DEHANDSON.
COM
COMO
TRABALHAR
COM DADOS
UM GUIA PARA DBA’S
2023
Dennis Tavares
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Dennis Tavares
Administrador de bancos de dados especializado em Oracle
(8 ao 19c), MySQL, PostgreSQL, com vasta experiência em
ambientes de produção, teste e desenvolvimento. Expert
em rotinas administrativas, automação de processos, tuning
de consultas SQL e monitoramento de bancos de dados.
Consultor de soluções e arquiteturas de bancos de dados
Oracle. Conhecimento profundo em sistemas operacionais
variados e ferramentas de bancos de dados.
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Copyright © Como trabalhar com dados - Um guia para DBAs, 2023.
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Embora os direitos autorais deste e-book pertençam ao autor, a reprodução, distribuição ou
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ou formato, é permitida, desde que os devidos créditos ao autor sejam mantidos e claramente
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mencionando-o devidamente.
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Sumário
Capítulo 1: Fundamentos da Administração de Banco de Dados
1.1 Modelagem de Dados ................................................................................... 06
1.2 Linguagem SQL ................................................................................................ 07
1.3 SGBD (Sistemas de Gerenciamento de Banco de Dados) .. 09
Capítulo 2: Backup e Restauração de Dados
2.1 Métodos de Backup ....................................................................................... 11
2.2 Processos de Restauração ........................................................................ 12
Capítulo 3: Otimização e Desempenho
3.1 Acesso otimizado aos dados .................................................................... 14
3.2 Redução do uso de recursos ................................................................... 15
3.3 Melhoria da eficiência .................................................................................. 16
Capítulo 4: Segurança de Banco de Dados
4.1 Técnicas de segurança ................................................................................ 18
4.2 Criptografia dos dados ............................................................................... 19
4.3 Autenticação dos usuários ...................................................................... 20
4.4 Monitoramento contra ameaças ....................................................... 21
Capítulo 5: Tendências Emergentes em Bancos de Dados
5.1 Tendências Emergentes em Bancos de Dados ......................... 23
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Gostaria de dedicar e agradecer este e-book a todos os que, direta ou
indiretamente, contribuíram para a construção do meu conhecimento.
Agradeço aos meus amigos da faculdade, pós-graduação, aos professores e a
todos os profissionais com quem tive a oportunidade de trabalhar e aprender
ao longo destes pouco mais de 20 anos de profissão. Guardo com carinho os
ensinamentos e as amizades que jamais esquecerei.
Agradeço aos meus pais, Durval e Helena, que sempre me incentivaram a me
tornar uma pessoa melhor a cada dia e a dedicar-me aos estudos. À minha
família, Luara (esposa) e Henrique (filho), minha eterna gratidão pelo apoio
diário e por serem a fonte da minha inspiração.
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Prefácio
A fascinante área de Tecnologia da Informação (TI) é vasta e diversificada,
abrindo portas para diversos perfis profissionais. Entre as carreiras em
ascensão neste universo, destaca-se a de DBA, o Administrador de Banco de
Dados. Contrariando a crença comum de que a TI é dominada unicamente
pela programação, o DBA nos revela que há espaços igualmente técnicos,
analíticos e vitais que não se limitam à codificação.
Uma jornada como DBA não é meramente sobre entender sistemas de
informação, mas sim sobre gerenciar, otimizar e manter os bancos de dados,
o coração pulsante de muitas organizações. Cada dado armazenado é uma
parte crucial da memória institucional, necessitando de supervisão e
cuidados constantes. Mas onde começar nesse caminho? Como se preparar
adequadamente para assumir tais responsabilidades?
Aprender sobre modelagem de dados é o ponto de partida, introduzindo-nos
ao universo dos bancos de dados, às suas variadas linguagens e sistemas. A
proficiência em SQL, por exemplo, não é apenas desejável, mas sim essencial.
Ao conhecermos os diferentes Sistemas de Gerenciamento de Banco de
Dados, conseguimos identificar aquele que mais se alinha ao nosso interesse,
permitindo um aprofundamento mais significativo.
No entanto, um bom DBA vai além do simples gerenciamento. A capacidade
de garantir a integridade dos dados por meio de estratégias de backup,
otimização do desempenho e a implementação rigorosa de medidas de
segurança são marcos de um profissional diferenciado.
Em meio à vertiginosa evolução da TI, é crucial manter-se atualizado. Este e-
book é uma tentativa de fornecer um roteiro de estudos para aqueles que
estão iniciando na profissão ou mesmo para aqueles que desejam reforçar
sua base de conhecimento.
Agora, à medida que você se prepara para mergulhar nos capítulos
seguintes, espero que encontre inspiração, clareza e, acima de tudo, o
entusiasmo para dar os primeiros passos ou solidificar sua caminhada na
carreira de DBA. Afinal, o mundo dos bancos de dados é vasto e repleto de
oportunidades. A hora de explorá-lo é agora!
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Capítulo 1: Fundamentos da
Administração de Banco de Dados
1.1 Modelagem de Dados
A modelagem de dados é uma parte fundamental da administração de
banco de dados. Ela envolve a criação de representações estruturadas dos
dados que serão armazenados em um banco de dados. Essas representações
são chamadas de modelos de dados e servem como guias para o design e
implementação do banco de dados.
Existem vários tipos de modelos de dados, cada um com suas próprias
características e finalidades. Alguns dos modelos mais comuns incluem o
modelo hierárquico, o modelo em rede, o modelo relacional e o modelo
orientado a objetos.
O modelo hierárquico organiza os dados em uma estrutura hierárquica,
onde cada registro tem apenas um pai e pode ter vários filhos. Esse modelo é
útil quando os relacionamentos entre os registros são bem definidos e não
mudam com frequência.
Já o modelo em rede permite que um registro tenha vários pais e filhos,
criando uma estrutura mais flexível para representar relacionamentos
complexos entre os dados.
No entanto, o modelo mais amplamente utilizado atualmente é o modelo
relacional. Ele organiza os dados em tabelas compostas por linhas (registros)
e colunas (atributos). Cada tabela representa uma entidade ou relação no
mundo real, e as linhas representam instâncias dessa entidade ou relação. Eu
recomendo que você conheça os modelos anteriores mas foque seus estudos
nos modelos relacionais em um primeiro momento e depois na modelagem
analítica, o que não será abordado neste e-book.
A modelagem de dados também envolve a definição das restrições que
devem ser aplicadas aos dados armazenados no banco de dados. Isso inclui
restrições como chaves primárias, chaves estrangeiras, integridade
referencial e regras de validação.
Além disso, a modelagem de dados também considera aspectos como a
normalização dos dados, que é o processo de organizar as tabelas de forma
eficiente para evitar redundância e inconsistência. A normalização ajuda a
garantir a integridade dos dados e facilita a manutenção do banco de dados.
Um exemplo prático da importância da modelagem de dados é o sistema
de gerenciamento de uma loja online. Nesse caso, os modelos de dados
podem incluir tabelas para representar clientes, produtos, pedidos e
pagamentos. Cada tabela teria suas próprias colunas para armazenar
informações específicas sobre cada entidade ou relação.
A modelagem de dados também é importante para garantir um bom
desempenho do banco de dados. Ao projetar adequadamente as tabelas e
relacionamentos, é possível otimizar consultas e operações no banco de
dados, melhorando assim a eficiência do sistema como um todo.
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Essa é uma etapa crucial na criação e na administração de banco de dados.
Ela envolve a criação de modelos estruturados que representam os dados
armazenados no banco de dados, além da definição das restrições e regras
que devem ser aplicadas aos dados. Uma boa modelagem garante a
integridade dos dados, facilita a manutenção do banco de dados e melhora o
desempenho do sistema.
1.2 Linguagem SQL
A linguagem SQL (Structured Query Language) é uma parte fundamental
da administração de bancos de dados. Ela é a linguagem padrão para
manipular e consultar dados em bancos de dados relacionais, sendo
universalmente relevante tanto para DBAs quanto para desenvolvedores.
Um profundo entendimento de SQL é instrumental para a otimização de
consultas. Os DBAs frequentemente encontram desafios relacionados ao
desempenho de bancos de dados. Ao dominar o SQL, eles têm a capacidade
de identificar e resolver pontos de gargalo, garantindo que as consultas
sejam realizadas da maneira mais eficiente possível. A manutenção e o
diagnóstico também são áreas em que a maestria em SQL é vital. Os DBAs
são os guardiões da saúde do banco de dados, e, para garantir sua
integridade, eles precisam monitorar, diagnosticar problemas e implementar
soluções em tempo hábil.
O SQL também tem uma conexão intrínseca com a segurança do banco de
dados. Um DBA equipado com conhecimento avançado de SQL é capaz de
assegurar a proteção adequada do banco de dados, configurando as
permissões corretamente, evitando consultas inseguras e defendendo o
sistema contra potenciais ameaças, como injeções SQL.
SQL permite que os usuários interajam com o banco de dados, executando
operações como inserção, atualização, exclusão e consulta de dados.
Comandos como SELEC, INSERT, UPDATE e DELETE são usados para realizar
essas operações.
Um dos principais benefícios do SQL é sua simplicidade e facilidade de uso.
A sintaxe do SQL é bastante intuitiva e semelhante à linguagem natural, o
que facilita a compreensão e escrita dos comandos. Por exemplo, para
recuperar todos os registros de uma tabela chamada "clientes", basta
escrever a seguinte consulta:
SELECT * FROM clientes;
Nessa consulta, o asterisco (*) representa todos os campos da tabela. É
possível especificar quais campos devem ser retornados na consulta usando
seus nomes separados por vírgulas.
Além disso, o SQL oferece recursos poderosos para filtrar resultados usando
cláusulas WHERE e ORDER BY. Por exemplo, podemos buscar apenas os
clientes que têm mais de 30 anos:
SELECT * FROM clientes WHERE idade > 30;
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Podemos também ordenar os resultados por nome em ordem alfabética:
SELECT * FROM clientes ORDER BY nome;
Outro recurso importante do SQL é a capacidade de realizar junções entre
tabelas. Isso permite combinar informações de diferentes tabelas com base
em chaves relacionadas. Por exemplo, podemos obter informações sobre
pedidos feitos por clientes específicos usando uma junção entre as tabelas
"clientes" e "pedidos".
Além dos comandos básicos, o SQL também oferece recursos avançados,
como funções agregadas (por exemplo, SUM, AVG, COUNT) para realizar
cálculos em grupos de dados e subconsultas para realizar consultas dentro
de outras consultas.
Quero abrir um parentese aqui para falar de um tema muito importante e
negligenciado por um grande número de profissionais. Usar a consulta
"select *" em aplicações é uma prática amplamente desencorajada por
diversos motivos relacionados à eficiência, segurança e manutenção do
software.
Em termos de eficiência e desempenho, a utilização do "select *" pode ser
problemática porque, ao solicitar todas as colunas de uma tabela, você pode
estar recuperando uma grande quantidade de dados que não serão usados.
Isso resulta em um consumo desnecessário de recursos, como largura de
banda e memória. Por exemplo, se uma tabela contiver colunas com
grandes quantidades de dados, como imagens ou textos longos, e a
aplicação só precisar de algumas colunas específicas, recuperar todos os
dados será uma operação dispendiosa e ineficiente.
Do ponto de vista da segurança, o "select *" pode expor a aplicação a
potenciais riscos. Se a estrutura do banco de dados mudar, a aplicação pode
acabar recuperando colunas que não deveriam ser acessadas. Além disso, se
houver alguma mudança na forma como os dados são armazenados ou nas
permissões associadas às colunas, a aplicação pode ser inadvertidamente
exposta a informações sensíveis ou privadas.
Já em relação à manutenção e legibilidade do código, usar "select *" pode
complicar futuras alterações ou correções no código. Desenvolvedores que
herdem o código ou que precisem revisá-lo posteriormente podem ter
dificuldade em entender quais colunas estão sendo usadas e por quê.
Especificar as colunas desejadas explicitamente torna o código mais
legível e fácil de manter, além de ajudar a prevenir erros.
Além disso, quando se usa "select *", há uma dependência implícita na
ordem das colunas da tabela. Se, por qualquer motivo, essa ordem for
alterada no banco de dados, a aplicação pode começar a comportar-se de
maneira imprevisível ou incorreta. Em contraste, especificar as colunas por
nome garante que a aplicação sempre recupere os dados corretos,
independentemente da ordem das colunas na tabela.
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Portanto, tenha em mente que a utilização indiscriminada do "select *"
pode levar a problemas de desempenho, segurança e manutenção.
Especificar colunas explicitamente no código não só otimiza a consulta, mas
também torna o código mais seguro, legível e fácil de manter.
É importante ressaltar que cada SGBD (Sistema de Gerenciamento de
Banco de Dados) pode ter suas próprias variações da linguagem SQL. Por
exemplo, o MySQL usa uma sintaxe ligeiramente diferente do Oracle ou do
SQL Server. No entanto, os princípios fundamentais do SQL são os mesmos
em todos os SGBDs.
Para se tornar um especialista em SQL, é essencial praticar e experimentar
diferentes comandos e consultas. Existem muitos recursos online gratuitos
que oferecem tutoriais interativos e exercícios práticos para ajudá-lo a
aprimorar suas habilidades em SQL.
No papel de DBA, a linguagem SQL estará presente em seu dia a dia como
uma ferramenta poderosa para manipular e consultar bancos de dados
relacionais.
Dominar essa linguagem é crucial para qualquer DBA ou desenvolvedor
que trabalhe com bancos de dados. Com sua sintaxe intuitiva e recursos
avançados, o SQL permite que os usuários extraiam informações valiosas dos
bancos de dados e otimizem seu desempenho.
No ambiente colaborativo da tecnologia da informação, os DBAs também
oferecem suporte essencial aos desenvolvedores. Eles orientam no
desenvolvimento de consultas mais eficientes e na compreensão das
consequências que certos códigos podem ter no banco de dados. Além
disso, os DBAs frequentemente se veem na posição de criar scripts SQL para
automatizar processos e estabelecer rotinas, reforçando a importância do
domínio da linguagem.
A versatilidade do SQL é evidenciada em sua aplicação em diferentes
Sistemas de Gerenciamento de Banco de Dados. Apesar das nuances
específicas de cada sistema, o núcleo da linguagem SQL mantém-se
consistente, permitindo que um DBA versátil se adapte e opere em diversos
bancos de dados. E quando se trata de design e modelagem, o
entendimento de SQL é imprescindível para decisões informadas sobre a
estruturação e modificação do banco de dados.
1.3 SGBD (Sistemas de Gerenciamento de Banco de Dados
Um Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados (SGBD) é um software
que permite aos usuários criar, manipular e gerenciar bancos de dados. É
uma ferramenta essencial para qualquer organização que lida com grandes
quantidades de dados, pois oferece recursos para armazenar, organizar,
recuperar e proteger informações importantes.
Existem vários tipos de SGBDs disponíveis no mercado, cada um com suas
próprias características e funcionalidades. Alguns dos mais renomados são o
MySQL, PostgreSQL, Oracle e SQL Server. Cada um desses sistemas tem suas
vantagens e desvantagens, portanto é importante escolher aquele que
melhor atenda às necessidades da organização.
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Os SGBDs são projetados para lidar com diferentes tipos de dados, como
texto, números, imagens e vídeos. Eles também fornecem recursos para
garantir a integridade dos dados, como restrições de chave primária e
estrangeira. Além disso, os SGBDs permitem que os usuários consultem os
dados usando a Linguagem SQL (Structured Query Language), que é uma
linguagem padrão para manipulação e consulta de bancos de dados
relacionais.
Uma das principais funções do SGBD é garantir a segurança dos dados
armazenados no banco de dados. Isso inclui proteção contra acesso não
autorizado por meio da autenticação e autorização dos usuários. Além disso,
os SGBDs oferecem recursos avançados de criptografia para proteger os
dados em trânsito e em repouso.
Outra função importante do SGBD é otimizar o desempenho do banco de
dados. Isso envolve a criação de índices para acelerar as consultas, o
particionamento de tabelas para melhorar a eficiência e a otimização das
consultas para reduzir o tempo de resposta. Essas técnicas ajudam a garantir
que os usuários possam acessar rapidamente as informações necessárias.
Além disso, os SGBDs oferecem recursos para fazer backup e restauração
dos dados. Isso é essencial para proteger contra perda de dados em caso de
falha do sistema ou desastres naturais. Existem diferentes métodos de
backup disponíveis, como backups completos, incrementais e diferenciais,
cada um com suas próprias vantagens e desvantagens.
Manter-se atualizado com as tendências emergentes na área de bancos de
dados é vital para se manter relevante e bem-sucedido como DBA. Novas
tecnologias estão constantemente surgindo, como bancos de dados NoSQL
e soluções em nuvem. É importante estar ciente dessas tendências e
aprender novas habilidades conforme necessário.
Os Sistemas de Gerenciamento de Banco de Dados são ferramentas
essenciais para organizações que lidam com grandes quantidades de dados.
Eles permitem armazenar, organizar, recuperar e proteger informações
importantes. Além disso, os SGBDs oferecem recursos avançados para
otimizar o desempenho do banco de dados e garantir a segurança dos
dados armazenados. Como DBA, é importante ter um bom conhecimento
desses sistemas e estar atualizado com as últimas tendências na área.
Leitura adicional: - "Fundamentals of Database Systems" por Ramez Elmasri
e Shamkant B. Navathe - "Database Management Systems" por Raghu
Ramakrishnan e Johannes Gehrke - "Modelagem de Dados" por Jose
Osvaldo De Sordi - "Database Design for Mere Mortals" por Michael J.
Hernandez - "Database Systems: The Complete Book" por Hector Garcia-
Molina, Jeffrey D. Ullman e Jennifer Widom - "Sistema de Banco de Dados"
por Abraham Silberschatz, S. Korth Henry F Sudarshan - "SQL for Dummies"
por Allen G. Taylor - "Learning SQL: Master SQL Fundamentals" por Alan
Beaulieu - "SQL Cookbook: Query Solutions and Techniques for Database
Developers" por Anthony Molinaro - "Oracle Database 12c SQL" por Jason
Price - “Introdução à Linguagem SQL: Abordagem Prática Para Iniciantes”
por Thomas Nield
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Capítulo 2: Backup e Restauração de Dados
2.1 Métodos de Backup
O backup e a restauração de dados são processos essenciais para garantir a
segurança e a disponibilidade das informações armazenadas em um banco
de dados. O objetivo principal do backup é criar cópias dos dados em um
local seguro, para que possam ser recuperados em caso de perda ou
corrupção dos dados originais. Já a restauração consiste em utilizar essas
cópias para recuperar os dados perdidos ou danificados.
Existem diferentes métodos de backup que podem ser utilizados, cada um
com suas características e vantagens. Vamos explorar alguns dos principais
métodos:
1. Backup Completo: Nesse método, todos os dados do banco são
copiados integralmente para o local de backup. É o método mais simples
e direto, porém pode consumir muito espaço de armazenamento e
tempo para realizar o backup.
2. Backup Incremental: Nesse método, apenas as alterações feitas desde
o último backup são copiadas para o local de backup. Isso reduz
significativamente o tempo e o espaço necessários para realizar o backup,
porém a restauração pode ser mais complexa, pois é necessário aplicar
todas as alterações incrementais até chegar ao estado desejado.
3. Backup Diferencial: Similar ao backup incremental, esse método
também copia apenas as alterações feitas desde o último backup
completo. No entanto, a diferença é que ele não se baseia no último
backup realizado, mas sim no último backup completo. Isso significa que
cada novo backup diferencial será maior do que o anterior, aumentando
gradualmente o tempo e espaço necessários para realizar o backup.
4. Backup Contínuo: Esse método realiza backups constantes à medida
que as alterações são feitas no banco de dados. Isso garante que os dados
estejam sempre atualizados, porém pode consumir muitos recursos do
sistema e exigir uma infraestrutura robusta para suportar o processo
contínuo de backup.
Além desses métodos, também é possível combinar diferentes abordagens
para criar estratégias de backup mais eficientes. Por exemplo, é comum
utilizar backups completos periódicos (por exemplo, semanais) combinados
com backups incrementais diários. Dessa forma, é possível garantir a
disponibilidade dos dados e reduzir o tempo e espaço necessários para
realizar os backups.
É importante ressaltar que o método de backup escolhido deve ser
adequado às necessidades específicas de cada organização. Fatores como
tamanho do banco de dados, quantidade de alterações realizadas
diariamente e tempo máximo tolerável para restauração dos dados devem
ser considerados na definição da estratégia de backup.
Além disso, é fundamental testar regularmente os processos de backup e
restauração para garantir sua eficácia. Afinal, não adianta ter um backup se
ele não puder ser restaurado corretamente quando necessário.
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Os métodos de backup são essenciais para garantir a segurança e
disponibilidade dos dados armazenados em um banco de dados. Cada
método possui suas características e vantagens específicas, sendo
importante escolher a estratégia adequada às necessidades da organização.
Além disso, é fundamental testar regularmente os processos de backup e
restauração para garantir sua eficácia.
2.2 Processos de restauração
Os processos de restauração garantem a recuperação dos dados em caso
de falhas ou perdas. A restauração envolve a recuperação dos dados a partir
de backups e sua reintegração ao banco de dados.
Existem diferentes métodos e técnicas para realizar a restauração de
dados, dependendo da situação e das necessidades específicas. Vamos
explorar algumas das principais etapas envolvidas no processo de
restauração:
1. Identificação da causa da perda: Antes de iniciar o processo de
restauração, é importante identificar a causa da perda dos dados. Isso
pode ser feito por meio da análise dos logs do sistema, que registram
todas as atividades realizadas no banco de dados. A identificação da causa
ajuda a determinar o melhor método para recuperar os dados perdidos.
2. Seleção do backup adequado: O próximo passo é selecionar o backup
adequado para restaurar os dados perdidos. Existem diferentes tipos de
backups, como backups completos, diferenciais e incrementais. Cada tipo
tem suas vantagens e desvantagens, e a escolha depende do tempo
disponível para realizar a restauração e da quantidade de dados perdidos.
3. Preparação do ambiente: Antes de iniciar o processo de restauração, é
necessário preparar o ambiente adequado para receber os dados
restaurados. Isso inclui verificar se há espaço suficiente no disco rígido,
configurar as permissões corretas e garantir que todos os serviços
necessários estejam em execução.
4. Restauração do backup: Uma vez que o ambiente esteja preparado, é
hora de iniciar o processo real de restauração. Isso envolve a cópia dos
dados do backup para o banco de dados em produção. Dependendo do
tamanho do backup e da velocidade do sistema, esse processo pode levar
algum tempo.
5. Verificação e validação: Após a restauração dos dados, é importante
verificar se tudo foi restaurado corretamente. Isso pode ser feito por meio
de testes de integridade e consistência dos dados. Além disso, é
recomendável realizar uma validação completa do banco de dados para
garantir que todas as funcionalidades estejam operando corretamente.
6. Atualização dos logs: Uma vez que a restauração tenha sido concluída
com sucesso, é importante atualizar os logs do sistema para refletir as
alterações realizadas. Isso ajuda a manter um registro preciso das
atividades realizadas no banco de dados e facilita futuras análises e
auditorias.
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É importante ressaltar que o processo de restauração pode variar
dependendo do tipo de banco de dados utilizado e das ferramentas
disponíveis. Além disso, é fundamental ter um plano de contingência bem
definido para lidar com diferentes cenários de perda de dados.
Em resumo, os processos de restauração são essenciais para garantir a
recuperação dos dados em caso de falhas ou perdas. Um DBA deve estar
familiarizado com os diferentes métodos e técnicas disponíveis, além de ter
um plano adequado para lidar com situações emergenciais.
Com essas informações em mãos, você estará preparado para enfrentar os
desafios da restauração de dados e garantir a integridade e disponibilidade
dos bancos de dados em sua organização.
Leitura adicional: - "Backup and Recovery Basics" - Oracle Documentation -
"SQL Server Backup and Restore" - Microsoft Docs - "MySQL Backup and
Recovery" - MySQL Documentation - “Oracle RMAN for Absolute Beginners)
por Darl Kuhn - - "Backup and Recovery Best Practices" - Oracle
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Capítulo 3: Otimização e Desempenho
3.1 Acesso otimizado aos dados
O acesso otimizado aos dados é um aspecto fundamental para garantir o
desempenho e a eficiência de um banco de dados. Um DBA deve estar
constantemente buscando maneiras de melhorar o acesso aos dados, reduzir
o uso de recursos e aumentar a velocidade das consultas.
Existem várias técnicas que podem ser utilizadas para otimizar o acesso aos
dados. Uma delas é a criação de índices. Os índices são estruturas de dados
que permitem localizar rapidamente os registros em uma tabela com base
em determinadas colunas. Eles ajudam a acelerar as consultas, pois evitam a
necessidade de percorrer toda a tabela em busca dos registros desejados.
Outra técnica importante é o particionamento de tabelas. O
particionamento divide uma tabela grande em partes menores, chamadas
partições, com base em critérios específicos, como valores de colunas ou
intervalos de datas. Isso permite que consultas sejam executadas apenas nas
partições relevantes, reduzindo assim o tempo necessário para recuperar os
dados.
Neste momento você já deve imaginar que o uso de índices e tabelas
particionadas devem ser usadas com muito critério ou podemos ter o efeito
inverso e prejudicar o funcionamento do banco de dados.
Além disso, é essencial realizar uma análise cuidadosa do modelo de dados
e da estrutura das tabelas. Um modelo bem projetado pode facilitar o acesso
aos dados e melhorar significativamente o desempenho do banco de dados.
É importante considerar fatores como normalização, tipos de dados
adequados e relacionamentos entre as tabelas.
Outro aspecto crucial é a configuração adequada do sistema gerenciador
de banco de dados (SGBD). Cada SGBD possui suas próprias configurações e
parâmetros que podem afetar diretamente o desempenho do banco de
dados. Um DBA deve estar familiarizado com essas configurações e saber
como ajustá-las para otimizar o acesso aos dados.
Não posso deixar de dizer da importancia monitorar regularmente o
desempenho do banco de dados e identificar possíveis gargalos. Isso pode
ser feito por meio da análise de logs, uso de ferramentas de monitoramento
ou consultas ao sistema de gerenciamento do banco de dados. Com base
nessas informações, o DBA pode tomar medidas corretivas para melhorar o
desempenho.
A otimização do acesso aos dados não se resume apenas a técnicas
técnicas específicas. Também envolve uma compreensão profunda dos
requisitos e padrões de acesso aos dados da organização. Um DBA deve
trabalhar em estreita colaboração com os usuários finais e desenvolvedores
para entender suas necessidades e garantir que o banco de dados seja
projetado e configurado adequadamente.
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O acesso otimizado aos dados é um aspecto crítico para garantir um bom
desempenho do banco de dados. Um DBA deve estar constantemente
buscando maneiras de melhorar esse acesso, utilizando técnicas como
criação de índices, particionamento de tabelas e análise cuidadosa do
modelo de dados. Além disso, é importante configurar adequadamente o
SGBD, monitorar regularmente o desempenho do banco de dados e
trabalhar em colaboração com os usuários finais e desenvolvedores.
3.2 Redução do uso de recursos
A redução do uso de recursos é um aspecto fundamental para otimizar o
desempenho dos bancos de dados. Quando os recursos são utilizados de
forma eficiente, é possível melhorar a velocidade e a eficiência das operações,
garantindo um melhor desempenho geral do sistema.
Existem várias técnicas que podem ser aplicadas para reduzir o uso de
recursos em um banco de dados. Uma delas é a otimização do acesso aos
dados. Isso envolve a criação de índices adequados nas tabelas, que
permitem uma recuperação mais rápida e eficiente dos dados. Além disso, o
particionamento das tabelas também pode ser utilizado para dividir os dados
em partes menores, facilitando o acesso e reduzindo o tempo necessário para
executar consultas.
Outra técnica importante é a minimização da quantidade de dados
transferidos entre o banco de dados e as aplicações que o utilizam. Isso pode
ser feito através da seleção cuidadosa dos campos que serão retornados em
uma consulta, evitando trazer informações desnecessárias. Além disso,
utilizar técnicas como compressão de dados pode ajudar a reduzir o tamanho
das informações transferidas.
A monitoração e ajuste de parâmetros de configuração do banco de dados
para garantir um uso eficiente dos recursos disponíveis. Por exemplo, ajustar
corretamente os buffers e caches pode ajudar a minimizar as operações I/O
no disco rígido, melhorando significativamente o desempenho. Temos que
nos lembrar que os bancos de dados relacionais podem ser comparados a
seres vivos e estão em constante transformação, com entrada, saída e
alteração de dados. Em razão disto o acompanhamento diário é de extrema
importância.
A virtualização também pode ser uma estratégia interessante para reduzir
o uso de recursos em bancos de dados. Através da virtualização, é possível
consolidar vários bancos de dados em um único servidor físico,
compartilhando os recursos disponíveis. Isso pode resultar em uma redução
significativa no consumo de energia e espaço físico, além de simplificar a
administração dos sistemas.
Além das técnicas mencionadas acima, é importante considerar a
utilização de ferramentas especializadas para monitorar o desempenho do
banco de dados e identificar possíveis gargalos. Essas ferramentas podem
fornecer informações valiosas sobre o uso dos recursos e ajudar na
identificação de áreas que precisam ser otimizadas.
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A redução do uso de recursos é essencial para otimizar o desempenho dos
bancos de dados. Utilizando técnicas como otimização do acesso aos dados,
minimização da transferência de informações desnecessárias, ajuste dos
parâmetros de configuração e virtualização, é possível melhorar
significativamente a eficiência do sistema. Além disso, o uso de ferramentas
especializadas pode auxiliar na identificação e solução de problemas
relacionados ao uso excessivo de recursos.
3.3 Melhoria da eficiência
A melhoria da eficiência é um aspecto fundamental para os
administradores de banco de dados (DBAs). A otimização e o aprimoramento
do desempenho dos bancos de dados são essenciais para garantir que as
operações sejam executadas de forma rápida e eficiente, minimizando o
tempo de resposta e maximizando a produtividade.
Existem várias técnicas que os DBAs podem utilizar para melhorar a
eficiência dos bancos de dados. Uma das principais estratégias é otimizar o
acesso aos dados. Isso envolve identificar e corrigir gargalos no sistema, como
consultas lentas ou ineficientes, índices ausentes ou mal projetados e
problemas de configuração do servidor. Ao ajustar esses elementos, os DBAs
podem melhorar significativamente o desempenho geral do banco de dados.
Outra técnica importante é reduzir o uso de recursos. Isso pode ser feito
através da implementação de práticas recomendadas, como limitar o
número máximo de conexões simultâneas ao banco de dados, otimizar
consultas complexas para reduzir a carga no servidor e monitorar
regularmente o consumo de recursos para identificar possíveis problemas.
Como já dito anteriormente, o particionamento de tabelas também pode
ser uma estratégia eficaz para melhorar a eficiência dos bancos de dados. O
particionamento envolve dividir grandes tabelas em partes menores
chamadas partições, com base em critérios específicos, como faixas de
valores ou datas. Isso permite que as consultas sejam executadas apenas nas
partições relevantes, reduzindo assim o tempo necessário para recuperar os
dados. Através delas também é possível criar rotinas de expurgos mais
eficiêncientes e com menor custo ao SGBD.
A melhoria da eficiência não se limita apenas às técnicas mencionadas
acima. Os DBAs também devem estar atentos à segurança dos bancos de
dados, implementando medidas de proteção adequadas, como criptografia e
autenticação. Além disso, é essencial monitorar constantemente o banco de
dados em busca de possíveis ameaças e vulnerabilidades.
Para se manter atualizado com as tendências emergentes na área de
bancos de dados e melhorar continuamente a eficiência, os DBAs devem
buscar oportunidades de aprendizado e desenvolvimento profissional.
Participar de cursos, conferências, comunidades e workshops relacionados à
administração de bancos de dados pode ajudar a expandir o conhecimento e
adquirir novas habilidades.
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Em resumo, a redução do uso de recursos é essencial para otimizar o
desempenho dos bancos de dados. Utilizando técnicas como otimização do
acesso aos dados, minimização da transferência de informações
desnecessárias, ajuste dos parâmetros de configuração e virtualização, é
possível melhorar significativamente a eficiência do sistema. Além disso, o
uso de ferramentas especializadas pode auxiliar na identificação e solução de
problemas relacionados ao uso excessivo de recursos.
Leitura adicional: - "High Performance MySQL" por Baron Schwartz et al. -
"SQL Performance Explained" por Markus Winand - “Oracle Database 12c
Release 2 Performance Tuning Tips & Techniques” por Richard Niemiec -
Troublesshooting Oracle Performance por Christian Antognini
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Capítulo 4: Segurança de Banco de Dados
4.1 Técnicas de segurança
Quando falamos em bancos de dados é difícil eleger uma área mais
importante mas não exito em afirmar que a segurança de banco de dados é
uma área essencial para garantir a integridade, confidencialidade e
disponibilidade dos dados armazenados em um sistema. Com o aumento das
ameaças cibernéticas e a importância cada vez maior dos dados nas
organizações, as técnicas de segurança se tornaram fundamentais para
proteger as informações sensíveis.
Uma das principais técnicas de segurança utilizadas em bancos de dados é
a criptografia. A criptografia consiste em transformar os dados em um
formato ilegível, que só pode ser decifrado com uma chave específica. Dessa
forma, mesmo que um invasor consiga acessar os dados, eles estarão
protegidos e não poderão ser utilizados sem a chave correta. Existem
diferentes algoritmos de criptografia disponíveis, como AES (Advanced
Encryption Standard) e RSA (Rivest-Shamir-Adleman), que oferecem
diferentes níveis de segurança.
Outra técnica importante é a autenticação. A autenticação garante que
apenas usuários autorizados tenham acesso aos dados do banco. Isso é feito
por meio da verificação da identidade do usuário, geralmente por meio de
senhas ou certificados digitais. Além disso, é possível utilizar técnicas
adicionais, como autenticação em dois fatores, que exigem além da senha
um segundo fator de autenticação, como um código enviado por SMS.
O monitoramento contra ameaças também desempenha um papel
fundamental na segurança do banco de dados. É necessário acompanhar
constantemente as atividades no sistema para identificar possíveis ataques
ou comportamentos suspeitos. Isso pode ser feito por meio de ferramentas
de monitoramento que registram as atividades e enviam alertas em caso de
atividades suspeitas. Além disso, é importante manter-se atualizado sobre as
ameaças mais recentes e adotar medidas preventivas para evitá-las.
Além das técnicas mencionadas acima, existem outras medidas que
podem ser adotadas para reforçar a segurança do banco de dados. Uma
delas é a implementação de firewalls, que controlam o tráfego de rede e
impedem acessos não autorizados. Também é possível utilizar sistemas de
detecção e prevenção de intrusões, que identificam tentativas de invasão e
bloqueiam os ataques em tempo real.
Outra medida importante é realizar backups regulares dos dados do banco.
Isso garante que, em caso de perda ou corrupção dos dados, seja possível
restaurá-los a partir do backup mais recente. É recomendado utilizar
diferentes métodos de backup, como backups completos e incrementais,
para garantir a integridade dos dados.
A otimização e o desempenho também são aspectos importantes da
segurança do banco de dados. Um sistema bem otimizado reduz o risco de
falhas ou lentidão no acesso aos dados, o que pode ser explorado por
invasores.
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Para se manter atualizado nas técnicas de segurança de banco de dados, é
importante acompanhar as tendências emergentes na área. A tecnologia
está em constante evolução e novas ameaças surgem regularmente.
Participar de cursos, conferências e grupos especializados pode ajudar a
manter-se atualizado e adquirir novos conhecimentos. Oracle, MySQL, SQL
Server e PostgreSQL possuem uma comunidade muito forte e ativa, também
é possível encontrar excelentes cursos de profissionais especialistas nestes
SGDB’s além de cursos com ótima qualidade em plataformas como Udemy,
Coursera, Alura, entre outras.
4.2 Criptografia dos dados
A segurança de banco de dados é uma preocupação fundamental para
qualquer organização que lida com informações sensíveis. A criptografia dos
dados é uma técnica essencial para proteger as informações armazenadas
em um banco de dados contra acesso não autorizado. Neste subcapítulo,
exploraremos a importância da criptografia dos dados, os diferentes tipos de
criptografia disponíveis e as melhores práticas para implementá-la.
A criptografia dos dados envolve a conversão das informações em um
formato ilegível, conhecido como texto cifrado, usando algoritmos
matemáticos complexos. Somente aqueles que possuem a chave correta
podem decifrar o texto cifrado e acessar as informações originais. Isso
garante que mesmo se um invasor conseguir acesso aos dados, eles serão
incapazes de compreendê-los sem a chave adequada.
Existem dois tipos principais de criptografia: simétrica e assimétrica. Na
criptografia simétrica, a mesma chave é usada tanto para criptografar quanto
para descriptografar os dados. Isso significa que tanto o remetente quanto o
destinatário devem ter acesso à mesma chave para trocar informações
seguras. Por outro lado, na criptografia assimétrica, são usadas duas chaves
diferentes: uma chave pública para criptografar os dados e uma chave
privada correspondente para descriptografá-los. A chave pública pode ser
compartilhada livremente, enquanto a chave privada deve ser mantida em
sigilo pelo proprietário.
A escolha entre criptografia simétrica e assimétrica depende do contexto e
dos requisitos específicos do sistema. A criptografia simétrica é mais rápida e
eficiente, mas requer um método seguro para compartilhar a chave entre as
partes envolvidas. A criptografia assimétrica oferece maior segurança, pois a
chave privada nunca precisa ser compartilhada, mas é mais lenta e consome
mais recursos computacionais.
Ao implementar a criptografia, considere o gerenciamento das chaves de
criptografia. Elas devem ser armazenadas de forma segura e protegidas
contra acesso não autorizado. O uso de uma infraestrutura de chave pública
(PKI) pode facilitar o gerenciamento das chaves, fornecendo certificados
digitais que garantem a autenticidade das chaves públicas.
A implementação adequada da criptografia dos dados requer uma
abordagem em várias camadas. Além da criptografia em si, outras medidas
de segurança devem ser adotadas para proteger os dados. Isso inclui a
autenticação dos usuários que acessam o banco de dados, o monitoramento
contínuo para detectar atividades suspeitas e a aplicação de políticas de
acesso restrito aos dados sensíveis.
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É importante ressaltar que a criptografia dos dados não é uma solução
completa para a segurança do banco de dados. Ela deve ser combinada com
outras técnicas e práticas recomendadas para garantir uma proteção
abrangente dos dados. Isso inclui a realização regular de backups dos dados
criptografados, para garantir sua recuperação em caso de perda ou
corrupção.
4.3 Autenticação dos usuários
A autenticação dos usuários é uma parte fundamental da segurança de
banco de dados. Ela envolve a verificação da identidade dos usuários que
desejam acessar o banco de dados, garantindo que apenas pessoas
autorizadas possam realizar operações nele. A autenticação é essencial para
proteger os dados confidenciais e evitar acessos não autorizados.
Existem várias técnicas e métodos de autenticação disponíveis, cada um
com suas próprias vantagens e desvantagens. Alguns dos métodos mais
comuns incluem:
1. Autenticação baseada em senha: Este é o método mais básico e
amplamente utilizado de autenticação. Os usuários fornecem um nome
de usuário e uma senha para acessar o banco de dados. A senha é
armazenada no banco de dados como um hash criptografado para
garantir sua segurança. No entanto, esse método pode ser vulnerável a
ataques de força bruta ou roubo de senhas.
2. Autenticação baseada em certificado: Nesse método, os usuários são
autenticados por meio do uso de certificados digitais. Cada usuário possui
um certificado digital exclusivo que é usado para verificar sua identidade
ao acessar o banco de dados. Esse método oferece maior segurança do
que a autenticação baseada em senha, pois os certificados digitais são
difíceis de falsificar.
3. Autenticação baseada em biometria: Essa forma de autenticação utiliza
características físicas únicas dos usuários, como impressões digitais ou
reconhecimento facial, para verificar sua identidade. Embora seja
considerado altamente seguro, esse método pode ser caro e requer
hardware especializado para implementação.
Além desses métodos, também é possível usar autenticação de dois
fatores, onde os usuários precisam fornecer duas formas diferentes de
autenticação para acessar o banco de dados. Isso pode incluir uma
combinação de senha e um código enviado por SMS ou gerado por um
aplicativo de autenticação.
É importante ressaltar que a escolha do método de autenticação adequado
depende das necessidades e requisitos específicos da organização. É
recomendável realizar uma análise de risco para identificar as ameaças
potenciais e determinar qual método oferece o nível adequado de segurança.
Além disso, é essencial implementar boas práticas de segurança ao lidar
com a autenticação dos usuários. Algumas dessas práticas incluem:
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1. Políticas fortes de senha: Exigir senhas complexas e regulares
alterações pode ajudar a evitar ataques baseados em força bruta.
Recomenda-se o uso de senhas longas, contendo letras maiúsculas e
minúsculas, números e caracteres especiais.
2. Criptografia: Ao armazenar senhas no banco de dados, é fundamental
criptografá-las adequadamente para proteger contra roubo ou acesso
não autorizado.
3. Controle de acesso: Implementar um sistema robusto de controle de
acesso que limite as permissões dos usuários com base em suas funções e
responsabilidades dentro da organização.
4. Monitoramento contínuo: Manter registros detalhados das atividades
dos usuários no banco de dados e monitorá-los regularmente em busca
de atividades suspeitas ou não autorizadas.
5. Atualizações regulares: Manter o sistema operacional, o software do
banco de dados e outros componentes atualizados com as últimas
correções de segurança é essencial para garantir a proteção contínua dos
dados.
A autenticação dos usuários é uma parte crucial da segurança de banco de
dados. A escolha do método adequado e a implementação de boas práticas
de segurança são essenciais para proteger os dados confidenciais e evitar
acessos não autorizados. Ao adotar medidas adequadas de autenticação, as
organizações podem garantir que apenas pessoas autorizadas tenham
acesso aos seus bancos de dados vitais.
4.4 Monitoramento contra ameaças
O monitoramento contra ameaças é uma parte essencial da segurança de
banco de dados. É um processo contínuo que envolve a identificação, análise
e resposta a possíveis ameaças e ataques aos bancos de dados de uma
organização. O objetivo principal do monitoramento contra ameaças é
proteger os dados confidenciais e garantir a integridade dos sistemas de
banco de dados.
Existem várias técnicas e ferramentas disponíveis para o monitoramento
contra ameaças em bancos de dados. Uma das principais técnicas é o uso de
firewalls, que ajudam a bloquear o acesso não autorizado aos bancos de
dados. Os firewalls podem ser configurados para permitir apenas conexões
específicas e bloquear qualquer tentativa suspeita de acesso.
As organizações também podem usar sistemas de detecção e prevenção
de intrusões (IDS/IPS) para monitorar atividades suspeitas nos bancos de
dados. Esses sistemas são capazes de identificar padrões incomuns ou
comportamentos maliciosos e tomar medidas imediatas para mitigar
qualquer possível ameaça.
Outra técnica importante no monitoramento contra ameaças é a auditoria
dos logs do banco de dados. Os logs registram todas as atividades realizadas
no banco de dados, como consultas, atualizações e exclusões. Ao analisar os
logs regularmente, os administradores podem identificar quaisquer
atividades suspeitas ou anormais que possam indicar uma possível violação
da segurança. 21
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É fundamental implementar políticas fortes de senha para proteger os
bancos de dados contra ataques baseados em força bruta. As senhas devem
ser complexas, exclusivas e alteradas regularmente para garantir a segurança
dos dados.
Os bancos de dados devem estar atualizados com as últimas correções e
patches de segurança. Os fornecedores de banco de dados geralmente
lançam atualizações regulares para corrigir vulnerabilidades conhecidas. É
importante aplicar essas atualizações o mais rápido possível para evitar que
os hackers explorem essas vulnerabilidades.
Educar os usuários sobre as melhores práticas de segurança de banco de
dados. Isso inclui treiná-los sobre como criar senhas fortes, evitar clicar em
links suspeitos ou abrir anexos de e-mails desconhecidos e estar ciente das
táticas comuns usadas pelos hackers.
É crucial ter um plano de resposta a incidentes em vigor para lidar com
qualquer violação da segurança do banco de dados. Isso envolve identificar a
causa raiz do incidente, mitigar o impacto, restaurar a integridade dos
sistemas afetados e implementar medidas preventivas adicionais para evitar
futuras violações.
O monitoramento contra ameaças é uma parte fundamental da segurança
de banco de dados. Ele envolve a implementação de várias técnicas e
ferramentas para identificar, analisar e responder a possíveis ameaças aos
bancos de dados. Ao adotar uma abordagem proativa para a segurança do
banco de dados e implementar as melhores práticas recomendadas, as
organizações podem proteger seus dados confidenciais e garantir a
integridade dos sistemas.
Leitura adicional: - "Princípios de Segurança em Banco de Dados" por David
Litchfield - "Segurança em Banco de Dados: Conceitos e Técnicas" por Carlos
Maziero - "Criptografia e Segurança de Redes: Princípios e Práticas" por
William Stallings - "Segurança de Banco de Dados" por David Litchfield, Chris
Anley, John Heasman e Bill Grindlay - "Database
Security and Auditing: Protecting Data Integrity and Accessibility" por Hassan
A. Afyouni - "Oracle Database Security Guide" por Oracle Corporation - "SQL
Server 2019 Administration Inside Out" por Randolph West
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Capítulo 5: Tendências Emergentes em Bancos de Dados
5.1 Tendências Emergentes em Bancos de Dados
Com o avanço da tecnologia e a crescente dependência das empresas em
dados, a área de bancos de dados está constantemente evoluindo. Novas
tendências estão surgindo para atender às demandas cada vez maiores por
armazenamento, processamento e análise de dados. Neste capítulo,
exploraremos algumas dessas tendências emergentes e como elas estão
moldando o campo dos bancos de dados.
Uma das principais tendências emergentes é o uso de bancos de dados
NoSQL (Not Only SQL). Enquanto os bancos de dados relacionais tradicionais
são baseados em tabelas e esquemas rígidos, os bancos de dados NoSQL
permitem uma maior flexibilidade na estrutura dos dados. Isso é
especialmente útil quando se lida com grandes volumes de dados não
estruturados, como redes sociais, sensores IoT (Internet of Things) e logs de
servidores. Os bancos de dados NoSQL também são altamente escaláveis,
permitindo que as empresas lidem com cargas de trabalho cada vez maiores
sem comprometer o desempenho.
Outra tendência emergente é o uso de bancos de dados em memória. Ao
contrário dos bancos de dados tradicionais que armazenam os dados em
discos rígidos, os bancos de dados em memória mantêm todos os seus dados
na memória principal do servidor. Isso resulta em tempos extremamente
rápidos de acesso aos dados e consultas mais eficientes. Os bancos de dados
em memória são especialmente úteis para aplicações que exigem baixa
latência, como sistemas financeiros e jogos online.
Além disso, a computação em nuvem está se tornando cada vez mais
popular na área de bancos de dados. Com a computação em nuvem, as
empresas podem armazenar e processar seus dados em servidores remotos,
acessíveis pela internet. Isso elimina a necessidade de investir em
infraestrutura física e permite que as empresas dimensionem seus recursos
de acordo com suas necessidades. Os provedores de serviços em nuvem,
como Oracle (OCI), Amazon Web Services (AWS) e Microsoft Azure, oferecem
uma ampla gama de serviços de banco de dados na nuvem, desde bancos de
dados relacionais até bancos de dados NoSQL.
Outra tendência emergente é o uso crescente da inteligência artificial (IA) e
aprendizado de máquina (ML) nos bancos de dados. A IA e o ML permitem
que os bancos de dados analisem grandes volumes de dados para identificar
padrões, prever tendências e tomar decisões automatizadas. Por exemplo,
um banco de dados pode usar algoritmos de aprendizado de máquina para
detectar fraudes em transações financeiras ou recomendar produtos
personalizados com base no histórico do cliente.
Por fim, a segurança dos bancos de dados continua sendo uma
preocupação importante. Com o aumento das ameaças cibernéticas, as
empresas estão investindo cada vez mais em medidas para proteger seus
dados. Isso inclui criptografia dos dados armazenados nos bancos de dados,
autenticação rigorosa dos usuários e monitoramento constante contra
atividades suspeitas.
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Para se manter atualizado com essas tendências emergentes, já disse
anteriormente e volto a repetir, é importante que os profissionais da área
estejam sempre buscando conhecimento e se atualizando constantemente.
As tendências emergentes em bancos de dados já são realidade e estão
moldando o campo e oferecendo novas oportunidades para profissionais da
área. Desde o uso de bancos de dados NoSQL e em memória até a
computação em nuvem e a aplicação de IA e ML, há muito a explorar nesse
campo em constante evolução. Portanto, é essencial que os aspirantes a
DBAs estejam preparados para enfrentar essas tendências emergentes e que
os profissionais mais antigos se adaptarem às mudanças tecnológicas.
Leitura adicional: "NoSQL Databases Explained" - MongoDB - "In-Memory
Databases: An Overview" - Oracle - "Cloud Database Services" - Amazon Web
Services - "Artificial Intelligence and Machine Learning in Databases" -
Towards Data Science
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