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FFFF OOOO TTTT OOOO GGGG EEEE OOOO LLLL OOOO GGGG IIII AAAA

Introdução

O método lógico-sistemático baseia-se na separação de faixas ou zonas homólogas com posterior interpretação de suas propriedades. Esse método consiste em uma análise inicial das propriedades das formas, principalmente de relevo e drenagem, sem considerar o significado geológico dos mesmos. Tal metodologia permite que a fase posterior de foto-interpretação seja adotada como um meio de descoberta autônoma, sem idéias pré-concebidas.

Metodologia

Podemos dividir essa atividade da seguinte maneira: Foto-leitura; Foto-análise e Foto- interpretação. A Foto-leitura consiste em um contato inicial com a imagem a ser interpretada. É o reconhecimento do posicionamento das feições da superfície terrestre, naturais ou artificiais, pelas suas feições na foto aérea. Atenta-se para as características de imagem: se é uma fotografia aérea, a escala da foto, a vegetação, a drenagem, o relevo, entre outras. Exemplo:

da foto, a vegetação, a drenagem, o relevo, entre outras. Exemplo: Traço de foliação ou acamamento

Traço de foliação ou acamamento

Poste

Árvore

A Foto-análise é o processo de separar qualquer objeto em suas partes ou elementos

constituintes, ou o exame de um objeto para distinguir suas partes componentes separadamente ou em relação com o todo.

partes componentes separadamente ou em relação com o todo. Traço de foliação ou acamamento Vários postes
partes componentes separadamente ou em relação com o todo. Traço de foliação ou acamamento Vários postes

Traço de foliação ou acamamento

Vários postes

A Foto-interpretação é o estudo da imagem fotográfica visando a descoberta e a

avaliação, por métodos indutivos, dedutivos e comparativos do significado, função e relação

dos objetos correspondentes às imagens.

e comparativos do significado, função e relação dos objetos correspondentes às imagens. Rede de Alta Tensão

Rede de Alta Tensão

e comparativos do significado, função e relação dos objetos correspondentes às imagens. Rede de Alta Tensão

Dobra(?)

Falha(?) Discordância(?)
Falha(?)
Discordância(?)

Falha(?)

Discordância(?)

ELEMENTOSELEMENTOSELEMENTOSELEMENTOS DEDEDEDE FOTOFOTO-FOTOFOTO--ANÁLISE-ANÁLISEANÁLISEANÁLISE EEEE FOTOINTERPRETAÇÃOFOTOINTERPRETAÇÃOFOTOINTERPRETAÇÃOFOTOINTERPRETAÇÃO GEOLÓGICAGEOLÓGICAGEOLÓGICAGEOLÓGICA

Elemento Textural

Um elemento textural é a menor superfície contínua e homogênea, distinguível na imagem fotográfica e possível de repetição, com formas e dimensões definidas. Exemplo: um elemento textural pode ser a imagem de uma árvore, ou de uma parte da árvore, dependendo da escala da foto; ou a imagem de uma parte de uma drenagem ou do relevo.

Lineação

de uma parte de uma drenagem ou do relevo. Lineação Elemento estrutural Deve haver repetição dos

Elemento estrutural

Deve haver repetição dos elementos

As lineações são estruturas retilíneas ou levemente encurvadas (em arco), que se salientam positivamente (pequenas cristas) ou negativamente (sulcos, ranhuras ou depressões) no terreno. São importantes, principalmente, na análise e interpretação do relevo (definição de direção e mergulho de camadas, foliações, entre outras).

Existem dois tipos de lineações:

Em Feixe: possuem como característica principal uma disposição paralela, de continuidade longitudinal.

Paralelas:

normalmente irregulares, desordenadas e mais espaçadas.

Em

Série

ou

mostra

um

arranjo

mais

paralelo

que

longitudinal,

Série ou mostra um arranjo mais paralelo que longitudinal, Lineações em feixe Lineações em série ou

Lineações em feixe

arranjo mais paralelo que longitudinal, Lineações em feixe Lineações em série ou paralelas Alinhamento O

Lineações em série ou paralelas

Alinhamento

O alinhamento, de conceito similar ao da lineação, diferem na escala, ou seja, enquanto as lineações normalmente variam de 3 a 10 milímetros de comprimento, os alinhamentos abrangem tamanhos superiores a 20 milímetros na escala da foto trabalhada.

Textura

A textura é o padrão de arranjo dos elementos texturais e representa a imagem de

conjunto dada pela disposição das menores feições que conservam sua identidade na escala da fotografia. Importante observar que as variações na textura do relevo e da drenagem constituem a propriedade fundamental na análise da imagem, pois permite separar feições com significados diferentes ou associar feições com o mesmo significado, dado por condições naturais.

Estrutura

A

estrutura é a lei que exprime o padrão de organização no espaço dos elementos

texturais.

Exemplo:

Densidade

dependendo da escala

árvore = elemento textural floresta = textura reflorestamento = estrutura
árvore = elemento textural
floresta = textura
reflorestamento = estrutura

A densidade de textura é o inverso da distância que separa os elementos texturais ou o

maior ou menor número de elementos texturais por unidade de área. Exemplo: uma área com abundantes formas de micro relevo (aspecto áspero), é considerada como tendo uma densidade de textura de relevo alta, assim como uma região com formas de relevo aplainada, com encostas lisas, é considerada como tendo uma densidade de relevo baixa.

O exame em conjunto da densidade de textura de relevo e drenagem, leva a

caracterização de importantes propriedades da rocha. Dessa forma, a densidade de relevo está diretamente relacionada, entre outros fatores, à resistência à erosão da rocha, enquanto que a densidade de drenagem está relacionada, em uma proporção inversa, à permeabilidade da rocha.

Grau de Estruturação

O

grau

de

estruturação

refere-se a regularidade de organização dos elementos

texturais, podendo ser fracamente estruturada, quando a lei de ordenação é mal definida, pouco regular ou pouco precisa; ou fortemente estruturada, em caso de disposição regularmente ordenada.

Ordem de Estruturação

A ordem de estruturação qualifica a complexidade da organização dos elementos ou a

superposição de padrões de organização. Tem-se uma estrutura de primeira ordem quando apenas uma lei define o padrão de ordenação (como por exemplo o padrão em linha reta dos

elementos texturais), uma estrutura de segunda ordem quando duas leis definem o padrão de

ordenação e assim por diante.

Exemplos:

o padrão de ordenação e assim por diante. Exemplos: Textura de drenagem com baixa densidade, disposição

Textura de drenagem com baixa densidade, disposição anelar, fracamente estruturada e de primeira ordem.

anelar, fracamente estruturada e de primeira ordem. Textura de drenagem com média densidade, disposição

Textura de drenagem com média densidade, disposição anelar e radial, fortemente estruturada e de segunda ordem.

Textura

e radial, fortemente estruturada e de segunda ordem. Textura de relevo com densidade média, disposição retilínea,

de relevo com densidade média, disposição retilínea, fortemente estruturada (acima) e irregular e não estruturada (abaixo), e de primeira ordem.

irregular e não estruturada (abaixo), e de primeira ordem. Textura de relevo (cristas) com densidade baixa

Textura de relevo (cristas) com densidade baixa (cantos) e alta (centro),

fortemente estruturada e de primeira ordem.

Quanto maior é o grau e a ordem de estruturação dos elementos texturais em uma forma, menor a possibilidade dela ser casual.

Zonas Homólogas

São agrupamentos de elementos texturais e estruturais com propriedades semelhantes. As zonas homólogas são separadas por limites definidos, quando coincidem com uma forma linear estruturada (por exemplo lineação, alinhamentos, quebras topográficas); limites progressivos, quando as propriedades de uma zona homóloga são substituídas progressivamente pelas propriedades de outra zona homóloga; limites envoltórios são marcados quando separa-se um conjunto de propriedades texturais e/ou estruturais sem que estas propriedades cubram toda a zona delimitada, ou quando existir elementos texturais ou estruturais diferentes dentro da zona homóloga delimitada.

estruturais diferentes dentro da zona homóloga delimitada. L i m i t e d e f

Limite definido

delimitada. L i m i t e d e f i n i d o Limite

Limite progressivo

Limite envoltório

DDDD RRRR EEEE NNNN AAAA GGGG EEEE MMMM

A rede de drenagem, traçada de forma sistemática e uniforme, pode fornecer

informações de grande importância, especialmente quanto à estrutura geológica da área e

variações no estilo estrutural.

No procedimento de extração da drenagem, deve-se traçar todos os elementos, desde a

primeira ordem. Entende-se como de primeira ordem, os primeiros e menores sulcos de escoamento superficial, perenes ou não. Para realçar as propriedades mais importantes a serem analisadas, é interessante reduzir o calque (transparência) em até 70% da drenagem originalmente traçada.

A sistemática na análise e posterior interpretação da drenagem, consiste no traçado

das lineações, dos alinhamentos, das assimetrias, da delimitação e classificação das zonas homólogas e interpretação.

A indicação das lineações e alinhamentos devem ser feitas com a cor apropriada (em

feixe traçadas na cor azul e em série traçadas na cor vermelha). No traçado dos alinhamentos de drenagem, além dos fundos de vale, alinham-se também as nascentes ou segmentos de drenagem, desde que existam pelo menos quatro elementos alinhados (traçar em preto).

pelo menos quatro elementos alinhados (traçar em preto). Alinhamentos de nascentes Alinhamentos de segmentos de

Alinhamentos de nascentes

Alinhamentos de segmentos de drenagem

A assimetria de drenagem é determinada pela diferença de densidade, extensão e

angularidade entre os dois lados de um alinhamento negativo e que para ele convirjam. São

classificadas como forte ( cor vermelha.

) e representadas na

como forte ( cor vermelha. ) e representadas na ), moderada ( ), fraca ( )

), moderada (

forte ( cor vermelha. ) e representadas na ), moderada ( ), fraca ( ) nula

), fraca (

cor vermelha. ) e representadas na ), moderada ( ), fraca ( ) nula ( A

)

nula (

) e representadas na ), moderada ( ), fraca ( ) nula ( A assimetria é

A assimetria é forte quando mostra diferenças de densidade, extensão e angularidade

entre os dois lados do alinhamento; é moderada quando a drenagem se diferenciar por apenas duas características e fraca quando se diferenciar somente com uma característica. Quando as

drenagens forem simétricas a simetria é nula.

A simbologia da assimetria é marcada próximo ao alinhamento negativo, no sentido

do fluxo das drenagens mais longas.

A análise de simetria só deve ser feita quando houver drenagem em ambos os lados de

um determinado alinhamento.

Forte Moderada Fraca Nula
Forte
Moderada
Fraca
Nula

As zonas homólogas devem ser separadas e classificadas segundo a densidade, a forma, a tropia e densidade de lineações paralelas ou em série, sendo classificadas cada uma dessas propriedades com as letras A (alta), M (média), B (baixa), N (nula). A densidade de drenagem é dada pelo maior ou menor número de drenagens por unidade de área. É um parâmetro relativo a cada área de estudo. Podemos caracterizar a densidade como o inverso do espaçamento entre tributários, quanto menor o espaçamento maior a densidade de drenagem. Classificamos como alta, moderada, baixa e nula.

Alta - A Moderada - M
Alta - A
Moderada - M
? Baixa - B Nula - N
?
Baixa - B
Nula - N

A forma da drenagem reflete a expressão espacial do conjunto de elementos estruturais que compõem a rede de drenagem. Conforme a geometria da drenagem ela pode se apresentar sob a forma de candelabro, retangular, sub-paralela ou dendrítica, respectivamente classificadas como alta, moderada, baixa e nula

Alta - A Moderada - M Baixa - B Nula - N A tropia reflete

Alta - A

Moderada - M

Baixa - B

Nula - N

A tropia reflete a propriedade dos elementos de drenagem orientarem-se segundo tendências ou direções. Uma tropia é considerada alta quando existe um predomínio acentuado das lineações em feixe sobre as lineações em série; a tropia é moderada quando a quantidade dessas lineações se equivalem; a tropia é baixa quando as lineações em série predominam sobre as lineações em feixe; a tropia é nula é caracterizada somente por lineações em série.

é nula é caracterizada somente por lineações em série. Alta - A Moderada -M Baixa -

Alta - A

Moderada -M

Baixa - B

Nula - N

A densidade de lineações em série ou paralelas, a exemplo das outras propriedades, também são classificadas como Alta (A), moderada (M), baixa (B) e nula (N).

Exemplo de classificação de Zonas Homólogas AABM BBNB
Exemplo de classificação de Zonas Homólogas
AABM
BBNB

Introdução

RRRR EEEE LLLL EEEE VVVV OOOO

Densidade Forma Densidade de lineações em série Tropia

Quando se faz foto-interpretação, nunca é demais lembrar que a integração das diversas feições e propriedades, quando analisadas em conjunto, fornece informações sobre as diferenças litológicas e as feições estruturais existentes.

O clima tem grande influência na maneira como as rochas aparecem nas fotografias

aéreas. Em climas áridos e semi-áridos a foto-interpretação em qualquer tipo de rocha, é muito facilitada, tendo em vista que os menores contrastes existentes são ressaltados em

função da ausência do manto de intemperismo e, consequentemente, da vegetação (o uso da cobertura vegetal como propriedade foto-interpretativa não é comum, porém, em determinados casos, ela pode ser utilizada para determinar diferentes tipos litológicos).

O relevo é o resultado da resistência à erosão de determinado tipo de rocha frente ao

intemperismo, portanto, o relevo dependerá da composição e estrutura da rocha e dos fatores

climáticos atuantes. Uma mesma litologia poderá formar diferentes tipos de relevos, dependendo da composição da (s) rocha (s) encaixante (s).

V V V V A V V V V Clima Úmido C V V V
V
V
V
V
A V
V
V
V
Clima Úmido
C V
V
V
V
V
V
V

A – pouco resistente B¹ – forma crista

C – muito resistente B² – forma vale

Exemplo: uma rocha calcária em clima seco forma feições positivas, ao passo que em clima úmido sua morfologia é ondulada e, normalmente, apresenta feições cársticas como dolinas e sumidouros.

A resistência das litologias frente à erosão dependerá, portanto, da composição

mineralógica, granulometria, compactação e estrutura (maciça, foliada, estratificada, etc) das

mesmas. Esses fatores influenciam tanto o intemperismo químico, como a erosão mecânica, predominando um ou outro se o clima é mais úmido ou seco.

Sistemática

A sistemática da análise do relevo consiste no traçado das lineações, dos alinhamentos e das principais quebras, na verificação das assimetrias e na delimitação e classificação das zonas homólogas.

Lineações

As

lineações positivas são estruturas retilíneas ou levemente encurvadas, contidas em

um único plano, que se salientam positivamente no terreno (cor marrom).

As lineações negativas são estruturas retilíneas ou levemente encurvadas, contidas em

um único plano, que formam sulcos ou ranhuras no terreno.

As lineações negativas em feixe (cor azul) são as que mostram um arranjo tanto longitudinal quanto paralelo, em faixas definidas e, via de regra, são paralelas às lineações positivas. As lineações em série (cor vermelha) mostram um arranjo mais paralelo do que

longitudinal, normalmente são mais espaçadas do que as anteriores e também as cortam nas mais diversas direções.

e também as cortam nas mais diversas direções. Lineações em feixe Quebras Topográficas Lineações em

Lineações em feixe

Quebras Topográficas

Lineações em série ou paralelas

As quebras topográficas diferenciam-se das lineações devido as suas sinuosidades e maior extensão longitudinal. As quebras negativas são as rupturas de declive côncavas e as quebras positivas são as rupturas de declive convexas. Desenvolvem-se por resistência diferencial à erosão e ou intemperismo (diferentes propriedades físicas e químicas).

As quebras negativas representam o limite entre as camadas mais e menos resistentes à erosão e são chamadas de contatos foto-litológicos. Seu valor e significado geológico é tanto maior quanto mais contínua for e também quanto maior for o seu paralelismo com uma quebra positiva. As quebras positivas representam níveis de maior resistência à erosão dentro de uma mesma unidade foto-litológica e prestam-se mais a estudos estruturais.

+ + + - - - - - - + quebra positiva (marrom)
+
+ +
- -
-
-
-
-
+ quebra positiva (marrom)

- quebra negativa (azul)

As quebras existentes no terreno podem ser agudas (linha de ruptura definida

ou suaves (zona de ruptura

Alinhamentos

de ruptura definida ou suaves (zona de ruptura Alinhamentos ). ) Os alinhamentos são estruturas retilíneas

).

ruptura definida ou suaves (zona de ruptura Alinhamentos ). ) Os alinhamentos são estruturas retilíneas ou

)

Os alinhamentos são estruturas retilíneas ou levemente encurvadas que se salientam positivamente, sob a forma de cristas (cor marrom), ou negativas, sob a forma de vales (cor azul – feixe ou cor vermelha – série). Os alinhamentos, como as quebras topográficas, são marcadas com traço contínuo, interrompido ou pontilhado, quando bem, moderadamente ou mal definidos.

Assimetria de Relevo

Considera-se um relevo assimétrico quando as quebras negativas e positivas separam zonas de maior e menor declividade, ou com propriedades de relevo diferentes

alternadamente. Pelo exame da imagem, podemos definir diferentes graus de assimetria e simetria:

a. Fortemente simétrico: quando uma zona homóloga horizontal a sub-horizontal se opõem a uma zona homóloga fortemente inclinada.

b. Moderadamente assimétrico: quando duas zonas homólogas justapostas possuem declives elevados e são visivelmente

b. Moderadamente assimétrico: quando duas zonas homólogas justapostas possuem declives elevados e são visivelmente diferentes com relação a densidade de textura de relevo.

diferentes com relação a densidade de textura de relevo. c. Assimetria baixa: quando as duas zonas

c. Assimetria baixa: quando as duas zonas homólogas justapostas apresentam declives aproximadamente iguais, mas se diferenciam na densidade de textura de relevo.

mas se diferenciam na densidade de textura de relevo. d. Assimetria nula (simétrica): quando as duas

d. Assimetria nula (simétrica): quando as duas zonas homólogas possuem declives similares e não se diferenciam na textura de relevo

Zonas Homólogas

Zonas Homólogas As zonas homólogas de relevo são agrupamentos de elementos texturais e estruturais com propriedades

As zonas homólogas de relevo são agrupamentos de elementos texturais e estruturais com propriedades semelhantes e são separadas por limites definidos, progressivos ou envoltórios. Para auxiliar na definição de uma zona homóloga observam-se os diferentes elementos extraídos da imagem através da foto-análise de relevo, tais como lineações, alinhamentos, quebras topográficas, forma das encostas, densidade, tropia, textura. Outra propriedade, muitas vezes de difícil caracterização e que pode auxiliar na separação das zonas homólogas, é a tonalidade. Nas fotografias aéreas, a tonalidade pode variar do branco até o cinza escuro, quase preto. Essa diferença é conseqüência de diversos fatores, entre os quais, a composição mineralógica e a quantidade de água presente nas rochas. Minerais como o quartzo e o feldspato, refletem mais a luz incidente, enquanto que outros minerais, como o anfibólios e o piroxênio, tem comportamento oposto. As rochas que absorvem ou retém mais a água em seu interior, geralmente são mais escuras, enquanto que as rochas mais porosas tendem a ter tons mais claros.

Classificação das Zonas Homólogas

As zonas homólogas podem ser classificadas segundo a densidade, tipo ou forma das encostas e tropia. Essa classificação, conforme o predomínio de uma ou outra propriedade, levará as letras A (alta), M (moderada), B (baixa) e N (nula). Apesar das lineações em série poder auxiliar na separação das zonas homólogas, elas não serão classificadas na análise do relevo.

a. densidade de relevo: é a avaliação da quantidade de micro feições de relevo por unidade de área. A densidade constitui um parâmetro de elevada resolução na definição de zonas homólogas de relevo.

Alta - A Moderada - M Baixa - B Nula - N
Alta
- A
Moderada - M
Baixa - B
Nula - N

b. Forma das encostas: constitui uma propriedade de relevo bastante útil, embora muitas vezes de difícil caracterização. As formas das encostas foram classificadas pelo tipo de perfil e desnível dominantes apresentada pela zona homóloga.

Alta - A
Alta
- A
Moderada - M
Moderada - M
Moderada - M Baixa - B Nula - N
Moderada - M
Baixa - B
Nula - N
H H Alta - A Moderada - M
H
H
Alta
- A
Moderada - M

H = desnível da encosta

= perfil topográfico

c. tropia: é a propriedade dos elementos estruturais ordenarem-se segundo uma tendência ou direção. Uma zona da imagem possui tropia alta quando existir lineações positivas e negativas (em feixe) com proporções semelhantes e em grande quantidade. Uma tropia é considerada como moderada quando houver um predomínio das lineações negativas em feixe sobre as positivas, baixa quando essas lineações forem poucas e nula, quando não existirem.

Alta - A Moderada - M Baixa - B Nula - N = lineação positiva

Alta

- A

Moderada - M

Baixa - B

Nula - N

= lineação positiva

=

lineação positiva

=

lineação negativa

Foto-interpretação

No trabalho de foto-interpretação deve-se ter em mente que quanto maior o grau ou intensidade de uma determinada estruturação, maior a possibilidade da mesma não ser casual.

Lineações

a.

as lineações positivas representam traços de acamamento, corpos litológicos ou diques resistentes, fraturas preenchidas.

b.

as lineações negativas, quando paralelas às positivas e aos limites de zonas homólogas, representam traços de acamamento, algumas vezes pode representar uma foliação.

c.

as lineações negativas, parcialmente oblíquas às positivas e aos limites das zonas homólogas representam traços de foliação ou fratura.

d.

as lineações transversais às positivas e aos limites das zonas homólogas representam traços de fratura, pequenos diques menos resistentes à encaixante, entre outras.

Quebras

a.

as quebras topográficas positivas são traços de corpos mais resistentes.

b. as quebras topográficas negativas são traços de corpos menos resistentes, contatos litológicos, falhas (cavalgamento).

Alinhamentos

a. os alinhamentos positivos são traços de corpos mais resistentes, falhas preenchidas,

diques.

b. os alinhamentos negativos representam corpos menos resistentes, falhas, contatos litológicos, fraturas.

Zonas Homólogas

As zonas homólogas podem estar truncadas e deslocadas por traços transversais ou

oblíquos aos seus limites, o que pode representaria uma falha. O sentido do movimento aparente é dado pelo próprio deslocamento dos limites da zona homóloga ou pela flexão ou dragueamento desses limites ou dos traços de lineações neles contidos.

Traços de Acamamento

O reconhecimento do acamamento é devido ao fato de que sucessivas camadas

geralmente diferem nas suas características físicas e químicas. A topografia resultante raramente deixa de mostrar a forte influência do acamamento. As lineações de relevo, em arco ou retilíneas, são interpretadas como traços de acamamento, e constituem a expressão da exposição de pequenas camadas mais resistentes ao intemperismo.

a. camadas com alto mergulho produzem traços de acamamento retilíneo,

independente das formas de relevo, portanto, não sofrem desvios quando cruzam vales e

colinas (regra dos “Vês”). b. camadas com mergulhos menores, mais suaves, ao cruzarem vales e colinas, dão origem a traços em forma de arco e V. Nesse caso, o ângulo do V aponta a direção do mergulho e o traçado do arco mostra que, quanto mais fechado é esse arco, menor o mergulho da camada.

Traços de Foliação

As lineações de relevo, para serem interpretadas como traço de foliação, deverão apresentar uma ou mais das seguintes propriedades:

a. deverão ser paralelas umas às outras, pelo fato da foliação resultar de um esforço regional.

b. Deverão ser numerosas, principalmente porque o número de planos de foliação nas rochas pode ser muito grande, portanto, é de se esperar que os traços de foliação também o sejam.

c. Deverão ser curtos, devido a semelhança entre os planos de foliação vistos nas rochas (não há propriedade que assegure a continuidade de um traço de foliação qualquer), consequentemente, não poderão ser representados por vales e serras contínuas e muito longas.

Traços de Fratura

Os traços de fratura normalmente não apresentam um paralelismo marcante, normalmente são multidirecionais (fato este que os distingue dos traços de foliação).