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Março • 2010 Adventista. R e v i s t a . Exemplar Avulso: R$

Março • 2010

Adventista.

Revista

.

Exemplar Avulso: R$ 2,87 – Assinatura: R$ 34,50
Exemplar Avulso: R$ 2,87 – Assinatura: R$ 34,50

Sábado

. Exemplar Avulso: R$ 2,87 – Assinatura: R$ 34,50 Sábado 6 Preço da lealdade Ozeas Moura

6

Preço da

lealdade

Ozeas Moura fala por que foi preso durante o serviço militar

presente presente presente de de de Deus Deus Deus
presente
presente
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de
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Deus
Deus
Deus

16 Esperança renovada

Autor do livro Tempo de Esperança faz um forte apelo a você

do livro Tempo de Esperança faz um forte apelo a você 24 Fiel a toda prova

24 Fiel a

toda prova

Histórias de adventistas que encontraram provação e recompensa na guarda do sábado

Asif Akbar/SXC

Março • 2010

noticias@cpb.com.br

Asif Akbar/SXC Março • 2010 noticias@cpb.com.br Um jornal a serviço da igreja Lembra-te A doutrina bíblica
Asif Akbar/SXC Março • 2010 noticias@cpb.com.br Um jornal a serviço da igreja Lembra-te A doutrina bíblica

Um jornal a serviço da igreja

Lembra-te

A doutrina bíblica da guarda do sábado está tão ligada à identidade e ao nome da Igre- ja Adventista do Sétimo Dia quanto a crença de que Jesus em breve voltará. Além dis- so, essa verdade das Escrituras tem influenciado, historicamente, a pregação adventista e ajudado a definir o estilo de vida dos membros. E é exatamente por entender que seus fiéis têm uma responsabilidade profética em relação ao ensino e observância do sábado, que a administração da Igreja Adventista na América do Sul tem dedicado o ano de 2010 para volver os olhos dos adventistas para um dos pilares de sua crença. Como já se tem dito, o desafio não é apenas apresentar o quarto mandamento de manei- ra menos apologética e legalista aos não adventistas, mas a levar os membros a entender o significado mais profundo do sábado e a reavivar a prática do mesmo, individual e coleti- vamente. Por essa razão, na reportagem de capa deste mês você vai conhecer histórias de pessoas que, ao serem provadas quanto à guarda do sábado, tiveram sua fé fortalecida e sua fidelidade recompensada. Você poderá também conferir a mudança radical que a des- coberta sobre o quarto mandamento tem causado na vida daqueles que se deparam com essa verdade bíblica, e como alguns adventistas “veteranos” comparam a observância do sábado nos dias atuais com a de algumas décadas. Como bem argumentou certa vez o coordenador do curso de Teologia da Facul- dade Adventista da Amazô- nia, pastor Davi Tavares, o reavivamento do significa- do da guarda do sábado pas- sa por uma reavaliação do nosso conceito sobre o tem- po. Ao se compreender que, em última instância, tempo é vida, dedicar 24 horas se- manais ao Senhor é uma questão de adoração e sal- vação, da entrega da nossa existência. Págs. 24 a 26

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Saiba como a ADRA tem atendido as vítimas das tragédias no Haiti e no Brasil

Maior campori regional do mundo reúne 14 mil desbravadores no Nordeste

TV Novo Tempo investe em jornalismo e internet e estreia programas em 2010

Peru: confira como vive uma comunidade adventista sobre o lago mais alto do planeta

Editor: Wendel Lima

sobre o lago mais alto do planeta Editor: Wendel Lima Retratos do adventismo No ano em

Retratos do adventismo

No ano em que os adventistas se reu- nirão em Atlanta, Estados Unidos, para eleger os líderes mundiais da Igreja e dis- cutir questões de relevância global, a Re- vista Adventista quer levar você a conhe- cer e refletir sobre o adventismo em nosso país e no mundo. A partir desta edição, serão publicados nove “retratos” da Igreja Adventista, tendo como ponto de partida as peculiaridades e realidades das sete re- giões administrativas do Brasil e da sede sul-americana e os desafios do adventis- mo mundial. Na primeira reportagem da série, você conhecerá um pouco sobre a Igreja no Nordeste. Pág. 36

EnTRElinhAs

“Santa rotina”, o pastor Márcio Dias

Guarda explica por que gosta dela e quais são os benefícios de viver no ritmo de

Deus

Pág. 26

mAis noTíCiAs Acesse: www.portaladventista.com

Revista Adventista I março • 2010

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EspEciAl Fiel a toda prova Saiba como os adventistas têm sido provados e recompensados nos

EspEciAl

Fiel a toda prova

Saiba como os adventistas têm sido provados e recompensados nos estudos e no trabalho quanto à guarda do sábado

ca do Procon de Anápolis, GO, a Dra. Tamar Euni- ce da Cruz Silva olha para trás e vê que valeu a pena ser fiel a Deus. Os desafios começa- ram com a falta de recursos para es- tudar. Nascida em uma família de 14 irmãos, aos 21 anos conseguiu entrar na Faculdade de Direito de Anápo- lis. Por ocasião da matrícula, Tamar foi beneficiada por uma bolsa de 30% de desconto e para

pagar o restante começou a lecio- nar em dois turnos. No entanto, ela já estava avisada pelo diretor da faculdade: “Peça autorização ao seu pastor para ir às aulas de sex- ta-feira, se não, você nunca vai se

formar em Direito.” Nos dois primeiros anos, ela contou com a compreensão dos professores que exigiram apenas que ela tirasse notas acima de sete, para que suas faltas pudessem ser abonadas. E assim foi até que no terceiro ano ela esbarrou na im- plicância do professor de Direto do Trabalho. Mesmo alcançan- do média nove, ela foi reprovada. Sabendo da má vontade desse professor, no quar-

to ano, Tamar não iria se

matricular em sua maté-

ria, até saber que ele ha- via sido demitido, por ter se desentendido com

o diretor da faculdade.

Para melhorar, ao fazer a

rematrícula seu descon-

to fora aumentado para

50%, e o novo professor de Direito do Trabalho a dispensara de frequen- tar as aulas e entregar os trabalhos. Um final feliz para quem entendeu que tinha o direito de ser fiel.

Perseguição no campus –

Pegar o diploma de engenheiro elétrico não foi nada fácil para Al- cione Lenz, que mora em Brasília. Aos 21 anos, quando foi aprovado no vestibular da Universidade Fe- deral do Paraná, em Curitiba, car- regava nas costas o peso de ser o primeiro da família a cursar o en- sino superior. Apesar de ter boas notas, teve problemas com as au- las sabáticas durante todo o curso. Até o quarto ano, ele contornou a situação negociando individual- mente com os professores e con- tando com a segunda chamada de algumas provas, que eram marca- das em função de uma colega ou outra que era gestante. No quarto ano, no entanto, as coisas se complicaram. Certo pro- fessor decidiu persegui-lo. Em tom de provocação, a cada aula, o profes- sor o chamava de um nome bíblico diferente e insistia que ele fosse ao quadro de giz para resolver algum exercício que fora dado nas aulas dos sábados. Mesmo assim, Alcio- ne foi aprovado.

Portal sobre o sábado

Porém, na matéria de Economia, ele teve que superar uma persegui- ção mais acirrada. Na primeira vez em que cursou a disciplina, ficou acima da média da turma, mas foi injustamente reprovado. “Tive que engolir seco e sair da sala”, conta. No ano seguinte, o mesmo profes- sor disse que dessa vez o aprovaria, desde que ele fizesse três matérias extracurriculares em outro depar- tamento da universidade. Alcione seguiu a orientação, mas foi repro- vado novamente. E mesmo o alu- no apelando ao reitor, o professor não recuou. A atitude incoerente do pro- fessor gerou indignação na turma, que decidiu fazer uma greve so- lidária. Pressionado, o professor, que era dono de uma grande em- presa de telecomunicações e ti- nha muita influência na univer- sidade, ameaçou reprovar todos os alunos. Ao se matricular pela terceira vez consecutiva, Alcione foi chamado de louco e ameaça- do pelo professor que, incomo- dado com a fidelidade do rapaz, propôs que ele fosse à aula ape- nas em um sábado e que respon- desse “presente”, ainda que fos- se fora do horário de aula. Numa oportunidade o professor perdeu o controle, e ao que tudo indica, sob possessão demoníaca, blasfe- mou contra Deus e usou versos bí- blicos para tentar Alcione a decli- nar de sua fé.

bí- blicos para tentar Alcione a decli- nar de sua fé. Uma vez por mês, os

Uma vez por mês, os profissionais do hospital Adventista de são Paulo dedicam o sábado para levar orientaçâo espiritual e sobre saúde para as igrejas da Capital. os funcionários organizaram até um grupo musical

Da redação

Ao longo dos séculos, a fideli- dade dos cristãos à observância do sábado tem exigido do povo de Deus sacrifícios e perseverança diante das provações. No passado, descansar no sétimo dia signifi- cou colocar em risco a liberdade e a própria vida. Hoje, as adversida- des não chegam a tal ponto, mas desafiam os adventistas a confiar em Deus e a receber, no tempo dEle, sua merecida recompensa. Depois de 17 anos de carrei- ra e de chegar à gerência jurídi-

A fim de apresentar o sábado como dia de esperança, de descanso e de

A fim de apresentar o sábado como dia de esperança, de descanso e de

oportunidade semanal para um revigoramento espiritual e físico, a Divisão Sul-Americana e a Rede Novo Tempo lançaram os sites www.sabado.org (português) e www.sabado.org/espanol (espanhol). Além de promoverem

o

princípio bíblico do sábado e defenderem que esse mandamento foi ob-

servado ao longo da história pelos cristãos, os sites mostram os benefícios

da

guarda do sábado para a família e a sociedade, oferecem respostas às

principais dúvidas sobre o assunto e reservam espaço para que as crian- ças e os jovens interajam nas redes sociais. Artigos produzidos por pro-

fissionais de várias áreas facilitam a compreensão sobre a importância do

descanso semanal,

e

as músicas e víde-

os

disponibilizados

tornam a navega-

ção mais interes-

sante e inspiradora.

A

ideia é que, em

breve, o site conte

com um bate-pa- po online, em que internautas vão po-

der tirar dúvidas so- bre o assunto com

os

especialistas em

tempo real. Acesse

e

divulgue!

o gerente de banco, Alcione lenz, demorou três anos a mais para concluir sua faculdade por causa da implicância de um professor quanto à guarda do sábado

24 Revista Adventista I março • 2010

Finalmente, naquele ano, apesar das boas notas, Alcione só conse- guiu ser aprovado na segunda cha- mada. Quando ele viu seu nome na lista, ficou sem reação, vagueando pelo campus. “O professor havia me passado com média seis, que era a nota mínima”, conta emo- cionado. O curso de cinco anos, Alcione levou oito anos para con- cluir. “Parecia que nunca minha oração seria respondida. Mas era exatamente o contrário. Quando aqueles calouros me defenderam sem me conhecer, isso já valeu a pena. Lá no Céu, se ouvir uma his- tória de mudança de vida por cau- sa do meu exemplo, já terá valido a pena”, resume sua experiência. Hoje, ele é gerente concursado da Caixa Econômica Federal.

No tom certo – Ele já tocou com Henry Mancini, Van Clay- derman, José Carreras, Andrea Bocelli e mais um sem-número de artistas de fama internacional. Maestro e spalla, o Dr. Paulo Tor- res percorre sem rodeios os corre- dores da música clássica e popu- lar brasileira. Formado pela Belas Artes do Paraná, ele foi para os Estados Unidos fazer mestrado e doutorado. Na Venezuela, dirigiu a orquestra sinfônica nacional. Já com reconhecimento internacio- nal, voltou ao Brasil para ajudar a fundar a Orquestra Sinfônica do Paraná, em 1985. Mas o sucesso profissional não o livrou das pro- vações quanto à guarda do sábado. Músico por técnica e dom, Pau- lo, que ensaia de 4 a 7 horas por

dia, sabe que assim como na car- reira, uma vida cristã vitoriosa é marcada por esforço. Por não frequentar os ensaios da orquestra aos sábados, sofreu oposição dos colegas, que organi- zaram um abaixo-assinado para que ele perdesse esse privilégio. Sabiamente, o maestro conver- sou com os líderes da mobiliza- ção, que reavaliaram a posição do grupo e, surpreendentemen- te, passaram a reivindicar que to- dos fossem dispensados dos en- saios aos sábados. Essa foi uma vitória, mas a guerra não estava ganha. Pau- lo já foi humilhado por um ma- estro alemão visitante que, por não concordar com a insistência dele em faltar aos ensaios sabáti- cos, o impediu de se apresentar como spalla, o primeiro violinis- ta da orquestra. Posterior- mente, pelo mesmo motivo, Paulo chegou a ser proces- sado pelo governo estadual, mas foi absolvido. Segundo Paulo, a fidelida- de a Deus no pouco é o que faz Deus recompensar seus filhos com o muito: “Se for- mos fiéis nas pequenas situa- ções elas irão com o tempo nos for- talecer imperceptivelmente. Hoje, eu não negocio e as pessoas nem mais chegam até mim para me fa- zer um convite.” Como gratidão a Deus, Paulo usa seus sábados para tocar também, mas não nos tea- tros e sim na igreja e em hospitais que ele visita com a filha tecladis- ta, levando novo ânimo aos pacien- tes dos quartos e UTI’s. “Já vi mila- gres acontecendo nos hospitais e pacientes terminais virem me agra- decer depois da recuperação. São hinos de louvor e música agradá- vel. É o meu dom aplicado aos fi- lhos de Deus”, emociona-se.

É lícito fazer o bem –

Assim como o maestro Paulo Torres deixa os pal- cos para passar horas agra- dáveis do sábado fazendo o bem nos hospitais, os pro- fissionais de saúde do Hos- pital Adventista de São Paulo (HASP), pelo menos uma vez por mês, dedicam um sábado inteiro para ser- vir em alguma igreja adven- tista da Capital. Os funcio- nários participam da Escola Sabatina, do culto matuti-

O sábado: ontem e hoje

“Todos os meus antepassados, tanto por parte de pai quan- to de mãe, se tornaram

“Todos os meus antepassados, tanto por parte de pai quan- to de mãe, se tornaram adventistas em 1905. Em nossa fa- mília, os cultos de pôr do sol e a observância do sábado sempre foram tomados a sério. Era o dia mais feliz e signi- ficativo da semana. Porém, nossa compreensão sobre o sá- bado era mais em termos de obediência e lealdade a Deus. Foi somente ao estudar mais detidamente essa doutrina bíblica que entendi ser ela o sinal da aliança eterna da gra- ça de Deus para com os seres humanos. Em vez de ser uma instituição legalista, o sábado é o símbolo, por excelência, da justificação pela fé nos méritos de Cristo.” – Dr. Alberto Timm, 51 anos, reitor do Seminário Adventista Latino-Americano de Teo- logia e coordenador do Espírito de Profecia na DSA, Brasília, DF.

“Fui batizada aos 11 anos. Na minha infân - cia e juventude, em Minas Gerais, a guarda do sábado era encarada com mais rigor do que hoje. Na quinta-feira à tarde, já começá- vamos os preparativos. Na sexta-feira, tudo estava pronto e a minha família se reunia para cantar muitos hinos, sem pressa para acabar. O sábado era o dia para fazer visitas missionárias e passeios em meio à natureza. recorda. Nossas conversas eram outras, e o dia era uma alegria só. Hoje, acho que mui- tos guardam apenas as horas do culto, e com pouca reverência.” – Devaíra Clementino da silva, 68 anos, Curitiba, PR.

“Há algumas déca- das, o sábado era tra- tado com mais espiritualidade e planejamento. Na quarta-feira já começava a preparação, de modo que na sexta-feira os filhos já tinham os cabelos e as unhas cortados, e a roupa e a comida estavam preparadas. Hoje, tenho a impressão de que o sá- bado, para muitos de nós, tem se tornado mais um dia como os outros seis. A única diferença é que não trabalhamos. A igreja precisa urgentemente ter um novo enfoque, uma nova experiência em re- lação ao quarto mandamento.” – Pastor Claudo- miro Fonseca, 92 anos, um dos pioneiros do ad- ventismo no Norte do Brasil; residente em Belém, PA, atuou no ministério por 70 anos.

residente em Belém, PA, atuou no ministério por 70 anos. o maestro Paulo Torres, que já
residente em Belém, PA, atuou no ministério por 70 anos. o maestro Paulo Torres, que já
residente em Belém, PA, atuou no ministério por 70 anos. o maestro Paulo Torres, que já

o maestro Paulo Torres, que já tocou para José Carreras e Andrea Bocelli, chegou a ser processado pelo governo do Estado do Paraná por não ensaiar na orquestra sinfônica aos sábados. hoje, sua carreira e postura são respeitadas

no e do programa dos jovens. Os profissionais também ministram palestras sobre cuidados com a saúde e apresentam músicas com

o grupo MusiHasp. “No sábado à tarde se dedica parte do tempo para determinar

a ‘idade da saúde’ das pessoas. Me-

dimos a pressão arterial, determi- namos glicemia e os membros res- pondem a um questionário sobre seu estilo de vida”, explica o dire- tor do HASP, Dr. Dorival Duarte. “Um projeto como esse contribui para manter a chama do idealismo missionário dos profissionais da saúde. Além disso, incentiva ou- tros médicos e enfermeiros a par- ticiparem conosco”, ressalta Dori- val, que classifica como bem-vinda toda ajuda à iniciativa.

Do domingo para o sábado –

A convicção de que o sábado é o dia do Senhor desperta a disposi- ção para o sacrifício dos membros veteranos e mudanças radicais na vida daqueles que abraçaram re- centemente a fé adventista. No po- voado de São Bento, no município de Tutoia, MA, moram cerca de cem famílias. Lá, dona Maria Ester Ferreira da Silva e a comunidade, decidiram construir uma capela para adorar a Deus. Na cerimônia de inauguração, realizada num domingo, Ester perguntou ao pa- dre qual era a igreja verdadeira. O clérigo respondeu que procurasse

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William de Moraes

William de Moraes no povoado de são Bento, em Tutoia, mA, quase 90% das famílias se

no povoado de são Bento, em Tutoia, mA, quase 90% das famílias se tornaram adventistas depois de estudar sobre o sábado

a resposta na Bíblia. Na mesma semana, ao ler sobre o sábado nas Escrituras, começou a observar o quarto mandamento e a pregar so- bre a questão para os vizinhos. Depois de muita relutância dos líderes da comunidade, hoje, cer- ca de 90% dos moradores guar- dam o sábado. Os que ainda não seguem esse preceito, estão es- tudando a respeito. O povoado, que é turístico, aos sábados já não recebe mais visitantes. A capela se tornou uma igreja adventista. Para o pastor local, Cristian Ma- cedo, é impressionante perceber como Deus transforma vidas por meio da verdade sobre o sábado.

Troca de placa – Em Cabo Frio, RJ, Carlos foi membro de uma igreja pentecostal por 14 anos e chegou a fazer um curso de teologia. Insatisfeitos com os ensinamentos de sua igreja, ele e sua família decidiram abrir uma denominação. Certo dia, ao le-

decidiram abrir uma denominação. Certo dia, ao le- rem um livro religio- so, descobriram o princípio

rem um livro religio- so, descobriram o princípio sobre o sá- bado e decidiram ob- servá-lo do jeito que imaginavam. Logo, começaram a com- partilhar o novo en- sino com os cerca de 70 membros da igre- ja, que aceitaram o preceito. Apesar de a comunidade guardar o sábado, seus cultos ainda eram marcados

por manifestações do dom de línguas e exorcismo. Porém, em menos de um mês, o colportor Oséias bateu à porta da cunhada de Carlos, Alessandra, e lhe vendeu o livro Os Dez Manda- mentos. Empolgada com a leitura, ela compartilhou a história com a irmã Andréia e lhe contou que ou- vira falar de Ellen G. White. Pos- teriormente, ao encontrar nova- mente o colportor, encomendou dez exemplares de O Grande Con- flito. Não contentes apenas com a leitura, montaram uma classe bí- blica na igreja em que os membros

assistiam as explicações de irmãos

e de um pastor adventista.

Andréia se decidiu pelo batis- mo e, o marido Carlos, posterior- mente, também. Ao anunciar para

a comunidade sua decisão, disse

que aquele templo seria dedicado

à igreja adventista. Os membros

levaram um choque e houve uma divisão na comunidade. A placa da igreja foi trocada. Em julho do ano passado, os nove primeiros con- versos foram batizados, a família de Carlos e outros interessados:

“Passei 14 anos ensinando o erro.

Agora, tenho que correr atrás do

prejuízo e ensinar a verdade para as pessoas que iludi”, avalia Carlos. Ao que tudo indica, este ano será marcado por muitos testemunhos de fidelidade e conversão por causa da vivência e do entendimento sobre a doutrina do sábado. Uma oportunidade singular para que você e sua famí- lia sejam tão abençoados por Deus como tem sido o sétimo dia da semana. Com reportagem de Felipe Lemos, Alínic Carmo, Élio Moura, Marcos Daniel Pe-

res, Suellen Timm, Caroli- na Ferraz, Tatiane Lopes e Fabiana Bertotti.

Timm, Caroli- na Ferraz, Tatiane Lopes e Fabiana Bertotti. Troca de faixa: Carlos e Andréia, que

Troca de faixa: Carlos e Andréia, que fundaram uma igreja pentecostal, descobriram a doutrina do sábado num livro, foram batizados e ensinaram o novo princípio aos seus fiéis

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Entrelinhas

 

Santa rotina

 

Eu gosto de rotina. Tem algumas coisas que sempre faço, e isso me faz muito bem. Quando falo dessa maneira, o mínimo que acontece é a pes- soa com quem estou conversando me olhar com um sentimento de pieda- de misturado com espanto, como que exclamando: “Aí está mais um po- bre derrotado pela mesmice da vida e ainda fazendo o jogo do contente.” Mas não é nada disso, deixe-me explicar. Não defendo a rotina viciada

e

cansativa. Aliás, antes de explicar o que penso sobre a rotina, acho im-

portante destacar que, aqueles que detestam a rotina – na ânsia por que-

rer sempre “fazer coisas diferentes” e fugir de qualquer tipo de esquema ou padrão – geralmente se envolvem ou se submetem a um cotidiano exaustivo e insano.

 

E

você já notou que as pessoas se dividem entre aquelas para quem o

tempo não para e aquelas para quem o tempo não passa? E que os dois grupos andam estressados, infelizes e insatisfeitos, senão com os resul-

tados, pelo menos com a qualidade da sua vida? O imperativo de produ- zir ou de ganhar mais, assim como o de ter cada vez mais tempo para o lazer, tem transformado a vida de muitos numa busca infinda e inglória. Acho que agora posso voltar ao meu discurso inicial, afirmando que a bendita rotina coloca ordem no caos da vida. Ela formata um esquema, delimita ações, permite distinguir começo e fim para uma atividade, de- fine graus de atenção ou interesse variáveis, de tal forma, que podemos poupar energia enquanto realizamos uma tarefa repetitiva, para em se- guida exceder em empenho ou explosão de criatividade em outros mo- mentos do dia ou fases da vida.

 

É

isso que chamo de bênção da rotina. Eu começo os meus dias sempre

da mesma maneira. Hoje, por exemplo, mesmo depois de ouvir um ótimo sermão matinal, comecei meu dia de trabalho lendo a Bíblia, como em to- dos os demais dias. Outra rotina: sempre faço anotações quando leio qual- quer coisa, absolutamente qualquer coisa, inclusive a partir das mais dis- traídas leituras de lazer.

 

Mas não tire conclusões apressadas, minha vida não é uma sucessão de

hábitos manhosos e mecânicos. Apenas algumas atividades funcionam como que pilares, firmes, bem plantados e estrategicamente colocados,

a

fim de que sustentem uma estrutura que reserva espaços (na realidade,

tempo) para os afazeres produtivos, para a experimentação (detesto não

ser criativo) ou para o lazer, por exemplo. Eu não quero convencer você do valor da rotina, mas lembrá-lo que, nes-

te ano, temos diante de nós a tarefa de apresentar às pessoas que a rotina proposta por Deus, Suas leis, e principalmente

o

sábado, são bênçãos maravilhosas e necessá-

o sábado, são bênçãos maravilhosas e necessá-

rias para o bem-estar humano. O sábado não é apenas um dia de descanso, é um dia de opor- tunidades, é um tempo para reequilibrar o físi- co, a mente e a espiritualidade. É um tempo para você gastar consigo, com Deus e com as pessoas. Quem não guarda o sábado vive numa rotina sem graça, fora do ritmo de Deus.

 

MáRcio DiAs GuARDA é editor dos livros de Ellen G. White na Casa Publicadora Brasileira

Norte do Paraná mobiliza 5 mil missionários

No dia 6 de fevereiro, o lançamento de um projeto missionário em Maringá, PR, reuniu cinco mil pessoas dispostas a mostrar urgência no cumprimento da missão. Essa “pressa” evangelística é que dá nome à campanha “Homens e mulheres de um minuto”, uma referência à época em que a população ame- ricana foi convocada a militar na guerra pró-independência. Os recrutas fa- ziam um juramento de um minuto e já deviam estar à disposição para lutar. Na Associação Norte-Paranaense, cerca de 15% dos membros participam da iniciativa que visa a mobilizar centenas de duplas missionárias para que cada uma evangelize cinco amigos. O encontro contou com a participa- ção do pastor Luís Gonçalves e de administradores da Associação e União locais. A festa foi encerrada com o batismo de dez pessoas. A expectati- va é que até outubro o projeto resulte no batismo de outras mil pessoas.

BRAsil Maturidade espiritual DSA aposta no Ciclo de Discipulado como estratégia para diminuir a apostasia

BRAsil

Maturidade espiritual

DSA aposta no Ciclo de Discipulado como estratégia para diminuir a apostasia e transformar membros em discípulos

crescimento no conhecimento bí- blico, descoberta dos dons e enga- jamento na missão. É o que Alex Rodrigues Cardo- so, que frequenta a Igreja do Ro- cha, em São Gonçalo, RJ, enten- deu. Ele ensinou a Bíblia para uma jovem de 26 anos. A moça foi ba- tizada e não cessou o aprendiza- do. Participou, logo em seguida, de um ciclo de orientações avançadas com a finalidade de se transformar em uma “discípula”. Depois de for- mar uma noção mais completa so- bre o estilo de vida adventista e a estrutura administrativa da Igreja, sentiu-se entusiasmada para dar seguimento à corrente missioná- ria. Para Alex Cardoso, “teremos uma nova geração de membros, com mais qualidade, mais espi- ritualidade e comprometimento com a missão. Vamos ter menos gente saindo da igreja”.

O fundamental – O pastor Jo- livê Chaves, diretor de Ministé- rio Pessoal da Divisão Sul-Ame- ricana, lembra, no entanto, que o ciclo só funciona se o discipu- lador acompanhar os discípulos iniciantes. Ele enfatiza que é pre- ciso visitar as casas onde ocor- rem os estudos bíblicos com os discípulos, manter o programa de oração intercessora e dar su- porte sempre que necessário. O sonho do pastor é que a falta de

sempre que necessário. O sonho do pastor é que a falta de 1 a Fase –

1 a Fase – Conversão

2ª Fase – Confirmação 3ª Fase – Capacitação

cuidado com os recém-conversos esteja com os dias contados: “Em cinco anos, queremos implantar esse conceito do ciclo do discipu- lado nas mais de 20 mil congre- gações adventistas sul-america- nas. Por isso, cada pastor e líder são desafiados a estabelecer esse ciclo no seu contexto.” Na Associação Paulistana, com sede na capital paulista, o pastor Jorge Mário de Oliveira, que co- ordena a área de Ministério Pes- soal, espera implantar uma esco- la missionária em cada uma das congregações da região. Os trei- namentos foram iniciados em janeiro e pelo menos 230 líderes responderam de maneira positi- va ao chamado para ajudar a dis- seminar a cultura do discipula- do. A ideia é que a capacitação funcione em forma de classes, em que o discípulo saia “gradu- ado” em como implantar um pe- queno grupo, classe bíblica ou em como formar uma dupla missio- nária eficiente. Com reportagem de Ionara Wichinheski.

eficiente. – Com reportagem de Ionara Wichinheski . Para o pastor Jolivê Chaves, com a implantação
eficiente. – Com reportagem de Ionara Wichinheski . Para o pastor Jolivê Chaves, com a implantação

Para o pastor Jolivê Chaves, com a implantação do Ciclo de Discipulado, a negligência aos novos conversos pode estar com os dias contados

Felipe lemos

Colaborador

Qual é a diferença entre um membro de igreja e um discípu- lo? Se para muitos a resposta pa- rece complicada, algumas histó- rias nos ajudam a entender bem as duas definições. Foi o ímpeto de discipular outros que motivou o motorista Antonio Clonir Abreu, de Joia, RS, a transportar, num ônibus, interessados para uma programação noturna na igre-

ja adventista local. Diariamente,

ele conduziu cerca de 30 pessoas por um trecho de 60 quilômetros.

O resultado, depois de certo tem-

po, foi o batismo de pelo menos 25 destes passageiros especiais. Só que o trabalho do motorista não terminou na cerimônia batis- mal. Junto com um casal, Carlos e Elaira Grubert, ele acompanhou e orientou os recém-conversos num processo que na América do Sul tem sido chamado de discipula- do. Os novos adventistas aprende- ram, desde cedo, que a vida cristã

não se caracteriza pela inativida- de e estagnação, mas pelo contí- nuo desenvolvimento espiritual e esforço em levar outros a seguir

os passos do Mestre. Por meio de

grupos de oração intercessora, de materiais e de uma classe específi- ca, meros membros se tornam em

discípulos autênticos. Do Nordeste, vem outro exem-

plo. Mais precisamente da Igre-

ja de Novo Triunfo, BA. O pastor

distrital Gilson Souza explica que, depois da realização de um evan- gelismo público na região, 23 pes- soas decidiram se tornar adven- tistas. O dilema do ministro era manter esses fiéis tão motivados como no período em que se pre- paravam para o batismo. O Ciclo de Discipulado foi o meio pelo qual os novos conversos se torna- ram multiplicadores. Eles apren- deram a ensinar a Bíblia e, juntos, foram responsáveis por 28 estu-

dos com novos amigos. Esse caso lembra o relato da Bíblia em que os primeiros discípulos de Cristo,

como André, Pedro, Filipe e Na- tanael, utilizaram a amizade para conduzir outros a Jesus. “O índice de apostasia (abandono da fé) aca- ba sendo bem menor na igreja que tem esse projeto de discipulado”, argumenta o pastor Gilson Souza. Esses testemunhos ilustram o que a Igreja Adventista tem cha- mado tecnicamente de discipu- lado, método que visa a confir- mar os membros na fé e formar novos discípulos. Nesse ano, o discipulado foi votado na comis- são administrativa da Divisão Sul-Americana como uma fren-

te missionária, ou seja, todo novo membro deverá ser incluído num processo de aprendizado cons- tante a fim de cumprir com a mis- são bíblica de “ir e fazer discípulos de todas as nações”. Os resultados esperados são vários: firmeza na

fé, estímulo à comunhão diária,

vários: firmeza na fé, estímulo à comunhão diária, Dupla condução: o motorista Antonio Abreu transportou em

Dupla condução: o motorista Antonio Abreu transportou em seu ônibus, por um trecho de 60 quilômetros, cerca de 30 interessados para uma série evangelística. Depois do batismo, Antonio ensinou os novos conversos a discipular outros

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HAiti

Pronto-socorro

ADRA mostra preparo técnico e prontidão para lidar com a catástrofe no Haiti

instituições adventistas: A universidade local virou um campo de refúgio para mais de 15 mil pessoas. E no hospital adventista, o único a permanecer em pé, milhares são atendidos diariamente

Da redação

Em meio a tamanha tragédia no Haiti, a Igreja Adventista não hesitou em agir, seja em prol de seus fiéis e seus edifícios como da população em geral. A ajuda foi oferecida aos sobreviventes em todas as áreas: médica, finan- ceira, alimentícia e espiritual. A Agência Adventista de Desenvol- vimento e Recursos Assistenciais (ADRA), por exemplo, em parce- ria com a ONG canadense Global Medic, tem auxiliado na purifica- ção e distribuição de água. Se an- tes do terremoto apenas metade da população tinha acesso à água potável, após a tragédia a situação chegou a níveis críticos. A ADRA contratou cerca de 30 motoqueiros para que circulem

pela cidade com kits de pu- rificação de água, tornan- do-a disponível para milha- res de pessoas, junto com pastilhas para a desconta- minação do líquido pre- cioso. Os “águias”, como são chamados por causa da rapidez com que transi- tam, distribuem água para 1,5 mil pessoas por dia, em troca de alimento, um pe- queno salário e o reembol- so do combustível. Walix, um dos motoqueiros, é pai de quatro meninas, e está dor- mindo na rua com sua família. Apesar de desabrigado, ele agra- dece a Deus por não ter perdi- do ninguém que ama. E para de- monstrar sua gratidão, procura ser útil aos seus compatriotas.

sentar-se nos bancos da frente da igreja para orar foi o que salvou milourdes Richars, que estava na igreja Auditório da Bíblia, uma das maiores de Porto Príncipe, quando o teto desabou

30 Revista Adventista I março • 2010

Outra atribuição da Agência é ajudar a Organização das Nações Unidas na distribuição das doa- ções que chegam ao país. E quem responde por esse trabalho na ADRA Internacional é o brasi- leiro Luiz Camargo, membro da equipe de resposta de emergên- cia. Ele tem recebido apoio dos funcionários da ADRA Espanha na entrega dos milhares de tone- ladas de alimentos recebidos do Programa Mundial de Alimentos.

Hospital e universidade –

Além da ADRA, as instituições adventistas têm feito a diferen- ça para uma cidade que perdeu quase tudo. Construído em 1978, o Hospital Adventista do Hai- ti possui 70 leitos e foi o único a não ser destruído pelos tremores. Ali, diariamente tem sido atendi- das milhares de pessoas. Em meio à escassez de equipamentos, nos

primeiros dias após o terremoto,

os médicos tiveram que usar uma serra de cortar cano para fazer as amputações.

A situação caótica tem sido

amenizada por causa da ajuda es- trangeira, como a de uma equipe de profissionais do Hospital Ad-

ventista da Flórida e da Universi- dade de Loma Linda, ambas dos Estados Unidos. A faculdade de medicina americana tem treina- do os profissionais de saúde do Haiti desde a década de 1980. Em 2004, após as catastróficas inun- dações no país, a Universidade de Loma Linda capacitou 50 ad- ventistas haitianos para atuar em emergências.

A instituição vizinha ao hos-

pital, a universidade adventista, tem servido de abrigo para cer- ca de 15 mil pessoas. O cam- pus se transformou numa ci- dade de lençóis amarrados, apoiados em ramos cortados en- tre os blocos de cimento e muros

A ADRA recrutou 30 motoqueiros para purificar e distribuir, diariamente, água potável para 1,5 mil
A ADRA recrutou 30 motoqueiros
para purificar e distribuir,
diariamente, água potável
para 1,5 mil pessoas por dia
derrubados. Sem previsão de
volta às aulas, a instituição deve
receber doações em dinheiro
de universidades adventistas

da Coreia do Sul. Estados Uni- dos e México. Além disso, a Igreja Mundial vai destinar as ofertas da Escola Sabatina, recolhidas no 13º

Bastidores da tragédia

sábado reservado para a América Central, para a reconstrução de igrejas e escolas haitianas.

para a reconstrução de igrejas e escolas haitianas. A perda da esposa e do filho adolescente

A perda da esposa e do filho adolescente no terremoto não impede o professor Jacque st. Vil de, com a Bíblia na mão, visitar igreja por igreja para consolar os sobreviventes

No campus, vivem as famílias de Suzete Edmond e Michelle Nirline, que escaparam da morte por pro- vidência divina. “Dormimos ao re- lento durante três dias”, conta Su- zete, de 51 anos, que estava num hospital com o filho doente quan- do o terremoto aconteceu. O de- sastre é ainda algo claro em sua mente: “Todo mundo correu para fora”, relata, e “meu coração bateu disparado. Nós oramos, porque pensávamos que íamos morrer”, re- lembra. Nessa mesma hora, em ou- tro lugar de Porto Príncipe, no bair-

ro Carrefour, Michelle, de 21 anos, estava cuidando de Talia, um bebê de 45 dias. No momento em que a terra começou a tremer, ela pegou a filha e correu para fora quando a casa desabou por trás dela. O terremoto destruiu quase to- talmente a Igreja Adventista co- nhecida como Auditório da Bíblia, uma das maiores de Porto Prínci- pe, mas nenhuma das 50 pessoas que participavam de uma reu- nião de diaconato no templo mor- reu. Uma das bem-aventuradas foi Milourdes Richars, de 55 anos,

Conversamos com dois profissionais que estão atuando no Haiti: o brasi- leiro Richard Jaqua, que
Conversamos com dois profissionais que estão atuando no Haiti: o brasi- leiro Richard Jaqua, que

Conversamos com dois profissionais que estão atuando no Haiti: o brasi- leiro Richard Jaqua, que gerencia a logística das ações da ADRA no país e com a jornalista Libna Stevens, assessora de imprensa da Divisão Interame- ricana. Eles nos contam um pouco sobre os bastidores do trabalho dos ad- ventistas em Porto Príncipe e sobre suas impressões a respeito da tragédia.

sobre os bastidores do trabalho dos ad- ventistas em Porto Príncipe e sobre suas impressões a
Como responder a uma catástrofe? Richard: Boa pergunta, porque é difícil alguém estar preparado para

Como responder a uma catástrofe? Richard: Boa pergunta, porque é difícil alguém estar preparado para uma emergência. É preciso ter flexibilidade e tomar decisões rápidas, além de trabalhar em equipe e ter criatividade para fazer algo com os recursos dis- poníveis. Em agosto do ano passado, eu dei um treinamento para os fun- cionários da ADRA sul-americana sobre emergências.

Como os adventistas têm reagido à tragédia: desespero, desâni- mo ou esperança? libna: Em minha

Como os adventistas têm reagido à tragédia: desespero, desâni- mo ou esperança? libna: Em minha primeira viagem (janeiro), notei que todos estavam pe- rambulando com uma expressão perturbada, desorientados, quase entor- pecidos. Mesmo os líderes pareciam ainda estar em estado de choque. Era visível o trauma. Na segunda viagem (fevereiro), parece que estão aceitan- do a situação e sobrevivendo à tragédia. E todos os adventistas com quem conversei se mostraram muito gratos pela misericórdia de Deus em favor deles. Não há espírito de derrota entre os adventistas no Haiti.

Quando a rotina da igreja deve voltar ao normal? Richard: É difícil prever isso. Serão necessários muitos anos para recons- truir tudo. Muitos templos adventistas foram destruídos, inclusive alguns que estavam em reconstrução por causa das inundações de anos atrás. Mes- mo assim, nossos irmãos continuam a se reunir aos sábados, nos terrenos das igrejas e em locais públicos. Desde o primeiro sábado após o terremo- to, tivemos batismos na piscina da universidade, onde funciona um siste- ma de purificação de água. E é comum ouvir pessoas cantando hinos pela cidade, mesmo em meio às cirurgias e amputações ao relento. É invejável.

Em Carrefour vivem muitos adventistas, por isso, é nor- mal ver aos sábados pessoas andando bem vestidas e com a Bíblia debaixo do braço. Aos poucos, a rotina vai voltando, mas ainda há muito trabalho e precisamos das orações de vocês.

debaixo do braço. Aos poucos, a rotina vai voltando, mas ainda há muito trabalho e precisamos

Qual foi o caso ou momento mais marcante para você até aqui? Richard: Creio que dois momentos. Quando cheguei ao hotel (não esperava encontrar algum prédio de pé), dezenas de pessoas estavam no portão, desesperadas, desabrigadas e famintas. Lembrei quando Noé entrou na Arca e o restante da humanidade se perdeu. Meu cora- ção ficou tocado pelos “perdidos.” O segundo momen- to foram os dias de tensão que passamos pelo risco de um novo terremoto. A cada tremor de terra, saíamos cor- rendo dos prédios, e à noite era difícil dormir. Depois de cada susto, era preciso ter um momento com Deus, con- centrar-se e voltar ao trabalho.

Qual é seu sentimento em relatar tudo isso? libna: Sinceramente, tenho testemunhado tristeza aqui e você acaba simpatizando com essas pessoas. Em alguns momentos, também derramei minhas lágrimas. Nunca tinha acompanhado esse tipo de catástrofe. E des- de que visitei o Haiti, logo após o terremoto, tenho leva- do os haitianos no meu coração. É inspirador ver como eles são verdadeiros sobreviventes, continuam felizes e amigáveis e sua fé não se abalou. Estão mais compro- metidos do que nunca com Deus. Isso faz você perceber como a vida é importante, que é essencial ajudar os ou- tros e como somos vulneráveis.

Revista Adventista I março • 2010

31

diretora do ministério pessoal da- quela igreja. No momento do tre- mor ela estava sentada num ban- co dos fundos e, prestes a orar, ela se sentiu compelida a se ajoelhar mais para frente. Foi isso que a im- pediu de ser esmagada pelo telhado que veio abaixo onde estava senta- da. Atualmente, Milourdes vive no terreno da igreja com outras cen- tenas de pessoas. “Tudo isso é tão doloroso quanto as dores de parto, porque tive que ajudar as pessoas que estavam morrendo nos meus

Ajuda debaixo d’água

braços. Mas Deus tem sido muito bom para mim, eu agradeço a Ele por Suas misericórdias”, confessa. No entanto, sobreviver não foi a sorte da esposa e do filho adoles- cente de Jacque St. Vil, o primeiro ancião da Igreja de Cedon, perto de Delmas, e professor de matemáti- ca na escola adventista em Diquini. Quando o teto caiu, seu filho esta- va em casa e sua esposa havia aca- bado de voltar da igreja. Sua casa desabou matando os dois. Ele está vivo porque saiu da sua residência

para fazer um serviço, sete minu- tos antes do terremoto. Mas a tragédia não apagou a cen- telha de esperança de seu coração. Em razão de não poder trabalhar enquanto as escolas continuam fe- chadas, ele vai de igreja em igreja, com a Bíblia na mão, para animar os sobreviventes. “Temos que ficar sempre fortes por meio de Jesus e seguir em frente, não importa o que aconteça”, explica sua motivação. Até o fechamento dessa edição, o número de vítimas adventistas fa-

tais já passava dos 600 e cerca de 25 mil membros estavam desabriga- dos. Para atender emergencialmen- te os membros, foi acionada a or- ganização Maranatha Volunteers, para que ajude o país por meio do projeto “Igreja de um dia”, que já é aplicado em alguns países da Áfri- ca. – Com reportagem de Pierre Caporal, Reuters, Megan Brauner, Hearly Mayr, John Torres, Libna Ste- vens, Wendel Lima, Ágatha Lemos, Danúbia França, Lene Salles, San- dro Ferreira e Suellen Timm.

França, Lene Salles, San- dro Ferreira e Suellen Timm. “Moro aqui há oito anos e nunca
“Moro aqui há oito anos e nunca vi isso. Era difícil o acesso às ruas,

“Moro aqui há oito anos e nunca vi isso. Era difícil o acesso às ruas, mas agora a água invadiu nossas casas. Graças a Deus temos recebido o Seu au- xílio. Ele tem usado pessoas para nos abençoar.” O desabafo de Vilma dos Santos se uniu em coro ao grito de milhares de paulistas por socorro, víti- mas das enchentes históricas que atingiram algumas regiões do Estado e principalmente a Capital, entre dezembro e fevereiro. Vilma e seus parentes estão entre algumas famílias adventistas que, por mais de dois meses, encontraram abrigo na Igreja de Vila Itaim, na Zona Leste de São Paulo. A prefeitura chegou a decretar estado de calamidade pública para 12 bairros, entre eles Jardim Romano, Vila Itaim e Vila Aimo- ré, na região leste da cidade. Desde novembro do ano passado, com exce-

receberam auxílio das igrejas locais e de membros que moram nos bairros vi- zinhos. Em dezembro, a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) recebeu em duas semanas cinco toneladas de alimentos

dez mil peças de roupas destinadas ao socorro das vítimas na Zona Leste.

e

Vale do Paraíba – O cadeirante Wilson Sillia foi um dos membros auxi- liados em são luís do Piratininga, sP, uma das cidades mais atingidas do Estado (fotos). Sua casa foi totalmente tomada pela água, que destruiu seus bens, inclusive uma cadeira de rodas motorizada, que usava para ir à igreja. Para a comunidade, foram doadas mais de 300 cestas básicas, roupas, brin- quedos, utensílios de cozinha, material de limpeza e móveis, que ajudaram

a

ção de curtos períodos, os moradores dessas comu- nidades convivem com as enchentes. Em meio à dificuldade

foi visível a solidarieda- de. Os adventistas que re- sidem nas áreas afetadas

mobiliar novamente três casas. Colaboradores da ADRA e outros voluntários formaram uma equipe que trabalhou intensamente no local. E no início de fevereiro, um auxílio adi- cional, enviado pela ADRA da Associação Paulista Sul, entregou dez mil pe- ças de roupas, centenas de pares de sapato, 300 quilos de alimentos e mó- veis às vítimas do Vale do Paraíba.

Vale do Ribeira – No extremo sul do Estado, no Vale do Ribeira, a cidade de Registro contabilizou 509 famílias afetadas. As vítimas

contaram com a ajuda da Igreja, da ADRA, dos vizinhos e da prefeitura local. Para a moradora e diretora da ADRA da Igreja Central, Maria Custódio Matos Carneiro, partici- par desse trabalho foi uma experiência única e emocionan- te: “A sensação que tive ao ver aquele caos foi de tristeza, mas o que me alegrou foi ver que em meio a tanto prejuí- zo, existem pessoas que não se abalam e não se opõem em receber ajuda material e espiritual. Um caso que me emo- cionou, foi o de uma senhora tetraplégica, que morava ao lado de um rio, e que temia morrer afogada sem ser bati- zada. Ela acabou sendo batizada, mas veio a falecer alguns dias depois por outra causa .”

morrer afogada sem ser bati- zada. Ela acabou sendo batizada, mas veio a falecer alguns dias
Faama inicia as aulas de Teologia Inaugurada em agosto do ano passado, a Faculdade Adventista
Faama inicia as aulas de Teologia
Inaugurada em agosto do ano passado, a Faculdade Adventista da Amazônia (Faama) começou 2010 a
todo vapor. Para a aula inaugural do terceiro seminário adventista de teologia do Brasil foi convidado o
pastor Ángel Manuel Rodríguez, diretor do Instituto de Pesquisas Bíblicas da Associação Geral. O reitor
dos seminários sul-americanos, pastor Alberto Timm, bem como os líderes da União Norte-Brasileira, par-
ticiparam da cerimônia.
A primeira turma da Faama é formada por 60 alunos, de 12 estados brasileiros, que concorreram num
vestibular com quase 500 candidatos. Entre os aprovados, estão dois
estudantes indígenas, que pretendem, depois de formados, evangeli-
zar sua comunidade de origem.
O curso deve oferecer algumas atividades extracurriculares, como a
elaboração de uma revista teológica, a criação de um Centro de Pesqui-
sas do Ministério Jovem e um Centro de Apoio Estudantil, além de um
Instituto Adventista de Missões, para desenvolver métodos evangelísti-
cos específicos para as necessidades da Região. Atualmente, a Faama tem
40% do seu projeto construído, e atende 60 alunos no ensino superior e
82 no médio. Até junho pretende-se inaugurar a biblioteca do campus
e no fim do ano já abrir matrículas para o ensino infantil e fundamental.

Errata

Erramos ao identificar, na página 28 da edição de fevereiro, o pastor José Paulo Martini como reitor do Unasp, campus Engenheiro Coelho. A função exercida pelo pastor Martini é de diretor do campus. O Centro Universitário Adventista de São Paulo conta apenas com um reitor para os três campi, o professor Euler Baia.

conta apenas com um reitor para os três campi, o professor Euler Baia. 3 2 Revista

32 Revista Adventista I março • 2010

pARnAMiRiM – Rn Desbravar o Nordeste O maior campori regional do mundo reuniu 14 mil

pARnAMiRiM – Rn

Desbravar o Nordeste

O maior campori regional do mundo reuniu 14 mil adolescentes no RN para ensinar disciplina, amor pela Bíblia e compromisso com a Missão Global

amor pela Bíblia e compromisso com a Missão Global be ao posar com o boneco Guigo,

be ao posar com o boneco Guigo, o mascote da cam- panha. O adolescente é o vencedor de um concurso sobre a história do adven- tismo, patrocinado pelo projeto. O chamado à missão teve um gosto especial com a realização diária de batismos, 14 candida- tos só na segunda-feira, e com uma investidura de quase 400 líderes. Pa- pel desempenhado com afinco por Gilênio Pereira da Silva, de 53 anos e um pioneiro dos desbravadores no sul da Bahia. Gilênio tomou a de- cisão de viajar ao campori de bi- cicleta, percorrendo 1.563 quilô- metros. No trajeto que durou dez dias, perdeu quatro quilos, sentiu febre e sofreu com problemas es- tomacais, mas chegou ao acampa- mento empolgado pela oportuni- dade que teve de evangelizar em vários lugares. Na programação, o pastor Geo- vani Queiroz, presidente da Igre- ja no Nordeste, também esbanjou dedicação ao lançar a campanha “Terra de Esperança” e a desa- fiar os juvenis a poupar dez reais

para ajudar na construção de igre- jas em lugares em que o adventis-

mo tem presença tímida. No dia 24 de abril, os que conseguirem atingir o alvo, receberão uma in- sígnia especial em alusão ao proje- to e destinarão a oferta para as ini- ciativas de Missão Global. No fim

líder mundial, pastor Baraka muganda: pressa em salvar familiares e amigos

heron santana

Colaborador

Era tarde de sábado do dia 13 de fevereiro e o estudante Neizon Higino Gomes da Silva, 20 anos, estava queimado pelo sol e qua- se sem voz, mas assim mesmo não perdia a energia contagian- te denunciada por um sorriso lar- go e sincero. Desbravador desde os nove anos, com um histórico de participação em três campo- ris, ele caminhava com amigos entre as barracas divididas em lo- tes do 3º Campori de Desbravado- res do Nordeste, e vivia cada mo- mento como se fosse uma dádiva. “Estar aqui, com milhares de pes- soas, sentindo a mesma experiên- cia, é motivo de muita alegria para mim”, disse o satisfeito conselhei- ro do Clube de Desbravadores Rei- no Marinho, de Aracaju, SE.

O sentimento de Neizon parece representar a satisfação dos mais de

14 mil desbravadores que acampa-

ram no Parque de Exposições Aris- tófanes Fernandes, em Parnami- rim, RN, no feriado prolongado de Carnaval. O encontro foi o maior campori regional do mundo e os fa- tores de contentamento foram mui- tos: disciplina, controle, celebração, amizade, mensagens, gincanas, so-

lidariedade, fé e muita festa. “Tudo é incrível, estou viven-

do os melhores dias de minha vida”, afirmou Andresa de Deus,

15 anos, de Salvador, BA. Na noite

de abertura, na quinta-feira, ela es- teve na arena montada para a rea- lização dos cultos diários. Ouviu do pastor Elmar Borges, líder dos desbravadores nordestinos e coor- denador do campori, o apelo para que os juvenis leiam mais a Bíblia. “Queremos que vocês saiam da- qui ainda mais apaixonados por Jesus”, empolgou-se o líder, sendo bastante aplaudido ao anunciar a doação de Bíblias personalizadas para todos os participantes. Um dos principais oradores foi o líder mundial, pastor Ba- raka Muganda. Durante três noi- tes, ele falou sobre evangelismo

e convidou os adolescentes a te- rem pressa em salvar os amigos

e familiares. Cantores e grupos,

como o quarteto Athus, o grupo de metais do Iaene, Laura More- na e Leonardo Gonçalves partici- param com o louvor.

História e missão – As

provas de conhecimento pontuaram a rotina do cam- pori. Mais uma vez, a Bíblia foi enaltecida, com testes como o concurso “Bom de Bí- blia” e de oratória cristã, além de música sacra. A história da Igreja Adventista entrou em pauta com a campanha “Eu conheço minha história”, pa- trocinada pelo Ministério da Criança. O desbravador Elvis Medeiros de Melo, 14 anos,

de Natal, RN, animou seu clu-

Medeiros de Melo, 14 anos, de Natal, RN, animou seu clu- Gilênio e sua bicicleta: paixão

Gilênio e sua bicicleta: paixão pelos desbravadores e mais de 1,5 mil quilômetros de viagem até o Rn

e mais de 1,5 mil quilômetros de viagem até o Rn Para os psicólogos, o sucesso

Para os psicólogos, o sucesso da agremiação e dos camporis se deve à combinação da disciplina com as atividades competitivas

do evento, o pastor Elmar Borges

aproveitou a realização de uma encenação sobre a volta de Jesus,

e conclamou todos os participan- tes a se consagrar a Deus.

Sucesso – Ao analisar as mu- danças de comportamento des- sa faixa etária, torna-se fácil en- tender a razão do sucesso da

agremiação no Brasil. Segundo estudiosos, essa é a receita da sa- tisfação dos adolescentes com esse tipo de evento. “Ao adotar uma rotina rígida, os adolescen- tes, sem ter uma definição sobre

a própria vida, sentem seguran-

ça; e ao propor gincanas, se aten- de ao desejo de competitividade comum a essa faixa etária”, expli-

ca a psicóloga Eliane Lira. Cansados, mas jamais desani- mados, os desbravadores encer- raram o acampamento com a cer- teza de que experimentaram algo semelhante a um ritual de passa- gem. “Tenho certeza de que não sou mais a mesma pelo tanto que aprendi aqui”, disse Stephanie de Sá, 15 anos, de Salvador, BA, não sem antes fazer o “v” de vitória com as amigas para a foto.

antes fazer o “v” de vitória com as amigas para a foto. Pastor Elmar Borges (à

Pastor Elmar Borges (à dir.), líder dos desbravadores nordestinos: Bíblia como guia de excelência para os adolescentes. no campori, cerca de 400 pessoas tiveram sua liderança reconhecida pela investidura

cerca de 400 pessoas tiveram sua liderança reconhecida pela investidura Revista Adventista I março • 2010

Revista Adventista I março • 2010

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BRAsil Força-tarefa No Nordeste, 10 mil “calebes” invadiram 500 cidades e bateram recorde de batismos.

BRAsil

Força-tarefa

No Nordeste, 10 mil “calebes” invadiram 500 cidades e bateram recorde de batismos. Em Minas Gerais, duzentos jovens alcançaram 3 mil pessoas

Em Minas Gerais, duzentos jovens alcançaram 3 mil pessoas O tom da missão Autor da música

O tom da missão

Autor da música “Se Não For Eu, Quem?”, que inspirou du-

Autor da música “Se Não For Eu, Quem?”, que inspirou du-

zentos jovens capixabas, mineiros e cariocas, no Rio Acamp Jo-

vem 2009, a encarar o desafio da Missão Calebe, silmar Cor-

reia decidiu colocar a “mão na massa”. Ele foi um dos “calebes”

a

trabalhar na desafiadora cidade mineira de Três Marias. Em

poucas palavras, o ex-diretor musical dos Arautos do Rei e atu- al regente do Coral Jovem do Unasp, resume sua experiência:

 

“Ser um ‘calebe’ em Três Marias foi uma das melhores deci-

sões da minha vida. Aprendi a me esquecer de mim mesmo

e

pensar mais nos outros. Aprendi que devo amar incondi-

cionalmente e ajudar a quem precisa: ricos, pobres, viciados,

aflitos, doentes ou sedentos de Deus. Aprendi também com meus companheiros de evangelismo, Samuel Ruggiero e San- dra Moura, a ter garra e fé.”

Começava com cultos especiais de madrugada, seguidos de estudos bíblicos nas casas, durante o dia. Em alguns lugares, pelas manhãs, portas foram abertas pela presta- ção de serviços comunitários. Po- rém, à noite, as equipes se uniam para liderar o evangelismo nas ca- sas, auditórios e praças públicas, com direito à formação de grupos

vocais. Para otimizar o trabalho, os jovens distribuíram dois mil CD´s Mensagens de Paz e Esperança, que contém uma série de estudos bí- blicos narrados por Cid Moreira. A força-tarefa reuniu voluntá- rios de Vitória e Rio de Janeiro e das cidades mineiras de Belo Ho- rizonte, Juiz de Fora e Governador Valadares. A campanha chamou

Da redação

Que a atuação dos “calebes” nas férias é notícia recorrente todos já sabem. Mas no último mês de ja- neiro a novidade foi a grandiosi- dade da mobilização. Apenas no Nordeste, berço do projeto, 10 mil jovens dedicaram as férias para o evangelismo, o que fez a União Nordeste Brasileira bater o re- corde de batismos sul-america- no para o período de férias pas- torais: 3,5 mil pessoas. Os resultados falam por si. Em Beneditinos, PI, um grupo de evangelistas adolescentes pregou

a mensagem nesta cidade pela pri-

meira vez, a despeito de desaven- ças criadas por autoridades reli- giosas locais, incomodadas com

o avanço do adventismo. Em Jua-

zeiro do Norte, CE, limitações fí- sicas não impediram que Cicinha Diniz, grávida de 9 meses, e Da- mião Dário, paralítico, trabalhas- sem de modo a conduzir oito pes- soas para a decisão de uma nova vida cristã. Juazeiro do Norte merece aten- ção também pela estratégia ado- tada pelos “calebes”. Para vencer

o preconceito contra os evangé-

licos, eles iniciaram o programa

contra os evangé- licos, eles iniciaram o programa As limitações físicas não impediram que Damião Dário

As limitações físicas não impediram que Damião Dário se alistasse como “calebe” em Juazeiro do norte, CE

34 Revista Adventista I março • 2010

com uma ação comunitária en- volvendo corte de cabelo, apre- sentação de palhaços, exposição dos desbravadores, palestras so- bre saúde, atendimento jurídico,

curso de arte e de culinária e so- pão comunitário. Chamaram tan-

to a atenção que a TV Verde Vale

decidiu acompanhar o evento. Em Vila Muquém, povoado de Belo Jardim, PE, onde moram 80 famílias, os “calebes” fizeram uma corrente de oração duran-

te dez dias, e logo a seguir prega-

ram numa área onde a igreja nun- ca obteve resultados satisfatórios de evangelização. Dessa vez foi di-

ferente: houve oito batismos e três famílias continuaram os estudos bíblicos, inclusive reformando uma casa para ampliar a sala de estudos.

Operação Minas – Depois de olhar o mapa do Estado de Mi- nas Gerais com 850 municípios, e de descobrir que em 46% de-

les não há presença adventista, duzentos jovens decidiram pa- gar sua própria passagem e em- barcar na aventura missionária de oferecer estudos bí- blicos durante dez dias

em 13 cidades minei- ras. Resultado: mais de três mil pessoas fo- ram contatadas e deze- nas foram batizadas em desconhecidas cidades como Conceição do Mato Dentro, localiza-

da a três horas de Belo Horizonte, onde, após

Projeto Vidas em Ação chega ao Paraguai A nobre ideia de reunir universitários e profissionais
Projeto Vidas em Ação chega ao Paraguai
A nobre ideia de reunir universitários e profissionais liberais para dedicar um período
de duas semanas ao evangelismo social, motivou a estudante de enfermagem da Univer-
sidade de Santo Amaro, Elizangela Márcia Fernandes, a liderar por quatro vezes o proje-
to Vidas em Ação em cidades carentes brasileiras que têm tímida presença adventista.
Em janeiro deste ano, sob a liderança do dentista argentino Moacir Andrés Xiscatti,
a campanha chegou à cidade
de General Díaz, no Paraguai.
Voluntários brasileiros, para-
guaios e argentinos da área
de saúde, educação e teolo-
gia ofereceram atendimentos
gratuitos à comunidade, além
de uma escola cristã de férias e
uma campanha evangelística à
noite, com direito a pregação
no idioma guarani. Resultado:
110 pessoas estão estudan-
do a Bíblia, inclusive um po-
licial que fechava a delegacia
todas as noites para assistir às
pregações.

a

cerimônia batismal,

o

número de adventis-

tas triplicou: saltou de

4 para 11 pessoas. Na bagagem, pou- cos pertences pessoais, além de Bíblias, folhe-

tos, revistas, livros e a camiseta colorida do projeto. Em duplas, es- banjaram entusiasmo.

A rotina era estafante.

Fábio Borba / Imagem: Fotolia

a atenção do compositor

Silmar Correia, ex-dire- tor musical dos Arau- tos do Rei e atual regen- te do Coral Jovem do

Unasp, São Paulo. Du- rante o percurso de 17 horas do Rio de Janei- ro até Três Marias, MG, cidade de 28 mil habi-

tantes, a equipe cario- ca de trinta voluntários foi cantando no ônibus

a música “Se Não For Eu, quem?”, composta pelo

músico que virou “cale- be”. O resultado: os jovens deixa-

ram uma escola cristã de férias para

150 crianças, 168 estudos bíblicos

regulares e 54 adultos frequentan- do o grupo, que antes do projeto contava apenas com 22 membros.

grupo, que antes do projeto contava apenas com 22 membros. Jovens capixabas, cariocas e mineiros custearam

Jovens capixabas, cariocas e mineiros custearam a própria passagem para servir, nas férias, em cidades de minas Gerais. Eles foram os primeiros “calebes” da UEB

visitou o prefeito, vereadores, se- cretários municipais, além da di- retora da principal escola para conseguir alojamento. Durante o evangelismo, eles entregaram mais de 500 livros e 300 DVD’s Tempo de Esperança. Para quebrar preconceito, realiza- ram serviços comunitários como medir a pressão arterial e a taxa de glicose. Resultado: seis pessoas foram batizadas e 90 interessados vão continuar a série de estudos, entre eles um vereador e o prefei- to, Élcio Nogueira. O desafio per- manece, relata Marcos Denicolo, um dos coordenadores. Os “cale-

relata Marcos Denicolo, um dos coordenadores. Os “cale- Destinos da aventura em MG   Calebes Cidades

Destinos da aventura em MG

 
 

Calebes

Cidades (mG)

 

Goiabeiras

Capixabas

Araçuaí

 

Três Marias

Trimonte

Cariocas

Volta Grande

Itatiaiuçu

 

Milagres

Conceição do Mato Dentro

Mineiros

Frei Inocêncio

Sardoá

bes” deixaram a cidade, mas a ofensiva evangelística continua sob a liderança de uma adoles- cente de apenas 14 anos, Môni- ca Ribeiro, que foi batizada há apenas seis meses. “O projeto na região é piloto e será implementado nos três es- tados da União Este Brasileira, mas especialmente em Minas Gerais como estratégia de Mis- são Global”, explicou o pastor Udolcy Zukowski, que até en- tão, era o líder dos jovens para os três Estados. – Com reportagem de Heron Santana e Sara Jardim Xiscatti.

– Com reportagem de Heron Santana e Sara Jardim Xiscatti. Trem da esperança – Os 24

Trem da esperança – Os

24 “calebes” capixabas saíram

no famoso trem da “Vale do Rio de Doce”, que faz o trajeto Vitó- ria a Belo Horizonte, em direção a Goiabeiras, no leste mineiro. Durante a viagem, 80 livros Sinais de Esperança foram distribuídos aos passageiros nos vagões. Assim que chegaram à cidade, a equipe

nos vagões. Assim que chegaram à cidade, a equipe Comentários de Ellen G. White é um

Comentários de Ellen G. White é um complemento que vai oferecer

a você conhecimento doutrinário

e teológico para o estudo da lição,

auxiliando-o na compreensão dos temas abordados.

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noRDEstE

séRiE REtRAtos Do ADvEntisMo

Há mais de avança

o

cem anos

numa

adventismo

das regiões mais pitorescas,

desafiadoras e promissoras para o evangelismo

na Bahia, em 1908

– Lêoncio Antonio

da Penha, em San-

to Antonio de Jesus,

A história foi contada de geração a geração,

pelo pastor Frederi-

Paulo Fernan-

até ser guardada pelo agricultor

co Spies até hoje,

de Pernambuco,

do da Silva. Na região agreste

o movimento cres-

se aventu-

por volta de 1905, um missionário

quase de 300

a ponto

re-

ceu

mensagem adventista

a uma

a

rou em pregar

gistrar

comunidade próxima a Caruaru, a 120 quilô-

mil fiéis,

que con-

viagem fácil.

metros de Recife. Não era uma

gregam em aproxi-

preciso percorrer essa distância de trem a

Foi

madamente 3,2 mil

a pé até

andar 22 quilômetros

vapor e depois

igrejas. Somam-se

como Serra Nova, um

o lugar hoje conhecido

ao patrimônio ins-

A missão so-

povoado da cidade caruaruense.

mais de

titucional

até uma tentativa

freu dura resistência. Houve

elimina- 40 escolas e uma fa-

de tocaia, uma prática sorrateira de

culdade. Os adven- tistas estão presen-

A semente lançada,

con-

ção de um inimigo.

tudo, frutificou. Hoje, em Serra Nova, existe

tes em mais de 900

um templo, erguido desde 1922, que afirma

municípios da Re-

mensagem adventista no

a consolidação da

gião, o que equiva-

para ilustrar a

agreste pernambucano, e serve

le a 60% do territó-

destemida presença

resistente, perseverante e

rio nordestino.

do adventismo em todo o Nordeste do Brasil.

Ad-

Assim como no resto do País, a Igreja

Identidade cultural –

ventista 20. De início, chegou imigrantes à Região alemães no início estabeleci- do século

da cultura, história e geografia do Nordeste

acabam, de certa forma, caracterizando

receberam e dissemina-

dos no sul do Brasil

tipo de adventismo na Região. Por ocasião do

Com tanta voca-

metidos com o evangelismo.

ram a mensagem. A partir de Santa Catarina,

descobrimento do Brasil, o Nordeste era ha-

ção missionária, ter uma faculdade de Teolo-

conduziram a ex-

primeiros convertidos

que foram in-

bitado pelos povos indígenas,

os

gia na região, que adaptasse estratégias

para

as regiões.

pansão do adventismo para todas

domínio português ou elimi-

corporados ao

realidade local, passou a ser uma necessida-

do movimento

No Nordeste, o surgimento

disputas contra

a

nados, devido às constantes

então Instituto

de. Em 1944, foi inaugurado o

adventista se deu como resultado do esforço

Por ser uma região

os senhores de engenhos.

Rural Adventista do Nordeste, que seis anos

americanos e eu-

missionário de evangelistas

o Nordeste tem sofrido

de clima semiárido,

de o Educandário Nor-

depois seria chamado

a conquistar o País, e tam-

ropeus dispostos

com a escassez de água causada pela estia-

(ENA).

destino Adventista

exerceram um

bém dos fiéis nordestinos, que

gem, o que levou muitos nordestinos

a se mu-

No entanto, em agosto de 2000, as chuvas

anunciação da fé re-

trabalho incansável de

dar para outros estados.

de Pernambuco. Nas

cém-abraçada. Eram homens como Plácido

arrasaram 38 municípios

aspecto geográfico, outro fator

Além do

Zona

pelo Rio Una, entre a

Calebe Rodrigues, Teófilo Berger,

cidades banhadas

Pita, Luiz

preponderante para a formação do povo nor-

da Mata e o Agreste, os estragos atingiram

Moisés Nigri e Jonh Berg.

Movimentos messiâni-

destino foi a religião.

centros comerciais, bairros, hospitais e

de

esco-

dos pioneiros frutificou

O trabalho

Padre Cícero

cos e líderes carismáticos como

las. Localizado em Belém de Maria, quem mo-

modo impressionante. Do primeiro batismo

notorie-

ou Frei Damião sempre tiveram

por momentos de pavor.

rava no ENA passou

dade. O Movimento de Canudos, forma-

da Uneb, Ro-

gerente de recursos humanos

O

do no sertão da Bahia, é prova dessa pe-

nalt Vieira, havia acabado de chegar à institui-

culiaridade religiosa. Portanto, o caldo

daquele ano, para cursar o en-

ção, em agosto

dessa mistura de limitações geográficas,

eu estava no

sino médio. Chovia bastante e

difíceis e messia-

condições climáticas

refeitório quando vimos a água ultrapassar a

nismo religioso está presente na iden-

de horas tomar conta de

ponte e em questão

é re-

tidade cultural do nordestino, que

todo o colégio, lembrou. Ele conta que o muro

presentada na literatura, artes plásticas,

rompeu. As pessoas tenta-

por trás da capela

música e cinema.

enquanto a

vam se proteger como podiam,

água arrastava paredes, bancos da igreja, ár-

Crescimento institucional

Nes-

pela frente. Uma equipe

vores e o que estivesse

contexto aparentemente desfavorável

de bombeiros ajudou no resgate das vítimas.

se

para o desenvolvimento do adventismo,

ano, oficialmente,

daquele

Em dezembro

o solo provou-se fértil e os adventistas da

formou sua

precárias,

em condições

o ENA,

Região se mostraram sempre compro-

foi necessário

anual de 30 mil batismos,

Com uma média

construir 1.083 igrejas de 2005 a 2009

I março • 2010

36 Revista Adventista

heron santana Colaborador
heron santana
Colaborador
• 2010 36 Revista Adventista heron santana Colaborador o iaene (acima) preservou ampliou a contribuição dos
o iaene (acima) preservou ampliou a contribuição dos internatos o para a formação de líderes
o iaene
(acima)
preservou
ampliou
a
contribuição
dos
internatos
o para
a
formação
de
líderes
na
Região.
seu
precursor,
EnA
dir.),
foi e
fechado
em
2000,
depois
de
ser
atingido
por
uma
enchente
As peculiaridades
um
batismos, com média anual de 30 mil conver- sões. No ano passado, foram mais de
batismos, com média anual de 30 mil conver-
sões. No ano passado, foram mais de
40 mil
batismos. Com a explosão no número de fi-
éis, era preciso crescer com a mesma rapidez
na quantidade de igrejas. Por isso, entre 2005
última turma de enfermagem e fe-
e 2009, foi executado
um plano para a cons-
chou as portas.
Era o fim de um sím-
trução de mil igrejas. Resultado,
1.083 templos
bolo da educação
adventista no Bra-
foram construídos nesse período.
sil. A esperança é que Pernambuco
A
próxima arrancada na Região
tem seu
reedite os
tempos brilhantes que o
início, oficialmente, este ano, com o projeto
ENA proporcionou, com a constru-
Terra de Esperança, que
vai motivar a Igre-
ção do Instituto Adventista
ja a alcançar os 650 municípios
Pernam-
do Nordeste
bucano de Ensino (Iape),
à margem da
que ainda não têm presença
adventista. “Esse
BR 232, próximo ao município turís-
projeto vai ser mais uma amostra para o Brasil
tico de Gravatá. A previsão é de que
o novo internato comece a funcionar
em três anos.
da vocação e compromisso
missionários dos
adventistas nordestinos”, declarou o
pastor
A ADRA nordeste, que atende 10
mil pessoas por ano, tem
Geovani
Queiroz, presidente da
Uneb. É um
profissionalizado a assistência social adventista. A policultura
Enquanto o ENA encerrava suas
desafio e tanto, que deve ser encarado com o
garante a segurança
alimentar dos
pequenos agricultores, ao
unir geração de renda e preservação do meio ambiente
mesmo sentimento de coragem, perseveran-
atividades,
o Iaene
se consolidava
como
uma
das
principais
institui-
ça e entusiasmo sempre presentes na história
ções adventistas de ensino superior do Brasil.
cimento Espiritual (SEE),
uma iniciativa da Igre-
do adventismo nordestino.
Nos últimos anos, o internato baiano
Central de Natal, que se espalhou pelo Nor-
foi o res-
ja
deste e América do Sul. “O seminário
ponsável pela formação de líderes que hoje aju-
levou os
Avanço no semiárido
dam a conduzir o crescimento
do adventismo
adventistas a priorizar a comunhão com Deus,
na Região. Ao completar
30 anos, a instituição
a fidelidade cristã é uma consequência
e
dessa
chega aos seus 3 mil alunos e
se destaca por ser
decisão”, analisa o pastor Gilmar Silveira, líder
uma das sedes do seminário teológico brasilei-
do Ministério de Mordomia Cristã da Uneb.
ro e por oferecer um
curso de fisioterapia
reco-
A Missão Calebe,
que tem proporcionado
296 mil membros
nhecido nacionalmente. Neste
ano, o Iaene co-
aos jovens uma experiência missionária
sin-
3.083 igrejas e congregações
meça sua primeira turma de psicologia.
gular, é mais uma iniciativa
nordestina de re-
285
pastores
A criação, em 1996, de um escritório regio-
percussão nacional. Iniciado em 2005, o pro-
13
mil
pequenos
grupos
nal representou a
maturidade institucional
jeto
desafia estudantes
a deixar o conforto de
9
escritórios
administrativos
da Igreja. Nascia a União Nordeste Brasileira
casa durante as férias, para colaborar
ou lide-
536
funcionários
na
área
religiosa
(Uneb), cuja área compreende toda
a
Região,
evangelística. Neste ano,
1.834
funcionários
na
área
educacional
exceto o Maranhão. Os números mostram a
rar uma campanha
dos 22 mil jovens
que vão participar da Mis-
49
funcionários
no
escritório
da Uneb
são Calebe na América
18.200
alunos
na
rede
educacional
importância dessa iniciativa: de 1996 a 2008, o
do Sul, 10 mil são nor-
por
número de membros dobrou e
destinos. “Os jovens têm colaborado positiva-
133
adventistas
habitante
o de igrejas tri-
plicou (ver box “Avanço no
semiárido”). “Esse
mente para o crescimento da
Igreja na região”,
crescimento é reflexo de uma Igreja acolhedo-
declarou o pastor Elmar Borges, líder da ju-
ra, que abraça os projetos e
se entrega comple-
ventude adventista no
Nordeste.
tamente ao chamado para a pregação do
Evan-
Na área social,
a criação da ADRA Nordes-
te, há dois anos, foi um grande passo para a
gelho”, disse o pastor Everon Donato, líder de
Ministério Pessoal e Evangelismo da
Uneb.
profissionalização da ajuda humanitária na
Outro indicador de crescimento
é
a devo-
Região. A entidade
atende mais de 10 mil pes-
lução de dízimos, que decuplicou no
período
soas por ano. O principal projeto
é o progra-
entre 1996 e 2008. Uma das razões
ma de policultura para o desenvolvimento
para esses
do
números foi a criação do Seminário
semiárido, que permite aos agricultores esta-
de Enrique-
belecer uma nova dinâmica
de cultivo
agrícola, favorecendo
a segurança ali-
mentar e a preservação
ambiental. Ini-
ciada na Bahia,
a policultura é bem vis-
ta pelos parceiros
públicos e privados,
por isso, tem recebido apoio para sua
implantação e ampliação em outros es-
tados nordestinos.
Ciclos –
Com o surgimento da Uneb,
mCn – Missão Costa Norte
(Fortaleza, CE)
mn – Missão Nordeste (Natal, RN)
ocorreram ciclos temáticos na agenda
mpec – Missão Pernambucana
Central (Caruaru,PE)
da Igreja. Primeiro,
foram os pequenos
APE –
Associação Pernambucana
(Recife, PE)
grupos, que ajudaram
a criar um clima
msA – Missão Sergipe-Alagoas (Aracaju, SE)
de fraternidade e de visão missionária
Abac – Associação Bahia Central (Feira de Santana, BA)
o projeto missão Calebe e o seminário de
Enriquecimento
como estilo de vida cristã.
AB – Associação Bahia (Salvador, BA)
Em pouco
Espiritual são iniciativas
nordestinas que tiveram adesão
mBs – Missão Bahia Sudoeste
(Vitória da Conquista,
BA)
tempo, houve crescimento recorde de
dos adventistas em toda a América do sul
ABs – Associação Bahia Sul (Itabuna, BA)
Revista Adventista
I março • 2010
37

BRAsil

BRAsil Novos tempos Canal adventista investe em jornalismo, segmentação e interação com o telespectador Números da

Novos tempos

Canal adventista investe em jornalismo, segmentação e interação com o telespectador

Números da TV Novo Tempo

87

87

funcionários

 

10

horas de programação semanal ao vivo

30

milhões de telespectadores em potencial

350 cidades com sinal aberto 9 mil doadores (anjos da esperança) 2% dos dízimos das Uniões brasileiras e 1% dos dízimos das hispanas é destinado para a NT

e 1% dos dízimos das hispanas é destinado para a NT Para o pastor odailson Fonseca,

Para o pastor odailson Fonseca, ainda não existe receita pronta para se produzir programas relevantes para os público interno e externo. Em março estréiam três programas, entre eles um telejornal diário

Da redação

Foi numa noite depressiva e “fria” por estar afastado de Deus, que Marcos reencontrou razão para viver. Depois de “zapear” os canais da TV, sintonizou a emissora Novo Tempo pela Sky. A mensagem do pastor Fernando Iglesias falava so- bre os filhos desgarrados que preci- savam voltar para casa. Após passar quase dois anos afastado da igreja, colecionar provações e decepções

na vida pessoal, viciar-se em álco- ol até tentar o suicidio, o jornalis-

Crescimento –

novotempo.org.br/cntn). E em ju-

Assim como Mar- cos, que sintonizou a TV Novo Tempo no

nho, a Novo Tempo pretende sur- preender seus telespectadores com a cobertura completa da as-

início da madruga- da, milhares de ou- tros telespectadores que não conseguem dormir por causa de seus problemas, en- contram respostas na programação do Canal da Esperança.

sembleia mundial da Igreja Adven- tista, em Atlanta, Estados Unidos. Além do investimento em jor- nalismo, a emissora tem des- coberto na internet uma mí- dia parceira e potencializadora do impacto da TV. Praticamen- te todos os programas contam com blogs e podem ser assistidos

É

o que aponta uma

a qualquer momento pela web. E

nova pesquisa sobre

seguindo a tendência mundial de

comunicação, o canal adventista também está preocupado em di- versificar sua grade, a fim de que possa atender a demanda por vá- rios interesses e de várias idades. Por isso, nesse mês, mais dois programas entraram no ar: O Está Escrito Jovem, que promove uma gincana sobre cultura geral e bí- blica, e o Consultório de Família, que oferece, ao vivo, orientação sobre problemas familiares. E se o cronograma for cumprido, os te- lespectadores poderão acompa-

TV com sotaque

os te- lespectadores poderão acompa- TV com sotaque Depois de passar alguns anos afastado da igreja,

Depois de passar alguns anos afastado da igreja, marcos redescobriu a razão de viver assistindo à TV novo Tempo. hoje, ele é assessor de imprensa da igreja Adventista em Belém e colaborador da emissora que o salvou

nhar a estreia de mais três progra- mas até o fim deste semestre: Pôr do sol (nas sextas à tarde), Bíblia fácil (ensino das verdades funda- mentais da Bíblia) e Vida e Saú- de (programa sobre qualidade de vida, produzido em parceria com

a

Casa). Para acompanhar, bas-

ta

ligar a telinha ou acessar o site

www.novotempo.org.br/tv.

ligar a telinha ou acessar o site www.novotempo.org.br/tv. a audiência do canal adventista: o horá- rio

a audiência do canal

adventista: o horá-

rio nobre de evan- gelismo é das 23h

às 3h da manhã. Informações mais precisas sobre sua audiên- cia, segmentação da grade e inte- ração com o telespectador é o que tem impulsionado, com a ajuda de Deus, o significativo crescimento

da emissora.

Segundo o pastor e publicitá- rio Odailson Fonseca, diretor do canal adventista, hoje, a emisso-

ra conta com mais de 35 horas de

programação inédita por semana, sendo dez horas de transmissão ao vivo. São 24 programas foca- dos em vários segmentos e faixas

Numa entrevista rápida por e-mail o pastor Odailson Fonseca explicou so- bre o desafio de

Numa entrevista rápida por e-mail o pastor Odailson Fonseca explicou so- bre o desafio de a TV Novo Tempo falar simultaneamente para o público in- terno e externo e como a emissora tem feito da internet sua maior parceira. Qual é o maior desafio de se fazer uma TV adventista? Apresentar uma mensagem essencial para a eternidade do ser huma- no de maneira atraente, intensa, coerente e, acima de tudo, não precon- ceituosa. Ainda não há receita pronta sobre como equilibrar numa pro- gramação a evangelização do mundo ali fora e a edificação de uma igreja aqui dentro. Algumas igrejas fazem da TV um negócio extremamente lu- crativo, porém, nós sempre investiremos moeda sagrada sem receber re- torno financeiro, até porque nosso lucro é medido por decisões ao lado de Cristo e não pelo espaço publicitário.

 

o

baixo nível da TV aberta tem levado o público a optar pelos canais

segmentados. Essa é uma boa oportunidade para a TV novo Tempo? As maiores emissoras do país estão numa disputa sem princípios por au- diência, e esse jogo sujo só prejudica a qualidade do conteúdo. Por isso,

creio que Deus deseja que usemos essa oportunidade sem precedentes na história de sua igreja, de apresentar uma mensagem eterna e podero-

sa para milhões de pessoas.

 

E

qual seria o caminho?

Uma das tendências é a segmentação, precisamos produzir programas com sotaques específicos para públicos específicos. Além disso, o mundo se encontra assustadoramente reduzido à distancia de um clique. Por isso,

estamos desdobrando nossos programas imediatamente na web. Cada um de acordo com o estilo de navegação preferido por seu público-alvo, seja o Twitter, blogs, comunidades virtuais ou TV on-demand. A parceria entre

TV e internet é um canal gigantesco de proclamação.

ta

bem-sucedido profissionalmen-

etárias. A Novo Tempo é emisso-

te

conseguiu outra vez “ouvir” com

ra aberta em 350 cidades e, soma-

clareza o convite de Deus. Genuinamente arrependido, passou aquela noite em oração e

do aos telespectadores do canal 141 da Sky, alcança mais de 30 mi- lhões de brasileiros, sem compu-

propôs deixar o mercado profis-

tar

a programação voltada para os

sional secular para servir como

hispanos. Todo esse avanço faz o

comunicador das boas-novas que

canal sonhar mais alto ainda para

o realcançaram. Foi preciso ape-

nas um dia para que, por inter- médio de uma amiga, mandasse seu currículo para a sede da Igre- ja Adventista em Belém, e fos- se contratado como assessor de imprensa. Depois de voltar para

a igreja, ele ainda recebeu a pro- posta para trabalhar numa emis- sora internacional especializada em esportes, mas rejeitou. Desde 2008, Marcos Daniel Peres é co- laborador da Revista Adventista

e da TV Novo Tempo, canal que

transmitiu esperança para ele.

este ano. Em 2010, a emissora preten-

de dar um grande salto jornalís-

tico. No início do mês, já estreou

um telejornal diário e ao vivo, com duração de meia hora, apresenta-

do

pela jornalista e coordenado-

ra

de jornalismo da Novo Tempo,

Betina Pinto. Para ela, a realiza- ção desse antigo sonho só acres- centará credibilidade ao canal.

O telejornal é focado na presta-

ção de serviços ao público e con-

ta com a participação do públi-

co por meio do portal (www.

38 Revista Adventista I março • 2010

pERu

Andar sobre as águas

Conheça a comunidade que vive

a fé adventista sobre

o lago mais alto do mundo, a 4 mil metros de altitude no Peru

co lucrativa e os artesanatos não saem toda hora. A situação piora se você decide guardar o sábado, já que não pode trabalhar nas co- operativas de pesca e fica excluí- do das de turismo, pois não vai co- mercializar a arte no dia sagrado. É mesmo com fé e perseverança que os adventistas ganham algum dinheiro em outras atividades, como buscar, de longe, as raízes para novas ilhas que se formam quando uma está super populosa ou uma briga impede a convivên- cia. Ainda assim, através do sinal da TV, que recebe a programação vinda da capital, Lima, a esperan- ça chega a essas famílias, que ga- nham um novo sentido para a vida e percebem algo muito além daquele mundo estreito. Foi o caso de Ilda e Aurélio, que moram ali desde sempre e desco- briram uma nova maneira de viver. Pais de duas filhas pequenas, o ca- sal assistiu ao projeto “Futuro com Esperança” pela TV, em sua igreji- nha flutuante. Hoje, ele reencon- trou sua vida e refez o casamento, mas teve lutas para sustentar a fa- mília. Como Deus é quem provê, Aurélio já está de trabalho novo na pesca e Ilda mantém seus afaze- res com bordados elaborados. En- trosados nos programas oficiais da igreja, esses irmãos de Los Uros aprendem com fé um novo signi- ficado de andar sobre as águas.

com fé um novo signi- ficado de andar sobre as águas. Batismo em uma das cinco

Batismo em uma das cinco igrejas adventistas flutuantes do lago Titicaca. os membros contam ainda com uma escola e antena da TV nuevo Tiempo

para dormir entre os nativos. A co- mida é à base de pequenos peixes pescados ao lado de casa e arroz.

Igrejas flutuantes – É nes- sa comunidade que descobrimos uma ilha de adventistas. Com suas roupas coloridas e faces queima- das por estarem alguns quilôme- tros mais próximos do sol, aquelas pessoas se pareciam com qual- quer outro carregando seu livro universal: a Bíblia. A música en- toava verdades do tipo: “Não im- porta de onde tu vens, se atrás do calvário estás. Se teu coração é como o meu, me dá a mão e meu amigo serás”. Em meio a outros hi- nos conhecidos e orações ajoelha-

dos, toda a equipe se sentiu estra- nhamente em casa. A cordialidade cristã é mesmo mundial, mesmo servindo chá de folha de coca, para dispersar o mal-estar. Lá, sobre as águas, funcionam cinco igrejas adventistas flutuan- tes, construídas com recursos dos voluntários do Maranatha Volun- teers, um grupo de irmãos norte- americanos engajados em construção de igrejas e es- colas ao redor do mundo. Numa delas sorrimos ao checar a antena da TV Novo Tempo, que mes- mo com a instabilidade fluvial recebe e transmite o sinal da esperança para famílias que em sua maio-

ria se destroem pela bebi- da e falta de perspectiva.

mite pensar em toda essa poesia lá em cima. O nosso destino era mes- mo o lago, o mais alto do mundo e atrativo cultural da região, que recebe turistas in- clinados a cumprir o mesmo ritual:

passear nos barquinhos de totora – uma planta nativa daquelas águas – e contemplar as pessoas que vivem há séculos em cima de ilhas flutu- antes, Los Uros.

Fabiana Bertotti

Colaboradora

Sempre achei que era um pouco de “manha” os jogadores de futebol reclamar dos jogos em países com

altitude de 2 mil ou 3 mil metros acima do nível do mar. Santa ig- norância! Em viagem ao Peru para gravar um documentário para a Igreja, visitamos a região de Puno, um dos primeiros locais a receber

o adventismo naquele país. Chegando ao aeroporto, a 3.840 metros, a falta de ar já podia ser sentida. Sede de uma associação,

a cidade é um emaranhado de ca-

sinhas amontoadas e sem pintu-

ra, que do alto da montanha mais parece um formigueiro. Contudo,

a beleza do lago Titicaca, que co-

meça naquela área, emoldura tudo com um brilho que fica ainda mais enaltecido no nascer do sol. Po- rém, o desconforto com a altitude acima dos 4 mil metros não per-

Surpresas – Na entrada, uma agradável surpresa para nossa equi- pe de filmagem: vimos a fachada de

uma escola adventista, com seu lo- gotipo inconfundível, embora es- tampando num casebre de madei-

ra que dava a ligeira sensação de se

mover. Logo descobrimos que não era sensação. Los Uros é composto por mais de 50 pequenas ilhas, em que grupos familiares formam co-

munidades. Em média, umas cinco famílias (pais, tios, avós) agrupam seus pedaços de solo, formado por um emaranhado de raízes e cober- to com os talos da totora, que ser- ve também de alimento e remédio. Eles fincam cordas no fun-

do do lago para que as ilhas

fiquem mais fixas. Tanto quanto é possível na água.

A casa, uma pequena ca-

bana, é feita também com

na água. A casa, uma pequena ca- bana, é feita também com A fé adventista é

A fé adventista é passada de pai para filho

a

planta onipresente por ali

Sim, muito bonito de

e

a cozinha fica sobre pe-

olhar, mas de perto a rea-

dras, ao ar livre. Tem até umas cabaninhas mais re- quintadas para os turistas que queiram pagar uns 20 soles, cerca de 13 dólares,

lidade de quem vive so- bre as águas não é colo- rida como a roupa que atrai os visitantes. A pes- ca é atividade dura e pou-

Pai de duas filhas pequenas, Aurélio, recém-

converso por influência do projeto “Futuro com Esperança”, procura na pesca uma alternativa para a sobrevivência da família. Conciliar

o trabalho com a fidelidade ao sábado não

é fácil em los Uros

39

Revista Adventista I março • 2010

Gente

 

Bodas de Diamante (60 anos)

um dos principais multiplicadores da campanha da entidade em 2009. Multiplicador é o agente que recebe treinamento e trabalha na captação de outros doadores. João represen- tou a campanha “Vida por Vidas”, que tem mobilizado anualmente muitos doadores do Planalto Cen- tral. Ao lado dele, a diretora da enti- dade, Maria de Fátima Brito Portela.

mento para professores da Associa- ção Mato-Grossense (AMT) no início

Do pastor Carlindo e milca oli-

Do pastor Carlindo e milca oli-

de

janeiro, quando recebeu os livros

Pedagogia Adventista e Tempo de Es-

perança. Jussara, que é autora de 12 livros e proprietária da editora Me- diação, disse que se identifica com

a

filosofia educacional adventista

quanto à adoção de um modelo mais formativo da avaliação e aprendiza- gem. Ela foi presenteada pelo profes-

veira, em Alto Caparaó, MG, pelo genro, o pastor José Sílvio Ferreira. O casal tem quatro filhas e dez ne- tos, sendo um deles o pastor Mar- den Eduardo Ferreira.

ne- tos, sendo um deles o pastor Mar- den Eduardo Ferreira. De nelson Alves e maria

De nelson Alves e maria Cândida, na Igreja Central de Rubim, MG, pelo neto, pastor Hugo Alves Portugal. O casal tem sete filhos e sete netos.

Zezé Di Camargo é presenteado com Tempo de Esperança

Zezé Di Camargo é presenteado com Tempo de Esperança Um grupo de pastores da Asso- ciação

Um grupo de pastores da Asso- ciação Brasil Central presenteou o cantor Zezé Di Camargo com o li- vro Tempo de Esperança. O contato missionário foi feito num aeropor- to de São Paulo enquanto os minis- tros aguardavam o voo de retorno para Goiânia. Na foto, o cantor e o pastor Ivair Calazans.

sor Henilson Erthal, diretor de educa- ção da AMT e pela professora Giselly

Zahn Erthal, orientadora educacional de um colégio de Cuiabá.

Marketing da Educação Adventista é destaque no MA

Zahn Erthal, orientadora educacional de um colégio de Cuiabá. Marketing da Educação Adventista é destaque no

Bodas de Ouro (50 anos)

De idelfonso e Valdíria olivei- ra, da Igreja de Farrapos, em Porto Alegre, RS. O casal tem seis filhos.

Especialista em educação recebe livros adventistas

Doador adventista é homenageado em Brasília

Doador adventista é homenageado em Brasília No fim de janeiro, a empresa de publicidade Globo Marketing

No fim de janeiro, a empresa de publicidade Globo Marketing en- tregou um prêmio em reconheci- mento às ações de divulgação da Educação Adventista no norte do Estado. A rede adventista ficou em primeiro lugar entre as 267 institui- ções de ensino fundamental e mé- dio de São Luís. A premiação foi resultado do investimento em es- trutura física, promoção de eventos para as famílias dos alunos e bom relacionamento com os veículos de comunicação.

e bom relacionamento com os veículos de comunicação. No fim do ano passado, o Hemo- centro

No fim do ano passado, o Hemo- centro de Brasília homenageou o adventista João nabes neto como

A renomada autora de livros da área pedagógica, Jussara hoffmann (ao centro), participou do treina-

Revistas de março

vida e saúde

Mil dietas – Elas cativam ao prometer solução rápida, mas podem

gerar doenças e

manter a pessoa acima do peso por mais tempo Tipo sanguíneo –

O alimento certo

depende do tipo de sangue que a

pessoa tem? Sono – Aprenda a dormir bem e acordar melhor ainda

nosso Amiguinho

Aprenda a dormir bem e acordar melhor ainda nosso Amiguinho Aventuras da turma – Que tal

Aventuras da turma – Que tal

uma saladinha hidropônica? Não sabe o que é isso? Prepare-se para

descobrir

Página da Luísa – Aprenda a reciclar,

fazendo um divertido brinquedo para se divertir com seus

amigos

Recortar & armar – A partir deste mês, montaremos um supermapa do Brasil

nosso Amiguinho Júnior

montaremos um supermapa do Brasil nosso Amiguinho Júnior Todo mundo tem medo de alguma coisa. E

Todo mundo tem medo de alguma coisa.

E você, tem medo de

quê? Sabe, algumas vezes, os medos não têm razão de existir; mas, outras vezes, eles podem até nos proteger de grandes problemas. Neste mês, coragem! Vamos enfrentar todos os medos

Neste mês, coragem! Vamos enfrentar todos os medos CD Jovem 2010 é lançado com kit multimídia
Neste mês, coragem! Vamos enfrentar todos os medos CD Jovem 2010 é lançado com kit multimídia
CD Jovem 2010 é lançado com kit multimídia A coletânea de músicas para os jovens
CD Jovem 2010 é lançado com kit multimídia
A coletânea de músicas para os jovens desse ano é um kit que conta com CD
vocal, faixas de multimídia e playback, DVD, e um guia de estudos bíblicos. A
iniciativa representa o desenvolvimento do
material, produzido desde 1992, na época, sob
o tema Brilha Jesus. A ideia para 2010 é traba-
lhar com o slogan Geração Esperança, e enfa-
tizar o envolvimento da juventude na missão.
Para promover a interação, foi desenvolvido
um site no qual você pode achar informações
e matérias adicionais (www.cdjovem.com.br).
Ao longo de quase duas décadas, as cole-
tâneas acompanharam o desenvolvimento
tecnológico: em 1995 a produção foi feita
em CD e, em 2004, era lançado o primei-
ro DVD específico. Músicos de peso como
Ariney Oliveira e Jader Santos já lideraram a pro-
dução, que hoje é conduzida por Lineu Soares e o
grupo Novo Tom. De modo geral, os hinos são ca-
racterizados por letras curtas,
fáceis de cantar, de tonalidade
agradável e que tenham uma
mensagem contemporânea.
É curioso notar também que algumas músicas e produ-
ções acabam perdurando mas do que outras, como: “O
poder do amor” e “Rumo ao Porto Seguro” (1999), “Qua-
se no Lar” (2001), “O melhor lugar do mundo”, “Teu po-
der” e “A Minha Esperança” (2003) e, “Falar com Deus” e
“Sou de Jesus” (2006). Isso talvez explique por que o CD
Rumo ao Porto Seguro (1999) foi o mais vendido até hoje.
O material pode ser adquirido no Serviço Educacio-
nal Lar e Saúde (SELS).

40 Revista Adventista I março • 2010