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Quarta

14/12/2011

Redacção

PORTO24

VINHO DO PORTO

(ONLINE)

MARCA VINHO DO PORTO PRECISA DE MAIS COMUNICAÇÃO

O vinho do Porto é a marca mais antiga da cidade

mas ainda não é suficientemente bem comunicada,

havendo 25% de turistas que não visitam as caves,

adiantou à Lusa o autor de um estudo sobre o tema.

“As caves são um activo importante. São um atributo

distintivo do território. Mas ainda é preciso explicar

a alguns turistas que o vinho é produzido em

Portugal. Temos de comunicar melhor esse activo.

Esta é uma oportunidade que tem de ser agarrada”,

explica Pedro Quelhas Brito.

O professor da Faculdade de Economia da

Universidade do Porto e da Escola de Gestão do

Porto é o autor do “Estudo de mercado sobre

a atractividade das caves do Vinho do Porto”, que,

esta quarta feira, vai ser apresentado na Associação

das Caves de Vinho do Porto.

O facto de a marca mais antiga da cidade não estar

ainda “suficientemente bem comunicada” é

o aspecto que Pedro Quelhas Brito destaca nas

conclusões do estudo.

Promoção deve envolver todos

“Temos de ensinar como se aprecia, como se

“O vinho do Porto está estruturalmente ligado à

cidade, mas talvez isso esteja a ser mal aproveitado

pelas cidades”, alerta Pedro Quelhas Brito.

Sinalética e estacionamento

A falta de sinalética sobre as caves do vinho do Porto

é uma das críticas feitas pelos 600 turistas

entrevistados neste estudo, realizado entre agosto

de 2010 e junho de 2011.

“Parece que não convívio da cidade com as caves

e com o vinho do Porto. É uma questão de

comunicação”, frisa o investigador, avisando que

“25% dos turistas que visitam a cidade” escapam às

caves.

“É preciso apanhá los. Temos de conquistar gente

mais jovem, o que pode ser feito através do recurso

aos media sociais, que são o meio onde eles se

movimentam”, observa.

Existem ainda outros “obstáculos que restringem a

capacidade das caves para produzir riqueza”,

considera Quelhas Brito, esclarecendo que é

necessário “eliminar alguns obstáculos” ao

desenvolvimento da marca.

degusta. Temos de valorizar também

Em causa, para além da sinalética, está dificuldade

o aspecto cultural, histórico, de tradição”, explica,

de

os autocarros turísticos pararem junto as caves.

vincando que este tem de ser um “trabalho

“É

preciso haver mais flexibilidade relativamente ao

estrutural” e que envolva a população da cidade, a

restauração, as lojas e os postos de turismo.

Até porque, destaca o investigador, quando

questionados sobre qual a palavra que lhes vem à

cabeça quando ouvem falar em Porto, a resposta de

71% dos inquiridos é vinho do Porto.

estacionamento”, defende.

O poder da marca

O poder das caves e do vinho do Porto está presente

num dos dados apurados pelo estudo: 43% dos

inquiridos estão dispostos a “pagar 3 vezes mais”

pela visita às caves.

Quarta

14/12/2011

Redacção

PORTO24

VINHO DO PORTO

(ONLINE)

“Isto não quer dizer que as entradas são baratas.

Significa que vale a pena. É uma medida fidedigna de

mostrar que estão satisfeitos”, avisa.

O “poder exportador” da marca medese pela

estimativa de que “um quinto dos que visitam as

caves podem tornarse consumidores regulares de

vinho do Porto”.

Cerca de 56% dos inquiridos manifesta intenção de

visitar as caves do vinho do Porto, mas 40,3% não

tinha posto essa hipótese antes de chegare à cidade,

conclui o estudo.

O investigador explica que este estudo

encomendado pela Associação das Empresas do

Vinho do Porto pensou, “pela primeira vez, no

aspecto espacial”, preocupando se não apenas com

os visitantes das caves mas também com os da

cidade.