PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS DEPARTAMENTO DE CIENCIAS JURÍDICAS Professora: Godameyr Alves – Aulas: 04 de março de 2010 Disciplina: Direito

Empresarial II

na sociedade. Apenas substitui-se o sócio falecido pelo sucessor ou sucessores. e em conseqüência. Se o expulso for majoritário. O exercício do direito de retirada é ato unilateral do sócio desinteressado de permanecer na sociedade. a dissolução será extrajudicial. b) Sociedade limitada de vínculo instável contratada por prazo determinado e a de vínculo estável (contratada por prazo determinado ou indeterminado) – o sócio apenas pode desligar-se se divergir de alteração contratual. • Em caso de expulsão de sócio remisso. Com a morte a participação societária será atribuída – como os demais bens do patrimônio do falecido – por sucessão causa mortir. A expulsão é cabível para qualquer tipo de sociedade limitada. a qualquer tempo. por meio da ação de dissolução. investidores. da comunicação escrita do exercício do direito. trabalhadores. os sócios interessados deverão pleitear a exclusão em juízo (dissolução judicial). A dissolução parcial ocorrerá nos seguintes casos: 1) Se a limitada for de vinculo instável e não houver cláusula contratual expressa obstando a liquidação __________________________________ APURAÇÃO DE HAVERES E REEMBOLSO • A dissolução parcial importa a constituição de crédito em favor do sócio desligante ou de seu sucessor perante a sociedade. SOCIEDADE LIMITADA CAUSAS DE DISSOLUÇÃO PARCIAL • Acordo entre os sócios – formalização o acordo através da assinatura do instrumento de alteração contratual (para configurar-se a dissolução parcial deve haver a redução do capital social) • Exercício do direito de retirada a) Sociedade limitada de vínculo instável (utilização subsidiária nas normas da sociedade simples) contratada por prazo indeterminado – o sócio pode desligar-se. liberando-se da condição de sócio (art. • Morte de sócio – a morte pode (não é regre geral) implicar na dissolução parcial da sociedade. ou o contrato não permitir expressamente a expulsão do minoritário por justa causa. Este princípio orientou a consolidação. é do interesse dos empreendedores. Tanto na retirada motivada como na imotivada os efeitos da retirada perante terceiros depende do registro. etc. que formaliza a mudança no quadro de sócios. Opera-se a retirada motivada desde que o sócio manifeste seu inconformismo com as deliberações majoritárias. consumidores. Se não há acordo quanto ao valor do reembolso o retirante deve buscar. garantindo a preservação da atividade econômica da empresa por ela explorada. a alteração contratual é providenciada (dissolução extrajudicial). a apuração de seus haveres. 1077) – retirada motivada.DISSOLUÇÃO PARCIAL Arts. incorporação ou fusão deliberada pela maioria (art. do instrumento de alteração contratual. Por meio dela. descontadas da indenização devida a pessoa . na doutrina e na jurisprudência. o contrato contemplar cláusula permissiva e o motivo a justa causa for a mora na integralização das quotas subscritas. sem o comprometimento da existência da sociedade. vizinhos. na Junta Comercial. nada obriga a liquidação da quota. Opera-se a dissolução parcial por retirada imotivada com o transcurso do prazo legal de 60 dias após a entrega. enquanto organização produtiva. a um herdeiro ou legatário. e não a mera transferência de quotas sociais com a saída de algum sócio. o crédito corresponde às entradas que realizou. 1029) – retirada imotivada. 1085 e 1086 • Princípio da Preservação da Empresa – a preservação da empresa. Se o sócio retirante e os que permanecem na sociedade chegam a acordo relativamente ao valor do reembolso. Se o sucessor quiser fazer parte da sociedade e os sobreviventes concordarem. governantes. da figura da dissolução parcial. em juízo. 1028 a 1032. superam-se problemas surgidos entre os sócios. Se o expulso for minoritário. • Para que haja a figura da dissolução parcial deve haver a redução do capital social. (dissolução judicial) • Expulsão – é viável quando o sócio descumpre seus deveres com a sociedade (integralizar a quota subscrita e contribuir para o desenvolvimento da empresa) e fica submetido a expulsão promovida pelos demais sócios.

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