História Línguas indígenas americanas ou ameríndias

Antes da chegada dos portugueses, estima-se que cerca de 1.500 línguas diferentes eram faladas no território que veio a ser o Brasil. Essas são agrupadas em famílias, classificadas como pertencentes aos troncos Tupi, Macro-Jê e Aruaque. Há famílias, entretanto, que não puderam ser identificadas como relacionadas a nenhum destes troncos. São elas: Karib, Pano, Maku, Yanomami, Mura, Tukano, Katukina, Txapakura, Nambikwara e Guaikuru. Evidentemente, o fato de duas sociedades indígenas americanas falarem línguas pertencentes a uma mesma família não faz com que seus membros consigam entender-se mutuamente.[4] Apesar de o Brasil ter sido descoberto oficialmente em 1500 pelos portugueses, sua colonização só começou efetivamente em 1532 e de forma gradativa. Nestes trinta anos, o Brasil foi atacado pelos holandeses, ingleses e franceses que tinham ficado de fora do Tratado de Tordesilhas (acordo entre Portugal e Espanha, em 1494, que dividiu as terras recém descobertas). No ano de 1530, o rei de Portugal organiza a primeira expedição com objetivos de colonização. Foi comandada por Martim Afonso de Sousa e tinha como objetivos povoar o território brasileiro, expulsar os invasores e iniciar o cultivo de cana-de-açúcar no Brasil. Com isso a língua portuguesa passa a ser usada factualmente no território hoje conhecido como Brasil. Ao mesmo tempo, outras nações europeias vêm para o Brasil, como a França e a Holanda (que chegou a instalar uma colônia na região que é hoje o Estado de Pernambuco). No início da colonização portuguesa no Brasil, a língua dos ameríndios Tupinambá (tronco Tupi) era falada numa enorme extensão de território ao longo da costa atlântica. Hoje em dia especula-se, erroneamente, que no século XVI, ela passou a ser aprendida pelos portugueses, que de início eram uma minoria entre a população nativa. Aos poucos, o uso dessa língua, chamada de Brasílica, teria se intensificado e generalizado-se de tal forma que passou a ser falada por quase toda a população que integrava o sistema colonial brasileiro e, com o decorrer do tempo, teria-se modificado e, a partir da segunda metade do século XVII, passado a chamar-se de língua geral. Realmente, a língua geral era, em alguns casos específicos, falada por certas populações. Era a língua do contato entre ameríndios de diferentes tribos, entre ameríndios e portugueses e seus descendentes. A língua geral era assim uma língua franca entre contatos indígenas. Essa foi a primeira influência que a língua portuguesa recebeu no Brasil e que deixou algumas marcas no vocabulário popular falado atualmente no país. A língua geral possuía duas variantes:

Trecho da poesia Língua Portuguesa Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela… Olavo Bilac

A Língua Geral Paulista: originária na língua dos ameríndios Tupi de São Vicente e do alto rio Tietê, passa a ser falada pelos bandeirantes no século XVII. Dessa forma, ouve-se tal idioma em locais em que esses ameríndios jamais estiveram, influenciando o modo de falar dos brasileiros. O Nheengatu, (ie’engatú = "língua boa") é uma língua tupi-guarani falada no Brasil e países limítrofes. O Nheengatu é uma língua de comércio que foi desenvolvida ou como que compilada pelos jesuítas portugueses nos séculos XVII e XVIII, tendo como fundamentos o vocabulário e a pronúncia tupinambá e como referência a gramática da língua portuguesa, tendo sido o vocabulário enriquecido com palavras do português e do castelhano.

O português no Brasil

O Marquês de Pombal instituiu o português como a língua oficial do Brasil, proibindo o uso da língua geral. Com a saída dos holandeses em 1654, o português passa a ser a única "Língua de Estado" do Brasil. No fim do século XVII, os bandeirantes iniciam a exploração do interior do continente, e descobrem ouro e diamantes. Devido a isso, o número de imigrantes portugueses no Brasil e o número de falantes da Língua Portuguesa no Brasil passam a aumentar, superando os falantes da língua geral (derivada do tupinambá). Em 17 de agosto de 1758, o Marquês de Pombal instituiu o português como a língua oficial do Brasil, ficando proibido o uso da língua geral. Nesta altura, devido à evolução natural da língua, o português falado no Brasil já tinha características próprias que o diferenciavam do falado em Portugal. No século XVII, devido à intensificação do cultivo de cana-de-açúcar, existe um grande fluxo de escravos vindos da África, que se espalharam por todas as regiões ocupadas pelos portugueses e que trazem uma influência lexical africana para o português falado

no Brasil. Para se ter uma ideia, no século XVI foram trazidos para o Brasil 100 mil negros. Este número salta para 600 mil no século XVII e 1 milhão e 300 mil no século XVIII. A influência lexical africana veio principalmente da língua iorubá, falado pelos negros vindos da Nigéria, e do quimbundo angolano. Com a transferência da corte portuguesa para o Brasil em 1808, como consequência das invasões francesas, ocorre uma relusitanização no falar da cidade do Rio de Janeiro, que passou a ser a capital do país. Acompanhando a família real, chegam ao Rio de Janeiro cerca de 15 mil portugueses. Com essa relusitanização expande-se e influencia outras partes do Brasil. Em 1822 o Brasil torna-se independente. Com isso o tráfico negreiro diminui e muitos imigrantes europeus, como alemães e italianos, chegam ao país. Em números absolutos os italianos formaram a maior corrente imigratória no país. Deste modo, as especificidades linguísticas dos imigrantes italianos interferiram nas transformações da língua portuguesa no Brasil. Assim, palavras foram agregadas de outros idiomas europeus. Na segunda metade do século XIX ocorre uma tentativa, dos autores romantistas, de criar uma personalidade literal brasileira. Entretanto, o movimento que consagrou rapidamente a norma brasileira foi o Modernismo brasileiro. Esse foi um movimento de nacionalização que rompeu com o Parnasianismo e com a imitação do padrão tradicional do português, privilegiando as peculiaridades do falar brasileiro. O Modernismo brasileiro nasceu no dia 11 de fevereiro de 1922, com a Semana de arte moderna de 1922. Representou uma verdadeira renovação da linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora e na ruptura com o passado. O evento marcou época ao apresentar novas ideias e conceitos artísticos. Há várias ideias acerca de quando começaram a divergir o português do Brasil e o de Portugal. O professor titular da USP Ataliba Teixeira de Castilho disse numa entrevista ao jornal da UNICAMP:[5] "Há várias posições sobre isso. Uns dizem que a partir do Século XIX começou a ser construída uma gramática do português brasileiro, quer dizer, uma nova língua, distinta do português europeu. Mas se analisar o português medieval, como fez a minha mulher Célia Maria Moraes de Castilho em sua tese de doutorado, descobre-se que aquilo que se explicava como um abrasileiramento do português, na verdade, já se encontrava lá, sobretudo nos documentos do Século XV. Ou seja, esse português veio para o Brasil e foi preservado. Nós estamos fazendo mudanças gramaticais a partir dessa base. Já Portugal, a partir do Século XVIII, imprimiu um novo rumo à língua, por isso é que muito do que aqui sobreviveu, não existe mais lá. Eles é que estão diferentes, não nós."[6] É preciso, também, não esquecer que em Portugal existe uma grande variedade de dialetos para além do de Lisboa, alguns mais próximos dos brasileiros. pt-BR

[editar] Africanismos . já que não alteram a constituição morfológica e fonética da palavra a que se ligam. enfermidades: catapora. abacaxi e araíba. crenças e fenômenos da natureza: urupema. -guaçu (grande) e -mirim (pequeno) nas palavras arapaçu (pássaro de bico grande). substantivos peculiares da fauna e flora: como cupim. nomes de utensílios. gerando a mesma estranheza quando ouvidas ou lidas por um falante da outra variante. Os missionários jesuítas denominaram de tapuias os aborígenes não-tupis. mingau. São exemplos destes sufixos o -açu (grande). mandioca. definido por normas ISO (ver ISO 639-1 e ISO 3166-1 alpha-2) e normas Internet (ver "IETF language tag"). Pará e Curicica. Taquara. segundo alguns autores. Tupinismos São os chamados "brasileirismos" que derivam diretamente da língua tupi ou que por ela foram influenciados. no entanto. verdadeiros sufixos. jacarandá. Tijuca. como acontece com alguns sufixos que. apesar de estarem dicionarizadas em ambos os países (Brasil e Portugal). mandiguaçu (peixe grande). iracema. babaçu (palmeira grande). não são utilizadas por um ou por outro. como -rana (parecido com) e -oara (valor gentílico) nas palavras bibirana (planta da família das anonáceas). Jandaia e Iara. Outros exemplos são: • • • • • topônimos: Ipanema. moqueca. nomes ou sobrenomes de pessoas: Araci. abatimirim (arroz miúdo) ou mesa-mirim (mesa pequena). Existem. brancarana (mulata clara) ou paroara (natural do Pará) e marajoara (natural da Ilha do Marajó. tipóia. existe uma série de peculiaridades que podem gerar confusão e desentendimentos entre os falantes das duas variantes. Amerindinismos Existem influências de outras línguas ameríndias não-tupis que se falavam no país à data da chegada dos portugueses e com as quais houve contato. Léxico Ver também: Lista de diferenças lexicais entre versões da língua portuguesa Ainda que o léxico brasileiro seja o mesmo que o do português europeu. Há ainda as palavras que.pt-BR é um código de língua para o português brasileiro. funcionam mais como adjetivos do que como sufixos. Pará). Ceará. guri e xará.

de goal. inglês. w.O tráfico de escravos. que designam novos objetos. quarto-de-banho. lavabos. lixívia SIDA (Síndrome de Imuno-Deficiência Adquirida) alho-porro amaragem aguarela ficheiro aterragem casa de banho. especialmente da África para os engenhos brasileiros. invenções. sanitário bonde brócolis café da manhã. toilettes. mormente da família banto. técnicas.[7] [editar] Neologismos Há palavras novas (neologismos. mais rico de vocabulário e de expressão no resto do país. Outras exemplos são gol (pt golo.c. sanitários. A tabela abaixo ilustra outras diferenças lexicais: Brasil abridor de garrafas ou saca-rolhas abridor de latas aeromoça. inglês). xampu (pt champô. desjejum cuecas femininas . etc) que têm uma formação distinta da que se verificou em Portugal. toalete. lavabo. de shampoo. do inglês sport). desjejum. eléctrico brócolos pequeno almoço. trouxe consigo. )). bonde por oposição a eléctrico ou aeromoça por oposição a hospedeira de bordo. esporte (pt desporto. comissária de bordo água-viva ou medusa água sanitária AIDS alho-poró amerissagem aquarela arquivo (de computador) aterrissagem banheiro. toda uma série de termos que em breve veio a determinar a criação de duas línguas africanas gerais: o nagô ou ioruba — especialmente na Bahia — e o quimbundo. parva calcinha Portugal saca-rolhas abre-latas hospedeira água-viva alforreca ou medusa água sanitária. trem por oposição a comboio. São exemplos ônibus por oposição a autocarro.

pestana. fita adesiva escanteio esparadrapo. auriculares. carta carteira de identidade ou Registro Geral/RG chaveiro cílio. penso-rápido gare. relva grampeador Irã camião camioneta canadiano cancro dióspiro boleia carro descapotável carta de condução bilhete de identidade/BI/ cartão do cidadão porta-chaves ou chaveiro pestana betão autoclismo realizador dobragem fita gomada. estação caminho de ferro. celha concreto descarga diretor (de cinema) dublagem durex. fita-cola. ferrovia bairro de lata fila ou bicha auscultadores. bandeide (band-aid) estação de trem estrada de ferro.caminhão ou camião (linguagem oral) caminhonete. ferrovia favela fila de pessoas fones de ouvido freio. perua canadense câncer caqui carona carro conversível carta/carteira de habilitação. breque gol grama. fita adesiva pontapé de canto penso. freio golo relva agrafador Irão . van. fones travão. carteira de motorista.

soutien-gorge tcheco. rugby salva-vidas ou guarda-vidas secretária eletrônica sunga ou calção de banho sutiã. astronave pebolim (ou totó) perua. pé-de-pato ônibus ônibus espacial. israelita legal maiô mamadeira metrô Moscou nadadeiras. composição ferroviária Islão esferovite israelita fixe fato-de-banho biberão metro. soutien. espaçonave. rugby salva-vidas ou nadador-salvador atendedor de chamadas calções de banho. equipe tiro de meta torcida trem. nave espacial. vaso sanitário ou privada rúgbi. metropolitano Moscovo barbatanas autocarro vaivém. sutiã checo ecrã telemóvel fato equipa. veículo espacial recuperável matraquilhos carrinha polaco retrete ou sanita râguebi. checo tela telefone celular (ou simplesmente celular).Islã isopor israelense. aparelho de telefonia celular terno time. equipe pontapé de baliza claque comboio . calção de banho soutien. van polonês. polaco privada sanitária.

oclusiva. oral. amplo. â Semi-aberta. frontal. ã Semi-aberta. sonora Data. dentro de cada padrão. oral. ova. não arredondada item. bilabial. nunca. oral. é Semi-aberta. velar. . pêssego. oclusiva. surda Telha. entretanto. sendo treze vogais. símbolo. ombro. tinta. cônsul. algum. arredondada ótima. posterior. ou seja. ñ Nasal. lanho. cômputo. oral. O português brasileiro utiliza 34 fonemas. diferentes dos usados no português europeu. posterior. linguodental. também. oclusiva. n Nasal. frontal. uma mesma palavra tem notação fonética diferente no Brasil da dos outros países lusófonos. não arredondada. alveolar Nervo. u Fechada. oral. posterior. linguodental. ânsia. sonora. maçã. concêntrico. posterior. centro. nasal. oral. não arredondada. surda Pato. oral. ontem. sonora. antes. t Oral. têm. frontal. Existem vários dialetos dentro do português brasileiro e o europeu. d Oral. ũ Fechada. nasal. sonora Barco. não arredondada. arredondada. nasal. âmbito. oral. ê Semi-aberta. bilabial. ĩ Fechada frontal. sonora. nasal. p Oral. i Fechada. não arredondada. sonora Gato. simples. Fonema * Características fonéticas Exemplos ** á Aberta. g Oral. pano. não arredondada medo. não arredondada.** Vogais ó semi-aberta. nasal.Vietnã Fonologia Vietname Os fonemas usados no português do Brasil são. plúmbeo. não arredondada sempre. síncrono. ramo. posterior. átomo. arredondada uva. êmbolo. central. õ Semi-fechada. peça. esses dialetos compartilham as mesmas peculiaridades básicas do ponto de vista fonético. oclusiva. central. b Oral. útero. oclusiva. frontal. renúncia. arredondada rolha. ô Semi-fechada. bilabial Marca. arredondada. central. Consoantes m Nasal. arte. muito. muitas vezes. silvícola. ẽ Semi-fechada. métrica. palatal Arranhado. avô. dezenove consoantes e duas semivogais.

vibrante. Variação. **** Comparação ao português europeu Alguns autores sugerem que o português do Brasil seguiu as características do português europeu do Centro-Sul. também. lateral aproximante. velar. sonora Oral. Oral. vibrante. o que sugere que o português do Brasil poderá ter uma grande influência dos dialetos setentrionais de Portugal. sonora. área. espesso. surda Oral. gelo. pão. em vez de [ʃ] e [ʒ] como em Portugal. frequente. surda Oral. xarope. jarro. Farelo. a pronúncia do "e" tônico como [e]. uivo. alveolar. Cavalheiro. labiodental. *** automático. Vento. surda Oral. [8] No entanto. velar. sonora. palatal. cebola. fricativa. açúcar. falam. vivem. uvular Oral. quanto. fricativa. perpetuando "mais uma vez a pronúncia de Portugal antes das grandes mutações fonéticas do século XVIII". alveolar. zero. exalar. sonora Oral. alveolar Oral. certas inovações fonéticas ocorridas no português europeu no século XIX foram ignoradas no Brasil: manteve-se a pronúncia [ej] em ditongos como do "ei" em "primeiro".[11] . sonora Carro. sonora. Seta. As vogais átonas permaneceram abertas. auxílio. asceta. fricativa. palatal. Luz. fricativa. casa. lateral aproximante. dados históricos provam que a grande maioria dos imigrantes portugueses que se instalaram no Brasil durante não só o período colonial mas também no período pós-colonial eram oriundos das regiões Norte/Nordeste do país. versus a pronúncia [ɐj]. pós-alveolar. carroça. os -s e -z em final de palavra ou diante de consoante surda são realizados como [s] (como em "atrás" ou "uma vez") ou como [z] diante de consoante sonora ("desde"). rato. pós-alveolar.k v f z s j x R r ʎ l y Semivogais w Oral.[9] Alguns aspectos conservadores e inovadores da fonética brasileira: Aspectos conservadores Na maior parte do Brasil. alveolar Oral. labiodental. fricativa. sonora. sonora Oral. versus [ɐ]. têm. sonora Oral. em palavras como "espelho" ou "vejo". chuva. móvel. fricativa.[10] Por outro lado. oclusiva. excesso. mãe. surda Oral.

Isso é especialmente perceptível em vogais antes de /n/ ou /m/ seguidos de vogal. Vocalização do "l" velar. em Portugal. "vénia".. assinalam-se os seguintes: Desaparição da oposição entre timbre aberto e fechado nas vogais tônicas a. italiano centro-meridional. g. *finaw em vez de final): possível de ouvir também em algumas zonas do Alto Minho. provençal. alguns casos de epêntese (e. em espanhol. "António"). "Antônio" vs. mas ocorrem no PE. porém.[12] Os fenômenos fonológicos do PB que não ocorreram no PE ora são apresentados pelos tupinólogos como provas da influência tupi. são pronunciadas com tanta nasalização quanto as vogais fonemicamente nasalizadas. g. *amaro por amaram): ocorre o mesmo em alguns falares do Norte de Portugal. terminação verbal átona desnasalizada (e. em Portugal Insular.[13] porquanto tais fenômenos são encontrados em outras línguas neolatinas: • • • • • • ensurdecimento e queda do r final: ocorre também em francês. O mesmo fenômeno ocorre nas vogais das sílabas pretônicas (ex: o primeiro "a" de cadeira. enquanto no PE quase não têm nasalização. vogais abertas (que não ocorrem em nasalização no português em geral) não ocorrem antes de /n/ ou /m/ no PB. Pelo mesmo motivo. Isso pode afetar a escrita das palavras. ieísmo (e. e e o seguidas de consoante nasal (ex: "vênia" vs. catalão. como em "animal". no galego. como o do Baixo Minho. etc. no PB. e da Madeira.Aspectos inovadores Entre outros. no Norte de Portugal. Alguns autores. em dialetos crioulos portugueses. g. *muier por mulher ou *trabaio por trabalho): no francês. contestam a tese de que esse tipo de influência tenha sido determinante. ora pelos africanistas como influência das línguas dos escravos. queda ou vocalização do l final (e. *fulô por flor ou *quelaro por claro): aparece na evolução do latim nas diversas línguas românicas. *andano em vez de andando): efetuou-se no catalão antigo. preferindo interpretar tais mudanças fonéticas como "desenvolvimento ou a realização de tendências latentes. Nota: o asterisco (*) marca as palavras ortograficamente incorretas Nasalização A nasalização é muito mais presente no português brasileiro que no europeu. andaluz. redução de nd a n nos gerúndios (e. embrionárias ou incipientes na língua-tronco". g. g. aragonês. que em algumas regiões é pronunciado [ɐ̃ni ˈmaw]. sendo a explicação . pronunciado /a/ no Brasil e /ɐ/ em Portugal).

São Paulo. No Nordeste se fala [bɐˈnɐ̃n ɐ]. enquanto no Sul a pronúncia é [baˈnɐ̃n ɐ]. o A como [ɐ] e o E como [i]. [15] Exemplo: manhãzinha [mɐ̃j̃ ɐ̃zĩj̃ ɐ]. a nasalização de vogais tônicas antes de consoante nasal não ocorre. sede das principais emissoras de televisão (à exceção da Rede Globo). a pronúncia é sempre [ɲ]. No PE. [14]Isso é tornado especialmente relevante pela condição de São Paulo como grande centro da mídia brasileira. nos sotaques do Norte e Nordeste há muitas regras complexas. Um fenômeno relacionado ao já descrito é uma divergência de pronúncia da consoante representada por nh. não nasal. onde. Uma outra diferença perceptível. os brasileiros pronunciam as vogais de forma mais aberta que os portugueses. que determinam a pronúncia aberta de E e O em posição átona em muitas palavras. Dessa forma. Por exemplo. Em contraste. em boa parte do Brasil. Uma exceção importante é a maior cidade do país. são nasalizadas quase sempre. [16] Nas sílabas seguintes à tônica. Em geral. Um exemplo famoso é a pronúncia de banana. enquanto no Sul-Sudeste podem permanecer não nasalizadas se forem átonas. enquanto os brasileiros pronunciam os dois tempos verbais como [faˈlɐ̃mus] . que se fala [heboˈla] no Sudeste e [hɛbɔˈla] no Nordeste. De forma geral. mesmo quando estão as reduzindo. o que faz com que essa pronúncia não nasal seja ouvida em boa parte da programação nacional de televisão e rádio. mesmo que pequena. isso quando não são reduzidos a [i] e [u]. mas sua intensidade e frequência são variáveis entre a variante europeia e a brasileira. como harmónico [ɐɾˈmɔniku] e harmônico [aɦˈmõniku]. talvez pela influência da forte imigração italiana. ao invés do /õ/ nasal ouvido em grande parte do Brasil. entre os dialetos é a frequência de nasalização das vogais antes de M e N. mas. Redução de vogais A redução de vogais é uma característica fonética notável da língua portuguesa. Exemplo: “rebolar”. a palavra homens é pronunciada em São Paulo com um /o/ oral. é realizada como a semivogal nasalizada [j̃]. ainda não muito estudadas.para a maior parte das duplas grafias permitidas pelo Acordo Ortográfico. o PB geralmente pronuncia o O como [u]. Em contraste. os dialetos do Sul-Sudeste sempre pronunciam E e O átonos como [e] e [o]. o PE pronuncia o A átono principalmente como [ɐ]. A principal diferença entre os dialetos internos do Brasil é a presença frequente ou não de vogais abertas em sílabas átonas. Nesse caso a pronúncia pode variar de palavra para palavra ou até de falante para falante. a palavra setembro é [seˈtẽbɾu]/[sɛˈtẽbɾʊ] no Brasil mas [s(ɨ)ˈtẽbɾu] em Portugal. No Norte-Nordeste. elide (não pronuncia) algumas vogais átonas ou as reduz a uma vogal [ɨ] (um som que não existe no português do Brasil). Alguns dialetos do PB seguem esse padrão também nas vogais anteriores à sílaba tônica. ̃ Palatalização de /di/ e /ti/ . Um outro caso é a distinção que o PE faz entre falamos [fɐˈlɐmuʃ] e falámos [fɐˈlamuʃ].

algumas regiões brasileiras (como Minas Gerais e partes do Nordeste) apresentam uma tendência oposta. causando a redução da palavra e a criação de encontros consonantais: prática > prát'ca. o som /l/ em fim de sílaba é pronunciado como [u] em quase todos os dialetos do país. ps. ou /s/ por meio da inserção da vogal epentética /i/. apesar das dimensões continentais do Brasil. /l/. Dialetos do português brasileiro A fala popular brasileira apresenta uma relativa unidade. maior ainda do que a da portuguesa[carece de fontes?]. Assim. que também pode ser caracterizada. respectivamente. Isto também é visto no PE. como um xevá. mas atualmente é a norma em muitos outros estados e grandes cidades. mn. cócega > cosca). [r] (o som do dígrafo RR) é enfraquecido a [χ] ou [h]. em média. onde é comum para a maioria dos falantes abaixo de 40 anos. isto é. ft. de reduzir a vogal átona [i] em uma vogal muito fraca. bt. Esse fenômeno pode ocorrer ainda mais intensamente em vogais átonas pós-tônicas (exceto as finais). mas [pɾɨziˈdẽt(ɨ)] em Portugal.[18] Esse fenômeno acontece predominantemente em posição pretônica e com os encontros consonantais ks. encontros consonantais que não são comuns em português. como Belo Horizonte e Salvador. por ser também uma característica da língua japonesa. dv. matar e correr são normalmente pronunciados como [maˈta] e [koˈhe]. Epêntese em encontros consonantais O PB tende a desfazer encontros consonantais em que a primeira consoante não seja /r/. Essa pronúncia deve ter começado no Rio de Janeiro e ainda é frequentemente associada a essa cidade. por conta da influência maior do português europeu (no Nordeste) e do italiano e do espanhol (no caso do Sul).[20] Paralelamente. foi difundida para algumas regiões do estado de São Paulo (talvez pela imigração). Sempre foi a norma na comunidade japonesa do Brasil. bj. combinados com o fato de que /n/ e /m/ não ocorrem ̯ em fim de sílaba em português (sendo substituídos pela nasalização da vogal anterior). As regiões que ainda preservam o [ti] não palatalizado se localizam principalmente no Nordeste e no Sul do país. costuma ser suprimido. em certos contextos. o que faz com que partes ou destratar sejam frequentemente realizados como [pahts] e [dʃtɾaˈta]. e o som da letra R em fim de sílaba (qualquer que seja). antes de /i/. tm e dm. mas com menos frequência. Esses fenômenos. abóbora > abobra. A palavra presidente. kt. dj. por exemplo. Exemplo: "opção" : [ɔpˈsɐʊ̃] > [ɔpiˈsɐʊ̃] ). se fala [pɾeziˈdẽtᶴi] nas regiões brasileiras em que esse fenômeno ocorre. No ̃ ̃ entanto. quando está no fim de verbos.[19] Supressão do R e vocalização do L Na maioria das regiões do Brasil. A comparação das variedades dialetais do português brasileiro com as do português europeu leva à . fazem com que o PB tenha uma fonologia que favorece fortemente sílabas abertas. máquina > maq'na. Recentemente.Uma das tendências mais notáveis do PB modern é a palatalização de/d/ e /t/[17] na maioria das regiões. esses sons são pronunciados como [dʒ] e [tʃ] (ou [dᶾ] e [tᶴ]).

Os principais dialetos do português brasileiro são: Dialetos do Brasil. estabelecidos e reconhecidos por linguistas tais como Amadeu Amaral. eles levaram o português paulista até Macaé.Ceará 3.região da Bahia 4. já foram estudados.[5] o linguista Ataliba de Castilho diz que o padrão do português paulista espalhou-se pelo Brasil. Há pouca precisão na divisão dialetal brasileira. cerca de 16 mil portugueses. verá que os paulistas tomaram várias direções.Minas Gerais (a cidade de Belo Horizonte possui um jeito de falar próprio) .parte do interior do estado de São Paulo e de Goiás. Carioca .conclusão de que aquelas representam em conjunto um sincretismo destas.Rio Grande do Sul (a cidade de Porto Alegre possui um jeito de falar próprio) 6. 1. Isso mudou em 1808. Tudo isso integrava a Capitania de São Paulo. O português paulista do século XVI precisa ser estudado. há poucos estudos a respeito da maioria dos demais dialetos. João VI chegou com sua Corte. sul de Minas Gerais e Triângulo Mineiro 2. como os portugueses de então. Gaúcho . das entradas e dos tropeiros. no estado do Rio de Janeiro. E não eram portugueses quaisquer. Alguns dialetos. para Minas e Goiás. Contudo. parte do norte do Paraná. como o dialeto caipira. E os cariocas começaram a chiar. com exceção do Nordeste e do Norte". Seu prestígio fez com que imediatamente a língua local fosse alterada. escravos.cidade do Rio de Janeiro 5. Eram portugueses da Corte. Na direção do Vale do Paraíba. Era paulista a língua que se falava no Rio de Janeiro. "Se você olhar mapas que retratem os movimentos das bandeiras. Cearense . índios e europeus criaram um jeito de pronunciar que se espalhou pelo país através do comércio e outras formas. quando bandeirantes paulistas. quando a população do Rio era de 14 mil habitantes e D. Caipira . porque ele foi levado para quase todo o país. Em entrevista ao jornal da UNICAMP. já que quase todos os traços regionais ou do português padrão europeu que não aparecem na língua culta brasileira são encontrados em algum dialeto do Brasil. parte do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. para o Mato Grosso. Mineiro . A primeira célula do português brasileiro surgiu em Minas Gerais com a exploração de pedras preciosas. para os estados do sul. Baiano . e atualmente aceita-se a classificação proposta pelo filólogo Antenor Nascentes.

Paraná. diferentemente do Caipira que é bem intenso no município de Piracicaba. exemplificando algumas cidades como Campinas e algumas da RMC. Sulista . Mato Grosso e algumas regiões do Paraná.exclusivo da região metropolitana de Belém assim como o fluminense tem origens portuguesas.Estado do Rio de Janeiro (a cidade do Rio de Janeiro tem um falar próprio) 16. Paulínia e Hortolândia. 14. Paulistano . 12. um modo diferente de se falar.Estados do nordeste brasileiro (alguns estados como Ceará. 8.Cidade de Brasília a cidade desenvolveu uma maneira própria de falar. Nordestino (ouvir) .Cidade de Florianópolis (próximo ao açoriano) 13. 11. mais falado na região da cidade de São Paulo. "Brasiliense" .semelhante ao nordestino.Estados do Paraná e Santa Catarina (a cidade de Curitiba tem um falar próprio[21]. Sertanejo . o norte catarinense e o vale do itajaí falam um dialeto com influências alemãs e o sul catarinense (mais precisamente em Criciúma) possui um falar bem parecido com o Italiano chegando a ser quase incompreensível[carece de fontes?] em algumas regiões. Fluminense (ouvir) . apenas Goiás permaneceu com esse dialeto. • Obs: Algumas cidades do interior do estado de São Paulo tem um modo próprio de falar.estados da bacia do Amazonas.7. O estado de Tocantins tem um falar próprio. Nortista . graças as várias ondas de migração. próximo ao açoriano). "Paraense" . 15. também é falado em algumas cidades de Santa Catarina e São Paulo que fazem divisa com o Paraná. o sotaque paraense tem o "chiado forte" quando pronunciado em palavras que tenham letra "s" no começo ou final de frases. apesar de o dialeto ter evoluído por causa da imigração forte em Mato Grosso.. Paranaense . como Americana.Estados de Goiás. há ainda um pequeno dialeto no litoral catarinense. e do Paulistano. o oeste e serra catarinense sofre influência do gaúcho. "Manezinho da Ilha" . Ver artigo principal: Ortografia da língua portuguesa [editar] Ortografia . Pernambuco e Piauí possuem diferenças linguísticas entre a capital e o interior).cidade de São Paulo 10. 9.

mas pronunciada no português brasileiro (por exemplo. No entanto. normalmente muda. o trema era usado no português brasileiro para assinalar que a letra u nas combinações que. que foram eliminadas da escrita no Brasil. em janeiro de 2009. as palavras ação e atual. A ortografia do português europeu já não utilizava o trema. restando apenas um número pequeno de palavras que admitirão ortografia dupla. gue e gui. Português europeu acção baptismo contacto direcção eléctrico óptimo Português brasileiro Ação batismo contato direção elétrico Ótimo Com a implementação do Acordo Ortográfico de 1990. a maioria das consoantes mudas serão também eliminadas da ortografia oficial do português europeu. existem duas normas ortográficas para o português: uma em vigor no Brasil e outra nos restantes países lusófonos. já aprovado pela Assembleia da República portuguesa e assinado pelo Presidente da República. Por exemplo. reservando-o para palavras derivadas de nomes estrangeiros. Com a entrada em vigor no novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa a partir de 1º de janeiro de 2009 o trema deixou de ser usado. [editar] O trema Até a entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990. mülleriano e Bündchen são exemplos.Desde 1945. geralmente quando a consoante é muda no português europeu. tranqüilo deixam de ter trema. a não ser em nomes próprios e derivados. que em Portugal são grafadas acção e actual. Palavras como lingüiça. em recepção). qui. Até 2012 vigora no Brasil um período de adaptação. seqüestro. como mülleriano (do antropônimo Müller). Acordo Ortográfico de 1990 Formulário Ortográfico de 1943 linguiça lingüiça . durante o qual tanto a antiga ortografia da Formulário Ortográfico de 1943. o acento continua a ser usado em palavras estrangeiras e seus derivados: Müller. ou vice-versa (por exemplo. como a nova do Acordo Ortográfico de 1990 são oficialmente aceitas como válidas. A maior parte das diferenças diz respeito às consoantes "mudas". em facto). Exemplos: sangüíneo (pronuncia-se /sãˈgwinju/) e conseqüência (pronuncia-se /kõseˈkwẽsja/). deve ser pronunciada. mas ditas como no PB.

por terem a vogal tônica aberta. todas as palavras possuem uma sílaba tônica: a que recebe a maior inflexão de voz. [editar] Acento Fonético De acordo com as teorias tradicionais. Só existe uma sílaba tônica em cada palavra. particularmente no Norte de Portugal. o acento no português é abordado nos seguintes aspectos.) Na Língua Portuguesa. a pronúncia de fato é fémea e estómago. com palavras a proparoxítonas a receberem acento circunflexo em ambas as normas: fêmea. estômago.sequência frequência quinquênio pinguim bilíngue trilíngue quinquelíngue sequestro [editar] Acentuação Gráfica seqüência freqüência qüinqüênio pingüim bilíngüe trilíngüe qüinqüelíngüe seqüestro Devido à diferença de pronúncia entre o português falado no Brasil e o falado em Portugal. as proparoxítonas que no Brasil recebem acento circunflexo. . As sílabas são subdivididas em tônicas. porém. em Portugal recebem acento agudo. (Em algumas variantes de português europeu. Observe: Português europeu cómodo fenómeno tónico génio Português brasileiro cômodo fenômeno Tônico Gênio Note-se que existem exceções a esta regra. subtônicas e átonas. Nem todas. apesar da grafia. etc. são marcadas pelo acento gráfico. por terem a vogal tônica fechada. [editar] Sílaba tônica A sílaba tônica é a mais forte da palavra.

Entretanto. uma sílaba curta como pé possui uma mora. A proeminência. que são as que provêm de outra palavra. sendo o pico de intensidade da palavra.ra)(fu. oxítona. A mora é uma unidade de duração da sílaba. em inglês) possui duas moras.ra)(fu. A palavra é. na.A sílaba tônica é zi.A sílaba tônica é a última (ná). Por exemplo. pro. portanto. o cabeça do segundo pé possui maior intensidade que o do primeiro. O troqueu moraico é sensível ao peso (sílabas com mais de uma mora são chamadas sílabas pesadas e aquelas que têm apenas uma mora. por exemplo. a palavra parafuso se divide em dois pés: (pa. portanto. Cada pé possui seu cabeça. Coincide com a tônica da palavra primitiva. A sílaba tônica sempre se encontra em uma destas três sílabas: na última (a palavra é oxítona). O táxi . Propolina .A sílaba tônica é a antepenúltima (pró). diferente do troqueu. e a subtônica. [editar] Sílaba subtônica A sílaba subtônica só existe em palavras derivadas. que recebe o nome de cabeça. pois era a tônica da primitiva (própolis). Iambo .A sílaba tônica é li. com o cabeça à esquerda. a silaba tônica da palavra primitiva se transforma em subtônica da derivada. A própolis . O troqueu silábico é sensível à intensidade. como. [editar] Sílabas átonas Todas as outras sílabas são denominadas de átonas.O guaraná . as palavras são divididas em pés. paroxítona.Todo iambo é sensível ao peso. enquanto uma sílaba longa como "feet" (pés. É o caso da língua portuguesa e bem representado em (pa. pois era a tônica da primitiva (táxi). na palavra .É um pé de duas sílabas.A sílaba tônica é a penúltima (tá). Troqueu moraico . [editar] Teoria Moderna do Acento Já as teorias modernas têm uma visão mais abrangente no que tange à questão do acento. com o cabeça à esquerda. A palavra é. Por exemplo. em vez da ideia de sílabas tônicas e subtônicas. pois era a tônica da primitiva (guaraná). Taxímetro . é a subtônica. FU. proparoxítona.A sílaba tônica é xí. portanto. Feet é um exemplo de troqueu moraico. De acordo com a Teoria do Acento. como seguem: Troqueu silábico . e a subtônica. temos a noção de acento primário (fu) e acento secundário (pa). no caso. Exemplo de língua iâmbica é o francês. o cabeça do primeiro pé é PA e o do segundo. A palavra é. ta. Um outro aspecto considerado são os tipos de pés.so). nos quais há um elemento preponderante.so).É um pé de duas moras. Guaranazinho . na penúltima (paroxítona) ou na antepenúltima (proparoxítona). É composto ou por duas sílabas leves ou uma sílaba leve e uma pesada. Assim. ou seja. recai sobre o elemento da direita. sílabas leves).

que pode ser dividida nos pés (a. como acento secundário da palavra guaranazinho. a sílaba RA e. Veja como referenciar e citar as fontes. sendo os elementos proeminentes NA e GIE.nho).nho). mas ao que o interlocutor quis saber pela pergunta.na)(zi. Por isso é comum responder a perguntas do tipo dizendo-se simplesmente "É". Um deles está citado anteriormente sobre a sílaba subtônica. como em "Não é. que. [editar] Dícticos . É comum no Brasil fazer uma negação dupla com "não" no início e no fim da frase. Já a teoria do acento afirma que não pode haver choque de acentos. é preferido o verbo em questão. átono.na)(lo. Em algumas regiões. acadêmico — Scirus. como acento primário. É comum se incluir a forma verbal "não é" (ou sua contração "né") no fim de perguntas. Exemplo: "Vou não". com função de ênfase. Isto foi constatado também em estudos da fonética acústica. o que compromete sua credibilidade (desde Dezembro de 2008). o acento secundário nunca é vizinho do acento primário. teremos dois pés bem formados e um pé degenerado (pé que não segue a formação esperada): (gua)(ra. Ou seja. este último o mais proeminente da palavra. inserindoas no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Por favor. Pela estrutura acentual do português. melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes. Isso revela uma tendência no português brasileiro de responder não a uma pergunta literal. não". Exemplo: — Cê foi na prefeitura? — Fui. Assim. como é o caso do português. a sílaba proeminente em (ra. temos. o primeiro "não" desse par. Retomando o exemplo de guaraná . a sílaba ZI. Se separarmos os pés troqueus. É também comum que se omita o primeiro "não".na) será RA e em (zi. [editar] Gramática Esta página ou se(c)ção não cita nenhuma fonte ou referência. livros. na teoria tradicional tem "na" como sílaba subtônica e "zi" como tônica.guaranazinho. No lugar dele.gie). Encontre fontes: Google — notícias.analogie. é pronunciado como [nũ]. o que resulta numa ordem de palavras para negação inversa à prevalente em Portugal. [editar] Afirmação e negação O português falado informal raramente usa o advérbio "sim"[22]. Esta teoria contraria a teoria tradicional em alguns aspectos. ZI.

É interessante notar que. os pronomes demonstrativos têm três formas. Na linguagem informal.[23] Talvez para desfazer a ambiguidade gerada por essa fusão. • Apesar do pouco uso do pronome reto tu no português falado na maior parte do Brasil. o uso de te com você é condenado pelas gramáticas normativas usadas nas escolas brasileiras e é evitado na linguagem formal escrita. Na língua falada informal. para se ter maior precisão. o seu correspondente pronome oblíquo te ainda é amplamente utilizado no português brasileiro. excetuando-se pessoas mais velhas ou. Na forma falada. há uma preferência maior pela ausência do artigo. [editar] Artigo definido antes do possessivo Em todas as variantes do português. substituindo este/esse). Isso torna o português brasileiro mais parecido com as línguas de pronome pessoal obrigatório como o francês.[24] [editar] Você e tu Em algumas regiões do Brasil. No entanto. é facultativo o uso de artigo definido antes de pronome possessivo: o meu filho e meu filho são ambos corretos. em comparação a Portugal. já no Brasil é a forma mais comum de se dirigir a qualquer pessoa. mas "Não anda" em vez de "Não andes"). intensificou-se o uso da contração "dele". superiores hierárquicos ou autoridades (nesses casos é empregada a forma de tratamento o senhor ou a senhora). este/esse/aquele). Além disso. O você em Portugal é uma forma de tratamento semiformal. • . Apesar de dominante mesmo entre falantes escolarizados. em lugar de "Ande". que pode se referir tanto à terceira pessoa como à segunda. o pronome de tratamento você ganhou estatuto de pronome pessoal. no caso dos verbos ser e estar. mais necessário se faz o preenchimento do sujeito pronominal. o pronome "seu" é usado unicamente para a segunda pessoa. em situações formais. é comum que o pronome demonstrativo venha acompanhado de um advérbio que indique a proximidade (esse aqui/esse aí. Quanto menor é o número de flexões que o verbo faz em relação aos pronomes. o que reduz o número de flexões do verbo em relação aos pronomes. frequentemente em combinação com formas pronominais e verbais de terceira pessoa. o alemão e o inglês. o modo imperativo do verbo concorda com o pronome tu ("Anda". os imperativos de segunda pessoa sê e está nunca são usados pelos brasileiros. Para desfazer a ambiguidade. No português brasileiro. os pares "isto" e "isso" e "este" e "esse" são com frequência usados indiferentemente. correspondentes ao grau de proximidade do falante (isto/isso/aquilo. e nessas áreas houve uma quase extinção do uso do tu e do vós. o uso do "você" torna ambíguo o pronome "seu". as formas de terceira pessoa seja e esteja podem ser usadas em substituição. Os pronomes você e vocês requerem formas verbais de terceira pessoa. é dito que no Brasil. mesmo nas regiões que usam o pronome reto você.No português europeu. fundiram-se na segunda forma.

Na verdade. isto é a contração da forma da segunda pessoa do pretérito perfeito do indicativo: fizeste → fizes'e. sin. tu é.ª pess. Uso dos pronomes pessoais e formas de tratamento 1. Em parte da Região Sul (especialmente em Santa Catarina) e do Nordeste. O tu é amplamente utilizado nas regiões Norte . o tratamento por tu é mais comum. com o mesmo significado que teria para você). Tu falas sin. Nordeste (excluindo a Bahia e Sergipe). restrito a 2. Eu falo sin. A combinação você/te/teu no português brasileiro falado assemelhase em natureza à combinação vocês/vos/vosso encontrada frequentemente no português europeu coloquial. sudoeste e oeste do Paraná. comeste → comes'e. excetuando-se as formas em que a sílaba tônica é a última.ex. tu foi. mesmo em situações semiformais Você em Portugal e algumas regiões brasileiras: semiformal • • • . Brasil: informal em algumas regiões. embora seja muito menos comum do que o oblíquo te.• O pronome possessivo teu também é ocasionalmente usado no português brasileiro para referir-se à segunda pessoa. Norte e em praticamente todo o Nordeste (excluindo a Bahia).ª pess. para ti. nas outras. no trato com um desconhecido). Ex: "Tu fizesse isso?". como tu 'tás. mas conjugado frequentemente na 3ª pessoa do singular: Tu fala. Rio Grande do Sul e Santa Catarina) e do Norte (Pará). aparece também nas formas cê e ocê. Em algumas regiões do Sul (sul. Ele/Ela Você O senhor/A senhora fala Portugal: informal Você no Brasil: informal e semiformal (por exemplo. muitas vezes conjuga-se o pronome pessoal tu com o que aparentemente seria a mesma forma utilizada na 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do subjuntivo para referir-se ao pretérito perfeito do indicativo. Sul (exceto o Paraná) e no Rio de Janeiro. usando-se os pronomes pessoais oblíquos de forma mais consistente (p. "tu comesse no bar ontem?". em que o "t" desaparece mas não se altera o som precedente de /s/.ª serviço religioso e arcaísmo histórico pess. 3. o uso do tu na forma culta (conjugado na 2ª pessoa do singular) é até bem mais usado que o você. Em alguns lugares da região Sul.

ª pess. por exemplo). Isso acelerou seu processo histórico de redução (a partir de vossa mercê). de maneira análoga a "toi" em francês. pl. A forma cê é usada na língua falada do Brasil como pronome fraco [26]. que também não tem redução equivalente (como "ted".ª pess. Por isso. da mesma maneira que o pronome formal "usted" em espanhol. [editar] Cê e ocê Nós falamos O senhor/A senhora: sempre formal A gente: sempre informal Vós Eles/Elas Vocês Os senhores/As senhoras falais Brasil: usa-se somente em formalidades. "Ocê" é registrado em Cabo Verde [25]. as formas ocê e você exercem papel de pronomes fortes. serviço religioso e arcaísmo histórico.ª pess. 2. Portugal: usa-se (pouco) nos dialectos setentrionais e galegos (também se usa muito formalmente. .[27] A forma ocê é associada ao falar rural e aos dialetos mineiro e caipira.A gente 1. de maneira análoga ao pronome francês "tu". dando origem às formas ocê e cê. em todo o espaço geográfico do português Os senhores/As senhoras: sempre formal falam Quando o pronome você substituiu tu no português brasileiro. passou a ser usado com muito mais frequência do que era antes. sendo usado em situações informais. esse pronome de tratamento foi sempre usado com menos frequência do que no Brasil. como no Brasil) Vocês: usado como plural tanto de "você" como de "tu". Cê e ocê são formas não padrão e não são aceitas na língua escrita. sendo notável na fala de personagens de telenovelas brasileiras. Em Portugal. é amplamente usada na televisão. o que também atua contra sua redução. A forma cê. Além disso. Enquanto isso. pl. 3. mas são de uso corrente mesmo nos falares cultos [28]. pl. "cê" jamais é objeto de verbo e não aparece em posição de foco. onde "você" continuou a coexistir com "tu". em especial. o que explica por que não se encurtou da mesma maneira. em Portugal é usado em situações mais formais. mas "cê" só ocorre no português brasileiro.

ou eu deito ao invés de eu me deito. um início de revisão dessa questão por parte da Academia Brasileira de Letras.[editar] Uso de reflexivos e da voz passiva sintética Há no Sudeste e no Sul do Brasil uma tendência de se omitir o uso dos pronomes reflexivos em alguns verbos. 'los. verbos que indicam movimento como levantar-se. . Como exemplo. No entanto. sendo uma exceção habitual as frases na negativa. Na linguagem formal escrita. mudar-se. sendo quase sempre substituídos pelos pronomes pessoais do caso reto ('ele'. 'a'. por sua vez. e a mesóclise. o uso dos oblíquos de terceira pessoa é obrigatório em qualquer caso. a gramática normativa prescreve as mesmas regras de colocação pronominal para as duas variantes. é muito mais comum dizer-se no Brasil a partida foi disputada do que a partida disputou-se ou a partida se disputou. Há. Em particular. onde a voz passiva sintética com a partícula apassivadora -se é preferida. O uso da voz passiva analítica é também muito mais comum em PB do que em outras variantes. sentar-se. possível nos tempos simples do futuro no PE. O PE. é adotado. 'ela'…)[30]. com exceção de contextos litúrgicos onde o padrão bíblico. os pronomes oblíquos 'o'. essas regras privilegiam as tendências do PE. 'las'. preferindo-se sempre o uso da próclise (pronome antes do verbo). [editar] Pronomes oblíquos A colocação dos pronomes átonos é diferente na fala do Brasil e na de Portugal. o uso dos pronomes oblíquos é mais comum na fala culta quando eles se seguem a um infinitivo e são transformados respectivamente em 'lo'. que privilegia essa colocação pronominal. 'os' e 'as' praticamente não são usados. contudo. apresenta-se como uma variante mais enclítica. Entretanto. exemplo: eu lembro ao invés de eu me lembro. é pouco utilizada no PB. o que se evidencia em suas restrições à próclise. A ênclise (depois do verbo) é usada apenas em formalidades. ou deitar-se são normalmente tratados como não-reflexivos na fala coloquial daquelas regiões. Exemplos PB Eu o convido Ele me viu Eu te amo Ele se encontra Me parece Vou o encontrar PE Convido-o Ele viu-me Amo-te Ele encontra-se Parece-me Vou encontrá-lo No PB falado.[29] O PB é uma variante com forte tendência proclítica. 'la.

Essa teoria afirma que há uma forma B. mas não fonéticos) que poderia ter se desenvolvido do português do século XVI.Perini[32] e. que se tornou dominante em Portugal. em lugar da construção estar + a + infinitivo. o gerúndio perifrástico combinado com verbos como estar e andar. e uma forma A (português brasileiro padrão).[editar] Gerúndio Um aspecto conservador do PB em relação ao PE é a dominância da construção estar + gerúndio. Bagno[33]). Milton M. é sempre usado o gerúndio em qualquer pessoa… pessoa… região Há casos (como nos verbos continuar e acabar) O governo continua O governo continua a em que no Brasil também se pode não usar o defendendo… defender… gerúndio Português brasileiro [editar] Semântica Muitas palavras. com influências ameríndias e africanas. expressando mudança A vida vai moldando a A vida vai moldando a gradual). Mattos e Silva. Mário A. mas é mais raro e aplica-se a um número muito mais reduzido de contextos gramaticais. chega a comparar a profundidade . sem perderem o seu significado tradicional. Português europeu Observações (a norte do Tejo) Este tipo de estrutura é tão usada que pode dar a Eu estou cantando Eu estou a cantar ideia de que em Portugal não se usa gerúndio Neste caso (verbo ir. g. língua materna de todos os brasileiros. [editar] Diglossia De acordo com alguns linguistas brasileiros contemporâneos (Bortoni. linguista brasileiro. A forma B representa uma forma simplificada da língua (em termos gramaticais. Azevedo [31]. O uso do gerúndio permanece nas classes populares do Sul de Portugal[carece de fontes?] e das ilhas da Madeira e Açores. No Brasil este fenômeno também existe. Kato. o português brasileiro seria uma língua caracterizada pela diglossia. enquanto a forma A seria baseada no português europeu do século XIX (e muito parecida com o português europeu padrão. e com grande impacto. Por exemplo. estou a fazer em vez de estou fazendo). Perini. (que dá ideia de ação durativa ou de movimento reiterado) tem vindo a ser substituído pelo infinitivo do verbo antecedido pela preposição a (e. com diferenças pequenas de ortografia e gramática). que seria a fórmula vernácula. Nas variantes dialetais portuguesas a norte do rio Tejo. enriqueceram-se com uma ou mais acepções novas no Brasil. mais recentemente. virar também significa transformar-se em e prosa é também utilizado com o sentido de loquaz. adquirido através da escolarização. conversador ou gabarola.

No entanto. filmes. [editar] Ver também O Wikcionário possui o verbete Lista de palavras diferentes • • • • • • • • • Língua portuguesa Acordo Ortográfico de 1990 CELPE-Bras Português angolano Português europeu Português moçambicano Academia Brasileira de Letras Lista de diferenças lexicais entre versões da língua portuguesa A ortografia no Brasil anterior à 1943 Notas e referências citadas . Mesmo professores de português usariam a forma B ao explicar a estrutura e uso da forma A. é muito usada mesmo em diálogo informal. Na maioria as obras literárias seriam escritas na forma A. Teria havido tentativas de escrevê-las na forma B (como a obra ‘’Macunaíma’’. A forma B é mais comum de ser encontrada em livros infantis. entretanto. de Guimarães Rosa). a forma B seria a forma falada do português brasileiro. de Mário de Andrade. essa proposta é polêmica e não tem aceitação ampla. debate político). A forma B seria a usada em canções. telenovelas e outros programas de tevê. para fazer a linguagem empregada parecer mais elegante ou arcaica. nem entre gramáticos. nem entre acadêmicos. embora a forma A às vezes seja usada em filmes ou telenovelas históricos. Segundo a teoria. mas somente os escritos originalmente em português. a forma A é exigida dos alunos.das diferenças entre as formas A e B do português brasileiro com as das diferenças entre o espanhol padrão e o português padrão. enquanto a forma A seria a forma escrita da língua. ou ‘’Grande Sertão: Veredas”. não obstante. A forma A. mas é afirmado que no presente a forma B só é usada em diálogo. evitada somente em escrita informal (como em letras de músicas ou correspondência íntima). especialmente em obras traduzidas. evitada somente em fala muito formal (interrogação judicial. nas provas.

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Na América do Norte. índios americanos. O termo "índio" provém do facto de que Cristóvão Colombo. ainda hoje se refere às ilhas do Caribe como Índias Ocidentais. No entanto. em substituição às palavras "índios". nativos do Alasca ou povos indígenas da América. haja vista que o gentílico espanhol para a pessoa nativa da Índia é índio. indígena ou nativo americano são nomes dados aos habitantes humanos da América antes da chegada dos europeus. muitos dos quais vivendo como comunidades com um estatuto político. estados e grupos étnicos. Estes termos compreendem um grande número de distintas tribos. há 12 mil anos. primeiras nações (principalmente no Canadá). Ir para: navegação. Índice [esconder] • • • • • • 1 Origem dos primeiros americanos 2 A agricultura na América Pré-Colombiana 3 Interação entre os europeus e os nativos americanos 4 Etnias e culturas indígenas no Brasil 5 Principais nações e tribos 6 Alguns grupos étnicos do Brasil . estes povos são também conhecidos pelas expressões povos aborígenes. quando chegou à América. A hipótese mais aceite para a sua origem é que os primeiros habitantes da América tenham vindo da Ásia atravessando a pé o Estreito de Bering. Por essa razão também. estava convencido de que tinha chegado à Índia. a enciclopédia livre. e dessa maneira chamou os povos indígenas que ali encontrou. "indígenas" e outras consideradas preconceituosas. os esquimós (inuit. pesquisa Índio. Mais tarde. nem sempre são considerados naqueles grupos. no final da idade do gelo.Origem: Wikipédia. e os seus descendentes atuais. que têm uma cultura e genética diferente dos restantes. yupik e aleutas) e os métis (mestiços) do Canadá. estes povos foram considerados uma raça distinta e também foram apelidados de peles vermelhas. O termo ameríndio é usado para designar os nativos do continente americano.

quer africanos que atravessaram o Oceano Atlântico. O fóssil recebeu o nome de Luzia. encontrou traços que lembram os atuais aborígenes da Austrália e os negros da África. que se formou com a queda do nível dos mares durante a última idade do gelo. Alguns apontam a semelhança física entre os Olmecas e os africanos. Na rota do Sul mudaram o pensamento dos arqueólogos. entre 24 e 9 mil anos atrás. é a de que eles seriam caçadores-coletores que atravessaram a pé este trecho que ligava o continente asiático à América e uma vez na América. Thor Heyerdahl demonstrou que é possível navegar da África para a América numa réplica dum barco de papiro do antigo Egito. apelido dado carinhosamente pelo biólogo Walter Alves Neves. A chegada dos mongolóides na América é estimada em 11 mil anos. a interpretação mais largamente aceite baseada nos achados arqueológicos era de que os primeiros humanos nas Américas teriam vindo numa série de migrações da Sibéria para o Alasca através de uma língua de terra chamada Beríngia. historiadores e arqueólogos têm sugerido que os nativos americanos são descendentes. Ao lado do seu colega argentino Héctor Pucciarelli. dos quais descendem atualmente todas as tribos indígenas das Américas. Uma das etnias ameríndias que tem mais parentesco com os povos do nordeste asiático são os esquimós Até recentemente. O fóssil de uma mulher com 11 mil anos foi encontrado pela arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire na década de 1970. O segundo grupo teria sido o dos povos mongolóides. do Instituto de Biociências da USP Ao estudar a morfologia craniana de Luzia.• • • 7 Referências 8 Ver também 9 Ligações externas [editar] Origem dos primeiros americanos Evolução do trecho de terra que ligava o nordeste asiático às Américas. a teoria mais aceita para a origem dos ancestrais dos povos ameríndios. do Museo de Ciencias Naturales de la Universidad de La Plata. A primeira teria ocorrido 14 mil anos atrás e seus membros teriam aparência semelhante à de Luzia. foram migrando em direção ao sul. mas cada uma delas composta por grupos biológicos distintos. Neves formulou a teoria de que o povoamento das Américas teria sido feito por duas correntes migratórias de caçadores e coletores. ambas vindas da Ásia. . quer de europeus. provavelmente pelo estreito de Bering. Neves na década de 1990. Existem outras teorias sobre a origem dos nativos americanos: • Vários antropólogos.

no entanto. Os caçadores e coletores. pois há indícios que seus instrumentos de caça eram pedras e cachorros domesticados para este fim. o que compromete sua credibilidade (desde junho de 2009). livros.[1] [editar] Interação entre os europeus e os nativos americanos Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência. O mais provável. como a runa de Kensington. além da mandioca. ou nórdicos. como por exemplo projéteis pontiagudos. inserindoas no corpo do texto por meio de notas de rodapé. limitando-se a tentar controlar o comércio de peles de animais e outras mercadorias da região. ao longo dos tempos. personagens do Livro de Mórmon que teriam sido Israelitas que chegaram à Américas cerca de 590 AC. que esses povos – tal como aconteceu em tempos históricos. e Lemúria.• • • A maioria das religiões dos nativos americanos ensinam que os humanos foram criados na América no princípio dos tempos e sempre ali viveram. de onde poderiam ter vindo os primeiros habitantes humanos das Américas. Isto fez com que o desenvolvimento de outras diversas culturas. houve proponentes da existência continentes perdidos. é que as Américas tenham sido colonizadas por vagas de povos de diferentes origens. acadêmico — Scirus. entre os quais Atlântida. No século XIX e princípios do século XX. terem explorado e estabelecido bases nas costas da América do Norte a partir do século X e terem aí deixado marcas. Apesar de os vikings. dando origem ao complexo mosaico de povos e línguas que hoje existem. tiveram um rápido avanço em direção ao sul. pois esta era desenvolvida há mais de 7000 anos. igualmente. Encontre fontes: Google — notícias. . estes exploradores aparentemente não colonizaram a América. bem documentados – tenham substituído ou tenham se juntado com populações originais que lá já existiam. baseada nas culturas de milho. Veja como referenciar e citar as fontes. Os primeiros colonizadores das Américas (ameríndios) não eram muito evoluídos.[1] [editar] A agricultura na América Pré-Colombiana O desenvolvimento da agricultura das sociedades Pré-Colombianas pode se comparar ao europeu. todos naturais da América. como a lhama para puxar o arado. abóbora e feijão. pois havia poucos animais domesticáveis. O desenvolvimento de outras culturas além destas foi limitado. E é possível. melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes. e tinham instrumentos de caça mais evoluídos. A doutrina Mórmon diz os ameríndios são descendentes de Lehi e dos nefitas. Por favor. que era plantada nas áreas de floresta tropical.

É difícil estimar a percentagem de nativos americanos mortos por estas doenças. Kaye . . muitas vezes são fatais para estas pessoas. E/d. foram violentamente escravizados e apenas 500 tinham sobrevivido no ano 1550.PA. Cresce a discussão sobre formas de compensação pelos danos causados e outros assuntos indígenas. No século XV. em muitos casos por guerra.MT.Caciques Kaiapos durante entrevista coletiva. Os europeus também trouxeram com eles doenças contra as quais os nativos americanos não tinham imunidade. estes povos viram as suas populações devastadas pelas privações da perda das suas terras e animais. 17 de Abril de 2005.PA. por doenças e.Por outro lado. a colonização europeia das Américas mudou radicalmente as vidas e culturas dos nativos americanos. o grupo foi extinto antes de 1650. permitindo-lhes expandir os seus territórios. Raony . estimado em 250 mil aruaques do Haiti. A dívida histórica dos colonizadores para com os povos nativos é imensa. mas extinguiu-se na última idade do gelo. a nível internacional. Panara . mas alguns historiadores estimam que cerca de 80% da população de algumas tribos foi extinta pelas doenças europeias. Entre os séculos XV e XIX. tais como a varicela e a varíola que. os espanhóis e outros europeus trouxeram cavalos para as Américas e alguns destes animais escaparam e começaram a reproduzir-se livremente. Foto: Valter Campanato/ABr. por exemplo: • • • • • • IWGIA (International Work Group for Indigenous Affairs) Cultural Survival Abya Yala Net – NativeWeb Página do Melatti Do antropólogo Julio Cezar Melatti (UnB) Native Americans AIATSIS (Australian Institute of Aboriginal and Torres Strait Islander Studies Etnias e culturas indígenas no Brasil Brasília .PA. trocar produtos com tribos vizinhas e caçar com mais eficiência. Ironicamente. Kadjor . A reintrodução do cavalo teve um profundo impacto nos nativos americanos das Grandes Planícies da América do Norte. como atesta o grande número de organizações que se dedica ao tema. O primeiro grupo de nativos americanos encontrado por Cristóvão Colombo. o cavalo tinha originalmente evoluído nas Américas.

Atualmente estima-se que sejam faladas 170 línguas indígenas no Brasil. os quais se tornaram súditos da Coroa. caribe e aruaque. O primeiro inventário dos nativos brasileiros só é feito em 1884. que registra a presença de quatro grupos ou nações indígenas. Von den Steinen também assinala quatro grupos linguísticos: tupi-guarani. registram indícios da presença humana datados de há 48 mil anos. o primeiro dos quais encontrado por Annette Laming-Emperaire na década de 1970 e que foi "batizado" de Luzia e que parecia mais aparentada com os aborígenes da Austrália ou com negritos das Ilhas Andaman. pelo viajante alemão Karl von den Steinen. de acordo com as suas línguas: tupi-guarani.Pesquisas arqueológicas em São Raimundo Nonato. Em Lapa Vermelha (Minas Gerais) foi encontrado um verdadeiro cemitério com ossos datados em 12 mil anos. [editar] Principais nações e tribos Ver verbete completo: Classificação dos nativos americanos • • • • • • • • • • • Inca ou Quéchua Asteca ou Aztlan Maias ou Quétzal Abipão Araucanos ou Mapuche Aruaques Chibchas Apaches Navajos Iroqueses ○ Cheroqui Muscógui . jê ou tapuia. No Brasil colonial os portugueses tiveram como aliados os índios aldeados. no interior do Piauí. aruaque ou maipuré e caraíba ou caribes. macro-jê.

○ ○ • • • • Creek Seminoles Hurons Moicanos Comanches Esquimós Alguns grupos étnicos do Brasil Ver lista completa de Povos indígenas brasileiros • • • • • • • • • • • • • • • Guaranis Potiguaras Caingangues Tupinambás Goitacases Carajás Tapajós Ianomâmis Pataxós Mundurucus Guaicurus Parecis Coxiponês Nambikuaras Guatós .

. Empresa Folha de Manhã.Referências 1. 1996 [editar] Ver também Anti-indigenismo Guerras indígenas nos Estados Unidos da América Nativos americanos nos Estados Unidos da América Medicina indígena [Esconder] v•e Fenótipos humanos Raças Brancos • Negros • Australóides • Amarelos • Indígenas Mestiços Mulato • Caboclo • Cafuzo • Ainoco [editar] Ligações externas • Povos Indígenas no Brasil .Instituto Socioambiental Povos indígenas do Brasil Origem: Wikipédia. São Paulo. ↑ • • • • a b Nova Enciclopédia Ilustrada Folha. a enciclopédia livre.

Tapirapés. pesquisa Povos indígenas do Brasil Índios respectivamente das tribos: Assurini. Tapirajé. Kaiapó.000 aproximadamente 0. Rikbaktsa e Bororó População total 421.3% da população do Brasil[1] Regiões com população significativa Brasil.(Redirecionado de Povos indígenas brasileiros) Ir para: navegação. principalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste .

1 Conflitos 4.2 Povos indígenas emergentes • • 5 Cultura 6 Estatuto do Índio e legislação ○ ○ 6. Índice [esconder] • • • • 1 Origens dos índios e história 2 O conceito de índio 3 O encontro com os europeus 4 Integração na sociedade brasileira ○ ○ 4. em torno de 1500.1 Dia do Índio 6.2 Organizações e associações indígenas 7.Línguas Línguas indígenas e Português Religiões Religiões tradicionais e Cristianismo Grupos étnicos relacionados Povos ameríndios Os povos indígenas no Brasil incluem um grande número de diferentes grupos étnicos que habitam ou habitaram o território brasileiro.1 Reservas indígenas • 7 Os povos indígenas do Brasil ○ . e cujas raízes remontam às Américas desde antes da chegada dos europeus a este continente.

[2] A maioria dos pesquisadores acreditam que o povoamento da América do Sul deu-se a partir de 20 mil a. há cerca de 130 mil anos. Por milhares de anos.[3] Em Lapa Vermelha. passaram a se espalhar pelo . As primeiras pessoas só saíram do Continente Africano há cerca de 50 mil anos e. em Lagoa Santa (MG).C.1 Dez municípios brasileiros com maior população indígena 9 Referências 10 Ver também 11 Ligações externas [editar] Origens dos índios e história "Família de um chefe Camacã se preparando para a festa".• • • • 8 Brasileiros descendente de indígenas famosos ○ 8. organizadas pela arqueóloga Niède Guidon no interior do Piauí. Pesquisas arqueológicas em São Raimundo Nonato. a partir de então. (Minas Gerais). foi encontrado um verdadeiro cemitério com ossos datados em 12 mil anos.[3] Indícios arqueológicos no Brasil apontam para a presença humana em achados datados de 16 mil a.C.C.. registram indícios da presença humana datados como anteriores a 10 mil anos. o primeiro dos quais encontrado por Annette Laming-Emperaire na década de 1970 e que foi "batizado" de Luzia[2] e que parecia mais aparentada com os aborígines da Austrália ou com negrito das Ilhas Andaman. Rio Claro (SP) e Ibicuí (RS).C. de 14. e de 12. A espécie humana surgiu na África.200 a. Todos os seres humanos são descendentes dos mesmos antepassados que habitaram a África milênios atrás. a África foi o único lugar do mundo onde havia seres humanos.770 a. por Jean-Baptiste Debret.

ao continuarem migrando rumo ao leste. apesar de terem a mesma origem ancestral. Com o fim da Idade do Gelo. Com o crescimento populacional na Amazônia. Durante a Idade do Gelo. a palavra "índio" era empregada para designar todas as pessoas do Extremo Oriente. dando origem aos asiáticos. língua e cultura. Os habitantes originais das Américas nunca se enxergaram como um povo uno. saindo da América do Norte e povoando a América Central e a América do Sul. criaram grandes impérios por meio da conquista e da exploração de povos menos desenvolvidos. chegaram àquela região e atravessaram as geleiras. atingindo a Ásia. Como não havia outra alternativa. Os seres humanos. a Ásia era uma região gelada. Os sacrifícios humanos eram práticas constantes na cultura asteca e maia. No Brasil. Povos indígenas de cultura mais desenvolvida. Pelo contrário. parte desse grupo de pessoas tomou rumos diferentes: alguns seguiram para o oeste.[4] O Brasil. diferentes grupos indígenas nutriam grande animosidade e constantemente guerreavam entre si. até saírem da África e atingirem a região que hoje conhecemos como o Oriente Médio.[6] O conceito de "índio" é. expulsando e exterminando outros povos indígenas que viviam naquelas áreas e ocupando as regiões que historicamente esses outros povos habitaram. atingindo o que hoje é o estado americano do Alaska. em algum momento da História. do ponto de vista genético o conceito de raça é infundado. uma imensa cobertura de gelo existia interligando a Ásia e a América do Norte. impedindo novas migrações e separando definitivamente a população que ficou na Ásia da que migrou para a América. ao ser formado pela migração de índios.[5]. o que propiciava a formação de grande cobertura de gelo sobre as quais as pessoas podiam caminhar. africanos e europeus. mas séculos atrás eles viviam na região da Amazônia. Apesar dessas diferenças serem muitas vezes interpretadas como formadoras de "raças" humanas diferentes. durante milhares de anos. tornou-se um ponto de "reencontro" dessas pessoas que. ao longo de milhares de anos. O incas construíram seu império subjugando diversos povos que viviam na região. aquela grande cobertura de gelo derreteu e abriu-se o oceano que separa hoje o Continente Asiático do Americano. os tupis começaram a migrar para o sul. como os incas. ficaram separadas durante milênios devido às migrações para diferentes partes do mundo. rumo ao sul.[4] Os humanos caminharam. [4] Os índios das Américas são descendentes desse grupo que seguiu para o leste e povoou a Ásia. impondo-lhes sua religião. como oferenda aos deuses. Cristóvão Colombo acreditou que havia encontrado um novo caminho para as Índias e resolveu chamar os nativos que encontrou de índios. os tupis viviam ao longo do litoral quando da chegada dos portugueses. rumo ao norte. Por centenas de anos esse grupo de pessoas viveu no Oriente Médio até que. uma invenção europeia. astecas e maias. e índios de tribos inimigas eram capturados e sacrificados em rituais religiosos que incluíam arrancar o coração da pessoa quando ela ainda estava viva. atingindo a Europa e dando origem aos europeus.resto do mundo. Naquela época. Esses milênios de separação criaram diferenças culturais. essas pessoas continuaram migrando. linguísticas e fenótipas. Os tupis eram adeptos da antropofagia e tinham o hábito de comer . Ao chegar às Américas. portanto. em decorrência da adaptação de cada grupo a meios ambientais completamente diferentes. enquanto outra parcela rumou para o leste. [editar] O conceito de índio Na Idade Média. no Estreito de Bering.

[8] Os índios ajudaram os portugueses a escravizar e a exterminar outros índios. Os índios tupis do litoral viviam envolvidos em guerras com outros índios. pois era praxe os incas ordenarem a migração forçada de milhares de índios dominados para outras regiões. eram formadas majoritariamente por índios e alguns poucos não índios. nas últimas décadas. com a chegada dos europeus.partes do corpo dos guerreiros vencidos das tribos inimigas. mas diferentes povos que nutriam animosidade entre si e não se enxergavam como pertencentes a um mesmo povo. trazendo a ideia de que o índio era dono de uma moral intangível. pois na sua cultura acreditavam absorver a força do inimigo ao comêlo. Os espanhóis só conquistaram o Império Asteca graças à ajuda de milhares de índios que eram explorados e se aliaram aos espanhóis para se livrarem da dominação asteca. destruíram pessoas. Uma "identidade indígena" só foi criada séculos depois. Quando os espanhóis destruíram o Império Inca. portanto. ou tamoios. franceses. travada no Rio de Janeiro nos anos de 1556 e 1557. um "quase-animal" que deveria ser domesticado ou derrotado. Porém. muitos índios se beneficiaram com a chegada dos portugueses.[7] Quando os europeus chegaram às Américas encontraram.[4] Esse discurso até hoje produz eco nos meios popular e escolar brasileiros. Nessa concepção. expedições coloniais que visavam a escravização indígena. não um povo indígena.[4] Sem a ajuda dos índios. denominados de paulistas.[4] [editar] O encontro com os europeus A imagem do índio se modificou ao longo da História brasileira. com o intuito de impedir uniões e rebeliões contra o Imperador. as novas produções históricas têm dado visibilidade a uma outra análise da questão indígena. a História têm passado a tratar o índio não como uma vítima passiva da colonização europeia. sendo ele uma vítima indefesa da crueldade europeia. Muitos índios se aliaram aos portugueses visando exterminar grupos indígenas inimigos. eles . As bandeiras. sendo seu destino combater os europeus ou se submeter a eles. O índio passou a ser tratado como o "bom selvagem". os índios viviam em harmonia nas Américas. a colonização europeia em diversos pontos das Américas teria sido impraticável. [4] Para um grupo indígena. até que chegaram os portugueses e semearam guerras. o índio era retratado como um selvagem. No século XIX houve uma reviravolta. mas também como um agente que interferiu e teve papel fundamental nesse processo. Caso emblemático foi a Guerra dos Tamoios.[8] No Brasil. Os tupiniquins e os temiminós ajudaram os portugueses a expulsar os franceses da região. por meio do "indianismo romântico". e depois contaram com o apoio português para exterminar seus inimigos antigos: os índios tupinambás. muitos índios celebraram o acontecimento e puderam voltar para suas casas. Nos primeiros séculos. Essa concepção adentrou o século XX. espanhóis ou holandeses eram para ele. culturas e plantas. um outro grupo indígena poderia ser tão "estrangeiro" quanto os portugueses. Sem negar a violência com que muitos europeus trataram os indígenas.

inclusive pessoas da própria família. os habitantes das Américas passaram a viver isolados do resto do mundo.. Para os portugueses também houve benefícios: os índios aliados protegiam as povoações e guiavam os colonos nas suas expedições. desde o derretimento da camada de gelo no Estreito de Bering.próprios majoritariamente mestiços de mãe indígena e pai europeu. vestido em uma camisa. a grande mortalidade indígena se deu pelo contágio involuntário de doenças trazidas pelos europeus. por terem vivido durante milênios isolados de outras populações. Isto porque. As novas tecnologias trazidas pelos portugueses e desconhecidas dos índios provocaram uma revolução e um melhoramento na vida das tribos.[4] No Brasil. a manga e a laranja diminuíram o estorvo que era para se obter comida nas tribos ou até mesmo a introdução do cavalo e do cachorro domesticado. É inegável que. Centros urbanos como Niterói ou Guarulhos eram aldeias indígenas que se transformaram em cidades. Os índios brasileiros ainda viviam no Paleolítico. o que muitas vezes se ignora no Brasil é que grande parte da população indígena não pereceu. contra as quais os índios não tinham imunidade. a jaca. é corriqueiro o senso comum afirmar que os índios foram "exterminados" e atualmente restam alguns poucos representantes dessa população. Os índios se beneficiavam com a presença portuguesa. com a chegada dos europeus. com a exceção das grandes civilizações dos astecas. A vida junto aos "brancos" era muito atrativa e muitos indígenas abandonavam voluntariamente suas aldeias e iam viver junto com os portugueses. muitos índios morreram por guerras e pela escravidão. maias e incas. contando com o seu apoio para exterminar tribos inimigas. o uso do machado diminuiu em várias horas o trabalho dispendido para se cortar coisas. a chegada dos europeus representou um rompimento de milhares de anos de isolamento. Portanto.)"[4] A aliança entre índios e portugueses proporcionou vantagens para ambos os lados. como a banana. ainda levavam um meio de vida primitivo quando comparados às populações da Europa. A maioria dos grupos indígenas. respondeu que vindo pelo navio dera por ela por alguma ferramenta um seu irmão (. que protegia as tribos de ameaças. a introdução de novos alimentos. em troca de roupas e ferramentas. Em muitos casos. o espelho ou armas bem elaboradas. Mas. Ásia e África. [4] Em 1605. Porém. fazendo as tecnologias se espalharem por essas regiões por meio desse choque cultural. Tecnologias como o anzol facilitaram enormente a pesca. o padre Jerônimo Rodrigues ficou espantado em Santa Catarina ao ser recebido por índios interessados em vender outros índios. os índios ficaram confinados por milênios sem interação com as outras populações humanas. sem poder ensinar ou aprender novas técnicas. perguntando-lhe quem lhe dera. separando a Ásia da América com um oceano no meio. desconheciam tecnologias como a roda. pois com a expansão da colonização essas aldeias eram assimiladas dentro da sociedade ocidental. Enquanto europeus. africanos e asiáticos interagiam desde a Antiguidade. mas foi assimilada dentro da sociedade .. os índios nem precisavam sair de suas tribos. O padre escreveu: "Outro moço vindo aqui onde estávamos.[4] [editar] Integração na sociedade brasileira Os indígenas ficaram muito interessados no modo de vida dos europeus.

quando comparado com outros países da América Latina. Muitos índios foram viver ao lado de portugueses e africanos. por volta de 1816. cerca de 25% da população indígena da Amazônia já mora em cidades e só metade desse contingente se considera indígena. resolveram "presentear" os . a população com ascendência indígena. que já terminou na maior parte do Brasil. mas ela é existente em maior ou em menor grau. sendo que seus descendentes não mais se identificam como "índios". na realidade aumentou dezenas de vezes desde a chegada dos portugueses e a consequente multiplicação da população brasileira por meio da miscigenação entre índios. europeus e africanos. para conseguir mais terras. é o da vila de Caxias. a contribuição indígena no Brasil é bem menor. casos documentados começaram a aparecer. ao invés de ter diminuído desde 1500. Um caso "clássico". segundo antropólogo Mércio Pereira Gomes. sendo cinco milhões de indígenas [9] Outras estimativas variam entre 2 milhões e meio de indígenas em 1500 a até 6 milhões[10]. no Sul do Maranhão.[4] [editar] Conflitos Nativos brasileiros.brasileira. mesmo falando uma segunda língua e praticando rituais. Estimativas da população indígena na época do descobrimento apontam que existiam no território Brasileiro. de brasileiros usando epidemias de varíola como arma biológica contra os índios. com os avanços em epidemiologia. Esse processo de assimilação indígena. Considerando-se todos os brasileiros que têm alguma ascendência indígena. com eles se miscigenaram. ainda está em curso na região Norte. por Jean-Baptiste Debret. que são vários milhões. Segundo a Funai.[4] É factível que essa miscigenação não foi tão intensa como aquela entre portugueses e africanos e. mais de mil povos. Fazendeiros. Durante o século XIX. dando origem a grande parcela da população brasileira.

A partir das últimas décadas do século XX. Kanindé no Ceará. Tapeba. Tremembé.[12] [editar] Povos indígenas emergentes Ver artigo principal: Povos indígenas emergentes Da esquerda para a direita: Dona Tereza Kariri. em Abaré e Curaçá (Bahia) Kalankó. em Água Branca (Alagoas) . Apium e um grupo Munduruku desconhecido. Tabajara. Casos similares ocorreram por toda América do Sul[11] As "doenças do homem branco" ainda afetam tribos indígenas no Amazonas.índios timbira com roupas de pessoas infectadas pela doença (que normalmente são queimadas para evitar contaminação). em Olivença. Kalabaça. na região do Alto Rio Tapajós (Pará) Kaxixó. Cacique Pequena Jenipapo-Kanindé. Tupinambá. Maitapu. Os índios levaram as roupas para as aldeias e logo os fazendeiros tinham muito mais terra livre para a criação de gado. e Aranã. em Pariconha. realizado em Crateús . e Tumbalalá. aparecem novas etnias quando populações miscigenadas reivindicam a condição de povo indígena. Isto ocorre principalmente no nordeste brasileiro.Ceará. Pitaguary. em junho de 2007. na região de Martinho Campos e Pompeu. e Karuazu. Bida Jenipapo-Kanindé. no Vale do Jequitinhonha (Minas Gerais) Kariri. Participantes do II Encontro do Povo Kariri. no Parque Nacional da Serra do Divisor (Acre) Tupinambá.[13] São exemplos desse processo: • • • • • • Náua. Fernando Tremembé e Jamille Kariri.

• Pipipã. encontrada nos potes. Há grande diversidade cultural entre os povos indígenas no Brasil. A arte como parte da vida diária. nas redes e esteiras. com as casas dispostas em relação a um espaço cerimonial que pode ser no centro ou não[14]. e na pintura corporal. . em Ibimirim (Pernambuco) [editar] Cultura Índia guajajara e seu filho. A educação das crianças compartilhada por todos os habitantes da aldeia[carece de fontes?]. sempre presente nos homens[carece de fontes?]. os ritos de passagem dos adolescentes de ambos os sexos. mas há também características comuns: • • • • A habitação coletiva. A vida cerimonial como base da cultura de cada grupo. nos bancos para homens e mulheres. com as festas que reúnem pessoas de outras aldeias. os rituais de cura e outros[carece de fontes?].

No Brasil colonial os portugueses tiveram como aliados os índios aldeados. uso de redes e jangadas. em nomes de frutas nativas ou de animais como caju. tais como pamonha e biju.. esta podia ser monogâmica ou poligâmica[carece de fontes?]. milho. os quais se tornaram súditos da Coroa[carece de fontes?]. a arte indígena também foi assimilada à brasileira em objetos. armadilhas de caça e pesca. [editar] Estatuto do Índio e legislação Índio pataxó. canoa.• Quanto à família. E deixaram no brasileiro hábitos como o uso do tabaco e o costume do banho diário[carece de fontes?]. tatu. com pratos à base de mandioca. no vocabulário: em topônimos como Curitiba. . abacaxi. jacaré. Deixaram forte herança na culinária brasileira. Piauí etc. guaraná e palmito.

que tem como função zelar pelos direitos dos indígenas na América. [editar] Organizações e associações indígenas As associações e organizações indígenas surgiram. também sediado no México. foi criado pelo presidente Getúlio Vargas através do decreto-lei 5540 de 1943. e relembra o dia. 19 de abril. Eles haviam boicotado os dias iniciais do evento.[16][17][18] [editar] Dia do Índio Ver artigo principal: Dia do Índio O Dia do Índio. Entre os organismos e associações nativas que têm como objetivo estatutário a defesa dos direitos humanos dos povos indígenas incluem-se o Warã Instituto Indígena Brasileiro[19] e o GRUMIN. O Brasil não aderiu imediatamente ao instituto.O Serviço de Proteção ao Índio (SPI) foi criado em 1910. realizado no México. O Estatuto do Índio ainda determina que "os índios e as comunidades indígenas ainda não integrados à comunhão nacional ficam sujeitos ao regime tutelar". ainda durante o século XX. temendo que suas reivindicações não fossem ouvidas pelos "homens brancos". [15] Apesar dos diversos decretos. o índio brasileiro tem que se integrar na cultura brasileira para requerer emancipação.[21] [editar] Os povos indígenas do Brasil . em 1940. no Brasil. nos anos 80. mas após a intervenção do Marechal Rondon apresentou sua adesão e instituiu o Dia do Índio no dia 19 de abril. Durante este congresso foi criado o Instituto Indigenista Interamericano.[20] Com o objetivo de preservar e difundir a cultura indígena e facilitar o acesso à informação e comunicação entre as diferentes nações indígenas foi fundado o Índios online. no qual várias lideranças indígenas do continente resolveram participar do Primeiro Congresso Indigenista Interamericano.

caribe e aruaque. [3] O primeiro inventário dos nativos brasileiros só foi feito em 1884. que os chamavam de forma depreciativa.Mapa de reservas indígenas brasileiras. nuaruaques ou maipurés e caraíbas ou caribas. e sim o nome dado a ela pelos brancos ou por outras etnias. Von den Steinen também assinala quatro grupos linguísticos: tupi. no século XVI. muitas vezes inimigas. jê ou tapuias. encontram-se os livros escritos pelo mercenário alemão Hans Staden. pelo viajante alemão Karl von den Steinen. de acordo com as suas línguas: tupis-guaranis. que registrou a presença de quatro grupos ou nações indígenas. macro-jê. pelo missionário francês Jean de Léry e pelo historiador português Pero de Magalhães Gândavo. A denominação mais conhecida das várias etnias não é quase nunca a forma como seus membros se referem a si mesmos. Entre as primeiras obras publicadas sobre os povos indígenas brasileiros. como é o caso dos caiapós. [editar] Reservas indígenas Ver artigo principal: Lista de povos indígenas do Brasil .

Em 1967 foi criada a Fundação Nacional do Índio (FUNAI).Marechal Cândido Rondon. A definição de áreas de proteção às comunidades indígenas foram lideradas por Orlando Villas Bôas que em 1941 lançou a expedição chamada Roncador-Xingu. entre outros. Darcy Ribeiro. suas culturas e costumes fossem preservados. os povos nativos da região. seus irmãos Leonardo. o Parque Indígena do Xingu com forte atuação de Villas Bôas. os povos pré-coloniais remanescentes e mesmo a natureza sejam preservados nessas reservas. . Cláudio. Marechal Rondon.[22] para que a natureza. que passou a definir políticas de proteção às comunidades indígenas brasileiras. Em 1961 foi criada a primeira reserva.[23] O modelo de criação das reservas indígenas mostrou-se como um dos únicos meios para que a cultura.

A demarcação de reservas indígenas é muitas vezes cercada de críticas favoráveis e desfavoráveis por vários setores da mídia e pela população afetada[carece de fontes?]. Uma crítica comum sobre as reservas indígenas brasileiras considera a atuação de ONGs nacionais e internacionais junto às comunidades indígenas sem que se tenha o conhecimento preciso da natureza da atuação dessas organizações. O modelo das reservas indígenas demarcadas pela FUNAI difere no modelo norte-americano onde as terras passam a pertencer aos povos indígenas. No Brasil as reservas indígenas demarcadas pela FUNAI pertencem ao governo brasileiro para usufruto vitalício dos índios.[24] não havendo portanto como associá-las a uma perda de soberania.[25] [editar] Brasileiros descendente de indígenas famosos • • • • • • • • Antônio de Sousa Neto Antônio Paraupaba Arariboia Cândido Rondon Carlos Saldanha Caroline Ribeiro Coelho Neto Cunhambebe .Parque Indígena do Xingu. Nesse sentido controles mais rígidos sobre a atuação das ONGs junto às comunidades indígenas estão sendo estudados. uma das reservas indígenas brasileiras.

desmontando o caráter ubíquo da população autóctone do Brasil.87% .29% 5) Ipuaçu (SC) – 47. feito pelo IBGE. • • • • • 1) São Gabriel da Cachoeira (AM) – 76.• • • • • • • • • • • • • • Dira Paes Eunice Baía Filipe Camarão Gero Camilo Gilberto Freyre Helena Meirelles Ildi Silva Ismael Nery Letícia Ferreira de Souza Luci Pereira Luíza Brunet Mateus Luís Grou Suyane Moreira Vanessa da Mata[26] [editar] Dez municípios brasileiros com maior população indígena Segundo dados do recenseamento de 2000.41% 3) Normandia (RR) – 57. cinco estavam na Região Norte e dois na Região Sul.21% 4) Santa Rosa do Purus (AC) – 48. Sudeste e Centro Oeste.31% 2) Uiramutã (RR) – 74. Os três restantes são no Nordeste.[27] dos dez municípios brasileiros com maior população autodeclarada indígena.

70% 7) Pacaraima (RR) – 47. ↑ Habitações indígenas.?" . Carlos Olivieri.gov. [S.l.Instituto Socioambiental. ↑ Etnogêneses Indígenas .36% 8) Benjamin Constant do Sul (RS) – 40. O Globo.. 435– p. ↑ http://www.wikidot. ↑ a b Leandro Narloch e Duda Teixeira.ibge. página oficial.Instituto Socioambiental. Guia Politicamente Incorreto da América Latina.73% 9) São João das Missões (MG) – 40.br/scielo.A situação no Nordeste . no Amazonas.Instituto Socioambiental. Página visitada em 2008-04-19. ↑ http://www. 8. ↑ "O caso Caxias e outros mais" .001 de 19 de dezembro de 1973 .pdf 2.. ↑ a b Novos dados lançam dúvidas sobre o homem americano. agoniza com malária e hepatite". ↑ http://www.]: Companhia de Bolso. 335–335 p.com/modelo-de-evolucao-da-populacao-no-brasil-colonial#toc1 11. ↑ http://www.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142004000100004 6. ↑ "Reserva indígena: Vale do Javari. Página visitada em 2008-04-19. 5.]: Leya. 16. 14.scielo. a b c d e f g h i j k l m a b c Leandro Narloch. 9. ↑ Lei nº 6. O Povo Brasileiro. Instituto Socioambiental. Cinco milhões de índios estavam no Brasil antes do descobrimento. 24 de maio de 2008.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad2009/tabelas_pdf/brasil_1_2.passeiopaulistano.l. ↑ Darcy Ribeiro.com/outros-olhos/cara-palida-em-sao-paulo/ 10.• • • • • 6) Baía da Traição (PB) – 47.sk. [S.br/sk-hist. 13. 15. 2010. 12. 2003.com. Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil. 317–317 p. Com Ciência (10/09/2003). . ↑ http://ideias. 2011. ↑ "Índio pode.]: Leya.html 7.21% 10) Japorã (MS) – 39. ↑ 4. ↑ 3.l. [S. UOL Educação.Funai.24% Referências 1.

org. Página visitada em 2008-04- 25.Instituto Socioambiental. 23.br/] 22.ibge. 18. ↑ Xingu 40 Anos (2001-05-20). ↑ Gurumin. Página visitada em 2008-04-19.Instituto Socioambiental.gov. Terra Online (23 de abril de 2008). ↑ Estatuto do Índio .sidra. ↑ www. 19. ↑ "Os Índios não são Incapazes" .indiosonline. 26. ↑ Parque Nacional do Xingu (16 de Outubro de 2006). O Estado de São Paulo (22 de Abril de 2008). 24. ↑ http://pt. 25. ↑ "Há ONGs que encobrem suas finalidades". ↑ Warã Instituto Indígena Brasileiro. Página visitada em 2008-04-19.org/wiki/Categoria:Ind%C3%ADgeno-brasileiros 27. ↑ Jobim: é equívoco discutir demarcação de terra indígena. [editar] Ver também A Wikipédia possui o Portal do Brasil • • • • • • Povos ameríndios Classificação dos nativos americanos Lista de povos indígenas do Brasil Línguas indígenas do Brasil Povos indígenas emergentes Povos indígenas no Nordeste do Brasil .wikipedia. 21.br. Página visitada em 2008-04-25. 20.17. ↑ [ÍNDIOS ON LINE http://www.

FUNAI (em português) Museu do Índio (em português) Glossário de grupos indígenas brasileiros (em português) População indígena dobrou em nove anos.• • • • • • • • • • Lista de línguas indígenas do Brasil Fundação Nacional do Índio (FUNAI) Jogos dos Povos Indígenas Reserva indígena Terras indígenas Medicina indígena Índio do Buraco Brasileiros brancos Afro-brasileiros Brasileiros asiáticos [editar] Ligações externas O Commons possui multimídias sobre Povos indígenas do Brasil • • • • • Instituto Socioambiental. Povos indígenas no Brasil. a documentary on indigenous peoples in Brazil Documentary on Pacification in Amazonia Filmes • • . constata IBGE (em português) Children of the Amazon. (em português) Página oficial da Fundação Nacional do Índio .

pesquisa Nota: Para outros significados. veja Pará (desambiguação). Ir para: navegação. a enciclopédia livre. Estado do Pará (Bandeira) Hino: Hino do Pará Gentílico: paraense (Brasão) .No para Pará Origem: Wikipédia.

Tocantins.Localização .Microrregiões .Deputados federais Norte Amazonas.Mesorregiões . Maranhão.Governador(a) .Vice-governador(a) .Estados limítrofes . Mato Grosso.Municípios Capital Governo . Amapá e Roraima 6 22 144 Belém 2011 a 2015 Simão Jatene (PSDB) Helenilson Pontes (PPS) 17 .Região .

(9º)[2] 6.Deputados estaduais .Esper.9% (16º) 0.08 hab.Total População . infantil .PIB per capita Indicadores .Densidade Economia . de vida .515 km² (2º) [1] 2010 7 588 078 hab./km² (21º) 2008 R$58.Mort.2 anos (13º) 23.Estimativa .007 (22º) 2008[3] 72. (15º) 11.000 (13º) R$7.Analfabetismo .519.IDH (2005) Fuso horário Clima Cód.7‰ nasc.br .755 (16º) – médio[4] UTC-3 equatorial Am BR-PA www.gov.pa.PIB . ISO 3166-2 Site governamental 41 Marinor Brito (PSOL) Flexa Ribeiro (PSDB) Mário Couto (PSDB) 1 247 689..Senadores Área .

247. Os rios principais são.O Pará é uma das 27 unidades federativas do Brasil. É o segundo maior estado do país com uma extensão de 1. Parauapebas. rio Xingu. dividido em 144 municípios (com a criação de Mojuí dos Campos). Paragominas. o Amazonas a oeste e Roraima e a Guiana a noroeste. rio Tapajós.493 habitantes. rio Jari e rio Pará. pouco maior que Angola.1 milhões habitantes. rio Tocantins. As altitudes superiores a 500 metros estão nas serras de Carajás. O topônimo "Pará" é de origem tupi e significa "mar". Abaetetuba. Redenção. rio Amazonas. o oceano Atlântico a nordeste.[5] Outras cidades importantes do estado são.689. Marituba. 58% do território se encontra abaixo dos 200 metros. É o mais rico e mais populoso estado da região norte. Itaituba.[6] Índice [esconder] . Ananindeua. O relevo é baixo e plano. Marabá. está situado no centro da região norte e tem como limites o Suriname e o Amapá a norte. Cametá. o Maranhão a leste. Caximbo e Acari. Altamira. sendo a segunda maior população metropolitana da região Norte. Barcarena.321. Tocantins a sudeste.515 km². Belém. Mato Grosso a sul. reúne em sua região metropolitana cerca de 2. Santarém e Tucuruí. Castanhal. contando com uma população de 7. Sua capital.

1 História

1.1 Divisão do estado
 

1.1.1 Possível polêmica 1.1.2 Sobrerrepresentação

• • • • • • • • •

2 Economia 3 Etnias

3.1 Imigrantes

4 Dialetos 5 Principais cidades 6 Educação 7 Cultura

7.1 Culinária

8 Ver também 9 Referências 10 Ligações externas

[editar] História Ver artigo principal: História do Pará O Forte do Presépio, fundado em 1616 pelos portugueses, deu origem a Belém, mas a ocupação do território foi desde cedo marcada por incursões de Neerlandeses e Ingleses em busca de especiarias. Daí a necessidade dos portugueses de fortificar a área. No século XVII, a região, integrada à capitania do Maranhão, conheceu a prosperidade com a lavoura e a pecuária. Em 1751, com a expansão para o oeste, cria-se o estado do Grão-Pará, que abrigará também a capitania de São José do Rio Negro (hoje o estado do Amazonas).

Em 1821, a Revolução Constitucionalista do Porto (Portugal) foi apoiada pelos paraenses, mas o levante acabou reprimido. Em 1823, o Pará decidiu unir-se ao Brasil independente, do qual estivera separado no período colonial, reportando-se diretamente a Lisboa. No entanto, as lutas políticas continuaram. A mais importante delas, a Cabanagem (1835), chegou a decretar a independência da província do Pará. Este foi, juntamente com a Revolução Farroupilha, no Rio Grande do Sul, o único levante do período regencial onde o poder foi tomado, sendo que a Cabanagem foi a única revolta liderada pelas camadas populares. A economia cresceu rapidamente no século XIX e início do século XX com a exploração da borracha, pela extração do látex, época esta que ficou conhecida como Belle Époque, marcada pelos traços artísticos da Art Nouveau. Nesse período a Amazônia experimentou dois ciclos econômicos distintos com a exploração da mesma borracha. Estes dois ciclos (principalmente o primeiro) deram não só a Belém, mas também a Manaus (Amazonas), um momento áureo no que diz respeito à urbanização e embelezamento destas cidades. A construção do Teatro da Paz (Belém) e do Teatro Amazonas (Manaus) são exemplos da riqueza que esse período marcou na história da Amazônia. O então intendente Antônio Lemos foi o principal personagem da transformação urbanística que Belém sofreu, onde chegou a ser conhecida como Paris N'América (como referência à influência da urbanização que Paris sofrera na época, que serviu de inspiração para Antônio Lemos). Nesse período, por exemplo, o centro da cidade foi intensamente arborizado por mangueiras trazidas da Índia. Daí o apelido que até hoje estas árvores (já centenárias) dão à capital paraense. Com o declínio dos dois ciclos da borracha, veio uma angustiante estagnação, da qual o Pará só saiu na década de 1960, com o desenvolvimento de atividades agrícolas no sul do Estado. A partir da década de 1960, mas principalmente na década de 1970, o crescimento foi acelerando com a exploração de minérios (principalmente na região sudeste do estado), como o ferro na Serra dos Carajás e do ouro em Serra Pelada. [editar] Divisão do estado Este artigo ou secção possui passagens que não respeitam o princípio da imparcialidade. Tenha algum cuidado ao ler as informações contidas nele. Se puder, tente tornar o artigo mais imparcial. (Justifique o uso desta marca na discussão do artigo) Ver artigo principal: Plebiscito sobre a divisão do estado do Pará

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na manhã do dia 5 de maio de 2011, um decreto legislativo que autoriza a realização de um plebiscito que vai decidir pela criação do estado de Carajás, que seria uma divisão do estado do Pará. O decreto foi promulgado pelo presidente do Congresso Nacional, José Sarney (PMDB-AP). Depois de promulgado, o plebiscito poderá ser realizado em até seis meses, de acordo com a organização da Justiça Eleitoral. Outro projeto, que também divide o estado do Pará foi aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados. O projeto que prevê a criação do estado de Tapajós, contudo, ainda precisa passar pela aprovação do Senado antes de ser promulgado. Se os dois plebiscitos forem realizados, a área atual do estado do Pará poderá ser divida em três estados. Pela proposta, o estado de Carajás, de autoria do ex-senador Leomar Quintanilha, estaria localizado a sul e sudeste do Pará, e prevê como capital a cidade de Marabá. Ao todo, o novo estado teria 39 municípios, com área equivalente a 25% do atual território do paraense. Já o projeto que prevê o plebiscito para o estado de Tapajós é de autoria do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). O novo estado estaria localizado a oeste do Pará, ocupando cerca de 58% da área total do estado. A capital do novo estado seria Santarém. Ao todo, 27 municípios estão previstos para o estado de Tapajós. O projeto que prevê o plebiscito ainda precisa ser aprovado pelo Senado Federal. [editar] Possível polêmica O tema da divisão do Estado do Pará para a criação de novas unidades federativas é um tema altamente polêmico e que tem afastado políticos da discussão, principalmente ocupantes de cargos majoritários. Porém, um menor percentual da classe política tem-se posicionado a favor ou contra tais projetos emancipacionistas. Há que se ressaltar o fato de fazerem mais de duas décadas as articulações políticas em torno das possíveis novas unidades. Já os políticos unionistas foram tomados, em tese, "de surpresa" - uma vez que sua organização em torno do projeto unificador não estava há tanto tempo dentro das pautas internas quanto os projetos separatistas para aqueles. Os motivos alegados pelos defensores das reformas territoriais e as consequências, para os possíveis novos estados e para o estado residual, são de inúmeras ordens: desde culturais até geoestratégicas, merecendo aí três de destaque: políticas, econômicas e orçamentárias. A aprovação da criação dos estados de Carajás e Tapajós, causaria um saldo negativo anual de cerca de R$ 2 bilhões à União, o estado de Tocantins por exemplo da União R$ 500 milhões, de repasse voluntário, cinco anos depois de criado, sendo R$ 100 milhões por ano[7]. [editar] Sobrerrepresentação

A mineração é atividade preponderante na região sudeste do estado. ao longo da malfadada Rodovia Transamazônica (BR-230). haveria o nascimento de dois estados com populações comparáveis às dos estados de Tocantins e Rondônia.Politicamente. fazendo proporcionalmente jus a uma bancada de apenas quatro deputados federais e de fração de um senador — uma vez que não atinge a proporção de 8/513 (cerca de 1. Expressa-se assim que os grande projetos mineroenergéticos pouco colaboram de maneira direta para a arrecadação das esferas públicas no Pará. que ao serem beneficiados. calcário. ouro.56%) da população nacional. no sentido de viabilizar recursos para a administração satisfatória de um estado. vindo assim a facilitar substancialmente o acesso a cargos eletivos por parte da classe política desses possíveis estados. independente de seu tamanho ou demografia. vegetal (madeira). por motivos constitucionais. manganês. destinados sobretudo à China. O Pará é o maior produtor de pimenta do reino do Brasil e está entre os primeiros na produção de coco da Bahia e banana. estanho). As reservas minerais em exploração estão localizadas quase todas na região do Sudeste Paraense. e também vem se consolidando em municípios como Barcarena e Marabá através de investimentos na vesticalização dos minérios extraídos. bauxita. é obrigatório respeitar o piso de oito deputados federais e o fixo de três senadores por unidade federativa: o que produziria uma sobrerrepresentação na Câmara dos Deputados e uma superrepresentação no Senado Federal. pecuária. de grandes perdas tributárias para a esfera estadual. Contudo. isenta de ICMS as empresas exportadoras. como bauxita e ferro. agregam valor ao se transformarem em alumínio e aço no próprio Estado. destacam-se . Entretanto. com os distritos industriais de Icoaraci e Ananindeua. costumando ficar entre quinto ou sexto maior exportador nos últimos anos — aproximadamente 87% de suas exportações são de minérios diversos. Pela característica natural da região. A pecuária é mais presente no sudeste do estado. As atividades agrícolas são mais intensas na região nordeste do estado. desde a década de 1960. São Félix do Xingu é o município com maior produção de banana do país. que possui um rebanho calculado em mais de 14 milhões de cabeças de bovinos. sendo Parauapebas a principal cidade que a isso se dedica. A indústria do estado concentra-se mais na região metropolitana de Belém. justamente as principais responsáveis por maior parte da geração de riquezas no estado paraense. percebe-se a fragilidade de um modelo assentado nas exportações. indústria e no turismo. pretenso Estado de Carajás. Lei Kandir: O atual território correspondente ao Estado do Pará é um dos maiores responsáveis pela pauta exportadora nacional. a legislação brasileira. Neste cenário. onde destaca-se o município de Castanhal. [editar] Economia Ver artigo principal: Economia do Pará A economia se baseia no extrativismo mineral (ferro. através da Lei Kandir. a agricultura também se faz presente. na agricultura.

com a expansão da cultura da soja por todo o território nacional. que vai da região sudeste do Pará até São Luís do Maranhão. além das companhias já presentes na cidade. Nos últimos anos. a “Sala Vicente Salles” do “Memorial dos Povos”. [editar] Etnias O Pará teve um elevado número de imigrantes portugueses. tendo um polo moveleiro instalado no município de Paragominas. os japoneses estabeleceram-se no interior agrário. Pela rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163) é escoada boa parte da produção sojeira do Mato Grosso. Cor/Raça Pardos Brancos Negros Porcentagem 73. que não devasta áreas da floresta nativa porque consiste somente na queima do coco e não do coqueiro. mas recentemente este cenário vem mudando. que segue até o porto de Santarém. Estes povos têm suas trajetórias contadas em um espaço permanente. Em seguida vieram os italianos e seu poder desbravador marítimo. as regiões sudeste e sudoeste do Pará tornaram-se uma nova área para essa atividade agrícola. situado em Belém. em menor parcela. no distrito de Vila do Conde. que chegaram à capital quase que exclusivamente por questões políticas. e sedia uma das maiores fábricas desse produto no mundo. boa parte dele é exportado o que contribui para o município abrigar também a principal atividade portuária do Pará. Após deixar sua contribuição para o surgimento da cidade de Belém. africana. contribuindo assim.5% . espanhóis e japoneses. aquecendo a economia da cidade tanto pela exportação do grão como pela franca expansão de seu plantio: a produção local já representa 5% do total de grãos exportados.0% 23. fixando-se em municípios como Tomé-açu. este é produzido principalmente no município de Bom Jesus do Tocantins. No município de Barcarena é beneficiada boa parte da bauxita extraída no município de Paragominas e na região do Tapajós em Oriximiná. devido à grande herança genética indígena e. é possível atestar a presença crescente de siderúrgicas. A maioria da população é parda. para a devastação mais rápida das florestas nativas da região. as indústrias estão investindo no reflorestamento de áreas devastadas e na produção de carvão do coco da palmeira Babaçu. O polo siderúrgico de Marabá utilizava intensamente o carvão vegetal para aquecer os fornos que produzem o ferro gusa. e também pela falta de áreas livres a se expandir nas regiões sul.também como fortes ramos da economia as indústrias madeireira e moveleira. O governo federal implementou em Marabá um pólo siderúrgico e metalúrgico. Os lusitanos foram seguidos pelos espanhóis. O extrativismo mineral vem desenvolvendo uma indústria metalúrgica cada vez mais significativa. sudeste e até mesmo no centro-oeste (nas quais a soja se faz mais presente).0% 3. graças às disputas pela Península Ibérica. Ao longo da Estrada de Ferro Carajás. No momento Barcarena é um grande produtor de alumínio.

o capitão português. perdendo apenas para os estados de São Paulo e Paraná. de mamão hawai e do melão na década de 1970. Ao mesmo tempo em que trabalharam. Eles fincaram raízes familiares em Belém. existia no Pará cerca de .[9] Italianos Os emigrantes italianos que vieram para o Pará são predominantemente da região Sul da Itália. Eles vivem principalmente nos municípios de Tomé-Açu. considerada a cidade mais italiana do Estado. O primeiro comércio italiano de que se tem notícia é de 1888 que ficava em Santarém. A terceira maior colônia japonesa no Brasil está no Pará. núcleo da futura capital paraense. os italianos se dividiram entre a atividade comercial e os pequenos serviços. Campania e Basilicata. no dia 24 de julho de 1926.6% Fonte: PNAD (dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração)[8] . Oriximiná. Breves. que ligavam o Forte do Presépio a São Luís do Maranhão. Óbidos. Sabendo-se que Tomé-Açu foi o primeiro local do Norte do país a receber imigrantes japoneses. O consulado ficava em Recife. Francisco Caldeira Castelo Branco iniciou a ocupação da terra. Santarém e Alenquer. Santa Izabel do Pará e Castanhal. Em Janeiro de 1616. com paradas no Rio de Janeiro e Belém.Amarelos ou Indígenas 0. que havia uma representação do consulado da Itália em Óbidos. e só chegaram ao município de Tomé-Açu. Os japoneses foram responsáveis pela introdução de culturas como a juta e a pimenta-do-reino na década de 1930. no dia 22 de setembro do mesmo ano. no Japão. por volta de 1929. com cerca de 13 mil habitantes. A presença na região oeste do Pará era tão acentuada. Pernambuco. foram importantes no início do processo de industrialização da capital (1895). mas aqui se dedicaram ao comércio. originários da Calábria. Os portugueses foram os primeiros a chegar no Pará. fundando o Forte do Presépio. Deixando contribuições que vão desde a culinária à arquitetura. por terra e subiram o Rio Amazonas. Segundo o censo de 1920. Abaetetuba. Japoneses Os primeiros imigrantes japoneses que se destinaram a Amazônia saíram do Porto de Kobe. deu-se no século XVII. Eram todos colonos. A fixação portuguesa foi efetivada com as missões religiosas e as bandeiras. [editar] Imigrantes Portugueses A presença dos portugueses no estado. Em Belém.

substituindo "você" por "tu": "tu fizeste". por causa do Ciclo da Borracha. A parte da religião umbandista também há uma cumplicidade entre os dois estados. Marabá. acabaram se instalando em Belém. Oeste do estado. Os italianos. Santarém. além da capital paraense. na região metropolitana de Belém do Pará. muitas vezes chegando a omitir o pronome "tu". Dialeto paraense tradicional: tem como característica mais distintiva o raro uso do pronome de tratamento "você". dois quais um terço foram para o Acre. Ao final da Segunda Guerra. "tu chegaste". dirigiram-se para a colônia de Benevides. Alenquer. [10] Libaneses A emigração dos libaneses para o Pará se deu na metade do século XIX. A lambada paraense da década de 1970 também influenciou o maranhão.Por ser vizinho do Estado do Pará. Maranhenses São os maiores imigrantes nacionais no Estado do Pará. na época do Ciclo da Borracha e até 1914 desembarcaram em Belém entre 15 mil e 25 mil imigrantes sírios-libaneses. Maracanã. "tu és". enquanto outro sotaque é utilizado na região sudeste do Pará (Região de Carajás): um dialeto derivado de misturas de nordestino. não permaneceram em território paraense. o libaneses se deslocaram para os municípios de Cametá. e em boa parte do território estadual. Monte Alegre. Breves. no nordeste do Pará. Os franceses foram atraídos para a região.O hino do Círio de Nazaré foi composto por um poeta maranhense chamado Euclides Farias. japoneses e italianos. (Pará). assim como os franceses. No Pará. Abaetetuba. os maranhenses vão em busca de melhores condições materiais. O "r" e o "s" são pronunciados de maneira semelhante . usado na capital Belém. tornando-a conhecida como Paris N'América. sobretudo nas intimidades. entre outros. [editar] Dialetos O Pará tem pelo menos dois dialetos de destaque: o dialeto paraense tradicional. Óbidos. Soure. goiano e gaúcho. mineiro. A parte cultural também há uma reciprocidade entre os dois estados. O Maranhão e o Pará tem uma longa história de ligação que começou desde a criação dos Estados do Grão-Pará e Maranhão. Inclusive a origem do carimbó (dança de negros) é do Maranhão que com o processo de aculturação tomou a forma paraense. verbalizando expressões apenas como: "chegaste bem?".[11] Franceses Os primeiros imigrantes franceses chegaram ao Brasil na segunda metade do século XIX. Altamira.A população de Belém.mil italianos. sul e sudeste do Pará é formada basicamente por imigrantes maranhenses. "já almoçaste?". registrou-se um refluxo causado pela perseguição a alemães. capixaba.

• Em uma visita a Belém. verbo formar: ele formou tem apenas o sentido de ele formou uma quadrilha. Portugal. é ele se chama Alberto. e decorre da forte influência portuguesa na linguagem. é para você (formal) compra um açaí (informal) x compre um açaí (formal) atende o telefone que é para ti (informal) x atenda o telefone que é para você (formal) Existe concordância dos verbos com relação ao pronome de tratamento. Sujeito ativo x passivo: enquanto em outros estados. eu te avisei (informal) x eu lhe avisei (formal) Ramo ré (informal) x vamos ver (formal) vem ver. Exemplo: • • • • • • que isso? ao invés de que que isso? quanto isso custa? no lugar de quanto que isso custa? qual é o nome disso? ao invés de como que isso chama? (sic) como vai ser? substituindo como que vai ser? ele vai "pro" cinema ao invés de ele vai ao cinema eu vou "pra" feira no lugar de eu vou à feira No x para: nesse sotaque. é para ti (informal) x venha ver. Pasquale Cipro Neto. comparado aos outros do Brasil. Caso refira-se ao seu nome próprio.à do Rio de Janeiro. Também é conhecido como Amazofonia. Se não for nesse sentido. Exemplos: • • verbo chamar: ele chama tem apenas o sentido de ele chamou o elevador ou ele chamou uma criança (sujeito ativo). o renomado professor de língua portuguesa. a pergunta seria qual é o nome dele?. ele formou uma empresa (sujeito ativo). a maneira utilizada é ele se formou em engenharia ou a coligação se formou ano passado. as duas formas apresentam sentidos distintos no Pará. afirmou que considera o dialeto de Belém semelhante em muitos aspectos ao de Lisboa. nunca coloca dois ques juntos. diferenciando-se situações informais das formais: • • • • • Uso menos abusivo do Que: o paraense faz um pouco menos uso dos ques que outros brasileiros. a população utiliza verbos com sujeito ativo ou passivo e os considera quase com mesmo sentido. Tal dialeto é considerado brando (à exceção da letra "s") e possuidor de menos vícios de linguagens. o para é mais utilizado quando o sentido é ao ou à: .

goianos. a diferença cultural é um dos motivos dessa região manifestar interesse de ser um estado autônomo. em altitudes mais elevadas. sudestinos e sulistas para a região. derivados de disputas por terras em um sistema fundiário caótico da região. 101 15 8 101 09 4 ver • editar 1 437 60 11 0 505 512 12 . quando houve uma maciça migração desordenada de nordestinos. é nitidamente distinguível o sotaque paraense do carioca. é ainda maior a Dialeto da Região de Carajás: marcante o uso do "s" como o de São Paulo. atraídos com a descoberta da maior reserva mineralógica do planeta (Carajás) e pela oferta em abundância de terras baratas. Hoje em dia. já que o paraense tem bem menos "gingado" e conjuga mais verbos como em Lisboa. Posiçã o Cidade Marituba Breves Mesorregi ão Metropolitana Marajó Pop . Também são conhecidos como amazônicos da serra. apesar de muitos brasileiros esperarem um sotaque nordestino quando se fala em Pará[carece de diferença entre o sotaque do Pará e os da região Nordeste fontes?] Semelhanças e diferenças: • • . como "foste". [editar] Principais cidades Cidades mais populosas do Pará (estimativa de 2009 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)[2] Posiçã o 1 2 Cidade Belém Ananindeu a Mesorregi ão Metropolitana Metropolitana Pop. aproximando-se do planalto central. Essa maneira de falar existe no Pará desde meados da década de 1970. e outras peculiaridades. Mal-estar cultural: Essas diferenças culturais geraram mal estar entre os habitantes da região colonizada e do resto do estado (entre os "tradicionais paraenses" e os "novos paraenses"). "chegaste" etc. pelo motivo dessa região estar distante do vale amazônico. A região também registra o maior número de conflitos e mortes no campo.• ela foi "pro" shopping em detrimento de ela foi ao shopping apesar de soar como sotaque carioca para muitos paulistas.

dentre os quais. Ananindeua. Barcarena. Marabá. Belém. Altamira. Salinópolis. estimativa populacional 2009 Ananindeua. . importantes para a economia do estado são. Canaã dos Carajás. Parauapebas. Itaituba. Tucuruí e Santarém. [editar] Educação Ananindeua O Pará possui 144 municípios. Redenção.3 4 5 6 7 8 9 10 Santarém Marabá Castanhal Baixo Amazonas Sudeste Metropolitana 276 665 203 049 161 497 152 777 139 819 127 848 117 099 107 060 [12] 13 14 15 16 17 18 19 20 Altamira Sudoeste 98 750 97 350 96 010 92 567 75 583 72 720 68 600 67 208 Belém Paragomina Sudeste s Tucuruí Barcarena Redenção Tailândia Moju Sudeste Metropolitana Sudeste Nordeste Nordeste Parauapeba Sudeste s Abaetetuba Nordeste Itaituba Cametá Bragança Sudoeste Nordeste Nordeste São Félix Nordeste do Xingu Fonte: IBGE. Castanhal. Paragominas. Belém e Marituba fazem parte da Região Metropolitana de Belém.

já que são de origem indígena.2 .5 . algumas das frutas nativas paraenses: • • • Açaí Bacuri Cupuaçu Result ados no ENEM P R A or ed n tu aç o gu ão ês 2 33 49 0 . Outros pratos típicos da região são • • • • • • • • Açaí Caranguejo turú camusquim Caruru Paraense Casquinho de mussuã Chibé Cuscuz • • • • • • • • • Pato no tucupi Tacacá Maniçoba Peixe moqueado Pirarucu de sol Pupunha cuzida Sopa de aviú tapioquinha arroz paraense O Pará apresenta mais de uma centena de espécies comestíveis.1 . o que deixa os gourmets maravilhados pela alquimia utilizada na produção destes pratos exóticos. Os elementos encontrados na região. e em muitas vezes apresentando um exótico sabor para as suas sobremesas.0 di 0 8 a 2 46 54 0 .[editar] Cultura [editar] Culinária Ver artigo principal: Culinária do Pará A Culinária paraense possui grande influência indígena.9 0 2 7 7[ 14 (1 (1 ] 9º 5º ) ) M 51 55 é .0 . Os nomes dos pratos são tão exóticos quanto seu sabor.9 . são as denominadas frutas regionais. formam a base de seus pratos.7 0 [3 8 6 13 (1 (1 ] 9º 7º ) ) M 36 52 é . A seguir.9 0 .9 di 2 9 a 2 36 0 59 .

• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Graviola Pupunha Taperebá Castanha-do-pará Muruci Piquiá Tucumã Bacaba Camu-camu Uxi Ingá Sapotilha Abricó Abiu Ajirú Anajá Lista de governadores do Pará Lista de municípios do estado do Pará Lista de municípios do Estado do Pará por população Lista de mesorregiões do Pará Lista de microrregiões do Pará Lista de rios do Pará [editar] Ver também .

5. ↑ IBGE (10 de outubro de 2002). Página visitada em 17 de setembro de 2008. ↑ http://www. . ↑ Estimativas do IBGE para 1º de julho de 2009.r7.com/brasil/noticias/novos-estados-de-carajas-e-tapajos-devem-gerar-rombo-anual-de-r-2bilhoes-a-uniao-20110620.• • • • • • • • • • Hino do Pará Brasão do Pará Música paraense Região Metropolitana de Belém Universidade da Amazônia Universidade Federal Rural da Amazônia Universidade do Estado do Pará Universidade Federal do Pará Fundação da Criança do Adolescente do Pará Turismo no Pará Referências 1. outubro de 2009.424. ↑ Portal R7. Área territorial oficial. Página visitada em 22 de 4. (IBGE/2008). ↑ Síntese dos Inidicadores Sociais 2009. Página visitada em 22 de julho 2010. ↑ região metropolitana da Amazônia.html?question=0 Novos Estados de Carajás e Tapajós devem gerar rombo anual de R$ 2 bilhões à União].usp. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2. ↑ Ranking do IDH dos estados do Brasil em 2005.124 de habitantes.br/dlcv/tupi/vocabulario.PR-5/02).htm 7. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (15 de setembro de 2008). [http://noticias. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (14 de agosto de 2009). Página visitada em 30 de outubro de 2011. Cidade com cerca de 1.fflch. a b 3. 6.

↑ http://download. ↑ http://download.globo.xls [editar] Ligações externas O Commons possui uma categoria com multimídias sobre Pará • • • Governo do Pará (em português) Tribunal de Justiça do Estado do Pará (em português) Emancipação de Tapajós gera debate em Santarém (em português) [Expandir] Pará . Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008).br/educacao/enem2007_mediasredacao. ↑ http://www.gov.inep.8. ↑ [1] 10. ↑ População residente no Brasil em 2009: Publicação completa.uol.br/download/enem/2008/Enem2008_tabelas_01a101.com. 13.doc 14. Página visitada em 14 de agosto de 2008.com/vestibular/enem2006_desempenhoregiaouf. ↑ [3] 12. ↑ Demografia 9. ↑ [2] 11.xls 15.

Política. Esportes C a p i Belém t a l M e s o r r eBaixo Amazonas • Marajó • Metropolitana de Belém • Nordeste Paraense • Sudeste Paraense • Sudoeste Paraense g i õ e s .[Expandir] v•e Pará Portal — Geografia. Cultura.

M i c r o r Almeirim • Altamira • Arari • Bragantina • Belém • Cametá • Castanhal • Conceição do Araguaia • Furos de Breves • Guamá • r Itaituba • Marabá • Óbidos • Parauapebas • Paragominas • Portel • Redenção • Salgado • Santarém • São Félix do Xingu • ToméeAçu • Tucuruí g i õ e s RBelém e g i õ e s M e t r o p o l .

0 0 0 .i t a n a s e R I D E s M Belém • Ananindeua a i s d e 5 0 0 .

h a b i t a n t e s M Santarém • Marabá a i s d e 2 0 0 . 0 0 0 h a .

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a n t e s V e j a t Interior do Pará a m b é m Norte, Brasil

[Expandir] v•e Regiões e estados do Brasil Subdivisões do Brasil

URegião Acre · Amapá · Amazonas · Pará · Rondônia · Roraima · Tocantins nNorte i Região Alagoas · Bahia · Ceará · Maranhão · Paraíba · Pernambuco · Piauí · Rio Grande do Norte · Sergipe dNordeste aRegião Distrito Federal · Goiás · Mato Grosso · Mato Grosso do Sul dCentroOeste e sRegião Espírito Santo · Minas Gerais · Rio de Janeiro · São Paulo Sudeste dRegião SulParaná · Rio Grande do Sul · Santa Catarina a F e d e r a ç ã o AFernando de Noronha · Atol das Rocas · Arquipélago de São Pedro e São Paulo · Trindade e Martim Vaz r q u i p é l

a g o s G e o e c o nAmazônica · Centro-Sul · Nordeste ô m i c a s O u t r Antártida Brasileira (ver também: Estação Antártica Comandante Ferraz) o s Propostas de novas unidades federativas do Brasil

[Expandir] v•e Fronteiras do Brasil C1 PCDL • 2 PCDL o m i s s õ e s d e m a r c a d o r a s d e .

f r o n t e i r a P a í s e s l i Argentina • Bolívia • Colômbia • Guiana Francesa (França) • Guiana • Paraguai • Peru • Suriname • Uruguai • Venezuela m í t r o f e s M Centro-Oeste • Norte • Sul .

a c r o r r e g i õ e s f r o n t e i r i ç a s EAcre • Amapá • Amazonas • Mato Grosso • Mato Grosso do Sul • Pará • Paraná • Rio Grande do Sul • Rondônia • Roraima • s Santa Catarina t a .

d o s f r o n t e i r i ç o s Sócioeconômico Área • Área urbana • População • Densidade demográfica • PIB • PIB per capita • IDH • Gini M Bifronteiriços ou Atalaia do Norte • Assis Brasil • Barra do Quaraí • Corumbá • Foz do Iguaçu • Laranjal do Jari • Oriximiná • São utríplices Gabriel da Cachoeira • Uiramutã • Uruguaiana nfronteiras i Fronteira Aceguá • Acrelândia • Alecrim • Almeirim • Alta Floresta d'Oeste • Alto Alegre • Alto Alegre dos Parecis • csimples Amajari • Antônio João • Aral Moreira • Bagé • Bandeirante • Barcelos • Barracão • Bela Vista • Belmonte • í Benjamin Constant • Bom Jesus do Sul • Bonfim • Brasileia • Cabixi • Cáceres • Capanema • Capixaba • p Caracaraí • Caracol • Caroebe • Chuí • Comodoro • Coronel Sapucaia • Costa Marques • Crissiumal • Cruzeiro i do Sul • Derrubadas • Dionísio Cerqueira • Dom Pedrito • Doutor Maurício Cardoso • Entre Rios do Oeste • o Epitaciolândia • Esperança do Sul • Feijó • Garruchos • Guaíra • Guajará • Guajará-Mirim • Guaraciaba • Herval s • Iracema • Itaipulândia • Itapiranga • Itaqui • Jaguarão • Japorã • Japurá • Jordão • Mâncio Lima • Manoel Urbano • Marechal Rondon • Marechal Thaumaturgo • Mercedes • Mundo Novo • Normandia • Novo Machado • f Nova Mamoré • Óbidos • Oiapoque • Pacaraima • Paraíso • Paranhos • Pato Bragado • Pedras Altas • Pérola r d'Oeste • Pimenteiras do Oeste • Pirapó • Plácido de Castro • Planalto • Poconé • Ponta Porã • Porto .

melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes. a enciclopédia livre. . livros. (Redirecionado de Rito de passagem) Ir para: navegação. acadêmico — Scirus. Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.o n t e i r i ç o s Brasil • Esperidião • Porto Lucena • Porto Mauá • Porto Murtinho • Porto Velho • Porto Vera Cruz • Porto Walter • Porto Xavier • Pranchita • Princesa • Quaraí • Rodrigues Alves • Roque Gonzales • Santa Helena • Santa Helena • Santa Isabel do Rio Negro • Santa Rosa do Purus • Santa Vitória do Palmar • Santana do Livramento • Santo Antônio do Içá • Santo Antônio do Sudoeste • São Borja • São Francisco do Guaporé • São José do Cedro • São Miguel do Iguaçu • São Nicolau • Sena Madureira • Serranópolis do Iguaçu • Sete Quedas • Tabatinga • Tiradentes do Sul • Tunápolis • Vila Bela da Santíssima Trindade Portal do Pará Ritos de passagem Origem: Wikipédia. pesquisa Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência. Por favor. inserindoas no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Veja como referenciar e citar as fontes. Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde Fevereiro de 2008). o que compromete sua credibilidade (desde junho de 2010). Encontre fontes: Google — notícias.

a pessoa trocava de nome. Muitas vezes. o recém-nascido era apresentado aos seus antecedentes diretos. Ligadas. Geralmente. . no entanto. ela estava simbolicamente misturando o seu próprio sangue ao sangue do seu clã. a cada uma dessas cerimônias. Nesse rito. Outras teorias foram desenvolvidas por Mary Douglas e Victor Turner na década de 1960. marcando o fato que. Para os rapazes. Seu nome. A dor e o sangue derramado eram. Outras cerimônias seguiam-se. A convivência com algumas pessoas devia ser deixada para trás e novas pessoas passavam a constituir o grupo de relacionamento direto. Todas essas cerimônias.Ritos de passagem são celebrações que marcam mudanças de status de uma pessoa no seio de sua comunidade. considerados como uma retribuição à Terra das dádivas que a tribo recebera até ali. desde rituais místicos ou religiosos até assinatura de papéis (ou ainda os dois juntos). por exemplo. ainda. Em todas as sociedades primitivas. representava igualmente a sua progressiva aceitação e participação na sociedade na qual estava inserido. determinados momentos na vida de seus membros eram marcados por cerimônias especiais. tendo. Para as mulheres. Essas cerimônias. e era reconhecido como sendo parte da linhagem ancestral. portanto. essas cerimônias significavam a integração daquela pessoa como membro produtivo da tribo: ao derramar sangue para a preservação da comunidade (pela procriação ou pela alimentação). Cada religião tem seus ritos. entrando no seu período fértil. conhecidas como ritos de iniciação ou de passagem.ela era uma nova pessoa. mais do que representarem uma transição particular para o indivíduo. a idade adulta. aquela que propiciava a entrada no reino dos mortos e garantia o retorno futuro ao mundo dos vivos. ao atingir a puberdade. O termo foi popularizado pelo antropólogo alemão Arnold van Gennep no início do século vinte. portanto tanto o cunho individual quanto o coletivo. dessa forma. algumas tribos praticavam um rito onde a pele do peito dos jovens guerreiros era trespassada por espetos e repuxada por cordas. isso se dava geralmente no momento da primeira menstruação. Alguns anos mais tarde. Os ritos de passagem são realizados de diversas formas. representando que aquela identidade que assumira até então. o jovem passava por outra cerimônia. ao derramamento de sangue. dependendo da situação celebrada. ou não. estava apta a preparar-se para o casamento. Variadas cerimônias marcavam. essa cerimônia geralmente se dava no momento em que ele fazia a caça e o abate do primeiro animal. logo em seguida ao nascimento. não mais existia . sendo parecidos com de outras religiões. ao longo da vida. Os ritos de passagem podem ter caráter religioso. de forma solene. Entre os nativos norte-americanos. e os ritos fúnebres eram considerados como a última transição. a primeira dessas cerimônias era praticada dentro do próprio ambiente familiar. previamente escolhido. Velhas atitudes eram abandonadas e novas deviam ser aceitas. O casamento era uma delas. marcavam pontos de desprendimento. era então pronunciado para ele pela primeira vez.

Estados semicomatosos induzidos por doenças. a troca do símbolo pela ostentação pura e simples. realmente. a partir de uma casualidade que era então tida como propiciada pelos deuses. Rompê-las era colocar em risco a própria sobrevivência da tribo como unidade coerente. Embora pudessem acontecer depois de alguma preparação. Muitas pessoas. de certa forma institucionalizada e regulada pela família e pela sociedade. são resquícios desse tipo de cerimônia. por exemplo. que poderiam configurar uma categoria distinta de passagem ou iniciação. cogitável. cristãs. era comum que esses ritos ocorressem espontâneamente. eram normalmente considerados como modificadores da pessoa. havia outros ritos específicos. que retornaria desses estados possuindo uma nova e mais clara visão do mundo. que hoje representam muito mais um compromisso social do que a marcação do início de uma nova fase na vida do indivíduo. No entanto. ao menos. geralmente. nas sociedades primitivas. muitos desses ritos subsistiram embora muitos deles esvaziados do seu conteúdo simbólico. eram alçadas à condição de xamãs pela tribo.Nos tempos atuais e nas sociedades modernas. Essas pessoas. acaba criando a desestruturação do padrão social. de manter a criança na fé dos seus antepassados? Obviamente. Estes eram os ritos de iniciação dos xamãs ou dos heróis. feita em frente ao seu sacerdote. Índice [esconder] • • • • 1 A Iniciação dos Xamãs e Heróis 2 Religiões afro-brasileiras 3 Outras religiões 4 Ver também [editar] A Iniciação dos Xamãs e Heróis Ao lado dos ritos que abordamos. Quantas pretendem realmente cumprir a promessa solene. . tais promessas eram obrigações indiscutíveis e sagradas. após passarem incólumes por algum tipo de experiência traumática. o que não era. poderia-se perguntar quantas pessoas que batizam os seus filhos são. Batismo e festas de aniversário de 15 anos. que poderia ter provocado a sua morte. etc. Tomando o batizado cristão como exemplo. picada de animais peçonhentos. eram consideradas como pertencendo a uma classe especial.

algumas fazem o ritual do casamento. transformar-se em um novo ser. Ou seja: essa forma de rito não depreendia uma idade ou ocasião específica. que seguindo as tradições africanas fazem o ritual do nascimento.a ele era atribuída a invenção da escrita e o desenvolvimento da agricultura. que irá prosseguir seu trabalho civilizador. às vezes extremos. Umbanda e Quimbanda A Umbanda e Quimbanda não incluem os ritos de passagem. portanto. geralmente associado a uma missão a cumprir. Poderia acontecer a qualquer momento da vida. Candomblé e Culto aos Egungun. era irmã de Osíris. também. usa-se o termo fazer a cabeça onde pode existir a catulagem e pintura. Note-se. A mensagem. uma vez que não incorporam Orixás incorporam os Falangeiros de Orixás. fome. filho da fusão entre as duas partes. não era a de rito de passagem simplesmente como transição de um período para outro da vida. No mito. Osíris representa o aspecto de nossos conhecimentos prévios que hão de ser desfeitos. o ritual fúnebre e o ritual do Axexê quando a pessoa iniciada morre. Vê-se tal caráter em diversas lendas de heróis mitológicos.Por um outro lado. que possui todas as características associadas ao processo das iniciações míticas. recolher suas partes através de um árduo e longo trabalho e. Isolamento. mas também como de um estado de consciência para outro. que Osíris (o conhecimento). e nem ao menos uma cerimônia específica. frio. [editar] Religiões afro-brasileiras Os ritos de passagem são inseridos em algumas das religiões afro-brasileiras mas onde estão mais presentes é no Culto de Ifá. . O caráter de morte e renascimento nesses ritos era profundamente marcado. com uma missão a cumprir. desfazer-se). e tinha um cunho de transformação de personalidade mais profundo. por exemplo. Há de se notar que Ísis. é: aquele que busca o conhecimento deverá morrer (perder a individualidade. ou seja: a idéia é que os dois. mas apenas cumpre a função de gerar em Ísis um novo ser. em seguida sua esposa Ísis empreende uma longa busca pelos seus pedaços. além de esposa. após ser reconstruído. e reúne-os para que ele gere com ela seu filho Hórus. chegavam-sese a um ponto em que determinadas provas deveriam ser enfrentadas. no mito egípcio de Osíris. A idéia aqui. como. após a iniciação. eram duas faces distintas de uma mesma pessoa. ritual do nome quando uma criança é apresentada ao Orun e ao Tempo. ritual de iniciação ou feitura de santo. por fim. não permanece existindo. nem feitura de santo propriamente dita. eram utilizados nesse sentido. na verdade. o contrário também poderia acontecer: dentro do processo normal de treinamento de um xamã. por acaso ou por escolha própria. ao passo que Ísis representa a parte de nós que realiza a busca e a reconstrução. para que o treinando comprovasse a sua capacidade de enfrentar seus medos e seus próprios limites físicos e mentais. portanto. seu corpo é despedaçado e espalhado por todo o Egito. Osíris era uma divindade civilizadora .

é feita a instrução esotérica. [editar] Outras religiões A cerimonia de batismo é um exemplo de ritual praticado por cristãos ao longo da història. é uma cerimonia de iniciação judaica. Encontre fontes: Google — notícias. A reclusão nesses casos é de três a sete dias. [editar] Ver também • Ritual Este artigo é um esboço. A circuncisão. . (Redirecionado de Tupinambá) Ir para: navegação. aprendizado das rezas e pontos riscados e cantados. que simboliza a admissão na comunidade religiosa. a enciclopédia livre. Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior. ou brit milá. livros. o que compromete sua credibilidade (desde novembro de 2008). e não tem imposição do adoxú. Você pod Tupinambás Origem: Wikipédia. Veja como referenciar e citar as fontes.porém a cabeça não é raspada completamente. melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes. acontece oito dias apòs o nascimento. e é feita a apresentação pública. Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde novembro de 2008). Este artigo não cita nenhuma fonte ou referência. acadêmico — Scirus. inserindoas no corpo do texto por meio de notas de rodapé. pesquisa Nota: Para outros significados. veja Tupinambás (desambiguação). Por favor.

Tupinambás em gravura de Theodor de Bry .

os tupinás (tupinaê). constituindo-se na língua raiz da língua geral paulista e do nheengatu. os caetés. quando se fala em tupinambás. dominavam quase todo o litoral brasileiro e possuíam uma língua comum. . dentre outros. os amoipiras. cujo objetivo era lutar contra os portugueses. os aricobés etc. os tupiniquins. Entretanto. os potiguaras. os tamoios. normalmente. que teve sua gramática organizada pelos jesuítas e que passou a ser conhecida como o tupi antigo.Guerreiro Tupinambá O termo tupinambá provavelmente significa o mais antigo ou o primeiro e se refere a uma grande nação de índios. os temiminós. está-se a referir às tribos que fizeram parte da Confederação dos Tamoios. conhecidos pelos tupinambás como peró[1]. como nação. da qual faziam parte. os tabajaras. Os tupinambás.

.1666) .).. além das cartas jesuíticas da época.Apesar de terem raízes comuns. nos dão notícias muito precisas acerca de quem eram e de como viviam os índios Tupinambás. as diversas tribos que compunham a nação Tupinambá lutavam constantemente entre si...) e os franceses Jean de Léry (História de uma viagem feita à terra do Brasil) e André Thevet (As singularidades da França Antártica. Homem tupinambá . Autores como o alemão Hans Staden (História verdadeira e descrição de uma terra de selvagens. todos do século XVI.pintura de Albert Eckhout (1610 . movidas por um intenso desejo de vingança que resultava sempre em guerras sangrentas em que os prisioneiros eram capturados para serem devorados em rituais antropofágicos.

município de Ilhéus. para tentar fazer as pazes com os índios. . Os tupinambás da Região Sudeste do Brasil tinham um vasto território. em São Sebastião / Caraguatatuba. É nesse ínterim que Nóbrega e Anchieta teriam sido levados por José Adorno de barco até Iperoig (atual Ubatuba). com 199 pessoas. ele teria escrito o Poema da Virgem. onde fabricavam o gecay. chocalhos místicos cujo uso era obrigatório em qualquer cerimônia. Também era comum a intercessão dos pajés junto aos espíritos através do uso dos maracás. que era a mistura de sal e pimenta que os índios vendiam aos franceses (chamados pelos tupinambás de maíra[2]. como chama Alfred Métraux em seu livro A Religião dos Tupinambás. Também. englobando todas as aldeias tupinambás desde o Vale do Paraíba Paulista até o Cabo de São Tomé. nome originário de Meire Humane). Nesse período. no município de Belmonte. com mais de 1 mil indígenas divididos em 21 aldeias . existem três núcleos de índios Tupinambás no litoral da Bahia: Olivença. até o Cabo de São Tomé.grupo que se negou a virar escravo nos engenhos e se abrigou no mato (por conta disso o extinto Serviço de Proteção ao Índio (SPI) os chamavam de "Tupinambá do Mato". no estado do Rio de Janeiro. Fatos lendários e fantásticos teriam ocorrido nesta época do cativeiro. eram comuns as referências a "heróis civilizadores". que horrorizados. Segundo a tradição. com os quais se aliaram quando estes estabeleceram a colônia da França Antártica na Baía de Guanabara.Em todas as tribos tupinambás. com invejável poderio de guerra. os Tupinambá da Serra do Padeiro. queriam que ele dali se retirasse pois pensavam tratar-se de um feiticeiro. As tentativas de escravização dos índios para servirem nos engenhos de cana-de-açúcar no núcleo vicentino levaram à união das tribos numa confederação sob o comando de Cunhambebe chamada de Confederação dos Tamoios. Atualmente lutam pela homologação de suas terras. com vinte aldeias e 3 864 indígenas e a aldeia Patiburi. Esses heróis eram divindades que haviam criado ou dado início à civilização indígena (Meire Humane e Pae Zomé — mito ameríndio comum em toda a América Meridional). que se estendia desde o Rio Juqueriquerê. como o milagre de Anchieta: levitar entre os índios. já demarcadas pela Fundação Nacional do Índio (Funai). Atualmente. no estado de São Paulo. O grosso da nação tupinambá localizava-se na Baía da Guanabara e em Cabo Frio. Nóbrega voltou até São Vicente com Cunhambebe e o Padre José de Anchieta ficou cativo dos tupinambás em Ubatuba.

podiam ser encontrados numa aldeia de índios cristãos próxima da então recém-fundada cidade do Rio de Janeiro. Os sobreviventes ou se refugiaram nos matos e migraram para outras regiões ou alguns poucos ainda. ou se embrenharam nos matos ou foram assimilados pelos colonos em Ubatuba. Isto levou ao extermínio dos tupinambás que moravam em aldeias em torno da Baía da Guanabara. o primeiro tratado de paz das Américas. para não ajudarem os irmãos do Rio e não correrem riscos. no final do século XVI. se concretizou. embora. local onde morreu e foi enterrado o Padre Nóbrega. Referências . na segunda metade do século XVI. Quando os portugueses atacaram os franceses do Rio de Janeiro. que acudiram a seus aliados. com a destruição de todas as aldeias. profecia que. de fato. Nóbrega advertiu os índios de que. se voltassem atrás na palavra empenhada. Contudo. conseguiram desmantelar a Confederação dos Tamoios. estes pediram ajuda aos índios. promovendo a Paz de Iperoig. seriam todos destruídos. Tudo destruído com fogo e passado ao fio da espada. Diz-se que. os padres. o golpe fatal aos tupinambás foi o ataque ao último reduto francês em Cabo Frio. tenha declarado que se entendia melhor com os índios do que com os portugueses. com muita diplomacia.Distribuição dos grupos de língua tupi na costa no século XVI Seja como for. Por esses motivos e por algumas declarações que denotariam em tese conivência com o extermínio indígena é que o Padre José de Anchieta tem sido considerado muito polêmico até os dias atuais. depois de feitas as pazes. Os que conseguiram se salvar foram os que se embrenharam nos matos com alguns franceses e os índios tupinambás de Ubatuba que. gerando a atual população caiçara daquela região assim como a população cabocla do Vale do Paraíba Paulista e Fluminense. noutras oportunidades.

< Civilização macrojê Ir para: navegação.br/dlcv/tupi/licoes/licao01.htm 2.usp. pesquisa • • • • Introdução Civilização macrojê Cultura Distribuição aproximada das famílias macro-jês no interior do Brasil na época da chegada dos portugueses .htm [editar] Ver também • Tupinambá de Olivença Civilização macrojê/História Origem: Wikilivros.fflch. ↑ http://www.usp. ↑ http://www. livros abertos por um mundo aberto.fflch.br/dlcv/tupi/vocabulario.1.

Distribuição aproximada das nações indígenas no litoral brasileiro no século XVI .

Mapa de 1629 mostrando o território dos índios tremembés no atual litoral do Ceará Índio aimoré em gravura de Johann Moritz Rugendas do século XIX .

cidade do estado brasileiro do Rio de Janeiro que se localiza no antigo território dos índios goitacazes Pintura de Johann Moritz Rugendas no século XIX intitulada "Coroados e Coropós" Pintura de 1875 intitulada "Dança dos Puris" .Campos dos Goitacazes.

Quadro de Albert Eckhout do século XVII intitulado "Dança Tarairiu" Retrato de Carl Friedrich Philipp von Martius .

Índia xerente .

o grupo linguístico macro-jê surgiu no leste do Brasil. no sul da Baía e norte do Espírito Santo e os goitacazes. devido a descobertas recentes que incluem os chiquitanos da Bolívia e Mato Grosso e os jabutis de Rondônia como pertencentes ao grupo macro-jê. No entanto. expulsando grande parte dos macro-jês que habitavam o litoral brasileiro e forçando-os a se alojarem no interior do Brasil. que possuía condições naturais menos propícias que o litoral. ocasionando as chamadas "Guerras do Caju"[3]. no norte do Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo. os povos do grupo linguístico macro-tupi. Acredita-se que os povos macro-jês detinham a hegemonia sobre a maior parte do atual território brasileiro. ou seja. nos atuais litorais do Maranhão. pertencentes ao grupo linguístico macro-jê[2]. . Piauí e Ceará. os aimorés. a partir do século XVI. Na época da chegada dos colonizadores portugueses ao litoral brasileiro. porém. até que. surgiu recentemente uma tese que aponta o oeste brasileiro como centro de origem do grupo[1].Claude Lévi-Strauss Localização do Parque Indígena do Xingu no interior do Brasil Segundo a tese tradicional. Todos. as únicas exceções ao domínio tupi no litoral brasileiro eram os tremembés. por volta do ano 1000. Na época da safra de caju. provenientes do sul da Amazônia. migraram para o leste. os índios macro-jês do interior realizavam incursões ao litoral dominado pelos tupis para colher a fruta.

visando à plantação de canade-açúcar. Entre as tribos. em 1910. que eram território tradicional dos índios caingangues. como a de Ilhéus. se depararam principalmente com tribos do grupo linguístico macro-tupi. ucranianos. que foi uma revolta generalizada das tribos de línguas macro-jês que habitavam o nordeste brasileiro contra os portugueses. quando os portugueses chegaram ao litoral brasileiro. Entre eles. O avanço dos colonizadores portugueses sobre territórios habitados pelos índios do grupo macro-jê. que ocupava o interior dos atuais estados brasileiros da Paraíba. Guerras realizadas pelos governos provinciais da região forçaram o aldeamento dos índios e permitiram a fixação de agricultores na região. sendo responsáveis pela morte de muitos colonos portugueses e pelo fracasso de muitas capitanias hereditárias. passando a ser conhecidos como puris. como por exemplo a Confederação dos Cariris. tal processo ocorreu no início do século XX. os índios não tardaram a sucumbir perante as forças militares europeias e as doenças trazidas pelos europeus. russos etc. No entanto. foram derrotados em 1631 e se dispersaram pelo interior dos atuais estados brasileiros de Rio de Janeiro. Os colonizadores portugueses absorveram muito da cultura macro-tupi. Os macro-jês ofereceram grande resistência à colonização portuguesa do território brasileiro. imigrantes italianos. os caratiús e os cariris. Os índios goitacazes. detinham o controle de praticamente todo o Brasil Central. quando estes invadiram o nordeste brasileiro no século XVII. os caripus. com a abertura da estrada de ferro que ligaria a cidade de Bauru ao estado de Mato Grosso. foi criado o Serviço de Proteção ao Índio. causou reações violentas. Seu primeiro diretor foi o marechal Rondon. Por exemplo. os icós. a nação tarairiu. diminuindo progressivamente a área dos índios de línguas macro-jês que. Muitas tribos foram forçadas a fugir para o oeste e outras foram dizimadas sem deixar qualquer registro escrito sobre suas culturas e línguas. passaram a ser alvo da expansão da fronteira agrícola. a de Porto Seguro. antes da chegada do homem branco. coroados e coropós. as regiões montanhosas do sul do Brasil. como a varíola e o sarampo. Rio Grande do Norte e Ceará[5]. por exemplo.Desta forma. estavam os paiacus. para o qual não apresentavam qualquer resistência natural. Ao longo do século XIX. no final do século XVII e início do século XVIII. visando a cuidar da questão indígena no país[7]. alemães. "escravo". O mesmo processo ocorreu na província argentina de Misiones. alguma tribos jês se aliaram aos neerlandeses. . a do Espírito Santo e a de São Tomé [4]. Espírito Santo e Minas Gerais. criação de gado e exploração de minas. No oeste do estado brasileiro de São Paulo. A revolta durou de 1688 a 1713 e terminou com a derrota e a quase extinção desses povos[6]. poloneses. que significa "inimigo". Devido aos frequentes ataques dos caingangues locais aos trabalhadores envolvidos na construção da estrada. O avanço dos colonizadores europeus continuou ao longo dos séculos. Assim como algumas tribos tupis se aliaram aos portugueses. inclusive a designação tupi para os povos do grupo macrojê: tapuia.

Alencar lançou o romance "Ubirajara". para o atual estado brasileiro do Mato Grosso. o índio passou a ser um tema frequentemente utilizado pelos autores. o poeta brasileiro Gonçalves Dias lançou o poema épico "Os Timbiras". o autor utilizou-se de tradições tupis para descrever os timbiras. Um nome alternativo. em outro trecho do livro[11]. portanto. . que vivia na região do atual estado brasileiro de Tocantins. sob o argumento de que não existiriam mais índios no país. o protagonista é um índio goitacá. Ainda no século XIX. "descendente") para a nomeação das tribos. contraditoriamente. que englobava tribos que falavam línguas semelhantes e que costumavam autodenominar-se utilizando a partícula gê. enfrenta uma tribo aimoré[10]. A outra parte migrou para o oeste. o povo aquém. ele criou o grupo gê. Baseado nesse critério. passíveis de ocupação através de leilão público[15]. "chefe" ou "antepassado"'. Isso significou que as terras ocupadas pelos índios brasileiros passaram a ser consideradas legalmente sem dono e. o Ministério de Agricultura. Grande parte das antigas tribos tapuias estava englobada pelo grupo gê[8]. Com o advento do estilo romântico de literatura ao Brasil. Em 17 de julho de 1873. devido a sua pouca familiaridade com os reais costumes timbiras[12]. o cientista alemão Carl Friedrich Philipp von Martius percorreu grande parte do território brasileiro e propôs uma divisão dos índios brasileiros segundo um critério linguístico. o autor também coloque Peri como índio guarani (uma etnia não falante de língua do tronco macro-jê). Em 1874. em determinada ocasião. no século XIX . nesse grupo. se dividiu em dois: uma parte ficou na região e passou a ser conhecido como povo xerente. que descreve uma grande batalha envolvendo duas tribos tupis contra uma tribo tapuia. O confronto reproduz a clássica rivalidade entre os índios do grupo linguístico macro-tupi e os do grupo macro-jê[13]. que. passando a ser conhecido pela denominação de povo xavante[14]. Apesar de os timbiras serem uma etnia indígena pertencente ao grupo linguístico macro-jê. No mesmo ano. Comércio e Obras Públicas do Império Brasileiro decretou o fim das aldeias indígenas no Brasil. Peri [9]. também era muito utilizada a partícula cran ("filho". Embora. de José de Alencar. seria cram. que significava "pai". segundo o próprio Martius.No século XIX. No clássico romance de 1857 "O Guarani". pois.

José de Alencar .

Gonçalves Dias .

pacificação de tribos indígenas hostis e criação de reservas indígenas onde os índios poderiam preservar sua cultura. Porém. como os irmãos Villas-Bôas. que é o nome pelo qual eles mesmos se reconhecem. foi criada a Terra Indígena Caramuru-Paraguaçu. destinada a abrigar índios pataxós hã-hã-hães. . durante a segunda metade da década de 1930. em 1924 Dentro de um processo de reconhecimento científico e político do valor da cultura indígena. lançado em 1955. no Brasil. logo em seguida. como a dos bororos. foi construída a Estrada de Ferro Vitória . por exemplo.Minas. em Minas Gerais.Distribuição do bioma da floresta de araucárias. iniciando um conflito fundiário que perduraria por décadas. Implantação da estrada de ferro Vitória . Os últimos remanescentes dos aimorés estão atualmente em reservas nos arredores do município de Resplendor. território tradicional dos caingangues no sul do Brasil No final do século XIX e início do século XX. criado em 1961. como o Parque Indígena do Xingu. estavam a dos caingangues e a dos bororos.Minas perto de Coronel Fabriciano. em Minas Gerais. Em 1937. desalojando os últimos índios aimorés que ainda habitavam a região. sob a denominação de crenaque. que. o governo brasileiro começou a conceder lotes dentro da terra indígena para agricultores. Entre as etnias por ele visitadas. o governo brasileiro iniciou uma política de pesquisa da cultura indígena. Vários nomes se destacaram dentro desse processo. Suas experiências ficaram registradas em seu famoso livro. realizou várias expedições pelo interior do Brasil visando a estudar a cultura indígena. no sul do estado brasileiro da Baía. Outro intelectual que se destacou dentro desse processo de estudo da cultura indígena brasileira foi o antropólogo belga Claude Lévi-Strauss. o antropólogo Darci Ribeiro e o marechal Rondon: este. "Tristes Trópicos". um descendente de várias etnias indígenas.

Como resultado. timbira. aquém. despontou no futebol mundial um descendente de índios fulniôs: Mané Garrincha[17]. os índios de sua aldeia. além da família jê. procurar lucrar através da permissão de exploração de madeira. caiapó. os índios xavantes e bororós ameaçaram invadir cidades do estado brasileiro do Mato Grosso em protesto contra a invasão de suas terras. até a cidade de Santarém. os índios xerentes conseguiram. índios de todo o continente americano se reuniram na cidade mexicana de Pátzcuaro para debater a situação dos povos indígenas americanos. camacã. puri. Em meados do século XX. maxacali. ofaié. como era a tradicional postura indígena. . guató. ao mesmo tempo em que permitiu a autossuficiência econômica de sua aldeia. Como resultado deste contato. Em 1972. a data passou a ser comemorada como o dia do índio[16]. maromomi. atingiram o território tradicional dos índio panarás. muitas doenças se disseminaram entre os índios. gerou grande destruição ambiental[19][20][21]. no estado brasileiro de Mato Grosso.Em 19 de abril de 1940. Na década de 1960. No início da década de 1970. Em 1967. invés de buscar o confronto contra o homem branco. carajá. pois. a Empresa Brasileira de Aeronáutica começou a produzir um avião de treinamento para a Força Aérea Brasileira com o nome de Embraer EMB-326 Xavante. botocudo. porém. se tornaram os mais ricos do Brasil. ouro e pedras preciosas em suas terras. Em 1974. no estado brasileiro do Pará. as obras de construção da estrada BR-163. cariri. a qual pertencem as línguas apinajé. Na década de 1970. Desde então. Em 1971. 250 quilômetros a oeste. panará. o termo "gê" foi substituído por "jê". No lugar desocupado pelos xavantes. que ligaria a cidade de Cuiabá. Atualmente. Para evitar a confusão com a letra "g" do alfabeto. Através do nome. riquibatissa e tarairiu. Sua postura. devido a denúncias de irregularidades administrativas no Serviço de Proteção ao Índio. caingangue. no extremo norte do estado de Mato Grosso. Tutu inovou ao. se reconhecia a importância da contribuição indígena para a construção da identidade brasileira. tornou-se polêmica. demarcar parte de suas terras no estado do Tocantins[22]. os índios xavantes foram expulsos de suas terras no estado brasileiro do Mato Grosso e transferidos para uma reserva indígena. este foi substituído por um novo órgão: a Fundação Nacional do Índio. foi instalada a fazenda Suiá-missu[18]. na bacia do Rio Peixoto de Azevedo. despontou o líder caiapó Tutu Pombo. chamada Cricretum. O termo "macro-jê" designa o tronco linguístico que abrange. transportando-os até uma nova morada: o Parque Nacional do Xingu. suiá e xoclengue. considera-se "jê" o nome de uma família linguística. no sul do Pará. pela primeira vez. masacará. Os índios alegavam possuir títulos de posse dos seus terrenos datados de 1918 enquanto que os invasores alegavam possuir títulos de posse dos mesmos terrenos dados pelo governo em 1958[23]. as famílias bororo. gerando grande mortandade e levando a Força Aérea Brasileira a executar uma operação de resgate dos índios em 1975.

usar as gravações para cobrar as promessas feitas. o xavante Mário Juruna representou os índios brasileiros no Quarto Tribunal Bertrand Russel. Durante os trabalhos da assembleia nacional constituinte. pouco antes da conferência da Organização das Nações Unidas sobre o meio ambiente que seria realizado na cidade do Rio de Janeiro. Raoni presenteou o ministro com uma borduna (porrete indígena) e puxou o lóbulo da orelha do ministro. dizendo: "Aceito ser seu amigo. ao invés disso. após Paulinho Paiacã cumprir dois anos. o líder caiapó Raoni Metuktire tornou-se famoso nacionalmente ao conseguir. . Paulinho e sua esposa. um escândalo abalou a reputação do líder caiapó Paulinho Paiacã. ao acompanhar o cantor inglês Sting em uma turnê para defesa dos índios e da floresta amazônica. por não ser considerada integrada à cultura brasileira e. do então ministro do interior Mário Andreazza. Juruna foi eleito. pintou a face com a tinta preta do jenipapo para protestar contra o retrocesso no reconhecimento dos direitos dos índios[29]. no estado brasileiro do Pará. parente de Raoni. mataram onze peões que estavam desmatando um terreno no parque do Xingu. pelo estado brasileiro do Rio de Janeiro. o presidente da empresa Eletronorte. que viria a elaborar e promulgar a constituição brasileira de 1988. atualmente. a índia caiapó Tuíra torna-se famosa mundialmente ao ameaçar com um facão José Antônio Muniz Lopes. cinco meses e dezenove dias de prisão domiciliar preventiva. proteger o meio ambiente e o estilo de vida tradicional dos caiapós[27][28]. um gesto do líder indígena Aílton Krenak ficou marcado como um dos símbolos da constituinte. não entender a gravidade de seu ato. por falta de provas e Irecrã. Também em 1989. depois. na cidade de Redenção. A partir de 1989. Em 1982. Juruna foi responsável pela criação da comissão permanente do índio no congresso nacional. a demarcação das terras de seu povo no norte do estado de Mato Grosso. índios txucarramães (um ramo dos índios caiapós) liderados pelo cacique Raoni. Em 1984. Porém o ministério público recorreu da decisão[31]. ele e sua mulher foram absolvidos da acusação de estupro: Paulinho. portanto. Em 11 de agosto do mesmo ano. o primeiro deputado federal brasileiro de origem indígena. Juruna também ficou famoso por gravar as promessas dos políticos e. próximo à aldeia Cretire [24]. no estado brasileiro de Mato Grosso do Sul[25]. Em 1994. O gravador de Juruna encontra-se. foram acusados de violentar a estudante Sílvia Letícia. no Pará[30]. foi homologada pelo presidente brasileiro Fernando Collor a Terra Indígena Ianomâmi na fronteira com a Venezuela. após os índios bloquearem por mais de um mês a estrada BR-080. Irecrã. Foi quando Krenak. Em 1992. mas você tem que ouvir o índio" [26]. famoso mundialmente como defensor da floresta amazônica.Em 1980. ao discursar no plenário. que na ocasião fazia uma exposição sobre os projetos da empresa para a construção de cinco usinas hidrelétricas no Rio Xingu. nos Países Baixos. Na ocasião. o cacique caiapó Raoni Metuktire tornou-se famoso mundialmente. procurando. exposto no Museu do Índio de Campo Grande. Raoni pertencia a um ramo político caiapó que se opunha à postura comercial e predatória do líder Tutu Pombo. Na mesma época.

enquanto fazia uma exposição em Altamira. da Aldeia Umutina. Em 2004. no sul da Bahia. a Terra Indígena Maraiwatsede. A Fundação Nacional do Índio estuda pedir a progressão do regime para Paulinho. uma conquista inédita: pela primeira vez. que estava ocupada por agricultores[40]. no estado brasileiro do Mato Grosso. Porém ambos não foram presos e abandonaram sua residência na cidade de Redenção. Seu corpo foi velado no salão negro da câmara dos deputados e então transportado para sua aldeia natal. em Barra do Garças. passando a residir na aldeia caiapó A-ukre[33]. O livro é uma coleção de contos tradicionais caiapós[35]. No mesmo ano. os danos referentes à construção da estrada BR-163 e à transferência forçada dos panarás para o parque do Xingu. no limite entre os estados brasileiros de Mato Grosso e Pará. Tradicionalmente. um povo indígena brasileiro conseguiu na justiça o direito de ser indenizado pelos danos causados pelo estado brasileiro. o que lhe permitiria cumprir o resto da pena em sua aldeia[34]. foi lançado um dos primeiros livros populares escritos por um indígena brasileiro: "A Terra dos Mil Povos: História Indígena do Brasil Contada por um Índio". em 1975[37]. tal cargo costuma ser ocupado por homens. um fato chocou o país: o índio pataxó hã-hã-hãe Galdino Jesus dos Santos morreu vítima de queimaduras provocadas por jovens de Brasília. foi agredido a socos e golpes de facão por índios caiapós. Em 2010. Como resultado. em seu território tradicional. No caso. Em 2002. tornou-se a primeira mulher a assumir o posto de líder de uma aldeia indígena brasileira. no Pará. Em 20 de abril de 1997. entre os índios brasileiros. por este já ter cumprido mais de dois terços de sua pena. Creuza foi escolhida por eleição direta entre os membros da aldeia[38]. morreu o ex-deputado federal Mário Juruna. a índia umutina Creuza Umutina. Paulo Fernando Rezende. os panarás deixaram o parque indígena do Xingu e retornaram a seu território tradicional. que ocasionaria a remoção de várias aldeias indígenas da região[39]. enquanto dormia em um ponto de ônibus.[32] Em 1998. o engenheiro da empresa de energia Eletrobras. em regime semilivre. em Barra do Bugre. para ser sepultado[36]. . Em 2008. sobre a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte no Rio Xingu. Galdino havia ido para Brasília junto com oito líderes de seu povo para reivindicar junto ao governo federal a retomada de terras de seu povo que haviam sido invadidas por fazendeiros. respectivamente: Paulinho. foi homologada a Terra Indígena Panará. do caiapó txucarramãe Kaka Werá Jecupé. em regime fechado e Irecrã. Em 2003. de complicações renais causadas por diabete. Paulinho Paiacã e sua esposa Irecrã foram finalmente condenados a seis e quatro anos de prisão.Em 1996. a justiça federal reconheceu o direito de os índios xavantes reocuparem a sua terra ancestral no estado brasileiro de Mato Grosso. Mato Grosso.

em reconhecimento por sua luta pela defesa da Floresta Amazônica[41]. • Marechal Rondon • Praça de Gertrudis Bocanegra. o líder caiapó Raoni recebeu o título de cidadão honorário da cidade de Paris. em Michoacán.Em 2011. em Pátzcuaro. no México • Estrada BR-163 • .

Congresso Nacional brasileiro • Raoni Metuktire em visita a Lille. em show do The Police em 2007 . na França. a primeira mulher líder de aldeia indígena brasileira • O cantor Sting. em 2000 • Creuza Umutina.

socióloga e índia caingangue Referências 1.php .br/macroje/?menu_id=3803&pos=esq 2.18 3. Brasil: uma História.letras. São Paulo: Ática.com. em 2008.br/alfa/caju/caju-6. ↑ BUENO.ufg.• Índios caiapós • Índios pataxós hã-hã-hães reinvidicam na câmara dos deputados. E. ↑ http://www. 2002. ↑ http://www.portalsaofrancisco. a retomada de terras invadidas por fazendeiros • Azelene Kaingáng. p.

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Kôkraimôrô. A cosmologia. Sabia que pode editar esta página? Editar esta páginaTalvez mais tarde KAYAPO Introdução Os Kayapó vivem em aldeias dispersas ao longo do curso superior dos rios Iriri. Kuben-Krân-Krên. com exceção da porção oriental. diferenciando assim esse tipo de oratória da fala comum. em oposição a todos os grupos que não falam a sua língua. Em certas ocasiões. É praticamente recoberto pela floresta equatorial. Destes. Língua A língua falada pelos Kayapó pertence à família lingüística Jê. assim como são intensas e ambivalentes as relações com a sociedade nacional e com ambientalistas do mundo todo. os Irã'ãmranh-re ("os que passeiam nas planícies"). Mekrãgnoti. Os Kayapó. Fresco e de outros afluentes do caudaloso rio Xingu. mas em todos eles a língua é uma característica de maior abrangência étnica. os homens Kayapó falam num tom de voz como se alguém estivesse dando-lhes um golpe na barriga (ben). levando ao reconhecimento de que participam de uma cultura comum. vida ritual e organização social desse povo são extremamente ricas e complexas. desenhando no Brasil Central um território quase tão grande quanto a Áustria. bonito (Kaben mei). Kararaô. No século XIX os Kayapó estavam divididos em três grandes grupos. se definem como aqueles que falam bem. Bacajá. Existem diferenças dialetais entre os vários grupos Kayapó decorrentes das cisões que originaram tais grupos. do tronco Jê. os Goroti Kumrenhtx ("os homens do verdadeiro grande grupo") e os Porekry ("os homens dos pequenos bambus"). como os discursos do conselho ou cerimoniais. para quem a oratória é uma prática social valorizada.Obrigado! As suas avaliações foram gravadas. descendem os sete subgrupos kayapó atuais: Gorotire. preenchida por algumas áreas de cerrado. . Metyktire e Xikrin.

Quando se fala em tronco. de acordo com a classificação do professor Ayron Dall’Igna Rodrigues. . Conheça as línguas indígenas brasileiras. resultado de separações ocorridas há menos tempo. Edições Loyola. Entre línguas de uma mesma família. Trata-se de uma revisão especial para o ISA (setembro/1997) das informações que constam de seu livro Línguas brasileiras – para o conhecimento das línguas indígenas (São Paulo. famílias de apenas uma língua. há dois grandes troncos .Tupi e Macro-Jê .O grau de conhecimento dos Kayapó do português varia muito de grupo para grupo. por sua vez. também. as semelhanças entre elas sendo muito sutis. por não se revelarem parecidas com nenhuma outra língua conhecida. revelando origens comuns e processos de diversificação ocorridos ao longo do tempo. conforme a antiguidade do contato e o grau de isolamento em que cada um se encontra. as semelhanças são maiores. 134 p.e 19 famílias lingüísticas que não apresentam graus de semelhanças suficientes para que possam ser agrupadas em troncos. umas são mais semelhantes entre si do que outras. É importante lembrar que poucas línguas indígenas no Brasil foram estudadas em profundidade. Veja o exemplo do português: No que diz respeito às línguas indígenas no Brasil. têm-se em mente línguas cuja origem comum está situada há milhares de anos. às vezes denominadas “línguas isoladas”. Troncos e famílias Dentre as cerca de 180 línguas indígenas que existem hoje no Brasil. Há.). o conhecimento sobre elas está permanentemente em revisão. 1986. agrupadas em famílias e troncos. Portanto. Os especialistas no conhecimento das línguas (lingüistas) expressam as semelhanças e as diferenças entre elas através da idéia de troncos e famílias lingüísticas.

Tronco Tupi .

.

Tronco Macro-jê .

Organização social .

Quando as mulheres não trabalham na roça. No mais. uma casa abriga várias famílias conjugais: uma . Os Kayapó são monogâmicos. Essa porção da aldeia é associada. essencialmente direcionado para assuntos "femininos". preparam a comida ou simplesmente entretêm-se com os membros de sua família. A periferia da aldeia é constituída por casas dispostas em círculo. onde elas fiam. origem e coração da organização social e ritual dos Kayapó. ao desenvolvimento físico do indivíduo e à integração no seio dos grupos de parentesco. jamais deixam sua residência materna. onde as associações políticas masculinas se reúnem cotidianamente. essa zona periférica é associada aos tabus alimentares. No meio da aldeia.As aldeias kayapó tradicionais são compostas por um círculo de casas construídas em torno de uma grande praça descampada. ao ciclo de vida. As mulheres. O restante do tempo é passado no interior ou nos entornos da casa. sobretudo. por sua vez. Conceitualmente. repartidas de modo regular. Quando um homem se casa. há a casa dos homens. Trata-se do domínio das relações individuais como o afeto e a evitação. Note-se que essa estrutura espacial e simbólica pode ser reencontrada entre os outros grupos Jê. ele deixa a casa dos homens para habitar sob o teto de sua esposa. ao parentesco. ao casamento e aos laços de amizade formal. assim como das relações de reciprocidade e de mediação. célebre por sua complexidade. o círculo das casas é território de mulheres. nas quais habitam famílias extensas. elas coletam frutos e lenha ou se banham. às atividades domésticas. Esse centro é um lugar simbólico. Teoricamente. ocupam-se de suas crianças.

avó e seu marido, suas filhas com seus esposos e crianças. Quando o número de residências torna-se grande demais (40 pessoas ou mais), o grupo residencial sofre uma cisão e constrói uma ou mais casas novas contíguas à primeira. O centro da aldeia é constituído de duas partes: a praça, onde se desenrola a maior parte das atividades públicas, e a casa dos homens. A incorporação de um rapaz jovem na vida da casa dos homens se faz por meio de laços de amizade que nada têm a ver com os laços de parentesco. Assim, a incorporação nos grupos de homens políticos adultos (as associações masculinas) é um assunto exterior ao parentesco, o que contrasta fortemente com as relações alimentadas na periferia da aldeia. O centro é, pois, relacionado às associações masculinas e às atividades tipicamente reservadas aos homens - reunir-se, discursar, realizar cerimônias e rituais públicos. Organização política Na sociedade kayapó, não há um chefe que administre toda a aldeia. Cada associação possui um ou dois chefes, que exercem jurisdição sobre seu próprio grupo. Não é simples tornar-se um chefe. Um chefe potencial deve, durante muitos anos, seguir o ensinamento de um chefe mais experiente. Este último instrui aproximadamente quatro jovens, não apenas seus descendentes diretos (filhos ou netos) - situação privilegiada -, mas também pessoas não aparentadas. Tal ensinamento ocorre durante a noite, na casa do chefe veterano. Aqueles que não possuem qualquer laço de parentesco com o instrutor devem lhe oferecer alimentos. Uma noite de instrução dura aproximadamente duas horas, mas pode, ocasionalmente, se prolongar por cinco ou seis horas. Tal feito é interrompido apenas quando de longas expedições de caça ou de caminhadas pela floresta. O conhecimento transmitido dessa maneira é enorme. Antes de tudo, é ensinado um certo repertório de cantos e recitativos, cuja execução constitui uma parte essencial das diferentes cerimônias. Tal repertório compreende freqüentemente uma série de exortações morais e de encorajamentos para que as pessoas se preparem a tempo para um ritual, dancem de modo conveniente, se ornamentem de maneira apropriada etc. Esses recitativos contêm também fórmulas rituais, cuja finalidade é evitar as catástrofes anunciadas pelos fenômenos naturais (eclipse do sol ou da lua, queda de um meteoro etc.). Saber proferir da maneira correta tais cantos e recitativos, em público, é uma das funções rituais fundamentais de um chefe. Do mesmo modo, um certo número de "cantos de benção" é entoado publicamente pelo chefe cada vez que os objetos "selvagens", como as presas de guerra, são introduzidos no seio da aldeia. Esses cantos devem ser necessariamente entoados para evitar que a apropriação dos objetos seja fonte de perigo, podendo causar infortúnios e doenças. Podemos verificar essa forma de ensinamento sobretudo nas práticas guerreiras - no caso de conflitos com os inimigos, os chefes intervêm como responsáveis militares -, na mitologia e na história da tribo. Um conhecimento aprofundado desta última é extremamente importante no momento dos discursos e das tomadas de decisão. Com efeito, a argumentação dos discursos repousa freqüentemente sobre as comparações com os eventos ou situações semelhantes àqueles vividos pelos ancestrais. A

mitologia assume um papel importante, pois os mitos sempre evocam valores morais que podem ser utilizados em uma argumentação. Como os chefes não dispõem de meios coercitivos para impor uma decisão a seus discípulos, os discursos constituem, à sua medida, o único meio de persuasão disponível. Pelos discursos, nos quais os valores morais e os interesses de associação são colocados à frente, os chefes exercem sua influência e seu prestígio para propor e tornar aceitáveis suas idéias e proposições. Mas um chefe jamais toma uma decisão no sentido pleno da palavra, ele não detém poder. Ninguém dá atenção a um chefe que impõe sua própria vontade e, caso ele queira fazê-lo, poderá ser até mesmo banido. É conveniente que o chefe esteja atento às idéias que circulam no interior de seu grupo de discípulos e, se um consenso se encaminhar, ele deve formulá-lo rapidamente, de tal maneira que os outros se alinhem unanimemente à idéia ou ação, na qual ele aparece como propositor. É, aliás, nesse estágio que os discursos se tornam decisivos: eles dão freqüentemente a impressão de que o chefe propõe algo, o que é falso. Ele apenas formula de maneira hábil uma idéia pela qual um consenso estava para culminar. No caso de uma discórdia, o chefe consulta geralmente os membros mais velhos da associação. A eloqüência é, então, crucial para os líderes. Mas se a algum chefe falte essa extrema eloqüência, isso pode ser eventualmente compensado por outras qualidades extraordinárias. Aos chefes fracos, os Kayapó preferem aqueles combativos. É interessante notar que a função do chefe é caracterizada por um paradoxo aparente: de um lado, a combatividade e a dureza são encorajadas, de outro, a eloqüência é exigida para promover a conciliação. A primeira qualidade (combatividade) reenvia à virtude masculina da força física, de indiferença à dor, à capacidade de ser um bom guerreiro e de defender os interesses da associação e da comunidade contra as ameaças. A segunda qualidade (eloqüência) é indispensável para manter e promover a unidade. Essa última qualidade é ligada à generosidade que os chefes devem demonstrar em todas as circunstâncias: todos esperam deles que redistribuam imediatamente tudo o que obtêm (antigamente, suas presas de guerra; hoje em dia, os presentes dos visitantes). Os chefes devem colocar os interesses do grupo em primeiro plano, em detrimento dos interesses individuais, tendo na generosidade uma prova manifesta desse sentimento de solidariedade. No mais, os chefes devem velar para que as disputas individuais não degenerem em querelas entre facções, o que colocaria em risco a unidade da sociedade global. As disputas individuais não são toleradas na casa dos homens, pois o centro da aldeia kayapó é o lugar das atividades públicas do grupo e não o espaço onde se regulam as dificuldades individuais, comumente geridas no âmbito familiar. É porque as disputas são extremamente perigosas para a unidade da sociedade que os chefes se vêem implicados nos conflitos internos, ora pessoalmente quando de uma desavença individual, ora como líder de uma associação que deve defender o interesse de seus discípulos. No entanto, os chefes de diferentes associações devem, sempre que possível, evitar tais implicações e buscar o entendimento mútuo. É justamente na promoção de consensos que consiste o processo final de designação de um novo chefe.

O processo de formação dos chefes faz com que cada aldeia kayapó conheça sempre chefes aspirantes diferentes. Depois da iniciação, alguns jovens passam a se comportar como líderes de seus companheiros de idade. Outros acabam por compreender que a função de chefe não lhes interessa: não desenvolvem qualquer ambição política e interrompem sua formação. Os fatos e atos daqueles que possuem tal ambição são expostos - e eventualmente questionados - durante os anos seguintes pelos chefes existentes e pelos mais velhos em geral. O chefe velho permanece no centro de decisões de sua organização, mas, ao envelhecer, passa a confiar tarefas aos líderes jovens de seu grupo de alunos. É nessa fase, então, que os aspirantes podem demonstrar suas qualidades. Mas como eles não atingiram a idade de sustentar os seus discursos, pois não pertencem ao grupo de homens mais velhos da associação, ainda não podem utilizar esse meio de persuasão poderoso para incitar seus colegas à ação. Por isso, nessa etapa, o julgamento é essencialmente fundado sobre o comportamento exemplar. Certos critérios são aplicados para julgar a aptidão do candidato: os conhecimentos, o interesse pela cultura, a combatividade, a solidariedade e a generosidade. O período de aprendizagem prossegue até que o jovem líder se case e se junte a uma das associações de homens. Depois de alguns anos, o chefe veterano está tão velho que se torna difícil para ele participar das atividades públicas. Os jovens líderes tornam-se pais de três ou quatro crianças e já podem entrar no grupo de homens mais velhos de sua associação. É nesse momento que a sucessão é designada. A escolha não se dá por meio de eleições. O julgamento dos membros da associação a que pertence o candidato é determinante, os quais apontam sua preferência. O chefe veterano, todavia, tem a palavra final, especialmente se dois ou mais jovens são revelados candidatos igualmente sérios. Para evitar querelas posteriores entre os diferentes candidatos, ele deve consultar os chefes de outras associações, para quem propõe o nome do candidato que conte com a melhor reputação ou que tenha revelado o comportamento mais adequado. São os chefes de outras associações que finalmente decidem e proclamam oficialmente sua escolha para o público da aldeia. A função do chefe é, como ressaltado, caracterizada por uma certa dose de ambigüidade: de um lado, a tarefa exige um comportamento pacificador e, de outro, um comportamento decidido, combativo e mesmo agressivo. É preciso, em outras palavras, ser agressivo diante dos estrangeiros e apaziguador no seio da comunidade. Esse duplo papel torna a carreira de chefe muito difícil e não surpreende o fato de certos candidatos à chefia renunciarem no período preliminar de sua formação. No mais, poucos chefes respondem efetivamente ao ideal preconizado: alguns são muito agressivos, outros são demasiado pacifistas ou não generosos o suficiente. Apenas os chefes fortes conseguem encontrar um equilíbrio entre os dois papéis. Ao que parece, os chefes atuais estão claramente às voltas com esse problema. Com efeito, os brancos se dirigem geralmente a eles para transmitir mensagens e, sobretudo, para obter algo da comunidade. Isso explica porque os chefes atuais se encontram freqüentemente pressionados entre o mundo dos brancos e o da associação (ou da comunidade em seu conjunto), cada uma das partes tentando impor sua vontade. Cabe, assim, aos chefes encontrar uma solução capaz de satisfazer as duas partes. Tais

das relações de regência e concordância que se estabelecem. advérbios e conectivos. verbos. o semântico e o funcional. constituindo-se as três primeiras classes. 1970). . ou seja. o verbo. ou. pois o vocábulo é uma unidade de forma e de sentido. o critério semântico não deve ser observado isoladamente. 1973. como acontece comumente na Gramática Tradicional. De acordo com o critério morfo-semântico. conjuga-se a uma forma. Do ponto de vista funcional. na sua flexão. morfo-sintático e semântico. esse sistema. O nome substantivo funciona como núcleo do sintagma nominal. Para reforçar a opção por esses critérios. de sentido e de função. mas unicamente tendo em vista as negociações com os brancos. "O sentido não é qualquer coisa de independente. pois a forma depende da função que o vocábulo desempenha na frase. Os vocábulos de uma língua constituem um conjunto ordenado. O critério formal ou mórfico baseia-se nas características da estrutura do vocábulo. as regras antigas permanecem válidas.108). que expressa um processo. A diferença entre essas classes está no modo de significação e nas categorias gramaticais que cada uma delas expressa. por nomear os seres." (Mattoso Câmara. o pronome faz uma referência ao nome dentro de um contexto e por isso expressa também as categorias de gênero e número. se organiza nos níveis fonológico. e as duas últimas.desenvolvimentos recentes conduziram as comunidades a atribuir. aos conjuntos "das unidades que têm as mesmas possibilidades de aparecer num dado enunciado" (Dubois. de vocábulos variáveis. o advérbio especifica a significação de um processo verbal e é invariável. Para ele. o critério semântico e o critério mórfico se associam de forma muito estreita. de vocábulos invariáveis. Segundo Mattoso Câmara. formado de subsistemas. mais particularmente. A aplicação desses critérios nos conduzirá às classes de vocábulos. as classes de vocábulos podem ser diferenciadas de acordo com características sintáticas. o semântico baseia-se no seu modo de significação (extralingüístico e intralingüístico). pronomes. ou seja. como vimos na introdução. Daí poderem ser agrupados ou classificados levando em conta três critérios: o formal ou mórfico. e o funcional baseia-se na função ou papel que ele desempenha na oração. • • • • • o nome. O verbo funciona como núcleo do sintagma verbal. se distingue das outras classes do grupo porque apresenta variação de modo. No interior da comunidade. não é apenas um conceito. os vocábulos do português se agrupam em nomes. além de possuir formas diferentes para pessoas e funções sintáticas. maiores poderes de decisão aos seus chefes. tempo (aspecto) e pessoa (número). acompanhado por complementos e modificadores. convém lembrar que a língua é um sistema de elementos e de relações. Por outro lado. p. e o que concorre para essa ordenação é o fato de apresentarem semelhanças de forma. O termo ´sentido´ só pode ser entendido com o auxílio do conceito de ´forma´. de modo cada vez mais corrente. expressa as categorias de gênero e número. acompanhado por determinantes e modificadores. os critérios mórfico e funcional estão também intimamente relacionados. os conectores estabelecem relações de sentido entre os elementos da frase e são invariáveis.

. b)somente os verbos podem desempenhar a função de núcleo do predicado. as gramáticas normativas também privilegiam o critério morfológico. dez classes de vocábulos. modo e pessoa (+ número). estabelecendo. Por exemplo. isto é. Os antigos gramáticos gregos e latinos já se preocupavam com o estudo das diferentes classes. sendo. é preciso estar atento à coerência que deve haver dentro de cada classe. complementado às vezes pelo morfológico. e também é necessário classificá-las quanto a seus traços de significado". tradicionalmente. De uma forma geral. Assim. O ir e vir das pessoas me incomodava. inclusive. O problema com os livros de gramática e os livros didáticos é que. Esse processo de nominalização é muito produtivo na língua. a função que eles desempenham é fundamental para determinar suas características semânticas e morfológicas. a definição de cada classe não leva em conta os mesmos critérios. o que resulta em definições confusas. Essa mobilidade dos vocábulos é um forte argumento para que eles sejam observados sob diferentes aspectos -. devemos entender que "determinar a função de um constituinte é formular sua relação com os demais constituintes da unidade de que ambos fazem parte" (Perini. o substantivo era diferenciado do verbo por apresentar flexão de gênero e número. antecedido por um determinante ( artigo ou pronome). ao critério semântico. a separação entre as classes não é estanque. com base em uma perspectiva morfológica. o critério morfológico e o funcional. juntos. "classificar as palavras implica elaborar uma classificação sobre critérios formais (sem excluir da descrição a classificação semântica. a classificação se apóia basicamente no critério semântico. Seguindo esse modelo. Exemplos: Viver é muito perigoso. por exemplo. e não de pessoa. privilegiando ora um. a origem da formação de inúmeros vocábulos. Já nos estudos lingüísticos mais recentes. O verbo. Vejamos as definições normalmente encontradas nos compêndios gramaticais. Por isso. ora outro critério. permitem uma definição mais coerente desta classe de vocábulos: a)verbos são vocábulos que variam em tempo (+aspecto). quanto ao seu comportamento sintático e morfológico. Em português. corrida e construção são nomes que contêm a idéia de processo.morfológico. distinguem-se. 1995). aliando-o. funcional e semântico. Por exemplo. Afirma que "é necessário classificar as palavras quanto a seus traços formais.Retomando o conceito de função como um princípio da organização da oração. deve haver também uma relativa homogeneidade entre os componentes da classe quanto ao comportamento gramatical. já que vocábulos de outras classes também podem conter esse traço de sentido. pode funcionar como nome ao ocupar o núcleo do sintagma nominal. Embora esses conjuntos de vocábulos possam ser estabelecidos com base em semelhanças de comportamento gramatical. O vai e vem dos carros diminuía à medida que a noite avançava. a tradicional definição da classe dos verbos sob o ponto de vista basicamente semântico ("palavra que exprime uma ação") é inadequada. a definição que se dá dessa classe deve se adequar ao conjunto de vocábulos nela incluído. mas separando-se nitidamente dela)". Para Perini (1995). Elas devem ser analisadas e comparadas com a concepção defendida por Mattoso Câmara e apresentada no corpo deste estudo. Segundo ele. agora. distinções basadas nas flexões a que cada tipo de vocábulo se submetia. Por isso. fica evidente a necessidade de basear a classificação dos vocábulos no critério funcional. isto é.(Guimarães Rosa) Não desejo outro viver. tempo e modo. Essa posição tem origens históricas. em geral.

é a palavra que pode sofrer as flexões de tempo. (critério morfológico) individualizando-o ou generalizando-o (critério semântico). (critério funcional) em relação às pessoas do discurso (critério morfosemântico). Advérbio . defeito ou condição (critério semântico). (critério funcional) indica uma qualidade.é o nome de todos os seres (critério semântico) que existem ou que imaginamos existir. (critério morfológico) que modifica . estado. Artigo . Adjetivo . um processo (ação.é a palavra que antecede o substantivo (critério funcional) e indica o seu gênero e número.é a palavra que dá idéia de número (critério semântico). Numeral . (critério morfológico) (.. pessoa. estado ou fenômeno) (critério semântico).é toda e qualquer palavra que.Substantivo . Pronome . Verbo . junto de um substantivo. indica essencialmente um desenvolvimento. número e modo..) é a palavra que pode ser conjugada.é a palavra invariável.é a palavra que substitui ou acompanha um substantivo (nome).

frases implícitas. porque privilegiam. Tendo em vista esse problema.)(critério funcional).é a palavra invariável (critério morfológico) que exprime emoção ou sentimento repentino (critério semântico).é a palavra invariável (critério morfológico) que liga orações. levando em conta as considerações anteriormente feitas. estabelecendo entre elas certas relações (critério semântico). . na verdade. quase que exclusivamente o critério semântico. e não palavras invariáveis. a seguinte afirmação sobre as interjeições: "As interjeições são. ATENÇÃO Essas definições são incompletas e devem ser revistas. Interjeição . com uma classificação que tenha uma coerência maior. seguindo a tradição gramatical. termos de uma mesma função sintática (critério funcional). Preposição .é a palavra invariável (critério morfológico) que liga duas outras palavras entre si (critério funcional). ainda." Esse tipo de definição é contraditório porque. lugar etc. apesar de encaminhar a argumentação com base em um critério funcional ("a interjeição é uma frase implícita"). nesta unidade. ou. Comprova-o o fato de a interjeição não exercer nenhuma função na oração.essencialmente o verbo (critério funcional). modo. encontra-se. Conjunção . vamos procurar trabalhar. conclui o raciocínio com base em um critério morfo-semântico ("palavra invariável que exprime noção ou sentimento repentino"). Em um dos compêndios analisados. inclusive. exprimindo uma circunstância (tempo.

de uma literatura ou voltada para questões mais propriamente lexicais (é o caso das análises dos conectivos elaboradas por Madre Olívia (1976. ainda não está) presente na sala de aula. orientam o estudo de cada uma das classes: o funcional. mas explicá-los através da construção de uma teoria do significado. coerentemente com o que foi discutido antes. Lourenço (1977). em suma que incorporasse os ganhos promovidos por uma semântica gramatical. 1979a e 1979b)) ou diretamente vinculadas a problemas textuais (os vários trabalhos sobre coesão e coerência). que tratasse de fenômenos como pressuposição. tempo. 11). O que não havia era uma literatura que versasse sobre uma semântica sentencial. Introdução à semântica. o mórfico e o semântico. Brincando com a Gramática. Essa orientação. com professores de língua materna de primeiro e segundo graus. Três critérios. possibilidades de enriquecer as aulas de português com o ensino de semântica. mas apresenta uma série de "formatos de exercícios" que buscam valorizar o conhecimento epilingüístico dos alunos. quer na forma de ensino quer na de pesquisa. apresentam um estudo muito coerente das classes de vocábulos. publicação destinada ao ensino de língua e literatura no Ensino Médio. Oliveira. Aquela foi uma busca também frustrante porque revelou um fato surpreendente e entristecedor: o enorme acúmulo de conhecimento sobre a semântica das línguas naturais que a pesquisa trouxe à tona não estava (não está!) contribuindo para modificar o ensino de língua materna. Era um forte indício de que a semântica não estava (e. na série "Encontro com a linguagem". Negrini e Nina R. Um primeiro aspecto a ser notado é que o título. aspecto.11). sistematicamente . Teaching. Rodolfo (2001) Introdução à Semântica. creio. sem nos preocuparmos em teorizar. Brincando com a gramática vem preencher. porque não se trata de uma introdução à semântica propriamente dita (o próprio autor ressalta que o livro não é uma exposição teórica de noções em semântica). Ensino. portanto. quantificação. Ele permite assim que o professor trate do enorme repertório de conhecimentos e variedade de processos que mobilizamos ao interpretar. é um tanto enganoso. ILARI. Afinal uma introdução à semântica das línguas naturais deve não apenas descrever fatos semânticos. Gramática. Key-words: Semantics. Na época. Ilari não constrói uma teoria dos fenômenos semânticos. no entanto. Em meados de 2000 busquei apoio bibliográfico para trabalhar. que exploram "operações que realizamos o tempo todo. São Paulo: Contexto. Grammar. É precisamente este vazio que a publicação de Introdução à semântica. Brincando com a gramática. Já havia então alguma literatura cuja preocupação é estender a semântica para a sala de aula3. seguindo a linha proposta por Mattoso Câmara. É talvez pouco. ao lado da de Perini. quando usamos a língua no dia-a-dia" (p. P. essa busca foi frustrada porque não encontrei nenhuma escora que sustentasse uma ponte entre a pesquisa e o ensino de semântica na academia e o ensino e a pesquisa (infelizmente ainda tão pouco presente) na escola "fundamental"1. Palavras-chave: Semântica. mas ao menos os professores dispõem hoje de um bom guia para. estrutura argumental.Elizabeth B. R. fazer uma reflexão gramatical sobre o significado. Trata-se. José Luiz C.2 indício ratificado por Ilari: "uma das características que empobrecem o ensino médio da língua materna é a pouca atenção reservada ao estudo da significação" (p. é a que seguiremos na abordagem de cada classe em particular.

tempo. Implícitos (I). São eles: Ambigüidade de segmentação. A negação. que só se interessava pela Língua. uma "Explicação prévia". a contar pelas análises de Freud!). Paráfrase: mecanismos sintáticos. mais uma contribuição do autor para essa pedagogia "libertadora" da língua. os temas centrais da semântica contemporânea (referência. na avaliação correta de Geraldi. talvez para que o professor possa se sentir mais a vontade para utilizar o manual segundo suas próprias necessidades. Nela Ilari explicita suas pretensões com o livro e conclui afirmando que espera que ele "possa ajudar seus leitores na construção de uma prática pedagógica mais criativa e gratificante". Pode-se sempre argumentar que tal ou qual tema deveria ou não ter sido incluído no repertório. Tipos de relações. como se houvesse uniformidade) em direção à pluralidade (não apenas os exemplos da literatura consagrada. descrição definida.) estão contemplados. o enfoque no ensino de língua alterou-se profundamente: houve um crescente afastamento do cânone uníssono (seja o literário. A partir da década de 70. Atos de fala. mas as diferentes variedades).. mas. Aspecto. Ao interpretarmos uma sentença . cada um versando sobre um tópico em semântica. aspecto.. poderia ajudá-lo. entendida em sentido amplo. O livro é dividido em 25 capítulos. Este objetivo ele cumpre com maestria.estudados pela semântica. Comentários sobre um conteúdo. cujo objetivo final é construir uma teoria que explique a capacidade que um falante tem de atribuir significado a um número ilimitado de sentenças. Este manual se inicia por uma breve apresentação de João Wanderley Geraldi. Implícitos (II). Elementos conceituais e afetivos do sentido. Dêixis e anáfora. isto é incluindo fenômenos que alguns autores poderiam classificar como pragmáticos. Referência. Mas uma certa ordenação temática (e não apenas formal). Conotação. A falta de referências internas acaba por dar uma sensação de que os temas não estão conectados. É aí exatamente que está a contribuição deste livro: ele é um excelente manual de exercícios para a reflexão sobre os atos de significar que realizamos espontaneamente a todo momento (inclusive quando sonhamos. mas todas as possibilidades de textos. uma das dificuldades do semanticista. Conteúdo descritivo demais e de menos. Segue-se à apresentação. O autor pretende realizar tal proeza através de apresentação de exercícios que põem à mostra a linguagem em funcionamento. seja o lingüístico. que se dedicava apenas à literatura com L maiúsculo. Papéis temáticos. Paralelamente houve um crescente afastamento de uma relação pedagógica mecânica com a língua (presente nos famosos exercícios de confirmação) em direção a uma relação de atividade reflexiva e construtiva. Frases feitas. não apenas a norma culta. Linguagem figurada: processos analógicos. esbarra no fato de que os fenômenos semânticos estão interligados. Mecanismos de paráfrases baseados no léxico. dado que o objetivo é possibilitar o tratamento da variedade de modos de significar. que poderia ser conseguida através de referências cruzadas. quantificação. Quantificadores. Esse novo livro de Ilari é. intitulada "Sagacidade. Linguagem e metalinguagem. Além disso. Descrições definidas e indefinidas. que situa o percurso de Ilari no panorama da história recente do ensino de língua materna. O(s) mundo(s) de que falamos. Tempo e Vagueza. Ora. Os capítulos estão ordenados alfabeticamente.. argúcia e lupa". Perguntas e respostas. a diversidade de temas escolhidos é bastante apropriada.

entretanto. Ao falar sobre escopo. há referência a um capítulo que não existe.. o tempo capítulo 24).. Após esta exposição estão os exercícios que retomam o tema discutido no capítulo. . e neste capítulo não há qualquer menção ao conceito de escopo. porque é possível sentenças sem tempo aspectualizadas (A Terra gira em torno do sol. de maneira que os temas sobram como se fossem unidades independentes. Seria possível ter amarrado os temas se encontrássemos. Se aspecto e tempo não precisam estar necessariamente vinculados. temporalizamos. Não é este o caso. Nota-se de imediato que neles se repete um mesmo padrão: uma rápida exposição teórica e uma série de exercícios. quantificamos. o autor indica ao leitor o capítulo sobre ambigüidade. esclarecendo assim que nossa capacidade semântica é uma rede de relações (um sistema) entre sentenças. no livro. o professor só teria a ganhar se as relações entre os temas tivessem sido explicitamente construídas ao longo do livro. uma noção central na semântica. após ler todo o livro. Na página 123. referências internas. Eis outro exemplo. o leitor descobre. aspectualizamos. Ainda tendo em vista a estrutura dos capítulos. a partir da análise da sentença Todos os hidrantes não tinham água. Trata-se de uma falha a ser corrigida numa próxima edição. Trata-se de um caso clássico de ambigüidade de escopo. nos vários capítulos. "Ambigüidade de segmentação" (capítulo 1). implicamos. o problema da ambigüidade gerada pela interação entre o quantificador universal e a negação. por exemplo). Os exercícios foram elaborados. como veremos mais adiante. ainda sobre o tema do aspecto: sabemos que ele está fortemente ligado aos "mundos de que falamos". tema do capítulo 15. seguida por uma breve definição do tema e finaliza com a apresentação e análise de exemplos. O tempo localiza o evento na linha do tempo com respeito ao momento de fala. enquanto o aspecto descreve as propriedades da estrutura interna desse evento.atribuímos referência. bastante insatisfeito. Mas esse recurso não é utilizado sistematicamente. Vejamos a estrutura interna dos capítulos. característica de manuais didáticos. Sem dúvida. que versa sobre a canção "João e Maria" de Chico Buarque de Hollanda (Agora eu era herói e meu cavalo só falava inglês). E. pressupomos. há entre eles uma enorme afinidade. Trata-se de uma estrutura bastante tradicional. um único capítulo em que o termo ambigüidade aparece no título. A opção pelo formato tradicional pode dar a falsa impressão de que este livro não valoriza procedimentos de descoberta. Há. em que o imperfeito indica a constituição de um mundo possível (bastante distante do mundo atual) e não um evento inacabado. os tópicos ficam isolados. Dado que os capítulos são organizados apenas alfabeticamente (o aspecto é capítulo 2. o autor está discutindo. O professor encontra nos exercícios material mais que suficiente para construir a partir deles os diferentes conceitos teóricos apresentados. Esse vínculo aparece no exercício solicitado na página 115. que não há um capítulo em que a noção de escopo é esclarecida. A parte teórica inicia com uma explicitação do objetivo do capítulo. Em João beijava a Maria o evento é passado e imperfeito. precisamente para despertar no aluno a vontade de raciocinar lingüisticamente. isoladas umas das outras.

Na primeira. claramente. não é ensinar semântica ao professor. Esta definição funciona bem para as sentenças mais simples. que permitam que ele . por isso mesmo. Mas. uma sentença ambígua precisamente por causa da relação de escopo entre os operadores não e de novo. no entanto. A sentença João e Maria são ricos acarreta a sentença A Maria é rica? A literatura afirma que a pressuposição é a informação que se mantém inalterada em uma família de sentenças (Pires de Oliveira 2001). até porque sabemos que uma mesma sentença pode ao mesmo tempo pressupor e acarretar uma outra sentença (João saiu rapidamente acarreta e pressupõe que João saiu). Na "Explicação prévia" o autor reconhece que os professores "alteraram substancialmente sua prática pedagógica. Essas não são noções simples e uma breve explicação muitas vezes não é suficiente. É. a Maria já esteve grávida antes e não está grávida de novo. 12. e o professor que não tem esse mínimo de teoria. a menos que o professor já tenha um certo traquejo com semântica. "Diz-se que uma informação é pressuposta quando ela se mantém mesmo que neguemos a sentença que a veicula" (p. Este. exclamar. A intenção. mas a relação entre pressuposição e negação (que aparece tematizada no capítulo sobre negação. como João parou de fumar. através da análise dos exemplos e dos exercícios. em que são apresentados os conceitos de pressuposição e acarretamento. Em outros termos.A principal característica da exposição teórica é ser rápida. quase uma ficha de leitura. capítulo 16. Ela descreve duas situações bem distintas: 1. tornando-a mais criativa e mais gratificante" após terem "assimilado um mínimo de teoria e algumas orientações de aplicação" (p. Um bom exemplo é o capítulo sobre implícitos (capítulo 11). insuficiente. podemos negar. 2. topicalizar. encaixar uma dada sentença que sua(s) pressuposição(ões) se mantém. É claro que podemos supor que o professor de língua materna já domina esses melindres e a teoria subjacente. é o caso em Ilari. embora no capítulo sobre implícitos não haja qualquer referência ao capítulo sobre a negação) não é nada banal. a Maria nunca esteve grávida e mais uma vez não está grávida. a estrutura é: (não (de novo (estar grávida (Maria)))) Na segunda: (de novo (não (estar grávida (Maria)))) Apenas a primeira interpretação compartilha com a sentença na afirmativa a pressuposição Maria já esteve grávida. que ainda sabe pouco do fundo comum de conceitos e teorias em que se dá a lingüística contemporânea? É aqui. comum definir a pressuposição apenas pelo teste da negação: negamos a sentença e verificamos quais informações se conservam. Ela é. quantos já não se enrolaram testando se há pressuposição através do teste da negação? Se negamos uma sentença como A Maria está grávida de novo obtemos A Maria não está grávida de novo. ou que ele pode compreendê-los intuitivamente. aliás. me parece. 85). ênfase minha). que não tem qualquer orientação de como aplicar os exercícios. que faz falta referências bibliográficas que possam ancorar o professor. um conhecimento já compartilhado. interrogar. Quem já experimentou ensinar esses conceitos sabe da dificuldade que eles trazem. sucinta. Ela é antes um roteiro que retoma uma discussão já feita.

37). encontramos um exercício em que o aluno deve transformar diálogos em "tiras". "No trânsito de uma grande cidade. Armarinho – ar proveniente do mar. Outra característica dos exercícios é o cuidado em trabalhar a partir do conhecimento que temos (mesmo que inconsciente) da nossa língua. No primeiro capítulo. Como se pode ver.. temos às vezes a oportunidade de ouvir xingamentos. Este é um capítulo muito divertido. Não há qualquer indicação para que o professor possa andar com seus próprios pés. De maneira criativa e em muitos casos cômica. não se trata apenas de recuperar uma experiência lingüística bastante comum. descoberta (p.61). produção de texto (p.). ou seja.. Afinal. bulas de remédio (p. canções populares (p.). em especial porque ele permite falarmos "bobagens"..139). conseqüentemente. Essa diversidade aparece sempre em mão dupla: transpor de um tipo de texto para outro. o exercício 9 (p.77). na medida em que houve uma ruptura da máxima da relevância. mas de refletir sobre práticas de linguagem típicas de situações como estas. tente determinar se algum deles dá informações objetivas sobre a pessoa xingada. Trata-se de um exercício que permite explorar. Veja o seguinte exemplo. A lista é enorme. o aluno deve desenhar uma estória em quadrinhos.165). sobre a maneira como dirige.116).189)4. charges (p. notícias e matérias jornalísticas (p. nela encontramos: Abreviatura – ato de abrir um carro da polícia. a semântica trabalha com oralidade. Um desses diálogos é: – O senhor podia me passar o sal? – Podia.. Na página 165.17). sentido e escrita através da listagem de uma série de definições de palavras.. que aparece na página 70. por exemplo. interpretação de texto (p. como a que aparece na letra de forró do gato Tico: Tico mia na cama. ou sobre a manobra de trânsito que o provocou". nem para o conteúdo do livro nem para além de ele. os limites entre a semântica e a pragmática.113). diferentes linguagens (cartuns (p. variedades de exercícios (caça-palavras (p. entre outras questões. quer através de exercícios que levam o aluno a construir as regras que intuitivamente nos guiam (veja um exemplo mais adiante) e. O professor poderia propor aos alunos uma "encenação" e discutir as diferentes reações das pessoas.. Vejamos... na tentativa de amenizar a interferência da escrita. Eis mais uma sugestão para uma segunda edição.37). da oralidade para o registro mais culto. propagandas (p. Essas críticas em nada ofuscam o valor deste livro que se sustenta na criteriosa análise dos fenômenos tratados e na excelência dos exercícios. piadas (p. Ele explora a relação entre som. redações de alunos (p. da linguagem escrita para o desenho (e vice-versa). que estimulem o pesquisador no professor. os exercícios cumprem seu desígnio: exploram o conhecimento intuitivo do aluno... Faça uma listinha de xingamentos que evocam tipicamente situações de trânsito e. explicitamente tematizada através de uma série de exercícios. recupera-se a relação entre som e sentido. .14). estimulando a reflexão sobre a linguagem e os diversos modos de significar..16).). a título de exemplificação.aprenda e aprofunde questões que lhe interessam. O primeiro aspecto que transparece já no folhear o livro é a preocupação com a diversidade: os exercícios exploram diferentes tipos de texto (literários (p.149). quer através do pedido explícito para que o aluno traga para a sala de aula a sua própria experiência. depois.185). que os alunos adoram. a refletir sobre a linguagem.

"que ensina a refletir sobre os recursos lingüísticos em seu funcionamento para extrair da reflexão um conhecimento sobre a linguagem. todos nós já brincamos de recortar as palavras e de criar derivações e etimologias malucas. Ela pode inclusive indicar um padrão de reuniões. os exercícios são extremamente propícios para uma abordagem de descoberta. (. Inúmeros outros exercícios podem ser citados para exemplificar procedimentos de descoberta.. em outros termos. a despeito do formato tradicional dos capítulos.. Claro que uma descrição mais fina pode trazer à tona que a primeira sentença não implica que a reunião esteja acontecendo no momento em que ela é proferida. Como já dissemos. uma maneira eficiente de interferir na prática pedagógica de língua materna./Você está sendo bobo). permitindo que professores e alunos descubram aspectos da linguagem que estiveram (e ainda estão) fora das salas de aula.Sexólogo – sexo apressado. Os textos apresentam diferentes posições políticas e o autor nos convida a elucidá-las através da análise semântica dos textos. um importante trabalho de leitura com diferentes tipos de textos e de linguagens. no presente contínuo (Você é bobo. com exceção das sentenças em d e em g em que a oposição se dá entre o verbo ser e estar (O Joãozinho é careca. portanto. 2.. propõe uma série de atividades específicas que tratam da questão do sentido através de uma reflexão sobre a linguagem em seu funcionamento. 9)./O Joãozinho está careca). Vale a pena conferir! . há. ainda. creio que ele realiza seus objetivos: 1. O leitor pode verificar essa última afirmação nas páginas 70 a 74. um livro sobre "práticas de análises lingüísticas"" (p. O mínimo que se espera é que o aluno perceba que no português do Brasil o jogo permanente versus provisório pode ser feito através da diferença entre o presente simples e o contínuo ou através de itens lexicais distintos: o ser e o estar. Ora. Em muitos desses exercícios. bloqueada pelos professores em greve. As primeiras sentenças de cada par estão no presente simples. Como bem diz Geraldi este é um livro exemplar. Já a segunda só pode ser usada com felicidade se a reunião estiver ocorrendo no momento mesmo em que a sentença é proferida. Por exemplo. Ao final de 2001. o par no item e opõe A reunião dos condôminos é no salão de festas/. para isto. É esta brincadeira que Ilari retoma de maneira criativa e instigante porque leva os alunos a considerarem porquês de nem todas as definições apresentadas serem igualmente boas e. 23) que o leitor procure estabelecer diferenças de significado entre pares de sentenças. o autor propõe no exercício 6 (p. Mas também é possível esmiuçar ainda mais as diferenças.) É. permite uma prática pedagógica mais criativa e gratificante. é preciso que eles coloquem a questão da relação entre som e sentido. Vamos apresentar apenas um caso.. inclusive de muitos cursos de Letras. pois.está sendo no salão de festas. Este manual de exercícios é. as segundas. Esta é a característica mais importante desse manual: os exercícios possibilitam que os alunos reflitam sobre a linguagem em atividade e (re)-construam regras que balizam o seu funcionamento. as condições de verdade dessas sentenças não são as mesmas. No capítulo sobre aspecto (capítulo 2). em que são apresentados diversos textos sobre o episódio do então governador Mário Covas forçando a abertura do prédio da Secretária de Educação. após ter trabalhado com meus alunos de graduação alguns dos exercícios deste manual.

Semântica e a natureza da língua – contribuição semântica para uma gramática científica do português. Petrópolis: Vozes. Ana. PIRES DE OLIVEIRA. Roberta. UFSC. ______ 1979b. . Treinamento Progressivo. 2001. A Semântica na Sala de Aula. Tese de Mestrado inédita. Semântica formal: uma introdução. Petrópolis: Vozes. MADRE OLÍVIA. Ensino Prático do Português. Rodolfo e João Wanderley Geraldi.Referências Bibliográficas MOKVA. 1976. São Paulo: Ática. Semântica e Sintaxe. Análise Semântica. 1985. 2001. Reflexões para professores de português. Semântica. Petrópolis: Vozes. Florianópolis. Campinas: Mercado de Letras. ILARI. ______ 1979a.

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