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Apostilas para Concursos Públicos

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Portuguesa

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ACENTUAÇÃO GRÁFICA

A acentuação é um dos requisitos que perfazem as regras estabelecidas pela Gramática Normativa. A mesma compõe-

se de algumas particularidades, às quais devemos estar atentos, procurando estabelecer uma relação de familiaridade e, consequentemente, colocando-as em prática ao nos referirmos à linguagem escrita.

À medida que desenvolvemos o hábito da leitura e a prática de redigir, automaticamente aprimoramos essas

competências, e tão logo nos adequamos à forma padrão.

Em se tratando do referido assunto, devemos nos ater à questão das Novas Regras Ortográficas da Língua Portuguesa, as quais entraram em vigor desde o dia 1º de janeiro de 2009. E como toda mudança implica em adequação, o ideal é que façamos uso das mesmas o quanto antes.

O estudo exposto a seguir visa aprofundar nossos conhecimentos no que se refere à maneira correta de grafamos as

palavras, levando em consideração as regras de acentuação por elas utilizadas. Lembrando que as mesmas já estão

voltadas para o novo acordo ortográfico.

Regras básicas – Acentuação tônica

A acentuação tônica implica na intensidade como são pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá de forma

mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica.

As demais, como são pronunciadas com menos intensidade, são denominadas de átonas.

De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas como:

Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a última sílaba.

Ex: café – coração – cajá – atum – caju - papel

Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se evidencia na penúltima sílaba.

Ex: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível

Proparoxítonas - São aquelas em que a silaba tônica se evidencia na antepenúltima sílaba.

Ex: lâmpada - câmara - tímpano - médico - ônibus

Como podemos observar, mediante todos os exemplos mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente, são os chamados monossílabos, que, quando pronunciados, há certa diferenciação quanto à intensidade.

Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos em uma dada sequência de palavras. Como podemos observar o exemplo a seguir:

“Sei que não vai dar em nada, Seus segredos sei de cor”.

Os monossílabos ora em destaque, classificam-se como tônicos, os demais, como átonos (que, em, de).

Os acentos

# acento agudo (´) – Colocado sobre as letras a, i, u e sobre o e do grupo “em” indica que estas letras representam as

vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público, parabéns. Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicidade,

timbre aberto.

Ex: herói – médico – céu

# acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e” e “o”, indica além da tonicidade, timbre fechado:

tâmara – Atlântico – pêssego – supôs

# acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com artigos e pronomes.

Ex: à, às, àquelas, àqueles

# O trema (¨) – De acordo com a nova regra, foi totalmente abolido das palavras. Apenas há uma exceção: Somente é utilizado em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros.

Ex: mülleriano (de Müller)

# O til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais nasais.

Ex: coração – melão – órgão - ímã

Regras fundamentais:

Palavras oxítonas:

Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: a, e, o, em, seguidas ou não do plural(s) Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s)

Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:

Monossílabos tônicos terminados em a, e, o, seguidos ou não de “s”.

Ex: pá – pé – dó – crê – há

Formas verbais terminadas em a, e, o tônicos seguidas de lo, la, los, lãs.

respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo

Paroxítonas:

Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:

- i, is

táxi – lápis – júri

- us, um, uns

vírus – álbuns – fórum

- l, n, r, x, ps

automóvel – elétron- cadáver – tórax – fórceps

- ã, ãs, ão, ãos

ímã – ímãs – órfão – órgãos

-ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de “s”.

água – pônei – mágoa – jóquei

Regras especiais:

#Os ditongos de pronúncia aberta ei, oi, que antes eram acentuados, perderam o acento de acordo com a nova regra. Ex:

Antes

Agora

assembléia

assembleia

idéia

ideia

geléia

geleia

jibóia

jiboia

apóia (verbo apoiar)

apoia

paranóico

paranoico

Observação importante – O acento das palavras herói, anéis, fiéis ainda permanece.

# Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acompanhados ou não de s, haverá acento

Ex: saída – faísca – baú – país – Luís

Observação importante:

Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando hiato quando vierem depois de ditongo:

Ex:

Antes

Agora

bocaiúva

bocaiuva

feiúra

feiura

Sauípe

 

# O acento pertencente aos hiatos “oo” e “ee” que antes existia, agora foi abolido. Ex:

Antes

Agora

crêem

creem

lêem

leem

vôo

voo

enjôo

enjoo

#Não se acentuam o i e o u que formam hiato quando seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:

Ra-ul, ru-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir-des, ju-iz

#Não se acentuam as letras i e u dos hiatos se estiverem seguidas do dígrafo nh:

ra-i-nha, vem-to-i-nha.

#Não se acentuam as letras i e u dos hiatos se vierem precedidas de vogal idêntica:

xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba

No entanto, se tratar de palavra proparoxítona haverá o acento, já que a regra de acentuação das proparoxítonas prevalece sobre a dos hiatos:

fri-ís-si-mo, se-ri-ís-si-mo

# As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, com (u) tônico precedido de (g) ou (q) e seguido de (e) ou (i) não serão mais acentuadas. Ex:

Antes

Depois

apazigúe (apaziguar)

apazigue

averigúe (averiguar)

averigue

argúi (arguir)

argui

# Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do plural de:

ele tem – eles têm ele vem – eles vêm

# A regra prevalece também para os verbos conter, obter, reter, deter, abster.

ele contém – eles contêm ele obtém – eles obtêm ele retém – eles retêm ele convém – eles convêm

# Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes eram acentuadas para diferenciar de outras semelhantes.

Apenas em algumas exceções como:

A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua sendo acentuada para diferenciar-se de pode (terceira pessoa do singular do presente do indicativo).

O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da preposição por.

Palavras homógrafas

pola (ô) substantivo – pola (ó) substantivo polo (s) (substantivo) - polo(s) (contração de por + o) pera (substantivo) - pera (preposição antiga) para (verbo) - para (preposição)

pelo(s) (substantivo) - pelo (contração) pelo (do verbo pelar) - pelo (contração) pela, pelas (substantivo e verbo) - pela (contração)

CRASE

CRASE.: É o nome que se dá ao encontro de dois a+a, e não ao acento.Assim, não devemos dizer"acento de crase".

PRIMEIRO CASO DE CRASE:

acentuamos o A quando, substituindo o substantivo feminino por um masculino, o a se torna ao . Ex: Fui à cidade.

SUBSTANTIVO FEMININO Se substituir : Fui ao sitio.

cidade. SUBSTANTIVO FEMININO Se substituir : Fui ao sitio. SUBSTANTIVO MASCULINO O A se tornou ao
cidade. SUBSTANTIVO FEMININO Se substituir : Fui ao sitio. SUBSTANTIVO MASCULINO O A se tornou ao

SUBSTANTIVO MASCULINO

O A se tornou ao e por isso deve ser acentuado.

OUTROS EXEMPLOS.

Não me refiro à secretária, mas ao secretário. Entreguei o livro à professora, não ao professor . Deram o presente à vizinho, e não ao vizinho.

O pronome aquele (e variações, podem receber acento no a inicial, desde que haja um verbo

ou um nome relativo que peça a preposição a. Exemplo. Não fui a aquela farmácia

= Não fui àquela farmácia.

Não fiz referência a aquilo =Não fiz referência àquilo.

Repare.: Quem vai, vai a algum lugar -> Quem faz referência, faz a alguma coisa.

Antes de pronome possessivo é facultativo o uso do artigo, dessa forma, podemos usar.:

Exemplo.:

Refiro-me a (ou à) sua colega e não a (ou à) minha. Faço referência a | à tua prima e não a | à tua avó.

Só acentuamos o a antes de nomes de pessoas quando se trata de indivíduos que façam parte do nosso círculo de amizades, indivíduos aos quais tratamos intimamente. Exemplo.:

Refiro-me à Luisa e não à Dani Refiro-me a Laura e não a Marta.

SEGUNDO CASO DE CRASE

Acentua-se o a que principia locuções com palavras femininas. Exemplo.:

Carro à gasolina, estudar à noite, à proporção que chove

EXCEÇÃO.: a distância, desde que esta não esteja determinada. Exemplo.:

Os guardas ficaram a distância.

Quando a distância e determinada, o a é acentuada.

Exemplo.:

O guarda ficou à distância de cem metros do palco.

Em expressões com sentido: à semelhança de, à moda de, à maneira, usarmos o acento.

Exemplo.:

Ele produziu um texto à Rui Barbosa.

Não se acentua o a antes de elementos no plural.

Exemplos.:

a portas fechadas, a pauladas, a marteladas.

Caso o a esteja no plural, o acento é obrigatório.

Exemplos.:

Às Claras, às favas

Locuções adverbiais com palavras repetidas não traz acento.

Exemplos.:

gota a gota, cara a cara, de ponta a ponta,

Não se usa acento no a que antecede a palavra uma.Exceto se for hora ou conjutamente.

Exemplos.:

Os visitantes ficaram a uma distância de dois metros. Os visitantes chegaram à uma hora. Eles gritaram à uma: Bravo!

EXERCÍCIOS

1. Indique o existência da crase, usando o acento grave no A, quando conviver:

A.Você vai a aula hoje?

à

B.

Fui a Santos ontem, estou cansado e não vou a aula.

a,a

C. Não vou a Brasília, vou a Bahia

a, à

D.Obedeça a sinalização, é o que dizem as placas

à,as

E.

Nunca desobedeça a nenhuma pessoa

a

F.

Telefonei a ela, depois a você e a todas as nossas amigas

a,,a,a,as

G.

Fui a velha Londres

à

H.

Vendo a vista e a prazo, ou seja, a dinheiro e a prestação

à,a,a,à

I. Vesti-me as pressas e saí a procura de meus amigos

às,a

J. Estudamos a tarde e trabalhamos a noite

à,à

L. O avião pousou a zero hora e não a uma hora

à,à

M. Mantenha-se a direita e não a esquerda à,à

N.

Nesta lavanderia não há maquinas, só se lava a mão

à

O.

Tenho um carro a álcool e um a gasolina

a,à

P. Passearemos a pé e não a cavalo

a,a

Q.

Foi um baile a caráter, a fantasia mesmo

a,à

R.

Comi um bife a milanesa

à

PONTUAÇÃO

Há certos recursos da linguagem - pausa, melodia, entonação e até mesmo, silêncio - que só estão presentes na oralidade. Na linguagem escrita, para substituir tais recursos, usamos os sinais de pontuação.

Estes são também usados para destacar palavras, expressões ou orações e esclarecer o sentido de frases,

a fim de dissipar qualquer tipo de ambigüidade.

ponto:

Emprega-se o ponto, basicamente, para indicar o término de um frase declarativa de um período simples ou composto.

Desejo-lhe uma feliz viagem.

A casa, quase sempre fechada, parecia abandonada, no entanto tudo no seu interior era conservado com primor.

O ponto é também usado em quase todas as abreviaturas, por exemplo: fev. = fevereiro, hab. = habitante,

rod. = rodovia.

O ponto que é empregado para encerrar um texto escrito recebe o nome de ponto final.

o ponto-e-vírgula:

Utiliza-se o ponto-e-vírgula para assinalar uma pausa maior do que a da vírgula, praticamente uma pausa intermediária entre o ponto e a vírgula.

Geralmente, emprega-se o ponto-e-vírgula para:

a) separar orações coordenadas que tenham um certo sentido ou aquelas que já apresentam separação por

vírgula:

Criança, foi uma garota sapeca; moça, era inteligente e alegre; agora, mulher madura, tornou-se uma doidivanas.

b) separar vários itens de uma enumeração:

Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;

III - pluralismo de idéias e de concepções, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;

IV - gratuidade do ensino em estabelecimentos oficiais;

(Constituição da República Federativa do Brasil)

dois-pontos:

Os dois-pontos são empregados para:

a) uma enumeração:

Rubião recordou a sua entrada no escritório do Camacho, o modo porque falou: e daí tornou atrás, ao próprio ato.

Estirado no gabinete, evocou a cena: o menino, o carro, os cavalos, o grito, o salto que deu, levado de um ímpeto irresistível

(Machado de Assis)

b) uma citação:

Visto que ela nada declarasse, o marido indagou:

- Afinal, o que houve?

c) um esclarecimento:

Joana conseguira enfim realizar seu desejo maior: seduzir Pedro. Não porque o amasse, mas para magoar Lucila.

Observe que os dois-pontos são também usados na introdução de exemplos, notas ou observações.

Parônimos são vocábulos diferentes na significação e parecidos na forma. Exemplos: ratificar/retificar, censo/senso, descriminar/discriminar etc.

Nota: A preposição per, considerada arcaica, somente é usada na frase de per si (= cada um por sua vez, isoladamente).

Observação: Na linguagem coloquial pode-se aplicar o grau diminutivo a alguns advérbios: cedinho, longinho, melhorzinho, pouquinho etc.

NOTA

A invocação em correspondência (social ou comercial) pode ser seguida de dois-pontos ou de vírgula:

Querida amiga:

Prezados senhores,

ponto de interrogação:

O ponto de interrogação é empregado para indicar uma pergunta direta, ainda que esta não exija resposta:

O criado pediu licença para entrar:

- O senhor não precisa de mim?

- Não obrigado. A que horas janta-se?

- Às cinco, se o senhor não der outra ordem.

- Bem.

- O senhor sai a passeio depois do jantar? de carro ou a cavalo?

- Não.

(José de Alencar)

ponto de exclamação:

O ponto de exclamação é empregado para marcar o fim de qualquer enunciado com entonação

exclamativa, que normalmente exprime admiração, surpresa, assombro, indignação etc.

- Viva o meu príncipe! Sim, senhor Jacinto!

- Então janta, homem!

(Eça de Queiroz)

Eis aqui um comedouro muito compreensível e muito repousante,

NOTA

O ponto de exclamação é também usado com interjeições e locuções interjetivas:

Oh!

Valha-me Deus!

O uso da vírgula:

Emprega-se a vírgula (uma breve pausa):

a) para separar os elementos mencionados numa relação:

A nossa empresa está contratando engenheiros, economistas, analistas de sistemas e secretárias.

O apartamento tem três quartos, sala de visitas, sala de jantar, área de serviço e dois banheiros.

Mesmo que o e venha repetido antes de cada um dos elementos da enumeração, a vírgula deve ser empregada:

Rodrigo estava nervoso. Andava pelos cantos, e gesticulava, e falava em voz alta, e ria, e roía as unhas.

b) para isolar o vocativo:

Cristina, desligue já esse telefone!

Por favor, Ricardo, venha até o meu gabinete.

c) para isolar o aposto:

Dona Sílvia, aquela mexeriqueira do quarto andar, ficou presa no elevador.

Rafael, o gênio da pintura italiana, nasceu em Urbino.

d) para isolar palavras e expressões explicativas (a saber, por exemplo, isto é, ou melhor, aliás, além disso

etc.):

Gastamos R$ 5.000,00 na reforma do apartamento, isto é, tudo o que tínhamos economizado durante anos.

Eles viajaram para a América do Norte, aliás, para o Canadá.

e) para isolar o adjunto adverbial antecipado:

Lá no sertão, as noites são escuras e perigosas.

Ontem à noite, fomos todos jantar fora.

f) para isolar elementos repetidos:

O palácio, o palácio está destruído.

Estão todos cansados, cansados de dar dó!

g) para isolar, nas datas, o nome do lugar:

São Paulo, 22 de maio de 1995.

Roma, 13 de dezembro de 1995.

h) para isolar os adjuntos adverbiais:

A multidão foi, aos poucos, avançando para o palácio.

Os candidatos serão atendidos, das sete às onze, pelo próprio gerente.

i) para isolar as orações coordenadas, exceto as introduzidas pela conjunção e:

Ele já enganou várias pessoas, logo não é digno de confiança.

Você pode usar o meu carro, mas tome muito cuidado ao dirigir.

Não compareci ao trabalho ontem, pois estava doente.

j) para indicar a elipse de um elemento da oração:

Foi um grande escândalo. Às vezes gritava; outras, estrebuchava como um animal. Não se sabe ao certo. Paulo diz que ela se suicidou, a irmã, que foi um acidente.

k) para separar o paralelismo de provérbios:

Ladrão de tostão, ladrão de milhão. Ouvir cantar o galo, sem saber onde.

l) após a saudação em correspondência (social e comercial):

Com muito amor, Respeitosamente,

m) para isolar as orações adjetivas explicativas:

Marina, que é uma criatura maldosa, "puxou o tapete" de Juliana lá no trabalho. Vidas Secas, que é um romance contemporâneo, foi escrito por Graciliano Ramos.

n) para isolar orações intercaladas:

Não lhe posso garantir nada, respondi secamente. O filme, disse ele, é fantástico.

Significação das palavras:

Sinônimos, Antônimos e Parônimos

Sinônimos

São palavras que apresentam, entre si, o mesmo significado.

triste = melancólico. resgatar = recuperar maciço = compacto ratificar = confirmar digno = decente, honesto reminiscências = lembranças insipiente = ignorante.

Antônimos

São palavras que apresentam, entre si, sentidos opostos, contrários. bom x mau bem x mal condenar x absolver simplificar x complicar

Homônimos

São palavras iguais na forma e diferentes na significação. Há três tipos de homônimos:

Homônimos Perfeitos

Têm a mesma grafia e o mesmo som. cedo (advérbio) e cedo (verbo ceder); meio (numeral), meio (adjetivo)

e meio (substantivo).

Homônimos Homófonos

Têm o mesmo som e grafias diferentes.

sessão (reunião), seção (repartição) e cessão (ato de ceder); concerto (harmonia) e conserto (remendo).

Homônimos Homófagros

Têm a mesma grafia e sons diferentes.

almoço (refeição) e almoço (verbo almoçar); sede (vontade de beber) e sede (residência).

Parônimos

São palavras de significação diferente, mas de forma parecida, semelhante.

retificar e ratificar; emergir e imergir.

Lista de Parônimos

acender = atear fogo ascender = subir acerca de = a respeito de, sobre cerca de = aproximadamente há cerca de = faz aproximadamente, existe

aproximadamente, acontece aproximadamente afim = semelhante, com afinidade

a fim de = com a finalidade de

amoral = indiferente à moral imoral = contra a moral, libertino, devasso apreçar = marcar o preço apressar = acelerar arrear = pôr arreios arriar = abaixar

bucho = estômago de ruminantes buxo = arbusto ornamental caçar = abater a caça cassar = anular cela = aposento sela = arreio censo = recenseamento senso = juízo cessão = ato de doar seção ou secção = corte, divisão sessão = reunião chá = bebida xá = título de soberano no Oriente chalé = casa campestre xale = cobertura para os ombros cheque = ordem de pagamento xeque = lance do jogo de xadrez, contratempo comprimento = extensão cumprimento = saudação concertar = harmonizar, combinar consertar = remendar, reparar conjetura = suposição, hipótese conjuntura = situação, circunstância coser = costurar cozer = cozinhar deferir = conceder diferir = adiar descrição = representação discrição = ato de ser discreto descriminar = inocentar discriminar = diferençar, distinguir despensa = compartimento dispensa = desobrigação despercebido = sem atenção, desatento desapercebido = desprevenido discente = relativo a alunos docente = relativo a professores emergir = vir à tona imergir = mergulhar emigrante = o que sai imigrante = o que entra eminente = nobre, alto, excelente iminente = prestes a acontecer esperto = ativo, inteligente, vivo experto = perito, entendido espiar = olhar sorrateiramente expiar = sofrer pena ou castigo estada = permanência de pessoa estadia = permanência de veículo flagrante = evidente fragrante = aromático fúsil = que se pode fundir fuzil = carabina fusível = resistência de fusibilidade calibrada incerto = duvidoso inserto = inserido, incluso incipiente = iniciante insipiente = ignorante indefesso = incansável indefeso = sem defesa

infringir = transgredir, violar, desrespeitar intemerato = puro, íntegro, incorrupto intimorato = destemido, valente, corajoso intercessão = súplica, rogo interse(c)ção = ponto de encontro de duas linhas laço = laçada lasso = cansado, frouxo ratificar = confirmar retificar = corrigir soar = produzir som suar = transpirar sortir = abastecer surtir = originar sustar = suspender suster = sustentar tacha = brocha, pequeno prego taxa = tributo tachar = censurar, notar defeito em taxar = estabelecer o preço vultoso = volumoso vultuoso = atacado de vultuosidade (congestão na face)

Pronomes

É palavra variável em gênero, número e pessoa que substitui ou acompanha um substantivo, indicando-o

como pessoa do discurso.

A diferença entre pronome substantivo e pronome adjetivo pode ser atribuída a qualquer tipo de pronome,

podendo variar em função do contexto frasal. Assim, o pronome substantivo é aquele que substitui um substantivo, representando-o. (Ele prestou socorro).

Já o pronome adjetivo é aquele que acompanha um substantivo, determinando-o. (Aquele rapaz é belo).

Os pronomes pessoais são sempre substantivos.

Quanto às pessoas do discurso, a língua portuguesa apresenta três pessoas:

1ª pessoa - aquele que fala, emissor;

2ª pessoa - aquele com quem se fala, receptor;

3ª pessoa - aquele de que ou de quem se fala, referente.

Pronome pessoal:

Indicam uma das três pessoas do discurso, substituindo um substantivo. Podem também representar, quando na 3ª pessoa, uma forma nominal anteriormente expressa (A moça era a melhor secretária, ela mesma agendava os compromissos do chefe).

A seguir um quadro com todas as formas do pronome pessoal:

Pronomes pessoais

Pronomes oblíquos

Número

Pessoa Pronomes retos

 
 

Átonos

Tônicos

 

primeira

eu

me

mim, comigo

singular

segunda tu

te

ti, contigo

terceira

ele, ela

o, a, lhe, se

ele, ela, si, consigo

primeira

nós

nos

nós, conosco

plural

segunda vós

vos

vós, convosco

terceira

eles, elas

os, as, lhes, se eles, elas, si, consigo

Os pronomes pessoais apresentam variações de forma dependendo da função sintática que exercem na frase. Os pronomes pessoais retos desempenham, normalmente, função de sujeito; enquanto os oblíquos, geralmente, de complemento.

Os pronomes oblíquos tônicos devem vir regidos de preposição. Em comigo, contigo, conosco e convosco, a preposição com já é parte integrante do pronome.

Os pronomes de tratamento estão enquadrados nos pronomes pessoais. São empregados como referência à pessoa com quem se fala (2ª pessoa), entretanto, a concordância é feita com a 3ª pessoa. Também são considerados pronomes de tratamento as formas você, vocês (provenientes da redução de Vossa Mercê), Senhor, Senhora e Senhorita.

Quanto ao emprego, as formas oblíquas o, a, os, as completam verbos que não vêm regidos de

preposição; enquanto lhe e lhes para verbos regidos das preposições a ou para (não expressas).

Apesar de serem usadas pouco, as formas mo, to, no-lo, vo-lo, lho e flexões resultam da fusão de dois objetos, representados por pronomes oblíquos (Ninguém mo disse = ninguém o disse a mim).

Os pronomes átonos o, a, os e as viram lo(a/s), quando associados a verbos terminados em r, s ou z e viram no(a/s), se a terminação verbal for em ditongo nasal.

Os pronomes o/a (s), me, te, se, nos, vos desempenham função se sujeitos de infinitivo ou verbo no gerúndio, junto ao verbo fazer, deixar, mandar, ouvir e ver (Mandei-o entrar / Eu o vi sair / Deixei-as chorando).

A forma você, atualmente, é usada no lugar da 2ª pessoa (tu/vós), tanto no singular quanto no plural, levando o verbo para a 3ª pessoa.

Já as formas de tratamento serão precedidas de Vossa, quando nos dirigirmos diretamente à pessoa e de Sua, quando fizermos referência a ela. Troca-se na abreviatura o V. pelo S.

Quando precedidos de preposição, os pronomes retos (exceto eu e tu) passam a funcionar como oblíquos. Eu e tu não podem vir precedidos de preposição, exceto se funcionarem como sujeito de um verbo no infinitivo (Isto é para eu fazer ≠ para mim fazer).

Os pronomes acompanhados de só ou todos, ou seguido de numeral, assumem forma reta e podem funcionar como objeto direto (Estava só ele no banco / Encontramos todos eles).

Os pronomes me, te, se, nos, vos podem ter valor reflexivo, enquanto se, nos, vos - podem ter valor reflexivo e recíproco.

As formas si e consigo têm valor exclusivamente reflexivo e usados para a 3ª pessoa. Já conosco e convosco devem aparecer na sua forma analítica (com nós e com vós) quando vierem com modificadores (todos, outros, mesmos, próprios, numeral ou oração adjetiva).

Os pronomes pessoais retos podem desempenhar função de sujeito, predicativo do sujeito ou vocativo, este último com tu e vós (Nós temos uma proposta / Eu sou eu e pronto / Ó, tu, Senhor Jesus).

Quanto ao uso das preposições junto aos pronomes, deve-se saber que não se pode contrair as preposições de e em com pronomes que sejam sujeitos (Em vez de ele continuar, desistiu ≠ Vi as bolsas dele bem aqui).

Os pronomes átonos podem assumir valor possessivo (Levaram-me o dinheiro / Pesavam-lhe os olhos), enquanto alguns átonos são partes integrantes de verbos como suicidar-se, apiedar-se, condoer-se, ufanar-se, queixar-se, vangloriar-se.

Já os pronomes oblíquos podem ser usados como expressão expletiva (Não me venha com essa).

Pronome possessivo:

Fazem referência às pessoas do discurso, apresentando-as como possuidoras de algo. Concordam em gênero e número com a coisa possuída.

São pronomes possessivos da língua portuguesa as formas:

1ª pessoa: meu(s), minha(s) nosso(a/s);

2ª pessoa: teu(s), tua(s) vosso(a/s);

3ª pessoa: seu(s), sua(s) seu(s), sua(s).

Quanto ao emprego, normalmente, vem antes do nome a que se refere; podendo, também, vir depois do substantivo que determina. Neste último caso, pode até alterar o sentido da frase.

O uso do possessivo seu (a/s) pode causar ambiguidade, para desfazê-la, deve-se preferir o uso do dele (a/s) (Ele disse que Maria estava trancada em sua casa - casa de quem?); pode também indicar aproximação numérica (ele tem lá seus 40 anos).

Já nas expressões do tipo "Seu João", seu não tem valor de posse por ser uma alteração fonética de Senhor.

Pronome demonstrativo:

Indicam posição de algo em relação às pessoas do discurso, situando-o no tempo e/ou no espaço.

São: este (a/s), isto, esse (a/s), isso, aquele (a/s), aquilo. Isto, isso e aquilo são invariáveis e se empregam exclusivamente como substitutos de substantivos.

As formas mesmo, próprio, semelhante, tal (s) e o (a/s) podem desempenhar papel de pronome demonstrativo.

Quanto ao emprego, os pronomes demonstrativos apresentam-se da seguinte maneira:

uso dêitico, indicando localização no espaço - este (aqui), esse (aí) e aquele (lá);

uso dêitico, indicando localização temporal - este (presente), esse (passado próximo) e aquele (passado remoto ou bastante vago);

uso anafórico, em referência ao que já foi ou será dito - este (novo enunciado) e esse (retoma informação);

o,

a, os, as são demonstrativos quando equivalem a aquele (a/s), isto (Leve o que lhe pertence);

tal é demonstrativo se puder ser substituído por esse (a), este (a) ou aquele (a) e semelhante, quando anteposto ao substantivo a que se refere e equivalente a "aquele", "idêntico" (O problema ainda não foi resolvido, tal demora atrapalhou as negociações / Não brigue por semelhante causa);

mesmo e próprio são demonstrativos, se precedidos de artigo, quando significarem "idêntico", "igual" ou "exato". Concordam com o nome a que se referem (Separaram crianças de mesmas séries);

como referência a termos já citados, os pronomes aquele (a/s) e este (a/s) são usados para primeira

e

segunda ocorrências, respectivamente, em apostos distributivos (O médico e a enfermeira

estavam calados: aquele amedrontado e esta calma / ou: esta calma e aquele amedrontado);

pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com os pronomes demonstrativos (Não acreditei no que estava vendo / Fui àquela região de montanhas / Fez alusão à pessoa de azul e à de branco);

podem apresentar valor intensificador ou depreciativo, dependendo do contexto frasal (Ele estava com aquela paciência / Aquilo é um marido de enfeite);

nisso e nisto (em + pronome) podem ser usados com valor de "então" ou "nesse momento" (Nisso, ela entrou triunfante - nisso = advérbio).

Pronome relativo:

Retoma um termo expresso anteriormente (antecedente) e introduz uma oração dependente,

adjetiva.

Os pronomes demonstrativos são: que, quem e onde - invariáveis; além de o qual (a/s), cujo (a/s) e quanto (a/s).

quando são empregados sem antecedente

expresso (Quem espera sempre alcança / Fez quanto pôde).

Quanto ao emprego, observa-se que os relativos são usados quando:

Os relativos

são chamados relativos indefinidos

o antecedente do relativo pode ser demonstrativo o (a/s) (O Brasil divide-se entre os que leem ou não);

como relativo, quanto refere-se ao antecedente tudo ou todo (Ouvia tudo quanto me interessava)

quem será precedido de preposição se estiver relacionado a pessoas ou seres personificados expressos;

quem = relativo indefinido quando é empregado sem antecedente claro, não vindo precedido de preposição;

cujo (a/s) é empregado para dar a ideia de posse e não concorda com o antecedente e sim com seu consequente. Ele tem sempre valor adjetivo e não pode ser acompanhado de artigo.

Pronome indefinido:

Referem-se à 3ª pessoa do discurso quando considerada de modo vago, impreciso ou genérico, representando pessoas, coisas e lugares. Alguns também podem dar ideia de conjunto ou quantidade indeterminada. Em função da quantidade de pronomes indefinidos, merece atenção sua identificação.

São pronomes indefinidos de:

pessoas: quem, alguém, ninguém, outrem;

lugares: onde, algures, alhures, nenhures;

pessoas, lugares, coisas: que, qual, quais, algo, tudo, nada, todo (a/s), algum (a/s), vários (a), nenhum (a/s), certo (a/s), outro (a/s), muito (a/s), pouco (a/s), quanto (a/s), um (a/s), qualquer (s),

cada.

Sobre o emprego dos indefinidos devemos atentar para:

algum, após o substantivo a que se refere, assume valor negativo (= nenhum) (Computador algum resolverá o problema);

cada deve ser sempre seguido de um substantivo ou numeral (Elas receberam 3 balas cada uma);

alguns pronomes indefinidos, se vierem depois do nome a que estiverem se referindo, passam a ser adjetivos. (Certas pessoas deveriam ter seus lugares certos / Comprei várias balas de sabores vários)

bastante pode vir como adjetivo também, se estiver determinando algum substantivo, unindo-se a ele por verbo de ligação (Isso é bastante para mim);

o pronome outrem equivale a "qualquer pessoa";

o pronome nada, colocado junto a verbos ou adjetivos, pode equivaler a advérbio (Ele não está nada contente hoje);

o pronome nada, colocado junto a verbos ou adjetivos, pode equivaler a advérbio (Ele não está nada contente hoje);

existem algumas locuções pronominais indefinidas - quem quer que, o que quer, seja quem for, cada um etc.

todo com valor indefinido antecede o substantivo, sem artigo (Toda cidade parou para ver a banda ≠ Toda a cidade parou para ver a banda).

Pronome interrogativo:

São os pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto usados na formulação de uma pergunta direta ou indireta. Referem-se à 3ª pessoa do discurso. (Quantos livros você tem? / Não sei quem lhe contou).

Alguns interrogativos podem ser adverbiais (Quando voltarão? / Onde encontrá-los? / Como foi tudo?).

Tempos e modos verbais

Verbo

É a palavra variável que exprime um acontecimento representado no tempo, seja ação, estado ou fenômeno da natureza.

Os verbos apresentam três conjugações. Em função da vogal temática, podem-se criar três paradigmas verbais. De acordo com a relação dos verbos com esses paradigmas, obtém-se a seguinte classificação:

regulares: seguem o paradigma verbal de sua conjugação;

irregulares: não seguem o paradigma verbal da conjugação a que pertencem. As irregularidades podem aparecer no radical ou nas desinências (ouvir - ouço/ouve, estar - estou/estão);

Entre os verbos irregulares, destacam-se os anômalos que apresentam profundas irregularidades. São classificados como anômalos em todas as gramáticas os verbos ser e ir.

defectivos: não são conjugados em determinadas pessoas, tempo ou modo (falir - no presente do indicativo só apresenta a 1ª e a 2ª pessoa do plural). Os defectivos distribuem-se em três grupos:

impessoais, unipessoais (vozes ou ruídos de animais, só conjugados nas 3ª pessoas) por eufonia ou possibilidade de confusão com outros verbos;

abundantes - apresentam mais de uma forma para uma mesma flexão. Mais freqüente no particípio, devendo-se usar o particípio regular com ter e haver; já o irregular com ser e estar (aceito/aceitado, acendido/aceso - tenho/hei aceitado ≠ é/está aceito);

auxiliares: juntam-se ao verbo principal ampliando sua significação. Presentes nos tempos compostos e locuções verbais;

certos verbos possuem pronomes pessoais átonos que se tornam partes integrantes deles. Nesses casos, o pronome não tem função sintática (suicidar-se, apiedar-se, queixar-se etc.);

formas rizotônicas (tonicidade no radical - eu canto) e formas arrizotônicas (tonicidade fora do radical - nós cantaríamos).

Quanto à flexão verbal, temos:

número: singular ou plural;

pessoa gramatical: 1ª, 2ª ou 3ª;

tempo: referência ao momento em que se fala (pretérito, presente ou futuro). O modo imperativo só tem um tempo, o presente;

voz: ativa, passiva e reflexiva;

modo: indicativo (certeza de um fato ou estado), subjuntivo (possibilidade ou desejo de realização de um fato ou incerteza do estado) e imperativo (expressa ordem, advertência ou pedido).

As três formas nominais do verbo (infinitivo, gerúndio e particípio) não possuem função exclusivamente verbal. Infinitivo é antes substantivo, o particípio tem valor e forma de adjetivo, enquanto o gerúndio equipara-se ao adjetivo ou advérbio pelas circunstâncias que exprime.

Quanto ao tempo verbal, eles apresentam os seguintes valores:

presente do indicativo: indica um fato real situado no momento ou época em que se fala;

presente do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso ou hipotético situado no momento ou época em que se fala;

pretérito perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada e concluída no passado;

pretérito imperfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada no passado, mas não foi concluída ou era uma ação costumeira no passado;

pretérito imperfeito do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso ou hipotético cuja ação foi iniciada mas não concluída no passado;

pretérito mais-que-perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação é anterior a outra ação já passada;

futuro do presente do indicativo: indica um fato real situado em momento ou época vindoura;

futuro do pretérito do indicativo: indica um fato possível, hipotético, situado num momento futuro, mas ligado a um momento passado;

futuro do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso, hipotético, situado num momento ou época futura;

Quanto à formação dos tempos, os chamados tempos simples podem ser primitivos (presente e pretérito

perfeito do indicativo e o infinitivo impessoal) e derivados:

São derivados do presente do indicativo:

pretérito imperfeito do indicativo: TEMA do presente + VA (1ª conj.) ou IA (2ª e 3ª conj.) + Desinência número pessoal (DNP);

presente do subjuntivo: RAD da 1ª pessoa singular do presente + E (1ª conj.) ou A (2ª e 3ª conj.) + DNP;

Os verbos em -ear têm duplo "e" em vez de "ei" na 1ª pessoa do plural (passeio, mas passeemos).

imperativo negativo (todo derivado do presente do subjuntivo) e imperativo afirmativo (as 2ª pessoas vêm do presente do indicativo sem S, as demais também vêm do presente do subjuntivo).

São derivados do pretérito perfeito do indicativo:

pretérito mais-que-perfeito do indicativo: TEMA do perfeito + RA + DNP;

pretérito imperfeito do subjuntivo: TEMA do perfeito + SSE + DNP;

futuro do subjuntivo: TEMA do perfeito + R + DNP.

São derivados do infinitivo impessoal:

futuro do presente do indicativo: TEMA do infinitivo + RA + DNP;

futuro do pretérito: TEMA do infinitivo + RIA + DNP;

infinitivo pessoal: infinitivo impessoal + DNP (-ES - 2ª pessoa, -MOS, -DES, -EM)

gerúndio: TEMA do infinitivo + -NDO;

particípio regular: infinitivo impessoal sem vogal temática (VT) e R + ADO (1ª conjugação) ou IDO (2ª e 3ª conjugação).

Quanto à formação, os tempos compostos da voz ativa constituem-se dos verbos auxiliares TER ou HAVER + particípio do verbo que se quer conjugar, dito principal.

No modo Indicativo, os tempos compostos são formados da seguinte maneira:

pretérito perfeito: presente do indicativo do auxiliar + particípio do verbo principal (VP) [Tenho falado];

pretérito mais-que-perfeito: pretérito imperfeito do indicativo do auxiliar + particípio do VP (Tinha falado);

futuro do presente: futuro do presente do indicativo do auxiliar + particípio do VP (Terei falado);

futuro do pretérito: futuro do pretérito indicativo do auxiliar + particípio do VP (Teria falado).

No modo Subjuntivo a formação se dá da seguinte maneira:

pretérito perfeito: presente do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tenha falado);

pretérito mais-que-perfeito: imperfeito do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tivesse falado);

futuro composto: futuro do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tiver falado).

Quanto às formas nominais, elas são formadas da seguinte maneira:

infinitivo composto: infinitivo pessoal ou impessoal do auxiliar + particípio do VP (Ter falado / Teres falado);

gerúndio composto: gerúndio do auxiliar + particípio do VP (Tendo falado).

O modo subjuntivo apresenta três pretéritos, sendo o imperfeito na forma simples e o perfeito e o mais-que- perfeito nas formas compostas. Não há presente composto nem pretérito imperfeito composto

Quanto às vozes, os verbos apresentam a voz:

ativa: sujeito é agente da ação verbal;

passiva: sujeito é paciente da ação verbal;

A voz passiva pode ser analítica ou sintética:

analítica: - verbo auxiliar + particípio do verbo principal;

sintética: na 3ª pessoa do singular ou plural + SE (partícula apassivadora);

reflexiva: sujeito é agente e paciente da ação verbal. Também pode ser recíproca ao mesmo tempo (acréscimo de SE = pronome reflexivo, variável em função da pessoa do verbo);

Na transformação da voz ativa na passiva, a variação temporal é indicada pelo auxiliar (ser na maioria das vezes), como notamos nos exemplos a seguir: Ele fez o trabalho - O trabalho foi feito por ele (mantido o pretérito perfeito do indicativo) / O vento ia levando as folhas - As folhas iam sendo levadas pelas folhas (mantido o gerúndio do verbo principal).

Alguns verbos da língua portuguesa apresentam problemas de conjugação. A seguir temos uma lista, seguida de comentários sobre essas dificuldades de conjugação.

Abolir (defectivo) - não possui a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, por isso não possui presente do subjuntivo e o imperativo negativo. (= banir, carpir, colorir, delinqüir, demolir, descomedir-se, emergir, exaurir, fremir, fulgir, haurir, retorquir, urgir)

Acudir (alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - acudo, acodes

e pretérito perfeito do

indicativo - com u (= bulir, consumir, cuspir, engolir, fugir) / Adequar (defectivo) - só possui a 1ª e a 2ª pessoa do plural no presente do indicativo

Aderir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - adiro, adere diferir, digerir, divergir, ferir, sugerir)

Agir (acomodação gráfica g/j) - presente do indicativo - ajo, ages refulgir, restringir, transigir, urgir)

Agredir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, agridem (= prevenir, progredir, regredir, transgredir) / Aguar (regular) - presente do

(= advertir, cerzir, despir,

(= afligir, coagir, erigir, espargir,

, aguastes, aguaram (= desaguar, enxaguar, minguar)

indicativo - águo, águas

- pretérito perfeito do indicativo - agüei, aguaste, aguou, aguamos,

Aprazer (irregular) - presente do indicativo - aprazo, aprazes, apraz

/ pretérito perfeito do

indicativo - aprouve, aprouveste, aprouve, aprouvemos, aprouvestes, aprouveram

Argüir (irregular com alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - arguo (ú), argúis, argúi,

argüimos, argüis, argúem - pretérito perfeito - argüi, argüiste

(com trema)

Atrair (irregular) - presente do indicativo - atraio, atrais abstrair, cair, distrair, sair, subtrair)

Atribuir (irregular) - presente do indicativo - atribuo, atribuis, atribui, atribuímos, atribuís, atribuem -

/ pretérito perfeito - atraí, atraíste

(=

pretérito perfeito - atribuí, atribuíste, atribuiu usufruir)

(= afluir, concluir, destituir, excluir, instruir, possuir,

Averiguar (alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - averiguo (ú), averiguas (ú), averigua

(ú), averiguamos, averiguais, averiguam (ú) - pretérito perfeito - averigüei, averiguaste

do subjuntivo - averigúe, averigúes, averigúe

(= apaziguar)

- presente

Cear (irregular) - presente do indicativo - ceio, ceias, ceia, ceamos, ceais, ceiam - pretérito perfeito indicativo - ceei, ceaste, ceou, ceamos, ceastes, cearam (= verbos terminados em -ear: falsear,

passear

- alguns apresentam pronúncia aberta: estréio, estréia

)

Coar (irregular) - presente do indicativo - côo, côas, côa, coamos, coais, coam - pretérito perfeito -

coei, coaste, coou comercio, comercias

verbos: mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar)

(= abençoar, magoar, perdoar) / Comerciar (regular) - presente do indicativo -

- pretérito perfeito - comerciei

(= verbos em -iar , exceto os seguintes

Compelir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - compilo, compeles indicativo - compeli, compeliste

Compilar (regular) - presente do indicativo - compilo, compilas, compila

- pretérito perfeito

- pretérito perfeito

indicativo - compilei, compilaste

Construir (irregular e abundante) - presente do indicativo - construo, constróis (ou construis), constrói (ou construi), construímos, construís, constroem (ou construem) - pretérito perfeito indicativo - construí, construíste

Crer (irregular) - presente do indicativo - creio, crês, crê, cremos, credes, crêem - pretérito perfeito indicativo - cri, creste, creu, cremos, crestes, creram - imperfeito indicativo - cria, crias, cria, críamos, críeis, criam

Falir (defectivo) - presente do indicativo - falimos, falis - pretérito perfeito indicativo - fali, faliste aguerrir, combalir, foragir-se, remir, renhir)

Frigir (acomodação gráfica g/j e alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - frijo, freges, frege, frigimos, frigis, fregem - pretérito perfeito indicativo - frigi, frigiste

Ir (irregular) - presente do indicativo - vou, vais, vai, vamos, ides, vão - pretérito perfeito indicativo -

(=

fui, foste

- presente subjuntivo - vá, vás, vá, vamos, vades, vão

Jazer (irregular) - presente do indicativo - jazo, jazes jazeu

Mobiliar (irregular) - presente do indicativo - mobílio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais,

- pretérito perfeito indicativo - jazi, jazeste,

mobíliam - pretérito perfeito indicativo - mobiliei, mobiliaste

indicativo - obsto, obstas

/ Obstar (regular) - presente do

- pretérito perfeito indicativo - obstei, obstaste

Pedir (irregular) - presente do indicativo - peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem - pretérito

perfeito indicativo - pedi, pediste

presente do indicativo - pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem - pretérito perfeito indicativo - poli, poliste

(= despedir, expedir, medir) / Polir (alternância vocálica e/i) -

Precaver-se (defectivo e pronominal) - presente do indicativo - precavemo-nos, precaveis-vos -

pretérito perfeito indicativo - precavi-me, precaveste-te

provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem - pretérito perfeito indicativo - provi, proveste,

proveu

indicativo - reouve, reouveste, reouve verbais com a letra v)

/ Prover (irregular) - presente do indicativo -

/ Reaver (defectivo) - presente do indicativo - reavemos, reaveis - pretérito perfeito

(verbo derivado do haver, mas só é conjugado nas formas

Remir (defectivo) - presente do indicativo - remimos, remis - pretérito perfeito indicativo - remi, remiste

Requerer (irregular) - presente do indicativo - requeiro, requeres

- pretérito perfeito indicativo -

requeri, requereste, requereu

presente do indicativo e no pretérito perfeito do indicativo e derivados, sendo regular)

(derivado do querer, diferindo dele na 1ª pessoa do singular do

Rir (irregular) - presente do indicativo - rio, rir, ri, rimos, rides, riem - pretérito perfeito indicativo - ri,

riste

(= sorrir)

Saudar (alternância vocálica) - presente do indicativo - saúdo, saúdas - saudei, saudaste

Suar (regular) - presente do indicativo - suo, suas, sua

- pretérito perfeito indicativo

- pretérito perfeito indicativo - suei, suaste,

sou

(= atuar, continuar, habituar, individuar, recuar, situar)

Valer (irregular) - presente do indicativo - valho, vales, vale valeste, valeu

- pretérito perfeito indicativo - vali,

Também merecem atenção os seguintes verbos irregulares:

Pronominais: Apiedar-se, dignar-se, persignar-se, precaver-se

Caber

presente do indicativo: caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem;

presente do subjuntivo: caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam;

pretérito perfeito do indicativo: coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam;

pretérito mais-que-perfeito do indicativo: coubera, couberas, coubera, coubéramos, coubéreis, couberam;

pretérito imperfeito do subjuntivo: coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, coubessem;

futuro do subjuntivo: couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem.

Dar

presente do indicativo: dou, dás, dá, damos, dais, dão;

presente do subjuntivo: dê, dês, dê, demos, deis, dêem;

pretérito perfeito do indicativo: dei, deste, deu, demos, destes, deram;

pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dera, deras, dera, déramos, déreis, deram;

pretérito imperfeito do subjuntivo: desse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem;

futuro do subjuntivo: der, deres, der, dermos, derdes, derem.

Dizer

presente do indicativo: digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem;

presente do subjuntivo: diga, digas, diga, digamos, digais, digam;

pretérito perfeito do indicativo: disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram;

pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dissera, disseras, dissera, disséramos, disséreis, disseram;

futuro do presente: direi, dirás, dirá, etc.;

futuro do pretérito: diria, dirias, diria, etc.;

pretérito imperfeito do subjuntivo: dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, dissessem;

futuro do subjuntivo: disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem;

Seguem esse modelo os derivados bendizer, condizer, contradizer, desdizer, maldizer, predizer.

Os particípios desse verbo e seus derivados são irregulares: dito, bendito, contradito, etc.

Estar

presente do indicativo: estou, estás, está, estamos, estais, estão;

presente do subjuntivo: esteja, estejas, esteja, estejamos, estejais, estejam;

pretérito perfeito do indicativo: estive, estiveste, esteve, estivemos, estivestes, estiveram;

pretérito mais-que-perfeito do indicativo: estivera, estiveras, estivera, estivéramos, estivéreis,

estiveram;

pretérito imperfeito do subjuntivo: estivesse, estivesses, estivesse, estivéssemos, estivésseis, estivessem;

futuro do subjuntivo: estiver, estiveres, estiver, estivermos, estiverdes, estiverem;

Fazer

presente do indicativo: faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem;

presente do subjuntivo: faça, faças, faça, façamos, façais, façam;

pretérito perfeito do indicativo: fiz, fizeste, fez, fizemos, fizestes, fizeram;

pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis, fizeram;

pretérito imperfeito do subjuntivo: fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, fizessem;

futuro do subjuntivo: fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem.

Seguem esse modelo desfazer, liquefazer e satisfazer.

Os particípios desse verbo e seus derivados são irregulares: feito, desfeito, liquefeito, satisfeito, etc.

Haver

presente do indicativo: hei, hás, há, havemos, haveis, hão;

presente do subjuntivo: haja, hajas, haja, hajamos, hajais, hajam;

pretérito perfeito do indicativo: houve, houveste, houve, houvemos, houvestes, houveram;

pretérito mais-que-perfeito do indicativo: houvera, houveras, houvera, houvéramos, houvéreis, houveram;

pretérito imperfeito do subjuntivo: houvesse, houvesses, houvesse, houvéssemos, houvésseis, houvessem;

futuro do subjuntivo: houver, houveres, houver, houvermos, houverdes, houverem.

Ir

presente do indicativo: vou, vais, vai, vamos, ides, vão;

presente do subjuntivo: vá, vás, vá, vamos, vades, vão;

pretérito imperfeito do indicativo: ia, ias, ia, íamos, íeis, iam;

pretérito perfeito do indicativo: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram;

pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram;

pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem;

futuro do subjuntivo: for, fores, for, formos, fordes, forem.

Poder

presente do indicativo: posso, podes, pode, podemos, podeis, podem;

presente do subjuntivo: possa, possas, possa, possamos, possais, possam;

pretérito perfeito do indicativo: pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam;

pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pudera, puderas, pudera, pudéramos, pudéreis, puderam;

pretérito imperfeito do subjuntivo: pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis, pudessem;

futuro do subjuntivo: puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem.

Pôr

presente do indicativo: ponho, pões, põe, pomos, pondes, põem;

presente do subjuntivo: ponha, ponhas, ponha, ponhamos, ponhais, ponham;

pretérito imperfeito do indicativo: punha, punhas, punha, púnhamos, púnheis, punham;

pretérito perfeito do indicativo: pus, puseste, pôs, pusemos, pusestes, puseram;

pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pusera, puseras, pusera, puséramos, puséreis, puseram;

pretérito imperfeito do subjuntivo: pusesse, pusesses, pusesse, puséssemos, pusésseis, pusessem;

futuro do subjuntivo: puser, puseres, puser, pusermos, puserdes, puserem.

Todos os derivados do verbo pôr seguem exatamente esse modelo: antepor, compor, contrapor, decompor, depor, descompor, dispor, expor, impor, indispor, interpor, opor, pospor, predispor, pressupor, propor, recompor, repor, sobrepor, supor, transpor são alguns deles.

Querer

presente do indicativo: quero, queres, quer, queremos, quereis, querem;

presente do subjuntivo: queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram;

pretérito perfeito do indicativo: quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram;

pretérito mais-que-perfeito do indicativo: quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quiséreis, quiseram;

pretérito imperfeito do subjuntivo: quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos, quisésseis, quisessem;

futuro do subjuntivo: quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem;

Saber

presente do indicativo: sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem;

presente do subjuntivo: saiba, saibas, saiba, saibamos, saibais, saibam;

pretérito perfeito do indicativo: soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberam;

pretérito mais-que-perfeito do indicativo: soubera, souberas, soubera, soubéramos, soubéreis, souberam;

pretérito imperfeito do subjuntivo: soubesse, soubesses, soubesse, soubéssemos, soubésseis, soubessem;

futuro do subjuntivo: souber, souberes, souber, soubermos, souberdes, souberem.

Ser

presente do indicativo: sou, és, é, somos, sois, são;

presente do subjuntivo: seja, sejas, seja, sejamos, sejais, sejam;

pretérito imperfeito do indicativo: era, eras, era, éramos, éreis, eram;

pretérito perfeito do indicativo: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram;

pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram;

pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem;

futuro do subjuntivo: for, fores, for, formos, fordes, forem.

As segundas pessoas do imperativo afirmativo são: sê (tu) e sede (vós).

Ter

presente do indicativo: tenho, tens, tem, temos, tendes, têm;

presente do subjuntivo: tenha, tenhas, tenha, tenhamos, tenhais, tenham;

pretérito imperfeito do indicativo: tinha, tinhas, tinha, tínhamos, tínheis, tinham;

pretérito perfeito do indicativo: tive, tiveste, teve, tivemos, tivestes, tiveram;

pretérito mais-que-perfeito do indicativo: tivera, tiveras, tivera, tivéramos, tivéreis, tiveram;

pretérito imperfeito do subjuntivo: tivesse, tivesses, tivesse, tivéssemos, tivésseis, tivessem;

futuro do subjuntivo: tiver, tiveres, tiver, tivermos, tiverdes, tiverem.

Seguem esse modelo os verbos ater, conter, deter, entreter, manter, reter.

Trazer

presente do indicativo: trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem;

presente do subjuntivo: traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam;

pretérito perfeito do indicativo: trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram;

pretérito mais-que-perfeito do indicativo: trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos, trouxéreis, trouxeram;

futuro do presente: trarei, trarás, trará, etc.;

futuro do pretérito: traria, trarias, traria, etc.;

pretérito imperfeito do subjuntivo: trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis, trouxessem;

futuro do subjuntivo: trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxerem.

Ver

presente do indicativo: vejo, vês, vê, vemos, vedes, vêem;

presente do subjuntivo: veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam;

pretérito perfeito do indicativo: vi, viste, viu, vimos, vistes, viram;

pretérito mais-que-perfeito do indicativo: vira, viras, vira, víramos, víreis, viram;

pretérito imperfeito do subjuntivo: visse, visses, visse, víssemos, vísseis, vissem;

futuro do subjuntivo: vir, vires, vir, virmos, virdes, virem.

Seguem esse modelo os derivados antever, entrever, prever, rever. Prover segue o modelo acima apenas no presente do indicativo e seus tempos derivados; nos demais tempos, comporta-se como um verbo regular da segunda conjugação.

Vir

presente do indicativo: venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm;

presente do subjuntivo: venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham;

pretérito imperfeito do indicativo: vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham;

pretérito perfeito do indicativo: vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram;

pretérito mais-que-perfeito do indicativo: viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram;

pretérito imperfeito do subjuntivo: viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem;

futuro do subjuntivo: vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem;

particípio e gerúndio: vindo.

Seguem esse modelo os verbos advir, convir, desavir-se, intervir, provir, sobrevir.

O emprego do infinitivo não obedece a regras bem definidas.

O impessoal é usado em sentido genérico ou indefinido, não relacionado a nenhuma pessoa, o pessoal refere-se às pessoas do discurso, dependendo do contexto. Recomenda-se sempre o uso da forma pessoal se for necessário dar à frase maior clareza e ênfase.

Usa-se o impessoal:

sem referência a nenhum sujeito: É proibido fumar na sala;

nas locuções verbais: Devemos avaliar a sua situação;

quando o infinitivo exerce função de complemento de adjetivos: É um problema fácil de solucionar;

quando o infinitivo possui valor de imperativo - Ele respondeu: "Marchar!"

Usa-se o pessoal:

quando o sujeito do infinitivo é diferente do sujeito da oração principal: Eu não te culpo por saíres daqui;

quando, por meio de flexão, se quer realçar ou identificar a pessoa do sujeito: Foi um erro responderes dessa maneira;

quando queremos determinar o sujeito (usa-se a 3ª pessoa do plural): - Escutei baterem à porta.

Regência Nominal

A regência verbal ou nominal determina se os seus complementos são acompanhados por preposição. Os nomes pedem complemento nominal; e os verbos, objetos diretos ou indiretos. Exemplo:

- Ela tem necessidade de roupa.

Quem tem necessidade, tem necessidade “de” alguma coisa. De roupa: complemento nominal.

- Fiz uma referência a um escritor famoso.

Quem faz referência faz referência “a” alguma coisa. A um escritor famoso: complemento nominal

Na verdade, não existem regras. Cada palavra exige um complemento e rege uma preposição.

Muitas regências nós aprendemos de tanto escutá-las, porém não significa que todas estejam corretas.

“Prefiro mais cinema do que teatro.”

Escutamos esta frase quase todos os dias.

Preferir mais, não existe, pois ninguém prefere menos. É, portanto, uma redundância.

Quem prefere prefere alguma coisa “a” outra. A frase ficaria correta desta forma: “Prefiro cinema a teatro”.

O verbo preferir é transitivo direto e indireto e o objeto indireto deve vir com a preposição. “a”.

“Prefiro isso do que aquilo.”

Do que é uma regência popular e deve ser evitada em provas, redações e concursos.

“Prefiro ir à praia a estudar.” (Preferir a + a praia: a + a: à – veja Crase).

Acessível a

Acostumado a ou com

Alheio a

Alusão a

Ansioso por

Atenção a ou para

Atento a ou em

Benéfico a

Compatível com

Cuidadoso com

Desacostumado a ou com

Desatento a

Desfavorável a

Desrespeito a

Estranho a

Favorável a

Fiel a

Grato a

Hábil em

Habituado a Inacessível a Indeciso em Invasão de Junto a ou de Leal a Maior de Morador em Natural de Necessário a Necessidade de Nocivo a Ódio a ou contra Odioso a ou para Posterior a Preferência a ou por Preferível a Prejudicial a Próprio de ou para Próximo a ou de Querido de ou por Residente em Respeito a ou por Sensível a Simpatia por Simpático a Útil a ou para Versado em

Regência Verbal

O estudo da regência verbal nos ajuda a escrever melhor.

Quanto à regência verbal, os verbos podem ser:

- Transitivo direto

- Transitivo indireto

- Transitivo direto e indireto

- Intransitivo

ASPIRAR

O verbo aspirar pode ser transitivo direto ou transitivo indireto.

Transitivo direto: quando significa “sorver”, “tragar”, “inspirar” e exige complemento sem preposição.

- Ela aspirou o aroma das flores.

- Todos nós gostamos de aspirar o ar do campo.

Transitivo indireto: quando significa “pretender”, “desejar”, “almejar” e exige complemento com a preposição “a”.

- O candidato aspirava a uma posição de destaque.

- Ela sempre aspirou a esse emprego.

Obs: Quando é transitivo indireto não admite a substituição pelos pronomes lhe(s). Devemos substituir por

“a ele(s)”, “a ela(s)”.

- Aspiras a este cargo?

- Sim, aspiro a ele. (e não “aspiro-lhe”).

ASSISTIR

O verbo assistir pode ser transitivo indireto, transitivo direto e intransitivo.

Transitivo indireto: quando significa “ver”, “presenciar”, “caber”, “pertencer” e exige complemento com a preposição “a”.

- Assisti a um filme. (ver)

- Ele assistiu ao jogo.

- Este direito assiste aos alunos. (caber)

Transitivo direto: quando significa “socorrer”, “ajudar” e exige complemento sem preposição.

- O médico assiste o ferido. (cuida)

Obs: Nesse caso o verbo “assistir” pode ser usado com a preposição “a”.

- Assistir ao paciente.

Intransitivo: quando significa “morar” exige a preposição “em”.

- O papa assiste no Vaticano. (no: em + o)

- Eu assisto no Rio de Janeiro.

“No Vaticano” e “no Rio de Janeiro” são adjuntos adverbiais de lugar.

CHAMAR

O verbo chamar pode ser transitivo direto ou transitivo indireto.

É transitivo direto quando significa “convocar”, “fazer vir” e exige complemento sem preposição.

- O professor chamou o aluno.

É transitivo indireto quando significa “invocar” e é usado com a preposição “por”.

- Ela chamava por Jesus.

Com o sentido de “apelidar” pode exigir ou não a preposição, ou seja, pode ser transitivo direto ou transitivo indireto.

Admite as seguintes construções:

- Chamei Pedro de bobo. (chamei-o de bobo)

- Chamei a Pedro de bobo. (chamei-lhe de bobo)

- Chamei Pedro bobo. (chamei-o bobo)

- Chamei a Pedro bobo. (chamei-lhe bobo)

VISAR

Pode ser transitivo direto (sem preposição) ou transitivo indireto (com preposição). Quando significa “dar visto” e “mirar” é transitivo direto.

- O funcionário já visou todos os cheques. (dar visto)

- O arqueiro visou o alvo e atirou. (mirar)

Quando significa “desejar”, “almejar”, “pretender”, “ter em vista” é transitivo indireto e exige a preposição “a”.

- Muitos visavam ao cargo.

- Ele visa ao poder.

Nesse caso não admite o pronome lhe(s) e deverá ser substituído por a ele(s), a ela(s). Ou seja, não se diz:

viso-lhe.

Obs: Quando o verbo “visar” é seguido por um infinitivo, a preposição é geralmente omitida.

- Ele visava atingir o posto de comando.

ESQUECER – LEMBRAR

- Lembrar algo – esquecer algo

- Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo (pronominal)

No 1º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja exigem complemento sem preposição.

- Ele esqueceu o livro.

No 2º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, etc) e exigem complemento com a preposição “de”. São, portanto, transitivos indiretos.

- Ele se esqueceu do caderno.

- Eu me esqueci da chave.

- Eles se esqueceram da prova.

- Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.

Há uma construção em que a coisa esquecida ou lembrada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre

leve alteração de sentido. É uma construção muito rara na língua contemporânea , porém, é fácil encontrá-

la em textos clássicos tanto brasileiros como portugueses. Machado de Assis, por exemplo, fez uso dessa

construção várias vezes.

- Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)

- Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)

O verbo lembrar também pode ser transitivo direto e indireto (lembrar alguma coisa a alguém ou alguém de

alguma coisa).

PREFERIR

É transitivo direto e indireto, ou seja, possui um objeto direto (complemento sem preposição) e um objeto

indireto (complemento com preposição)

- Prefiro cinema a teatro.

- Prefiro passear a ver TV.

Não é correto dizer: “Prefiro cinema do que teatro”.

SIMPATIZAR

Ambos são transitivos indiretos e exigem a preposição “com”.

- Não simpatizei com os jurados.

QUERER

Pode ser transitivo direto (no sentido de “desejar”) ou transitivo indireto ( no sentido de “ter afeto”, “estimar”).

- A criança quer sorvete.

- Quero a meus pais.

NAMORAR

É transitivo direto, ou seja, não admite preposição.

- Maria namora João.

Obs: Não é correto dizer: “Maria namora com João”.

OBEDECER

É transitivo indireto, ou seja, exige complemento com a preposição “a” (obedecer a).

- Devemos obedecer aos pais.

Obs: embora seja transitivo indireto, esse verbo pode ser usado na voz passiva.

- A fila não foi obedecida.

VER

É transitivo direto, ou seja, não exige preposição.

- Ele viu o filme.

Exercícios – 01

1. (IBGE) Assinale a opção que apresenta a regência verbal incorreta, de acordo com a norma culta da

língua:

a)

Os sertanejos aspiram a uma vida mais confortável.

b)

Obedeceu rigorosamente ao horário de trabalho do corte de cana.

c)

O rapaz presenciou o trabalho dos canavieiros.

d)

O fazendeiro agrediu-lhe sem necessidade.

e)

Ao assinar o contrato, o usineiro visou, apenas, ao lucro pretendido.

2.

(IBGE) Assinale a opção que contém os pronomes relativos, regidos ou não de preposição, que

completam corretamente as frase abaixo: Os navios negreiros,

revistados. Ninguém conhecia o traficante

donos eram traficantes, foram

o fazendeiro negociava.

a) nos quais / que

b) cujos / com quem

c) que / cujo

d) de cujos / com quem

e) cujos / de quem

a)

Não

amo mais. / O filho não

obedecia.

b)

Espero-

há anos. / Eu já

conheço bem.

c)

Nós

queremos muito bem. / Nunca

perdoarei, João.

 

d)

Ainda não

encontrei trabalhando, rapaz. / Desejou-

felicidades.

e)

Sempre

vejo no mesmo lugar. / Chamou-

de tolo.

4.

(IBGE) Assinale a opção em que todos os adjetivos devem ser seguidos pela mesma preposição:

a)

ávido / bom / inconseqüente

 

b)

indigno / odioso / perito

c)

leal / limpo / oneroso

d)

orgulhoso / rico / sedento

e)

oposto / pálido / sábio

5.

(UF-FLUMINENSE) Assinale a frase em que está usado indevidamente um dos pronomes seguintes: o,

lhe.

a)

Não lhe agrada semelhante providência?

 

b)

A resposta do professor não o satisfez.

c)

Ajudá-lo-ei a preparar as aulas.

d)

O poeta assistiu-a nas horas amargas, com extrema dedicação.

e)

Vou visitar-lhe na próxima semana.

 

6.

(BB) Regência imprópria:

a)

Não o via desde o ano passado.

b)

Fomos à cidade pela manhã.

c)

Informou ao cliente que o aviso chegara.

d)

Respondeu à carta no mesmo dia.

e)

Avisamos-lhe de que o cheque foi pago.

7.

(BB) Alternativa correta:

a)

Precisei de que fosses comigo.

b)

Avisei-lhe da mudança de horário.

c)

Imcumbiu-me para realizar o negócio.

d)

Recusei-me em fazer os exames.

e)

Convenceu-se nos erros cometidos.

8.

(EPCAR) O que devidamente empregado só não seria regido de preposição na opção:

a)

O cargo

aspiro depende de concurso.

b)

Eis a razão

não compareci.

c)

Rui é o orador

mais admiro.

d)

O jovem

te referiste foi reprovado.

e)

Ali está o abrigo

necessitamos.

9.

(UNIFIC) Os encargos

nos obrigaram são aqueles

o diretor se referia.

a)

de que - que

b)

a cujos - cujos

c)

por que - que

d)

cujos - cujo

e)

a que - a que

10. (FTM-ARACAJU) As mulheres da noite bate de noite, no silêncio.

A alternativa que completa corretamente as lacunas da frase acima é:

a) as quais / de cujo o

b) a que / no qual

c) de que / o qual

d) às quais / cujo

e) que / em cujo

o poeta faz alusão ajudam a colorir Aracaju,

coração

GABARITO:

1. D

2. D

3. C

4. D

5. E

6. E

7. A

8. E

9. E

10. D

Concordância Nominal

Concordância nominal nada mais é que o ajuste que fazemos aos demais termos da oração para que concordem em gênero e número com o substantivo.

Teremos que alterar, portanto, o artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome.

Além disso, temos também o verbo, que se flexionará à sua maneira, merecendo um estudo separado de concordância verbal.

REGRA GERAL: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome, concordam em gênero e número com o substantivo.

- A pequena criança é uma gracinha.

- O garoto que encontrei era muito gentil e simpático.

CASOS ESPECIAIS: Veremos alguns casos que fogem à regra geral, mostrada acima.

a) Um adjetivo após vários substantivos

1 – Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural ou concorda com o substantivo mais próximo.

- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.

- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.

2 – Substantivos de gêneros diferentes: vai para o plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo.

-

Ela tem pai e mãe louros.

-

Ela tem pai e mãe loura.

3

– Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente para o plural.

-

O homem e o menino estavam perdidos.

-

O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.

b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos

1 – Adjetivo anteposto normalmente: concorda com o mais próximo.

Comi delicioso almoço e sobremesa. Provei deliciosa fruta e suco.

2 – Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: concorda com o mais próximo ou vai para o plural.

Estavam feridos o pai e os filhos. Estava ferido o pai e os filhos.

c) Um substantivo e mais de um adjetivo

1- antecede todos os adjetivos com um artigo.

Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.

2- coloca o substantivo no plural.

Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.

d) Pronomes de tratamento

1 – sempre concordam com a 3ª pessoa.

Vossa santidade esteve no Brasil.

e) Anexo, incluso, próprio, obrigado

1 – Concordam com o substantivo a que se referem.

As cartas estão anexas.

A bebida está inclusa.

Precisamos de nomes próprios. Obrigado, disse o rapaz.

f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)

1 – Após essas expressões o substantivo fica sempre no singular e o adjetivo no plural.

Renato advogou um e outro caso fáceis. Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.

g) É bom, é necessário, é proibido

1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier precedido de artigo ou outro determinante.

Canja é bom. / A canja é boa.

É

necessário sua presença. / É necessária a sua presença.

É

proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada é proibida.

h)

Muito, pouco, caro

1- Como adjetivos: seguem a regra geral.

Comi muitas frutas durante a viagem. Pouco arroz é suficiente para mim. Os sapatos estavam caros.

2- Como advérbios: são invariáveis.

Comi muito durante a viagem. Pouco lutei, por isso perdi a batalha. Comprei caro os sapatos.

i) Mesmo, bastante

1- Como advérbios: invariáveis

Preciso mesmo da sua ajuda. Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.

2- Como pronomes: seguem a regra geral.

Seus argumentos foram bastantes para me convencer. Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.

j) Menos, alerta

1- Em todas as ocasiões são invariáveis.

Preciso de menos comida para perder peso. Estamos alerta para com suas chamadas.

k) Tal Qual

1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o conseqüente.

As garotas são vaidosas tais qual a tia. Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.

l) Possível

1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões.

A mais possível das alternativas é a que você expôs. Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa. As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da cidade.

m) Meio

1- Como advérbio: invariável.

Estou meio insegura.

2- Como numeral: segue a regra geral.

Comi meia laranja pela manhã.

n) Só

1- apenas, somente (advérbio): invariável.

Só consegui comprar uma passagem.

2- sozinho (adjetivo): variável.

Estiveram sós durante horas.

Exercícios

Faça a Concordância Correta rasurando o termo incorreto.

01. Tenho [bastante / bastantes] razões para julgá-lo.

02. Viveram situações [bastante / bastantes] tensas.

03. Estavam [bastante / bastantes] preocupados.

04. Acolheu-me com palavras [meio / meias] tortas.

05. Os processos estão [incluso / inclusos] na pasta.

06. Estas casas custam [caras / caro].

07. Seguem [anexa /anexas] as faturas.

08. É [proibido / proibida] conversas no recinto.

09. Vocês estão [quite / quites] com a mensalidade?

10. Hoje temos [menas / menos] lições.

11. Água é [boa / bom] para rejuvenescer.

12. Ela caiu e ficou [meio / meia] tonta.

13. Elas estão [alerta / alertas].

14. As duplicatas [anexa / anexas] já foram resgatadas.

15. Quando cheguei era meio-dia e [meia / meio].

16. A lealdade é [necessária / necessário].

17. A decisão me custou muito [caro /cara].

18. As meninas me disseram [obrigada / obrigadas].

19. A porta ficou [meia / meio] aberta.

20. Em [anexo / anexos] vão os documentos.

21. É [permitido / permitida] entrada de crianças.

22. [Salvo / Salvos] os doentes, os demais partiram.

23. As camisas estão [caro / caras].

24. Seu pai já está [quite / quites] com o meu?

25. Escolhemos as cores mais vivas [possível / possíveis].

26. É [necessário / necessária] muita fé.

27. É [necessário / necessária] a ação da polícia.

28. A maçã é [boa / bom] para os dentes.

29. [Excetos / Exceto] os dois menores, todos entram.

30. A sala tinha [bastante / bastantes] carteiras.

32.

Suas opiniões são [bastante / bastantes] discutidas.

33. João ficara a [sós / só].

34. É [proibido / proibida] a entrada neste recinto.

35. Bebida alcoólica não é [boa / bom] para o fígado.

36. Maçã é [bom / boa] para os dentes.

37. É [proibida / proibido] a permanência de veículos.

38. V. Exa. está [enganada / enganado], senhor vereador.

39. Está [incluso / inclusa] a comissão.

40. Tenho uma colega que é [meia / meio] ingênua.

41. Ela apareceu [meio / meia] nua.

42. Manuel está [meio / meia] gripado.

43. As crianças ficaram [meia / meio] gripadas.

44. Nunca fui pessoa de [meio / meia] palavra.

45. A casa estava [meia / meio] velha.

46. Quero [meio / meia] porção de fritas.

47. Vocês [só / sós] fizeram isso?

48. Fiquem [alerta / alertas] rapazes.

49. Esperava [menas / menos] pergunta na prova.

50. As certidões [anexa / anexas] devem ser seladas.

51. Mãe e filho moravam [junto / juntos].

52. As viagens ao nordeste estão [caro / caras].

53. Segue [anexo / anexa] a biografia que pediu.

54. Está [inclusas / inclusa] na nota a taxa de serviços.

55. Estou [quite / quites] com as crianças.

56. Procure comer [bastantes / bastante] frutos.

57. Os militares estão [alerta / alertas].

58. Muito [obrigada / obrigadas] disseram elas.

59. Pedro e Maria viajaram [sós / só].

60. Os rapazes disseram somente muito [obrigados / obrigado].

61. A lista vai [anexo / anexa] ao pacote.

62. É [necessário / necessária] a virtude dos bons.

63. Todos estão [salvos / salvo], exceto o barqueiro.

64. As janelas estavam [meio / meia] fechadas.

65. [Só / Sós] os dois enfrentaram a fera.

66. Examinamos [bastante / bastantes] planos.

67. Água de melissa é muito [bom / boa].

68. Para trabalho caseiro é [bom / boa] uma empregada.

69. Não é [permitido / permitida] a entrada de crianças.

70. Eles ficaram [sós / só] depois do baile.

71. Os cheques estão [anexo / anexos] aos documentos?

72. Examinamos [bastantes / bastante] projetos.

73. Os quadros eram os mais clássicos [possível / possíveis].

74. Os documentos vão [incluso / inclusos] na carta.

75. Seguem [anexas / anexos] três certidões.

76. Para quem esta entrada é [proibido / proibida]?

77. Coalhada é [boa / bom] para a saúde.

78. A coalhada dessa padaria é [bom / boa].

79. Maria passeou [sós / só] pelo bosque.

80. [Só / Sós] ela faria as lições.

81. Mais amor [menas / menos] confiança.

82. Hoje temos [menos / menas] lições.

83. O governo destinou [bastante / bastantes] recursos.

84. Eles faltaram [bastantes / bastante] vezes.

85. Tenho [bastantes / bastante] razões para ajudá-lo.

86. Seguem [inclusa / inclusas] a carta e a procuração.

87. As mordomias custam [cara / caro].

88. Esta viagem sairá [caro / cara].

89. As peras custam [cara / caro].

90. Aquelas mercadorias custaram [caro / cara].

91. Os mamões custaram muito [caros / caro].

92. As mercadorias eram [barata / barato].

93. Os mamões ficaram [caros / caro].

94. Não tinham [bastante / bastantes] motivos para faltar.

95. As crianças estavam [bastante / bastantes] crescidas.

96. O governo destinou [bastantes/ bastante] recursos.

97. Suas opiniões são [bastante / bastantes] discutidas.

98. Esta aveia é [boa / bom] para a saúde.

99. Pimenta é [boa / bom] para tempero.

100. É [proibido / proibida] a caça nesta reserva.

101. É [proibida / proibido] entrada.

102. A pimenta é [bom / boa] para tempero.

103. Água tônica é [bom / boa] para o estômago.

104. As crianças viajarão [junto / juntas] a mim.

105. Elas sempre chegam [junto / juntas].

106. Elas nunca saíram [juntas / junto].

107. A filha e o pai chegaram [junto / juntos].

108. Os fortes sentimentos vêm [junto / juntos].

109. Os alunos [mesmo / mesmos] darão à redação final.

110. Ela não sabia disso [mesmo / mesma].

111. Elas [mesmo / mesmas] fizeram a festa.

112. [Anexo / Anexos] estavam os documentos.

113. Estou [quite / quites] com a tesouraria.

114. Eles estão [quite / quites] com a mensalidade.

115 Ela está [quite / quites] com você?

116. A menina me disse [obrigado / obrigada].

117. Os computadores custam [caros / caro].

118. Permitam-me que eu as deixe [só / sós].

119. Eles ficaram [só / sós] depois do baile.

120. Agora é meio-dia e [meio / meia].

121. Bebida alcoólica não é [permitida / permitido].

122. Os guardas estavam [alertas / alerta].

123. Meu filho emagrecia a [olhos vistos / olho visto].

124. Vai [anexo / anexa] a declaração solicitada.

125. As certidões [anexos / anexas] devem ser seladas.

126. [Anexo / Anexos] seguem os formulários.

127. Os juros estão o mais elevado [possível / possíveis].

128. Enfrento problemas o mais difíceis [possível / possíveis].

129. Enfrento problemas os mais difíceis [possível / possíveis].

130. Visitamos os mais belos museus [possível / possíveis].

131. Nós [mesmo / mesmos] edificaremos a casa.

132. Eles são [mesmos / mesmo] responsáveis.

133. Ela [mesma / mesmo] agradeceu.

134. Tudo depende delas [mesmas / mesmo].

GABARITO

01. Tenho bastantes (muitas) razões para julgá-lo.

02. Viveram situações bastante (muito) tensas.

03. Estavam bastante preocupados.

04. Acolheu-me com palavras meio (um tanto) tortas.

05. Os processos estão inclusos na pasta.

06. Estas casas custam caro (invariável).

07. Seguem anexas as faturas.

08. É proibido (ñ artigo) conversas no recinto.

09. Vocês estão quites com a mensalidade?

10. Hoje temos menos (sempre) lições.

12.

Ela caiu e ficou meio (um tanto) tonta.

13. Elas estão alerta (sempre).

14. As duplicatas anexas já foram resgatadas.

15. Quando cheguei era meio-dia e meia (hora).

16. A lealdade é necessária (com artigo).

17. A decisão me custou muito caro.

18. As meninas me disseram obrigadas.

19. A porta ficou meio (um pouco) aberta.

20. Em anexo vão os documentos.

21. É permitido entrada de crianças.

22. Salvo (invariável) os doentes, os demais partiram.

23. As camisas estão caras (sem custar).

24. Seu pai já está quite com o meu?

25. Escolhemos as cores mais vivas possíveis.

26. É necessária muita fé.

27. É necessária a ação da polícia.

28. A maçã é boa para os dentes.

29. Exceto (sempre) os dois menores, todos entram.

30. A sala tinha bastantes carteiras

31. Eram moças bastante competentes.

32. Suas opiniões são bastante discutidas.

33. João ficara a sós.

34. É proibida a entrada neste recinto.

35. Bebida alcoólica não é bom para o fígado.

36. A maçã é boa para os dentes.

37. É proibida a permanência de veículos.

38. V. Exa. está enganado , senhor vereador.

39. Está inclusa a comissão.

40. Tenho uma colega que é meio ingênua.

41. Ela apareceu meio nua.

42. Manuel está meio gripado.

43. As crianças ficaram meio gripadas.

44. Nunca fui pessoa de meia (metade) palavras.

45. A casa estava meio velha.

46. Quero meia (= 44) porção de fritas.

47. Vocês (somente) fizeram isso?

48. Fiquem alerta (sempre) rapazes.

49. Esperava menos (sempre) pergunta na prova.

50. As certidões anexas devem ser seladas.

51. Mãe e filho moravam juntos.

52. As viagens ao nordeste estão caras (sem custar).

53. Segue anexa a biografia que pediu.

54. Está inclusa na nota a taxa de serviços.

55. Estou quite com as crianças.

56. Procure comer bastantes frutos.

57. Os militares estão alerta.

58. Muito obrigadas disseram elas.

59. Pedro e Maria viajaram sós (sozinhos).

60. Os rapazes disseram somente muito obrigados

61. A lista vai anexa ao pacote.

62. É necessária a virtude dos bons

63. Todos estão salvos (salvados), exceto o barqueiro.

64. As janelas estavam meio fechadas.

65. (somente) os dois enfrentaram a fera.

66. Examinamos bastantes planos.

67. Água de melissa é muito bom.

68. Para trabalho caseiro é bom uma empregada.

69. Não é permitida a entrada de crianças.

70. Eles ficaram sós (sozinhos) depois do baile.

71. Os cheques estão anexos aos documentos?

72. Examinamos bastantes projetos.

73. Os quadros eram os mais clássicos possíveis.

74. Os documentos vão inclusos na carta.

75. Seguem anexas três (as) certidões.

76. Para quem esta entrada é proibida?

77. Coalhada é bom para a saúde.

78. A coalhada dessa padaria é boa.

79. Maria passeou (somente) pelo bosque.

80. (= 79) ela faria as lições.

81. Mais amor menos confiança.

82. Hoje temos menos lições.

83. O governo destinou bastantes recursos.

84. Eles faltaram bastantes vezes.

85. Tenho bastantes razões para ajudá-lo.

86. Seguem inclusas a carta e a procuração.

87. As mordomias custam caro.

88. Esta viagem sairá cara.

89. As peras custam caro.

90. Aquelas mercadorias custaram caro.

91. Os mamões custaram muito caro.

92. As mercadorias eram baratas (= 88).

93. Os mamões ficaram caros.

94. Não tinham bastantes motivos para faltar.

95. As crianças estavam bastante crescidas.

96. O governo destinou bastantes recursos.

97. Suas opiniões são bastante discutidas.

98. Esta aveia é boa para a saúde.

99. Pimenta é bom para tempero.

100. É proibida a caça nesta reserva.

101. É proibido entrada.

102. A pimenta é boa para tempero.

103. Água tônica é bom para o estômago.

104. As crianças viajarão junto a mim.

105. Elas sempre chegam juntas.

106. Elas nunca saíram juntas.

107. A filha e o pai chegaram juntos.

108. Os fortes sentimentos vêm juntos.

109. Os alunos mesmos darão à redação final.

110. Ela não sabia disso mesmo (de fato).

111. Elas mesmas fizeram a festa.

112. Anexos estavam os documentos.

113. Estou quite com a tesouraria.

114. Eles estão quites com a mensalidade.

115. Ela está quite com você?

116. A menina me disse obrigada.

117. Os computadores custam caro.

118. Permitam-me que eu as deixe sós (sozinhas).

119. Eles ficaram sós (= 118) depois do baile.

120. Agora é meio-dia e meia.

121. Bebida alcoólica não é permitido.

122. Os guardas estavam alerta.

123. Meu filho emagrecia a olhos vistos.

124. Vai anexa a declaração solicitada.

125. As certidões anexas devem ser seladas.

126. Anexos seguem os formulários.

127. Os juros estão o mais elevado possível.

128. Enfrento problemas o mais difíceis possível.

129. Enfrento problemas os mais difíceis possíveis.

130. Visitamos os mais belos museus possíveis.

131. Nós mesmos edificaremos a casa.

132. Eles são mesmo (de fato) responsáveis.

133. Ela mesma agradeceu.

134. Tudo depende delas mesmo (de fato).

Concordância Verbal

SUJEITO CONSTITUÍDO PELOS PRONOMES QUE & QUEM

QUE: se o sujeito for o pronome relativo que, o verbo concorda com o antecedente do pronome relativo.

- Fui eu que falei. (eu falei)

- Fomos nós que falamos. (nós falamos)

QUEM: se o sujeito for o pronome relativo quem, o verbo ficará na terceira pessoa do singular ou concordará com o antecedente do pronome (pouco usado).

- Fui eu quem falou. (ele (3ª pessoa) falou)

Obs: nas expressões “um dos que”, “uma das que”, o verbo deve ir para o plural. Porém, alguns estudiosos e escritores aceitam ou usam a concordância no singular.

- João foi um dos que saíram.

PRONOME DE TRATAMENTO O verbo fica sempre na 3ª pessoa (ele – eles).

- Vossa Alteza deve viajar.

- Vossas Altezas devem viajar.

DAR – BATER – SOAR (indicando horas) Quando houver sujeito (relógio, sino) os verbos concordam normalmente com ele.

- O relógio deu onze horas.

- O Relógio: sujeito

Deu: concorda com o sujeito.

Quando não houver sujeito, o verbo concorda com as horas que passam a ser o sujeito da oração.

- Deram onze horas.

- Deram três horas no meu relógio.

SUJEITO COLETIVO (SUJEITO SIMPLES)

- O cardum- e escapou da rede.

- Os cardumes escaparam da rede.

Nesses dois exemplos o verbo concordou com o coletivo (sujeito simples).

Quando o sujeito é formado de um coletivo singular seguido de complemento no plural, admitem-se duas concordâncias:

1ª) verbo no singular.

- O bando de passarinhos cantava no jardim.

- Um grupo de professores acompanhou os estudantes.

2ª) o verbo pode ficar no plural, nesse caso o verbo no plural dará ênfase ao complemento.

- O bando de passarinhos cantavam no jardim.

- Um grupo de professores acompanharam os estudantes

SE Verbos transitivos diretos e verbos transitivos diretos e indiretos + – se:

Se o termo que recebe a ação estiver no plural, o verbo deve ir para o plural, se estiver no singular, o verbo deve ir para o singular.

- Alugam-se cavalos.

“Alugar” é verbo transitivo direto. “Cavalos” recebe a ação e está no plural, logo o verbo vai para o plural.

Aqui o “se” é chamado de partícula apassivadora (Cavalos são alugados).

Outros exemplos:

- Vendem-se casas.

- Alugam-se apartamentos.

- Exigem-se referências.

- Consertam-se pianos.

- Plastificam-se documentos.

- Entregou-se uma flor à mulher. (verbo transitivo direto e indireto)

OBS: Somente os verbos transitivos diretos têm voz passiva.

Qualquer outro tipo de verbo (transitivo indireto ou intransitivo) fica no singular.

- Precisa-se de professores. (Precisar é verbo transitivo indireto)

- Trabalha-se muito aqui. (trabalhar é verbo intransitivo)

Nesse caso, o “se” é chamado de índice de indeterminação do sujeito ou partícula indeterminadora do sujeito.

HAVER – FAZER

“Haver” no sentido de “existir”, indicando “tempo” ou no sentido de “ocorrer” ficará na terceira pessoa do singular. É impessoal, ou seja, não admite sujeito.

“Fazer” quando indica “tempo” ou “fenômenos da natureza”, também é impessoal e deverá ficar na terceira pessoa do singular.

- Nesta sala há bons e maus alunos. (= existe)

- Já houve muitos acidentes aqui. (= ocorrer)

- Faz 10 anos que me formei. (= tempo decorrido)

SUJEITO COMPOSTO RESUMIDO POR UM INDEFINIDO O verbo concordará com o indefinido.

- Tudo, jornais, revistas, TV, só trazia boas noticias.

- Ninguém, amigos, primos, irmãos veio visitá-lo.

- Amigos, irmãos, primos, todos foram viajar.

PESSOAS DIFERENTES

O verbo flexiona-se no plural na pessoa que prevalece (a 1ª sobre a 2ª e a 2ª sobre a 3ª).

Eu e tu: nós Eu e você: nós Ela e eu: nós Tu e ele: vós

- Eu, tu e ele resolvemos o mistério. (1ª pessoa prevalece)

- O diretor, tu e eu saímos apressados. (1ª pessoa prevalece)

- O professor e eu fomos à reunião. (1ª pessoa prevalece)

- Tu e ele deveis fazer a tarefa. (2ª pessoa prevalece)

Obs: como a 2ª pessoa do plural (vós) é muito pouco usado na língua contemporânea , é preferível usar a 3ª pessoa quando ocorre a 2ª com a 3ª.

- Tu e ele riam à beça.

- Em que língua tu e ele falavam?

Podemos também substituir o “tu” por “você”.

- Você e ele: vocês

NOMES PRÓPRIOS NO PLURAL Se o nome vier antecedido de artigo no plural, o verbo deverá concordar no plural.

- Os Andes ficam na América do Sul.

Se não houver artigo no plural, o verbo deverá concordar no singular.

- Santos fica em São Paulo.

- “Memórias Póstumas de Brás Cubas” consagrou Machado de Assis.

Obs 1: Com nome de obras artísticas, admite-se a concordância ideológica com a palavra “obra”, que está implícita na frase.

- “Os Lusíadas” imortalizou Camões.

Obs 2: Com o verbo “ser” e o predicativo no singular, o verbo fica no singular.

“Os Lusíadas” é a maior obra da Literatura Portuguesa.

- Os EUA já foi o primeiro mercado consumidor.

SER

O verbo “ser” concordará com o predicativo quando o sujeito for o pronome interrogativo “que” ou “quem”.

- Quem são os eleitos?

- Que seriam aqueles ruídos estranhos?

- Que são dois meses?

- Que são células?

- Quem foram os responsáveis?

Quando o verbo “ser” indicar tempo, data, dias ou distância, deve concordar com a apalavra seguinte.

- É uma hora.

- São duas horas.

- São nove e quinze da noite.

- É um minuto para as três.

- Já são dez para uma.

- Da praia até a nossa casa, são cinco minutos.

- Hoje é ou são 14 de julho?

Em relação às datas, quando a palavra “dia” não está expressa, a concordância é facultativa.

Se um dos elementos (sujeito ou predicativo) for pronome pessoal, o verbo concordará com ele.

- Eu sou o chefe.

- Nós somos os responsáveis.

- Eu sou a diretora.

Quando o sujeito é um dos pronomes isto, isso, aquilo, o, tudo, o verbo “ser” concordará com o predicativo.

- Tudo são flores.

- Isso são lembranças de viagens.

Pode ocorrer também o verbo no singular concordando com o pronome (raro).

- Tudo é flores.

Quando o verbo “ser” aparece nas expressões “é muito”, “é bastante”, “é pouco”, “é suficiente” denotando quantidade, distância, peso, etc ele ficará no singular.

- Oitocentos reais é muito.

- Cinco quilos é suficiente.

EXERCÍCIOS – 01

1. Assinale a opção em que há erro de conjugação verbal em relação à norma culta da língua:

a)

Se ele vir o nosso trabalho, ficará muito doente.

b)

Não desanimes; continua batalhando.

c)

Meu pai interveio na discussão.

d)

Se ele reouvesse o que havia perdido.

e)

Quando eu requiser a segunda via do documento

2.

A única frase que NÃO apresenta desvio em relação à concordância verbal recomendada pela norma

culta é:

a) A lista brasileira de sítios arqueológicos, uma vez aceita pela Unesco, aumenta as chances de

preservação e sustentação por meio do ecoturismo.

b) Nenhum dos parlamentares que vinham defendendo o colega nos últimos dias inscreveram-se para falar

durante os trabalhos de ontem.

c) Segundo a assessoria, o problema do atraso foi resolvido em pouco mais de uma hora, e quem faria

conexão para outros Estados foram alojados em hotéis de Campinas.

d) Eles aprendem a andar com bengala longa, o equipamento que os auxilia a ir e vir de onde estiver para

onde entender.

e) Mas foram nas montagens do Kirov que ele conquistou fama, especialmente na cena “Reino das

Sombras”, o ponto mais alto desse trabalho.

3. A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é:

a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos.

b) Além disso, mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato, o Brasil ainda estará muito longe

de tornar-se um participante ativo do jogo mundial.

c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido, embora nenhum fará a sociedade em

que eu acredito.

d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter

na jaula.

e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação, mas dizê-lo por completo equivalia a um

sacrilégio, ao pecado de saber mais do que nos convinha.

4. (FUVEST) Complete as frases abaixo com as formas corretas dos verbos indicados entre parênteses.

a) Quando eu

b) Os alienados sempre

c) As provas que

os livros, nunca mais os emprestarei. (reaver)

neutros. (manter-se)

mais erros seriam comentadas. (conter)

d)

Quando ele

uma canção de paz, poderá descansar. (compor)

5.

(FGV) Nas questões abaixo, ocorrem espaços vazios. Para preenchê-los, escolha um dos seguintes

verbos: fazer, transpor, deter, ir. Utilize a forma verbal mais adequada.

1)

Se

dias frios no inverno, talvez as coisas fossem diferentes.

2)

Quando o cavalo

todos os obstáculos, a corrida terminará.

3)

Se o cavalo

mais facilmente os obstáculos, alcançaria com mais folga a linha de

chegada.

4) Se a equipe econômica não se

globais, a possibilidade de solução será maior.

5) Caso ela

nos aspectos regionais e considerar os aspectos

ao jogo amanhã, deverá pagar antecipadamente o ingresso.

6. (ENG. MACK) As formas que completariam o período “Pagando parte de suas dívidas anteriores, o

comerciante

para os quais voltou a merecer confiança”, seriam:

novamente seu armazém, sem que se

com seus credores,

a) proveu – indispusesse

b) proviu – indispuzesse

c)

proveio – indispuzesse

d) proveio – indispusesse

e) n.d.a.

7. (UFSCar) “O acordo não

luta.”

as reivindicações, a não ser que

os nossos direitos e

da

a)

substitui – abdicamos – desistimos

 

b)

substitue – abdicamos – desistimos

c)

substitui – abdiquemos – desistamos

d)

substitui – abidiquemos – desistimos

e)

substitue – abdiquemos – desistamos

 

8.

Complete os espaços com um dos verbos colocados nos parênteses:

a)

os

filhos e o pai