiná. os japoneses estabeleceram-se no interior agrário. que segue até o porto de Santarém. que chegaram à capital quase que exclusivamente por questões políticas. situado em Belém. Os lusitanos foram seguidos pelos espanhóis. e sedia uma das maiores fábricas desse produto no mundo.0% 3. com a expansão da cultura da soja por todo o território nacional. graças às disputas pela Península Ibérica. contribuindo assim. para a devastação mais rápida das florestas nativas da região. que vai da região sudeste do Pará até São Luís do Maranhão. tendo um polo moveleiro instalado no município de Paragominas. e também pela falta de áreas livres a se expandir nas regiões sul. devido à grande herança genética indígena e. Pela rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163) é escoada boa parte da produção sojeira do Mato Grosso. O governo federal implementou em Marabá um pólo siderúrgico e metalúrgico. No momento Barcarena é um grande produtor de alumínio. Nos últimos anos. que não devasta áreas da floresta nativa porque consiste somente na queima do coco e não do coqueiro. O polo siderúrgico de Marabá utilizava intensamente o carvão vegetal para aquecer os fornos que produzem o ferro gusa. além das companhias já presentes na cidade. aquecendo a economia da cidade tanto pela exportação do grão como pela franca expansão de seu plantio: a produção local já representa 5% do total de grãos exportados. boa parte dele é exportado o que contribui para o município abrigar também a principal atividade portuária do Pará. a “Sala Vicente Salles” do “Memorial dos Povos”. africana. O extrativismo mineral vem desenvolvendo uma indústria metalúrgica cada vez mais significativa. espanhóis e japoneses.também como fortes ramos da economia as indústrias madeireira e moveleira. fixando-se em municípios como Tomé-açu. sudeste e até mesmo no centro-oeste (nas quais a soja se faz mais presente). é possível atestar a presença crescente de siderúrgicas. Após deixar sua contribuição para o surgimento da cidade de Belém.0% 23. Ao longo da Estrada de Ferro Carajás.5% . Em seguida vieram os italianos e seu poder desbravador marítimo. mas recentemente este cenário vem mudando.

A presença na região oeste do Pará era tão acentuada. Sabendo-se que Tomé-Açu foi o primeiro local do Norte do país a receber imigrantes japoneses. com paradas no Rio de Janeiro e Belém. foram importantes no início do processo de industrialização da capital (1895). [editar] Imigrantes Portugueses A presença dos portugueses no estado. no dia 22 de setembro do mesmo ano. e só chegaram ao município de Tomé-Açu. Campania e Basilicata. por volta de 1929. Segundo o censo de 1920. O primeiro comércio italiano de que se tem notícia é de 1888 que ficava em Santarém. Óbidos. Deixando contribuições que vão desde a culinária à arquitetura. que ligavam o Forte do Presépio a São Luís do Maranhão.6% Fonte: PNAD (dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração)[8] . Eram todos colonos. considerada a cidade mais italiana do Estado. Em Janeiro de 1616. originários da Calábria. Francisco Caldeira Castelo Branco iniciou a ocupação da terra. A terceira maior colônia japonesa no Brasil está no Pará.[9] Italianos Os emigrantes italianos que vieram para o Pará são predominantemente da região Sul da Itália. Em Belém. Os japoneses foram responsáveis pela introdução de culturas como a juta e a pimenta-do-reino na década de 1930. existia no Pará cerca de . Os portugueses foram os primeiros a chegar no Pará. com cerca de 13 mil habitantes. que havia uma representação do consulado da Itália em Óbidos.Amarelos ou Indígenas 0. o capitão português. O consulado ficava em Recife. A fixação portuguesa foi efetivada com as missões religiosas e as bandeiras. núcleo da futura capital paraense. Santa Izabel do Pará e Castanhal. fundando o Forte do Presépio. perdendo apenas para os estados de São Paulo e Paraná. Santarém e Alenquer. Eles vivem principalmente nos municípios de Tomé-Açu. mas aqui se dedicaram ao comércio. de mamão hawai e do melão na década de 1970. Japoneses Os primeiros imigrantes japoneses que se destinaram a Amazônia saíram do Porto de Kobe. no Japão. por terra e subiram o Rio Amazonas. Oriximiná. deu-se no século XVII. os italianos se dividiram entre a atividade comercial e os pequenos serviços. Eles fincaram raízes familiares em Belém. Ao mesmo tempo em que trabalharam. no dia 24 de julho de 1926. Abaetetuba. Breves. Pernambuco.

(Pará). por causa do Ciclo da Borracha. verbalizando expressões apenas como: "chegaste bem?". os maranhenses vão em busca de melhores condições materiais. Maracanã. o libaneses se deslocaram para os municípios de Cametá. muitas vezes chegando a omitir o pronome "tu". Abaetetuba. não permaneceram em território paraense. assim como os franceses. Os italianos. Alenquer. substituindo "você" por "tu": "tu fizeste". A parte da religião umbandista também há uma cumplicidade entre os dois estados. O Maranhão e o Pará tem uma longa história de ligação que começou desde a criação dos Estados do Grão-Pará e Maranhão.[11] Franceses Os primeiros imigrantes franceses chegaram ao Brasil na segunda metade do século XIX. sobretudo nas intimidades. Breves. dirigiram-se para a colônia de Benevides. japoneses e italianos. enquanto outro sotaque é utilizado na região sudeste do Pará (Região de Carajás): um dialeto derivado de misturas de nordestino. Monte Alegre. Soure. na região metropolitana de Belém do Pará. tornando-a conhecida como Paris N'América. Os franceses foram atraídos para a região. na época do Ciclo da Borracha e até 1914 desembarcaram em Belém entre 15 mil e 25 mil imigrantes sírios-libaneses.O hino do Círio de Nazaré foi composto por um poeta maranhense chamado Euclides Farias. entre outros. Altamira. Maranhenses São os maiores imigrantes nacionais no Estado do Pará. No Pará. Óbidos.mil italianos. [editar] Dialetos O Pará tem pelo menos dois dialetos de destaque: o dialeto paraense tradicional. "já almoçaste?". mineiro. "tu és". "tu chegaste". e em boa parte do território estadual. Oeste do estado. capixaba.A população de Belém. Santarém. sul e sudeste do Pará é formada basicamente por imigrantes maranhenses. registrou-se um refluxo causado pela perseguição a alemães. A parte cultural também há uma reciprocidade entre os dois estados. A lambada paraense da década de 1970 também influenciou o maranhão. no nordeste do Pará. goiano e gaúcho. O "r" e o "s" são pronunciados de maneira semelhante . além da capital paraense. Inclusive a origem do carimbó (dança de negros) é do Maranhão que com o processo de aculturação tomou a forma paraense. Dialeto paraense tradicional: tem como característica mais distintiva o raro uso do pronome de tratamento "você". Marabá. dois quais um terço foram para o Acre. usado na capital Belém.Por ser vizinho do Estado do Pará. Ao final da Segunda Guerra. [10] Libaneses A emigração dos libaneses para o Pará se deu na metade do século XIX. acabaram se instalando em Belém.

Tal dialeto é considerado brando (à exceção da letra "s") e possuidor de menos vícios de linguagens. comparado aos outros do Brasil. eu te avisei (informal) x eu lhe avisei (formal) Ramo ré (informal) x vamos ver (formal) vem ver. a população utiliza verbos com sujeito ativo ou passivo e os considera quase com mesmo sentido. a pergunta seria qual é o nome dele?. Caso refira-se ao seu nome próprio. Exemplos: • • verbo chamar: ele chama tem apenas o sentido de ele chamou o elevador ou ele chamou uma criança (sujeito ativo). nunca coloca dois ques juntos. Portugal. a maneira utilizada é ele se formou em engenharia ou a coligação se formou ano passado. as duas formas apresentam sentidos distintos no Pará.à do Rio de Janeiro. afirmou que considera o dialeto de Belém semelhante em muitos aspectos ao de Lisboa. o renomado professor de língua portuguesa. o para é mais utilizado quando o sentido é ao ou à: . • Em uma visita a Belém. Sujeito ativo x passivo: enquanto em outros estados. é para você (formal) compra um açaí (informal) x compre um açaí (formal) atende o telefone que é para ti (informal) x atenda o telefone que é para você (formal) Existe concordância dos verbos com relação ao pronome de tratamento. é para ti (informal) x venha ver. Se não for nesse sentido. verbo formar: ele formou tem apenas o sentido de ele formou uma quadrilha. diferenciando-se situações informais das formais: • • • • • Uso menos abusivo do Que: o paraense faz um pouco menos uso dos ques que outros brasileiros. Exemplo: • • • • • • que isso? ao invés de que que isso? quanto isso custa? no lugar de quanto que isso custa? qual é o nome disso? ao invés de como que isso chama? (sic) como vai ser? substituindo como que vai ser? ele vai "pro" cinema ao invés de ele vai ao cinema eu vou "pra" feira no lugar de eu vou à feira No x para: nesse sotaque. Também é conhecido como Amazofonia. ele formou uma empresa (sujeito ativo). é ele se chama Alberto. e decorre da forte influência portuguesa na linguagem. Pasquale Cipro Neto.

Hoje em dia. "chegaste" etc. pelo motivo dessa região estar distante do vale amazônico. A região também registra o maior número de conflitos e mortes no campo. Posiçã o Cidade Marituba Breves Mesorregi ão Metropolitana Marajó Pop . apesar de muitos brasileiros esperarem um sotaque nordestino quando se fala em Pará[carece de diferença entre o sotaque do Pará e os da região Nordeste fontes?] Semelhanças e diferenças: • • .• ela foi "pro" shopping em detrimento de ela foi ao shopping apesar de soar como sotaque carioca para muitos paulistas. [editar] Principais cidades Cidades mais populosas do Pará (estimativa de 2009 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)[2] Posiçã o 1 2 Cidade Belém Ananindeu a Mesorregi ão Metropolitana Metropolitana Pop. 101 15 8 101 09 4 ver • editar 1 437 60 11 0 505 512 12 . derivados de disputas por terras em um sistema fundiário caótico da região. é ainda maior a Dialeto da Região de Carajás: marcante o uso do "s" como o de São Paulo. e outras peculiaridades. goianos. sudestinos e sulistas para a região. em altitudes mais elevadas. atraídos com a descoberta da maior reserva mineralógica do planeta (Carajás) e pela oferta em abundância de terras baratas. como "foste". quando houve uma maciça migração desordenada de nordestinos. já que o paraense tem bem menos "gingado" e conjuga mais verbos como em Lisboa. é nitidamente distinguível o sotaque paraense do carioca. aproximando-se do planalto central. Essa maneira de falar existe no Pará desde meados da década de 1970. Também são conhecidos como amazônicos da serra. a diferença cultural é um dos motivos dessa região manifestar interesse de ser um estado autônomo. Mal-estar cultural: Essas diferenças culturais geraram mal estar entre os habitantes da região colonizada e do resto do estado (entre os "tradicionais paraenses" e os "novos paraenses").

Itaituba. importantes para a economia do estado são. Redenção. Salinópolis. Castanhal. Tucuruí e Santarém. Belém. . dentre os quais. estimativa populacional 2009 Ananindeua. Parauapebas. Canaã dos Carajás. Barcarena. Ananindeua. Altamira. Paragominas.3 4 5 6 7 8 9 10 Santarém Marabá Castanhal Baixo Amazonas Sudeste Metropolitana 276 665 203 049 161 497 152 777 139 819 127 848 117 099 107 060 [12] 13 14 15 16 17 18 19 20 Altamira Sudoeste 98 750 97 350 96 010 92 567 75 583 72 720 68 600 67 208 Belém Paragomina Sudeste s Tucuruí Barcarena Redenção Tailândia Moju Sudeste Metropolitana Sudeste Nordeste Nordeste Parauapeba Sudeste s Abaetetuba Nordeste Itaituba Cametá Bragança Sudoeste Nordeste Nordeste São Félix Nordeste do Xingu Fonte: IBGE. Marabá. [editar] Educação Ananindeua O Pará possui 144 municípios. Belém e Marituba fazem parte da Região Metropolitana de Belém.

e em muitas vezes apresentando um exótico sabor para as suas sobremesas.9 0 .1 .0 di 0 8 a 2 46 54 0 . Os nomes dos pratos são tão exóticos quanto seu sabor.9 di 2 9 a 2 36 0 59 . são as denominadas frutas regionais. Os elementos encontrados na região. A seguir.0 . o que deixa os gourmets maravilhados pela alquimia utilizada na produção destes pratos exóticos.7 0 [3 8 6 13 (1 (1 ] 9º 7º ) ) M 36 52 é .9 0 2 7 7[ 14 (1 (1 ] 9º 5º ) ) M 51 55 é . formam a base de seus pratos.2 .5 .[editar] Cultura [editar] Culinária Ver artigo principal: Culinária do Pará A Culinária paraense possui grande influência indígena.9 . já que são de origem indígena. Outros pratos típicos da região são • • • • • • • • Açaí Caranguejo turú camusquim Caruru Paraense Casquinho de mussuã Chibé Cuscuz • • • • • • • • • Pato no tucupi Tacacá Maniçoba Peixe moqueado Pirarucu de sol Pupunha cuzida Sopa de aviú tapioquinha arroz paraense O Pará apresenta mais de uma centena de espécies comestíveis. algumas das frutas nativas paraenses: • • • Açaí Bacuri Cupuaçu Result ados no ENEM P R A or ed n tu aç o gu ão ês 2 33 49 0 .

• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Graviola Pupunha Taperebá Castanha-do-pará Muruci Piquiá Tucumã Bacaba Camu-camu Uxi Ingá Sapotilha Abricó Abiu Ajirú Anajá Lista de governadores do Pará Lista de municípios do estado do Pará Lista de municípios do Estado do Pará por população Lista de mesorregiões do Pará Lista de microrregiões do Pará Lista de rios do Pará [editar] Ver também .

Área territorial oficial. . Página visitada em 22 de 4. ↑ Ranking do IDH dos estados do Brasil em 2005.usp. Página visitada em 30 de outubro de 2011.r7.html?question=0 Novos Estados de Carajás e Tapajós devem gerar rombo anual de R$ 2 bilhões à União]. 5.424.br/dlcv/tupi/vocabulario. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (14 de agosto de 2009).• • • • • • • • • • Hino do Pará Brasão do Pará Música paraense Região Metropolitana de Belém Universidade da Amazônia Universidade Federal Rural da Amazônia Universidade do Estado do Pará Universidade Federal do Pará Fundação da Criança do Adolescente do Pará Turismo no Pará Referências 1. (IBGE/2008).124 de habitantes. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).fflch. Página visitada em 17 de setembro de 2008. ↑ Síntese dos Inidicadores Sociais 2009. ↑ região metropolitana da Amazônia. Página visitada em 22 de julho 2010. [http://noticias. ↑ Portal R7.PR-5/02). ↑ http://www. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (15 de setembro de 2008).htm 7. 6. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R. ↑ IBGE (10 de outubro de 2002). outubro de 2009. Cidade com cerca de 1.com/brasil/noticias/novos-estados-de-carajas-e-tapajos-devem-gerar-rombo-anual-de-r-2bilhoes-a-uniao-20110620. a b 3. 2. ↑ Estimativas do IBGE para 1º de julho de 2009.

↑ [2] 11.xls [editar] Ligações externas O Commons possui uma categoria com multimídias sobre Pará • • • Governo do Pará (em português) Tribunal de Justiça do Estado do Pará (em português) Emancipação de Tapajós gera debate em Santarém (em português) [Expandir] Pará . ↑ http://download. ↑ População residente no Brasil em 2009: Publicação completa. ↑ [1] 10.br/download/enem/2008/Enem2008_tabelas_01a101. ↑ http://www. ↑ [3] 12.doc 14.uol.com.com/vestibular/enem2006_desempenhoregiaouf. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 14 de agosto de 2008. 13. ↑ http://download.8. ↑ Demografia 9.globo.br/educacao/enem2007_mediasredacao.inep.xls 15.gov.

Política. Cultura. Esportes C a p i Belém t a l M e s o r r eBaixo Amazonas • Marajó • Metropolitana de Belém • Nordeste Paraense • Sudeste Paraense • Sudoeste Paraense g i õ e s .[Expandir] v•e Pará Portal — Geografia.

M i c r o r Almeirim • Altamira • Arari • Bragantina • Belém • Cametá • Castanhal • Conceição do Araguaia • Furos de Breves • Guamá • r Itaituba • Marabá • Óbidos • Parauapebas • Paragominas • Portel • Redenção • Salgado • Santarém • São Félix do Xingu • ToméeAçu • Tucuruí g i õ e s RBelém e g i õ e s M e t r o p o l .

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URegião Acre · Amapá · Amazonas · Pará · Rondônia · Roraima · Tocantins nNorte i Região Alagoas · Bahia · Ceará · Maranhão · Paraíba · Pernambuco · Piauí · Rio Grande do Norte · Sergipe dNordeste aRegião Distrito Federal · Goiás · Mato Grosso · Mato Grosso do Sul dCentroOeste e sRegião Espírito Santo · Minas Gerais · Rio de Janeiro · São Paulo Sudeste dRegião SulParaná · Rio Grande do Sul · Santa Catarina a F e d e r a ç ã o AFernando de Noronha · Atol das Rocas · Arquipélago de São Pedro e São Paulo · Trindade e Martim Vaz r q u i p é l

a g o s G e o e c o nAmazônica · Centro-Sul · Nordeste ô m i c a s O u t r Antártida Brasileira (ver também: Estação Antártica Comandante Ferraz) o s Propostas de novas unidades federativas do Brasil

[Expandir] v•e Fronteiras do Brasil C1 PCDL • 2 PCDL o m i s s õ e s d e m a r c a d o r a s d e .

f r o n t e i r a P a í s e s l i Argentina • Bolívia • Colômbia • Guiana Francesa (França) • Guiana • Paraguai • Peru • Suriname • Uruguai • Venezuela m í t r o f e s M Centro-Oeste • Norte • Sul .

a c r o r r e g i õ e s f r o n t e i r i ç a s EAcre • Amapá • Amazonas • Mato Grosso • Mato Grosso do Sul • Pará • Paraná • Rio Grande do Sul • Rondônia • Roraima • s Santa Catarina t a .

d o s f r o n t e i r i ç o s Sócioeconômico Área • Área urbana • População • Densidade demográfica • PIB • PIB per capita • IDH • Gini M Bifronteiriços ou Atalaia do Norte • Assis Brasil • Barra do Quaraí • Corumbá • Foz do Iguaçu • Laranjal do Jari • Oriximiná • São utríplices Gabriel da Cachoeira • Uiramutã • Uruguaiana nfronteiras i Fronteira Aceguá • Acrelândia • Alecrim • Almeirim • Alta Floresta d'Oeste • Alto Alegre • Alto Alegre dos Parecis • csimples Amajari • Antônio João • Aral Moreira • Bagé • Bandeirante • Barcelos • Barracão • Bela Vista • Belmonte • í Benjamin Constant • Bom Jesus do Sul • Bonfim • Brasileia • Cabixi • Cáceres • Capanema • Capixaba • p Caracaraí • Caracol • Caroebe • Chuí • Comodoro • Coronel Sapucaia • Costa Marques • Crissiumal • Cruzeiro i do Sul • Derrubadas • Dionísio Cerqueira • Dom Pedrito • Doutor Maurício Cardoso • Entre Rios do Oeste • o Epitaciolândia • Esperança do Sul • Feijó • Garruchos • Guaíra • Guajará • Guajará-Mirim • Guaraciaba • Herval s • Iracema • Itaipulândia • Itapiranga • Itaqui • Jaguarão • Japorã • Japurá • Jordão • Mâncio Lima • Manoel Urbano • Marechal Rondon • Marechal Thaumaturgo • Mercedes • Mundo Novo • Normandia • Novo Machado • f Nova Mamoré • Óbidos • Oiapoque • Pacaraima • Paraíso • Paranhos • Pato Bragado • Pedras Altas • Pérola r d'Oeste • Pimenteiras do Oeste • Pirapó • Plácido de Castro • Planalto • Poconé • Ponta Porã • Porto .

. Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior. Por favor. o que compromete sua credibilidade (desde junho de 2010). Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde Fevereiro de 2008). inserindoas no corpo do texto por meio de notas de rodapé. acadêmico — Scirus. Encontre fontes: Google — notícias. pesquisa Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência.o n t e i r i ç o s Brasil • Esperidião • Porto Lucena • Porto Mauá • Porto Murtinho • Porto Velho • Porto Vera Cruz • Porto Walter • Porto Xavier • Pranchita • Princesa • Quaraí • Rodrigues Alves • Roque Gonzales • Santa Helena • Santa Helena • Santa Isabel do Rio Negro • Santa Rosa do Purus • Santa Vitória do Palmar • Santana do Livramento • Santo Antônio do Içá • Santo Antônio do Sudoeste • São Borja • São Francisco do Guaporé • São José do Cedro • São Miguel do Iguaçu • São Nicolau • Sena Madureira • Serranópolis do Iguaçu • Sete Quedas • Tabatinga • Tiradentes do Sul • Tunápolis • Vila Bela da Santíssima Trindade Portal do Pará Ritos de passagem Origem: Wikipédia. melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes. livros. Veja como referenciar e citar as fontes. (Redirecionado de Rito de passagem) Ir para: navegação. a enciclopédia livre.

sendo parecidos com de outras religiões.Ritos de passagem são celebrações que marcam mudanças de status de uma pessoa no seio de sua comunidade. Os ritos de passagem podem ter caráter religioso. representando que aquela identidade que assumira até então. O casamento era uma delas. essa cerimônia geralmente se dava no momento em que ele fazia a caça e o abate do primeiro animal. mais do que representarem uma transição particular para o indivíduo. dependendo da situação celebrada. marcavam pontos de desprendimento. marcando o fato que. Variadas cerimônias marcavam. considerados como uma retribuição à Terra das dádivas que a tribo recebera até ali. Cada religião tem seus ritos. aquela que propiciava a entrada no reino dos mortos e garantia o retorno futuro ao mundo dos vivos. conhecidas como ritos de iniciação ou de passagem. estava apta a preparar-se para o casamento. determinados momentos na vida de seus membros eram marcados por cerimônias especiais. Nesse rito. isso se dava geralmente no momento da primeira menstruação. ela estava simbolicamente misturando o seu próprio sangue ao sangue do seu clã. a pessoa trocava de nome. O termo foi popularizado pelo antropólogo alemão Arnold van Gennep no início do século vinte.ela era uma nova pessoa. Outras teorias foram desenvolvidas por Mary Douglas e Victor Turner na década de 1960. o recém-nascido era apresentado aos seus antecedentes diretos. portanto. essas cerimônias significavam a integração daquela pessoa como membro produtivo da tribo: ao derramar sangue para a preservação da comunidade (pela procriação ou pela alimentação). previamente escolhido. a primeira dessas cerimônias era praticada dentro do próprio ambiente familiar. Para os rapazes. entrando no seu período fértil. logo em seguida ao nascimento. Alguns anos mais tarde. dessa forma. . ou não. o jovem passava por outra cerimônia. ainda. Para as mulheres. A dor e o sangue derramado eram. de forma solene. e os ritos fúnebres eram considerados como a última transição. representava igualmente a sua progressiva aceitação e participação na sociedade na qual estava inserido. Entre os nativos norte-americanos. Seu nome. a idade adulta. Em todas as sociedades primitivas. não mais existia . desde rituais místicos ou religiosos até assinatura de papéis (ou ainda os dois juntos). era então pronunciado para ele pela primeira vez. Essas cerimônias. ao derramamento de sangue. tendo. A convivência com algumas pessoas devia ser deixada para trás e novas pessoas passavam a constituir o grupo de relacionamento direto. a cada uma dessas cerimônias. por exemplo. portanto tanto o cunho individual quanto o coletivo. algumas tribos praticavam um rito onde a pele do peito dos jovens guerreiros era trespassada por espetos e repuxada por cordas. Outras cerimônias seguiam-se. Geralmente. Velhas atitudes eram abandonadas e novas deviam ser aceitas. no entanto. Muitas vezes. ao atingir a puberdade. Os ritos de passagem são realizados de diversas formas. ao longo da vida. Ligadas. Todas essas cerimônias. e era reconhecido como sendo parte da linhagem ancestral.

Rompê-las era colocar em risco a própria sobrevivência da tribo como unidade coerente. muitos desses ritos subsistiram embora muitos deles esvaziados do seu conteúdo simbólico. realmente.Nos tempos atuais e nas sociedades modernas. No entanto. era comum que esses ritos ocorressem espontâneamente. havia outros ritos específicos. o que não era. que hoje representam muito mais um compromisso social do que a marcação do início de uma nova fase na vida do indivíduo. Batismo e festas de aniversário de 15 anos. por exemplo. cogitável. picada de animais peçonhentos. Índice [esconder] • • • • 1 A Iniciação dos Xamãs e Heróis 2 Religiões afro-brasileiras 3 Outras religiões 4 Ver também [editar] A Iniciação dos Xamãs e Heróis Ao lado dos ritos que abordamos. . de manter a criança na fé dos seus antepassados? Obviamente. que retornaria desses estados possuindo uma nova e mais clara visão do mundo. Embora pudessem acontecer depois de alguma preparação. a troca do símbolo pela ostentação pura e simples. Essas pessoas. são resquícios desse tipo de cerimônia. Muitas pessoas. Quantas pretendem realmente cumprir a promessa solene. ao menos. etc. acaba criando a desestruturação do padrão social. Tomando o batizado cristão como exemplo. tais promessas eram obrigações indiscutíveis e sagradas. que poderiam configurar uma categoria distinta de passagem ou iniciação. geralmente. que poderia ter provocado a sua morte. a partir de uma casualidade que era então tida como propiciada pelos deuses. feita em frente ao seu sacerdote. eram normalmente considerados como modificadores da pessoa. poderia-se perguntar quantas pessoas que batizam os seus filhos são. eram alçadas à condição de xamãs pela tribo. Estes eram os ritos de iniciação dos xamãs ou dos heróis. após passarem incólumes por algum tipo de experiência traumática. Estados semicomatosos induzidos por doenças. cristãs. de certa forma institucionalizada e regulada pela família e pela sociedade. nas sociedades primitivas. eram consideradas como pertencendo a uma classe especial.

e reúne-os para que ele gere com ela seu filho Hórus. em seguida sua esposa Ísis empreende uma longa busca pelos seus pedaços. portanto. Ou seja: essa forma de rito não depreendia uma idade ou ocasião específica. como. às vezes extremos. por exemplo. nem feitura de santo propriamente dita. além de esposa. eram duas faces distintas de uma mesma pessoa. portanto. . eram utilizados nesse sentido. No mito. e nem ao menos uma cerimônia específica. com uma missão a cumprir. que Osíris (o conhecimento). Candomblé e Culto aos Egungun. Osíris representa o aspecto de nossos conhecimentos prévios que hão de ser desfeitos. na verdade. geralmente associado a uma missão a cumprir. mas também como de um estado de consciência para outro. por acaso ou por escolha própria. algumas fazem o ritual do casamento. ou seja: a idéia é que os dois. também. A idéia aqui. Umbanda e Quimbanda A Umbanda e Quimbanda não incluem os ritos de passagem. que irá prosseguir seu trabalho civilizador.a ele era atribuída a invenção da escrita e o desenvolvimento da agricultura. chegavam-sese a um ponto em que determinadas provas deveriam ser enfrentadas. mas apenas cumpre a função de gerar em Ísis um novo ser. Osíris era uma divindade civilizadora . [editar] Religiões afro-brasileiras Os ritos de passagem são inseridos em algumas das religiões afro-brasileiras mas onde estão mais presentes é no Culto de Ifá. para que o treinando comprovasse a sua capacidade de enfrentar seus medos e seus próprios limites físicos e mentais. no mito egípcio de Osíris. que seguindo as tradições africanas fazem o ritual do nascimento. recolher suas partes através de um árduo e longo trabalho e. após ser reconstruído. que possui todas as características associadas ao processo das iniciações míticas. fome. Isolamento. usa-se o termo fazer a cabeça onde pode existir a catulagem e pintura. ritual do nome quando uma criança é apresentada ao Orun e ao Tempo. frio. não era a de rito de passagem simplesmente como transição de um período para outro da vida. Poderia acontecer a qualquer momento da vida. seu corpo é despedaçado e espalhado por todo o Egito. uma vez que não incorporam Orixás incorporam os Falangeiros de Orixás. não permanece existindo. Note-se. é: aquele que busca o conhecimento deverá morrer (perder a individualidade. por fim. transformar-se em um novo ser. após a iniciação. Vê-se tal caráter em diversas lendas de heróis mitológicos. ritual de iniciação ou feitura de santo. Há de se notar que Ísis. ao passo que Ísis representa a parte de nós que realiza a busca e a reconstrução. A mensagem. e tinha um cunho de transformação de personalidade mais profundo. O caráter de morte e renascimento nesses ritos era profundamente marcado. desfazer-se).Por um outro lado. o contrário também poderia acontecer: dentro do processo normal de treinamento de um xamã. o ritual fúnebre e o ritual do Axexê quando a pessoa iniciada morre. era irmã de Osíris. filho da fusão entre as duas partes.

Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior. e não tem imposição do adoxú. Por favor. melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes. ou brit milá. a enciclopédia livre. o que compromete sua credibilidade (desde novembro de 2008). inserindoas no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde novembro de 2008). acadêmico — Scirus. A circuncisão. livros. veja Tupinambás (desambiguação). . (Redirecionado de Tupinambá) Ir para: navegação. Encontre fontes: Google — notícias. acontece oito dias apòs o nascimento. pesquisa Nota: Para outros significados. Você pod Tupinambás Origem: Wikipédia. A reclusão nesses casos é de três a sete dias. Veja como referenciar e citar as fontes. que simboliza a admissão na comunidade religiosa. é uma cerimonia de iniciação judaica. [editar] Ver também • Ritual Este artigo é um esboço. Este artigo não cita nenhuma fonte ou referência. [editar] Outras religiões A cerimonia de batismo é um exemplo de ritual praticado por cristãos ao longo da història. é feita a instrução esotérica. e é feita a apresentação pública. aprendizado das rezas e pontos riscados e cantados.porém a cabeça não é raspada completamente.

Tupinambás em gravura de Theodor de Bry .

constituindo-se na língua raiz da língua geral paulista e do nheengatu.Guerreiro Tupinambá O termo tupinambá provavelmente significa o mais antigo ou o primeiro e se refere a uma grande nação de índios. os caetés. quando se fala em tupinambás. . conhecidos pelos tupinambás como peró[1]. como nação. Os tupinambás. da qual faziam parte. que teve sua gramática organizada pelos jesuítas e que passou a ser conhecida como o tupi antigo. os tupinás (tupinaê). os amoipiras. os temiminós. normalmente. os tupiniquins. Entretanto. os tabajaras. os aricobés etc. os potiguaras. está-se a referir às tribos que fizeram parte da Confederação dos Tamoios. cujo objetivo era lutar contra os portugueses. dentre outros. dominavam quase todo o litoral brasileiro e possuíam uma língua comum. os tamoios.

nos dão notícias muito precisas acerca de quem eram e de como viviam os índios Tupinambás.. todos do século XVI.pintura de Albert Eckhout (1610 ..Apesar de terem raízes comuns.) e os franceses Jean de Léry (História de uma viagem feita à terra do Brasil) e André Thevet (As singularidades da França Antártica.).. Homem tupinambá .. além das cartas jesuíticas da época.1666) . as diversas tribos que compunham a nação Tupinambá lutavam constantemente entre si. Autores como o alemão Hans Staden (História verdadeira e descrição de uma terra de selvagens. movidas por um intenso desejo de vingança que resultava sempre em guerras sangrentas em que os prisioneiros eram capturados para serem devorados em rituais antropofágicos.

com invejável poderio de guerra.Em todas as tribos tupinambás. município de Ilhéus. queriam que ele dali se retirasse pois pensavam tratar-se de um feiticeiro. O grosso da nação tupinambá localizava-se na Baía da Guanabara e em Cabo Frio.grupo que se negou a virar escravo nos engenhos e se abrigou no mato (por conta disso o extinto Serviço de Proteção ao Índio (SPI) os chamavam de "Tupinambá do Mato". que se estendia desde o Rio Juqueriquerê. Nesse período. É nesse ínterim que Nóbrega e Anchieta teriam sido levados por José Adorno de barco até Iperoig (atual Ubatuba). Também era comum a intercessão dos pajés junto aos espíritos através do uso dos maracás. com os quais se aliaram quando estes estabeleceram a colônia da França Antártica na Baía de Guanabara. como chama Alfred Métraux em seu livro A Religião dos Tupinambás. no estado do Rio de Janeiro. nome originário de Meire Humane). até o Cabo de São Tomé. As tentativas de escravização dos índios para servirem nos engenhos de cana-de-açúcar no núcleo vicentino levaram à união das tribos numa confederação sob o comando de Cunhambebe chamada de Confederação dos Tamoios. com mais de 1 mil indígenas divididos em 21 aldeias . existem três núcleos de índios Tupinambás no litoral da Bahia: Olivença. Fatos lendários e fantásticos teriam ocorrido nesta época do cativeiro. onde fabricavam o gecay. já demarcadas pela Fundação Nacional do Índio (Funai). chocalhos místicos cujo uso era obrigatório em qualquer cerimônia. Esses heróis eram divindades que haviam criado ou dado início à civilização indígena (Meire Humane e Pae Zomé — mito ameríndio comum em toda a América Meridional). os Tupinambá da Serra do Padeiro. . Atualmente lutam pela homologação de suas terras. eram comuns as referências a "heróis civilizadores". como o milagre de Anchieta: levitar entre os índios. no município de Belmonte. Atualmente. que horrorizados. Nóbrega voltou até São Vicente com Cunhambebe e o Padre José de Anchieta ficou cativo dos tupinambás em Ubatuba. em São Sebastião / Caraguatatuba. Os tupinambás da Região Sudeste do Brasil tinham um vasto território. que era a mistura de sal e pimenta que os índios vendiam aos franceses (chamados pelos tupinambás de maíra[2]. no estado de São Paulo. para tentar fazer as pazes com os índios. englobando todas as aldeias tupinambás desde o Vale do Paraíba Paulista até o Cabo de São Tomé. com vinte aldeias e 3 864 indígenas e a aldeia Patiburi. Segundo a tradição. Também. com 199 pessoas. ele teria escrito o Poema da Virgem.

estes pediram ajuda aos índios. o golpe fatal aos tupinambás foi o ataque ao último reduto francês em Cabo Frio. se concretizou. Nóbrega advertiu os índios de que. Por esses motivos e por algumas declarações que denotariam em tese conivência com o extermínio indígena é que o Padre José de Anchieta tem sido considerado muito polêmico até os dias atuais. na segunda metade do século XVI. no final do século XVI. noutras oportunidades.Distribuição dos grupos de língua tupi na costa no século XVI Seja como for. com muita diplomacia. ou se embrenharam nos matos ou foram assimilados pelos colonos em Ubatuba. embora. Quando os portugueses atacaram os franceses do Rio de Janeiro. Referências . depois de feitas as pazes. local onde morreu e foi enterrado o Padre Nóbrega. de fato. para não ajudarem os irmãos do Rio e não correrem riscos. Os que conseguiram se salvar foram os que se embrenharam nos matos com alguns franceses e os índios tupinambás de Ubatuba que. com a destruição de todas as aldeias. Tudo destruído com fogo e passado ao fio da espada. Contudo. que acudiram a seus aliados. podiam ser encontrados numa aldeia de índios cristãos próxima da então recém-fundada cidade do Rio de Janeiro. promovendo a Paz de Iperoig. seriam todos destruídos. os padres. Os sobreviventes ou se refugiaram nos matos e migraram para outras regiões ou alguns poucos ainda. profecia que. Isto levou ao extermínio dos tupinambás que moravam em aldeias em torno da Baía da Guanabara. Diz-se que. conseguiram desmantelar a Confederação dos Tamoios. gerando a atual população caiçara daquela região assim como a população cabocla do Vale do Paraíba Paulista e Fluminense. tenha declarado que se entendia melhor com os índios do que com os portugueses. se voltassem atrás na palavra empenhada. o primeiro tratado de paz das Américas.

livros abertos por um mundo aberto.br/dlcv/tupi/licoes/licao01.usp. ↑ http://www.usp.htm 2. pesquisa • • • • Introdução Civilização macrojê Cultura Distribuição aproximada das famílias macro-jês no interior do Brasil na época da chegada dos portugueses .br/dlcv/tupi/vocabulario.fflch.htm [editar] Ver também • Tupinambá de Olivença Civilização macrojê/História Origem: Wikilivros.1. ↑ http://www. < Civilização macrojê Ir para: navegação.fflch.

Distribuição aproximada das nações indígenas no litoral brasileiro no século XVI .

Mapa de 1629 mostrando o território dos índios tremembés no atual litoral do Ceará Índio aimoré em gravura de Johann Moritz Rugendas do século XIX .

cidade do estado brasileiro do Rio de Janeiro que se localiza no antigo território dos índios goitacazes Pintura de Johann Moritz Rugendas no século XIX intitulada "Coroados e Coropós" Pintura de 1875 intitulada "Dança dos Puris" .Campos dos Goitacazes.

Quadro de Albert Eckhout do século XVII intitulado "Dança Tarairiu" Retrato de Carl Friedrich Philipp von Martius .

Índia xerente .

migraram para o leste.Claude Lévi-Strauss Localização do Parque Indígena do Xingu no interior do Brasil Segundo a tese tradicional. as únicas exceções ao domínio tupi no litoral brasileiro eram os tremembés. ocasionando as chamadas "Guerras do Caju"[3]. surgiu recentemente uma tese que aponta o oeste brasileiro como centro de origem do grupo[1]. Na época da chegada dos colonizadores portugueses ao litoral brasileiro. que possuía condições naturais menos propícias que o litoral. os aimorés. os índios macro-jês do interior realizavam incursões ao litoral dominado pelos tupis para colher a fruta. ou seja. a partir do século XVI. No entanto. por volta do ano 1000. expulsando grande parte dos macro-jês que habitavam o litoral brasileiro e forçando-os a se alojarem no interior do Brasil. Piauí e Ceará. devido a descobertas recentes que incluem os chiquitanos da Bolívia e Mato Grosso e os jabutis de Rondônia como pertencentes ao grupo macro-jê. pertencentes ao grupo linguístico macro-jê[2]. Na época da safra de caju. porém. provenientes do sul da Amazônia. no norte do Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo. Acredita-se que os povos macro-jês detinham a hegemonia sobre a maior parte do atual território brasileiro. . os povos do grupo linguístico macro-tupi. nos atuais litorais do Maranhão. Todos. até que. no sul da Baía e norte do Espírito Santo e os goitacazes. o grupo linguístico macro-jê surgiu no leste do Brasil.

O avanço dos colonizadores europeus continuou ao longo dos séculos. Rio Grande do Norte e Ceará[5]. detinham o controle de praticamente todo o Brasil Central. criação de gado e exploração de minas. quando estes invadiram o nordeste brasileiro no século XVII. inclusive a designação tupi para os povos do grupo macrojê: tapuia. que foi uma revolta generalizada das tribos de línguas macro-jês que habitavam o nordeste brasileiro contra os portugueses. tal processo ocorreu no início do século XX. estavam os paiacus. Ao longo do século XIX. antes da chegada do homem branco. passando a ser conhecidos como puris. quando os portugueses chegaram ao litoral brasileiro. Por exemplo.Desta forma. as regiões montanhosas do sul do Brasil. Guerras realizadas pelos governos provinciais da região forçaram o aldeamento dos índios e permitiram a fixação de agricultores na região. sendo responsáveis pela morte de muitos colonos portugueses e pelo fracasso de muitas capitanias hereditárias. a de Porto Seguro. ucranianos. Os macro-jês ofereceram grande resistência à colonização portuguesa do território brasileiro. Espírito Santo e Minas Gerais. No oeste do estado brasileiro de São Paulo. Muitas tribos foram forçadas a fugir para o oeste e outras foram dizimadas sem deixar qualquer registro escrito sobre suas culturas e línguas. coroados e coropós. O mesmo processo ocorreu na província argentina de Misiones. que ocupava o interior dos atuais estados brasileiros da Paraíba. Os índios goitacazes. poloneses. os icós. russos etc. causou reações violentas. como por exemplo a Confederação dos Cariris. "escravo". que eram território tradicional dos índios caingangues. alguma tribos jês se aliaram aos neerlandeses. como a varíola e o sarampo. no final do século XVII e início do século XVIII. os caratiús e os cariris. para o qual não apresentavam qualquer resistência natural. Entre as tribos. Entre eles. passaram a ser alvo da expansão da fronteira agrícola. Os colonizadores portugueses absorveram muito da cultura macro-tupi. Seu primeiro diretor foi o marechal Rondon. como a de Ilhéus. alemães. Devido aos frequentes ataques dos caingangues locais aos trabalhadores envolvidos na construção da estrada. com a abertura da estrada de ferro que ligaria a cidade de Bauru ao estado de Mato Grosso. No entanto. visando à plantação de canade-açúcar. O avanço dos colonizadores portugueses sobre territórios habitados pelos índios do grupo macro-jê. se depararam principalmente com tribos do grupo linguístico macro-tupi. diminuindo progressivamente a área dos índios de línguas macro-jês que. A revolta durou de 1688 a 1713 e terminou com a derrota e a quase extinção desses povos[6]. que significa "inimigo". foi criado o Serviço de Proteção ao Índio. em 1910. por exemplo. foram derrotados em 1631 e se dispersaram pelo interior dos atuais estados brasileiros de Rio de Janeiro. os índios não tardaram a sucumbir perante as forças militares europeias e as doenças trazidas pelos europeus. imigrantes italianos. visando a cuidar da questão indígena no país[7]. Assim como algumas tribos tupis se aliaram aos portugueses. a do Espírito Santo e a de São Tomé [4]. a nação tarairiu. os caripus. .

No mesmo ano. Alencar lançou o romance "Ubirajara". o cientista alemão Carl Friedrich Philipp von Martius percorreu grande parte do território brasileiro e propôs uma divisão dos índios brasileiros segundo um critério linguístico. pois. o autor utilizou-se de tradições tupis para descrever os timbiras. "descendente") para a nomeação das tribos. enfrenta uma tribo aimoré[10]. Embora. o protagonista é um índio goitacá. o índio passou a ser um tema frequentemente utilizado pelos autores. de José de Alencar.No século XIX. Comércio e Obras Públicas do Império Brasileiro decretou o fim das aldeias indígenas no Brasil. Ainda no século XIX. Grande parte das antigas tribos tapuias estava englobada pelo grupo gê[8]. ele criou o grupo gê. Em 1874. No clássico romance de 1857 "O Guarani". Peri [9]. nesse grupo. que. que descreve uma grande batalha envolvendo duas tribos tupis contra uma tribo tapuia. para o atual estado brasileiro do Mato Grosso. Em 17 de julho de 1873. seria cram. "chefe" ou "antepassado"'. devido a sua pouca familiaridade com os reais costumes timbiras[12]. Baseado nesse critério. o Ministério de Agricultura. Isso significou que as terras ocupadas pelos índios brasileiros passaram a ser consideradas legalmente sem dono e. o autor também coloque Peri como índio guarani (uma etnia não falante de língua do tronco macro-jê). em outro trecho do livro[11]. passando a ser conhecido pela denominação de povo xavante[14]. contraditoriamente. que englobava tribos que falavam línguas semelhantes e que costumavam autodenominar-se utilizando a partícula gê. que significava "pai". sob o argumento de que não existiriam mais índios no país. A outra parte migrou para o oeste. no século XIX . segundo o próprio Martius. em determinada ocasião. O confronto reproduz a clássica rivalidade entre os índios do grupo linguístico macro-tupi e os do grupo macro-jê[13]. que vivia na região do atual estado brasileiro de Tocantins. Com o advento do estilo romântico de literatura ao Brasil. o povo aquém. Um nome alternativo. . também era muito utilizada a partícula cran ("filho". Apesar de os timbiras serem uma etnia indígena pertencente ao grupo linguístico macro-jê. se dividiu em dois: uma parte ficou na região e passou a ser conhecido como povo xerente. o poeta brasileiro Gonçalves Dias lançou o poema épico "Os Timbiras". portanto. passíveis de ocupação através de leilão público[15].

José de Alencar .

Gonçalves Dias .

.Distribuição do bioma da floresta de araucárias. por exemplo. Implantação da estrada de ferro Vitória . logo em seguida. foi criada a Terra Indígena Caramuru-Paraguaçu. território tradicional dos caingangues no sul do Brasil No final do século XIX e início do século XX. Entre as etnias por ele visitadas. Outro intelectual que se destacou dentro desse processo de estudo da cultura indígena brasileira foi o antropólogo belga Claude Lévi-Strauss. "Tristes Trópicos". no sul do estado brasileiro da Baía.Minas. o antropólogo Darci Ribeiro e o marechal Rondon: este. o governo brasileiro começou a conceder lotes dentro da terra indígena para agricultores. Porém. iniciando um conflito fundiário que perduraria por décadas. destinada a abrigar índios pataxós hã-hã-hães. Suas experiências ficaram registradas em seu famoso livro. criado em 1961. como a dos bororos. como os irmãos Villas-Bôas. durante a segunda metade da década de 1930. o governo brasileiro iniciou uma política de pesquisa da cultura indígena.Minas perto de Coronel Fabriciano. realizou várias expedições pelo interior do Brasil visando a estudar a cultura indígena. sob a denominação de crenaque. desalojando os últimos índios aimorés que ainda habitavam a região. em Minas Gerais. em Minas Gerais. Os últimos remanescentes dos aimorés estão atualmente em reservas nos arredores do município de Resplendor. um descendente de várias etnias indígenas. lançado em 1955. Em 1937. estavam a dos caingangues e a dos bororos. pacificação de tribos indígenas hostis e criação de reservas indígenas onde os índios poderiam preservar sua cultura. em 1924 Dentro de um processo de reconhecimento científico e político do valor da cultura indígena. foi construída a Estrada de Ferro Vitória . no Brasil. como o Parque Indígena do Xingu. Vários nomes se destacaram dentro desse processo. que é o nome pelo qual eles mesmos se reconhecem. que.

O termo "macro-jê" designa o tronco linguístico que abrange. a data passou a ser comemorada como o dia do índio[16]. riquibatissa e tarairiu. caingangue. carajá. no extremo norte do estado de Mato Grosso. as obras de construção da estrada BR-163. Desde então. Como resultado deste contato. Em 1967. demarcar parte de suas terras no estado do Tocantins[22]. até a cidade de Santarém. camacã. Tutu inovou ao. Para evitar a confusão com a letra "g" do alfabeto. no sul do Pará. Atualmente. Em 1971. puri. maromomi.Em 19 de abril de 1940. chamada Cricretum. índios de todo o continente americano se reuniram na cidade mexicana de Pátzcuaro para debater a situação dos povos indígenas americanos. muitas doenças se disseminaram entre os índios. gerando grande mortandade e levando a Força Aérea Brasileira a executar uma operação de resgate dos índios em 1975. tornou-se polêmica. ouro e pedras preciosas em suas terras. no estado brasileiro do Pará. ao mesmo tempo em que permitiu a autossuficiência econômica de sua aldeia. maxacali. guató. despontou o líder caiapó Tutu Pombo. este foi substituído por um novo órgão: a Fundação Nacional do Índio. Os índios alegavam possuir títulos de posse dos seus terrenos datados de 1918 enquanto que os invasores alegavam possuir títulos de posse dos mesmos terrenos dados pelo governo em 1958[23]. . os índios xavantes foram expulsos de suas terras no estado brasileiro do Mato Grosso e transferidos para uma reserva indígena. cariri. transportando-os até uma nova morada: o Parque Nacional do Xingu. como era a tradicional postura indígena. botocudo. caiapó. timbira. Na década de 1960. os índios xavantes e bororós ameaçaram invadir cidades do estado brasileiro do Mato Grosso em protesto contra a invasão de suas terras. os índios de sua aldeia. porém. o termo "gê" foi substituído por "jê". Na década de 1970. Através do nome. 250 quilômetros a oeste. Em 1974. a Empresa Brasileira de Aeronáutica começou a produzir um avião de treinamento para a Força Aérea Brasileira com o nome de Embraer EMB-326 Xavante. procurar lucrar através da permissão de exploração de madeira. invés de buscar o confronto contra o homem branco. além da família jê. suiá e xoclengue. que ligaria a cidade de Cuiabá. se tornaram os mais ricos do Brasil. masacará. se reconhecia a importância da contribuição indígena para a construção da identidade brasileira. Em meados do século XX. atingiram o território tradicional dos índio panarás. pois. No lugar desocupado pelos xavantes. aquém. devido a denúncias de irregularidades administrativas no Serviço de Proteção ao Índio. foi instalada a fazenda Suiá-missu[18]. panará. considera-se "jê" o nome de uma família linguística. despontou no futebol mundial um descendente de índios fulniôs: Mané Garrincha[17]. Como resultado. as famílias bororo. pela primeira vez. Em 1972. no estado brasileiro de Mato Grosso. ofaié. gerou grande destruição ambiental[19][20][21]. Sua postura. a qual pertencem as línguas apinajé. na bacia do Rio Peixoto de Azevedo. No início da década de 1970. os índios xerentes conseguiram.

Em 1982. foram acusados de violentar a estudante Sílvia Letícia. pouco antes da conferência da Organização das Nações Unidas sobre o meio ambiente que seria realizado na cidade do Rio de Janeiro. Durante os trabalhos da assembleia nacional constituinte. ele e sua mulher foram absolvidos da acusação de estupro: Paulinho. do então ministro do interior Mário Andreazza. Foi quando Krenak. Juruna foi responsável pela criação da comissão permanente do índio no congresso nacional. na cidade de Redenção. mas você tem que ouvir o índio" [26]. o primeiro deputado federal brasileiro de origem indígena. o presidente da empresa Eletronorte. um escândalo abalou a reputação do líder caiapó Paulinho Paiacã. índios txucarramães (um ramo dos índios caiapós) liderados pelo cacique Raoni. Porém o ministério público recorreu da decisão[31]. Juruna também ficou famoso por gravar as promessas dos políticos e. Paulinho e sua esposa. Em 1992. no estado brasileiro de Mato Grosso do Sul[25]. próximo à aldeia Cretire [24]. cinco meses e dezenove dias de prisão domiciliar preventiva. ao discursar no plenário. o cacique caiapó Raoni Metuktire tornou-se famoso mundialmente. Em 1994.Em 1980. . o líder caiapó Raoni Metuktire tornou-se famoso nacionalmente ao conseguir. o xavante Mário Juruna representou os índios brasileiros no Quarto Tribunal Bertrand Russel. Também em 1989. usar as gravações para cobrar as promessas feitas. Em 1984. atualmente. Juruna foi eleito. no estado brasileiro do Pará. nos Países Baixos. proteger o meio ambiente e o estilo de vida tradicional dos caiapós[27][28]. O gravador de Juruna encontra-se. A partir de 1989. Na mesma época. Raoni pertencia a um ramo político caiapó que se opunha à postura comercial e predatória do líder Tutu Pombo. Irecrã. mataram onze peões que estavam desmatando um terreno no parque do Xingu. Na ocasião. Em 11 de agosto do mesmo ano. um gesto do líder indígena Aílton Krenak ficou marcado como um dos símbolos da constituinte. procurando. não entender a gravidade de seu ato. no Pará[30]. famoso mundialmente como defensor da floresta amazônica. que na ocasião fazia uma exposição sobre os projetos da empresa para a construção de cinco usinas hidrelétricas no Rio Xingu. parente de Raoni. ao acompanhar o cantor inglês Sting em uma turnê para defesa dos índios e da floresta amazônica. dizendo: "Aceito ser seu amigo. portanto. exposto no Museu do Índio de Campo Grande. Raoni presenteou o ministro com uma borduna (porrete indígena) e puxou o lóbulo da orelha do ministro. após Paulinho Paiacã cumprir dois anos. que viria a elaborar e promulgar a constituição brasileira de 1988. por não ser considerada integrada à cultura brasileira e. foi homologada pelo presidente brasileiro Fernando Collor a Terra Indígena Ianomâmi na fronteira com a Venezuela. a demarcação das terras de seu povo no norte do estado de Mato Grosso. ao invés disso. pintou a face com a tinta preta do jenipapo para protestar contra o retrocesso no reconhecimento dos direitos dos índios[29]. pelo estado brasileiro do Rio de Janeiro. por falta de provas e Irecrã. a índia caiapó Tuíra torna-se famosa mundialmente ao ameaçar com um facão José Antônio Muniz Lopes. depois. após os índios bloquearem por mais de um mês a estrada BR-080.

tornou-se a primeira mulher a assumir o posto de líder de uma aldeia indígena brasileira. o engenheiro da empresa de energia Eletrobras. Em 2010. No caso. Como resultado. Em 20 de abril de 1997. foi lançado um dos primeiros livros populares escritos por um indígena brasileiro: "A Terra dos Mil Povos: História Indígena do Brasil Contada por um Índio". a justiça federal reconheceu o direito de os índios xavantes reocuparem a sua terra ancestral no estado brasileiro de Mato Grosso. no estado brasileiro do Mato Grosso. Paulo Fernando Rezende. os danos referentes à construção da estrada BR-163 e à transferência forçada dos panarás para o parque do Xingu. em Barra do Garças. da Aldeia Umutina. de complicações renais causadas por diabete. Em 2008.Em 1996. . os panarás deixaram o parque indígena do Xingu e retornaram a seu território tradicional. Galdino havia ido para Brasília junto com oito líderes de seu povo para reivindicar junto ao governo federal a retomada de terras de seu povo que haviam sido invadidas por fazendeiros. do caiapó txucarramãe Kaka Werá Jecupé. em regime fechado e Irecrã. passando a residir na aldeia caiapó A-ukre[33]. um fato chocou o país: o índio pataxó hã-hã-hãe Galdino Jesus dos Santos morreu vítima de queimaduras provocadas por jovens de Brasília. por este já ter cumprido mais de dois terços de sua pena. no Pará. para ser sepultado[36]. A Fundação Nacional do Índio estuda pedir a progressão do regime para Paulinho. em regime semilivre. foi homologada a Terra Indígena Panará. Mato Grosso. Paulinho Paiacã e sua esposa Irecrã foram finalmente condenados a seis e quatro anos de prisão. Em 2003. sobre a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte no Rio Xingu. Em 2002. enquanto fazia uma exposição em Altamira. que estava ocupada por agricultores[40]. um povo indígena brasileiro conseguiu na justiça o direito de ser indenizado pelos danos causados pelo estado brasileiro. O livro é uma coleção de contos tradicionais caiapós[35]. uma conquista inédita: pela primeira vez. a índia umutina Creuza Umutina. que ocasionaria a remoção de várias aldeias indígenas da região[39]. entre os índios brasileiros. morreu o ex-deputado federal Mário Juruna. em Barra do Bugre. a Terra Indígena Maraiwatsede. Creuza foi escolhida por eleição direta entre os membros da aldeia[38]. tal cargo costuma ser ocupado por homens. Tradicionalmente. em seu território tradicional. Em 2004. no limite entre os estados brasileiros de Mato Grosso e Pará. Porém ambos não foram presos e abandonaram sua residência na cidade de Redenção. No mesmo ano. no sul da Bahia. enquanto dormia em um ponto de ônibus.[32] Em 1998. Seu corpo foi velado no salão negro da câmara dos deputados e então transportado para sua aldeia natal. o que lhe permitiria cumprir o resto da pena em sua aldeia[34]. foi agredido a socos e golpes de facão por índios caiapós. respectivamente: Paulinho. em 1975[37].

em Michoacán. em reconhecimento por sua luta pela defesa da Floresta Amazônica[41].Em 2011. em Pátzcuaro. no México • Estrada BR-163 • . • Marechal Rondon • Praça de Gertrudis Bocanegra. o líder caiapó Raoni recebeu o título de cidadão honorário da cidade de Paris.

em show do The Police em 2007 . na França. em 2000 • Creuza Umutina.Congresso Nacional brasileiro • Raoni Metuktire em visita a Lille. a primeira mulher líder de aldeia indígena brasileira • O cantor Sting.

com. em 2008.php .18 3. socióloga e índia caingangue Referências 1.br/macroje/?menu_id=3803&pos=esq 2.br/alfa/caju/caju-6. E. Brasil: uma História. ↑ BUENO. ↑ http://www. 2002. São Paulo: Ática.portalsaofrancisco. a retomada de terras invadidas por fazendeiros • Azelene Kaingáng.ufg. p. ↑ http://www.• Índios caiapós • Índios pataxós hã-hã-hães reinvidicam na câmara dos deputados.letras.

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mas com falhas Bem escrita Conheço este assunto muito profundamente (opcional) Tenho estudos relevantes do secundário ou universidade Faz parte dos meus conhecimentos profissionais . De confiança Objectiva Completa Contém a informação importante.Ver avaliações Avaliar esta página Avaliar esta página Avaliações O que é isto? Avaliações médias actuais.

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Em certas ocasiões. É praticamente recoberto pela floresta equatorial. os Goroti Kumrenhtx ("os homens do verdadeiro grande grupo") e os Porekry ("os homens dos pequenos bambus"). preenchida por algumas áreas de cerrado. Existem diferenças dialetais entre os vários grupos Kayapó decorrentes das cisões que originaram tais grupos. A cosmologia. Kararaô. com exceção da porção oriental. Língua A língua falada pelos Kayapó pertence à família lingüística Jê. Mekrãgnoti. Sabia que pode editar esta página? Editar esta páginaTalvez mais tarde KAYAPO Introdução Os Kayapó vivem em aldeias dispersas ao longo do curso superior dos rios Iriri. vida ritual e organização social desse povo são extremamente ricas e complexas. mas em todos eles a língua é uma característica de maior abrangência étnica.Obrigado! As suas avaliações foram gravadas. Fresco e de outros afluentes do caudaloso rio Xingu. levando ao reconhecimento de que participam de uma cultura comum. os homens Kayapó falam num tom de voz como se alguém estivesse dando-lhes um golpe na barriga (ben). Destes. como os discursos do conselho ou cerimoniais. do tronco Jê. os Irã'ãmranh-re ("os que passeiam nas planícies"). Metyktire e Xikrin. . diferenciando assim esse tipo de oratória da fala comum. assim como são intensas e ambivalentes as relações com a sociedade nacional e com ambientalistas do mundo todo. Kuben-Krân-Krên. No século XIX os Kayapó estavam divididos em três grandes grupos. para quem a oratória é uma prática social valorizada. Bacajá. desenhando no Brasil Central um território quase tão grande quanto a Áustria. bonito (Kaben mei). descendem os sete subgrupos kayapó atuais: Gorotire. Kôkraimôrô. em oposição a todos os grupos que não falam a sua língua. Os Kayapó. se definem como aqueles que falam bem.

Troncos e famílias Dentre as cerca de 180 línguas indígenas que existem hoje no Brasil. o conhecimento sobre elas está permanentemente em revisão. Há. às vezes denominadas “línguas isoladas”. também. por não se revelarem parecidas com nenhuma outra língua conhecida. as semelhanças são maiores. Entre línguas de uma mesma família. Edições Loyola. É importante lembrar que poucas línguas indígenas no Brasil foram estudadas em profundidade. as semelhanças entre elas sendo muito sutis. Conheça as línguas indígenas brasileiras. de acordo com a classificação do professor Ayron Dall’Igna Rodrigues. . umas são mais semelhantes entre si do que outras. 134 p. agrupadas em famílias e troncos. resultado de separações ocorridas há menos tempo. há dois grandes troncos . Quando se fala em tronco. conforme a antiguidade do contato e o grau de isolamento em que cada um se encontra. por sua vez. 1986. têm-se em mente línguas cuja origem comum está situada há milhares de anos. Trata-se de uma revisão especial para o ISA (setembro/1997) das informações que constam de seu livro Línguas brasileiras – para o conhecimento das línguas indígenas (São Paulo. Veja o exemplo do português: No que diz respeito às línguas indígenas no Brasil. Portanto. revelando origens comuns e processos de diversificação ocorridos ao longo do tempo.).O grau de conhecimento dos Kayapó do português varia muito de grupo para grupo.Tupi e Macro-Jê . Os especialistas no conhecimento das línguas (lingüistas) expressam as semelhanças e as diferenças entre elas através da idéia de troncos e famílias lingüísticas. famílias de apenas uma língua.e 19 famílias lingüísticas que não apresentam graus de semelhanças suficientes para que possam ser agrupadas em troncos.

Tronco Tupi .

.

Tronco Macro-jê .

Organização social .

As mulheres. assim como das relações de reciprocidade e de mediação. jamais deixam sua residência materna. ele deixa a casa dos homens para habitar sob o teto de sua esposa. por sua vez. ocupam-se de suas crianças. A periferia da aldeia é constituída por casas dispostas em círculo. onde as associações políticas masculinas se reúnem cotidianamente. Quando um homem se casa. Teoricamente. essencialmente direcionado para assuntos "femininos". origem e coração da organização social e ritual dos Kayapó. nas quais habitam famílias extensas. onde elas fiam. O restante do tempo é passado no interior ou nos entornos da casa. Conceitualmente. o círculo das casas é território de mulheres. essa zona periférica é associada aos tabus alimentares. célebre por sua complexidade. Trata-se do domínio das relações individuais como o afeto e a evitação. uma casa abriga várias famílias conjugais: uma . preparam a comida ou simplesmente entretêm-se com os membros de sua família. elas coletam frutos e lenha ou se banham. ao parentesco. sobretudo. repartidas de modo regular. Quando as mulheres não trabalham na roça.As aldeias kayapó tradicionais são compostas por um círculo de casas construídas em torno de uma grande praça descampada. Essa porção da aldeia é associada. ao desenvolvimento físico do indivíduo e à integração no seio dos grupos de parentesco. Esse centro é um lugar simbólico. Os Kayapó são monogâmicos. ao casamento e aos laços de amizade formal. ao ciclo de vida. No mais. às atividades domésticas. Note-se que essa estrutura espacial e simbólica pode ser reencontrada entre os outros grupos Jê. No meio da aldeia. há a casa dos homens.

avó e seu marido, suas filhas com seus esposos e crianças. Quando o número de residências torna-se grande demais (40 pessoas ou mais), o grupo residencial sofre uma cisão e constrói uma ou mais casas novas contíguas à primeira. O centro da aldeia é constituído de duas partes: a praça, onde se desenrola a maior parte das atividades públicas, e a casa dos homens. A incorporação de um rapaz jovem na vida da casa dos homens se faz por meio de laços de amizade que nada têm a ver com os laços de parentesco. Assim, a incorporação nos grupos de homens políticos adultos (as associações masculinas) é um assunto exterior ao parentesco, o que contrasta fortemente com as relações alimentadas na periferia da aldeia. O centro é, pois, relacionado às associações masculinas e às atividades tipicamente reservadas aos homens - reunir-se, discursar, realizar cerimônias e rituais públicos. Organização política Na sociedade kayapó, não há um chefe que administre toda a aldeia. Cada associação possui um ou dois chefes, que exercem jurisdição sobre seu próprio grupo. Não é simples tornar-se um chefe. Um chefe potencial deve, durante muitos anos, seguir o ensinamento de um chefe mais experiente. Este último instrui aproximadamente quatro jovens, não apenas seus descendentes diretos (filhos ou netos) - situação privilegiada -, mas também pessoas não aparentadas. Tal ensinamento ocorre durante a noite, na casa do chefe veterano. Aqueles que não possuem qualquer laço de parentesco com o instrutor devem lhe oferecer alimentos. Uma noite de instrução dura aproximadamente duas horas, mas pode, ocasionalmente, se prolongar por cinco ou seis horas. Tal feito é interrompido apenas quando de longas expedições de caça ou de caminhadas pela floresta. O conhecimento transmitido dessa maneira é enorme. Antes de tudo, é ensinado um certo repertório de cantos e recitativos, cuja execução constitui uma parte essencial das diferentes cerimônias. Tal repertório compreende freqüentemente uma série de exortações morais e de encorajamentos para que as pessoas se preparem a tempo para um ritual, dancem de modo conveniente, se ornamentem de maneira apropriada etc. Esses recitativos contêm também fórmulas rituais, cuja finalidade é evitar as catástrofes anunciadas pelos fenômenos naturais (eclipse do sol ou da lua, queda de um meteoro etc.). Saber proferir da maneira correta tais cantos e recitativos, em público, é uma das funções rituais fundamentais de um chefe. Do mesmo modo, um certo número de "cantos de benção" é entoado publicamente pelo chefe cada vez que os objetos "selvagens", como as presas de guerra, são introduzidos no seio da aldeia. Esses cantos devem ser necessariamente entoados para evitar que a apropriação dos objetos seja fonte de perigo, podendo causar infortúnios e doenças. Podemos verificar essa forma de ensinamento sobretudo nas práticas guerreiras - no caso de conflitos com os inimigos, os chefes intervêm como responsáveis militares -, na mitologia e na história da tribo. Um conhecimento aprofundado desta última é extremamente importante no momento dos discursos e das tomadas de decisão. Com efeito, a argumentação dos discursos repousa freqüentemente sobre as comparações com os eventos ou situações semelhantes àqueles vividos pelos ancestrais. A

mitologia assume um papel importante, pois os mitos sempre evocam valores morais que podem ser utilizados em uma argumentação. Como os chefes não dispõem de meios coercitivos para impor uma decisão a seus discípulos, os discursos constituem, à sua medida, o único meio de persuasão disponível. Pelos discursos, nos quais os valores morais e os interesses de associação são colocados à frente, os chefes exercem sua influência e seu prestígio para propor e tornar aceitáveis suas idéias e proposições. Mas um chefe jamais toma uma decisão no sentido pleno da palavra, ele não detém poder. Ninguém dá atenção a um chefe que impõe sua própria vontade e, caso ele queira fazê-lo, poderá ser até mesmo banido. É conveniente que o chefe esteja atento às idéias que circulam no interior de seu grupo de discípulos e, se um consenso se encaminhar, ele deve formulá-lo rapidamente, de tal maneira que os outros se alinhem unanimemente à idéia ou ação, na qual ele aparece como propositor. É, aliás, nesse estágio que os discursos se tornam decisivos: eles dão freqüentemente a impressão de que o chefe propõe algo, o que é falso. Ele apenas formula de maneira hábil uma idéia pela qual um consenso estava para culminar. No caso de uma discórdia, o chefe consulta geralmente os membros mais velhos da associação. A eloqüência é, então, crucial para os líderes. Mas se a algum chefe falte essa extrema eloqüência, isso pode ser eventualmente compensado por outras qualidades extraordinárias. Aos chefes fracos, os Kayapó preferem aqueles combativos. É interessante notar que a função do chefe é caracterizada por um paradoxo aparente: de um lado, a combatividade e a dureza são encorajadas, de outro, a eloqüência é exigida para promover a conciliação. A primeira qualidade (combatividade) reenvia à virtude masculina da força física, de indiferença à dor, à capacidade de ser um bom guerreiro e de defender os interesses da associação e da comunidade contra as ameaças. A segunda qualidade (eloqüência) é indispensável para manter e promover a unidade. Essa última qualidade é ligada à generosidade que os chefes devem demonstrar em todas as circunstâncias: todos esperam deles que redistribuam imediatamente tudo o que obtêm (antigamente, suas presas de guerra; hoje em dia, os presentes dos visitantes). Os chefes devem colocar os interesses do grupo em primeiro plano, em detrimento dos interesses individuais, tendo na generosidade uma prova manifesta desse sentimento de solidariedade. No mais, os chefes devem velar para que as disputas individuais não degenerem em querelas entre facções, o que colocaria em risco a unidade da sociedade global. As disputas individuais não são toleradas na casa dos homens, pois o centro da aldeia kayapó é o lugar das atividades públicas do grupo e não o espaço onde se regulam as dificuldades individuais, comumente geridas no âmbito familiar. É porque as disputas são extremamente perigosas para a unidade da sociedade que os chefes se vêem implicados nos conflitos internos, ora pessoalmente quando de uma desavença individual, ora como líder de uma associação que deve defender o interesse de seus discípulos. No entanto, os chefes de diferentes associações devem, sempre que possível, evitar tais implicações e buscar o entendimento mútuo. É justamente na promoção de consensos que consiste o processo final de designação de um novo chefe.

O processo de formação dos chefes faz com que cada aldeia kayapó conheça sempre chefes aspirantes diferentes. Depois da iniciação, alguns jovens passam a se comportar como líderes de seus companheiros de idade. Outros acabam por compreender que a função de chefe não lhes interessa: não desenvolvem qualquer ambição política e interrompem sua formação. Os fatos e atos daqueles que possuem tal ambição são expostos - e eventualmente questionados - durante os anos seguintes pelos chefes existentes e pelos mais velhos em geral. O chefe velho permanece no centro de decisões de sua organização, mas, ao envelhecer, passa a confiar tarefas aos líderes jovens de seu grupo de alunos. É nessa fase, então, que os aspirantes podem demonstrar suas qualidades. Mas como eles não atingiram a idade de sustentar os seus discursos, pois não pertencem ao grupo de homens mais velhos da associação, ainda não podem utilizar esse meio de persuasão poderoso para incitar seus colegas à ação. Por isso, nessa etapa, o julgamento é essencialmente fundado sobre o comportamento exemplar. Certos critérios são aplicados para julgar a aptidão do candidato: os conhecimentos, o interesse pela cultura, a combatividade, a solidariedade e a generosidade. O período de aprendizagem prossegue até que o jovem líder se case e se junte a uma das associações de homens. Depois de alguns anos, o chefe veterano está tão velho que se torna difícil para ele participar das atividades públicas. Os jovens líderes tornam-se pais de três ou quatro crianças e já podem entrar no grupo de homens mais velhos de sua associação. É nesse momento que a sucessão é designada. A escolha não se dá por meio de eleições. O julgamento dos membros da associação a que pertence o candidato é determinante, os quais apontam sua preferência. O chefe veterano, todavia, tem a palavra final, especialmente se dois ou mais jovens são revelados candidatos igualmente sérios. Para evitar querelas posteriores entre os diferentes candidatos, ele deve consultar os chefes de outras associações, para quem propõe o nome do candidato que conte com a melhor reputação ou que tenha revelado o comportamento mais adequado. São os chefes de outras associações que finalmente decidem e proclamam oficialmente sua escolha para o público da aldeia. A função do chefe é, como ressaltado, caracterizada por uma certa dose de ambigüidade: de um lado, a tarefa exige um comportamento pacificador e, de outro, um comportamento decidido, combativo e mesmo agressivo. É preciso, em outras palavras, ser agressivo diante dos estrangeiros e apaziguador no seio da comunidade. Esse duplo papel torna a carreira de chefe muito difícil e não surpreende o fato de certos candidatos à chefia renunciarem no período preliminar de sua formação. No mais, poucos chefes respondem efetivamente ao ideal preconizado: alguns são muito agressivos, outros são demasiado pacifistas ou não generosos o suficiente. Apenas os chefes fortes conseguem encontrar um equilíbrio entre os dois papéis. Ao que parece, os chefes atuais estão claramente às voltas com esse problema. Com efeito, os brancos se dirigem geralmente a eles para transmitir mensagens e, sobretudo, para obter algo da comunidade. Isso explica porque os chefes atuais se encontram freqüentemente pressionados entre o mundo dos brancos e o da associação (ou da comunidade em seu conjunto), cada uma das partes tentando impor sua vontade. Cabe, assim, aos chefes encontrar uma solução capaz de satisfazer as duas partes. Tais

o critério semântico não deve ser observado isoladamente. • • • • • o nome." (Mattoso Câmara. além de possuir formas diferentes para pessoas e funções sintáticas. mais particularmente. Para ele. o semântico e o funcional. se organiza nos níveis fonológico. constituindo-se as três primeiras classes. ou. pronomes. o advérbio especifica a significação de um processo verbal e é invariável. maiores poderes de decisão aos seus chefes. A diferença entre essas classes está no modo de significação e nas categorias gramaticais que cada uma delas expressa. Daí poderem ser agrupados ou classificados levando em conta três critérios: o formal ou mórfico. de sentido e de função. se distingue das outras classes do grupo porque apresenta variação de modo. os vocábulos do português se agrupam em nomes. como vimos na introdução. ou seja. advérbios e conectivos. Para reforçar a opção por esses critérios. O critério formal ou mórfico baseia-se nas características da estrutura do vocábulo. . O termo ´sentido´ só pode ser entendido com o auxílio do conceito de ´forma´. De acordo com o critério morfo-semântico. mas unicamente tendo em vista as negociações com os brancos. convém lembrar que a língua é um sistema de elementos e de relações. como acontece comumente na Gramática Tradicional. 1970). por nomear os seres. O verbo funciona como núcleo do sintagma verbal. os conectores estabelecem relações de sentido entre os elementos da frase e são invariáveis. acompanhado por complementos e modificadores. de vocábulos variáveis. os critérios mórfico e funcional estão também intimamente relacionados. p. tempo (aspecto) e pessoa (número). das relações de regência e concordância que se estabelecem. e o que concorre para essa ordenação é o fato de apresentarem semelhanças de forma. que expressa um processo. expressa as categorias de gênero e número. Segundo Mattoso Câmara. esse sistema.desenvolvimentos recentes conduziram as comunidades a atribuir. de vocábulos invariáveis. No interior da comunidade. 1973. o verbo. formado de subsistemas. pois a forma depende da função que o vocábulo desempenha na frase. na sua flexão. verbos. não é apenas um conceito. Os vocábulos de uma língua constituem um conjunto ordenado. as classes de vocábulos podem ser diferenciadas de acordo com características sintáticas. Por outro lado. O nome substantivo funciona como núcleo do sintagma nominal. o critério semântico e o critério mórfico se associam de forma muito estreita. pois o vocábulo é uma unidade de forma e de sentido. aos conjuntos "das unidades que têm as mesmas possibilidades de aparecer num dado enunciado" (Dubois.108). acompanhado por determinantes e modificadores. Do ponto de vista funcional. o pronome faz uma referência ao nome dentro de um contexto e por isso expressa também as categorias de gênero e número. de modo cada vez mais corrente. as regras antigas permanecem válidas. ou seja. morfo-sintático e semântico. "O sentido não é qualquer coisa de independente. A aplicação desses critérios nos conduzirá às classes de vocábulos. conjuga-se a uma forma. e o funcional baseia-se na função ou papel que ele desempenha na oração. e as duas últimas. o semântico baseia-se no seu modo de significação (extralingüístico e intralingüístico).

o substantivo era diferenciado do verbo por apresentar flexão de gênero e número. sendo. Seguindo esse modelo. agora. a definição que se dá dessa classe deve se adequar ao conjunto de vocábulos nela incluído. juntos. quanto ao seu comportamento sintático e morfológico. a definição de cada classe não leva em conta os mesmos critérios. tempo e modo. O verbo. Já nos estudos lingüísticos mais recentes. Embora esses conjuntos de vocábulos possam ser estabelecidos com base em semelhanças de comportamento gramatical. ao critério semântico. . Por exemplo. dez classes de vocábulos. Essa mobilidade dos vocábulos é um forte argumento para que eles sejam observados sob diferentes aspectos -. com base em uma perspectiva morfológica. por exemplo. pode funcionar como nome ao ocupar o núcleo do sintagma nominal. O vai e vem dos carros diminuía à medida que a noite avançava. Essa posição tem origens históricas. já que vocábulos de outras classes também podem conter esse traço de sentido. isto é. tradicionalmente. distinguem-se. as gramáticas normativas também privilegiam o critério morfológico. antecedido por um determinante ( artigo ou pronome). Exemplos: Viver é muito perigoso. isto é. modo e pessoa (+ número).Retomando o conceito de função como um princípio da organização da oração. ora outro critério. Vejamos as definições normalmente encontradas nos compêndios gramaticais.(Guimarães Rosa) Não desejo outro viver. Afirma que "é necessário classificar as palavras quanto a seus traços formais. a origem da formação de inúmeros vocábulos. Elas devem ser analisadas e comparadas com a concepção defendida por Mattoso Câmara e apresentada no corpo deste estudo. a função que eles desempenham é fundamental para determinar suas características semânticas e morfológicas. aliando-o. funcional e semântico. estabelecendo. o critério morfológico e o funcional. corrida e construção são nomes que contêm a idéia de processo. Por isso. em geral. Esse processo de nominalização é muito produtivo na língua. fica evidente a necessidade de basear a classificação dos vocábulos no critério funcional. complementado às vezes pelo morfológico. a tradicional definição da classe dos verbos sob o ponto de vista basicamente semântico ("palavra que exprime uma ação") é inadequada. permitem uma definição mais coerente desta classe de vocábulos: a)verbos são vocábulos que variam em tempo (+aspecto). distinções basadas nas flexões a que cada tipo de vocábulo se submetia. Por exemplo. é preciso estar atento à coerência que deve haver dentro de cada classe. Assim. privilegiando ora um. deve haver também uma relativa homogeneidade entre os componentes da classe quanto ao comportamento gramatical. De uma forma geral. a classificação se apóia basicamente no critério semântico. Em português. b)somente os verbos podem desempenhar a função de núcleo do predicado. O ir e vir das pessoas me incomodava. Os antigos gramáticos gregos e latinos já se preocupavam com o estudo das diferentes classes. O problema com os livros de gramática e os livros didáticos é que. o que resulta em definições confusas. Para Perini (1995).morfológico. inclusive. mas separando-se nitidamente dela)". Segundo ele. e não de pessoa. a separação entre as classes não é estanque. devemos entender que "determinar a função de um constituinte é formular sua relação com os demais constituintes da unidade de que ambos fazem parte" (Perini. 1995). e também é necessário classificá-las quanto a seus traços de significado". Por isso. "classificar as palavras implica elaborar uma classificação sobre critérios formais (sem excluir da descrição a classificação semântica.

pessoa.Substantivo .) é a palavra que pode ser conjugada. Artigo .é a palavra que substitui ou acompanha um substantivo (nome). Verbo . Numeral . (critério morfológico) (. um processo (ação.é a palavra que antecede o substantivo (critério funcional) e indica o seu gênero e número. número e modo.é a palavra que pode sofrer as flexões de tempo. Pronome . (critério funcional) em relação às pessoas do discurso (critério morfosemântico). (critério morfológico) que modifica . (critério funcional) indica uma qualidade.é toda e qualquer palavra que. estado ou fenômeno) (critério semântico). estado. Advérbio . indica essencialmente um desenvolvimento.é o nome de todos os seres (critério semântico) que existem ou que imaginamos existir. (critério morfológico) individualizando-o ou generalizando-o (critério semântico)..é a palavra invariável. Adjetivo ..é a palavra que dá idéia de número (critério semântico). junto de um substantivo. defeito ou condição (critério semântico).

é a palavra invariável (critério morfológico) que liga orações. lugar etc. com uma classificação que tenha uma coerência maior. nesta unidade. ainda. na verdade. apesar de encaminhar a argumentação com base em um critério funcional ("a interjeição é uma frase implícita"). seguindo a tradição gramatical. estabelecendo entre elas certas relações (critério semântico). ATENÇÃO Essas definições são incompletas e devem ser revistas. modo. levando em conta as considerações anteriormente feitas. Tendo em vista esse problema. quase que exclusivamente o critério semântico.)(critério funcional). frases implícitas. exprimindo uma circunstância (tempo. Comprova-o o fato de a interjeição não exercer nenhuma função na oração.é a palavra invariável (critério morfológico) que exprime emoção ou sentimento repentino (critério semântico). ou. conclui o raciocínio com base em um critério morfo-semântico ("palavra invariável que exprime noção ou sentimento repentino"). a seguinte afirmação sobre as interjeições: "As interjeições são. e não palavras invariáveis. Conjunção ." Esse tipo de definição é contraditório porque. Preposição . inclusive. vamos procurar trabalhar. encontra-se. termos de uma mesma função sintática (critério funcional). Interjeição .essencialmente o verbo (critério funcional).é a palavra invariável (critério morfológico) que liga duas outras palavras entre si (critério funcional). Em um dos compêndios analisados. . porque privilegiam.

Teaching. Palavras-chave: Semântica. ILARI. em suma que incorporasse os ganhos promovidos por uma semântica gramatical. que tratasse de fenômenos como pressuposição. mas apresenta uma série de "formatos de exercícios" que buscam valorizar o conhecimento epilingüístico dos alunos. R. Ilari não constrói uma teoria dos fenômenos semânticos. Grammar. seguindo a linha proposta por Mattoso Câmara. Já havia então alguma literatura cuja preocupação é estender a semântica para a sala de aula3. tempo. portanto. no entanto. creio. Introdução à semântica. Lourenço (1977). O que não havia era uma literatura que versasse sobre uma semântica sentencial. quer na forma de ensino quer na de pesquisa. Afinal uma introdução à semântica das línguas naturais deve não apenas descrever fatos semânticos. Três critérios. orientam o estudo de cada uma das classes: o funcional. É precisamente este vazio que a publicação de Introdução à semântica. Na época. é a que seguiremos na abordagem de cada classe em particular. publicação destinada ao ensino de língua e literatura no Ensino Médio. ainda não está) presente na sala de aula. quantificação. Rodolfo (2001) Introdução à Semântica. mas explicá-los através da construção de uma teoria do significado. quando usamos a língua no dia-a-dia" (p. sistematicamente . Key-words: Semantics. Era um forte indício de que a semântica não estava (e. 11). Gramática. Brincando com a gramática vem preencher. o mórfico e o semântico. Aquela foi uma busca também frustrante porque revelou um fato surpreendente e entristecedor: o enorme acúmulo de conhecimento sobre a semântica das línguas naturais que a pesquisa trouxe à tona não estava (não está!) contribuindo para modificar o ensino de língua materna.2 indício ratificado por Ilari: "uma das características que empobrecem o ensino médio da língua materna é a pouca atenção reservada ao estudo da significação" (p. Brincando com a Gramática. São Paulo: Contexto. mas ao menos os professores dispõem hoje de um bom guia para. Trata-se.11). de uma literatura ou voltada para questões mais propriamente lexicais (é o caso das análises dos conectivos elaboradas por Madre Olívia (1976. Um primeiro aspecto a ser notado é que o título. com professores de língua materna de primeiro e segundo graus. porque não se trata de uma introdução à semântica propriamente dita (o próprio autor ressalta que o livro não é uma exposição teórica de noções em semântica). que exploram "operações que realizamos o tempo todo. Ele permite assim que o professor trate do enorme repertório de conhecimentos e variedade de processos que mobilizamos ao interpretar. é um tanto enganoso. possibilidades de enriquecer as aulas de português com o ensino de semântica. aspecto. sem nos preocuparmos em teorizar. 1979a e 1979b)) ou diretamente vinculadas a problemas textuais (os vários trabalhos sobre coesão e coerência). É talvez pouco. Em meados de 2000 busquei apoio bibliográfico para trabalhar. fazer uma reflexão gramatical sobre o significado. P. Essa orientação. Oliveira. José Luiz C. ao lado da de Perini. apresentam um estudo muito coerente das classes de vocábulos. Ensino. na série "Encontro com a linguagem".Elizabeth B. Negrini e Nina R. essa busca foi frustrada porque não encontrei nenhuma escora que sustentasse uma ponte entre a pesquisa e o ensino de semântica na academia e o ensino e a pesquisa (infelizmente ainda tão pouco presente) na escola "fundamental"1. estrutura argumental. Brincando com a gramática. coerentemente com o que foi discutido antes.

O autor pretende realizar tal proeza através de apresentação de exercícios que põem à mostra a linguagem em funcionamento. Mas uma certa ordenação temática (e não apenas formal). O(s) mundo(s) de que falamos. mais uma contribuição do autor para essa pedagogia "libertadora" da língua. quantificação. Perguntas e respostas. Tempo e Vagueza. Mecanismos de paráfrases baseados no léxico. Paráfrase: mecanismos sintáticos.) estão contemplados. O livro é dividido em 25 capítulos. cujo objetivo final é construir uma teoria que explique a capacidade que um falante tem de atribuir significado a um número ilimitado de sentenças. Conteúdo descritivo demais e de menos. Este objetivo ele cumpre com maestria. aspecto. talvez para que o professor possa se sentir mais a vontade para utilizar o manual segundo suas próprias necessidades. mas. a diversidade de temas escolhidos é bastante apropriada. Esse novo livro de Ilari é. uma "Explicação prévia". Implícitos (I). Pode-se sempre argumentar que tal ou qual tema deveria ou não ter sido incluído no repertório. mas todas as possibilidades de textos. seja o lingüístico. A negação. Ao interpretarmos uma sentença . que se dedicava apenas à literatura com L maiúsculo. Papéis temáticos. que poderia ser conseguida através de referências cruzadas. Linguagem e metalinguagem. Quantificadores. argúcia e lupa". uma das dificuldades do semanticista. Ora. Segue-se à apresentação.. São eles: Ambigüidade de segmentação. Frases feitas. Implícitos (II). esbarra no fato de que os fenômenos semânticos estão interligados. na avaliação correta de Geraldi. Este manual se inicia por uma breve apresentação de João Wanderley Geraldi. Atos de fala. Tipos de relações. o enfoque no ensino de língua alterou-se profundamente: houve um crescente afastamento do cânone uníssono (seja o literário. Comentários sobre um conteúdo. cada um versando sobre um tópico em semântica. Dêixis e anáfora. A partir da década de 70. tempo. que situa o percurso de Ilari no panorama da história recente do ensino de língua materna. A falta de referências internas acaba por dar uma sensação de que os temas não estão conectados. Conotação. É aí exatamente que está a contribuição deste livro: ele é um excelente manual de exercícios para a reflexão sobre os atos de significar que realizamos espontaneamente a todo momento (inclusive quando sonhamos. Paralelamente houve um crescente afastamento de uma relação pedagógica mecânica com a língua (presente nos famosos exercícios de confirmação) em direção a uma relação de atividade reflexiva e construtiva. Referência. descrição definida. não apenas a norma culta. Os capítulos estão ordenados alfabeticamente. Aspecto. intitulada "Sagacidade. que só se interessava pela Língua. isto é incluindo fenômenos que alguns autores poderiam classificar como pragmáticos.. a contar pelas análises de Freud!). Elementos conceituais e afetivos do sentido. poderia ajudá-lo.. Descrições definidas e indefinidas. Além disso. dado que o objetivo é possibilitar o tratamento da variedade de modos de significar. mas as diferentes variedades). os temas centrais da semântica contemporânea (referência. como se houvesse uniformidade) em direção à pluralidade (não apenas os exemplos da literatura consagrada. Linguagem figurada: processos analógicos.estudados pela semântica. Nela Ilari explicita suas pretensões com o livro e conclui afirmando que espera que ele "possa ajudar seus leitores na construção de uma prática pedagógica mais criativa e gratificante". entendida em sentido amplo.

característica de manuais didáticos. A parte teórica inicia com uma explicitação do objetivo do capítulo. por exemplo). esclarecendo assim que nossa capacidade semântica é uma rede de relações (um sistema) entre sentenças. Esse vínculo aparece no exercício solicitado na página 115.. os tópicos ficam isolados. Mas esse recurso não é utilizado sistematicamente. quantificamos. o tempo capítulo 24). E. Dado que os capítulos são organizados apenas alfabeticamente (o aspecto é capítulo 2. referências internas. Sem dúvida. O professor encontra nos exercícios material mais que suficiente para construir a partir deles os diferentes conceitos teóricos apresentados. e neste capítulo não há qualquer menção ao conceito de escopo. Não é este o caso. após ler todo o livro. Se aspecto e tempo não precisam estar necessariamente vinculados. "Ambigüidade de segmentação" (capítulo 1). uma noção central na semântica. bastante insatisfeito. o autor está discutindo. isoladas umas das outras. há entre eles uma enorme afinidade. pressupomos. o autor indica ao leitor o capítulo sobre ambigüidade.atribuímos referência. Após esta exposição estão os exercícios que retomam o tema discutido no capítulo. O tempo localiza o evento na linha do tempo com respeito ao momento de fala. um único capítulo em que o termo ambigüidade aparece no título. . tema do capítulo 15. A opção pelo formato tradicional pode dar a falsa impressão de que este livro não valoriza procedimentos de descoberta. Nota-se de imediato que neles se repete um mesmo padrão: uma rápida exposição teórica e uma série de exercícios. precisamente para despertar no aluno a vontade de raciocinar lingüisticamente. de maneira que os temas sobram como se fossem unidades independentes. entretanto. Trata-se de uma falha a ser corrigida numa próxima edição. implicamos. que versa sobre a canção "João e Maria" de Chico Buarque de Hollanda (Agora eu era herói e meu cavalo só falava inglês). que não há um capítulo em que a noção de escopo é esclarecida. há referência a um capítulo que não existe. Vejamos a estrutura interna dos capítulos. o professor só teria a ganhar se as relações entre os temas tivessem sido explicitamente construídas ao longo do livro. Ao falar sobre escopo. aspectualizamos. Eis outro exemplo. Em João beijava a Maria o evento é passado e imperfeito. em que o imperfeito indica a constituição de um mundo possível (bastante distante do mundo atual) e não um evento inacabado. o problema da ambigüidade gerada pela interação entre o quantificador universal e a negação. nos vários capítulos. no livro. enquanto o aspecto descreve as propriedades da estrutura interna desse evento. Há. seguida por uma breve definição do tema e finaliza com a apresentação e análise de exemplos. Os exercícios foram elaborados. Seria possível ter amarrado os temas se encontrássemos. Na página 123. ainda sobre o tema do aspecto: sabemos que ele está fortemente ligado aos "mundos de que falamos". como veremos mais adiante. a partir da análise da sentença Todos os hidrantes não tinham água. o leitor descobre.. porque é possível sentenças sem tempo aspectualizadas (A Terra gira em torno do sol. Ainda tendo em vista a estrutura dos capítulos. Trata-se de uma estrutura bastante tradicional. Trata-se de um caso clássico de ambigüidade de escopo. temporalizamos.

É claro que podemos supor que o professor de língua materna já domina esses melindres e a teoria subjacente. me parece. claramente. a Maria nunca esteve grávida e mais uma vez não está grávida. É. ênfase minha). um conhecimento já compartilhado. não é ensinar semântica ao professor. através da análise dos exemplos e dos exercícios. podemos negar. Ela é. Ela é antes um roteiro que retoma uma discussão já feita. Na primeira. 2. a estrutura é: (não (de novo (estar grávida (Maria)))) Na segunda: (de novo (não (estar grávida (Maria)))) Apenas a primeira interpretação compartilha com a sentença na afirmativa a pressuposição Maria já esteve grávida. topicalizar. "Diz-se que uma informação é pressuposta quando ela se mantém mesmo que neguemos a sentença que a veicula" (p. a menos que o professor já tenha um certo traquejo com semântica. uma sentença ambígua precisamente por causa da relação de escopo entre os operadores não e de novo. Essas não são noções simples e uma breve explicação muitas vezes não é suficiente. é o caso em Ilari. que não tem qualquer orientação de como aplicar os exercícios. que permitam que ele . Um bom exemplo é o capítulo sobre implícitos (capítulo 11). que faz falta referências bibliográficas que possam ancorar o professor. 12. e o professor que não tem esse mínimo de teoria. capítulo 16. comum definir a pressuposição apenas pelo teste da negação: negamos a sentença e verificamos quais informações se conservam. insuficiente. 85). Ela descreve duas situações bem distintas: 1. quantos já não se enrolaram testando se há pressuposição através do teste da negação? Se negamos uma sentença como A Maria está grávida de novo obtemos A Maria não está grávida de novo. Esta definição funciona bem para as sentenças mais simples. Quem já experimentou ensinar esses conceitos sabe da dificuldade que eles trazem. tornando-a mais criativa e mais gratificante" após terem "assimilado um mínimo de teoria e algumas orientações de aplicação" (p. ou que ele pode compreendê-los intuitivamente. no entanto. Em outros termos. sucinta. aliás. quase uma ficha de leitura. a Maria já esteve grávida antes e não está grávida de novo. A sentença João e Maria são ricos acarreta a sentença A Maria é rica? A literatura afirma que a pressuposição é a informação que se mantém inalterada em uma família de sentenças (Pires de Oliveira 2001). encaixar uma dada sentença que sua(s) pressuposição(ões) se mantém.A principal característica da exposição teórica é ser rápida. até porque sabemos que uma mesma sentença pode ao mesmo tempo pressupor e acarretar uma outra sentença (João saiu rapidamente acarreta e pressupõe que João saiu). por isso mesmo. embora no capítulo sobre implícitos não haja qualquer referência ao capítulo sobre a negação) não é nada banal. como João parou de fumar. Mas. Na "Explicação prévia" o autor reconhece que os professores "alteraram substancialmente sua prática pedagógica. que ainda sabe pouco do fundo comum de conceitos e teorias em que se dá a lingüística contemporânea? É aqui. A intenção. Este. exclamar. interrogar. em que são apresentados os conceitos de pressuposição e acarretamento. mas a relação entre pressuposição e negação (que aparece tematizada no capítulo sobre negação.

Como se pode ver. depois. encontramos um exercício em que o aluno deve transformar diálogos em "tiras". Na página 165. No primeiro capítulo..77). estimulando a reflexão sobre a linguagem e os diversos modos de significar.16). variedades de exercícios (caça-palavras (p. Veja o seguinte exemplo. por exemplo.139). Este é um capítulo muito divertido. que os alunos adoram.). propagandas (p. Eis mais uma sugestão para uma segunda edição. "No trânsito de uma grande cidade. na medida em que houve uma ruptura da máxima da relevância. A lista é enorme.37).116). que aparece na página 70..189)4. a semântica trabalha com oralidade. notícias e matérias jornalísticas (p. Um desses diálogos é: – O senhor podia me passar o sal? – Podia. Armarinho – ar proveniente do mar. interpretação de texto (p. O professor poderia propor aos alunos uma "encenação" e discutir as diferentes reações das pessoas. canções populares (p.. o exercício 9 (p. quer através do pedido explícito para que o aluno traga para a sala de aula a sua própria experiência.185). da linguagem escrita para o desenho (e vice-versa).. na tentativa de amenizar a interferência da escrita. descoberta (p. mas de refletir sobre práticas de linguagem típicas de situações como estas. Trata-se de um exercício que permite explorar. os exercícios cumprem seu desígnio: exploram o conhecimento intuitivo do aluno.). explicitamente tematizada através de uma série de exercícios. sentido e escrita através da listagem de uma série de definições de palavras. Não há qualquer indicação para que o professor possa andar com seus próprios pés... Essas críticas em nada ofuscam o valor deste livro que se sustenta na criteriosa análise dos fenômenos tratados e na excelência dos exercícios.61).. os limites entre a semântica e a pragmática. quer através de exercícios que levam o aluno a construir as regras que intuitivamente nos guiam (veja um exemplo mais adiante) e. Faça uma listinha de xingamentos que evocam tipicamente situações de trânsito e. charges (p. nela encontramos: Abreviatura – ato de abrir um carro da polícia.. sobre a maneira como dirige.. produção de texto (p.). ou seja. Ele explora a relação entre som.149). bulas de remédio (p. nem para o conteúdo do livro nem para além de ele. entre outras questões. O primeiro aspecto que transparece já no folhear o livro é a preocupação com a diversidade: os exercícios exploram diferentes tipos de texto (literários (p.14). temos às vezes a oportunidade de ouvir xingamentos.165). Afinal.113).aprenda e aprofunde questões que lhe interessam. Vejamos. De maneira criativa e em muitos casos cômica. Outra característica dos exercícios é o cuidado em trabalhar a partir do conhecimento que temos (mesmo que inconsciente) da nossa língua. piadas (p. conseqüentemente. tente determinar se algum deles dá informações objetivas sobre a pessoa xingada. como a que aparece na letra de forró do gato Tico: Tico mia na cama.. recupera-se a relação entre som e sentido. .17). que estimulem o pesquisador no professor. o aluno deve desenhar uma estória em quadrinhos. a título de exemplificação. Essa diversidade aparece sempre em mão dupla: transpor de um tipo de texto para outro. redações de alunos (p. diferentes linguagens (cartuns (p. em especial porque ele permite falarmos "bobagens". não se trata apenas de recuperar uma experiência lingüística bastante comum.. da oralidade para o registro mais culto. a refletir sobre a linguagem.37). ou sobre a manobra de trânsito que o provocou".

inclusive de muitos cursos de Letras. é preciso que eles coloquem a questão da relação entre som e sentido. as condições de verdade dessas sentenças não são as mesmas. um importante trabalho de leitura com diferentes tipos de textos e de linguagens. "que ensina a refletir sobre os recursos lingüísticos em seu funcionamento para extrair da reflexão um conhecimento sobre a linguagem.Sexólogo – sexo apressado. há. Vale a pena conferir! . no presente contínuo (Você é bobo. após ter trabalhado com meus alunos de graduação alguns dos exercícios deste manual. em outros termos. ainda. bloqueada pelos professores em greve. Mas também é possível esmiuçar ainda mais as diferenças. Os textos apresentam diferentes posições políticas e o autor nos convida a elucidá-las através da análise semântica dos textos.está sendo no salão de festas.. Este manual de exercícios é.. Como bem diz Geraldi este é um livro exemplar.. As primeiras sentenças de cada par estão no presente simples. as segundas. O leitor pode verificar essa última afirmação nas páginas 70 a 74. Vamos apresentar apenas um caso. pois.. permite uma prática pedagógica mais criativa e gratificante. 9). um livro sobre "práticas de análises lingüísticas"" (p. É esta brincadeira que Ilari retoma de maneira criativa e instigante porque leva os alunos a considerarem porquês de nem todas as definições apresentadas serem igualmente boas e. os exercícios são extremamente propícios para uma abordagem de descoberta. o autor propõe no exercício 6 (p. 2. Claro que uma descrição mais fina pode trazer à tona que a primeira sentença não implica que a reunião esteja acontecendo no momento em que ela é proferida. todos nós já brincamos de recortar as palavras e de criar derivações e etimologias malucas. Em muitos desses exercícios./Você está sendo bobo). a despeito do formato tradicional dos capítulos. Por exemplo. Ela pode inclusive indicar um padrão de reuniões. No capítulo sobre aspecto (capítulo 2). portanto. Como já dissemos. uma maneira eficiente de interferir na prática pedagógica de língua materna. creio que ele realiza seus objetivos: 1. Já a segunda só pode ser usada com felicidade se a reunião estiver ocorrendo no momento mesmo em que a sentença é proferida. (. Esta é a característica mais importante desse manual: os exercícios possibilitam que os alunos reflitam sobre a linguagem em atividade e (re)-construam regras que balizam o seu funcionamento. 23) que o leitor procure estabelecer diferenças de significado entre pares de sentenças. com exceção das sentenças em d e em g em que a oposição se dá entre o verbo ser e estar (O Joãozinho é careca.) É. propõe uma série de atividades específicas que tratam da questão do sentido através de uma reflexão sobre a linguagem em seu funcionamento. em que são apresentados diversos textos sobre o episódio do então governador Mário Covas forçando a abertura do prédio da Secretária de Educação./O Joãozinho está careca). O mínimo que se espera é que o aluno perceba que no português do Brasil o jogo permanente versus provisório pode ser feito através da diferença entre o presente simples e o contínuo ou através de itens lexicais distintos: o ser e o estar. Ao final de 2001. para isto. o par no item e opõe A reunião dos condôminos é no salão de festas/. Ora. Inúmeros outros exercícios podem ser citados para exemplificar procedimentos de descoberta. permitindo que professores e alunos descubram aspectos da linguagem que estiveram (e ainda estão) fora das salas de aula.

Semântica e a natureza da língua – contribuição semântica para uma gramática científica do português. ______ 1979b. Semântica formal: uma introdução. 2001. Petrópolis: Vozes. Semântica. Rodolfo e João Wanderley Geraldi. MADRE OLÍVIA. Ana. Semântica e Sintaxe. Roberta. PIRES DE OLIVEIRA. Análise Semântica. Reflexões para professores de português. 2001. . 1985. Petrópolis: Vozes. Treinamento Progressivo. São Paulo: Ática. ______ 1979a. ILARI. UFSC. Petrópolis: Vozes. A Semântica na Sala de Aula. Ensino Prático do Português. Campinas: Mercado de Letras. Florianópolis.Referências Bibliográficas MOKVA. Tese de Mestrado inédita. 1976.

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