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Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

o

plano da obra

opiniões na imprensa internacional

primeiro volume

Na seção “Iconogra a”, Margaret Doody explora a complementaridade entre

edição brasileira, pela Cosac Naify, seguirá o plano original da obra, em cinco

A

volumes, publicada em italiano pela Einaudi em -. Em cada volume serão

palavras e imagens na caracterização das personagens romanescas, dos antigos

cultura do romance é o primeiro dos cinco volumes da série O romance. O

reproduzidos trechos das obras comentadas nos ensaios extraídos das melhores

 

“O mais crucial no projeto O romance é a ideia norteadora de ver a literatura de

A

papiros até o cinema de hoje, argumentando que a visualização responde à “curio-

A cultura do romance

pano de fundo é o surgimento da própria era moderna e do sujeito que lhe

sidade que o texto escrito não consegue satisfazer por inteiro”.

edições nacionais. O projeto grá co traz capas ilustradas com “livros-objetos”

maneira global, a m de libertar ‘o romance’ do seu núcleo de surgimento estrita-

O romance se faz espaço

correspondeu – processo histórico de longa duração que refratou de diferentes

mente moderno e ocidental, considerando ao invés como a forma sofreu mutações

criados especialmente por artistas plásticos ligados ao universo do livro e da

Narração e mentalidade

A

terceira parte, “Gente que escreve, gente que lê”, trata do par autor-leitor,

pelo mundo, e por quais razões.” (Emilie Bickerton, Bookforum)

mediado pelo romance, aqui entendido como forma que possibilita a a rmação

palavra impressa. Waltercio Caldas assina a capa do primeiro volume.

maneiras conforme a geogra a sócio-cultural mas exigiu uma cultura também

Gente que escreve, gente que lê

coleção fundamental sobre o romance

ela nova, em que o romance teve um papel fundamental.

do

Narrar a modernidade

indivíduo moderno em todos os seus dramas internos ou diante de realidades

o projeto

Cosac Naify lança obra de fôlego em cinco volumes sobre

Sua forma aberta e livre tinha até então um caráter recessivo no vasto

que desconhece (e que passa a conhecer quando viaja por terras distantes). Um

“[Franco Moretti] é um crítico literário raro, que atrai bastante atenção pública,

o gênero ficcional mais importante da modernidade



por uma boa razão: poucos como ele estão decididos em repensar a maneira pela

conjunto das formas xas que predominou na literatura antiga e medieval, mas

 e

segundo bloco focaliza a in uência do romance na constituição de uma voz

As formas (Lançamento previsto: junho 2010)

qual falamos de literatura… Não há duvida de que ainda se falará desses volumes

foi O

feminina e no comportamento amoroso. A seção “Leituras”, de um sabor quase

projeto tem como pressuposto a ideia de uma literatura verdadeiramente

pelos próximos vinte e cinco anos”. (Eric Bluson, Times Literary Supplement)

brir mais diverso e complexo. Basta pensar que Dom Quixote é contemporâneo

mundial e a forma-romance, livre e aberta, como o gênero que, ao longo do tempo,

arqueológico, apresenta livros que foram bestsellers em determinadas épocas e

em m de contas a mais apta a se a rmar num mundo que passava a se desco-

Os gêneros literários

A escrita romanesca

dos grandes descobrimentos.

melhor se disseminou pelas mais variadas tradições literárias, com ricas gradações

hoje são apenas títulos esquecidos em bibliotecas.

Alto e baixo

entre o popular e o erudito. O duplo alargamento do ponto de vista – no tempo e no

O romance é um esforço para capturar o grande animal feito de palavras que

Na quarta parte são explorados os ambientes que levaram o gênero às suas

volume é dividido em quatro partes. A primeira, “O romance se faz espaço”

O

Limites incertos

chamamos de Romance. A estratégia de caça empregada por Franco Moretti e

espaço – relativiza sobretudo dois dos lugares-comuns mais associados ao romance:

virtualidades máximas: o universo burguês, com seus valores e contradições; a

inicia-se com um ensaio do antropólogo Jack Goody que revela ser o ato de narrar

franco moretti

 

cidade moderna; a linguagem como instrumento de sondagem do desconhecido

o

O

seus colaboradores revela-se complexa e articulada mas ao mesmo tempo oblíqua

histórias um fato bem menos universal do que se imagina. Esse é um dos muitos

traço ocidental e burguês. Sem negá-los, a obra apresenta inúmeras nuances que

romance constitui a mais inovadora, abrangente e aprofundada obra sobre

História e geogra a

A cultura do romance

Poligênese

aquele que é, da literatura de nosso tempo, o gênero representativo por excelência.

dizem respeito à relação com gêneros literários precedentes, com a geogra a

e no

obstáculos à a rmação do romance, exempli cados nos demais ensaios por

eu, na cultura e no mundo; e, por m, a onipresença das imagens que dá o tom

diversi cada. Um trabalho meramente sistemático não poderia jamais tratar

desse assunto. E nem uma abordagem completamente anárquica. Esse trabalho

do

literária e também com a a rmação de atores sociais, sensibilidades modernas

uma tradição cultural refratária à cção pura e simples (China) e pelos

Coordenada por Franco Moretti, reúne contribuições de Fredric Jameson, Mario

presente e do qual o cinema foi a primeira manifestação de massas. A seção

A aceleração europeia

constrangimentos opostos por duas instituições basilares do Ocidente (a Igreja

“Leituras” destaca os “experimentos com a forma” de grandes romances modernistas.

Vargas Llosa, Jack Goody, Claudio Magris, Perry Anderson, Alfonso Berardinelli,

está destinado a ocupar um lugar importante entre as re exões contemporâneas

Tradução denise bottmann

e línguas nacionais.

Em direção à literatura mundial

Capa waltercio caldas

não super ciais, especializados mas legíveis e acessíveis. Mais do que tudo, O

Cervantes, Dostoiévski e Proust. Personagens como Robinson Crusoé, Madame

© cosac naify, 2009

  Temas, lugares, heróis

Schwarz e outros  colaboradores de  instituições do mundo inteiro.

mais variados.

romance estimula o desejo de cada um de nós de ler e reler obras literárias.”

dos mais renomados romancistas da atualidade. Mario Vargas Llosa pergunta: “É

Magnus Enzensberger, Benedict Anderson, Hayden White, Umberto Eco, Roberto

religioso-moral enfrentados pelo gênero ao longo do tempo em tribunais os

sobre o romance e sobre formas narrativas em geral. Os ensaios são ágeis mas

católica e a escola). Por m, Walter Siti dá um panorama das acusações de teor

Esse amplo conjunto é precedido e fechado por ensaios especulares de dois

Beatriz Sarlo, Luiz Costa Lima, Peter Burke, Hans Ulrich Gumbrecht, Hans

Futuro passado

Ao longo dos cinco volumes o leitor reencontrará autores como Homero,

possível pensar o mundo moderno sem o romance?” E Claudio Magris indaga:

Bovary, Brás Cubas e Stephen Dedalus. E viajará pela França do Absolutismo,

(Dario Voltolini, La Stampa)

pela Inglaterra das primeiras fábricas e pela Rússia da revolução. Mas descobrirá

Em , a edição em língua inglesa, abreviada em dois volumes, foi saudada

também um sem número de escritores quase anônimos, bestsellers perdidos no

mente articulada, é “não”.

tam que a abertura para os novos mundos que se ofereciam ao conhecimento do

“O romance é concebível sem o mundo moderno?” A resposta de ambos, diversa-

Na segunda parte, “Narração e mentalidade”, os dois ensaios iniciais argumen-

A longa duração

Temas

tempo, personagens fora de esquadro e tradições literárias, tênues ou consolidadas,

sucedidos em fazer do estudo do romance – senão de todo o campo dos ‘estudos

as

simples manuais: oferecem ensaios que levam a múltiplas direções e examinam

relações entre a cção e a realidade. Mutação que abriu caminho para a

estranhas ao Ocidente. Aos grandes panoramas temáticos combinam-se análises

problemas e questões fundamentais. Fazem um balanço atual dos estudos em

literários’ – algo ‘historicamente mais longo, geogra camente mais extenso e literari-

de romances especí cos. Em cada volume, a seção “Iconogra a” apresenta as

línguas nacionais, objetos dos demais ensaios. A seção “Leituras” tem como

 

amente mais profundo’ que antes ou que qualquer estudioso, por si só, poderia

curso e estabelecem um horizonte analítico para a cultura contemporânea de

diversas facetas que o universo do romance estabeleceu com a cultura visual. De

tônica a constituição da “paisagem interior” descortinada pelo romance através

ponta.” (Giulio Ferrot, L’Unità)

fazê-lo” (David Trotter, London Review of Books).

todos esses cruzamentos, resulta uma obra ímpar, que será referência tanto para

de

estudiosos quanto para os amantes da literatura.

dever, o desejo, a culpa e o ciúme, sem os quais é impossível caracterizar esse

espaço de novas possibilidades para o homem.

Lugares

“Esses volumes interessantes e úteis não constituem apenas humildes e

como um verdadeiro acontecimento. “Moretti e seus colaboradores foram bem

homem ocidental é assinalada por uma mudança do próprio modo de considerar

Heróis

a rmação do romance como gênero do indivíduo moderno, dos Estados e das

Lições

sentimentos como a melancolia, a ambição, o sentimentalismo, a bondade, o

todos os direitos reservados. reproduzir somente com citação da fonte

3

4

4

5

5

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

o

plano da obra

opiniões na imprensa internacional

primeiro volume

Na seção “Iconogra a”, Margaret Doody explora a complementaridade entre

edição brasileira, pela Cosac Naify, seguirá o plano original da obra, em cinco

A

volumes, publicada em italiano pela Einaudi em -. Em cada volume serão

palavras e imagens na caracterização das personagens romanescas, dos antigos

cultura do romance é o primeiro dos cinco volumes da série O romance. O

reproduzidos trechos das obras comentadas nos ensaios extraídos das melhores

 

“O mais crucial no projeto O romance é a ideia norteadora de ver a literatura de

A

papiros até o cinema de hoje, argumentando que a visualização responde à “curio-

A cultura do romance

pano de fundo é o surgimento da própria era moderna e do sujeito que lhe

sidade que o texto escrito não consegue satisfazer por inteiro”.

edições nacionais. O projeto grá co traz capas ilustradas com “livros-objetos”

maneira global, a m de libertar ‘o romance’ do seu núcleo de surgimento estrita-

O romance se faz espaço

correspondeu – processo histórico de longa duração que refratou de diferentes

mente moderno e ocidental, considerando ao invés como a forma sofreu mutações

criados especialmente por artistas plásticos ligados ao universo do livro e da

Narração e mentalidade

A

terceira parte, “Gente que escreve, gente que lê”, trata do par autor-leitor,

pelo mundo, e por quais razões.” (Emilie Bickerton, Bookforum)

mediado pelo romance, aqui entendido como forma que possibilita a a rmação

palavra impressa. Waltercio Caldas assina a capa do primeiro volume.

maneiras conforme a geogra a sócio-cultural mas exigiu uma cultura também

Gente que escreve, gente que lê

coleção fundamental sobre o romance

ela nova, em que o romance teve um papel fundamental.

do

Narrar a modernidade

indivíduo moderno em todos os seus dramas internos ou diante de realidades

o projeto

Cosac Naify lança obra de fôlego em cinco volumes sobre

Sua forma aberta e livre tinha até então um caráter recessivo no vasto

que desconhece (e que passa a conhecer quando viaja por terras distantes). Um

“[Franco Moretti] é um crítico literário raro, que atrai bastante atenção pública,

o gênero ficcional mais importante da modernidade



por uma boa razão: poucos como ele estão decididos em repensar a maneira pela

conjunto das formas xas que predominou na literatura antiga e medieval, mas

 e

segundo bloco focaliza a in uência do romance na constituição de uma voz

As formas (Lançamento previsto: junho 2010)

qual falamos de literatura… Não há duvida de que ainda se falará desses volumes

foi O

feminina e no comportamento amoroso. A seção “Leituras”, de um sabor quase

projeto tem como pressuposto a ideia de uma literatura verdadeiramente

pelos próximos vinte e cinco anos”. (Eric Bluson, Times Literary Supplement)

brir mais diverso e complexo. Basta pensar que Dom Quixote é contemporâneo

mundial e a forma-romance, livre e aberta, como o gênero que, ao longo do tempo,

arqueológico, apresenta livros que foram bestsellers em determinadas épocas e

em m de contas a mais apta a se a rmar num mundo que passava a se desco-

Os gêneros literários

A escrita romanesca

dos grandes descobrimentos.

melhor se disseminou pelas mais variadas tradições literárias, com ricas gradações

hoje são apenas títulos esquecidos em bibliotecas.

Alto e baixo

entre o popular e o erudito. O duplo alargamento do ponto de vista – no tempo e no

O romance é um esforço para capturar o grande animal feito de palavras que

Na quarta parte são explorados os ambientes que levaram o gênero às suas

volume é dividido em quatro partes. A primeira, “O romance se faz espaço”

O

Limites incertos

chamamos de Romance. A estratégia de caça empregada por Franco Moretti e

espaço – relativiza sobretudo dois dos lugares-comuns mais associados ao romance:

virtualidades máximas: o universo burguês, com seus valores e contradições; a

inicia-se com um ensaio do antropólogo Jack Goody que revela ser o ato de narrar

franco moretti

 

cidade moderna; a linguagem como instrumento de sondagem do desconhecido

o

O

seus colaboradores revela-se complexa e articulada mas ao mesmo tempo oblíqua

histórias um fato bem menos universal do que se imagina. Esse é um dos muitos

traço ocidental e burguês. Sem negá-los, a obra apresenta inúmeras nuances que

romance constitui a mais inovadora, abrangente e aprofundada obra sobre

História e geogra a

A cultura do romance

Poligênese

aquele que é, da literatura de nosso tempo, o gênero representativo por excelência.

dizem respeito à relação com gêneros literários precedentes, com a geogra a

e no

obstáculos à a rmação do romance, exempli cados nos demais ensaios por

eu, na cultura e no mundo; e, por m, a onipresença das imagens que dá o tom

diversi cada. Um trabalho meramente sistemático não poderia jamais tratar

desse assunto. E nem uma abordagem completamente anárquica. Esse trabalho

do

literária e também com a a rmação de atores sociais, sensibilidades modernas

uma tradição cultural refratária à cção pura e simples (China) e pelos

Coordenada por Franco Moretti, reúne contribuições de Fredric Jameson, Mario

presente e do qual o cinema foi a primeira manifestação de massas. A seção

A aceleração europeia

constrangimentos opostos por duas instituições basilares do Ocidente (a Igreja

“Leituras” destaca os “experimentos com a forma” de grandes romances modernistas.

Vargas Llosa, Jack Goody, Claudio Magris, Perry Anderson, Alfonso Berardinelli,

está destinado a ocupar um lugar importante entre as re exões contemporâneas

Tradução denise bottmann

e línguas nacionais.

Em direção à literatura mundial

Capa waltercio caldas

não super ciais, especializados mas legíveis e acessíveis. Mais do que tudo, O

Cervantes, Dostoiévski e Proust. Personagens como Robinson Crusoé, Madame

© cosac naify, 2009

  Temas, lugares, heróis

Schwarz e outros  colaboradores de  instituições do mundo inteiro.

mais variados.

romance estimula o desejo de cada um de nós de ler e reler obras literárias.”

dos mais renomados romancistas da atualidade. Mario Vargas Llosa pergunta: “É

Magnus Enzensberger, Benedict Anderson, Hayden White, Umberto Eco, Roberto

religioso-moral enfrentados pelo gênero ao longo do tempo em tribunais os

sobre o romance e sobre formas narrativas em geral. Os ensaios são ágeis mas

católica e a escola). Por m, Walter Siti dá um panorama das acusações de teor

Esse amplo conjunto é precedido e fechado por ensaios especulares de dois

Beatriz Sarlo, Luiz Costa Lima, Peter Burke, Hans Ulrich Gumbrecht, Hans

Futuro passado

Ao longo dos cinco volumes o leitor reencontrará autores como Homero,

possível pensar o mundo moderno sem o romance?” E Claudio Magris indaga:

Bovary, Brás Cubas e Stephen Dedalus. E viajará pela França do Absolutismo,

(Dario Voltolini, La Stampa)

pela Inglaterra das primeiras fábricas e pela Rússia da revolução. Mas descobrirá

Em , a edição em língua inglesa, abreviada em dois volumes, foi saudada

também um sem número de escritores quase anônimos, bestsellers perdidos no

mente articulada, é “não”.

tam que a abertura para os novos mundos que se ofereciam ao conhecimento do

“O romance é concebível sem o mundo moderno?” A resposta de ambos, diversa-

Na segunda parte, “Narração e mentalidade”, os dois ensaios iniciais argumen-

A longa duração

Temas

tempo, personagens fora de esquadro e tradições literárias, tênues ou consolidadas,

sucedidos em fazer do estudo do romance – senão de todo o campo dos ‘estudos

as

simples manuais: oferecem ensaios que levam a múltiplas direções e examinam

relações entre a cção e a realidade. Mutação que abriu caminho para a

estranhas ao Ocidente. Aos grandes panoramas temáticos combinam-se análises

problemas e questões fundamentais. Fazem um balanço atual dos estudos em

literários’ – algo ‘historicamente mais longo, geogra camente mais extenso e literari-

de romances especí cos. Em cada volume, a seção “Iconogra a” apresenta as

línguas nacionais, objetos dos demais ensaios. A seção “Leituras” tem como

 

amente mais profundo’ que antes ou que qualquer estudioso, por si só, poderia

curso e estabelecem um horizonte analítico para a cultura contemporânea de

diversas facetas que o universo do romance estabeleceu com a cultura visual. De

tônica a constituição da “paisagem interior” descortinada pelo romance através

ponta.” (Giulio Ferrot, L’Unità)

fazê-lo” (David Trotter, London Review of Books).

todos esses cruzamentos, resulta uma obra ímpar, que será referência tanto para

de

estudiosos quanto para os amantes da literatura.

dever, o desejo, a culpa e o ciúme, sem os quais é impossível caracterizar esse

espaço de novas possibilidades para o homem.

Lugares

“Esses volumes interessantes e úteis não constituem apenas humildes e

como um verdadeiro acontecimento. “Moretti e seus colaboradores foram bem

homem ocidental é assinalada por uma mudança do próprio modo de considerar

Heróis

a rmação do romance como gênero do indivíduo moderno, dos Estados e das

Lições

sentimentos como a melancolia, a ambição, o sentimentalismo, a bondade, o

todos os direitos reservados. reproduzir somente com citação da fonte

3

4

4

5

5

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

o

plano da obra

opiniões na imprensa internacional

primeiro volume

Na seção “Iconogra a”, Margaret Doody explora a complementaridade entre

edição brasileira, pela Cosac Naify, seguirá o plano original da obra, em cinco

A

volumes, publicada em italiano pela Einaudi em -. Em cada volume serão

palavras e imagens na caracterização das personagens romanescas, dos antigos

cultura do romance é o primeiro dos cinco volumes da série O romance. O

reproduzidos trechos das obras comentadas nos ensaios extraídos das melhores

 

“O mais crucial no projeto O romance é a ideia norteadora de ver a literatura de

A

papiros até o cinema de hoje, argumentando que a visualização responde à “curio-

A cultura do romance

pano de fundo é o surgimento da própria era moderna e do sujeito que lhe

sidade que o texto escrito não consegue satisfazer por inteiro”.

edições nacionais. O projeto grá co traz capas ilustradas com “livros-objetos”

maneira global, a m de libertar ‘o romance’ do seu núcleo de surgimento estrita-

O romance se faz espaço

correspondeu – processo histórico de longa duração que refratou de diferentes

mente moderno e ocidental, considerando ao invés como a forma sofreu mutações

criados especialmente por artistas plásticos ligados ao universo do livro e da

Narração e mentalidade

A

terceira parte, “Gente que escreve, gente que lê”, trata do par autor-leitor,

pelo mundo, e por quais razões.” (Emilie Bickerton, Bookforum)

mediado pelo romance, aqui entendido como forma que possibilita a a rmação

palavra impressa. Waltercio Caldas assina a capa do primeiro volume.

maneiras conforme a geogra a sócio-cultural mas exigiu uma cultura também

Gente que escreve, gente que lê

coleção fundamental sobre o romance

ela nova, em que o romance teve um papel fundamental.

do

Narrar a modernidade

indivíduo moderno em todos os seus dramas internos ou diante de realidades

o projeto

Cosac Naify lança obra de fôlego em cinco volumes sobre

Sua forma aberta e livre tinha até então um caráter recessivo no vasto

que desconhece (e que passa a conhecer quando viaja por terras distantes). Um

“[Franco Moretti] é um crítico literário raro, que atrai bastante atenção pública,

o gênero ficcional mais importante da modernidade



por uma boa razão: poucos como ele estão decididos em repensar a maneira pela

conjunto das formas xas que predominou na literatura antiga e medieval, mas

 e

segundo bloco focaliza a in uência do romance na constituição de uma voz

As formas (Lançamento previsto: junho 2010)

qual falamos de literatura… Não há duvida de que ainda se falará desses volumes

foi O

feminina e no comportamento amoroso. A seção “Leituras”, de um sabor quase

projeto tem como pressuposto a ideia de uma literatura verdadeiramente

pelos próximos vinte e cinco anos”. (Eric Bluson, Times Literary Supplement)

brir mais diverso e complexo. Basta pensar que Dom Quixote é contemporâneo

mundial e a forma-romance, livre e aberta, como o gênero que, ao longo do tempo,

arqueológico, apresenta livros que foram bestsellers em determinadas épocas e

em m de contas a mais apta a se a rmar num mundo que passava a se desco-

Os gêneros literários

A escrita romanesca

dos grandes descobrimentos.

melhor se disseminou pelas mais variadas tradições literárias, com ricas gradações

hoje são apenas títulos esquecidos em bibliotecas.

Alto e baixo

entre o popular e o erudito. O duplo alargamento do ponto de vista – no tempo e no

O romance é um esforço para capturar o grande animal feito de palavras que

Na quarta parte são explorados os ambientes que levaram o gênero às suas

volume é dividido em quatro partes. A primeira, “O romance se faz espaço”

O

Limites incertos

chamamos de Romance. A estratégia de caça empregada por Franco Moretti e

espaço – relativiza sobretudo dois dos lugares-comuns mais associados ao romance:

virtualidades máximas: o universo burguês, com seus valores e contradições; a

inicia-se com um ensaio do antropólogo Jack Goody que revela ser o ato de narrar

franco moretti

 

cidade moderna; a linguagem como instrumento de sondagem do desconhecido

o

O

seus colaboradores revela-se complexa e articulada mas ao mesmo tempo oblíqua

histórias um fato bem menos universal do que se imagina. Esse é um dos muitos

traço ocidental e burguês. Sem negá-los, a obra apresenta inúmeras nuances que

romance constitui a mais inovadora, abrangente e aprofundada obra sobre

História e geogra a

A cultura do romance

Poligênese

aquele que é, da literatura de nosso tempo, o gênero representativo por excelência.

dizem respeito à relação com gêneros literários precedentes, com a geogra a

e no

obstáculos à a rmação do romance, exempli cados nos demais ensaios por

eu, na cultura e no mundo; e, por m, a onipresença das imagens que dá o tom

diversi cada. Um trabalho meramente sistemático não poderia jamais tratar

desse assunto. E nem uma abordagem completamente anárquica. Esse trabalho

do

literária e também com a a rmação de atores sociais, sensibilidades modernas

uma tradição cultural refratária à cção pura e simples (China) e pelos

Coordenada por Franco Moretti, reúne contribuições de Fredric Jameson, Mario

presente e do qual o cinema foi a primeira manifestação de massas. A seção

A aceleração europeia

constrangimentos opostos por duas instituições basilares do Ocidente (a Igreja

“Leituras” destaca os “experimentos com a forma” de grandes romances modernistas.

Vargas Llosa, Jack Goody, Claudio Magris, Perry Anderson, Alfonso Berardinelli,

está destinado a ocupar um lugar importante entre as re exões contemporâneas

Tradução denise bottmann

e línguas nacionais.

Em direção à literatura mundial

Capa waltercio caldas

não super ciais, especializados mas legíveis e acessíveis. Mais do que tudo, O

Cervantes, Dostoiévski e Proust. Personagens como Robinson Crusoé, Madame

© cosac naify, 2009

  Temas, lugares, heróis

Schwarz e outros  colaboradores de  instituições do mundo inteiro.

mais variados.

romance estimula o desejo de cada um de nós de ler e reler obras literárias.”

dos mais renomados romancistas da atualidade. Mario Vargas Llosa pergunta: “É

Magnus Enzensberger, Benedict Anderson, Hayden White, Umberto Eco, Roberto

religioso-moral enfrentados pelo gênero ao longo do tempo em tribunais os

sobre o romance e sobre formas narrativas em geral. Os ensaios são ágeis mas

católica e a escola). Por m, Walter Siti dá um panorama das acusações de teor

Esse amplo conjunto é precedido e fechado por ensaios especulares de dois

Beatriz Sarlo, Luiz Costa Lima, Peter Burke, Hans Ulrich Gumbrecht, Hans

Futuro passado

Ao longo dos cinco volumes o leitor reencontrará autores como Homero,

possível pensar o mundo moderno sem o romance?” E Claudio Magris indaga:

Bovary, Brás Cubas e Stephen Dedalus. E viajará pela França do Absolutismo,

(Dario Voltolini, La Stampa)

pela Inglaterra das primeiras fábricas e pela Rússia da revolução. Mas descobrirá

Em , a edição em língua inglesa, abreviada em dois volumes, foi saudada

também um sem número de escritores quase anônimos, bestsellers perdidos no

mente articulada, é “não”.

tam que a abertura para os novos mundos que se ofereciam ao conhecimento do

“O romance é concebível sem o mundo moderno?” A resposta de ambos, diversa-

Na segunda parte, “Narração e mentalidade”, os dois ensaios iniciais argumen-

A longa duração

Temas

tempo, personagens fora de esquadro e tradições literárias, tênues ou consolidadas,

sucedidos em fazer do estudo do romance – senão de todo o campo dos ‘estudos

as

simples manuais: oferecem ensaios que levam a múltiplas direções e examinam

relações entre a cção e a realidade. Mutação que abriu caminho para a

estranhas ao Ocidente. Aos grandes panoramas temáticos combinam-se análises

problemas e questões fundamentais. Fazem um balanço atual dos estudos em

literários’ – algo ‘historicamente mais longo, geogra camente mais extenso e literari-

de romances especí cos. Em cada volume, a seção “Iconogra a” apresenta as

línguas nacionais, objetos dos demais ensaios. A seção “Leituras” tem como

 

amente mais profundo’ que antes ou que qualquer estudioso, por si só, poderia

curso e estabelecem um horizonte analítico para a cultura contemporânea de

diversas facetas que o universo do romance estabeleceu com a cultura visual. De

tônica a constituição da “paisagem interior” descortinada pelo romance através

ponta.” (Giulio Ferrot, L’Unità)

fazê-lo” (David Trotter, London Review of Books).

todos esses cruzamentos, resulta uma obra ímpar, que será referência tanto para

de

estudiosos quanto para os amantes da literatura.

dever, o desejo, a culpa e o ciúme, sem os quais é impossível caracterizar esse

espaço de novas possibilidades para o homem.

Lugares

“Esses volumes interessantes e úteis não constituem apenas humildes e

como um verdadeiro acontecimento. “Moretti e seus colaboradores foram bem

homem ocidental é assinalada por uma mudança do próprio modo de considerar

Heróis

a rmação do romance como gênero do indivíduo moderno, dos Estados e das

Lições

sentimentos como a melancolia, a ambição, o sentimentalismo, a bondade, o

todos os direitos reservados. reproduzir somente com citação da fonte

3

4

4

5

5

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

o

plano da obra

opiniões na imprensa internacional

primeiro volume

Na seção “Iconogra a”, Margaret Doody explora a complementaridade entre

edição brasileira, pela Cosac Naify, seguirá o plano original da obra, em cinco

A

volumes, publicada em italiano pela Einaudi em -. Em cada volume serão

palavras e imagens na caracterização das personagens romanescas, dos antigos

cultura do romance é o primeiro dos cinco volumes da série O romance. O

reproduzidos trechos das obras comentadas nos ensaios extraídos das melhores

 

“O mais crucial no projeto O romance é a ideia norteadora de ver a literatura de

A

papiros até o cinema de hoje, argumentando que a visualização responde à “curio-

A cultura do romance

pano de fundo é o surgimento da própria era moderna e do sujeito que lhe

sidade que o texto escrito não consegue satisfazer por inteiro”.

edições nacionais. O projeto grá co traz capas ilustradas com “livros-objetos”

maneira global, a m de libertar ‘o romance’ do seu núcleo de surgimento estrita-

O romance se faz espaço

correspondeu – processo histórico de longa duração que refratou de diferentes

mente moderno e ocidental, considerando ao invés como a forma sofreu mutações

criados especialmente por artistas plásticos ligados ao universo do livro e da

Narração e mentalidade

A

terceira parte, “Gente que escreve, gente que lê”, trata do par autor-leitor,

pelo mundo, e por quais razões.” (Emilie Bickerton, Bookforum)

mediado pelo romance, aqui entendido como forma que possibilita a a rmação

palavra impressa. Waltercio Caldas assina a capa do primeiro volume.

maneiras conforme a geogra a sócio-cultural mas exigiu uma cultura também

Gente que escreve, gente que lê

coleção fundamental sobre o romance

ela nova, em que o romance teve um papel fundamental.

do

Narrar a modernidade

indivíduo moderno em todos os seus dramas internos ou diante de realidades

o projeto

Cosac Naify lança obra de fôlego em cinco volumes sobre

Sua forma aberta e livre tinha até então um caráter recessivo no vasto

que desconhece (e que passa a conhecer quando viaja por terras distantes). Um

“[Franco Moretti] é um crítico literário raro, que atrai bastante atenção pública,

o gênero ficcional mais importante da modernidade



por uma boa razão: poucos como ele estão decididos em repensar a maneira pela

conjunto das formas xas que predominou na literatura antiga e medieval, mas

 e

segundo bloco focaliza a in uência do romance na constituição de uma voz

As formas (Lançamento previsto: junho 2010)

qual falamos de literatura… Não há duvida de que ainda se falará desses volumes

foi O

feminina e no comportamento amoroso. A seção “Leituras”, de um sabor quase

projeto tem como pressuposto a ideia de uma literatura verdadeiramente

pelos próximos vinte e cinco anos”. (Eric Bluson, Times Literary Supplement)

brir mais diverso e complexo. Basta pensar que Dom Quixote é contemporâneo

mundial e a forma-romance, livre e aberta, como o gênero que, ao longo do tempo,

arqueológico, apresenta livros que foram bestsellers em determinadas épocas e

em m de contas a mais apta a se a rmar num mundo que passava a se desco-

Os gêneros literários

A escrita romanesca

dos grandes descobrimentos.

melhor se disseminou pelas mais variadas tradições literárias, com ricas gradações

hoje são apenas títulos esquecidos em bibliotecas.

Alto e baixo

entre o popular e o erudito. O duplo alargamento do ponto de vista – no tempo e no

O romance é um esforço para capturar o grande animal feito de palavras que

Na quarta parte são explorados os ambientes que levaram o gênero às suas

volume é dividido em quatro partes. A primeira, “O romance se faz espaço”

O

Limites incertos

chamamos de Romance. A estratégia de caça empregada por Franco Moretti e

espaço – relativiza sobretudo dois dos lugares-comuns mais associados ao romance:

virtualidades máximas: o universo burguês, com seus valores e contradições; a

inicia-se com um ensaio do antropólogo Jack Goody que revela ser o ato de narrar

franco moretti

 

cidade moderna; a linguagem como instrumento de sondagem do desconhecido

o

O

seus colaboradores revela-se complexa e articulada mas ao mesmo tempo oblíqua

histórias um fato bem menos universal do que se imagina. Esse é um dos muitos

traço ocidental e burguês. Sem negá-los, a obra apresenta inúmeras nuances que

romance constitui a mais inovadora, abrangente e aprofundada obra sobre

História e geogra a

A cultura do romance

Poligênese

aquele que é, da literatura de nosso tempo, o gênero representativo por excelência.

dizem respeito à relação com gêneros literários precedentes, com a geogra a

e no

obstáculos à a rmação do romance, exempli cados nos demais ensaios por

eu, na cultura e no mundo; e, por m, a onipresença das imagens que dá o tom

diversi cada. Um trabalho meramente sistemático não poderia jamais tratar

desse assunto. E nem uma abordagem completamente anárquica. Esse trabalho

do

literária e também com a a rmação de atores sociais, sensibilidades modernas

uma tradição cultural refratária à cção pura e simples (China) e pelos

Coordenada por Franco Moretti, reúne contribuições de Fredric Jameson, Mario

presente e do qual o cinema foi a primeira manifestação de massas. A seção

A aceleração europeia

constrangimentos opostos por duas instituições basilares do Ocidente (a Igreja

“Leituras” destaca os “experimentos com a forma” de grandes romances modernistas.

Vargas Llosa, Jack Goody, Claudio Magris, Perry Anderson, Alfonso Berardinelli,

está destinado a ocupar um lugar importante entre as re exões contemporâneas

Tradução denise bottmann

e línguas nacionais.

Em direção à literatura mundial

Capa waltercio caldas

não super ciais, especializados mas legíveis e acessíveis. Mais do que tudo, O

Cervantes, Dostoiévski e Proust. Personagens como Robinson Crusoé, Madame

© cosac naify, 2009

  Temas, lugares, heróis

Schwarz e outros  colaboradores de  instituições do mundo inteiro.

mais variados.

romance estimula o desejo de cada um de nós de ler e reler obras literárias.”

dos mais renomados romancistas da atualidade. Mario Vargas Llosa pergunta: “É

Magnus Enzensberger, Benedict Anderson, Hayden White, Umberto Eco, Roberto

religioso-moral enfrentados pelo gênero ao longo do tempo em tribunais os

sobre o romance e sobre formas narrativas em geral. Os ensaios são ágeis mas

católica e a escola). Por m, Walter Siti dá um panorama das acusações de teor

Esse amplo conjunto é precedido e fechado por ensaios especulares de dois

Beatriz Sarlo, Luiz Costa Lima, Peter Burke, Hans Ulrich Gumbrecht, Hans

Futuro passado

Ao longo dos cinco volumes o leitor reencontrará autores como Homero,

possível pensar o mundo moderno sem o romance?” E Claudio Magris indaga:

Bovary, Brás Cubas e Stephen Dedalus. E viajará pela França do Absolutismo,

(Dario Voltolini, La Stampa)

pela Inglaterra das primeiras fábricas e pela Rússia da revolução. Mas descobrirá

Em , a edição em língua inglesa, abreviada em dois volumes, foi saudada

também um sem número de escritores quase anônimos, bestsellers perdidos no

mente articulada, é “não”.

tam que a abertura para os novos mundos que se ofereciam ao conhecimento do

“O romance é concebível sem o mundo moderno?” A resposta de ambos, diversa-

Na segunda parte, “Narração e mentalidade”, os dois ensaios iniciais argumen-

A longa duração

Temas

tempo, personagens fora de esquadro e tradições literárias, tênues ou consolidadas,

sucedidos em fazer do estudo do romance – senão de todo o campo dos ‘estudos

as

simples manuais: oferecem ensaios que levam a múltiplas direções e examinam

relações entre a cção e a realidade. Mutação que abriu caminho para a

estranhas ao Ocidente. Aos grandes panoramas temáticos combinam-se análises

problemas e questões fundamentais. Fazem um balanço atual dos estudos em

literários’ – algo ‘historicamente mais longo, geogra camente mais extenso e literari-

de romances especí cos. Em cada volume, a seção “Iconogra a” apresenta as

línguas nacionais, objetos dos demais ensaios. A seção “Leituras” tem como

 

amente mais profundo’ que antes ou que qualquer estudioso, por si só, poderia

curso e estabelecem um horizonte analítico para a cultura contemporânea de

diversas facetas que o universo do romance estabeleceu com a cultura visual. De

tônica a constituição da “paisagem interior” descortinada pelo romance através

ponta.” (Giulio Ferrot, L’Unità)

fazê-lo” (David Trotter, London Review of Books).

todos esses cruzamentos, resulta uma obra ímpar, que será referência tanto para

de

estudiosos quanto para os amantes da literatura.

dever, o desejo, a culpa e o ciúme, sem os quais é impossível caracterizar esse

espaço de novas possibilidades para o homem.

Lugares

“Esses volumes interessantes e úteis não constituem apenas humildes e

como um verdadeiro acontecimento. “Moretti e seus colaboradores foram bem

homem ocidental é assinalada por uma mudança do próprio modo de considerar

Heróis

a rmação do romance como gênero do indivíduo moderno, dos Estados e das

Lições

sentimentos como a melancolia, a ambição, o sentimentalismo, a bondade, o

todos os direitos reservados. reproduzir somente com citação da fonte

3

4

4

5

5

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

o

plano da obra

opiniões na imprensa internacional

primeiro volume

Na seção “Iconogra a”, Margaret Doody explora a complementaridade entre

edição brasileira, pela Cosac Naify, seguirá o plano original da obra, em cinco

A

volumes, publicada em italiano pela Einaudi em -. Em cada volume serão

palavras e imagens na caracterização das personagens romanescas, dos antigos

cultura do romance é o primeiro dos cinco volumes da série O romance. O

reproduzidos trechos das obras comentadas nos ensaios extraídos das melhores

 

“O mais crucial no projeto O romance é a ideia norteadora de ver a literatura de

A

papiros até o cinema de hoje, argumentando que a visualização responde à “curio-

A cultura do romance

pano de fundo é o surgimento da própria era moderna e do sujeito que lhe

sidade que o texto escrito não consegue satisfazer por inteiro”.

edições nacionais. O projeto grá co traz capas ilustradas com “livros-objetos”

maneira global, a m de libertar ‘o romance’ do seu núcleo de surgimento estrita-

O romance se faz espaço

correspondeu – processo histórico de longa duração que refratou de diferentes

mente moderno e ocidental, considerando ao invés como a forma sofreu mutações

criados especialmente por artistas plásticos ligados ao universo do livro e da

Narração e mentalidade

A

terceira parte, “Gente que escreve, gente que lê”, trata do par autor-leitor,

pelo mundo, e por quais razões.” (Emilie Bickerton, Bookforum)

mediado pelo romance, aqui entendido como forma que possibilita a a rmação

palavra impressa. Waltercio Caldas assina a capa do primeiro volume.

maneiras conforme a geogra a sócio-cultural mas exigiu uma cultura também

Gente que escreve, gente que lê

coleção fundamental sobre o romance

ela nova, em que o romance teve um papel fundamental.

do

Narrar a modernidade

indivíduo moderno em todos os seus dramas internos ou diante de realidades

o projeto

Cosac Naify lança obra de fôlego em cinco volumes sobre

Sua forma aberta e livre tinha até então um caráter recessivo no vasto

que desconhece (e que passa a conhecer quando viaja por terras distantes). Um

“[Franco Moretti] é um crítico literário raro, que atrai bastante atenção pública,

o gênero ficcional mais importante da modernidade



por uma boa razão: poucos como ele estão decididos em repensar a maneira pela

conjunto das formas xas que predominou na literatura antiga e medieval, mas

 e

segundo bloco focaliza a in uência do romance na constituição de uma voz

As formas (Lançamento previsto: junho 2010)

qual falamos de literatura… Não há duvida de que ainda se falará desses volumes

foi O

feminina e no comportamento amoroso. A seção “Leituras”, de um sabor quase

projeto tem como pressuposto a ideia de uma literatura verdadeiramente

pelos próximos vinte e cinco anos”. (Eric Bluson, Times Literary Supplement)

brir mais diverso e complexo. Basta pensar que Dom Quixote é contemporâneo

mundial e a forma-romance, livre e aberta, como o gênero que, ao longo do tempo,

arqueológico, apresenta livros que foram bestsellers em determinadas épocas e

em m de contas a mais apta a se a rmar num mundo que passava a se desco-

Os gêneros literários

A escrita romanesca

dos grandes descobrimentos.

melhor se disseminou pelas mais variadas tradições literárias, com ricas gradações

hoje são apenas títulos esquecidos em bibliotecas.

Alto e baixo

entre o popular e o erudito. O duplo alargamento do ponto de vista – no tempo e no

O romance é um esforço para capturar o grande animal feito de palavras que

Na quarta parte são explorados os ambientes que levaram o gênero às suas

volume é dividido em quatro partes. A primeira, “O romance se faz espaço”

O

Limites incertos

chamamos de Romance. A estratégia de caça empregada por Franco Moretti e

espaço – relativiza sobretudo dois dos lugares-comuns mais associados ao romance:

virtualidades máximas: o universo burguês, com seus valores e contradições; a

inicia-se com um ensaio do antropólogo Jack Goody que revela ser o ato de narrar

franco moretti

 

cidade moderna; a linguagem como instrumento de sondagem do desconhecido

o

O

seus colaboradores revela-se complexa e articulada mas ao mesmo tempo oblíqua

histórias um fato bem menos universal do que se imagina. Esse é um dos muitos

traço ocidental e burguês. Sem negá-los, a obra apresenta inúmeras nuances que

romance constitui a mais inovadora, abrangente e aprofundada obra sobre

História e geogra a

A cultura do romance

Poligênese

aquele que é, da literatura de nosso tempo, o gênero representativo por excelência.

dizem respeito à relação com gêneros literários precedentes, com a geogra a

e no

obstáculos à a rmação do romance, exempli cados nos demais ensaios por

eu, na cultura e no mundo; e, por m, a onipresença das imagens que dá o tom

diversi cada. Um trabalho meramente sistemático não poderia jamais tratar

desse assunto. E nem uma abordagem completamente anárquica. Esse trabalho

do

literária e também com a a rmação de atores sociais, sensibilidades modernas

uma tradição cultural refratária à cção pura e simples (China) e pelos

Coordenada por Franco Moretti, reúne contribuições de Fredric Jameson, Mario

presente e do qual o cinema foi a primeira manifestação de massas. A seção

A aceleração europeia

constrangimentos opostos por duas instituições basilares do Ocidente (a Igreja

“Leituras” destaca os “experimentos com a forma” de grandes romances modernistas.

Vargas Llosa, Jack Goody, Claudio Magris, Perry Anderson, Alfonso Berardinelli,

está destinado a ocupar um lugar importante entre as re exões contemporâneas

Tradução denise bottmann

e línguas nacionais.

Em direção à literatura mundial

Capa waltercio caldas

não super ciais, especializados mas legíveis e acessíveis. Mais do que tudo, O

Cervantes, Dostoiévski e Proust. Personagens como Robinson Crusoé, Madame

© cosac naify, 2009

  Temas, lugares, heróis

Schwarz e outros  colaboradores de  instituições do mundo inteiro.

mais variados.

romance estimula o desejo de cada um de nós de ler e reler obras literárias.”

dos mais renomados romancistas da atualidade. Mario Vargas Llosa pergunta: “É

Magnus Enzensberger, Benedict Anderson, Hayden White, Umberto Eco, Roberto

religioso-moral enfrentados pelo gênero ao longo do tempo em tribunais os

sobre o romance e sobre formas narrativas em geral. Os ensaios são ágeis mas

católica e a escola). Por m, Walter Siti dá um panorama das acusações de teor

Esse amplo conjunto é precedido e fechado por ensaios especulares de dois

Beatriz Sarlo, Luiz Costa Lima, Peter Burke, Hans Ulrich Gumbrecht, Hans

Futuro passado

Ao longo dos cinco volumes o leitor reencontrará autores como Homero,

possível pensar o mundo moderno sem o romance?” E Claudio Magris indaga:

Bovary, Brás Cubas e Stephen Dedalus. E viajará pela França do Absolutismo,

(Dario Voltolini, La Stampa)

pela Inglaterra das primeiras fábricas e pela Rússia da revolução. Mas descobrirá

Em , a edição em língua inglesa, abreviada em dois volumes, foi saudada

também um sem número de escritores quase anônimos, bestsellers perdidos no

mente articulada, é “não”.

tam que a abertura para os novos mundos que se ofereciam ao conhecimento do

“O romance é concebível sem o mundo moderno?” A resposta de ambos, diversa-

Na segunda parte, “Narração e mentalidade”, os dois ensaios iniciais argumen-

A longa duração

Temas

tempo, personagens fora de esquadro e tradições literárias, tênues ou consolidadas,

sucedidos em fazer do estudo do romance – senão de todo o campo dos ‘estudos

as

simples manuais: oferecem ensaios que levam a múltiplas direções e examinam

relações entre a cção e a realidade. Mutação que abriu caminho para a

estranhas ao Ocidente. Aos grandes panoramas temáticos combinam-se análises

problemas e questões fundamentais. Fazem um balanço atual dos estudos em

literários’ – algo ‘historicamente mais longo, geogra camente mais extenso e literari-

de romances especí cos. Em cada volume, a seção “Iconogra a” apresenta as

línguas nacionais, objetos dos demais ensaios. A seção “Leituras” tem como

 

amente mais profundo’ que antes ou que qualquer estudioso, por si só, poderia

curso e estabelecem um horizonte analítico para a cultura contemporânea de

diversas facetas que o universo do romance estabeleceu com a cultura visual. De

tônica a constituição da “paisagem interior” descortinada pelo romance através

ponta.” (Giulio Ferrot, L’Unità)

fazê-lo” (David Trotter, London Review of Books).

todos esses cruzamentos, resulta uma obra ímpar, que será referência tanto para

de

estudiosos quanto para os amantes da literatura.

dever, o desejo, a culpa e o ciúme, sem os quais é impossível caracterizar esse

espaço de novas possibilidades para o homem.

Lugares

“Esses volumes interessantes e úteis não constituem apenas humildes e

como um verdadeiro acontecimento. “Moretti e seus colaboradores foram bem

homem ocidental é assinalada por uma mudança do próprio modo de considerar

Heróis

a rmação do romance como gênero do indivíduo moderno, dos Estados e das

Lições

sentimentos como a melancolia, a ambição, o sentimentalismo, a bondade, o

todos os direitos reservados. reproduzir somente com citação da fonte

3

4

4

6

5

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

o

plano da obra

opiniões na imprensa internacional

primeiro volume

Na seção “Iconogra a”, Margaret Doody explora a complementaridade entre

edição brasileira, pela Cosac Naify, seguirá o plano original da obra, em cinco

A

volumes, publicada em italiano pela Einaudi em -. Em cada volume serão

palavras e imagens na caracterização das personagens romanescas, dos antigos

cultura do romance é o primeiro dos cinco volumes da série O romance. O

reproduzidos trechos das obras comentadas nos ensaios extraídos das melhores

 

“O mais crucial no projeto O romance é a ideia norteadora de ver a literatura de

A

papiros até o cinema de hoje, argumentando que a visualização responde à “curio-

A cultura do romance

pano de fundo é o surgimento da própria era moderna e do sujeito que lhe

sidade que o texto escrito não consegue satisfazer por inteiro”.

edições nacionais. O projeto grá co traz capas ilustradas com “livros-objetos”

maneira global, a m de libertar ‘o romance’ do seu núcleo de surgimento estrita-

O romance se faz espaço

correspondeu – processo histórico de longa duração que refratou de diferentes

mente moderno e ocidental, considerando ao invés como a forma sofreu mutações

criados especialmente por artistas plásticos ligados ao universo do livro e da

Narração e mentalidade

A

terceira parte, “Gente que escreve, gente que lê”, trata do par autor-leitor,

pelo mundo, e por quais razões.” (Emilie Bickerton, Bookforum)

mediado pelo romance, aqui entendido como forma que possibilita a a rmação

palavra impressa. Waltercio Caldas assina a capa do primeiro volume.

maneiras conforme a geogra a sócio-cultural mas exigiu uma cultura também

Gente que escreve, gente que lê

coleção fundamental sobre o romance

ela nova, em que o romance teve um papel fundamental.

do

Narrar a modernidade

indivíduo moderno em todos os seus dramas internos ou diante de realidades

o projeto

Cosac Naify lança obra de fôlego em cinco volumes sobre

Sua forma aberta e livre tinha até então um caráter recessivo no vasto

que desconhece (e que passa a conhecer quando viaja por terras distantes). Um

“[Franco Moretti] é um crítico literário raro, que atrai bastante atenção pública,

o gênero ficcional mais importante da modernidade



por uma boa razão: poucos como ele estão decididos em repensar a maneira pela

conjunto das formas xas que predominou na literatura antiga e medieval, mas

 e

segundo bloco focaliza a in uência do romance na constituição de uma voz

As formas (Lançamento previsto: junho 2010)

qual falamos de literatura… Não há duvida de que ainda se falará desses volumes

foi O

feminina e no comportamento amoroso. A seção “Leituras”, de um sabor quase

projeto tem como pressuposto a ideia de uma literatura verdadeiramente

pelos próximos vinte e cinco anos”. (Eric Bluson, Times Literary Supplement)

brir mais diverso e complexo. Basta pensar que Dom Quixote é contemporâneo

mundial e a forma-romance, livre e aberta, como o gênero que, ao longo do tempo,

arqueológico, apresenta livros que foram bestsellers em determinadas épocas e

em m de contas a mais apta a se a rmar num mundo que passava a se desco-

Os gêneros literários

A escrita romanesca

dos grandes descobrimentos.

melhor se disseminou pelas mais variadas tradições literárias, com ricas gradações

hoje são apenas títulos esquecidos em bibliotecas.

Alto e baixo

entre o popular e o erudito. O duplo alargamento do ponto de vista – no tempo e no

O romance é um esforço para capturar o grande animal feito de palavras que

Na quarta parte são explorados os ambientes que levaram o gênero às suas

volume é dividido em quatro partes. A primeira, “O romance se faz espaço”

O

Limites incertos

chamamos de Romance. A estratégia de caça empregada por Franco Moretti e

espaço – relativiza sobretudo dois dos lugares-comuns mais associados ao romance:

virtualidades máximas: o universo burguês, com seus valores e contradições; a

inicia-se com um ensaio do antropólogo Jack Goody que revela ser o ato de narrar

franco moretti

 

cidade moderna; a linguagem como instrumento de sondagem do desconhecido

o

O

seus colaboradores revela-se complexa e articulada mas ao mesmo tempo oblíqua

histórias um fato bem menos universal do que se imagina. Esse é um dos muitos

traço ocidental e burguês. Sem negá-los, a obra apresenta inúmeras nuances que

romance constitui a mais inovadora, abrangente e aprofundada obra sobre

História e geogra a

A cultura do romance

Poligênese

aquele que é, da literatura de nosso tempo, o gênero representativo por excelência.

dizem respeito à relação com gêneros literários precedentes, com a geogra a

e no

obstáculos à a rmação do romance, exempli cados nos demais ensaios por

eu, na cultura e no mundo; e, por m, a onipresença das imagens que dá o tom

diversi cada. Um trabalho meramente sistemático não poderia jamais tratar

desse assunto. E nem uma abordagem completamente anárquica. Esse trabalho

do

literária e também com a a rmação de atores sociais, sensibilidades modernas

uma tradição cultural refratária à cção pura e simples (China) e pelos

Coordenada por Franco Moretti, reúne contribuições de Fredric Jameson, Mario

presente e do qual o cinema foi a primeira manifestação de massas. A seção

A aceleração europeia

constrangimentos opostos por duas instituições basilares do Ocidente (a Igreja

“Leituras” destaca os “experimentos com a forma” de grandes romances modernistas.

Vargas Llosa, Jack Goody, Claudio Magris, Perry Anderson, Alfonso Berardinelli,

está destinado a ocupar um lugar importante entre as re exões contemporâneas

Tradução denise bottmann

e línguas nacionais.

Em direção à literatura mundial

Capa waltercio caldas

não super ciais, especializados mas legíveis e acessíveis. Mais do que tudo, O

Cervantes, Dostoiévski e Proust. Personagens como Robinson Crusoé, Madame

© cosac naify, 2009

  Temas, lugares, heróis

Schwarz e outros  colaboradores de  instituições do mundo inteiro.

mais variados.

romance estimula o desejo de cada um de nós de ler e reler obras literárias.”

dos mais renomados romancistas da atualidade. Mario Vargas Llosa pergunta: “É

Magnus Enzensberger, Benedict Anderson, Hayden White, Umberto Eco, Roberto

religioso-moral enfrentados pelo gênero ao longo do tempo em tribunais os

sobre o romance e sobre formas narrativas em geral. Os ensaios são ágeis mas

católica e a escola). Por m, Walter Siti dá um panorama das acusações de teor

Esse amplo conjunto é precedido e fechado por ensaios especulares de dois

Beatriz Sarlo, Luiz Costa Lima, Peter Burke, Hans Ulrich Gumbrecht, Hans

Futuro passado

Ao longo dos cinco volumes o leitor reencontrará autores como Homero,

possível pensar o mundo moderno sem o romance?” E Claudio Magris indaga:

Bovary, Brás Cubas e Stephen Dedalus. E viajará pela França do Absolutismo,

(Dario Voltolini, La Stampa)

pela Inglaterra das primeiras fábricas e pela Rússia da revolução. Mas descobrirá

Em , a edição em língua inglesa, abreviada em dois volumes, foi saudada

também um sem número de escritores quase anônimos, bestsellers perdidos no

mente articulada, é “não”.

tam que a abertura para os novos mundos que se ofereciam ao conhecimento do

“O romance é concebível sem o mundo moderno?” A resposta de ambos, diversa-

Na segunda parte, “Narração e mentalidade”, os dois ensaios iniciais argumen-

A longa duração

Temas

tempo, personagens fora de esquadro e tradições literárias, tênues ou consolidadas,

sucedidos em fazer do estudo do romance – senão de todo o campo dos ‘estudos

as

simples manuais: oferecem ensaios que levam a múltiplas direções e examinam

relações entre a cção e a realidade. Mutação que abriu caminho para a

estranhas ao Ocidente. Aos grandes panoramas temáticos combinam-se análises

problemas e questões fundamentais. Fazem um balanço atual dos estudos em

literários’ – algo ‘historicamente mais longo, geogra camente mais extenso e literari-

de romances especí cos. Em cada volume, a seção “Iconogra a” apresenta as

línguas nacionais, objetos dos demais ensaios. A seção “Leituras” tem como

 

amente mais profundo’ que antes ou que qualquer estudioso, por si só, poderia

curso e estabelecem um horizonte analítico para a cultura contemporânea de

diversas facetas que o universo do romance estabeleceu com a cultura visual. De

tônica a constituição da “paisagem interior” descortinada pelo romance através

ponta.” (Giulio Ferrot, L’Unità)

fazê-lo” (David Trotter, London Review of Books).

todos esses cruzamentos, resulta uma obra ímpar, que será referência tanto para

de

estudiosos quanto para os amantes da literatura.

dever, o desejo, a culpa e o ciúme, sem os quais é impossível caracterizar esse

espaço de novas possibilidades para o homem.

Lugares

“Esses volumes interessantes e úteis não constituem apenas humildes e

como um verdadeiro acontecimento. “Moretti e seus colaboradores foram bem

homem ocidental é assinalada por uma mudança do próprio modo de considerar

Heróis

a rmação do romance como gênero do indivíduo moderno, dos Estados e das

Lições

sentimentos como a melancolia, a ambição, o sentimentalismo, a bondade, o

todos os direitos reservados. reproduzir somente com citação da fonte

5

3 4

6

7

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

Coleção fundamental sobre o romance

o

plano da obra

opiniões na imprensa internacional

primeiro volume

Na seção “Iconogra a”, Margaret Doody explora a complementaridade entre

edição brasileira, pela Cosac Naify, seguirá o plano original da obra, em cinco

A

volumes, publicada em italiano pela Einaudi em -. Em cada volume serão

palavras e imagens na caracterização das personagens romanescas, dos antigos

cultura do romance é o primeiro dos cinco volumes da série O romance. O

reproduzidos trechos das obras comentadas nos ensaios extraídos das melhores

 

“O mais crucial no projeto O romance é a ideia norteadora de ver a literatura de

A

papiros até o cinema de hoje, argumentando que a visualização responde à “curio-

A cultura do romance

pano de fundo é o surgimento da própria era moderna e do sujeito que lhe

sidade que o texto escrito não consegue satisfazer por inteiro”.

edições nacionais. O projeto grá co traz capas ilustradas com “livros-objetos”

maneira global, a m de libertar ‘o romance’ do seu núcleo de surgimento estrita-

O romance se faz espaço

correspondeu – processo histórico de longa duração que refratou de diferentes

criados especialmente por artistas plásticos ligados ao universo do livro e da

mente moderno e ocidental, considerando ao invés como a forma sofreu mutações

Narração e mentalidade

A

terceira parte, “Gente que escreve, gente que lê”, trata do par autor-leitor,

pelo mundo, e por quais razões.” (Emilie Bickerton, Bookforum)

mediado pelo romance, aqui entendido como forma que possibilita a a rmação

palavra impressa. Waltercio Caldas assina a capa do primeiro volume.

maneiras conforme a geogra a sócio-cultural mas exigiu uma cultura também

Gente que escreve, gente que lê

coleção fundamental sobre o romance

ela nova, em que o romance teve um papel fundamental.

do

Narrar a modernidade

indivíduo moderno em todos os seus dramas internos ou diante de realidades

o projeto

Cosac Naify lança obra de fôlego em cinco volumes sobre

Sua forma aberta e livre tinha até então um caráter recessivo no vasto

que desconhece (e que passa a conhecer quando viaja por terras distantes). Um

“[Franco Moretti] é um crítico literário raro, que atrai bastante atenção pública,

o gênero ficcional mais importante da modernidade



por uma boa razão: poucos como ele estão decididos em repensar a maneira pela

conjunto das formas xas que predominou na literatura antiga e medieval, mas

 e

segundo bloco focaliza a in uência do romance na constituição de uma voz

As formas (Lançamento previsto: junho 2010)

qual falamos de literatura… Não há duvida de que ainda se falará desses volumes

foi O

feminina e no comportamento amoroso. A seção “Leituras”, de um sabor quase

projeto tem como pressuposto a ideia de uma literatura verdadeiramente

pelos próximos vinte e cinco anos”. (Eric Bluson, Times Literary Supplement)

brir mais diverso e complexo. Basta pensar que Dom Quixote é contemporâneo

mundial e a forma-romance, livre e aberta, como o gênero que, ao longo do tempo,

arqueológico, apresenta livros que foram bestsellers em determinadas épocas e

em m de contas a mais apta a se a rmar num mundo que passava a se desco-

Os gêneros literários

A escrita romanesca

dos grandes descobrimentos.

melhor se disseminou pelas mais variadas tradições literárias, com ricas gradações

hoje são apenas títulos esquecidos em bibliotecas.

Alto e baixo

entre o popular e o erudito. O duplo alargamento do ponto de vista – no tempo e no

O romance é um esforço para capturar o grande animal feito de palavras que

Na quarta parte são explorados os ambientes que levaram o gênero às suas

volume é dividido em quatro partes. A primeira, “O romance se faz espaço”

O

Limites incertos

chamamos de Romance. A estratégia de caça empregada por Franco Moretti e

espaço – relativiza sobretudo dois dos lugares-comuns mais associados ao romance:

virtualidades máximas: o universo burguês, com seus valores e contradições; a

inicia-se com um ensaio do antropólogo Jack Goody que revela ser o ato de narrar

franco moretti

 

seus colaboradores revela-se complexa e articulada mas ao mesmo tempo oblíqua

romance constitui a mais inovadora, abrangente e aprofundada obra sobre

O

o

histórias um fato bem menos universal do que se imagina. Esse é um dos muitos

cidade moderna; a linguagem como instrumento de sondagem do desconhecido

traço ocidental e burguês. Sem negá-los, a obra apresenta inúmeras nuances que

História e geogra a

A cultura do romance

Poligênese

aquele que é, da literatura de nosso tempo, o gênero representativo por excelência.

dizem respeito à relação com gêneros literários precedentes, com a geogra a

e no

obstáculos à a rmação do romance, exempli cados nos demais ensaios por

eu, na cultura e no mundo; e, por m, a onipresença das imagens que dá o tom

diversi cada. Um trabalho meramente sistemático não poderia jamais tratar

desse assunto. E nem uma abordagem completamente anárquica. Esse trabalho

do

literária e também com a a rmação de atores sociais, sensibilidades modernas

uma tradição cultural refratária à cção pura e simples (China) e pelos

Coordenada por Franco Moretti, reúne contribuições de Fredric Jameson, Mario

presente e do qual o cinema foi a primeira manifestação de massas. A seção

A aceleração europeia

constrangimentos opostos por duas instituições basilares do Ocidente (a Igreja

“Leituras” destaca os “experimentos com a forma” de grandes romances modernistas.

Vargas Llosa, Jack Goody, Claudio Magris, Perry Anderson, Alfonso Berardinelli,

está destinado a ocupar um lugar importante entre as re exões contemporâneas

Tradução denise bottmann

e línguas nacionais.

Em direção à literatura mundial

Capa waltercio caldas

não super ciais, especializados mas legíveis e acessíveis. Mais do que tudo, O

Cervantes, Dostoiévski e Proust. Personagens como Robinson Crusoé, Madame

© cosac naify, 2009

  Temas, lugares, heróis

Schwarz e outros  colaboradores de  instituições do mundo inteiro.

mais variados.

romance estimula o desejo de cada um de nós de ler e reler obras literárias.”

dos mais renomados romancistas da atualidade. Mario Vargas Llosa pergunta: “É

Magnus Enzensberger, Benedict Anderson, Hayden White, Umberto Eco, Roberto

religioso-moral enfrentados pelo gênero ao longo do tempo em tribunais os

sobre o romance e sobre formas narrativas em geral. Os ensaios são ágeis mas

católica e a escola). Por m, Walter Siti dá um panorama das acusações de teor

Esse amplo conjunto é precedido e fechado por ensaios especulares de dois

Beatriz Sarlo, Luiz Costa Lima, Peter Burke, Hans Ulrich Gumbrecht, Hans

Futuro passado

Ao longo dos cinco volumes o leitor reencontrará autores como Homero,

possível pensar o mundo moderno sem o romance?” E Claudio Magris indaga:

Bovary, Brás Cubas e Stephen Dedalus. E viajará pela França do Absolutismo,

(Dario Voltolini, La Stampa)

pela Inglaterra das primeiras fábricas e pela Rússia da revolução. Mas descobrirá

Em , a edição em língua inglesa, abreviada em dois volumes, foi saudada

também um sem número de escritores quase anônimos, bestsellers perdidos no

mente articulada, é “não”.

tam que a abertura para os novos mundos que se ofereciam ao conhecimento do

“O romance é concebível sem o mundo moderno?” A resposta de ambos, diversa-

Na segunda parte, “Narração e mentalidade”, os dois ensaios iniciais argumen-

A longa duração

Temas

tempo, personagens fora de esquadro e tradições literárias, tênues ou consolidadas,

simples manuais: oferecem ensaios que levam a múltiplas direções e examinam

as

sucedidos em fazer do estudo do romance – senão de todo o campo dos ‘estudos

relações entre a cção e a realidade. Mutação que abriu caminho para a

Lugares

“Esses volumes interessantes e úteis não constituem apenas humildes e

como um verdadeiro acontecimento. “Moretti e seus colaboradores foram bem

homem ocidental é assinalada por uma mudança do próprio modo de considerar

estranhas ao Ocidente. Aos grandes panoramas temáticos combinam-se análises

problemas e questões fundamentais. Fazem um balanço atual dos estudos em

a rmação do romance como gênero do indivíduo moderno, dos Estados e das

literários’ – algo ‘historicamente mais longo, geogra camente mais extenso e literari-

de romances especí cos. Em cada volume, a seção “Iconogra a” apresenta as

línguas nacionais, objetos dos demais ensaios. A seção “Leituras” tem como

 

amente mais profundo’ que antes ou que qualquer estudioso, por si só, poderia

curso e estabelecem um horizonte analítico para a cultura contemporânea de

diversas facetas que o universo do romance estabeleceu com a cultura visual. De

tônica a constituição da “paisagem interior” descortinada pelo romance através

ponta.” (Giulio Ferrot, L’Unità)

fazê-lo” (David Trotter, London Review of Books).

todos esses cruzamentos, resulta uma obra ímpar, que será referência tanto para

de

estudiosos quanto para os amantes da literatura.

dever, o desejo, a culpa e o ciúme, sem os quais é impossível caracterizar esse

espaço de novas possibilidades para o homem.

Heróis

Lições

sentimentos como a melancolia, a ambição, o sentimentalismo, a bondade, o

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